Introdução
O presente trabalho é pessoal e foi desenvolvido na tentativa de responder a
preocupação pessoal no tocante a forma de conduzir o processo de ensino-
aprendizagem na sala de aula. O trabalho tem um carácter expositivo-
explicativo cujo objectivo é tornar transparente a instrução que aqui é exposta.
O trabalho está subdividido em três partes: introdução, desenvolvimento e
conclusão. As obras consultadas e outras fontes orais estão devidamente
mencionadas na página final deste trabalho.
Então, para compor este trabalho, parte-se da seguinte questão:
Como conduzir o processo de ensino-aprendizagem na sala de aula?
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Como conduzir o processo de ensino-aprendizagem na sala de aula?
Resposta 1:
Saiba como usar a comunicação para complementar o processo de ensino.
Por outras palavras:
O que não fazer?
a) Não ministre aulas sentado, isso pode causar ruídos na comunicação.
b) Não fale muito devagar. Você corre o risco de entediar o ouvinte.
c) Não fale muito rápido para que o aluno consiga acompanhar o seu
raciocínio.
d) Evite frases cheias de lacunas, tiques gestuais e repetição de palavras
para não desviar a atenção do estudante.
e) Atente-se aos vícios de linguagens: eles podem levar o aluno ao
desinteresse
f) Não seja informal. Lembre-se que você está num ambiente académico.
O que fazer?
a) Dê aula em pé, de forma que os alunos possam te ver.
b) Não fale nem muito devagar nem muito rápido. Dê ritmo à comunicação.
c) Utilize todos os canais da comunicação: visual, auditivo e cinestésico
d) Estabeleça uma comunicação rigorosa, agradável, confiável e eficaz.
e) Crie estratégias de comunicação condizentes com o conteúdo.
Minha proposta:
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1.º) Dê a aula em pé, posicione-se num lugar visível onde todos os
alunos vão conseguir te ver.
2.º) Circule, calmamente, pela sala de aula de vez em quando para
distribuir a sua voz a todos.
3.º) Use gestos adequados para acompanhar a fala.
Resposta 2:
Saiba aumentar a participação dos alunos nas aulas.
a) Crie suspense (tensão, ansiedade, aflição, desejo)
Crie momentos dialogados na aula. Uma boa estratégia é fazer perguntas aos
alunos sobre o assunto em questão de maneira aleatória. Ou seja, você faz uma
pergunta que ajude a turma a entender melhor o conteúdo discutido, mas não
diz o nome de quem irá responder, nem chama o primeiro que levantar a mão.
Em vez disso, o professor faz a pergunta e, ao final, diz o nome do aluno que
deverá respondê-la. Quais são as consequências do desmatamento das matas
ciliares… Júlia?
Ao fazer isso, o professor deixa todos os alunos na esperança de serem
chamados e impulsiona todos a pensarem sobre a pergunta. Para maximizar
essa participação por parte dos alunos, ele pode até fazer um breve intervalo –
apenas alguns segundos – entre a pergunta e o nome, para que os alunos
possam activar seus conhecimentos sobre o assunto, preparando-se para
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responder. Assim, mesmo os que não tiverem que responder em voz alta
acabam por pensar na resposta, proporcionando maior aprendizado para todos.
b) Garanta que todos participem
Surge, então, um novo problema: e se o aluno chamado não souber responder
a questão?
Então, o professor pode fazer uso de outra estratégia chamada “sem
escapatória”. O nome parece um pouco estranho, mas a ideia é mostrar aos
alunos que, nesta aula, todos serão chamados a participar e a aprender, que
não há escapatória para o aprendizado!
A abordagem é simples: sempre que o professor fizer uma pergunta e o aluno
não souber responder, ele passa a outro aluno que possa ajudar respondendo à
questão. Depois disso, ele volta ao aluno inicial que não soube responder e
pergunta a ele: agora você já sabe? Você pode responder, então?
Mesmo que, num primeiro momento, o aluno apenas repita o que o colega
anterior falou, o professor vai estimulando a participação e o aprendizado de
todos e deixando clara a importância de estarem atentos ao que está sendo
discutido na aula. Assista a um exemplo dessa estratégia:
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c) Dê tempo para que eles pensem
Outro ponto que favorece a participação dos alunos em sala de aula é dar
tempo para que todos pensem após realizar uma pergunta – estratégia que
complementa a 1ª sugestão. Ou seja, em vez de já escolher entre os que
rapidamente levantam a mão, dê alguns segundos após a sua pergunta
estimulando todos alunos a pensarem na resposta.
