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Candomblé

O documento discute o papel e importância de Abiã no Candomblé. Abiã é o primeiro grau na hierarquia e representa aqueles que acabaram de entrar na religião. É uma fase de aprendizado onde a pessoa pode decidir se quer ou não ser iniciada no futuro.
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Candomblé

O documento discute o papel e importância de Abiã no Candomblé. Abiã é o primeiro grau na hierarquia e representa aqueles que acabaram de entrar na religião. É uma fase de aprendizado onde a pessoa pode decidir se quer ou não ser iniciada no futuro.
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Abiã

"É Imprescindível, para a longevidade do Candomblé, que se reconheça a Luz de


um Abian. Abian é o diamante bruto e deve ser lapidado com Respeito para que
reluza a Força do seu Asé."

Abiã (o filho mais novo)


É o primeiro grau da hierarquia organizacional do candomblé, e de grande
importância para a manutenção e perpetuação da comunidade, pois é daí que
sairão
os futuros yawos, egbomes e possíveis babalorixás ou yalorixás. 
É toda pessoa que entra para a religião do Candomblé, depois de fazer uma
consulta através dos búzios com o Babalorixá, sendo também chamado de filho de
santo, após ter passado pelo ritual de lavagem de fio de contas (um fio do orixá
pessoal, um da casa e um de Oxalá ) .
Poderá ser iniciada ou não, vai depender de o orixá pedir a iniciação. 
Só deixará de ser abiã quando for iniciado, passando a ser, então, um yawô.
O abiã não participa dos preceitos internos, só participa das festas públicas. Ainda
não tem um compromisso com o ilê (casa).
Nesse período, terá a oportunidade de conhecer as pessoas e o funcionamento da
casa. Se não gostar de algo, poderá sair e procurar outra casa que seja do seu
agrado ou de sua confiança.
Ao abiã, é permitido ajudar em quase todos serviços da casa, sempre orientado
por um mais velho que diga o que ele pode ou não fazer. Essa fase é muito
importante para se aprender vendo e ouvindo. 
As perguntas não são muito bem-vindas.
Observar e saber ouvir é a melhor maneira de se aprender. 
Quando um mais velho se dispor a falar e contar, é recomendado se abaixar e
prestar atenção, sem interromper, escutando e gravando na mente.
O Abiã deve aproveitar o máximo este período de aprendizado, humildade e
retidão, pois é neste momento que irão refletir quanto a futura iniciação, as
responsabilidades do que é ser um Iyawó.
A vivência no axé, a disciplina, observar o comportamento dos mais velhos, ser
verdadeiro com seus sentimentos para com o Orixá, estar despojado de vaidades,
e entender que o mais importante não é “fazer o santo e sim saber o porquê de se
iniciar para o santo”. Não há pressa para iniciação, Orixá entende e nos concede
essa oportunidade de aperfeiçoamento e adaptação, salvo as raras exceções.
Ser um bom Abiã é estar se preparando para o futuro.
Uma situação muito comum são pessoas que não conhecem nada a respeito do
Candomblé, mas que vão às festas e se encantam, ficando deslumbradas com as
roupas, os fios de contas, com as cantigas, o som dos atabaques, as danças e,
principalmente, a presença dos orixás entre nós, e nem sequer imaginam que tudo
aquilo que veem não é um show folclórico ou algo parecido.
Por isso pensam que a relação de um iniciado com a sua Casa seja apenas
naqueles momentos de deslumbres e de encantamentos.
Não têm noção que essa é uma relação que deve perdurar por toda uma vida, pois
criam-se laços com o seu orixá e com todas as pessoas que fazem parte dessa
Casa, ou seja, o iniciado terá uma nova família e dentro dela terá uma série de
obrigações. 
Sendo assim, é indispensável que toda e qualquer pessoa que deseja se iniciar
passe a frequentar uma Casa primeiramente como abiã, porque será nesse
período que ela aprenderá bastante sobre a religião, verá como funciona o dia a
dia da Casa, além de ter a oportunidade de, durante esse tempo, refletir sobre o
que de fato ela deseja.
É importante que todos que um dia pensem em fazer parte do Candomblé se
informem, conheçam e entendam o que é a religião, que busquem Casas
tradicionais e sacerdotes sérios e comprometidos para que não haja,
posteriormente, dúvidas e decepções que poderiam ser evitadas se houvessem
esses esclarecimentos prévios, pois o Candomblé é fé e amor aos Orixás, mas
também é compromisso, disciplina e responsabilidade para com os mesmos e com
toda a comunidade.

Iniciação no Candomblé

O ritual de iniciação no Candomblé, a feitura no santo, representa um


renascimento, tudo será novo na vida do yàwó, ele receberá inclusive um nome
pelo qual passará a ser chamado dentro da comunidade do Candomblé.

A feitura tem por início no recolhimento. São 21 (vinte e um) dias de reclusão, e
neste prazo são realizados banhos, boris, oferendas, ebós, todo o aprendizado
começa, as rezas, as dança, as cantigas…

É feita a raspagem dos cabelos (orô) e o abiã recebe o oxu (representa o canal de
comunicação entre o iniciado e seu orixá) o kelê, os delogun, o mokan, o xaorô, os
ikan, o ikodidé. O filho de santo terá que passar agora por um ritual, onde terá seu
corpo pintado com giz, denominado efun. Ele deverá passar por este ritual de
pintura por 7 (sete) dias seguidos.

O abiã terá agora que assentar seu Orixá e ofertar-lhe sacrifícios de animais de
acordo com as características de cada um. Feito isso ele passa a se chamar yàwó.

A festa ritualística que marca o término deste período é denominada Saída de


Yàwó, neste momento ele será apresentado à comunidade. Ele será
acompanhado por uma autoridade à frente de todos para que lhe sejam rendidas
homenagens.

Deitado sobre uma esteira, ele saudará com adobá e paó, que são palmas
compassadas que serão dadas a cada reverência feita pelo yàwó e
acompanhadas por todos presentes, como demonstração de que a partir daquele
momento ele nunca mais estará sozinho na sua caminhada. Primeiramente
saudará o mundo, neste momento a localização da esteira é na porta principal da
casa. No seu interior, ele saudará a comunidade e por último, frente aos atabaques
que representam as autoridades presentes. Neste primeiro momento o Orixá
somente poderá dar o jicá. Só após a queda do kelê o Orixá poderá dar seu ilá.

O momento mais aguardado do cerimonial é o orukó. Neste momento o Orixá dirá


o nome de iniciação de seu filho perante todos e também é neste momento que se
abre a sua idade cronológica dentro de sua vida no santo.

Após a saída e depois dos 21 (vinte e um) dias de recolhimento o yàwó


permanecerá de resguardo até a queda de kelê fora do barracão por um período
de 3 (três) meses, neste período ele não poderá utilizar talheres para comer, deve
continuar a sentar-se no chão sobre a esteira durante as refeições, está proibido
de utilizar outra cor de roupa que não o branco da cabeça aos pés, não poderá
fazer uso de bebidas alcoólicas, cigarro. .. E nem tão pouco sair à noite. E até que
se complete 1 (um) ano, os seus preceitos continuarão.

Até que o yàwó complete a maior idade de santo, terá que continuar dia a dia o
seu aprendizado e reforçar os seus votos por meio das obrigações.

“Vale dizer que o transe é imprescindível para que uma pessoa seja iniciada como
adoxu, pois, a manifestação faz parte da liturgia dos Orixás e ele está em cada um
de seus filhos. Isso é muito importante, porque só os adoxu podem assumir
determinadas funções sacerdotais, como os cargos de ialorixá ou babalorixá.
Sendo assim, uma pessoa que tem em seu odu a missão sacerdotal, somente
quem incorpora seu Orixá, deve ser iniciada como adoxu e nunca como ogãn ou
equedi, que já são ijoyé natos e jamais poderão entrar em transe de orixá”

Gèlé – O Pano de Cabeça no Candomblé

Gèlé – O Pano de Cabeça no Candomblécomo uma deusaBaianíssima.Toda


colorida“Gèlé” é uma palavra Yorùbá para um envoltório usado na cabeça das
mulheres, ou seja, uma espécies de indumentária feminina. As mulheres Yorùbá
são conhecidas por usá-los incrivelmente bem encaixadas, fixadas em suas
cabeças, e apesar de ser apenas um apetrecho, pode ser encontrado em quase
todas as culturas Africana.
No Candomblé o Gele ou torço, ele ganhou quase que um culto e até mesmo itan
para justificá-los?

Gèlé é mais do que apenas uma cabeça coberta, é uma forma de arte. Um grande
pano retangular amarrado em na cabeça da mulher em uma variedade de modas,
cores e estampas. O material usado para fazer o Gèlé é geralmente duro, mas
flexível, por exemplo, Aso-oke (o verdadeiro feito em tear e de seda), Brocado
(algodão) e Damasco. Estes materiais vêm em uma ampla variedade de cores,
padrões e texturas. Quanto maior o pano (e maior a habilidade) mais elaborado
aparenta e até confere certo status. É quando a mulher negra se torna a rainha em
toda sua plenitude e beleza!

Amarrando um Gèlé

Amarrar um Gèlé é uma forma de arte que requer prática, paciência e muitas
vezes um braço bem tonificado, mas uma vez amarrado, um Gèlé pode fazer
qualquer mulher aparentar um certa realeza, um ar de supremacia estética. É uma
bela coroa de glória e honra, e hoje eles vêm em cores surpreendentes, padrões e
desenhos. Para eventos glamourosos, como casamentos, aniversários, batismo,
inaugurações ou até mesmo funerais – aparência de uma mulher é muitas vezes
considerada incompleta sem um.

Dentro do Candomblé eles quase que tem uma amarração padrão, porém, estou
começando a ver algumas Iyás usando de maneira mais glamourosa, sem deixar a
essência religiosa e respeitosa se perder.

QUEM PODE USAR

A utilização do Pano de Cabeça é restrita às mulheres (. O pano de cabeça,


poderá ser utilizado por homens, em obrigações internas em que o mesmo está
“recebendo asè, como por exemplo, Bori”);

ABAS:

As abas do Pano de Cabeça, estão relacionadas ao Òrìsà da filha de Santo e a


sua idade de santo (se seu Òrìsà for Oboro – masculino, você não poderá usar
abas, sendo que essa ficou para as filhas de santo, que possuem Òrìsàs Ayabas –
femininos);

ALTURA DO PANO
Deve-se ter discernimento ao usar o Pano de Cabeças. O pano de Cabeças não é
turbante com diversas voltas e de altura desmedida; Seu pano de cabeça também
não pode ser maior do que o da sua Ìyálòrìsà;

A arte de amarrar um Gèlé ou Torço é como qualquer outra arte, o seu sucesso
depende da criatividade e maestria. Um pano de cabeça, como é chamado aqui no
Brasil, no Candomblé e Umbanda, quando devidamente amarrado, pode ser como
uma coroa, porém, ao contrário, se feito de forma errada pode se tornar um
desastre total. Imagine no alto de sua beleza, ele se desfazer no meio do salão?
Não seria bom!!!!

Cada Gele é único e não existe uma fórmula verdadeira para alcançar a aparência
exata duas vezes. Se você der uma olhada mais de perto, você verá que não há
dois Gèlé(s) –Àwon Gèlé – (uma vez amarrados) iguais. O povo Yorùbá,
absolutamente ama Gèlé porque não só eles são amarrados em vários estilos,
mas eles são um aspecto da cultura que fazem as mulheres se sentir bonita e são
em verdade, não importa a ocasião. O estilo das cores do Gèlé pode ser um
reflexo do seu estado de espírito, o estilo ou personalidade.

Porque homens não podem usar pano de cabeça?

Em tempos antigos, escravos homens usavam pano de cabeça simples para


carregar peso. Este pano era símbolo de escravidão. Porém, devemos lembrar que
aqui falo do pano de cabeça no que tange a Nigéria, pois em outras culturas,
existem panos de cabeça, mas para proteção contra o Sol, principalmente em
zonas desérticas e muito áridas.

Na linguagem yorùbá ‘ga’ é a forma de transportar o poder e ‘ge’ é a manifestação


do poder feminino em ‘gele’, aquele que envolve a cabeça da mulher e vem da
elisão: Ge ilé.

*Gèlé, turbantes, torços ou como chamamos comumente nas Casas de


Candomblé de “Pano de Cabeça”, faz parte do vestuário feminino das mulheres no
candomblé afro brasileiro.

Os Homens em hipótese alguma podem usar Gèlé, turbante, torço ou pano de


cabeça nas rodas de candomblé. Homens devem usar Àketè, Elétí Ajá.

“Eleye com uma boca redonda.


Pássaro àtíòro que desce docemente.
(Eles se reúnem para beber o sangue) voa sobre o teto da casa.
(Passando da rua) colocou no mundo
(Come desde a cabeça, eles estão contentes).
(Come desde a cabeça, eles estão contentes)
colocou no mundo (Chora como uma criança mimada).
(Chora como uma criança mimada) colocou no mundo ajé.
Quando ajé veio ao mundo ela colocou no mundo três filhos.
Ela colocou no mundo “Vertigem”
Ela colocou no mundo “Troca e sorte”
Ela colocou no mundo “Esticou-se fortemente morrendo”.
Ela colocou no mundo estes três filhos.
Assim eles não têm plumas.
o pássaro akó lhes deu as plumas.
Nos tempos antigos, elas dizem que elas não gratificam o mal
no filho que tem o bem.
Eu sou vosso filho tendo o bem, não me gratificai o mal.
Vento secreto da Terra.
Vento secreto do além.
Sombra longa, grande pássaro que voa em todos os lugares.
Noz de coco de quatro olhos, proprietária de vinte ramos.
Obscuridade quarenta flechas (É difícil que o dia se torne noite).
Ela se torna pássaro olongo (que) sacode a cabeça.
Ela se torna pássaro untado de osùn muito vermelho.
Ela se torna pássaro, se torna irmã caçula da árvore akòko.
(A coroa sobe na cabeça) segredo de Ìdo.
A rã se esconde em um lugar fresco.
Mata sem dividir, fama da noite.
Ela voa abertamente para entrar na cidade.
Vai à vontade, anda à vontade, anda suavemente para entrar no mercado.
(Faz as coisas de acordo com sua própria vontade).
Elegante pássaro que voa no sentido invertido de barriga para cima.
Ele tem o bico pontudo como a conta esuwu.
Ele tem as pernas como as contas sègi.
Ele come a carne das pessoas começando pela cabeça.
Ele come desde o fígado até o coração.
O grande caçador.
Ele come desde o estômago até a vesícula biliar.
Ele não dá o frango para ninguém criar,
mas ele toma o carneiro para junto desta aqui.”
(Verger; 1992)

IKÚ ,O ORIXÁ DA MORTE


Iku o! Iku o gbe ló o gbe, Didi k” o ju eKu o! Òdigbõse o!
"Oh! Morte, morte o levou consigo, ele partiu! Levantem-se! Dancem! Nós o
saudamos, Adeus! "
Conta a lenda que Olódùmarè, ao decidir criar o ser humano, designou essa
incumbência Òsáàlá, que teve a necessidade de obter o material adequado para
aquele propósito. Pensou e achou que o melhor material para moldar os seres
humanos seria amòn (o barro) formado pela mistura de terra e água. Então,
Òsáàlá que fora incumbido daquela tarefa por Olódùmarè, ordenou a Èsù o
mensageiro, que fosse buscar um pouco de lama para que Ele pudesse executar
sua tarefa.
Como era corrente e sabido por todos, não havia nada que Èsù não pudesse
realizar, e a tarefa parecia super fácil para ele. 
Mas, ao chegar ao local, quando Èsù meteu a mão na lama arrancando-a, Ayé (a
Terra) chorou porque estavam arrancando parte dela e ela sentia muita dor com
aquilo. 
Embora Èsù tivesse fama de mau e implacável, ficou mortificado de pena de Ayé e
deixou a lama para lá. Regressou a Òsáàlá e relatou o acontecido.
Òsáàlá então chamou Ògún, este sim, guerreiro intrépido e destemido que em
batalhas matava o inimigo até mesmo brincando, resolveria aquele pequeno
problema. 
E lá se foi Ògún. Em lá chegando, quando ele retirou a lama para colocar em sua
làbà (bolsa capanga), Ayé caiu em prantos lamentando-se. 
Ògún também ficou penalizado ora, Ayé não lhe fizera nada de mal e ele não
estava zangado, e assim, não tinha ímpeto suficiente para feri-la. 
E também voltou a Òsáàlá para explicar o seu fracasso em cumprir sua missão. 
Assim, um a um dos Òrìsà que foram incumbidos por Òsáàlá para aquela mesma
missão, voltava com a mesma desculpa: ninguém foi capaz de tirar a lama de Ayé,
cada qual com suas qualidades que o recomendava com a certeza do
cumprimento da tarefa, mas, tudo em vão. 
Foi aí que Òsáàlá chamou Ikú, deu-lhe a àpò (bolsa) e mandou-o para executar a
tarefa que todos os demais Ìmolè tinham fracassado em cumprir. 
Então, Ikú ao chegar à terra começou a retirar a lama de Ayé, e ela chorou, mas,
Ikú não se importou com o pranto dela e pegou toda a lama de que precisava e
retornou a Òsáàlá com sua missão cumprida. 
Então, após moldar os seres humanos, Òòsààlà plantou uma árvore para cada um,
para que ela lhe suprisse o oxigênio e desse continuidade à respiração, iniciada
pelo sopro divino de Olódùmarè pois, Olódùmarè o Criador Supremo, insuflou o
seu hálito (èémí) para dar vida e mobilidade aos seres humanos. E disse a Ikú
que, como fora ele quem retirara o material necessário para moldar os seres
humanos, em qualquer época que se fizesse necessário, ele estaria também
incumbido de levá-lo de volta para recolocar em seu lugar de origem, após a
utilização daquele material. 
Por isso é, que quando chega a época da devolução daquela porção do material
primordial, Ikú é quem vem buscar a pessoa para recolocá-la em seu lugar original.
Iku é, desde então, o único Orixá que tem a honra de baixar na cabeça de todas as
pessoas que um dia passaram pelo Ayê. É por isso que no Axêxê, o ritual fúnebre
que celebra, prepara e comemora a volta dos homens ao todo primordial, prestam-
se homenagens a Iku – com cantos de júbilo e louvação que, mais que a morte,
reafirmam o mistério maior; a possibilidade de outras e outras vidas.
Ikú, para os Yorùbá tradicionais é ao mesmo tempo, o fornecedor primordial e o
restaurador da matéria retirada e fornecida por Ele próprio, sendo Ele assim o
princípio e fim, o princípio e o fim e, e o princípio e o fim..., e assim
sucessivamente, num eterno círculo, onde não há início nem final, que está
sempre recomeçando.
Existem e são raríssimas, pessoas de Ikú que, evidentemente, não são iniciadas,
cumprem normalmente seu destino e tem funções específicas num Ilê Axé.
Ikú é o único Orixá que jamais deixa de cumprir integralmente sua missão,
percorrendo todo o aiyê sem cansar, procurando todos os seres vivos, sem
distinção entre ricos e pobres, novos e velhos, machos e fêmeas, belos ou feios,
fortes ou fracos, sábios ou ignorantes. Todos um dia sempre serão encontrados e
montados por Ikú.

Egúngún kiki egúngún


Egún ikú ranran fe awo ku opipi
O da so bo fun le wo
Egún ikú bata bango egún de.
Bi aba f 'atori na le egún se de. 
Asé.
Louvado seja o nome dos meus Antepassados, 
Que preservaram os mistérios do voo e das penas.
Você que cria as palavras de reverência e poder,
Para os tambores que anunciam a sua chegada.
Você que espalha seu poder, os antepassados estão aqui.
Axé

Òfún mèjì

O mais velho dos Odù que se tornou o júnior dos Odù após descer à Terra:

Aquele que quebra um Obí (com 4 válvulas) vai comer duas válvulas
Um ancião avarento é aquele que come três válvulas
Depois de comer três válvulas
Ele carrega a sua carga sem ajuda e prossegue neste caminho
Estas foram as declarações de Ifá para a pessoa na linha da frente (o líder /
sênior)
Que mais tarde se tornaria a pessoa no próprio traseiro (o seguidor júnior /)
Ele foi aconselhado a oferecer o sacrifício
Ele se recusou a cumprir
Foi a sua falta de decoro e de maneiras
Foi a sua falta de diplomacia
A pessoa na linha da frente
Tinha se transformado na pessoa que ficou atrás.
Foi a sua falta de decoro e boas maneiras

Mesmo mais velho um líder pode perder o seu status por falta de caráter,
Assim disse Ifá em Òfún mèjì - Òràngun mèjì.

