MARINHA DO BRASIL
DIRETORIA DE PORTOS E COSTAS
ESPRAC
MÓDULO II
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ÍNDICE
1 - ESTRUTURA DO SISTEMA DE ENSINO PROFISSIONAL
MARÍTIMO - SEPM
1.1 - Abrangência e Atividades do SEPM
1.2 - Programa de Ensino Profissional Marítimo - PREPOM
1.3 - Avaliação e Controle
2 - FORMAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO DE AQUAVIÁRIOS
2.1 - Fluxo de Carreira do Subalterno da Marinha Mercante
2.2 - Fluxo de Carreira do Oficial da Marinha Mercante
2.3 - Cursos Especiais
2.4 - Ensino a Distância (EAD)
3 - PORTUÁRIOS E PESSOAL DAS ATIVIDADES CORRELATAS
3.1 - Fundação de Estudos do Mar - Centro de Referência do Ensino
para Atividades Correlatas
3.2 – O Ensino para o Trabalhador Portuário
3.3 - Capacitação do Pessoal Administrativo para o Setor
Marítimo/Fluvial e Portuário
4 - CERTIFICADOS E TÍTULOS DE HABILITAÇÃO
4.1 - Tipos de Certificados e Títulos de Habilitação
4.2 - Processos de Controle de Certificados
5 - ENCARREGADO OU AUXILIAR DO ENCARREGADO DO SETOR
DE EPM
5.1 - Introdução
5.2 - Planejamento dos cursos
2
UE
1.0
ESTRUTURA DO SISTEMA DE
ENSINO PROFISSIONAL
MARÍTIMO - SEPM
3
1.1 - ABRANGÊNCIA E ATIVIDADES DO SEPM
INTRODUÇÃO
Neste módulo, veremos as principais atividades da Capitania, Delegacia e
Agência, as quais basicamente podem ser entendidas em três grandes atividades, a
saber:
1º Ensino Profissional Marítimo – EPM;
2º Segurança do Tráfego Aquaviário – STA; e
3º Administração e Apoio.
Vamos iniciar apresentando e definindo o propósito e os objetivos do Ensino
Profissional Marítimo. Acompanhe.
O Ensino Profissional Marítimo tem como propósito habilitar e
qualificar pessoal para a Marinha mercante e atividades correlatas, bem
como desenvolver o conhecimento no domínio da tecnologia e das Ciências
Náuticas.
O Ensino Profissional Marítimo - EPM tem como instrumento maior de
ordenação a Lei no 7.573, de 23/12/86, denominada de Lei do Ensino Profissional
Marítimo, regulamentada pelo Decreto no 94.536, de 29/06/1987.
POLÍTICA DO ENSINO PROFISSIONAL MARÍTIMO
A Política do Ensino Profissional Marítimo tem por propósito estabelecer
os objetivos a serem alcançados para desenvolver e aperfeiçoar a formação do
pessoal da Marinha Mercante e das atividades correlatas, bem como fixar as
diretrizes para alcançá-los. Fundamenta-se na necessidade de o Brasil manter uma
atividade marítima e fluvial compatível com seus interesses nacionais e globais, na
busca de uma maior utilização do transporte aquaviário, por profissionais
qualificados, para contribuir na formação de uma mentalidade marítima e ampliar o
mercado de trabalho para os brasileiros.
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OBJETIVOS
Os objetivos a alcançar estabelecem em seu conjunto a orientação mais ampla
e abrangente para o preparo do pessoal que trabalha a bordo de embarcações, nos
portos, nas agências e empresas de navegação e operações portuárias e atividades
relacionadas com o mercado de trabalho marítimo. São os seguintes:
1. habilitação e qualificação profissional:
- de trabalhadores aquaviários;
- de trabalhadores portuários;
- de empregados em agências e empresas de navegação e
de operação portuária; e
- de outros grupos profissionais, não relacionados acima, que exercem
atividades correlatas para o atendimento do mercado de trabalho
marítimo;
2. disponibilidade de pessoal empregado no setor marítimo nos níveis exigidos pela
competitividade internacional;
3. capacitação de pessoal para tarefas decorrentes de mobilização marítima;
4. cooperação e intercâmbio com as Autoridades Marítimas das nações amigas, na
área de formação de pessoal, priorizando os países da Rede Operativa de
Cooperação Regional da América Latina (ROCRAM) e os países africanos de
língua portuguesa;
5. capacitação de pessoal para a absorção adequada da constante evolução
tecnológica na navegação marítima, navegação interior e sistema portuário
nacional;
6. desenvolvimento da consciência marítima de importantes segmentos da
sociedade brasileira;
7. preservação da arte, cultura e tradições marinheiras e portuárias;
5
8. participação no desenvolvimento nacional;
9. aperfeiçoamento da estrutura do Ensino Profissional Marítimo e adoção de
modernas práticas de ensino;
10. valorização do elemento humano, enfatizando o desenvolvimento e
aperfeiçoamento das qualidades morais, profissionais, intelectuais e culturais;
aprimoramento das condições físicas e a ação preventiva da saúde;
11. a formação teórica dos cursos do EPM devem ser objeto de constante pesquisa,
a fim de acompanhar as evoluções das práticas de trabalho;
12. participação de setores extra-Marinha no EPM, de modo a torná-lo mais
abrangente;
13. nivelamento técnico e de certificação dos profissionais que realizam tarefas
semelhantes, considerando-se o nível de instrução compatível com cada curso ou
estágio;
14. centralização de orientação, descentralização de execução;
15. manutenção de um fluxo contínuo de formação e habilitação de pessoal;
16. participação na preservação do patrimônio histórico e cultural da Marinha
Mercante e dos portos brasileiros;
17. fortalecimento da legislação nacional e das Convenções Internacionais
ratificadas pelo Brasil sobre as atividades marítimas;
18. projeção internacional do país, por meio de uma Marinha Mercante e de portos
competitivos, com pessoal habilitado e qualificado profissionalmente no mais alto
nível;
19. melhoria de escolaridade;
20. contribuição para a preservação e proteção do meio ambiente aquático;
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21. seleção dos candidatos para cursos e estágios, considerando a igualdade de
oportunidades para todos os que se candidatem ao trabalho na atividade marítima;
e
22. capacitação de pessoal para execução de tarefas relacionadas com a atividade
de operação comercial de transporte marítimo.
Vejamos agora como está estruturado o Sistema de Ensino Profissional Marítimo –
SEPM.
ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DO SISTEMA DE ENSINO
ENSINO PROFISSIONAL MARÍTIMO.
O SEPM é constituído por um Órgão Central, Órgãos de Execução, Órgãos de
Apoio e Órgãos Conveniados e/ou Terceirizados.
ÓRGÃO CENTRAL DO SEPM (OC)
A Diretoria de Portos e Costas (DPC) é o Órgão Central do SEPM. Tem como
atribuições planejar, coordenar e controlar o EPM, bem como gerenciar os recursos
financeiros do Fundo de Desenvolvimento do Ensino Profissional Marítimo (FDEPM).
ÓRGÃOS DE EXECUÇÃO DO EPM (OE)
Aos Centros de Instrução “Almirante Graça Aranha” e “Almirante Braz de
Aguiar”, (CIAGA E CIABA), às Capitanias dos Portos (CP), às Capitanias Fluviais
(CF), às Delegacias (Del) e às Agências (Ag), compete executar o Programa de
Ensino Profissional Marítimo de Aquaviários (PREPOM - Aquaviários).
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ÓRGÃOS DE APOIO DO EPM (OAP)
São as organizações navais que auxiliam as atividades do EPM, apoiando
diretamente os OE e que recebem recursos financeiros do FDEPM para tanto.
ÓRGÃOS CONVENIADOS OU TERCEIRIZADOS (OC/T)
1) O Órgão Gestor de Mão-de-Obra do Trabalho Portuário (OGMO), executará o
Programa de Ensino Profissional Marítimo de Portuários (PREPOM – Portuários),
efetuando convênio com os OE para repasse dos recursos financeiros do FDEPM.
2) À Fundação de Estudos do Mar (FEMAR), mediante acordo administrativo com o
Órgão Central do SEPM, compete, ainda, por força de convênio específico, executar
o Programa de Ensino Profissional Marítimo de Atividades Correlatas (PREPOM –
Atividades Correlatas)
3) Às Universidades, Fundações, Escolas Técnicas, Órgãos Públicos ou Privados,
conveniados ou contratados pelos Órgãos de Execução, pelos OGMO e/ou pela
FEMAR cabe ministrar cursos ou estágios do EPM.
1.2 - PROGRAMA DO ENSINO PROFISSIONAL
MARÍTIMO (PREPOM)
INTRODUÇÃO
Podemos definir o Programa do Ensino Profissional Marítimo -PREPOM
como sendo a publicação que estabelece os cursos a serem ministrados, ao longo
do ano, pelos Órgãos Executores – OE e, mais do que isso, que fornece as
informações necessárias a respeito de cada um dos cursos programados. Esta
publicação teve sua primeira edição em 1969, com o propósito de divulgar, com
antecedência, os cursos e pré-requisitos necessários às respectivas inscrições para
o ano seguinte, em atendimento à política de ensino traçada pela Diretoria de
Portos e Costas.
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PREPOM, portanto, é um instrumento de divulgação e orientação a toda
comunidade marítima/fluvial e portuária potencialmente interessada nos cursos do
EPM e, anualmente, tem sido disponibilizado no “site” da DPC, na Internet.
TIPOS DE PREPOM
O PREPOM é dividido em três publicações distintas, de acordo com o público-
alvo, que são:
1. PREPOM AQUAVIÁRIOS - Voltado para marítimos, fluviários, pescadores e
mergulhadores;
2. PREPOM PORTUÁRIOS – Voltado para os trabalhadores portuários; e
3. PREPOM ATIVIDADES CORRELATAS - Voltado para os empregados de
agências e de empresas de navegação, de operadoras portuárias, de OGMO, de
sindicatos laborais e patronais dos segmentos marítimo, fluvial e portuário e da
administração portuária.
INFORMAÇÕES FORNECIDAS
Basicamente o PREPOM fornece as seguintes informações:
• nome do curso e sigla correspondente;
• condições para a inscrição;
• conteúdo programático
• órgão executor ou conveniado que irá ministra o curso;
• número de vagas;
• período de inscrição; e
• período do curso (início e término).
ELABORAÇÃO DO PREPOM
A elaboração do PREPOM requer a colaboração de todos os órgãos que
compõem o Sistema de Ensino Profissional Marítimo (SEPM). Essa elaboração pode
ser melhor entendida se a dividirmos em duas fases distintas, a saber:
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Primeira Fase
LEVANTAMENTO E ENCAMINHAMENTO DAS NECESSIDADES DE CURSOS
Os órgãos do SEPM deverão coletar as informações junto às comunidades
beneficiárias do Fundo de Desenvolvimento do Ensino Profissional Marítimo - FDEPM
das necessidades de cursos e, uma vez determinadas tais necessidades, elaborarão
as PROPOSTAS DE CURSO DO EPM – PCE para aquaviários. As DL e AG deverão
remeter às CP para análise até 30JUL que enviarão à DPC até 30 AGO. As propostas
de cursos para portuários, elaboradas pelos OGMO, deverão ser encaminhados a
DPC, via OE até 30 de junho.
1) Cursos para Aquaviários
Os OE deverão levantar as necessidades de formação, adaptação e
aperfeiçoamento de pessoal aquaviário, em sua área de jurisdição, utilizando, para
este fim, um quadro comparativo entre o pessoal necessário para o preenchimento
de todas as funções discriminadas nos Cartões de Tripulação de Segurança (CTS),
de todas as embarcações registradas e o pessoal efetivamente inscrito, em cada
categoria, no Órgão. Com base na falta e no excesso de pessoal detectado na
comparação é que o OE deverá programar os cursos necessários para suprir essas
faltas e reduzir o número de vagas em cursos destinados à formação de pessoal
nas categorias que estão com excesso. Deverão, ainda, ser considerados os
subsídios coletados por meio das informações prestadas pelas empresas de
navegação e de pesca, sindicatos patronais e sindicatos de trabalhadores.
Os OE deverão concentrar seus recursos buscando eliminar a falta de
pessoal de determinada categoria, de forma a eliminar a necessidade de emissão
das Licenças em Categoria Superior (LCS).
Será usado um único modelo PCE para todos os cursos propostos durante o
ano. Na proposta de cursos o OE deverá considerar, entre outros aspectos, a época
mais adequada, que permita ao aluno, na medida do possível, prosseguir exercendo
sua atividade profissional durante o curso e mantendo, consequentemente, o
vínculo empregatício com a empresa. Após terem sido levantadas as necessidades
de cursos, o passo seguinte é a confecção propriamente dita da PROPOSTA de
CURSOS do EPM (PCE), que discrimina todos os recursos necessários para a
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realização do curso, inclusive contendo as facilidades oferecidas ao aluno, que
consistem:
Merenda Escolar
Nos cursos com mais de 4 horas diárias de duração, deverá ser fornecida
refeição completa.
A merenda poderá ser adquirida no comércio local, a confecção e aquisição,
ou por meio de municiamento a ser indenizado pelo FDEPM ao Ministério da
Marinha. Poderá, ainda, o OE que utilizar o processo de municiamento, contratar
mão-de-obra (cozinheiro e copeiro) durante o período do curso.
A merenda escolar não poderá ser paga em espécie ao aluno. Os OE devem
utilizar integralmente os recursos destinados à merenda para sua confecção. No
caso de terceirização, o OE deverá exercer efetiva fiscalização, para evitar que a
contratada desvie recursos destinados para esse fim.
Transporte
Constatada a necessidade, o OE poderá solicitar, por meio da PCE, numerário
para ou transporte coletivo dos alunos. Poderão ser solicitados, também, recursos
para despesas com locação de transportes para as atividades externas.
Alojamento
Os cursos do EPM realizados em Centro de Instrução poderão ter alojamento
para os alunos não residentes na área de aplicação, a critério dos respectivos
Comandantes. Nos demais OE, caso haja instalações disponíveis, os alunos que
necessitarem poderão ser atendidos. Excetuando-se para o CFAQ-E, o OE que não
dispuser de alojamentos poderá propor o uso de instalações de Escolas de
Aprendizes, Bases Navais e Distritos, mediante indenização pelo FDEPM.
Prêmio por Desempenho Escolar
Os primeiros colocados nos cursos de formação e de aperfeiçoamento serão
premiados pelo seu desempenho.
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Proposta de Cursos do EPM – PCE
O modelo de PCE encontra-se anexado às NORMAS DA AUTORIDADE
MARÍTIMA PARA O ENSINO PROFISSIONAL MARÍTIMO - NORMAM-30 vol. I e as
PCE deverão ser encaminhadas pelo Sistema de Gerenciamento do Ensino
Profissional marítimo - SISGEMP
2) Cursos para Portuários
De acordo com as NORMAM-30, as propostas de cursos e exames do EPM e
Programa de Desenvolvimento do Trabalho Portuário (PDP) para os Trabalhadores
Portuários Avulsos (TPA) e para os funcionários dos Terminais de Contêineres
(TECON) devem ser elaboradas, após levantamento das necessidades de
qualificação da mão-de-obra, junto à comunidade portuária e de acordo com o
planejamento estratégico de cada porto.
