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Mormo Equino: Desafios e Diagnóstico

O documento descreve a doença infecciosa conhecida como Mormo ou Farcinose, causada pela bactéria Burkholderia mallei, que acomete principalmente equídeos. Apresenta informações sobre a definição, agente etiológico, epidemiologia, transmissão, sintomas clínicos, diagnóstico e profilaxia da doença.
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Mormo Equino: Desafios e Diagnóstico

O documento descreve a doença infecciosa conhecida como Mormo ou Farcinose, causada pela bactéria Burkholderia mallei, que acomete principalmente equídeos. Apresenta informações sobre a definição, agente etiológico, epidemiologia, transmissão, sintomas clínicos, diagnóstico e profilaxia da doença.
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Mormo Equino

Prof. João Luiz Barbosa


Medicina de Equinos
Introdução
 Definição:
“Mormo ou farcinose é uma
enfermidade infecto-contagiosa, de caráter
agudo ou crônico que acomete
principalmente os equídeos, podendo
também o homem, carnívoros e
eventualmente pequenos ruminantes.”
Introdução
 Definição:
 Mais antigas doenças descritas:
. Vegetius 200/300 aC;
. Aristóteles III aC;
. Hipocrátes IV aC.
 Alta mortalidade e morbidade;
 Ocorrência em várias partes do mundo;
 Elevada importância econômica.
Introdução
 Brasil (situação atual):
. Focos descritos final anos 90;
. Doença passiva de ações de D.S.;
. Sacrifício obrigatório;
. Sem indenização.
 Sinonímias:
. Catarro de burro;
. Cancro nasal.
Epidemiologia
 Agente etiológico
. Família: Burkholderiaceae;
. Agente: Burkholderia mallei;
. Anteriormente descrito como:
- Pfeiffrella;
- Loffrella;
- Actinobacillus;
- Malleomyces;
- Pseudomonas (1980).
Epidemiologia
 Agente etiológico
. Sensível à:
- luz solar;
- calor;
- desinfetantes comuns;
- resiste 6 sem: ambiente
contaminado.
Epidemiologia
 Ocorrência
. Leste europeu;
. Ásia;
. Oriente médio;
. África;
. Brasil:
- PE; - AL;
- CE; - MA;
- PI.
Epidemiologia
 Ocorrência
. Alta prevalência:
- cavalos forças armadas;
. Atualmente ocorrência esporádica:
- áreas endêmicas.
 Brasil:
. Primeiro relato 1811:
- animais importados europa.
. 1960: último surto;
. 30 anos sem casos;
Epidemiologia
Epidemiologia
Epidemiologia
 Espécies acometidas:
. Equídeos:
- cavalos;
- muares;
- asininos.
. Carnívoros:
- alimentados animais doentes.
. Homem:
- doença fatal;
. Pequenos ruminantes.
Epidemiologia
 Transmissão:
. Principal via – digestiva -respiratória.
. Disseminação no ambiente:
- alimento;
- água;
- fômites:
- cochos;
- bebedouros.
Epidemiologia
 Transmissão:
. Principais via excreção:
- lesões pulmonares crônicas;
- rompimento bronquial;
- vias aéreas superiores;
- secreções orais e nasais;
- supurações abscessos cutâneos;
- fezes/urina (raro).
Epidemiologia
 Transmissão:
. Íntima relação:
- estábulos coletivos;
- animais idosos e debilitados;
- estresse;
- péssimas condições manejo.
Patogenia
Infecção por Burholderia mallei

