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LISTA DE FIGURAS
Figura 1.1 – Padre Luca Pacioli ................................................................................4
Figura 1.2 – Algoritmo do DES ..................................................................................6
Figura 1.3 – Segurança da Informação .....................................................................7
Figura 1.4 – DigiCash ................................................................................................8
Figura 1.5 – DigiCash ................................................................................................10
Figura 1.6 – Diferentes tipos de transação ................................................................10
Figura 1.7 – Blockchain .............................................................................................11
Figura 1.8 – Exemplo de livro-razão..........................................................................12
Figura 1.9 – Como funciona o Blockchain .................................................................13
Figura 1.10 – Encadeamento criptografado ..............................................................14
Figura 1.11 – Confiabilidade Blockchain ...................................................................14
Figura 1.12 – Transações Bitcoin ..............................................................................15
Figura 1.13 – Blockchain impactando indústrias .......................................................17
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SUMÁRIO
1 CONCEITOS BLOCKCHAIN ..................................................................................4
1.1 Origem Blockchain ..............................................................................................4
1.2 Um pouco de história...........................................................................................5
1.3 Motivações Blockchain ........................................................................................9
1.4 Afinal, o que é Blockchain? .................................................................................11
1.4.1 Principais vantagens do Blockchain .................................................................14
1.4.2 Principais utilizações do Blockchain .................................................................15
REFERÊNCIAS .........................................................................................................18
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1 CONCEITOS BLOCKCHAIN
1.1 Origem Blockchain
Figura 1.1 – Padre Luca Pacioli
Fonte: Google Imagens (2020)
A tecnologia Blockchain hoje existente teve sua origem nos idos de 1494, cuja
ideia precursora era ser um livro-razão “ledger”. Desenvolvido por um padre
chamado Luca Pacioli, na sua época, consistia em promover um balanço de ativos
tangíveis e intangíveis, disponibilizando de forma ordenada e detalhada várias
operações de crédito e débito e a composição de um balanço final.
De acordo com o site Computeworld:
No livro Summa de Arithmetica, Geometria, Proportioni et Proportionalità, escrito em
1494, o frei franciscano Luca Pacioli (1445-1517) desenvolveu os primeiros estudos
de matemática para serem utilizados em contabilidade. Nesses estudos, o religioso
utilizou, entre outras coisas, a observação da movimentação de feiras livres com o
objetivo de compreender o “Método das Partidas Dobradas”, que é o sistema padrão
universal de débito e crédito utilizado até hoje pelas empresas, governos e
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mercados mundiais e, não obstante, é estudado ainda hoje como matéria básica nos
cursos de Administração e Negócios.
Apesar do mercado atualmente ser complexo no que diz respeito às formas de
comercialização, comunicação e transação financeira, nas primeiras feiras livres já
se encontrava toda a gênese das transações comerciais e financeiras, que, por
incrível que pareça, ainda utilizamos em pleno século 21.
1.2 Um pouco de história
Com o surgimento da Internet, um dos pontos que apresentaram deficiência é
justamente a questão relacionada à implementação de segurança. Problema este
que se agravou com a quantidade de transações que emergiram do uso da Rede
Mundial de Computadores, pois aos poucos ela foi se tornando uma grande
ferramenta para comprar e fazer transações.
Na tentativa de mitigar tal questão, em 1971 foi criado por Horst Feisel (IBM)
um algoritmo de criptografia, denominado Lucifer, baseado em um elevado nível de
segurança e uma chave de codificar e descodificar.
Já em 1974 um grupo de cientistas da IBM adequou melhor a ferramenta
Lucifer e surge o Data Encryption Standard (DES). A principal motivação do grupo
foi justamente readequar a ferramenta criada e promover maiores índices de
segurança para ela.
Em 1981, o DES foi adotado com o nome Data Encryption Algorithm (DEA)
pela American Standard Institution com o principal objetivo de promover
padronização de cifragem e procedimentos para serem utilizados em instituições
financeiras. Desta forma, o DES se tornou o principal algoritmo de chave única.
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DES é um sistema de codificação simétrico por blocos de 64 bits, dos quais 8
bits (um byte) servem de teste de paridade (para verificar a integridade da chave).
