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Símbolos Mágicos e Esoterismo Gráfico

O documento discute a origem e uso de símbolos na magia, incluindo exemplos de símbolos antigos como o dragão da Lua e o cifrão. Também aborda as origens ocultas desses símbolos em antigas civilizações como a egípcia, babilônica e asteca.

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Eddie Van Feu
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Símbolos Mágicos e Esoterismo Gráfico

O documento discute a origem e uso de símbolos na magia, incluindo exemplos de símbolos antigos como o dragão da Lua e o cifrão. Também aborda as origens ocultas desses símbolos em antigas civilizações como a egípcia, babilônica e asteca.

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Curso de Esoterismo Gráfico: Símbolos

Mágicos, Pantáculos e Sigilos


De Eddie Van Feu
[Link]

Aula 1
Introdução

O uso de símbolos na magia é antiquíssimo. Dos mais simples aos mais complexos,
são os símbolos que sustentam o desejo do mago neste plano. Uma imagem vale mais que mil
palavras e isso é verdade. Nosso cérebro tem uma capacidade incrível de trazer milhares de
informações através de um simples símbolo.
Na magia moderna, utilizamos não apenas os antigos símbolos da alta magia e wicca,
mas também realizamos sábias substituições quando necessário. Pra isso, falaremos um
pouquinho sobre a magia simbólica.

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Magia Simbólica

Por incrível que pareça, a magia simbólica não é a mesma coisa que magia dos
símbolos. Na primeira, aprendemos a fazer trocas em rituais e magias em geral através de
representações ou materiais similares, enquanto na segunda aprendemos a utilizar símbolos na
realização da nossa magia.
A magia simbólica é o cerne da magia moderna, uma vez que determinados materiais
são muito difíceis ou caros de se conseguir. Uma caixa que, segundo a Alta Magia, deveria ser
feita de ouro com gravações, pode ser feita com um laminado dourado, ou um metal mais
barato e dourado. Essa magia simbólica atua pela aproximação. Se você determina que um
cristal comum é um diamante, ele será um diamante no mundo mágico.

O uso de símbolos na magia

Já na magia dos símbolos, nós trabalhamos com representações que remetam uma
virtude, característica ou intenção. Por exemplo, você pode usar uma foto de um carro para
atrair para sua vida o carro que você deseja. Nesse tipo de magia, usamos símbolos o tempo
inteiro. Fotos, em geral, são muito utilizadas em magia, pois trazem a essência do que
representam. O esoterismo gráfico também atua com imagens geométricas, que tanto podem
manifestar uma determinada energia, como abrir portais, repelir, atrair ou ancorar, como
estrelas divinas, yantras e outras formas clássicas que podem inclusive serem utilizadas de
forma oculta em construções.

Exemplo de magia com representação: A Espiral do Desejo

Essa é uma magia diária, ou seja, de manutenção, para se conseguir alguma coisa. Esse tipo
de magia nos ajuda a focar nossa energia no de desejamos, pois somos naturalmente dispersos
no Ocidente. Numa cartolina, coloque no meio, uma foto do que você deseja. Trace a partir
daí uma espiral na cor azul, com canetinha. Coloque essa cartolina na sua porta do quarto, do
lado de dentro, preferencialmente onde ninguém veja (pode ser na porta do guarda-roupa).
Sempre que acordar, pegue sua varinha e fique de frente para o cartaz. Feche os olhos e
respire profundamente três vezes. Então diga alto: IN HOC SIGNO VINCES. Abra os olhos
com a sensação de que está prestes a conseguir o que você quer. Então aponte a varinha para a
ponta externa da espiral e trace-a com a varinha até chegar na foto, onde você deve tocar com
a varinha, dizendo: Com o poder da Luz e de todas as forças no Universo, eu realizo meu
desejo, que é..........................

