UNIDADE BETIM
CURSO: ENFERMAGEM
Inserção e Manutenção do Cateter de
Inserção Periférica Central – PICC
Neonatal e Pediátrico
Tamires Moreira Diniz
Histórico da Terapia
Intravenosa
Histórico da Terapia Intravenosa
Histórico da Terapia Intravenosa
1628 – Descoberta da circulação por Willian Harvey’s.
1656 – Infusão IV de ópio em cães por Chistopher Wren.
1662 – Primeira infusão IV bem sucedida de humanos.
1665 – Animal salvo por transfusão de outro animal.
1667 – Primeira transfusão em humanos por Jean B. Denis
Histórico da Terapia Intravenosa
1821 – Jean Louis Prévost realizou tentativas de evitar
coagulação.
1832: Foi utilização a primeira solução salina, pelo Dr. Thomas
Latta;
1834 – James Blundell, obstetra ingles reascendeu a ideia da
transfusão (primeira transfusão no homem)
1846 – Ignaz Semmelweis relacionou higiene das mãos a
prevenção de infecção.
(BAIOCCO, 2009)
Histórico da Terapia Intravenosa
1864 – Louis Pasteur descobre os princípios da pasteurização.
1889 – Willian Halsted introduziu o uso de luvas em cirurgias.
1900 – Karl Landsteiner descobriu 3 dos 4 tipos sanguíneos.
Proteínas hidrolizadas e gorduras IV em animais
1912: Dr. Bleichroder caracterizou braço humano em um
experimento não publicado;
1914 – Citrato de sódio foi utilizado para preservar sangue.
Histórico da Terapia Intravenosa
1925 – Dextrose foi usada para infusão pela primeira vez
1929: Dr. Forssman passa um cateter uretral em sua veia
anticubital até o seu coração, com confirmação do raio-X.
(Primeiro PICC);
1941: Dr. Cournad desenvolveu a caracterização cardíaca
usando a veia anticubital através de um cateter radiopaco;
1945 – PICC foi introduzido nas unidades intensivas.
(BAIOCCO, 2009)
Histórico da Terapia Intravenosa
1958: Cateteres introduzidos por fora da agulha foram
lançados;
1970 – CDC publica guidelines para terapia intravenosa
1973 – National Intravenous Therapy Associantion (NITA)
1975: Lançamento oficial do PICC;
1980: O PICC se tornou popular;
(BAIOCCO, 2009)
Histórico da Terapia Intravenosa
1982: Surgi o PICC de silicone de 2Fr;
1987 – NITA muda de nome para Infusion Nurses Society (INS)
1989: PICC valvulado (Groshong);
1990: Surgi o cateter Midline.
1993: O PICC foi difundido no Brasil, através de médicos e
enfermeiros que trouxeram do exterior.
(BAIOCCO, 2009; MOTTA, 2011)
Definição
O cateter central de inserção periférica (peripherally
inserted central venous catheter – PICC) é um
dispositivo vascular de inserção periférica com
localização central, com lúmen único ou duplo,
constituído de poliuretano ou de silicone.
(BAGGIO, 2010)
Características do PICC
• Cateter Venoso Central de inserção periférica.
• Possui entre 20-70cm de comprimento.
• Silicone, poliuretano ou elastômero de hidrogel.
• Único ou duplo lúmem, diâmetro de 01 a 05 French.
• Cateter com posta distal aberta ou valvulada, feito de
material radiopaco.
Aspectos legais da utilização do PICC no Brasil
Lei 7.498, de 1986 regulamenta o exercício da enfermagem no
Brasil:
Art. 11. O Enfermeiro exerce todas as atividades de enfermagem,
cabendo-lhe:
I - privativamente:
l)cuidados diretos de enfermagem a pacientes graves com risco
de vida;
m)cuidados de enfermagem de maior complexidade técnica e que
exijam conhecimentos de base científica e capacidade de tomar
decisões imediatas;
Aspectos legais da utilização do
PICC no Brasil
Resolução Cofen 2018 que regulamenta o código de ética da
Enfermagem:
Art. 12 – Assegurar à pessoa, família e coletividade assistência de
enfermagem livre de danos decorrentes de imperícia, negligência ou
imprudência.