Cada bit de paridade da chave (1 em cada 8 bits) serve para testar um dos bytes da
chave por paridade ímpar, ou seja, cada bit de paridade é ajustado de forma a ter
um número ímpar de '1' no byte ao qual ele pertence. Assim, a chave possui um
comprimento útil de 56 bits, o que significa que só 56 bits são realmente usados no
algoritmo.
Figura 1.2 – Algoritmo do DES
Fonte: CCM (2017)
De qualquer forma, a criação do DES não foi um sucesso absoluto para evitar
fraudes e vazamentos de informações. Ainda era muito inseguro promover qualquer
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tipo de transação financeira pela Internet, além do sério problema de disponibilizar
muitas informações pessoais do usuário do cartão.
Figura 1.3 – Segurança da Informação
Fonte: Shutterstock (2017)
Ainda na constante busca de uma solução única e eficaz para promover a
segurança das transações eletrônicas, em meados de 1983, David Chaum, grande
cientista e entusiasta em criptografia, fundou a DigiCash, uma empresa de moeda
eletrônica criptografada.
Seu produto foi chamado de E-cash e seu objetivo era que os usuários
obtivessem moedas digitais de um banco e não pudessem ser rastreados nem pelo
banco nem por qualquer outra pessoa. Tal invenção foi precursora do movimento
Cypherpunk, que teve seu início no final da década de 1980.
A ferramenta era tão perfeita e adequada para a época que até mesmo as
grandes empresas de tecnologia se mostraram interessadas em adquiri-la. Chaum
colaborou com vários outros estudos na seara da tecnologia, já propondo sistemas
peer-to-peer (ponto a ponto) com criptografia e segurança.
Alguns relatos dizem que a solução era muito moderna para sua época. Desta
forma, a empresa de Chaum, DigiCash, faliu em 1998. Parafraseando Chaum: “O
DigiCash e seu sistema de tecnologia entraram no mercado antes que o comércio
eletrônico fosse totalmente integrado na Internet”.
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Figura 1.4 – DigiCash
Fonte: Declan McCullagh (2002)
Naquela mesma ocasião, um dos sócios da empresa DigiCash, Nick Szabo,
formado em Direito e criptógrafo, promoveu a pesquisa relativa a contratos digitais e
moeda digital, denominada “Contratos Digitais”. Em 2005, Szabo desenvolveu um
mecanismo inovador para tratamento de uma moeda digital que recebeu o nome de
bit gold. Algumas bibliografias se referem à bit gol dela como a precursora do
Bitcoin.
De acordo com Tapscott (2016):
Nick Szabo escreveu um pequeno artigo intitulado “O protocolo de Deus”, uma
variação da frase do ganhador do prêmio Nobel, Leon Lederman, com “A partícula
de Deus”, referindo-se à importância do Bóson de Higgs para a Física moderna. Em
seu artigo, Szabo se concentrou na criação de um protocolo de tecnologia “todo-
poderoso” que designou “Deus” a terceira parte da confiança no meio de todas as
transações.
Todas as partes iriam enviar suas entradas a Deus, que, de maneira confiável,
determinaria e retornaria os resultados. Deus, sendo a última palavra em discrição
confessional, faria com que nenhuma das partes soubesse algo mais sobre as
entradas de outros envolvidos, além de suas próprias entradas e saídas. Seu mote
era contundente: fazer negócios na Internet exige um salto de fé. Porque a
infraestrutura não tem toda a segurança necessária, muitas vezes, há pouca
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escolha, além de se tratar os intermediários como divindade.
Em 2008, foi lançada a moeda virtual Bitcoin, que se utiliza da plataforma
Blockchain para suas transações. O lançamento da moeda foi feito por Nakamoto
Satoshi, um pseudônimo, pois até os dias de hoje não se sabe precisamente quem
foi o criador da moeda virtual Bitcoin. Não é sabido se se trata de uma pessoa
somente ou uma equipe de cientistas que desenvolveu a tecnologia.
1.3 Motivações Blockchain
Os últimos 40 anos foram de profundos avanços tecnológicos e de inúmeras
mudanças culturais nas relações humanas. A Internet passou por uma série de
transformações e tecnologias que se agregaram ao princípio da comunicação de
dados universal. Nos últimos anos, surgiram os grandes Datacenters, Big Data, IoT
(Internet of Things), Cloud Computing e IPV6. E com tudo isso uma série de
transformações ocorreram nas formas de relacionamento financeiras, contratuais e
econômicas.