Nós começamos-onde-nós-terminamos
Foi o Awo que adivinhava para 'a criança pequena que não sabe nada "
Ao realizar Esentayé na aurora de sua vida
Foi-lhe dito que, se ele procurou a sabedoria
E não mentir, ou ser traiçoeiro
Ifa iria apoiá-lo
Foi-lhe dito que na vida, há muitas estradas,
Mas somente o caminho da justiça conduziria a um fim
Apoiada por Òlódùmarè
E que no final
Ele voltaria para o lugar que ele começou
Ao lado do Irunmọlẹ inumeráveis Ợrùn
Quando chegar ao fim da sua vida
O Awo "Nós começamos-onde-nós-terminamos '
Lançou Ifá para 'a criança pequena que não sabe nada "
Que havia se tornado o mais velho sábio que sabia muito
Ifá disse que apoiou o seu Ori
E seu Ori havia apoiado
Ao escolher o caminho justo
E assim ele voltaria para o lugar que ele começou
Ao lado dos inumeráveis irunmọlẹ do Ợrùn
É de tal forma que nós repetimos o ciclo da vida
Até chegarmos ao Apere (o estado perfeito)
Òfún Meji
Que foi o primeiro
E tornou-se passado
Mostrando que tudo o que começa, vai acabar
Trocando de lugar com o fim, que se tornou um começo

Eepa Odù

Nomes de irunmǫlę, Òrìşà e energias do panteão yorùbá


Uma pequena relação das forças espirituais, irunmǫlę e Òrìşà que habitam o
panteão yorùbá, muitas dessas energias estão atuando em nosso dia a dia sem
que tenhamos conhecimento. Eleve seus pensamentos para as energias que
pouco são lembradas, porém, nos ajudam constantemente.
Epá imǫlę. Epá Òrìşà.

Aàjà Espírito do Furacão.


Abanigbele Espírito do fogo, esta é uma referência para a animação da
consciência que existe dentro de uma chama ardente.
Agayu Espírito do Fogo, no Centro da Terra.
Àgbìgbò Espírito da Floresta, que causa problemas.
Agemo Espírito da Floresta adorado na região Ìjèbú da Nigéria.
Àguala Espírito de Vênus.
Àjàlá – mòpin Espírito que molda a cabeça, e forma a consciência de cada criança
recém-nascida.
Àjé Espírito de um Pássaro usado por mulheres (Ìyàámi) para invocar poderes
usados para abundância e justiça. Este mesmo poder é usado para consagrar a
coroa dos reis Yorùbá. Também é usado como uma referência a dinheiro ou
abundância.
Ajè Şaluga Espírito Elemental da Abundância, sagrado para o Espírito das Mães
(Ìyàámi).
Akódá Espírito de um dos primeiros alunos do Profeta Ọrúnmìlà.
Alááànú Espírito que ajuda a consciência a se formar antes do nascimento,
“O Misericordioso”.
Alúdùndún Òrun Espírito Guardião de destino pessoal no Reino dos Ancestrais, a
fonte do destino pessoal.
Àmòká Espírito do sol.
Amúsan Espírito de um dos filhos do Espírito do Vento (Oya).
Apetebi Espírito da esposa do Espírito do Destino (Ọrúnmìlà).
Àpárí – inú Espírito do eu interior.
Aroni Espírito da floresta Espírito primordial com o corpo de um ser humano e a
cabeça de um cachorro.
Arúku Espírito que transforma e eleva o espírito dos antepassados.
Àsedá Espírito de um dos primeiros alunos Profeta Ọrúnmìlà.
Abanigbele O Espírito de Fogo, esta é uma referência para a animação da
consciência que existe dentro de uma chama ardente.
Ọbàlúwayè Espírito da superfície da terra, este é o Espírito associadas a essas
doenças infecciosas que são transportados pelo vento em toda a superfície da
terra durante períodos secos e quentes do ano.
Dada O Espírito dos vegetais, também o guardião Espírito recém-nascido crianças
com grandes tufos de cabelo.
Ejufiri O Espírito que molda a consciência, a base da força interior.
Elekeji eni O duplo do espirito, o Eu superior.
Erinlè Espírito da Canção.
Èşù O Espírito do Mensageiro Divino, que também tem o papel do Espírito do
Malandro Divino e o Espírito do Executor Divino.
Èdán Espírito do aspecto feminino do Espírito da Terra (Onilé).
Egbéògbà Espírito honrado pela sociedade de mulheres (Ìyàámi).
Ęlà O Espírito da Pureza, a primeira Reencarnação do Espírito do Destino
(Ọrúnmìlà).
Eléèdá Criador, associado com a central de energia entre os olhos.
Ibeji Espírito de gêmeos.
Ìbéta Espírito de trigêmeos.
Ikú Espírito da Morte.
Ìpònrí Eu superior, descrito na escritura de Ifá como espirito duplo de uma pessoa
que vive no Reino dos Ancestrais (Ìkợlé Òrun).
Iponri A Força da Natureza (Òrìsà) que orienta a consciência de um indivíduo em
particular.
Ipọrí O Espírito do dedão do pé, em Ifá é a reverência Ancestral, o dedão do pé é o
lugar onde a consciência pessoal (Ori) forma uma ligação com a consciência
Ancestral (Orí Egún).
Ìràwò alé A estrela Sirius, o Espírito de Sirius referido como a canoa estrelar na
escritura de Ifá.
Irépò Espírito de Cooperação.
Korí Espírito que cria a cabaça do Eu interior.
Mágbéèmitì Espírito que molda a consciência.
Odù Espírito do ventre da criação.
Odùdúà mesmo que Odùdúwà.
Odùdúwà Espírito de personagem negro, o preto é uma referência simbólica para
o que é invisível, o oposto da luz. Em algumas regiões da Nigéria este espírito é a
deusa primordial, em Ilè Ifè este Espírito é o ancestral masculino original da cultura
yorùbá.
Odùmarè Variação regional de Òlódùmarè, que é a fonte de Criação.
Ofere Espírito da Estrela da Manhã.
Ògún O Espírito do Ferro.
Òjìjí Espírito da sombra criado pela manifestação física de uma pessoa de
emoções negativas.
Òjòntarìgì Espírito da esposa do Espírito da Morte (Ikú).
Òlódùmarè Espírito de Criação.
Olófin Espírito da lei, ou seja: “Proprietário da lei”, o Legislador.
Olojongbodu Espírito da esposa da morte (Ikú).
Olókun Espírito do Oceano.
Olóore Espírito que molda a cabeça dos bebês antes do nascimento.
Olorí – Mérìn Espírito que protege as cidades, o que significa: “Espírito, com quatro
Cabeças”.
Ọlọsa Espírito da Lagoa.
Olumu O Espírito do Entendimento.
Olúworíogbó O Espírito que faz chefes, o que significa: “Criador dos chefes da
floresta”.
Onílé Espírito da Terra, o que significa: “Dono da Terra”.
Oòrùn Espírito do sol.
Òòsà Oko Espírito da Fazenda.
Ǫpęlę Espírito da esposa do Espírito do Destino (Ọrúnmìlà)
Orí Espírito da Consciência, também significa cabeça de uso comum.
Òrìsà Agbala Espírito guardião do quintal (espaço externo), o irmão mais novo do
Espírito da Fazenda (Òrìsà Oko).
Òrìşà – bi Espírito da esposa de Òrungan.
Òrò Espírito da Floresta, invocado como parte dos ritos fúnebres.
Osu Espírito da Lua, filha do Espírito dos Raios (Sàngó).
Òsùmàrè Espírito do arco-íris.
Osun Espírito que protege consciência individual.
O’yansa Espírito da Mãe do Espírito do Vento (Oya), significando:
“Mãe de Nove”.
Oye Espírito do Vento Harmattan, mora no morro Igeti com o Divino Mensageiro, o
aspecto masculino do Espírito do Vento (Oya).
Oba Ìgbàláyé Espírito das Quatro Estações, ou seja: “Rei do Cabaça da Terra”.
Ọbàlufọn Espírito que protege Artistas.
Ọbà Oke Espírito da Montanha.
Ợbàtálá Espírito do Rei de Pano Branco.
Obba Deusa do Rio Òbá.
Olórun A Fonte, o Ser supremo.
Olósà O Espírito da Lagoa.
Oramife Espírito do Pai do Espírito do Raios (Sàngó).
Òranmiyàn O Espírito da Guerra, considerado o Pai do Espírito do Raio (Şàngó)
em Ilè Ifè.
Òrò Espírito do Poder da Palavra.
Òrungan Espírito da criança do Espírito da Mãe dos Peixes (Yemọjá).
Ọrúnmìlà Espírito do Destino, o profeta de Ifá, encarnação física de o Espírito de
Pureza (Èlà).
Òrun Òkè Espírito das Montanhas no Reino Invisível dos Imortais.
Òsànyìn Espírito das Ervas e da Medicina.
Òsóòsì Espírito do Perseguidor.
Òsún Espírito do Rio, fertilidade, sensualidade e abundância.
Ợya Espírito do Vento e Espírito do Rio Níger.
Òràányàn Espírito do Primeiro Rei (Ọbà) de Ọyọ.
Òràngun Espírito do neto de Odùdúwà.
Poripon Sigidi Espírito de Combate.
Sàaragaá Espírito que molda a consciência (Orí), significando: “O Estranho lugar
da singularidade”
Sùngbèmi Espírito que molda a consciência (Orí), significando: “Esteja mais perto
de mim”.
Şàngó Espírito do Raio, também o quarto Aláàfin de Òyó.
Sigidi Espírito Mensageiro, o espírito guerreiro que protege uma linhagem familiar
particular.
Sigidi Sugudu Espírito do Pesadelo.
Sòponnà Espírito da varíola.
Yemò Espírito da Esposa do Espírito do Rei de Pano Branco (Ợbàtálá).
Yemòwó Espírito da Esposa do Espírito do Rei de Pano Branco (Ợbàtálá).
Yemọjá Espirito do rio Ògún, que significa: “Mãe dos Peixes

Òtúrá mèjì

Conversas impertinentes 
Palavras ao vento
Não existe nada que a armadilha preparada pela boca não pegue
Estas foram as palavras de Ifá para Orofo
Que havia dado à luz a dois filhos
E declarou que sua casa estava cheia até o topo
Ela foi aconselhada a oferecer ebo.

Orofo era uma mulher muito triste. Todas as suas contemporâneas haviam se
tornado mães orgulhosas.
Orofo não tinham filhos próprios. Ela chorava todos os dias.
Isso significava que ela iria viver e morrer uma mulher estéril?
Ela teria seus próprios filhos?

Essa foi a razão pela qual ela foi a consulta de Ifa.


Durante a consulta Òtúrá Mèjì foi revelado.
O Áwo assegurou a Orofo que ela teria seu próprio filho, porém deveria fazer ebo.
Ela foi aconselhada a oferecer ebo ao trazer seus filhos ao mundo e para
preservar seu bebe de perigos como resultado de suas conversas impertinentes.
Quando Orofo escutou isso, ela estava com muita raiva de seu Áwo. Ela achou
que o Áwo estava buscando uma forma de arrancar produtos e dinheiro dela, para
fazer o ebo. Ela estava convencida de que seria capaz de ter seus filhos, ela
assegurou que sabia como tomar cuidado apropriado. Então, que serventia teria
esse ebo?
Ela perguntou.
Ela se recusou a oferecer o ebo como prescrito.
Pouco depois disso, Orofo pôs dois ovos e os dois vingaram.
Ela se tornou uma mãe muito orgulhosa. Ela estava muito feliz. Cada vez que ela
era convidada para um evento, ela se assegurava de sempre chegar atrasada,
pois, se lhe perguntassem o motivo do atraso ela sempre dizia que estava
cuidando de seus filhos.
Ele gostava de deixar bem claro o quanto era difícil cuidar de um filho, imagine
cuidar de dois. Ela concluía a explicação dizendo que sua casa estava cheia até o
topo com a chegada dos bebes. Neste ponto Orofo criou que uma série de
encantações para si mesma.
Todo dia ela encantava: ‘Ile kun soso’ (Minha casa está cheia até o topo),
repetidamente.
Um dia aas pessoas chamaram uns aos outros, eles disseram que existia a
necessidade de ir à casa de Orofo e capturar ela e seus dois filhos que enchiam
sua casa até o topo, para se alimentarem. Eles disseram que estavam com fome
enquanto a casa de Orofo estava cheia até o topo de habitantes. Eles marcaram
uma data para o trabalho. No dia marcado eles foram, bem cedo, a casa de Orofo.
Eles mataram Orofo e seus dois filhos para comer.
Quando eles descobriram que somente havia três deles em casa, eles disseram
que se eles soubessem que a população da casa era de apenas três seres
vivendo juntos, eles não teriam molestado Orofo e seus dois filhos. Assim foi como
Orofo usou sua boca para preparar uma armadilha para ela mesma cair e se
prejudicar.

Conversas impertinentes
Palavras ao vento
Não existe nada que a armadilha preparada pela boca não pegue
Estas foram as palavras de Ifá para Orofo
Que havia dado à luz a dois filhos
E declarou que sua casa estava cheia até o topo
Ela foi aconselhada a oferecer ebo
Ela se recusou a oferecer ebo
A pessoa de conversa impertinente matou a si mesma
A conversa em vão cavou sua própria sepultura.

Ire Aláàfia.

Ifá Dida

A importância do ritual de Èşù e Òṣàalá. Iwá Pẹlẹ e o equilíbrio espiritual.

A definição de Ori tem sido motivo de discussão há anos, na sequência da


necessidade de algum tipo de dissecção anátomo-semiótica, a fim de divulgar o
núcleo no ninho do que pode ser visto como o conceito de consciência entre os
yorùbá. O Yorùbá tem passado através do tempo um conceito muito moderno da
Consciência, que mostra como sua definição ou a sua localização não são tarefas
simples. Em particular, a compreensão do conceito psico-espiritual de Ori passa
através da evidência a sua localização é multi regional. Esta é uma intuição que foi
validada a partir das mais recentes descobertas científicas. Hoje nós estamos
cientes, mesmo de um ponto de vista anátomo científico que a Mãe Natureza criou
os pressupostos anatômicos e fisiológicos para uma Consciência multi camadas,
localizada em diferentes tecidos e de acordo com a sua proveniência embriológica.
Yorùbá dizem que o Orí não está apenas dentro da cabeça, mas também no
coração, no estômago e nas pernas. Eles reconhecem os significados simbólicos
sofisticados para essas partes e indiretamente nos dizem que os seres humanos
podem funcionar mal ou em desalinhamento entre essas várias partes. 
Por que o Ori está desalinhado com o coração? 
E o coração do estômago e intestino? 
E entre as pernas? 
Sim, é possível e Ifa representa uma ferramenta muito poderosa, a fim de divulgar
este tipo de dissociações. Como sempre a linguagem inconsciente do cliente
representa uma ferramenta fantástica (como o ibo) para divulgar a contradição que
pode existir entre as várias partes do Ori, a direção do ibi e ire e a prevalência de
um ramo específico de uma força binária que regula todos esses componentes,
força que Freud chamou no passado de libido e que hoje podemos reconhecer,
pelo menos em parte, como ase, seguindo a tradição yorùbá. Não podemos
esquecer que Ifa sugere que tudo na natureza e na natureza humana funciona
binariamente com ciclos alternados de contração e expansão. Assim, quando se
consideram as várias partes do Ori devemos lembrar que todas essas partes estão
sob o domínio de duas forças opostas que simbolicamente poderíamos chamar A
Porta do Observador (ou Porteiro, força de contração) e o Mestre das Chaves
(expansão). Agora, a definição dessas forças opostas combina muito bem com
algumas energias de Òrìşà que todos nós conhecemos, Ợbàtálá e Èşù. 
Enquanto a energia fúnfún, calma e prudente do Rei das Roupas Brancas domina,
o Porteiro/Guardião, o falocrático complicado, preponderante e a força energética
de Èşù domina a chave mestra. Èşù é o gradiente inconsciente que opera em
múltiplas dimensões analógicas, enquanto Ợbàtálá é a consciência crítica que
ordenou os limites e diminui qualquer sonho humano. Na verdade, Èşù, o vigor tão
dinâmico se expressa em três direções, a consciência, a liberdade e o sonho.
Todas essas três partes são dinâmicas e abraçam todo o reino da consciência
humana, no entanto, cada um deles parece reconhecer a localização anatômica
específica que podem ser divulgadas pela observação do vector emocional
resultante que se traduz como a língua da cinestesia de modo não verbal. Esta
expressão não verbal vem da descarga tensional necessária que se localiza nas
peças anatômicas específicas, dependendo da qualidade do problema (o sonho, a
consciência, a liberdade). Para resumir e esclarecer, enquanto a Consciência está
localizado dentro da cabeça, a liberdade está no peito e o sonho no abdômen.
Esta observação vem da observação psicológica da linguagem inconsciente
emocional e do estudo dos estados alterados de consciência. Ele culmina com o
conceito de múltiplas camadas, que o yorùbá chama de Ori. O papel de Ifa é
alinhar seu Ori com o Iponri em caso de espiritual de dissociação com o Ori Inu. A
dissociação pode vir da cabeça, do coração e do estômago, um mau alinhamento
que, em termos modernos, pode ser expresso como "problema". Pode haver um
problema de sonho, liberdade ou consciência proveniente da tensão de um desses
pontos que podem ser considerados o sofrimento energético focal. O problema
vem de um conflito entre estes pontos focais. Este problema reflete em uma
prevalência de Ợbàtálá ou Èşù dependendo da natureza do conflito. Conflito pode
vir de uma prevalência de sonho sobre a consciência ou vice-versa, a partir de
uma prevalência de sonho sobre a liberdade e vice-versa e uma prevalência de
consciência sobre a liberdade e vice-versa. A liberdade pode ser considerada
simplesmente como o Porteiro entre consciência e o sonho, um filtro que pode
reduzir a prevalência da consciência ou sonho dependendo principalmente da
disposição adquirida que está relacionado com as influências dos pais (conflito
primal). Se o sonho é não expresso (consciência dominante) a atitude resultante é
a personalidade nervosa. Se o sonho é sobre expresso (sonhar dominante), o
resultado é a personalidade psicótica.
"Problemas" estão constantemente presentes na origem do que chamamos de
"doença". De acordo com as teorias anteriores (Hamer, conflito biológico) as
doenças vêm de um trauma não resolvido, significativo e abrupto, onde o
psicológico ativa um conflito biológico específico, dependendo da qualidade
simbólica do próprio trauma. No entanto, a possibilidade para lidar com o problema
inicial e dominar depende de:

1. A partir do tipo de personalidade, que é a partir da presença ou ausência de


dissociação com Ori.

2. Da presença de Ori dissociado como um espírito com definitiva influência.

Obviamente, essas duas possibilidades binárias podem combinar em vários tipos e


o primeiro pode ser consequência do segundo e vice-versa.
Não se deve esquecer que o Ọpọn Ifa é um símbolo poderoso da realidade
microcósmica que imita a vida, os seres humanos e todo o Universo. É o infinito e
o mundo em relação a todas as suas manifestações. Todas as várias partes do Ori
são simbolizadas sobre o Ọpọn, a partir da consciência de sonhar. ( Ẹsẹ Ọpọn)
Se o cliente tiver um sonho defeituoso, pode ser devido a uma capacidade
reduzida de produzir um sonho, ou um excesso de interferência da consciência.
Vice-versa um excesso de sonho pode ser devido a uma produção excessiva de
sonho ou a uma intervenção reduzida de consciência. Assim, a avaliação do
significado do Odu que sai irá revelar a natureza do problema em termos de
sonho, de consciência e de liberdade.
Isto é importante porque o mesmo Odu avisará sobre a origem espiritual desse
problema, determinando a maneira de resolvê-lo. De um ponto de vista ritualístico
a informação encontra-se com a prevalência absoluta ou relativa do Porteiro /
Chaveiro Mestre. 
Ofertas e rituais a Ợbàtálá e Èşù irá transportar seu significado simbólico para o
reino do inconsciente arquetípico, a fim de reequilibrar a relação entre a
consciência e o sonho. À luz destas considerações, é fácil entender as razões
pelas quais Ebo Riru em Ifa é feito sobre o Ọpọn. Essa concepção binária de pura
manipulação ritual do sonho e da consciência, tem no entanto que ser considerado
também a partir do fato de que o Yorùbá e de um modo geral a sabedoria africana
ocidental faz questão de reconhecer um papel de prevalência no sonhar. Èşù é
sempre o primeiro a receber a oferta. Se não for respeitada esta regra, sua raiva
vai desafiar o cliente e o sacerdote. Há várias histórias que justificam a razão pela
qual Èşù tem sempre de ser recompensado pela primeira vez. 
Um clássico vem de tradição brasileira e evoca a relação entre Ợbàtálá e Èşù. 
O conteúdo dessa história é Èşù salvou Ợbàtálá de Ikú e essa foi a razão pela qual
Ợbàtálá reconheceu o direito de Èşù receber a primeira parcela de qualquer oferta.
A importância simbólica desta observação é bastante evidente. Se não apaziguar
as exigências de nosso inconsciente, em especial se não reconhecermos a nós
mesmos o direito de sonhar, nenhuma recompensa será permitida a consciência
que vai sofrer as consequências relativas. Ifa nos informa sobre o direito dos seres
humanos, a disputa pelos seus sonhos de paz com sua consciência e a plena
liberdade. O saldo desses três componentes pode ser uma boa definição de Ìwà
Pẹlẹ, ou melhor Ìwà Pẹlẹ pode se manifestar a partir do equilíbrio desses três
componentes. 
Assim, Ifa pode permitir que cada um de nós ande pelo caminho de nossos
sonhos, em paz com nossa consciência e com plena liberdade. 
Que Èşù seja sempre apaziguado em primeiro lugar, para que possa salvar
Ợbàtálá e sua casa. 

