RESUMO
DE
DISCIPULADO
INSTITUTO TEOLÓGICO QUADRANGULAR
Disciplina: Discipulado
Aluno: Carlos Alberto Vieira
1ª Série
INSTITUTO TEOLÓGICO QUADRANGULAR
RESUMO DO DISCIPULADO
CAPÍTULO 1
VISÃO DO DISCIPULADO NO ANTIGO TESTAMENTO
TÓPICO 1 - A FORMAÇÃO ESPIRITUAL TRANSFORMADORA
INTRODUÇÃO
No Antigo Testamento, o discipulado estava estrito praticamente ao ministério
profético. Nem todos os discípulos de Elias tornaram-se profetas, nem todos os discípulos
de Cristo fizeram-se apóstolos.
2. APRENDENDO COM A HISTÓRIA
O salmo 78 é uma espécie de síntese da visão do discipulado no Antigo
Testamento. Ele fala do conteúdo, do discipulador, dos discípulos, do processo
multiplicador, etc.
2.1. A ESTRUTURA DO SALMO
O salmo 78 possui três partes gerais, mas didaticamente, ele tem uma ordem mais
lógica do que cronológica: a introdução: o passado onde se encontram importantes lições
(vv. 1-4) e a Lei de Deus (vv. 5-8); a história de Israel no Egito e no deserto (vv. 9-41); a
história de Israel no Egito, no deserto e na Terra de Canaã (vv. 42-72).
2.2. O MAIS IMPORTANTE LEGADO ESPIRITUAL
A principal lição que aprendemos com a história das proezas de Deus consiste no
mais importante legado espiritual, a fé num único Deus vivo e verdadeiro presente na
história. Deus nos orienta sobre contar a história da salvação. Primeiro, para que a nossa
geração confie em Deus e mantenha a memória viva do projeto divino na história.
Segundo, para que a futura geração não repita os erros de infidelidade do passado. Para
isso, os filhos precisam ouvir dos pais os ensinos sadios que lhes contaram.
2.3. O AMBIENTE DA FORMAÇÃO ESPIRITUAL DE UM DISCÍPULO
O ambiente para a transmissão do conhecimento era de relacionamento familiar. O
salmista ensina que o método da disseminação das maravilhas do Senhor às gerações
seguintes, deve achar-se alicerçado naquilo que os pais haviam aprendido. A questão
prática é: que conteúdo você está recebendo? A superficialidade espiritual dos pais,
normalmente, deve-se a um ensino deficiente recebido.
TÓPICO 2 - O CONTEÚDO DA FORMAÇÃO ESPIRITUAL CRISTÃ
1. INTRODDUÇÃO
A primeira grande exigência do Salmo 78 é para que o povo preste atenção à
instrução do Senhor. “povo meu, escute o meu ensino; incline os ouvidos para o que eu
tenho a dizer” (v.1).
2. DISCIPULADO INCLUI ENSINO BÍBLICO
O ensino bíblico é fundamental no discipulado cristão. Não me refiro ao ato de
ensinar para transmitir conhecimentos apenas, mas o ensinar como o ato de “criar
hábitos”. “Ensinar é dirigir ou orientar tecnicamente a aprendizagem”.
CAPITULO 3
O DISCIPULADO QUE A IGREJA PRECISA
TÓPICO 1 – RECONHECENDO O SENHORIO DE CRISTO
INTRODUÇÃO
O reino de Deus é o tema central da pregação de Jesus nos evangelhos. Nos
sinóticos, aprece a expressão 111 vezes, e em todo NT 144 vezes. No AT o povo de
Deus aguardava uma intervenção divina, e no NT vemos: (Mateus 3:2) - E dizendo:
Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus. (Marcos 1:15) - E dizendo: O
tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos, e crede no
evangelho. É o evangelho de Jesus que estabelece o Reino.
2 NOSSA CRISE DE IDENTIDADE
No NT a palavra cristão aparece 3 vezes e discípulos aparecem 260 vezes. A
palavra Salvador 24 vezes e o termo Senhor aparece 700 vezes. Meditação: Igreja em
nossos dias enfatiza “o Salvador e o Crente” ou” o Senhor e os discípulos”? Um detalhe
interessante é que Reino dos céus e Reino de Deus não há diferença, apenas Mateus
escrevia de forma mais formal aos Judeus e Marcos e Lucas sem formalidade judaica,
pois seus alvos eram os gentios. A crise de identidade que se atrela a Igreja de hoje
correlaciona com essas definições, pois, se trouxermos mensagens sobre apenas o
Salvador iremos gerar apenas consumidores de bênçãos, mas sim gerarmos
dependentes e discípulos do Senhorio de Jesus, geraremos discípulos comprometidos
com o Reino de Deus e com a Igreja de Cristo.
3 O EVANGELHO DE JESUS NÃO É NEGOCIÁVEL
(Atos 2:36) - Saiba, pois, com certeza toda a casa de Israel que a esse Jesus, a
quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo. A mensagem apostólica estava
firmada no Senhorio de Jesus, vejamos:
-NT aparece 747 vezes; em Atos são 92 vezes; Salvador é chamado por 2 vezes; a
mensagem central era Jesus como nosso Senhor e Salvador, não tendo diferença tanto
na pregação como no apelo (Atos 2:21,36; Rm 10:9-13).
4 “...UM SÓ SENHOR”
(Efésios 4:5) – Um só SENHOR, uma só fé, um só batismo; O senhorio de Jesus é
a base do Reino de Deus, e não apenas um princípio. (Efésios 1:22) - E suje itou todas as
coisas a seus pés, e sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da igreja, (Efésio s
1:23) - Que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos. Jesus é o
Senhor de tudo, inclusive da Igreja. O plano do Senhor e converter todos ao Senhorio de
Jesus.