Também nos últimos anos surgiram o Uber, o Airbnb, Netflix, WhatsApp,
Amazon, Spotify e outros aplicativos e apps que estão, de certa maneira,
revolucionando as formas de prestação de serviço e até mesmo de relacionamento
entre as pessoas. Mas toda essa revolução tecnológica ainda possui dois itens que
dificultam sua plena aceitação e confiança.
Estes dois itens são a necessidade de um intermediário para todas as
transações, seja um portal, uma instituição bancária, uma empresa etc., e o grande
problema relacionado à segurança. Mesmo com todo o avanço tecnológico, ainda
existe uma lacuna muito grande a ser tratada e saneada, que é justamente
conseguir promover a segurança e integridade das transações e pagamentos
efetuados na Web.
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Figura 1.5 – DigiCash
Fonte: Editoria de Arte Administradores.com (2017)
No decorrer da evolução humana, várias formas de promover as relações e
trocas monetárias aconteceram. Houve o momento do chamado escambo (troca de
mercadorias) e, posteriormente, o surgimento das moedas, o dinheiro em papel,
cartas de crédito, cartões de crédito e diversas instituições bancárias. Toda esta
evolução subsidiada pelo avanço tecnológico dos grandes armazenamentos, links
de comunicação, Internet, mobilidade e ferramentas de segurança.
O emprego destas novas tecnologias e o grande volume de transações
ocorrendo a todo segundo, em tempo real e sem fronteiras geográficas, acabam
exigindo uma ferramenta que possa promover maior rapidez, segurança,
interoperabilidade, auditoria, flexibilidade e individualidade. Motivo pelo qual surge o
Blockchain com o propósito de atender a todas essas demandas.
Figura 1.6 – Diferentes tipos de transação
Fonte: Elaborado pelo autor (2020)
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Figura 1.7 – Blockchain
Fonte: PanamericanWorld (2017)
1.4 Afinal, o que é Blockchain?
Desta forma, segundo Manav Gupta, da IBM: “Blockchain is a shared, distributed
ledger that facilitates the process of recording transactions and tracking assets in a
business network. An asset can be tangible — a house, a car, cash, land — or
intangible like intellectual property, such as patents, copyrights, or branding. Virtually
anything of value can be tracked and traded on a Blockchain network, reducing risk
and cutting costs for all involved”.
Blockchain é um livro-razão compartilhado e distribuído que facilita o processo
de registro de transações e rastreamento de ativos em uma rede comercial. Um bem
pode ser tangível – uma casa, um carro, dinheiro, terra – ou intangível – propriedade
intelectual, como patentes, direitos autorais ou branding. Praticamente qualquer
coisa de valor pode ser rastreada e negociada em uma rede de blocos, reduzindo
riscos e também os custos para todos os envolvidos.
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Figura 1.8 – Exemplo de livro-razão
Fonte: PanamericanWorld (2017)
Literalmente, a palavra “Blockchain” significa “cadeia de blocos” e é uma
tecnologia para uma nova geração de aplicações transacionais que estabelece
confiança, prestação de contas e transparência enquanto simplifica de forma
eficiente os processos de negócio.
É um banco de dados distribuídos, sendo praticamente invulnerável a falhas e
adulterações, e as múltiplas utilidades descolam-se da tecnologia da criptomoeda
bitcoin – para a qual foi criada.
Antes do desenvolvimento da tecnologia Blockchain, os registros contábeis
eram mantidos em bancos de dados centralizados e não públicos. As pessoas
precisavam confiar na idoneidade do banco de dados para ter certeza de que não
haveria nenhuma alteração nos registros (saldos e transações da conta).
Com o Blockchain, os dados são distribuídos entre todos os participantes,
com total transparência e descentralização. Torna-se, portanto, desnecessário
confiar em uma terceira pessoa para que os dados contábeis sejam registrados
corretamente e não haja perigo de fraudes.
