FAB EAOF Portugues
FAB EAOF Portugues
LÍNGUA PORTUGUESA
10 Provas da CIAAR/EAOF: de 2012 a 2021
(gabarito redigitado no final da apostila de provas)
Todas as Provas Completas de Português
2ª EDIÇÃO, 2021 (Revista e Ampliada)
02) Levando em consideração as regras de concordância nominal, escreva (1) para as frases corretas e (2) para as
incorretas e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
( ) Já era meio-dia e meia quando percebi que não mais chovia.
( ) A própria dona do imóvel observou o arrombamento da porta; sim, ela mesmo.
( ) Anexo a este documento envio-lhe a fotografia das vítimas da enchente.
( ) Ao perceber que se aproximava a tempestade, a mulher ficou meio apreensiva.
( ) É necessário paciência para lidar com criança rebelde.
a) 1 – 2 – 1 – 2 – 1
b) 2 – 1 – 2 – 1 – 2
c) 1 – 2 – 2 – 1 – 1
d) 2 – 2 – 1 – 1 – 2
05) Observe o trecho “... e causou tal pânico em toda a cidade que durante sete dias as igrejas e capelas estiveram
abertas...”. A oração em destaque traz uma ideia de
a) causa.
b) explicação.
c) conclusão.
d) consequência.
07) Em relação à classe gramatical das palavras sublinhadas, informe se é verdadeira (V) ou falsa (F) esta classificação
e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
( ) “Começam a cair uns pingos de chuva.” – preposição
( ) “... de eternas enchentes: a de 1811...” – artigo
( ) “Mas a chuva não vem...” – artigo
( ) “... os barracos a escorregarem pelos morros...” – pronome demonstrativo
a) V – F – V – F
b) V – F – V – V
c) F – V – F – F
d) V – F – F – V
08) Considerando o emprego da linguagem denotativa e conotativa, relacione a coluna da esquerda com a da direita e,
em seguida, marque a sequência correta.
( ) “Penso em chuvas de outrora (...) que entram pelos cadernos escolares e vão
apagar a caprichosa caligrafia dos exercícios!”
(1) Conotação. ( ) “As pedras estão muito quentes, e cada gota que cai logo se evapora.”
( ) “... transformando o Palácio dos Doges num barco mágico, onde se movem pelos
(2) Denotação.
tetos e paredes os deuses do paganismo e os santos cristãos.”
( ) “Por enquanto caem apenas algumas gotas aqui e ali...”
a) 2 – 1 – 2 – 1
b) 1 – 2 – 1 – 2
c) 1 – 2 – 2 – 1
d) 2 – 1 – 1 – 2
10) De acordo com o processo de formação das palavras, relacione a coluna da esquerda com a da direita e, em
seguida, marque a alternativa que apresenta a sequência correta.
(1) Despencar. ( ) Derivação regressiva.
(2) Cinzento. ( ) Derivação prefixal.
(3) Catadupa. ( ) Derivação parassintética.
(4) Descampado. ( ) Derivação prefixal e sufixal.
(5) Rega. ( ) Derivação sufixal.
a) 5 – 2 – 1 – 4 – 3
b) 3 – 1 – 5 – 4 – 2
c) 5 – 3 – 4 – 1 – 2
d) 3 – 4 – 2 – 5 – 1
12) A alternativa que apresenta uma palavra com encontro consonantal e dígrafo é
a) misturando.
b) telhados.
c) caligrafia.
d) caprichosa.
13) Sobre a existência de uma relação de sinonímia entre a palavra destacada e o vocábulo entre parênteses, informe
se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência
correta.
( ) “Catadupas despenhando sobre Veneza...” – (despontando)
( ) “... regando os campos virentes...” – (verdejantes)
( ) “Uma, de 1864, que Vieira Fazenda descreve minuciosamente.” – (minudencioso)
( ) ... cavalos sacodem, com displicente orgulho, a dourada crina...” – (dedicado)
a) V – F – F – V
b) V – F – V – F
c) F – V – V – F
d) F – F – V – F
14) “Tudo é apenas calor e céu cinzento, um céu de pedra onde os sábios e avisados tantas coisas liam...”. O excerto
destacado é um exemplo de figura de linguagem denominada
a) anacoluto.
b) metáfora.
c) metonímia.
d) perífrase.
A nau do insensato
Apenas duas horas e meia após iniciarem a viagem, uma sequência de erros cometidos pelo comandante italiano
Francesco Schettino levou a embarcação a naufragar próximo à Ilha de Giglio, nas águas geladas do Mar Tirreno. Até a
sexta-feira 20, 11 pessoas haviam morrido no desastre e 24 continuavam desaparecidas. Por seu caráter raro e tão
pouco provável, a tragédia do Costa Concórdia expôs o quanto ainda estamos reféns dos erros humanos, apesar de
toda a tecnologia disponível nos meios de transporte atuais.
Mesmo com radares, sonares, cartas náuticas e todo o aparato tecnológico de aeronaves e navios, a falha humana
é uma das principais causas de acidentes marítimos e aéreos no mundo. Um relatório do Departamento de Arquitetura
Naval e Engenharia Náutica dos Estados Unidos aponta que 80% dos incidentes marítimos são ocasionados por erro
humano. Destes, 38% se devem ao planejamento inadequado, 33% à observação errada e 19% à má interpretação de
dados ou informações. O mesmo ocorre na aviação. Segundo o site americano [Link], especializado em
acidentes aéreos, a média histórica de erro humano em desastres no ar chega a 56%, com base em dados coletados
desde a década de 1950 até os dias atuais. Para o diretor de segurança de voo do Sindicato Nacional dos Aeronautas,
comandante Carlos Camacho, no entanto, essa porcentagem pode ser ainda maior, chegando aos 70%. “Vale
esclarecer, porém, que um acidente aéreo é multifatorial. Não se pode culpar apenas o piloto, que também tem sua
responsabilidade”, diz Camacho. (...)
Um exemplo curioso da relação entre falha humana e acidentes aéreos se tornou tema de livro. Entre 1988 e 1998,
o índice de acidentes da companhia aérea Korean Air era 17 vezes superior à média dos Estados Unidos, o que levou o
Exército americano a proibir que seus soldados viajassem pela empresa coreana. Preocupada com a situação, a
Korean contratou David Greenberg, ex-vice-presidente da americana Delta Air Lines, para recuperar seu prestígio
internacional. A primeira medida do executivo foi determinar o inglês como língua oficial da Korean Air. Ao separar a
cultura da empresa da cultura nacional coreana, o número de acidentes da companhia caiu a zero. Analisando a
interação entre co-pilotos e comandantes, descobriu-se um viés cultural. O profundo respeito à hierarquia cultivado
pelos orientais impedia os subordinados de questionar seus superiores, mesmo quando era evidente que estes haviam
errado. A história foi contada pelo escritor Malcolm Gladwell no livro “Outliers”, de 2008, que no Brasil ganhou o título de
“Fora de Série”. No mar, a cultura do setor prega que o comandante é o chefe supremo. Não é raro eles serem vistos
como autoritários que não admitem contestação. Isso é algo que as companhias deveriam rever.
(Revista ISTOÉ, 23/01/2012, Paula Rocha e Flávio Costa – com adaptações)
16) Preencha corretamente os parênteses a seguir de acordo com o sentido dos termos grifados. Alguns números
poderão não ser utilizados.
(1) Condição.
(2) Concessão. Apesar de ( ) toda a tecnologia.
(3) Conformidade. Segundo ( ) o site americano.
(4) Oposição. Vale esclarecer, porém ( ).
(5) Acréscimo.
a) 3 – 2 – 4
b) 4 – 1 – 5
c) 5 – 2 – 3
d) 2 – 3 – 4
17) Em “No mar, a cultura do setor prega que o comandante é o chefe supremo. Não é raro eles serem vistos como
autoritários que não admitem contestação.”, é correto afirmar que na 1ª frase, a relação entre o verbo “pregar” e “a
cultura do setor” demonstram uma linguagem de sentido ______________. Já na 2ª frase do segmento, é possível
identificar uma ideia de ______________.
Em relação ao trecho, preencha as lacunas e, em seguida, assinale a alternativa correta.
a) conotativo / exagero
b) denotativo / oposição
c) conotativo / comparação
d) denotativo / personificação
19) Quanto às formas verbais grifadas, assinale a alternativa que demonstra corretamente a sua classificação. Alguns
números poderão não ser utilizados.
(1) Pretérito Perfeito do Indicativo. “Entre 1988 e 1998, o índice de acidentes da companhia aérea Korean
(2) Pretérito Imperfeito do Indicativo. Air era ( ) 17 vezes superior à média dos Estados Unidos, o que levou
(3) Pretérito Imperfeito do Subjuntivo. ( ) o Exército americano a proibir que seus soldados viajassem ( )
(4) Presente do Subjuntivo. pela empresa coreana.”
a) 2 – 1 – 3
b) 3 – 4 – 2
c) 2 – 3 – 4
d) 4 – 1 – 3
20) A respeito do segmento “Um relatório do Departamento de Arquitetura Naval e Engenharia Náutica dos Estados
Unidos aponta que 80% dos incidentes marítimos são ocasionados por erro humano”, analise as afirmativas abaixo.
I. O “que” funciona como pronome relativo tendo como referente “relatório”.
II. O final do segmento poderia ser assim reescrito: “erro humano ocasiona 80% dos incidentes marítimos.”
III. A forma “aponta” é apresentada no singular pois tem sua concordância feita em função da palavra
“departamento”.
Está(ão) correta(s) somente a(s) afirmativa(s)
a) I.
b) I e III.
c) II.
d) II e III.
21) Considerando a frase “Para o diretor de segurança de voo do Sindicato Nacional dos Aeronautas, comandante
Carlos Camacho, no entanto, essa porcentagem pode ser ainda maior, chegando aos 70%” , é correto afirmar que
a expressão “no entanto” pode ser substituída sem qualquer prejuízo por
a) porém, pois e logo.
b) senão, portanto e por isso.
c) todavia, contudo e entretanto.
d) por conseguinte, mas também e ao passo que.
22) O uso do verbo haver tem sua concordância devidamente feita em “Até a sexta-feira 20, 11 pessoas haviam morrido
no desastre e 24 continuavam desaparecidas.” De acordo com a concordância verbal, relacione a coluna da direita
com a da esquerda e, em seguida, marque a alternativa que apresenta a sequência correta.
( ) Há muitas vítimas da enchente.
(1) Concordância verbal correta. ( ) Haviam muitos interesses em jogo.
(2) Concordância verbal incorreta. ( ) Havia meses que não nos falávamos.
( ) Sempre houveram muitas polêmicas a seu respeito.
a) 1 – 2 – 1 – 2
b) 2 – 1 – 1 – 2
c) 1 – 1 – 2 – 1
d) 2 – 1 – 1 – 1
24) Acerca dos trechos a seguir, é correto afirmar que o uso da pessoa do verbo que indica subjetividade está em
a) “... expôs o quanto ainda estamos reféns dos erros humanos,...”
b) “Destes, 38% se devem ao planejamento inadequado, 33% à observação errada...”
c) “... a média histórica de erro humano em desastres no ar chega a 56%, com base em dados...”
d) “Um exemplo curioso da relação entre falha humana e acidentes aéreos se tornou tema de livro.”
25) Dentre os recursos utilizados para ampliar as informações sobre o assunto principal de uma reportagem está o
depoimento. A fala do comandante Camacho, no 2º parágrafo,
a) demonstra o ponto de vista do articulador do texto.
b) explora um assunto que extrapola o conteúdo do texto.
c) confere credibilidade ao texto, através do discurso direto.
d) é seguida por um verbo de elocução enfático que argumenta e alerta.
26) Além da exposição do assunto, é possível identificar em alguns trechos do texto uma análise do mesmo, ou seja,
um ponto de vista. Dentre os trechos destacados, analise.
I. “Até a sexta-feira 20, 11 pessoas haviam morrido no desastre e 24 continuavam desaparecidas.” (1º§)
II. “... a falha humana é uma das principais causas de acidentes marítimos e aéreos no mundo.” (2º§)
III. “Isso é algo que as companhias deveriam rever.” (3º§)
Está(ão) correta(s) somente a(s) afirmativa(s)
a) II.
b) III.
c) I e III.
d) I e II.
27) No segundo parágrafo, o emprego do sinal indicativo de crase em “33% à observação errada” justifica-se
a) porque tem como referente uma porcentagem determinada.
b) porque “à observação errada” trata-se de uma locução adverbial feminina.
c) já que o complemento de “devem” deve ser introduzido pela preposição “a”.
d) já que o substantivo “observação” exige como antecedente a preposição “a”.
29) De acordo com as ideias apresentadas no texto II, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma e, em
seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
( ) Ao comandante italiano Francesco Schettino é atribuída a causa do naufrágio do navio Costa Concórdia.
( ) A tragédia do Costa Concórdia permite concluir que a tecnologia disponível nos meios de transporte deve ser
aprimorada.
( ) A falha humana em acidentes marítimos e aéreos está diretamente relacionada a fatores como planejamento
conciso e interpretação de dados eficaz.
a) V – F – F
b) V – V – F
c) F – F – V
d) F – V – V
• A Prova de Redação valerá grau 10,0000 (dez) e consistirá na elaboração de texto dissertativo-argumentativo ou
dissertativo-expositivo, em prosa.
• Deverá conter no mínimo 70 (setenta) palavras, em letra legível, a respeito do tema fornecido. Recomenda-se que
a redação seja escrita em letra cursiva. Caso seja utilizada a letra de forma (caixa alta), as letras maiúsculas
deverão receber o devido realce.
• Não serão fornecidas folhas adicionais para complementação da redação, devendo o candidato limitar-se ao
impresso padrão recebido, que possui 30 (trinta) linhas.
• Consideram-se palavras todas aquelas pertencentes às classes gramaticais da Língua Portuguesa. Não serão
corrigidas redações escritas em outros idiomas.
• Será atribuído o grau 0 (zero) à redação:
- fora da tipologia textual ou tema proposto;
- que não estiver em prosa;
- com número inferior a 70 (setenta) palavras;
- com marcas que permitam a identificação do autor;
- escrita de forma ilegível ou cuja caligrafia impeça a compreensão do sentido global do texto;
- escrita em outro idioma, que não seja o português;
- escrita a lápis (total ou parcialmente) ou com caneta que não seja de tinta preta ou azul; e
- cujos descontos (por erros) somem valores superiores ao grau 10,0000 (dez).
TEMA DA REDAÇÃO
Assim como a tragédia do navio Costa Concórdia, acidentes marítimos e aéreos causados por erro humano são
uma realidade. Além disso, em várias outras carreiras profissionais tais como medicina, engenharia, entre outras, um
erro pode ser fatal. A partir do texto e depoimentos acima, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre “a ética e a
responsabilidade profissional mesmo diante de situações adversas”.
Nada de American way of life. A cachorrinha Laika não teria visto como a Terra é azul. E Berlim nunca teria sido
dividida por um muro. Tudo isso só aconteceu porque, em junho de 1914, na então província austro-húngara da Bósnia,
o arquiduque Francisco Ferdinando de Habsburgo foi assassinado. Se ele tivesse vivido para contar a história, a
Primeira Guerra provavelmente não teria acontecido. E a humanidade teria passado por tempos mais pacíficos. Nem a
Segunda Guerra teria razão para existir. Ela eclodiu por causa dos termos da derrota alemã ao fim da Primeira Guerra –
o país foi obrigado a reconhecer a culpa pelo conflito e ainda perdeu territórios. Mas os alemães não escapariam de
embates. Em protesto contra o estado burguês que não conseguiria acompanhar economicamente os rivais europeus,
eles provavelmente passariam por uma revolução socialista.
A Europa continuaria forte e se manteria um centro econômico e cultural. Esqueça a exportação em massa para o
mundo de hábitos tradicionalmente americanos. Sem a oportunidade de ganhar dinheiro vendendo produtos aos
europeus desabastecidos durante a guerra, os EUA não ascenderiam como líderes globais. Mas seguiriam como ícones
do capitalismo. E os líderes socialistas da Alemanha não os veriam com bons olhos. Seria a Guerra Fria. Guerra Fria
sem os russos? Isso. Eles continuariam sob domínio dos czares. E não teriam entrado na competição que levou
cosmonautas – e a Laika – ao espaço. Aliás, a Rússia de que falamos é bem maior do que a dos mapas de hoje. Ela
ainda incorporaria países como Ucrânia, Eslováquia e Lituânia. Esse pessoal só virou independente por causa do
desmembramento do Império Russo, que aconteceu após a Primeira Guerra.
(Disponível em: [Link] – Adaptado)
01) O texto I retrata a disciplina nomeada História Contrafactual, que, segundo Mary Del Priore, consiste no “estudo de
resultados alternativos para determinados eventos da história”. De acordo com a historiadora, “pode-se, sim, fazer
tal história, construindo argumentos e dando respostas a partir das circunstâncias e conjunturas bem
fundamentadas, tendo-se um profundo conhecimento do período enfocado e baseando-se, como toda a história que
se preze, em documentos e erudição, o produto, quando o historiador se pergunta ‘E se...?’, é uma outra resposta.
Uma resposta alternativa.”
(Cowley, R. E se...?: como seria a história se os fatos fossem outros. Trad. Fábio Fernandes. Rio de Janeiro: Campus, 2003. p. 5.)
Assim, em vista de suas características textuais e semânticas, o texto I pode ser classificado como um
a) relato.
b) texto instrutivo.
c) texto expositivo.
d) texto argumentativo.
02) Um texto é organizado formalmente em frases e parágrafos. A disposição semântica de um texto, no entanto, não
pode ser tão facilmente visualizada, apesar de as informações se agruparem em torno de eixos informacionais.
Tendo em vista o arranjo semântico, assinale a alternativa que contempla o modo como a informação está
organizada no texto I.
a) Causa e efeito.
b) Tópico e definição.
c) Analogia e comparação.
d) Tema e citação de exemplos.
03) De acordo com o texto I, a única alternativa que não exibe consequência do assassinato do arquiduque de
Habsburgo, Francisco Ferdinando, é
a) acirramento da corrida espacial.
b) expansão da American way of life.
c) ascensão dos EUA como líderes globais.
d) manutenção da Europa como centro econômico e cultural.
05) “Se”, em Língua Portuguesa, é uma forma polissêmica, isto é, possui múltiplos sentidos a ela associados.
Considerando tal característica, indique sua função no título do texto I – “E se a Primeira Guerra não tivesse
acontecido?”.
a) Conjunção causal.
b) Conjunção condicional.
c) Partícula apassivadora.
d) Índice de indeterminação do sujeito.
06) Acentuação gráfica é a utilização de sinais gráficos para modificar a acentuação natural (ou regular) de uma palavra.
Tendo isso em vista, indique a alternativa que contém palavra(s) que demande(m) acento gráfico.
a) Ideal, idealizar, idealismo.
b) Ucraniano, eslovaco, lituano.
c) Individual, individualista, individualizado.
d) Economia, economico, economicamente.
07) De acordo com Castilho e Elias (2012, p.194), substantivos são palavras que agrupam três características básicas:
morfologicamente, “dispõem de uma vogal temática e de morfemas de feminino e plural”; sintaticamente, “funcionam
como sujeito ou complemento das sentenças”; e, semanticamente, “designam os seres e as coisas”. Ainda, segundo
os autores, os substantivos são primordiais para a construção de um texto, em vista de sua “propriedade básica de
referenciar” (2012, p. 224). Considerando o papel dos substantivos em um texto, indique a alternativa que apresenta a
função da palavra “competição” no trecho a seguir, extraída do texto I:
“E não teriam entrado na competição que levou cosmonautas – e a Laika – ao espaço.” (2º§)
a) Inserir um referente externo.
b) Introduzir um novo referente.
c) Retomar um referente já apresentado.
d) Remeter a um referente que ainda será exposto.
09) Em vista de suas características semânticas e textuais, é correto afirmar que o principal objetivo do texto II é
a) apresentar o ponto de vista de Alexis Tsipras acerca do pagamento da dívida externa de seu país.
b) instruir como salvar os países europeus, em especial a Grécia, que passam por intensa crise financeira.
c) narrar os eventos relacionados à visita do líder do partido Syriza, principal partido político de oposição na Grécia.
d) argumentar em favor da ideia de que os países europeus em crise hoje vivem situação idêntica à Alemanha pós
Segunda Grande Guerra.
11) Das alternativas abaixo, qual não apresenta medida apontada como necessária, pelo líder oposicionista Alexis
Tsipras, para que os países europeus mais afetados pela crise financeira possam dela sair?
a) Esmorecer a severidade econômica.
b) Instituir impostos proporcionais aos rendimentos de cada cidadão.
c) Elevar o salário mínimo, auxiliando aqueles que se encontram em situação precária.
d) Realizar uma abertura econômica, estimulando investimentos de grandes multinacionais.
12) Sobre a situação econômica da Alemanha no pós Segunda Guerra, segundo o texto II, informe se é verdadeiro (V)
ou falso (F) o que se afirma. A seguir, indique a opção que apresenta a sequência correta.
( ) Obteve um grande abatimento naquilo que devia, tendo sido perdoada mais da metade de sua dívida.
( ) Foi-lhe concedida a possibilidade de renegociar, a qualquer momento, a dívida, caso houvesse interesse em
realizar investimentos de outras naturezas.
( ) Fora beneficiada diretamente pelo Plano Marshall, que financiou a reconstrução de todos os países atingidos
pela guerra.
( ) Conseguiu quitar totalmente seus débitos em tempo recorde: 9 anos.
a) V – F – F – F
b) F – V – V – F
c) V – F – V – V
d) F – V – F – V
14) No trecho,
“E os benefícios não pararam por aí: ficou também combinado que a Alemanha Ocidental só pagaria sua dívida
desde que tivesse dinheiro para isso,...” (2°§)
Qual é a relação entre o trecho destacado e a oração imediatamente anterior?
a) A causa da oração que lhe está anteposta.
b) A finalidade da oração que lhe está anteposta.
c) A condição para a oração que lhe está anteposta.
d) A consequência da oração que lhe está anteposta.
15) No fragmento,
“É exatamente esse programa de ‘facilidades’ que o líder oposicionista grego Alexis Tsipras, do Syriza, agora
reivindica para tentar estancar a crise econômica no continente hoje.” (4°§)
A expressão destacada tem a função de retomar
a) o conteúdo do terceiro parágrafo.
b) o conteúdo do primeiro parágrafo.
c) o conteúdo do segundo parágrafo.
d) todo o conteúdo exposto anteriormente.
17) As afirmativas a seguir contêm trechos do texto II com pequenas alterações. Confronte-as com o seu uso no texto e
assinale a alternativa cuja mudança realizada não acarreta alteração de sentido.
a) Para Tsipras, a única forma de mudar a situação atual parece ser a realização de novas eleições, mas são os
gregos que devem mudar os destinos do país. (10º§)
b) É exatamente esse programa de “facilidades” que o líder oposicionista grego Alexis Tsipras, do Syriza, reivindica
para tentar estancar agora a crise econômica no continente hoje. (4º§)
c) Diversos países do mundo, naquele ano, capitaneados por Estados Unidos, França e Reino Unido, ratificaram um
acordo em Londres que reestruturava a dívida da então Alemanha Ocidental. (2º§)
d) O novo governo chefiado pelo primeiro-ministro Antonio Samaras tem adotado políticas sintonizadas com as
exigências feitas pelo governo alemão de Angela Merkel, que tem sido, desde então, o principal financiador dos
pacotes de empréstimos financeiros concedidos à Grécia. (9º§)
18) Analise as afirmativas a seguir considerando as alterações realizadas nos trechos extraídos do texto II que não
apresentam problemas de regência.
