Análise e controle de Riscos
Guilherme Henrique Silveira Costa
Gustavo Castro Souza
Jeylto Alves de Souza Cruvinel
Juliana Santana de Almeida
Leandro de Castro Paiva Morais
Osmar Felipe Alves Eleodoro
Otávio Zumpano Cunha Rodrigues
Análise e Controle de Riscos
Definição:
● Atividade com a finalidade de desenvolver
estimativas qualitativas e/ou quantitativas do
risco.
● Processo que utiliza os resultados obtidos das
análises para a tomada de decisão quanto ao
gerenciamento de riscos.
Riscos
● Medidas de danos a vida humana e/ou de perda
econômica
○ Conciliação da incerteza e do dano
○ Conciliação entre evento, probabilidade e
consequências
○ Razão entre o perigo e as medidas de segurança
R=P.G
Riscos
- “Se o risco existe é possível prever o dano”
Análise e Controle de Riscos
O quanto estamos
● O que pode acontecer de errado? preparados??
● Quais são as causas básicas dos eventos indesejados?
● Quais são as frequências de ocorrência dos acidentes?
● Quais são as consequências?
● Os riscos são toleráveis?
Estudo de Análise de Riscos
5 Etapas:
1. Identificar eventos perigosos
2. Avaliar os riscos associados
3. Avaliar os desvios em relação ao risco tolerado
4. Elaborar o plano de ação para controle
5. Efetuar ações de intervenções
Técnicas de Análise de Riscos
6 Principais técnicas:
● Análise preliminar de Risco – APR
● Análise de Árvore de Falhas – AAF
● Árvore de Causas – ADC
● Análise de Modos de Falhas e Efeitos – FMEA
● Estudo de Perigos e Operabilidade – HAZOP
● Técnica de Incidentes Críticos – TIC
Análise Preliminar de Riscos - APR
Corresponde a uma técnica de avaliação prévia dos
riscos presentes na realização de uma determinada
atividade.
● Determina os riscos que poderão estar
presentes na fase operacional.
● É uma análise inicial qualitativa desenvolvida na
fase de projeto e desenvolvimento de processos,
sistemas ou produtos.
Análise Preliminar de Riscos - APR
● Objetivos da APR
○ Identificar causas de riscos e os próprios riscos
○ Estabelecer medidas de salvaguarda
○ Orientar colaboradores sobre riscos existentes
em suas atividades
○ Redução dos riscos e dos gastos expressivos
além do planejado.
Análise Preliminar de Riscos - APR
- Etapas da APR
1. Identificar os perigos e ameaças, o risco potencial e
as causas e vulnerabilidades
2. Identificar pessoas e bens potencialmente expostos
aos riscos resultantes
3. Estimativa dos danos e efeitos
4. Análise qualitativa do risco
5. Implementação das medidas preventivas e de
controle de riscos
Análise Preliminar de Riscos - APR
Análise de Árvore de Falhas – AAF
Definição
● Método no qual é definido um evento indesejado, chamado de
evento topo, e em seguida é realizada a busca de suas possíveis
causas
● É um processo lógico e dedutivo com abordagem de cima para
baixo (top-down), gerando um diagrama em formato de árvore
● A AAF foi originalmente desenvolvida nos laboratórios da Bell em
1962
● É amplamente utilizada em situações relacionadas à confiabilidade
e segurança
Análise de Árvore de Falhas – AAF
Objetivos
● Após construída, a árvore de falhas objetiva representar
visualmente a lógica e a dependência entre o evento indesejado e
suas causas
● Fornece um método eficiente para analisar o sistema
● Visa melhorar a confiabilidade de um processo por meio do estudo
das possíveis falhas
● Auxilia na adoção de medidas corretivas e preventivas
● Possibilita a percepção de falhas ocultas
Análise de Árvore de Falhas – AAF
Características
● A árvore de falhas é constituída pelo evento topo e seus níveis
subsequentes, que são os eventos intermediários e os eventos
básicos
● Nela é aplicada uma lógica booleana, com símbolos que
relacionam cada um dos eventos que pode ter gerado a falha
● Conta principalmente com as portas lógicas AND (e) e OR (ou).
