Ebook - Oftalmologia
Ebook - Oftalmologia
Este produto é destinado exclusivamente a profissionais da área da saúde. O exercício de atividades regidas pelos conselhos profissionais de saúde sem a
devida habilitação constitui uma atividade ilegal"
mediatria
ÍNDICE
1 - Introdução ....................................................3 6 - Córnea............................................................36
mediatria
3
Introdução
Este material foi produzido para trazer ao estudante
de medicina e médicos já formados o conhecimento
básico de Oftalmologia que todo médico deveria
saber.
mediatria
4
Anatomia ocular
básica
Canal hialóideo
(artéria hialóidea primitiva) Músculo extra-ocular
Esclera
Retina
Ligamento
suspensor
do cristalino
Mácula ou zônula
(a depressão central
da mácula se chama fóvea)
Íris
Nervo
óptico
Pupila
Corpo ciliar
mediatria
5
Anatomia ocular
básica
O olho é como uma esfera cheia de líquido. É
composto por um envelope e seu interior tem um
conteúdo que determina uma pressão interna.
mediatria
6
Anatomia ocular
básica
Pode parecer óbvio, mas é importante
mencionar: para haver visão normal, é
necessário haver transparência dos meios ao
longo de todo o eixo visual.
mediatria
7
Anatomia ocular
básica
O olho possui 6 (apenas seis!) músculos extra-
oculares e que controlam a chamada motilidade
ocular extrínseca: reto medial, reto lateral, reto
inferior, reto superior, oblíquo inferior e oblíquo
superior. Ou seja, são 4 retos e 2 oblíquos.
mediatria
8
Anatomia ocular
básica
Note na figura abaixo: o músculo oblíquo superior
atravessa uma estrutura chamada tróclea, por isso o
nervo que o inerva é chamado de nervo troclear.
Esse fato também afetará sua função: como o
oblíquo superior se insere de anterior para posterior
e atrás do meridiano do olho, ele terá uma função de
abaixar o olho, além de causar intorção.
Tróclea: estrutura
fibrosa que serve de
roldana para o
músculo oblíquo
superior
mediatria
9
Anatomia ocular
básica
Como um detalhe adicional: o nervo oculomotor,
além de inervar todos os músculos extra-oculares
(exceto o m. reto lateral e o m. oblíquo superior)
inerva também o m. levantador da pálpebra superior,
o músculo ciliar e o esfíncter da pupila.
mediatria
10
Exame
oftalmológico básico
No exame oftalmológico, temos que ter os seguintes
objetivos:
Avaliar a visão (acuidade visual);·
Avaliar a integridade do olho e anexos (física e
funcional);·
Pensar nos diagnósticos diferenciais.
mediatria
11
Exame
oftalmológico básico
Basicamente, o que precisamos saber
neste teste é se o paciente está
enxergando o que enxergava antes com
este olho. O clínico, por exemplo, pode
apenas perguntar se o paciente consegue
contar quantos dedos ele está vendo ou se
percebe a mão passando no campo de
visão do olho examinado.
mediatria
12
Exame
oftalmológico básico
Se o paciente apresentar uma visão de
20/100 no olho examinado, significa que
este olho enxerga a 20 pés (distância do
exame) o que uma pessoa normal
enxergaria a 100 pés, ou seja, a uma
distância maior. Significa que a visão deste
olho está ruim.
mediatria
13
Exame
oftalmológico básico
Para avaliar a integridade do olho e anexos o clínico
deve pesquisar se há:
Anormalidades palpebrais como ptose palpebral,
retração palpebral (como nos casos de proptose
ou exoftalmia), lacerações palpebrais, ectrópio ou
entrópio;
Paralelismo ocular, ou seja, se os olhos estão
alinhados ou se há algum estrabismo;
Olho vermelho e qual o aspecto da vermelhidão
(mais detalhes no capítulo 6 sobre "Olho
Vermelho");
mediatria
14
Exame
oftalmológico básico
Lacrimejamento: pode ser ativo (excesso de
produção de lágrimas como numa conjuntivite) ou
passivo (falha na drenagem da lágrima como nas
obstruções da via lacrimal);
Pressão ocular: o oftalmologista mede a pressão
dos olhos com o uso do tonômetro. O clínico
pode mensurar pela palpação. Fazemos a
chamada tonometria bidigital, apertando o olho
com os dois dedos indicadores do examinador e
comparando com o olho normal. Olho duro
sugere hipertensão ocular e olho mole sugere
hipotensão ocular.
