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Fontes e Evolução do Direito Internacional

O documento discute as fontes do direito internacional público, incluindo tratados, costumes, princípios gerais e jurisprudência. Também aborda como as normas surgem nesse sistema jurídico e como lida com potenciais conflitos entre normas provenientes de diferentes fontes.

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joana fonseca
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Fontes e Evolução do Direito Internacional

O documento discute as fontes do direito internacional público, incluindo tratados, costumes, princípios gerais e jurisprudência. Também aborda como as normas surgem nesse sistema jurídico e como lida com potenciais conflitos entre normas provenientes de diferentes fontes.

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Direito Internacional Público teórica 19/10/2021

-Como surgem as normas nesse sistema? E para quem se dirigem essas normas?
-O que é uma fonte? Dois tipos: as escritas (lei) e as não escritas (costume). Existem sistemas
jurídicos baseados nas leis escritas (como o sistema português), e outros a base é a lei comum
(como o caso dos ingleses).
-Temos normas escritas (tratados) e normas costumeiras (costume) mas também temos mais:
soft law, princípios gerais
Caracterização de DIP:
Pluralidade das fontes;
Fragmentação
Sobreposição com potencial de se verificar conflitos entre as diferentes normas que regulam
aquela matéria e que são divergentes. Como resolver? Leva-nos para a interpretação das
normas e para a hierarquia de normas.
Temos uma grande incerteza sendo que o princípio da previsibilidade está comprometido. Esta
é fundamentada pela incerteza de saber se há ou não costume (se apenas é um uso ou nem
isso).
O trabalho da comissão do direito internacional é codificar as normas internacional e
contribuir assim para o conhecimento do DIP. Tem um impacto muito positivo na
determinação dos regimes jurídicos e para a diminuição da incerteza.
Nome: Determinação do direito costumeiro resolução 73/223 (?).
Em termos retrospetivos, o DIP começou a ser um direito de base costumeira, evidente até ao
séc. 19. A partir do final do séc. 19 com o tratado de Versalhes, há a contratualização das
relações internacionais sendo o costume grandemente substituído pelo tratado. O DIP evoluiu
para uma realidade mais sofisticada, há uma maior institucionalização das relações
internacionais havendo predominância nos tratados.
Fontes artigo 38 ETIJ, tem mais de 100 anos 1920 e, por isso, tem algumas lacunas, mas
nada que não se ultrapasse através de uma interpretação atualista. É um ponto de partida.
Não faz referência a novas fontes que existem como por exemplo os atos jurídicos das
organizações internacionais, não há uma referência ao soft law, fala em “nações civilizadas” vs.
nações barbaras (é uma expressão que hoje pode representar discriminação)a expressão
deveria ser Estado de direito. Tem uma relevância de uma norma costumeira, vigência
centenária. Faz uma catalogação.
A equidade é uma forma de justiça, mas não uma fonte de direito. Porque surge aqui neste
artigo? Este elucidava o tribunal e as fontes e faz de forma decrescente. Não podemos extrair
conclusões sobre a hierarquia das normas e sobre hierarquia de fontes. Não é uma apreciação
valorativa. O ius cogens são normas fundamentalmente superiores podem ter como base o
costume, os princípios gerais do direito e o próprio tratado (segundo a regência).

Fontes tipificadas (são aquelas que estão no artigo 38)


-Convenção: é um contrato, verifica-se uma pluralidade de designações (convenção, protocolo,
carta, constituição, acordo, tratado, modus Vivendi, concordata (contratos celebrados com a
santa fé) etc). As vezes tem um sentido próprio, mas outras são apenas uma escolha das
partes. CV69regula o nascimento e a morte dos tratados celebrados entre Estados que está
em vigor, mas que foi retificada pelo Estado português. CV86: ““relações entre Estado e
Organizações internacionais, não está em vigor, mas pode vir a ser aplicada por via do
costume, fonte consuetudinária. CV69 art2º: distinção tratado e acordo- acordo de vontades
sobre forma escrita regido pelo DI (acordo escrito), |acordos não escritos (não são proibidos)
mas a cv não lhe é aplicada não podem ser registados e por isso não lhe são oponíveis|.
Classificação:
TRATADOS: tratado-lei estabelece direitos e obrigações das partes, é auto exequível;
tratado-quadro estabelece um regime geral, as vezes tao geral que não é diretamente
aplicado; Tratados bilateraltem 2 partes; tratados multilateraismais de 2 partes; Acordos
solenessão aqueles que exigem ratificação ; Acordo sob forma simplificada podem tornar-
se vinculados pela mera assinatura do plenipotenciário