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Figura 1.9 – Como funciona o Blockchain
Fonte: Blog MJV (2016)
Diante das definições acima, podemos concluir que o modelo de solução
Blockchain assemelha-se a um “livro-razão”, ou seja, uma base de dados com
entrada de diversos dados e transações. Todas as informações imputadas e
contidas na ferramenta são compartilhadas entre vários usuários.
E o processamento desta base de dados é feito em blocos, “de tempos em
tempos”, criando um código de verificação a cada bloco processado. Estes códigos
de verificação são criados com base nos blocos processados anteriormente, fazendo
com que o Blockchain seja uma solução de alta confiabilidade, pois, uma vez
adulterado um bloco, isso impactará em todos os demais blocos processados.
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Figura 1.10 – Encadeamento criptografado
Fonte: Proof (2017)
1.4.1 Principais vantagens do Blockchain
• Total Transparência.
• Descentralização.
• Total Segurança.
• Confiança.
• Automatização.
• Flexibilidade.
• Auditável.
• Sustentável.
• Privado.
• Rastreamento.
Figura 1.11 – Confiabilidade Blockchain
Fonte: Deal (2017)
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Embora o Bitcoin – assunto que será tratado com mais detalhes ao longo
deste material – tenha encontrado terreno promissor e fértil para sua ascensão e
propagação dentro da arquitetura Blockchain, cabe salientar que ela não é uma
solução destinada somente à troca de moedas virtuais.
Na verdade, a solução garante que o Bitcoin possa circular com sigilo,
segurança, rastreabilidade e particularidade. Mas a arquitetura vai além e permite o
processamento de registro e transações de todos os fins, sejam eles tangíveis –
transações de bens, como um carro, casa e roupas – ou intangíveis – bens de
propriedade intelectual.
Desta forma, o Blockchain funciona como um grande livro-razão para as
transações bitcoin, transações essas descentralizadas, compartilhadas e executadas
em cadeia de blocos.
Com isso, podemos concluir que, no futuro, praticamente qualquer coisa de
valor poderá ser negociada dentro da plataforma Blockchain. Com uma grande
vantagem e uma mudança cultural muitíssimo relevante e preocupante, não será
necessária a necessidade de terceiros e atravessadores.
Figura 1.12 – Transações Bitcoin
Fonte: Shutterstock (2017)
1.4.2 Principais utilizações do Blockchain
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• Implementação de contratos • Registro de patentes.
inteligentes.
• Propriedade intelectual.
• Armazenamento em clouds
distribuídos. • Moedas digitais.
• Identidade digital. • Direito Digital.
• Votação digital. • Transações imobiliárias.
• Operações cambiais • Prontuário médico.
imediatas.
• Gestão Pública.
• Cartórios digitais.
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Figura 1.13 – Blockchain impactando indústrias
Fonte: FIAP (2020)
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REFERÊNCIAS
CCM. Introdução à codificação DES. Disponível em:
<http://br.ccm.net/contents/132-introducao-a-codificacao-des>. Acesso em: 20 jul.
2020.
CERQUEIRA, Aurimar Harry; STELER, Fernando Wosniak. Tudo o que você
queria saber sobre blockchain e tinha receio de perguntar. 6 mar. 2017.
Disponível em: <http://computerworld.com.br/tudo-o-que-voce-queria-saber-sobre-
blockchain-e-tinha-receio-de-perguntar>. Acesso em: 20 jul. 2020.
GUPTA, Manav. Blockchain for Dummies. New Jersey: IBM Limited Edition, 2017.
SIMPLY TECNOLOGIA. Blockchain: saiba o que é e como pode ser usado pelos
bancos. Disponível em: <http://blog.simply.com.br/blockchain-saiba-o-que-e-e-como-
pode-ser-usado/>. Acesso em: 20 jul. 2020.
SIMPLY TECNOLOGIA. Blockchain: saiba o que é e como pode ser usado pelos
Bancos. 01 jun. 2016. Disponível em: <http://blog.simply.com.br/blockchain-saiba-o-
que-e-e-como-pode-ser-usado/>. Acesso em: 20 jul. 2020.
TAPSCOTT, Don; TAPSCOTT, Alex. Blockchain Revolution – como a tecnologia
por trás do bitcoin está mudando o dinheiro, os negócios e o mundo. São Paulo:
Senai-SP Editora, 2016.
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