mediatria
15
Exame
oftalmológico básico
Anormalidades pupilares podem ocorrer em casos
de déficits neurológicos, traumas mecânicos,
uveítes (sinéquias - adesões entre a íris e o
cristalino);
mediatria
16
Exame
oftalmológico básico
mediatria
17
Trauma ocular
O trauma na região dos olhos pode comprometer o
olho, pálpebras e a órbita.
TRAUMAS OCULARES
mediatria
18
Trauma ocular
O principal sinal de trauma ocular aberto é a
HIPOTENSÃO OCULAR !!! Ou seja, o olho furado
pode ficar murcho, como um bola de futebol furada.
mediatria
19
Trauma ocular
Traumas oculares fechados, ou seja, sem ferida de
espessura total da parede, podem levar a diversas
alterações oculares:
mediatria
20
Trauma ocular
Alguns traumatismos superficiais do olho podem ser
adequadamente tratados num primeiro momento
por um clínico. Os principais traumatismos superficiais
do olho nos quais o clínico pode ter importante
contribuição são:
1. Trauma contuso com dedo no olho ("dedada" no
olho): geralmente não chega a perfurar o olho, mas
pode trazer muita dor se causar abrasão ou
desepitelização da córnea. Como tratamento
recomendamos: pingar uma gota de colírio
anestésico na consulta (não prescrever!), ocluir o
olho e encaminhar a um oftalmologista. Se houver
desepitelização coreana, o anestésico causará alívio
imediato da dor e o paciente irá com mais conforto
ao especialista.
2. Queimadura por solda: causa grande
desepitelização corneana geralmente bilateral.
Pingar 1 gota de colírio anestésico em cada olho
(não prescrever!) e encaminhar a um oftalmologista.
O anestésico causará alívio imediato da dor e o
paciente irá com mais conforto ao especialista.
mediatria
21
Trauma ocular
3. Corpo estranho superficial (na conjuntiva bulbar
ou tarsal): o clínico deve inspecionar a conjuntiva em
busca de corpos estranhos. Se identificar o corpo
estranho na conjuntiva poderá ser facilmente
retirado com um "cotonete".
mediatria
22
Trauma ocular
corpo
estranho
Cotonete
mediatria
23
Trauma ocular
4. Queimaduras químicas: toda substância química
estranha, ácida ou básica, pode causar queimaduras
oculares potencialmente graves e que podem levar até
mesmo a cegueira. O princípio básico que norteia o
tratamento é irrigar o olho com soro fisiológico ou
ringer lactato abundantemente até que o pH
conjuntival fique neutro (o que pode ser medido
facilmente com uma fita de pH colocada no saco
conjuntival, parte interna da pálpebra). O clínico deve
pingar 1 gota de colírio anestésico em cada olho e irrigar
abundantemente. Caso não tenha fita de pH, irrigar com
cerca de 1L de soro fisiológico ou por 30 minutos.
mediatria
24
Trauma ocular
TRAUMAS PALPEBRAIS
mediatria
25
Trauma ocular
TRAUMAS DA ÓRBITA
mediatria
26
Conjuntivites
A conjuntiva é uma membrana transparente que
recobre o bulbo ocular externamente e as pálpebras
internamente. Perceba que ela delimita um espaço
chamado saco conjuntival cuja única abertura é a
fenda palpebral. Isso significa dizer que a partir da
abertura do olho (chamada de fenda palpebral) o olho
estaria todo coberto pela conjuntiva. A conjuntiva só
não recobre a córnea porque se funde a ela na sua
borda (no limbo esclerocorneano). Dessa forma,
nenhum corpo estranho ou mesmo lentes de contato
poderiam ir para trás do olho se não perfurassem a
conjuntiva: ficam alojados no fundo de saco
conjuntival, local onde a conjuntiva se rebate saindo
do bulbo ocular (conjuntiva bulbar) para se tornar
conjuntiva palpebral.