Para a elaboração do PREPOM Portuários, segue o procedimento a ser
adotado:
Caberá aos OE:
receber instruções contidas do Departamento de Ensino de Portuários, da DPC,
para auxiliar os OGMO a elaborarem suas propostas por meio das planilhas
Proposta de Cursos do EPM para Portuários (PCP/EPM) e Proposta de Cursos do
PDP para Portuários (PCP/PDP);
transmitir aos OGMO as devidas instruções, de modo que possam seguir os
procedimentos de acordo com os modelos encaminhados;
receber as PCP/EPM e PCP/PDP, elaboradas pelos OGMO, para ratificar e/ou
emitir sugestões, com as respectivas justificativas e informações
complementares, caso julgue necessário;
encaminhar as PCP/EPM e PCP/PDP, via Correspondência Eletrônica (CE), ao
Departamento de Ensino de Portuários, da DPC, conforme prazo estabelecido
previamente; e
orientar o OGMO nas seguintes tarefas:
levantamento de necessidades de cursos, junto à comunidade portuária,
visando o planejamento de cursos do EPM e do PDP e de exames e estágios
supervisionados que pretende executar;
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preenchimento cuidadoso das planilhas PCP/EPM e PCP/PDP, conforme as
instruções encaminhadas anualmente por meio de ORITEC;
aplicação de Exames mediante a elaboração de uma proposta, conforme as
instruções das NORMAM-30
realização de Estágio Supervisionado mediante a elaboração de uma proposta,
conforme as instruções das NEPM-Portuários e Atividades Correlatas;
cálculo do pagamento dos instrutores e coordenadores, a carga horária total
dos cursos com prática operacional levará em conta a quantidade de vagas
oferecidas, multiplicada pela carga horária da prática individual, conforme
sumário das disciplinas; e
fundamentação da proposta, apresentando informações complementares que
auxiliem na análise efetuada pela DPC.
PROCEDIMENTO PARA PROPOSTA DE CURSO
Sendo o OGMO o responsável pela formação profissional e o treinamento
multifuncional do trabalhador portuário, cabe a ele também determinar quais são
as necessidades. Para tanto deverá consultar os setores interessados tais como:
Operadores Portuários, Administração Portuária e Sindicatos de Obreiros
(estivadores, capatazia, consertadores, vigias e outros). Após o levantamento de
necessidades, o OGMO elabora uma proposta que deverá ser enviada a CP/DL/AG.
A OM do SEPM que receber a proposta deverá encaminhá-la a DPC.
A DPC, por sua vez, deverá receber de todas as OM que compõem o sistema
EPM as Propostas de Cursos para Portuários–PCP e, após análise geral, deverá
confeccionar uma minuta do PREPOM – Portuários.
Nas propostas deverão ser incluídas as facilidades oferecidas aos alunos tais
como:
Material Didático
Esse material é constituído das publicações necessárias para o
acompanhamento dos cursos.
As publicações que servirão como material de apoio aos cursos do EPM para
portuários serão fornecidas pelo OGMO, em CD-ROM ou impressas e distribuídas,
conforme o caso, aos alunos. Quando impressas, serão distribuídas sob a forma de
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empréstimo, mediante cautela, devendo ser recolhidas após a conclusão dos
cursos.
Merenda Escolar
Os OGMO deverão fornecer merenda escolar aos alunos, utilizando
integralmente os recursos disponibilizados para essa finalidade.
Nos cursos com carga horária diária maior ou igual a quatro horas de
duração, deverá ser fornecida refeição completa.
A merenda escolar não poderá ser paga em espécie.
A merenda poderá ser adquirida no comércio local ou terceirizada a
confecção e aquisição. Nessas oportunidades, deverá ser exercida efetiva
fiscalização para assegurar a boa qualidade do material fornecido e o fiel
cumprimento do contrato firmado.
Transporte
O local de aplicação dos cursos deve ser, sempre que possível, de fácil acesso
e/ou próximo ao OGMO ou ao porto, devido ser o local onde os alunos já estão
reunidos, evitando dessa forma despesas adicionais com transporte e os
transtornos causados pela locomoção para outro local. No entanto, para atender a
situações específicas, o curso poderá ser aplicado, extraordinariamente, em local
distante daquela área. Constatada tal necessidade, poderão ser solicitados recursos
para despesas com locação de transportes ou gastos com combustíveis pelo
instrutor e coordenador do referido curso, utilizando-se de veículo próprio para o
seu transporte, com a devida justificativa.
Prêmio Escolar
O primeiro colocado de cada turma receberá um prêmio escolar, como
reconhecimento por seu desempenho.
Por fim, a minuta do PREPOM Portuários deverá ser submetida à
apreciação do Superintendente do EPM e, posteriormente à aprovação do Diretor.
Essa aprovação implica na alocação dos recursos necessários para a execução dos
cursos propostos.
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Os recursos alocados para um curso proposto e aprovado serão repassados
para a OM a qual deverá repassá-lo, conforme discriminado em PCP, ao OGMO
local, por meio de convênio, caso o OGMO esteja adimplente.
Os OE e os OGMO deverão celebrar Acordo Administrativo, na modalidade
Convênio, entre si, para a execução do PREPOM-Portuários, observando os
procedimentos contidos em instruções, normas e legislações aplicáveis ao assunto.
Com base no estabelecido no PREPOM, o OE deverá elaborar, de acordo com o
Plano de Trabalho apresentado pelo OGMO, a minuta do Convênio que, juntamente
com o Mapa de Cursos Aprovados para Portuários (MCAP) e outros documentos,
comporão um processo, que será encaminhado aos respectivos Núcleos de
Assessoramento Jurídico (NAJ), com exceção das OM que possam encaminhar os
processos aos Advogados da União lotados nas mesmas.
Os OGMO só deverão iniciar os cursos programados após a disponibilidade
dos recursos financeiros correspondentes e a confirmação dos
professores/instrutores cogitados para todas as disciplinas envolvidas, assim como
a viabilização de uso dos equipamentos para as aulas práticas.
Caso não tenha sido possível celebrar o convênio em virtude de impedimento
do OGMO, o OE tornar-se-á o responsável pela execução dos cursos para
portuários, devendo entrar em contato com a DPC para solicitar a transferência da
natureza de despesa (ND) de Convênio para as ND correspondentes às diversas
despesas que serão efetuadas para aplicação dos cursos, tão logo tome
conhecimento do valor aprovado para a realização do PREPOM.
Após a aprovação do PREPOM, a DPC encaminhará aos OE, os Mapas de
Cursos Aprovados de Portuários (MCAP/EPM e MCAP/PDP), contendo os cursos
aprovados e seus respectivos custos. Os OE deverão encaminhar cópia do
MCAP/EPM e MCAP/PDP aos OGMO de sua jurisdição, a fim de dar início as
providências para a sua execução.
O PREPOM Portuários estará disponível na página da DPC, podendo ser
acessado na intranet e internet, pelo " linK" [Link] e [Link]
respectivamente.
As INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO DAS PROPOSTAS PCP/EPM E
PCP/PDP encontram-se estabelecidas na NORMAM-30 [Link]
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3) Cursos para Atividades Correlatas
Cursos que visam aperfeiçoar o pessoal que exerce funções técnicas,
operacionais e administrativas nas Agências e Empresas de Navegação, nas
Empresas Operadoras Portuárias, nos Órgãos de Gestão de Mão-de-Obra, nos
Sindicatos de Trabalhadores Portuários e Administrações Portuárias.
Os cursos serão patrocinados pelo FDEPM e compete ao Diretor de Portos e
Costas definir, anualmente, ouvido o Conselho do FDEPM, o limite máximo de
recursos que poderá ser utilizado no ano seguinte.
Os cursos serão aplicados em todo o Brasil por intermédio da Fundação de
Estudos do Mar (FEMAR).
A FEMAR, a fim de agilizar esse processo e poupar gastos com a implantação
de um sistema exclusivo para esse fim, vale-se de entidades, envolvidas com o
ensino do pessoal das Atividades Correlatas, que passaram a ser denominadas
Entidades Divulgadoras (ED), a saber:
• Sindicatos das Agências de Navegação
• Sindicatos das Empresas de Navegação
• Sindicatos das Operadoras Portuárias
• OGMO
• Administrações Portuárias
• Federação Nacional dos Estivadores
O fluxograma apresentado no PREPOM- Atividades Correlatas mostra como
são feitas as trocas de informações.
SEGUNDA FASE
- ORGANIZAÇÃO DO PREPOM
A Superintendência do Ensino Profissional Marítimo receberá as PCE/PCP
enviadas pelos órgãos executores e manterá entendimentos prévios com todos os
setores internos da DPC e outros externos (CIABA, CIAGA, FEMAR, empresas de
navegação e outros) para tornar compatíveis e atendidas as necessidades
apresentadas pelo SEPM. Após esta fase, a proposta do PREPOM será submetida ao
Conselho do Fundo de Desenvolvimento do Ensino Profissional Marítimo - FDEPM.
Qualquer alteração na programação de cursos estabelecida no PREPOM (adiamento,
cancelamento, etc.) deverá ser submetida, em tempo hábil, à DPC, até a data
estabelecida para o evento, com vistas ao controle e providências decorrentes. Na
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comunicação deverão ser mencionados os fatores determinantes da alteração. Após
a aprovação do PREPOM, o mesmo será impresso, disponibilizado na INTRANET ou
INTERNET.
FLUXOGRAMA DE ELABORAÇÃO DO PREPOM AQUAVIÁRIOS
LEVANTAMENTO DAS NECESSIDADES
CP/DL/AG/ ELABORAÇÃO DAS PROPOSTAS
CIAGA/CIABA (PCE)
ENCAMINHAMENTO DAS PCE
PELO SISGEMP
VERIFICAÇÃO DAS PROPOSTAS
DPC DE ACORDO NÃO
COM AS
NORMAS? SIM
ELABORAÇÃO DO PREPOM
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FLUXOGRAMA DE ELABORAÇÃO DO PREPOM PORTUÁRIOS
LEVANTAMENTO DAS NECESSIDADES
OGMO ELABORAÇÃO DAS PROPOSTAS
(PCP)
ENCAMINHAMENTO DAS PCP ÀS
OM
RECEBIMENTO DAS PROPOSTAS
VERIFICAÇÃO DAS PROPOSTAS
OM
DE ACORDO NÃO
COM AS
NORMAS? SIM
ENCAMINHAMENTO DA PCP À
DPC
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FLUXOGRAMA DE APROVAÇÃO DO PREPOM
RECEBIMENTO DAS PCE/PCP
ANÁLISE DAS PCE/PCP
TOMAR
DE ACORDO PROVIDÊNCIAS
COM AS NÃO JUNTO AO
NORMAS E OGMO/OM PARA
RECURSOS SANAR
DISPONÍVEIS? DISCREPÂNCIAS
DPC SIM
ELABORAR MINUTA DO PREPOM
FAZER
ENCAMINHAMENTO DA MINUTA ALTERAÇÕES
DO PREPOM PARA APROVAÇÃO DETERMINADAS
DO DIRETOR PELA DPC
APROVADO
NÃO
PELO DPC?
SIM
CONFECÇÃO DOS MAPAS DE
CURSOS APROVADOS E
DIVULGAÇÃO DO PREPOM PELA
INTRANET E INTERNET
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4) Cursos para Profissionais Não-Tripulantes (PNT) e Tripulantes Não-
Aquaviários (TNA)
FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS PARA OPERAREM UNIDADES "OFFSHORE"
A formação de profissionais para operarem Unidades “Offshore” são
reguladas pelas NORMAS DA AUTORIDADE MARÍTIMA PARA CREDENCIAMENTO DE
INSTITUIÇÕES PARA MINISTRAR CURSOS PARA PROFISSIONAIS NÃO-
TRIPULANTES (PNT) E TRIPULANTES NÃO-AQUAVIÁRIOS(TNA) - NORMAM-24;
Essa NORMAM-24/DPC tem como propósito estabelecer normas para o
credenciamento de instituições para ministrar cursos relativos à salvaguarda da
vida humana no mar e à segurança e proteção de navios e instalações marítimas
para o seguinte pessoal:
• Profissional Não-Tripulante – todo aquele que, sem exercer atribuições
diretamente ligadas à operação da embarcação, presta serviços eventuais a
bordo e
• Tripulante Não-Aquaviário – profissional não-aquaviário que exerce funções
referentes à operações específicas das unidades “offshore” móveis-
embarcações que podem ser rapidamente posicionadas em outros locais e que
podem desempenhar uma função industrial envolvendo operações realizadas
ao largo, além daquelas tradicionais em embarcações e das plataformas –
instalação ou estrutura, fixa ou flutuante, destinada às atividades direta ou
indiretamente relacionadas com a pesquisa, exploração e explotação dos
recursos oriundos do leito ou subsolo das águas.
A Tripulação Marítima de Unidade "Offshore" Móvel - compreende: o
gerente de instalação “offshore”, o supervisor de embarcação, o operador do
controle de lastro e o supervisor de manutenção, bem como todos os oficiais de
convés e de máquinas, operadores de rádio e marinheiros
PROCESSO DE CREDENCIAMENTO DE INSTITUIÇÕES
O processo de credenciamento de instituições para ministrar os cursos
seguirá as seguintes fases:
I) entrada da documentação na CP/DL/AG;
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II) envio da documentação pela CP/DL/AG para a DPC;
III) análise preliminar da documentação;
IV) vistoria de toda a estrutura do curso;
V) aprovação ou indeferimento da solicitação de credenciamento; e
VI) se aprovado, emissão e publicidade da Portaria de credenciamento.
Desde a inscrição para o credenciamento até a efetivação do curso, as
instituições interessadas ficarão vinculadas a um Agente da Autoridade Marítima –
Capitania (CP)/Delegacia (DL)/Agência (AG), em cuja jurisdição
pretendam ministrar o curso.
A instituição, ao solicitar o credenciamento, assume as responsabilidades
jurídicas em face da emissão de certificados, com amplitude internacional, e dos
requisitos estabelecidos, relativos à salvaguarda da vida humana no mar, à
segurança e proteção de navios e instalações marítimas.
O processo de credenciamento de instituições para ministrar cursos ocorre
como se segue:
a) entrada da documentação na CP/DL/AG e posterior envio da documentação para
a DPC após a CP/DL/AG efetuar a conferência da documentação apresentada e
acrescentar, obrigatoriamente, um parecer quanto ao pedido (no caso de DL/AG, a
tramitação seguirá via CP a que estiver subordinada); e
b) vistoria pela DPC de toda a estrutura do curso para aprovação ou indeferimento
da solicitação de credenciamento.
Sendo aprovado o credenciamento, ocorrerá a emissão e publicação da
respectiva Portaria de credenciamento.
Segue abaixo uma relação dos principais cursos para PNT e TNA
Curso Básico de Segurança de Navio (CBSN)
Curso Básico de Segurança para Embarcação Pesqueira (CBSE)
Curso Básico de Segurança de Plataforma (CBSP)
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento (CESS)
Curso de Embarcações Rápidas de Resgate (CERR)
Curso Avançado de Combate a Incêndio (CACI)
Curso de Primeiros Socorros (CPSO)
Curso de Radioperador em GMDSS (CROG)
Curso de Gerente de Instalação “Offshore” (CGIO)
Curso de Supervisor de Embarcação (CSEM)
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Curso de Operador de Controle de Lastro (COPL)
Curso de Supervisor de Manutenção (CSMA)
Curso de Coordenador de Proteção da Companhia (CCPC)
ACOMPANHAMENTO DOS CURSOS
Visando o controle e fiscalização dos cursos, as instituições credenciadas
deverão enviar para o setor de cursos das CP/DL/AG, por meio de "e-mail" ou fax,
os dados de cada curso a ser realizado, com antecedência mínima de 3 (três) dias
úteis.
CERTIFICAÇÃO E HOMOLOGAÇÃO
- PROCEDIMENTOS
É responsabilidade da instituição credenciada a conferência dos dados e
documentos fornecidos pelos alunos, os quais serão transcritos nos certificados. Os
dados e os certificados deverão ser cuidadosamente verificados e organizados pela
instituição, antes de serem enviados para as CP/DL/AG., uma vez que utilizarão
esses dados para processar a homologação.
1.3 - AVALIAÇÃO E CONTROLE
O SEPM adota um sistema de avaliação e ferramentas de controle de ensino-
aprendizagem que propiciam aos OE e ao Órgão Central a possibilidade de
verificação contínua da qualidade de ensino oferecida.
A avaliação da aprendizagem deverá ocorrer de forma contínua, sistemática
e cumulativa. Os principais objetivos a serem alcançados com essas avaliações são
relacionados a seguir.
