A IMPORTÂNCIA DOS JOGOS E BRINCADEIRAS PARA O
DESENVOLVIMENTO E EDUCAÇÃO INFANTIL
Alyne Lorraine Miranda de Alcântara¹
Sheila Maria Pereira Fernandes²
RESUMO O presente estudo trata-se de uma pesquisa bibliográfica que aborda a
importância e analisa como os jogos e brincadeiras podem auxiliar no desenvolvimento
e na educação infantil. Metodologicamente, o estudo é classificado como qualitativo e
descritivo. Sua realização permitiu compreender como o brincar vem sendo encarado no
contexto do desenvolvimento e educação infantil. O ato de brincar é uma forma de
comunicação por meio da qual a criança se desenvolve integralmente, tanto no aspecto
físico, como social, cultural, afetivo, emocional ou cognitivo. Por intermédio do brincar
a criança pode desenvolver capacidades importantes, como a atenção, a memória, a
imitação e a imaginação, além de desenvolver áreas da personalidade, como afetividade,
motricidade, inteligência, sociabilidade e criatividade. A Educação Infantil tem como
finalidade o desenvolvimento das crianças de até cinco anos de idade, que é a etapa em
que elas descobrem novos valores, sentimentos, costumes, ocorrendo também o
desenvolvimento da autonomia, da identidade e da interação com outras pessoas.
Palavras-chaves: Brincadeiras, desenvolvimento, Educação.
1. INTRODUÇÃO
O brincar é uma pratica que vem prevalecendo na infância e que está sendo
muito explorado no campo cientifico, com o intuito de apontar as suas características,
descrever as suas relações com o desenvolvimento e com a saúde e, entre outros
objetivos, intervir nos processos de educação e de aprendizagem das crianças.
Toda criança constrói sua própria história e sua cultura, e os jogos e as
brincadeiras são instrumentos capazes de colocar o pensamento da criança em ação. Isto
significa que o importante é ter uma atividade onde elas tenham acesso a processos que
visem buscar a facilidade dentro do ponto de vista da aprendizagem e é por meio do
brincar e das propostas lúdicas que a criança vai ao encontro de um aprendizado mais
prazeroso e criativo que promova o seu desenvolvimento.
A aprendizagem estimulada por meio de ações lúdicas torna-se significativa, já
que possibilita a ampliação do saber e da socialização. A oportunidade de aprender de
forma lúdica estimula as crianças a se tornarem seres críticos e ativos acerca da
realidade do seu cotidiano, despertando uma maior consciência de si mesmo e do outro.
Dentro desta temática teve como elaboração de problema a seguinte questão: Os
jogos e brincadeiras auxiliam no desenvolvimento e na educação infantil?
O objetivo geral deste artigo será compreender melhor o quanto brincar é
fundamental para o bom desenvolvimento e para a educação infantil.
Os objetivos específicos procurarão investigar de que modo o brincar contribui
para a construção do conhecimento da criança; verificar de que forma os jogos e
brincadeiras auxiliam na socialização entre as crianças, além de identificar como este
desenvolve a autonomia da criança.
O interesse desse tema surgiu com intuito de tentar responder alguns
questionamentos que se originaram no decorrer da graduação, acerca da importância do
brincar para o desenvolvimento da criança.
A realização do mesmo se justifica uma vez que, o que queremos é promover um
debate sobre a importância do brincar estimulando as escolas a utilizar desse recurso
como aliado ao processo de ensino e aprendizagem. Desse modo a criança coloca a
imaginação em ação estimula suas atividades mentais, aprende de uma maneira
divertida e prazerosa.
Cientificamente contribui com a minha formação quanto psicólogo, estimulando
pesquisas nos cursos de graduação e servindo também como material teórico a ser
utilizado por novos pesquisadores.
Como hipótese acreditamos que a utilização de jogos e brincadeiras facilita e
melhora as crianças em seu desenvolvimento e consequentemente auxilia no ambiente
escolar. Desse modo, o jogo desperta interesse da criança em querer aprender e
incentiva sua participação nas atividades escolares. E é nesse ponto que o professor
pode adaptar sua matéria e torná-la mais interessante.
Com relação a metodologia utilizada durante a execução do processo de
investigação proposto, denota-se que a presente pesquisa consiste em se desenvolver
através de um levantamento bibliográfico, no qual constitui na análise de artigos, livros,
revistas e sites que abordem conteúdos referentes ao tema que está em estudo nesta
pesquisa.
Na concepção de Gil (2002) a pesquisa bibliográfica pode ser descrita como
aquela que se desenvolve através de matérias já existentes e estudos que já foram
realizados anteriormente, compostos por livros e artigos científicos. Desse modo uma
das vantagens desta pesquisa reside em permitir ao pesquisador ter um respaldo
adequado para deduzir, construir hipóteses e gerar conclusões com um olhar criterioso
ao foco do objeto estudado.
Dentro deste contexto podemos considerar o presente estudo como uma pesquisa
qualitativa de caráter descritivo, visto que este tem como objetivo identificar de forma
os jogos e brincadeiras influenciam no desenvolvimento e educação infantil, de modo a
esclarecer este fenômeno, não se atentando ao uso de estatísticas, regras especificas e
generalizações, atentando-se apenas as descrições bem como comparações e hipóteses,
com a finalidade de criar diferentes reflexões e interpretações acerca de determinado
assunto.
No que diz respeito a amostra utilizada para a elaboração deste estudo podemos
destacar que foram utilizados livros que se encontravam no acervo da Biblioteca do
Iles-Ulbra Itumbiara os quais abordavam o tema estudado, artigos científicos bem como
pesquisas já elaboradas anteriormente nas quais se encontravam disponíveis em
plataformas recomendadas pelo Conselho Federal de Psicologia, nas quais podemos
destacar a Scielo. Salienta-se que se levou em consideração o tempo de publicação dos
artigos, levando em consideração os conteúdos de maior impacto, que respondesse com
maior exatidão as hipóteses levantadas neste estudo.
Quanto aos critérios de inclusão e exclusão para a elaboração desta pesquisa
podemos destacar, que foram considerados o tempo de publicação onde foram utilizadas
as publicações mais recentes e as que apresentavam conteúdos condizentes com o tema
da pesquisa. Os artigos que não apresentavam estes aspectos foram desconsiderados e
não foram utilizados na elaboração deste estudo.
Em relação ao procedimento de coleta de dados, podemos salientar que foi
realizada a leitura minuciosa de livros artigos e periódicos do material encontrado para a
realização da pesquisa.
Gil (2002) explica que a pesquisa descritiva tem por objetivo descrever as
características de uma população, de um fenômeno ou de uma experiência. Esse tipo de
pesquisa estabelece relação entre as variáveis no objeto de estudo analisado. Variáveis
relacionadas a classificação, medida e/ou quantidade que pedem se alterar mediante o
processo realizado. Sendo sua análise qualitativa, uma vez que não se preocupa com
representatividade numérica, mas, sim, com aprofundamento da compreensão de um
grupo social e de uma organização.