mediatria
27
Conjuntivites
Conjuntivite é a inflamação da conjuntiva e que tem
diversas causas: químicas, traumáticas, infecciosas,
alérgicas, autoimunes...
mediatria
28
Conjuntivites
mediatria
29
Conjuntivites
mediatria
30
Conjuntivites
DETALHES ESPECÍFICOS
Conjuntivite alérgica
Existem várias formas clínicas de alergia ocular. A
conjuntivite alérgica tende a ser mais grave em
crianças, surgindo normalmente depois dos 4 anos de
idade (média de 7 anos de idade). Nesta faixa etária, o
tratamento deve ser agressivo e feito por especialista.
O prurido ocular excessivo e recorrente pode levar a
sérias alterações oculares, especialmente ceratocone
(uma forma de deformidade da córnea e que leva a
baixa visão). O tratamento baseia-se em medidas
ambientais para alérgicos (afastar alérgenos), colírios
lubrificantes, anti-histamínicos tópicos e sistêmicos,
corticoides tópicos e, nos casos mais graves,
imunomoduladores.
Ceratoconjuntivite vernal,
uma forma de conjuntivite
alérgica em crianças.
Observe os nódulos
límbicos - nódulos de
Horner-Trantas
mediatria
31
Conjuntivites
DETALHES ESPECÍFICOS
Conjuntivite infecciosa
Doença contagiosa, tipicamente há história de
contactantes com conjuntivite e acometimento
sequencial de um olho depois do outro.
mediatria
32
Conjuntivites
mediatria
33
Conjuntivites
ABORDAGEM DAS CONJUNTIVITES PELO
CLÍNICO
Conjuntivite alérgica
Diante de um paciente com prurido ocular e
conjuntivite alérgica aguda, ou seja, uma CRISE
alérgica, recomendamos tratamento sintomático com
anti-histamínicos tópicos e/ou orais, associados ou
não a corticoides tópicos. Casos crônicos ou em
crianças, encaminhar ao oftalmologista.
Receita m
édica
USO OCU
LAR
1) Patano
l S ou
Lastacaft
ou cromo
Pingar 01 lerg 2% --
gota em c ----colírio-
ada olho 1 -----------1
x/dia por fr
7 dias.
2) Flutinol
-------------
Pingar 01 ---- colírio
gota em c -------------
ada olho d ----------- 1
e 6/6h po fr
r 7 dias.
OBS: afas
tar-se do
animais s alérgen
doméstico os poten
s, ciais, com
cortinado m o fo , o
s, carpete poeira,
s, coberto pólen,
res felpud
os, etc.
mediatria
34
Conjuntivites
ABORDAGEM DAS CONJUNTIVITES PELO
CLÍNICO
Conjuntivite infecciosa
Sempre prescrever lavagem e higiene abundante com
soro fisiológico. Soro gelado pode dar mais alívio dos
sintomas. Recomendar medidas anti-contágio: não
compartilhar toalhas, travesseiros, evitar contato
íntimo e ter higiene das mãos. Na presença de
purulência, prescrever colírio de antibiótico e
corticoide associado. Encaminhar ao oftalmologista
imediatamente se não melhorar em 2 dias, se houver
membranas, se houver indícios de cronicidade ou
sinais de gravidade (sintomatologia exuberante, baixa
visão, dor ou membranas). Casos virais específicos,
como conjuntivite herpética, tem diagnóstico difícil
para o clínico desarmado (sem lâmpada de fenda).
mediatria
35
Conjuntivites
ABORDAGEM DAS CONJUNTIVITES PELO CLÍNICO
Conjuntivite infecciosa
Receita m
édica
USO OCU
LAR
1) Tobrad
ex ou Tob
ou Nepod racort
ex ou Max
ou Cilode itrol
x ou Cyloc
Pingar 01 ort ------co
gota em c lírio--------
ada olho d ----1 fr
e 6/6h po
r 7 dias.