- Verificar se os objetivos educacionais estabelecidos foram alcançados;
- Instruir procedimentos técnico-administrativos dos docentes, orientadores e
coordenadores, para o aperfeiçoamento do processo de ensino-aprendizagem; e
- Definir as condições de habilitação dos alunos, de acordo com os padrões de
competência estabelecidos para a qualificação requerida.
Os instrumentos de avaliação a serem utilizados no SEPM são os testes,
trabalhos e provas escritos, orais e/ou práticos).
22
Ao aluno que faltar a teste, trabalho ou prova, sem motivo justificado, será
atribuída a nota zero. As seguintes situações, quando acompanhadas de
documento(s) comprobatório(s), poderão ensejar o enquadramento de “justo
motivo” para a falta.
a) Motivo de saúde;
b) Falecimento de pessoa da família, até o 2º grau de parentesco (avós e netos); e
c) Outro motivo julgado relevante pelo titular do OE.
Nos casos em que a falta for considerada justificada, o aluno terá direito a
realizar uma 2ª chamada da prova perdida.
A avaliação da aprendizagem dos cursos do SEPM observará os seguintes
critérios:
- As disciplinas com carga horária de até trinta horas-aula terão uma única
avaliação; e
- As disciplinas com mais de trinta horas-aula terão, ao menos, duas avaliações, de
modo que a aprendizagem seja verificada em intervalos curtos e regulares, a fim de
evitar o acúmulo de matéria, pelos alunos, para uma única avaliação. A média das
disciplinas, ao término das avaliações, será a média aritmética das notas obtidas
individualmente. No intervalo entre as provas poderão ser aplicados testes ou
trabalhos, abrangendo partes específicas do conteúdo da disciplina. As provas
deverão abranger todas as Unidades de Ensino, de modo a permitir que todos os
objetivos propostos nos Sumários das disciplinas sejam alcançados.
Nos cursos de curta duração ou eminentemente práticos, as avaliações
poderão ser baseadas em observações sobre o desempenho do aluno. Em qualquer
caso, o Sumário do curso deverá especificar o critério de avaliação adotado.
APROVAÇÃO
Nos cursos presenciais, a aprovação do aluno está condicionada à conclusão
de cada disciplina, com aproveitamento, nos aspectos didático e de freqüência,
claramente expostos, nos Sumários dos cursos correspondentes.
RECUPERAÇÃO
Durante a realização dos cursos presenciais, quando for observada alguma
deficiência específica ou rendimento abaixo do esperado será aplicado ao aluno em
23
questão, preventivamente, um reforço, denominado “recuperação”. Essa
recuperação somente será aplicada na forma de Estudo de Recuperação,
combinado com uma Prova de Recuperação ou na forma de uma prova final.
Não haverá recuperação para os Cursos de Formação de Aquaviários –
Módulo Especial (CFAQ-E), Especiais e Expeditos, à exceção de Cursos Especiais ou
Cursos Expeditos que façam parte de conteúdos curriculares de outro curso,
normalmente de maior duração.
CONTROLE DO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM
É preciso que fique bem evidenciado que o controle do processo de ensino-
aprendizagem no EPM tem como principal objetivo manter o nível de qualidade
elevado e, principalmente, obter subsídios para estabelecer um contínuo
aperfeiçoamento do sistema, além da obtenção de dados que fundamentem a
implantação de novas estratégias. Para isso o controle foi estruturado com as
seguintes ferramentas:
- Relatório de Disciplinas (REDIS), preenchido pelo professor ou instrutor
- Questionário Pedagógico (QP) ;
- Relatório de Cursos (RECO).
Os modelos de relatórios e questionários encontram-se nas NORMAM-30
=======================================
24
UE
2.0
FORMAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO
DE AQUAVIÁRIOS
2.1 FLUXO DE CARREIRA DO SUBALTERNO DA
MARINHA MERCANTE
INTRODUÇÃO
Como consta da Regulamentação da LESTA, a estrutura de pessoal da
Marinha Mercante está estabelecida em Níveis de Equivalência que representam
as correspondências entre as Categorias dos Grupos, sendo baseados nos cursos e
estágios de qualificação, necessários para o ingresso nas diversas categorias.
A comparação dos aquaviários por Níveis de Equivalência é válida, somente,
para efeito de hierarquização entre categorias num mesmo grupo e para
correspondência entre aquaviários de grupos distintos, a bordo. O nível de
equivalência não deverá ser considerado como fator determinante nas
25
eventuais transferências de categoria entre grupos de aquaviários, cujas
instruções constam de item específico na NORMAS DA AUTORIDADE MARÍTIMA -
NORMAM-13.
Veremos, nesta unidade de ensino, os cursos de ingresso e carreira e
interstícios de embarque estabelecidos para o fluxo de carreira do subalterno, ou
seja, aquele que, quando em exercício profissional, tem o nível de responsabilidade
de apoio.
Primeiramente, vamos às SIGLAS correspondentes às categorias de
subalternos e oficiais:
Grupos e Categorias - 1º Grupo - Marítimos, 2º Grupo - Fluviários e 3º
Grupo - Pescadores
GRUPO SEÇÃO CATEGORIA SIGLA
CAPITÃO DE LONGO CURSO (**) CLC
C CAPITÃO DE CABOTAGEM (**) CCB
O PRIMEIRO OFICIAL DE NÁUTICA (**) 1ON
N SEGUNDO OFICIAL DE NÁUTICA (**) 2ON
V MESTRE DE CABOTAGEM (***) MCB
É CONTRAMESTRE (***) CTR
S MARINHEIRO DE CONVÉS (***) MNC
MOÇO DE CONVÉS (***) MOC
MARINHEIRO AUXILIAR DE CONVÉS (***) MAC
M OFICIAL SUPERIOR DE MÁQUINAS (**) OSM
Á PRIMEIRO OFICIAL DE MÁQUINAS (**) 1O M
Q SEGUNDO OFICIAL DE MÁQUINAS (**) 2O M
U CONDUTOR DE MÁQUINAS (***) CDM
I ELETRICISTA (***) ELT
N MARINHEIRO DE MÁQUINAS (***) MNM
A MOÇO DE MÁQUINAS (***) MOM
S MARINHEIRO AUXILIAR DE MÁQUINAS (***) MAM
C CAPITÃO FLUVIAL (**) CFL
O PILOTO FLUVIAL (***) PLF
N MESTRE FLUVIAL (***) MFL
V CONTRAMESTRE FLUVIAL (***) CMF
É MARINHEIRO FLUVIAL DE CONVÉS (***) MFC
S MARINHEIRO FLUVIAL AUXILIAR DE CONVÉS MAF
(***)
SUPERVISOR MAQUINISTA - MOTORISTA SUF
FLUVIAL (**)
MÁQUINAS CONDUTOR MAQUINISTA MOTORISTA FLUVIAL CTF
(***)
MARINHEIRO FLUVIAL DE MÁQUINAS (***) MFM
MARINHEIRO FLUVIAL AUXILIAR DE MÁQUINAS MMA
(***)
C PATRÃO DE PESCA DE ALTO MAR (***) PAP
O PATRÃO DE PESCA NA NAVEGAÇÂO INTERIOR PPI
(***)
26
N CONTRAMESTRE DE PESCA NA NAVEGAÇÃO CPI
INTERIOR (***)
V PESCADOR PROFISSIONAL ESPECIALIZADO (***) PEP
É PESCADOR PROFISSIONAL POP
S APRENDIZ DE PESCA (***) APP
MÁQUINAS CONDUTOR MOTORISTA DE PESCA (***) CMP
MOTORISTA DE PESCA (***) MOP
• APRENDIZ DE MOTORISTA (***) APM
SAÚDE ENFERMEIRO (***) ENF
(*) AUXILIAR DE SAÚDE (***) ASA
CÂMARA TAIFEIRO (***) TAA
(*) COZINHEIRO (***) CZA
MERGULHADORES MERG. QUE OPERA COM MISTURA GASOSA MGP
ARTIFICIAL
MERG. QUE OPERA COM AR COMPRIMIDO MGE
(*) Os aquaviários da Seção de Saúde e Câmara são comuns ao 1º Grupo Marítimos,
2º Grupo Fluviários e 3º Grupo Pescadores, quando necessários.
(**) Categorias de Oficiais
(***) Categorias de Subalternos
Níveis de Equivalência
As CATEGORIAS DOS GRUPOS de Marítimos, Fluviários , Pescadores e
Mergulhadores distribuídas pelas Seções de Convés, Máquinas, Câmara e Saúde e
os correspondentes NÍVEIS DE EQUIVALÊNCIA, constam dos quadros que se
seguem:
1. Seção de Convés
NÍVEL DE 1O GRUPO 2O GRUPO 3O GRUPO
EQUIVALÊNCIA MARÍTIMOS FLUVIÁRIOS PESCADORES
10 CLC - -
9 CCB - -
8 10N - -
7 20N CFL -
6 MCB PLF PAP
5 CTR MFL PPI
4 MNC CMF • CPI
3 MOC MFC PEP
2 MAC MAF POP
1 - - • APP
2. Seção de Máquinas
NÍVEL DE 1O GRUPO 2O GRUPO 3O GRUPO
EQUIVALÊNCIA MARÍTIMOS FLUVIÁRIOS PESCADORES
9 OSM - -
8 10M - -
7 20M SUF -
27
5 CDM/ELT CTF -
4 MNM - -
3 MOM MFM CMP
2 MAM MMA MOP
1 - - APM
OBS: 1) Os Oficiais de Radiocomunicações (2OR e 1OR), pertencentes às
categorias em extinção, para os efeitos da elaboração do Cartão de Tripulação de
Segurança (CTS) estão enquadrados respectivamente nos níveis 7 e 8 da Seção de
Convés;
2) Os Praticantes de Náutica (PON) e de Máquinas (POM) são considerados
como categorias especiais e situam-se, hierarquicamente, quando embarcados
para estágio de adestramento e instrução, entre os Oficiais e os subalternos; e
3) O Eletricista (ELT) da seção de máquinas, equivale, hierarquicamente,
ao nível 5.
3. Seção de Câmara
NÍVEL DE EQUIVALÊNCIA 1º, 2º e 3º GRUPOS
2 CZA TAA
4. Seção de Saúde
NÍVEL DE EQUIVALÊNCIA 1º, 2º e 3º GRUPOS
5 ENF
3 ASA
4º grupo – Mergulhadores
NÍVEL DE EQUIVALENCIA
CATEGORIA SIGLA
Mergulhador que opera com Mistura Gasosa Artificial 4
MGP
Mergulhador que opera com Ar Comprimido MGE 3
5º grupo – Práticos
Restrita ao desempenho de suas atividades profissionais a bordo, os
integrantes do Grupo de Práticos receberão Certificados e CIR nas seguintes
categorias:
NÍVEL DE EQUIVALÊNCIA
CATEGORIA SIGLA
Prático PRT 8
Praticante de Prático PRP 7
6º grupo - Agentes de Manobra e Docagem (AMD)
Restrita ao desempenho de suas atividades profissionais a bordo, os
Agentes de Manobra e Docagem receberão Certificado de Habilitação (modelo DPC-
2310) e CIR.
28
NÍVEL DE EQUIVALÊNCIA
CATEGORIA SIGLA
Agente de Manobra e Docagem AMD 7
RELAÇÃO DE CURSOS PARA INGRESSO E PROGRESSÃO NA CARREIRA
DOS AQUAVIÁRIOS SUBALTERNOS
I - CURSO DE FORMAÇÃO DE AQUAVIÁRIOS (CFAQ) - MÓDULOS I,
II, III M, III F e III P
Destina-se aos candidatos às categorias de Marítimos, Fluviários e
Pescadores para acesso ao nível 3. O curso CFAQ divide-se em 3 módulos:
a) Módulo Fundamental - Módulo I (CFAQ-I) - destina-se,
exclusivamente, aos candidatos que cursaram até a 6ª ou 7ª série do
ensino fundamental e precisam obter conhecimentos propedêuticos para
que tenham condições de acompanhar os módulos subsequentes do curso;
b) Módulo Geral - Módulo II (CFAQ-II) - destina-se aos candidatos que
possuem a 8ª série do ensino fundamental ou o Módulo Fundamental -
Módulo I (CFAQ-I) e propicia conhecimentos relativos aos aspectos de
segurança, comuns a todas as categorias. A formação dos candidatos às
Seções de Saúde e Câmara será realizada com a aplicação deste módulo;
c) Módulo Específico (Módulo III M, III F e III P) - destina-se aos
candidatos que desejem ingressar ou transferir-se para um determinado
grupo:
Marítimos (CFAQ-III M);
Fluviários (CFAQ-III F); e
Pescadores (CFAQ-III P).
II - CURSO DE FORMAÇÃO DE AQUAVIÁRIOS - MÓDULO E (CFAQ-E)
Destina-se aos candidatos que desejem tripular pequenas embarcações e
a habilitar, exclusivamente, para o nível 2, sendo aplicável a todos os
grupos. Este módulo não possibilita a ascensão aos níveis superiores, que só
será possível pela conclusão dos Módulos I, II e III (M, F ou P). Os
candidatos a aprendizes de pesca também deverão realizar este módulo.
III - CURSO DE APERFEIÇOAMENTO DE AQUAVIÁRIOS (APAQ)
29
Destina-se aos candidatos de nível 4 das categorias de Marítimos, Fluviários e
Pescadores na seção de convés, e às categorias de Marítimos e Fluviários na seção
de máquinas, para ascensão ao nível 5. O curso é modular, por Unidade de Estudo
Autônomo (disciplina). No grupo de marítimos, o curso para máquinas terá as áreas
de concentração em motores e eletricidade. A maior parte do curso é realizada pelo
Ensino a Distância (EAD) contendo um pequeno estágio a bordo ou em um Centro
de Instrução (CIAGA ou CIABA).
IV - CURSO DE ADAPTAÇÃO DE AQUAVIÁRIOS (CAAQ)
Destina-se àqueles que possuem ensino médio completo realizado em Escolas
Técnicas, que desejem se candidatar às categorias de Marítimos, Fluviários e
Pescadores, no nível 5, nas seções de convés ou de máquinas. No grupo Marítimos
o curso para máquinas terá como opções as áreas de concentração em motores ou
eletricidade. O curso é modular, com estágio de adaptação embarcado.
V - CURSO DE ACESSO A 2º OFICIAL DE MÁQUINAS (ACOM)
Destina-se ao condutor de máquinas e ao eletricista que deseje progredir ao
nível 7.
VI - CURSO DE ACESSO A 2º OFICIAL DE NÁUTICA (ACON)
Destina-se ao mestre de cabotagem que deseje progredir ao nível 7.
VII - CURSO DE ACESSO A SUPERVISOR MAQUINISTA MOTORISTA
FLUVIAL (ASMF)
Destina-se ao condutor maquinista motorista fluvial que deseje progredir ao
nível 7.
VIII - CURSO DE ACESSO A CAPITÃO FLUVIAL (EACF)
Destina-se ao piloto fluvial que deseje progredir ao nível 7.
Ingresso de subalterno na Marinha Mercante
1) O ingresso de aquaviários subalternos nos Grupos de Marítimos,
Fluviários ou Pescadores, na Seção de Convés, é facultado a brasileiros com mais
de 18 (dezoito) anos de idade e aprovados no Curso de Formação de Aquaviários
30
(CFAQ), ou no Curso de Adaptação de Aquaviários – Convés (CAAQ – Convés) ou
Curso de Formação de Aquaviários – Módulo Especial (CFAQ-E)
2) O ingresso de aquaviários subalternos nos Grupos de Marítimos,
Fluviários ou Pescadores, na Seção de Máquinas, será facultado a brasileiros
com mais de 18 (dezoito) anos de idade e aprovados no Curso de Formação de
Aquaviários (CFAQ), ou no Curso de Formação de Aquaviários – Módulo Especial
(CFAQ-E) ou, ainda, no Curso de Adaptação de Aquaviários – Máquinas (CAAQ).
