A Força Expedicionária Brasileira, conhecida pela sigla FEB, foi a força
militar brasileira de 25.334 homens que lutou ao lado dos Aliados na
Itália, durante a Segunda Guerra Mundial. Constituída inicialmente
por uma divisão de infantaria, acabou por abranger todas as forças
militares brasileiras que participaram do conflito. Adotou como lema
"A cobra está fumando", em alusão a um discurso de Getúlio Vargas,
que em 1940 afirmou ser "mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil
entrar na guerra.
Propaganda da guerra brasileira
Em 1939, com o início da Segunda Guerra Mundial, o Brasil manteve-se
neutro, numa continuação da política do presidente Getúlio Vargas de
não se definir por nenhuma das grandes potências, somente tentando se
aproveitar das vantagens oferecidas por elas. Tal "pragmatismo" foi
interrompido quando no início de 1942, quando os Estados Unidos
convenceram o governo brasileiro a ceder a ilha de Fernando de Noronha
e a costa nordestina brasileira para o recebimento de suas bases militares.
À partir de janeiro do mesmo ano começa uma série de torpedeamentos
de navios mercantes brasileiros por submarinos ítalo-alemães na costa
litorânea brasileira, numa ofensiva idealizada pelo próprio Adolf Hitler, que visava isolar o Reino Unido, o
impedindo de receber os suprimentos (equipamentos, armas e matérias-prima) exportados do continente
americano, como consta nos diários de Joseph Goebbels, suprimentos estes vitais para o esforço de guerra aliado
e que, sabiam que os alemães iriam abastecer à partir de 1942, pelo Atlântico norte, principalmente a então União
Soviética.
Tinha também por objetivo a ofensiva submarina do eixo em águas brasileiras intimidar o governo brasileiro a se
manter na neutralidade, ao mesmo tempo que seus agentes no país e simpatizantes fascistas brasileiros,
pejorativamente denominados pela população pela alcunha de Quinta coluna, espalhavam boatos que os
afundamentos de navios mercantes seriam obra dos anglo-americanos interessados em que o país entrasse no
conflito do lado aliado.
No entanto, a opinião pública não se deixou confundir, comovida pelas mortes de civis e instigada também pelos
pronunciamentos provocativos e arrogantes, emitidos pela Rádio de Berlim, passou a exigir que o Brasil
reconhecesse o estado de beligerância com os países do eixo. O que só foi oficializado em 22 de agosto do mesmo
ano, quando foi declarada guerra à Alemanha nazista e a Itália fascista. Após a qual, diante da contínua
passividade do então governo, a mesma opinião pública passa a se mobilizar para o envio à Europa de uma força
expedicionária como contribuição à derrota do fascismo.
Porém só quase dois anos depois, em 2 de julho de 1944, teve início o transporte do primeiro escalão da Força
Expedicionária Brasileira, sob o comando do general João Batista Mascarenhas de Morais, com destino à
Nápoles. As primeiras semanas foram ocupadas se aclimatando ao local, assim como recebendo o mínimo
equipamento e treinamento necessário, sob a supervisão do comando estadunidense, ao qual a FEB estava
subordinada, já que a preparação no Brasil demonstrou ser deficiente[1], apesar dos quase 2 anos de intervalo
entre a declaração de guerra e o envio das primeiras tropas a frente.
Os brasileiros constituíam uma das vinte divisões aliadas presentes na frente italiana naquele momento, uma
verdadeira torre de Babel, constituída por estadunidenses (incluindo as tropas segregadas da 92ª divisão, formada
por afro e nipo-descendentes, comandadas por oficiais brancos), italianos antifascistas, exilados europeus
(poloneses, tchecos e gregos), tropas coloniais britânicas (canadenses, neozelandeses, australianos, sul-africanos,
indianos, quenianos, judeus e árabes) e francesas (marroquinos, argelinos e senegaleses), em uma diversidade
étnica que muito se assemelhava à da frente francesa em 1918.
A FEB foi integrada ao 4º corpo do exército estadunidense, sob o comando do general Willis D. Crittemberger,
este por sua vez adscrito ao V exército dos Estados Unidos, comandado pelo general Mark W. Clark.