2) Soro fis
iológico 0
Lavar abu ,9%--------
ndanteme -------------
n --- 1fr
acumular te os olho
secreções s, não pe
podem se . Secreç rmitindo
tornar me ões acu
retirar, ev m branas e se m uladas
entualme rem difíce
gelado dá nte gerand is de
mais conf o cicatriz
orto. es. O sor
o
mediatria
36
Córnea
Este capítulo destina-se a informar que diante de um
paciente usuário de lentes de contato que apresente
olho vermelho, a independentemente da presença de
purulência ou contactantes com conjuntivite, a principal
suspeita é de ceratite bacteriana (ou seja, úlcera de
córnea). Usuários de lentes de contato podem ter
conjuntivites mas nesses casos é fundamental descatar
úlcera de córnea pois o uso de lentes é um importante
fator de risco. Sempre encaminhar ao oftalmologista.
mediatria
37
Olho vermelho
Falar sobre olho vermelho é equivalente a falar sobre dor
abdominal. Tem uma vasta lista de condições que
causam olho vermelho. Este eBook já abordou diversas
causas de olho vermelho: traumas, queimaduras,
conjuntivites, ceratites, corpos estranhos...
mediatria
38
Olho vermelho
HEMORRAGIA SUBCONJUNTIVAL
mediatria
39
Olho vermelho
HEMORRAGIA SUBCONJUNTIVAL
mediatria
40
Olho vermelho
Pterígio
É uma degeneração fibrovascular da conjuntiva que
avança sobre a córnea. Quando não avança sobre a
córnea, chama-se pinguécula. É causado por radiação
ultravioleta solar, sendo mais prevalente em países
equatoriais como o Brasil e em pessoas que se expõem
muito ao Sol.
mediatria
41
Olho vermelho
EPISCLERITE E ESCLERITE
mediatria
42
Olho vermelho
OLHO SECO
mediatria
43
Olho vermelho
GLAUCOMA AGUDO
mediatria
44
Olho vermelho
UVEÍTES
mediatria
45
Olho vermelho
Como as uveítes correspondem a inflamação intra-ocular,
devemos perceber que não há sintomas ou sinais de
superfície. Não há, portantanto, sensação de areia ou
corpo estranho, secreção ou alterações palpebrais.
Hipópio
Precipitados ceráticos
mediatria
46
Olho vermelho
CONDUTA GERAL NOS CASOS DE OLHO VERMELHO
mediatria
47
Glaucoma
O glaucoma pode ser definido como um conjunto de
doenças caracterizadas por uma neuropatia óptica
progressiva e com defeitos de campo visual típicos, nas
quais a redução da pressão intra-ocular é a principal
forma de tratamento.
mediatria
48
Glaucoma
Inicialmente é assintomático e, com sua
evolução, há perda progressiva do campo visual
periférico. O que ocorre basicamente é que o
aumento da pressão intra-ocular leva a um
aumento progressivo da escavação do nervo
óptico (NEUROPATIA ÓPTICA GLAUCOMATOSA),
gerando perda de campo visual progressiva. O
resultado final é o campo visual tubular, até
amaurose.
mediatria
49
Glaucoma
mediatria
50
Glaucoma
Como opções para tratamento, temos colírios
hipotensores e cirurgia anti-glaucomatosa.
mediatria
51
Catarata
Catarata é o nome dado a qualquer opacidade
do cristalino.
mediatria
52
Catarata
mediatria
53
Retina
Retina é um tecido neural que recobre a
superfície interna do olho.
mediatria
54
Retina
DESCOLAMENTO DE RETINA
mediatria
55
Retina
Descolamento
de retina
ruptura da retina
mediatria
56
Retina
Retinopatia diabética
mediatria
57
Retina
Retinopatia diabética
mediatria
58
Retina
Retinopatia diabética
mediatria
mediatria