3) O ingresso na Seção de Saude poderá ser feito nas categorias de
Enfermeiro (ENF) ou Auxiliar de Saúde (ASA), observando-se as seguintes
condições:
a) Enfermeiro – candidato brasileiro, com mais de 18 anos de idade,
portador de certificado de técnico em enfermagem, reconhecido pelo Órgão Federal
controlador da profissão e aprovado no Curso de Formação de Aquaviários –
Módulo Geral (CFAQ-II).
b)Auxiliar de Saúde – candidato brasileiro, com mais de 18 anos de
idade, portador de certificado de auxiliar de enfermagem ou de curso da área de
saúde com carga horária mínima de 60 (sessenta) horas em primeiros socorros,
reconhecidos pelo Órgão Federal controlador da profissão e aprovado no Curso de
Formação de Aquaviários – Módulo Geral (CFAQ-II).
4) O ingresso na Seção de Câmara poderá ser feito nas categorias de
Cozinheiro (CZA) ou de Taifeiro (TAA), observando-se as seguintes condições:
a) Cozinheiro – candidato brasileiro, com mais de 18 (dezoito) anos de
idade, portador de certificado de curso de capacitação/qualificação profissional de
cozinheiro, expedido por entidade comprovadamente reconhecida, ou com
experiência mínima de 2 (dois) anos na respectiva função, comprovada mediante
registro em Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) e aprovado no Curso
de Formação de Aquaviários – Módulo Geral (CFAQ-II).
b) Taifeiro - candidato brasileiro com mais de 18 (dezoito) anos de idade,
portador de certificado de curso de capacitação/qualificação profissional de garçom,
expedido por entidade comprovadamente reconhecida ou com experiência mínima
de 2 (dois) anos na respectiva função, comprovada mediante registro na Carteira
de Trabalho e Previdência Social (CTPS) e aprovado no Curso de Formação de
Aquaviários – Módulo Geral (CFAQ-II).
31
A ascensão de nível e categoria dos subalternos ocorre como nos quadros
que constituem o ANEXO-C (e constam da NORMAM-13):
2.2 FLUXO DE CARREIRA DO OFICIAL DA MARINHA
MERCANTE
INGRESSO DE AQUAVIÁRIOS NAS CATEGORIAS DE OFICIAIS DO 1º GRUPO
– MARÍTIMOS
a) As categorias de Oficiais do 1º Grupo – Marítimos são:
1. Seção de Convés:
I. Capitão de Longo Curso - CLC;
II. Capitão de Cabotagem - CCB;
III. Primeiro Oficial de Náutica - 1ON; e
IV. Segundo Oficial de Náutica - 2ON.
2. Seção de Máquinas:
I. Oficial Superior de Máquinas - OSM;
II. Primeiro Oficial de Máquinas -1OM; e
III. Segundo Oficial de Máquinas - 2OM.
b) Ingresso pelas Escolas de Formação de Oficiais da Marinha Mercante
O ingresso do candidato como Oficial de Náutica ou de Máquinas no 1º
Grupo - Marítimos se dará após a conclusão, com aproveitamento, do Curso de
Formação de Oficiais da Marinha Mercante e do Programa de Estágio (PREST), com
aproveitamento.
c) Ingresso pelos Cursos de Adaptação para 2º Oficial de Náutica (ASON) e
de Máquinas (ASOM)
Os candidatos com nível superior, que possuírem graduação plena
em áreas de interesse para o desempenho da atividade de Marinha
Mercante, as quais serão fixadas, anualmente, em Edital específico,
poderão ingressar na Marinha Mercante como 2º Oficial de Náutica ou 2º
Oficial de Máquinas, após aprovação, respectivamente, nos Cursos de
Adaptação para 2º Oficial de Náutica (ASON) e de Adaptação para 2º
Oficial de Máquinas (ASOM), realizados nos Centros de Instrução (CIAGA e
CIABA).
32
d) Ingresso pelos Cursos de Acesso a 2º Oficial de Náutica (ACON) e de
Máquinas (ACOM) desde que cumpridas exigências de tempo de embarque.
1. Os Mestres de Cabotagem (MCB) e os Contramestres (CTR), recomendados
por suas Empresas ou Comandantes e que concluírem, com aproveitamento, o
curso ACON poderão ascender à categoria de 2º Oficial de Náutica; e
2. Os Condutores de Máquinas (CDM) e Eletricistas (ELT), recomendados pelas
respectivas Empresas ou Comandantes e que concluírem, com aproveitamento, o
curso ACOM poderão ascender à categoria de 2º Oficial de Máquinas.
3. Os 2º Oficiais de Náutica e 2º Oficiais de Máquinas enquadrados nas situações
acima mencionas não ascenderão na carreira.
e) Ingresso, nas diversas categorias, de militares inativos da Marinha do
Brasil
FLUXO DE CARREIRA DOS OFICIAIS DO 1º GRUPO-MARÍTIMOS
Com base em legislações específicas, alguns oficiais tem tido seu fluxo de
carreira diferente daquele que será apresentado. O Anexo 2-A da NORMAM-13 -
QUADRO GERAL DE CERTIFICAÇÕES, registra algumas dessas ascensões de
categoria diversas daquelas básicas estabelecidas nos fluxos apresentados no
ANEXO-D.
INGRESSO DE AQUAVIÁRIOS NAS CATEGORIA DE OFICIAIS DO 2º GRUPO
– FLUVIÁRIOS
a) As categorias de Oficiais existentes no 2º Grupo – Fluviários são:
1) Seção de Convés:
- Capitão Fluvial – CFL.
2) Seção de Máquinas:
- Supervisor Maquinista Motorista Fluvial - SUF
O Piloto Fluvial (PFL) e o Condutor Maquinista Motorista Fluvial (CTF)
ingressam nessas duas categorias (CFL e SUF), por aprovação nos Cursos de
Acesso a Capitão Fluvial (EACF) e de Acesso a Supervisor Maquinista Motorista
Fluvial (ASMF), respectivamente.
33
As ascensões de categoria ocorrem considerando o tempo de embarque e
cursos de aperfeiçoamento, conforme consta na NORMAM-13.
O ingresso de PRÁTICOS (5ºGRUPO) E AGENTES DE MANOBRAS (6ºGRUPO)
está detalhado na NORMAM-13.
2.3 CURSOS ESPECIAIS
Nas duas unidades anteriores, vimos como se processa o fluxo de carreira do
Subalterno e do Oficial da Marinha Mercante. Entretanto, dois fatores vêm
influenciando fortemente as atividades marítimo/fluvial:
- o desenvolvimento tecnológico - que implementa novos equipamentos e
arranjos a bordo, e
- a necessidade de padronizar procedimentos - de modo a aumentar o
grau de segurança das operações.
Esses fatores, vêm exigindo desses profissionais conhecimentos adicionais de
maneira a possibilitar o domínio tecnológico e procedimentos operacionais mais
seguros. Neste sentido e a fim de atender com mais rapidez as adequações
funcionais exigidas pelo setor marítimo/fluvial, o Sistema de Ensino Profissional
Marítimo vem, nos últimos anos, implantando Cursos Especiais, que têm como
principal propósito fazer frente a esses novos desafios.
Os Cursos Especiais são, normalmente, de curta duração e podem ser
entendidos, portanto, como extensão à competência profissional, ou ainda, como
sendo uma qualificação especial que está diretamente atrelada à competência
(Certificado de Competência) do portador. Como exemplo, podemos citar um
Capitão-de-Longo-Curso, que apesar de toda a bagagem de conhecimentos e
milhas navegadas, necessita de conhecimentos adicionais para operar com
propriedade um radar de última geração do tipo “ARPA” (Automatic Radar Plotting
Aids), sendo, para tanto, necessário que realize um curso especial de operação
para esse tipo de equipamento. O mesmo poderá ocorrer com um Marinheiro de
Convés que se interesse em obter proficiência em embarcações de sobrevivência e
resgate.
Dentro dessa visão cabe, portanto, observar que os cursos especiais se
destacam também como instrumentos de um ensino continuado, ou seja, por meio
desses cursos de pequena duração o aquaviário terá a oportunidade de estar
continuamente atualizado profissionalmente.
34
Os cursos especiais podem ser classificados como:
- Mandatórios - Quando estabelecidos na Convenção Internacional
sobre Normas de Treinamento de Marítimos, Expedição de Certificados e Serviço de
Quarto (Convenção STCW) ou em Normas da Autoridade Marítima (NORMAM) como
sendo pré-requisito para o embarque e/ou para o exercício de uma determinada
função.
- Recomendáveis - Quando possibilitam o aumento de conhecimentos
profissionais, entretanto não se exigindo tais conhecimentos para o embarque e/ou
o exercício de uma determinada função. São
simplesmente recomendáveis.
2.4 ENSINO A DISTÂNCIA (EAD)
PROPÓSITO
Tem por propósito permitir ao Aquaviário adquirir os conhecimentos
necessários para acesso às categorias superiores do respectivo grupo, bem como
para o seu aperfeiçoamento e atualização profissional, de forma não presencial ou
semi-presencial, garantindo, assim, o mínimo afastamento de sua rotina de
trabalho.
CONCEITUAÇÃO
Caracteriza-se a educação a distância como a modalidade educacional em
que a mediação didático-pedagógica, nos processos de ensino e aprendizagem,
ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com
estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou
tempos diversos.
APLICAÇÃO
A Educação a Distância é aplicada conforme a seguir:
35
- Por meio de Material Impresso (modular): nesse processo, o OE
deverá designar, por Portaria, um Orientador de Aprendizagem (OA), o qual
servirá de elo de ligação entre o aluno e a estrutura que provê o curso. A esse
profissional cabe, entre outras, as seguintes atribuições:
a) verificar, inicialmente, se o candidato preenche os requisitos estabelecidos no
Módulo Orientador do curso;
b) elaborar, com a participação do aluno, um Plano de Estudo;
c) esclarecer, sempre que necessário, as dúvidas dos alunos. Caso o OA não
consiga dirimir alguma dúvida deverá buscar ajuda no próprio OE, entre os
funcionários (militares ou civis) que tenham conhecimentos mais avançados sobre o
assunto. Se a dúvida persistir, o OA deverá encaminhá-la ao Órgão de Apoio e
Controle (OAC) da região;
d) aplicar as provas dos módulos;
e) preencher a Ficha de Acompanhamento do Desenvolvimento, registrando as
informações julgadas pertinentes relativas à entrega de material instrucional,
aplicação de prova, resultado de avaliações e outras observações importantes sobre
o aluno durante o desenvolvimento do curso; e
f) caso necessário, atender alunos de outros OE. Informações detalhadas poderão
ser encontradas no Módulo para o Aplicador, utilizado pelo OA e no Módulo
Orientador fornecido ao aluno;
- Por meio do Método on-line (veiculado pela internet): para os cursos
totalmente a distância, hospedados em um Ambiente Virtual de Aprendizagem
(AVA); e
- De forma Semipresencial: integração da parte modular e/ou on-line com
a parte presencial.
Nos métodos on-line e semipresencial não há a designação formal de um
OA, como no sistema modular, mas sim de um Tutor, que comporá, junto com
outros profissionais, uma equipe multidisciplinar de especialistas.
COORDENAÇÃO
A coordenação dos cursos modulares é feita pelo próprio CIAGA e o apoio e
controle desses cursos são feitos, conforme o caso, pelo CIAGA ou CIABA. A
execução caberá aos setores do EPM dos OE designados, devendo ser observadas
as instruções específicas que tratam do assunto.
36
A coordenação e a execução dos cursos via web cabem ao CIAGA.
INSCRIÇÃO
A inscrição do aluno no curso modular é realizada no CIABA, CP e DL. A
inscrição dos cursos via web e semipresencial é feita pelo CIAGA, a partir da
internet, no seguinte endereço eletrônico: [Link] clicando
em seguida no link de cursos on-line.
MATRÍCULA
- Para os cursos modulares não há limite de vagas e o pré-requisito para matrícula
a ser observado consta do PREPOM. Dessa forma, todos os candidatos inscritos que
preencham os pré-requisitos são automaticamente matriculados.
- Para os cursos via web são estimadas cerca de trinta vagas por tutor. De forma
similar aos cursos modulares, as matrículas dos alunos inscritos são confirmadas a
partir dos critérios estabelecidos no PREPOM. Aqueles que preencherem os
requisitos e não tiverem suas matrículas confirmadas, em face da limitação de
vagas, terão seus nomes cadastrados em um banco de dados, de modo a assegurar
a participação desse pessoal em curso futuro.
AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM (AVA)
Entende-se por AVA o ambiente concebido com a finalidade de prover uma
infraestrutura informatizada completa, envolvendo a criação, condução e a
administração de ambientes de aprendizagem utilizados em cursos a distância, em
complementos a distância de cursos presenciais, projetos de pesquisa, projetos
colaborativos e diversas outras formas de apoio remoto ao processo ensino-
aprendizagem.
Os cursos na modalidade a distância serão sempre apoiados por um AVA do
CIAGA.
ESTRUTURA DE EAD NO ENSINO PROFISSIONAL MARÍTIMO
O organograma das OM que integram o SEPM disporá de um elemento
organizacional responsável por conduzir, elaborar e apoiar os cursos a distância que
poderá ser estruturado como Núcleo de EaD, Divisão, Departamento de Ensino a
Distância ou setores congêneres, conforme as peculiaridades de cada OM.
37
Conforme já mencionado, na elaboração de cursos on-line e semipresenciais
é prevista a composição de uma equipe multidisciplinar de especialistas com a
responsabilidade de desenvolver o trabalho de criação e de acompanhamento dos
cursos.
A mencionada equipe deverá ser composta pelos seguintes profissionais e
respectivas atribuições:
a) Administrador - divulgação do curso, gerenciamento do AVA e supervisão de
todas as etapas que compõem o curso;
b) Coordenador - coordenação do curso, desde etapa do planejamento até a sua
execução, englobando a administração do AVA, a avaliação do conteúdo do curso
em relação aos objetivos previstos, a avaliação do Tutor e a atualização curricular.
Essa função deve ser exercida, preferencialmente, por Pedagogo;
c) Conteudista - a seleção e a produção do material escrito, conforme os objetivos
e conteúdos definidos pelo currículo do curso, a indicação da bibliografia e a
elaboração de questões para a composição das provas;
d) Tutor(es) - planejamento, elaboração e acompanhamento das atividades de
mediação pedagógica relacionadas com a aprendizagem, esclarecendo-lhes as
dúvidas e favorecendo a motivação e interação dos alunos;
e) Pedagogo - construção do Projeto Pedagógico do curso, acompanhamento do
processo de realização do curso, análise pedagógica do material aplicado, definição
dos instrumentos de avaliação e configuração das ferramentas do AVA;
f) Informático - ao informático compete o apoio técnico relativo a recursos de
hardware e software aos alunos e tutores;
g) Webdesigner - desenvolvimento do layout do curso a ser inserido no AVA; e
h) Revisor - revisão gramatical de todo o material escrito do curso e adequação da
linguagem utilizada à última reforma ortográfica, em vigor a partir de janeiro de
2009. Essa função deve ser exercida, preferencialmente, por profissional de nível
superior com formação em Letras.
TUTORIA
O papel de tutor é de fundamental importância na condução dos cursos a
distância, devendo a sua participação, portanto, ser ativa, a fim de suprir a
distância física e temporal entre os principais envolvidos.
As principais tarefas do tutor são: esclarecer as dúvidas relativas ao
conteúdo das disciplinas, orientar a aprendizagem, sugerir novas leituras, propor
38
tarefas, identificar dificuldades, supervisionar as atividades programadas e dar
retorno do desempenho dos alunos.
A comunicação entre alunos e tutores poderá ser realizada por diversos
canais: telefone, e-mail, fax, videoconferência, dentre outros.
Ao final de cada curso a coordenação avaliará o Tutor por meio de ficha
específica.