Campanha
Oficiais militares brasileiros em Monte Castello
A FEB entrou em combate em meados de setembro de 1944 no vale do
rio Serchio, ao norte da cidade de Lucca. As primeiras vitórias da FEB
ocorreram já em setembro, com as tomadas de Massarosa, Camaiore e
Monte Prano. Só no final de outubro, na região de Barga, a FEB sofreu
seus primeiros reveses. Devido ao sucesso da campanha em setembro e
início de outubro, no final de novembro a FEB foi incumbida de sozinha
tomar o complexo formado pelos montes Castello, Belvedere e seus arredores, no espaço de alguns dias. Seu
comandante alertou ao comando do V exército estadunidense que tal missão era inviável de ser executada pelo
efetivo de apenas uma divisão, o que já havia sido demonstrado em tentativas fracassadas por parte de outros
efetivos aliados, e que para obter sucesso em tal empreitada seria necessário o ataque conjunto de duas divisões
simultaneamente à Belvedere, Della Torraccia, Monte Castello e à Castelnuovo[2] o que, mesmo assim, alertava o
comando brasileiro, não poderia ser levado a cabo em menos de uma semana. No entanto, o argumento do
comandante brasileiro só foi aceito após o fracasso de mais duas tentativas, desta vez efetuadas pelos brasileiros,
uma em novembro e outra em dezembro.
Durante o rigoroso inverno entre 1944 e 1945, nos Apeninos a FEB enfrentou temperaturas de até vinte graus
negativos, não contando a sensação térmica. Muita neve, umidade e contínuos ataques de caráter exploratório por
parte do inimigo, que através de pequenas escaramuças procurava tanto minar a resistência física, quanto a
psicológica das tropas brasileiras, não acostumadas as baixas temperaturas. Condições climáticas e reações físicas
que somavam aos mais de três meses de campanha ininterrupta, sem pausa para recuperação[3], como também
testar possíveis pontos fracos no setor ocupado pelos brasileiros para uma contra-ofensiva no inverno. Entretanto,
neste aspecto, a atitude involuntariamente agressiva das duas tentativas de tomar Monte Castello no final de 1944,
somada à atitude voluntária de responder às incursões exploratórias do inimigo no território ocupado pela FEB,
com incursões exploratórias da FEB realizadas em território inimigo, fez com que os alemães e seus aliados
escolhessem outro setor da frente italiana, ocupada pela 92ª divisão estadunidense, para sua contra-ofensiva.
Entre o fim de fevereiro e meados de março de 1945, como havia sugerido o comandante da FEB, se deu a
Operação Encore, um avanço em conjunto com a recém-chegada 10ª divisão de montanha estadunidense. Assim,
foram finalmente tomados, entre outras posições, por parte dos brasileiros, Monte Castello e Castelnuovo,
enquanto os americanos tomavam Belvedere e Della Torraccia. Com estas posições no poder dos Aliados, pode-
se iniciar a ofensiva final de primavera, na qual em abril a FEB tomou Montese e Collecchio. A conquista de
posições pelas tropas brasileiras somadas às obtidas pela divisão de montanha estadunidense neste setor
secundário, mas vital, possibilitou que as forças sob o comando do VIII
exército britânico, mais à leste no setor principal da frente italiana, se
vissem finalmente livres do fogo de artilharia inimiga, que partia daqueles
pontos, podendo assim avançar sobre Bolonha e rompendo a Linha Gótica,
após oito meses de combate.
