Índice
1.Introdução.....................................................................................................................................1
1.1.Objectivos..............................................................................................................................1
1.1.1.Geral................................................................................................................................1
1.1.2.Específicos.......................................................................................................................1
2.Metodologia..................................................................................................................................2
3.Auditoria na administração pública..............................................................................................3
3.1.Conceito de auditoria.............................................................................................................3
3.1.1.Auditora interna e externa...............................................................................................3
3.2.Objectivos da auditoria..........................................................................................................4
3.3.Necessidades da auditoria pública.........................................................................................5
3.4.Limitações da auditoria pública.............................................................................................6
3.5.Evolução da auditoria pública................................................................................................6
4.Conclusões....................................................................................................................................7
5.Referências bibliográficas............................................................................................................8
1.Introdução
No contexto de um mundo globalizado, em que a competição faz parte da vida diária das
organizações, há, contínua e progressivamente, a necessidade de se tomar decisões acertadas
contribuindo para o crescimento da organização e para o crescimento sustentado. Gerir uma
organização, hoje, exige conhecimentos, habilidades, competências, visão estratégica e,
principalmente, métodos que possibilitem um suporte ao processo de tomada de decisão. As
organizações estão a reestruturar-se, a reinventar-se e a sofrer transformações de reengenharia
para mudarem as suas metas e os seus processos com vista a responder adequadamente a uma
envolvente em constante mutação. A auditoria, em sentido amplo, pode constituir um importante
instrumento ao serviço da gestão para a prossecução desses objectivos. No entanto, para tomar
em consideração as necessidades da gestão das organizações, tornou-se necessária uma actuação
mais periódica da auditoria, com maior grau de profundidade e visando outras áreas da
organização.
O trabalho encontra-se dividido em 5 (cinco) partes. Na primeira parte encontramos a
introdução, onde irá se apresentar o resumo dos conteúdos que serão abordados ao longo do
trabalho, incluindo os objectivos, na segunda parte encontramos a metodologia que apresenta-
nos os meios usados para se extrair as informações, na terceira parte encontramos o
desenvolvimento, onde abordar-se-á a exposição das informações relacionadas a auditoria na
administração pública (conceitos, objectivos, necessidade, evolução e limitaçoes da auditoria) .
Na quarta parte apresentar-se-á a conclusão do seu todo trabalho e a última parte apresentar-se-á
as referências bibliográficas, que servirão de base legal de consulta das informações descritas no
trabalho.
1.1.Objectivos
1.1.1.Geral
Falar da auditoria em administração pública.
1.1.2.Específicos
Definir auditoria pública;
Descrever os objectivos da auditoria na administração pública;
Descrever a necessidade e limitações da auditoria;
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Explicar a evolução da auditoria.
2.Metodologia
Segundo Marconi e Lakatos (1992), a pesquisa bibliográfica é o levantamento de toda a
bibliografia já publicada em forma de livros, revistas, publicações avulsas e imprensa escrita. A
sua finalidade é fazer com que o pesquisador entre em contacto direto com todo o material
escrito sobre um determinado assunto auxiliando na análise de suas pesquisas ou na manipulação
das suas informações.
De acordo com Gil (2006), método é um caminho para se atingir um fim, e que método científico
é algo mais, correspondendo a um “conjunto de procedimentos intelectuais e técnicos adoptados
para atingir-se o conhecimento”.
Aliado aos conceitos citados pelos autores à cima, o presente trabalho foi elaborado com auxílio
de documentos electrónicos (pdf), buscados na internet.
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3.Auditoria na administração pública
3.1.Conceito de auditoria
Para Cordeiro (2012), a Auditoria seria técnica contábil que se aplica ao teste de documentos,
registros e inspeções por meio de procedimentos específicos e próprios visando o controle do
patrimônio de determinada entidade.
Segundo os princípios fundamentais de Auditoria do sector público (ISSAI 100), Auditoria do
sector público pode ser descrita como um processo sistemático de obter e avaliar objectivamente
evidência para determinar se a informação ou as condições reais de um objecto estão de acordo
com critérios estabelecidos.
Souza (2011) aponta a Auditoria como um processo de confrontação entre a situação encontrada
com a situação que seria ideal.
3.1.1.Auditora interna e externa
Marques (1997, p.52) refere que: “Existem semelhanças entre as auditorias, interna e externa,
ao utilizarem metodologias e técnicas comuns ou idênticas, tais como planear, programar e
calendarizar os seus trabalhos, elaborar e utilizar checklists e questionários sobre aspectos a
abordar e os designados “papéis de trabalho”, ambas identificam, analisam e avaliam
procedimentos de controlo interno, realizam testes, identificam insuficiências, erros e anomalias
e avaliam os riscos que lhe estão associados e elaboram relatórios, nos quais fazem as suas
apreciações, formulam sugestões e apresentam propostas correctivas a adoptar com vista a
resolver ou a minimizar as deficiências encontradas”.