PLANEJAMENTO DE CURSOS A DISTÂNCIA
No planejamento de um curso a distância as seguintes características devem
ser especialmente consideradas:
- a definição de objetivos metodológicos e pedagógicos do curso adaptados ao
perfil dos alunos;
- a relação do conteúdo acadêmico com o nível de abordagem, de acordo com
o currículo do curso;
- a definição da modalidade do curso;
- a utilização apropriada das mídias disponíveis;
- a definição de estratégias que favoreçam o desenvolvimento cognitivo; do
aluno e a seleção de instrumentos de avaliação compatíveis com o curso
desenvolvido;
Deverão ser estabelecidas estratégias que favoreçam a aprendizagem e
ampliem o conhecimento dos alunos, utilizando-se das ferramentas do AVA e
permitindo a interação (entre os alunos/tutores/coordenador/ conteúdo) e o
aumento da autonomia durante o transcorrer do curso; e
A duração dos cursos a distância constará dos currículos.
PROPRIEDADE INTELECTUAL
Na seleção e produção de materiais didáticos para os cursos a distância
(textos, imagens, sons, links, dentre outros) deverão ser preservados os direitos
autorais.
FREQUÊNCIA NOS CURSOS A DISTÂNCIA
As OM responsáveis por cursos a distância deverão elaborar instruções
específicas para os referidos cursos, apresentando um cronograma com os períodos
de início e término das disciplinas, metodologia empregada, organização e outras
comunicações necessárias à condução do curso. Tais informações deverão ser
claras, objetivas, divulgadas em local de fácil acesso e em tempo hábil.
39
Embora o aluno possa planejar o seu horário de estudo, é de todo recomendável
que lhe seja proposto o estabelecimento de uma rotina. Assim, será mais fácil para
ele organizar-se, de modo a cumprir o cronograma estabelecido e as atividades
programadas.
No que se refere à frequência, esta deverá ser controlada pelo Tutor e pelo
coordenador do curso, por intermédio dos acessos (AVA), das participações nas
atividades e da realização das tarefas propostas.
No caso de ser constatado que o aluno não acessa/participa do curso com a
frequência esperada, dando indícios que poderá vir a prejudicar o cronograma
programado, deverá ser providenciado um contato via e-mail, telefone ou outro
meio de comunicação, pelo Tutor, com a finalidade de obter os esclarecimentos
necessários.
QUESTIONÁRIO FINAL DE CURSOS A DISTÂNCIA
Ao término do curso deverá ser aplicado o questionário que consta da
NORMAM 30 VOL1. O questionário tem por objetivo identificar as facilidades e
dificuldades encontradas pelos alunos durante o curso. Esses dados permitirão à
Equipe de EAD avaliar, posteriormente, o que necessita ser aperfeiçoado no curso.
AVALIAÇÃO
A avaliação dos cursos a distância é feita obedecendo ao previsto no currículo
do curso. As provas dos cursos são realizadas nos OE designados. As despesas de
locomoção para a realização de provas correrão por conta dos alunos.
Os OE designados para a realização de provas deverão disponibilizar salas
(utilizar, preferencialmente, salas de aula já existentes), livres da interferência de
ruídos que possam perturbar os alunos. No caso de prova eletrônica devem ser
também disponibilizados, no mínimo, dois microcomputadores com acesso à
internet. No caso de cursos modulares, as provas impressas devem ser aplicadas
nesses mesmos ambientes, preferencialmente salas de aula existentes, livres da
interferência de ruídos.
40
UE
3.0
PORTUÁRIOS E PESSOAL DAS
ATIVIDADES CORRELATAS
3.1 - FUNDAÇÃO DE ESTUDOS DO MAR – CENTRO DE
REFERÊNCIA DO ENSINO PARA AS ATIVIDADES
CORRELATAS
INTRODUÇÃO
O Sistema de Ensino Profissional Marítimo, estabeleceu a Fundação de
Estudos do Mar – FEMAR como Centro de Referência para o Ensino para
empregados de agências e de empresas de navegação, de empresas operadoras
portuárias, de órgãos de gestão de mão de obra do trabalho portuário, de
sindicatos de trabalhadores portuários e das administrações portuárias.
Vejamos qual é a atuação da FEMAR
A FEMAR E O ENSINO PARA PROFISSIONAIS DE ATIVIDADES CORRELATAS
O Ensino Profissional Marítimo oferece, anualmente, uma programação de
cursos destinados ao aperfeiçoamento de profissionais que exercem funções
41
técnicas, operacionais e administrativas das agências e empresas de navegação,
empresas operadoras portuárias, OGMO, sindicatos de trabalhadores portuários e
administrações portuárias.
Os cursos constam do Programa do Ensino Profissional Marítimo -
Atividades Correlatas (PREPOM – AC).
Os cursos são aplicados em dezessete portos do Brasil: Belém; Fortaleza;
Itaguaí; Itajaí; Maceió; Manaus; Natal; Paranaguá; Porto Alegre; Recife; Rio de
Janeiro; Rio Grande; Salvador; Santos; São Francisco do Sul; e São Luís.
Somente poderão cursar os empregados de empresas adimplentes com o
FDEPM, comprovadas pelas três (3) últimas Guias da Previdência Social (GPS).
Para agilizar o processo de distribuição e controle das vagas nos cursos do
PREPOM – AC, a FEMAR vale-se de determinados órgãos, denominados Entidades
Divulgadoras (ED). A finalidade das ED consiste em manter contato com as
instituições contribuintes do FDEPM, de modo que estas apresentem as
necessidades de aperfeiçoamento e atualização de seus empregados, indicando-os
para realizarem os cursos, conforme a distribuição de vagas destinadas para cada
local.
3.2-O ENSINO PARA O TRABALHADOR PORTUÁRIO
O ensino para portuários é aquele que confere a habilitação/qualificação para
o exercício profissional das atividades referentes à operação portuária previstas na
legislação específica.
Por força da Lei 8.630/93, os Órgãos Gestores de Mão-de-Obra – OGMO
são os responsáveis em promover o treinamento, a habilitação profissional do
trabalhador portuário. Para isso, os Conselhos da Autoridade Portuária – CAP
instituirão centros de treinamento profissional com capacidade e equipamentos que
possibilitem a formação e o aperfeiçoamento desses trabalhadores.
Nesta unidade veremos que as OM do Sistema EPM (Capitanias/Delegacias/
Agência) têm um papel relevante na intermediação dos recursos e, principalmente,
na supervisão das atividades.
Dois pontos devem ser destacados, com relação à responsabilidade das
Capitanias dos Portos/Fluvial e suas Delegacias e Agências.
42
1- Adequação do conteúdo
Verificar se o conteúdo é adequado, principalmente, no que tange à
cultura e ao entendimento regional, assim como se as instalações e/ou
procedimentos operacionais do local são compatíveis com a instrução proposta.
2- Recursos a serem aplicados
Verificar se os recursos solicitados para a execução do curso estão de
acordo com o estabelecido pelas normas da DPC.
O primeiro passo para viabilizar o ensino para portuários é o estabelecimento
de um acordo administrativo entre a Capitania e o OGMO local, de modo a
formalizar as responsabilidades das atividades propostas e garantir o fluxo de
recursos necessários para tais realizações.
O sucesso dos resultados e a própria qualidade do ensino para
portuários está diretamente relacionado com o controle e supervisão
feitos pela Capitania e suas Delegacias e Agências junto à execução.
Os principais cursos para portuários que são ministrados em portos nacionais
constam do ANEXO-F.
PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO PORTUÁRIO (PDP)
O PDP tem por objetivo qualificar a mão-de-obra dos Terminais de
Contêineres (TECON) e equalizar os procedimentos operacionais entre os diferentes
portos. Para isso, conta com trinta cursos e dois manuais de apoio, abrangendo
todas as funções e operações realizadas nesses terminais, conforme Lista de
Módulos do PDP (ANEXO G)
Este programa foi estabelecido em consequência de um Memorando de
Entendimento assinado entre a DPC e a Organização Internacional do Trabalho –
OIT, a fim de implementar o Programa no País. O PDP poderá ser implantado nos
locais que possuam TECON com movimentação mínima de 40.000 TEU’s/ano. Para
isso, o OGMO deverá verificar o interesse local e, em conjunto com o OE, entrar em
contato com o Departamento de Ensino de Portuários da DPC para obter as devidas
orientações sobre como proceder para introdução do Programa no local.
43
ENSINO PARA O TRABALHADOR
PORTUÁRIO
44
3.3 - CAPACITAÇÃO DO PESSOAL ADMINISTRATIVO
PARA O SETOR MARÍTIMO/FLUVIAL E PORTUÁRIO
Esta atividade, portanto, não requer a interveniência direta da
Capitania/Delegacia/Agência. Entretanto, é recomendável o acompanhamento, de
modo a ter um grau de informação que permita a manutenção da qualidade do
serviço prestado. Para tanto, nesta unidade, veremos alguns pontos importantes
dessa atividade que devem ser acompanhados, se não de uma forma direta, mas
pelo menos indiretamente.
Atualmente, os cursos do setor de atividades correlatas estão classificados
nas seguintes áreas: NAVEGAÇÃO, MEIO AMBIENTE e DESENVOLVIMENTO
GERENCIAL.
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
- PROPÓSITO
Estabelecer e orientar o planejamento e a execução de cursos que visam
aperfeiçoar o pessoal que exerce funções técnicas, operacionais e administrativas
das agências e empresas de navegação, empresas operadoras portuárias, OGMO,
sindicatos de trabalhadores portuários e administrações portuárias.
- RECURSOS
Os cursos serão patrocinados pelo FDEPM. Compete ao Diretor de Portos e Costas,
ouvido o Conselho Consultivo do FDEPM, definir os recursos financeiros que
poderão ser utilizados para a aplicação do PREPOM-ATIVIDADES CORRELATAS
(PREPOM- AC).
- APLICAÇÃO
Os cursos serão aplicados em todo o Brasil por intermédio de empresa contratada
para esse fim. A relação dos cursos disponíveis para o pessoal das atividades
correlatas consta do ANEXO H .
Somente poderão cursar os empregados de Empresas adimplentes com o FDEPM,
comprovada pelas três (3) últimas Guias da Previdência Social (GPS).
- ENTIDADES DIVULGADORAS
A DPC, a fim de agilizar a execução do PREPOM-AC vale-se de entidades,
envolvidas com a qualificação profissional dos diversos segmentos dos setores
45
marítimo e portuário, que passaram a ser denominadas Entidades Divulgadoras
(ED), a saber:
- Sindicatos das Agências de Navegação
- Sindicatos das Empresas de Navegação
- Sindicatos das Operadoras Portuárias
- OGMO
- Administrações Portuárias
- Federação Nacional dos Estivadores
- REGIME ESCOLAR
Os cursos terão uma carga horária diária máxima de 7 (sete) horas, quando
realizados no período diurno e de 4 (quatro) horas quando no período noturno,
sendo de 50 (cinqüenta) minutos cada tempo de aula – hora aula (h/a) - devendo
ser observado um intervalo de 10 (dez) minutos entre as aulas.
A escolha do horário será ditada pela melhor forma de atendimento do
público-alvo local e pela busca da economia de recursos.
CURSOS
ELABORAÇÃO DA PROPOSTA DE CURSOS
Os cursos do EPM para Atividades Correlatas são classificados como especiais
de acordo com a designação estabelecida em legislação específica do EPM.
Os Órgãos de Execução do Sistema do Ensino Profissional Marítimo deverão
orientar os interessados para que, por meio de seus representantes, apresentem
suas necessidades para o ano seguinte até 31 de agosto do ano corrente, que serão
encaminhadas à DPC para análise e, se julgadas convenientes e oportunas, serão
incluídas na minuta do PREPOM-AC.
APROVAÇÃO DO PREPOM
O processo para se aplicar um curso no setor de atividades correlatas segue
as etapas abaixo:
1. Determinação das necessidades
46
Devem-se levantar as principais necessidades junto às Companhias de
Navegação Marítima/Fluvial, Agências, Administração Portuária do local e outras
instituições que contribuam para o FDEPM, de modo a detectar quais cursos seriam
mais adequados e necessários naquela jurisdição.
Nessa etapa a Capitania/Delegacia/Agência poderá contribuir com a FEMAR,
fornecendo subsídios sobre as características da região que está sob o seu domínio
marítimo/fluvial, além de estar permanentemente acompanhando os
desenvolvimentos que estão ocorrendo no setor, podendo até mesmo orientar no
sentido de novas tendências e expectativas.
2. Verificar a demanda real.
Nesta fase, verifica-se se existe um contingente significativo que justifique a
implantação do curso. Isso na verdade significa um levantamento quantitativo de
interesse ao curso.
3. Levantamento de custos e material.
Nesta última fase, verificam-se os custos necessários com professor, material
instrucional, sala e outras necessidades para a realização do curso em questão.
Devido à própria diversidade de cursos e locais a serem aplicados, a FEMAR tem
terceirizado os cursos referentes à atividades correlatas.
Neste caso, os custos são apresentados em um pacote único que será pago à
empresa prestadora desse serviço. A execução das etapas acima é de
responsabilidade da FEMAR. Concluído esse trabalho nos locais onde haverá cursos
para esse segmento, a FEMAR irá montar minuta de PREPOM – Atividades
Correlatas e enviará para apreciação e aprovação da DPC.
Após concluído esse trabalho nos locais onde haverá cursos para esse segmento, a
FEMAR irá montar minuta de PREPOM – Atividades Correlatas e enviará para
apreciação e aprovação da DPC.
DIVULGAÇÃO DO PREPOM
O PREPOM-AC será divulgado, para conhecimento e providências das
entidades interessadas, a partir de 15 de janeiro do ano de realização dos cursos e
ficará disponível na intranet e internet - [Link] e [Link],
respectivamente, onde será mantido devidamente atualizado.
47
VAGAS
A quantidade de vagas para cada curso constará do PREPOM e o mínimo de
alunos por turma não poderá ser inferior a 50% desse número, a menos que
autorizado pela DPC.
A empresa contratada divulgará o número de vagas disponíveis às ED, que
divulgarão para as empresas filiadas, a fim de que estas indiquem os seus
candidatos.
EXECUÇÃO DO PREPOM
Os cursos serão aplicados de acordo com a programação aprovada pela DPC.
A empresa contratada para a execução do PREPOM-AC deverá permitir o
acesso ao seu sistema de gestão de cursos, de modo que o Departamento de
Ensino de Portuários da DPC efetue o acompanhamento e o controle dos cursos,
assim como de outras informações julgadas necessárias à avaliação pedagógica.
Ao final do período letivo, a empresa contratada encaminhará um relatório
para o endereço eletrônico do Departamento de Ensino de Portuários da DPC
“portuarios@[Link]”, contendo a consolidação dos dados estatísticos por
local e por área de ensino de todos os cursos realizados.
CERTIFICAÇÃO
O aluno que frequentar, no mínimo, 75% da carga horária total do curso e
obtiver grau igual ou superior a 5,0 no Teste de Aferição da Aprendizagem será
considerado aprovado e fará jus ao certificado de conclusão de curso.
Segue-se o organograma da montagem do PREPOM-AC.
48
Ainda dentro do processo de aplicação de curso na área de atividades
correlatas, cabem as seguintes observações:
Os candidatos aos cursos deverão ser indicados pelas empresas em que
trabalham, sendo que estas empresas deverão ser contribuintes do Fundo de
Desenvolvimento de Ensino Profissional Marítimo.
A aplicação de cursos da área de atividades correlatas, por serem
ministrados por órgãos estranhos à Marinha e financiados pelo FDEPM, devem ser
supervisionados de modo a apresentarem a qualidade de ensino desejada. Para
tanto, em regiões onde a FEMAR não tenha possibilidade de atuar nesse sentido,
poderá delegar essa ação para instituições que tenham condições de fazê-lo.
49
Os Relatórios de Curso, assim como os questionários pedagógicos e dados
estatísticos decorrentes desses cursos, devem servir como subsídios para o
atendimento do desenvolvimento das atividades da região.