Teórica 21/10/2021
Costume: genericamente definido como uma prática à qual anda associada a convicção da
obrigatoriedade; há 2 elementos: elemento material- a pratica e o elemento psicológico- a
convicção de obrigatoriedade. O costume é uma prática que é mantida pelos sujeitos que
estão convencidos que há uma obrigatoriedade enquanto o uso apenas tem a prática, mas não
a convicção de obrigatoriedade (distinção entre costume e o uso). Apenas a corrente
positivista exclui a relevância do costume, a voluntarista (fundamenta a vinculação do
costume) e a objetiva reconhecem-no.
Resolução 73/203 cuja designação é “determinação do direito internacional costumeiro” -
facilita o trabalho dos internacionalistas a identificar o costume. É importante a ação como a
inação (omissão), inercia, silencio. Esta prática tem de ser uma prática (art32) geral geral é
alargar, não é necessário que se trate de uma prática adotada por todos os estados, mas sim
seguida pela generalidade representativa dos estados; tem que ser repetida (critério de
reiteração /repetição)não se define um prazo nem um mínimo de atos necessários para
formar essa prática. Ela pode ser manifestada seja no exercício da função legislativa,
declarações (o chefe de estado tem que ter cuidado com as suas declarações), atos legislativos
entre outros. Quando é que há convicção de obrigatoriedade? (conclusão nº10): a verificação é
feita através de indícios feitos pelos tribunais que perante um litígio concreto verificam se há
ou não um costume (tribunais internos e internacionais). A doutrina pode ser um instrumento
auxiliar para dizer se há ou não costume (conclusão nº14). Quanto ao objetor persistente
(conclusão nº 15) define a posição de um estado de forma consistente/continuada se opõe a
uma determinada conduta e a transformação desta numa norma costumeira: é aquele que
atua durante o processo de formação da norma. Essa objeção não impede a formação da
norma, mas torna a norma inoponível ao objetor, não lhe é exigível. Isto exceto às normas jus
cogens, não consegue parar ou suspender a imperatividade da norma ao Estado (esta é
exigível a todos). Conclusão nº16: direito costumeiro particular de âmbito local, regional ou
outro haverá costume bilateral? O tribunal no acórdão de 1960 acordou com a existência
deste costume naquele caso. O costume tem que ter o elemento de autoridade.
Costume VS Tratados: pag133(distinção entre tratado e costume), pg65ssg (hierarquia entre
normas). Conclusão nº11Esta articulação nem sempre é pacifica entre os positivistas
(consideram sempre que quem prevalece é o tratado) e os não positivistas. A regente coloca-
se na paridade, na igualdade hierárquica. Uma norma convencional pode revoga ruma
costumeira? Pode, através do critério cronológico (em conflito só se aplica se as normas forem
hierarquicamente iguais) têm que ter a mesma natureza exceto se tiver natureza de jus
cogens (não pode ser revogada). As outras podem ser revogadas ou caducarem (por falta de
uso), acontece também com as normas dos tratados (exemplo: art2 nº7 da Carta das Nações
Unidas- princípio da proibição da ingerência dos assuntos internos- esta norma caducou por
desuso, na verdade a pratica internacional subsequente da vigência da carta, depois da guerra
fria a prática é uma certa banalização da ingerência. Hoje todos os assuntos são praticamente
de interesse internacional, isto devido à evolução histórica do DIP. Não existe uma jurisdição
interna- uma norma deixou de ser aplicada por força de um costume). 3 tipos de costume.
Conclusão nº11- relevância do tratado na formação do costume: o tratado purifica normas
costumeiras, casos em que o tratado cristaliza através da norma escrita, e a convenção
internacional serve de ponto de partida para a formação de uma norma costumeira.