Art. 13 – Avaliar criteriosamente sua competência técnica, científica, ética
e legal e somente aceitar encargos ou atribuições, quando capaz de
desempenho seguro para si e para outrem.
Art. 14 – Aprimorar os conhecimentos técnicos, científicos, éticos e
culturais, em benefício da pessoa, família e coletividade e do
desenvolvimento da profissão.
Aspectos legais da utilização do
PICC no Brasil
RESOLUÇÃO CFM Nº1931/2009 regulamenta o Código de Ética
Médica.
Art. 1º Causar dano ao paciente, por ação ou omissão,
caracterizável como imperícia, imprudência ou negligência.
Art. 3º Deixar de assumir responsabilidade sobre procedimento
médico que indicou ou do qual participou.
Art. 4º Deixar de assumir a responsabilidade de qualquer ato
profissional que tenha praticado ou indicado, ainda que solicitado
ou consentido pelo paciente ou por seu representante legal.
[Link]
COFEN 258/2001
É importante ressaltar que, segundo a resolução do CONSELHO FEDERAL DE
ENFERMAGEM (COFEN), de 12 de julho de 2001, a passagem do PICC é de
responsabilidade do enfermeiro após qualificação e/ou capacitação profissional.
A indicação para inserção do PICC deve ser efetivada pelo médico. Na sequencia, o
enfermeiro habilitado avalia o paciente quanto à disponibilidade de acesso venoso e
condições clínicas.
(MOTTA, 2011)
Indicações
• Terapia intravenosa longa;
• Uso de drogas inotrópicas;
• ATB;
• Terapia intravenosa concentrada;
• NPT;
• Pacientes em uso de soluções vesicantes ou irritantes;
• RN menor que 1.500 gramas.
(BAIOCCO, 2009; CAMARGO, 2007; SILVA,
2014)
Contra-Indicações
• Presença de infecção de pele tecido e subcutâneo;
• Membro com infiltração ou extravasamento;
• Membro com punções prévias;
• Membro com lesões ou cirurgias;
• Presença de fístulas ou shunt artério-venoso;
• Plaquetopenia;
• Policitemia;
• Reposição hídrica rápida.
(BAIOCCO,2009; SILVA, 2014)
Escolha da Veia
Superficiais (preferenciais);
Profundas.
Devemos considerar:
• Localização da veia;
• Condição da veia/história de punção;
• Calibre;
• Comprimento;
• Facilidade de acesso;
• Habilidade para inserção;
• Conforto do paciente.
(MOTTA, 2011)
Veias
Basílica: Primeira escolha de punção, maior veia da região antecubital.
Possui de 4 a 8 válvulas.
Cefálica: Potencial risco para flebite e mau posicionamento do cateter.
Possui de 6 a 10 válvulas.
Cefálica Acessória: Frequentemente é muito pequena e não é
visualizada facilmente, por isso é raramente utilizada para inserção de
PICC.
(DÂNGELO, 2002)
Veias
Medial Cubital: é um local conveniente para inserção de PICC devido
ao seu calibre, posição anterior na fossa antecubital e junção com a
veia basílica.
Axilar: Larga veia, união da veia céfalica com a vai basílica. Possui
apenas 1 válvula.
Temporal: São largas com fácil acesso à circulação central.
