26/08/2021
Neurônios e sinapses
Prof: Ms. Julio Kleinpaul
Classificação
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O sistema nervoso é formado por apenas dois
tipos de células:
Neurônios
Unidades estruturais e funcionais básicas do SN
Respondem a estímulos físicos e químicos
Conduzem impulsos eletroquímicos
Liberam reguladores eletroquímicos
Células de sustentação
Auxiliam nas funções dos neurônios
São mais abundantes astrócito
No SNC são chamadas de neuroglia ou células da glia ou astrócito
No SNP são as células satélites ou gliócitos ganglionares
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Neurônios
O corpo celular
SNC formam os núcleos
SNP formam os gânglios
Dentritos
Área receptiva (trans. impulsos)
Axônio
condução dos impulsos
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NEURÔNIO
Conceito: unidade anatômica e funcional
básica do sistema Nervoso.
Estrutura: Corpo celular (SOMA)
Dendritos
Bainha de Mielina (formada de lipídeos
Núcleo e proteínas
Axônio Nódulos de Ranvier
Cone de implantação
Direção do Terminais axonais
impulso
Botões Sinápticos
Classificação dos neurônios
Sentido da condução do estímulo
Neurônios sensitivos ou aferentes
(Receptores sensitivos para o SNC)
Neurônios motores ou eferentes
(SNC para órgão efetores e glândulas)
Neurônios motores somáticos (controle reflexo, controle somático)
Neurônios motores autônomos (músculos lisos, cardíaco e
glândulas)
Simpáticos (aceleram)
Parassimpáticos (desaceleram)
Neurônios de associação ou interneurônios
(Apenas no SNC, possui função integradora)
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26/08/2021
Classificação dos neurônios
Em relação ao número de processos que se estendem do corpo
celular
Pseudo-unipolares (forma de T)
Neurônios sensitivos
Bipolares
Encontrado na retina do olho
Multipolares
Mais comum, vários dendritos, um axônio
Neurônios motores
Nervos
É um feixe de axônios localizados fora do SNC
Nervos Motores
Nervos Sensitivos
Nervos Mistos
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1. Os receptores sensitivos da pele detectam as
sensações e transmitem um sinal ao cérebro.
2. O sinal é transmitido ao longo de um nervo
sensitivo até a medula espinhal.
3. Uma sinapse na medula espinhal conecta o nervo
sensitivo a um nervo da medula espinhal.
4. O nervo cruza para o lado oposto da medula
espinhal.
5. O sinal é transmitido e ascende pela medula
espinhal.
6. Uma sinapse no tálamo conecta a medula
espinhal às fibras nervosas que transmitem o
sinal até o córtex sensitivo.
7. O córtex sensitivo detecta o sinal e faz com que o
córtex motor gere um sinal de movimento.
8. O nervo que transmite o sinal cruza para o outro
lado, na base do cérebro.
9. O sinal é transmitido para baixo pela medula
espinhal
10. Uma sinapse conecta a medula espinhal a um
nervo motor.
11. O sinal prossegue ao longo do nervo motor.
12. O sinal atinge a placa motora, onde ele estimula
o movimento muscular. 10
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Células de sustentação
Células de schwann
Formam a bainha de mielina nos axônios do SNP
Oligodentrócitos
Formam a bainha de mielina nos axônios do SNC
Células satélites ou gliócitos ganglionares
Sustentam os corpos celulares no interior dos gânglios do SNP
Astrócitos (c. glia)
Ajudam a regular o ambiente externo dos neurônios do SNC
Micróglias
Migram pelo SNC e fagocitam material estranho e degenerado
Oligodentrócito
Células ependimais (*)
Revestem as cavidades encefálicas e o canal central da medula - meninges 11
Bainha de Mielina (SNP)
SNP ---Células de schwann
Velocidade
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Nodo de Ranvier
Junção de duas bainhas de mielina.