2.FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Segundo Vygostsky (1991), é necessário considerar as necessidades da criança e
os incentivos que são capazes de colocá-las em ação, para que possamos entender o
desenvolvimento da criança. O seu desenvolvimento está relacionado a uma mudança
nas motivações e incentivos, por exemplo: aquilo que é de interesse de um bebê não é o
mesmo de uma criança um pouco maior.
Vygostsky (1991) diz que, a criança satisfaz certas necessidades no brinquedo,
mas essas necessidades vão evoluindo no decorrer do desenvolvimento. Assim, como as
necessidades das crianças vão mudando, é fundamental conhecê-las para entender
a singularidade do brinquedo como uma forma de atividade.
Para Oliveira (1995), o comportamento de crianças pequenas é definido pelas
características das situações concretas em que se encontram. Por exemplo: uma criança
menor deseja sempre algo inesperado. Ninguém jamais encontrou uma criança com
menos de 3 anos de idade que programasse fazer algo específico em um futuro próximo.
O intervalo entre o desejo e a satisfação é muito curto. Contudo as crianças um pouco
maiores, em idade pré-escolar, já estão sujeitas a desejar algo impossível que possa ser
realizado imediatamente.
Vygotsky(1991) conclui que o brinquedo surge de necessidades que não podem
ser realizadas imediatamente Eles são construídos quando a criança começa a
experimentar tendências não realizáveis, para resolver a tensão formada pela não
realização de seu desejo, a criança envolve-se em um mundo ilusório e imaginário onde
suas vontades podem ser realizadas no momento em que quiser. Esse mundo é o brincar.
O aprendizado e o desenvolvimento estão inter-relacionados desde o primeiro
dia de vida. Assim, é fácil concluir que o aprendizado da criança começa muito antes de
ela frequentar a escola. Todas as situações de aprendizado que são interpretadas pelas
crianças na escola já têm uma história prévia, isto é, a criança já se deparou com algo
relacionado do qual pode tirar experiências.
Kishimoto (1996) diz que, o brinquedo estimula a representação e a
expressão de imagens que lembram aspectos da realidade. Admite-se que o
brinquedo represente certas realidades. Uma representação é algo presente no lugar
de algo. Representar é corresponder a alguma coisa e permitir sua evocação mesmo
em sua ausência.
Para Dias (1996) o brinquedo coloca a criança na presença de reproduções,
tudo que existe no cotidiano, na natureza e as construções humanas. Um dos
propósitos do brinquedo é dar a criança um substituto dos objetos reais para que
possa manipulá-los. O brinquedo sugere um mundo imaginário da criança e do
adulto criador do objeto lúdico. No caso da criança, o imaginário diversifica
conforme a idade: para o pré-escolar de 3 anos está carregado de animismo, de 5
anos a 6 anos, integra influentemente elementos da realidade.
Desenvolvimento infantil
Bock (2002) diz que, o desenvolvimento infantil é parte fundamental do
desenvolvimento humano, destacando-se que, nos primeiros anos, é moldada a
arquitetura cerebral, a partir da interação entre herança genética e influências do meio
em que a criança vive. Para promoção da saúde da criança, é indispensável a
compreensão de suas peculiaridades, assim como, condições ambientais favoráveis ao
seu desenvolvimento. O entendimento dos cuidadores sobre as características e
necessidades próprias da infância, decorrentes do processo de desenvolvimento,
favorece o desenvolvimento integral, pois os cuidados diários são os espaços de
promoção do desenvolvimento infantil.
Bock (2002) afirma que o desenvolvimento infantil faz parte do
desenvolvimento humano: um processo único de cada criança que tem como intuito sua
inserção na sociedade em que vive. É expresso por continuidade e mudanças nas
habilidades motoras, cognitivas, psicossociais e de linguagem, com aquisições
progressivamente mais complexas nas funções da vida diária. As experiências são
constituídas pelo cuidado que a criança recebe e pelas oportunidades que ela tem para
exercitar ativamente suas habilidades. O cuidado voltado às necessidades de
desenvolvimento possibilita à criança alcançar todo o seu potencial em cada fase do seu
desenvolvimento, com repercussões positivas na sua vida adulta.
Esta área de conhecimento da psicologia estuda o desenvolvimento do ser
humano em todos os seus aspectos: físico-motor, intelectual, afetivo-emocional e social-
desde o nascimento até a idade adulta, isto é, a idade em que todos estes aspectos
atingem o seu mais complexo grau de maturidade e estabilidade. (BOCK, FURTADO,
TEIXEIRA, 2002).
Existem várias teorias do desenvolvimento humano em Psicologia. Elas foram
construídas a partir de observações, pesquisas com grupos de indivíduos em diferentes
faixas etárias ou em diferentes culturas, estudos de casos clínicos, acompanhamento de
indivíduos desde o nascimento até a idade adulta. Dentre essas teorias, destaca-se a do
biólogo suíço Jean Piaget (1896-1980), pela sua produção contínua de pesquisas, pelo
rigor científico de sua produção teórica e pelas implicações práticas de sua teoria,
principalmente no campo da Educação.
A teoria deste cientista será a referência, neste estudo com o objetivo de
compreendermos o desenvolvimento humano, para respondermos às perguntas como e
porque o indivíduo se comporta de determinada forma, em determinada situação, neste
momento de sua vida. (BOCK, FURTADO, TEIXEIRA, 2002).
A origem dos jogos
O jogo surgiu no século XVI, em que os primeiros estudos foram em Roma e
Grécia, com propósito de ensinar letras. Com o início do cristianismo, o interesse parou
de crescer, pois tinham um propósito de uma educação disciplinadora, de memorização
e de obediência. Devido a esse acontecimento, os jogos foram vistos como ofensivos,
imorais, que levam à comercialização profissional de sexo, e da bebedeira (NALLIN,
2005).
Mrech (1996) diz que, durante a idade média o jogo foi considerado “não
sério” por sua associação ao jogo de azar bastante divulgado na época. O jogo
serviu para divulgar princípios de moral, ética e conteúdo de história, geografia e
outros, a partir do renascimento o período de compulsão lúdica. O renascimento vê
a brincadeira como conduta livre que favorece o desenvolvimento da inteligência e
facilita, o jogo infantil torna-se uma forma adequada para a aprendizagem dos
conteúdos escolares. Antigamente, a brincadeira era considerada, quase sempre como
fútil, ou melhor, tendo como única utilidade a distração, o recreio, e na pior das
hipóteses, consideravam como prejudicial. O conceito dominante da criança não podia
dar o menor valor a um comportamento que encontrava sua origem própria, por meio de
um comportamento espontâneo.