Aula teórica 26/10/2021


Princípios gerais de direito quanto maior o impulso legislativo acaba por gerar conflitos e a
forma de ultrapassar estes é recorrendo aos princípios gerais de direito. Funcionam como
critério de integração de lacuna. Podem ser específicos de DIP princípio segundo o qual não se
devem alterar as fronteiras reconhecidas (princípio fundamental), princípios gerais que são
transversais como por exemplo o princípio da boa-fé. Os principais princípios são: Princípio da
boa-fé, princípio da proporcionalidade e o princípio da humanidade (princípio operativo no
campo do direito humanitário no contexto dos conflitos armados). Não são meramente
indicativos, mas vinculativos geradores de direitos e obrigações.
Doutrina Perdeu importância neste período de vigência do estatuto. Podem ajudar na
identificação das normas principalmente das normas de jus cogens.
Jurisprudência Jurisprudência dos tribunais internacionais e nacionais. Figura do procedente
judicial: quando um tribunal julga, essa decisão tem efeitos no caso concreto, mas
dependendo da natureza da decisão e esta estrutura jurídica a que esse tribunal se integra
esses efeitos podem ir além do caso concreto (efeito erga omnes do caso concreto). É mais
importante que a doutrina. As decisões funcionam como precedentes. Clarificação de uma
norma que já resultará de fatores geradores da norma que não são apenas as decisões do juiz,
mas às vezes cria a norma (não é tão comum no direito internacional).
Nº2 do art38Equidade: é sinonimo de justiça, em termos rigorosos não é uma fonte de
direito, mas sim a justiça do caso concreto. O tribunal pode decidir uma norma para o caso
concreto procurando um critério de decisão apoiado na justiça material e com isso pode
descartar a norma de direito. Falta concretização. Outra dimensão da equidade: equidade de
princípios equitativos->todos os tribunais estão obrigados a procurar a decisão mais
ponderada/equilibradas para o litígio concreto.
Temos outras fontes:
Atos unilaterais São atos adotados por 1 sujeito internacional (estado ou OI). É fonte? Pela
regente trata-se de saber se são atos meramente aplicativo (limitam-se a aplicar as normas
existentes) ou gerador de uma norma (definem regras gerais e abstratas). Exemplo:
resoluções da Assembleia.
Figura do estoppel - instituto jurídico que determina os efeitos associados a um Estado. O
comportamento do Estado (atividades diplomáticas e internas) vincula esse Estado. “Não vir
contra facto próprio”. Exigência básica de consistência e boa-fé.
Hierarquia: Segundo a regência Não há hierarquia de fontes, há um princípio base de
equivalência ou paridade. Não confundir com hierarquia de normas, aqui já existe hierarquia
que se traduz na existência do jus cogens. Dois patamares: O soft law, o hard law (subdivisão
de normas impositivas comuns, impositivas qualificadas ou fundamentais que correspondem
ao conceito do jus cogens como está identificado no art 53 na CV69.
Soft law: É difícil o conceito, mas tem relevância. O jurista quando não esta segura da norma
ou não quer anuir que ali não existe norma diz que existe pelo menos há soft law. É um direito
suave, quase direito (mais rigoroso), direito indicativo. Outros autores falam de efetividades
em ação. Direito do ambiente e das alterações climáticas, tem se conseguido avançar mais
pelo soft law. É particularmente visível as comunidades epistologicas (ao conjunto dos
cientistas nas mais diversas áreas), comunidades de peritos que elaboram estudos, relativos
dinamizam grupos de trabalho e produzem conhecimento e este vai apoiar o decisor político
no sentido de dar consistência às simples e meras declarações de vontade. Constituem um
instrumento de passagem de soft law para hard law. Os decisores políticos são confrontados
com uma realidade cientificamente demonstrada.
Conjunto de regras de dever ser e no conjunto destas regras estão aquelas que são
insuscetíveis de derrogação (jus cogens). São normas paramétricas que não podem ser
dispensadas. A dificuldade é identificar a norma que tem essa qualidade ou não, se é aceite
universalmente e também correspondência a um valor fundamental (dignidade da pessoa
humana e a paz...) Pode ser implícita, pode ser expressa (art 103 da Carta conjugado com art 2
nº6).

