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Tipos de Hérnias: Causas e Cuidados

Este documento fornece informações sobre diferentes tipos de hérnia, incluindo suas causas, sintomas e tratamentos. Descreve hérnias inguinais, umbilicais, musculares e incisionais, explicando os principais aspectos de cada uma.
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Tipos de Hérnias: Causas e Cuidados

Este documento fornece informações sobre diferentes tipos de hérnia, incluindo suas causas, sintomas e tratamentos. Descreve hérnias inguinais, umbilicais, musculares e incisionais, explicando os principais aspectos de cada uma.
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HÉRNIA

INGUINAL
UMBILICAL
MUSCULAR
INCISIONAL
INGUINOESCROTAL
ENFERMAGEM

DISCENTES:
AYANNA M. MENDES
FERNANDA O. MOTA
GABRIELA T. M. SANTOS
ITALA V. P. DOS SANTOS
JULIANE S.L. DA SILVA
LAIS RAISSA M. MORAES
MARIA EMÍLIA C. SILVA
MARRIET A. M. OLIVEIRA
NATHALIA J. XAVIER
NATÁLIA O. ARAUJO
TATIANA DE B.O. SOUSA
VANESSA C. DE A. SERRA

HÉRNIA

DOCENTES:
LÍLIA BEATRIZ DE C. NASCIMENTO
MARIA MARGARETE

B. MARTINS
HÉRNIA INGUINAL

O QUE É?
A hérnia inguinal (também chamada hérnia na virilha) ocorre quando os
tecidos do interior do abdómen saem por um ponto fraco da parede
muscular abdominal na região inguinal (“virilha”), formando uma
tumefação (ou “papo”). Esta pode ser dolorosa, sobretudo quando o
doente tosse, se dobra ou pega em objetos pesados.

CAUSAS
Em alguns casos não existe uma razão concreta
para o seu surgimento. Outros casos ocorrem por
aumento frequente da pressão abdominal:
obstipação, tosse frequente, levantamento de
objetos pesados, gravidez ou obesidade.

SINTOMAS
O primeiro sintoma da hérnia é um abaulamento ou nódulo na região inguinal,
acompanhado de dor e desconforto quando a pessoa se levanta ou pratica
alguma atividade física. Quando se deita ou fica quieta, a hérnia se recolhe e
o nódulo desaparece.
FATORES DE RISCO
As hérnias inguinais possuem elevada
prevalência na população geral, sendo
maior no sexo masculino. Entre as
hérnias abdominais a hérnia inguinal é
a mais prevalente. A fragilidade da
parede abdominal e o aumento da
pressão abdominal têm sido
considerados como os mecanismos
etiopatogênicos principais e,
naturalmente, têm impulsionado o
conceito de que a tosse em pacientes
tabagistas ou com doença pulmonar
obstrutiva crônica (DPOC), a história
familiar e a constipação intestinal.

INCIDÊNCIA
É um problema comum, mas sua verdadeira incidência não é
conhecida. Calcula-se que 5 % da população venha a desenvolver
uma hérnia de parede abdominal. Cerca de 75% de todas as
hérnias ocorrem na região inguinal e destas, dois terços são
indiretas. Os homens são 25 vezes mais propensos e indireta é a
mais comum, independente do sexo.

DIAGNÓSTICO DA PATOLOGIA
Exame físico;
Tomografia computadorizada;
Ultrassonografias.
DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM
• Através do exame físico;
• Achados físicos em adultos através de uma
protuberância, aumento de volume na
região da virilha;
• Colocar a mão sobre a protuberância e
pedir ao paciente para tossir ou realizar
uma manobra de valsava.

CUIDADOS DE ENFERMAGEM
É feito através de orientações para prevenção e cuidados para
evitar o risco de vir a desenvolver;
• Evitar obesidade, evitar levantar objetos pesados, dieta rica em
fibras para evitar obstipação;
• Evitar o tabaco e tabagismo provoca tosse crônica que aparece
o favorecimento de hérnia crônica;
• Evitar as fundas e cintas não evitam nem tratam as hérnias e
tornam a correção cirúrgica mais difíceis.