TÓPICO 2 RELACIONAMENTO COMO ASSUNTO CENTRAL
Toda liderança é solidária. Vemos hoje a Igreja possuindo seu corpo como um
organismo espiritual e administrativo. Sendo a funcionabilidade da Igreja composta pela
liderança, recursos materiais e humanos. A organização de uma Igreja requer unidade e
união, sendo em quaisquer patamares: administrativo, ministerial e espiritual.
Qual a diferença de Unidade e União:
Unidade: significa u m só pensar, um só sentir, um único desejo e consciência, o
lugar espiritual da Igreja.
União: significa soma de esforços, organização de esforços, que independente do
que as pessoas sentem ou pensam. A unidade humana que Jesus criou na Terra chama
-se Igreja. Então qual é a visão de Jesus para a Sua Igreja? (João 17:21) - Para que todos
sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós,
para que o mundo creia que tu me enviaste.
Quando falamos em unidade aqui, f alamos na essência d e unidade como Igreja, pois a
restauração da unidade iniciou lá n o jardim do Éden. Falamos aqui de Igreja como uma
grande unidade humana. Quando perdemos esta noção de unidade, consequências
podem acontecer: - pregarmos a Jesus a partir de nossas divisões; comunicarmos que o
mundo está dividido, que Jesus não conta com a fidelidade d o seu povo, deixarmos de
revelar a verdadeira natureza do propósito de Jesus.
2 CHAMADOS PARA SER “UM SÓ CORPO”
(Efésios 4:4) - Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados
em uma só esperança da vossa vocação; O versículo está se referindo a Igreja, e diz que
ela é um organismo vivo e indivisível. Se não entendermos que somos um corpo, a
diversidade gerará divisão e não cooperação mútua. O corpo saudável trabalha em
harmonia, cada um desenvolvendo sua função com excelência para desenvolver o
mesmo. Os desempenhos e atitudes pessoas podem influenciar no todo, isto é, no
coletivo. O meu relacionamento com os demais indivíduos do corpo refletirá a saúde dele.
3 O CORAÇÃO DO DISCIPULADO ESTÁ VINCULADO AOS RELACIONAMENTOS
O discipulado é um relacionamento comprometido e pessoal. Caso isso não
aconteça, ele se deteriora e se torna apenas um simples estudo bíblico. O
mentoreamento individual é necessário, pois, um tempo especial a sós, pode encontrar
nos corações o amor a refletir e as áreas que necessitam se desenvolver.
TÓPICO 3 O PAPEL DO DISCIPULADOR
INTRODUÇÃO
O discipulado compreende: renúncia pessoal, reconhecimento da autoridade de
Jesus, obediência explícita, permanência n a palavra, servir com amor, cumprir a missão
de Jesus, etc.
Neste processo de intimidade do discípulo com Jesus, o discipulador é chave para
o sucesso do processo de reconhecimento do Senhorio de Jesus. No AT um grande
exemplo de discipulador foi Jetro, sogro de Moisés (êxodo 18:1 -14). Jetro mentoreou
Moisés de forma brilhante. Alguns cuidados que Jetro teve com Moisés:
1 observou: antes de qualquer opinião, apenas observou.
2 confrontando: Jetro faz Moisés refletir. (versos 14 ao 18).
3 Mudança: Jetro lhe dá sugestões, Moisés possuía um grande problema, não
sabia dizer não. (versos 15 ao18).
Moisés exercia o papel de juiz também, e se demorava o dia todo para se resolver
algo, pois Moisés não dividia funções (de 2 a 6 milhões de pessoas estava no arraial).
Ronald Habermas faz um esboço simplificado sobre o processo de discipulado: por meio
da observação; por meio da continuidade; por meio da experiência; por meio da imitação;
por meio da transformação.
2 O QUE É UM DISCIPULADOR?
Sem complexidade, discipulador é aquele que guia e orienta de forma espiritual,
com comprometimento ao desenvolvimento pessoal e integral dos discípulos (identidade
cristã, caráter cristão, capacidade ministerial). (João 15:14) - Vós sereis meus amigos, se
fizerdes o que eu vos mando. O discipulador é uma mistura de conselheiro e amigo com
um grau de intimidade.
3 CADA DISCIPULADOR DEVE SER DISCIPULADO
Não discipulamos por que não fomos discipulados. É quase que impossível
passarmos para outros aquilo que não aprendemos. Necessitamos ser discipulados, pois
temos “pontos cegos” que só outros enxergam. (I Timóteo 4:12) - Ninguém despreze a tua
mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na
pureza.
A palavra exemplo no grego significa “modelar ou refletir a forma ou semelhança de
uma determinada entidade” (I Tessalonicenses 1:6) - E vós fostes feitos nossos
imitadores, e do Senhor, recebendo a palavra em muita tribulação, com gozo do Espírito
Santo. Há um efeito sobre a comunidade quando se é moderado pela palavra de Deus
através de um discipulador.
TÓPICO 4 COMO FORMAR UM DISCIPULADOR
(Romanos 8:29) - Porque os que dantes conheceu também os predestinou para
serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos
irmãos. (Efésios 4:13) - Até q ue todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do
Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, O discípulo
precisa de um exemplo a ser seguido (II Timóteo 3:10) - Tu , porém, tens seguido a minha
doutrina, modo de viver, intenção, fé, longanimidade, amor, paciência, O currículo básico
de discipulado de Paulo e Timóteo está nos versos 10 e 11 . Timóteo seguia de perto a
caminhada de Paulo, sendo discipulado por isso também.