Logo após o Renascimento (iniciou-se em 1453 durante a Idade Média no
século XIV com a queda de Constantinopla e terminou em 1789 com a Revolução
Francesa), o jogo foi privado dessa visão de censura e entrou no dia a dia de todas as
crianças, jovens, e até adultos como diversão, passatempo, distração, sendo um
facilitador do estudo que favorece o desenvolvimento da inteligência (NALLIN, 2005).
Kishimoto (1993), afirma que os jogos foram transmitidos de pais para
filhos: “A tradicionalidade e universalidade dos jogos assenta-se no fato de
que povos distintos e antigos como os da Grécia e Oriente brincavam de
amarelinha, de empinar papagaios, jogar pedrinhas e até hoje as crianças o
fazem quase da mesma forma. Esses jogos foram transmitidos de geração em
geração por meio de conhecimentos empíricos e permanecem na memória
infantil”.
A história dos jogos no Brasil segundo Kishimoto (1996) é influenciada pelos
portugueses negros e índios nas brincadeiras das crianças brasileiras.
De acordo com Kishimoto (1996), foi introduzido nas vidas das crianças
brasileiras o folclore português, por meio da oralidade, e assim, foram criados os contos,
as lendas, superstições, versos, adivinhas e as parlendas, e também personagens como o
bicho-papão, a mula sem cabeça, a Cuca, Lobisomem, e outros, trazidas pelos
portugueses e consequentemente se originaram brincadeiras infantis tendo estas
personagens.
Em relação às brincadeiras africanas Kishimoto (1996), comenta:
“Em relação aos jogos e brinquedos africanos, Câmara Cascudo, afirma ser difícil
detectá-los pelos desconhecimentos dos negros anteriores ao século XIX. Com centenas
de anos de contato com o europeu, o menino africano sofreu influência de Paris e
Londres”. Além do mais, há brinquedos universais presentes em qualquer cultura e
situação social como as bolas, criação de animais e aves, saltos de altura, distância, os
quais parecem, segundo o autor, estar presentes desde tempos imemoriais em todos os
países.
Para Kishimoto (1996) o jogo tradicional infantil é considerado como parte da
cultura popular, o jogo tradicional guarda a produção espiritual de um povo em certo
período histórico, e por ser um elemento folclórico, esse jogo assume características
anônimas, tradicionalidade, transmissão oral, conservação, mudança e universalidade.
De acordo com Alves (2009), os costumes portugueses, dentre eles seus jogos e
brincadeiras, já traziam a influência dos costumes dos povos asiáticos, originados da
presença portuguesa nessas terras.
Kishimoto (1996) afirma que: “A hipótese dás crianças africanas terem difundido
entre elas o repertório de brincadeira das crianças brasileiras: jogos puramente verbais
talvez tenham encontrado barreiras na linguagem, dificultando o processo de
transmitir.” A brincadeira foi introduzida no cotidiano da criança, inibidamente,
despertando suas capacidades próprias diante de impulsos e de estímulos.
A importância do brincar.
Silva e Santos (2009) dizem que, o brincar contribui no desenvolvimento total
do ser humano nos aspectos social, cultural, físico, afetivo emocional e cognitivo. Por
essa razão é importante que os pais e educadores saibam que a ludicidade deve ser
vivenciada na infância, e que o brincar faz parte de uma aprendizagem prazerosa.
Silva e Santos (2009) explicam que os motivos para brincar são inumeráveis, já
que sabemos que a brincadeira só faz bem, e só não entendemos porque em muitos
lugares isso importuna algumas pessoas, pais, professores, sabemos que o brincar é um
direito da criança, como apresentado na Lei 8.069, de 13 de julho de 1990, denominada
Estatuto da Criança e do Adolescente, acrescenta no Capítulo II, Art. 16°, Inciso IV, que
toda criança tem o direito de brincar, praticar esportes e divertir-se.
Silva e Santos (2009) explicam que é fundamental que sejam ofertados às
crianças um ambiente cultural para que elas possam brincar e, assim terem
oportunidades de criação, pois quando a criança brinca, reinventa cenas do dia-a-dia que
a marcam, construindo sua própria história. As crianças que brincam muito de faz-de-
conta auxiliam de forma gradativa outras crianças e tendem a ser mais populares e
alegres do que aquelas que não brincam de modo que possa usar suas imaginações.
Silva e Santos (2009) falam que o desenvolvimento do raciocínio, da atenção, da
imaginação e da criatividade, é de aspecto importante, na medida em que as
brincadeiras trazem novas linguagens e ajudam a criança a pensar a realidade de forma
criativa. O brincar desempenha um papel igualmente importante na socialização da
criança, permitindo-lhe aprender a partilhar, a cooperar, a comunicar e a relacionar-se,
desenvolvendo a noção de respeito por si e pelo outro, bem como sua autoimagem e
autoestima.
“O brincar favorece a descoberta, a curiosidade, uma vez que auxilia na
concentração, na percepção, na observação, e além disso as crianças
desenvolvem os músculos, absorvem oxigênio, crescem, movimentam-se no
espaço, descobrindo o seu próprio corpo. O brincar tem um papel
fundamental neste processo, nas etapas de desenvolvimento da criança. Na
brincadeira, a criança representa o mundo em que está inserida,
transformando-o de acordo com as suas fantasias e vontades e com isso
solucionando problemas.” (SILVA;SANTOS 2009, pg 18)
Como foi mencionado anteriormente são inúmeros os benefícios causados que a
brincadeira pode proporcionar as criança pelo brincar. Sendo eles alguns aqui citados,
deixa as crianças mais felizes e alegres, bem como as diverte, desenvolve habilidades
físicas, ensina a respeitar o próximo, ajuda na socialização, no aprendizado, e na
criatividade.
Os pais diante dos jogos e brincadeiras com os filhos.
O Instituto Noa explica que brincar com os filhos é uma atividade simples. Hoje
em dia muitos pais ficam fora o dia inteiro, sobrecarregados pelo trabalho e
pressionados pela necessidade constante de melhorar a renda familiar e dar uma boa
vida a suas famílias. Com este ritmo de vida, o cansaço e a falta de tempo acabam sendo
as principais desculpas para que essas brincadeiras sejam deixadas de lado.
Conforme Silva e Santos (2009). Os pais têm que pensar no tempo que dedicam
aos seus filhos. É preciso estipular horários para brincar com eles. A brincadeira entre
pais e filhos é de suma importância na formação da criança, pois a brincadeira aumenta
o vínculo entre os pais e seus filhos. A interação permite que as pessoas se tornem mais
próximas e se conheçam, construindo uma relação de confiança mútua. No caso das
crianças, a melhor forma de interagir é através da brincadeira.