O general alemão Otto Freter-Pico se entregando a FEB
Era a fase final da ofensiva de primavera na frente italiana. Em Fornovo di Taro, com uma manobra perfeita em
uma jogada ousada de seu comandante, os efetivos da FEB que se encontravam naquela região em inferioridade
numérica se cercaram e após combates oriundos da infrutífera tentativa de rompimento do cerco por parte do
inimigo seguidos de rápida negociação, conseguiram a rendição de duas divisões inimigas, a 148ª divisão de
infantaria alemã, comandada pelo general Otto Freter-Pico e os efetivos remanescentes da divisão bersaglieri
italiana, comandada pelo general Mario Carloni. Isso impediu que essas divisões, que se retiravam da região de
La Spezia e Gênova, que haviam sido liberada pela 92ª divisão estadunidense, se unissem às forças ítalo-alemãs
da Ligúria, que as esperavam para desfechar um contra-ataque contra as forças do V exército americano, que
avançavam, como é inevitável nestas situações, de forma rápida, porém difusa e descordenada, inclusive do apoio
aéreo, tendo deixado vários clarões em sua ala esquerda e na retaguarda. Muitas pontes ao longo do rio Pó foram
deixadas intactas pelas forças nazi-fascistas com esse intento. O comando dos exércitos C alemão, que já se
encontrava em negociações de paz em Caserta há alguns dias com o comando Aliado na Itália, esperava com isso
obter um triunfo afim de conseguir melhores condições para rendição. Os acontecimentos em Fornovo di Taro
involuntariamente impediram a execução de tal plano tanto pelo desfalque de tropas, como pelo atraso causado, o
que aliado às notícias da morte de Hitler e tomada final de Berlim pelas forças do Exército Vermelho, não deixou
ao comando alemão outra opção senão aceitar a rápida rendição de suas tropas na Itália[4]. Em sua arrancada
final, a FEB ainda chegou a cidade de Turim, e em 2 de maio de 1945, na cidade de Susa, onde fez junção com as
tropas francesas na fronteira franco-italiana.
O Brasil perdeu nesta campanha mortos diretamente em combate, cerca de quatrocentos e cinquenta praças e treze
oficiais, além de oito oficiais-pilotos da Força Aérea Brasileira. A divisão brasileira ainda teve cerca de duas mil
mortes devido a ferimentos de combate e mais de doze mil baixas em campanha por mutilação ou outras diversas
causas que os incapacitaram para o combate. Tendo assim, somadas as substituições, turnos e rodízios, dos cerca
de vinte e cinco mil homens enviados, mais de vinte e dois mil participaram das ações[5]. O que, incluso mortos e
incapacitados, deu uma média de 1,7 homens usados para cada posto de combate, um grau de aproveitamento
apreciável se comparado à outras divisões que estiveram o mesmo tempo em campanha em condições
semelhantes.
Cemitério dos soldados brasileiros mortos em serviço, localizado em
Pistoia, na Itália
Em 6 de junho de 1945, o Ministério da Guerra do Brasil ordenou que as
unidades da FEB ainda na Itália se subordinassem ao comandante da primeira região militar (1ª RM), sediada na
cidade do Rio de Janeiro, o que, em última análise, significava a dissolução do contingente.
Em 1960, as cinzas dos brasileiros mortos na campanha da Itália foram transladadas de Pistoia para o Brasil, e
hoje jazem no monumento aos mortos que foi erguido no Aterro do Flamengo, zona sul da cidade do Rio de
Janeiro, em homenagem e lembrança aos sacrifícios dos mesmos.
Ao final da campanha, a FEB havia aprisionado mais de vinte mil soldados inimigos, quatroze mil, setecentos e
setenta e nove só em Fornovo di Taro, oitenta canhões, mil e quinhentas viaturas e quatro mil cavalos. Mesmo
com sua desmobilização relâmpago, o regresso da FEB após o final da guerra contra o fascismo precipitou a
queda de Getúlio Vargas e o fim do Estado Novo no Brasil.
Participação da Força Aérea Brasileira na Campanha da Itália
Sumário estatístico
Total das Operações [6]
Total de missões executadas 445
Total de saídas ofensivas 2.546
Total de saídas defensivas 4
Total de horas de vôo em operações de guerra 5.465
Total de horas de vôo realizadas 6.144
Total de bombas lançadas 4.442
Bombas incendiárias (FTI) 166
Bombas de fragmentação (260 lb) 16
Bombas de fragmentação (90 lb) 72
Bombas de demolição (1000 lb) 8
Bombas de demolição (500 lb) 4.180
Total aproximado de tonelagem de bombas 1.010
Total de munição calibre 50 1.180.200
Total de foguetes lançados 850
Total de litros de gasolina consumida 4.058.651
Total das Operações [6]
Destruídos Danificados
Aviões 2 9
Locomotivas 13 92
Transportes motorizados 1.304 686
Vagões e carros tanques 250 835
Carros blindados 8 13
Viaturas de tração animal 79 19
Pontes de estradas de ferro e de rodagem 25 51
Pontes em estradas de ferro e de rodagem 412 –
Plataformas de triagem 3 –
Edifícios ocupados pelo inimigo 144 94
Acampamentos 1 4
Postos de comando 2 2
Posições de artilharia 85 15
Alojamentos 3 8
Fábricas 6 5
Instalações diversas 125 54
Usinas elétricas 5 4
Depósitos de combustível e munição 31 15
Depósitos de material 11 1
Refinarias 3 2
Estações de radar – 2
Embarcações 19 52
Navios – 1
Participantes da FEB
Serviram na Força Expedicionária Brasileira pessoas dos mais variados extratos sociais. Alguns, nos anos
seguintes desempenhariam diretamente papéis de destaque na vida política, social e cultural brasileira. Outros,
indiretamente como pais, educadores ou profissionais, que em suas respectivas áreas influenciaram por aceitação
ou oposição personalidades das gerações posteriores. Citamos por ordem alfabética alguns dos seguintes nomes:
Albuquerque Lima - Ministro do Interior entre 1967 e 1969.
