INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO KATANGOJI
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA INFORMÁTICA
TRABALHO DE FIM DE CURSO
ANÁLISE DE FERRAMENTAS DE ARMAZENAMENTO NA
NUVEM
ESTUDO DE CASO: REPOSITÓRIO DE MATERIAIS BIOGRÁFICOS
PARA O CURSO DE ENGENHARIA INFORMÁTICA NO INSTITUTO
SUPERIOR POLITÉCNICO KATANGOJI (ISPK)
Autora: Suelly de Fátima Teixeira Fortunato Pereira
Orientadora: Professora, MsC. Karina Collazo Oliva
Trabalho apresentado para obtenção do grau de licenciado em
Engenharia Informática
Luanda – 2020/21
INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO KATANGOJI
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA INFORMÁTICA
TRABALHO DE FIM DE CURSO
ANÁLISE DE FERRAMENTAS DE ARMAZENAMENTO NA
NUVEM
ESTUDO DE CASO: REPOSITÓRIO DE MATERIAIS BIOGRAFICOS
PARA O CURSO DE ENGENHARIA INFORMÁTICA NO INSTITUTO
SUPERIOR POLITÉCNICO KATANGOJI – ISPK
Autora: Suelly de Fátima Teixeira Fortunato Pereira
Orientadora: Professora, MsC. Karina Collazo Oliva
Trabalho de Fim de Curso
apresentado como requisito para
obtenção de grau de licenciado em
Engenharia Informática, orientado
pela Professora, MsC. Karina
Collazo Oliva.
Luanda – 2020/21
TERMO DE APROVAÇÃO
Suelly de Fátima Teixeira Fortunato Pereira
ANÁLISE DE FERRAMENTAS DE ARMAZENAMENTO NA
NUVEM
ESTUDO DE CASO: REPOSITÓRIO DE MATERIAIS BIOGRAFICOS
PARA O CURSO DE ENGENHARIA INFORMÁTICA NO INSTITUTO
SUPERIOR POLITÉCNICO KATANGOJI – ISPK
Monografia apresentada ao Instituto Superior Politécnico Katangoji como
requisito para obtenção do título de Engenheira Informática.
Monografia apresentada em ______/ ______/ ______
Banca Examinadora
____________________________________________________
Prof.ª MsC. Karina Collazo Oliva - Orientadora
___________________________________________________
Prof.º MsC. Angel Correa Fernández- Presidente
____________________________________________________
Prof.º MsC. Yosbel Camacho Izquierdo - Oponente
“Dedico esta pesquisa aos meus pais,
Meus maiores e melhores
Orientadores da vida.”
1
Agradecimentos
Agradeço, primeiramente, a Deus pela oportunidade de chegar até o final da
graduação, pelas coisas boas que aconteceram na minha vida, principalmente por
ter conhecido pessoas especiais durante a graduação que vão ficar sempre em
meu coração. Por estar sempre comigo em todas as horas, tanto nas fáceis como
nas difíceis, me fazendo acreditar que sou capaz e me ajudando na conclusão
deste trabalho;
Meu agradecimento especial à toda a minha família, minha base para tudo. Meus
pais (Helder Pereira, Cláudia de Carvalho e Rosa Teixeira) os quais sempre me
apoiaram, Obrigada por terem me fornecido condições para me tornar uma
profissional e principalmente por estarem em todos os momentos ao meu [Link]
minhas irmãs ( Filomena,Elizabeth,Tamara,Helka,Letícia) obrigada por sempre me
incentivarem a não desistir mesmo quando as coisas complicaram.
Serei eternamente grata;
A minha filha por ser o maior incentivo;
Ao meu namorado por sempre me impulsionar a ser melhor;
A minha orientadora Msc. Eng.º Karina Collazo Oliva por sua dedicação e
paciência comigo durante este período em que convivemos;
Ao professor e coordenador do curso [Link] Camacho Izquierdo e ao
professor Melzer Delgado Cruz;
A todos os que direta ou indirectamente, contribuíram para a conclusão desta
etapa da vida formativa.
MUITO OBRIGADO!
2
Epígrafe
“O sábio nunca diz tudo o que pensa,
mas pensa sempre tudo o que diz”.
Provérbio de Aristóteles
3
Resumo
Com os avanços tecnológicos surge uma nova tendência de tecnologia que tem
por objetivo dar suporte e proporcionar serviços à tecnologia da informação.
Falamos da computação em nuvem.
Neste trabalho serão apresentadas as características e os conceitos gerais que
envolvem a computação em nuvem. Também foi proposto ferramentas para
implementação de computação em nuvem para o armazenamento de materiais
bibliográficos e trabalhos investigativos para a biblioteca do ISPK. Demonstrando-
se a vantagem e desvantagem entre os tipos de computação em nuvem e as
ferramentas.
Palavras-chaves: Computação em nuvem, armazenamento.
4
Abstract
With technological advances, a new technology trend has emerges that aims to
support and provide services to information technology. We are talking about
cloud computing.
In this work, the characteristics and general concepts that involve cloud computing
will be presented. Tools for implementing cloud computing for the storage of
bibliographic materials and investigative work for the ISPK library were also
proposed. Demonstrating the advantage and disadvantage between types of cloud
computing and tools.
Keywords: Cloud computing, storage.
5
Lista de Figura
Figura 1. Computação em nuve ............................................................................ 05
Figura 2. Computação em nuvem (servidor) ......................................................... 08
Figura 3. Modelos de Implantação ....................................................................... 16
Figura 4. Nuvem Híbrida ...................................................................................... 19
Figura 5. Tela inicial Dropbox ............................................................................... 26
Figura 6. Versionamento ...................................................................................... 26
Figura 7. Tela inicial Skydrive ............................................................................... 30
Figura 8. Histórico de versões .............................................................................. 31
Figura 9. Tela inicial Google Drive ....................................................................... 33
Figura 10. Versionamento .................................................................................... 35
Figura 11. Inicial iCloud ........................................................................................ 37
Figura 12. Metodologia Tradicional ...................................................................... 40
Figura 13. Instalação ............................................................................................. 42
Figura 14. Configuração ........................................................................................ 42
Figura 15. Configuração ........................................................................................ 42
Figura 16. Estrutura organizacional das pastas ..................................................... 47
6
Lista de tabelas
Tabela 1. Valor Planos DropBox .......................................................................... 27
Tabela 2. Valor Planos SkyDrive........................................................................... 31
Tabela 3. Valor Planos Google Drive .................................................................... 34
Tabela 4. Valor Planos iCloud ............................................................................... 38
Tabela 5. Tabela Comparativa .............................................................................. 41
Tabela 6. Estudo Economico ................................................................................ 47
Tabela 7. Conograma de Actividades ................................................................... 54
7
Lista de abreviaturas e siglas
ISPK - Instituto Superior Politécnico Katangoji
TI – Tecnologia de Informação
VPNs - Virtual Private Network
OSI - Open System Interconnection
8
Introdução
Vivemos em um mundo em que o computador faz parte da nossa rotina diária.
