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DFC - Demonstração Do Fluxo de Caixa

O documento discute a Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC), definindo-a como a demonstração contábil que mostra as movimentações de disponibilidades em um período. Apresenta os conceitos de caixa e fluxo de caixa, explica que a DFC classifica os fluxos em operacionais, de investimento e financiamento, e que pode ser preparada usando os métodos direto ou indireto.
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DFC - Demonstração Do Fluxo de Caixa

O documento discute a Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC), definindo-a como a demonstração contábil que mostra as movimentações de disponibilidades em um período. Apresenta os conceitos de caixa e fluxo de caixa, explica que a DFC classifica os fluxos em operacionais, de investimento e financiamento, e que pode ser preparada usando os métodos direto ou indireto.
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DFC - Demonstração do Fluxo

de Caixa

[Link]ção
A Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC) é a demonstração
contábil que será estudada a partir desse momento. Aqui serão
apresentados seus fundamentos teóricos básicos, sua estrutura, os
marcos legais e regulatórios que a envolvem, bem como
procedimentos para sua preparação. Aliás, a DFC tem uma
particularidade para elaborá-la: é preciso que tenhamos pelo
menos dois exercícios financeiros - o exercício (ano ou mês de
referência) atual e o imediatamente anterior. 

No curso "Demonstrações Contábeis" em bases comparativas,


estudamos os aspectos teóricos, práticos e normativos em torno
da obrigatoriedade de se apresentar tais demonstrações
comparando dois exercícios de referência. Utilizamos a extinta
Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos (DOAR) para
explorar as formas de correlacionar o Balanço Patrimonial,
enquanto demonstração contábil mais básica, para mostrar como
a Contabilidade expressa os fluxos de origens e aplicações de
recursos financeiros. A partir de agora, usaremos as técnicas já
estudadas anteriormente para preparar a DFC.

O Balanço Patrimonial tem por finalidade apresentar a posição


financeira e patrimonial da empresa em determinada data.
Representando, portanto, uma posição estática. Já a
Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) tem por objetivo
relatar efetivamente o desempenho em termos de lucro ou

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prejuízo apurados pela companhia durante o exercício social,
relativamente aos seus ganhos e gastos. Através da Demonstração
do Fluxo de Caixa (DFC), as empresas sinalizam sobre as origens
de seus recursos financeiros bem como onde esses foram
aplicados.

Mas, cabe lembrar que a Contabilidade é a ciência econômico-


administrativa que estuda as mutações do patrimônio das
entidades, interpretando os fatos nele ocorridos através de
demonstrações expositivas com o intuito de oferecer informações
sobre sua composição e variação, bem como sobre o resultado de
sua gestão e respectiva geração de riqueza. Portanto, cabe à
Contabilidade estudar e reportar os fenômenos relativos às
entradas e saídas de numerário (dinheiro, ou “Caixa”) e como eles
afetam as mutações do patrimônio líquido das empresas.

[Link]ção Teórica
Caixa: Conceitos e Definições

Quando estudamos a estrutura do Balanço Patrimonial,


exploramos a definição de “Ativo”. Iudícibus (2015, p. 124.) traz a
seguinte definição: "Uma definição interessante a que se chegou,
juntamente com várias turmas de alunos de Teoria, tanto na USP
quanto na PUC-SP, é a seguinte: Ativos são recursos controlados
por uma entidade capazes de gerar, mediata ou imediatamente,
fluxos de caixa."

Primeiramente, cabe explorar a terminologia “Caixa”. Iudícibus et


al.  (2013, p. 55.) trazem a seguinte definição:

A intitulação Disponibilidades, dada pela Lei nº 6.404/76, é usada


para designar dinheiro em caixa e em bancos, bem como valores
equivalentes, como cheques em mãos e em trânsito que
representam recursos com livre movimentação para aplicação nas
operações da empresa e para as quais não haja restrições para
uso imediato.

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Ou seja, em Contabilidade, quando usamos a terminologia Caixa,
devemos ter em mente que se trata de recursos financeiros
(dinheiro) sob total controle e de livre movimentação pela
empresa. Portanto, estamos tratando de numerário (dinheiro) em
espécie e em mãos da companhia, os montantes depositados em
contas bancárias, os valores em trânsito e os Equivalentes de
Caixa, tais como Aplicações Financeiras de liquidez imediata. Aliás,
Ribeiro (2014, p. 88) conceitua o termo “Equivalentes de
Caixa”: são aplicações financeiras de curto prazo, de alta liquidez,
que são prontamente conversíveis em montante conhecido de
caixa e que estão sujeitas a um insignificante risco de mudança de
valor.