50
UE
4.0
CERTIFICADOS E TÍTULOS DE
HABILITAÇÃO
4.1-TIPOS DE CERTIFICADOS E TÍTULOS DE
HABILITAÇÃO
Ao iniciarmos esta unidade, cabe definir claramente o que é o certificado a que
se refere o título.
.
CERTIFICADO é o documento emitido e assinado pela Autoridade
Marítima que comprova a capacidade de seu portador.
Portanto, a expedição de certificado, em conformidade com as
regulamentações nacionais, convenções e tratados ratificados pelo Brasil, compete
à DPC e aos OE.
51
4.1.1-AQUAVIÁRIOS
Os Certificados, são emitidos por meio do SISAQUA(Sistema de Aquaviários)
e podem ser :
a) CERTIFICADO DE COMPETÊNCIA.
Emitido, principalmente, para Oficiais, pela DPC e pelos Centros de
Instrução, para atender à Convenção STCW-78, emendada, qualificando o
aquaviário para desempenhar, a bordo, as funções especificadas dentro dos níveis
de responsabilidade, constando, também, as limitações pertinentes. Poderá ser
emitido para subalternos nacionais em casos excepcionais ou quando esses
necessitarem comprovar suas habilitações no exterior, se exigido, formalmente, por
Autoridade Marítima estrangeira.
O Certificado de Competência é o principal documento de um aquaviário, sem
o qual não é possível embarcar.
O Modelo DPC-1031, corresponde a essa certificação (ANEXO I)
A validade dos certificados de competência será de até 5 (cinco) anos, a
contar da data de sua emissão, podendo ser revalidado desde que o aquaviário
comprove ter cumprido as exigências estabelecidas (exercício, por um período
mínimo de um ano, o cargo ou função para o qual foi certificado nos últimos 5
(cinco) anos consecutivos durante o período de validade do certificado ou
aprovação em curso de atualização ou aprovação em estágios supervisionados etc).
Os certificados somente serão expedidos se o interessado, além de preencher
todas as exigências para a sua obtenção, apresentar atestado médico válido,
emitido por médico devidamente credenciado, que ateste sua capacidade física,
mental, visual e auditiva.
b) ENDOSSO DE CERTIFICADO DE COMPETÊNCIA
Trata-se de um certificado emitido para aquaviários, pela DPC e pelos
Centros de Instrução, endossando um Certificado expedido por uma entidade
nacional, extra Marinha, contendo as mesmas especificações do Certificado de
Competência.
Este certificado é pouco utilizado em nossa Marinha Mercante. É emitido na
forma do modelo DPC-1032 (consta no ANEXO I)
52
c) CERTIFICADO DE RECONHECIMENTO.
Trata-se de um certificado emitido pela DPC, para atestar o endosso de
reconhecimento de um Certificado expedido por Autoridade Marítima estrangeira
de um Governo signatário da Convenção STCW-78, emendada.
Podemos concluir, portanto, que o Certificado de “Reconhecimento de
Certificado de Competência” dá validade ao Certificado de Competência expedido
por Autoridade Marítima de outro país, possibilitando ao seu portador o exercício
profissional no país que emitiu o Certificado de Reconhecimento.
O Modelo desse certificado, DPC-1033, consta no ANEXO I
d) CERTIFICADO DE HABILITAÇÃO
Emitido pela DPC e pelos Órgãos de Execução (OE) do Ensino Profissional
Marítimo (EPM) e destinado a certificar os aquaviários que concluíram os Cursos,
Exames e Estágios previstos no Sistema do EPM, inclusive aqueles em
conformidade com a Convenção STCW-78, emendada, qualificando os aprovados
para o desempenho de atividades profissionais
Este Certificado de Habilitação é representado pelo modelo DPC-1034 e consta do
ANEXO-I, inclusive com as INSTRUÇÕES PARA PREENCHIMENTO DO
CERTIFICADO DPC- 1034.
4.1.2 – CERTIFICADOS DE HABILITAÇÃO PARA PORTUÁRIOS
O Certificado de Habilitação para Portuários é o documento hábil para
credenciar as várias categorias de trabalhadores portuários.
Este certificado deverá apresentar além da assinatura da Autoridade Marítima a
assinatura do representante do OGMO local.
O modelo DPC-1037 representa o Certificado de Habilitação para
Portuários.
A certificação é feita em parceria, constando a assinatura dos titulares dos
OE e OGMO. Serão adotados os seguintes modelos:
• Certificado DPC-1037A, destinado a certificar os TPA concluintes dos
cursos realizados sob a coordenação dos OGMO. Emitido pelos OE.
53
• Certificado DPC-1037B, destinado a certificar profissionais que trabalhem
em empresas contribuintes do FDEPM e que tenham sido aprovados nos cursos
do EPM para portuários, desde que autorizados pela DPC. Emitido pelos OE.
• Certificado DPC-1037C, destinado a certificar os TPA considerados aptos
nos exames de avaliação teórica e/ou prática realizados sob a coordenação dos
OGMO. Emitido pelos OE.
• Certificado de Instrutoria do PDP, destinado a certificar os participantes
aprovados no Curso de Formação de Instrutores do PDP. Emitido pela DPC
• Certificado dos cursos do PDP, destinado a certificar os treinandos
considerados aprovados nos cursos do PDP. Emitido pelos OE.
Os modelos de certificados de portuários constam do ANEXO J
PROCESSOS DE EMISSÃO E CONTROLE DE CERTIFICADOS
Talvez um dos pontos mais vulneráveis no processo de capacitação
profissional, independentemente de que atividade seja, é a emissão e controle de
certificados. Isso porque esse tipo de documento suscita a alguns a possibilidade de
um comércio ilícito de documentos falsos que despertam em outros, que são os
interessados, a falsa expectativa de facilidade de ocupação e trabalho.
No Sistema de Ensino Profissional Marítimo não é diferente e, portanto,
deverão existir pessoas querendo tirar algum proveito com tais práticas, assim
como pessoas interessadas nas pérfidas facilidades oferecidas.
A forma mais eficaz de se coibir possíveis tentativas é, sem dúvida, estabelecer
e manter na OM um processo de segurança continuada que possa abranger a
emissão e o controle de Certificados emitidos.
Para tanto, nesta unidade, apresentaremos uma sequência que poderá
contribuir com essa posição de controle de certificados emitidos
4.2-PROCESSO DE CONTROLE DE CERTIFICADOS
4.2.1-AQUAVIÁRIOS
O processo de controle e emissão pode ser melhor identificado se dividido em
quatro etapas, cronologicamente distintas, que são:
Primeira Etapa - ORDEM DE SERVIÇO
54
Examinar atentamente a documentação, especialmente quanto à
sua autenticidade e validade, a qual dará origem ao processo de
certificação.
A Ordem de Serviço (OS) é o documento hábil que, assinado pelo titular da
OM, identifica um ato de um processo, tendo como base um instrumento legal. Por
exemplo, as OS podem ser:
· Ordem de Serviço da Matrícula - identifica e oficializa o ingresso do aquaviário
no curso.
· Ordem de Serviço de Conclusão - identifica e oficializa a conclusão do
aquaviário no curso. Para o controle e emissão de certificados, a Ordem de Serviço
de Conclusão tem uma importância
muito grande, isso porque oficializa a emissão do certificado. Isso significa que só
se deve assinar os certificados em confronto com a OS correspondente. No caso de
cursos de curta duração pode-se fazer uma única Ordem de Serviço que sirva como
matrícula e conclusão, simultaneamente. Entretanto, nesses casos, recomenda-
se sua confecção apenas ao final do curso.
- Ordem de Serviço para revalidação ou substituição de certificados: caso,
por exemplo, em que se deseja revalidar, substituir ou emitir 2ª via de certificados
etc...
A OS poderá ser fundamentada em vários documentos que assegurem o
direito a emissão de certificados.
Segunda Etapa - EMISSÃO DO CERTIFICADO
O Certificado, após preenchido pelo SISTEMA DE AQUAVIÁRIOS(SISAQUA) e
verificado quanto a sua correta emissão em conformidade com a documentação
disponível, será assinado pela Autoridade constituída. Uma cópia deverá ser
mantida em arquivo.
A numeração feita automaticamente pelo SISAQUA, permitirá a identificação
e registro da certificação.
Terceira Etapa - REGISTRO DO CERTIFICADO
Além do controle pelo SISAQUA a OM deverá estabelecer um Livro de
Registro de Certificados Emitidos. O Livro de Registro deverá ter suas páginas
rubricadas pelo titular da OM e, como sugestão, poderá ser composto por quatro
campos a serem preenchidos, conforme se segue:
55
Data de Emissão /Número da OS/ Nº e Tipo do Certificado/ Rubrica e data de
retirada
O último campo a ser preenchido refere-se à retirada do Certificado da OM
pelo portador, quando então deverá rubricar e colocar a data de recebimento do
documento.
Quarta Etapa - ATUALIZAÇÃO DO CADASTRO DO AQUAVIÁRIO
Após a emissão e registro do certificado, deve-se verificar a atualização do
cadastro do Aquaviário no SISAQUA.
• PORTUÁRIOS
Controle dos Certificados
Os dados relativos aos alunos que participam dos cursos do EPM deverão ser
registrados em Ordem de Serviço, emitida pelo OE, contendo no seu histórico
dados de matrícula, conclusão, cancelamentos, etc. Para cada curso ou exame
realizado, o OE deverá emitir uma única Ordem de Serviço.
Antes do curso ter início, o OGMO encaminha ao OE a relação formal dos TPA
matriculados contendo nome completo do aluno, filiação, data de nascimento,
naturalidade, nacionalidade, categoria, nº do registro ou cadastro no OGMO, os
cursos do EPM que possui e a cópia da ficha ou documento de inscrição no curso.
Ao final do curso, o OGMO encaminha o documento de conclusão do curso.
A Ordem de Serviço deverá ser composta dos seguintes itens:
item 1 – Concessão de Matrícula no Curso
- os dados pessoais fornecidos pelos OGMO, de todos os alunos
matriculados no curso, até cinco dias após o início do curso.
item 2 – Aprovação
- o número do documento formal no qual o OGMO participou ao OE o
resultado final do curso, relacionando o nome completo e a situação de
aprovação ou reprovação de cada aluno.
item 3 - Cancelamento de Matrícula
- o nome completo do aluno e o motivo do cancelamento.
A coletânea das Ordens de Serviço deverá ser mantida em arquivo
permanente no setor do EPM do OE. Tais documentos não deverão ser enviados à
DPC.
56
Tendo em vista o uso de meio eletrônico na geração de documentos, os OE
deverão emitir as Ordens de Serviço e, ao final de cada período letivo, copiá-las,
assinadas digitalmente pelo titular do OE, para um CD-ROM a fim de arquivá-las.
Tal medida visa assegurar-se da durabilidade do documento e a pronta recuperação
das informações nelas contidas, caso seja necessário.
57
UE
5.0
ENCARREGADO OU AUXILIAR
DO ENCARREGADO DO SETOR
DE EPM
5.1 - INTRODUÇÃO
Nesta unidade de ensino, veremos as funções e atividades que um praça
poderá exercer dentro de uma Capitania, Delegacia e Agência. Essas atividades
serão apresentadas dentro do contexto das três principais áreas de atuação dessas
OM que, como você já deve saber, são:
Ensino Profissional Marítimo;
Segurança do Tráfego Aquaviário; e
58
Administração e Apoio.
Cabe, também, esclarecer que as atividades e as tarefas que serão
apresentadas não esgotam a relação de possíveis funções e atividades a serem
ocupadas por um praça. Muito pelo contrário, esperamos que as atividades aqui
apresentadas sejam tão-somente uma base para que se possa agregar valores, que
sabemos que você tem, de modo a produzir um trabalho contendo cada vez mais
qualidade e eficácia.
Para iniciarmos esse novo assunto, apresentaremos nessa unidade as
principais atribuições de um Encarregado ou Auxiliar de Encarregado do EPM. Veja
que, nas Capitanias e Delegacias de primeira classe, o Praça poderá ocupar a
função de Auxiliar do Encarregado do EPM, enquanto que em Delegacias de
segunda classe e Agências, geralmente assume a função de Encarregado. Portanto,
é necessário que esteja ciente das responsabilidades que essa função impõe.
O Encarregado e o Auxiliar do Encarregado são os gerentes do Ensino
Profissional Marítimo nas Capitanias, Delegacias e Agências. Isso significa gerir os
recursos humanos, financeiros, instrucionais e as facilidades disponíveis na OM para
atendimentos aos alunos que procuram cursos do EPM ligados à sua formação
profissional, bem como, cumprir todos os procedimentos para matrícula, avaliação,
certificação e averbação desses cursos, quando aplicados.
Para entendermos melhor essas atribuições, podemos dividi-la em três
etapas distintas:
1ª Planejamento dos Cursos
2ª Execução dos Cursos
3ª Conclusão dos Cursos
Vejamos cada uma dessas etapas com mais detalhes.
5.2 - PLANEJAMENTO DOS CURSOS
O Encarregado ou Auxiliar deverá coletar as informações das necessidades de
cursos junto às comunidades marítima e/ou fluvial e elaborar as PROPOSTAS DE
CURSO DO EPM - PCE. Os OE encaminharão as PCE relativas aos cursos para
59
aquaviários para a DPC e as PCE relativas aos cursos para portuários para a FEMAR,
até 30 de junho do ano anterior à realização dos cursos, observando o seguinte:
• Cursos para Aquaviários
Deverão ser levantadas as necessidades de formação, adaptação e
aperfeiçoamento de pessoal aquaviário, em sua área de jurisdição, utilizando, para
este fim, um quadro comparativo entre o pessoal necessário para o preenchimento
de todas as funções discriminadas nos Cartões de Tripulação de Segurança (CTS),
de todas as embarcações registradas no OE e o pessoal efetivamente inscrito, em
cada categoria, no Órgão. Com base na falta e no excesso de pessoal detectado na
comparação é que o OE deverá programar os cursos necessários para suprir essas
faltas e reduzir o número de vagas em cursos destinados à formação de pessoal
nas categorias que estão com excesso. Deverão, ainda, ser considerados os
subsídios coletados por meio das informações prestadas pelas empresas de
navegação e de pesca, sindicatos patronais e sindicatos de trabalhadores.
Devem-se concentrar recursos buscando eliminar a falta de pessoal de
determinada categoria, de forma a eliminar a necessidade de emissão das Licenças
em Categoria Superior (LCS).
Será usado um único modelo PCE para todos os cursos propostos durante o
ano.
Na proposta de cursos se deverá considerar, entre outros aspectos, a época
mais adequada, que permita ao aluno, na medida do possível, prosseguir exercendo
sua atividade profissional durante o curso e mantendo, conseqüentemente, o
vínculo empregatício com a empresa.
• Cursos para Portuários
Entretanto, apesar de o levantamento e o encaminhamento das propostas de
curso serem de responsabilidade do OGMO, os Encarregados e Auxiliares deverão
acompanhar esses procedimentos.
Cursos para Atividades Correlatas
60
Deve-se orientar os interessados para, por meio de seus representantes,
enviar, anualmente, suas necessidades diretamente à FEMAR, que irá analisá-las.
Se julgadas convenientes e oportunas, serão incluídas na minuta do PREPOM
- Atividades Correlatas que será submetida à aprovação do Diretor de Portos e
Costas.
Após terem sido levantadas as necessidades de cursos, o passo seguinte é a
confecção, propriamente dita, da Proposta de Cursos do EPM - PCE, que
discrimina todos os recursos necessários para a realização do curso, inclusive as
facilidades oferecidas ao aluno.
61
ANEXO A
INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO DAS PROPOSTAS PCP/EPM E PCP/PDP
Anualmente, o Departamento de Ensino de Portuários transmite as instruções para o preenchimento das
PCP/EPM e PCP/PDP:
PRIORIDADE
Para melhor atender às propostas, o OGMO deverá estabelecer a prioridade de cada curso, de acordo com as
necessidades levantadas. É solicitada a distribuição dos cursos de acordo com a prioridade de sua realização,
utilizando a legenda abaixo para o preenchimento do campo:
Prioridade Quantidade de cursos
I = Imprescindível 40%
A = Alta 30%
M = Média 20%
CURSO/TURMA
Preencher com a sigla do curso, seguido do nº turma.