Auricular Posterior: Normalmente é uma veia larga, pode haver
dificuldade para progressão do cateter na subclávia devido à formação
de um ângulo de 90 graus na sua entrada
(DÂNGELO, 2002)
Anatomia e fisiologia aplicada a
terapia intravenosa
Sistemas e órgãos envolvidos:
• Sistema tegumentar e tecido conjuntivo
• Sistema neurológico
• Sistema cardiovascular
• Sistema respiratório
• Sistema circulatório
Anatomia e fisiologia aplicada a
terapia intravenosa
Sistema Circulatório
Arteriais: Veias:
Parede grossa; Parede fina;
Parede corresponde Parede corresponde
25% total; 10% total;
Pulsação; Maior distensão;
Não tem válvulas. Presença de válvulas.
(DÂNGELO, 2002)
Anatomia e fisiologia aplicada a
terapia intravenosa
Válvulas
[Link]
Fluxo Sanguíneo
[Link]
sWG_9AQUNzw/Tb20246Y_6I/AAAAAAAACOM/hFiFDI861bg/s1600/fluxo
+turbulento+e+[Link]
Lei de Poiseuille
Lei de Poiseuille
Lei de Poiseuille
Lei de Poiseuille
[Link]
g
Veias
Jugular Externa: É uma veia calibrosa de fácil
visualização na região do pescoço.
[Link]
(DÂNGELO, 2002)
Veias
Grande Safena: É
uma grande veia e a
que possui o maior
número de válvulas de
7 a 15.
Pequena Safena:
Pequena diâmetro e
apresenta um trajeto
tortuoso. Possui de 9
a 12 válvulas.
[Link]
(DÂNGELO, 2002)
Veias
Poplítea: Veia larga,
acesso difícil, localizada
próximo a artéria
poplítea. Possui 4
válvulas.
Femoral: Contém de 3 a
4 válvulas, grande risco
de contaminação neste
sítio. Deve ser
considerado quando
outros sítios não estão
disponíveis.
[Link]
(DÂNGELO, 2002)
[Link]
[Link]/236x/b2/06/22/[Link]
[Link]
Vantagens do PICC
• Confiabilidade do acesso;
• Administração de fármacos vesicantes e/ou irritantes;
• Insertado por enfermeiro habilitado;
• Ideal para previsão de infusões a longo prazo;
• Diversidade de calibres – adaptabilidade;
• Elimina complicações potenciais como pneumotórax e
hemotórax;
• Menor dor e desconforto para o RN; (BAIOCCO, 2009; CAMARGO, 2007)
Vantagens do PICC
• Preservação do sistema vascular periférico;
• Diminuição do risco de flebite, infiltração e extravasamento;
• Possibilita a infusão e a coleta de sangue (maior que 4fr);
• Menor custo;
• Maior conforto para o paciente e família;
• Redução de infecções.
(BAIOCCO, 2009; CAMARGO, 2007)
Inserção Periférica do
Cateter (PICC)
Inserção Periférica do Cateter (PICC)
De acordo com a SAE deverá ser registrada
formalmente no prontuário do paciente/cliente,
devendo ser composta por: o Histórico de
Enfermagem, o Exame Físico, a Prescrição da
Assistência de Enfermagem e a Evolução da
Assistência de Enfermagem;
(BAIOCCO, 2009; CAMARGO, 2007)
Inserção Periférica do Cateter (PICC)
• Avaliação clínica completa, alguns fatores a serem
considerados incluem:
• Identificação do tipo de terapia prescrita;
• Duração prevista da terapia prescrita;
• Adequação da rede venosa do paciente;
• Capacidade do paciente em tolerar a posição supina do braço
por aproximadamente uma hora, com o mesmo em extensão
e imobilizado (para a inserção).
(BAIOCCO, 2009; CAMARGO, 2007)
Mensuração
Procedimento de mensuração do cateter:
- Medir com uma fita métrica a partir do ponto escolhido para inserção
“A”, até a ponta da clavícula direita “B”, seguindo até o terceiro espaço
intercostal direito “C”. O mesmo procedimento seve ser executado
tanto para inserção à direita, quanto à esquerda.