Está cheio de líquido extracelular e os íons que
chegam até o axônio.
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Tipos de condução
• Contínua: o impulso passa por toda
extensão do axônio. Ocorre em neurônios
sem bainha de mielina e é mais lenta.
• Saltatória: ocorre em neurônios com
bainha de mielina, há despolarização da
membrana apenas nos nódulos de Ranvier.
É mais rápida
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Bainha de Mielina (SNC)
SNC----Oligodendrócitos
Esclerose múltipla:
Destruição progressiva da bainha de mielina
dificuldade na progressão normal dos estímulos
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Atividade elétrica dos axônios
Prof: Ms. Julio Kleinpaul
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Atividade elétrica dos neurônios
Todas as células apresentam diferenças de potencial de um
lado e outro da membrana. (Potencial de repouso da
membrana), porém só os neurônios e os músculos se alteram
com a estimulação.
Nos neurônios esse potencial é de -70 mV
Canais de Na+
Fechado quando a célula está em repouso
Canais de K+
Sempre aberto (sai)
Mantém o equilíbrio elétrico
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SINAPSE
-70mV REPOUSO
-59mV
EXCITADO (PEPS)
Potencial Excitatório Pós Sinaptico
Despolarizado
-75mV
INIBÍDO (PIPS)
Potencial inibitório Pós Sinaptico
Hiperpolarizado
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Condução do impulso nervoso
Estado de repouso: neurônio polarizado
Na+
K+
Alta [ ] de Na+ e baixa [ ] de K+ no meio extracelular
Baixa [ ] de Na+ e alta [ ] de K+ dentro do axônio
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Condução do impulso nervoso
Na presença de estímulo – despolarização da membrana, aumento
de permeabilidade da membrana pelo Na+ e entrada deste no
axônio.
Na+
K+
++++++++++++++++ +++++
------------------------------
+++++++++++++++++++++
Condução do impulso nervoso
Re-polarização da membrana: aumento de permeabilidade da
membrana pelo K+ e saída deste no axônio
Na+
K+
++++++++++++++++ +++++
------------------------------
+++++++++++++++++++++
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Condução do impulso nervoso
Bomba de Na+ e K+ : restabelece as concentrações de Na+ e K+
dentro e fora do axônio após a passagem do impulso –
transporte ativo
Na+
K+
Alta [ ] de Na+ e baixa [ ] de K+ no meio extracelular
Baixa [ ] de Na+ e alta [ ] de K+ dentro do axônio
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Lei do Tudo ou Nada***
Fase de excitação inicial
1- Despolarização
2- Repolarização
3- Hiperpolarização
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Lei do Tudo ou Nada
LIMIAR
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Lei do Tudo ou Nada
Tudo ou nada: ou tem ou não tem potencial de ação.
Estímulo Limiar: estímulo mínimo necessário para se
obter reação.
Período Refratário (tempo de reação)
- Absoluto: não responde a nenhum estímulo.
Despolarização e quase toda a repolarização.
- Relativo: durante a hiperpolarização.
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Transmissão do Estímulo (impulso nervoso)
ao longo da fibra nervosa (axônio).
1. Fibra Amielítica (não apresenta nenhum revestimento)
Processo de transmissão ocorre ao longo de toda a
membrana. Velocidade de transmissão até 25 m/s.
2. Fibra Mielítica: Bainha de Mielina (revestimento de
mielina), transmissão saltatória. Velocidade de
transmissão até 120 m/s. Produzem
Sistema Nervoso Central: Oligodendrócitos Bainha de
Sistema Nervoso Periférico: células de Schwann Mielina
Onde existe Bainha de Mielina não tem troca de íons
entre o meio externo e interno.