O professor pode, inclusive, estimular os alunos com frases do tipo: Quem mais
sabe a resposta? Quero ver mais mãos levantadas… Essa acção simples pode
contribuir muito com aqueles estudantes que até querem participar, mas que
não se sentem tão seguros ou são menos motivados. Eles sabem que alguém
mais rápido virá com a resposta pronta, e isso faz com que se acomodem em
sua condição, sem nem tentar ou sem sequer pensar sobre a questão
levantada.
d) Crie discussões
Em geral, os alunos participam pouco durante as aulas. Quando isso acontece,
geralmente, a situação é uma das duas: a interacção directa com o professor,
que vai trazendo novos conceitos e realizando questões para estimular a
participação dos alunos; ou em pequenos grupos com os colegas, durante a
realização de alguma actividade.
Entretanto, outros momentos de potencial para a participação acontecem
durante a aula. Eles podem ser utilizados de modo a levar os alunos a ouvir
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criticamente a opinião dos colegas e se posicionar com relação ao que está
sendo discutido. Como isso acontece?
Após o comentário ou resposta de um estudante, o professor pode chamar
outro colega e dizer: Kátia, você concorda com o Alex? Em que ponto você
discorda dele? Ao elaborar argumentos para concordar ou discordar do colega,
o aluno precisa colocar em jogo os seus conhecimentos e levantar hipóteses
sobre o assunto, elaborando seu pensamento de maneira estruturada.
Desse modo, todos ficam atentos, pois podem ser chamados pelo professor
para posicionar-se diante dos demais alunos da turma – além de ser uma
oportunidade para que desenvolvam o seu potencial cognitivo.
e) Dê um gostinho do que vem por aí
Durante a aula, há momentos de maior e menor engajamento. Mesclar
estratégias ao longo dos 50 minutos ajuda os alunos a se manterem activos
durante toda a aula. Para isso, uma boa estratégia é dar pílulas do que está por
vir, anunciar os próximos passos para deixá-los instigados ou curiosos. Daqui
a pouco, vamos colocar esses conhecimentos à prova…
A intenção de todas essas sugestões é, ao mesmo tempo, fazer com que eles
interajam durante a aula, fiquem atentos tanto aos comentários dos colegas
quanto às falas do professor, e, consequentemente, possibilitar maior
desenvolvimento cognitivo de todos os alunos.
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Minha proposta:
Opte pelo método de elaboração conjunta como uma estratégia de construção
do conhecimento.
Pergunte (explore as preconcepções dos alunos, explore as ideias dos alunos
para averiguar até que ponto eles pensam ) e aguarde respostas (chuva de
ideias). Em casos, de perguntas para ver o nível de alcance dos objectivos da
aula em curso pergunte algo em que facilmente se cai no erro.
Se tiver respostas erradas melhor ainda, convém entrar em detalhe nesse erro.
Use contra-exemplos para instigar o raciocínio crítico. Olhe nos olhos dos
alunos.
Resposta 3:
Saiba motivar os seus alunos
a) Mude o cenário
A sala de aula é um bom ambiente para o ensino e a aprendizagem, mas a
educação não deve ficar presa apenas aos muros das instituições. Passeios
educativos ou até mesmo a troca de salas podem ajudar os estudantes
sentirem-se mais focados.
b) Ofereça experiências variadas
Não há apenas uma maneira de aprender, seja qual for a matéria. Os alunos
irão interessar-se por determinado conteúdo na medida em que forem
estimulados por ele. Na busca pela melhor metodologia para cada estudante,
procure oferecer diferentes experiências educacionais.
Minha proposta:
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Pense em diversas formas de como conduzir a mesma matéria.
Considerações finais
Todas as sugestões acima são uma autêntica máquina que torna as aulas
melhores e agradáveis com vista o aumento do desempenho escolar.
Como conselhos:
Para ter aulas exclusivas: considere-se um que tem um veneno e que
quer infectar a alguém. Para ser bom, coloque-se no lugar do aluno e
pense nas diversas maneiras de como esse conteúdo pode ser claro e
transparente.
PARA UMA BOA EXPOSIÇÃO: Pense em 3 maneiras de como explicar o
mesmo conteúdo!!!
Nenhum e ninguém é “pedagogo” perfeito.
É preciso conhecer os seus alunos pois cada aluno é um individuo cheio
de peculiaridades e características. Não espere os mesmos resultados de
todos.
Por mais bom que sejas nenhuma acção será agradável a todos alunos da
turma.
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