Recordemos o que reza o artigo 176 da lei nº 6.404/76 :

Art. 176. Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar,


com base na escrituração mercantil da companhia, as seguintes
demonstrações financeiras, que deverão exprimir com clareza a
situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no
exercício:

I - balanço patrimonial;

II - demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados;

III - demonstração do resultado do exercício; e

IV - demonstração dos fluxos de caixa.  (Redação dada pela Lei nº


11.638, de 2007)

V - se companhia aberta, demonstração do valor adicionado. 


(Incluído pela Lei nº 11.638, de 2007).

Como se vê na redação da lei 6.404/76, com o advento da lei


11.638, de 28 de Dezembro de 2007, extinguiu-se a
obrigatoriedade de publicação da Demonstração das Origens e
Aplicações de Recursos (DOAR) pelas empresas e no seu item IV
introduziu a Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC).

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Iudícibus et al.  (2013, p. 5) afirmam que:

A Demonstração dos Fluxos de Caixa visa mostrar como


ocorreram as movimentações de disponibilidades em um dado
período de tempo. Essa demonstração é obrigatória pela Lei das
Sociedades por Ações, e o CFC (Conselho Federal de
Contabilidade) a tornou obrigatória para todas as sociedades.
Divide todos os fluxos de entrada e saída de caixa em três grupos:
os derivados das atividades operacionais, das atividades de
investimento e das atividades de financiamento.
A figura a seguir evidência alguns exemplos de saídas e entradas
de caixa destas operações:

2.1Demonstração dos Fluxos de Caixa: Conceitos e Definições

Ribeiro (2014, p. 88-89) nos traz os seguintes conceitos e


definições:

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A Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) é um relatório contábil
que tem por fim evidenciar as transações ocorridas em um
determinado período e que provocaram modificações no saldo de
Caixa e Equivalentes de Caixa.

Trata-se de uma demonstração sintetizada dos fatos


administrativos que envolvem os fluxos de dinheiro ocorridos
durante um determinado período, devidamente registrados a
débito (entradas) e a crédito (saídas) da conta Caixa, da conta
Bancos conta Movimento e das contas representativas dos
Equivalentes de Caixa.

[...]

Conforme estabelece o inciso I do artigo 188 da Lei 6.404/76 e,


ainda, de conformidade com as orientações contidas na NBC TG
03 (R3), o ideal é que as transações relativas às entradas e saídas
de Caixa sejam selecionadas em três grupos de atividades:

a) atividades operacionais: são as principais atividades geradoras


de receita da entidade. Podem ser exemplificadas pelo
recebimento de uma venda, pagamento de fornecedores por
conta de materiais, pagamento de funcionários, etc. [...];

b) atividades de investimento: são as referentes à aquisição e à


venda de Ativos de longo prazo e de outros investimentos não
incluídos em Equivalentes de Caixa. São exemplos as aquisições
ou vendas de participações em outras empresas e de Ativos
utilizados na produção de bens ou na prestação de serviços
ligados ao objeto social da empresa. [...]

c) atividades de financiamento: são aquelas que resultam em


mudanças no tamanho e na composição do capital próprio e no
capital de terceiros da entidade. Compreendem a captação de
recursos dos acionistas ou cotistas e seu retorno em forma de
lucros ou dividendos, a captação de empréstimos ou outros
recursos, sua amortização e remuneração.

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2.2 Demonstração dos Fluxos de Caixa: Aspectos Financeiros

É importante ressaltar que a Demonstração dos Fluxos de Caixa


(DFC) pode ser apresentada sob duas perspectivas distintas e
trazer, em seu bojo, informações levemente diferentes quanto aos
seus objetivos. Aqui estamos tratando a DFC sob o prisma das
Ciências Contábeis. Na seção seguinte, estudaremos as formas de
preparação e como essa demonstração contábil é construída a
partir de outras demonstrações, mas principalmente baseada no
Balanço Patrimonial. 