- Se a veia escolhida for em cabeça e pescoço: partindo do local de
punção, seguindo pela região cervical lateral, até a cabeça da clavícula
direita e daí até o 3º espaço intercostal direito;
(BAIOCCO, 2009; CAMARGO, 2007)
Mensuração
• Quando o local da punção for do lado esquerdo, mensurar do
local escolhido até a junção manúbrio esternal com a cabeça
da clavícula direita, após descer até o terceiro espaço
intercostal;
• Mensurar diâmetro do membro, acima e abaixo do local
escolhido para a punção (parâmetro para detecção de
qualquer anormalidade posterior a inserção).
(BAIOCCO, 2009; CAMARGO, 2007)
Mensuração
Mensuração
Inserção Periférica do Cateter (PICC)
• Colocar máscara e gorro;
• Lavar as mãos e calçar luvas de procedimento;
• Após a avaliação e escolha do vaso, fazer degermação com clorexidina
degermante em todo o membro a ser puncionado e solução alcoólica;
• Fazer degermação das mãos do RN com clorexidine degermante;
• Técnica de lavagem cirúrgica;
• Paramentar-se com avental cirúrgico estéril;
(BAIOCCO, 2009; CAMARGO, 2007)
Inserção Periférica do Cateter (PICC)
• Calçar as luvas estéreis;
• Dispor os materiais estéreis em mesa auxiliar protegida por campo
estéril;
• Preencher o cateter com solução fisiológica;
• Medir o cateter e cortar conforme medida (cateteres ponta aberta)
• Posicionar o paciente em decúbito dorsal;
• Realizar antissepsia no local da punção com clorexidina alcoólica
em movimentos circulares;
(BAIOCCO, 2009; CAMARGO, 2007)
Inserção Periférica do Cateter (PICC)
• Proceder a antissepsia por todo o membro puncionado.
• Colocar campo estéril em baixo do membro;
• Proteger a mão do paciente com campo estéril;
• Posicionar o membro no campo fenestrado estéril;
• Posicionar os campos estéreis de forma a facilitar o trabalho e evitar
contaminação;
• O CDC recomenda que em punção de acessos venosos centrais sejam
colocados campos estéreis que cubram todo o corpo do paciente.
(BAIOCCO, 2009; CAMARGO, 2007)
Inserção Periférica do Cateter (PICC)
• Dispor o introdutor, a pinça, o cateter e as gazes próximos do
membro a ser cateterizado em campo estéril;
• Posicionar o membro previamente preparado com a mão esquerda
enluvada e protegida por gazes;
• Garrotear membro; (pode-se utilizar um garrote estéril; quando
utilizar garrote não estéril o auxiliar deve coloca-lo e retirá-lo)
• Executar a punção com o bisel para cima num ângulo de 30 a 45 ºC;
(BAIOCCO, 2009; CAMARGO, 2007)
Inserção Periférica do Cateter (PICC)
• Obtendo retorno sanguíneo, mantenha firme o introdutor com os dedos
indicador e polegar da mão esquerda, com o dedo médio obstruir o retorno
venoso e com a mão direita soltar o garrote;
• Retirar a agulha do introdutor;
• Pegar o cateter com a pinça colibri ou gaze sem tocar seu corpo;
• Introduzir o cateter através da luz do introdutor;
(BAIOCCO, 2009; CAMARGO, 2007)
Inserção Periférica do Cateter (PICC)
• Progredir o cateter com a pinça lentamente (5 a 10
centímetros). Solicitar ao paciente para que vire a cabeça
para o lado da punção, comprimindo o queixo contra o
ombro, em direção à clavícula;
• Retirar o introdutor cuidando para não trazer junto o cateter;
• Quebrar o introdutor;
• Confirmar a introdução do cateter na medida;
• Verificar retorno venoso;
(BAIOCCO, 2009; CAMARGO, 2007)
Inserção Periférica do Cateter (PICC)
• Lavar o cateter com solução fisiológica e heparinizá-lo (para
cateteres com ponta aberta), com o dobro do volume de
“priming” do cateter, e fechar o cateter;
• Estancar o sangramento;
• Limpar o sítio da inserção com solução fisiológica;
• Fazer a estabilização do cateter utilizando fitas adesivas
estéreis;
(BAIOCCO, 2009; CAMARGO, 2007)
Inserção Periférica do Cateter (PICC)
• Todo o material utilizado para estabilização do cateter e
curativo, deve ser esterilizado, iclusive fitas adesivas.