Os pais deveriam, no mínimo conhecer e reconhecer os benefícios que o ato
de brincar proporciona às crianças. Assim, além de mudarem suas posturas,
valorizariam mais o brincar dessas crianças na escola. É importante ressaltar
que apesar dos grandes benefícios que o brincar na escola proporciona, nada
pode substituir a brincadeira entre pais e filhos, pois os benefícios da troca
entre os progenitores e seus descendentes geram confiança e estabilidade para
que essas crianças se sintam preparadas para interagir com novas
comunidades. (SILVA;SANTOS 2009, pg 18)
Conforme Silva e Santos (2009), é importante que a brincadeira seja prazerosa
para a criança e para os pais. Pode se considerar que isso pode parecer difícil para
alguns pais, mas, com o tempo, a brincadeira passa a melhorar a relação, tornando-a
mais saudável e uma fonte de prazer e descontração para os pais também.
Após um dia inteiro de trabalho, o cansaço dos pais pode dificultar ou
desencorajar a brincadeira. O que é recomendado é que, quando os pais chegarem em
casa cansados após o trabalho, os mesmos peçam aos filhos um tempo para se
recompor, como tomar um banho, comer alguma coisa e, depois, dar a devida atenção
para seus filhos. Dessa forma, os pais vão estar mais dispostos e com mais ânimo para
brincar com seus filhos.
De acordo com Silva e Santos (2009) o vínculo entre pais e filhos é fundamental
para o futuro das crianças. Quando os pais brincam com os filhos, podem ensiná-los a
perder medos e a lidar com frustrações. É a melhor forma de ajudá-los a desafiar a vida
e a vencer alguns obstáculos.
Por terem os pais por perto, pessoas que e as amam, as crianças se sentem mais
confiantes de si, aprendem a ter mais confiança nos pais e no mundo em que vivem,
além de proporcionar boas lembranças, tem a capacidade de se colocar no lugar do
próximo, aprendem a lidar com as emoções, são mais inteligentes e saudáveis, e
futuramente poderão se tornar profissionais criativos, mais sociáveis, além de ter uma
boa autoestima e amor à vida.
O jogo e a brincadeira no âmbito da escola
Silva e Santos (2009) falam que o jogo e a brincadeira estão presentes nas
escolas nas mais variadas situações e sob as mais diversas formas. Também são diversas
as concepções sobre o lugar e a importância dessas atividades na prática pedagógica
menores.
Fontana e Cruz (1997) apresentam três concepções distintas que frequentemente
são encontradas nas escolas, e essas diferenças podem ser identificadas na observação
das formas de encaminhamentos metodológicos. Outra concepção é a de que a criança
tem necessidade natural de brincar, porém, na escola, é preciso separar brincadeiras e
tarefas sérias. Logo que, o tempo atribuído para jogos e brincadeiras é determinado pela
idade das crianças, pela série em que se encontram, ou ainda pelo andamento da
programação pedagógica.
Há uma terceira concepção, que pode ser traduzida em técnicas de educação que
valorizam a brincadeira e buscam evitar distinção rígida entre jogo e tarefas sérias.
Nesse caso, os jogos e brincadeiras das crianças podem e devem ser introduzidos como
recursos didáticos importantes, pois “brincando a criança aprende”.
VOLPATO (2017) explica que “o professor exerce papel fundamental, como
mediador no processo de alfabetização das crianças. No contexto atual, o
grande desafio para o educador é trabalhar os conteúdos propostos pelos
programas curriculares ou recriá-los de forma a torná-los mais significativos
e prazerosos às crianças. Por isso, tanto o professor que atua na Educação
Infantil como o que atua nas primeiras séries do Ensino Fundamental, ao
elaborarem suas propostas de trabalho, devem reconhecer e valorizar o
“veio” da necessidade de que as crianças têm de representar a realidade
social, característico do faz de conta, bem como o surgimento de
necessidades de participarem de jogos com regras, como um espaço de
investigação e construção de conhecimentos”. (p.97)
Fontana e Cruz (1997) dizem que o brincar na escola não deve ser o mesmo que
o brincar em casa ou na rua, pelo menos quando não se trata do brincar na hora do
recreio, pois o cotidiano escolar tem características e funções que a definem enquanto
instituição formadora, responsável pela socialização do conhecimento historicamente
produzido.
Conforme Fontana e Cruz (1997) o objetivo da escola faz com que, na maioria
dos casos, o professor se depare com as dificuldades de conciliá-lo com os jogos e as
brincadeiras. Por isso, o jogo e a brincadeira são negados ou vinculados somente a
objetivos didáticos, privilegiando-se assim a atividade cognitiva, em detrimento de seu
caráter lúdico.
Segundo Fontana e Cruz (1997), o jogo pode parecer confundido como material
concreto para ensinar Matemática, como recurso para fixar regras ortográficas ou de
conteúdos a serem memorizados ou, ainda, como meio para elaboração conceitual. Para
esse fim, são utilizados jogos de memória, dados, bingos de diversos tipos, dentre
muitos outros. O risco que se corre nesse tipo de atividade é que os procedimentos
utilizados para a sua execução, muitas vezes, não vêm ao encontro de uma proposta que
tem o jogo e a brincadeira como mediadores de aprendizagens significativas para as
crianças, justamente por não assegurarem as características do jogo.
Fontana e Cruz (1997) citam que o que faz do jogo um jogo e o que caracteriza
uma brincadeira é a possibilidade que a criança tem de tomar decisões, de combinar
regras, de negociar papéis, de agir de maneira transformadora sobre conteúdos
significativos para ela, de ter liberdade e prazer. Isso possibilita que a criança se torne
cada vez mais autônoma, mais consciente de suas ações.
A situação ideal de aprendizagem é aquela em que a atividade é significativa de
tal modo que aquele que aprende a considera como um trabalho e como um jogo. Ao
brincar com quantidades, com a língua de seu país, com os elementos da natureza e da
cultura, as crianças estarão se relacionando de maneira adequada e prazerosa aos muitos
conteúdos da escola. Aquilo que agrada ensina de forma muito mais eficaz.
Brincadeiras que divertem e ajudam no desenvolvimento infantil.
Quando as crianças brincam, elas se expressam e esse é o principal de um
brinquedo, se expressar. O desenvolvimento da criança acontece através do lúdico, ela
precisa brincar para crescer. É por meio desse universo que a criança se satisfaz, realiza
seus desejos e explora o mundo ao seu redor.
O lúdico é capaz de contribuir de forma significativa para o desenvolvimento do
ser humano, contribuindo na aprendizagem e possibilitando o processo de socialização,
comunicação, expressão e construção do pensamento.
A seguir separei alguns jogos e brincadeiras que auxiliam e desenvolvem as
crianças.