Por outro lado, é importante enfatizar que a Administração


Financeira lança mão da Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC)
como ferramenta de gestão cotidiana do Caixa e Equivalentes de
Caixa, bem como planejar as entradas e saídas no médio e longo
prazo. Para melhor fundamentar essa questão, fizemos a seguinte
tradução de Brigham, Eherhardt e Gapenski (1999, p. 40):

Textos contábeis explicam como preparar a demonstração dos


fluxos de caixa, mas a demonstração é usada para ajudar a
responder questões tais como: a empresa está gerando caixa
suficiente para comprar ativos adicionais requeridos para o seu
crescimento? A empresa está gerando algum caixa extra que pode
ser usado para liquidar débitos ou investir em novos produtos?
Essas informações são úteis tanto para gestores como para
investidores, assim a demonstração dos fluxos de caixa é uma
parte importante dos relatórios anuais. Gestores financeiros
geralmente usam essa demonstração, bem como orçamentos de
caixa, quando estão projetando as posições de caixa de suas
companhias.
Ou seja: a Demonstrativo de Fluxos de Caixa (DFC) de que
tratamos nessa disciplina, embora traga elementos importantes
de Administração Financeira, não deve ser considerado como um
elemento de gestão periódico das entradas e saídas de Caixa, mas
sim, trata-se de uma demonstração contábil que se relaciona com
as demais já estudadas anteriormente, mas que se
complementam e, principalmente, auxiliam o usuário da
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informação contábil a avaliar e concluir sobre a situação
econômico-financeira das empresas. 
2.3 Demonstração dos Fluxos de Caixa: Métodos de Preparação e Apresentação

Almeida (2012, p. 170) conceitua:

Existem duas modalidades para a elaboração da DFC: o método


direto e o método indireto. A principal diferença é quanto à
apresentação das atividades operacionais. A metodologia direta
divulga informações mais complexas e de melhor qualidade,
enquanto a metodologia indireta é mais simples e,
consequentemente, requer menos trabalho em sua elaboração.
Ribeiro (2014, p. 93) complementa: "Esses métodos diferem
somente em relação à forma de apresentação dos Fluxos de Caixa
derivados das atividades operacionais, uma vez que as formas de
apresentação dos Fluxos de Caixa das atividades de investimento
e de financiamento são as mesmas nos dois métodos."

O exemplo que se segue demonstra de forma muito simplificada


a evolução do Caixa:

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Variação do Caixa = (Variação dos Passivos + Variação do PL) –
(variações do Ativos que não representam caixa)

Exemplo da empresa Certinha S/A

Variação do Caixa = (Variação dos Passivos 100 + Variação do PL


50) –(variações do Ativos que não representam caixa 130 )

Variação do Caixa = 20

Demonstração dos Fluxos de Caixa: Método Direto

Iudícibus et al.  (2013, p. 659) assim conceituam:

Método Direto: explicita as entradas e saídas brutas de dinheiro


dos principais componentes das atividades operacionais, como os
recebimentos pelas vendas de produtos e serviços e os
pagamentos a fornecedores e empregados. O saldo final das
operações expressa o volume líquido de caixa provido ou
consumido pelas operações durante o período. 

As empresas, ao utilizarem o método direto, devem detalhar os


fluxos das operações, no mínimo, nas classes seguintes:

 recebimentos de clientes, incluindo os recebimentos


de arrendatários, concessionários e similares;

 recebimentos de juros e dividendos;

 outros recebimentos de operações, se houver;

 pagamentos a empregados e a fornecedores de


produtos e serviços, aí incluídos segurança,
propaganda, publicidade e similares;

 juros pagos;

 impostos pagos;
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 outros pagamentos das operações, se houver.

Ribeiro (2016, p. 211) complementa:

No método direto, os recursos derivados das operações são


indicados a partir dos recebimentos e pagamentos decorrentes
das operações normais, efetuados durante o período. Segundo a
alínea “a” do item 18 da NBTC TG 03, as atividades operacionais,
pelo Método Direto, são apresentadas por meio das principais
classes de recebimentos brutos e pagamentos brutos.
Conforme Ribeiro (2016, p. 212.), abaixo temos um exemplo da
estrutura da DFC, pelo método direto:

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Tabela 1: DFC pelo Método Direto
Fonte: Autor

Vale lembrar que a Demonstração de Fluxo de Caixa (DFC),


preparada pelo método direto, exige uma grande variedade de
informações e detalhamentos que devem advir dos
departamentos de Contabilidade e Financeiro (Tesouraria), daí a
razão pela qual essa alternativa de apresentação não é tão usual.

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Aliás, Iudícibus et al. (2013, p. 659) observam: "O FASB (Financial
Accounting Standards Board) e o Pronunciamento Técnico CPC 03
- demonstração dos Fluxos de Caixa incentivam, mas não
obrigam, as empresas a adicionarem outras informações que
considerem úteis ao evidenciar o fluxo de caixa das operações."