I. Somadas a outras cláusulas que asseguravam vantagens a economias locais, e ao Plano Marshall... os
germânicos puderam manter um ritmo de crescimento elevado... (2°§)
II. Devendo na ocasião um total de 38,8 bilhões de marcos, no dia da ratificação do acordo, em 27 de fevereiro de
1953, esse montante foi reduzido a 17,5 bilhões de marcos um abatimento de 62,6%. (2°§)
III. A ideia era evitar o surgimento de algo semelhante ao nazismo, que floresceu justamente no terreno fértil criado
pelas pesadas punições econômicas impostas a países derrotados na Primeira Guerra. (3º§)
Estão corretas as afirmativas
a) I, II e III.
b) I e II, apenas.
c) I e III, apenas.
d) II e III, apenas.
19) De acordo com Cereja, Magalhães e Cleto (2012), um texto é “o produto final de toda enunciação”. Considerando
essa posição, aponte a alternativa que melhor enquadra o texto III quanto ao tipo de linguagem utilizada.
a) Mista.
b) Fática.
c) Expressiva.
d) Metalinguística.
21) Assinale a alternativa que contém uma asserção verdadeira a respeito do uso dos pronomes pessoais oblíquos no
texto III.
a) No último quadro, “me” é complemento do tipo objeto direto do verbo “insultar”.
b) No segundo quadro, apesar de oblíquo, “me” atua como sujeito da locução verbal “querer casar”.
c) No primeiro quadro, o pronome pessoal “nos” está em posição mesoclítica, entre o sujeito e o verbo que
complementa.
d) No último quadro, uma mudança para a posição de ênclise do pronome “me” acarretaria não observância à
norma culta da Língua Portuguesa.
22) Nos trechos “Não, Júlia, não pode ser.” e “Não, Fernando, não!”, emitidos no primeiro e terceiro quadros do texto III
através do aparelho de radiofonia, os nomes próprios têm que função sintática nas orações que compõem?
a) Sujeito.
b) Aposto.
c) Vocativo.
d) Adjunto adnominal.
Pedra fundamental
É uma solenidade simbólica que tem origem na tradição dos celtas e maçons. Nela, assinala-se a colocação do
primeiro bloco de pedra ou de alvenaria simbolizando o início de determinada edificação.
Geralmente, a pedra fundamental ocorre na inauguração de algum empreendimento de considerável importância. É
tido como tradição que a pedra fundamental, apresentando as características da obra e de seu autor, seja colocada no
canto nordeste da construção, sabia?
Em certos casos, acrescenta-se ao ritual uma espécie de cápsula do tempo, recipiente dentro do qual fica uma ata
com o nome dos presentes ao evento e alguns elementos iconográficos da época – moedas, um jornal do dia ou objetos
que representem a ocasião, por exemplo.
Um amigo meu, divertido, se recusa a participar do lançamento de livros – já pensou receber pela proa um
volumoso Houaiss? – e diz, assustado: imagine ser atingido pelo lançamento de pedras fundamentais, certamente ainda
mais pesadas?
(Márcio Cotrim. Disponível em: [Link]
26) A coesão é um aspecto elementar da textualidade e diz respeito à articulação entre as diferentes partes de um texto.
De maneira geral, são elencados quatro tipos de estratégias para a obtenção da coesão – referencial, lexical, por
elipse e por substituição – que podem coexistir em um mesmo texto e variam de acordo com o repertório e escolhas
do redator. Independentemente de qualquer diferença, o uso de tais recursos tem como fim maior a construção de
um todo coeso. Elas são primordiais para tornar um conjunto de letras, palavras, frases e parágrafos uma coisa só.
Tendo em vista tal aspecto, releia os dois primeiros parágrafos do texto IV, observando as expressões destacadas
para, em seguida, assinalar a alternativa em que a reelaboração do segundo parágrafo não acarrete alteração de
sentido, nem comprometa a coerência e a coesão textual.
Pedra fundamental
É uma solenidade simbólica que tem origem na tradição dos celtas e maçons. Nela, assinala-se a colocação do
primeiro bloco de pedra ou de alvenaria simbolizando o início de determinada edificação.
Geralmente, a pedra fundamental ocorre na inauguração de algum empreendimento de considerável
importância. É tido como tradição que a pedra fundamental, apresentando as características da obra e de seu
autor, seja colocada no canto nordeste da construção, sabia?
(...)
a) Geralmente, o rito ocorre na inauguração de algum empreendimento de considerável importância. É tido como
tradição que o cerimonial, apresentando as características da obra e de seu autor, se dê no canto nordeste da
construção, sabia?
b) Geralmente, o protocolo ocorre na inauguração de algum empreendimento de considerável importância. É tido
como tradição que o marco, apresentando as características da obra e de seu autor, seja alocada no canto
nordeste da construção, sabia?
c) Geralmente, o bloco primário ocorre na inauguração de algum empreendimento de considerável importância. É
tido como tradição que o protocolo, apresentando as características da obra e de seu autor, ocorra no canto
nordeste da construção, sabia?
d) Geralmente, a formalidade ocorre na inauguração de algum empreendimento de considerável importância. É
tido como tradição que a pedra angular, apresentando as características da obra e de seu autor, seja colocada
no canto nordeste da construção, sabia?
27) Assinale a alternativa que apresenta a classificação da oração destacada no período apresentado abaixo.
“É tido como tradição que a pedra fundamental, apresentando as características da obra e de seu autor, seja
colocada no canto nordeste da construção, sabia?” (2°§)
a) Oração coordenada assindética.
b) Oração subordinada adjetiva restritiva.
c) Oração subordinada adverbial causal reduzida de gerúndio.
d) Oração subordinada adjetiva explicativa reduzida de gerúndio.
28) No trecho final do texto IV, o autor constrói um pequeno chiste para concluí-lo.
“Um amigo meu, divertido, se recusa a participar do lançamento de livros – já pensou receber pela proa um
volumoso Houaiss? – e diz, assustado: imagine ser atingido pelo lançamento de pedras fundamentais, certamente
ainda mais pesadas?” (4°§)
A alternativa que apresenta o motivo pelo qual se sustenta a piada é
a) o uso incomum da palavra “proa”.
b) a polissemia da palavra “lançamento”.
c) a misantropia do amigo (ou pseudoamigo) do autor.
d) a possibilidade de ocorrência de um evento trágico em situações sociais corriqueiras.
30) De acordo com o Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa, uma “cápsula” é um “pequeno recipiente”. No
terceiro parágrafo do texto IV, é afirmado que, em rituais de colocação de uma “pedra fundamental”, é comum a
indexação de uma “cápsula do tempo” ao bloco primário. Considerando que o tempo não é passível de ser
encarcerado, assinale a alternativa que apresenta uma ponderação pertinente acerca de tal atitude.
a) A incoerência da ação de capturar o tempo em uma cápsula seria minimizada com a colocação de um relógio.
b) Independente de o tempo não parar no exterior da cápsula, em seu interior é como se tudo continuasse como no
dia em que fora fechada, uma vez que fica lacrada.
c) Embora não tenha como prender o tempo em um recipiente fechado, é possível nele armazenar marcas e marcos
temporais, que representam determinado período de tempo.
d) Além de controversa, a inserção de uma “cápsula do tempo” na “pedra fundamental” tende a cair em desuso, uma
vez que jornais e revistas impressos, dentre outras coisas, em breve perecerão em função do avanço da
tecnologia digital.
CONHECIMENTOS ESPECIALIZADOS
31) Leia, atentamente, as situações apresentadas abaixo e faça o que se pede a seguir.
Situação I – O 1º Tenente Destemido foi ferido durante envolvimento na manutenção da ordem pública e julgado
incapaz definitivamente para o serviço militar.
Situação II – O 1º Tenente Azarado foi ferido por um militar de sua Equipe de Serviço, quando de Serviço de Oficial
de Dia, e foi julgado incapaz definitivamente para o serviço militar, bem como impossibilitado, total e
permanentemente, para qualquer trabalho, ou seja, foi considerado inválido.
Situação III – O 1º Tenente Arruaça, num dia de domingo, envolveu-se em um acidente de trânsito – sem relação
de causa e efeito com o serviço – e, em consequência dos ferimentos recebidos, foi julgado incapaz
definitivamente para o serviço militar.
Marque a alternativa que apresenta a análise correta das situações apresentadas.
a) O 1º Tenente Destemido e o 1º Tenente Azarado serão reformados com a remuneração calculada com base no
soldo correspondente ao grau hierárquico imediato, e o 1º Tenente Arruaça será reformado com a remuneração
proporcional ao tempo de serviço.
b) O 1º Tenente Destemido e o 1º Tenente Azarado serão reformados com a remuneração calculada com base no
soldo integral do posto e o 1º Tenente Arruaça será transferido para a reserva remunerada com a remuneração
calculada com base no soldo integral do seu posto.
c) O 1º Tenente Destemido será reformado com a remuneração calculada com base no soldo integral do seu
posto; o 1º Tenente Azarado será reformado com a remuneração do grau hierárquico imediato; e o 1º Tenente
Arruaça será reformado com a remuneração proporcional ao tempo de serviço.
d) O 1º Tenente Destemido será reformado com a remuneração calculada com base no soldo correspondente ao
grau hierárquico imediato; o 1º Tenente Azarado será reformado com a remuneração calculada com base no
soldo integral do posto; e o 1º Tenente Arruaça será reformado com a remuneração calculada com base no
soldo integral do seu posto.
32) O Brigadeiro Audaz, Comandante da Base Aérea Azul, entra no Rancho de Praças dessa Base Aérea no horário
previsto para o almoço das praças. Ao ser avistado por uma praça, esta comanda: “Rancho, Atenção!”, anunciando
a função do Brigadeiro Audaz. Tendo em vista o preconizado pelo Regulamento de Continências, assinale a atitude
prevista a ser tomada pelas demais praças que estão almoçando no Rancho.
a) Levantam-se e esperam o comando de “À vontade”, que será proferido pelo Comandante.
b) Interrompem a refeição e esperam o comando de “À vontade”, que será proferido pelo Comandante.
c) Não se levantam e nem interrompem a refeição, apenas suspendem a conversação, até que seja dado o
comando de “À vontade”.
d) Não tomam nenhuma atitude neste caso, pois a praça que comandou “Rancho, Atenção!” não observou o
previsto em regulamento específico, pois não é comandada tal expressão durante os horários de refeição.
A Prova de Redação valerá grau 10,0000 (dez) e consistirá na elaboração de texto dissertativo, em prosa.
Deverá conter no mínimo 70 (setenta) palavras, em letra legível, a respeito do tema fornecido.
Não serão fornecidas folhas adicionais para complementação da redação, devendo o candidato limitar-se ao
impresso padrão recebido, que possui 30 (trinta) linhas.
Consideram-se palavras todas aquelas pertencentes às classes gramaticais da Língua Portuguesa.
Será atribuído o grau 0 (zero) à redação
- fora da tipologia textual ou tema proposto;
- que não estiver em prosa;
- com número inferior a 70 (setenta) palavras;
- com marcas que permitam a identificação do autor;
- escrita de forma ilegível ou cuja caligrafia impeça a compreensão do sentido global do texto;
- escrita em outro idioma, que não seja o português;
- escrita a lápis (total ou parcialmente) ou com caneta que não seja de tinta preta ou azul; e
- cujos descontos (por erros) somem valores superiores ao grau 10,0000 (dez).
TEMA DE REDAÇÃO
Texto I
Mensagem de fim de ano do Ministro da Defesa, Celso Amorim, aos militares brasileiros que integram as
missões de paz da Organização das Nações Unidas (ONU)
No fim de 2012, o Ministro da Defesa, Celso Amorim, fez um pronunciamento reconhecendo o trabalho e esforço
de todos os militares que servem no exterior. O Ministro citou as missões de paz no Haiti e no Líbano, não deixando de
fazer referência aos demais militares que “atuam nos mais variados pontos do planeta servindo ao Brasil, servindo à
causa da paz mundial.”
(Disponível em: [Link]
Ministro%20da%20Defesa%20aos%20militares%20brasileiros%20no%20exterior)
Texto II
Copa e jogos já mexem com mercado de trabalho
Mundial de futebol já gerou R$ 75 milhões em negócios para microempresas, diz o Sebrae. Sete setores saíram na
frente.
Turismo
A expectativa do MTur é atrair, com Copa e Olimpíadas, dez milhões de turistas internacionais por ano, até 2022. A
Embratur estima que, nas ruas da capital fluminense, haverá um milhão de turistas durante os eventos.
(O Globo. 03/01/2013.)
Texto III
Pedidos de CPFs por estrangeiros quase triplicam
Os números relativos à presença de estrangeiros no Brasil só fazem crescer...
Por muito tempo o Brasil foi visto, falado e anunciado como o “país do futuro”, hoje muitas conquistas foram
alcançadas. Os olhos do mundo estão voltados para a relevância da atuação deste país de tamanho continental:
missões de paz, olimpíadas, copa do mundo de futebol, economia, etc. Certo é que muitos desafios, internos e
externos, ainda precisam ser superados.
Considerando os textos anteriores como motivadores, redija um texto dissertativo-argumentativo a respeito do
seguinte tema:
Descobrimento do Brasil
Ultimamente, diversos historiadores refutam a ideia de que o Brasil tenha sido descoberto em 1500 pela esquadra
liderada por Pedro Álvares Cabral. Essa revisão sobre o fato usualmente se sustenta no momento em que se destaca o
grau de desenvolvimento tecnológico, o controle de informações realizado pelo governo português e a preocupação em
se revisar os limites coloniais com a assinatura do Tratado de Tordesilhas.
Para compreendermos melhor essa questão é necessário que observemos alguns episódios anteriores ao anúncio
das terras brasileiras. No início de 1500, a Coroa Portuguesa enviou uma expedição que deveria buscar mais um
precioso carregamento de especiarias vindo de Calicute, Índia. Essa nova empreitada marítima seria liderada pelo
experimente navegador Pedro Álvares Cabral e contaria com a presença do cosmógrafo Duarte Pacheco Pereira.
De acordo com alguns especialistas, Pacheco teria participado de uma expedição secreta que, em 1498, teria
constatado a existência das terras brasileiras. Antes da partida, o rei Dom Manuel II organizou uma grande festividade
para celebrar a ida dos bravos navegadores que se lançariam às águas do Oceano Atlântico. Depois de celebrar a
partida, os navegadores se afastaram da costa africana, contrariando a tradicional rota de circunavegação daquele
continente.
A ação tomada nunca teve uma clara explicação, mas se tratando de uma esquadra composta por experientes
navegadores, seria no mínimo estranho se lançarem a um tipo de empreitada ausente de qualquer outra segurança.
Além disso, devemos salientar que as rotas utilizadas para a navegação eram de extremo sigilo, pois garantiam a
supremacia e os interesses comerciais de uma determinada nação. Dessa forma, a ideia do encontro acidental perde
ainda mais força.
Os relatos dessa viagem de Cabral pelo Oceano Atlântico não fazem menção a nenhum tipo de grande dificuldade
ou imprevisto. No dia 22 de março os navegadores passaram pela Ilha de Cabo Verde e, logo depois, rumaram para o
oeste ao encontro do “mar longo”, nome costumeiramente dado ao Oceano Atlântico. Após um mês de viagem e
aproximadamente 3600 quilômetros percorridos, os tripulantes da expedição cabralina encontraram os primeiros sinais
de terra.
No dia 22 de abril de 1500, no oitavo dia da páscoa cristã, os tripulantes tiveram um primeiro contato visual com
um elevado que logo ganhou o nome de Monte Pascoal. Nos relatos de Pero Vaz de Caminha, um dos integrantes da
viagem, esse nome é refutado quando o “biógrafo da viagem” afirma que a região ganhou o nome de Vera Cruz. Ao
longo desse mesmo relato não existe nenhuma menção sobre um possível encantamento com a “nova” descoberta.
Os navios decidiram primeiramente aportarem nas margens do Rio Frade, de onde enviaram um tradutor judeu
chamado Gaspar Gama para entrar em contato com os nativos. Depois de um primeiro contato com os índios, a
esquadra decidiu aportar em uma região mais segura, onde hoje se localiza o município baiano de Santa Cruz Cabrália.
Em terra firme, os colonizadores lusitanos organizaram uma missa pascoal dirigida pelo Frei Henrique de Coimbra.
A celebração, que oficializou a descoberta e novas terras, cingiu a conquista material da Coroa Portuguesa e abriu
caminho para mais espaço de conversão religiosa para a Igreja. Em um primeiro momento a terra ganhou o nome de Vera
Cruz, mas logo foi substituído por Terra de Santa Cruz. Em uma última modificação do nome das novas terras, os
colonizadores lusitanos decidiram nomeá-la como “Brasil” em face da grande disponibilidade de pau-brasil na região.
No dia 2 de maio de 1500, Pedro Álvares Cabral desmembrou a sua esquadra e partiu para as Índias. Gaspar de
Lemos recebeu ordens para que retornasse para Portugal portando as notícias contidas no relato de Pero Vaz de
Caminha. Neste documento, havia informações gerais sobre a região explorada e algumas prospecções sobre o
potencial econômico local. No entanto, somente três décadas mais tarde, os portugueses iniciaram as atividades
regulares de colonização no Brasil.
(Rainer Sousa. Disponível em: [Link]
02) No 1º§, ao estabelecer que “Essa revisão sobre o fato usualmente se sustenta no momento em que se destaca o
grau de desenvolvimento tecnológico, o controle de informações realizado pelo governo português e a preocupação
em se revisar os limites coloniais com a assinatura do Tratado de Tordesilhas.”, o autor visa
a) justificar a pertinência da afirmação anterior.
b) estabelecer a relevância daquilo que será discutido.
c) trazer à tona episódios anteriores ao anúncio das terras brasileiras.
d) ressaltar a importância de esclarecer como se deu o descobrimento do Brasil.
04) Observe o conteúdo do 4º§: “A ação tomada nunca teve uma clara explicação, mas se tratando de uma esquadra
composta por experientes navegadores, seria no mínimo estranho se lançarem a um tipo de empreitada ausente de
qualquer outra segurança. Além disso, devemos salientar que as rotas utilizadas para a navegação eram de extremo
sigilo, pois garantiam a supremacia e os interesses comerciais de uma determinada nação. Dessa forma, a ideia do
encontro acidental perde ainda mais força.”. Analise os itens apresentados a seguir.
I. As expressões não possuem função sintática, são conectores.
II. “Além disso”, no contexto em questão, atua como locução adversativa.
III. “Dessa forma”, por sua vez, atua como locução conjuntiva conclusiva.
IV. A conjunção “pois” tem o mesmo valor semântico que “dessa forma”, entretanto seu uso não é recomendado
para iniciar período.
Estão corretas apenas as afirmativas
a) I e III.
b) II e III.
c) III e IV.
d) I, II e IV.
05) Das alternativas abaixo, apenas o conteúdo de uma não poderia ser intercambiado com a expressão destacada
em “Os relatos dessa viagem de Cabral pelo Oceano Atlântico não fazem menção a nenhum tipo de grande
dificuldade ou imprevisto.” (5º§), pois alteraria o sentido proposto original do trecho e/ou acarretaria problema de
composição. Que alternativa é essa?
a) advertem.
b) aludem a.
c) mencionam.
d) referenciam.
07) Nos períodos apresentados abaixo, os termos destacados funcionam sintaticamente como agente da passiva,
exceto:
a) “Ultimamente, diversos historiadores refutam a ideia de que o Brasil tenha sido descoberto em 1500 pela
esquadra liderada por Pedro Álvares Cabral.” (1º§)
b) “Essa nova empreitada marítima seria liderada pelo experimente navegador Pedro Álvares Cabral e contaria com
a presença do cosmógrafo Duarte Pacheco Pereira.” (2º§)
c) “A ação tomada nunca teve uma clara explicação, mas se tratando de uma esquadra composta por experientes
navegadores, seria no mínimo estranho se lançarem a um tipo de empreitada ausente de qualquer outra
segurança.” (4º§)
d) “Essa revisão sobre o fato usualmente se sustenta no momento em que se destaca o grau de desenvolvimento
tecnológico, o controle de informações realizado pelo governo português e a preocupação em se revisar os
limites coloniais com a assinatura do Tratado de Tordesilhas.” (1º§)
10) O 4º§ é introduzido pela expressão “a ação”, que, por sua natureza definida, retoma o que foi veiculado no último
período do parágrafo anterior. Semanticamente, a palavra “ação”, em relação àquilo que retoma, configura-se
como seu
a) sinônimo.
b) hipônimo.
c) antônimo.
d) hiperônimo.
13) Em relação às informações presentes no texto, o autor, para cumprir o seu objetivo, só não apresenta
a) analogia.
b) exemplo.
c) comparação.
d) argumento de autoridade.
15) A pergunta que finaliza o 3º§ (“Como surgiu se nada existia antes?”), no texto, tem que função?
a) Concluir a comparação.
b) Sugerir a impossibilidade de explicar algo.
c) Recuperar um posicionamento já apresentado.
d) Introduzir diferenças entre termos comparados.
16) Identifique a alternativa cuja palavra destacada está substantivada, isto é, foi formada por processo de derivação
imprópria.
a) “O nada da física é uma entidade bem complexa.” (7º§)
b) “A prerrogativa da ciência é criar explicações sem intervenção divina.” (4º§)
c) “Como tal, está longe de ser uma solução para a questão da origem de tudo.” (8º§)
d) “A combinação é inevitável, dado que, nos seus primórdios, o Universo inteiro era pequeno o bastante para ser
dominado por efeitos quânticos.” (6º§)
17) Os períodos abaixo são todos compostos por oração subordinada substantiva, exceto:
a) “Isso não significa que nos resta apenas a opção religiosa como solução da origem cósmica.” (5º§)
b) “Sabemos que as primeiras narrativas de criação do mundo vêm de textos religiosos, os mitos de criação.” (1º§)
c) “Para dar conta da origem do Universo, os modelos que temos hoje combinam os dois pilares da física do
século XX [...]” (6º§)
d) “O interessante é que essa bolha seria uma flutuação de energia zero, devido a uma compensação entre a
energia positiva da matéria e a negativa da gravidade.” (7º§)
18) Das alternativas abaixo, aquela cuja expressão destacada funciona como aposto especificativo é
a) “A questão complica se persistimos com essa analogia: você e eu tivemos pais que nos geraram.” (3º§)
b) “Lá, nos deparamos com um dilema: como surgiu a primeira entidade viva, se nada vivo havia para gerá-la?” (3º§)
c) “O Gênesis, primeiro livro da bíblia, é um exemplo deles, se bem que é importante lembrar que não é o único.” (1º§)
d) “Esse é apenas um modelo, que pressupõe uma série de conceitos e extrapolações para fazer sentido: espaço,
tempo, energia, leis naturais.” (8º§)
20) Na introdução do 8º§, é afirmado: “Esse é apenas um modelo, que pressupõe uma série de conceitos e extrapola-
ções para fazer sentido: espaço, tempo, energia, leis naturais.”. Sobre o termo destacado é correto afirmar que
serve para retomar
a) a ideia de que o nada da física é uma entidade bem complexa.
b) o arquétipo de criação do universo que defendem Hawking e Krauss.
c) o julgamento do autor de que o modelo de Hawking e Krauss é absurdo.
d) a posição de Hawking e Krauss de a questão da origem do universo estar resolvida.