Teórica 28/10/2021
A última aula teórica é dia 30/11
Vinculação internacional do Estado Português no quadro internacional

As Convenções internacionais só vinculam as partes contratante. O que é que o Estado deve


fazer para ser parte contraente? Encontra-se em parte na Convenção de Viena e em larga
medida naquilo que está previsto na Constituição desse Estado. As constituições dos estados é
que determinam o processo, quem é competente para assinar, aprovar, interpreta, fiscaliza da
constitucionalidade, a partir de que momento se produzam efeitos na ordem interna etc. Dois
fatores:
- O primeiro tem a ver com a relação que a CRP espelha entre direito interno e direito
internacional existem constituições que são mais internacionalistas do que outras. No caso
da portuguesa estamos perante uma constituição internacionalista, humanista e europeísta.
Tem uma grande abertura ao direito internacional, podemos identificar isto no artigo 7 e o
artigo 8 (disposições fundamentais no que diz respeito a essa relação). Este artigo 7º é mais
proclamatório, assunção de um princípio dos valores do direito internacional. O artigo 8º é a
clausula de integração que facilita a entrada das normas europeias na ordem jurídica
portuguesa. O número 2 tem a ver com o direito comunitário, o número 3 foi pensado no
direito da união europeia e das resoluções do conselho de segurança, da Assembleia. O
número 4 consagra o princípio do primado da União Europeia
-O segundo tem a ver com o sistema de governo: É muito relevante. Num sistema
presidencialista os poderes do P são mais alargados nesse processo. No sistema parlamentar o
órgão principal é o parlamento. No sistema semiparlamentar há repartição de competências
entre os 3 órgãos principais, sendo o Governo responsável pela negociação e pode ser
competente para aprovar. As regiões autónomas podem apenas participar. A AR pode aprovar.
O PR tem o direito de ser informado no decurso das negociações há um dever de lealdade do
Governo informar; tem o poder de assinar /ratificar, podendo recusar (ato livre). Por isso é que
é importante ser informado. Para além disto há intervenientes potenciais (podendo ou não
intervir): o Tribunal constitucional na fiscalização preventiva se for suscitada; Corpo eleitoral
através do referendo, não sendo este obrigatório 115º nº3, mas que pode ser vinculativo.
Mesmo que não seja vinculativo tem um peso político que irá inibir de aprovar o Governo ou à
Assembleia. Em Portugal ainda não se realizaram, mas já lá estivemos perto (2 chumbos). O
artigo 115º permite uma pergunta sobre matérias, não sobre um tratado. Art295º em
conjugação 115: estabeleceu uma exceção ao art 115 de modo a viabilizar a realização de
referendo sobre tratados europeus. Os Estados situações de retificações imperfeitas: um
estado não pode 26 e 46 CV não pode invocar a sua constituição para deixar de aplicar a
convenção salvo se for uma violação manifesta (que não deixaria de ser precedida pelos outros
Estados que participaram na negociação) fundamental (Na nossa constituição exemplo artigo
…. limitação ao princípio da constitucionalidade que permite a aplicar de normas
convencionais que são inconstitucionais organicamente ou formalmente e que não violem
disposições fundamentais da CRP.