Utilizamo-lo para nos ajudar em diversas situações, tais como trabalho, lazer e
comunicação com as outras pessoas. Estamos acostumados a lidar com nossos
dados armazenados em nossos próprios computadores. No modelo de
computação em nuvem os dados, que antes estavam em computadores, passam
a ser salvos em um data Center. Daí surge a comparação com “nuvem”, pois os
usuários passarão a trabalhar com seus dados sem ver a estrutura física de onde
eles estarão armazenados.
Com o crescente avanço tecnológico e maior velocidade e disponibilidade de
acesso a internet, muitas empresas passaram a utilizar a computação em nuvem,
ou cloud computing, que consiste em colocar dados, softwares e hardwares na
rede, sem precisar instalá-los localmente. Muitas das empresas estão aderindo a
essa tendência devido a um custo mais acessível que esse serviço proporciona
ao invés de investir em uma ampla infraestrutura de TI dentro da empresa. Apesar
da vantagem de não ser preciso manter os aplicativos, os computadores e nem as
bases de dados dentro da própria organização, deve-se atentar para a segurança,
pois quem estará com todas as informações são as empresas que oferecem os
serviços de computação em nuvem (DIAS, 2013). A evolução da computação e
da internet foi relativamente rápida.
Muitas empresas dentro de nosso país, tem adoptado a computação em nuvem
como método para operar serviços sem a necessidade de ter servidores físicos
nas empresas, para o armazenamento de informação e disponibilização de
recursos desde qualquer sítio onde se tenha acesso a Internet.
O Instituto Superior Politécnico Katangoji anualmente tem muitos estudantes que
se graduam nas diferentes especialidades. O curso de Engenharia Informática
tem como característica que as monografias constam de duas partes, uma
científica e outra de desenvolvimento, pelo que é necessário que os estudantes
possam ter acesso aos diferentes trabalhos feitos como referência em anos
anteriores.
9
O trabalho tem como fim fazer uma investigação das diferentes ferramentas de
armazenamento em nuvem para utilizar como repositório e assim poder consultar
a bibliografia que facilite a realização dos trabalhos de monografia do curso de
Engenharia Informática.
Justificativa
Os estudantes do curso de informática do ISPK não têm como realizar consultas
de trabalhos investigativos e monografias feitas com antecedência para utilizar
como material de apoio para suas dissertações.
Problema Científico
Qual ferramenta da computação em nuvem é viável para o repositório de
materiais biográficos para a biblioteca do ISPK?
Objetivo Geral
Identificar a ferramenta mais adequada para o armazenamento em nuvem de
materiais bibliográficos e trabalhos investigativo para a biblioteca do ISPK.
Objetivos Específicos
• Realizar uma investigação sobre as diferentes ferramentas existentes para
o armazenamento de informação em nuvem e as metodologias que se
adaptam aos trabalhos que pretende-se realizar;
• Fazer uma comparação das ferramentas para escolher aquela que mais se
adapte as necessidades do ISPK;
• Avaliar a ferramenta escolhida.
Hipótese
Escolher uma ferramenta de armazenamento em nuvem que disponibilize
bibliografias aos estudantes finalistas do curso de Engenharia informática do
ISPK.
10
Metodologia
O método de pesquisa utilizado é o qualitativo, apoiando-se em técnicas de
colecta de dados, também quantitativas. De acordo com (Neves1996, p.01), a
pesquisa quantitativa não busca enumerar ou medir eventos. Ela serve para obter
dados descritivos que expressam os sentimentos dos fenómenos. O estudo foi
deduzido a partir de:
1. Pesquisa bibliográfica: os conceitos analisados foram: “Computação em
Nuvens”, “Tecnologias”, “Segurança”, “Ferramentas de Armazenamento na
Nuvem”;
2. e pesquisa de campo: feita com questionário.
Estrutura do Trabalho
Sendo que a introdução é que apresenta as considerações iniciais, ela está
composta por justificativa, problema científico, objectivo geral e objectivos
específicos, hipótese e metodologia. O presente trabalho encontra-se organizado
por três capítulos conforme descrito abaixo.
O capítulo I denominado por «FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA» apresentando
assim a metodologia, tecnologias e ferramentas utilizadas tanto na fase de
análise, tornando assim possível a realização deste trabalho.
O capítulo II denominado «PROPOSTA» apresenta as ferramentas utilizadas, por
meio de uma comparação para melhor análise e seleção de ferramenta mais
viável para computação em nuvem.
O capítulo III denominado «ANÁLISE DOS RESULTADOS» mostra os resultados
da realização deste trabalho, o visual da ferramenta escolhida, apresenta como foi
realizada a avaliação do software, executando testes na intenção de verificar se
os requisitos especificados foram cumpridos.
11
CAPÍTULO I - FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
1.1 Computação em Nuvem
Neste capítulo foi abordado o referencial teórico da computação em nuvem, o
histórico e suas tecnologias, os tipos de nuvens, os benefícios e riscos que ela
traz a computação. O termo computação em nuvem, do inglês, Cloud Computing,
surgiu como um novo modelo de computação baseado em uma rede massiva de
servidores virtuais ou físicos. É visto por alguns especialistas como um conceito
mais avançado de virtualização (TAURION, 2007).
A computação em nuvem é uma revolução quanto à questão de armazenamento
de dados e informações, pois nada mais é instalado e armazenado na própria
máquina, tudo esta disponível na internet e pode ser acessado em qualquer lugar.
O conceito de computação em nuvem significa possuir uma grande capacidade
de armazenamento, processamento e compartilhamento de informações na qual o
próprio cliente estabelece quais são as suas necessidades e paga pelos recursos
ou tempo ao qual esta utilizando. Por isso ela é considerada como um serviço e
não como um produto (FUGULIN, 2010).
O conceito de computação em nuvem usa da premissa da utilização de software
ou sistemas em rede e da capacidade de dispor recursos ao usuário sob
demanda. Desta maneira, as informações são permanentemente armazenadas
em servidores na Internet (localizados na “nuvem”), sendo realizadas caches
destes dados em notebooks, desktops, dispositivos móveis, entre outros
computadores desktop, notebooks, dispositivos móveis, os quais estarão fazendo
uso da infraestrutura em nuvem (FUGULIN, 2010).
Computação em nuvem é a computação considerada como um serviço, não como
um produto. O interessado adquire hardware ou software, mas aluga e paga
apenas pelo que utilizar (FERNANDEZ, 2011).
12
Figura 1. Computação em nuvem
Fonte: VELTE, 2012, p.5.
A figura 1 é uma ilustração de como é a prestação de serviço, a empresa que
contrata não paga pelo hardware e pela manutenção. Quem fica responsável por
isso é a prestadora que deve comprar equipamentos e fazer a manutenção dos
mesmos (VELTE, 2012).