2. O DISCÍPULO PRECISA DE UM EXEMPLO A SER SEGUIDO
(II Timóteo 3:10) - Tu, porém, tens seguido a minha doutrina, modo de viver, in
tenção, fé, longanimidade, amor, paciência, (II Timóteo 3:11) - Perseguições e aflições
tais quais me aconteceram em Antioquia, em Icônio, e em Listra; quantas perseguições
sofri, e o SENHOR de todas me livrou; O que Jesus quis dizer nestes versículos? (Mateus
11:29) - ... aprendei de mim... (João 1:39) - ...Vinde, e vede. (João 1:46) - Disse-lhe
Natanael: Pode vir alguma coisa boa de Nazaré? Disse -lhe Filipe: Vem, e vê. O grande
diferencial é quando aprendemos da forma certa com discipuladores certos e eficazes a
imagem de Jesus. (Filipenses 3:17) - Sede também meus imitadores, irmãos, e tende
cuidado, segundo o exemplo que tendes em nós, pelos que assim andam. Grandes
discipuladores haviam na Igreja em Filipos, como Paulo, Timóteo e Epafrodito, mas havia
também líderes que faziam parte deste maravilhoso time de discipuladores.
3 “IMITAÇÃO” - UM DESAFIO PARA A IGREJA HOJE
O que lemos e vemos acontecendo na Igreja de Filipos, é um desafio as Igrejas de
hoje. Paulo pastoreva e discipulava através de ensinamentos escritos e orai s, com amor
e afeição. E como fazer isso? - convívio pessoal; vivência e companheirismo na Igreja
local; que ele se sinta parte de sua família. Os líderes que são como Jesus, discipulam de
forma direta e objetiva. (Mateus 28:19) - ...fazei discípulos de todas as nações...
CAPÍTULO 4
ELEMENTOS ESSENCIAIS PARA UM DISCIPULADO
ESPIRITUAL E DINÂMICO
TÓPICO 1 – PROMOVENDO ENCONTROS TRANSFORMADORES
1. INTROUÇÂO
A formação intelectual privilegia a mente, mas não transforma o caráter.
2. ESPIRITUALIDADE: UMA REVISÃO DE CONCEITO
O principal objetivo de encontros transformadores é a renovação espiritual. A
espiritualidade é, sem dúvida, uma das áreas mais profundas da teologia. Suas
dimensões são ricas em significado e chamado.
TÓPICO 2 – FIRMANDO PADRÃO DIVINO
1. INTRODUÇÃO
Os Dez mandamento é o padrão divino para o etilo de vida em harmonia com a
vontade de Deus. Por meio dos mandamentos o povo de Israel cumpriria sua parte no
acordo da aliança (Êxodo 19.5).
2. O QUE É UM PADRÃO DIVINO?
No contexto do discipulado, um padrão divino é quando a visão, o crescente
compromisso e o ritmo de vida de várias pessoas coincidem.
“Andando à beira do mar da Galileia, Jesus viu Simão e seu irmão André lançando redes ao
mar, pois eram pescadores. E disse Jesus: “sigam-me, e eu os farei pescadores de
homens”. No mesmo instante eles deixaram as suas edes e o seguiram.” (Mc 1.16-18)
3. A IMPORTÂNCIA DO PADRÃO DIVINO
A Bíblia diz que “onde não há revelação divina, o povo se desvia” (Pv 29.18). O
termo “revelação” se refere a mensagem de Deus dada por meio de um profeta; fala de
uma visão profética, ou o ensino do profeta acerca da vontade e do proposito de Deus. O
padrão divino é indispensável na formação de um discípulo.
TÓPICO 3 – ESTABELECENDO ALTAS EXIGÊNCIAS
INTRODUÇÃO
Não existe discipulado fácil. Se for fácil não é discipulado! No “exame” pra o
discipulado de Jesus não há condições de “colar” as respostas, pois p “exame” é
individual, e as respostas somente podem ser dadas por aqueles que estão engajados.
Quem não pagar o primeiro “preço” – a fé e o arrependimento – jamais poderá ser um
verdadeiro discípulo de Jesus.
2. JESUS MANTINHA AS ALTAS EXIGÊNCIAS
“Uma grande multidão ia acompanhando Jesus; este; voltando-se para ela disse:
“Se alguém vem a mim e ama a seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus
irmãos, e até sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo. E
aquele que não carrega a sua cruz e não me segue não pode ser meu discípulo”.”
(Lc 14.25-27)
Discipulado exige renúncia, autonegação e disposição completa. Observe que no
texto acima nosso Senhor estabeleceu critérios claros praquele que querem segui-lo. Ele
foi categórico: “não pode ser meu discípulo”. “Para ser discípulo do Senhor Jesus, é
preciso abandonar tudo”. Esse é o significado inequívoco das palavras do Salvado.
3. O QUE SIGNIFICA MANTER AS ALTAS EXIGÊNCIAS NO DISCIPULADO NA
IGREJA
O próprio discipulado, em si, é uma alta exigência. Pois, ser discípulo significa ser
aluno, ser aprendiz significa estar na escola de Jesus; adota uma postura de aprendizado,
e aprendizado não consiste apenas em ouvir certas lições sobre determinado assunto da
Bíblia; antes é ouvir e praticar o que foi ensinado. Cada um de nós é responsável diante
de Jesus quanto a exigência de nosso Senhor de “abandonar tudo”. É um assunto
absolutamente particular. Não podemos estipular para outrem o que ele tem que
“abandonar”.