Quadro 1: Características das actividades desenvolvidas pelas auditorias interna e externa
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3.2.Objectivos da auditoria
Inicialmente, cabe destacar que auditorias externas e internas possuem focos diferentes dentro
dos campos ação e finalidade. Enquanto as primeiras são voltadas para exames de demonstrações
contábeis e normalmente possuem por finalidade a análise destas, a segunda se volta a controles
internos, tendo por objetivo a melhoria destes. No espectro de ações, tanto auditorias internas
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privadas quando públicas estão alinhadas em examinar controles internos promovendo melhorias
em eficácia, eficiência e efetividades de suas ações, além de ajudar a administração na prevenção
de fraudes e por fim, em função de consultoria, assessorando a alta administração nas
oportunidades de melhorar sua operatividade.
Pelo lado da auditoria interna pública, existe uma preocupação com a melhoria dos controles
internos e processos para que a prestação dos serviços públicos seja aperfeiçoada.
Jund (2007) expõe que, tradicionalmente, a Auditoria tem por objetivo possibilitar a verificação
da confiabilidade e fidedignidade de demonstrações e registros contábeis.
Erros e fraudes também são foco da auditoria interna pública, conforme pode ser visto na NBC T
16.8 – Resolução CFC Nº. 1.135/08: (f) auxiliar na prevenção de práticas ineficientes e
antieconômicas, erros, fraudes,malversação, abusos, desvios e outras inadequações.
3.3.Necessidades da auditoria pública
São muitas as razões que configuram a necessidade da Auditoria pública:
Para garantir que os procedimentos internos e as rotinas de trabalho sejam executados de
forma a atender os objetivos da entidade e às diretrizes da alta administração;
Porque atesta a integridade fidedignidade dos dados contábeis e das informações
gerenciais que irão subsidiar as tomadas de decisão dos dirigentes;
Por salvaguardar os valores e ativos da entidade;
Porque, mesmo com todos os controles perfeitos, ainda existiriam pessoas em seus
quadros funcionais sujeitas as naturais fraquezas humanas, para as quais quase não
existem controles;
Por permitir a análise dos dados com isenção e independência;
Porque assessora a administração no desempenho de suas funções e necessidades,
fortalecendo o controle interno;
Porque colabora com o fortalecimento dos controles internos e ajuda a agregar valor aos
produtos;
Por avaliar os controles internos da empresa. A sua inexistência, a médio e longo prazos,
poderia ocasionar a deterioração dos controles internos de uma maneira geral;
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3.4.Limitações da auditoria pública
Em decorrência das limitações inerentes à própria natureza do trabalho de auditoria, o risco de
distorções relevantes resultantes de fraude e/ou erro não serem detectadas, infelizmente, é
inevitável. No entanto, a existência de distorções relevantes não refletidas ou não corrigidas nas
demonstrações contábeis resultante de fraudes e/ou erros durante o período coberto pelo parecer
do auditor, por si só, não implica, necessariamente, em se concluir que o auditor não tenha
cumprido as normas de auditoria. O que determina se o auditor cumpriu ou não tais normas, é a
adequação dos procedimentos de auditoria adotados nas circunstâncias em que o mesmo se
encontrava no período, e a análise de seu parecer com base nos resultados desses procedimentos.
As dificuldades encontradas dizem respeito, principalmente, ao tratamento que é dado na
eventualidade de que sejam constatadas irregularidades nas Demonstrações Contábeis de
Instituições Financeiras. Tratamento este que pode ser diferente em cada caso, de acordo com a
interpretação das autoridades aptas ao julgamento da responsabilidade do auditor. Ocorre, por
sinal, que o risco de não se detectar distorções resultantes de fraudes, é maior que o risco de não
detectar distorções resultantes de erros, isso porque a fraude normalmente envolve
procedimentos planejados para ocultá-la, como por exemplo, conluio, falsificação de
documentos e registros, apresentação de informações erradas ao auditor, entre outros
subterfúgios. Freqüentemente, o auditor aceita as informações que lhe são passadas como
verdadeiras, e os registros e documentos como genuínos, apresentando uma postura contrária
quando obtém evidências significativas que provem ou façam suspeitar do contrário.