Ex.: proposta de duas turmas do curso COCPO(Operação de Carga Perigosa): COCP/01, COCP/02
PERÍODO
Esta informação está subdividida em duas colunas para informar a data de início do curso e seu término. A data
deverá ser preenchida no seguinte formato: dd/mm/aaaa, ou seja, dia, mês e ano de realização do curso. Entre o
dia, o mês e o ano, usa-se a barra (/).
Ex:
Período
Início Término
03/04/2011 28/04/2011
VAGAS
Refere-se ao número de vagas destinadas ao curso. Recomenda-se para os cursos com prática operacional, a
quantidade máxima de 10 (dez) vagas. Os demais cursos podem ter até 30 (trinta) vagas.
DIAS ÚTEIS
Compreende a quantidade de dias úteis referentes ao período do curso (entre a data de início e a data de término).
CARGA HORÁRIA DIÁRIA (CHD)
As aulas expositivas terão a duração unitária de 50 minutos, com intervalos de 10 minutos, sendo recomendável
que a carga horária diária destinada às aulas seja, no mínimo, de 3 (três) horas e de 7 (sete) horas a duração
máxima. Para os cursos CBIT e CAIT recomenda-se, no mínimo, 2 (duas) horas diárias não devendo ultrapassar,
no máximo, de 4 (quatro) horas.
CARGA HORÁRIA TOTAL (CHT)
A carga horária total do curso corresponde ao somatório de todas as cargas horárias destinadas às atividades
previstas nos cursos (carga horária teórica, carga horária prática, atividade extraclasse e tempo de reserva).
NATUREZA DE DESPESA (ND)
Os recursos aprovados para a realização do PREPOM serão repassados aos OE por Natureza de
Despesa (ND):
OGMO adimplentes - ND 335039 (Convênio), mediante celebração de convênio; e
OGMO inadimplentes – ND específicas, conforme apresentado abaixo:
MERENDA ESCOLAR - ND 339030
O cálculo referente à merenda escolar baseia-se nas informações contidas nas colunas referentes à carga horária
diária, nº de vagas e dias úteis.
O valor da merenda varia de acordo com a carga horária diária.
PRÊMIO ESCOLAR – ND 339032
O valor do prêmio escolar é fixo para todos os cursos, exceto para os cursos CTE, CEAP (EaD) e CBTP (EaD).
INSTRUTOR – ND 339036
Para melhor compreensão dos valores referentes ao pagamento do instrutor, essa despesa se apresenta em quatro
colunas, sendo: Líquido – valor da hora-aula multiplicado pela carga horária total; Encargos Sociais (20%) –
percentual referente à parte patronal; INSS Autônomo (11%) - percentual referente à parte do prestador de
serviço; e Bruto – corresponde ao somatório das colunas Líquido, Enc. Sociais e INSS Aut., tendo por base o valor
da hora/aula.
Nota: para pagamento do instrutor, os cursos com prática operacional devem considerar
a quantidade de vagas, multiplicada pela carga horária prática (individual) .
COORDENADOR – ND 339036
Os valores referentes ao pagamento do Coordenador estão apresentados em quatro colunas, sendo: Líquido –
valor da hora-aula multiplicado pela metade da carga horária total; Encargos Sociais (20%) – percentual referente
à parte patronal; INSS Autônomo (11%) - percentual referente à parte do prestador de serviço; e Bruto –
corresponde ao somatório das colunas Líquido, Enc. Sociais e INSS Aut., tendo por base o valor da hora/aula.
Nota: para pagamento do coordenador, os cursos com prática operacional devem
considerar a quantidade de vagas, multiplicada pela carga horária prática (individual)
ENCARGOS SOCIAIS – ND 339047
Os Encargos Sociais correspondem a coluna “Enc. Sociais” existente nas colunas do Instrutor e Coordenador.
MATERIAL DIDÁTICO – ND 339030
A despesa relativa ao material didático deve ser informada após pesquisar o custo referente à reprodução dos
manuais e outros materiais necessários à aplicação do curso.
LOCAÇÃO DE SALA DE AULA – ND 339039
Caso o OGMO ou o OE não disponham de espaço próprio disponível para a realização do curso, essa despesa deve
ser informada e justificada.
LOCAÇÃO DE EQUIPAMENTO – ND 339039
As despesas com locação de equipamento deverão ser informadas e detalhadas na parte destinada às observações
das propostas.
OUTROS – ND 339039
Essa coluna é destinada às outras despesas/serviços que não estão previstas especificamente, mas existem e são
necessárias para a condução do curso. É necessário justificar a despesa, detalhando os custos e a relevância da
solicitação.
Ex.: transporte.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
Nesse espaço, o OGMO e/ou OE poderá completar com informações adicionais que subsidiem na análise da
proposta. Trata-se de informação que não está prevista apenas com o preenchimento dos campos da planilha,
necessitando de justificativas para o seu entendimento.
Caso seja necessário, utilize folha complementar para as observações.
PROPOSTA DE CURSOS DO EPM PARA PORTUÁRIOS (PCP/EPM)
OGMO: OE:
PRIORIDADE CURSO / PERÍODO Dias CHD CHT Vagas NATUREZA DE DESPESA (ND) TOTAL
TURMA Úteis (R$)
Bolsa- Merenda Instrutor Coordenador Prêmio Locação Material Outros
auxílio Escolar Escolar Didático
Início Término Líquido Enc. INSS Bruto Líquido Enc. INSS Bruto Equipam. Sala de
Sociais Aut. Sociais Aut. Aula
0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
TOTAL: 0 0 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Informações Complementares
Elaborado por: (Titular ou Representante do Revisado (Titular ou Representante do Analisado (Representante do DPC-12)
OGMO) por: OE) por:
PROPOSTA DE CURSOS DO PDP PARA PORTUÁRIOS (PCP/PDP)
OGMO/OE: TERMINAL:
PERÍODO NATUREZA DE DESPESA (ND)
PRIORIDADE MÓDULO Dias CHT Vagas TOTAL (R$)
Instrutor Coordenador Material
Útei
s Didático
Início Término Líquido Enc. INSS Bruto Líquido Enc. INSS Aut. Bruto
Sociais Aut. Sociais
0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
TOTAL GERAL 0 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
...................................................................
TOTAL DE CURSOS ................................
ANEXO-B
RELAÇÃO DOS PRINCIPAIS CURSOS PARA PROFISSIONAIS NÃO—
TRIPULANTES
E TRIPULANTES NÃO-AQUAVIÁRIOS
Curso Básico de Segurança de Navio (CBSN)
Curso Básico de Segurança para Embarcação Pesqueira (CBSE)
Curso Básico de Segurança de Plataforma (CBSP)
Curso de Embarcações de Sobrevivência e Salvamento (CESS)
Curso de Embarcações Rápidas de Resgate (CERR)
Curso Avançado de Combate a Incêndio (CACI)
Curso de Primeiros Socorros (CPSO)
Curso de Radioperador em GMDSS (CROG)
Curso de Gerente de Instalação “Offshore” (CGIO)
Curso de Supervisor de Embarcação (CSEM)
Curso de Operador de Controle de Lastro (COPL)
Curso de Supervisor de Manutenção (CSMA)
Curso de Coordenador de Proteção da Companhia (CCPC)
FLUXO DE CARREIRA
FLUXO DE SUBALTERNOS
DE CARREIRA DA SEÇÃODA
DE SUBALTERNOS DESEÇÃO
CONVÉS
DEDO GRUPODO
CONVÉS MARITIMOS
GRUPO MARÍTIMOS
2º Oficial de Náutica (2ON) Nível 7
Nível
2 anos de embarque + ACON + recomendação
7
Mestre de Cabotagem (MCB) Nível 6
2 anos de embarque + recomendação
Nível 5 Contramestre (CTR)
4 anos de embarque +APAQ
+ recomendação
Nível2 anos de embarque + APAQ
5
Marinheiro de Convés (MNC) Nível 4
Nível 4
2 anos de embarque
Nível 2
Marinheiro Auxiliar de Convés (MAC) Nível 3
Moço de Convés (MOC)
Nível 2 3
Curso de Formação de Aquaviários Módulo Curso de Adaptação para
Curso de Formação de Aquaviários (CFAQ) Nível
Especial (CFAQ-E) Aquaviários
3 Convés (CAAQ)
FLUXO DE CARREIRA DE SUBALTERNOS DA SEÇÃO DE CONVÉS DO GRUPO FLUVIÁRIOS
Capitão Fluvial (CFL)
Nível 7
2 anos de embarque + EACF +recomendação
Piloto Fluvial (PLF) Nível 6
2 anos de embarque + recomendação
Nível 5 Mestre Fluvial (MFL)
4 anos de embarque + APAQ
+ recomendação
2 anos de embarque + APAQ
Contramestre Fluvial (CMF) Nível 4
2 anos de embarque
Nível 2
Marinheiro Fluvial Auxiliar de Convés (MAF)
Marinheiro Fluvial de Convés (MFC)
Nível 3
Curso de Formação de Aquaviários Módulo Curso de Adaptação para Aquaviários
Curso de Formação de Aquaviários (CFAQ) Convés (CAAQ)
Especial (CFAQ-E)
FLUXO DE CARREIRA DE SUBALTERNOS DA SEÇÃO DE CONVÉS DO GRUPO PESCADORES
Nível 6
Nível 6 Patrão de Pesca de Alto-Mar (PAP)
2 anos de embarque +recomendação
Nível 5 Patrão de Pesca na Navegação Interior (PPI)
4 anos de embarque +
APAQ + recomendação 2 anos de embarque + APAQ
Contramestre de Pesca na Navegação Interior (CPI) Nível 4
2 anos de embarque
Nível 2
Pescador Profissional (POP)
Nível 1 Nível 3
Pescador Profissional Especializado (PEP)
Aprendiz de Pesca (APP)
Curso de Formação de Aquaviários Módulo Curso de Adaptação para Aquaviários
Especial (CFAQ-E) Curso de Formação de Aquaviários (CFAQ)
Convés (CAAQ)
FLUXO DE CARREIRA DE SUBALTERNOS DA SEÇÃO DE MÁQUINAS DO GRUPO MARÍTIMOS ANEXO-C
Nível 7 2º Oficial de Máquinas (2OM)
3 anos de embarque +ACOM + recomendação
Condutor de Máquinas (CDM)
Nível 5 Eletricista (ELT)
2 anos de embarque + APAQ +
recomendação
Marinheiro de Máquinas (MNM) Nível 4
2 anos de embarque
Nível 2 Moço de Máquinas (MOM) Nível 3
Marinheiro Auxiliar de Máquinas (MAM)
Curso de Formação de Aquaviários (CFAQ)
Curso de Formação de Aquaviários Módulo Especial Curso de Adaptação para Aquaviários - Máquinas
(CFAQ-E) (CAAQ)
ANEXO
FLUXO DE CARREIRA DE SUBALTERNOS DA SEÇÃO DE MÁQUINAS DO GRUPO FLUVIÁRIOS
Nível 7 Supervisor Maquinista-Motorista Fluvial (SUF)
3 anos de embarque + ASMF + recomendação
Nível 5 Condutor Maquinista Motorista Fluvial (CTF)
4 anos de embarque + APAQ
+ recomendação
Nível 3 Marinheiro Fluvial de Máquinas (MFM)
Nível 2
Marinheiro Fluvial Auxiliar de Maquinas (MMA)
Curso de Formação de Aquaviários (CFAQ)
Curso de Formação de Aquaviários Módulo Curso de Adaptação para Aquaviários -
Especial (CFAQ-E) Máquinas (CAAQ)
FLUXO DE CARREIRA DE SUBALTERNOS DA SEÇÃO DE MÁQUINAS DO GRUPO PESCADORES
Nível 3 Condutor Motorista de Pesca
(CMP)
Motorista de Pesca (MOP) Nível 2
Nível 1
Aprendiz de Motorista de Pesca (APM)
Curso de Formação de Aquaviários Módulo Especial (CFAQ-E) Curso de Formação de Aquaviários (CFAQ)
FLUXO DE CARREIRA OFICIAIS DA SEÇÃO DE MÁQUINAS DO GRUPO MARÍTIMOS
OFICIAL SUPERIOR DE MÁQUINAS (OSM)
Nível 9
3 ANOS DE EMBARQUE
1º OFICIAL DE MÁQUINAS (1OM)
Nível 8
MAIS DE 3 ANOS DE EMBARQUE + APMA
NÃO ASCENDE NA CARREIRA
2º OFICIAL DE MÁQUINAS (2OM)
Nível 7
ACOM EFOMM e ASOM
EFOMM – Cursos da Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante
ACOM – Curso Especial de Acesso a 2º Oficial de Máquinas
ASOM – Curso de Adaptação de Oficiais da Máquinas
APMA – Curso de Aperfeiçoamento para Oficial de Máquinas
FLUXO DE CARREIRA DOS OFICIAIS DA SEÇÃO DE NÁUTICA DO GRUPO MARÍTIMOS
CAPITÃO DE LONGO CURSO (CLC) MÁQUINAS
(OSM)
Nível 10
MAIS DE 2 ANOS DE EMBARQUE
CAPITÃO DE CABOTAGEM (CCB)
Nível 9 MAIS DE 2 ANOS DE EMBARQUE
1º OFICIAL DE NÁUTICA (1ON)
Nível 8
MAIS DE 3 ANOS DE EMBARQUE + APNT
NÃO ASCENDE DE CATEGORIA 2º OFICIAL DE NÁUTICA (2ON)
Nível 7
ACON EFOMM e ASON
EFOMM – Cursos da Escola de Formação de Oficiais da Marinha
Mercante
ASON - Curso de Adaptação a 2º Oficial de Náutica
ACON - Curso Especial de Acesso a 2º Oficial de Náutica
APNT - Curso de Aperfeiçoamento para Oficial de Náutica
ANEXO E
CURSOS ESPECIAIS MUITO PROCURADOS (AQUAVIÁRIOS)
- Curso Especial Básico de Combate a Incêndio(ECIN).
Curso que todo aquaviário deve ser portador. Ensina as técnicas básicas de combate a incêndio a
bordo de
embarcações mercantes.
-Curso Especial Avançado de Combate a Incêndio (ECIA).
Curso voltado preferencialmente para o Oficial. Ensina as técnicas avançadas de combate a incêndio
a bordo de embarcações especiais, como petroleiros, quimiqueiros e gaseiros, além de capacitar ao
portador desse certificado a dirigir treinamentos de combate a incêndio para a tripulação.
- Curso Especial de Sobrevivência Pessoal (ESPE).
Curso que todo aquaviário deve ser portador. Ensina as técnicas básicas de sobrevivência no meio
aquático.
-Curso Especial de Proficiência em Embarcações de Sobrevivência e Resgate (ESPM).
Curso voltado para o aquaviário interessado em aprofundar conhecimentos na área de salvatagem.
Ensina as técnicas empregadas em embarcações de sobrevivência e resgate, além de capacitar ao
portador desse certificado a dirigir treinamentos de salvatagem para a tripulação.
-Curso Especial Prático de Operação Radar (EPOR).
Curso voltado para Graduados de convés (Mestre-de-Cabotagem, Contramestre, Patrão-de-Pesca-de-
Alto-Mar e de Navegação Interior). Ensina as técnicas básicas de operação radar.
-Curso Especial de Operador Radar (ESOR).
Curso para Oficiais e Graduados de Serviço de Quarto noPassadiço. Ensina as técnicas empregadas no
radar, para resolver problemas de cinemática naval.
-Curso Especial de Operador ARPA (EARP).
Curso para Oficiais de Náutica e Graduados. Ensina as técnicas e operações empregadas no ARPA
(Automatic Radar Plotting Aids).