O jogo de adivinhação: A brincadeira serve como um atrativo que as faz
trabalhar o desenvolvimento cognitivo, além de servir como um divertido desafio para o
processo de racionalização. Além da adivinhação, outro jogo que atua de maneira
similar é a mímica, que as auxilia ainda mais a pensar em diferentes maneiras para
resolver um mesmo problema. (REVISTA NOVA ESCOLA, 2015).
Bolinha de Gude: Além da competitividade, o jogo ensina a respeitar a vez do
outro e a lidar com a derrota sem reações agressivas. Na hora do jogo, as bolinhas
coloridas de vidro valem fortunas e cada tacada certeira no alvo gera uma explosão de
alegria e adrenalina que torna a criança ainda mais competitiva, sem tirar da brincadeira
a essência lúdica que faz dela uma diversão e não uma batalha. (REVISTA NOVA
ESCOLA, 2015).
Quebra-cabeças: No processo de formação educacional e cognitiva de uma
criança, percebe-se a importância dos quebra-cabeças no desenvolvimento físico,
neurológico, psicomotor, capacidade de concentração, noção espacial, percepção visual
e aumento de conhecimento sobre diversos assuntos. (REVISTA NOVA ESCOLA,
2015).
O que quebra-cabeças estimula a aprendizagem, desenvolve a atenção e o
pensamento lógico, desenvolve a coordenação motora e da possibilidade de dominar o
corpo, desenvolve a inteligência, favorece o desenvolvimento da atuação da memória,
desenvolve diferentes habilidades do pensamento como: observar, comparar, analisar e
sintetizar. (REVISTA NOVA ESCOLA, 2015).
Caça palavras infantil: é uma das muitas alternativas em material pedagógico
que pode ser usado para incentivar as crianças no aprendizado em sua fase escolar
inicial, pois além de ajudar na leitura também contribui para que a criança aperfeiçoe a
ortografia, e isso ainda sem contar com o maior conhecimento nos diversos assuntos.
Com esse método de aprendizagem as crianças ainda têm outras vantagens como o
estimular do cognitivo, as habilidades funcionais como a visão, esse método é recebido
como um jogo pelo público infantil, com isso elas se sentem mais animadas a estudar
sempre com muita descontração. (REVISTA NOVA ESCOLA, 2015).
Pintura: pintar auxilia no desenvolvimento da individualidade, da autoestima e
das habilidades para resolver problemas; é indicado para tratamento terapêutico de
diversas afecções; contribui para reduzir a ansiedade, aumenta a coragem interior e
desenvolve expectativas. Estimula a criatividade e imaginação das crianças, incentiva a
comunicação infantil, ajuda na concentração, e contribui para a motricidade das
crianças. (REVISTA NOVA ESCOLA, 2015).
2.3 O JOGO NA CONCEPÇÃO DE ALGUNS ALTORES
O jogo na concepção de Piaget
A atividade lúdica é o berço das atividades intelectuais da criança, sendo por
isso, indispensável à prática educativa para Piaget o jogo é essencial para o
desenvolvimento infantil.
Piaget (1978) afirma que “os jogos são admiráveis instituições sociais” porque
ao jogar as crianças desenvolvem suas habilidades sociais e criam um relacionamento
grupal. O relacionamento social desenvolve-se na vivencia de situações estratégicas de
liderança e cooperação, onde a criança começa a perceber quais seus limites e os limites
dos outros. Os jogos atuam também como redutores das tensões do grupo, permitindo a
participação e integração negociada.
Conforme Piaget (1975), ao brincar a criança apreende a realidade, pois tem a
oportunidade de recriar situações vividas na vida real. Jogar também potencializa o
desenvolvimento afetivo, pois a criança aprende a aceitar e submeter seus impulsos e
desejos às exigências do jogo, também aprende a conviver com frustrações e alegrias,
além de aprender a aceitar os outros e as suas atitudes.
Ao criar soluções que lhe permitam jogar, a criança toma consciência das suas
potencialidades, pois ao jogar é necessário raciocinar, julgar, argumentar e chegar a um
consenso. No desenvolvimento motor, o jogo permite melhorar as aptidões motoras,
elevando as capacidades de força, velocidade, resistência, flexibilidade, coordenação,
lateralidade, estruturação das noções de tempo e espaço, entre outros.
Segundo Piaget (1975) os jogos infantis caracterizam-se pela simplicidade de
organização e pela pouca ou nenhuma necessidade de materiais, mas para a obtenção de
resultados positivos, o planejamento é fundamental. Os professores não devem encarar
o brincar apenas como uma atividade recreativa de distração, pois como Piaget
defendia, a atividade lúdica é essencial para o desenvolvimento integral das crianças,
por isso jogos e brincadeiras devem ser inseridos nas práticas educativas.
De acordo Piaget (1975), são muito importantes para o entendimento da
atividade lúdica e seus efeitos na infância. Dessa forma, divide as etapas do
desenvolvimento em: Sensório Motor, período: Pré-operatório, período: Operações
concretas, Período das Operações Formais.
De acordo com o jogo, Piaget (1978) acredita que ele é muito importante na vida
da criança, pois prepondera a assimilação. No jogo, a criança se apropria daquilo que
percebe da realidade. O jogo não é determinante nas modificações das estruturas, mas
pode transformar a realidade.
Para Piaget (1978) o jogo infantil é dividido em três tipos: jogos de exercício,
simbólico, e com regras. Os jogos de exercício, também denominados de jogos
sensórios motores, aparecem no primeiro período de desenvolvimento da criança, ou
seja, no período de atividade sensório motor. Esse é o primeiro tipo de jogo que aparece
no desenvolvimento da criança, mas ele é fundamental, pois é nesse período que a
criança começa a explorar o mundo, começa a conhecer seus sentidos, sensações e
movimentos. Esse período é acentuado principalmente nos dezoito primeiros meses,
apesar de permanecer por toda a vida.
Para Piaget (1978) os jogos simbólicos ocorrem principalmente no período entre
dois até os sete anos, que é a fase em que a criança começa a representar e simbolizar
alguma atividade da vida real. O principal jogo simbólico é brincar de faz-de-conta. A
criança representa que está trabalhando, estudando, cuidando da casa, fazendo compras,
sendo o papai/ mamãe. O jogo simbólico permite que a criança desenvolva a
imaginação, além de permitir que a criança compreenda o mundo e a realidade. Mas a
partir dos sete anos, à medida que a criança vai se adaptando às realidades físicas e
sociais, ela vai deixando de se dedicar as transposições simbólicas e começa a se
interessar cada vez com mais intensidade pela existência verdadeira, passando a se
interessar por outros tipos de jogos.