Com o Cloud Computing, o usuário não precisa investir na compra de
computadores e infraestrutura de rede, pois vai utilizar os dispositivos na nuvem.
Quem fica responsável por toda a infraestrutura física é o fornecedor, que possui
uma rede escalável e elástica, sendo assim apenas cobra a demanda que o
cliente usou de sua infraestrutura (VELTE, 2012).
Em suma, o Cloud Computing pode ser definido como um modelo no qual a
computação (processamento, armazenamento e software) está em algum lugar
da rede e é acessada remotamente, via internet. O que realmente significa é que
alguém vai assumir a responsabilidade de entregar algumas funções de TI como
serviços para alguns clientes e eles não precisam saber como funciona, eles
simplesmente irão usar (FEIJÓ, 2009).
Há muitos motivos pelos quais as empresas estão mudando as soluções de
tecnologia da informação, o que inclui computação em nuvem. Em primeiro lugar,
o mercado de computação em nuvem ainda está em crescimento constante, as
falhas ainda podem ser mais frequentes nesse primeiro momento, grandes
empresas começarão a comprar estes conceitos que ajudarão a reduzir seus
respectivos custos, pois irão obter os recursos apenas quando precisar deles e
pagará apenas o que for usar. Novas ferramentas de gerenciamento chegarão ao
mercado, possibilitando o melhor uso desta nova tecnologia e consequentemente
13
nuvens mais seguras irão surgir, isto é só uma questão de tempo (TAURION,
2009).
1.2. Tecnologias
A computação em nuvem não é somente uma nova tecnologia, mas sim a
combinação de muitas tecnologias que já existiam anteriormente. Estas
tecnologias têm crescimento em ritmos diferentes e em diferentes contextos e não
foram desenvolvidas em um todo coerente, porém se uniram para criar o
ecossistema para a computação em nuvem. Novos avanços nas tecnologias de
armazenamento em disco, conexão banda larga e os servidores de baixo custo,
combinaram para fazer da computação em nuvem uma solução mais convincente
aos usuários (MATHER, 2009). O entusiasmo com a computação em nuvem se
deve às inúmeras vantagens que ela pode oferecer tanto aos fornecedores de
tecnologia quanto aos usuários (MATHER, 2009).
1.2.1. Segurança
Um dos maiores desafios a serem enfrentados pela computação em nuvem, sem
nenhuma dúvida é a segurança. Nesse novo modelo de computação, o Data
Center armazena informações que os usuários armazenariam em seus próprios
computadores. Além disso, esses usuários não sabem onde estão armazenados
seus dados nem a fonte dos dados que estão armazenados junto aos deles.
Assim, a proteção da privacidade dos usuários e a integridade das informações
devem ser de responsabilidade dos prestadores de infraestrutura e de serviços
(DIKAIAKOS, 2009).
A questão da incerteza quanto à segurança da computação em nuvem é o que
mais tem causado preocupação quando se é abordado este tema (MATHER,
2009).
A disponibilidade de serviços permite que o usuário possa utilizar a nuvem onde e
quando quiser. Como a nuvem fica na internet podem ocorrer atrasos e sistemas
indisponíveis. Os ambientes de computação em nuvem possuem alta
disponibilidade, portanto, estes podem utilizar técnicas de balanceamento de
14
carga e composição de nuvens de forma a atender às necessidades dos usuários.
Por exemplo, podem-se construir aplicações altamente disponíveis com a
implantação de duas ofertas de nuvem diferentes. Se caso uma nuvem falhar, a
outra nuvem continua a apoiar a disponibilidade das aplicações (SOUZA, 2009).
Velte A., Velte T. e Elsenpeter (2010) destacam alguns pontos relevantes para a
segurança nas nuvens.
• Monitoramento: maior facilidade no controle da segurança, pois o
monitoramento não se da em servidores e em numerosos clientes, mas sim
na nuvem;
• Intercâmbio Instantâneo: caso ocorram problemas com os dados
armazenados, pode ser feito uma transferência instantânea para outro
computador, sem compromete a integridade das informações;
• Construções Seguras: a rede e o software da própria empresa podem ser
agrupados, gerando assim um nível maior de segurança nos dados.
• Melhoria da Segurança de Software: como os fornecedores não querem
perder vendas, eles aplicam os melhores softwares para obter a maior
segurança possível dos dados;
• Teste de Segurança: nos serviços SaaS, os testes de segurança que são
realizados nas aplicações não são cobras dos clientes.
A utilização da computação em nuvem está crescendo principalmente em
empresas de pequeno e médio porte, pela necessidade de maior segurança dos
dados destas organizações. Na maioria das vezes estas empresas não possuem
uma ampla área de TI para assegurar a integridade dos dados. E com o uso dos
serviços nas nuvens, os níveis de segurança obtidos são bem maiores,
garantindo assim maior qualidade dos dados e um menor investimento inicial
(DIAS, 2012).
Conforme Velte (2012) p.138, para se proteger os dados, a maioria dos sistemas
usa uma combinação das seguintes técnicas:
• Criptografia: um logaritmo complexo é usado para codificar a informação.
Para decodificar os arquivos criptografados, o usuário precisa da chave de
criptografia. Embora seja possível quebrar informações criptografadas, é
15
muito difícil e a maioria dos hackers não tem acesso à quantidade de poder
de processamento do computador que eles teriam de quebrar o código;
• Processos de autenticação: isto requer que o usuário crie um nome e uma
senha;
Práticas de autorização: o cliente enumera as pessoas que estão autorizadas a
ter acesso às informações armazenadas no sistema de nuvem. Muitas têm vários
níveis de autorização. Por exemplo, um trabalhador de linha de frente poderia ter
acesso limitado a dados armazenados na nuvem e o chefe do departamento de TI
pode ter completo e livre acesso a tudo.
Figura 2. Computação em nuvem (servidor)
Fonte: VELTE, 2012, p.139.
Mas mesmo com essas medidas em vigor, ainda existem preocupações de que os
dados armazenados em um sistema remoto são vulneráveis. Há sempre a
preocupação de que um hacker vai encontrar um caminho para um sistema
seguro e acesso a dados. Além disso, um funcionário descontente poderá alterar
ou destruir os dados usando as suas próprias credenciais de acesso (VELTE,
2012).
1.2.2 Escalabilidade
Embora as organizações possam ter centenas ou milhares de sistemas, a
computação em nuvem fornece a capacidade de escala a dezenas de milhares de
sistemas, bem como a capacidade de uma rede sólida, de banda e espaço de
armazenamento (MATHER 2009).
16
A computação em nuvem é composta por uma enorme rede de nós que necessita
ser escalável. A escalabilidade deve ser transparente para o usuário, podendo
estes dados estar na nuvem e armazenados em qualquer lugar sem a
necessidade de saber onde estão estes dados e como eles são acessados
(SOUSA, 2009).