Antônio Matogrosso Pereira - Militar de carreira do exército e pai do cantor e showman Ney Matogrosso.
Celso Furtado - Intelectual e economista da CEPAL, criador da SUDENE e Ministro do Planejamento no
governo João Goulart.
Clarice Lispector - Escritora, como voluntária no corpo de enfermeiras da FEB.
Golbery do Couto e Silva - Ministro da Casa Civil entre 1974 e 1981.
Hugo Abreu - Ministro da Casa Militar entre 1974 e 1978.
Humberto de Alencar Castello Branco - Presidente do Brasil entre 1964 e 1967.
Jacob Gorender - Escritor, militante político e um dos fundadores do PCBR.
Octavio Costa - Idealizador das campanhas publicitárias do Regime Militar no período Médici.
Osvaldo Cordeiro de Farias - Governador de Pernambuco entre 1955 e 1959.
Perácio - Jogador de futebol carioca, nacionalmente famoso nos anos de 1940.
Poli - Músico profissional, já reconhecido no meio artístico quando convocado. Multinstrumentista que
influenciou nomes da MPB nos anos de 1960.
Salomão Malina - Presidente nacional do PCB entre 1987 e 2001.
Unidades Militares da FEB
1ª Divisão de Infantaria Expedicionária;
* Companhia do Quartel General
* Banda de Música Divisionária;
* 9º Batalhão de Engenharia; (Primeiro a entrar em ação)
* 1º Regimento de Infantaria;
* 6º Regimento de Infantaria;
* 11º Regimento de Infantaria;
* 1º Esquadrão de Reconhecimento;
* Pelotão de Polícia;
* 1º Batalhão de Saúde;
* 1ª Companhia de Transmissões;
* 1ª Companhia Leve de Manutenção
* 1ª Companhia de Intendência;
* Artilharia Divisionária;
* Bateria de Comando da Artilharia Divisionária Expedicionária;
* I Grupo Obuses 105;
* II Grupo de Obuses 105;
* III Grupo Obuses 105;
* IV Grupo de Obuses 155;
1º Grupo de Aviação de Caça;
1ª Esquadrilha de Ligação e Observação;
Ligações da FEB com Unidades Militares atuais
1. 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária;
Atualmente é a 1ª Divisão de Exército - Vila Militar de Deodoro - Rio de Janeiro
# Companhia do Quartel General;
# Banda de Música Divisionária;
Formada por militares da várias Unidades e de "Tropa Especial", organizado à base da
mobilização de policiais da Guarda Civil de São Paulo
Atualmente:
- Companhia de Comando da 1ª Divisão de Exército - Vila Militar de Deodoro -
Rio de Janeiro;
- A Guarda Civil, ou Força Pública desmembrou-se em Polícia Civil,
Polícia Militar e Polícia Científica do Estado de São Paulo;
- Corpo Musical da Polícia Militar do Estado de São Paulo - Bairro da Luz
- São Paulo;
- Banda de Música da 1ª Divisão de Exército.