Ifá e o conceito de Eéwo (tabu)


Ire l’onà Ikolè Òrun
O retorno da Terra para o Reino dos Imortais.

Em 1989 viajei para Ode Remo no Estado de Ogun Nigéria.


Durante sete dias, mais de cem homens, mulheres e crianças de Ode Remo
dedicaram grande parte de sua atenção para a minha elevação espiritual.
A quantidade de dinheiro que pediram para me ajudar neste processo foi mínima
eu possa dizer claramente que não houve participação de ganho financeiro. Os
anciãos explicaram sua motivação para que eu descobrisse uma crença
profundamente realizada com base na ideia de que se a sua vida fica melhor a
minha vida fica melhor, se você sofre, eu sofro. Eles eram verdadeiramente e
profundamente preocupados com o meu novo ser brotando.
A experiência de se deparar com esse nível de preocupação, empatia, amor e
carinho de estranhos mudou minha vida para sempre.
No final da minha visita, eu puxei o gravador da minha bolsa e pedi ao Araba
Adesanya Awoyade se havia algo que ele queria dizer aos adoradores de Ifá nos
Estados Unidos. O Araba é o mais velho sacerdote de Ifá em Ode Remo.
Na época da minha primeira visita ele tinha setenta anos de idade.
Ele foi iniciado quando tinha quatro anos e estudou toda a sabedoria dos
antepassados de sua vida.
O Araba apontou o dedo para o gravador e disse:
Diga-lhes:
Se eles vêem algo vermelho para chamá-lo de vermelho e se ver algo preto para
chamá-lo de preto.
Então complementou:
Se você me trata como seu verdadeiro pai tudo vai correr bem com você.
Não havia mais nada que ele quizesse dizer. Na época, eu mal entendi o seu
comentário. Cerca de vinte anos mais tarde, fiquei surpreendido com o quão
importante foram suas palavras e que influência tiveram na minha vida. Seu ponto
inicial era muito simples, se você quiser corrigir um problema, é necessário
identificar com precisão sua causa.
O condicionamento cultural dos Estados Unidos chegou a um ponto onde há mais
preocupação com as aparências do que ser honesto e admitir um erro. A mídia
chama isso de spin. O conceito de spin significa a capacidade de fabricar uma
mentira plausível onde se transfere sua culpa para outra pessoa. Os políticos
falam de spin como se fosse um conceito nobre e raramente são desafiados pela
mídia. O problema com o spin é que nada se fixa em você, porque ninguém está
lidando com o problema real. Na minha opinião esses repórteres que dizem não
fazer uso de spin são os piores criminosos.
Como admitir um erro é freqüentemente visto como um sinal de fraqueza e
fraqueza é visto como um convite aberto a exploração e a possibilidade de ser
enganado, abusado ou ignorado. Esta atitude estabelece as bases para invocar o
elenini do auto-engano.
A capacidade de chamar vermelho de preto, em culto tradicional de Ifá é baseado
na ideia de que há vergonha em admitir um erro. Errar é ser chamado de ser
humano. A capacidade de aprender com os erros é o processo de
desenvolvimento da sabedoria. Aqueles que nunca admitiram cometer um erro tem
uma curva de aprendizagem, o que significa que estará preso ao cometer os
mesmos erros uma e outra vez.
A adivinhação é usado como uma ferramenta de aprendizagem na cultura iorubá
tradicional para identificar erros e para fornecer sabedoria ancestral sobre a
questão de como corrigir os danos para si e do mundo, que resultam na falta de
bom senso, raciocínio confuso e distrações causadas por culpar os outros pelos
seus atos. Na minha experiência como um adivinho, eu encontrei muitas pessoas
que vivem com medo de serem expostas. É o medo de que alguém descubra os
segredos de seu passado e utilize as informações como uma fonte de ridículo e
difamação. Se você pode admitir erros, você não tem segredos, não há medo da
exposição. Ninguém tem o potencial para se tornar uma ameaça. Segurar o medo
da exposição pode se tornar uma forma de tomar todo o seu tempo disponivel.
Quando nos apegamos a esse tipo de medo o equilíbrio entre a cabeça e o
coração torna-se impossível. Como conseqüência não haverá conexão com seu
iponri / Eu superior. Vivemos em um constante estado de ilusão e a natureza das
ilusões, eventualmente, nos deixão ficar expostos. Este é o significado da frase
Esu ni pa ko que literalmente significa: O Espírito do Mensageiro Divino decapita a
minha sabedoria. A palavra decapitação é importante porque descreve a ruptura
entre a cabeça e o coração que caracteriza toda a ilusão. Agarrar-se a medo
bloqueia a capacidade do Orí para processar as lições que vêm como resultado de
uma experiência nova. A capacidade de integrar novas experiências no
desenvolvimento de nossa consciência é uma das consequências fundamentais de
chamar o vermelho de preto. O medo da exposição leva a guardar segredos e a
trapaça deliberada. Guardar segredos exige esforço e é uma fonte de tensão.
Tensão excessiva pode criar a doença física e mental. Eu cometi alguns erros
graves na minha vida. Eu gosto de pensar que eu aprendi com esses erros.
Aprender com os erros e compartilhar as lições do que foi aprendido com os outros
é o ponto central em Ifá.
Nossa escritura sagrada é baseada na sabedoria ancestral relacionada com a
ideia de corrigir erros. Na cultura iorubá tradicional esta sabedoria é colocada de
forma poética e lembra-nos que cada nova geração não tem que reinventar a roda.
Quando nós resistimos a admitir um erro, essencialmente abraçarmos o que Ifá
chama de ibi. Estamos dizendo: Eu preferiria estar errado e negá-lo para em
seguida, aprender com o passado.
Este ponto de vista é a fonte de todo ìbì. Na língua iorubá a palavra ìbì, significa
depois do nascimento. Quando um bebê está no útero, a placenta sustenta a vida,
quando o bebê nasce, a placenta torna-se tóxica, se o cordão umbilical não é
cortado o bebê morre.
A analogia, como um símbolo religioso de Ifá, é: Manter a ideias antigas é tóxico
para o desenvolvimento espiritual.
Em Inglês isso é chamado de resistência, é a razão pela qual o mesmo erro é
repetido várias vezes.
A fim de construir uma comunidade com base nas lições de aprendizagem, em vez
de resistência ao crescimento, é preciso que haja confiança. Se eu compartilho
uma experiência em que eu fui vulnerável ao medo e agi contra o meu próprio
interesse, eu preciso saber que esta informação não será usada contra mim em
uma data posterior. Na cultura iorubá tradicional, quando uma questão está
resolvida, nunca mais se fala neste assunto. É um tabu, e é rigorosamente
aplicado. Esta fórmula simples constrói a confiança e constroi o suporte para a
admissão de eventuais erros. Eu não tenho vergonha ou medo em admitir erros
como uma ferramenta de ensino. Minha intenção é demonstrar como eu aprendi
com os erros do passado.
Eu uso essa ferramenta não para ser nobre, mas porque eu aprendi Ifá com os
anciãos que estavam dispostos a admitir suas próprias lutas para o crescimento e
a aprendizagem.
Na diáspora algumas pessoas freqüentemente se voltam contra mim, como
justificativa para não me ouvir usam uma fonte de fofocas por motivos egoístas.
Quando isso acontece, a confiança é quebrada, uma vez que a confiança é
quebrada e fica muito difícil de corrigir. Esta é a razão para o tabu rigoroso contra
a fofoca.
Em Ifá a fofoca está dizendo alguma crítica sobre uma pessoa que não está
presente para se defender. Um número de pessoas têm ido a Ode Remo para
informar aos mais velhos que eu sou uma pessoa má.
As pessoas que entregaram essas mensagens sempre olhão de forma suspeita
nos olhos dos meus anciãos. Não porque as coisas que eles disseram eram falsas,
mas porque eu não estava presente para me defender. Na sua opinião, as
acusações eram sem sentido, porque não havia nenhuma maneira de determinar a
verdade da questão. Se alguém te deixa com raiva, a sua capacidade de
descrever objetivamente a origem da lesão desaparece completamente.
A mente humana tem a capacidade de justificar a raiva por distorcer a realidade.Ifá
ensina que nós somos aquilo que resistir.
Pessoas raiva de nós quando eles apresentam comportamento sabemos que
precisamos corrigir em nós mesmos.
A raiva é uma mensagem do Espírito dizendo olhada em conseqüência de suas
próprias ações. A falha em apreciar essa dinâmica dá à luz uma das formas mais
insidiosas de simples elenini, que dá à luz o demônio que diz todos os meus
problemas são culpa de alguém.
A tendência a culpar os outros pelos nossos problemas é a razão Ifá torna um tabu
para criticar um ancião.
Quando em primeiro encontro com o Araba Adesanya Awoyade, eu tinha quarenta
anos e ele tinha setenta anos de idade.
Ele entendeu os problemas de um homem da minha idade, porque ele viveu
durante o estágio de seu desenvolvimento.
Eu não tenho nenhuma ideia do que significa a setenta anos, então as minhas
opiniões sobre os problemas é são inúteis e mal relevante. Na cultura iorubá
tradicional as limitações da idade são compreendidos e respeitados.
Na cultura ocidental todo mundo acredita que sua opinião tem valor para os outros
enquanto Ifá ensina que as opiniões não solicitadas só são expressos em relação
a alguém mais jovem que está se comportando mal, caso contrário, não opiniões
são oferecidas sem um convite.
Além disso, quando alguém na cultura iorubá tradicional pede uma opinião, é
considerado rude para oferecer essa opinião sem antes citar a sabedoria dos
ancestrais é por isso que a cultura iorubá tem um legado tão rico de provérbios.
Opiniões são oferecidos por comentando tanto provérbios conhecidos ou citando
Odu. Para dar uma opinião sem citar uma fonte de inspiração para que a
sabedoria é considerada arrogante e mal informados.
Todos os tabus descritos aqui manter a confiança em uma comunidade porque a
confiança é a base para todo o crescimento pessoal e espiritual.
Por exemplo, é possível que eu poderia ter um problema com um ancião que pode
ser legítimo. A questão precisa ser tratada para manter a confiança no entanto eu
ainda preciso manter o tabu contra o ser crítico de um ancião.

O protocolo é levar a questão ao ancião, que é feito com todos os presentes.


Neste ponto, o ancião mais velho pode ou não pode dizer como se sentem sobre a
situação e eles podem ou não podem dizer o que tem sido feito para corrigir o
problema.
A questão torna-se um motivo de preocupação para o seu mais velho e mais velho
o seu mais velho.
Para fazer esse sistema funcionar é necessário ter confiança que o idoso vai usar
seu bom senso para resolver o problema.
Este sistema de confiar nos anciãos cria a estrutura social.
Se todos na comunidade é um mentor para os mais jovens e um estudante
daqueles que são mais velhos, problemas podem ser corrigidos de forma
ordenada. Se eu quebrar o meu braço que eu vá a um médico que se especializou
na cura de ossos.
Para os ocidentais isso não é uma ideia difícil de entender.
Mas, por causa do condicionamento, quando se trata de assuntos pessoais
relacionados com o desenvolvimento e crescimento, há uma crença que não
existem especialistas e toda a gente se sente no direito de seguir sua própria
orientação.
Tal comportamento resulta do condicionamento deliberada e as pessoas que se
sentem assim são facilmente manipulados.
Os psicólogos chamam o narcisismo conduta, a ideia de que apenas as questões
a sua opinião.
As pessoas que são facilmente manipulados são inconscientemente guiados por
especialistas em marketing e políticos para apoiar ideias que são contrárias ao seu
melhor interesse.
As pessoas que vendem Hummers iniciou uma campanha publicitária na qual as
crianças foram incentivadas a convencer seus pais que eles precisavam comprar
um carro $ 80.000 que colhe quatro milhas para um galão de gasolina.
A campanha foi bem sucedida.
Cada vez que um político ondas a bandeira vermelha do terrorismo e da
necessidade de segurança norte-americanos perdem mais de suas liberdades
civis.
O sistema ocidental de justiça baseia-se no direito de habeas corpus: quem está
preso deve ser informado das acusações contra eles no prazo de dez dias de sua
prisão. Do ponto de vista Ifá a perda do direito de habeas corpus é a base para a
destruição total da estrutura social.
Sem estrutura social é impossível resolver qualquer coisa espiritual.
Recentemente, o Congresso dos EUA decidiu que o direito de hebeas corpus não
era mais importante nos Estados Unidos.
Isso significa que ninguém pode ser preso a qualquer momento por qualquer
motivo e detidos sem motivo por tempo indeterminado. Essa é a regra por lei, não
capricho.
Na minha experiência algumas pessoas têm a noção equivocada de que ser
iniciado em Ifá significa nunca admitir um erro, nunca dizendo: Eu peço desculpas,
nunca dizer: Eu não sei, nunca dizer: Eu vou descobrir e voltar para você.
Estas são todas as declarações que fazem de nós seres humanos, eles indicam
que estamos em um caminho de aprendizagem, desenvolvimento e humildade.
Sem estas coisas da vida é uma ilusão, um convite aberto a interrupções por Esu,
o Espírito do Malandro.
É Esu que nos traz uma mensagem simples, é Esu que diz, você acha que sabe
tudo, verificar isso.
Vivendo a vida em ibi, ou um estado de ilusão, faz os outros assistem impossível.
Ifá ensina que precisamos abraçar Esu como fonte de transformação e mudança
antes de Esu arrebata-nos da ilusão cumprimentando-nos com duras lições que
não podemos evitar.
A tarefa de crescimento espiritual pode ser disciplinado e relativamente simples
quando se baseia em seguir a orientação dos mais velhos.
Ele também pode ser um pesadelo de dor, luta e confusão baseada na
necessidade de aparecer infalível.
Com base na formação que recebi de meus velhos em Ode Remo Eu acredito que
o uso efetivo de estados alterados de consciência para entrar em contato Espírito
requer alinhamento com maior auto.
O processo para se colocar em alinhamento com o eu superior envolve a criação
de harmonia e equilíbrio entre a cabeça eo coração.
A única maneira isso pode ser feito é através do desenvolvimento do caráter.
Sempre nos comportamos mal do coração e sabe que a cabeça de aceitar a
responsabilidade pelo mau comportamento ou corrigir quaisquer problemas que
resultam, ou a cabeça vai gerar ilusão, em um esforço para negar a assumir a
responsabilidade por nossas ações.
Uma vez que iniciar o processo de invocar ilusões para justificar o mau
comportamento que perturbar o alinhamento entre a cabeça eo coração.
O resultado é um estado alterado de consciência que reflete apenas fragmentos de
ori, em vez de uma conexão holística com o Espírito.
Para evitar a invocação de elenini exige disciplina espiritual, é simples: fazer a
coisa certa, independentemente de como você se sente.
Fazer a coisa certa a partir da perspectiva de Ifá envolve abraçar códigos
fundamentais de comportamento com base no entendimento ancestral de iwa-
Pelé.
Honestidade é o primeiro princípio da iwa-Pelé.
Isto é o que o Araba quis dizer quando disse chamar vermelho, preto, preto e
vermelho.
O Odu Òsá'tura descreve honestidade como segue:

S'òtító s'òdodo; soore má s'èkà. Òtíto a b'ònà tóóro.


(Ase.)
Òsìkà a b'ònà gbara, s'òtító s'òdodo; s'òtíto s'òdodo; eni s'òtító ni'malè ngbè.
(Ase.)
Ìwòrì - tejumo - ohun - ti - i - se - 'nl bí o ba te 'fá kí otún iyé inu re tè.
(Ase.)
Awo, má fi èjá igbá gun òpe.
(Ase.)
Awo má fi àìmowè wo omi, awo, má ìbínú yo Òbe, awo, má fi ma sán bànté awo.
(Ase.)
S’òtító s’òdodo, soore má s’èkà.
Òtító a b’ònà tóóro.
Òsìkà a b’ònà gbara, s’òtító s’òdodo,
S’òtító s’òdodo, eni s’òtító ni’malè ngbè.
Àse.

Seja sincero, seja justo, praticar a maldade não é bom.


A Verdade, viaja no caminho estreito.
A maldade, viaja por um caminho largo.
Seja sincero, ser justo.
Àse

Em Ifá honestidade está intimamente associada com humildade. Ifá define a


humildade como a capacidade de considerar opinião de alguém. Ifá é baseada na
ideia de que o crescimento espiritual é baseada em uma análise honesta de
problemas pessoais e que ao longo do tempo este processo cria uma integração
da cabeça e do coração também conhecido como sabedoria. Nós consideramos a
opinião dos outros como uma ferramenta para a aprendizagem e honrar a
sabedoria dos mais velhos, e nós reconhecemos as suas realizações na vida.
Para facilitar o nosso próprio processo de aprendizagem não pode haver
humildade sem antes considerar a possibilidade de que de vez em quando
podemos estar errados. A humildade é o remédio para a raiva, ficamos com raiva
quando alguém nos diz algo que é verdadeiro e não queremos admiti-lo. Se
alguém nos acusa de algo que não se baseia na realidade, não estamos com
raiva, nós estamos desapontados, uma distinção sutil que nos permite usar nossas
emoções para guiar nossas ações.
Cultura iorubá tradicional coloca grande ênfase no que é chamado de ori tutu
significando cabeça fria. Ori tutu é a capacidade de manter a calma no fato de
adversidade e hostilidade.
Ifá não ensina a agir com raiva, porque quando ficamos com raiva humildade
obriga-nos a considerar a verdadeira fonte da raiva. A humildade nos permite
considerar a possibilidade de nossa raiva é o resultado de um conflito interno não
resolvido. Ser ferido é diferente de estar com raiva, sendo ferido está enraizada na
decepção que é uma resposta legítima a um tratamento injusto. A raiva é ouvir
algo que você sabe ser verdade que permanece não resolvido dentro de você.
Ifá ensina a ideia de realidade de consenso, este é o significado do termo que
significa casa ile ife de amor. Ile Ife é o nome da nossa cidade sagrada no reino
dos Imortais eo nome de nossa cidade sagrada na Nigéria. Criamos Ile Ife em
nossas vidas pessoais como resultado de um esforço para honrar a admoestação
para ser honesto encontrado em Tura o Odu Osa . Ser honesto significa assumir a
responsabilidade por nossas ações, afirmando os fatos progridem em uma linha
reta, ou seja, não distorcer os fatos para apoiar uma agenda.
O odu também diz Olodumare é verdade e Ifá tradição oral diz Olodumare é
incognoscível. Isso pode parecer uma contradição. Isso significa que todos os
dogmas estão sujeitas a alterações, o finito nunca pode ser completamente
conhecida e vida é um esforço incessante para se aproximar de Olodumaré, é um
movimento que nunca é totalmente bem sucedido porque o finito não pode tornar-
se o infinito. Qualquer pessoa que alega conhecer a Deus de uma perspectiva
finita é delirante e usa a ganância, fofocas e violência em um esforço para coagir
os outros a apoiar a ilusão. Estas ameaças não são para o benefício do outro, eles
são uma vã tentativa de convencer o seu eu que uma vida auto-gerada percebe a
verdade eterna, que é uma ilusão sempre condenado ao fracasso e, em algum
momento encontra a verdadeira natureza da realidade.
Controlar o comportamento efetivamente bloqueia a empatia com os outros. Eu
alguém está tentando controlá-lo com base em sua necessidade de manipulá-lo
não há preocupação com seu bem estar. Como parte do meu treinamento em
adivinhação me foi ensinado que a empatia é a base para a adivinhação eficaz.
Empatia é o oposto do controle. Eu não posso resolver um problema simplesmente
entendê-lo. Para ajudar alguém a resolver um problema, eu preciso sentir o
problema. Isto é especialmente verdade quando fazendo ebo. Na língua iorubá o
ebo palavra significa fazer uma oferta para o Espírito. A fim de fazer ebo eficaz o
adivinho precisa colocar o seu próprio ORI em perfeito alinhamento com os
sentimentos do cliente. O adivinho, então, a esses sentimentos e os coloca em
sentido Orun eles usam um estado alterado de consciência para levar o problema
para o reino invisível. Mais uma vez a capacidade de fazer isso é baseado na
capacidade de desenvolver bom caráter com base em orientações tradicionais Ifá.
Estas diretrizes são claramente explicadas no Odu Ifá Ika-funfun, tal como
apresentado no livro de Chefe do FAMA, Fundamentos da Adoração iorubá Orixá
Religiões, que enumera os princípios dezesseis de bom caráter como elas são
ensinadas na cultura iorubá tradicional.
Uma análise destes princípios fornece uma base sólida para a compreensão dos
objetivos e intenções de disciplina espiritual de Ifá, bem como para uma
compreensão mais profunda de iwa pelé. Os princípios são baseados no conceito
de eewo que é a palavra iorubá frequentemente traduzido como tabu, mas é mais
precisamente entendido para significar I tornam-se o mistério.