A escalabilidade é uma característica fundamental na computação em nuvem. As
aplicações desenvolvidas para uma nuvem precisam ser escaláveis, de forma que
os recursos utilizados possam ser ampliados ou reduzidos de acordo com a
demanda. Para que isso seja possível, as aplicações e os seus dados devem ser
flexíveis (ou “elásticos”) o suficiente. Porém, tornar as aplicações e os dados
“elásticos” pode não ser tão simples assim, dependendo da implementação
(CHIRIGATI, 2009).
Além das aplicações e dos seus dados serem escaláveis, essa escalabilidade
também deve ser realizada rapidamente, ou seja, a resposta das aplicações à
demanda dos recursos não pode demorar. Essa particularidade é essencial, visto
que, na computação em nuvem, trabalha-se com o modelo pay-per-use e,
consequentemente, é importante evitar que os usuários desperdicem dinheiro
(ARMBRUST, 2009).
Se o usuário é surpreendido por uma demanda repentina, a computação em
nuvem pode ajudá-lo a gerenciar ao invés de comprar os ciclos da CPU ou
armazenamento de um terceiro. Uma vez que os custos são baseados no
consumo, provavelmente não teria de pagar tanto como se fosse o caso de
comprar o equipamento. Depois de ter cumprido a necessidade de equipamento
adicional, basta parar de usar o prestador de serviços em nuvem e o usuário não
terá que lidar com equipamentos desnecessários irá simplesmente adicionar ou
subtrair com base na necessidade de sua organização (RUSCHEL, 2008).
1.2.3 Interoperabilidade
A interoperabilidade diz respeito à capacidade dos usuários de executar os seus
programas e os seus dados em diferentes nuvens e plataformas. Isso permite, por
17
exemplo, que as aplicações não fiquem restritas a somente uma nuvem. Essa é
uma característica amplamente desejável no ambiente da computação em nuvem.
Ultimamente, muitas aplicações têm sido desenvolvidas considerando esse
fator.
Porém, ainda há a necessidade da implementação de padrões e interfaces para
que essa portabilidade seja possível (DIKAIAKOS, 2009).
A interoperabilidade está preocupada com a capacidade dos sistemas de se
comunicar entre eles. Ela exige que a informação comunicada seja compreendida
pelo sistema de recepção. No mundo da computação em nuvem, isso significa a
capacidade de escrever código que trabalha com mais de um fornecedor de
nuvem simultaneamente, independente das diferenças entre os prestadores de
serviços (AHRONOVITZ, 2010).
A ausência, em geral, dessa característica acaba prejudicando a adoção da
computação em nuvem por parte de muitas organizações (ARMBRUST, 2009).
Os usuários têm a preocupação de não conseguirem retirar seus dados e seus
programas de uma nuvem e colocá-los em outra com relativa facilidade, havendo
a sensação de que os dados ficam presos em uma determinada nuvem
(CHIRIGATI, 2009).
Empresas de desenvolvimento de software têm interesse que aplicações possam
ser transferidas para a nuvem de forma simples. Essas empresas também
esperam que exista interoperabilidade entre diferentes serviços de nuvem, por
exemplo, entre serviços de armazenamento. As APIs da Amazon estão se
tornando um padrão de fato para serviços sob demanda. Contudo, a quantidade
de tecnologias envolvidas é muito grande, tornando-se um desafio padronizar as
diversas interfaces e serviços (SOUSA, 2009).
1.2.4 Confiabilidade
Um sistema é dito como confiável se ele não falhar com frequência, e
principalmente, se ele não perder os dados ao falhar. As aplicações
18
desenvolvidas para a computação em nuvem devem ser confiáveis, ou seja, elas
devem possuir uma arquitetura que permita que os dados permaneçam intactos
mesmo que haja falhas ou erros em um ou mais servidores ou máquinas virtuais
sobre as quais as aplicações estão rodando. Essa característica está associada à
realização de cópias de segurança dos dados. O armazenamento dessas cópias
deve ser feito em local seguro para que, caso haja alguma falha nas aplicações
e elas percam os dados, estes, ou pelo menos uma parte deles, possam ser
recuperados (CHIRIGATI, 2009).
1.2.5 Disponibilidade
Os usuários da computação em nuvem possuem uma grande preocupação com a
questão da disponibilidade dos serviços. Eles esperam que as aplicações estejam
sempre disponíveis, ou seja, em execução durante todo o tempo, principalmente
nos momentos necessários. Porém, há exemplos de serviços que já ficaram
indisponíveis por um determinado período, como o Gmail, que, em 08/11/2008,
ficou fora do ar por, aproximadamente, uma hora e meia (ARMBRUST, 2009).
Portanto, uma alternativa é ter mais de um prestador de serviços e mais de uma
nuvem, o que permite aos usuários executarem seus programas em uma nuvem
enquanto a outra apresenta problemas técnicos. Mas essa alternativa pode não
ser tão simples, no caso de uma aplicação não funcionar corretamente em outras
nuvens (ARMBRUST, 2009).
Dependendo do fornecedor, o usuário pode contar com alta disponibilidade, já
que, se, por exemplo, um servidor para de funcionar, os demais que fazem parte
da estrutura continuam a oferecer o serviço (RUSCHEL, 2008).
1.2.6 Portabilidade
Portabilidade é a capacidade de executar componentes ou sistemas escritos para
um ambiente em outro ambiente. No mundo da computação em nuvem, este
termo se refere aos ambientes de software e hardware tanto físicos como virtuais
(AHRONOVITZ, 2010).
19
1.2.7 Recursos Compartilhados
Ao contrário dos modelos anteriores de computação, que assumiram recursos
dedicados (ou seja, as instalações dedicadas a um único usuário ou proprietário),
a computação em nuvem é baseada em um modelo de negócios em que os
recursos são compartilhas (isto é, vários usuários usam o mesmo recurso) na
rede (MATHER,2009).
De acordo com NIST (Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia), a proposta do
modelo de computação em nuvem é ter uma aplicação atendendo a múltiplos
clientes, chamados de tenants ou inquilinos. Inquilinos não são usuários
individuais, mas empresas clientes do software.
Uma arquitetura multi-inquilino é essencial para a computação em nuvem, pois
permite que múltiplos inquilinos compartilhem recursos físicos comuns (hardware
e software), mas permanecendo logicamente isolados. Recursos compartilhados
são comuns na maioria dos sistemas baseados em nuvem (AHRONOVITZ, 2010).
1.2.8 Dispositivos de acesso
A gama de dispositivos de acesso para a nuvem tem se expandido nos últimos
anos. Computadores domésticos e empresariais, computadores pessoais
(notebooks), dispositivos de telefonia móvel, dispositivos móveis personalizados,
todos estão online. Curiosamente, o crescimento do iPhone e da proliferação de
aplicações disponíveis a partir da App Store ilustra uma melhoria em termos de
acesso à nuvem. Este aumento no acessa é resultado do crescimento do uso e
dos serviços na nuvem. Por exemplo, agora você pode usar o Skype através do
seu iPhone e outros dispositivos móveis, trazendo esta rede peer-to-peer muito
mais perto dos usuários. A [Link] lançou uma aplicação que permite
aos usuários acessar seus serviços a partir do iPhone, assim como muitos outros
fornecedores (MATHER, 2009).