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
Pré-operatório
• Verificar sinais vitais;
• Colher material para exame conforme solicitação médica;
• Manter o paciente em jejum conforme rotina;
• Orientar o paciente há esvaziar a bexiga 30 minutos antes da
cirurgia;
• Retirar prótese dentaria, joias, ornamentos e identificá-las.
Pós-operatório
• Verificar os sinais Vitais;
• Observar o estado de consciência;
• Fazer medicação conforme prescrição médica;
• Controlara a diurese;
• Assistir psicologicamente o paciente e familiares;
• Observar e relatar as seguintes complicações;
• Infecção urinaria, retenção urinaria;
• Náuseas, constipação intestinal, vômitos;
Cianose, edema;
• Hemorragias, infecção e choque;
• Explicar os fundamentos da respiração profunda e ensinar o paciente
como virar-se, tossir e mobilizar a incisão.

TRATAMENTO

O tratamento é feito com


cirurgia para recolocar o
intestino no local correto e
fortalecer os músculos do
abdômen para que não volte a
acontecer.
HÉRNIA UMBILICAL

O QUE É?
Hérnia umbilical é um deslocamento anormal de
tecido pela parede abdominal atrás do umbigo. Se
desenvolve quando uma porção do revestimento do
abdômen, de parte do intestino e/ou fluido do
abdômen se acumula através do músculo da parede
abdominal.

CAUSAS
Obesidade, Gestações múltiplas, Líquido na cavidade abdominal (ascite),
cirurgia abdominal anterior, excesso de peso, praticantes de atividades físicas
de alta intensidade, fumantes.

SINTOMAS
Nos adultos Inchaço na região abdominal, acompanhado ou não de dor pioram com
atividades que pressionem o abdome, como esforço para levantar peso, evacuar, tossir.
No caso das hérnias estranguladas, além da dor, podem surgir náuseas e vômitos.
Na criança, não provocam dor, sintomatologia depende da gravidade, o ato de chorar,
tosse, agitação, esforços, podem agravar os sintomas, quando a criança se deita ou
acalma, os sintomas aliviam.

FATORES DE RISCO
Obesidade, realização de esforços violentos, tosse crônica,
doenças pulmonares, obstipação, cirurgia abdominal prévia,
gravidez.

INCIDÊNCIA
A hérnia umbilical é mais frequente na criança, cerca de 10 a
20% de todos os bebês também afeta os adultos de qualquer
idade, sendo mais frequente no sexo feminino do que no
masculino.

DIAGNÓSTICO DÉ ENFERMAGEM
• Risco alto para infecção por curativo de ferida
Cuidados de Enfermagem: Explicar e orientar
quanto a higiene adequada; Avaliar ferida; trocar
curativo, sempre que necessário; Orientar sobre
fazer o próprio curativo.

• Risco alto para aumento de pressão sanguínea


Cuidados de Enfermagem: Monitorar sinais vitais;
Orientar quanto alimentação hipossódica;
Orientar quanto ao uso das medicações prescritas.

• Status nutricional comprometido


Cuidados de Enfermagem; Promover nutrição
adequada; Monitorar alimentação; Encaminhar
ao serviço de nutrição, se necessário.
TRATAMENTO
Nos adultos, o tratamento é cirúrgico, na criança cura
naturalmente dos 18 meses aos 3 anos de idade.
HÉRNIA MUSCULAR

O QUE É?
A hérnia muscular na perna é a protrusão de uma parte da sua musculatura
através de um defeito focal da fáscia que a recobre. Tal lesão é mais comum
no músculo tibial anterior, mas também pode envolver os músculos extensor
longo dos dedos, fibular longo, fibular curto e gastrocnêmio. Sua localização
mais comum é no terço médio e distal da perna, no compartimento anterior. As
hérnias musculares costumam ser tratadas de maneira conservadora. Quando
ocorre falha no tratamento clínico, indica-se o tratamento cirúrgico.

CAUSAS
As hérnias são rotineiramente associadas ao esforço excessivo, mas não
podemos descartar os defeitos facial congênitos focais ou a fraqueza, a qual
pode causar a hérnia de um músculo da perna em determinada região. Com
isso, se forma uma massa subcutânea palpável variável, causando dor e
sintomas potencialmente neuropáticos quando ocorre envolvimento do nervo
subjacente.