22) O seguinte período introduz o texto: “Você vai morrer quando os seus órgãos falharem.”. Todas as alternativas
abaixo apresentam, segundo o texto, causas possíveis para tal efeito, exceto:
a) Enfermidades.
b) Atividade cerebral.
c) Acontecimento fortuito.
d) Desgaste não espontâneo dos tecidos.
23) No texto, a oração “E não só isso”, que inicia o 2º§, tem função
a) aditiva.
b) alternativa.
c) conclusiva.
d) adversativa.
26) No trecho “Uma possível explicação é que ela gere processos inflamatórios crônicos no corpo – que, no longo
prazo, desgastariam os órgãos e poderiam predispor a doenças”, o uso do tempo verbal empregado na forma
verbal destacada indica
a) ordem.
b) desejo.
c) certeza.
d) hipótese.
27) Levando em consideração o contexto em que está inserida, identifique a alternativa em que a forma verbal
destacada é transitiva.
a) “Você vai morrer quando os seus órgãos falharem.”
b) “Surpreendentemente, os bichos viveram 23% a mais que a média.”
c) “Um grupo de cientistas [...] descobriu que o cérebro humano possui uma espécie de relógio interno [...]”
d) “Isso acontece no hipotálamo, uma região no meio do cérebro que controla diversas reações do corpo, como
fome, sede e sono.”
29) A forma “se” na Língua Portuguesa possui diversas funções. Tendo isso em vista, assinale a alternativa em que
essa palavra possui a função de pronome apassivador.
a) Compram-se carros usados.
b) O garoto cortou-se com a faca.
c) Lembrou-se de trazer as encomendas.
d) Levantou-se várias vezes durante a noite.
30) Das frases que compõem as alternativas abaixo, apenas uma apresenta regência correta. Assinale-a.
a) Sempre obedeço a lei.
b) Fique atento com tudo o que vir lá.
c) Sua viagem implica várias mudanças na empresa.
d) A secretária não dignou de pedir desculpas ao cliente.
• A Prova de Redação valerá grau 10,0000 (dez) e consistirá na elaboração de texto dissertativo, em prosa.
• Deverá conter no mínimo 70 (setenta) palavras, em letra legível, a respeito do tema fornecido.
• Não serão fornecidas folhas adicionais para complementação da redação, devendo o candidato limitar-se ao
impresso padrão recebido, que possui 30 (trinta) linhas.
• Consideram-se palavras todas aquelas pertencentes às classes gramaticais da Língua Portuguesa.
• Será atribuído o grau 0 (zero) à redação
- fora da tipologia textual ou tema proposto;
- que não estiver em prosa;
- com número inferior a 70 (setenta) palavras;
- com marcas que permitam a identificação do autor;
- escrita de forma ilegível ou cuja caligrafia impeça a compreensão do sentido global do texto;
- escrita em outro idioma, que não seja o português;
- escrita a lápis (total ou parcialmente) ou com caneta que não seja de tinta preta ou azul; e
- cujos descontos (por erros) somem valores superiores ao grau 10,0000 (dez).
TEMA DE REDAÇÃO
Texto I
Desabamento no ES eleva o número de mortes para 17
Cerca de 46.000 pessoas tiveram de deixar suas casas no Estado onde chove há mais de uma semana.
Situação é crítica também em Minas Gerais e no Rio
Texto II
Em 24 horas, FAB resgata mais de 300 pessoas no Espírito Santo
A Força Aérea Brasileira (FAB) resgatou entre a tarde deste sábado (28/12) e a manhã de domingo (29/12) mais
de 300 vítimas das enchentes no Espírito Santo, em Pontal do Ipiranga, distrito da região nordeste do estado.
“Recebemos a informação da Defesa Civil que aproximadamente 300 pessoas precisavam de socorro em Pontal
do Ipiranga. Montamos um esquema especial para retirá-las de lá o mais rápido possível”, afirma o Coronel Aviador
Arnaldo Augusto do Amaral Neto, coordenador das operações de resgate da FAB. “Graças a Deus, apesar dessa
emergência pontual, a meteorologia está ajudando bastante e as demandas por socorro reduziram consideravelmente”,
complementa.
Neste domingo (29/12), as buscas se concentram principalmente na região do Baixo Guandu, a exemplo do que já
foi realizado na região de Linhares, para identificar pessoas que ainda estejam isoladas, necessitando de mantimentos
ou remoção. “Dessa forma, a Força Aérea busca a certeza de não deixar ninguém sem o apoio adequado”, disse o
Coronel Arnaldo.
(Disponível em: [Link]
pessoas-no-Esp?rito-Santo.)
Diante de um quadro de alerta em que vidas necessitam de socorro emergencial devido a tragédias naturais, a
atuação de homens e mulheres devidamente treinados se faz imprescindível. Além do profissionalismo, a solidariedade
para com a vida humana é um estímulo na superação de desafios.
Com base nos textos motivadores, produza um texto dissertativo-argumentativo tendo como tema:
Um homem de consciência
Chamava-se João Teodoro, só. O mais pacato e modesto dos homens. Honestíssimo e lealíssimo, com um defeito
apenas: não dar o mínimo valor a si próprio. Para João Teodoro, a coisa de menos importância no mundo era João
Teodoro.
Nunca fora nada na vida, nem admitia a hipótese de vir a ser alguma coisa. E por muito tempo não quis nem
sequer o que todos queriam: mudar-se para terra melhor.
Mas João Teodoro acompanhava com aperto de coração o desaparecimento visível de sua Itaoca.
– Isto já foi muito melhor, dizia consigo. Já teve três médicos bem bons – agora só um, e bem ruinzote. Já teve
seis advogados e hoje mal dá serviço para um rábula ordinário como o Tenório. Nem circo de cavalinhos bate mais por
aqui. A gente que presta se muda. Fica o restolho. Decididamente, a minha Itaoca está se acabando…
João Teodoro entrou a incubar a ideia de também mudar-se, mas para isso necessitava dum fato qualquer que o
convencesse de maneira absoluta de que Itaoca não tinha mesmo conserto ou arranjo possível.
– É isso, deliberou lá por dentro. Quando eu verificar que tudo está perdido, que Itaoca não vale mais nada de
nada de nada, então eu arrumo a trouxa e boto-me fora daqui.
Um dia aconteceu a grande novidade: a nomeação de João Teodoro para delegado. Nosso homem recebeu a
notícia como se fosse uma porretada no crânio. Delegado, ele! Ele que não era nada, nunca fora nada, não queria ser
nada, não se julgava capaz de nada…
Ser delegado numa cidadezinha daquelas é coisa seríssima. Não há cargo mais importante. É o homem que
prende os outros, que solta, que manda dar sovas, que vai à capital falar com o governo. Uma coisa colossal ser
delegado – e estava ele, João Teodoro, de-le-ga-do de Itaoca!
João Teodoro caiu em meditação profunda. Passou a noite em claro, pensando e arrumando as malas. Pela
madrugada, botou-as num burro, montou no seu cavalinho magro e partiu.
Antes de deixar a cidade, foi visto por um amigo madrugador.
– Que é isso, João? Para onde se atira tão cedo, assim de armas e bagagens?
– Vou-me embora, respondeu o retirante. Verifiquei que Itaoca chegou mesmo ao fim.
– Mas como? Agora que você está delegado?
– Justamente por isso. Terra em que João Teodoro chega a delegado, eu não moro. Adeus.
E sumiu.
(Monteiro Lobato, Cidades Mortas. 12ª Edição. São Paulo, Editora Brasiliense, 1965.)
01) De acordo com o conteúdo do texto, pode-se afirmar que o título dado
a) é uma crítica bem-humorada às ações de João Teodoro.
b) antecipa uma das características do personagem principal.
c) indica que o autor irá discutir valores morais apresentando seu ponto de vista explicitamente.
d) generaliza, através do emprego do artigo indefinido, uma característica atribuída ao ser humano.
02) “João Teodoro caiu em meditação profunda. Passou a noite em claro, pensando e arrumando as malas. Pela
madrugada, botou-as num burro, montou no seu cavalinho magro e partiu.” (9º§) As ações do trecho anterior ocorrem
diante da proposta recebida para ocupar o importante cargo de delegado e demonstram, tendo em vista o contexto,
a) a discrição do personagem perante a sociedade.
b) a sensatez do personagem diante das circunstâncias.
c) a dificuldade de João Teodoro no relacionamento interpessoal.
d) o abatimento de João Teodoro em virtude dos acontecimentos anteriores.
03) De acordo com o contexto, pode-se inferir que o uso de reticências em “Decididamente, a minha Itaoca está se
acabando…” (4º§) é um recurso utilizado pelo autor que visa a
a) indicar um prolongamento da ideia apresentada.
b) indicar uma pausa para, em seguida, concluir suas ideias.
c) propor uma dúvida do personagem quanto ao declínio de Itaoca.
d) estabelecer um paralelo entre Itaoca e outras cidades interioranas.
Indique, a seguir, a expressão de aspecto conotativo equivalente ao sentido a “[...] incubar a ideia [...]” (5º§).
a) Preparar paulatinamente.
b) Elaborar os pensamentos.
c) Convencer-se intimamente.
d) Amadurecer os pensamentos.
05) Considerando as relações sintáticas estabelecidas pelos termos sublinhados a seguir, preencha os parênteses
com a indicação correta.
“Mas João Teodoro ( ) acompanhava com aperto de coração ( ) o desaparecimento ( ) visível de sua Itaoca.
– Isto ( ) já foi muito melhor, dizia consigo. Já teve três médicos bem bons – agora só um, e bem ruinzote. Já teve
seis advogados e hoje mal dá serviço ( ) para um rábula ordinário como o Tenório. Nem circo de cavalinhos ( )
bate mais por aqui. A gente que ( ) presta se muda. Fica o restolho ( ).”
(1) sujeito
(2) objeto direto
(3) objeto indireto
(4) adjunto adverbial
(5) agente da passiva
A sequência está correta em
a) 1 – 3 – 2 – 1 – 2 – 1 – 5 – 2.
b) 1 – 4 – 2 – 1 – 2 – 1 – 1 – 1.
c) 5 – 3 – 4 – 5 – 3 – 3 – 1 – 4.
d) 5 – 4 – 4 – 1 – 3 – 3 – 5 – 3.
06) Na apresentação do personagem, o narrador utiliza de alguns recursos linguísticos que demonstram características
específicas de João Teodoro, independentes entre si. A partir de tal consideração, é correto afirmar que, no
primeiro parágrafo, o emprego do termo “só”
a) aplica-se a todas as características apresentadas do personagem.
b) tem seu sentido atribuído à minoria das características do personagem.
c) tem seu sentido atribuído à maioria das características do personagem.
d) não estabelece relação de sentido com as características do personagem.
07) Em “[...] mas para isso necessitava dum fato qualquer [...]” (5º§) a correção semântica é preservada substituindo-se
o termo destacado por
a) porém.
b) embora.
c) de modo que.
d) por conseguinte.
08) Para demonstrar a importância do cargo oferecido a João Teodoro, o autor utiliza como recurso o registro da
palavra delegado realizando sua divisão silábica: “de-le-ga-do”. Dentre as divisões a seguir, há incorreção apenas
em:
a) ad – mi – tia
b) ru – in – zo – te
c) ho – nes – tís – si – mo
d) a – com – pa – nha – va
09) Com o propósito de destacar a informação acerca do desaparecimento de Itaoca em: “Mas João Teodoro
acompanhava com aperto de coração o desaparecimento visível de sua Itaoca.” (3º§), é admitida a seguinte
reescrita, sem que haja alteração semântica ou quanto à adequação linguística:
a) Mas o desaparecimento de Itaoca era visto por João Teodoro com aperto de coração.
b) Mas João Teodoro desejaria que fosse acompanhado de perto o desaparecimento visível de Itaoca.
c) Mas o desaparecimento visível de Itaoca era acompanhado com aperto de coração por João Teodoro.
d) Mas João Teodoro seguiria acompanhando o desaparecimento visível de sua Itaoca, com aperto de coração.
11) Considere as alterações sugeridas acerca do segmento “[...] nem admitia a hipótese de vir a ser alguma coisa.”
(2º§) e indique a assertiva correta.
a) As duas ocorrências do termo “a” são justificadas pelo mesmo motivo.
b) É adequada a substituição do “de” por “a”, já que tal termo foi empregado na frase em “a ser”.
c) A segunda ocorrência do termo “a” está submetida à forma do infinitivo do verbo empregada no trecho.
d) Não há inadequação linguística em ocultar a expressão “vir a”, sendo preservado também o sentido original.
12) O texto faz uso, predominantemente, de uma linguagem que atende à norma padrão da língua. Entretanto, há
algumas passagens em que o autor utiliza de palavras e/ou expressões que apontam para uma linguagem informal
e/ou coloquial. Dentre os trechos a seguir, apenas um deles não exemplifica o exposto anteriormente. Assinale-o.
a) “Nosso homem recebeu a notícia como se fosse uma porretada no crânio. Delegado, ele!” (7º§)
b) “Nem circo de cavalinhos bate mais por aqui. A gente que presta se muda. Fica o restolho.” (4º§)
c) “E por muito tempo não quis nem sequer o que todos queriam: mudar-se para terra melhor.” (2º§)
d) “[...] que Itaoca não vale mais nada de nada de nada, então eu arrumo a trouxa e boto-me fora daqui.” (6º§)
13) Por algumas vezes, o personagem refere-se a si próprio utilizando a terceira pessoa “Terra em que João Teodoro
chega a delegado, eu não moro.” (14º§) indicando
a) uma personalidade enfraquecida.
b) a confirmação da modéstia do personagem.
c) que o personagem desejava eximir-se do compromisso a ele proposto.
d) persuadir o interlocutor a compartilhar e compactuar com seus pensamentos.
14) Considerando o tipo textual apresentado e os elementos que o compõem, é correto afirmar quanto ao foco
narrativo que se trata
a) do narrador-testemunha, em primeira pessoa.
b) do elemento central, que ocupa o centro da narrativa.
c) de um elemento interno, sendo também um personagem da narrativa.
d) do escritor/narrador onisciente, que tudo conhece da história e tudo pode esquadrinhar.
15) O emprego da vírgula em “– Que é isso, João?” (11º§) tem a mesma justificativa que em
a) Ele sai agora: eu, logo mais.
b) Não lhe posso dizer, respondi eu.
c) Sairá amanhã, aliás, depois de amanhã.
d) O tempo não é, meu amigo, aquilo que você pensou.
Preservar vidas
O maior avanço que tivemos no que se refere à prevenção de mortes no trânsito foi a aprovação da Lei Seca. Em
sentido contrário a ela, estão as propagandas de bebidas alcoólicas, principalmente de cerveja, nas quais milhões de
reais são investidos tendo os jovens como seu maior alvo. [...]
É louvável, portanto, a decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que proibiu o anúncio de bebidas com
mais de 0,5º GL no período entre 6h e 21h. Essa publicidade traz mensagem de alto risco, pois induz ao consumo de
álcool por parte de crianças e adolescentes. Não há justificativa plausível para incentivar um hábito que pode acarretar
severas condições patológicas. Vale lembrar que o consumo de álcool interfere em aspectos básicos da vida, como
trabalho, família e relações pessoais.
No Brasil, os jovens com mais de 15 anos bebem o equivalente a seis litros de álcool puro por ano. Não por
coincidência, as mensagens publicitárias são explicitamente voltadas para essa faixa etária. As imagens exploram
temas de forte apelo popular, como samba, carnaval, eventos esportivos e festivais de música. Sem contar as
mensagens subliminares envolvendo sucesso profissional.
A influência negativa sobre jovens é evidente. O apelo ao consumo de bebidas tem efeitos nefastos. Além dos
danos à saúde, a ingestão de álcool é uma das principais causas de acidentes ao volante. A cada ano, a violência no
trânsito mata cerca de 50 mil pessoas no Brasil, principalmente jovens. O país registra uma taxa inaceitável de
mortalidade no trânsito, de mais de 20 óbitos por 100 mil habitantes.
Esses índices justificam a tolerância zero imposta pela Lei Seca, bem como a restrição à propaganda de cerveja e
outras bebidas alcoólicas. A alcoolemia zero é o único padrão aceitável de dirigibilidade sem riscos, de acordo com a
Associação Médica Brasileira (AMB) e o Conselho Federal de Medicina.
Não há sensatez em permitir a livre veiculação de anúncios de cerveja. Afinal, estamos falando de preservar vidas.
(Hugo Leal, 21/12/2014. Disponível em: [Link] Com adaptações.)
17) Para ___________________ seu posicionamento em relação à restrição da publicidade de bebidas alcoólicas e Lei
Seca, o autor apresenta algumas evidências, por exemplo, _________________________________________.
Indique a opção que completa correta e respectivamente as lacunas anteriores.
a) compreender / a decisão do Tribunal Regional Federal
b) subsidiar / dados estatísticos constituindo prova inquestionável
c) nortear / as relações pessoais e profissionais presentes na vida de cada pessoa
d) complementar / o fato de que há um grande investimento em publicidade de bebidas alcoólicas
18) “Os recursos de coesão expressam relações tanto entre os elementos no interior de uma frase, quanto entre frases
e sequências de frases dentro de um texto.”
(COSTA VAL, Maria da Graça. Redação e Textualidade. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2006.)
A partir de tal entendimento, reconheça entre os elementos destacados e o indicado entre parênteses tal relação
de coesão a partir de um recurso anafórico.
a) “[...] no que se refere à prevenção de mortes no trânsito [...]” (1º§) – (maior avanço)
b) “No Brasil, os jovens com mais de 15 anos bebem o equivalente [...]” (3º§) – (álcool puro)
c) “Em sentido contrário a ela, estão as propagandas de bebidas alcoólicas, [...]” (1º§) – (Lei Seca)
d) “[...] nas quais milhões de reais são investidos tendo os jovens como seu maior alvo.” (1º§) – (bebidas
alcoólicas)
19) Em “É louvável, portanto, a decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, [...]” (2º§), o adjunto conjuntivo
“portanto” pressupõe porção de sentido precedente no texto, expressando
a) a produção de um efeito adicional.
b) a coexistência dos fatos apresentados.
c) conclusão, indicando a continuidade lógica do raciocínio.
d) explicação, introduzindo um fato que serve de argumento.
21) No trecho em destaque a seguir, o demonstrativo foi empregado de acordo com um objetivo específico: “Essa
publicidade traz mensagem de alto risco, [...]” (2º§) Considere seu emprego nas frases abaixo:
I. O que é isso em sua mão?
II. Não quero mais pensar nisso.
III. Disse que ficaria, essa foi sua decisão.
IV. Essa tarde fui ao parque em busca de tranquilidade.
Indica(m) o mesmo emprego do trecho destacado do texto apenas:
a) I.
b) III.
c) II e IV.
d) III e IV.
22) Dentre os elementos constitutivos do tipo textual apresentado, está o posicionamento do autor diante do tema
indicado. É possível verificar um ponto de vista do autor na construção do texto através do trecho:
a) “No Brasil, os jovens com mais de 15 anos bebem o equivalente a seis litros de álcool puro por ano.” (3º§)
b) “Além dos danos à saúde, a ingestão de álcool é uma das principais causas de acidentes ao volante.” (4º§)
c) “Não por coincidência, as mensagens publicitárias são explicitamente voltadas para essa faixa etária.” (3º§)
d) “Vale lembrar que o consumo de álcool interfere em aspectos básicos da vida, como trabalho, família e relações
pessoais.” (2º§)
23) Considerando o contexto em que as palavras foram utilizadas e sua construção de sentido, classifique como A
(adequado) ou I (inadequado) o significado indicado para os vocábulos destacados a seguir.
( ) “Não há sensatez [...]” (6º§) = prudência
( ) “[...] tem efeitos nefastos.” (4º§) = inevitáveis
( ) “Não há justificativa plausível [...]” (2º§) = razoável
( ) “Sem contar as mensagens subliminares [...]” (3º§) = preliminares
A sequência está correta em
a) I – I – A – A.
b) I – A – I – A.
c) A – I – A – I.
d) A – A – A – I.
24) A obrigatoriedade do uso do acento grave indicador de crase no trecho “[...] no que se refere à prevenção [...]” (1º§)
pode também ser vista em:
a) Refiro-me à sua apresentação.
b) Entreguei o documento à uma senhora.
c) Depois de tantos dias no mar, chegamos à terra.
d) Fui à casa dela, mas regressei em poucos minutos.
27) O trecho destacado em “[...] as mensagens publicitárias são explicitamente voltadas para essa faixa etária.” (3º§)
poderia ser reescrito sem que houvesse prejuízo semântico ou linguístico, observando a seguinte estratégia de
redação:
a) voltam-se abusivamente.
b) voltam-se com esclarecimentos.
c) são direcionadas de forma clara.
d) são apontadas de modo objetivo.
28) A citação de entidades reconhecidas como Associação Médica Brasileira (AMB) e o Conselho Federal de Medicina,
no final do texto, indica
a) recurso determinante para o tipo textual apresentado.
b) caracterização da linguagem formal aplicada no texto.
c) referência explícita e fundamental ao tema tratado em todo o texto.
d) acréscimo de informação relevante para a construção do posicionamento assumido pelo autor.
29) Indique os números que têm correspondência adequada considerando as relações de sintaxe estabelecidas. O
último período do texto é composto de:
“Afinal, estamos falando ( ) de preservar vidas ( ).
(1) oração principal
(2) oração coordenada aditiva
(3) oração subordinada adjetiva explicativa
(4) oração subordinada substantiva objetiva indireta
A sequência está correta em
a) 1 – 2.
b) 1 – 4.
c) 2 – 3.
d) 3 – 4.
30) Em relação à acentuação das palavras trânsito, álcool, patológicas, país, é correto afirmar que
a) todas elas foram acentuadas pelo mesmo motivo.
b) apenas duas delas foram acentuadas pelo mesmo motivo.
c) apenas uma delas é acentuada por apresentar um ditongo.
d) duas delas têm seu significado alterado com a perda do acento gráfico.
TEMA DE REDAÇÃO
Texto I
Ágata 8: Começa operação na fronteira com mobilização de 30 mil militares das Forças Armadas
Brasília, 10/05/2014 – As Forças Armadas iniciaram na manhã deste sábado a Operação Ágata 8 em toda a
extensão da fronteira brasileira com os dez países sul-americanos, o equivalente a 16.886 quilômetros. Este ano, a
ação conta com 30 mil militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. Além desse total, participam agentes das
polícias federal, rodoviária federal e militar, bem como profissionais de agências governamentais. A Ágata é a maior
mobilização realizada pelo Estado no combate aos ilícitos de Norte a Sul do país, entre Oiapoque (AP) e Chuí (RS).