-Curso Especial de Operador Radiotelefonista Restrito (EOFO).
Curso para Oficiais de Náutica e Graduados da seção de convés. Ensina as técnicas e operações
empregadas em VHF.
-Curso Especial de Radioperador Geral (EROG).
Curso voltado, preferencialmente, para o Oficiais de Náutica.
Ensina as técnicas e operações empregadas nos equipamentos INMARSAT, assim como todos os
procedimentos previstos no Sistema Global de Socorro e Segurança Marítima – GMDSS.
-Curso Especial de Cuidados Médicos (ESCM).
Curso para Oficiais, voltado para a assistência médica de emergência a bordo.
-Curso Especial de Familiarização em Navios-Tanque (EFNT).
Cursos para Oficiais, Graduados e Subalternos. Ensina os princípios básicos de segurança em navios
especiais (petroleiro, quimiqueiro e gaseiro).
-Curso Especial de Segurança em Operações de
Carga em Navio Petroleiro (ESOP).
Curso para Oficiais em nível gerencial (Comandante, Imediato, Chefe e Subchefe de máquinas) ou
outros tripulantes que tenham responsabilidade direta com operações de carga e descarga. Objetiva
capacitar esse profissional nas operações seguras de carga e descarga e suas implicações.
-Curso Especial de Segurança em Operações de Carga em Navio-Tanque para Produtos Químicos
(ESOQ).
Curso para Oficiais em nível gerencial (Comandante, Imediato, Chefe e Subchefe de máquinas) ou
outros tripulantes que tenham responsabilidade direta com operações de carga e descarga. Objetiva
capacitar esse profissional nas operações seguras de carga e descarga e suas implicações.
-Curso Especial de Segurança em Operações de Carga em Navio-Tanque para Gás Liqüefeito
(ESOG).
Curso para Oficiais em nível gerencial (Comandante, Imediato,Chefe e Subchefe de máquinas) ou
outros tripulantes que tenham responsabilidade direta com operações de carga e descarga. Objetiva
capacitar esse profissional nas operações seguras de carga e descarga e suas implicações.
Existem outros cursos especiais que são oferecidos pelo SEPM, entretanto os aqui apresentados são
os mais procurados atualmente.
A maioria dos cursos especiais são oferecidos pelos Centros de Instrução (CIAGA e CIABA), portanto,
no caso do aquaviário interessado em um curso oferecido em um dos Centros de Instrução, poderá
fazer sua inscrição através do OE de sua inscrição.
ANEXO F
RELAÇÃO DOS PRINCIPAIS CURSOS DO EPM DE PORTUÁRIOS
TIPO SIGLA NOME DO CURSO
C Portuário
Básico do Trabalhador
B
T
P
Formação
CBTP (EAD) Básico do Trabalhador Portuário (ensino a distância)
CBCC Básico de Conferência de Carga
C Carga
Básico de Conserto de
B
C
S
CBAET Básico de Arrumação de Carga e Estivagem Técnica
C
Básico de Vigilância Portuária
B
V
P
CBPTL Básico de Pintura Naval e Limpeza de Porões e Tanques
CACC Aperfeiçoamento de Conferência de Carga
Aperfeiçoamento CAAET Aperfeiçoamento de Arrumação e Estivagem Técnica
CBIT Básico de Inglês Técnico
CAIT Avançado de Inglês Técnico
Especiais CTE Técnicas de Ensino
CECIRP Cidadania e Relacionamento Pessoal
CPOPCS Curso de Procedimento Operacional Padrão de Contêineres e
Sacarias
COVL Operação de Veículos Leves
Expeditos COCMH Operação de Cavalo Mecânico e Hidráulico
CSMC Sinalização para Movimentação de Carga
COT Operação de Transtêiner
COP Operação de Portêiner
COEGP Operação de Empilhadeira de Grande Porte
COTPC Operação de Trator e de Pá Carregadeira
COCP Operação de Cargas Perigosas
Expeditos
CPDC Peação e Despeação de Carga
CPDC-M Peação e Despeação de Carga com Motosserra
COGB Operação de Guindaste de Bordo
COGT Operação de Guindaste de Terra
COPR Operação com Pontes Rolantes de Bordo
COEPP Operação de Empilhadeira de Pequeno Porte
COCCE Operação de Carregador de Correia em Espiral
COSGS Operação de Sugador para Granéis Sólidos
CORE Operação com Retroescavadeira
COGM Operação com Guindastes Móveis sobre Pneus
COEH Operação de Escavadeira Hidráulica
CTOTC Técnicas de Operação em Terminais de contêiner
CGTCG Gestão Operacional em Terminais de Carga Geral
CGTGL Gestão Operacional em Terminais de Granéis Líquidos
Avançados CGTGS Gestão Operacional em Terminais de Granéis Sólidos
CGTRR Gestão Operacional em Terminais Roll-On/Roll-Off
CAOGT Atualização em Operação com Guindaste de Terra
CAOGB Atualização em Operação com Guindaste de Bordo
Atualização CAOEPP Atualização em Operação de Empilhadeira de Pequeno Porte
CAOEGP Atualização em Operação de Empilhadeira de Grande Porte
ANEXO-G
RELAÇÃO DOS PRINCIPAIS CURSOS DO PDP
C.1.1: Operações do Terminal de Contêiner
C.1.2: Operações de Carga e Descarga de Navio de Contêiner
C.1.3: Operação de Transferência do Cais no Terminal de Contêiner
C.1.4: Operação no Pátio de Contêiner
C.1.5: Operação de Recepção/Entrega no Terminal de Contêiner
C.1.6: Operações da Estação de Estufagem/Desestufagem de Contêineres
C.2.1: Construção do Navio Porta-Contêiner
C.2.2: Planos de Carga de navio Porta-Contêiner
C.2.3: Sistema de Amarração de Contêiner
C.2.4: Programa de Trabalho do Terminal de Contêiner
C.3.1: Construção do Contêiner
C.3.2: Numeração e Marcação de Contêiner
C.3.3: Inspeção de Contêiner
C.3.4: Estufagem de Mercadorias em Contêineres: (Planejamento)
C.3.5: Estufagem de Mercadorias em Contêineres: (Execução)
C.4.1: Trabalho com Segurança nos Terminais de Contêiner
C.4.2:Trabalho Seguro a Bordo de Navios Porta-Contêiner
C.6.1: O Terminal de Contêiner e o Comércio Internacional
C.6.2: Medindo o Desempenho do terminal de Contêiner
C.6.3: Análise e revisão do Desempenho do Terminal de Contêiner
P.3.1: Manuseando Cargas Perigosas nos Portos
S.1.1: O Supervisor do Porto: Status Organizacional
S.1.2: Supervisor do Porto: Tarefas e Deveres
S.1.3: Supervisor do Porto: Habilidade de Supervisão
S.1.4: Supervisor do Porto: Atributos Pessoais
S.2.1: Supervisão da Descarga e Carga do Navio Porta Contêiner
S.2.2: Supervisão da Operação de Transferência no Cais do Terminal de Contêiner
S.2.3: Supervisão das Operações no Pátio do Contêiner
S.2.4: Supervisão da Operação de Recepção/Entrega no Terminal de Contêiner
S.2.5: Supervisão das Estações de Estufar/Desestufar Contêineres
ANEXO H
RELAÇÃO DOS PRINCIPAIS CURSOS PARA ATIVIDADES CORRELATAS
ÁREA: NAVEGAÇÃO
ADUANA ........................... Despacho Aduaneiro
AFAV ................................. Acréscimos, Faltas e Avarias de Carga
AFRET ............................... Afretamento
AGEMAR ........................... Agenciamento Marítimo
BANREB ........................... Bandeiras de Conveniência e Registro Especial Brasileiro
BROKER ................................ Brokeragem e Negociação de Navios
CAMBIO ............................ Câmbio e Formas de Pagamento no Comércio Exterior
CARGPER ........................ Transporte e Manuseio de Cargas Perigosas
COMAR ............................. Comércio Marítimo
COMEX ............................. Comércio Exterior
CONINT ............................. Convenções Internacionais
CONSOL ........................... Consolidação e Desconsolidação de Carga
CONT ................................ Contêiner
CONTVAR ......................... Avaria, Reparo e Vistoria em Contêiner
DIRMAR ............................ Direito Marítimo
DOCNAV ........................... Documentos da Navegação
INCO ................................. Incoterms
INTSHIP ............................ Introdução ao Shipping
ISPS CODE ...................... Introdução ao ISPS CODE
LOG ................................... Logística
LEGADUANA .................... Legislação Aduaneira
LEGTRIB ........................... Legislação Tributária
MERCO ............................. Mercosul
NEGOSHIP ....................... Negociação para Shipping
OFFSHORE ...................... Introdução ao Offshore
PLANNER ......................... Plano de Distribuição de Contêineres
PLANPORT ....................... Planejamento Portuário
RESCOP ........................... Responsabilidades e Custos na Operação Portuária
RESNAV ............................ Responsabilidade Jurídica do Agente de Navegação
SEGCAR ........................... Seguro Carga
SEGCAS ........................... Seguro Casco
SEGMAR ........................... Seguro Marítimo
SISCOMEX ....................... Sistema Integrado de Comércio Exterior
SISTRAM .......................... Sistema de Transporte no Brasil
SOBRESCONT ................. Sobrestadia de Contêiner
SOBRESNAV .................... Sobrestadia de Navios
TRANSMAR ...................... Transporte Marítimo
ÁREA: MEIO AMBIENTE
AMBIENTE ............................ O Meio Ambiente e o Mar
AUDITORIA .......................... Auditoria Ambiental
GESTAM ............................... Sistema de Gestão Ambiental
INTAM ................................... Introdução ao Meio Ambiente
LEGAM ................................. Aspectos Legais da Gestão Ambiental
RISCO ................................... Risco Ambiental
ÁREA:DESENVOLVIMENTO GERENCIAL
ADFIN ................................... Administração de Recursos Financeiros
ATECLI ................................. Excelência no Atendimento ao Cliente
CONTBAS ............................. Básico de Contabilidade para Agências Marítimas
CONTRATOS ....................... Gerenciamento de Contratos
CRIAR .................................. Criatividade e Inovação na Empresa
CUSTOS ............................... Custos: Uma Abordagem Estratégica
DEGER ................................. Desenvolvimento Gerencial
EQUIPES .............................. Organizando Equipes de Trabalho
ÉTICA ................................... Ética e Liderança na Gestão do Trabalho
FORGE ................................. Formação de Gerentes com Ênfase em Negociação
GESPE .................................. Gestão de Pessoas nas Áreas Marítima e Portuária
GESTÃO ............................... Gestão Empresarial
LIDER ................................... Liderança
MARKETING ......................... Marketing
MUDANÇAS ......................... Preparação para Mudanças
NEGO ................................... Estratégia de Negociação
PLANEST .............................. Planejamento Estratégico
PROJETOS ........................... Gestão de Projetos nas Áreas Marítima e Portuária
QTS ....................................... Gerenciando Qualidade Total em Serviços
REDAÇÃO ............................ Redação Comercial
RELINTER ............................ Relacionamento Interpessoal
SUPERVISOR ...................... Desenvolvendo o Supervisor de Sucesso
TECAPRE ............................. Técnicas de Apresentação
TEMPO ................................. Administração do Tempo
TREINAMENTO .................... Formação de Multiplicadores de Treinamento
ANEXO-I
INSTRUÇÕES PARA PREENCHIMENTO DO CERTIFICADO DPC- 1034
1) Certificado nº: O Sistema de Aquaviários(SISAQUA) atribui um número sequencial
composto da identificação do OE, seguido do ano corrente e em seguida um número
acrescido na casa de dezena de milhar. Ex.: 381-99-00001 (significa o primeiro Certifica
do emitido na CPRJ em 1999).
2) Nome: preencher com o nome completo do aquaviário (sem abreviatura).
3) CIR: preencher com o nº da CIR, conforme consta no SISAQUA.
4) Legislação: preencher com a legislação pertinente, de acordo como enquadramento
do curso ou exame. Ex.: REGRA II/4, RESOLUÇÃO A-482 da IMO, Portaria, NORMAM ou
Ordem de Serviço.
5) Curso: lançar o nome do curso ou exame.
6) Realizado no: lançar o nome do OE onde foi realizado o curso ou exame.
7) Data do Curso: preencher com a data do início e término do curso ou exame.
8) Orgão de Emissão: preencher com o nome do OE emissor, caso tenha sido
ministrado por outro.
9) Local/data: lançar o local e a data de emissão do Certificado.
10) Assinatura/Nome do oficial/Funcionário autorizado: campo designado para
assinatura.
11) Assinatura do portador do certificado: se possível deverá será assinado no ato
da entrega.
OSTENSIVO
ORGANIZAÇÃO DIRETORIA DE
INTERNACIONAL DO PORTOS E
COSTAS
TRABALHO
Portworker
Development Programme
Certificado de Participação
Certificamos que o (a) Sr. (a)
_____________________
frequentou com sucesso o
Curso Especial ___________________________,
(módulo do PDP)
realizado em _____________
(cidade) - Brasil,
de ___ a ___ de __________ de 20___.
_____________________________ _____________________________
Representante Local Instrutor credenciado pela
da DPC DPC / OIT
OSTENSIVO
OSTENSIVO
ORGANIZAÇÃO DIRETORIA DE
INTERNACIONAL DO PORTOS E
COSTAS
TRABALHO
Portworker
Development Programme
Certificado de Participação
Certificamos que o (a) Sr. (a)
NOME DO ALUNO
frequentou com sucesso o
Curso “Portworker Development Programme
Training Instructors”,
realizado em _____________ - Brasil,
de ___ a ___ de __________ de 20___.
_____________________________ _____________________________
Representante Local Instrutor credenciado pela
da DPC DPC / OIT
CÓDIGO DE BARRAS
OSTENSIVO
Certificado NO
REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
Autoridade Marítima Brasileira
Diretoria de Portos e Costas
O DIRETOR DE PORTOS E COSTAS, NO USO DAS SUAS ATRIBUIÇÕES, FAZ SABER QUE O PRESENTE CERTIFICADO É CONCEDIDO A
,
(nome)
,
APROVADO NO CURSO
NA TURMA REALIZADO NO PERÍODO DE
E REGISTRADO NA ORDEM DE SERVIÇO Nº ________________________________________ EMITIDA EM ___________________________________________ .
de de
(Local / Data)
Representante da Autoridade Marítima Representante do Órgão de Gestão de Mão-de-Obra do Trabalho Portuário
Portador do Certificado
CÓDIGO DE BARRAS DPC-1037A
Certificado NO
REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
Autoridade Marítima Brasileira
Diretoria de Portos e Costas
O DIRETOR DE PORTOS E COSTAS, NO USO DAS SUAS ATRIBUIÇÕES, FAZ SABER QUE O PRESENTE CERTIFICADO É CONCEDIDO A
,
(nome)
,
APROVADO NO CURSO
NA TURMA REALIZADO NO PERÍODO DE
E REGISTRADO NA ORDEM DE SERVIÇO Nº ________________________________________ EMITIDA EM ___________________________ .
de de
(Local / Data)
Representante da Autoridade Marítima Portador do Certificado
CÓDIGO DE BARRAS
DPC-1037B
Certificado NO
REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
Autoridade Marítima Brasileira
Diretoria de Portos e Costas
O DIRETOR DE PORTOS E COSTAS, NO USO DAS SUAS ATRIBUIÇÕES, FAZ SABER QUE O PRESENTE CERTIFICADO É CONCEDIDO A
,
(nome)
,
APROVADO NO EXAME
REALIZADO NO PERÍODO DE
E REGISTRADO NA ORDEM DE SERVIÇO Nº ________________________________________ EMITIDA EM ___________________________ .
de de
(Local / Data)
Representante da Autoridade Marítima Representante do Órgão de Gestão de Mão-de-Obra do Trabalho Portuário
Portador do Certificado
CÓDIGO DE BARRAS
DPC-1037C