• Fixar o cateter e fechar o curativo (oclusivo e compressivo
nas primeiras 24 horas);
• Confirmar o posicionamento da ponta do cateter através de
raios-X antes de iniciar a infusão prescrita. O RX é avaliado
por enfermeiro habilitado, que libera o cateter para uso.
(BAIOCCO, 2009; CAMARGO, 2007)
Qual o posicionamento do PICC?
(Foto: Arquivo pessoal)
Qual o posicionamento do PICC?
(Foto: Arquivo pessoal)
Qual o posicionamento do PICC?
(Foto: Arquivo pessoal)
Qual o posicionamento do PICC?
(Foto: Arquivo pessoal)
Qual o posicionamento do PICC?
(Foto: Arquivo pessoal)
Troca de Curativo
• Realizar o curativo com filme transparente 24 horas
após sua inserção, mantendo todo o canhão
envolvido pelo mesmo. As trocas subsequentes até
7 dias ou quando necessário.
• Realizar anotação de enfermagem em impresso
próprio.
(BAIOCCO,2009; UYGUN,
2011)
Kit Curativo
(Foto: Arquivo pessoal)
Troca de Curativo
(Foto: Arquivo pessoal)
Troca de Curativo
(Foto: Arquivo pessoal)
Troca de Curativo
(Foto: Arquivo pessoal)
Troca de Curativo
(Foto: Arquivo pessoal)
Troca de Curativo
(Foto: Arquivo pessoal)
Troca de Curativo
(Foto: Arquivo pessoal)
Troca de Curativo
(Foto: Arquivo pessoal)
Troca de Curativo
(Foto: Arquivo pessoal)
Troca de Curativo
(Foto: Arquivo pessoal)
Troca de Curativo
(Foto: Arquivo pessoal)
Troca de Curativo
(Foto: Arquivo pessoal)
Troca de Curativo
(Foto: Arquivo pessoal)
Troca de Curativo
(Foto: Arquivo pessoal)
Manutenção do Cateter
• Manter a permeabilidade do cateter;
• Solução salina antes e após administrar cada
medicação;
• Utilizar bomba de infusão para manutenção do
cateter;
• Nunca utilizar seringa de 1ml, 3 ml, fazer
transferência da medicação para seringa de 20 ml
ou 10 ml; (BAIOCCO,2009; UYGUN,
2011)
Manutenção do Cateter
• Não colher sangue ou infundir
hemoderivados em cateteres menores que
4 Fr.;
• Checar a compatibilidade das drogas a
serem administradas;
• Usar técnica estéril para troca de curativo.
(BAIOCCO,2009; UYGUN,
2011)
Papel do Enfermeiro
• Prever a necessidade do cateter no momento da admissão;
• Escolha do membro e local para punção;
• Avaliar rede venosa;
• Avaliar escarificação de pele próximo ao local de punção;
(MODES, 2011)
Papel do Enfermeiro
• Colocação de pulseira em membro: não
puncionar;
• Estabelecer um protocolo para passagem
do PICC;
• Inserção e manutenção do PICC.
(MODES, 2011)
Complicações do PICC
Durante à inserção:
• Sangramento;
• Lesões em nervos e tendões;
• Dificuldade de progressão do cateter;
• Arritmias cardíacas.