(Disponível em: [Link]
Texto II
Segurança na fronteira diminui homicídios e roubos
A integração entre Acre e Bolívia tem rendido bons resultados. Os homicídios na fronteira, por exemplo, tiveram
uma diminuição de 27,5% (dados do Núcleo de Análise Criminal da Sesp) nos últimos meses. O número de roubos de
veículos também sofreu queda. “Hoje nós temos contato direto e eficaz com as autoridades policiais bolivianas. Um
telefonema avisando sobre um veículo roubado já deixa a polícia do país vizinho em alerta. Conseguimos recuperar
motos, carros e até tratores e caminhões que haviam sido roubados ao longo do ano”, declarou o comandante da PM
em Brasileia, major Estene Teixeira.
Para garantir a continuidade do trabalho integrado, as reuniões são realizadas periodicamente. “Aqui estamos
fazendo uma avaliação das nossas ações e discutindo as que serão realizadas ainda este ano. Este é um trabalho
muito importante. Vivemos na fronteira e não podemos dar as costas aos países vizinhos. Nossos inimigos são os
mesmos, e o nossos objetivos, combater a criminalidade e garantir a segurança da população também”, disse o
secretário de Segurança Ildor Reni Graebner.
(Disponível em: [Link] Acesso em: 03/11/2014.)
Texto III
A doutora em Sociologia, Marisol de Paula Reis, é coordenadora do projeto “Segurança Pública das Fronteiras” na
regional do Acre. Durante três meses ela fez pesquisa de campo através da Universidade Federal do Acre em 16 cidades
de fronteira no estado. Para ela, as fronteiras brasileiras estão vulneráveis em relação ao tráfico e ao consumo de drogas.
Marisol afirma que ainda não é possível divulgar os dados oficiais, mas o mapeamento demonstrou um número
expressivo de casos de violência doméstica nas acidades acreanas. “Além disso, contrabando de gado, furtos de motos
para desmanche e também a questão, que já não é novidade, de uso de entorpecente e tráfico de drogas”, afirma.
(Disponível em: [Link] Acesso em: dezembro de 2014.)
2,4 milhões de quilômetros quadrados, esta é a área da faixa de fronteira brasileira. Diante de tal extensão
territorial, associada a uma população superior a 10 milhões de pessoas, a segurança torna-se um tema em constante
discussão e de extrema importância.
Com base nos textos motivadores, produza um texto dissertativo-argumentativo tendo como tema:
EAOF 2016
GRAMÁTICA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
02) Os questionamentos feitos no 1º e 2º parágrafos do texto em análise evidenciam um dos recursos utilizados com o
propósito de
a) contrapor os dados apresentados no texto, visando o reforço da crítica construída no desenvolvimento do
mesmo.
b) provocar e despertar o leitor acerca do assunto e ideia apresentados, estimulando sua reflexão sobre os
mesmos.
c) obter uma informação até então desconhecida, mas fundamental para o desenvolvimento das ideias
apresentadas.
d) demonstrar, através do questionamento retórico, um aspecto irônico indicando assim sua crítica à forma como a
situação apresentada vem sendo tratada pela sociedade de uma forma geral.
03) Para o tipo textual apresentado, podem ser utilizados alguns recursos com o propósito de sustentar uma posição.
Os trechos “Segundo estudiosos, o Brasil será o sexto país do mundo em número de idosos em 2025.” (1º§) e
“Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), nos países em desenvolvimento são consideradas idosas as
pessoas de 60 anos em diante; em países desenvolvidos, pessoas com 65 anos ou mais.” (2º§) são considerados
como um recurso que
a) faz parte da base da construção do ponto de vista apresentado no texto.
b) apresenta informações que constituem objeções ao ponto de vista defendido no texto.
c) confere consistência ao texto, ainda que não haja articulação lógica entre seus segmentos.
d) através da repetição de informações, obtém-se a ênfase necessária ao assunto apresentado.
05) O texto apresenta a opinião de alguns pensadores acerca do uso da palavra “idoso”, para eles seria um eufemismo,
e ainda, defendem o uso do termo “velho”. Considerando todo o contexto em que tal opinião é declarada, é possível
concluir que para tal grupo de pessoas:
a) há um exagero na utilização da palavra “idoso” nos dias atuais, em substituição à palavra “velho”.
b) há uma ironia no uso da palavra “idoso”, devendo ser substituída por outra de sentido equivalente.
c) o uso da palavra “velho” é apropriado e remete à realidade, ainda que seja desagradável para alguns.
d) o termo “velho” remete a tristeza, dificuldade; portanto, é pertinente o uso da palavra “idoso” em seu lugar.
06) Acerca da questão abordada no texto sobre a existência de possibilidades diferentes para se referir à pessoa idosa,
é possível identificar a posição da articuladora que
a) despreza a discussão envolvendo tal questionamento.
b) confere à discussão subsídios para que se estenda ao longo do texto.
c) compactua com o posicionamento apresentado de alguns pensadores.
d) não considera tal questão como de principal importância referente ao assunto relacionado.
07) Apesar de saber que “argumentar não é apenas opinar sobre algo”, a opinião da articuladora pode ser identificada
no desenvolvimento do texto várias vezes. Analise os trechos em destaque a seguir, considerando a afirmação
anterior.
I. “Ser idoso na atualidade pode ter muitos diferentes significados e possibilidades, ou limites.” (4º§)
II. “É muito diferente envelhecer de modo ativo e inserido na sociedade, ou vivendo em uma Residência de Longa
Permanência.” (4º§)
III. “Esta é uma questão sobre a qual muitas pessoas em nosso país começam a ter de refletir, ou porque são
idosas, ou porque são profissionais de diversas áreas da saúde ou humanas [...]” (1º§)
São trechos que apresentam algum posicionamento da autora do texto:
a) I, II e III.
b) I, apenas.
c) I e III, apenas.
d) II e III, apenas.
08) Considere o segmento: “[...] ou porque são idosas, ou porque são profissionais de diversas áreas da saúde [...]”
(1º§). De acordo com a intenção de sentido, explicitada por conjunções, que parte da articulação das unidades no
discurso, identifique a alternativa que apresenta o sentido produzido pelos termos em destaque nas duas
ocorrências.
a) Opção seguida de explicação.
b) Alternância seguida de causa.
c) Adição seguida consequência.
d) Esclarecimento seguido de conclusão.
09) O uso de travessões em “É diferente envelhecer ativa e culturalmente produtivo – tal qual ocorre com muitos
escritores, filósofos e artistas, dentre outros profissionais, cujas melhores obras foram produzidas na etapa final de
sua vida – e envelhecer acometido por algum tipo de demência.” (4º§), justifica-se por
a) reforçar a pausa requerida pelo polissíndeto.
b) delimitar um adendo que se intercala no discurso.
c) separar expressão circunstancial da oração principal.
d) substituir os dois-pontos antes do aposto enumerativo.
11) Os tempos verbais expressam o momento da enunciação de acordo com o contexto em que são empregados. A
partir de tal informação, relacione as colunas a seguir considerando as formas verbais destacadas e indicações
correspondentes. (Alguns números poderão ser utilizados mais de uma vez.)
(1) Fato posterior certo.
(2) Fato passado cujos efeitos perduram no presente.
(3) Expressão de fato atual, considerando-se o momento da fala.
( ) “Os tempos mudaram.” (2º§)
( ) “essa população que cresce aceleradamente” (1º§)
( ) “Outros, por sua vez, até aceitam bem o termo ‘idoso’” (2º§)
( ) “o Brasil será o sexto país do mundo em número de idosos” (1º§)
A sequência está correta em
a) 1–3–2–3
b) 2–2–1–2
c) 2–3–3–1
d) 3–1–3–1
13) Considerando-se a hipótese de que o texto apresentado possuísse características de uma carta aberta, o título –
como característica de tal gênero textual – poderia apresentar as seguintes alterações (nesta questão
consideramos apenas o título, sem tratar de referências quanto ao conteúdo do texto de forma global).
a) Emprego de aspas destacando a expressão “pessoa idosa”.
b) Inversão da ordem das palavras, iniciando pelo advérbio “hoje”.
c) Alteração do substantivo “pessoa” e seus determinantes para o plural.
d) Emprego do acento grave indicador de crase em “A” e exclusão do termo “hoje”.
14) Os conectivos são de grande importância na construção do texto mantendo a coerência de informações e ideias.
Em “Segundo estudiosos, o Brasil será o sexto país do mundo em número de idosos em 2025.” (1º§), a coerência
textual, correção gramatical e o sentido original do texto serão mantidos caso se substitua o termo destacado por
a) “Assim”.
b) “Visto que”.
c) “Consoante”.
d) “Em vista disso”.
15) Os termos destacados em “– tal qual ocorre com muitos escritores, filósofos e artistas, dentre outros profissionais,
cujas melhores obras foram produzidas na etapa final de sua vida –” (4º§) produzem um efeito de sentido
corretamente indicado, respectivamente, em:
a) certeza e inclusão.
b) comparação e posse.
c) conclusão e afetividade.
d) generalização e especificação.
Feliz Aniversário
[...] A aniversariante* olhava o bolo apagado, grande e seco.
— Parta o bolo, vovó! disse a mãe dos quatro filhos, é ela quem deve partir! Assegurou incerta a todos, com ar
íntimo e intrigante. E, como todos aprovassem satisfeitos e curiosos, ela se tornou de repente impetuosa: — parta o
bolo, vovó!
E de súbito a velha pegou na faca. E sem hesitação, como se hesitando um momento ela toda caísse para a
frente, deu a primeira talhada com punho de assassina.
— Que força, segredou a nora de Ipanema, e não se sabia se estava escandalizada ou agradavelmente
surpreendida. Estava um pouco horrorizada.
— Um ano atrás ela ainda era capaz de subir essas escadas com mais fôlego do que eu, disse Zilda amarga.
Dada a primeira talhada, como se a primeira pá de terra tivesse sido lançada, todos se aproximaram de prato na
mão, insinuando-se em fingidas acotoveladas de animação, cada um para a sua pazinha. [...]
E quando foram ver, não é que a aniversariante já estava devorando o seu último bocado?
E por assim dizer a festa estava terminada. [...]
Na cabeceira da mesa, a toalha manchada de coca-cola, o bolo desabado, ela era a mãe. A aniversariante piscou.
Eles se mexiam agitados, rindo, a sua família. E ela era a mãe de todos. E se de repente não se ergueu, como um
morto se levanta devagar e obriga mudez e terror aos vivos, a aniversariante ficou mais dura na cadeira, e mais alta.
Ela era a mãe de todos. E como a presilha a sufocasse, ela era a mãe de todos e, impotente à cadeira, desprezava-os.
E olhava-os piscando. Todos aqueles seus filhos e netos e bisnetos que não passavam de carne de seu joelho, pensou
de repente como se cuspisse. Rodrigo, o neto de sete anos, era o único a ser a carne de seu coração. Rodrigo, com
aquela carinha dura, viril e despenteada, cadê Rodrigo? Rodrigo com olhar sonolento e intumescido naquela cabecinha
ardente, confusa. Aquele seria um homem. Mas, piscando, ela olhava os outros, a aniversariante. Oh o desprezo pela
vida que falhava. Como?! como tendo sido tão forte pudera dar à luz aqueles seres opacos, com braços moles e rostos
ansiosos? Ela, a forte, que casara em hora e tempo devidos com um bom homem a quem, obediente e independente,
ela respeitara; a quem respeitara e que lhe fizera filhos e lhe pagara os partos e lhe honrara os resguardos. O tronco
fora bom. Mas dera aqueles azedos e infelizes frutos, sem capacidade sequer para uma boa alegria. Como pudera ela
dar à luz aqueles seres risonhos, fracos, sem austeridade? O rancor roncava no seu peito vazio. [...] Olhou-os com sua
cólera de velha. Pareciam ratos se acotovelando, a sua família. Incoercível, virou a cabeça e com força insuspeita
cuspiu no chão.
(Clarice Lispector. In Laços de família. Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves, 1995. Fragmento.)
* aniversariante cujo nome atribuído no conto em sua íntegra é Anita.
16) Ao ser solicitada para que cortasse o bolo, a aniversariante tem uma atitude ______________ diante da qual o
narrador utiliza a expressão “com punho de assassina”. Indique a palavra/expressão que completa corretamente a
afirmativa anterior.
a) egoísta
b) capciosa
c) ambiciosa
d) surpreendente
17) Certas palavras, de acordo com o contexto em que estão inseridas, são capazes de sugerir algo além do objetivo
designado. Tal afirmação pode ser exemplificada através do segmento a seguir:
a) “E de súbito a velha pegou na faca.” (3º§)
b) “Mas, piscando, ela olhava os outros, a aniversariante.” (10º§)
c) “Na cabeceira da mesa, a toalha manchada de coca-cola, o bolo desabado,[...]” (9º§)
d) “[...] insinuando-se em fingidas acotoveladas de animação, cada um para a sua pazinha.” (6º§)
18) A concordância verbal com o pronome “quem” em “[...] é ela quem deve partir!” (2º§) está de acordo com a regra
geral da linguagem padrão, excluindo-se as possibilidades pertinentes às linguagens enfática e coloquial. Tal
correção só não está presente em:
a) Quem fez a montagem da festa fui eu.
b) Fui eu quem o incentivou acerca deste assunto.
c) Somos nós quem estamos em dívida com você.
d) Certamente foram eles quem conquistou o sucesso.
20) Na construção do discurso no texto, ocorre a retomada de referentes resultando em uma progressão referencial.
Dentre os trechos selecionados a seguir, alguns apresentam a retomada de um referente principal introduzido no
texto.
I. “E olhava-os piscando.” (10º§)
II. “E de súbito a velha pegou na faca.” (3º§)
III. “[...] que casara em hora e tempo devidos com um bom homem [...]” (10º§)
IV. “como tendo sido tão forte pudera dar à luz aqueles seres opacos, [...]” (10º§)
V. “— Parta o bolo, vovó! disse a mãe dos quatro filhos, é ela quem deve partir!” (2º§)
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
a) I, III e IV.
b) I, II, III e V.
c) I, II, IV e V.
d) II, III, IV e V.
21) A palavra “se” possui diversas classificações e funções. A indicação para uma determinada classificação e/ou
função de tal palavra apenas poderá ser definida de acordo com o contexto da oração em que a mesma estiver
inserida. A partir de tal informação, considere o 4º§ do texto e assinale a afirmativa correta em relação à palavra
“se”.
a) Apenas uma das duas ocorrências indica condição.
b) As duas ocorrências possuem a mesma classificação e função.
c) Em relação às duas ocorrências, apenas uma trata-se de conjunção subordinativa, a outra não.
d) Apenas a primeira ocorrência pode ser classificada como objeto direto, pois, acompanha verbo transitivo direto.
22) No último parágrafo do fragmento transcrito do conto “Feliz Aniversário”, a repetição da expressão “ela era a mãe”
indica
a) o humor de D. Anita diante de uma situação tão dramática.
b) o estabelecimento de um aumento da importância da figura de D. Anita, a cada repetição.
c) a interrupção da ordem lógica, de forma proposital, para realçar o mau humor da aniversariante.
d) o emprego de um recurso da linguagem para realçar a ideia da condição de D. Anita na situação apresentada.
23) Em “Rodrigo, o neto de sete anos, era o único a ser a carne de seu coração.” (10º§), o emprego de vírgulas tem a
finalidade de separar uma aposição, que, por sua vez,
a) avalia uma informação.
b) especifica um termo genérico.
c) indica a reiteração de uma identidade.
d) apresenta um detalhamento do termo anterior.
24) Sobre o neto Rodrigo, várias características lhe são atribuídas demonstrando o sentimento da aniversariante pelo
menino a partir de tal avaliação. Por fim, é feita uma previsão a seu respeito: “Aquele seria um homem.” (10º§). O
sentido da palavra utilizada, “homem”, pode ser visto também em:
a) Era seu desejo que o primeiro filho fosse homem.
b) Como é homem, está sujeito a errar constantemente.
c) O primeiro emprego já o aguardava, bastava tornar-se um homem.
d) Teodoro é homem suficiente para enfrentar as mais difíceis adversidades.
26) De acordo com as características que identificam o gênero textual apresentado, informe se os itens abaixo são
verdadeiros (V) ou falsos (F) e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
( ) Tema de caráter universal.
( ) Relato relacionado ao trabalho investigativo.
( ) Narrativa marcada por uma atmosfera introspectiva.
( ) Reflexões e dilemas são provocados por fatos triviais.
a) V–F–V–V
b) F–F–V–F
c) V–V–F–F
d) F–V–F–V
27) “Como?! como tendo sido tão forte pudera dar à luz aqueles seres opacos, com braços moles e rostos ansiosos?
Ela, a forte, que casara em hora e tempo devidos com um bom homem a quem, obediente e independente, ela
respeitara; a quem respeitara e que lhe fizera filhos e lhe pagara os partos e lhe honrara os resguardos. O tronco
fora bom. Mas dera aqueles azedos e infelizes frutos, sem capacidade sequer para uma boa alegria.” (10º§).
(DALÍ, Salvador. A persistência da memória, 931. In: ALEXANDRIAN, S. Surrealist Art. New York: Thames and Hudson, 1989.)
Estabelecendo uma relação com o trecho destacado do conto “Feliz Aniversário”, pode-se afirmar que na pintura de
Salvador Dalí reproduzida anteriormente,
a) a utilização da linguagem não verbal afasta qualquer identificação com o fragmento transcrito do texto.
b) há uma referência quanto ao tempo visto no relato de lembranças, reflexões e sentimentos da personagem.
c) há uma distorção do tempo, diferente do que ocorre no relato da personagem que segue a cronologia do texto.
d) o tronco da árvore é a representação do mesmo tronco a que se refere à personagem, tendo o mesmo
significado.
28) De acordo com os critérios de divisão silábica, observe as palavras destacadas a seguir e a divisão silábica
proposta:
intumescido = in-tu-mes-ci-do
impetuosa = im-pe-tuo-sa
despenteada = des-pen-te-a-da
A divisão silábica está correta em
a) todas as palavras.
b) uma das três palavras.
c) nenhuma das palavras.
d) duas das três palavras.
A Prova de Redação valerá grau 10,0000 (dez) e consistirá na elaboração de texto dissertativo-argumentativo,
em prosa.
Recomenda-se que a redação seja escrita em letra cursiva legível.
Não serão fornecidas folhas adicionais para complementação da redação, devendo o candidato limitar-se ao
impresso recebido, que possui 30 (trinta) linhas.
Será atribuído o grau 0 (zero) à redação:
- fora da tipologia textual ou tema proposto;
- que não estiver em prosa;
- com número inferior a 100 (cem) palavras (consideram-se palavras todas aquelas pertencentes às classes
gramaticais da Língua Portuguesa);
- com número inferior a 15 (quinze) linhas;
- com marcas que permitam a identificação do autor;
- escrita de forma ilegível ou cuja caligrafia impeça a compreensão do sentido global do texto;
- escrita em outro idioma, que não seja o português;
- escrita a lápis (total ou parcialmente) ou com caneta que não seja de tinta preta ou azul; e
- cujos descontos (por erros) somem valores superiores ao grau 10,0000 (dez).
TEMA DE REDAÇÃO
Texto I
A era da indústria conectada
Setores de automobilismo e de aviação estão à frente da internet industrial no Brasil. A conexão entre diferentes
tecnologias e pessoas deve se expandir a outras áreas da economia a partir de 2016
Depois do vapor, da eletricidade e da automação mecânica, o mundo está passando por mais uma transição que
irá impactar os processos produtivos. Em escala global, estamos caminhando para a era da internet industrial, na qual
a digitalização e a interconexão de tecnologias e pessoas tornam-se partes fundamentais da produção, gerando
informações que irão ajudar a aumentar a eficiência e a competitividade, a reduzir custos e a minimizar os impactos
ambientais. [...]
No Brasil, os exemplos já são concretos, como os projetos nos setores de automobilismo e de aviação.
(Caminhos para o futuro, Época, 28/12/2015.)
Texto II
A Era Digital e os Benefícios ao Meio Ambiente
Alguns pesquisadores apontam a tecnologia como um dos principais responsáveis pelos danos causados à
natureza nos tempos atuais. E não existe nada de exagerado em tal afirmação, uma vez que o avanço tecnológico
associado ao sistema econômico já demonstrou em tantas ocasiões o quanto pode ser nocivo ao meio ambiente. O que
não quer dizer que a Era Digital não trouxe benefícios e vale lembrar que quando um meio tecnológico provoca males à
natureza, é um ser humano que está escolhendo o caminho a seguir.
Falando do lado positivo da Era Digital, o nosso objetivo, o número de desenvolvimento de tecnologias menos
poluentes vem aumentando consideravelmente. Além de beneficiarem o meio ambiente, muitas delas, visam diminuir
os custos de produção. E não é só isso, graças à tecnologia, os métodos utilizados para fiscalização, controle e
prevenção foram aprimorados e concedem resultados mais confiáveis.
(Disponível em: [Link]
Acesso em: janeiro de 2016.)
O slogan do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado hoje (5), “Sete bilhões de sonhos. Um planeta. Consuma
com moderação”, convida as pessoas a repensarem seus estilos de vida e a se verem como parte da coletividade, em
uma comunidade global. A expectativa do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) é que de um a
três bilhões de consumidores de classe média sejam somados à população global até 2030 e o Brasil tem um papel
importante neste contexto. [...]
[...] “Isso vai além da chamada gestão ambiental, de reduzir o desperdício, mas desenhar produtos mais
sustentáveis, um ferro elétrico que consome menos energia, por exemplo. O guia traduz esse conceito mais complexo
para uma linguagem que as pequenas e médias empresas entendem e se apropriam. É uma conversa com todos os
elos da cadeia também para sensibilizar o consumidor a prestigiar esses produtos. Optar pelos mais sustentáveis serve
de recado para a indústria, de que [o consumidor] quer mais desses produtos”, explicou Fernanda.
(Jornal do Brasil, Ciência e Tecnologia. 05/06/2015.)
Com base nos textos motivadores, produza um texto dissertativo-argumentativo tendo como tema:
Brasil lembra centenário de escritora que definiu favela como quarto de despejo
“Eu denomino que a favela é o quarto de despejo de uma cidade. Nós, os pobres, somos os trastes velhos”. A
metáfora é forte e só poderia ser construída dessa forma, em primeira pessoa, por alguém que viveu essa condição.
Relatos como este foram descobertos no final da década de 1950 nos diários da escritora Carolina Maria de Jesus (1914-
1977). Moradora da favela do Canindé, zona norte de São Paulo, ela trabalhava como catadora e registrava o cotidiano
da comunidade em cadernos que encontrava no lixo. O centenário de nascimento de uma das primeiras e mais
importantes escritoras negras do Brasil é comemorado hoje (14).