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Condução de impulsos nervosos
Condução em um axônio NÃO MIELINIZADO (tipo contínua)
Os potencias de ação são produzidos ao longo do axônio
São mais lentas
Inervam os vasos sanguíneos e transmitem informações sensoriais de carácter
não crítico
Condução em um axônio MIELINIZADO (tipo saltatória)
Os potenciais de ação são produzidos somente nos Nódulos de Ranvier
São mais rápidas
Inervam as atividades musculares e transmissão de sinais sensoriais vitais
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Velocidade de condução
Nódulos de Ranvier: são regiões onde não há o
revestimento de mielina.
Diâmetro da fibra: quanto mais grossa a fibra,
maior a velocidade de transmissão.
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Sinapse
Transmissão do estímulo (impulso nervoso) de um neurônio para
outro.
Regiões de “quase contato”: Sinapses
Transmissão sináptica
- Sinapse Elétrica
- Sinapse Química
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SINAPSE
Sinapse é a conexão funcional entre um neurônio e uma segunda
célula
SNC= Neurônio------Neurônio
SNP= Neurônio ------ neurônio, célula efetora (músculo ou glândula)
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SINAPSE
Tipos de sinapse
Axodendríticas
Axossomáticas
Axoaxônicas
conexão do axônio de um neurônio
ao corpo celular ou dendritos de outro
ou ainda à fibra muscular.
Apresenta caracteristica unidirecional
Neurônio Pré-sináptico
Neurônio Pós-sináptico
Podem ser elétricas ou químicas (maioria)
Sinapse elétrica: - Sistema Nervoso Central
- Músculo Cardíaco
- Músculo Liso
-Sinapse Química (ocorre sempre em um único sentido) 33
SINAPSE
Tipos de sinapse
Sinapses elétricas
Células unidas por junções comunicantes
Permitem a contração ritmica de grandes massas musculares
Miocárdio
Músculos lisos
Sinapses químicas
São unidirecionais mediadas por neurotransmissores
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SINAPSE QUÍMICA
Neurônios pré-sinápicos (botões terminais)
Vesículas sinápticas (neurotransmissores)
Fenda sináptica (10 – 50 nm)
Receptor
Neurônios pós-sinápicos
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Transmissão nervosa
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Transmissão nervosa
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SINAPSE
Transmissão excitatória
Impulso Liberação do transmissor excitarório
(neurônio pré-sináptico) (fenda sináptica)
Transmissor x receptor específico (nicotínicos)
(membrana do neurônio pós sináptico)
Aumenta a permeabilidade da
membrana
(neurônio pós-sináptico)
Entrada do SÓDIO e
continuação da
DESPOLARIZAÇÃO 38
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SINAPSE
Transmissão inibitória
Impulso Liberação do transmissor inibitório
(neurônio pré-sináptico) (fenda sináptica)
Transmissor x receptor específico (muscarínicos)
(membrana do neurônio pós sináptico)
Aumenta a permeabilidade da
membrana aos íons POTÁSSIO
(neurônio pós-sináptico)
Saída do POTÁSSIO do interior
da membrana
O potencial de membrana passa
de -70mv para -75mv
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Processo de Transmissão do estímulo
nervoso:
• Botão sináptico despolarizado (excitado): abrem
canais de Ca++ no botão – entra Ca++ no botão –
vesículas migram para junto da fenda e liberam
neurotransmissores – neurotransmissor liga-se ao
receptor no neurônio pós-sináptico – se excitado
– abre canais de Na+ - Potencial pós-sináptico
excitatório.
- se inibitório – abre canais de K+ (sai) ou Cl- (entra)
– Potencial pós-sináptico inibitório.
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Processo de Transmissão do estímulo
nervoso:
Botão Sináptico
1º
(Sináptica)
2º
3º
Sinapse
- Condução Decremental: a medida que ocorre
a transmissão do impulso nervoso dentro dos
dendritos, ele vai ficando mais fraco porque
existem poucos canais de íons nos dendritos.