● É utilizada como ferramenta para uma avaliação qualitativa,
determinando as falhas básicas
● Em alguns casos, pode ser utilizada também para avaliações
quantitativas, que diz respeito ao cálculo da probabilidade do
evento indesejado ocorrer
Análise de Árvore de Falhas – AAF
Simbologia
Os eventos possuem os seguintes símbolos e definições:
Evento topo: Acontecimento principal indesejado, hipótese
acidental
Evento intermediário: Aquele que propaga ou mitiga um evento
básico
Evento não desenvolvido: Aquele que não pode ser desenvolvido
por falta de informações
Evento básico: aquele que não requer nenhuma investigação
adicional
Análise de Árvore de Falhas – AAF
Simbologia
As portas lógicas mais utilizadas são:
Porta AND (E): A saída somente ocorre se todos os eventos de
entrada existirem simultaneamente
Porta OR (OU): A saída ocorre se um ou mais eventos de entrada
existir
Análise de Árvore de Falhas – AAF
Metodologia
1) Selecionar um evento topo por qualquer técnica de identificação de
perigos
2) Identificar as falhas que podem causar o evento topo (eventos
intermediários e básicos)
● Que falha pode ocorrer?
● Sob que condições ela ocorre?
3) Estabelecer relação lógica e causal entre os eventos
● Requer conhecimento do sistema
4) Desenhar a árvore de falhas
Análise de Árvore de Falhas – AAF
Estrutura:
Análise de Árvore de Falhas – AAF
Exemplo simples:
Árvore de Causas – ADC
O método Árvore de Causas - ADC É
utilizada para analisar as causas de um
acidente.
Avalia os fatos com uma combinação lógica
para criação do diagrama que lembram os
galhos de uma árvore.
Árvore de Causas – ADC
O Processo para a criação da ADC deve
seguir 4 passos:
1º) Coleta de Dados;
2º) Montagem da Árvore;
3º) Descrição das Medidas Preventivas;
4º) Plano de Ação;
Árvore de Causas – ADC
1º passo - Coleta de Dados
Há diversas metodologias e ferramentas
que você pode utilizar para coletar os dados:
● Entrevistas;
● Estatísticas;
● Relatórios;
● Brainstorming;
● Fotos;
Árvore de Causas – ADC
2º Passo - Montagem da Árvore
O Diagrama lembra os galhos de uma árvore, sendo possível a identificação dos diversos
níveis de interferência nos problemas. Os níveis descrevem:
- Atos inseguros;
- Condições inseguros;
- Questões organizacionais e culturais;
- Questões Legais (Normas e Leis).
Árvore de Causas – ADC
A estrutura do método é baseada em quatro
componentes que são:
Todo trabalho é visualizado como um
sistema em que cada Indivíduo (I), com o
auxílio de um Material (M), realiza uma
Tarefa (T) no contexto de um Meio de
Trabalho (MT). Esses quatro elementos ou
componentes constituem a Atividade.
Árvore de Causas – ADC
3º Passo - Medidas Preventivas
Deve ser relacionado todas as ações que podem
ser aplicadas para que o acidente não ocorra.
Tais como:
● Treinamentos;
● Cursos;
● EPI's;
● EPC's;
Árvore de Causas – ADC
4º Passo - Plano de Ação
Desenvolver todas as ações da etapa anterior e
avaliar seus resultados.
Análise de Modos de Falhas e Efeitos – FMEA
Definição:
FMEA (Failure Mode and Effect Analysis) é um
método utilizado para prevenir falhas e analisar os
riscos de um processo, através da identificação
de causas e efeitos para identificar as ações que
serão utilizadas para inibir as falhas.
Análise de Modos de Falhas e Efeitos – FMEA
Tipos:
● Produto
● Processos
● Sistema
● Serviços
● Software
Análise de Modos de Falhas e Efeitos – FMEA
Benefícios:
● Realizar um processo produtivo com maior qualidade
● Trabalhar com confiabilidade e segurança
● Trabalhar com menor custos e avarias
● Diminuir a probabilidade de falhas nos processos e
produtos
Análise de Modos de Falhas e Efeitos – FMEA
Etapas do FMEA
1. Definir o processo que será analisado;
2. Definir as equipes de análise;
3. Apontar as possíveis falhas dentro do processo;
4. Identificar sua causa principal e outras causas;
5. Identificar seus efeitos;
6. Priorizar as falhas de acordo com a ocorrência,
gravidade e detecção;
7. Pensar em ações preventivas e soluções;
8. Definir os prazos e responsáveis pela ação preventiva.
Análise de Modos de Falhas e Efeitos – FMEA
Exemplo:
Análise de Modos de Falhas e Efeitos – FMEA
Exemplo:
Estudo de Perigos e Operabilidade – HAZOP
O termo HAZOP significa Hazard and Operability Study, que em
português quer dizer Estudo de Perigos e Operabilidade.