Símbolos antigos

Quanto mais antigo for um símbolo, mais poderoso ele é. Há uma infinidade de formas
de usarmos símbolos na magia, de patuás e talismãs, a gravações em varinhas, cálices, caixas
e espelhos. Alguns símbolos são mais complicados que outros, como os pantáculos, que
merecem um estudo à parte.
Seguem alguns símbolos interessantes para usar em rituais e feitiços. Sempre procure
dar uma olhada na tabela planetária para gravar ou desenhar seu símbolo mágico numa hora
propícia. Sempre aconselho o uso da tabela, mas se você já possui uma intuição afiada (coisa
que acontece naturalmente com quem pratica magia), escolha você mesmo um bom dia, uma
boa Lua e experimente.

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A Cabeça do Dragão da Lua

Este é um poderoso símbolo dos antigos sábios. O dragão é desenhado dentro de dois
círculos, um de fogo e outro de ar. A serpente tem a cabeça de um falcão que, entrelaçada
pelos círculos, forma a letra Teta. Para os egípcios e fenícios, a serpente era um animal
poderoso e de natureza divina, possuindo o espírito mais aguçado e o fogo mais forte de todas
as criaturas. Eles acreditavam nisso por causa da velocidade com que o animal se movia,
mesmo sem ter mãos ou pés. O fato de trocar a pele a ligava ao rejuvenescimento e se
desenhada ou gravada num eclipse da Lua ou numa hora desfavorecida por Saturno ou Marte,
este símbolo agia para o mal (provocava angústia, doença e azar). Por outro lado, se fizer
numa boa hora (Júpiter é a melhor para este fim), é um poderoso símbolo de sucesso, boa
sorte e bom gênio. Uma opção é desenhar num pergaminho (ou papel) virgem, num dia de
Júpiter, numa hora de Júpiter. O dragão deve ser preto, um dos círculos deve ser amarelo e o
outro, vermelho. Coloque o símbolo atrás de um retrato da pessoa, do bem a ser conquistado
(você quer uma casa ou um carro, arrume uma foto e use para mentalizar todos os dias) ou
como enfeite na carteira, no carro, na porta de casa, na mesa do escritório.

Dinheiro

Para conseguir fazer o dinheiro fluir mais em sua vida, você pode utilizar o cifrão
desenhado em papel verde na sua carteira, junto com uma nota talismã, ou simplesmente com
visualização sobre sua mesa ou local de trabalho, currículo, contrato, proposta, sobre sua
comida (que deve conter a energia do dinheiro), ou sobre sua imagem no espelho. Para a
visualização, use os dedos de Júpiter e Saturno da mão dominante (indicador e maior de todos
da mão com a qual você escreve).

3
Aula 2
Origens Ocultas de Tempos Esquecidos

Muitos dos símbolos usados até hoje possuem origens em antigas civilizações. A imagem
veio antes da palavra e era usada para comunicação com os reinos invisíveis. Muito se perdeu,
mas ainda podemos encontrar resquícios dessa comunicação em praticamente todo o mundo.

Alguns desses símbolos são poderosos e podem ser usados até hoje em rituais de magia e
ocultismo. Um exemplo é o pentagrama, hoje símbolo do paganismo, porém muito mais
antigo do que se imagina. Ele é encontrado na cultura grega e sua representação mais antiga
está na antiga Mesopotâmia, no império babilônico.

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Uma das culturas que conseguimos bastante material é a egípcia. Como deixaram muita coisa
por escrito, tanto em pergaminhos quanto em pedras, estelas e paredes de seus muitos templos
e pirâmides, o Egito ainda é envolto em mistério. Suas divindades e sua cosmogonia são
contadas através de hieróglifos e desenhos representativos, mantendo vivas tradições e
histórias com mais de dez mil anos.

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A gravação de símbolos em pedras e
artefatos é antiga e leva-se em conta a
história do objeto onde a inscrição será
feita. Nesse caso, essa lança de pedra
neolítica recebeu uma inscrição posterior
gnóstica no século IV DC.

A religião mitraica foi uma poderosa


rival da religião cristã e por pouco não a
sobrepujou. Mitra era o invencível sol
atrás do sol e governava o mundo com
seu passo através do zodíaco. Era uma
alegoria que representava a evolução da
alma em graus através dos planetas.
Mitra Matando o Touro Cósmico,
Rodeado por Signos do Zodíaco, relevo
romano em mármore, Sidão, ano 400,
aproximadamente.