1. Eles aconselharam para não chamar uma batata de batata se ela não o for, eles
não devem dizer o que eles não sabem.

Comentário
Esta advertência é um pouco crítica, isso significa que se você não sabe o que é
uma batata e se ela não o for o que parece não finja que sabe. Ifá como uma
disciplina espiritual é baseada no princípio da humildade. Na cultura ocidental
competitiva, é considerado um sinal de fraqueza admitir um erro ou reconhecer a
falta de compreensão. Na cultura iorubá tradicional não se espera saber tudo, é
assim que se constroi uma comunidade. Se você não sabe a resposta de uma
pergunta alguém vai lhe dar as informações necessárias. Ifá diz que o bom caráter
requer a capacidade de admitir que você não sabe a resposta para uma pergunta
específica e fazer algum esforço para encontrar alguém na comunidade que seja
um verdadeiro especialista.
Nos últimos vinte e cinco anos, tenho visto casos em que alguém não entendeu
algo que eu li, ficou um mal-entendido fora da sabedoria antiga e sobre pagar uma
grande quantia de dinheiro para fazer um trabalho com base em uma percepção
equivocada. Em Ifá africano tradicional fazemos trabalho depois de receber a
permissão e a bênção dos mais velhos. Isto é particularmente importante em uma
cultura com base nas habilidades de aprendizagem oral. Por exemplo às crianças
são ensinadas o Corpus de Ifá a partir de sete anos de idade.
Eles aprendem a Escritura inteira no momento em fazem 14 anos. Sempre que
uma criança recita seções do oráculo no final de cada frase tem que fazer uma
pausa. Se a sentença foi pronunciada corretamente os anciãos dizem hein
significado que você acertou. Uma vez por ano toda a Escritura é recitada, em Ode
Remo, onde fui iniciado, a recitação dura até o por do sol, por quatro dias. Desta
forma, a sabedoria coletiva dos ancestrais é preservada palavra por palavra,
sentença por sentença, geração após geração. Quando um jovem ou uma mulher
demonstra que ele ou ela é capaz de recitar todo o corpo eles recebem permissão
para oferecer seus serviços como um adivinho. Esta é uma maneira de preservar a
integridade da sabedoria ancestral.
Como nossas comunidades religiosas de Ifá òrìsà na diáspora são fragmentados e
contenciosa, a qualidade da formação sofre. Pouco a pouco temos de restabelecer
a tradição de receber a bênção dos mais velhos, antes de determinar se estamos
prontos para prosseguir com vários tipos de trabalho ritualisticos. É certo que este
nem sempre é possível. Às vezes, um problema precisa ser corrigido e lutamos
para fazer o melhor que podemos com base em informações limitadas. É certo que
temos que admitir que o que estamos fazendo. Porque essa admissão cria uma
base para um julgamento e uma metodologia de analize de erro, que pode levar a
uma solução real do problema. A mudança surge quando recebemos a formação
de um ancião e aceitamos a formação, mesmo quando estamos resistentes.
Esta advertência é uma das razões fundamentais pelas quais Ifá precisa ser
praticado como uma religião comum. Se dez ou mais pessoas unem as mãos para
a prática de Ifá os recursos disponíveis para a comunidade não é dez vezes maior,
ela é cem vezes maior, porque cada pessoa conhece mais dez pessoas que têm
habilidades especializadas, ao longo do tempo podem ser necessários e
agregadas pelo grupo. Lembre-se de uma pessoa pode ter a solução para um
problema particular e não adorar Ifá. Isto não importa.
Por exemplo AA funciona como uma ferramenta eficaz para quebrar os vícios. Se
alguém em uma comunidade Ifá tem um problema com alcool, participar de um
grupo AA pode ser um ebo eficaz.
Se um ancião no lado sul de Chicago, efetivamente leva grupos para AA durante
trinta anos. E ele sabe pouco ou nada sobre Ifá. Porém ele é um especialista no
que faz. Quando se faz adivinhação em Chicago para clientes com problemas de
abuso de substâncias e alcool, estes são levados a ele. A questão é resolver o
problema.
Eu fiquei bêbado uma vez quando eu tinha dezoito anos. Compreendi
imediatamente que eu não queria ficar bêbado novamente. Essa foi uma decisão
boa para mim, mas ele não me deu ferramentas necessárias para ajudar os outros
que lutam contra esta decisão. Eu não sou um especialista em lidar com
problemas de alcoolismo.
Conheço muitas pessoas que são. No meu caminho e no destino desta
encarnação do meu Ori é tudo que eu preciso saber.
Qualquer um que precisa ser visto no mundo como um especialista em tudo deve
considerar e contemplar as lições de Obàrà méjì. O sagrado Odu Obàrà méjì fala
da transformação do ego como um componente importante na estrada que leva a
conexão com o Espírito. Odu Ifá diz Obàrà méjì ficou bêbado e vangloriou-se de
poder lavar um pano preto até se tornar branco. O Oba ou Chefe da vila viu a
ostentação e pediu a Obàrà méjì para realizar seu milagre. Foi a mãe de Obàrà
méjì que realizou o milagre para salvar seu filho de constrangimento. Aqueles que
pretendem ser especialistas estão jogando uma enorme pedra no caminho que
leva a conexão com o Espírito. O objetivo do Áwo é corrigir problemas e dar
orientações. O objetivo do Áwo não é desenvolver uma reputação como alguém
que tem todas as respostas. Estes são dois caminhos diferentes. Um leva ao
Espírito, o outro não.

2. Eles não devem chamar contas não especiais de contas especiais, isto é, não
deve realizar qualquer coisa que eles não têm o conhecimento básico.
comentário
Isto significa que não realizam rituais que não foram treinados para executar. Isto é
semelhante à advertência primeiro com uma ligeira variação. A admoestação
primeiro diz não finja saber algo que você não sabe. Esta advertência diz não fazer
nada que não sei como fazer.
Em Ifá nossos idosos tomar a decisão quando alguém está pronto para fazer
alguma coisa e eles nos dão permissão. Muitas vezes aqueles que são recém-
iniciadas decidir que está pronto para se tornar independente, cortar toda a
comunicação com seus professores e não trabalhar não são totalmente qualificado
para executar. Em última análise, essa abordagem mina a credibilidade das mais
velho auto-intitulados e resulta em grande prejuízo para aqueles que
inocentemente vir para orientação.
Muitos estudantes que vêm a mim de uma Santeria ou perspectiva Lucumi (Ifá
Orisa como é comumente praticada na Diáspora) sentem que podem criar algo
poderoso misturando sua linhagem com o que eu ensino com base em meus
estudos em Ode Remo. Se você foi iniciado em uma linhagem que não ensina,
pelos mais velhos que você não confia, pode valer a pena considerar adotar uma
linhagem que se ensina e que tem anciãos dignos de confiança. Usando o método
de caça e peck, pegue um pedaço aqui e um pedaço lá abordagem é uma receita
para o desastre. Você não pode ensinar a si mesmo que você não sabe. É por isso
que temos mais velhos. O conceito de idoso é baseada na ideia de que a
sabedoria é o resultado da formação acoplado com a experiência.
Eu uso a tecnologia espiritual da minha linhagem, porque os mais velhos estão
familiarizados com os processos rituais que eu uso. Se eu ficar em apuros posso
contatá-los e eles podem oferecer orientação valiosa, porque eles sabem o que
estou fazendo e eles podem dizer, fazendo perguntas que estou fazendo errado.
Eu uso a tecnologia espiritual de minha linhagem porque é reconhecido pelos
antepassados da minha família significado Egbe estendida. Se os antepassados
estão familiarizados com o que você está fazendo, estará presente para apoiar o
trabalho. Se os antepassados apoiar o trabalho de sua ligação com Orisa vai abrir
um portal que lhe permite trabalhar com Orisa, a conexão com Orisa com o apoio
de seus antepassados cria a possibilidade de estabelecer um link para Ela. O
Espírito de Ela é o Espírito que guia o processo de adivinhação Ifá, um link com
Ela cria a possibilidade de fazer awo ou adivinhação efetivamente porque a
adivinhação tem o potencial para receber orientação do Espírito.
Na minha experiência, este sistema invisível de apoio não se manifesta quando
você simplesmente está inventando coisas em um esforço para aparecer
experiente. Honrando esse tabu torna possível abrir o caminho para aprender a
arte de awo ou adivinhação. Honrando esse tabu exige paciência, exige coragem e
disciplina demandas. Não há outra maneira de ter experiência para além de
ganhar experiência por envolver activamente a resolução de problemas no mundo
real. A correção rápida dá apenas a aparência de especialização. Awo é uma
disciplina comum, porque se baseia na ideia de orientar e ser orientado.
Aprendemos com os que sabem e nós ensinamos o que aprendemos.

3. Eles não devem chamar um papagaio de morcego, eles não devem enganar as
pessoas.

Comentário
A violação mais comum desse tabu eu tenho experimentado em nossas
comunidades na diáspora são os argumentos intermináveis sobre qual caminho de
o melhor caminho, é uma variação sobre a noção de que meu Deus é melhor do
que o seu Deus. As disputas sobre a questão de saber se, Lucumi, Santeria ou Ifá
tradicional é correto são inúteis. A eficácia do ritual baseia-se a integridade dos
participantes não sobre a mecânica do processo.
O desenvolvimento de um bom caráter necessário para abrir a porta de conexão
com o espírito inclui o desenvolvimento de tolerância para com outras
perspectivas. Durante cinco viagens para Nigéria Eu nunca ouvi uma vez um
ancião de Ifá denegrir uma outra tradição religiosa. Alguns dos meus irmãos Ifá em
Ode Remo participar de uma Igreja Cristã aos domingos e alguns dos meus irmãos
Ifá participar Mesquita. Nenhum grupo é hostil para o outro nem eles parecem ter
um problema com a ideia de abordar Espírito de mais de uma perspectiva.
Pessoalmente, tenho alguma dificuldade com a história política de alguns grupos
cristãos e graves divergências de opinião teológica, o que não significa que eu não
apoiar o direito à liberdade de escolha religiosa. Eu reconheço as pessoas boas
em praticamente todas as tradições religiosas. A capacidade de desenvolver bom
caráter transcende crença teológica. Para todos a minha discordância pessoal com
a teologia cristã a minha primeira professora teológica era luterano e eu sempre
sido inspirado pelas boas obras de Madre Teresa.
A depreciação de outras religiões é o cerne da necessidade de fofoca. A
necessidade de fofocas está enraizada na profunda insegurança que usa a
denegrir os outros em um esforço ineficaz para criar confiança. A única maneira de
construir a confiança é praticar a disciplina de encontrar paz interior, a disciplina de
saber de seu coração e alma você é uma pessoa boa e abençoada. Sabendo isto
elimina a necessidade de denegrir os outros.

4. Eles não devem dizer que folhas de Iroko são folhas de Oriro, isto é, não devem
enganar as pessoas.

Comentário
Há talvez uma linha tênue de distinção entre enganar alguém e enganá-los. Em
termos simples enganar alguém é freqüentemente o pecado da omissão, dando
uma falsa impressão de reter informações. Alguém é deliberadamente enganador
dando informação falsa com o objectivo de manipulação e de controlo. Decepção é
a base para enganar alguém, geralmente para obter ganhos pessoais, que tem
impacto na comunidade Ifá Orisa quando as pessoas reivindicam falsa ter sido
iniciada ou falsamente afirmam ter conhecimento e experiência em áreas onde
eles não têm formação real.
Este problema, muitas vezes se expõe quando alguém diz: Eu sou a única pessoa
que faz iniciações corretamente. De uma perspectiva tradicional de Ifá não há tal
coisa como a maneira correta de fazer uma iniciação. A questão é: como podemos
fazer uma iniciação de forma eficaz? Na língua iorubá o ajo palavra significa
improvisação ou espontaneamente ação. Em Ifá tradicional cada iniciação envolve
um elemento de orientação ajo significado do Espírito para atender às
necessidades específicas de um indivíduo iniciar. Basta fazer um ritual de cor não
é considerado eficaz, pois não leva em consideração o destino específico de uma
determinada pessoa.
Decepção também se torna um problema quando as pessoas fazer afirmações
falsas sobre os resultados que vêm após a conclusão do processo de iniciação. Há
aqueles que vão reclamar de iniciação vai resolver todos os seus problemas, curar
todos os males que você e torná-lo possível para que você comece qualquer coisa
e tudo o que quiser. Isso é bobagem. Iniciação é a permissão primeiro lugar, para
estudar a tecnologia sagrado da cultura iorubá tradicional. Nada é fixo, sem
esforço, e não há aumento na habilidade e sabedoria, sem treinamento e
disciplina. Ifá tem recursos para corrigir problemas, mas esses recursos estão
disponíveis apenas para aqueles que estudam o sistema. A iniciação não faz de
você onisciente, onipotente e perenemente saudável. Início efetivo dá a iniciar um
vislumbre do que se sente ao colocar o self, o eu interior eo eu superior em
perfeito alinhamento. Colocar esses três aspectos do eu no alinhamento é a base
para conexão com o Espírito e conexão com o Espírito representa a manifestação
possível do pleno potencial humano. Vivemos em um universo holográfico, onde
cada fragmento da Criação é um reflexo do universo total. O alinhamento com o eu
superior pode nos dar um vislumbre de que parte do holograma afetando
diretamente o nosso destino pessoal.

5. Eles não devem tentar nadar se eles são ignorantes na natação, isto é, não
devem afirmar que falta sabedoria.

Comentário
Aqueles idosos que afirmam saber tudo sofrem com a falsa noção de que esta é
uma jogada de marketing impressionante. Em última análise, não funciona porque
o dia sempre vem quando o idoso tem de provar suas alegações.
Fingindo saber de tudo é um esforço vão fazer o infinito finito e isso simplesmente
não é possível. Conflito freqüentemente internacional é baseado em um conflito no
dogma religioso. Em termos simples, o conflito é o resultado da ideia de que um
grupo particular tem acesso exclusivo a Vontade de Deus, que por sua vez leva a
uma crença de que meu Deus é melhor do que o seu Deus. Uma vez que um
desacordo chega a um tal nível de rigidez, não há espaço para a reconciliação de
negociação ou empatia. Uma pessoa que acredita que Deus odeia os
homossexuais não vão dialogar para deixar de ir a homofobia. Eles deificar a
questão com base no pressuposto de que entender a vontade de Deus. Ifá ensina
que a vontade de Deus permanece sempre um mistério. Por este motivo
tradicional iorubá Ifá rejeita todos os dogmas relacionados à ideia de ter qualquer
entendimento especial da Fonte da Criação. Em Ifá tradicional a fonte de criação é
referido como Olorun. Não existem santuários dedicados a Olorun, existem
invocações para o espírito de Olorun e não existem relatos em Odu Ifá que
descrevem Olorun de qualquer forma. Olorun é descrita simplesmente como o
mistério incognoscível.
Qualquer tentativa de ser um ancião tudo saber, à luz do mistério incognoscível da
Criação é considerado arrogância no melhor e no pior loucura.
Esta é também uma advertência contra o que chamo de síndrome de tigre de
papel, a tendência por parte de alguns anciãos para compensar problemas
inexistentes e vender soluções rituais inúteis que parecem ser eficazes, porque o
problema central era uma ilusão.

6. Eles devem ser humildes e nunca egocêntricos.

Comentário
Esta admoestação estabelecida a diferença entre esses idosos que acreditam que
a comunidade deve servi-los e os anciãos que entendem a sua responsabilidade é
servir a comunidade. Há, no entanto, uma diferença entre a verdadeira humildade
e humildade efectuada. A verdadeira humildade é o resultado de estar disposto a
ouvir a opinião de alguém e considerá-lo o tempo suficiente para testar a sua
validade no mundo real.
Uma pessoa que está sempre certo e que nunca comete erros tem uma curva de
aprendizagem em linha reta que, por sua vez cria uma distorção na sua percepção
de si e do mundo. Ninguém está certo sobre tudo o tempo todo. Leva um monte de
energia para manter essa ilusão e quando a ilusão se torna internalizado a pessoa
não vê mais o mundo que eles estão realmente vivendo, eles só vêem o mundo
que eles criaram em sua própria imaginação. Esta é uma fonte de ilusão e ilusão é
fonte de doença mental. É uma espécie de como tentar seguir as instruções de
alguém que nunca foi para onde está indo.

7. Eles não devem entrar na casa do Akala dolosamente, isto é, não devem ser
traiçoeiros.

Comentário
Entrada em uma casa iorubá tradicional, sem permissão cria a impressão de más
intenções. Ifá diz que mesmo dando a impressão de traição é um tabu. Na
Diáspora a noção tradicional não desenvolveu sugere que o Espírito lhe dará o que
quiser contanto que você dar-lhes lotes de sangue. Esta ideia nada tradicional tem
atraído a atenção de criminosos que usam essa ideia como justificativa para
proteger a sua empresa criminosa. Eu tenho um engradado cheio de cartas de
pessoas na prisão que pediram meu Espírito porque não protegê-los depois de
terem feito uma oferta de sangue. A resposta é simples nossa escritura oral, diz
que a traição é um tabu.}

8. Eles não devem usar penas sagradas para a limpeza após usar o banheiro, isto
é, não devem violar um tabu pessoal.

Comentário
Todo início tem tabus pessoais com base na adivinhação feito durante a sua
iniciação. Tabu não é projetado para restringir o comportamento, tabu é projetado
para criar limites positivos, em que o comportamento adequado torna-se
automático. Por exemplo, um tabu contra o consumo de álcool é um tabu contra o
comportamento potencialmente auto-destrutivo.
Sempre que um tradicional iorubá awo faz oferendas ao espírito que primeiro
banho para lavar quaisquer influências contaminantes que possam afetar a
qualidade do seu trabalho.
Há também um tabu geral entre Ifá iniciados contra o uso de linguagem de aves.
Você não quer que a boca que chama Espírito de um momento para ser a boca
que lança maldições na próxima.
O corpo é considerado significado igbodu bosque sagrado. Um corpo limpo e um
espaço ritual limpa são propícias para invocação eficaz do Espírito.

9. Eles não devem defecar no alimento sagrado de Ifá, que é, não devem quebrar
um tabu.

comentário
Além de tabu pessoal há tabus gerais que se aplicam a uma sociedade Egbe ou
de um espírito particular. Honrando os tabus de uma Egbe cria confiança e
confiança é a base que faz ritual trabalhar eficaz.
A referência a defecar no alimento sagrado não é tanto literal como é uma
advertência para não ter pensamentos negativos enquanto fazia o trabalho ritual.
Você não quer que a pessoa que está orando por sua elevação a ser ciumento,
ganancioso e desdenhoso, enquanto eles estão auxiliando na fixação de um
problema.
Há uma tradição em algum ritual de Ifá de ensinar um papagaio a dizer invocações
para a boa fortuna para garantir que todos os pensamentos negativos potenciais
de um awo humano não contaminar o processo de invocação.

10. Eles não devem urinar dentro da fábrica de fazer óleo de palma, para não
quebrar um tabu.
Comentário
Esta é uma referência para honrar os tabus gerais que regulam a comunidade e a
cultura. Por exemplo deferência aos mais velhos é uma obrigação tácita de que
raramente aparece em adivinhação porque ela é fundamental para toda a família
estendida e ensinado como parte do treinamento de casa cultural.
Na cultura iorubá tradicional, é um tabu o uso de sua mão esquerda para comer. A
mão esquerda é usada para limpar-se no banheiro ela não é utilizada durante as
refeições para tocar na comida.
Mostrar respeito pela tabus culturais é uma forma de apoiar a elevação espiritual
de toda a comunidade.