Computadores de baixo custo para o usuário consistem em uma vantagem
quantitativa financeira na qual o usuário não precisa de um computador potente
20
(e, portanto, de alto preço), precisa de um computador para executar a
computação em nuvem que é baseado nas aplicações da web. Como o aplicativo
é executado na nuvem, o computador não precisa do poder de processamento e
espaço em disco rígido pelo software tradicional. Por isso os computadores de
clientes que usam a tecnologia em nuvem podem ser de menor custo, com menos
discos rígidos, menos memória, processadores mais eficientes, e assim por
diante. Em suma, um computador de usuário neste cenário nem sequer precisa
de um drive de CD ou DBD, porque não existem programas de software a serem
carregados e os arquivos de documentos não precisam ser salvos (MILLER,
2009).
1.2.9 Dispositivos de armazenamento
Diminuir os custos de armazenamento e a flexibilidade com que o
armazenamento pode ser implantado mudou o conceito de armazenamento. O
dispositivo de armazenamento fixo de acesso direto (DASD) foi substituído por
redes de armazenamento (SANs), que reduziram os custos e permitiram muito
mais flexibilidade em armazenamento no sistema corporativo.
SAN software gerencia a integração dos dispositivos de armazenamento e pode
independentemente alocar espaço de armazenamento sob demanda através de
um número de dispositivos (MATHER, 2009).
Observando o que ocorre quando um computador não tem espaço para
armazenar e executar uma tonelada de aplicativos baseados em software com
menos programas sobrecarregando a memória do computador, os usuários verão
melhor o desempenho de seus computadores. Simplificando, computadores em
um sistema de computação em nuvem irão arrancar mais rápidos e terão maior
velocidade, porque eles têm menos programas e processos carregados na
memória (MILLER, 2009).
A nuvem oferece armazenamento em uma capacidade quase ilimitada. Considere
quando o seu computador está funcionando fora do espaço de armazenamento.
Por exemplo, em computador com 200GB de disco rígido a capacidade é muito
21
pequena, quando comparado com as centenas de petabytes (um milhão de
gigabytes) disponíveis na nuvem. Tudo que seria preciso armazenar é possível,
mas não podemos esquecer que quantidade de dados armazenados acarreta em
valores pagos aos provedores de serviços de nuvem (MILLER, 2009).
O gerenciamento de dados é considerado um ponto crucial no contexto de
computação em nuvem. Os SGBDs relacionais não possuem escalabilidade
quando milhares de sítios são considerados. Assim, aspectos que fazem
processamentos de consultas e de armazenamento de dados e controle
transacional têm sido flexibilizados por abordagens que garantem a
escalabilidade, mas ainda não existem soluções que combinem para melhorar o
desempenho sem comprometer a consistência dos dados (BRANTNER, 2008).
Existem diversas abordagens para gerenciar dados em nuvens, dentre as quais
podemos citar o Microsoft Azure e HBase. Uma das características mais
importantes é o trade-off entre funcionalidades e custos operacionais que os
provedores de serviços enfrentam.
Os serviços em nuvem para dados oferecem APIs mais restritas que os sistemas
que gerenciam os bancos de dados relacionais, com uma linguagem minimalista
de consulta e garantia de consistência limitada. Isso exige mais capacidade de
programação dos desenvolvedores, mas permite aos provedores construírem
serviços mais simples e oferecerem SLA. De acordo com Armbrust (2009), a
criação de um sistema de armazenamento que combina as características de
computação em nuvem, de forma a aumentar a consistência de dados,
disponibilidade e a escalabilidade de um problema de pesquisa em aberto
(SOUSA, 2009).
1.3 Tipos de Nuvens
Tratando-se do acesso e da disponibilidade de ambientes de computação em
nuvem, têm-se tipos diferentes de implantação. A restrição ou abertura de acesso
depende do processo de negócios, do tipo de informação e do nível de visão
desejado. Pode-se perceber que certas empresas não desejam que todos os
22
usuários possam acessar e utilizar determinados recursos no seu ambiente de
computação em nuvem. Dessa forma, surge a necessidade da criação de
ambientes mais restritos, onde somente alguns usuários devidamente autorizados
possam utilizar os serviços providos. Então neste sentido, podemos afirmar que
existem três tipos de ofertas de computação em nuvem (TAURION, 2009).
As nuvens podem ser classificadas em três tipos básicos: públicas, privadas,
híbridas e comunidade. A escolha entre elas depende das necessidades das
aplicações que serão implementadas (DIKAIAKOS, 2009).
O termo nuvem é uma metáfora usada para a internet e é uma
representação simplificada da complexidade que esta se encontra,
onde dispositivos são interconectados formando a internet. Nuvens
privadas e públicas são subconjuntos da internet e são definidas
com base na relação do usuário com a empresa. Nuvens privadas e
nuvens públicas também podem ser referidas como nuvens internas
ou externas, a diferenciação é baseada na relação da nuvem com a
empresa (MATHER, 2009).
Os conceitos de nuvens públicas e privadas são importantes porque suportam a
computação em nuvem, permite o provisionamento da dinâmica, são escaláveis e
possuem recursos virtualizados através da internet. Os usuários finais que
utilizam os serviços oferecidos via computação em nuvem podem não ter
conhecimento, experiência, ou controle sobre infraestrutura tecnológica que os
suporta (MATHER, 2009).
A computação em nuvem pode ser divido em quatro tipos básicos de
implementação: pública, privada, híbrida e a comunidade. Como mostra a Figura
3
Abaixo.
23
Figura 3. Modelos de Implantação
Fonte: MATHER, 2009.
1.3.1 Nuvem Pública
Na nuvem pública, a infraestrutura é disponibilizada para terceiros, sendo
necessário para acesso somente que o usuário conheça a localização do serviço.
Neste modelo de nuvem, não pode ser aplicada qualquer restrição de acesso
quanto ao gerenciamento de redes, nem utilizar técnicas para autenticação e
autorização (SOUSA, 2009).
Neste modelo as aplicações de diversos usuários ficam misturadas nos sistemas
de armazenamento, o que a princípio pode parecer ineficiente. Porém, se para a
implementação de uma nuvem pública considera questões fundamentais, como
desempenho e segurança, a existência de outas aplicações sendo executadas na
mesma nuvem permanece transparente tanto para os prestadores de serviços
como para os usuários (CHIRIGATI, 2009).
Nuvens públicas descrevem a computação em nuvem, no sentido convencional,
onde os recursos são dinamicamente provisionados em uma refinada base de
dados de autosserviço através da Internet, aplicações web ou serviços web, a
partir de um site, provedor de terceiros que compartilham recursos e as contas em
uma granulação fina, com base utility computing (MATHER, 2009).