SINTOMAS
Geralmente o atleta sente dores ao fazer esforço. A qual melhora com o
repouso. O exame físico revela na maioria das vezes uma massa macia,
levemente sensível, que pode ou não ser redutível, na extremidade inferior da
perna. Quando próxima a um nervo pode ocorrer diminuição da sensibilidade
na perna ou irradiação para região plantar ou dos dedos e dorso do pé. Uma
hérnia muscular pode se apresentar clinicamente como uma protuberância
visivelmente palpável, massa de tecido mole ou nódulo subcutâneo. Eles podem
ser solitários, bilaterais ou múltiplos.
FATORES DE RISCO
Acontece com mais frequência em atletas, militares e
profissionais que exigem muita força nas suas pernas
com movimentos repetitivos.

INCIDÊNCIA
Embora a verdadeira incidência não seja conhecida, a etiologia foi
classificada como secundária à fraqueza facial congênita (ou
constitucional), ou defeito facial adquirido, geralmente secundária a
trauma direto ou indireto. Acredita-se que a maior ocorrência seja em
homens jovens e fisicamente ativos. O envolvimento do tibial anterior é
mais comum, embora outros músculos tenham sido relatados.

DIAGNÓSTICO
Em alguns casos o diagnóstico da hérnia pode ser feito com base nos sintomas e
através da palpação local de forma a identificar se existe alguma protuberância
ou saliência sob a pele. No entanto, para confirmar o diagnóstico o médico pode
pedir a realização de umaultrassonografia. Se a região da hérnia inchar, mudar de
cor ou se a dor for muito forte, é recomendado ir para o hospital imediatamente.
DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM
Se apresentar dor é necessário procurar uma unidade de pronto
atendimento. Em caso de dor intensa, acompanhada de inchaço súbito e
pronunciado, é essencial ir ao prontosocorro. Além disso, o paciente
deve estar atento à interrupção total. O ideal é sempre evitar
movimentos que provoquem aumento da pressão intra-abdominal, como
levantar peso, por exemplo. A dor deve ser um sinal de alerta ao praticar
atividades físicas permitidas, como tênis e natação, em caso de sintomas
é necessário parar aatividade imediatamente.

CUIDADOS DE ENFERMAGEM
• Evite esforços excessivos
Lembre-se que a hérnia pode ter sido causada pelo levantamento de peso,
esforços repetitivos, movimentação demasiada e outras atividades que
prejudicaram o processo cicatricial. Você não quer ter problemas? Então,
vale a pena não se esforçar demais.

• Alimente-se bem
A boa alimentação é fundamental e deixa sua saúde livre de complicações.
Através dos alimentos, é possível fortalecer o sistema imunológico e obter
nutrientes necessários para a reparação do trauma.
TRATAMENTO
A maioria dos casos sintomáticos responde
com sucesso ao tratamento conservador,
com cirurgia fica reservada para casos
refratários que não responderam às
medidasconservadoras. Uma variedade de
técnicas cirúrgicas tem sido descrita, desde
a fasciotomia até o reparo anatômico do
defeito facial, sem consenso sobre o
tratamento ideal. Os médicos devem se
lembrar de considerar as hérnias
musculares em seu repertório de
diagnósticos diferenciaispara dor crônica
nas pernas ou neuropatia.
HÉRNIA INCISIONAL

O QUE É?
Hérnia incisional ou eventração é a protusão do conteúdo abdominal através de um
ponto fraco da parede constituído pela cicatriz de intervenção cirúrgica anterior. As
herniações evoluem com aumento gradual de tamanho e, paralelamente, com a
ocorrência de complicações como disfunção respiratória, retenção urinária e estado
de constipação pelo encarceramento de uma alça no anel herniário.

CAUSAS
A hérnia incisional acontece no local da cicatriz de uma cirurgia feita no
abdômen. O problema vem de uma tensão excessiva e uma cicatrização
inadequada na parede abdominal. Devido ao processo cirúrgico, o abdômen
fica enfraquecido e faz com que o intestino ou qualquer outro órgão que
esteja por baixo ou próximo do local da cirurgia se desloque com mais
facilidade, pressionando a região que está se recuperando, o que provoca o
surgimento da hérnia incisional. Essa doença está relacionada também a
fatores que aumentam a pressão abdominal, como tabagismo, tosse crônica,
sobrepeso e esforço físico intenso. Normalmente, as hérnias incisionais ocorrem
entre os seis meses após alguma cirurgia abdominal que a pessoa precisou
realizar.
INCIDÊNCIA
• A ocorrência de hérnias incisionais tem sido relatada em até 10%
dos casos em procedimnetos cirúrgicos abominais, sendo
resultantes do excesso de tensão e da cicatrização inadequada da
parede. Os fatores de risco para hérnia incisional estão
diretamente relacionados ao perfil do paciente, ao próprio ato
operatório e às intercorrências locais no pós-operatório.