TÓPICO 4 – DISCRNIMENTO QUANTO A QUEM ATENDE A SUA VOZ
1. INTRODUÇÃO
No movimento do discipulado costumamos dizer que pelo menos 50% do sucesso
depende da seleção do início. Se não selecionarmos bem, não teremos um movimento
que cumpra com a grande comissão para chegar a “todas as nações” e “até a
consumação dos séculos”. Portanto, um dos critérios da seleção é discernir quanto a
quem atende a sua voz.
2. JESUS É O DISCERNIMENTO QUANTO A QUEM ATENDE A SUA VOZ
Nos tempos bíblicos, o pastor não chamava a ovelha aleatoriamente. Chamava
somente as que lhe pertenciam. As ovelhas reconheciam a voz do seu pastor e atendiam
somente a ele.
“Aquele que entra pela porta é o pastor das ovelhas.
O porteiro abre-lhe a porta, e as ovelhas ouvem a sua voz. Ele chama as suas ovelhas pelo
nome e as leva para fora. Depois de conduzir para fora toas as suas ovelhas, vai adiante
delas, e estas o seguem, porque conhecem a sua voz”. Tenho outras ovelhas que não são
deste aprisco. É necessário que eu as conduza também. Elas ouvirão a minha voz, e haverá
um só rebanho e um só pastor... As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e
elas me seguem”. (Jo 10.2-5, 16 e 27)
No contexto do discipulado, distinguir a voz e atendê-la é uma questão chave. Só é
nosso “discípulo” aquele que ouvir a nossa voz (ou comando). O importante aqui é o
relacionamento entre as ovelhas e o pastor. Não pode haver um conhecimento mais
íntimo que esse.
3. ORAÇÃO PARA SABER EM QUEM INVESTIR A VIDA
A oração foi o quinto processo utilizado por Jesus no discipulado dos doze. Jesus
passava noites inteiras intercedendo pelos seus discípulos.
“Num daqueles dias, Jesus saiu para o monte a fim de orar, e passou a noite
orando a Deus. Ao amanhecer, chamou seus discípulos e escolheu doze deles, a
quem também designou apóstolos”. (Lc 6.12-16)
Observe que antes de Jesus formalizar os doze, ele retirou-se e passou a noite em
oração. Uma ocasião desta tão importante e com tantas implicações para o futuro do seu
trabalho teria que ser “banhado” com oração.
CAPÍTULO 5
APRENDENDO COM O MAIOR DISCIPULADOR
DEPOIS DE JESUS CRISTO
TÓPICO 1 – O CAMINHO PARA DIXAR UM LEGDO ESPIRITUAL
INTRODUÇÃO
José, um levita e Chipre a quem os apóstolos deram o nome de Barnabé,
36
que significa “encorajador”, 37vendeu um campo que possuía, trouxe o dinheiro e
colocou aos pés dos apóstolos. (At 4.36-37)
A igreja do primeiro século passava naqueles dias por uma série de perseguições.
Muitos cristãos passavam por grandes dificuldades. Mas, além do Espírito Santo, eles
contavam com Barnabé, um encorajador humano.
2. A NECESSIDADE DE “BARNABÉS”
Barnabé aparece como exemplo concreto do movimento geral de discípulos da
igreja primitiva. Ele não é apenas o contraste com a hipocrisia de Ananias e Safira.
O discipulador, em nome da vida, não teme ser ele mesmo diante das pessoas,
mesmo que isto para alguns venha “parecer” incoerência, ou falta e ser politicamente
correto.
3. A ARTE DE CUIDAR DO OUTRO
Atos 9.26-28, é a segunda menção de Barnabé no Novo Testamento (39d.C.). ele
aprece aqui arriscando toda sua reputação e respeito, e talvez a sua própria vida, ao aliar-
se ao recém-convertido, Saulo de Tarso, aquele a quem a igreja duvidava da sinceridade
de sua profissão e fé e tinha um medo terrível.
Outro aspecto desse tipo de ajuda encorajadora que quero mencionar é que se
estamos andando ao lado de alguém encorajado, nenhuma caminhada é demasiada
longa e nenhuma adversidade invencível. Aqui apresentamos seis dicas de como você
pode tornar-se uma pessoa que cuida de outros naturalmente, como fez Barnabé com
Saulo.
Comprometa-se com as pessoas – o compromisso de ajudar pessoas muda
suas prioridades e ações.
Acredite nas pessoas – dê a elas sua confiança e esperança...
Seja acessível às pessoas – não se pode cuidar de alguém à distância.
Dê sem esperar retribuições – se você precisar de algo das pessoas, não
poderá lidera-las.
Dê oportunidade às pessoas – à medida que as pessoas que você cuida se
tornarem mais fortes, ofereça-lhes oportunidades adicionais...
Ajude as pessoas a alcançarem um nível mais alto – o seu objetivo deve ser
levar as pessoas a alcançar o seu potencial máximo.