24
Ela está hospedada, operando e sendo gerenciada por um fornecedor
terceirizado. O serviço é oferecido a vários clientes que utilizam desta mesma
infraestrutura (MATHER, 2009).
Em termos simples, o serviço de nuvem pública é caracterizado por estar
disponível para os clientes a partir de um provedor de serviços terceirizado
através da internet. O termo “público” não significa que os dados do usuário estão
visíveis a qualquer um. Fornecedores de uma nuvem pública normalmente
fornecem um controle de acesso para seus usuários. As nuvens públicas
oferecem uma elasticidade de baixo custo e fácil implementação (AHRONOVITZ,
2010).
São serviços em nuvem fornecidos por terceiros (fornecedores). Elas existem
além da firewall da empresa e são completamente hospedadas e gerenciadas
pelo provedor da nuvem (AMRHEIN, 2009).
Uma nuvem pública pode estar sendo hospedada, operada e gerida por um
fornecedor terceirizado de um ou mais centro de dados. O serviço é oferecido a
múltiplos clientes sobre uma infraestrutura em comum (MATHER, 2009).
1.3.2 Nuvem Privada
As nuvens privadas são aquelas construídas exclusivamente para um único
usuário (uma determinada empresa, por exemplo). Diferente de um data center
privado virtual, a infraestrutura privada pertence ao usuário, e, portanto, ele possui
total controle sobre como as aplicações são implementadas na nuvem. Uma
nuvem privada é, de um modo geral, construída sobre um data center privado.
(CHIRIGATI, 2009).
Serviços de nuvem privada exigem mais do que tecnologia para funcionarem. É
necessário considerar alguns aspectos como objetivos corporativos, planejamento
de serviço, políticas, processos e papel das organizações. Como clientes de
empresas dizem em pesquisas, existem desafios verdadeiros para a computação
em nuvem. Serviços de segurança devem mudar. Um processo operacional que
25
ainda deve evoluir para satisfazer as necessidades de um ambiente de nuvem
privada ficardinâmico é o gerenciamento de configurações (BITTMAN, 2011).
Nuvens privadas diferem das nuvens públicas no qual a rede, computação e
armazenamento de infraestrutura associada com nuvens privadas são dedicados
a uma única organização e não são compartilhados com outras organizações.
Como tal, uma variedade de padrões de nuvens privadas surgirau (MATHER,
2009).
Caso o usuário queira aumentar os recursos utilizados em sua nuvem privada,
ele deve adquirir novos equipamentos, como sistemas de armazenamento, por
exemplo, já que a sua nuvem está limitada à capacidade de seu sistema físico.
Em uma nuvem pública, como já foi falado anteriormente, não há essa
necessidade, uma vez que, como os recursos são facilmente escaláveis, basta o
usuário reservar uma quantidade maior deles. Devido a essas diferenças, diz-se
que as nuvens públicas são mais adequadas para aplicações temporárias,
enquanto as nuvens privadas são um ambiente mais apropriado a aplicações
permanentes que demandam níveis específicos de qualidade de serviço e de
localização dos dados (CHIRIGATI, 2009).
Embora a nuvem privada possa ser criada sem virtualização, a maioria das
implementações de nuvem privada aplicam tecnologias de virtualização.
Basicamente, a computação em nuvem privada é a intersecção dessas duas
tendências: virtualização e computação em nuvem (BITTMAN, 2011).
1.3.3 Nuvem Híbrida
A nuvem híbrida é a combinação de nuvens públicas e privadas. Essas nuvens
seriam geralmente criadas pela empresa e as responsabilidades de
gerenciamento seriam divididas entre a empresa e o provedor de nuvem pública.
A nuvem híbrida usa serviços que estão no espaço público e privado (AMRHEIN,
2009).
26
Elas permitem que uma nuvem privada possa ter seus recursos ampliados a partir
de uma reserva de recursos em uma nuvem pública. Essa característica possui a
vantagem de manter os níveis de serviço mesmo que haja flutuações rápidas na
necessidade de recursos. A conexão entre as nuvens públicas e privadas podem
ser usadas até mesmo em tarefas periódicas que são mais facilmente
implementadas nas nuvens públicas, por exemplo. O termo computação em
ondas (surge computing) é, em geral, utilizado quando se refere a nuvens híbridas
(CHIRIGATI, 2009).
Nuvens híbridas são a solução quando uma empresa precisa empregar os
serviços de nuvens públicas e privadas. Nesse sentido, uma empresa pode
determinar os objetivo e necessidades de serviços e obter os mesmos da nuvem
pública ou privada, conforme apropriado. Uma nuvem híbrida bem construída
poderia atender processos seguros críticos para a missão, como o recebimento
de pagamentos de clientes, assim como aqueles secundários para os negócios,
como processamento de folha de pagamento de funcionários (AMRHEIN, 2009).
Com uma nuvem híbrida, as organizações podem executar serviços que não são
necessariamente exigidos pela empresa, ou seja, que possam ser repassadas
para terceiros, hospedando eles em uma nuvem pública e mantendo os
aplicativos principais e dados sensíveis da empresa em casa, na nuvem privada
(MATHER, 2009).
Figura 4. Nuvem Híbrida
Fonte: MATHER, 2009.
27
A nuvem híbrida pode ter sua configuração descrita pela combinação de um
dispositivo local como um computador conectado a uma nuvem de serviços.
Também pode ser descrita com uma configuração que combina recursos virtuais
e físicos como, por exemplo, um ambiente virtual que requer servidores físicos,
roteadores ou outro tipo de hardware como uma firewall ou um filtro de spam
(VIEIRA,2009).
É valido destacar que as nuvens híbridas introduzem uma maneira de determinar
aplicações que são distribuídas entre nuvens públicas e privadas. A relação entre
os dados e os recursos de processamento, por exemplo, deve ser considerada.
Se uma aplicação possuir uma enorme quantidade de dados, o seu
processamento em uma nuvem pública pode não ser dos melhores, já que passar
esses dados de sua nuvem privada para uma nuvem pública pode ter um custo
muito alto (TAURION, 2009).
1.3.4 Comunidade
No modelo de implantação comunidade ocorre o compartilhamento por diversas
empresas de uma nuvem, sendo esta suportada por uma comunidade específica
que partilhou seus interesses, tais como a missão, os requisitos de segurança,
política e considerações sobre flexibilidade. Este tipo de modelo de implantação
pode existir localmente ou remotamente e pode ser administrado por alguma
empresa da comunidade ou por terceiros (SOUSA, MOREIRA e MACHADO,
2009).
É o modelo utilizado por grupos de empresas, as quais possuem interesse em
comum como missão, jurisdição, conformidade, requisitos e políticas de
segurança, entre outras afinidades. A infraestrutura é compartilhada entre as
empresas que fazem parte dessa comunidade, e por seguirem a mesma analogia
é certo afirmar que o modelo em questão dispõe de recursos de segurança mais
compatíveis com as necessidades do usuário oferecendo um serviço mais
customizado (SANTOS, 2012).