• É mais frequente em incisões verticais, na linha mediana em sua


porção infra- umbilical e após operações ginecológicas e
obstétricas.

• Dentre as ocorrências pós-operatórias de sítio cirúrgico que


propiciam ao
aparecimento de herniações abdominais destacam-se os seromas,
hematomas e infecção da ferida operatória. Aumenta a cada ano a
quantidade de operações que intervêem na cavidade abdominal,
levando a impacto socioeconômico substancial em relação à
eventração. Outro aspecto é que os pacientes com esta afecção
sofrem importantes alterações anatômicas, fisiológicas e psíquicas,
tornando-se exclusos laborial e socialmente e tendo sua qualidade
de vida deteriorada.
DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM
Para diagnosticar a hérnia incisional o paciente passará pela avaliação
do seu histórico clínico. E além disso, serão necessários exames físicos
que mostrem a protuberância no abdômen no local da incisão ou
próximo a ela.

Feito isso, antes do diagnóstico, pode ser pedido exames de sangue


para identificar bloqueios intestinais ou necrose. Alguns recursos de
imagem podem ser solicitados para uma maior precisão na avaliação.
São eles:
· Ultrassonografia;
· Ressonância magnética;
· Tomografia computadorizada

CUIDADOS DE ENFERMAGEM
Pré - operatório

• Orientar evitar carregar objetos pesados, pois isto pode forçar a parede
abdominal causar dor e até estrangulamento da hérnia; Verificar sinais vitais;
Colher material para exames conforme solicitação médica; Manter o
paciente em jejum, conforme rotina;

• Orientar o paciente a esvaziar a bexiga 30 minutos antes da cirurgia;


Retirar próteses dentárias, joias, ornamentos e identificá-los; Explicar os
fundamentos da respiração profunda e ensinar ao paciente como virar-se
tossir, respirar e mobilizar a incisão.
• Se a hérnia é estrangulada, prevalecem as condições de emergência; Sea
cirurgia é eletiva, em geral o paciente está em boas condições físicas;
Observar qualquer infecção do trato respiratório superior se presente, a
cirurgia terá que ser adiada porque a tosse e os espirros nos pós-operatório
podem romper os pontos. Atender o paciente conforme suas necessidades
psicológicas (esclarecimento de dúvidas); Encaminhar o paciente ao centro
cirúrgico.

Pós - operatório

Receber e transferir o paciente da maca


para o leito com cuidado, observando
sondas e soro; Posicionar o paciente no
leito, conforme o tipo de anestesia;
Verificar sinais vitais; Observar o estado
de consciência (sonolência); Fazer
medicações conforme prescrição
(analgésicos); Controlar a diurese;
Assistir psicologicamente o paciente e os
familiares;

Incentivar a deambulação precoce ou


movimentação ativa e passiva no leito;
Adotar as seguintes medidas para o
edema ou inchação escrotal:
• Repouso no leito;
• Saco de gelo, observa a possível presença
de retenção urinária;
• As atividades atléticas e os esforços
extremos não são permitidos durante 8-12
semanas após a operação.
TRATAMENTO
O tratamento da hérnia deve ser sempre
avaliado por um médico especialista, porque
através da consulta o médico verifica o
estado de saúde geral, a anatomia e,
principalmente, a localização da hérnia. O
tratamento é a cirurgia, que deve ser
realizada o mais breve possível. Atualmente,
na grande maioria dos casos, a cirurgia
pode e deve ser realizada por
videolaparoscopia.
HÉRNIA INGUINOESCROTAL

O QUE É?
A hérnia escrotal, conhecida também como
hérnia inguino-escrotal, é uma
consequência do desenvolvimento da
hérnia inguinal, que é uma protuberância
que aparece na virilha resultante de uma
falha no fechamento do canal inguinal. No
caso da hérnia escrotal, essa saliência na
virilha aumenta e se desloca até o escroto,
que é a bolsa que envolve e protege os
testículos, causando inchaço e dor no local.