11. Eles não devem assumir uma forma bengala do cego, isto é, respeitar os mais
fracos eser bom para eles.
Comentário

Esta é uma manifestação da ideia Ifá se a sua vida fica melhor a minha vida fica
melhor e se você sofre eu sofro. Proteger o infeliz também faz parte da disciplina
de aprender a humildade. É uma maneira de contar as nossas bênçãos e proteção
a nossa auto de cometer o tabu de arrogância.
Na cultura iorubá tradicional grande esforço é feito para garantir que todos de parte
de uma família que toda a gente tem o trabalho produtivo que contribui tanto para
o bem estar da família e da comunidade e há um tabu rigorosa contra denegrir
alguém por qualquer motivo. DIfámação é considerada uma forma de bruxaria ea
crença é a bruxaria é um reflexo do mau caráter e faz mais mal para a fonte do hex
do que para a vítima.

12. Eles não devem tirar a bengala de uma pessoa idosa, isto é, deve-se respeitar
e ser bom para os idosos.

comentário
Na cultura iorubá tradicional o velho e o jovem são considerados armário para os
Imortais. Os jovens são respeitados, porque eles são recém-chegado na Terra dos
antepassados e os mais velhos são respeitados, porque eles estão fazendo
preparativos para o regresso ao reino dos ancestrais. Ambos os jovens e os velhos
são considerados mensageiros do Espírito. Tratá-los amavelmente é manter-se
aberto a orientação espiritual.

13. Eles não devem tomar a esposa de um amigo, ou seja, não trair um amigo.

Comentário
A confiança é o mais difícil elemento em uma relação de corrigir uma vez ele está
quebrado. A maneira de manter a confiança é ser honesto e manter sua palavra.
Betrayal em qualquer forma é a fonte da perda de confiança. Na cultura iorubá
tradicional de grande valor é colocado em manter sua palavra. Em outras palavras,
se você não pode manter uma promessa não fazê-lo.

14. Eles não devem tomar a mulher de Ogboni, isto é, desrespeitar as leis morais.

comentário
Na cultura iorubá tradicional comportamento promíscuo é considerada perturbador.
Ogboni é a instituição iorubá tradicional de resolução de litígios. É muito
semelhante ao sistema judicial dos tribunais na cultura ocidental. Aqueles que se
tornam juízes em Ogboni prestam o juramento de apoiar uns aos outros e ser útil
sempre que surge um problema. Criar problemas através de um comportamento
imoral e infidelidade é claramente quebrar esse tabu.

15. Eles aconselharam a não ir atrás e discutir segredos, ou seja, para não trair a
confiaça.

Comentário
Para mim, este de o tabu mais importante para manter a harmonia dentro da
comunidade, é o tabu contra a fofoca. Este é um tabu rigorosamente aplicadas na
cultura iorubá tradicional, pois entende-se que uma violação do tabu é extrema
destrutivo para a coesão social. Fofoca é definida como dizendo algo crítica de
alguém que não está presente para se defender.
Se você vai a um awo tradicional com um complemento em outra pessoa, não
haverá discussão sobre os fatos da matéria até que a pessoa esteja presente para
responder. A fofoca é destrutiva porque uma versão de um lado dos
acontecimentos raramente é objetiva e se houver outra pessoa não está presente
não há base para a resolução. Em termos simples discutindo um problema para o
qual não existe qualquer base para a resolução de uma perda de tempo.

16 Eles não devem desrespeitar ou fazer amor com a esposa de um Bàbáláwo.

Comentário
Isto significa honrar a santidade da família de outra pessoa. Se um awo é
responsável pela saúde, felicidade e bem-estar da família alargada, interrompendo
qualquer parte da família tem consequências negativas para toda a comunidade.
Na Diáspora alguns awo estão sob a impressão equivocada de que é necessário
para uma awo a ser polígamos e que a poligamia significa que você é livre para ter
relações íntimas com qualquer pessoa, por qualquer motivo, a qualquer momento.
Na melhor das hipóteses isso poderia ser descrito como uma ilusão.
A poligamia é uma parte da cultura iorubá tradicional que, creio, desenvolvido para
ter certeza todo mundo está conectado a uma família. Famílias tradicionais iorubás
são escolas que ensinam uma habilidade comercial e ensinar as disciplinas
necessárias espirituais precisam praticar essas habilidades de forma responsável.
Em um relacionamento poligâmico a primeira esposa de encarregado das finanças
e da primeira esposa pode vetar todos os pedidos de outras esposas. Ao dar a
primeira esposa esta autoridade que diminui a possibilidade de ciúme e
perturbação.

Ợbàtálá não come carne de cachorro.


Alabe lápàápá
Okaka ş’obìnrin Yangi Yangi
A dia fun Oninú rere
Nigba ti n lo ree yan ìpín
L'ợjợ ti Àkàrà fun Òòşà l’Ợrùn
Alabe lápàápá
Okaka ş’obìnrin Yangi Yangi

Alabe lápàápá
Okaka ş’obìnrin Yangi Yangi
Foram eles que fizeram adivinhação para Onínú rere
No dia em que eu estava para escolher o seu destino
No mesmo dia em que o Àkàrà sufocou o Òrìșà.
Alabe lápàápá

Okaka ş’obìnrin Yangi Yangi

Este poema conta a história de um homem em particular, cujo nome era Onínú
rere.
Eu estava indo escolher o seu Orí e ao mesmo tempo escolher o seu caráter, ìwà.
Foi encontrar um Babalawo no Céu para perguntar como escolher algo de bom
para o seu destino.
Ele foi aconselhado a oferecer pastéis abundantes de Àkàrà, óleo de palma, muito
Eko (farinha de milho cozido cozida em fogo lento) e centenas de cauwries.
"Se você fornecer os sacrifícios, terá muita coisa boa para escolher como as suas
coisas de destino e estas boas predestinações vão segui-lo para a Terra", lhe
disse o Babalawo.
Ele ofereceu o sacrificio. 
Ele foi aconselhado a levá-la ao Òrìșà Ợbàtálá o dia em que escolheria o seu
destino.
Sendo um amante de Àkàrà, Ợbàtálá não olhou duas vezes ante os pastéis de
Àkàrà e começou a comê-los.
Comeu tanto que se asfixiou.
Foi quando Onínú rere começou a escolher o seu destino.
“Quero riqueza”, disse Onínú rere e Ợbàtálá concordou (a boca e a garganta do
Òrìșà estavam cheias de Àkàrà).
“Quero filhos” “hun hun”, lhe respondeu o Òrìșà
“Quero construir casas”, “hun hun”.
Durante este tempo, Oninú rere continuou a pedir coisas. 
Òrìșà continuou comendo Àkàrà enquanto Onínú rere estava ocupado escolhendo
todas as coisas boas que ele desejava.
Ao final, quando terminou de escolher e caminhou, enquanto Ợbàtálá estava
ocupado consumindo o Àkàrà.
Onínú rere já estava longe quando o Òrìșà se deu conta que quase todas as
coisas boas da Terra naquele dia haviam sido levadas pelo homem que lhe deu o
Àkàrà.
Onde ele está?
Perguntou o Òrìşà.
Ele já foi.
Como pode uma pessoa apenas colecionar tantas coisas boas para si?
Tenho que fazer algo a respeito.
Rapidamente chamou Àjà, o cachorro, que naquele tempo era um dos servidores
do òrun.
Vá atrás deste homem, que acabou de sair daqui e o traga de volta, ele escolheu
mais do que devia como sua porção de destino. Esta foi a instrução dada a Àjà.
Enquanto isso, outros materiais de sacrifício, o Eko e o Epo pupa, que Oninú foi
aconselhado a oferecer, foram colocados de forma intermitente ao longo de seu
caminho para a Terra.
Ele estava posicionando estes materiais em intervalos e orando por eles.
Logo depois, Aja deixou a cidade do Céu e encontrou o primeiro desses sacrifícios
ao longo do percurso, ele estava com muita fome.
"Este é um monte de boa comida"
Ele deve ter pensado.
Depois de tudo isso, ele ainda iria alcançar este homem em seu caminho para a
Terra, enquanto isso deixe-me comer.
Ele comeu tudo, sem deixar que sobrasse nada.
Ele foi atrás de sua vítima e antes que pudesse avançar muito, ele encontrou o
sacrificio ao longo do caminho, e novamente o mesmo ẹkọ e muito epo pupa.
Será que alguém sabia que eu iria passar por este caminho e colocou essa
provisão para mim?
Àjà estava se perguntando.
Ele comeu desta oferta também e se deslocou para a seguinte e assim
sucessivamente.
Ele comeu tudo, atém que não sobrasse nada.
Naquele momento ele percebeu que estava na fronteira entre o Céu e a Terra,
onde ele não conseguia recuperar mais nada do viajante que iria para a Terra.
Era tarde demais para ele voltar e mesmo se eu fosse, seria constrangedor.
Aja, portanto, ficou na Terra para morar com eles.
Mas ele não parou de procurar por Oninú rere sequer até hoje.
Sempre que o cão viaja, especialmente à noite, levanta a cabeça e chama Oninú
rere.
De volta ao céu, Ợbàtálá esperou em vão pelo retorno do mensageiro que enviou
atrás de Oninú rere.
Portanto Ợbàtálá amaldiçoou Aja, e mudou a forma do cão para um animal.
Porém, ele decidiu nunca mais comer sua carne.
Òrìșà lembrou os bons tempos em que o cão tinha sido um mensageiro de
confiança "Se como sua carne, isto seria para me lembrar os tempos em que ele
me serviu com toda a sua força", disse o Òrìșà. Desde então, tem sido um tabu
para ele e seus devotos.

Ire alaafia

Owónrín’ Sogbè

Soluções reais para problemas reais.

Owónrín’ Sogbè
Ogbè’ Sowónrín em retaliação
Owonrin plantou um grande pé de Obi.
Ogbè aconselhou Owonrin para cobri-lo com uma panela de barro
Ele emprestou o pote de barro para Owonrin
Quando Ogbè viu que a árvore de noz de cola tinha amadurecido, Ogbè exigiu a
panela de barro de volta a todo custo.
Owonrin teve que cortar a árvore de noz de cola
Para devolver a panela de barro de Ogbè
Ogbè deu à luz uma criança do sexo feminino
Owonrin emprestou à criança um colar de bronze
Quando a criança tornou-se uma jovem
Owonrin voltou a exigir o colar de bronze
Eles trouxeram o filho do sexo feminino de Ogbè
Ele decapitou-a e deu a Owonrin de volta seu colar
Desde então, as pessoas observam:
Alguém cortou a árvore de Obi para pegar uma panela de barro
Alguém decapitou uma criança para pegar um colar de bronze
O problema que nós criamos, não foi resolvido.

Sagrado Odù Owónrín’ Sogbè

Um olho por um olho só deixa ambos os lados cegos. Mas no calor do momento,
quando você se sentir como se algo foi injustamente tirado de você, a vingança
cega é exatamente o que você deseja!
A natureza da raiva é assim. Ele obscurece nosso julgamento e nos leva a
excesso de estimular a gratificação, vamos começar a partir da vingança.

Ifa ensina-nos que isto é ineficaz. No versículo acima, dois vizinhos, que devem
dar apoio um ao outro no desenvolvimento, são consumidos com interesses
egoístas. Ogbè emprestou a Owonrin sua panela de barro, em seguida, exigiu de
volta quando viu o quão bem a árvore de kola foi crescendo, na premissa de que
"a tigela que eu lhe emprestei é precisamente a tigela que você deve devolver."
É importante saber que a árvore de kola leva até 15 anos para produzir. Assim, por
um fazendeiro, que representa um investimento de longo prazo que requer muita
paciência.
Ainda assim, o ciúme de Ogbè era tão grande que, mesmo depois da comunidade
pedir-lhe para aceitar um substituto, Ogbè recusou. A árvore teve que ser cortada.

Então, muitos anos depois, Owonrin encontrou esta oportunidade de vingança. A


filha de Ogbè estava para se casar, mas ela precisava de um colar de contas de
bronze, como parte dos ritos tradicionais de casamento. Ogbè não tinha as contas
e Owonrin era o único no bairro que as tinha. Foi quando eles passaram a cortar
as contas, como parte dos ritos de casamento, que Owonrin saltou sua armadilha,
exigindo que as contas fossem devolvidas exatamente na condição que tinham
sido emprestadas. Mais uma vez, a comunidade interveio e pediu calma para
Owonrin. Mas ele não quis ser apaziguado, recordando a palavra proverbial que
nos diz:
A tigela que eu lhe emprestei é exatamente a mesma tigela você deve devolver.
E assim, a filha de Ogbè foi decapitada.

Agora, enquanto os dois antagonistas - Owonrin e Ogbè - têm gratificação


temporária e um pequeno ganho material, eles pagaram caro por isso e, pior
ainda, eles não chegaram a criar soluções para os seus problemas reais.

Pseudo conflitos ocorrem quando as pessoas não entendem as variáveis


envolvidas em uma situação particular. É muito comum quando há muitas pessoas
com interesses conflitantes envolvidas em um único empreendimento. Nestes
tempos, torna-se essencial buscar a terceira opção, que pode ser difícil de se
detectar porque você está tão profundamente ligado a defender as suas
preocupações.

Epá Odù. Epá Òrìsà.

Ire alaafia
APAOKÁ A FEITICEIRA

Existem muitas mulheres ancestrais, entre elas haviam três irmãs, três Iya Mi.
Eram elas Mepere, Bokolo e Bambá.

Estas tres Iya Mi fizeram um pacto, elas juraram jamais engravidar, nunca iriam
gerar vidas.
Porem, Bambá conheceu Orisa Okô o Senhor da agricultura, se apaixonou por e
com ele teve um filho.
O filho de Bambá se chamou Odé Erinlé, o caçador de elefantes.
Bambá apos quebrar o pacto com suas irmãs vai morar em uma árvore chamada
mogno-da-guiné, e então a Iya Mi recebe o nome de Apaoká. 
O filho de Apaoka funda a cidade de Ilobu próximo a Osogbo.

Apaoka no Brasil é cultuada na Jaqueira, a qual nomeamos de Apaoka por razão


dela ser habitada pela Iya Mi, mas o nome em Yoruba da Jaqueira é Tapónurin.

O nome Opaoka significa "em cada pé" ou seja, em cada árvore, sendo que
significaria que esta Iya Mi seria a de grande culto, a propria Osorongá, senhora
das árvores sagradas.

Se conta que Erinle (Ode Inle) tem profunda ligações com Oxóssi. Iya Bambá é
considerada mãe de ambos e é cultuada tanto em Ketu quanto em Efon.

Apaoka é uma Iya Mi, ela não é iniciada em Orí.


Asé

OGUN WARÍ É UM FEITICEIRO

Esse é um Ogun que causa muita polêmica, pois é confundido com Onire e
Alagbedé que são caminhos de Ogun agitados, brutos e violêntos, mas Warí é o
oposto.

Muita gente acha que qualidade de orisa não significa muito, que no fim é tudo a
mesma coisa. Mas não é não, cada um é cada um e qual é cada qual, de tanto
misturar o culto a Warí esta totalmente descaracterizado.
Vamos conhecer a lenda da Ogun Warí:

Ogun Wari nasce pelos caminhos dos Odu's Ose e Irosun e come com Esú,
Yemoja e Osun.
Ogun era filho de Yemoja e Obatalá. Com sua mãe aprendeu os segredos das
Agbá e com seu pai os segredo do Orun. Ele se tornou um poderoso feiticeiro. Por
ter sido criado no palácio de Olofin ele adquiriu nobreza, bons modos e disciplina.
Warí era um homem belo e bem conservado, e mesmo sendo da realeza ele tinha
sede de aventura, de emoção, por isso um dia ele abandona o palácio e vai viver
como um simples caçador nas matas.
No tempo em que wari morava no palácio, ele com suas bruxarias matava a todos
que se opunham a ele e a sua família, e isso lhe o none de "Ologun" (senhor da
guerra) pois ele vencia a todos com sua magia negra, mais isso também lhe deu
muitos desafetos que tinham rancor dele e desejavam vingança e ao saber que
Wari agora estava sozinho nas matas os inimigos se uniram para ataca-lo.
Wari então se viu sozinho na floresta cercado de inimigos sedentos de seu
sangue, e ele tentou enfrentar o bando mas eram homens demais, era impossível
um único homem derrotar tantos, e com essa desvantagem ele foi ferido e teve de
fugir.
Na floresta ele então ele encontra Osun, que o vê sangrando e percebe que ele
esta sendo seguido, o leva para sua casa e cura as seus ferimentos.
Osun se encantou com a beleza dele e ele ficou fascinado por ela, decidiram se
casar.
Warí sabia forjar metais, e então fez as ferramentas de Osun e cobre dourado e
ouro e as sua mãe Yemoja em prata e aço. Os preciosos Idés de Osun foi quem
fez e ela ostenta até hoje essas jóias que fazem parte de seu fundamento.
Warí foi o ultimo marido de Osun, deste ela não se separou, graças a paciência de
Ologun Warí eles estão juntos até hoje.
Asé

Warí se veste de verde claro, azul claro e vermelho, todos seus metais são
dourados. Usa Abebê, Espada e escudo. Nunca se vestiu de Mariwo, ele sempre
usou as roupas finas da realeza. Dança Batá, Adabi e Ijesá, come os mesmos
pratos que Osun, mas também os tradicionais de Ogun.

Ogun Warí é letal sem usar de brutalidade.

Ogun ye!

DADÁ CRIA SANGO COMO SEU FILHO

Dadá é o irmão mais velho de Sango.


Dizem que foi Dadá Ajaká que criou Sango. Dadá era o primogênito, o herdeiro de
Oyó e amava muito o pequeno Sango, mandou buscar ele no reino de Tapá e o
criou como seu filho. 
Dadá mimou tanto Sango que ele ficou mesquinho e egocêntrico.

Um dia Dadá se distraiu e Sango acabou por cair dentro das brasas do fogão de
lenha. Dadá se desesperou, mas quando ele parou para observar, Sango não se
queimou, ele brincava com as brasas.

Dada deu todo seu carinho a Sango, mas quando Dada herdou o trono Sango traiu
ele, o baniu do reino e usurpou o título de Rei.

Mas Dadá perdoou Sango e por isso Sango pede que sempre que louvarem ele,
louvem tambem a Dadá.

Dadá é um homem de bom coração, é pacífico, ama seu povo.

DADÁ MAÀ SOKÚN MO


O FEERE ONI FEERE
O GBE L'ORUN
BABA KINI LONON AA RI
(Dadá não chore mais.
É sensível e tolerante, ele vive no
Orun, é o pai que olha por nossos
caminhos.)

Kabiesi!

OPARÁ

OPARÁ! 
Deusa da Guerra e das quedas d'água, Opará usa um Elmo de guerra ou um
Torso, ela não usa Ade Filá (Coroa com franjas que cobrem o rosto) pois tem a
mesma rejeição a ornamentação que Ogun. 
Opará gosta de comer patas com Yemoja, pois é nascida no Odú Ogundá Meji (3-
3), ela tem paixão por comer galinhas vermelhas.

Seu Ibá pode ser de Barro ou em Cabaça, nele se põe uma corrente dourada,
dezesseis Ekodide's, duas lanças, uma abebe (Leque) com espelho, duas esferas
de Vidro, três espadas, duas colheres de pau, seis pratos de barro invernizado, 6
moedas correntes, 6 moedas antigas, uma agulha, pó de Ossum, um machado
duplo, dez Idés (pulseiras), dez flechas douradas. O principal é que em seu Ibá
vão dois Otás. Dependendo da qualidade da Opara se poe determinadas folhas,
sementes e ervas.
Ela comerá animais fêmeas e machos castrados.
Suas contas são terracota ou ouro avermelhado. 
Se veste de Rosa, Dourado, Laranja e Vermelho.

Separei aqui ITANS DE OPARÁ


Leiam:

*ITAN:
OPARA MATA OYÁ

Opará era a esposa de Ogun e morria de ciúmes do Marido pois sabia que ele
tinha sentimentos por Oyá.
Opara então um dia convidou Oyá para entrar em seu quarto, e Oya ingênua
entrou. Opara possuía um espelho enfeitiçado, ela então trancou Oya no quarto
junto ao espelho, e Oya ao encarar o espelho macabro viu coisas tão terríveis e
malignas que seu coração parou de bater. Opara matou Oyá.