Nascida em Sacramento (MG), Carolina mudou-se para a capital paulista em 1947, momento em que surgiam as
primeiras favelas na cidade. Apesar do pouco estudo, tendo cursado apenas as séries iniciais do primário, ela reunia em
casa mais de 20 cadernos com testemunhos sobre o cotidiano da favela, um dos quais deu origem ao livro Quarto de
Despejo: Diário de uma Favelada, publicado em 1960. Após o lançamento, seguiram-se três edições, com um total de
100 mil exemplares vendidos, tradução para 13 idiomas e vendas em mais de 40 países.
“É um documento [sobre o] que um sociólogo poderia fazer estudos profundos, interpretar, mas não teria condição
de ir ao cerne do problema e ela teve, porque vivia a questão”, avalia Audálio Dantas, jornalista que descobriu a escritora
em 1958. O encontro ocorreu quando o jornalista estava na comunidade para fazer uma reportagem sobre a favela do
Canindé. “Pode-se dizer que essa foi a primeira [favela] que se aproximou do centro da cidade e isso constituía o fato
novo”, relembrou. Ele conta que Carolina vivia procurando alguém para mostrar o seu trabalho.
Uma mulher briguenta que ameaçava os vizinhos com a promessa de registrar as discórdias em um livro. É assim
que Audálio recorda Carolina nos primeiros encontros. “Qualquer coisa ela dizia: 'Estou escrevendo um livro e vou colocar
vocês lá'. Isso lhe dava autoridade”, relatou. Ao ser convidado por ela para conhecer os cadernos, o jornalista se deparou
com descrições de um cotidiano que ele não conseguiria reportar em sua escrita. “Achei que devia parar com a minha
pesquisa, porque tinha quem contasse melhor do que eu. Ela tinha uma força, dava pra perceber na leitura de dez linhas,
uma força descritiva, um talento incomum”, declarou.
(MACIEL, Camila. Disponível em: [Link]
favela-como-quarto-de. Acesso em: 22/01/2017. Trecho inicial.)
01) De acordo com o conteúdo textual, por que a primeira fala citada da escritora-tema porta uma “metáfora” (1º§)?
a) Porque ela afirma que toda cidade possui seu próprio espaço de depósito de trastes velhos.
b) A metáfora se dá pela conotação empregada no uso do termo “cidade” em oposição à “favela”.
c) Pois é construída uma relação de sentido entre “favela” e “quarto de despejo” e entre “pobres” e “trastes”.
d) Ocorre no sentido de a fala da autora ser irônica e metafórica, uma vez que fora extraída de um de seus livros.
02) A matéria sobre Carolina Maria de Jesus data de 14/03/2014. Sem essa informação, é correto afirmar que o dado
exposto em “é comemorado hoje (14)” (1º§)
a) não sofreria incorreções interpretativas, uma vez que o texto dá a data de nascimento da escritora.
b) não poderia evidenciar de que modo se relaciona com o restante do texto para construir seu sentido.
c) conseguiria ser depreendido em seu sentido contextual, extraindo as conclusões a partir do próprio texto.
d) teria seu sentido preservado, já que essa informação não é um dos componentes fundamentais da matéria.
03) No trecho “Carolina mudou-se” (2º§) a partícula “-se” foi utilizada para
a) demonstrar que houve condicionantes para que a mudança da escritora ocorresse.
b) assinalar que a própria Carolina foi quem mudou de Minas Gerais para São Paulo.
c) evidenciar a causa da mudança da escritora mineira para a capital paulista.
d) retomar as causas que motivaram a mudança de Carolina para São Paulo.
04) Tendo como base apenas o título, é possível inferir que o texto tratará
a) das festividades acerca do centenário de uma escritora que viveu em uma favela.
b) da lembrança dos cem anos de uma escritora que concebeu uma definição para a favela.
c) da rememoração de um século da definição clássica de “favela” como “quarto de despejo”.
d) do tributo pelo centenário de uma escritora aclamada por seu livro sobre a realidade das favelas.
06) Assinale a alternativa correta sobre o uso de alguns dos verbos empregados no texto.
a) Em “Ele conta que Carolina…” (3º§) o verbo “contar” expressa uma ação ocorrida e narrada no passado.
b) O verbo “registrar”, em “com a promessa de registrar” (4º§), não está flexionado, pois aparece em uma forma
nominal.
c) Em “ela trabalhava como catadora e registrava o cotidiano” (1º§), “trabalhava” expressa uma ação ocorrida antes
de “registrava”.
d) No trecho “momento em que surgiam as primeiras favelas” (2º§) há um erro de concordância do verbo “surgir” já
que seu sujeito é “momento”.
07) Associe os trechos do texto, na coluna da direita, às suas estruturas constitutivas, enquanto plano textual, na coluna
da esquerda. A seguir, assinale a alternativa com a sequência correta. (Os números poderão ser utilizados mais de uma vez).
(1) Desenvolvimento ( ) “A metáfora é forte e só poderia ser construída dessa forma, em
(2) Introdução primeira pessoa, por alguém que viveu essa condição.” (1º§).
(3) Conclusão ( ) “Após o lançamento, seguiram-se três edições, com um total de
100 mil exemplares vendidos, tradução para 13 idiomas e vendas
em mais de 40 países.” (2º§).
( ) “Ao ser convidado por ela para conhecer os cadernos, o jornalista
se deparou com descrições de um cotidiano que ele não
conseguiria reportar em sua escrita.” (4º§).
a) 1–2–1
b) 1–2–3
c) 2–1–3
d) 2–1–1
08) No trecho “Ao ser convidado por ela para conhecer os cadernos, o jornalista se deparou com descrições de um
cotidiano que ele não conseguiria reportar em sua escrita.” (4º§) tem o sentido de
a) referir.
b) concernir.
c) reproduzir.
d) mencionar.
09) Segundo Audálio Dantas, um sociólogo é incapaz de escrever como Carolina Maria de Jesus porque
a) o local de fala dele não é o mesmo que o dela, que foi exposta àquilo que narra.
b) sua escrita não teria a sensibilidade feminina que a dela apresenta em seus relatos.
c) o trabalho documental dele o impede de vivenciar a questão como a escritora viveu.
d) ele só é capaz de fazer análises profundas, e não consegue ir ao centro da discussão.
11) Analise as afirmações abaixo sobre o uso de alguns sinais de pontuação utilizados no texto.
I. No trecho que se inicia em “Qualquer coisa” e se encerra em “lhe dava autoridade” (4º§) o uso das aspas simples
se deu porque houve uma citação dentro da citação.
II. Em “Pode-se dizer que essa foi a primeira [favela] que” (3º§) os colchetes foram utilizados para introduzir um
adendo para facilitar o entendimento do trecho.
III. Em “Carolina Maria de Jesus (1914-1977)” (1º§) o uso do travessão se deu para separar o ano de nascimento e
morte da escritora tema da reportagem.
Está correto o que se afirma em:
a) I, II e III.
b) III, apenas.
c) I e II, apenas.
d) II e III, apenas.
12) Os trechos “os pobres”, “em primeira pessoa” e “zona norte de São Paulo”, todos extraídos do primeiro parágrafo,
são excertos
a) cuja função na oração é indicar uma circunstância (dando ideia de tempo, lugar, modo etc.), modificando o sentido
do termo a qual se filia.
b) que determinam, especificam ou explicam um substantivo, possuindo função adjetiva na oração e sendo
desempenhados por adjetivos.
c) de caráter nominal, que se juntam a um substantivo, a um pronome, ou a um a um equivalente destes, a título de
explicação.
d) que servem para chamar ou interpelar um ouvinte hipotético, geralmente se relacionando à segunda pessoa do
discurso.
13) Considerando tanto o conteúdo textual quanto pictórico da tirinha, é possível observar uma relação dela com a
temática do texto I em análise. Qual é ela?
a) De maneira literária e lúdica, a tirinha e o texto comentam a relação de distanciamento entre a população rica e
os pobres.
b) Tanto o texto quanto a tirinha narram a questão da população marginalizada e invisível para as demais parcelas
da sociedade.
c) Nos dois textos é evidenciado um relato jornalístico das mudanças sociais pelas quais passaram as grandes
cidades nos últimos tempos.
d) Os dois textos revelam a situação da população pobre e sem estrutura das grandes cidades, pelo olhar daqueles
que não vivem essa realidade.
14) Tendo em vista a tonicidade de “país”, no contexto da tirinha, assinale a alternativa que expõe um excerto do texto I
com uma palavra com essa mesma tonicidade.
a) “Ele conta que Carolina” (3º§).
b) “Apesar do pouco estudo” (2º§).
c) “Moradora da favela do Canindé” (1º§).
d) “[...] ameaçava os vizinhos com a promessa” (4º§).
15) A palavra “televisão”, no último quadro da tirinha, foi translineada (isto é: passou de uma linha para outra, deixando
parte dela na linha de cima e parte na debaixo). Abaixo estão expostas algumas palavras do texto I em análise.
Assinale a alternativa que apresenta apenas possibilidades corretas de translineações delas.
a) qua-is / o-cor-reu / a-pro-xi-mou
b) ven-di-dos / idi-o-mas / pri-me-i-ras
c) le-i-tu-ra / in-co-mum / a-me-a-ça-va
d) cons-ti-tu-ía / re-lem-brou / con-vi-da-do
Declaração de amor
Esta é uma declaração de amor: amo a língua portuguesa. E ela não é fácil. Não é maleável. E, como não foi
profundamente trabalhada pelo pensamento, a sua tendência é a de não ter sutilezas e de reagir às vezes com um
verdadeiro pontapé contra os que temerariamente ousam transformá-la numa linguagem de sentimento e alerteza. E de
amor. A língua portuguesa é um verdadeiro desafio para quem escreve. Sobretudo para quem escreve tirando das coisas
e das pessoas a primeira capa de superficialismo.
Às vezes ela reage diante de um pensamento mais complicado. Às vezes se assusta com o imprevisível de uma
frase. Eu gosto de manejá-la – como gostava de estar montada num cavalo e guiá-lo pelas rédeas, às vezes lentamente,
às vezes a galope.
Eu queria que a língua portuguesa chegasse ao máximo nas minhas mãos. E este desejo todos os que escrevem
têm. Um Camões e outros iguais não bastaram para nos dar para sempre uma herança de língua já feita. Todos nós que
escrevemos estamos fazendo do túmulo do pensamento alguma coisa que lhe dê vida.
Essas dificuldades nós as temos. Mas não falei do encantamento de lidar com uma língua que não foi
aprofundada. O que recebi de herança não me chega.
Se eu fosse muda, e também não pudesse escrever, e me perguntassem a que língua eu queria pertencer, eu
diria: inglês, que é preciso e belo. Mas como não nasci muda e pude escrever, tornou-se absolutamente claro para mim
que eu queria mesmo era escrever em português. Eu até queria não ter aprendido outras línguas: só para que a minha
abordagem do português fosse virgem e límpida.
(LISPECTOR, Clarice. “Declaração de amor”. In.: Crônicas para jovens: de escrita e vida. Rio de Janeiro: Rocco Jovens Leitores, 2010.)
16) “Na atividade de leitura e produção de sentido, colocamos em ação várias estratégias sócio-cognitivas. Essas
estratégias por meio das quais se realiza o processamento textual mobilizam vários tipos de conhecimento que temos
armazenados na memória”.
(KOCH, Ingedore Vilaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e compreender os sentidos do texto. São Paulo: Contexto, 2006.)
Em consonância com o enunciado acima, a qual sistema de conhecimento deve-se recorrer para compreender com
mais clareza o trecho “Um Camões e outros iguais não bastaram para nos dar...” (3º§) em sua relação com o contexto
de produção de sentido em que está situado?
a) Linguístico.
b) Interacional.
c) Enciclopédico.
d) Metacomunicativo.
17) Classifique as ideias do texto expostas, à esquerda, com os pressupostos de interpretação, à direita. A seguir,
assinale a alternativa que apresenta a classificação correta.
(1) Fato ( ) “Esta é uma declaração de amor: amo a língua portuguesa. E ela
(2) Opinião do autor não é fácil. Não é maleável.” (1º§).
(3) Inferência do autor ( ) “Um Camões e outros iguais não bastaram para nos dar para
sempre uma herança de língua já feita.” (3º§).
( ) “[...] como gostava de estar montada num cavalo e guiá-lo pelas
rédeas, às vezes lentamente, às vezes a galope.” (2º§).
a) 2–3–1
b) 1–3–2
c) 2–1–3
d) 1–2–3
20) Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma abaixo, em consonância com o que se coloca no texto. A
seguir, marque a opção com a sequência correta.
( ) Com a língua portuguesa, considerando os desafios existentes, é possível desnudar coisas e pessoas
revelando mais que o superficial.
( ) Quem escreve tem um desejo de dominar em sua totalidade a língua e de controlá-la já finalizada, mesmo
sabendo que ela é inacabada.
( ) Uma vez que se aprende outra língua, como o inglês em sua precisão, se pode igualmente ter uma visão mais
lúcida do português.
a) F–V–V
b) F–F–V
c) V–F–F
d) V–V–F
21) Enquanto texto literário, nessa crônica há a predominância da função poética da linguagem. No entanto, é correto
afirmar que nela também ocorre a função
a) conativa.
b) apelativa.
c) referencial.
d) metalinguística.
22) Associe os usos da partícula “se” no texto, na coluna da direita, às suas respectivas classes de palavras, na coluna
da esquerda. A seguir, assinale a alternativa com a sequência correta. (Os números deverão ser utilizados mais de uma vez).
(1) Conjunção ( ) “Se eu fosse muda” (5º§).
(2) Pronome pessoal ( ) “Às vezes se assusta” (2º§).
( ) “[…] tornou-se absolutamente” (5º§).
a) 2–1–1
b) 1–2–2
c) 1–1–2
d) 2–2–1
23) Assinale a alternativa que apresenta uma palavra que, no contexto do texto, foi utilizada com sentido denotativo.
a) “reage” (2º§).
b) “tirando” (1º§).
c) “assusta” (2º§).
d) “escrevem” (3º§).
24) Em “Todos nós que escrevemos estamos fazendo do túmulo do pensamento alguma coisa que lhe dê vida.” (3º§) a
autora constrói uma
a) metáfora, já que cria uma comparação mental a partir de informações expostas no texto.
b) conclusão, uma vez que cria um juízo de valor, através de dados e elementos concretos.
c) imagem, pois faz uma representação concreta que serve para ilustrar uma ideia abstrata.
d) comparação, pois confronta as características de dois itens distintivos colocados no texto.
26) “E, como não foi profundamente trabalhada pelo pensamento, a sua tendência é a de não ter sutilezas e de reagir
às vezes com um verdadeiro pontapé contra os que temerariamente ousam transformá-la numa linguagem de
sentimento e alerteza”.
Como ficariam as palavras do trecho acima, mantendo a coerência estilística da autora, caso o sujeito principal do
excerto fosse masculino?
a) trabalhado / sua / verdadeiro / os / transformá-lo / numa
b) trabalhado / seu / verdadeira / as / transformá-la / numa
c) trabalhada / seu / verdadeiro / as / transformá-lo / num
d) trabalhada / sua / verdadeiro / os / transformá-la / num
27) Analise as afirmações abaixo sobre alguns usos da crase no texto no segundo parágrafo do texto.
I. Em “Às vezes ela reage diante de um pensamento mais complicado.” a aplicação do sinal indicador de crase se
deu porque o sujeito é feminino (“ela”).
II. Em “Às vezes se assusta com o imprevisível de uma frase.” o uso do sinal indicativo de crase ocorreu porque
houve a junção do artigo com a preposição.
III. Nos dois usos ocorridos em “às vezes lentamente, às vezes a galope” a crase foi utilizada por ocorrer expressões
adverbias onde participam palavras femininas.
Está correto o que se afirma apenas em:
a) I.
b) III.
c) I e II.
d) II e III.
28) Tendo em mente o contexto em que são empregados, marque a alternativa em que o verbo apresentado tem a
mesma regra de regência de “amo” (1º§).
a) “nasci” (5º§).
b) “tirando” (1º§).
c) “assusta” (2º§).
d) “chegasse” (3º§).
29) Em qual das opções abaixo há um trecho do texto em que o sujeito não recebe a ação do verbo?
a) “não foi profundamente trabalhada pelo pensamento” (1º§).
b) “como gostava de estar montada num cavalo” (2º§).
c) “E este desejo todos os que escrevem têm” (3º§).
d) “uma língua que não foi aprofundada” (4º§).
30) O advérbio “temerariamente” (1º§) tem o sentido, considerando o contexto de aplicação, de:
a) perigo.
b) audácia.
c) arriscado.
d) imprudente.
“Coitadinhar”
Jairo Marques*
1. Uma das melhores interpretações já feitas do verbo “coitadinhar”, neologismo que aprendi durante um
papo-furado com uma grande amiga que é cega, foi feita no filme “Shrek”. Ela acontece no momento em que
o Gato de Botas, para fugir de uma situação em que estava encurralado, esbugalhou os olhos, comprimiu o
pescoço, ensaiou um choro e conseguiu, por fim, amolecer o coração dos malvados que o cercavam, escapando
ileso.
2. “Coitadinhar” é prática ainda muito recorrente entre o povo da minha espécie, os quebrados das partes,
que, no afã de aceitação, no intuito de criar um argumento para que seja compreendida sua limitação, coloca
diante do enfrentamento das situações o seu jeito torto, o seu escutador de novela avariado.
3. “Coitadinhar” é deixar que a incapacidade seja maior do que de fato é e esperar que os outros empunhem
o batido e cansativo rótulo de “exemplo de superação” por estar simplesmente vivendo, tocando o dia a dia,
batalhando por um espaço como qualquer outro “serumano”.
4. Quem permite ser chamado de “exemplo” porque respira direitinho, consegue abrir uma lata de sardinha,
rodopia e chama o movimento de pasodoble ou esculpe bichinhos em massa de modelar e considera-se Rodin,
corre sério risco de estar “coitadinhando”.
5. Com isso, criam-se ranços e falsas impressões: o cego sempre vai precisar ser puxado pelo braço no meio
da rua para chegar ao lugar onde precisa, uma vez que cegueira e independência não se misturam; o down será
colocado na “sala especial”, uma vez que necessita de um cantinho só para ele, e o surdo será dado como mudo
e “difinitivamente”, como diria minha tia.
6. Hoje em dia, porém, há também gente se “coitadinhando” nas redes sociais e até no enfrentamento natural
da vida. Quando alguém se “coitadinha”, abre a porteira para ser avaliado como ser inferior, digno de pena, que
precisa de ajuda permanente para resolver os perrengues do dia a dia. Você passa a ser oficialmente a mala mais
pesada da viagem de férias, aquela que todos sabem que existe, mas que exige coragem para ser encarada.
7. Por esses dias natalinos já chegando, em que rever posturas diante de si mesmo é tradição, está escancarada
a oportunidade para fazer diferente. Em vez do puro lamento, a divisão realista de um sentimento; em vez de
se esconder atrás de ausências, batalhar pelo direito de igualdade; em vez de um vago apelo por caridade, a
coragem de tentar outros caminhos.
8. Não há mal na fragilidade, na necessidade de ser assistido, em ser alvo da fraternidade e da boa ação. O
problema é quando o ditado “Quem tem quem o chore, faz que morre todos os dias” vai sendo incorporado sem
pudores no cotidiano e amarra terminantemente a vontade de acordar para a vida.
* Jairo Marques, que é cadeirante, aborda aspectos da vida de pessoas com deficiência e de cidadania.
(Disponível em: <[Link] Acesso em 15 set. 2017. Adaptado).
01) Com base nessa leitura e considerando a abordagem contemporânea do tema, é correto afirmar que os
argumentos apresentados pelo autor para defender seu ponto de vista encerram
a) uma opinião acrítica.
b) uma visão muito negativa.
c) um sentimento de impotência.
d) um posicionamento crítico-reflexivo.
02) Conforme sugere o texto, “Coitadinhar”, palavra criada por Jairo Marques, constitui
a) um neologismo desprovido de indícios de significação.
b) um jogo fonético curioso e experimental, todavia arbitrário.
c) uma palavra conhecida constante de dicionário geral da língua.
d) um fenômeno linguístico possível no léxico de toda língua viva.
04) O tom de um texto não depende das características e experiências de quem escreve, mas sim de um
posicionamento — que deve ser consciente — do escritor. Tom é a atitude do locutor em relação ao leitor.
Isto se reflete na escolha do vocabulário e na construção das frases e parágrafos.
(Disponível em: <[Link] Acesso em 20 set. 2017).
A esse respeito, indique a opção que completa corretamente as lacunas da assertiva a seguir.
Um dos tons que o autor de “Coitadinhar” imprime ao seu texto é o ________________, pois, ao elaborá-lo, faz
referência a um tema relativo à existência humana enquanto realidade vivida. O outro tom que se identifica no
texto é o _______________, uma vez que o cronista toca no tema de forma profunda, intensa, sólida e forte.
a) ficcional / frugal
b) visceral / ficcional
c) existencial / frugal
d) existencial / visceral
06) Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir sobre os recursos argumentativos utilizados
pelo autor para desenvolver suas ideias e convencer o leitor.
07) O autor recorre ao provérbio português “Quem tem quem o chore, faz que morre todos os dias” para criticar as
pessoas que se “coitadinham”.
O ditado que melhor se aplica à postura crítica de Jairo Marques, principalmente inserida nos dois últimos
parágrafos, é:
a) “Quem não muda de caminho é trem”.
b) “Quem nasce torto, morre envergado”.
c) “Quem não sabe sofrer, não sabe viver”.
d) “Quem mistura-se com os porcos, farelos come”.
I - Na frase “Quando alguém se ‘coitadinha’, abre a porteira para ser avaliado como ser inferior, digno de
pena, que precisa de ajuda permanente para resolver os perrengues do dia a dia” (§ 6), a palavra em
destaque poderia ser substituída por sufocos, sem prejuízo para a coerência textual.
PORQUE
II - Trata-se de um caso de polissemia, um fenômeno enfocado na sessão da gramática normativa
denominada Semântica, área da linguística que estuda a propriedade de uma palavra de apresentar,
de acordo com o contexto, outro significado além de seu sentido original.
Sobre as asserções, é correto afirmar que
a) a primeira é uma afirmativa falsa; e a segunda, verdadeira.
b) a primeira é uma afirmativa verdadeira; e a segunda, falsa.
c) as duas são verdadeiras, mas não estabelecem relação entre si.
d) as duas são verdadeiras, e a segunda é uma justificativa correta da primeira.
10) A intencionalidade do autor ao grafar as unidades léxicas “serumano” (§ 3) e “difinitivamente” (§ 5) entre aspas
deve-se a
I - uma pista linguística que pretende quebrar a expectativa do leitor.
II - uma transcrição morfossintática que oferta ideia de contradição ao texto.
III - um recurso para dar destaque e realçar o emprego dos termos enfocados.
IV - um jogo morfossemântico que sintetiza a essência do que se deseja expressar.
V - um desconhecimento acerca da grafia correta de palavras da língua portuguesa.
Está correto apenas o que se afirma em
a) I e II.
b) II e III.
c) III e IV.
d) IV e V.
13) Associe as colunas, relacionando as variações de significado dos signos linguísticos presentes nas frases
aos elementos da linguagem.