TÓPICO 2 – SENDO UM INFLUENCIADOR MOTIVACIONAL
1. INTRODUÇÃO
19
Os que tinham sido dispersos por causa das perseguições desencadeadas
com a morte de Estevão chegaram até a Fenícia, Chipre e Antioquia, anunciando a
mensagem apenas aos judeus. 20Algund deles, todavia, cipriotas e cireneus, foram a
Antioquia e começaram a falar também aos gregos, contando-lhes as boas novas a
respeito do Senhor Jesus. 21A mão do Senhor estava com eles, e muitos creram e se
converteram ao Senhor. 22Notícias desse fato chegaram aos ouvidos da igreja em
Jerusalém, e eles enviaram Barnabé a Antioquia. 23Este, ali chegando e vendo a
graça de Deus, ficou alegre e os animou a permanecerem fiéis ao Senhor, de todo o
coração. 24Ele era um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé; e muitas
pessoas foram acrescentadas ao Senhor. 25Então Barnabé foi a Tarso procurar
Saulo e, quando o encontrou, levou-o para Antioquia. Assim, durante um ano
inteiro Barnabé e Saulo se reuniram com a igreja e ensinaram a muitos. Em
Antioquia, os discípulos foram pela primeira vez chamados cristãos. Naqueles dias
alguns profetas desceram de Jerusalém para Antioquia. (Atos 11.19-25)
2. INVESTINDO NO REJEITADO
Ao chegar a Antioquia, comissionado pela igreja de Jerusalém, Barnabé
reconheceu a necessidade daquela igreja ser devidamente instruída na Palavra. Foi
quando, talvez, lembrou-se de Saulo, seu amigo de outras datas, alguém de um grande
potencial para auxiliá-lo. Lembre-se que Saulo estava morando em Tarso, sua cidade
natal.
TÓPICO 3 – DEIXANDO ALGUÉM COMO UM LEGADO
1. INTRODUÇÃO
“Na igreja de Antioquia havia profetas e mestres: Barnabé, Simeão, chamado
Níger, Lúcio de Cirene, Manaém, que fora criado com Herodes, o tetrarca, e Saulo.
Enquanto adoravam ao Senhor e jejuavam, disse o Espírito Santo: "Separem-me
Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado". Assim, depois de jejuar e
orar, impuseram-lhes as mãos e os enviaram”. (Atos 13:1-3)
Delegar é preciso! “Qualquer organização é tão forte quanto seus líderes e
liderados. Então, a próxima pergunta óbvia que um líder deve fazer é ‘Como tornar mais
forte as pessoas que lidero’? A resposta vai surpreender você. Um líder inteligente
fortalece as pessoas delegando poderes a elas. Líderes colocam liderados, justamente
isto que vemos em Barnabé!
2. FAZENDO A TRANSIÇÃO DE SUA LIDERANÇA SEM TRAUMAS
Segundo a leitura de Atos 13, percebemos que Barnabé não se importava também,
em desenvolver um papel secundário na equipe; para ele o importante é que a obra de
Deus estava sendo feita, mesmo que ele ocupasse um papel coadjuvante. Barnabé
acreditava nos seus parceiros de caminhada, confiava que eles seriam capazes para
continuar a sua corrida.
Nos primeiros versículos de Atos 14, Paulo continua sendo líder, é a confirmação
que a transição da liderança está consolidada. A situação só muda nos versículos 11 a
14, quando há um quadro de tensão, na cidade de Listra, e Barnabé aparece como a
figura mais importante do que Paulo: ele é chamado pelos nativos de “Júpiter” e Paulo de
“Mercúrio”. Na crença daquele povo o deus Júpiter era o chefe de Mercúrio. Portanto, no
momento crítico o encorajador Barnabé reassume a liderança da equipe, para proteger a
Paulo.
TÓPICO 4 – INFLUENCIANDO PESSOAS PARA TODA VIDA
1. INTRODUÇÃO
“Paulo e Barnabé permaneceram em Antioquia, onde, com muitos outros ensinavam
e pregavam a palavra do Senhor. Algum tempo depois, Paulo disse a Barnabé: "Voltemos
para visitar os irmãos em todas as cidades onde pregamos a palavra do Senhor, para ver
como estão indo". Barnabé queria levar João, também chamado Marcos. Mas Paulo não
achava prudente levá-lo, pois ele, abandonando-os na Panfília, não permanecera com eles
no trabalho. Tiveram um desentendimento tão sério que se separaram. Barnabé, levando
consigo Marcos, navegou para Chipre.” (Atos 15:35-39)
O acontecimento descrito em Atos 15.35-41 se deu por volta do ano 51 d.C. Esta
foi a ultima referência a Barnabé, no livro de Atos. O texto revela que Paulo e Barnabé
estavam arrumando as malas para a próxima viagem missionária, pois havia chegado a
hora de uma segunda viagem missionária. Entre outros detalhes eles discutiam se
levariam ou não João Marcos. Paulo achava que não, Barnabé achava que sim. Paulo
temia que Marcos lhes abandonaria novamente, como havia feito em Panfília (Atos
13.13).
2. O PODER DA INFLUÊNCIA DE UM DISCIPULADOR
Ser um líder como Barnabé implica em saber compreender as razões dos outros e
responder com brandura ao coração partido dos abatidos pelas adversidades encontradas
pelo caminho.
Agir como Barnabé é ser sensível a dor do outro enquanto caminham, e procurar
responde-lo de maneira adequada, capacitando-o a dar o próximo passo rumo ao topo.
De fato, Barnabé era um grande influenciador.
CAPÍTULO 6
FORMANDO UMA IGREJA INFLUENCIADORA
TÓPICO 1 - FUNDAMENTOS PARA UMA IGREJA INFLUENCIADORA
1. IINTRODUÇÃO
Paulo em sua segunda viagem missionária funda e organiza a Igreja de
Tessalônica, Igreja esta, com características de discipuladora. Como demonstra Atos
17:1-9. Era uma Igreja composta de artífices e pequenos comerciantes. Esta Igreja
nasceu, cresceu e se consolidou de maneira tão exemplar, que se tornou exemplo por
outras comunidades vizinhas. Paulo escreve esta carta um pouco depois da fundação
para encorajar, advertir e instruir os tessalonicenses. I Tess 1: 2-10. Havia uma
perseguição a esses novos convertidos, sendo tentados a voltar ao paganismo. Paulo faz
um paralelo entre doutrina e vida prática cristã.