Piaget (1978) diz que, os jogos de regra começam a aparecer aos quatro anos de
idade e nunca mais desaparecem. O autor distingue dois tipos em relação as regras: as
transmitidas e as espontâneas. As regras transmitidas se referem aos jogos institucionais
que se impõe por influência das gerações anteriores. Já as regras espontâneas se referem
aos jogos de natureza contratual e momentânea.
“Os jogos de regras envolvem combinações sensório-motoras (corridas,
lançamento de bolinhas de gude) ou intelectuais (cartas, dama, xadrez, cubo
mágico) de competência dos indivíduos e regulados por um código
transmitido de geração em geração, ou por acordos improvisados. Através
dos jogos com regras, as atividades lúdicas atingem um caráter educativo,
tanto na formação psicomotora, como também na formação da personalidade
das crianças. Assim se formam os valores morais como honestidade,
fidelidade, perseverança, hombridade, respeito ao social e tantos outros”
PIAGET (1978)
Piaget (1998) mostrou que os jogos de regras são considerados como uma
ferramenta indispensável para este processo. Através do contato com o outro a criança
vai internalizar conceitos básicos de convivência. A brincadeira e os jogos permitem
uma flexibilidade de conduta e conduz a um comportamento exploratório até do modelo
ideal de a consecução do modelo ideal de se portar com o próximo, resultado de
experiência, conflitos e resoluções destes.
De acordo com Piaget, (1998) o jogo constitui-se em expressão e condição e
uma situação para o desenvolvimento infantil, já que as crianças quando jogam
assimilam e podem transformar a realidade. Quando a criança joga ela assimila o modo
exterior, incorporando os objetos que a cercam ao seu eu é assim que constrói o
conhecimento.
Para Piaget (1998), todo jogo possui parâmetros que diferenciam das atividades
não-lúdicas. Esses parâmetros podem ser: o jogo obrigatório, onde o participante
geralmente perde o interesse, porém se preocupa com o resultado da sua atividade. O
outro jogo é espontâneo, que também possui regras a serem seguidas, portanto não é
livre. Tem também o jogo do prazer que assimila o real ao eu, onde o prazer lúdico seria
a expressão afetiva dessa assimilação.
No jogo pode-se também encontrar a libertação dos conflitos ou por ignora-los
ou por uma solução compensatória. Por isso, Piaget conclui que a atividade e o
pensamento constituem em equilíbrio entre assimilação e acomodação, caracterizando o
jogo. Se a assimilação intervém em todo o pensamento, então o jogo é um estimulador
da formação do conhecimento.
2.2 O jogo na concepção de Vygotsky
Para Vygotsky (1998) a brincadeira pode ter papel fundamental no
desenvolvimento da criança. Seguindo a ideia de que o aprendizado se dá por
interações, o jogo lúdico e o jogo de papéis, como brincar de “mamãe e filhinha”
permite que haja uma atuação na zona de desenvolvimento proximal do indivíduo, ou
seja, cria-se condições para que determinados conhecimentos e/ou valores sejam
consolidados ao exercitar no plano imaginativo capacidades de imaginar situações,
representar papéis, seguir regras de conduta de sua cultura (só a mamãe que pode
colocar a filhinha de castigo).
Assim, a criança se projeta no mundo dos adultos, ensaiando atividades,
comportamentos e hábitos nos quais ainda não está preparada para tal, mas que na
brincadeira permite com que sejam criados processos de desenvolvimento,
internalizando o real e promovendo o desenvolvimento cognitivo.
“Podemos considerar jogos voltados às atividades reprodutoras - com certa
relação com a memória - e voltados às atividades criadoras, relacionadas à
imaginação. Segundo Vygotsky, “O jogo da criança não é uma recordação
simples do vivido, mas sim a transformação criadora das impressões para a
formação de uma nova realidade que responda às exigências e inclinações
dela mesma”. Vygotsky (1998),pág.13
Assim, na escola, o jogo pode ser um veículo para o desenvolvimento social,
emocional e intelectual dos alunos. O professor das fases iniciais pode e deve -permitir
a brincadeira. Entretanto, mais importante que isso é definir os objetivos que se deseja
alcançar, para que este momento seja, de fato, significativo. “Ensinar a brincar”, de
forma a mediar ações na zona de desenvolvimento proximal é uma forma de promover o
crescimento de seu aluno.
Segundo Vygotsky (1998), para entendermos o desenvolvimento da criança, é
necessário levar em conta as necessidades dela e os incentivos que são eficazes para
colocá-las em ação. A criança satisfaz certas necessidades no brinquedo, mas essas
necessidades vão evoluindo no decorrer do desenvolvimento. Assim, como as
necessidades das crianças vão mudando, é fundamental conhecê-las para compreender a
singularidade do brinquedo como uma forma de atividade.
Do ponto de desenvolvimento da criança, a brincadeira traz vantagens sociais,
cognitivas e afetivas. Ainda, segundo esse autor, a brincadeira possui três
características: a imaginação, a imitação e a regra. Elas estão presentes em todos os
tipos de brincadeiras infantis, tanto nas tradicionais, naquelas de faz-de-conta, como
ainda nas que exigem regras. Podem aparecer também no desenho, como atividade
lúdica.
Do ponto de vista psicológico, Vygotsky (1988) atribui ao brinquedo um papel
importante, aquele de preencher uma atividade básica da criança, ou seja, ele é um
motivo para a ação. Segundo o autor, a criança pequena, por exemplo, tem uma
necessidade muito grande de satisfazer os seus desejos imediatamente. Quanto mais
jovem é a criança, menor será o espaço entre o desejo e sua satisfação.
No pré-escolar há uma grande quantidade de tendências e desejos não possíveis
de serem realizados imediatamente, e é nesse momento que os brinquedos são
inventados, justamente para que a criança possa experimentar tendências irrealizáveis .
A impossibilidade de realização imediata dos desejos cria tensão, e a criança se envolve
com o ilusório e o imaginário, onde seus desejos podem ser realizados. É o mundo dos
brinquedos.
Segundo Vygotsky (1988), a imaginação é um processo novo para a criança,
pois constitui uma característica típica da atividade humana consciente. É certo, porém,
que a imaginação surge da ação, e é a primeira manifestação da emancipação da criança
em relação às Oficina de Educação 5 restrições situacionais. Isso não significa
necessariamente que todos os desejos não satisfeitos dão origem aos brinquedos.
2.3 O jogo na concepção de Wallon
Segundo Wallon, (1968) o fator mais importante para a formação da
personalidade não é o meio físico, mas sim o social. Ele acredita que a afetividade
associada à motricidade, são as principais responsáveis pelo desenvolvimento
psicológico da criança. Para o autor, a construção da personalidade é um processo
progressivo, onde se realiza a integração da afetividade, movimento e da inteligência.