La Frise dês Aurochs – gruta de lascaux


em Dordogne 15.000 AC

Muitas pinturas da pré-história são rituais onde se pinta o que se deseja atrair. Essa pintura foi
encontrada em uma caverna na França usada para rituais há mais de 17 mil anos.
6
Pintura rupestre em Monte Bego, onde podermos ver um arado e dois bois. O que podemos
pensar a respeito? Um desejo do que se quer conquistar? Uma forma de concretizar o trabalho
bem feito? Ou de atrair os bons resultados do arado?

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OVale de Fontanalba possui várias imagens rupestres que podem significar qualquer coisa. E
através dos tempos, eles perduram.

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Pedra calendário do século XVI com o sol asteca ao meio. O sol é um tema recorrente em
todas as culturas, sendo cultuado como um deus que confere a vida. Entre os astecas era
comum se fazer sacrifícios humanos para que o sol voltasse a nascer. Ofertavam o coração e o
sangue e era uma grande honra ser sacrificado. Eles também sacrificavam prisioneiros para se
livrarem da ira dos deuses. Já chegaram a sacrificar vinte mil pessoas em quatro dias. Que
fofos!

9
Quetzacoatl, sehor da vida e da
morte. Acreditava-se que somente
seus descendentes poderiam
governar os astecas.

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Escultura de Coatlicue, deusa da terra, mãe da vida, da morte e dos deuses asteca.

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Deusa asteca da Água Quetzalcoatl, e como a terra, espera a fertilidade da chuva.
Astecas são índios norte-americanos originais da América, e podem ter passado vários séculos
no México. Falavam a mesma língua dos toltecas que dominavam a maior parte do México
entre 750 e 1000 da era cristã. 900 AC já havia civilização avançada no sul do golfo do
México. Veio a civilização olmeca, que declinou, e foi seguida pelos zapotecas, que foi do
segundo século AC até 1480 DC, quando foi incorporada pelo império asteca.

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Fred Achad, George Stansfeld Jones, rearranjou a árvore da vida em um floco de neve mágico
para ser a planta baixa de um templo perfeito. A árvore da vida é o cerne da cabala, sistema de
magia judaica e revela os vários mundos que o homem percorre.

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Zodíaco do Duque de Berry associando signos ao corpo humano. A astrologia marcou o
renascimento da magia através de seus símbolos, que assustavam menos e eram
frequentemente consultados por membros da corte.

A Vênus de
Willendorf tem 40
mil anos. As
formas
arredondadas
eram símbolo de
fertilidade.

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Milhares de ídolos de olhos encontrados em Tell Brak, Mesopotâmia, olhos da deusa mãe,
que tudo via. Não me espantaria se um dia descobríssemos que essas figuras eram
representações de alienígenas. Aliás, parece muito o Homem Coruja da Cornualha.

Alfabetos antigos, como as runas dessa pedra, são usados até hoje para realizar feitiços,
encantamentos e talismãs.

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Encontrar símbolos pagãos em igrejas cristãs é bem mais comum do que se pensa. O
pentagrama, um dos mais antigos símbolos da magia, aqui é visto na janela da Igreja de St
Barnabus, em Bethal Green, Londres. O padre Brian Ralph acredita que a imagem seja
influência da Maçonaria, mas ele não tem certeza.

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A ideia da dualidade já era comum na cultura egípcia, mas foi Eliphas Levy que a resgatou
em seus escritos mágicos em meados de 1800. Esse selo de Salomão foi desenhado por ele
para representar a dualidade, que tudo possui um lado luminoso e um lado sombrio.

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Aqui vemos mais uma ilustração que liga os signos às partes do corpo humano.