# 9º Batalhão de Engenharia
Formado pelo 9º Batalhão de Engenharia de Combate – Batalhão Carlos Camisão
- Aquidauana-MS e por Sargentos da Companhia Escola de Engenharia - Rio de Janeiro;
Atualmente:
- o 9º Batalhão de Engenharia de Combate permanece na cidade de Aquidauana
é o herdeiro direto do Batalhão de Engenharia da FEB;
- Posteriormente a Companhia Escola de Engenharia passou à denominação de
9ª Companhia de Engenharia de Combate (Escola) e na década de 90 transformou-se na 1ª Companhia de Engenharia do 1º
Batalhão de Engenharia de Combate - Batalhão
Vilagrant Cabrita, o qual passou a se chamar Batalhão Escola de Engenharia
# 1º Regimento de Infantaria
Atualmente o 1º Regimento de Infantaria tornou-se o
1º Batalhão de Infantaria Motorizada (Escola) – Regimento Sampaio, pertencente ao Grupamento de Unidades-Escola/9ª
Brigada de Infantaria Motorizada situado na Vila Militar de Deodoro, no Rio de Janeiro;
# 6º Regimento de Infantaria
Atualmente o 6º Regimento de Infantaria tornou-se o
6º Batalhão de Infantaria Leve (Aeromovel) – Regimento Ipiranga, pertencente à 12ª Brigada de Infantaria
Leve(Aeromovel),situado na Cidade de Caçapava-SP;
# 11º Regimento de Infantaria
Atualmente o 11º Regimento de Infantaria tornou-se o 11º Batalhão de Infantaria de
Montanha
– Regimento Tiradentes, pertencente à 4ª Brigada de Infantaria Motorizada e está situado
na Cidade de São João Del Rey;
# 1º Esquadrão de Reconhecimento;
Formado pelo 3º Esquadrão de Reconhecimento e Descoberta do 2º Regimento Moto-Mecanizado
e por
militares do Esquadrão Escola de Cavalaria;
Atualmete - o 1º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado - Esquadrão Ten Amaro é o
herdeiro das tradições do 1º Esquadrão de Reconhecimento - Valença-RJ.
- Posteriormente a Esquadrão Escola de Cavalaria passou à denominação de
9º Esquadrão de Cavalaria Mecanizada(Escola) e na década de 90 transformou-se no 1º Esquadrão
do 2º Regimento de Cavalaria de Guardas - Regimento Andrade Neves, o qual passou a se
chamar Regimento Escola de Cavalaria - Rio de Janeiro-RJ
# Pelotão de Polícia;
Formada por militares da várias Unidades e de "Tropa Especial", organizado à base da
mobilização de policiais da Guarda Civil de São Paulo;
Atualmete - o 1º Batalhão de Polícia do Exército - Rio de Janeiro, é o herdeiro das
tradições do Pelotão de Polícia.
# 1º Batalhão de Saúde;
Atualmente o 21º Batalhão Logístico – Batalhão Oswaldo Cruz - Rio de Janeiro, é
o herdeiro das tradições do 1º Batalhão de Saúde.
# 1ª Companhia de Transmissões;
Formada por militares da várias Unidades e de "Tropa Especial", organizado à base da
mobilização de policiais da Guarda Civil de São Paulo;
Atualmente o 1º Batalhão de Comunicações de Exército – Batalhão Barão de Capanema,
denomina-se Batalhão Escola de Comunicações e é o herdeiro das tradições da 1ª Companhia de Transmissões;
# 1ª Companhia Leve de Manutenção
# 1ª Companhia de Intendência;
Formadas por militares da várias Unidades e da "Tropa Especial", organizado à base da
mobilização de policiais da Guarda Civil de São Paulo;
Atualmente o 19º Batalhão Logístico – Batalhão Marechal Bittencourt, é o herdeiro das
tradições das 1ª Companhia Leve de manutenção e 1ª Companhia de Intendência; - Rio de Janeiro-RJ
# Artilharia Divisionária Expedicionária;
Atualmente a Artilharia Divisionária (1ª Divisão de Exército) - AD Cordeiro de Farias
– é a herdeiro das tradições das Artilharia Divisionária da FEB; - Rio de Janeiro-RJ
# Bateria de Comando da Artilharia Divisionária Expedicionária;
Atualmente a Bateria de Comando da Artilharia Divisionária da 1ª Divisão de Exército é a
herdeiro das tradições da bateria de Comando da Artilharia Divisionária da FEB; - Rio de Janeiro-RJ
# I Grupo Obuses 105;
Atualmente o 1º Grupo de Artilharia da Campanha Auto Propulsado – Regimento Floriano
(Rio de Janeiro), é o herdeiro das tradições do I Grupo Obuses 105;
# II Grupo de Obuses 105;
Atualmente - 21º Grupo de Artilharia de Campanha – Grupo Monte Bastione, é o herdeiro
das tradições do II Grupo de Obuses 105; - Rio de Janeiro
# III Grupo Obuses 105;
Atualmente - 20º Grupo de Artilharia de Campanha Leve – Grupo Bandeirante, é o herdeiro
das tradições do III Grupo Obuses 105; - Barueri-SP
# IV Grupo de Obuses 155;
Atualmente - 11º Grupo de Artilharia de Campanha – Grupo Montese, é o herdeiro das
tradições do IV Grupo de Obuses 155; - Vila Militar de Deodoro - Predefinição:Rio de Janeiro
Associação dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira
A Associação dos Veteranos da FEB foi organizada para manter viva a história da participação brasileira na
Segunda Guerra Mundial. A direção central da organização fica no Rio de Janeiro, mas existem seções regionais
em outras partes do Brasil.