Falta aulas de 2 dias ver wpp


Teórica 9/11/2021

Destinatários das normas internacionais


Elementos do estudo: livro Ordem de sujeitos do séc. XX- obra coletiva. Leitura da nota de
apresentação pág. 9, estudo introdutório 19 à 77o estado e os outros “quem é quem no DI”
- SUBJETIVIDADE INTERNACIONAL. O estado é o sujeito central pelo qual os outros se
posicionam; um ponto delicado-ponto do reconhecimento com categoria e reconhecimento de
Estados. Outro estudo presente livro da professora Margarida salema sobre as ONU.
Convidados: 19 de novembro (conflitos armados na perspetiva do princípio da proibição do
uso da força). última aula será 30 de novembro- o direito internacional e europeu dos direitos
humanos.
Conceitos:
- Personalidade jurídica internacional: A suscetibilidade ou a possibilidade de se articular
direitos e de estar sujeito a deveres no quadro da ordem jurídica internacional. Capacidade
jurídica internacional remete para a medida de direitos de que se é titular ou que se podem
exercer (gozo vs exercício) e de deveres a que se está sujeito. Exemplo: 2 sujeitos de direito
internacional, o estado e o individuo (hoje é reconhecido como sujeito de direito
internacional). Os dois têm personalidade jurídica, nessa medida estão no mesmo plano, mas
isto não acontece em relação à capacidade jurídica porque só o Estado tem uma capacidade
jurídica plena, “tem a competência das competências”expressão que nasceu do direito
alemão, quem pode definir no âmbito da sua própria competência (característica da
soberania), “tem todos os direitos e deveres”. Estado falhado exemplos: bósnia, Kosovo, não
está em condições de pagar a sua própria independência, são outros estados (dependência
económica externa). Um estado que é financiado pela comunidade internacional através de
estados vizinhos ou outros. E impossibilidade de garantir aquelas funções fundamentais de um
estadoestado falhado. Estado soberanode forma pragmática, é o estado que tem
condições de ser independente perante os outros, independente na ordem jurídica
internacional. Tem que exercer o poder supremo acerca de todos os poderes internos, tem
que se sobrepor. ex: Catalunha- movimento socialista- pais bascos. Tem competência para
definir a sua própria competência através da sua constituição ao contrário o individuo não
define a sua própria competência no direito internacional, os direitos estão presentes nos
tratados concluídos pelos estados, também estão sujeitos a deveres- que pode vir a ser julgado
pelos tribunais internacionais como internos-->Não é o próprio individuo que diz os seus
próprios direitos.
Organizações Internacionais- sujeitos de direito internacionais, são associações de estados e
de outros sujeitos de Direito internacional, criadas e definidas por tratados dotadas de órgãos
próprios para prosseguir objetivos e exercer poderes que estão definidos no tratado instituto.
É uma pessoa coletiva de direito internacional. Não podem fazer tudo o que querem, tem que
ter um objeto que vem limitar a ação; não define a sua própria competência, mas sim os
estados no momento em que se celebra o tratado. São estes que dizem o que a OI podem
fazer, tem uma personalidade jurídica funcional, existe para aquela função. Podem ser objeto
de alguma expansão à margem das previsões expressas do tratado.
Dois aspetos essenciais:
-O estado pode fazer tudo o que não for proibido
-O conjunto de direitos e deveres de outros sujeitos depende do Estado.
Com a evolução especialmente no séc. XX passamos desta unidade para a pluralidade a
doutrina admite vários sujeitos, mas a partir daqui começam as divergências. Diferença:
Sujeitos tem subjetividade internacional
Os autores internacionais têm influência, visibilidade, impacto naquilo que acontece
internacionalmente, mas não têm esse estatuto jurídico. Ex: Organizações não
governamentais- tem uma visibilidade crescente, mas não é sinonimo de estatuto jurídico. O
mesmo acontece com as empresas internacionais (Apple…) - transnacional- e por isso serão
atores? Tem relevância na parte da responsabilidade, ela responde perante quem? Discussão
da natureza jurídica. A regente diz 2 correntes: 1- mais dogmática: que defende um elenco
mais restrita de sujeitos internacionais- estados, OI, indivíduos e movimentos beligerantes 2-
vertente anglo-saxónica, mais flexível, é sujeito quem está em condições de exercer direitos,
participação em grandes eventos internacionais personalidade jurídica emergente (quando
não se consegue catalogar diz-se que tem esta personalidade jurídica emergente). Aqui estão
presentes então as: Organizações não governamentais, empresas internacionais Visão
menos dogmática mais pragmática.
Talvez o melhor é não adotarmos uma ideia totalmente dogmática ainda que a regente pense
que as ONG não sejam ainda sujeitos internacionais.
Vulpinas adjetivo.