Wallon, (1968) ainda diz que, a afetividade tem papel predominante no
desenvolvimento da pessoa. É por meio dela que o aluno exterioriza seus desejos e suas
experiências. Em geral são manifestações que expressam um universo importante e
perceptível, mas pouco estimulado devido a influência dos modelos tradicionais de
ensino.
De acordo com Wallon (1968), o movimento depende fundamentalmente da
organização dos espaços para elaboração de atividades que promovam o
desenvolvimento motor com fins educativos. A motricidade, portanto, tem caráter
pedagógico tanto pela qualidade do gesto e do movimento quanto por sua representação
social. No entanto, a escola insiste em tratar a criança como um ser passivo, limitando a
fluidez do movimento, das emoções e do pensamento, tão necessárias para o
desenvolvimento completo da pessoa.
A inteligência depende essencialmente de como cada indivíduo interage com o
meio e compreende os seus signos, articulando as informações de uma forma que lhe
permita uma participação efetiva na realidade circundante.
A autonomia têm uma relação direta com o desenvolvimento afetivo, motor e
cognitivo; necessitando para tanto a promoção de situações de aprendizagem que
possibilitem experiências no sentido de oportunizar ao indivíduo a consecução dos
valores morais, culturais e éticos da sociedade onde vive, de modo a se tornar
participativo e a contribuir para o desenvolvimento da mesma.
Para Wallon(1981) é fundamental que a criança tenha a oportunidade de brincar,
pois é através do corpo que ela estabelece a primeira comunicação com o meio.
Wallon (1981) define o jogo como uma atividade voluntária da criança. Cita
ainda que toda a atividade da criança é lúdica. Assim se um jogo é imposto, deixa de ser
jogo. Os jogos infantis em quatro categorias: jogos funcionais, jogos de ficção, jogos de
aquisição e jogos de fabricação.
Para Wallon (1981), os jogos funcionais caracterizam-se por movimentos
simples de exploração do corpo, através dos sentidos. A criança descobre o prazer de
executar as funções que a evolução da motricidade lhe possibilita. Quando a criança
percebe os efeitos agradáveis e interessantes obtidos nas suas ações gestuais, sua
tendência é procurar o prazer repetindo suas ações.
Wallon (1981) diz que, os jogos de ficção são atividades lúdicas caracterizadas
pela ênfase no faz de conta e na imaginação. É quando a criança assume papeis do seu
contexto social, brincando de imitar o papai, a mamãe, a professora, o médico, entre
outros. Sobre a imitação, ela se torna para as crianças mais novas, regras de jogos, pois
possibilita o acesso ao concreto, ao vivo, uma vez que compreende pelas assimilações
de uma pessoa a si e de si a outra pessoa.
Segundo Wallon (1981) os jogos de aquisição é quando a criança se empenha
para compreender e conhecer: imitar canções, gestos, sons, imagens e histórias. Os
jogos de fabricação são jogos onde a criança realiza atividades manuais de criar,
combinar, juntar e transformar objetos. Sabemos que é através das brincadeiras que as
crianças estabelecem relação com o meio, interagem com o outro, para construir a
própria identidade e desenvolver sua autonomia.
O brincar também promove a constituição do próprio indivíduo. Incluir o jogo e
a brincadeira na escola tem como pressuposto, então, o duplo aspecto de servir ao
desenvolvimento da criança, enquanto indivíduo, e a construção do conhecimento:
processos estes intimamente interligados.
Portanto, o brincar, como forma de atividade humana que tem grande
predomínio na infância, encontra, assim, seu lugar no processo educativo. Sua utilização
promove o desenvolvimento dos processos mentas, sociais e desenvolve a autonomia da
criança.
3.RESULTADOS E DISCULSSÕES
Ao termino do trabalho conseguimos responder na integra, todos nossos
objetivos. No primeiro objetivo: o quanto brincar é fundamental para o bom
desenvolvimento e para a educação da criança. Constatamos de acordo com a literatura
pesquisada, embora não tenha sido uma preocupação dos autores um recorte temporal
na escolha da bibliografia utilizada. Para responder o primeiro objetivo foram
utilizados livros, artigos datados de a 1988 a 2017.
De acordo com Kishimoto (1996) O jogo desenvolve a inteligência e facilita o
estudo, além de se tornar uma forma adequada para o bom desenvolvimento da
aprendizagem tanto cognitiva como intelectual das crianças, jogo é visto como
instrumento de ensino, de conteúdos escolares, além de ter um papel fundamental no
processo de aprendizagem da criança enquanto ser humano, pois o jogo não é somente
para se divertir, e sim ao mesmo tempo, acontece a formação da assimilação de
conhecimentos da criança, que será levada para sua vida futura.
Para Souza (2005), através de jogos e brincadeiras a criança exercita sua
imaginação, promovendo assim, suas habilidades e sua personalidade, onde se expressa
sua autonomia diante dos objetos, trabalhando seu emocional e ampliando seus
horizontes através da participação lúdica. Também permite que as crianças aprendam a
conviver respeitando as diferenças, o que é muito importante para o seu
desenvolvimento, pois atitudes de tolerância e respeito surgem do afeto e do
conhecimento mútuos.
Para responder o segundo objetivo: De que modo o brincar contribui para a
construção do conhecimento da criança, foram utilizados revistas e artigos datados de
2002 a 2017.
Almeida e Casarin (2002) dizem que o papel do professor é fundamental, pois é
ele quem cria espaços, oferece os materiais e participa das brincadeiras juntamente com
as crianças. O professor é mediador, e terá oportunidade de transmitir valores e a cultura
da sociedade. O professor possibilita a aprendizagem de modo criativo e social. Com
ajuda dos professores dentro do ambiente escolar o brincar gera benefícios e contribui
para a construção do conhecimento da criança.
Conforme Almeida e Casarin (2002) “O brinquedo, é também um objeto, é
uma base para a brincadeira, permite à criança criar, imaginar e representar a
realidade e as experiências por ela adquirida. Nas brincadeiras, as crianças
transformam os conhecimentos que já possuíam anteriormente em conceitos
gerais com os quais brincam. Jogos, com regras determinadas, não permitem
que a criança se expresse e repense, requer apenas a repetição de atitudes
condicionadas”.(p.03)
Conforme Kishimoto (1996), as brincadeiras que são oferecidas à criança devem
estar de acordo com a zona de desenvolvimento em que ela se encontra. Existem
brincadeiras que devem ser estimuladas e outras que exigem um desenvolvimento
diferente. Portanto não é somente no ambiente escolar que as crianças devem ser
estimuladas a brincar, no ambiente familiar também.