*ITAN:
OPARA SE CASA COM OGUN

Opará era a mais bela filha de Obá e vivia sempre batalhando, era um exímia
amazona. Um dia Opará conheceu Ogun e por ele se apaixonou. Ogun se casou
com ela e eles juntos são invencíveis. Se conta que Ogun manda Opará na frente,
e ela retorna sempre com um bom resultado.

*ITAN: 
OPARÁ FICA CEGA

Ypondá e Opará sempre foram desafetas, Opara era da família de Obá e Yponda
odiava todos que eram Relacionados a ela. 
Um dia Opará e Ypondá se apaixonaram pelo mesmo homem, o Odé Erinlé,
caçador de Elefantes da aldeia de Ilobú. 
Ypondá muito feiticeira e perigosa, andava sempre armada com seu par de fisgas
(espécie de arpão), chamou Opará até próximo a ela e pediu que se ajoelhasse
Opará sem entender cumpriu o que a mais velha solicitou. Opará muito jovem e
bela sempre ao abaixar-se Ypondá fisgou-lhe as
duas vistas e arrancou fora seus olhos tornando-se então Opará uma mulher cega,
por isso dentro de seu Igbá
põe-se um par de olhos de vidro ou cerâmica. Onira revoltada com tal situação
tenta comprar a briga de Opará e na batalha ela quiema os pés de Ypondá, que
por sua vez muitíssimo inteligente mira o abebé
dela contra os raios de Onira e a cega também desde então Opará e Onira guiam-
se uma a outra, fazem companhia, sao inseparáveis.

OPARA É CULTUADA EM DUAS QUALIDADES:

YEYE OPARÁ: Que vem com Onira.

OLOBÉ OPARÁ: Que vem com Ogun.

Opará é das águas revoltas.


Uma mulher forte, é tão violenta quanto Oya e Ogun.

É errado cultuar esta Deusa como caminho de Osun porque elas tem asé
diferente, são mulheres diferentes.

Ore Yeye!!

O CASAMENTO DE YEMOJA E ODE INLE (ERINLÉ)

Yemonja havia se separado de Orisa Oke, e por isso voltara ao Oceano onde vivia
sua mãe Olokun.

Desde a separação ela havia perdido a paz, as marés eram imprevisiveis, as


ondas começaram a engolir a
terra, o mar estava enlouquecido, a fúria de Yemoja ia em direção a montanha de
Oke. 
Yemoja estavano fundo dos
mares e finalmente tinha tempo para fazer o que quisesse, ela agora vivia em paz,
algo que há muito tempo não vivia, pois na terra ela tinha crianças correndo pelo
reino e seus deveres de Rainha e exigências do marido.

Yemaya tinha amadurecido mas ela ainda era bonita e sensual, apesar dos anos
que se passaram ninguém poderia competir com a beleza dela, nem mesmo Osun.
Certa manhã
enquanto nadava no mar, ela teve um vislumbre de movimento que chamou sua
atenção.
Ele era um homem bonito, e não era outro senão Erinlé da cidade de Ilobú,
tambem chamado de Odé Inle. 
Inle estava fazendo sua pesca normal. Inle tinha toda a sua atenção de sua pesca
quando de repente, ele foi surpreendido por uma bela mulher, e foi amor a primeira
vista.
Ele não conseguia explicar, e pensou até estar sonhando até que a voz da linda
sereia falou com ele dizendo:

"Eu sou Yemoja, dona deste reino no qual você é pesca. Eu é que forneço os
peixes que vem para o seu gancho. Todo esse reino de água que você pode ver é
imensamente grande e é meu."

Yemoja confessou a Inle que, embora ela comandasse o vasto reino dos mares,
ela se sentia solitária. 
Sem hesitar Inle ofereceu para lhe fazer companhia em seus tempos de solidão.
Yemoja podia ver que Inle estava apaixonado por ela, e então explicou que estava
à procura de um marido e Inle aceitou imediatamente ser o par de Yemoja. 
Ele não se importava com dinheiro ou riquezas, ele havia sido encantado pela
beleza dela a partir do momento que ele a viu.

Yemoja o levou para o fundo do mar.


Esta foi a primeira vez Yemoja permitiu alguém saber seus segredos escondidos
nas águas.

Eles chegaram a uma grande caverna onde muitas espécies da vida marinha
guardavam a porta como guardas de um palácio, e esta caverna foi o "Ilê" de
Yemoja e Inle.

Inle ficou maravilhado ao ver que quando os peixes notavam a presença da


Rainha eles se movimentavam como se estivessem em "Moforibale" (batendo
cabeça) para grande Yemoja que era a sua mãe e criadora. 
Entrando na caverna, Inle foi surpreendido, ninguém podia
de imaginar as riquezas que haviam la dentro, tesouros incomensuráveis
em toda parte.

Eles se amaram, mas não por muito tempo. Um caso de amor tórrido tende a se
desgastar rápido. 
Os tempo passou e as coisas mudaram. Yemoja começou a ignorar Inle e avitar
sua presença. 
A situação tornou-se intolerável para
Inle. Ele só queria atenção de Yemoja. mas ela não quis ouvir suas queixas e não
se importou com o coração dele.

Inle decidiu ir embora.

Yemoja se viu em um dilema quando ele quis partir.


Ela não sabia o que fazer. Ela tinha medo que ele contasse seus segredos e
mistérios para os outros Orisá. 
A única opção era matar Inle.
Mas ela não queria matar ele.

Ela então decide por cortar a 


cortar a língua dele.
Ela esperou que ele estivesse adormecido, o enfeitiçou e sem pensar duas vezes
ela corta sua língua de Ode Inle.
Desta forma, ele continuaria vivo e nao seria capaz de dizer a seus
segredos para ninguém.

Até hoje Inle não fala, e é Yemoja que fala por ela.

ARÁ UNSÉ ODE INLE!


ERUYA YEMOJA!

OKÔ E YEMOJA ANUNCIAM O FIM DA ERA DOS DEUSES

Osayn e Yemoja eram Amigos e um dia ela quis percorrer o campo com ele.
Ela ficou fascinada com a beleza das matas, da natureza verde. 
O tempo passou muito lentamente nessa viagem, Yemoja via tanta beleza que se
sentirá como se estivesse em sua própria casa.
Portanto ela estava distraída pela vegetação, ela não percebeu que alguém estava
olhando para ela através dos arbustos. Os olhos espiões pertenciam a Orisa Oko,
que era o Orisa das colheitas fartas na terra.
Orisa Oko não pode resistir o desejo de aproximar-se Yemoja.
Então, silenciosamente ele veio por
trás dela, e ele viu nela toda a beleza que estava na terra, ela era maravilhosa!
Yemoja tinha sido distraída pelo cenário que Osayn lhe apresentara na cidade de
Yraô. Ela não tinha notado a presença ficando mais perto dela. Quando ela
finalmente sentiu
a presença de alguém ao lado e sentiu alguém a olhando ela se surpreendeu, mas
ao invés de rejeitar o estranho ela abriu um sorriso de uma maneira amorosa.
Ele olhou para ela e sentiu um grande amor pela Rainha dos Orisa e um grande
paixão ao vê-la sorrir.
A partir desse momento, as palavras não eram necessárias entre estes dois Orisa.
Eles entenderam que foram feitos um para o outro. 
Se casaram então.
Da união dos dois nasceu a paz.
Todos os Orisa entraram em um tempo de paz, até mesmo Ogun tinha
encontrado a sua paz nas montanhas de Efon. Sim, a paz tinha vindo a para todos
os reinos, até Ilê Ife estava em paz. 
Mas a paz era o sinal do fim.
Olodumare havia anunciado a Orisa Oko e a Yemoja que o tempo dos Orisa no
Aye ja havia chegado ao fim, que era tempo de retornar ao Orum.
Yemoja e Orisa Oko visitaram a cada Orisa, os avisando que ja era hora de se
preparar para deixar a terra.
O espírito dos Orisas vieram de Olodumare e era natural que voltassem para o
entorno dele, porem os Orisa nasceram em corpo humano na terra e tinham filhos
e filhas humanos, e tambem cônjuges e amigos humanos, a despedida seria muito
dolorosa.
Os Orisa tinham que abandonar o seus reinos, também deviam abandonar a carne
do seus corpos para que seu espírito voltasse para o Céu.
Yemoja e Orisa Oko finalmente voltaram para suas casas para se preparar para os
últimos dias.
O tempo de guerra acabou e os Orisa dedicaram o resto de suas vidas terrenas
para amar uns aos outros e para se prepararem para sua longa viagem de volta
para o céu.

O dia de partir chegou.


Olodumare apareceu para os Orisa como uma luz brilhante. 
Ele começou a falar ... "Mesmo depois de deixarem este mundo, todos ainda serão
Reis e Rainhas."

Quando os Orisa ouviram estas palavras sentiram uma grande emoção, e pela
última vez eles derramaram lágrimas dos olhos.
Era lágrimas de felicidade, porque Olodumare disse palavras que tinham trazido de
volta a memória tudo o que ela tinha sido no Ayê.

Olodumare continuou dizendo... "Quando sua carne morrer, a partir de vocês


nascerão seres humanos que hão de povoar a terra. Contudo todos os Orisa
estarão com eles e dentro deles, e através deles viverão e retornarão para seus
descendentes."

E assim os Orisa partiram para o Céu, mas sempre voltam a nós através de seus
descendentes.

Okô foi o último marido de Yemoja.


Ase

YEMOJA SE SACRIFÍCA PARA SALVAR OS FILHOS

Olofin é um dos nomes de Deus.


Olofin estava descontente com os moradores da terra, porque eles se esqueceram
dele. 
Olofin proibiu o céu de chuver, e então a chuva não mais caiu.
A água da terra evaporava e nao voltava, então a terra secou.
Com a seca prolongada os animais morreram, as plantações queimaram e quase
nao havia água para beber.

Olofin estava aborrecido com os humanos.


Os Orisá foram criados por para Olofin para cuidar do cuidado do
mundo, e eles então se reuniram e decidiram enviar ou Sango ou Yemoja para ver
e Olofin ele pedir o seu perdão.

Yemoja era Orisa, ela tinha água para si, mas abandonou seu conforto para buscar
água para todos.

Yemoja então se pôs a subir para o palácio de Olofin.


Ela passou caminho estreito e arduo e teve de caminhar muitos dias pela
montanha sem comer ou beber nada.
Quando Yemoja chegou ela estava com tanta sede e fome que ao chegar nos
jardins, não pode resistir mais e
se ajoelhou para beber água em
uma poça de água barrenta que lá encontrou.

Enquanto isso Olofin, que tinha ido


para a sua caminhada matinal e viu de longe que alguém que se atreveu a
perturbar sua tranquilidade. 
Ao se aproximar ele ficou perplexo ao ver a Rainha Yemoja bebendo água suja de
uma poça entre as flores.

Olofin disse para ela se levantar, e então percebeu que o amor de Yemoja era
muito grande e que pelo sacrifício dela os homens estávam perdoados e que ele
enviaria a chuva novamente. O grande sacrifício de Yemoja nao foi despercebido,
ela salvou seus filhos e os filhos de todos os Orisa.

O amor de Yemoja é muito grande.

Odoya!

OLOGUNEDÉ ROUBA OS SEGREDOS DE OBATALÁ

Osun tinha três filhos, princesas Iya Olosé, Iya Paroye e Odé Ologunedé
Ologun era um caçador solitário e infeliz, mas orgulhoso. Era um caçador
pretensioso e ganancioso, e muitos os bajulavam pela sua formosura. Ologun
sabia caçar e sabia guerrear, ma nao sabia fazer feitiços.
Um dia Obatala conheceu Ologun e o levou para viver em sua casa sob sua
proteção. Deu a ele companhia, sabedoria e compreensão.
Mas Ologun queria mais, queria muito
mais... E roubou alguns segredos de Obatala. Segredos que Obatala deixara à
mostra confiando na honestidade de Ologunedé.
O caçador guardou seu furto num embornal a tiracolo, seu adô. Deu
as costas a Obatalá e fugiu. Não tardou para Obatala dar-se conta da traição do
caçador que levara seus segredos. 
Obatala fez todos os sacrifícios que
cabia oferecer e muito calmamente sentenciou que toda a vez que Ologunedé
usasse um dos seus segredos todos haveriam de dizer sobre o prodígio:

"Ase de Obatalá"

Toda a vez que usasse seus segredos alguma arte não roubada ia faltar. Obatala
imaginou o caçador sendo castigado e compreendeu que era pequena a pena
imposta.
O caçador era presumido e ganancioso, acostumado a angariar bajulação. Obatalá
determinou que Ologun fosse dividido em dois, metade do ano passaria com seu
pai e habitaria a floresta vivendo de caça, e na outra metade do ano viveria no rio,
comendo peixe com sua mãe, ele Nao seria uma uma coisa so, seria meio terra e
meio água.

Ologunedé é filho de Erinle e de Ipondá.


Com os segredos de Obatala ele se tornou um Feiticeiro!

Eruawô!

AYRA INTILÉ

Ayra é um Orisa da familia do Raio, e por isso se veste de muitas cores, em


principal o Vermelho e Azul, mas também verde, salmão, marrom e amarelo. 
Aqui vou contar como Ayrá Intilé ganhou o direito de se vestir de Branco, leiam:

Ayra servia aos Alafin, os Reis de Oyó.


Sango havia subido ao trono e como um presente de felicitações ele ganhou um
cavalo branco como uma nuvem das terras de Ifon, presente do Oba Funfun
Osalufon.
Sango ficou muito honrado com um presente de Osalufon e o convidou para visitar
a grande cidade de Oyó.

Porem Osalufon era de hábitos simples, ele costumava andar sem corte ou
séquito, mesmo sendo um Rei ele andava como um camponês pois não gostava
de frivolidades.

Quando Osalufon chegou nos arredores de Oyó ele viu o cavalo que havia dado
para Sango fora dos portões do palácio e o tomou pelas rédeas. Nesse momento
os guardas do rei viram Osalufon com o cavalo e o acusaram de roubo. 
Sem sequer receber um julgamento, ele foi jogando nas masmorras e por la
padeceu como um criminoso por longos sete anos.

Osalufon nao era apenas um Rei, ele era um Orisa e o seu sofrimento se refletiu
sobre Oyó, houve um tempo de seca e má sorte sobre a cidade.

Sango foi visitar Orunmilá para saber o motivo da má sorte, e descobriu que o
infortúnio era causado por uma injustiça, um homem encarcerado sem motivo.

Sango mandou libertar o preso e traze-lo a sua presença, e então descobriu que
se tratava de Osalufon.
Por mais que Sango se desculpasse, Osala estava coberto de chagas e de sujeira,
ele nao estava aberto a conceder perdão.

Ayra, o braço direito dos Alafin se dispôs a levar Olufon em suas costas até a terra
de Osagyan.

Quando eles chegam na casa de Elegibô, Ayrá ganhou a eterna gratidão de


Osalufon e Ogyan por ter carregado Osala nas costas pelo longo do trajeto.
Ayra ganhou o direto de comer com os Orisa Funfun e quando entrou na casa de
Osala ele foi chamado "AYRÁ INTILÉ" que significa "Ayrá esta dentro da casa", e
ganhou a chave da casa de Osala e traje real dos Funfun: Roupas de Tecido
branco.

Ayrá Intilé agora se veste de Branco e é parte da família de Osala e Ogyan que
nunca se esquecem da boa vontade de Ayrá.

Ayra Lê!

Èsù Olùberè Àwon Òrìsà


ÈSÙ O MAIS CONTROVERTÍVEL DOS ORIXÁS

Contam os nagôs igbómìnàs que, em tempos passados, sempre ao entardecer,


Èsù, entoando um cântico, dirigia-se a um próspero mercado do vilarejo do reino
dos igbómìnàs. Lá ao chegar, sentava-se em uma cadeira ou às vezes ficava de
pé, alegrando, cantando, entretendo, distraindo, induzindo a clientela a fazer
apostas em jogos e contando histórias em troca de uma refeição e um trago de
aguardente, conforme combinado com o dono do mercado (Olójà).

Le ró o, le ró o otí l’ayò

Le ró o, le ró o oti l’ayó

“O indolente (Èsù) com a sua astúcia bebe alegremente sua aguardente” (tradução
livre)

Com o passar dos meses, o comerciante, julgando já estar com uma clientela fixa,
expulsou Èsù do seu estabelecimento comercial. Magoado com a desfeita, uma
vez que as pessoas se acercavam do mercado unicamente por sua causa, Èsù
atravessou a rua indo sentar-se numa cadeira que estava em frente ao outro
empório, que por sinal estava a falir.

Durante o período em que ali ficou sentado, Èsù observou que nenhum cliente dali
se aproximava, ao oposto do outro mercado de onde tinha sido expulso, que era
um entrar e sair constantes. Decidido a vingar-se da ofensa feita a sua pessoa,
Èsù dirigiu-se ao mercador falido (Onisòwo onígbèsè) e lhe propôs reerguer seu
estabelecimento. O mercador falido retrucou dizendo-lhe: ‘Como poderei pagar-lhe
tal beneficio?’ Èsù respondeu-lhe: ‘Permitindo que eu venha beber e comer
graciosamente todas as noites em seu estabelecimento’. ‘Está combinado. Dou-lhe
minha palavra’, disse o mercador.

Èsù, após o trato, continuou sentado na cadeira do mercado falido até o início do
alvorecer do dia seguinte. Tão logo o dia começou a raiar, o ardiloso Èsù, portando
uma cabaça serrada ao meio (igbá) com mel de abelha em seu interior, dirigiu-se
ao mercado de onde havia sido expulso, entoando o seguinte cântico:

‘Olooyin, Olooyin o![1]

Olooyin , Olooyion o!

Èsù mõmo ayinrarè

Olooyin, Olooyin o!’


‘Dono do mel de abelha,

Dono do mel de abelha, eu o saúdo!

Èsù, sábio, vaidoso.

Dono do mel de abelha, eu te saúdo!’. Tradução livre.

Ao chegar no mercado próspero, Èsù entoando um cântico , derramou em frente


ao mesmo um pouco do mel de abelha. Em seguida, retornou lentamente ao
mercado de onde tinha vindo, espalhando pelo chão em sua direção o restante do
mel de abelha. Quando Èsù chegou ao término do seu pretexto, o dia já havia
clareado totalmente. Incontinente, sentou-se em uma cadeira à entrada do
mercado falido e ficou observando os primeiros fregueses chegarem ao
estabelecimento comercial, que ele havia tornado próspero e de lá tinha sido
expulso.

Rapidamente, formou-se uma aglomeração na porta do estabelecimento, pois um


dos fregueses percebeu o líquido espesso derramado na porta do mesmo.
Imediatamente, um a um dos clientes resolveu seguir o indício deixado pelo
líquido. Tal como Èsù planejou, o mel derramado levou todos os fregueses para o
mercado de onde ele sentado os aguardava.

Ao chegarem ao local, depararam com Èsù e nunca mais deixaram de frequentar


aquele estabelecimento, que se tornou próspero em curto espaço de tempo. E
assim, todas as noites, após beber e comer graciosamente, Èsù cantava alegre e
satisfeito para todos os que pernoitavam e gastavam dinheiro naquele empório. E
quando se despedia ao alvorecer, todos os presentes o saudavam cantando
alegremente:

Ogõgóro ngo Laróyè (Èsù o!)

Ogõgóro ngo Laróyè’.

‘Saudemos Èsù, o intérprete de todos os idiomas!

Ele gosta (ou ele quer) de aguardente feita do dendezeiro’ Tradução livre.

Ressalva: A narrativa em questão esclarece a semelhança do ser humano com o


Òrìsà Èsù que, com todas as suas atribulações, contradições e procedimentos,
procura jogar as cartas que possui, sempre usando de estratagemas, na
esperança de ganhar todas as partidas. Ratifica também que, quando tratamos
bem o nosso semelhante, queremos ser bem tratados. Todavia, em algumas
vezes, os fatos não são uniformes. A associação em questão faz crer na constante
renovação da vida, que se transforma sem cessar, fazendo com que a mesma
muitas das vezes deixe de ser uniforme [2].

Notas:

1 – “Olooyin, Olooyin o! Olooyin, Olooyin o!”“ Ojúmomo oyin báre Olooyin, Olooyin
o!”(“Dono do mel de abelha, Dono do mel de abelha, eu te saúdo! O dia vem
raiando, o mel de abelha trará bons relacionamentos. Dono do mel de abelha, eu
te saúdo!”).

2 – Em hipótese alguma, esta narrativa demonstra ou ratifica que os filhos do


Òrìsà Èsù devam viver pelos bares em troca de bebida ou comida.

O AJERÊ

O ritual do Ajere tem como fundamento principal a disputa entre Yánsán e Ṣàngó
pelo dom do uso do fogo.
Ajere é especificamente o nome da própria panela na qual se faz o ritual. Ela é
repleta de buracos, por toda parte, por onde escapam línguas de fogo.