● Visa identificar os perigos e problemas de operabilidade na
instalação de um processo;
● Investiga sistematicamente cada elemento;
● Gera perguntas de modo estruturado e sistemático, através
do uso apropriado de um conjunto de palavras- chave;
Estudo de Perigos e Operabilidade – HAZOP
Processo de Estudo:
1 - Formar a equipe HAZOP
2 - Identificar os elementos do sistema
3 - Considerar variações nos parâmetros operacionais
4 - Identificar quaisquer perigos e pontos de falhas
Estudo de Perigos e Operabilidade – HAZOP
1 - Formar a equipe HAZOP:
● Equipe multidisciplinar (operações,
manutenção, instrumentação, projeto de
engenharia, especialistas, etc);
● Membros experientes (não devem ser
novatos);
● Devem possuir conhecimento em sua área do
sistema;
● Disposição para considerar todas as
variações em cada ponto do sistema.
Estudo de Perigos e Operabilidade – HAZOP
2 - Identificar os elementos do sistema:
● Identificar as etapas, ou elementos
individuais;
● Utilização de diagramas de tubulação e
instrumentos, ou ainda um modelo de planta;
● Para cada elemento, a equipe identificará os
parâmetros operacionais planejados do
sistema naquele ponto:
○ taxa de fluxo
○ pressão
○ temperatura
○ vibração
○ etc. Exemplo de diagrama de tubulação
Estudo de Perigos e Operabilidade – HAZOP
3 - Considerar variações nos parâmetros
operacionais:
● Para cada parâmetro, a equipe considera os
efeitos do desvio do normal.
● Considerar as maneiras como cada elemento
interage com os outros ao longo do tempo.
Exemplo de desvios possíveis para um parâmetro
Estudo de Perigos e Operabilidade – HAZOP
4 - Identificar quaisquer perigos e pontos de falhas:
● Onde o resultado de uma variação for um perigo para os trabalhadores ou para o processo de
produção - PERIGO POTENCIAL:
○ Documentar a preocupação;
○ Estimar o impacto de uma falha neste ponto;
○ Estimar probabilidade;
○ Avaliar sistemas de proteção existentes;
○ Avaliar capacidade de lidar com os desvios considerados.
Quando uma condição perigosa é identificada, recomendações podem ser feitas para modificações no
processo ou sistema, ou um estudo mais aprofundado por um especialista pode ser necessário.
Estudo de Perigos e Operabilidade – HAZOP
Técnica de Incidentes Críticos – TIC
Definição da técnica:
É baseada no recolhimento de informações, que tem sua origem nas
abordagens qualitativas, permitindo que o observador faça uma análise
reflexiva sobre situações e acontecimentos utilizando a descrição dos
participantes presentes no ocorrido, visando identificar erros e condições
inseguras.
Técnica de Incidentes Críticos – TIC
O que é um incidente crítico:
● É um acontecimento inesperado que se destaca pelas suas
características, que envolvem danos a um procedimento específico.
● Situação ou episódio que altera a ordem normal das coisas.
● Pode ser pré-definido pelo seu líder.
Técnica de Incidentes Críticos – TIC
Aplicação da Técnica:
● Um entrevistador é escolhido com base na sua capacidade de
administração de grupos
● O entrevistador interroga e os incita a recordar e descrever o incidente
crítico.
● Os entrevistados são estimulados e colocados à vontade para descrever
todos os pontos que levaram ao incidente crítico.
Técnica de Incidentes Críticos – TIC
Síntese da técnica:
Técnica de Incidentes Críticos – TIC
Vantagens da Técnica dos Incidentes Críticos:
● Fácil aplicação, podendo ser aplicada utilizando questionários
● Determina um padrão para eventos raros
● Coleta de dados flexível
● Econômico em sua aplicação
● Fácil entendimento
Obrigado!