(1) Conotação (...) “... e conseguiu, por fim, amolecer o coração dos malvados ...”
(2) Denotação (...) “... esculpe bichinhos em massa de modelar...”
(...) “... grande amiga que é cega...”
(...) “... tocando o dia a dia, batalhando por um espaço...”
(...) “... enfrentamento das situações o seu jeito torto...”
15) A coesão referencial é aquela que cria um sistema de relações entre as palavras e expressões de um texto,
permitindo ao leitor identificar os termos a que se referem. O termo referente é aquele que indica a entidade
ou situação a que o falante se refere.
(Disponível em: <[Link] Acesso em 20 set. 2017).
Na frase “...e conseguiu, por fim, amolecer o coração dos malvados que o cercavam, escapando ileso” (§ 1),
de que forma o conector destacado contribui para a construção da coesão textual?
a) Propondo uma explicação.
b) Determinando uma finalidade.
c) Retomando um termo anterior.
d) Expressando ideia de consequência.
O texto em tela resulta do hibridismo de dois gêneros textuais. A partir dele, é possível inferir, fundamentalmente,
que
a) o cartaz perde poder de persuasão ao adotar a forma do gênero textual receita.
b) a receita agrega-se ao gênero propaganda com a finalidade de dar instruções ao leitor.
c) o cartaz apresenta a forma do gênero receita para divulgar qualidades de um bom profissional.
d) a receita está a serviço do cartaz, impondo ao leitor valores, mitos e ideais, a fim de persuadi-lo.
Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma abaixo sobre as classes gramaticais das palavras
destacadas. A seguir, marque a opção com a sequência correta.
“O violão é não só a música (com todas as suas possibilidades orquestrais latentes) em forma de
mulher, como, de todos os instrumentos musicais que se inspiram na forma feminina - viola, violino, bandolim,
violoncelo, contrabaixo - o único que representa a mulher ideal: nem grande, nem pequena; de pescoço
alongado, ombros redondos e suaves, cintura fina e ancas plenas; cultivada mas sem jactância; relutante em
exibir-se, a não ser pela mão daquele a quem ama; atenta e obediente ao seu amado, mas sem perda de
caráter e dignidade; e, na intimidade, terna, sábia e apaixonada. Há mulheres-violino, mulheres-violoncelo e
até mulheres-contrabaixo”.
(MORAES, V. de. Uma mulher chamada guitarra. In: Uma mulher chamada guitarra. S.P.: Boa Companhia, 2013, p.26).
18) Relacione as colunas, observando a justificativa do emprego do sinal de pontuação nas frases.
19) Observando os elementos de coesão, a relação de ideia presente no trecho destacado foi interpretada
corretamente em
1962- Reinaldo começou a trabalhar no Brás, engraxando sapatos num ponto da estação de trem, levantava
bem cedo, todo dia escuro ainda. Quase no fim do ano compramos uma televisão, fazendo sacrifício.
(JATOBÁ, R. O pano vermelho. In: Crônicas da vida operária. S.P.: Lazuli Editora, 2006, p.39).
Com relação à duração do processo verbal, a ação dos verbos em destaque pode ser caracterizada,
respectivamente, como
a) repete-se com frequência / inicia-se, começa / continua depois de iniciada / termina, conclui-se.
b) inicia-se, começa / continua depois de iniciada / repete-se com frequência / termina, conclui-se.
c) termina, conclui-se / repete-se com frequência / continua depois de iniciada / inicia-se, começa.
d) inicia-se, começa / repete-se com frequência / termina, conclui-se / continua depois de iniciada.
Jogadores de futebol falam discursos decorados, não porque se submetem a cursos de oratória
no vestiário, mas porque são condicionados a falar assim por seus treinadores. Estes são os grandes
geradores de clichês futebolísticos – principalmente os que se julgam muito espertos, como Luxemburgo e
Filipão. Observe seus discursos ocos e os compare com os de homens articulados, com diversos interesses
extrafutebol, como Oswald de Oliveira e Carlos Alberto Parreira. [...] Mas considerando-se que entre os
brasileiros mais influentes da atualidade estão os jogadores de futebol e as louras pneumáticas, não é
difícil imaginar o destino da pobre língua, onde moram muitos outros recentes aleijões impostos, como os
gerúndios. E não vamos pôr a culpa apenas nas secretárias ou telefonistas que, por força do hábito, têm
um léxico próprio. Pode-se ouvir gente de todas as classes sociais falando do seu jeito.
(CASTRO, Ruy. A pobre língua, deformada por novas manias. In: Lições de gramática para quem gosta de literatura. São Paulo:
Panda Books, 2007, p. 65-66 – Adaptado).
Os pronomes, cuja função essencial é denotar ou determinar os seres, funcionam também como elementos de
coesão, quando ligam elementos de um texto para manter a sua unidade. Assim, após a leitura do fragmento
da crônica, é possível dizer que o termo referente é corretamente retomado pelo pronome destacado em
a) “seu jeito” / “classes sociais”.
b) “os compare” / “discursos ocos”.
c) “onde moram” / “aleijões impostos”.
d) “Estes são” / “grandes geradores de clichês futebolísticos”.
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27) Avalie a charge a seguir, considerando o valor semântico da palavra “primavera”.
Termo Explicação
(1) Só (...) Do ponto de vista morfológico, generaliza um nome.
(2) Têm (...) Do ponto de vista sintático, substitui um substantivo.
(3) Me (...) Do ponto de vista sintático, está relacionado a um verbo.
(4) Um (...) Do ponto de vista semântico, exprime uma ideia, uma ação.
O texto publicitário do Ministério da Saúde tem a intenção de persuadir o público-alvo sobre a dengue e
uma das formas de evitá-la. Essa intenção assume a forma de um convite, estratégia argumentativa
linguisticamente marcada, fundamentalmente, pelo uso de
Com relação à colocação dos pronomes destacados no texto, analise as alternativas a seguir.
I - A próclise foi empregada no trecho “O que me contaram” devido à presença de palavra atrativa.
II - O pronome oblíquo destacado em “A mim, contaram-me” foi empregado corretamente na frase.
III - A ênclise presente no trecho “E contaram-me” é a única possibilidade de colocação pronominal.
IV - Os pronomes oblíquos “se” e “los” estão enclíticos ao verbo pela mesma razão.
Estão corretas apenas as afirmativas
a) I e II.
b) III e IV.
c) I, II e III.
d) I, II e IV.
TEXTO I
A SERVIÇO DO SER HUMANO
De forma explícita ou imperceptível, os robôs já transformam — e facilitam — nossa vida
Filipe Vilicic, Jennifer Ann Thomas
Imagine a seguinte cena. Ao fim de um exaustivo dia de trabalho, uma executiva ativa um aplicativo no celular
que avisa ao computador de bordo de seu carro que ela está de saída. Quando ela deixa o escritório, o automóvel a
espera na entrada do prédio e, automaticamente, abre a porta para a dona, que é reconhecida pela máquina assim
que se aproxima. Dentro do veículo, uma voz computadorizada pergunta: “Para casa?”. Depois da confirmação, o
carro é guiado pela inteligência artificial (IA) de um software interno, enquanto a executiva responde a e-mails em
seu tablet, desatenta ao tráfego, intensíssimo àquela hora da tarde. [...] Ao chegar em casa, nossa protagonista é
surpreendida: acabou a ração do cachorro. Ela, então, se volta para a IA: “Pode encomendar para chegar hoje?”.
A resposta: “Já fiz isso pela manhã. O pacote deve ser entregue por um drone em dez minutos”.
É possível que toda essa movimentação soe como ficção científica, intangível. Não é. Trata-se de retrato da
rotina de parte dos habitantes do planeta neste século XXI.
O ponto de inflexão que permitiu tal avanço tem um nome: machinelearning (o aprendizado da máquina).
Traduz Dean: “Antes, criávamos comandos que seriam seguidos pela IA. Hoje, capacitamos a tecnologia para que
aprenda sozinha. Com isso, a IA promete substituir pessoas em funções que não exijam capacidades, digamos,
“exclusivamente humanas”, prenhes de sutilezas, de emoções e sentimentos.
(Disponível em: <[Link] Acesso em 24 set. 2017. Adaptado.)
TEXTO II
O QUE É INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL?
Inteligência artificial (artificial intelligence, em inglês) é um ramo de pesquisa da Ciência da Computação que
se ocupa em desenvolver mecanismos e dispositivos tecnológicos que possam simular o raciocínio humano,
ou seja, a inteligência que é característica dos seres humanos.
O objetivo central das pesquisas relacionadas à inteligência artificial baseia-se na ideia de fazer com que os
computadores possam “pensar” exatamente como os humanos, criando análises, raciocinando, compreendendo
e obtendo respostas para diferentes situações.
(Disponível em: <[Link] Acesso em 22 set. 2017. Adaptado.)
TEXTO III
Instruções: Leia, atenciosamente, o texto seguinte para responder as questões de (01) a (05).
Doenças já erradicadas no Brasil voltaram a ser motivo de preocupação entre autoridades sanitárias e
profissionais de saúde.
Vacinação é essencial para evitar a volta de doenças erradicadas
Só a imunização da população garante o controle de doenças como a pólio, que causa paralisia e pode até
matar.
As baixas coberturas vacinais, principalmente em crianças menores de 5 anos, reacenderam uma luz
vermelha no país: doenças graves, antes erradicadas, como a poliomielite, estão reaparecendo.
A poliomielite, ou “paralisia infantil”, é uma doença infectocontagiosa viral, caracterizada por um quadro
de paralisia flácida, que começa subitamente, atingindo os membros inferiores de forma assimétrica.
A transmissão ocorre por contato direto pessoa a pessoa, pela via fecal-oral (mais frequentemente), por
objetos, alimentos e água contaminados com fezes de doentes ou portadores. Também pode ser transmitida
por via oral-oral: a pessoa infectada fala, tosse ou espirra gotículas de secreção contaminada perto de outra
pessoa saudável.
Disponível em: <[Link]
erradicadas>. Acesso em: 16 dez. 2018. Adaptado.
01) Esse texto enfoca as doenças até então erradicadas no Brasil, em especial a poliomielite, e aborda a
vacinação como uma das maneiras de evitar a sua volta.
Tendo o foco na mensagem dirigida ao leitor, o texto ilustra uma das funções da linguagem que busca
a) transmitir fatos de caráter injuntivo sobre as formas de contaminação da pólio.
b) despertar o sentimento de pânico nas pessoas, induzindo-as a optar pela vacinação.
c) conceituar, com detalhes, a poliomielite e os modos mais usuais de prevenção da doença.
d) informar e alertar sobre a volta de uma doença já erradicada, sua transmissão e imunização.
02) O único procedimento que não corresponde à principal função da linguagem identificada no texto é a/o
a) emprego de verbos na 3ª pessoa, utilizando a linguagem tal qual ela é em sua essência.
b) uso da linguagem denotativa, pois não é possível outra interpretação além da já exposta.
c) referência a situações e informações que dizem respeito a acontecimentos do mundo real.
d) manutenção da pessoabilidade, como se a informação traduzisse verdadeiramente os fatos.
03) Quanto à abordagem do tema e aos recursos expressivos, esse texto tem um caráter
a) dialógico: nasce de uma conversa interativa.
b) laudatório: defende uma teoria ou pensamento.
c) antitético: usa expressões de sentidos contrastantes.
d) didático: visa a repassar certas orientações e instruções.
04) Observe os fragmentos transcritos do último parágrafo do texto e a relação de subordinação entre as orações.
I. “Também pode ser transmitida por via oral-oral.”
II. “A pessoa infectada fala, tosse ou espirra gotículas de secreção contaminada perto de outra pessoa
saudável.”
Em relação ao primeiro, o segundo fragmento expressa uma circunstância de
a) fim.
b) tempo.
c) concessão.
d) conformidade.
I. A frase "reacender uma luz vermelha" foi empregada denotativamente, ou seja, em seu sentido primeiro,
real, do dicionário.
II. O vocábulo grifado na frase "atingindo os membros inferiores de forma assimétrica" pode ser substituído
por "irregular", sem prejuízo do sentido original.
III. O termo "coberturas" pode ser empregado com várias acepções; por isso, denomina-se polissêmico.
O sentido dicionarizado mais adequado ao contexto de uso desse vocábulo no texto apresentado é
"garantias".
IV. A expressão "paralisia flácida", embora seja de emprego técnico, no contexto em que foi usada pode
ser compreendida como uma manifestação clínica caracterizada por fraqueza muscular, muito comum
nas pessoas acometidas de poliomielite.
V. As palavras "erradicadas" e "irradicadas" fazem parte do léxico da nossa língua e possuem a mesma
fonética. Assim, embora sejam pronunciadas com sons aparentemente idênticos, apresentam letras
que as distinguem quanto à forma de escrevê-las e ao seu significado.
Está correto apenas o que se afirma em
a) I e II.
b) II e IV.
c) I, III e V.
d) III, IV e V.
Instruções: Leia, com atenção, o texto seguinte para responder as questões de (06) a (10).
§3 Publicada na revista Nature Communications, a pesquisa ajuda a entender uma questão vital sobre
a pele humana. Milhões de células epiteliais (responsáveis pelo revestimento do organismo) são
agrupadas para formar o órgão. Em uma superfície totalmente plana, células em forma de colunas,
prisma ou cubo poderiam ser comprimidas para criar uma barreira. Mas o corpo humano tem poucas
(se é que existem superfícies totalmente planas), o que significa que cubos e colunas não funcionam.
E as células epiteliais, sempre que necessário, precisam fazer algumas flexões e curvaturas para os
movimentos e também durante o desenvolvimento embrionário.
§4 Os estudiosos encontraram aspectos semelhantes ao Scutoid no epitélio do peixe-zebra e nas
glândulas salivares da mosca-das-frutas. Para eles, a forma pode ter usos importantes na medicina.
“Por exemplo, se você está procurando cultivar órgãos artificiais, essa descoberta pode ajudá-lo a
construir um andaime para encorajar esse tipo de embalagem de células, imitando com precisão o
modo natural de desenvolver tecidos”, comentou o pesquisador da Universidade Lehigh.
Disponível em: <[Link]
html?utm_source=notificacao-geral&utm_medium=notificacao-browser>. Acesso em: 21 dez. 2018. Adaptado.
08) O autor do texto veicula ideias estabelecendo relações que atuam na construção dos sentidos. Para isso,
ele usa conjunções ou locuções conjuntivas subordinativas: termos que ligam orações sintaticamente
dependentes.
Considerando o texto apresentado, é possível identificar que, na estrutura frasal
a) “Estudiosos estão convictos de que descobriram uma nova forma geométrica: o Scutoid” (§1), a segunda
oração exerce a função de um complemento nominal de um adjetivo.
b) “...essa descoberta pode ajudá-lo a construir um andaime para encorajar esse tipo de embalagem de
células...” (§4), o vocábulo PARA foi empregado com a noção de causa.
c) “Ela pode ser ‘encontrada’ nas axilas, nariz e rosto. Isso porque assume um formato que as células da pele
tomam ao dobrar.” (§1), a palavra PORQUE foi usada como instrumento de indagação.
d) “... células em forma de colunas, prisma ou cubo poderiam ser comprimidas para criar uma barreira, mas
o corpo humano tem poucas (se é que existem superfícies totalmente planas)” (§3), a conjunção MAS
apresenta uma nova informação.
09) Algumas palavras da língua portuguesa podem apresentar variações, como no caso das palavras “régua”,
“regra”, “regular” e “irregular”. Apesar das diferenças de sentidos, essas palavras se filiam à mesma raiz e
têm um núcleo significado comum, que é o radical. Por isso elas são cognatas e formam uma família de
palavras ou família lexical.
Leia o terceiro parágrafo do texto, considere o conceito de palavras cognatas e observe os termos grifados.
“... a pesquisa ajuda a entender uma questão vital sobre a pele humana. Milhões de células epiteliais
(responsáveis pelo revestimento do organismo) são agrupadas para formar o órgão. Em uma superfície
totalmente plana, células em forma de colunas, prisma ou cubo poderiam ser comprimidas para criar uma
barreira. Mas o corpo humano tem poucas (se é que existem superfícies totalmente planas), o que significa
que cubos e colunas não funcionam.”
Só não ocorrem três cognatos em
a) “vital” / vidinha / vidente.
b) “forma” / formação / formar.
c) “agrupadas” / grupal / grupo.
d) “corpo” / incorpóreo / corpanzil.
TEXTO II
Com base no que propõe o Texto I, a leitura do Texto II permite identificar que a narrativa se aproxima de um (a)
a) fábula, por conter uma lição de moral.
b) notícia, por informar sobre um fato ocorrido.
c) apólogo, por trazer um ensinamento de vida.
d) crônica, por retratar um instante do cotidiano.
12) Quando se presta a atenção nos verbos e na situação sugerida, identifica-se uma inadequação em
a) Opôs-se. Obsteve. Proibiu. Suspendeu. Interditou. Cassou.
= VETO.
b) Percorrerá. Peregrinará. Cruzará. Viandará. Cortará. Visitará.
= VIAGEM.
c) Imaginou. Devaneou. Fantasiou. Delirou. Divagou. Tresvairou.
= SONHO.
d) Glosava. Explicava. Comentava. Anotava. Interpretava. Criticava.
= DEPRECIAÇÃO.
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13) A semântica, palavra derivada do grego, é o estudo do sentido e da interpretação do significado de uma
palavra, de um signo, de uma frase ou de uma expressão.
Leia a tirinha e preencha corretamente as lacunas do texto a seguir, observando os aspectos associados a
uma das atribuições da semântica que diz respeito ao significado das palavras.
Na Língua Portuguesa, há palavras ou frases diferentes que possuem uma mesma significação. Alguns
gramáticos e lexicógrafos, no entanto, problematizam tal questão, assinalando que ainda não se
conseguiu uma definição precisa acerca do que se denomina ____________________, razão pela qual
____________________ perfeitos são uma raridade. Esse tipo de situação está corretamente exemplificado
no ____________________ do ____________________ da tirinha.
a) sinonímia / sinônimos / 2º balão / quadrinho 1
b) antonímia / antônimos / 3º balão / quadrinho 2
c) conotação / conotativos / 1º balão / quadrinho 2
d) polissemia / polissêmicos / 4º balão / quadrinho 1
O culpado é o crocodilo
Joãozinho chegou muito atrasado à escola. (*) A professora perguntou:
— O que aconteceu?
— Fui atacado por um crocodilo!
— Oh, meu Deus! E você se machucou?
— Machucar não. (*) O trabalho de matemática ele comeu todinho…
Disponível em: <[Link] Acesso em: 21 dez. 2018. Adaptado.
Ao reescrever as respectivas orações, os conectores que podem ser empregados no lugar dos asteriscos, de
forma a manter o sentido original do texto são
a) e / mas.
b) e / porque.
c) por isso / pois.
d) mas / porquanto.
I. O segundo quadrinho contém um período simples, constituído por uma oração denominada absoluta.
II. Em "quando todos os membros da família estão ocupados", o termo "ocupados” é um predicativo.
III. No primeiro quadrinho há duas orações subordinadas adverbiais com valores semânticos de tempo e
de lugar.
IV. No primeiro quadrinho, a oração iniciada pela conjunção "que" exerce a função de sujeito do verbo da
oração principal.
V. No primeiro quadrinho, as expressões "nos dias de hoje" e "à mesa" modificam os sujeitos das orações
que integram.
Está correto apenas o que se afirma em
a) I, II e III.
b) I, II e IV.
c) II, IV e V.
d) III, IV e V.
20) Todo texto apresenta em sua estrutura certas palavras e expressões que funcionam como elementos de
coesão ou de ligação entre palavras, orações e parágrafos, estabelecendo uma sequência coerente das
ideias.
O sentido expresso pelo elemento de coesão destacado, no seu contexto de uso, está em dissintonia com
sua respectiva função em
a) Não basta apenas combater o racismo; é preciso, além disso, maior foco nas questões identitárias,
relacionadas a movimentos sociais, e na luta por igualdade racial.
– A locução “além disso” expressa um acréscimo que reforça os argumentos formulados.
b) Atualmente, o aborto é crime no Brasil. Uma pesquisa que foi apresentada ao STF apontou: uma em cada
cinco (20%) mulheres brasileiras de até 40 anos já fizeram um aborto.
– O pronome relativo “que” retoma a expressão “uma pesquisa”, ligando as orações.
c) Não apenas os conhecimentos de Filosofia, mas também os de Sociologia exercem um papel coadjuvante
no currículo do ensino médio, pois são necessários ao exercício da cidadania.
– A expressão “mas também” estabelece uma relação de soma aos termos do discurso, desenvolvendo
ainda mais a argumentação proferida.
d) “Alguns filmes pedem e até exigem espectadores sofisticados, apaixonados e corajosos. Talvez no futuro
eles sejam um objeto de maior culto e prazer”.
– O pronome pessoal “eles” substitui a expressão “expectadores sofisticados, apaixonados e corajosos”,
mencionada anteriormente, evitando sua repetição e tornando o texto mais coeso.
§1 Pessoal, acabei de ler os termos e as condições do Facebook a cerca de algum tempo. E fiquei
paaaaasmo!!!! com o que descobri. Ao contrário do que pensava, o Facebook não te obriga a ter opinião
sobre nada. É sério. Li tudo rapidamente, de cabo a rabo. O Facebook tampouco te obriga àquilo que diz
respeito a lamentar tragédias, ou sugere que se deva julgar o quanto os outros estão lamentando-as, ou o
quanto eles não estão, e muito menos exige que você tenha soluções para o problema do Estado Islâmico.
§2 Uma das poucas coisas que lembro da faculdade de Letras: a linguagem tem três funções principais
presentes em frases como “estou mal”; “me ajuda”; “fulano está mal e precisa de ajuda”. Mas há uma quarta
função, geralmente desprezada, quando digo: “Alô”, “Testando”, “Opa, tudo bem”, na qual cabem as coisas
que não querem dizer nada e só foram ditas porque era preciso emitir algum tipo de som, seja para evitar um
desconforto, seja para saber se há alguém do outro lado da linha, seja porque o silêncio estava incomodando.
§3 Tive uma fase bem triste na minha vida em que deixava a televisão ligada o dia inteiro. Era uma
maneira de não ouvir as vozes dentro da minha cabeça. Percebi que era pra isso que servia a televisão ligada
nos bares e as músicas que tocam nos táxis. Ninguém está ouvindo, ninguém está assistindo. Só serve para
não deixar o silêncio doer.
§4 Basta ter um atentado no Oriente Médio para todos se tornarem doutores em Islamismo, pós-doutores
em Relações Internacionais, prêmios Nobel da Paz. A tragédia deixa as vozes dentro da cabeça histéricas:
“Tem gente morrendo e você aí tentando ser feliz”, “Você também vai morrer”, “Todo o mundo vai morrer”.
Falar é, sobretudo, uma maneira de não ouvir.
§5 A maioria dos posts só serve para que algo seja postado. Há quem diga: “Não há nada pior do que esse
silêncio”. Muitas coisas são piores do que esse silêncio. As músicas de elevador. As conversas de táxi. As
opiniões apressadas, as indignações reproduzidas, o ódio retuitado. Shhh. Psiu! Deixa o silêncio. Deixa doer.