Lista de batalhas
Batalha de Monte Castello
Batalha de Castelnuovo
Batalha de Montese
Batalha de Collecchio
Batalha de Fornovo di Taro
Batalha de Buenesburgo
Batalha de Monte Vidéo
Batalha do século
Detalhes sobre a Campanha
21 submarinos alemães e dois italianos foram responsáveis pelo afundamento de trinta e seis navios
mercantes brasileiros, causando mil, seiscentos e noventa e um (1691) náufragos e mil e setenta e quatro
mortes (1074). Este foi o principal motivo que conduziu à declaração de guerra do Brasil aos países do
eixo.
A FEB permaneceu ininterruptamente duzentos e trinta e nove dias em combate. Como exemplo de
comparação, das quarenta e quatro divisões americanas que combateram no norte da África e Europa entre
novembro de 1942 e maio de 1945, apenas doze estiveram ininterruptamente mais dias em combate que a
divisão brasileira[7].
Apesar do latente racismo de parte do alto oficialato da FEB[8][9], a mesma era a única força
miscigenada, não segregacionista entre as tropas aliadas combatentes na europa
A FEB lutou contra nove divisões alemãs e três italianas, sofrendo quatrocentos e cinquenta e sete mortes,
dois mil e sessenta e quatro feridos, e teve trinta e cinco homens aprisionados.
As principais vitórias da FEB tiveram lugar em Massarosa, Camaiore, Monte Prano, Monte Acuto, San
Quirico d'Orcia, Gallicano, Barga, Monte Castello, La Serra, Castelnuovo, Soprassasso, Montese,
Paravento, Zocca, Marano sul Panaro, Collecchio e Fornovo di Taro, onde aprisionou dois generais,
quatrocentos e noventa e três oficiais e dezenove mil, seiscentos e setenta e nove praças.
A FAB, com o 1º grupo de caça, teve abatidos dezesseis aviões, com perda de oito aviadores. Apesar de
ter voado apenas 5% do total das missões efetuadas por todos os esquadrões sob o XXII comando aéreo
tático aliado, entre novembro de 1944 e abril de 1945, neste período dentro desse total, foi responsável
pela destruição de 85% dos depósitos de munição, 36% dos depósitos de combustível, 15% dos veículos
motorizados (caminhões, tanques e locomotivas) inimigos, entre outras tarefas[10]. Assim, por seu
desempenho teve honrosa citação do congresso dos Estados Unidos.
Durante a tomada de Montese houve uma homenagem singular prestada a três soldados brasileiros que,
em missão de patrulha, ao se depararem com toda uma companhia do exército alemão, tendo recebido
ordem para se renderem, se recusaram e morreram lutando. Como reconhecimento à bravura e à coragem
daqueles soldados, pela forma como combateram, os alemães os teriam enterrado em covas rasas e, junto
às sepulturas colocado uma cruz com a inscrição "drei brasilianischen helden" (três heróis brasileiros).
Eram eles - Arlindo Lúcio da Silva, Geraldo Baeta da Cruz e Geraldo Rodrigues de Souza -, existe hoje no
pátio de formatura do batalhão a qual pertenciam um monumento que os reverência.
Canção do expedicionário
Você sabe de onde eu venho?