2 MARCAS DE UMA IGREJA DISICPULADORA
OPEROSIDADE... ABNEGAÇÃO... FIRMEZA
I Tessalonicenses 1:3 - Lembrando-nos sem cessar da obra da vossa fé, do
trabalho do amor, e da paciência da esperança em nosso Senhor Jesus Cristo, diante de
nosso Deus e Pai, Operosidade: Trabalhoso; produtivo; eficaz; laborioso. Abnegação:
Renunciar (por abnegação). Firmeza: Qualidade daquele ou daquilo que é firme;
constância; persistência; fixidez; segurança; estabilidade.
2.1 OPEROSIDADE RESULTANTE DA FÉ
Os tessalonicenses possuíam uma fé profunda e inquestionável no Deus vivo.
2,2 ABNEGAÇÃO (OU ESFORÇO, TRABALHO) MOTIVADA PELO AMOR.
O amor Gr ágape têm aqui uma conotação de amor cristão e muito trabalho. Esse
amor se resume em atitude. Onde há este amor há: doação, altruísmo, participação
efetiva e edificação mútua, também por obras e na verdade.
2.3 FIRMEZA PROVENIENTE DA ESPERANÇA
A trilogia: fé, esperança e amor estavam firmados nesta Igreja. Eram cristãos
consistentes, persistentes, firmes e constantes que demonstravam a vida cristã normal e
simples que viviam.
3 OS ALICERCES DO DISCIPULADO NA IGREJA
I Tessalonicenses 1:5 - Porque o nosso evangelho não foi a vós somente em
palavras, mas também em poder, e no Espírito Santo, e em muita certeza, como bem
sabeis quais fomos entre vós, por amor de vós. Evangelho puro e simples de Jesus.
3.1 EM PODER
Poder de Deus, uma dinamite espiritual. A palavra de Deus é suficiente para
alicerçar e o Espírito Santo de Deus conduzir.
3.2 NO ESPÍRITO SANTO
Não na energia da carne. O evangelho foi anunciado pelo poder do Espírito Santo
e não por técnicas humanas de manipular as mentes. Uma ministração gerada por
questões apenas carnais (humanas) não têm poder de gerar mudança. EM PLENA
CONVICÇÃO A imutabilidade da palavra de Deus, Paulo tinha aqui convicção da palavra
de Deus lançada e do evangelho puro e simples estabelecido.
TÓPICO 2 - DESENVOLVENDO UMA IREJA DISCIPULADORA INTRODUÇÃO
Atos 20:20 - Como nada, que útil seja, deixei de vos anunciar, e ensinar
publicamente e pelas casas. Estabelecer a identidade da Igreja existe 2 formas:
proclamação pública e por meio do discipulado. As palavras podem alcançar lugares
inatingíveis.
2 EM BUSCA DA MULTIPLICAÇÃO ATRAVÉS DO DISCIPULO
I Tessalonicenses 1:9 - Porque eles mesmos anunciam de nós qual a entrada que
tivemos para convosco, e como dos ídolos vos convertestes a Deus, para servir o Deus
vivo e verdadeiro. O versículo a cima mostra o que acontece quando o evangelho chega
até as vidas.
2.1 OS TESSALONICENSES TORNAN-SE IMITADORES DE JESUS, NÃO APENAS
FREQUENTADORES DE REUNIÕES
I Tessalonicenses 1:6 - E vós fostes feitos nossos imitadores, e do Senhor,
recebendo a palavra em muita tribulação, com gozo do Espírito Santo. Eles pregavam o
que viviam e viviam o que pregavam. (I Coríntios 11:1) - Sede meus imitadores, como
também eu sou de Cristo. Hoje as Igrejas necessitam de pessoas (cristãos) que possam
dizer “sejam meus imitadores...”
2.2 OS TESSALONICENSES TORNAN-SE MODELOS PARA OUTROS
I Tessalonicenses 1:7 - De maneira que fostes exemplo para todos os fiéis na
Macedônia e Acaia. Os irmãos de Tessalônica se tornam marcas visíveis, cópias, imagem
padrão, modelos, etc. O verdadeiro discípulo carrega a marca da paixão pela verdade que
o transformou.
2.3 OS TESSALONICENSES TORNARAM-SE UMA IGREJA MODELO
I Tessalonicenses 1:8) - Porque por vós soou a palavra do Senhor, não somente na
Macedônia e Acaia, mas também em todos os lugares a vossa fé para com Deus se
espalhou, de tal maneira que já dela não temos necessidade de falar coisa alguma; Não
sofriam a síndrome do “mar morto” só recebem e sonega aquilo que vem de graça. A
bíblia diz que através de palavras: repercutiu, divulgou, ressoou em todas as direções.
Esta Igreja era como se fosse uma “caixa acústica” do Reino dos céus aqui na terra.
TÓPICO 3 O PERFIL DO DISCIPULADOR QUE A IGREJA PRECISA
1. INTRODUÇÃO
A bíblia afirma respeito pelo trabalho dos líderes e não pelos cargos de liderança. (I
Tessalonicenses 5:12) - E rogamos-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre
vós e que presidem sobre vós no Senhor, e vos admoestam; (I Tessalonicenses 5:13) - E
que os tenhais em grande estima e amor, por causa da sua obra. Tende paz entre vós.
Podemos definir o perfil do discipulador que a Igreja precisa: - trabalho: esforço;
-liderança: condução: -aconselhamento: orientações morais e espirituais.