Segundo Fantacholi (2011) é brincando, jogando, que a criança revela seu estado
cognitivo, visual, auditivo, tátil, motor, e entra em uma relação cognitiva com o mundo
de eventos, pessoas, coisas e símbolo. Ou melhor, quando a criança brinca, aprende a
conciliar a brincadeira de forma afetiva e cria vínculos com outras crianças de modo
duradouro. Dessa forma as crianças desenvolvem sua capacidade de raciocinar, julgar,
de argumentar e de como chegar a um consenso reconhecendo o quanto o brincar é
importante para dar início a atividade em si.
Para concluir, nosso terceiro e último objetivo: verificar de que forma os jogos e
brincadeiras auxiliam na socialização entre as crianças, além de identificar como este
desenvolve a autonomia da criança foram utilizados artigos datados de 1981 a 2013.
Marques (2013) afirma que as brincadeiras e jogos não é apenas umas das
formas de entretenimento ou de expor a energias das crianças, é também uma forma de
enriquecer o desenvolvimento intelectual e que contribui tanto no processo do
desenvolvimento infantil quanto no processo de socialização das crianças.
De acordo com Fantacholi (2009), o jogo, o brincar e o brinquedo desempenham
um papel fundamentalmente na aprendizagem e no processo de socialização das
crianças. Os jogos e brincadeiras atuam como facilitadores dentro do processo de
socialização da criança e de sua integração à sociedade. Por esse motivo não se pode
isolar as crianças e sim incentivá-las a ter uma conexão com as outras crianças,
participando de brincadeiras, trocando ideias e isso normalmente acontece quando as
crianças estão brincando proporcionando a socialização.
Fantacholi (2009) afirma que a criança que brinca se esforça sem sentir cansaço,
não ficam estressadas porque estão livres de cobranças, avançam, ousam, descobrem,
realizam com alegria, sentindo-se mais capazes e, portanto, mais confiantes em si
mesmas e predispostas além de aprender. E é por meio das brincadeiras que as crianças
expressam seus sentimentos e suas capacidades de uma forma mais espontânea. A
brincadeira fortalece a autonomia da criança e também estabelece uma interação social
no qual constrói sua própria identidade e sua autonomia.
Wallon (1981).Diz que, a autonomia têm uma relação direta com
odesenvolvimento afetivo,motor e cognitivo; necessitando para tanto a
promoção de situações de aprendizagem que possibilitem experiências no
sentido de oportunizar ao indivíduo a consecução dos valores morais,
culturais e éticos da sociedade onde vive, de modo a se tornar participativo e
a contribuir para o desenvolvimento da mesma. (p.2).
Desenvolver a autonomia das crianças contribui de diversas formas na vida de
uma criança, tanto no ambiente escolar quanto no familiar. Com isso incentivar a
autonomia das crianças através de jogos e brincadeiras, incentiva a criança a aprender
coisas uteis para a sua vida, sendo assim mais felizes e independentes.
Sendo assim, a hipótese defendida: “acreditamos que a utilização de jogos e
brincadeiras facilita e melhora as crianças em seu desenvolvimento e consequentemente
auxilia no ambiente escolar”, pôde ser confirmada. com base nas citações abaixo.
Vigotsky (1988) afirma que o brincar é muito importante por que é através das
brincadeiras que a crianças se desenvolvem, conhecem e compreendem o seu
desenvolvimento para o aprendizado e a se expressarem no mundo que o cerca. O
desenvolvimento infantil, segundo o autor, auxilia cada vez mais a criança no seu
aprendizado. .
Vigotsky (1988), ainda diz que, a criança tem a oportunidade, no faz de conta,
de ser aquilo que ainda não é, ou seja, o que ela imagina ser através de suas próprias
fantasias. Dessa forma, enquanto brinca, a criança realiza muitas descobertas sobre o
mundo que a cerca e sobre si mesma, bem como aprende a relacionar-se com o outro, e
com o mundo que a cerca. As crianças aprendem com as brincadeiras de como agir e
pensar, e assim descobrem de forma mais rápida uma troca de ideias e a respeitar o
próximo. Enquanto estão brincando, desenvolve suas habilidades, e aprender com os
outros.
A brincadeira tem uma grande importância no desenvolvimento da criança e na
educação infantil, pois ela desenvolve aspectos cognitivo, afetivo emocional e
intelectual, proporcionando sua criatividade, imaginação, divertimento, alegria e
aprendizagem. Quanto mais a criança vivencia momentos de brincar, interagindo com
outras crianças, ela é capaz de manter contato com o outro e aprende a expressar suas
ideias. É importante deixar a criança livre para brincar, para que ela possa aperfeiçoar
suas habilidades, como aprender a dividir suas tarefas, tomar decisões, conversar com
outros colegas e criar hipóteses de resolução de conflitos, incentivando assim sua
autonomia.
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os resultados demonstraram que este artigo pode-se verificar “A importância
dos jogos e brincadeiras para o desenvolvimento e Educação Infantil’’.
Sua elaboração permitiu compreender que a criança aprende enquanto brinca, ou
seja, por meio da brincadeira, do brinquedo, da interação e do jogo a criança desenvolve
a memória, a linguagem, a atenção, a percepção, a criatividade e a habilidade para o
aprendizado. Pode-se assegurar que os termos jogo, brinquedo e brincadeira, são
instrumentos de suma importância que ajudam no processo de desenvolvimento e
aprendizagem e que fazem parte do dia a dia das crianças.
Quando utilizados de maneira apropriada asseguram diversão, prazer e motiva o
conhecimento de forma significativa. Considera-se que os jogos e as brincadeiras são de
essencial importância para a construção do saber, bem como para o desenvolvimento
das interações sociais e autonomia das crianças.
O estudo foi desenvolvido mostra que a importância de valorizar a prática do
brincar do lúdico para incentivar crianças na educação infantil, é enorme a importância,
dos benefícios que o brincar proporciona no desenvolvimento da criança, através desse
momento à criança, se comunica, descobre suas habilidades com naturalidade e com
prazer, dentro desse universo de faz de conta.
Assim, afirmamos que a composição deste trabalho nos proporcionou
inquietações e desencadeou reflexões acerca das novas formas de trabalho que associam
os jogos e as brincadeiras ao contexto escolar e contemplou aspectos fundamentais para
o desenvolvimento integral da criança.
ABSTRACT. The present study deals with the importance and analyse how games and
playing can help on children's development and education. Methodologically, this study
is classified as qualitative and descriptive. Its realization allowed us to understand how
playing has been seen in the context of children’s development and education. Playing
is a communication way where the child develops in its entirety, whether physical,
social, cultural, affective, emotional or cognitive. Children can develop important
abilities throught playing act, such as attention, memory, imitation and imagination, in
addition to develop areas of personality such as affectivity, motor skills, intelligence,
sociability and creativity. Early Childhood Education aims at the development of
children up to five years old which is the stage where they discover new values,
feelings, consuetudes, and also the development of autonomy, identity and interaction
with other people.
Keywords: Children, development, playing.
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