2.3.1Demonstração dos Fluxos de Caixa: Método Indireto

Iudícibus et al. (2013, p. 660) assim conceituam:

Método Indireto: faz a ligação entre o lucro líquido constante na


Demonstração de Resultados (DRE) e o caixa gerado pelas
operações. A principal utilidade desse método é mostrar as
origens ou aplicações de caixa decorrentes das alterações
temporárias de prazos nas contas relacionadas com o ciclo
operacional do negócio (normalmente, Clientes, Estoques e
Fornecedores).

O método de obtenção indireta do caixa gerado pelas atividades
operacionais é uma continuação da sequência utilizada na DOAR
para se obter o capital circulante gerado pelas operações.
Ribeiro (2016, p. 209) observa que:

Por esse método, também conhecido como Método da


Reconciliação, os recursos derivados das atividades operacionais
são demonstrados a partir do resultado do exercício antes das
deduções - CSLL e IR sobre Lucro Líquido - (lucro ou prejuízo), e
ajustado pela adição das despesas e exclusão das receitas que não
afetaram o caixa da empresa, isto é, que não representaram saídas
ou entradas de dinheiro, […]
Conforme Ribeiro (2016, p. 210), abaixo temos um exemplo da
estrutura da DFC, pelo método indireto:

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Tabela 2: DFC pelo Método Indireto
Fonte: Autor

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2.3.2 Demonstração dos Fluxos de Caixa: Exemplo de
preparação Método Indireto

Iudícibus et al. (2013, p. 660) observa que:

[...] a grande maioria das empresas de países com DFC obrigatória


prefere utilizar o método indireto, em razão do costume
anteriormente adquirido ao elaborar a DOAR, além de ser esse
método bem mais fácil de ser automatizado e informatizado.
Ressalve-se, contudo, que os órgãos normatizadores das práticas
contábeis em todo o mundo recomendam, mesmo não sendo o
mais rico para efeito de análise a adoção do método direto,
principalmente pela maior facilidade de compreensão deste por
parte do usuário.
Assim, como já mencionado, a preparação e apresentação da
Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) pelo método direto não
é prática usual, pelo menos para a maioria das empresas
brasileiras. Novamente, ressaltamos que o método direto requer
que as informações e os detalhamentos a constar de seu formato
de apresentação advenham da Tesouraria das empresas, o que
requer um intenso trabalho de catalogação, controle e segregação
dos ganhos e desembolsos feitos pela empresa ao longo do
período. Assim, para fins didáticos, vamos demonstrar a forma de
elaboração da DFC pelo método indireto.

O primeiro passo para essa preparação é identificarmos as origens


de Caixa e as aplicações de Caixa de um período para outro, com
base nas variações do Balanço Patrimonial. Essa identificação
pode ser feita através do seguinte quadro sinótico: 

Quadro 1: Quadro sinótico


Fonte: Autor

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Resgatemos o exercício-exemplo, visto em momentos anteriores,
no qual estudamos a metodologia de preparação da extinta
Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR). Para
isso, vejamos os balanços patrimoniais um pouco mais
detalhados:

Tabela 3: Dados para DFC


Fonte: Autor

Para montarmos a Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC) do


exercício de 31/Dez/20X1, seguiremos o seguinte “passo a passo”:

1) Apurar as variações de saldos de um exercício para outro:

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Tabela 4: Variação de saldos
Fonte: Autor

2) Identificar as origens de caixa e as aplicações de caixa,


conforme quadro sinótico acima.

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Tabela 5: Origem da variação
Fonte: Autor

Variação do Caixa = (Variação dos Passivos 540 + Variação do PL


1270) – (variações do Ativos que não representam caixa 1785)

Variação do Caixa = 25

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3) Formatar a demonstração, certificando-se que ela retrata a
variação havida no saldo de “Caixa e Equivalentes de Caixa".

Tabela 6: Variação de Fluxo de Caixa


Fonte: Autor

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2.3.3 Diferença entre DFC Direto e Indireto

A figura a seguir evidencia a composição de cada método.