- ingestão
- inalação

- lesões no linfonodos mesentéricos


- lesões nos pulmões e mucosa do trato respiratório superior

- organismos disseminam-se

- via sistema linfático


- bacteremia - pulmões e mucosa nasal

nódulos

sintomas clínicos
Sintomas Clínicos
 Febre;
 Tosse;
 Corrimento nasal;
 Lesões nodulares:
- úlceras;
3 formas manifestação clínica:
- cutânea; - nasal; - pulmonar.
- separadas/associadas.
Sintomas Clínicos
 Forma pulmonar:
- pneumonia crônica;
- tosse;
- epistaxe;
- respiração laboriosa;
- dispnéia;
- nódulos e abscessos pulmonares;
Sintomas Clínicos
 Forma pulmonar:
. Fase inicial (inaparente):
- secreção nasal serosa:
- evolui purulenta com sg.
- febre;
- apatia;
- caquexia.
Sintomas Clínicos
 Forma pulmonar:
. Fase clínica (severa):
- tosse;
- dispnéia;
- episódios febris;
- debilidade progressiva.
Sintomas Clínicos
 Forma cutânea (linfática):
. Nódulos ao longo vasos linfáticos:
- abdome;
- costado;
- face medial membros posteriores;
- úlceras após fistulação:
- secreção amarelada (oleosa).
- lesão forma colar de pérolas;
- orquite.
Sintomas Clínicos
Sintomas Clínicos
Sintomas Clínicos
Sintomas Clínicos
Sintomas Clínicos
Sintomas Clínicos
Sintomas Clínicos
Sintomas Clínicos
Sintomas Clínicos
 Forma nasal:
. Nódulos e ulceração profunda;
. Descarga nasal serosa/purulenta/catarral
- uni/bilateral;
- sanguinolenta (crônica).
. Linfoadenomegalia:
- abscedação:
. Ulceras cicatrizadas
Sintomas Clínicos
Sintomas Clínicos
 Muares geralmente fase aguda;
 Cavalos: fase crônica/inaparente;
 Fase aguda:
- nasal;
- pulmonar;
- febre alta;
- descarga nasal;
- inapetência;
Sintomas Clínicos
 Muares geralmente fase aguda;
 Cavalos: fase crônica/inaparente;
 Fase aguda:
- tosse;
- dispnéia progressiva;
- nódulos e úlceras mucosa nasal;
- conjuntivite purulenta;
- hipertrofia linfonodo submandibular;
- morte: poucos dias/semanas.
Sintomas Clínicos
 Forma crônica:
- debilidade progressiva;
- tosse;
- dispnéia;
- febre intermitente;
- hipertrofia linfonodos;
- descarga nasal crônica;
- úlceras/nódulos/cicatrizes mucosa nasal;
- lesões cutâneas;
- morte após anos (liberação agente).
Sintomas Clínicos
 Forma silenciosa:
- poucos sintomas;
- leve descarga nasal;
- leve dispnéia;
- lesões restritas ao pulmão.
Diagnóstico
 Aspecto clínico-epidemiológicos;
 Achados anatomopatológicos;
 Isolamento bacteriano;
 Inoculação animais laboratório;
 Reações imuno-alérgicas:
- Teste da maleína.
 Testes sorológicos:
- FC;
- ELISA.
Diagnóstico
 Provas Moleculares:
- PCR (ribotipagem);
- diferenciar B. pseudomallei.
 MAPA 35 de 2018:
- FC;
- ELISA - LANAGROS
- Teste da maleína.
- Animais < 6 meses com sintomas.
Diagnóstico
 Fixação Complemento
. Laboratórios oficiais/credenciados;
. Alta sensibilidade;
. Boa especificidade;
. Animais forma inaparente/crônica:
- 4/12 semanas.
Diagnóstico
 Teste da Maleína
. PPD B. mallei;
. 0,1 mL: pálpebra inferior
- intradérmica.
. Leitura após 48 h;
. Reação positiva:
- severa conjuntivite;
- blefarospasmo;
- blefarite.
Diagnóstico
Diagnóstico

CASTRO, B.G.
Diagnóstico
 Testes Sorológicos - ELISA
 Isolamento agente
. Material coleta:
- conteúdo abscessos cutâneos;
- swab mucosa nasal.
Diagnóstico
Diagnóstico
 Diagnóstico post mortem
. Úlceras/cicatrizes mucosa nasal;
. Destruição septo;
. Petéquias/equimoses pleura visceral;
. Muitos abscessos pulmões;
. Cicatrizes pele;
. Linfoadenomegalia:
- submandibular;
- pré- escapular;
- pré-crural;
- respiratórios.
Diagnóstico
Diagnóstico
Diagnóstico
Diagnóstico
Diagnóstico
Diagnóstico
 Diagnóstico post mortem
. Sistema Linfático
- nódulos ao longo vasos linfáticos:
- cabeça;
- pescoço;
- abdome;
- membros pélvicos
Profilaxia
 Não existe vacina eficaz;
 Tratamento não é recomendado;
 Interdição propriedade com focos comprovados;

 Sacrifício imediato animais positivos;


- FC;
- ELISA
 Trânsito interestadual (eventos):
- exame negativo (FC);
Profilaxia
 Adquirir animais com resultados -;
 Fazer sempre exame antes da entrada;
 Tratamento ambientes:
- desinfecção instalações;
- evitar aglomerações;
- evitar baias e cochos coletivos
Importância Defesa Sanitária
Importância Saúde Pública
 Grave zoonose;
- letal;
- caso EUA (manipulação agente).
 Sintomas humanos:
- febre;
- pústulas cutâneas;
- edema septo nasal;
- pneumonia lobar;
- abscessos ≠ áreas corpo.
Importância Defesa Sanitária

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