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Esse é um esquema mágico de um manuscrito inglês dos séculos XVI-XVII. Mandalas como
essa eram muito utilizadas por magos que seguiam instruções de grimórios. Formas
triangulares e circulares com suas inscrições corretas podem atrair seres de outras dimensões
e/ou proteger o mago. Há também uma interpretação psicológica e filosófica para vários
desses feitiços

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A seguir, selecionei algumas imagens originais de alguns famosos grimórios, como As
Verdadeiras Chaves de Salomão, A Chave de Salomão e As Clavículas de Salomão, que até
hoje são referências em grimórios, já tendo passado por diversas traduções e edições. Vale
lembrar que esses livros não foram escrito pelo Rei Salomão. Acontece que àquela época não
havia direitos autorais e o autor tinha mais chance de ser lido e levado à sério se assinasse
como alguém de renome. Esses livros, conjuntos de técnicas mágicas, pode ter sido escrito
por padres ou monges da época (mais um motivo para se ocultarem por trás de outra
identidade).. Essas são algumas páginas do manuscrito francês de As Verdadeiras Chaves de
Salomão, de Armadel, na Biblioteca Britânica, Londres, Lansdowne, 1203; A Chave de
Salomão, manuscrito francês, Biblioteca Britânica, Londres, Sloane; As Clavículas de
Salomão, manuscrito inglês, Biblioteca Britânica, Londres, Sloane.

Note que nessas versões temos muita influência hebraica, algo que com o tempo foi sendo
adaptado para termos em latim.

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Aula 3
Imagens Arquetípicas

Nos estudos mágicos, é importante sabermos o significado de alguns símbolos que falam
diretamente para o nosso inconsciente. Esses símbolos trazem um significado compreendido
por qualquer pessoa, graças ao contexto que a sociedade lhes deu. Por exemplo, se você
pensar em um cemitério, a sensação de morte, perda, tristeza ou medo logo aflora. Mesmo
para um gótico que adore cemitérios, ele ainda terá a mesma interpretação. A diferença é que
ele se afina com esse tipo de emoção e sentimento, passando a gostar desse ambiente.

A ideia dos arquétipos é mais utilizada na filosofia, psicologia e narratologia e surge com
Platão, que os define como ideias, modelos originários de todas as coisas existentes. Jung já
os define como imagens primordiais que dão sentido aos complexos mentais e às histórias
passadas de geração a geração, formando o conhecimento e o imaginário do inconsciente
coletivo. Eles servem de matriz para a expressão e desenvolvimento da psiquê.

Por que é importante?

Um dos motivos de aprendermos e conhecermos as figuras arquetípicas e o que significam é


não nos deixarmos enganar, já que esse tipo de conhecimento é utilizado por quem sabe,
incluindo em publicidade, narrativas políticas, filmes, etc. Uma propaganda de perfume pode
não fazer nenhum sentido, mas vai falar mais a uma pessoa do que a outra, pois estará
trabalhando com arquétipos que tocam determinadas pessoas. Quem levou o conceito de
arquétipo para a publicidade foi o Dr. Ernest Dichter, em 1900 e desde então isso tem sido
usado.

Outro motivo é compreendermos os sinais e mensagens que o Universo nos envia através dos
sonhos e da sincronicidade. Se você está sonhando com flores e flores passam a ser frequentes
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nas suas andanças, é hora de compreender por que essa mensagem está sendo passada para
você. Essa compreensão pode ajudar você a evitar um acidente, uma cilada, descobrir uma
falsidade, ou simplesmente trilhar um caminho melhor.

E a terceira razão para trabalharmos com arquétipos na magia é sabermos como utilizar esse
conhecimento em nossos rituais. Podemos usar determinadas imagens arquetípicas para atrair
para o ritual uma determinada energia, assim como podemos usar um arquétipo para ser o
talismã que será carregado com nossa energia pessoal.

Mas o que são arquétipos?

Na magia, pode ser qualquer coisa. São fundamentalmente um símbolo. Um elefante, uma
espada, um dragão, um cálice, um caldeirão. Tudo remete a algo, possui um significado oculto
e traz para nossos trabalhos mágicos seu poder essencial.

Aula 4
Ao vivo

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Bibliografia utilizada:

Dicionário de Símbolos, de Jean Chevalier e Alain Gheerbrant, José Olympo Editora.

Homem, Mito & Magia, Volume I, Editora Três, 1974.


Mitos, Deuses e Mistérios – Magia, Francis King, Edições Del Prado, 1996.
Grandes Énigmes de L’histoire de France, Larousse, 2008.

Dica de filme:

Vozes na Escuridão (A Dark Song), 2017

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