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Características da Transmissão
Sináptica Química*
- retardo sináptico: demora na transmissão
- fadiga da transmissão: interrupção da
transmissão sináptica quando terminar o
neurotransmissor.
Ex: final de ataque epilético, mudança de
pensamento.
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Características da Transmissão Sináptica
Química
Circuitos Neuronais
1. Conceito: é um grupo de neurônios que vai executar
uma determinada função (uma função semelhante).
2. Transmissão dos impulsos nervosos
a) Facilitação: o neurônio recebe um estímulo menor que
o potencial limiar mas sofre excitação devido a uma
facilitação se receber um novo estímulo antes que o
efeito do primeiro acabe.
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Características da Transmissão Sináptica
Química
b) Somação de Estímulos
- Espacial: vários
neurônios ao mesmo
tempo liberando
neurotransmissores no
mesmo neurônio pós-
sináptico.
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Características da Transmissão Sináptica
Química
- Temporal: o mesmo neurônio libera mais de uma vez o
neurotransmissor sobre o neurônio pós-sináptico.
Relacionado com a frequência da estimulação.
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Características da Transmissão Sináptica
Química
Transmissão dos impulsos nervosos:
c) Divergência: na transmissão do impulso nervoso vai
aumentando o número de neurônios. Amplificação dos
impulsos nervosos.
d) Convergência: diminuição do número de neurônios
envolvidos na transmissão do impulso nervoso a medida que
esta se propaga.
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Características da Transmissão Sináptica
Química
Transmissão dos impulsos nervosos:
e) Circuito Reverberativo: é um sistema no qual existe uma
saída constante de impulsos nervosos após ser ativado. Está
sempre se auto-excitando.
Inibição e fadiga na transmissão interrompem o circuito
reverberativo.
Exemplo de circuito reverberativo: respiração no repouso.
Centro Respiratório – Diafragma.
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SINAPSE
Algumas características especiais da transmissão simpática
• Condução unidirecional na sinapse
Axônio----Soma (dentritos)-----Axônio
• Fadiga na Sinapse
É bem mais frequente a fadiga na sinapse que no impulso nervoso
dentro da fibra nervosa.
A fadiga nas sinapses são importantes para cessar uma atividade e
dar lugar a outra (pensamento, exercício etc).
• Função memória da Sinapse
Quando um grande número de impulsos passam por sinapses os
próximos tendem a passar com mais facilidade.
Tipos de sinapse
• 1) Sinapses Nervo a Nervo
• O axônio do Neurônio pré-sináptico se aproxima do
corpo celular de um neurônio pós-sináptico.
• A informação é transmitida pela fenda sináptica por meio
de neurotransmissores que são armazenados nas
vesículas dentro dos botões sinápticos.
• Existem neurotransmissores excitatórios que criam um
potencial pós-sináptico excitatório que ocasiona a
propagação do impulso através do aumento da
permeabilidade da membrana ao sódio. Ex: serotonina,
dopamina, acetilcolina, noradrenalina.
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Tipos de sinapse
• 1) Sinapses Nervo a Nervo
• Existem também neurotransmissores inibitórios que
criam um potencial pós-sináptico inibitório impedindo o
desencadeamento de um potencial de ação através do
aumento da permeabilidade da membrana ao potássio e
ao cloro. Ex: GABA (ácido gama aminobutírico), glicina
(aminoácido).
Tipos de sinapse
• 2) Sinapses nervo-músculo (junção neuro-muscular)
• Quando o impulso nervoso alcança a placa motora
ocorre a liberação de acetilcolina. O impulso então cruza
a sinapse criando um potencial pós-sináptico excitatório
na fibra muscular.
• A diferença desta sinapse para a neurônica é que
não existe um mecanismo inibitório, então quando o
estímulo alcança a fibra muscular ocorre a secreção de
colinesterase que desativa a acetilcolina desintegrando-
a quimicamente, isso impede outra excitação da fibra
muscular logo após o impulso.
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