2. O DISCIPULADOR COMO LÍDER PASTORAL
Líder espiritual é igual à dedicação em amor e sacrifício. Entendimento básico de
liderança. O líder pastoral é alguém que Deus comissionou a estar naquela liderança
local. (Gálatas 4:19) - Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que
Cristo seja formado em vós; O trabalho do discipulador leva tempo e é acompanhada por
muitas dores. Formação espiritual é um processo e não uma posição de chegada. (II
Timóteo 2:3) - Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo. (II
Timóteo 2:4) - Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de
agradar àquele que o alistou para a guerra. (II Timóteo 2:5) - E, se alguém também milita,
não é coroado se não militar legitimamente. Temos que superar os interesses do grupo,
interesses pessoais, financeiros, vaidade pessoal, ambição de poder, etc. O termo “liderar
no Senhor” significa liderar segundo o modelo de Jesus. Pois assim aprendemos a lidar
com a falta de valorização e respeito pelo nosso trabalho.
3. AS PRIORIDADES-CHAVE DE UM DISCIPULADOR
Liderar e aconselhar.
3.1 LIDERAR OU PRESIDIR (DISPOSIÇÃO DE SE RESPONSABILIZAR POR OUTRAS
PESSOAS).
Este líder ele ajuda pessoas e ao grupo a perceber seus propósitos e visão de
Deus, e a mobilizar a realizá-lo.
3.2 ACONSELHAR OU ADMOESTAR
Significa fazer observações e exortações às pessoas contra perigos e reprovar
todo mal. No que implica o aconselhamento no contexto do discipulado? -dirigir palavras
de ânimo, apoiar e fortalecer a fé, ser pessoa otimista, sabedoria do alto, ética cristã,
empatia, etc.
TÓPICO 4 - A ARTE DE DISCIPULAR PESSOAS DIFÍCEIS
I Tessalonicenses 5:14 - Rogamos-vos, também, irmãos, que admoesteis os
desordeiros, consoleis os de pouco ânimo, sustenteis os fracos, e sejais pacientes para
com todos. Os “poucos ânimos, sustenteis os fracos, insubmissos” deviam ser as três
classes de pessoas problemáticas em Tessalônica. O interessante que Paulo exorta a
TODOS OS IRMÃOS a cuidarem dessas classes de pessoas, não era uma tarefa apenas
para os líderes desta Igreja. Paulo esta pedindo um encorajamento a este respeito, a
tomarem atitudes para com estes.
2. COMO LIDAR COM OS INSUBMISSOS
O insubmisso é um desordenado, indisciplinado, rebelde e ocioso. É um estado em
que está a pessoa e não que ela seja. Isto acontece pela pré-disposição do ser humano
ao pecado. A pessoa que está fora de ordem tem atitudes rebeldes, crítica, perturbadora
e ociosa. Primeiro passo: temos que confrontar as atitudes e não a pessoa.
Reconhecendo um insubmisso: - não reconhece a liderança estabelecida na Igreja; têm
sua maneira de pensar de agir; buscam seus interesses pessoais; opositor aos princípios
cristãos, contra as sementes da sã doutrina firmadas na fé; falam muito, mas sem
substância. Paulo tomou atitudes de confrontação. (Tito 1:10) - Porque há muitos
desordenados, faladores, vãos e enganadores, principalmente os da circuncisão; (Tito
1:11) - Aos quais convém tapar a boca; homens que transtornam casas inteiras ensinando
o que não convém, por torpe ganância; Admoestar: confrontar com amor, mostrar o
perigo, indicar o caminho certo.
3. COMO LIDAR COM OS DESANIMADOS
O desanimado é alguém abatido, medroso e tacanho. A pessoa desanimada ela
possui fragilidade na sua vida emocional por perdas ou decepções. Desânimo não é fruto
de pecado (Mateus 26:38) - Então lhes disse: A minha alma está cheia de tristeza até a
morte; ficai aqui, e velai comigo. Senão, estaria Jesus em pecado? A solução para os
desanimados é dar-lhes ânimo. A palavra de Deus e o agir do Espírito Santo são a base
para este fortalecimento. (João 14:26) - Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o
Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo
quanto vos tenho dito. Como? - fortalecendo o coração; falando palavras suavizadoras;
ressaltando pontos positivos; trazendo à memória as coisas boas; recobrando a
esperança perdida; ajudando a recuperar os sonhos abandonados ou projetos falidos.
4. COMO LIDAR COM OS FRACOS
Mateus 12:20 - Não quebrará o caniço (Mt 11.7) rachado, E não apagará o pavio
que fumega, Até que faça triunfar o juízo. Jesus está dizendo em relação às pessoas
“rachadas” e “fumegantes” temos que demonstrar ternura, coração amável, misericórdia,
é preciso amparo, não crítica e nem condenação. Cuidar é um dos mandamentos
recíprocos da bíblia: (Gálatas 6:1) - IRMÃOS, se algum homem chegar a ser surpreendido
nalguma ofensa, vós, que sois espirituais, encaminhai o tal com espírito de mansidão;
olhando por ti mesmo, para que não sejas também tentado. O que significa ampara
alguém? - carregar no colo, apoiar ternamente, abraçar, não desprezar.
RESUMO DO CAPÍTULO 7
COLOCANDO TUDO EM PRÁTICA
TÓPICO 1 - O PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO DO DISCIPULADO NA IGREJA
INTRODUÇÃO
Tudo começou quando Jesus chamou alguns poucos homens para que O
seguissem... Sua preocupação não era com programas para atingir as multidões, e, sim,
com homens a quem as multidões seguiriam.