Venho do morro, do Engenho,
Das selvas, dos cafezais,
Da boa terra do coco,
Da choupana onde um é pouco,
Dois é bom, três é demais,
Venho das praias sedosas,
Das montanhas alterosas,
Dos pampas, do seringal,
Das margens crespas dos rios,
Dos verdes mares bravios
Da minha terra natal.
(Refrão:)
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Eu venho da minha terra,
Da casa branca da serra
E do luar do meu sertão;
Venho da minha Maria
Cujo nome principia
Na palma da minha mão,
Braços mornos de Moema,
Lábios de mel de Iracema
Estendidos para mim.
Ó minha terra querida
Da Senhora Aparecida
E do Senhor do Bonfim!
(Refrão)
Você sabe de onde eu venho?
E de uma Pátria que eu tenho
No bôjo do meu violão;
Que de viver em meu peito
Foi até tomando jeito
De um enorme coração.
Deixei lá atrás meu terreno,
Meu limão, meu limoeiro,
Meu pé de jacarandá,
Minha casa pequenina
Lá no alto da colina,
Onde canta o sabiá.
(Refrão)
Venho do além desse monte
Que ainda azula o horizonte,
Onde o nosso amor nasceu;
Do rancho que tinha ao lado
Um coqueiro que, coitado,
De saudade já morreu.
Venho do verde mais belo,
Do mais dourado amarelo,
Do azul mais cheio de luz,
Cheio de estrelas prateadas
Que se ajoelham deslumbradas,
Fazendo o sinal da Cruz!
(Refrão)
Letra: Guilherme de Almeida
Música: Spartaco Rossi
Ver também
Brasil
Cronologia do Brasil durante a Segunda Guerra Mundial
Exército Brasileiro
Museu da Força Expedicionária Brasileira
Museu do Expedicionário
Segunda Guerra Mundial
11º Batalhão de Infantaria de Montanha
Referências
1. ↑ Vários autores; "Depoimento de oficiais da reserva sobre a FEB"; Editora Cobraci; 1949
2. ↑ J. B. Mascarenhas de Morais; "A FEB por seu comandante"; Editora Progresso; 1947
3. ↑ Massaki Udihara; "Um médico brasileiro na frente"; Imprensa Oficial do Estado; 2002; ISBN 8586179345
4. ↑ Rudolf Bohmler; "Monte Cassino"; Editora Flamboyant; 1966
5. ↑ Celso Castro; Vitor Izecksohn & Hendrik Kraay, "Nova história militar brasileira"; Fundação Getúlio Vargas;
2004; ISBN 8522504962
6. ↑ 6,0 6,1 Tenente-brigadeiro Nelson Freire Lavanére-Wanderley. A Força Aérea Brasileira na Segunda Guerra
Mundial. 2ª.ed. Brasília: CECOMSAER, 2002. 35 p. ISBN 85-89018-01-6
7. ↑ Celso Castro; Vitor Izecksohn & Hendrik Kraay, "Nova história militar brasileira"; Fundação Getúlio Vargas;
2004; ISBN 8522504962
8. ↑ Vários autores; "Depoimento de oficiais da reserva sobre a FEB"; Editora Cobraci; 1949
9. ↑ Massaki Udihara; "Um médico brasileiro na frente"; Imprensa Oficial do Estado; 2002; ISBN 8586179345
10. ↑ Tenente-brigadeiro Nelson Freire Lavanére-Wanderley; "A Força Aérea Brasileira na Segunda Guerra Mundial"
Ligações externas
FEB no CPDoc da FGV
Site Oficial do documentário sobre a participação do 1º Grupo de Aviação de Caça na II Guerra
Sentando a Pua!
Sítio não oficial da ANVFEB - Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira
Sítio oficial da ANVFEB - Associação Nacional dos Veteranos da FEB
...E a cobra fumou!
Medalhas da ANVFEB no sítio [Link]
Página dedicada à Força Expedicionária Brasileira no sítio [Link]
Homenagem aos que tombaram na Itália no sítio [Link]
O "Lapa Azul", um documentário sobre a campanha do III batalhão do 11º regimento de infantaria da FEB
na Segunda Guerra Mundial
O Wikimedia Commons possui multimídia sobre Força Expedicionária Brasileira
Obtido em "[Link]
cobra fumar do que o Brasil entrar na guerra".