28
O datacenter pode ser alocado internamento ou externamente às organizações e
ainda administrado por elas mesmas ou por um serviço terceirizado. Por
característica, os custos são normalmente distribuídos por um quantitativo de
usuários relativamente menor que na nuvem pública e superior à nuvem privada,
onde os custos são intermediários (SANTOS, 2012).
Uma nuvem comunidade é controlada e usada por um grupo de organizações que
têm interesse comum, tais como a segurança específica de alguma aplicação ou
dados. Os membros da comunidade compartilham acesso aos dados e
aplicativos na nuvem (AHRONOVITZ, 2010).
1.4 Benefícios
Os benefícios da computação em nuvem parecem convincentes. As aplicações
distribuídas através desta tecnologia são praticamente ilimitadas. Com o
middleware certo, um sistema de Computação em nuvem poderia executar todos
os programas que um computador normal rodaria.
Potencialmente, tudo – do software genérico de processamento de textos aos
programas de computador personalizados para uma empresa específica –
funcionaria em um sistema de Computação em Nuvem (MACEDO, 2010).
Este modelo vem se destacando como uma alternativa para o processamento,
armazenamento e acesso às informações das empresas, objetivando agilidade
nos processos e redução de custos entre outras vantagens segundo (ISACA,
2009).
Alguns dos principais benefícios da computação em nuvem sugeridos por
MACEDO (2010) são:
• Clientes podem acessar suas aplicações e dados de qualquer lugar e a
qualquer hora: Clientes podem acessar o sistema usando qualquer
computador conectado a internet. Os dados não estão confinados em um
disco rígido no computador do usuário ou mesmo na rede interna da
empresa.
29
• Reduz o custo com Hardware: Sistemas de Computação em nuvem
reduzem a necessidade de hardware avançado do lado do cliente. O
usuário não precisa comprar o computador mais rápido com a maior
memória, porque o sistema na nuvem cuida dessas necessidades. Em vez
disso, o usuário pode comprar um terminal de computador de menor valor.
O terminal pode incluir teclado, mouse e um processamento suficiente
apenas para conectar o computador à nuvem. Também não precisa de um
disco rígido grande, porque o usuário armazena todas as informações em
um computador remoto. Este tipo de terminal é conhecido como “terminal
burro”.
• Empresas que dependem de computadores tem que ter certeza de estar
com software certo no lugar para atingir seus objetivos: Sistemas de
Computação em nuvem dão a essas empresas acesso às aplicações para
toda a corporação. As companhias não necessitam adquirir um conjunto de
software ou licenças para cada empregado. Em vez disso, a companhia
paga uma taxa a empresa que administra o seu sistema na nuvem.
• Servidores e dispositivos de armazenamento digital ocupam espaço:
Algumas empresas alugam espaço físico para armazenar servidores e
bases de dados porque elas não têm espaço disponível no local. A
computação em nuvem dá a essas empresas a opção de armazenar dados
no hardware de terceiros, removendo a necessidade de espaço físico.
• Empresas economizam dinheiro com suporte técnico: O hardware
otimizado pode, teoricamente, ter menos problemas que uma rede de
máquinas e sistemas operacionais heterogêneos.
ISACA (2009) também elenca alguns benefícios ao uso da Computação em
nuvem como:
• Flexibilidade: Com a utilização da Computação em Nuvem o usuário não
precisa se preocupar com o sistema operacional e hardware que está
usando em seu computador pessoal, podendo acessar seus dados na
“nuvem computacional” independentemente disso;
30
• Facilidade: O trabalho corporativo e o compartilhamento de arquivos se
tornam mais fáceis, uma vez que todas as informações se encontram no
mesmo lugar, ou seja, na Nuvem.
• Controle: O usuário tem um melhor controle de gastos ao usar
aplicativos,ou seja, paga somente pelo tempo de utilização dos recursos.
• Disponibilidade: O usuário pode acessar aplicações e dados de qualquer
lugar e a qualquer hora.
• Escalabilidade: O usuário pode, a qualquer momento, aumentar ou diminuir
os recursos alocados (memória, processamento e espaço de
armazenamento) de acordo com suas necessidades.
• Acessibilidade: Os recursos são fornecidos através da rede e são
acessadospor meio de interfaces padronizadas.
1.5 Riscos
Uma das maiores preocupações dos profissionais de TI relativas à implantação e
utilização do cloud computing esta ligado com a questão da segurança.
De acordo com BRODKIN (2008) os 7 principais riscos de segurança na utilização
da Computação em Nuvem são:
• Acesso privilegiado do usuário: Dados sensíveis sendo processados fora
da empresa trazem, obrigatoriamente, um nível inerente de risco. Os
serviços terceirizados fogem dos controles físicos, lógicos e pessoais, os
quais as áreas de TI criam em casa. É recomendado o máximo de
informação possível sobre quem vai gerenciar seus dados. “Peça aos
fornecedores que deem informações especificas sobre quem terá
privilégios de administrador no acesso aos dados para, daí, controlar esses
acessos”.
• Cumprimento de regulamentação: As empresas são as responsáveis pela
segurança e integridade de seus próprios dados, mesmo quando essas
informações são gerenciadas por um provedor de serviços. Provedores de
serviços tradicionais estão sujeitos a auditores externos e a certificações de
31
segurança. Já os fornecedores de cloud computing que se recusem a
suportar a esse tipo de escrutínio estão “sinalizando aos clientes que único
uso para cloud é para questões triviais”.
• Localização dos dados: Quando uma empresa está usando a nuvem, ela
provavelmente não sabe exatamente onde os dados estão armazenados.
Na verdade, a empresa pode nem saber qual é o país em que as
informações estão guardadas. A dica é perguntar aos fornecedores se eles
estão dispostos a se comprometer a armazenar e a processar os dados em
jurisdições específicas e se eles vão assumir esse compromisso em
contrato de obedecer aos requerimentos de privacidade que o país de
origem da empresa pede.
• Segregação dos Dados: Dados de uma empresa na nuvem dividem
tipicamente um ambiente com dados de outros clientes. A criptografia é
efetiva, mas não é a cura para tudo. “É necessário descobrir o que é feito
para separar os dados”. O fornecedor de cloud pode fornecer a prova que
a criptografia foi criada e desenhada por especialistas com experiência.
Acidentes com criptografia podem fazer o dado inutilizável e mesmo a
criptografia normal pode comprometer a disponibilidade.
• Recuperação dos dados: Mesmo se a empresa não sabe onde os dados
estão, um fornecedor em cloud devem saber o que acontece com essas
informações em caso de desastre. Qualquer oferta que não replica os
dados e a infraestrutura de aplicações em diversas localidades está
vulnerável a falha completa. Pergunte a seus fornecedores se eles têm a
habilidade de fazer uma restauração completa e quanto tempo vai demorar.