Ìtón (mito) resumido:

Ṣàngó sempre em busca de novas formas de poder bélico para controlar e


dominar seus adversários, enviou um mensageiro a Èṣù solicitando que este lhe
fizesse uma magia para que Ṣàngó passasse a ter domínio sobre o fogo (inọ́ n).
Èṣù aceitou a encomenda com duas condições, uma que ele deveria receber um
cabrito como sacrifício e outra que a esposa de Ṣàngó, Ọya, deveria ser a
portadora da magia.

Dias depois, já feito o sacrifício para Èṣù, Ọya foi até ele para buscar o poder
produzido. Èṣù entregou a Ọya uma pequena cabaça enrolada em folhas
sagradas, ewé ọ̀gbọ́, dizendo-lhe que tivesse cuidado no transporte da poção e
que não a abrisse. Ọya, muito curiosa, abriu o pacote e viu que dentro da cabaça
havia um líquido muito vermelho e dele tomou um pouco. Nada aconteceu e ela
seguiu para o palácio do Aláàfin de Ọ̀yọ́. Ao chegar e entregar o pacote ao ọba, da
boca de Ọya saíram faíscas de fogo e Ṣàngó então percebeu que ela havia
experimentado um pouco da poção mágica. Ṣàngó ficou enfurecido e Ọya fugiu de
sua ira.

Ṣàngó, por sua vez, retirou-se para uma montanha e lá tomou todo o líquido que
havia na cabaça e este líquido o fez espirrar. O ọba viu sair de sua boca e de suas
narinas imensas labaredas e percebeu que dali em diante seria o dono do poder
sobre o fogo, o que o tronava mais poderoso do que nunca.

É nesta perspectiva que se dá o ritual do Ajere, numa representação da disputa do


fogo entre esses dois Òrìṣà.

O ritual:

Uma panela de barro repleta de brasas é trazida na cabeça por Ọya que em meio
ao toque do àlúja dança e a entrega a Ṣàngó que após dançar com ela, devolve a
Ọya novamente sucessivamente. No fim, é Ṣàngó quem termina com a panela de
fogo simbolizando que o poder do fogo é dele.

Ṣàngó sai novamente distribuindo entre fieis o Àmàlà, comida feita com quiabos,
camarão, azeite de dendê, dentre outros ingredientes, ao som do seguinte cântico:

Yorubá:

Àjàká máa bẹ̀ ká wòóo

Àjàká máa bẹ̀ ká wòóo

A e bàbá Àjàká máa bẹ̀ ká wòóo

Pronúncia:

Ajacá mabé cauô

Ajacá mabé cauô

Aê babá, Ajacá mabé cauô

Tradução:

Àjàká não implora nem mesmo ao poderoso Ṣàngó

Àjàká não implora nem mesmo ao poderoso Ṣàngó

Nosso pai Àjàká não implora nem mesmo ao poderoso Ṣàngó

Àṣẹ!
Estados alterados de consciência (Posse pelo òrìşà)

Agbo ato

A fim de continuar a nossa discussão estados alterados de consciência,


precisamos primeiro examinar a idade e discutir por que alguém saudável é a base
para estados alterados de consciência no ritual de Ifá/òrìsà. O Ori geralmente é
traduzido como cabeça, mas refere-se apenas a informação de como é conhecido
pela maioria. Qualquer coisa que pudermos conscientemente recuperar da
memória, ou reconhecer, naquele momento, é o conteúdo do Ori. O Ori inu é o
nosso Eu interior. A ideia de Ori inu é a ideia de que todo pensamento consciente
é apoiado por uma resposta emocional dando o tom do sentimento. A razão para
isso é que a memória não está organizada com base no assunto ou na cronologia.
A memória é organizada com base em cadeias de memória emocional.
Nós criamos uma cadeia de memória associada ao tom do sentimento de uma
determinada experiência. Isso significa que temos um banco de memória de
sentimentos felizes, um banco de memória de sentimento de tristeza, um banco de
memória de dor e assim por diante. Algumas destas cadeias são longas e
poderosas, é por isso que alguns eventos iram desencadear a cadeia e criar uma
reação emocional avassaladora.
O objetivo da iniciação é começar uma cadeia de memória chamada conexão com
o espírito. Oriki é um dispositivo mnemônico que significa que é o primeiro elo de
uma corrente da nova memória que pode ser chamada para acessar um banco de
memória particular. Um sacerdote diz um oríkì durante a iniciação, oríkì que faz
com que o mais velho entre em posse. O ase da posse do ancião é contagiante o
que significa que vai empurrar o iniciado para um estado alterado. Como parte da
disciplina Ifa/Orisa, nos envolvemos em um ciclo de oração muito complexo. Parte
deste ciclo inclui a repetição do oríkì que nos colocou em um estado alterado
comumente chamado de posse de quatro em quatro dias. Ao repetir este oríkì em
um ciclo de quatro dias vai se reforçando e ampliando a cadeia da memória ligada
com a nossa iniciação.

A palavra yorùbá para a posse é oogun, que significa medicina. Posse é uma
medicina porque Ifa ensina que o alinhamento com o Espírito é o alinhamento com
o destino e destino traz uma lembrança agradável de família, de abundância e de
vida longa, que significa a boa saúde.

Oriki funciona apenas como uma ferramenta de invocação quando a cabeça e o


coração do iniciado estão em alinhamento. Este é um processo sutil que não é
facilmente explicado. A nossa cabeça e nosso coração estão em alinhamento
quando temos acesso a consciência do filme de nossa memória do tom do
sentimento. Na linguagem da Ifa isto significa que o Ori tem acesso ao Ori inu. O
acesso à resistência do Ori inu ori bloqueado é baseado no medo de experimentar
plenamente as nossas emoções. Se as crianças como nós experimentamos
traumas graves na forma de abuso verbal, emocional, físico ou sexual, vamos
deixar nosso corpo processar a dor emocional. A capacidade de deixar o nosso
corpo é chamada oso em yorùbá.

O objetivo da purificação de Ifa / Orisa é acessar a dor não expressa e liberá-la


através do luto. Os Maias dizem que não há alegria sem dor, não há tristeza sem
comunidade e não há nenhuma comunidade sem confiança. No contexto de Ifa /
Orisa isso significa que como preparação para a iniciação precisamos liberar o
trauma emocional de nossa infância para vivê-la plenamente. Esta é a função do
dia da limpeza no rio, antes de entrar no sulco sagrado.

Se o luto necessário para acessar o nosso espectro completo de memórias não


ocorrer uma pessoa pode ficar presa no esforço de evitar lembranças dolorosas.
Isso se tornará uma vida baseada no medo, no qual a nossa ação nunca será
projetada para nos manter em um escudo protetor que não permita a intrusão de
memórias indesejadas. Uma vida baseada no medo faz com que seja impossível
alinhar o Ori e o Ori inu. Quando eu digo alinhar o Ori e o Ori inu estou
descrevendo a capacidade de acessar as memórias adequadas em qualquer dado
momento. Quando estamos em resistência ao acesso a certas memórias o
conteúdo emocional da nossa experiência não corresponde ao que está
acontecendo em nossa vida e nós experimentamos tensão entre o que nós
pensamos que está acontecendo e o que está realmente acontecendo.
Por exemplo, se um homem como eu tenho uma experiência muito ruim em um
relacionamento com uma mulher e eu não expressar plenamente o sofrimento
causado pela má experiência corro o risco de projetar essa experiência para todas
as mulheres. Eu poderia estar envolvido em uma relação positiva, potencialmente
saudável, mas enquanto eu estou projetando o passado para o presente, não vou
ver, apreciar, ou entender completamente a pessoa que eu estou no presente
momento. É por isso que quando os casais se separam, eles tendem a criar muito
rapidamente os mesmos problemas em um novo relacionamento.

Às vezes, quando nós temos uma longa história de experiências abusivas criamos
uma longa cadeia de memórias de abuso. Se essas memórias são suprimidas, a
cadeia torna-se muito longa. Quando a cadeia é acionada e a pessoa sai de seu
corpo para evitar a dor do próprio corpo vai entrar em uma regressão. Em termos
clínicos uma regressão é o ato de reviver uma memória do passado por realmente
acreditar e sentir que ela voltou para o momento do abuso. Tecnicamente isso é
uma forma de posse, mas em vez de ser possuído por espírito estamos possuídos
por uma parte não expressa de nossa própria consciência ou Ori.

Memórias não expressas não são armazenadas em nosso cérebro, são


armazenadas no nosso corpo. Especificamente, elas são armazenadas no que as
religiões orientais chamam chakra e o que Ifa chama iwájú. Durante a iniciação,
quando um ancião entra em posse ao ler um oríkì e o iniciado está a se levar pela
emoção não expressa, o oríkì pode provocar uma regressão em vez de uma
posse. Isto tornou-se tão comum na diáspora que, freqüentemente, regressões são
identificadas como posse. Isto é terrível para o iniciado. Confundir uma regressão
com uma possessão tem o efeito de elevar a doença emocional e confundi-la com
o espírito.

A posse tenho testemunhado na cultura yorùbá tradicional vem com suuru, que
significa frieza e paz interior. Quando uma criança cresce em uma cultura
tradicional e está participando do ritual em uma base regular é muito difícil de
segurar a emoção não expressa. A maioria das pessoas que foram criadas no
ocidente em formas cristãs de religião aprenderam a reprimir suas emoções de
forma que quando eles são expostos a Ifa / Orisa isto pode ser uma liberação
emocional enorme. Esta liberação não é posse.
Na língua Yorùbá posse ocorre quando o Ori, o Ori inu e o ìpọnri estão em perfeito
alinhamento. Isso significa que ocorre posse de dentro para fora. Quando alguém
faz iniciação eu não posso lhe dar algo que você ainda não tem. Meu trabalho
como um ancião é desbloquear o espírito dentro de você. Somos seres divinos
tendo uma experiência humana. Isso significa que o iniciado não está sendo
coroado com alguma força externa, estamos dando ao iniciado os meios dele se
lembrar quem ele realmente é.
Às vezes, lembrando-se de quem realmente somos envolve abrir mão do abuso
emocional. Como sacerdotes é nossa responsabilidade conhecer a diferença entre
a liberação do Ori inu e conexão com o ìpọnri. Se não reconhecermos a diferença
estaremos fazendo iniciações de forma irresponsável o que significa que estamos
endeusando uma disfunção, em vez de apoiar a elevação do Ori.

OBÁ DESISTE DE VIVER E SE TORNA ORISÁ

Gente eu encontrei esse itan na Nação Lukumi de Cuba, eu parei tudo que estava
fazendo e traduzi do espanhol para o português pois conhecemos poucas lendas
de Obá então sempre que vejo algo dela dou total atenção a esta Ayaba. É uma
lenda triste...

Sango acreditou em Osun. Nem por um momento creu na ingênuidade de Obá.


Repudiou Obá e passou a ignorar sua presença. Obá sempre foi governante de
Oyó na ausência de Sango, mas seus esforços não foram reconhecidos. 
Obá então manda uma mensagem pedindo a ajuda de seu pai Osala, que ele
fosse até Oyó para que ela lhe fizesse um pedido.
Na presença de Osala Oba se curva e então diz:

"Orisa'Nla eu sou Y'Obba Ananí, chamada tambem de Obá, sou sua filha e da
rainha Yemowô. Eu venho antes de tudo dar-lhe oferendas e Ebós em
agradecimento, obrigado por tudo, eu quero lhe agradecer a felicidade que você
deu me nesta vida meu pai."

Depois de recitar estas palavras a seu pai Osalá Oba começou a chorar. O
encontro do Pai com sua filha era um momente extremamente triste no reino de
Oyó. Ele sabia que o sofrimento que sua filha estava passando pelo fracasso de
seu casamento. Osalá sabia da maldade de Osun e do efeito da sua maledicência
e inveja, mas nada colocaria em dúvida o bom caráter de Obá, sua filha era
alguem que nunca perdeu a bondade, e somente ela teve a capacidade de ensinar
e orientar os habitantes do reino como ela tinha feito. O incidente da mutilação de
suas orelhas não foi o suficiente para que sua bondade fosse destruída, mas o
coração de obá estava escuro de tanta tristeza e desolação. Oba nunca poderia ter
confiado em Osun, mas depois de sua experiência amistosa com Oya ela achou
que Osun tambem tinha um bom coração. Que erro...
Oba agora havia assumido um aspecto sombrio e misterioso desde
Sangô a deixou sozinha. Oba começou a se queixar para Osala
entre ela soluços e lágrimas:

"Baba mi (Meu Pai) e se eu não quiser continuar neste lugar? Todo mundo vai vir a
conhecer a minha vergonha e
minhas tristezas. Eu lhe chamei aqui para pedir-lhe para me enviar para um lugar
onde ninguém vai me ver ou
falar comigo. É aqui dentro de mim que a tristeza é nascida na terra."

Tendo terminadoas suas palavras, Osala encarado sua filha e sentiu seu coração
doer, ele teve pena ao olhar para ela e ver que não havia nada alem de tristeza
dentro de seu ser, não havia mais nada daquela Obá guerreira que foi o orgulho de
sua família por muitos anos.
Ele então lhe diz:

Y'Obba Ananí... Obá Y'omokenkere (Obá minha filhinha) eu vejo que você não
pode mais viver aqui no reino de Oyó, e viver amargurada e desconfiando dos
humanos por causa do mal que se esconde dentro eles. Não consigo pensar em
um lugar adequado onde você pode
encontrar a sua tranquilidade. Eu
só consigo pensar em um lugar,
onde tão poucos costumam visitar
e falar com aqueles que se
passaram ali que é o verdadeiro local onde está o significado do abandono. Lá é
onde seres humanos se esqueçem de visitar e ao longo do
tempo abandonam todos que estão lá. Este lugar é o Ile Iku (Cemitério).
Junto dos túmulos abandonados daqueles que ja passaram para o Ará-Orun (Céu
espiritual), lá tu terás paz e silêncio. 
Sem dizer uma palavra Oba abraçou seu pai por Pela última vez, e marchou rumo
ao cemitério onde deixaria seu corpo carnal e se tornaria uma Deidade, um Orisá,
como tantos outros de sua família. Obá sentiu a real dor causada pela inveja e
maldade de Osun.
Mas antes de morrer ela se vingou de Osun. Obá agora esta no Orum, e sua
humilhação ja foi esquecida.

Obá Sire!

A UNIÃO DE OBÁ E ODÉ


A filha de Obatalá, Y'Obba Ananní era conhecida tambem como Obá a esposa de
Ogun, o Bárbaro. Obá era casada com Ogun desde que ele a venceu em batalha e
praticamente a obrigou a ser dele.
Mas Oba não gostava de Ogun, e essa falta de amor a fez ir embora, ela fugiu
para Ifé. 
Um dia Obá conheceu Odé, ele que seria um dia o grande Oxóssi Rei de Ifé,
nessa época ainda era um pobre caçador.
Ode estava parado descansando sob a sombra da copa de uma árvore, e então
ouviu um barulho, um tropelo! Ele se levantou para ver que estardalhaço era
aquele e viu uma mulher correndo atrás de um cervo. Ele sorriu ao ver aquela
cena, como uma mulher poderia correr atrás de um cervo e acreditar que poderia
alcança-lo? Mas Oba corria o maximo que podia, e Ode então resolveu ajudar, ja
que Obá caçava com muita dificuldade o seu sustento, pois não possuia boa
técnica de caça. Ode a ensinou a caçar com lança e Ofá, e Obá ensinou Odé a
arte de lutar a curta distância a Ode, o ensinando a habilidade da espada e do
escudo.
Odé e Obá não tinham desejos carnais um pelo outro, mas entre eles aconteceu
um dos mais belos sentimentos, a verdadeira amizade. 
A amizade real é sim uma forma de amor.
Eles se respeitavam e tinham um forte sentimento de irmandade, lealdade e
cumplicidade, e por isso resolveram viver juntos. Eram como irmãos, sempre
juntos, sempre mergulhados em risadas e sorrisos.

Porem por onde Obá passava o povo dizia: Lá vai a esposa do caçador!
Mas Oba não se importava com o falatório do aldeões, e Odé menos ainda, eles
gostavam de viver juntos.
Por muito tempo eles foram uma dupla, mas um dia Obá conheceu Sango, e então
ela sentiu que seu coração havia escolhido aquele homem para amar, e ela teve
de deixar Odé e ir atrás de seu amor.
Sempre que Odé e Obá se reencontram eles se abraçam e festejam as boas
lembranças que guardam um do outro, uma agrande Amizade sobrevive até aos
milênios.
Asé

Na maioria das lendas Obá e vista como uma mulher amargurada, possessiva e
mesquinha, mas ela não é assim. A questão foi que o casamento com Sango fez
muito mal a ela, e por viver situações tensas demais ela se fechou. Mas antes
disso ela sempre foi muito alegre, rodeada de amigos, era uma mulher festeira que
gostava de se divertir.
Obá é bem vinda pois trás alegria para a casa.
"Oba oyin o"
(Obá é doce como o mel)

Oke Odé!
Obá Sire!

O MAIOR AMOR DO MUNDO É O AMOR DE OYÁ

Oya é chamada T'okan Odara, o bom coração.

Oyá amava Sango, mesmo com a vida conturbada ela o amava, e o amava muito.

Ela se relacionou com muitos homens, mas somente Sango tinha seu amor.

Sango não era o Rei legítimo da cidade de Oyó e quando Ajaká vem para
recuperar seu lugar e destronar Sango, ele se desespera pois sabia que o seu
destino seria ser tratado como um ladrão. 
Sango prefere a morte do que a humilhação, e então se suicida se enforcando em
um pé de Obí.

Oyá Perdeu seu grande amor.


Ela então tenta de todas as formas encontrar a alma de Sango em algum dos
Nove Oruns que ela comandava, mas a alma de um suicida nao tem rumo, ela nao
o achou.

Oya havia ganhado um Asé, sua comida Akará (Acarajé), o bolinho de feijão frito
em azeite de dendê que ela abençoava e seus filhos comiam em honra ao ato de
oya engolir brasas.
O Akara é o símbolo de Oya.
Oya então faz um Akará branco, frito em oleo claro, e junta os bolinhos em um
cesto junto com suas folhas e sobe no topo de um monte.
Oya iria oferecer o seu Ase para Olodumare, grande Deus.

Em meio as lagrimas ela implorou a Olodumare que deixasse ela ver Sango pelo
menos uma vez mais, ela entregaria tudo que tinha e tudo que era para poder ver
Sango.

Olodumare nunca havia um Orisa se humilhar daquele jeito, Oya estava


oferecendo todo seu Ase em troca de estar com Sango por mais um momento.

Oya nao parava de chorar e implorar, seus desespero causou um sentimento de


compaixão em Olodumare.

Olodumare então disse a Oya:

"Acalme-se Ayaba! Nunca houve um amor como este em todo o Orum e em todo o
Ayê! Oya é bendita por ter tanto amor dentro de si, e Sango será bendito por ter
sido agraciado com tanto amor."

Olodumare trouxe Sango do mundo dos mortos e lhe devolveu a vida e o Ase de
Orisa.

Graças a Oya Sango voltou a ser Orisa.

Agora Sango ama somente a Oya e ela o ama com todas as suas forças.

Nas trovoadas eles dançam juntos sobre as nuvens escuras.

Oyá é feita de amor.


Os candomblés que cultuam Oya oferecem e ela uma grande festa no mês de
setembro chamada Akará L'Oya, nesta festividade se louva Oya em todas suas
ações, e então umas das ultimas cantigas relatam a história contada aqui.
Se canta:

"OYA AGBA MI SORO MI SORO Ê 


AKARA FUNFUN EBÓ EMI ARÊ
OYA AGBA MI SORO MI SORO Ê 
AKARA FUNFUN EBÓ EMI ARÊ
TOKAN TOKAN 
ELENU Ê 
OJÉ MALA OJE ARÊ 
TOKAN TOKAN
OBA KO SO NITA WE SE ARÊ"
Quando uma filha de Oya sofre por amor, Oya a entende e a conforta.

Oya é a Ayaba do bom coração.

Hepa Hey!

OYÁ GERÈ SENHORA DOS TROVÕES

Oyá Gere (se pronuncia Guerê) é uma Oyá muito rara e mistériosa.

Se conta que Oyá lançava raios pela boca, e ao lançar o raio acoava um estrondo
gigantesco, um trovão. Porem Oya de tanto lançar raios pela boca perdeu a sua
voz humana e dai por diante tudo o que falava ecoava alto e forte como um trovão,
por isso é hábito quando se ouve um som de trovão se dizer "HEPA HEY IANSÃ".