2.4 Considerações especiais para a preparação da Demonstração dos Fluxos de Caixa

A fim de fornecer uma informação contábil de qualidade para o


usuário, é importante que se lance mão de informações
detalhadas a respeito das variações havidas nos saldos das contas
envolvidas na preparação da Demonstração dos Fluxos de Caixa
(DFC), com especial atenção àquelas dos grupos de “Não
Circulante”. No exercício-exemplo, acima, poderia-se destacar:

a) Com base na Demonstração do Resultado do Exercício (DRE),


poderíamos destacar o lucro antes dos impostos como uma
origem de caixa e posteriormente lançar o valor do IRPJ e da CSLL
(impostos diretos sobre o lucro) como uma aplicação de caixa;

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b) Os Investimentos foram apresentados pela sua variação de
saldos. A fim de melhorar a qualidade informativa da
demonstração contábil, a empresa poderia preparar um quadro
auxiliar como o abaixo:

Tabela 7: Dados auxiliares sobre Investimentos


Fonte: Autor

Dessa forma, seria possível detalhar as aplicações de caixa sob a


forma das adições aos investimentos, bem como identificar as
origens de caixa pelas reduções em investimentos.

c) De maneira similar aos Investimentos, a empresa poderia


preparar um quadro auxiliar como o abaixo:

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Tabela 8: Dados auxiliares gerais
Fonte: Autor

Ao invés de se reportar um aumento no Imobilizado de $1.200, a


DFC estaria revestida de mais qualidade informativa se destacasse
o montante de aquisições (aplicações de caixa) em novos ativos
no valor de $1.760, se destacasse a depreciação verificada no
período de $ 560 bem como reportar o resultado da aparente
descontinuidade de um aparato de tecnologia da informação de $
800.

d) A Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL)


poderia contemplar informações adicionais que seriam melhor
apresentadas sob a forma de origens de caixa e aplicações de
caixa, de acordo com sua natureza e levando em consideração o
quadro sinótico apresentado anteriormente.

Complemente e/ou aprofunde seus estudos sobre esse tema tão


rico assistindo aos vídeos:

DFC - Demonstrativo do Fluxo de Caixa - Método Direto: 

DFC - Demonstrativo do Fluxo de Caixa - Método Indireto:

Página 22 de 31
2.5 Exercicios
Veja os Balanços Patrimoniais dos exercícios de 31/Dez/20X1 e
31/Dez/20X2. Montar a DFC - Demonstração do Fluxo de Caixa
para o exercício de 31/Dez/20X2.

Tabela 9: DRE
Fonte: Autor

Segue a solução proposta pelo autor:

Página 23 de 31
Tabela 10: Solução proposta
Fonte: Autor

2.5 Exemplo

Página 24 de 31
Considerando que uma empresa teve prejuízo de $ 150 no ano de
20X1 e que os seus sócios-proprietários fizeram um aumento de
capital de $ 650, montar a Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC)
para o exercício de 31/Dez/20X1, pelo método indireto, com base
nos seguintes balanços patrimoniais:

Tabela 11: Dados para montar DFC


Fonte: Autor

Segue solução proposta pelo autor:

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Tabela 12: Solução DFC pelo Método Indireto
Fonte: Autor

Exercicios
Monte a Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC), pelo Método
Indireto, considerando todas as informações dos quadros abaixo:

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Tabela 13: 1 - Balanço Patrimonial
Fonte: Autor

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Tabela 14: 2 - DRE
Fonte: Autor

Tabela 15: 3 - DMPL


Fonte: Autor

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Tabela 16: 4 - Demonstrativo da Movimentação do Imobilizado
Fonte: Autor

Segue solução proposta pelo autor:

Página 29 de 31
Tabela 17: Solução de Aplicações
Fonte: Autor

2.3) Referências
ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti. Manual Prático de Interpretação
da Lei Societária. 2. ed. São Paulo. Atlas, 2012.

BRIGHAM, Eugene F. EHRHARDT; GAPENSKI, Louis C.; EHRHARDT,


Michael C. Financial Management: Theory and Practice. 9. ed.
Harcourt [Link] - Florida - USA, 1999.

Página 30 de 31
IUDÍCIBUS, Sérgio de: MARTINS, Eliseu: GELBCKE, Ernesto
Rubens. Manual de Contabilidade das Sociedades por Ações. 5.
ed. São Paulo, 2000. Editora Atlas.

IUDÍCIBUS, Sérgio de. Teoria da Contabilidade. 11. ed. São Paulo:


2015. Editora Atlas.

Lei 6.404 de 15 de Dezembro de 1976. Disponível


em: [Link] em: 12 fev. 2019.

RIBEIRO, Osni Moura. Estrutura e Análise de Balanços Fácil. 10.


ed. São Paulo. Saraiva, 2014.

RIBEIRO, Osni Moura. Contabilidade Avançada. 5. ed. São Paulo.


Editora Saraiva, 2016.

NASCIMENTO, Raul. DFC - Demonstração do Fluxo de Caixa.


[Recursos Eletrônico]. Uberaba: Sistema de Ensino, 2019.

Página 31 de 31

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