Disponível em: <[Link] Acesso em 21 dez.
2018. Adaptado.
21) Preencha corretamente as lacunas do texto a seguir, identificando a função da linguagem correspondente a
cada frase em destaque.
“Uma das poucas coisas que lembro da faculdade de Letras: a linguagem tem três funções principais
presentes em frases como ‘estou mal’ (_______________) ; ‘me ajuda’; (_______________); ‘fulano está
mal e precisa de ajuda’ (_______________). Mas há uma quarta função, (_______________) geralmente
desprezada, quando digo: ‘Alô, Testando’, Opa, tudo bem’, na qual cabem as coisas que não querem dizer
nada e só foram ditas porque era preciso emitir algum tipo de som, seja para evitar um desconforto, seja para
saber se há alguém do outro lado da linha, seja porque o silêncio estava incomodando.”
A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é
a) emotiva / conativa / referencial / estética
b) conativa / fática / estética / metalinguística
c) emotiva / metalinguística / fática / poética
d) expressiva / apelativa / referencial / fática
22) Considere o primeiro parágrafo do texto e associe corretamente o tipo de acento à respectiva palavra.
24) Por vezes a mídia veicula propagandas, artigos, crônicas e outros gêneros em que os textos escritos apresentam
inadequações de registro.
A esse respeito, leia, a seguir, um anúncio publicitário e uma passagem transcrita do texto “Alô. Som.
Testando”, de Gregório Duvivier.
TEXTO I
TEXTO II
“Uma das poucas coisas que lembro da faculdade de Letras: a linguagem tem três funções principais
presentes em frases como ‘estou mal’; ‘me ajuda’; ‘fulano está mal e precisa de ajuda’”. (§2)
Lendo atentamente os dois textos, é correto afirmar que, apesar de suas diferenças tipológicas e de gênero,
ambos têm em comum um erro de
a) regência verbal.
b) regência nominal.
c) concordância nominal.
d) colocação pronominal.
25) Na frase “... o Facebook não te obriga a ter opinião sobre nada” (§1), empregou-se a colocação proclítica do
pronome átono pelo mesmo motivo que ela foi usada em:
a) Que os profissionais da saúde se ofereçam como voluntários junto à população de rua!
b) Sobre a atividade física, os jovens a praticam em níveis muito abaixo dos recomendados.
c) A TV lhe informou sobre a sonda InSight, da Nasa, e aquele pouso na superfície de Marte.
d) Na atualidade, de modo algum se aceita a importunação sexual no cotidiano das mulheres.
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26) Observe o último parágrafo transcrito do texto e informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma sobre ele.
“A maioria dos posts só serve para que algo seja postado. Há quem diga: “Não há nada pior do que esse
silêncio”. Muitas coisas são piores do que esse silêncio. As músicas de elevador. As conversas de táxi. As
opiniões apressadas, as indignações reproduzidas, o ódio retuitado. Shhh. Psiu! Deixa o silêncio. Deixa doer.”
Avalie as afirmações que tratam da construção da trama textual do ponto de vista dos mecanismos de coesão
textual.
I. No tópico 1, a expressão "anti-idade" foi empregada denotativamente, o que leva o leitor a lhe atribuir
significado literal.
II. No tópico 2, na frase "São aqueles usados há muito tempo para inibir os efeitos do tempo...", o pronome
demonstrativo "aqueles" é elemento que tem a função coesiva de retomar a expressão "efeitos do
tempo".
III. No tópico 3, a expressão "ativos confiáveis" remete a um elemento que não foi explicitado nem explicado no texto.
IV. No tópico 4, na frase "... procurá-lo antes de usar qualquer produto...", o pronome oblíquo "lo" é um
elemento de coesão que retoma a expressão "qualquer produto".
V. No tópico 4, o pronome possessivo "suas", embora tenha como referente um interlocutor, foi usado de
forma ambígua, pois pode ser associado, também, à palavra "médico".
Está correto apenas o que se afirma em
a) I e II.
b) I e V.
c) II, III e IV.
d) III, IV e V.
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28) Há uma inadequação quanto ao emprego do artigo definido em:
a) Quase todos leram as notícias acerca do biólogo chinês que teria criado humanos com DNA modificado.
b) Toda a comunidade científica coloca em pauta, discute e debate questões éticas que este evento levanta.
c) He Jiankui afirma que, teoricamente, todos os bebês filhos de soropositivos seriam imunes à doença.
d) Todas opiniões sobre essa experiência foram recebidas com ceticismo pelo mundo científico internacional.
29) Confronte as frases abaixo com o que dispõem as gramáticas normativas e avalie aquelas nas quais se
evidencia a colocação de pronomes de acordo com a norma culta da língua escrita.
30) Leia, atenciosamente, as informações contidas no bilhete de passagem a seguir e informe se é verdadeiro
(V) ou falso (F) o que se afirma sobre ele.
TEXTO I
Redes sociais e relações interpessoais
Ao se aderir a uma rede social, estabelecem-se diversas relações e conexões com pessoas que podem ser,
ou não, do leque de amigos do dia a dia.
Será que o tipo de relação estabelecida pessoalmente é semelhante ao tipo de relação estabelecida
virtualmente? Será que se responde de forma igual perante uma discussão acesa sobre um tema se se estiver
em contexto presencial ou se se estiver a discutir virtualmente?
Um estudo da Universidade de Haifa, em Israel, demonstra que, no contacto pessoal, a pessoa tende a ser
mais afável que no contacto virtual, podendo neste último apresentar-se como crítica, arrogante, agressiva e
menos tolerante. O que este estudo conclui é que essas mudanças ao nível da relação interpessoal podem dever-
se à ausência do contacto visual, ou seja, não olhar “olhos nos olhos” da pessoa com quem estamos a conversar
ou a discutir uma ideia.
Apesar de ser um grande avanço tecnológico e de apresentar-se com inúmeras vantagens, parece que as
redes sociais podem prejudicar a capacidade de relacionamento interpessoal. Elas facilitam a informação, mas
podem restringir a capacidade de reflexão.
Para evitar que tal aconteça, é importante se lembrar de que antes não havia Facebook, mas, sim, cafés ou
jardins onde as pessoas se encontravam com os seus amigos, para saber novidades e discutir ideias. Espaços
estes que não podem ser substituídos pelo feed de notícias, perfis ou pelos murais, que devem ser mantidos
atualizados e cuidados tal como se mantém o Facebook.
Disponível em: <[Link] em: 28 dez. 2018.
Adaptado.
TEXTO II
Sensações de família
Jairo Marques*
Deve ser coisa da idade, da mente mais madura e um tanto mais alucinada pelo ritmo da vida. Tenho frequentemente
congelado momentos cotidianos na cabeça, como se fossem quadros de Monet, cujos detalhes e texturas a gente
fica observando com admiração. E essas minhas pinturas mentais são monotemáticas, abordam situações em
família.
Ainda por esses dias, catei uns trapos e, numa marinete voadora, deitei o cabelo lá para Três Lagoas, minha
cidade natal, de surpresa, para visitar minha velha mãe, que sempre reclama, com razão, de minhas ausências.
A reação que vi da minha mãe foi inédita. Ela tremia, chorava, me abraçava e procurava lógica naquele momento
que parecia tão improvável. “Mas como você aparece assim?”. Fui tomado não só por um conforto, mas por um
aconchego e criei um self portrait mental à la Van Gogh de nosso abraço.
Por fim, tive até chance de ver Caetano se apresentando com os filhos Zeca, Moreno e Tom, no encerramento
da delicada turnê de Ofertório. Quase babava de satisfação com a dança de um, sorria largo com o desempenho
vocal do outro, parecia se orgulhar com os olhos depois dos dizeres afirmativos do mais velho, Moreno.
Existe um poder humano fantástico gerado pelas — boas — sensações criadas em família. Talvez seja algo
ligado à natureza de nos manter unidos para enfrentar as intempéries do mundo lá fora. Seja o que for, já há
organizações sociais do Brasil e do exterior se preparando para fomentar iniciativas que retomem a importância
do convívio, do momento em família como mecanismo de proteção, aconchego e fortalecimento, principalmente
das crianças. Isso faz todo o sentido.
* Jornalista e repórter.
01) É correto afirmar que o autor, ao abordar o tema, imprime ao seu texto um tom
a) solene.
b) apático.
c) intimista.
d) pejorativo.
03) Na frase “E essas minhas pinturas mentais são monotemáticas...”, a palavra em destaque, sem prejuízo
para o sentido do texto e para a correção gramatical, pode ser corretamente substituída por
a) enigmáticas.
b) unitemáticas.
c) pluritemáticas.
d) multitemáticas.
É correto afirmar que o adjetivo “exausta” exerce a mesma função sintática que o termo em destaque na
seguinte frase transcrita do texto:
06) Na frase “Fui tomado não só por um conforto, mas por um aconchego e criei um self portrait mental à la Van
Gogh de nosso abraço.” (§ 2), a relação lógica trazida pela palavra em destaque é de
a) modo.
b) ressalva.
c) inclusão.
d) adversidade.
08) Os textos a seguir, cada um a sua maneira, tratam de uma importante classe de palavras.
Texto I
“Palavra que liga duas outras palavras, de forma que o sentido da primeira é completado pela segunda.”
CEREJA, William Roberto; MAGALHÃES, Thereza Cochar. Gramática reflexiva – texto, semântica e interação. São Paulo: Atual,
2013, p. 191.
Texto II
“Por fim, tive até chance de ver Caetano se apresentando com os filhos Zeca, Moreno e Tom, no encerramento
da delicada turnê de Ofertório.” (3º §)
É correto afirmar que as palavras sublinhadas no Texto II exemplificam a classe de palavras conceituada no
Texto I denominada
a) artigo.
b) advérbio.
c) pronome.
d) preposição.
09) É correto afirmar que no segundo parágrafo do texto predomina a função da linguagem conhecida como
a) conativa, pois o cronista apresenta ao interlocutor um comando para valorizar momentos familiares
inesquecíveis.
b) metalinguística, pois o autor, ao tratar do cotidiano familiar, faz uso da escrita de uma crônica para falar
do próprio ato de escrever.
c) fática, pois o produtor do texto aciona o receptor a participar da sua “viagem” à terra natal e aproveita para
valorizar a figura materna.
d) emotiva, pois, de forma subjetiva, o produtor do texto revela ao leitor impressões pessoais sobre uma
situação vivida e experienciada.
“Existe um poder humano fantástico gerado pelas — boas — sensações criadas em família. Talvez
seja algo ligado à natureza de nos manter unidos para enfrentar as intempéries do mundo lá fora. Seja
o que for, já há organizações sociais do Brasil e do exterior se preparando para fomentar iniciativas que
retomem a importância do convívio, do momento em família como mecanismo de proteção, aconchego
e fortalecimento, principalmente das crianças. Isso faz todo o sentido.”
Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma sobre os elementos coesivos que promovem sua
manutenção temática.
( ) O vocábulo “boas” (l. 1) reforça a ideia que perpassa o texto sobre a ativação de uma função sensorial
explicitada.
( ) O termo “para” (l. 3) introduz uma finalidade que encontra complemento no que se afirma no restante
do parágrafo.
( ) “Talvez” (l. 1) é um conectivo de causa e “Isso” (l. 6) indica uma concessão relativamente às informações
anteriores.
( ) As palavras “proteção”, “aconchego” e “fortalecimento” (l. 4 e 5) enfatizam a importância das
organizações sociais do Brasil e do exterior.
A sequência correta é
a) (F); (F); (V); (V).
b) (V); (F); (F); (V).
c) (V); (V); (F); (F).
d) (F); (V); (V); (F).
11) É correto afirmar que impedir qualquer ambiguidade, marcar as pausas e as inflexões da voz na leitura, enfatizar
e/ou separar expressões e orações são algumas das finalidades de um sinal de pontuação denominado
a) vírgula.
b) travessão.
c) reticências.
d) dois-pontos.
12) Segundo Cereja e Magalhães (2013, p. 383), “polissemia é a propriedade que uma palavra tem de apresentar
vários sentidos.”
Considerando-se que o contexto de seu emprego não seja o literário, é correto afirmar que a sequência de
palavras polissêmicas está corretamente indicada em
a) letra / banco / decalitro / pé.
b) terra / dama / xadrez / estrela.
c) cabo / vela / orelha / manganês.
d) logaritmo / rede / rosa / estetoscópio.
13) A regência nominal estuda os casos de nomes (substantivos, adjetivos e advérbios) que exigem outra palavra
para completar-lhes o sentido.
A esse respeito, é correto afirmar que a única palavra destacada que não admite as duas regências indicadas é:
a) A verdade é preferível à/que hipocrisia.
b) Messi é contemporâneo a/de Cristiano Ronaldo.
c) O cineasta andava alheio a/de tudo ao seu redor.
d) Brasileiros têm grande devoção a/por lugares sagrados.
Considere a aplicabilidade do conceito formulado pelo gramático na frase “Alguém me disse”, título da música
imortalizada na voz de Anísio Silva e gravada em 1960, da qual se expõe um fragmento da sua partitura
musical.
É correto afirmar que o uso da próclise no título da melodia está correto porque
I. se trata de uma oração cujo verbo encontra-se no infinitivo não flexionado, precedido de preposição.
II. ocorre de acordo com a norma culta, que recomenda o emprego proclítico do pronome oblíquo.
III. o pronome indefinido exerce função atrativa sobre o pronome oblíquo nessa estrutura frasal.
IV. a frase se inicia por um advérbio não seguido de vírgula, o que determina a colocação obrigatória
do pronome proclítico.
15) Leia o texto a seguir, de autoria do escritor português Valter Hugo Mãe, e preencha corretamente as lacunas
quanto ao uso do sinal indicativo de crase.
“A minha mãe é a minha filha. Preciso dizer ______ ela que chega de bolo de chocolate, chega
de café ou de andar ______ pressas. Vai engordar, vai ficar elétrica, vai começar ______ doer-lhe a
perna esquerda. [...] A minha mãe, que é a minha filha, fica bem de branco, vermelho; gosto de vê-la de
amarelo-torrado, um azul de céu ou verde. Algumas lojas conhecem-me. Mostram-me ______ novidades.
Encontro pessoas que sentem uma alegria bonita em me ajudar. Aniversários ou Natal, a Primavera ou só
um fim de semana fora servem para que me lembre de trazer-lhe um presente. Pais e filhos são perfeitos
para presentes. Eu daria todos os melhores presentes para minha mãe.”
Disponível em: <[Link]
Acesso em: 20 dez. 2019. Adaptado.
A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é
a) à / as / à / às.
b) à / às / a / as.
c) a / às / a / as.
d) a / as / à / às.
Refeição em família
Anna Veronica Mautner*
Conversar é preciso, assim como é também bater papo, palpitar. Precisamos de conversa fiada – é
conversando que construímos as imagens que temos uns dos outros.
Não conheço melhor lugar do que a mesa de refeição para esse tipo de conversa à toa. Mas como a mesa
de refeição está sendo cada vez menos usada, por falta de tempo e de oportunidade, e como são poucos os
que reclamam – esse espaço foi encolhendo devagar e ficando meio esquecido.
É em volta da mesa que se relata o cotidiano de cada um e, também, é compartilhado. E dentro do clima
de “sem-cerimônia”, nos reconhecemos. É no “à toa” mesmo. Quando falta ou é rara essa rotina caseira,
passamos a viver como se a vida se tornasse um texto que não foi relido. A conversa na mesa é reler, rever
o dia que passou.
A partir deste bate-papo inconsequente, podemos testar escolhas e até nos corrigir. É nesse clima que os
indivíduos se avaliam e são avaliados, gerando a família – entidade única e original. Aí captamos o significado
de olhares, gestos, entonações que conhecemos bem, mas os detalhes mudam dia a dia. É, pois, no “um dia
depois do outro”, que são lançadas as sementes do respeito e do conhecimento mútuo.
Não tenho dúvida alguma: é de famílias conversadeiras, afetivas, tolerantes, prolixas que saem as pessoas
que sabem escolher bem – pessoas aptas a fugir da dominação cega que os fortes podem exercer – é esse
o maior e mais importante legado das refeições em família.
* Psicanalista da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo.
18) A crônica jornalística Refeição em família, de Anna Veronica Mautner, adota um ponto de vista que acompanha,
à sua maneira, uma discussão proposta por Jairo Marques no texto Sensações de família.
O que singulariza esse procedimento narrativo é o registro do(a)
a) valorização de uma instituição muito antiga entre os seres humanos.
b) afrouxamento dos laços de amizade entre os membros de uma família.
c) fracasso da família perante a liberdade de escolhas e o choque de gerações.
d) futilidade gerada pela boa convivência entre familiares em ocasiões especiais.
19) Em qual das seguintes passagens a palavra ou expressão destacada não pode ser substituída pelo termo
entre colchetes, sem se alterar o sentido original do texto?
a) 3º §: “E dentro do clima de ‘sem-cerimônia’, nos reconhecemos.” [INFORMALIDADE]
b) 5º §: “...é esse o maior e mais importante legado das refeições em família.” [HERANÇA]
c) 2º §: “Não conheço melhor lugar do que a mesa de refeição para esse tipo de conversa à toa.”
[ESPONTÂNEA]
d) 5º §: “... é de famílias conversadeiras, afetivas, tolerantes, prolixas que saem as pessoas que sabem
escolher bem...”. [LACÔNICAS]
20) O hífen é um sinal gráfico cujas funções estão associadas a uma infinidade de ocorrências linguísticas. Com
o advento da Nova Reforma Ortográfica houve algumas mudanças em relação à sua aplicabilidade.
A esse respeito, leia a seguinte frase transcrita do texto.
“A partir deste bate-papo inconsequente, podemos testar escolhas e até nos corrigir.” (4º §)
É correto afirmar que o termo “bate-papo” deve ser grafado com hífen porque
a) corresponde a um adjetivo composto.
b) apresenta encadeamento de palavras.
c) exemplifica uma informalidade da língua.
d) é composto por justaposição e iniciado por verbo.
21) Na gramática, a flexão consiste na modificação de uma palavra para expressar diferentes categorias
gramaticais, como modo, tempo, voz, aspecto, pessoa, número, gênero e caso.
Considere o seguinte fragmento transcrito do texto.
“... e como são poucos os que reclamam – esse espaço foi encolhendo devagar e ficando meio esquecido.
(2º §)
22) “Artigo é uma palavra que antepomos aos substantivos para dar aos seres um sentido determinado ou
indeterminado. Indica, ao mesmo tempo, o gênero e o número dos substantivos.” (CEGALLA, 2010, p. 157).
A esse respeito, em qual oração o artigo definido, na expressão sublinhada, determina o substantivo?
a) “... mudam dia a dia.” (4º §)
b) “... pessoas aptas a fugir ...” (5º §)
c) “... esse tipo de conversa à toa.” (2º §)
d) “... como se a vida se tornasse um texto...” (3º §)
“Conversar é preciso, assim como é também bater papo, palpitar. Precisamos de conversa fiada – é
conversando que construímos as imagens que temos uns dos outros.”
Considerando o seu contexto de uso, a coesão do texto é construída, principalmente, pelo emprego de certas
palavras
a) que expressam, intencionalmente, duplicidade de sentidos.
b) que indicam a circunstância em que ocorrem as ações verbais.
c) de sentidos aproximados que podem ser substituídas uma pela outra.
d) de sentidos diferentes daqueles em que convencionalmente são utilizadas.
“É nesse clima que os indivíduos se avaliam e são avaliados, gerando a família – entidade única e
original. Aí captamos o significado de olhares, gestos, entonações que conhecemos bem, mas os detalhes
mudam dia a dia.”
É correto afirmar que há erro de separação silábica em
a) o – lha – res.
b) cap – ta – mos.
c) in – di – ví – du – os.
d) en – to – na – çõ – es.
Texto II
Conta na feira
A professora pergunta aos alunos:
– Se eu vou à feira e como 3 peras, 7 bananas, 15 laranjas, 1 melancia, qual será o resultado?
Do fundo da sala, alguém grita:
– Uma dor de barriga!
Disponível em: <[Link] Acesso em: 20 dez. 2019.
A partir do conceito veiculado no Texto I, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma sobre os
sinais de pontuação presentes no Texto II.
Sobre o título do livro, é correto afirmar que a voz verbal que o compõe denomina-se
a) ativa.
b) reflexiva.
c) passiva sintética.
d) passiva analítica.
É correto afirmar que o verbo “comprara” na frase dada pode ser substituído, sem que se altere o sentido e
a correção originais, e o modo verbal, por
a) compraria.
b) teria comprado.
c) havia comprado.
d) houvesse comprado.
Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma sobre a composição do texto e as funções da
linguagem presentes.
É correto afirmar que, nessa historinha, o efeito humorístico origina-se, fundamentalmente, da(o)
a) hesitação da mãe diante da resposta de Cebolinha.
b) maneira como o personagem criança pronuncia certas palavras.
c) entendimento equivocado da mãe sobre o pedido feito pelo menino.
d) semelhança entre as expressões faciais de mãe e filho diante da situação vigente.
Texto I
Filhos autoritários podem afetar a vida de pais idosos
Mirian Goldenberg*
Homens e mulheres se queixam dos comportamentos autoritários dos filhos, que não os respeitam e fazem
com que eles se sintam incapazes, impotentes e invisíveis. Reclamam que os filhos acham que têm o direito
de cercear a liberdade de pessoas ativas, saudáveis e lúcidas.
Um advogado de 83 anos disse que o filho quer controlar sua vida amorosa. “Ele ameaça me interditar,
diz que estou esclerosado. Acusa minha namorada de ter dado o golpe do baú. Vou aproveitar muito bem
o tempo que me resta. É ignorância, desrespeito e preconceito achar que não posso mais decidir o que é
melhor para mim.”
Uma atriz de 79 anos não aguenta mais “a filha mandona”. Não para de me atormentar com conselhos do
tipo: ‘Você não pode mais usar biquíni, parece uma velha ridícula!’; ‘Não pode mais sair para dançar, é muito
perigoso!’ ‘Não pode comer besteira!’. Está sempre controlando onde vou, com quem estou. Nunca me
escuta, nem pergunta o que eu quero, só me dá ordens. Com o pretexto de que está cuidando de mim, está
querendo me aprisionar, implantando uma ditadura dentro de casa.”
Ela conclui: “Tenho vontade de gritar: ‘Não sou uma velhinha gagá. Você não tem o direito de decidir como
devo viver! Você não manda em mim!’. Como ela não percebe que o mais importante para a minha saúde
física e mental é continuar sendo livre e independente, como sempre fui?”
* Antropóloga e professora da Universidade Federal do Rio, é autora de “A Bela Velhice”.
Texto II
Lição de vida
Edna Perrotti
Recebi pelo WhatsApp um vídeo em que a professora e historiadora Celina Viegas nos dá um depoimento
edificante (aproveito o adjetivo usado por ela), que nos motiva – os 60+ – a produzir, usufruir, participar.