Oyá Gere é aquela Oyá que quando da seu ilá da um grito tão alto que o som de
sua voz ultrapassa o atabaque. O símbolo desta Oyá são as nuvens escuras de
Tempestade.

"Koro koro koro, Oyá Koro Ilê, Oya Biyi Orô, Oya Oyá Koro Ilê"
(Estrondo, Estrondo, Estrondo, Oyá fez um Estrondo dentro da casa, Oya nasceu
com um Segredo, Oyá fez um Estrondo dentro da casa.)

Oyá Gere é cultuada como Igbale 


Se veste de Branco e Rosa Claro, suas ferramentas são Mariwo, Abayomi, Erusin,
Idá, Afefé e Iwo.
Come com Osalufon, Ogyan, Ayrá e Odé.
HEPA HEY!!!

OYÁ GAMBELÊ NÃO PODE COMER ABÓBORA

Esta qualidade de oya se refere a dificuldade em engravidar.

Se conta que Oyá Gambelê não engravidava nunca, por mais que tentasse ela não
segurava a criança na barriga por muito tempo. Ela então foi até a casa de
Orunmilá e pediu que jogasse seu oráculo para saber o que ocorria. 
O Ifá respondeu: 
Havia três coisas que Oya comia com muita frequência, Carne de Arraia, Carne de
Carneiro e Abóbora, e nenhum desses três alimentos fazia bem a ela,
principalmente a Abóbora lhe fechava a madre. oya então jurou jamais se
aproximar desses tres alimentos. Apos isso Oya pariu dezoito crianças, entre elas
os Ibeji.
Oya mateve sua palavra, nem ela nem os filhos devem comer Abóbora, carneiro e
Arraia.
Algo muito comum é que nos Orôs onde se cortam cabritos para outros Orisas as
filhas de Oya costumam "virar" de Santo e Oya se retira do local, e também
quando o yawo de Oya esta de Kelê ele não pode ver ou sentir o cheiro de
abobora que logo Oya se faz presente para impedir o filho de consumir seu tabú.

Gambele foi Esposa de Ode, que lhe deu os dezoito filhos.

Se veste de rosa, salmão e branco.

Hepa Hey!

OYÁ EGUNITÁ

Eu ja postei uma vez sobre Egunita dando detalhes de culto (procurem nos
albuns), hoje porem eu postarei um Itan de Oya Egunita.

Egunita é uma das nove Oya de culto Igbalé, e sem dúvida a mais famosa, por ser
habitante da floresta sua kizila (Ewo) é a fumaça.

Egunita e Deusa do espirito dos mortos e por isso não possuia filhos, mas
desejava ser mãe, então dentro da floresta da morte ela conseguiu parir nove
vezes.

Oya estava nos dias de ganhar o primeiro filho, e então ela fez a gigante
tempestade de Eboykó, e nesse dia foi atacada pelas Iyami, as bruxas rasgaram-
lhe a barriga e raptaram o bebe, o cobriram com panos velhos e sujos e o
alimentaram com Okete, o rato do cemitério, e nisto o bebê foi chamado
Emalegan, o primeiro Egun, símbolo do poder sobre o Vento.
No segundo dia da tempestade Oya pariu novamente, esse dia a tempestade foi
muita bruta, e nisso Oya mostrou toda sua força. No meio da tempestade pariu o
segundo Egun, Yorugãn. Este Egun foi criado nas folhas de bananeira e ele quem
cuida do Sopeira do ibá de Oya e é o símbolo de sua vaidade. Yorugãn é o filho
que Oya mais ama.
No terceiro dia da tempestade Oya iluminou o céu, e então pariu Akugan, este que
é o Egun que bate os pés no chão fazendo ruidos e barulhos. Foi criado comendo
brotos de bambu, é rebelde e simboliza a rebeldia de Oya.
No quarto dia da Tempestade Oya estava apreensiva, e então apariu Orugã, que é
o Egun sério, frio e calculista, caiu no milharal e foi criado lá. De Oya ele ganhou
uma Atori chamada Pason, se veste de Mariwo e mora em buracos cavados no
chão, é o lado serio de Oya.
No quinto dia da Tempestade de Eboykó nasceu Rungan, o Egun valente que
salvou Ayaba Olosá da perseguição de Ykú. Rungan se alimenta de Bambu velho
e é coragem de Oyá.
No sexto dia da Tempestade nasceu Gyogan que auxilou Oxossi na caçada do
pássaro Ororú para o rei de Ifé. Gyogan se veste com o couro do Búfalo de Oya.
No sétimo dia Nasceu Ungã, que é o Egun que vivem rondando as covas no
cemitério e castigando quem viola os túmulos. E o lado sombrio de Oya.
No oitavo dia Oya estava no auge do poder de destruição da tempestade, e então
pariu Bungan o Egun maligno e perverso que ataca o ser humano e induz o
homem a loucura e a desgraça, é o mais poderoso filho de Oya.
No nono e último dia da tampestade de Eboykó nasceu Segi, chamado Egungun,
que tinha poder de incorporar ou manipular os homens. 
Oyá Egunitá agora tinha nove filhos Egun, e ela então recebeu o encargo de guiar
os mortos nas nove fazes do desencarne:

* Leito de Morte 
* Velório 
* Caminho até o cemitério 
* Porta do Cemitério 
* Caminho até a cova
* Descida a sepultura 
* Asese
* Despacho do Carrego 
* Subida ao Orum

Caso haja a necessidade de Reencarnação, Egunita guiará o Egun no processo.

Egunita na Batalha de Ajimudá usou uma máscara de madeira para lutar junto a
seu Exercícito de Eguns, hoje substituimos esta máscara pela pintura de Efun em
seu rosto, geralmente em forma de caveira.

O Iba de Egunita é de Barro e seus utensílios de Barro, palha e madeira.


A Boneca na sua Roupa é chamada Abayomí (nascido para me dar orgulho) e
simboliza os filhos de Oya.

Egunitá é a Oya mais sombria e perigosa que existe.

HEEEEEEEEEY!!!

O PORQUE DE OYÁ PINTAR A FACE

A pintura de Efun no Rosto de Oyá e uma tradição que vem sumindo dos ilês, o
motivo é que a maioria dos zeladores não conhece esse ato ou mesmo que ja
tenha visto não sabem para que serve.
Se conta que Oya Igbalé (isso se aplica a todas do culto Igbale) lutava lado a lado
com Àjímúdà, o Ancestral guerreiro incluído no culto a Egun na Floresta da Morte.
Quando lutava ao lado de Àjímúdà, Oya Igbalé usava uma máscara de madeira
pintada de branco. No candomblé Ketu e Efon não utilizamos Máscaras na
indumentária dos nossos Deuses (isso é um Ewó), então pintamos a face de Oya
com Efun para lembrar as batalhas ao lado de Àjímúdà e o exército de Egun que
eram submissos a Oya Igbalé.

Chamamos este ato de "Aquecer a casa" pois quando pintamos Oya ela exige que
lhe entreguem seu Agerê (panela de barro com brasas e labaredas de fogo), o
qual ela roda por todo o Ilê expulsando os males e atraindo os Orisas quentes.

O nome Ajimudá se tornou um cargo do culto a Oyá Igbalé, este é o Oyê das
Egbom desta Ayaba, e este cargo é tão importante que é saudado no ipadê de
Esú.
Àjímúdà significa: Aquela (ji) que acorda (mú) e pega a espada (idá).

A máscara de Efun é uma tradição muito antiga e muito bela.

OYA BAGAN

OYA DO RIO

OYA DA LAMA

OYA SEM CABEÇA

Esta Ayaba nasce no Odu Osê Mejí (9-9).

Bagan teria sido o ultimo avatar (corpo reencarnado) de Oya, por isso leva em si
tudo o que Oya adquiriu em suas vidas, sendo uma Ayaba de culto complexo e
poucos zeladores sabem iniciar essa mulher.

* BAGAN NASCEU DA LAMA: 


Bagan usa pinturas feitas com lama e Osun, nasceu da lama do rio Oya, o Rio
niger, e seu culto se da neste rio.

* OYA SEM CABEÇA: 


Corre um falso itan de que Oya Bagan não tem Orí, pois foi decapitada. Como
alguém sem Ori pode ser plantada em Ori se no culto a Orisa so de da o que se
tem?
Bagan na verdade arrancava a cabeça dos inimigos, por o nome de "OYA SEM
CABEÇA". Por fundamento da Ayaba se moquia (queima) a cabeça dos bichos de
quartro patas que são oferecidos a ela, e então se poe esses cranios em seu igbá
junto a um par de chifres de búfalo.

O Igbá de Bagan é de Barro.

Bagan é um Orisa Nupê a qual rezamos esta Adurá:

"E ma odò, e ma odò


Lagbó lagbó méje 
O dundun a soro
Balè hey"

Tradução:
Eu vou ao rio, eu vou ao rio
Do seu modo encontrado nos
Arbustos reparte em sete
Vós que fala através do Preto
Tocando o solo te saúdo

Itan de Oyá Bagan:

"Odô Oya, o Rio de Oya Bagan"

Um dia o Obá Tapá, rei dos Tapás, foi avisado que sua aldeia seria atacada.
Correu para a casa de Orúla (ifá) e pediu um Ebó para afastar o perigo.
Orula disse que ele devia mandar sua filha levar um pano preto até a fronteira da
aldeia e rasgar o
pano. O pano preto simboliza as coisas más, e deveriam "rasgar" o mal. "Oyá"
Significado rasgar, dividir, rachar. Então a filha do rei foi até a fronteira e ragou um
pano preto, rasgava e gritava: OYA! OYA! OYA! (Dividindo! Dividindo! Dividindo!)
Os retalhos de tecido formaram uma lama negra, que formou agua negra. A poça
de água estourou e formou um grande rio negro! Do ronco do rio se escutou o grito
alto "OOOOOOYÁ!!!". Do leito do rio
saiu uma mulher negra, linda, empunhando armas de guerra. Ela foi chamada
Oya, e o rio Odô Oya. Oya Bá Àgan é a oya que trás a força, o poder do grande
Odô Oya! Se diz "Odô Oya Bá Agan" (o rio
oya trouxe força) que defendeu os Tapás do perigo, Grande formou uma linha
separando o reino dos
inimigos, e eles tinham medo de tocar na água, o rio é o Berço de OYA, cujo as
aguas são negras de tantos eguns que carrega!!! A Ya agbá Oya um dia saiu
voando no ar e fez um
tufão de vento! A partir dai os tornados também foram batizados de OYA. Quando
Ya Agbá Oya Bá Agan estava nervosa ela Corria pra floresta e se transformava em
Búfalo!
Hepa Hey Bagan!!!

OS ORISAS QUE COMEM COM BAGAN:

ESÚ: Bagan guerreou contra Esu, ao ganhar a batalha ele jura lealdade a ela e
decide acompanha-la.

OXÓSSI: O sexto filho de Bagan se chama OGYOGAN, ele se veste com a pele
do búfalo e auxílio Ode na caçada do passaro Orúro, ao ver que Ode respeitava
Ogyogan, Bagan da para Odé o seu pó "Arole" para afastar os Eguns, e Ode em
agradecimento faz o Erusin de Oya, e então se tornam aliados.

NANÃ: Bagan nasceu da lama, seu fundamento é a lama preta e isso se se


fortalece na presença de Nanã.

OBALUAYÊ: Bagan o encontra no cemitério junto a Esu, e ao derrota-lo ele


também jura leadade a ela e a acompanha.

*CORES DE BAGAN:
Ela usa branco, porem no ato do "Agere" ela se veste de Vermelho ou Marrom.

Bagan não é de culto igbalé, ela é cultuada no Rio Niger.

OYA IGBALÉ FUNAN

Funan é uma das 9 divindades Feiticeiras Igbalé que provém de Oyá pelo Odú
Òsá Méjì. 
O total sao nove feiticeiras:

1) OYA EGUNITÁ 
2) OYA FUNAN
3) OYA FURÉ 
4) OYA PADÁ 
5) OYA GERE
6) OYA FAKAREBÓ 
7) OYA ADAGAMBÁRA
8) OYA LEYÉ 
9) OYÁ TONIMBÉ

IBÁ FUNAN: Seu assentamento é feito com um tacho de cobre forrado com folha
de akokô, nove pratos de barro, uma panela de barro, nove hastes de Bambu
amarelo, um Ota, Nove búzios abertos e nove fechados, nove moedas de prata,
dezoito idés de cobre, favas e folhas de Oyá, pó Ossum, nove leques de palha,
nove colheres de pau e efun (o zelador pode optar por acrescentar mais intens
caso a Yawo necessite).
O osé deste ibá so pode ser feito com água de chuva, visto que Funan é Orisa das
tempestades.

O ibá de Oyá Funan permanece nove ou dezoito dias no quarto consagrado a


EGUN, após esse resguardo se leva o assentamento para o Bambuzal amarelo,
onde se é feita uma grande oferenda para Oya Funan e todas as Igbalé, e so
assim ela poderá voltar para o ilê sendo deixada agora no quarto das Ayabas.

Funan se veste de branco e usa palha e cabaças em sua roupa assim como
tambem sua boneca Abayomí.

"Ogo mi ano gbogbo gún, Òrìsà mi abaya Oya ewa O’yansa"


(Protege-me sempre com seu
poderer de cura, Rainha e espírito guardião. És o espírito do vento, mãe dos nove
Ancestrais.)

FUNAN: AYABÁ DAS TEMPESTADES, NUVENS E VENTOS GÉLIDOS

A maioria dos caminhos de Oya nasceu de Orisa Dankó, Odulecê, Nanã ou


Obatalá, porem IGBALÉ FUNAN é filha de BAROMÚ e BORÓSIA, que são
deidades das correntes de ar da terra e das correntes de ar que vem do mar. O
encontro dessas correntes faria a tempestade FUNAN.

Mesmo sendo uma OYÁ, FUNAN não é chegada a Dendê. Seu Akarajé deve ser
frito em Ori ou Óleo de coco.

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19 de outubro às 00:01 · 

Sakpata é a denominação fon do Vodum da terra. É o grande Ayi-vodun dos Ewe-fon, por isso
intitulado Ayinon (o dono da terra). Considerado filho mais velho de Mawu ele é enfim, o Rei do
Mundo, originariamente vòdún senhor da varíola e, por extensão, de inúmeras enfermidades
contagiosas que deformam o corpo. Todo o povo fon o teme enormemente e cultua
fervorosamente. Sakpata possui uma grande variedade de atributos, cada qual representando
um aspecto de doenças e infecções. A tradição fon aponta a origem do culto de Sakpatá na
localidade de Kpeyin Vedji, um enclave iorubá dentro do território mahi a noroeste de Abomei.
Por essa dupla procedência permanece a duvida de que Sakpatá é considerado uma divindade
iorubá (nagô) pelos fon e gun (jêje) pelos iorubás.
Para os Fon, Sakpatá foi trazido para o Daomé, pelo rei Agajá, no século XVIII, vindo da cidade
de Dassa Zoumé, da aldeia de Pingine Vedji. 
O culto de Sakpatá era olhado com suspeita, por vezes banido (e o foi definitivamente em
Abomei). Uma vodunsi de Sakpatá não pode ser dada como esposa para o rei, e havia sempre
a suspeita maior de que seus sacerdotes espalhavam deliberadamente a doença para
aumentar seu poder.Outro aspecto importante é o fato de que Sakpatá desafiava abertamente
o poder real usando os mesmos titulos do rei, como Ayinon (Dono da Terra) e Jeholú (Senhor
das Pérolas).
Atributos de Sakpatá
Kohossú, significa "Rei da Lama" pai de todos os Sakpatás;
Nyohwe Ananú, dona da água parada que mata de repente é a mãe, e são ambos filhos de Nà
Buùku;
Da Zodji, envia a disenteria e os vômitos, considerado o mais velho de todos.Ele não tem
braços ou pernas e é carregado numa padiola, mas tem o poder da invisibilidade e, apesar do
defeito físico, comanda todos os Sakpatás;
Da Langan come a carne das pessoas ainda vivas;
Da Sinji traz as inchações e tromboses;
Aglossuntó é responsável pelas feridas e chagas que nunca cicatrizam;
Adohwan castiga perfurando os intestinos;
Avimadjé é o que leva as almas dos que morreram punidos por Sakpatá;
Bossu-Zohon é o grande feiticeiro;

Kpòsú é um vòdún pouco conhecido e cultuado aqui no Brasil. 


A tradução da palavra kpòsú (lê-se Pòsú ou Pòsún) é pantera macho ou homem pantera. 
Dizem os ítàns que da união da princesa Álígbònò com uma pantera chamada Gbèkpò nasceu
Yíègú. Yìegú Tènú Gesú formou um exército chamado kpòvíllè (os filhos da pantera) para
tomar o reino de Àjá- Tàdò e ali deixou seu nome marcado na história, ganhando o título de
Gáú Kpòsú (o general pantera) ou apenas Kpòsú. Após a retomada do reino de Àjá-Tádò, os
filhos de Yíègú vão para o sul e fundam o reino de Dàhòmèy. Com essa explicação, podemos
ver que Kpòsú não é apenas um vòdún expecífico mas, também um título dado aos
descendentes de Yíègú.
Vodun Kpósun pertence à familia de Heviosô e são chamados de Ji-Vodun (divindades que
habitam océu), mas também está fortemente relacionado com os Ayi-Vodun (divindades que
habitam a terra),que tem como Vodun principal os Voduns da familia de Sakpatá-Azansun,
Vodun do panteão da Terra.
Era um guerreiro louco, muito semelhante a Ogun. Tinha as mesmas vontades e a mesma
fúria, com uma diferença: os Voduns tinham o poder de ser transformar em feras quando
encolerizados. Assim era Possun, uma fera,vòdún do pó e da terra seca representado pelo
tigre. Nunca aceitou aliança com os Yorubás, por este motivo não se assenta este Orixá em
casa de Keto.
Este vòdún traz a integridade da força encantada da origem do espirito do leopardo, motivo
este que o o levou a fazer parte dos filhos de Heviosô e também ter fortes ligações com os
Sakpatas-Azansun.
Portanto kposun está ligado à Terra e também ao céu, que segundo algumas lendas é este
Vodun que abre a passagem dos mortos junto com Avimadjé (vodun do culto de Azansun)para
que Ku (a morte) possa receber os espíritos dos mortos no firmamento. 
Os principais cuidados na iniciação do Vodun Kposun é ter conhecimento do equilíbrio entre
essas duas forças de Heviosô e Sakpata, para que o adepto que esteja sendo iniciado não
venha a sofrer interferência de Ku (a morte), Vodun que Kposun tem fortes ligações.
Sendo assim o iniciando terá segurança de vida. Vejamos tambem que Vodun Kpósun teve sua
origem nos principios quando surgiram os filhos de Mawu/Lisa,quando surgiu os Sakpata e
Hevioso portanto foi bem antes da origem de Agassu que já vimos nas histórias da dinastia dos
homens leopardos que foi entre os anos de 1550 e 1575 onde nasceram os tres filhos do
leopardo no Clã Real. 
Agassu é da linhagem da Dinastia dos homens leopardos e está incluso no culto dos HENU-
VODUN,que é um dos cultos praticados em homenagem aos Voduns Reais,(ou seja os
espíritos dos Reis que fundaram estas Dinastias), no qual podemos constatar pelas datas
fornecidas acima, dando a entender que não são filhos de Mawu/Lisa, porem são considerados
Voduns no qual o povo Fon lhe presta muita honra e respeito a todos os antepassados dos
Clãs Reais. 
O culto de Kposun é somente realizado no Brasil pela nação Jeje Mahi, é um Vodun de
características próprias e sendo impossibilitado de ser cultuado pelas demais tradições afro-
descendentes.
Kpòsú representa a agilidade, a esperteza, a caça. Assim como a pantera, Kpòsú tem todas
suas oferendas e sacrifícios feitos de madrugada. É um vòdún de extrema importância, sendo o
senhor de algumas casas de jeje. Seus rituais são ligados a Áyízàn e a cerimônia de mutação
dos vòdúns onde Kpòsú tem a permissão de se transformar em pantera.
Nas danças rituais, os adeptos dançam para kpòsú como se tivessem com garras na mão,
lembrando a origem desse grande vòdún e deixando bem claro a sua natureza. Sem dúvida
nenhuma, um vòdún de extremo respeito e, que não podemos deixar seu culto morrer,
passando seu culto, assim como nossos ancestrais, de geração para geração.
No Brasil Kpósun tem alguns Vodunsi inciados, dentre eles a finada Doné Aide de Kposun que
foi inciada pelo saudoso Doté Antonio Pinto da Silva,conhecido por muitos pelo nome carinhoso
de Tata Fomutinho, do Kwe Seja Hounde de Cachoeira, BA

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