2. FAZENDO UMA SELEÇÃO CRITERIOSA.
A seleção é algo chave no discipulado. “desde que só podemos discipular um
número limitado, temos de aplicar o método de escolha”. Vejamos algumas dicas práticas
de seleção que tem se demonstrado importante através de muita experiência:
2.1. É BOM SELECIONAR CASAIS (HOMENS E MULHERES)
Isso pressupõe que o grupo será liderado por um homem e uma mulher.
2.2. É SAUDÁVEL FIXAR UM GRUPO DE APRIXIMADAMENTE DEZ PESSOAS
Entre quatro aseis casais, incluindo o casal que lidera.
2.3. É RECOMENDÁVEL FAZER UM PROCESSO DE DOIS A QUATRO MESES DE
PRÉ-DISCIPULADO
Convidando m grupo geral para essa caminhada.
2.4 NO PRIMEIRO GRUPO, O PRUPO BASE DA IGREJA, É BOM TER PESSOAS
QUE REPRESENTAM A IGREJA
Pelo menos um casal maduro, outro casal mais novo, e um casal líder de
mocidade. Pois quando começarem seus grupos, poderão discipular as pessoas se sua
faixa etária.
2.5 O GRUPO BASE NÃO DEVE INCLUIR CRENTE NOVO
O segundo ano seria mais flexível.
3. FAZENDO UM PRÉ-DISCIPULADO, COM ALTAS EXIGENCIAS
Três razões porque o pré-discipulado é indispensável: a) Serve para avaliar o
futuro discípulo; b) É uma espécie de auto seleção. (as pessoas se auto excluem neste
período); c) Dar oportunidade da pessoa desistir antes de formalizar um compromisso
sério com o grupo.
TÓPICO 2 – FORMANDO DISCIPULADORES QUE SEJAM FACILITADORES
INTRODUÇÃO
Discipular é, em essência, influenciar pessoas e impactar vidas. Tanto Jesus como
Paulo valorizavam relacionamentos, eram exemplos de caráter e ajudaram seus
discípulos no desenvolvimento pessoal. Paulo potencializou a vida e ministério do jovem
Timóteo por meio de: Princípios bíblicos; Experiências práticas; Assessoramento e
acompanhamento contínuo.
É na caminhada de um discipulado assim, que aprendemos que o negócio não é só
plantar. É necessário regar, cultivar, para produzir frutos.
2. DISCIPULADORES QUE CONFIEM NO ESPÍRITO SANTO
O treinador não pode tomar o lugar do Espírito Santo. O discipulador não pode entrar
no interior das pessoas e mudar o seu censo de valores. O discipulador-treinador pode
contribuir coma a formação do discipulado, oferecendo tempo e aprendizado.
3. DISCIPULADORES QUE OBREDECEM DIRETRIZES
É muitíssimo importante que, como líder, o discipulador seja fiel nas tarefas. Só assim
ele pode.
Ganhar aprendizagem própria;
Ser um exemplo a ser seguido;
Ter autoridade para chamar outros a serem fieis nas tarefas;
Saber como liderar o grupo, e
Entender onde surgem problemas, para resolvê-los antes do encontro.
4. DISCIPULADORES QUE BUSQUEM A REPRODUÇÃO DO DISCIPULADO
Jesus espera que seus discípulos deem frutos e reproduzam. E como reproduzir por
meio do discipulado? Discipulando em um ambiente informal, prático e que enfoque mais
o coração. Sendo modelo de vida autêntica. E Promovendo acompanhamento e
avaliação constante.
TÓPICO 3 - UTILIZANDO MATERIAL DIDÁTICO ADEQUADO
O material didático a ser utilizado no discipulado deve estar norteado por conceitos
transferíveis, onde o ensino flua de forma tão simples que possa ser facilmente lembrado.
O objetivo do material didático, na prática do discipulado, consiste em: Transmitir
verdades bíblicas, tendo uma boa fundamentação teológica; o texto deve ser analisado
de forma simples e profunda; encorajar a troca de experiências, com conteúdo
contextualizado, dinâmico e conectado com o mundo real das pessoas;
Vida transformada, com novas formas de expressão, que provocam novas ações.
TÓPICO 4 - UMA ESTRUTURA BÁSICA FUNCIONAL.
2. O FUNCIONAMENTO DO DISCIPULADO NA IGREJA LOCAL
Como nos tempos de Jesus, o discipulado requer um compromisso sério, da parte
dos participantes e também uma estrutura básica funcional:
2.1 O GRUPO
O grupo deve ser liderado por um líder treinado e um colidir.
2.2 O COORDENADOR
O pastor titular deve ser sempre o responsável pelo discipulado na igreja local.
2.3 A REPRODUÇÃO DE NOVOS GRUPOS
Os membros do grupo devem ser conscientizados que foram selecionados com o
propósito de reproduzirem. A reprodução dos grupos de discipulado são chaves para
manter a estrutura viva e ativa.
2.4 OS RETIROS
Estes retiros são fundamentais para dar uma experiência de convívio e celebrar a
identidade de ser um grupo especial de discípulos-discipuladores.
3. MANTNDO O PADRÃO DAS REUNIÕES
Acredito que um dos segredos do sucesso o discipulado na igreja local é a sua
intencionalidade. Por isso, ´indispensável um padrão claro para este movimento na igreja:
Reunir-se semanalmente;
Reuniões de duas horas;
Reuniões nas casas.
Os primeiros 20 minutos são destinados a chegada e convívio; seguidos de 40
minutos para compartilhar o estudo da Palavra; os outros 60 minutos são para dividi-los
em subgrupos para compartilhar necessidades e orar uns pelos outros.