Teórica 11/11/2021
hoje é o dia do fim da 1ª guerra mundial.
Prerrogativas de um sujeito internacional, o que é que este pode fazer? Existem 3 poderes que
estão associados à subjetividade.
Ius belli – direito de fazer a guerra
Ius legaciones-direito de receber e enviar delegações diplomáticas
Ius tratro-direito de participar nas negociações e celebrar tratados internacionais.
Estas 3 prerrogativas necessariamente caracterizavam a ação internacional do Estado.
Na atualidade, isto mudou. Mantem-se o ius legaciones, trato e perdeu o belli por causa da
carta das nações unidas (proibição do uso da força salvo o art51º -legitima defesa-direito de
reagir ao desacordo, de perigo). Os estados têm hoje outras prerrogativas por exemplo o
direito de reclamação internacional (direito a recurso aos Tribunais internacionais, o direito de
petição, o direito de apresentar queixas ao órgão internacional competente.
Em que momento surge o sujeito internacional? Vamos analisar na perspetiva do estado.
Quando surge um Estado? O que um Estado? Os seus elementos? É uma das questões mais
complicadas a nível a técnico-jurídica e devida a contaminação do jurídico em relação ao
político. Depende do seu reconhecimento e de quem o faz. Não basta reclamar a
independência. Exemplo: Kosovo- nasceu pela separação da servia. Mais de 100 Estados
reconhecem o Kosovo como Estado. A Espanha não lhe convém reconhecer por causa da
Catalunha. Ainda depende financeiramente da ONU e da comunidade europeia. A servia não o
reconhece, como dois membros do concelho de segurança nomeadamente- a Rússia (aliada da
servia e também ela tem porções centrifugas dentro do seu território) e a china (que tem
porções centrifugas dentro do seu próprio territóriomesmo motivo que a Rússia). Outro
exemplo é a palestina que é reconhecida por mais de 130 países, porque é que ainda não é
membro da ONU? Porque o membro do concelho de segurança (EUA) não o reconhece. Foi
admitida na UNESCO pressionando o povo de Israel sobre os direitos do povo paquistanês.
Nós podemos dar uma definição do que é o reconhecimento “é um ato jurídico unilateral de
natureza discricionária ou livre por via da qual o Estado ou outro Sujeito Internacional
reconhece a existência de uma determinada situação de facto ou de direito através da qual
reconhece a existência de um Estado”. Nos termos da convenção “Montevidéu”, 1933 e no art
3- é uma expressão que em 33 já se considerava de direito consuetudinário remete para o
reconhecimento declarativo- não é disto que depende a existência de um novo Estado. O que
é preciso, então, para ser um Estado? População permanente, território determinado,
governo, capacidade de entrar em relações com os demais estados entre outros são todos
necessários, exigência cumulativa. A estadual idade tem 2 momentos: a criação- pode surgir
por acordo, independência, por desavença-guerra (Exemplo: Montenegro), separação
amigável (exemplo: Eslováquia e a… e o caso do Sudão). Temos de verificar se estão verificados
os pressupostos da estadualidade. O segundo momento, que deve ser reconhecimento por
parte dos outros Estados e Sujeitos Internacionais. A União Europeia não é um Estado, mas
pode reconhecer legitimidade: regra geral seguem 1 de 2 critérios ou uma mistura dos dois:
1 critério da identidade ( defensores da real identifique- o que é parece, o que parece é se
determinadas forças exercem o poder/o controlo do território (exemplo: governo talibã-
controlam a cidade Cabul porém não tem legitimidade porque não reconhece direitos
humanos nomeadamente os direitos das mulheres), estamos em posição de os reconhecer
como Estado) e o outro é o critério da legitimidade /legalidade- respeito pelos princípios de
direito (dignidade humana) .
Nenhuma entidade é obrigada a reconhecer. Mas haverá situações em que o DI proíbe o
reconhecimento Artigo 41º nº2 Projeto de artigos da responsabilidade internacional dos
Estados, nunca se transformou numa convenção. Deixa de ser livre para ser um ato
condicionado. O risco é a instrumentalização, a subjetivação (“reconhecer x e não reconhecer
y”) que torna esta política muitíssimo inconsistente.
Empresas não governativas -oral de melhoria. Não é
O individuo começou por ser um súbdito, existia a proteção diplomática que quando este era
captado num país estrangeiro- não tinha direitos nenhuns, ficava à merce desse Estado. Podia
apelar às autoridades do seu Estado por ajuda (proteção diplomática- do ponto de vista do
Estado é facultativa- o Estado ajuda se quiser a nível internacional). O salto dá-se no séc. XX
com o direito internacional dos DH passa a ser um sujeito de direitos e deveres, deixa de ser
um súbdito, e depois através de todas as convenções que vão surgindo nos anos 50 e
seguintes. Tem o direito de recorrer aos Tribunais Internacionais, petições, reclamações,
direitos que se impõem à vontade do seu Estado. O individuo é cidadão pode invocá-la pelo
Estado e obrigando o Estado a respeitar os seus direitos. Também tem deveres,dever de não
violar regras internacionais que tipificam os crimes internacionais: crimes de guerra, crimes de
genocídio.

Teórica 18/11/2021

Alexandre Guerreiro
Questões sobre a ingerência.
Trabalhos da comissão das nações unidasfonte de inspiração de DIP do professor.
Jus cogensnormas imperativas que as partes não podem afastar e pela sua substância são de
interesse. Pelo menos 8 normas ius cogens: proibição de agressão, crimes contra crimes,
genocídio, escravatura… o princípio de ingerência acaba por assumir o valor de ius cogens.
1945- Marcou uma nova ordem internacional. Unilateralismo-

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