(BAIOCCO,2009; UYGUN,
2011)
Complicações do PICC
Pós inserção:
Complicações locais: flebite (mecânica, química,
bacteriana e pós remoção)trombose e infecção local.
Complicações sistêmicas: septicemia, fratura do
cateter e embolia por cateter.
(BAIOCCO,2009; UYGUN,
2011)
Complicações do PICC
Avaliação da dor na Flebite:
Intensidade Sinais
1+ Dor, eritema, edema.
2+ Dor, eritema, edema,
endurecimento.
3+ Dor, eritema, endurecimento,
cordão fibroso palpável.
(MOTTA,2015;SILVA, 2014)
Complicações do PICC
Prevenção da Flebite:
• Higienização das mãos adequada;
• Veias calibrosas para soluções hipertônicas (acesso central);
• Avaliar cateter x veia;
• Fixação adequada;
• Profissionais habilitados;
• Protocolo;
• Troca de frascos: 24 horas;
• Preparo de soluções;
• Inspeção de soluções;
• Tricotomia. (BAIOCCO,2009; UYGUN,
2011)
Complicações do PICC
Tratamento:
• Compressa quente ou fria.
(BAIOCCO,2009; UYGUN,
2011)
Complicações do PICC
Prevenção da Trombose:
• Bombas infusoras;
• Evitar áreas de flexão;
• Uso de filtro;
• Evitar MMII.
(BAIOCCO,2009; UYGUN,
2011)
Complicações do PICC
Tratamento da Trombose:
• Remover o cateter;
• Compressas frias;
• Avaliação do local;
• Não irrigar.
(BAIOCCO,2009; UYGUN,
2011)
Complicações do PICC
Embolia por Cateter:
• Fratura do cateter artéria pulmonar ou
ventrículo D.
• Sinais: cianose, taquicardia e hipotensão, ao
remover o cateter está faltando um pedaço.
• Prevenção: não aplicar pressão ao remover e
evitar uso de seringas de 1 ml, 3 ml e 5 ml.
(BAIOCCO,2009; UYGUN,
2011)
Outras Complicações do PICC
• Obstrução do cateter: complicações mais comum;
• Dificuldade de progressão;
• Posicionamento inadequado do cateter.
(BAIOCCO,2009; UYGUN,
2011)
Indicações para Remoção do PICC
• Término da terapia;
• Obstrução do cateter;
• Rompimento do cateter;
• Sinais de infecção ou extravasamento de
líquidos.
(BAIOCCO, 2009; SILVA, 2014)
Cuidados para Remoção do PICC
• Realizar a retirada do filme transparente esticando de baixo para
cima;
• Deve ser feito de forma asséptica de delicadamente a cada cm
tracionado;
• Se houver resistência o PICC não poderá ser tracionado ou puxado;
• Após a retirada deve-se observar e mensurar o PICC;
• Recomenda-se que a ponta do cateter seja encaminhada para
cultura. Por isso não deve ser contaminada na retirada.
(BAIOCCO, 2009; SILVA, 2014)
Possíveis causas para
dificuldade na remoção do PICC
• Seu uso prolongado;
• Flebite;
• Irritação química ou mecânica dos vasos;
• Presença de infecção;
• Infusão de soluções em baixa temperatura;
• Movimentos do PICC contra a parede vascular.
(BAIOCCO, 2009; SILVA, 2014)
Técnica de Desobstrução do PICC
[Link]
Técnica de Desobstrução do PICC
[Link]
assets/[Link]
Referências
AVELAR, A. F. M.; PETERLINI, M. A. S.; PEDREIRA, M. L. G.
Assertividade e tempo de permanência de cateteres intravenosos
periféricos com inserção guiada por ultrassonografia em crianças e
adolescentes. Revista da Escola de Enfermagem da USP, 2013.