CAUSAS
A hérnia escrotal acontece por causa do enfraquecimento dos músculos
do canal inguinal fazendo com que partes do intestino ou demais
conteúdo do abdome se desloquem através deste canal para o escroto.
Além disso, a hérnia escrotal pode surgir devido a problemas genéticos
e congênitos, ou seja, o homem pode nascer com a hérnia escrotal ou
este tipo de hérnia pode ser provocada por tabagismo, obesidade e
excesso de atividades que exigem carregar bastante peso, além de
também poder estar relacionada com problemas na próstata.
SINTOMAS

Os sintomas da hérnia escrotal são semelhantes aos da hérnia inguinal e


podem ser:

• Protuberância na região da virilha e no escroto;


• Dor ou desconforto no saco escrotal ou virilha ao se levantar, carregar
peso ou se curvar;
• Sensação de peso ou pressão na região escrotal ao caminhar.

Nos bebês, nem sempre é fácil de observar a presença da hérnia


escrotal, podendo ser percebida na hora de trocar a fralda, em que se
pode verificar inchaço no escroto, principalmente quando o bebê chora,
devido ao esforço que faz.

Se a hérnia escrotal não for tratada, pode levar ao estrangulamento


intestinal, em que não há fluxo sanguíneo para intestino, ocasionando a
morte do tecido e sintomas como vômito, cólicas, distensão abdominal e
ausência de fezes. Além disso, a hérnia escrotal pode levar à
infertilidade, pois o armazenamento dos espermatozoides pode ser
comprometido.
DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM
O diagnóstico de hérnia geralmente é feito através da palpação
no exame físico. A hérnia inguinoescrotal evidencia-se como
massa na região inguinal e escrotal, que não pode reduzir-se
espontaneamente. O ultrassom de região inguinal é um exame que
pode ser utilizado nos casos de dúvida diagnóstica.

CUIDADOS DE ENFERMAGEM
A hérnia inguinoescrotal cursa com uma clínica bastante típica, incluindo
dor forte e abaulamento na região inguinal com sintomas de obstrução
intestinal. O profissional de saúde deve estar atento para fazer o
diagnóstico, que é relativamente simples.

O cuidado de enfermagem deve ser prestado de forma integral, visando


as suas necessidades, oferecendo junto ao cliente meios para
proporcionar melhor qualidade de vida, aprimorando a assistência a
partir da educação continuada do paciente, família e cuidadores.
TRATAMENTO

O tratamento da hérnia escrotal é indicado pelo cirurgião geral e/ou


urologista e, na maioria das vezes, consiste na realização de cirurgia,
que deve ser feita o mais rapidamente possível, assim que for confirmado
o diagnóstico, para evitar complicações como infertilidade ou
estrangulamento intestinal.

A cirurgia para correção da hérnia escrotal, também chamada de


herniorrafia, dura cerca de 1 hora e é feita sob anestesia geral ou
raquidiana, porém dependendo do tamanho da hérnia pode ser feita
apenas anestesia local. Em alguns casos, o médico pode ainda colocar
uma espécie de rede/tela para evitar que a hérnia volte a aparecer.

Além disso, pode ser recomendado pelo médico o uso de medicamentos


anti-inflamatórios ou analgésicos, como o ibuprofeno e o paracetamol,
antes e após a cirurgia para alívio da dor, além de antibiótico após o
procedimento cirúrgico para evitar a ocorrência de infecções. Após a
cirurgia é importante que o homem evite pegar muito peso, durma de
barriga para cima, aumente o consumo de fibras, não dirija e nem
permaneça sentado por muito ttempo.
REFERÊNCIAS
Batista I. Hérnia Incisional: o que é e como diagnosticar e tratar?.São Paulo, 2021. Disponível
em: < [Link]
Acesso em: 28.10.21.

Brasil. Ministério da Saúde. Hérnia Abdominal. Diário Oficial da União. Brasília, 2019.
Disponível em: <[Link] Acesso em: 28.10.21.

Claus CMP. et al. Orientações da Sociedade Brasileira de Hérnia (SBH) para o manejo das hérnias
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<[Link] Acesso em: 28.10.21.

Favaretto R. O que é hérnia escrotal, sintomas, diagnóstico e tratamento. São Paulo, 2020.
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Goulart A. et al. Hérnia Inguinal: Anatomia, Patofisiologia, Diagnóstico e Tratamento. Rev.


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Laucho T. et al . Hernia umbilical eviscerada en pacientes cirróticos: reporte de un caso. Gen,


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Venturini DA, Marcon SS. Anotações de enfermagem em uma unidade cirúrgica de um hospital
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