A curiosidade me leva a ter mais informações sobre esta senhorinha tão simpática. E nestes tempos de
internet, de Google, rapidamente descubro que ela nasceu em Minas, na então bucólica São João Del Rey, e
que, depois de ter gravado o vídeo (ela estava com 95 anos, na época), viveu mais 15 anos, ou seja, até os
110, vindo a falecer no ano 2000.
Faço as contas: D. Celina nasceu no século XIX e viveu durante todo o século XX, do começo ao fim. Em sua
biografia consta que, depois de aposentada, dedicou sua vida às obras sociais, ajudando os mais pobres.
Sem dúvida, um verdadeiro exemplo de entusiasmo a ser seguido. Um testemunho de quem realmente
AMOU SUA IDADE até o fim da vida.
Disponível em: <[Link] Acesso em: 12 dez. 2019. Adaptado.
PROPOSTA
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua
formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em norma-padrão da Língua Portuguesa, com no
máximo trinta (30) linhas e com letra legível, sobre o seguinte tema:
Atenção:
- Assuma um posicionamento sobre o tema, sem se desviar do assunto.
- Privilegie a clareza, a concisão e a coerência na exposição do pensamento.
- Apresente argumentos convincentes que fundamentarão seu ponto de vista.
Inventa-línguas
Ruy Castro*
1§ Fechada a última urna, a Justiça Eleitoral não somará os votos – “procederá à totalização”. Quem quer
que tenha imposto essa forma pedante e engomada de dizer algo tão simples conta agora com a adesão da
televisão, que se encarrega de fixar na língua os modismos mais bobos.
2§ No futebol, ninguém mais entra em campo, mas “vem pro jogo”, e ninguém mais joga bem, mas “faz um
bom jogo” – expressões que ficamos a dever ao jargão pretensioso e oco de alguns treinadores. E onde
foram parar os antigos estádios e ginásios, substituídos pelas “arenas”, embora seus pisos de grama ou
cimento ainda não tenham sido substituídos pelos de terra, próprios das touradas?
3§ A explicação para tudo isso deve ficar “por conta” – não mais por causa – de alguém que, um dia, resolveu
falar difícil e havia um pascácio escutando. Ou que julgou estar dando a sua contribuição à língua, como na
recente campanha de uma cerveja, louvada nos anúncios por ter “praiabilidade” e “churrascabilidade” – por
que não “futebolidade”?
4§ Guimarães Rosa vivia inventando palavras, necessárias ao que ele queria dizer. Muitas poderiam ter
tido uma sobrevida na língua, como “ensimesmudo”, “infinilhões” ou “sussurruído”. Mas nem ele conseguiu
que elas respirassem fora dos seus livros. Hoje, qualquer um pode ser um inventa-línguas – basta afixar à
fachada de seu negócio uma placa anunciando sua “brinquedaria”, “chicletaria” ou, credo!, “olfataria”.
5§ Está bem, a língua não é imexível, como disse o outro. Mas, antes de submetê-la a um vale-tudo de
gratuidade e exibicionismo, por que não recuperar palavras já existentes e com pouco uso? Nesta semana,
por exemplo, uma delas, que vivia quieta no seu canto e só era usada em textos jurídicos, saiu às ruas com
grande pompa e circunstância: “dosimetria”.
* Jornalista e escritor.
Disponível em: <[Link] Acesso em: 06 dez. 2020.
Adaptado.
01) É correto afirmar que o primeiro parágrafo do texto traz uma opinião do autor marcada, fundamentalmente,
por um posicionamento crítico
a) jocoso.
b) paradoxal.
c) redundante.
d) inverossímil.
02) Considere as informações veiculadas no texto e informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma.
( ) O enunciador mobiliza outras vozes exteriores ao seu discurso para ratificar a defesa de seu ponto de
vista.
( ) O texto, pela sua estrutura, é predominantemente informativo e seu produtor se mostra imparcial ao
abordar o tema.
( ) O autor se apropria de um fato do cotidiano para ilustrar o que escreve, pois os acontecimentos
relatados são frutos de uma experiência própria.
( ) O público destinatário é jovem, razão pela qual o cronista despreza convenções da língua-padrão e
opta exclusivamente pela linguagem de feição informal.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é
a) (F); (F); (V); (F).
b) (F); (V); (F); (V).
c) (V); (F); (V); (F).
d) (V); (V); (F); (V).
Com base no conceito apresentado no Texto 1, a palavra em destaque no Texto 2, no contexto em que está
empregada, pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, exceto por
a) tolo.
b) douto.
c) parvo.
d) néscio.
04) O fragmento transcrito do texto trata de uma particularidade das palavras em relação ao estudo do léxico da
Língua Portuguesa.
“Guimarães Rosa vivia inventando palavras, necessárias ao que ele queria dizer. Muitas poderiam ter tido
uma sobrevida na língua, como “ensimesmudo”, “infinilhões” ou “sussurruído”. Mas nem ele conseguiu que
elas respirassem fora dos seus livros.” (4§)
A partir das afirmações do cronista nesse trecho, é correto afirmar que uma inferência correta acerca das
palavras inventadas por Guimarães Rosa, de acordo com o seu contexto de uso, diz respeito ao fato de elas
05) É correto afirmar que, com a primeira frase do último parágrafo – “a língua não é imexível” –, o autor quis
dizer que uma das características de todo idioma vivo é, fundamentalmente, a sua
a) lassidão.
b) derrocada.
c) exuberância.
d) dinamicidade.
06) Na Língua Portuguesa, a denotação, também referida como sentido denotativo e sentido literal, constitui o
emprego de palavras ou enunciados no seu sentido próprio, comum, habitual, preciso.
Com base nesse conceito, é correto afirmar que a frase transcrita do texto em que as palavras estão
empregadas no sentido denotativo é
a) “... ficamos a dever ao jargão pretensioso e oco de alguns treinadores.”
b) “... nem ele conseguiu que elas [as palavras] respirassem fora dos seus livros.”
c) “... tenha imposto essa forma pedante e engomada de dizer algo tão simples ...”
d) “... julgou estar dando a sua contribuição à língua como na recente campanha ...”
07) Leia o texto a seguir, que trata de algumas classes de palavras, e preencha corretamente as lacunas do texto.
Na frase “... basta afixar à fachada de seu negócio uma placa anunciando sua “brinquedaria”, “chicletaria” ou,
credo!, “olfataria” (4§), o termo em destaque pertence à classe de palavras denominada _______________,
um _______________ da linguagem afetiva ou emocional que, no contexto em que está empregada, exprime
a ideia de _______________.
A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é
a) preposição / recurso / repulsa.
b) preposição / conector / repulsa.
c) interjeição / recurso / desaprovação.
d) interjeição / conector / desaprovação.
EAOF 2021 - Aeronaves (ANV) - Versão A
4
08) Para formular seu pensamento e expressar suas opiniões, as pessoas usam os muitos recursos que a língua
materna disponibiliza. As palavras, acima de tudo, representam um deles. A classe gramatical (ou classe de
palavras) é tema da morfologia.
A esse respeito, leia a tirinha cujo personagem é Armandinho, criação do ilustrador Alexandre Beck, e observe
a palavra “toda” na frase “É o sonho de toda mulher!”.
O termo destacado na frase transcrita do texto de Ruy Castro que pertence à mesma classe gramatical da
palavra “toda” está corretamente indicado em
a) “No futebol, ninguém mais entra em campo...”
b) “Ou que julgou estar dando sua contribuição à língua...”
c) “Está bem, a língua não é imexível, como disse o outro.”
d) “Mas, antes de submetê-la a um vale-tudo de gratuidade e exibicionismo...”
09) A passagem a seguir, transcrita da crônica, possibilita uma reflexão acerca da colocação pronominal.
“[...] conta agora com a adesão da televisão, que se encarrega de fixar na língua os modismos mais bobos.”
(1§)
I. Na frase “... que se encarrega...”, a próclise é opcional, ou seja, pode-se empregar indiferentemente o
pronome antes ou depois do verbo.
PORQUE
II. Nesse caso, o verbo não inicia a oração e não há palavra que exija a colocação do pronome antes dele;
por isso, a próclise não é obrigatória.
Sobre essas asserções, é correto afirmar que
a) as duas são falsas.
b) as duas são verdadeiras.
c) a primeira é uma afirmativa falsa e a segunda, verdadeira.
d) as duas são verdadeiras, mas a segunda não é uma justificativa correta da primeira.
10) Segundo Cereja e Magalhães (2009, p. 361), “crase é a fusão escrita e oral de duas vogais idênticas.”
A frase na qual o sinal indicativo de crase deve ser empregado pelo mesmo motivo que na expressão
“procederá à totalização”? (1§) está corretamente indicada em
a) O feminicídio parece associado a uma questão de ordem sociocultural.
b) Os insetos, a exemplo das formigas, têm sua serventia para os biomas.
c) O ambiente desfavorável a educação precisa ser extirpado urgentemente.
d) Os resultados acerca da pandemia começam a ser difundidos por especialistas.
TEXTO 2
“No futebol, ninguém mais entra em campo, mas “vem pro jogo”, e ninguém mais joga bem, mas “faz um bom
jogo” – expressões que ficamos a dever ao jargão pretensioso e oco de alguns treinadores. E onde foram
parar os antigos estádios e ginásios, substituídos pelas “arenas”, embora seus pisos de grama ou cimento
ainda não tenham sido substituídos pelos de terra, próprios das touradas?” (2§)
12) Na Língua Portuguesa, a transitividade de um verbo, ou seja, sua predicação, depende das relações sintáticas
e semânticas entre ele e os demais termos da oração.
A esse respeito, leia o cartum a seguir.
É correto afirmar que a frase transcrita do texto cujo verbo apresenta a mesma transitividade dos verbos
presentes no primeiro quadrinho do cartum é
a) “... a Justiça Eleitoral não somará os votos...”
b) “No futebol, ninguém mais entra em campo...”
c) “... basta afixar à fachada de seu negócio uma placa...”
d) “Mas, antes de submetê-la a um vale-tudo de gratuidade...”
I. Em “... a língua não é imexível, como disse o outro.” (5§), os termos “imexível” e “o outro” desempenham
a mesma função sintática.
II. No período “... e ninguém mais joga bem, mas faz um bom jogo...’” (2§), há uma oração principal e
outra subordinada.
III. Na frase “... nem ele conseguiu que elas respirassem fora dos seus livros.” (4§), a segunda oração
funciona como objeto direto.
Está correto apenas o que se afirma em
a) I.
b) III.
c) I e II.
d) II e III.
I. pretensioso
II. jurídicos
III. chicletaria
IV. difícil
V. submetê-la
Quarta-feira?
Marcelo Viana*
1§ Criança, em Portugal, causavam-me estranheza os nomes dos dias da semana. Segunda-feira, terça-
feira, quarta-feira… Que feiras são essas? Por que “terça” e não “terceira”? E por que não há primeira-feira?
Dona Isaura, minha professora e mãe, não sabia as respostas, mas ponderava feliz que “é melhor do que
nas outras línguas que dão nomes de deuses pagãos”.
2§ Em inglês, alemão e demais idiomas germânicos, os dias da semana levam nomes de divindades: Sol,
Lua, Tiw, Woden (Odin), Thor, Frigga e Saturno. Nas línguas latinas, como o francês, o espanhol e várias
outras, “domingo” (“dies dominicus”, o dia do senhor) tem origem cristã, e “sábado” provém da tradição
judaica (“Shabbath”). Mas em quase todas essas, os demais dias continuam com nomes de deuses: Lua,
Marte, Mercúrio, Júpiter e Vênus. A única exceção é o português, e essa particularidade é atribuída a um
indivíduo notável, que viveu no século 6: São Martinho de Dume.
3§ Seu maior êxito, por sinal, foi a conversão do reino do arianismo ao catolicismo, o que lhe valeu a
denominação de “apóstolo dos suevos”. Certo de que era indigno de um bom cristão invocar nomes de
deuses pagãos, impôs a terminologia eclesiástica para os dias da semana: “dies dominicus”, “secunda feria”,
“tertia feria”, “quarta feria”, “quinta feria”, “sexta feria” e “sabath”. Aqui “feria” significa “dia livre” (tal como nas
nossas férias) – e não feira. Também fica explicado o “terça”, derivado do latim “tertia”.
4§ É um tributo à notável força de Martinho que sua vontade tenha prevalecido até os nossos dias, de tal modo
que não restam praticamente vestígios dos nomes dos dias da semana em português antigo (“domingo”,
“lues”, “martes”, “mércores”, “joves”, “vernes”, “sábado”).
* Diretor-geral do Instituto de Matemática Pura e Aplicada, ganhador do Prêmio Louis D., do Institut de France.
Disponível em: [Link] Acesso em: 06 dez. 2020.
Adaptado.
16) Quarta-feira?, de Marcelo Viana, é uma crônica jornalística, gênero híbrido que se caracteriza por relatar de
maneira ordenada e detalhada certos fatos ou acontecimentos.
É correto afirmar que o primeiro parágrafo do texto apresenta características de uma
a) injunção.
b) narração.
c) dissertação.
d) argumentação.
17) É correto afirmar que os títulos dos textos de Ruy Castro e Marcelo Viana, nas palavras que os compõem,
guardam em comum o uso de um
a) conectivo.
b) apóstrofo.
c) sinal gráfico.
d) acento diferencial.
18) De acordo com Cegalla (2020, p. 365), “aposto é uma palavra ou expressão que explica ou esclarece,
desenvolve ou resume outro termo da oração.”
De acordo com o conceito apresentado, é correto afirmar que a frase transcrita do texto na qual se identifica
a presença desse termo acessório da oração é
a) “Seu maior êxito, por sinal, foi a conversão do reino do arianismo ao catolicismo...”
b) “Dona Isaura, minha professora e mãe, não sabia as respostas, mas ponderava feliz...”
c) “A única exceção é o português, e essa particularidade é atribuída a um indivíduo notável...”
d) “... não restam praticamente vestígios dos nomes dos dias da semana em português antigo...”
A essa propriedade que uma palavra tem de apresentar vários sentidos dá-se corretamente o nome de
a) sinonímia.
b) denotação.
c) polissemia.
d) ambiguidade.
20) A regência nominal estuda os casos de nomes (substantivos, adjetivos e advérbios) que exigem outra palavra
para completar-lhes o sentido. Denomina-se complemento nominal o termo ligado ao nome por meio de uma
preposição.
Com base nesse postulado, nas frases transcritas do texto, identifica-se um complemento nominal exceto
em
a) “... essa particularidade é atribuída a um indivíduo notável...”
b) “Segunda-feira, terça-feira, quarta-feira… Que feiras são essas?”
c) “... não restam praticamente vestígios dos nomes dos dias da semana...”
d) “É um tributo à notável força de Martinho que sua vontade tenha prevalecido...”
21) Quanto ao emprego dos sinais de pontuação, é correto afirmar que as(os)
a) aspas em “lues”, “martes”, “mércores”, “joves”, “vernes” (4§) caracterizam uma citação indireta,
apresentada na íntegra.
b) reticências em “Segunda-feira, terça-feira, quarta-feira…” (1§), ao final do período, separam frases
explicativas para indicar interpelação.
c) parênteses em “Aqui ‘feria’ significa ‘dia livre’ (tal como nas nossas férias)” (3§) foram empregados
para expressar um sentimento de ironia pela mudança de interlocutor.
d) os travessões em “Nas línguas latinas – como o francês, o espanhol e várias outras – “domingo”
tem origem cristã...” (2§), se substituídos por vírgulas, não prejudicam o sentido pretendido pelo contexto.
22) As funções da linguagem são formas de utilização da linguagem empregadas segundo a intenção do falante.
Elas se classificam em seis tipos. Uma dessas funções é a metalinguística, aquela em que o código explica
o próprio código, ou seja, a linguagem explica a própria linguagem.
A função metalinguística está corretamente exemplificada na seguinte frase transcrita do texto:
a) “... “domingo” (“dies dominicus”, o dia do senhor) tem origem cristã...”
b) “Seu maior êxito foi a conversão do reino do arianismo ao catolicismo...”
c) “É um tributo à notável força de Martinho que sua vontade tenha prevalecido...”
d) “Criança, em Portugal, causavam-me estranheza os nomes dos dias da semana.”
É um tributo à notável força de Martinho que sua vontade tenha prevalecido até os nossos dias, de tal modo
que não restam praticamente vestígios dos nomes dos dias da semana em português antigo (“domingo”,
“lues”, “martes”, “mércores”, “joves”, “vernes”, “sábado”). (4§)
O elemento coesivo _______________, também denominado _______________, mais do que ligar duas
orações, estabelece uma relação de sentido entre elas que exprime a ideia de _______________.
24) Segundo a gramática normativa, artigo é a palavra que acompanha o nome, determinando-o em gênero e
número, e se classifica como definido e indefinido.
A esse respeito, avalie as estruturas frasais transcritas do texto.
25) O panfleto a seguir foi colocado hipoteticamente na caixa do correio de uma residência.
Avalie o que se afirma acerca das palavras no contexto em que foram empregadas.
I. A expressão “doce de leite” está grafada corretamente, sem o hífen, segundo o Novo Acordo Ortográfico.
II. A palavra “côco” deve ser escrita com acento gráfico porque corresponde ao fruto e é uma paroxítona
terminada em “o”.
III. A locução “em domicílio” foi empregada em desacordo com a modalidade escrita padrão, pois o certo
é grafar “a domicílio”.
Está correto apenas o que se afirma em
a) I.
b) II.
c) I e III.
d) II e III.
EAOF 2021 - Aeronaves (ANV) - Versão A
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26) Segundo Cegalla (2020, p. 438), “Concordância é o princípio sintático segundo o qual as palavras dependentes
se harmonizam, nas suas flexões, com as palavras de que dependem. Assim [...] o verbo concordará com o
sujeito da oração em número e pessoa (concordância verbal).”
Considerando exclusivamente este conceito apresentado pelo gramático, realizou-se corretamente a
concordância verbal apenas em
a) Era, no calçadão, várias pessoas sem a máscara e falando muito alto.
b) Fazem muitos meses que as vacinas contra a Covid-19 são anunciadas.
c) O contar e o recontar histórias divertem as crianças durante o confinamento.
d) Naquela tarde haviam pessoas aglomeradas espalhando vírus para todo lado.
27) A figura estilizada a seguir é a de uma onça-pintada. Sobre ela incide uma reflexão acerca de uma das funções
da linguagem cuja principal característica é a subjetividade e está centrada no emissor da mensagem.
A imagem de um animal em extinção, feito com material reciclado, é uma metáfora, pois sugere a ideia de
que, semelhante ao maior felino das Américas, o CD agoniza no mercado fonográfico e, também, corre o
risco de extinção.
É correto afirmar que esse recurso é típico de uma função da linguagem que se apropria, entre outros
aspectos, do poder de sugestão e do formato visual do texto denominada
a) fática.
b) conativa.
c) expressiva.
d) referencial.
É correto afirmar que, caso houvesse uma revisão gramatical nos textos da tira, seria necessário
30) Avalie os elementos de coesão destacados e verifique em quais frases realiza-se a correta coesão textual,
de acordo com a norma-padrão da língua.
I. Os jogadores cujos os nomes aparecem na lista, estão convocados para a seleção canarinha.
II. Diversas promoções onde o comércio deixou de fazer geraram perdas financeiras irrecuperáveis.
III. Os hospitais convocaram alguns dos médicos residentes para que estes aceitassem mais plantões.
Está correto apenas o que se exemplifica em
a) I.
b) III.
c) I e II.
d) II e III.
Texto I
Vivendo em uma cidade pequena
As vantagens de mudar em busca de qualidade de vida
Problemas como estresse, crise de pânico, ansiedade, fobia e depressão podem ser sintomas da vida moderna
nas grandes cidades. Muitas vezes é resultado do ritmo acelerado que a pessoa vive, principalmente quando se
vê obrigada a cumprir todas as demandas, seja no trabalho ou nas relações pessoais.
A opção por morar em uma cidade pequena pode ajudar. “Além do bem-estar físico ao abandonar a correria
do dia a dia, existe também o psicológico, pois locais mais calmos trazem tranquilidade”, comenta a psicóloga
Yane Camocardi.
Quem opta por morar em cidades mais calmas não deve deixar as atividades produtivas de lado. Prestação
de serviços ou o cultivo de hortas e pomares são uma ótima maneira de se manter ativo e ter uma excelente
qualidade de vida. “O exercício físico, aliado a outras atividades da vida no campo, como alimentação, descanso
e lazer, compõem uma forma de vida saudável”, orienta Yane.
Disponível em: <[Link] Acesso em: 14 jan. 2021. Adaptado.
Texto II
Texto III
Cidades do interior na mira de quem quer fugir dos grandes centros
Antes, era comum que muitas pessoas sonhassem em morar nas capitais. Agora, cada vez mais famílias
escolhem viver em cidades do interior e de acordo com a necessidade de uma melhor qualidade de vida.
Antes, muitas pessoas sonhavam com um bom emprego nas capitais, mas a tendência é de inversão desse
fluxo. “Cada vez mais empresários investem em cidades menores a fim de terem a família mais próxima e, com
isso, novos postos de trabalho são criados. Outro incentivador para os moradores de municípios pequenos é o
home office, em que você pode escolher onde viver e produzir remotamente”, destaca o Secretário, João Matos.
Disponível em: [Link]
[Link]. Acesso em: 14 jan. 2021. Adaptado.
PROPOSTA
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua
formação, elabore um texto dissertativo-argumentativo em prosa e na modalidade escrita segundo a norma
culta da Língua Portuguesa, com no máximo 30 (trinta) linhas e letra legível, sobre o seguinte tema:
A interiorização: um fenômeno atual e recorrente no Brasil.
Atenção:
- Assuma um posicionamento sobre o tema, sem se desviar do assunto.
- Privilegie a clareza, a concisão e a coerência na exposição do pensamento.
- Utilize argumentos convincentes para fundamentar seu ponto de vista.
- Apresente proposta de intervenção que respeite os direitos humanos.
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Gabarito - Provas EAOF (2012-2021)
2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021
01 D C D B A C D D C A
02 C A A B B B D D B C
03 B D D A A B B D B B
04 D C A D D B D B D B
05 D B A B C A D B A D
06 C D B B D B A A C D
07 A C C A A D A D C C
08 B B D A B C B A D C
09 B A B C D A A A D A
10 Anulada B D A D B C B C C
11 B D C C C A B D A A
12 Anulada A A C C C B D B B
13 C D D B D B B A A B
14 B C D D C C A A C C
15 C C D D B D C C C A
16 D D A D D C C B D B
17 C C C B D A D D C C
18 B A D C C B D B A B
19 A A B C A B A Anulada D C
20 C C C C C D B D D B
21 C # D B C D B D B D
22 A C D C D B D C D A
23 D D A C C D B C C D
24 A B A D D A A A D D
25 C D C D C C B D C A
26 Anulada Anulada D A A A B C A C
27 C D D C B B A B B C
28 C B C D D Anulada D D C A
29 A A A B C C C A A C
30 B C C D B B A D C B
Conteúdo compilado e produzido pelo professor Marcelo Silva para distribuição gratuita.
Uma versão impressa desse material pode ser adquirida pelo valor de R$ 30,00 (Frete via Correios incluso)
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