BAGGIO, M. A.; BAZZI, F. C. S.; BILIBIO, C. A. C. CATETER
CENTRAL DE INSERÇÃO PERIFÉRICA: descrição da utilização em
UTI Neonatal e Pediátrica. Revista Gaúcha Enfermagem, Porto
Alegre (RS) 2010 mar;31(1):70-6.
BAIOCCO, G. G. A Acessado 10/08/2015, às 13:00 horas:
[Link]ção de cateter central de inserção periférica no
ambiente hospitalar. Dissertação (mestrado) da Universidade
Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2009.
Referências
BERGAMI, C. M. C.; MONJARDIM, M. A. C.; MACEDO,
C. R. Utilização do cateter venoso central de inserção
periférica (PICC) em oncologia pediátrica. REME Revista
Mineira de Enfermagem, 2011.
CAMARGO, P. P. Procedimento de inserção, manutenção
e remoção cateter central de inserção periférica em
neonatos. Dissertação (mestrado) da Universidade de
São Paulo, 2007.
CAMARGO, P. P.; KIMURA, A. F.; TOMA, E.;
TSUNECHIRO, M. A. Localização inicial da ponta de
cateter central de inserção periférica (PICC) em recém-
nascidos*. Revista Escola de Enfermagem da USP
2008; 42(4):723-8.
Referências
CARDOSO, J. M. R. M.; RODRIGUES, E. C.; RODRIGUES, B. M. R.
D.; PACHECO, S. T. A.; FARIA, J. C. O. Escolha de veias periféricas
para terapia intravenosa em recém-nascidos pela equipe de
enfermagem. Revista Rene, Fortaleza, 2011 abr/jun; 12(2):365-73.
Guidelines for the prevention of intravascular catheter-related
infectations. Centers for Disease Control and Prevention, Department
of Health and Human Services. MMWR, August, 9, 2002/vol. 51.
Guidelines for the prevention of intravascular catheter-related
infectations. Centers for Disease Control and Prevention, Department
of Health and Human Services. MMWR, August, 9, 2011/vol. 51.
Referências
MODES, P. S. S. A.; GAÍVA, M. A. M.; ROSA, M. K. O.; GRANJEIRO, C. F. Cuidados
de enfermagem nas complicações da punção venosa periférica em recém-nascidos.
Revista Rene, Fortaleza, 2011 abr/jun; 12(2):324-32.
MOTTA, P. das N.; FIALHO, F. A.; DIAS, I. M. A. V.; NASCIMENTO, L. Cateter central
de inserção periférica: o papel da enfermagem na sua utilização em neonatologia. HU
Revista, Juiz de Fora, v. 37, n. 2, p. 163-168, abr./jun. 2011.
MOTTA, G. C. P.; CUNHA, M. L. C. Prevenção e manejo não farmacológico da dor no
recém-nascido. Revista Brasileira Enfermagem, 2015 jan-fev;68(1):131-5.
Referências
NEGRI, D. C.; AVELAR, A. F. M.; ANDREONI, S.; PEDREIRA, M. L. G. Fatores
predisponentes para insucesso da punção intravenosa periférica em crianças1.
Revista Latino-America de Enfermagem, 2012.
SILVA, S. M. R. Características dos recém-nascidos pré-termo com peso inferior a
1.500 g e sepse neonatal tardia. Dissertação (mestrado), Universidade Federal do
Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2014.
SCHMIDT, M. H. Cateter venoso central e sepse tardia em pré-termos com peso
inferior a 1.500 gramas. Dissertação (mestrado) da Universidade Federal do Rio
Grande do Sul, Porto Alegre, 2014.
Referências
UYGUN, I.; OKUR, M. H.; OTCU, S.; OZTURK, H. Peripherally inserted central
catheters in the neonatal period1. Acta Cirúrgica Brasileira - Vol. 26 (5) 2011.
5 MILLION LIVES CAMPAIGN an initiative of the. Institute for Hearlthcare
Improvemet, 2006.