3.5.Evolução da auditoria pública
Como refere Costa (2014:56), etimologicamente a palavra Auditoria tem a sua origem no verbo
latino audire o qual, significando “ouvir”, conduziu à criação da palavra auditor (do latim
auditore) como sendo aquele que ouve, ou seja, o ouvinte. Costa (2014) refere que por volta do
ano 4000 a.C. já se faziam auditorias, sobretudo às cobranças de impostos e aos armazéns dos
soberanos, na Babilónia, China e Egipto. Todavia, a Auditoria tal como é entendida nos tempos
modernos, segundo vários autores (entre eles Costa (2014:66) e Marques (2007:31), teve início
em meados do século XIX na GrãBretanha, como consequência da Revolução Industrial e da
necessidade das organizações, sobretudo empresariais, terem bons procedimentos contabilísticos
e de controlo interno.
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4.Conclusões
Após a pesquisa do presente trabalho, foi possível concluir que falar de auditoria do sector
público é mesmo que falar de um processo sistemático de obter e avaliar objectivamente
evidência para determinar se a informação ou as condições reais de um objecto estão de acordo
com critérios estabelecidos, como descrevem os princípios fundamentais de Auditoria do sector
público (ISSAI 100). Souza (2011) aponta a Auditoria como um processo de confrontação entre
a situação encontrada com a situação que seria ideal.
Perante o que foi apresentado, procurou-se discutir a contribuição da auditoria para a gestão
eficaz, no actual contexto de grande concorrência em que as organizações estão expostas a
diversos tipos de riscos, que ameaçam os objectivos do negócio. A postura da auditoria nas
organizações deve pautar-se por uma actuação voltada para atingir resultados, e não somente
para exercer actividades de controlos internos. O profissional desta área deve estar
permanentemente actualizado, através de estudos contínuos, adequando-se e adaptando-se às
novas exigências do mercado.
A actividade de auditoria interna encontra-se em plena evolução e para se adaptar às novas
exigências do mercado, o desafio é deixar para trás a função antiga de “fiscalização” para
assumir uma nova função, proactiva, de avaliação objectiva e consultoria, auxiliando a
organização a atingir os seus objectivos, melhorando a efectividade da gestão de riscos, do
controlo interno e do processo de governação, o que foi comprovado pelos sujeitos inquiridos. O
seu âmbito ultrapassa normalmente o trabalho da auditoria externa, ao garantir que as políticas
das organizações são respeitadas, que os seus activos são protegidos e que as suas operações são
controladas. Além disso, a familiarização do auditor interno com os processos, e o conhecimento
do funcionamento interno da organização poderão proporcionar uma visão mais consciente e
informada daquela que permitiria ao auditor externo fazê-la.
Jund (2007) expõe que, tradicionalmente, a Auditoria tem por objetivo possibilitar a verificação
da confiabilidade e fidedignidade de demonstrações e registros contábeis.
Pelo lado da auditoria interna pública, existe uma preocupação com a melhoria dos controles
internos e processos para que a prestação dos serviços públicos seja aperfeiçoada.
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5.Referências bibliográficas
1. MARQUES, Wagner Luiz. Auditoria. 2010. Disponível em:
<https://books.google.com.br/books?
id=m41WBQAAQBAJ&pg=PA67&dq=independencia+ auditoria+interna&hl=pt-
BR&sa=X&ved=0ahUKEwi6s31u8XXAhWB1CYKHboqBBoQ6AEIKzAB#v=onepage
&q=independencia%20auditoria% 20interna&f=false> Acesso em: 17 nov. 2017.
2. CORDEIRO, Claúdio Marcelo Rodrigues. Auditoria e Governança Corporativa. Curitiba:
IESDE Brasil S.A., 2012. 252 p.
3. SOUZA, Rubens. Auditoria. São Paulo: Editora Aúdio Ltda., 2011. 252 p.
4. COSTA, Soraya. A AUDITORIA EXTERNA COMO INSTRUMENTO DE AUXÍLIO
NA GESTÃO DE CONDOMÍNIOS. 2014. 64 f. Trabalho de conclusão de curso
(Ciências Contábeis)-CENTRO SÓCIO ECONÔMICO, UNIVERSIDADE FEDERAL
DE SANTA CATARINA, Florianópolis, 2014.
5. JUND, Sérgio. Auditoria: conceitos, normas, técnicas e procedimentos: teoria e 950
questões. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007. 816 p.
6. Marques, Madeira, (1997), “Auditoria e Gestão”, 1ª Edição, Editorial Presença.
7. Gil, A. C. (2006). Técnicas de investigação em ciências sociais. São Paulo: Atlas.
8. Marconi, M. A. , Lakatos, E. M.(1992). Metodologia do trabalho científico. São Paulo:
Editora Atlas.