• Apoio à investigação: A investigação de atividades ilegais pode se tornar
impossível em cloud computing. “Serviços em cloud são especialmente
difíceis de investigar, por que o acesso e os dados dos vários usuários
podem estar localizados em vários lugares, espalhados em uma série de
servidores que mudam o tempo todo. Se não for possível conseguir
um compromisso contratual para dar apoio a formas específicas de
investigação, junto com a evidência de que esse fornecedor já tenha feito
isso com sucesso no passado”.
Viabilidade em longo prazo: No mundo ideal, o seu fornecedor de cloud
computing jamais vai falir ou ser adquirido por uma empresa maior. Mas a
32
empresa precisa garantir que os seus dados estarão disponíveis caso isso
aconteça. “Pergunte como você vai conseguir seus dados de volta e se eles vão
estar em um formato que você pode importa-lo em uma aplicação substituta”.
Outros riscos a segurança da Computação em nuvem destacadas por Macedo
(2010) é a indisponibilidade do servidor: certamente, o fornecedor de cloud pode
perfeitamente sair do ar a qualquer momento. Acontece com todos. Ser 100%
intacto à falhas de conexão não é um privilégio da computação em nuvem.
O governo ter acesso aos dados do usuário armazenado na nuvem também é um
problema, mas muito menor do que um indivíduo qualquer ilegalmente ter este
acesso. Sistemas de segurança ruins baseados na web – como fluxos fracos de
recuperação de senhas, ataque de phishing e keyloggers – apresentam maiores
riscos à segurança (MACEDO, 2010).
1.6 Ferramentas De Armazenamento Na Nuvem
A computação em nuvem e o armazenamento em nuvem se tornaram o método
preferencial para distribuição de informações e funcionalidades online. Enquanto
alguns serviços de nuvem focam em fornecer aos consumidores uma ampla
gama de funcionalidades e serviços, incluindo compras online, pesquisas, redes
sociais, consumo de entretenimento e proteção de documentos importantes;
outros serviços de nuvem têm seu foco em pequenas empresas, grandes,
governos e outras instituições (SEAGATE, 2013).
O armazenamento de arquivos na nuvem, atualmente, com todas as
transformações tecnológicas, tornou-se uma prática eficiente, segura e muito
utilizada. Esse serviço é relativamente novo e muitas pessoas ainda não sabem
utilizá-lo da forma correta para facilitar o acesso e gerenciamento dos seus
arquivos (TASK, 2013).
Diversos serviços de nuvem oferecem armazenamento em nuvem gratuitamente
para seus consumidores, enquanto outros cobram algum tipo de tarifa para
disponibilizar o armazenamento.
33
No centro de todos os serviços, produtos e soluções em nuvem estão às
ferramentas de software com três pilares subjacentes de funcionalidades:
ferramentas para o processamento de dados e a execução de aplicativos,
movimentação de dados e preservação ou armazenamento de dados (SEAGATE,
2013).
Existem serviços gratuitos na web que disponibilizam espaço em nuvem
gratuitamente para armazenar dados. Alguns deles oferecem cópias de
segurança, sincronização com outros serviços, controle de versão e muitas outras
vantagens (TASK, 2013).
1.6.1 DropBox
É uma ferramenta de armazenamento em nuvem desenvolvida por Drew Houston
e Arash Ferdowsi e fundado em 2007. Após conseguir um contrato de parceria
com a Y Combinator e se mudar para o Vale do Silício no mesmo ano. Começou
o seu funcionamento no ano de 2008. Seu grande crescimento se deu no ano de
2011 quando atingiu a marca de 50 milhões de usuários. É um serviço simples e
eficiente de armazenamento de arquivos entre diversos dispositivos diferentes
(DROPBOX, 2013).
De acordo com a Forbes Brasil o DropBox cresceu 75% nos últimos oito meses,
chegando a 175 milhões de usuários (GERON, 2013).
Figura 5. Tela inicial Dropbox
34
[Link]. Disponível para Sistema Operacional
Os arquivos podem ser acessados pela web ou em programas para Windows, Mac
e Linux. Também possui versões para dispositivos móveis como Android, iOS,
BlackBerry e Windows Phone (Dropbox, 2013).
Os arquivos podem ser carregador nos servidores do Dropbox a partir de
qualquer dispositivo que possua o seu software instalado e uma conexão com a
internet. Após este carregamento os arquivos ficam disponíveis para acesso
através de qualquer dispositivo com acesso a internet.
[Link] Custo / Espaço
O Dropbox é um serviço Freemium (o cliente tem a opção de usá-lo
gratuitamente, mas pode pagar para obter algumas funções extras) de
armazenamento remoto de arquivos.
A opção gratuita oferece inicialmente, 2GB de espaço, podendo o usuário obter
um maior espaço convidando amigos para se cadastrar no serviço. Esta opção
rende 500MB por cada indicação de usuário, podendo chegar ao limite de 18GB.
A empresa possui também planos Pro com valor que variam de US$9,90 por mês
a US$49,90, conforme tabela abaixo.
Plano Preço Espaço Total
100 GB US$ 9,90 / mês 100 GB
200 GB US$ 19,90 / mês 200 GB
500 GB US$ 49,90 / mês 500 GB
Tabela 1. Valor Planos DropBox em 20/10/2013
Também possui planos empresarias que começam em 1TB para até 5 usuários.
Tendo faturamento centralizado e ferramentas de administração (Dropbox, 2013).
35
[Link] Versionamento
Além da sincronização dos arquivos, um diferencial do Dropbox é permitir que o
cliente retorne a uma versão mais antiga de qualquer dado armazenado nele,
recurso esse chamado de versionamento.
Figura 6. Versionamento
Fonte: print screen da aplicação no Windows 7.
Com o aplicativo aberto, o usuário clica com o botão direito em cima do arquivo
que deseja ver as versões diferentes, o programa automaticamente abre u ma
página web que encaminha o usuário para uma página onde constam todas as
versões que foram ocupadas para o servidor, em qual máquina este arquivo
estava, a data e também tamanho.
Por padrão, todas as contas do Dropbox guardam um histórico de todos os
arquivos excluídos e de versões anteriores de arquivos por um total de 30 dias. O
usuário também tem a opção de habilitar o histórico ilimitado, o Dropbox salva
esses arquivos excluídos e versões anteriores por todo o período que esse
recurso estiver habilitado. Os arquivos anteriores que ficam armazenados para
uma futuração restauração do usuário, não ocupam espaço no limite de
armazenamento. (DROPBOX, 2013).
36
Para a recuperação dos arquivos, existem duas formas. Acessando pelo site do
Dropbox, onde o usuário seleciona o arquivo e com o botão direito escolhe entre
versões anteriores, onde irão aparecer todas as versões daquele arquivo após
isso escolhe qual versão quer e clica no botão recuperar. Ou através do aplicativo
para Windows, clicando sobre o arquivo desejado com o botão direito e no sub-
menu selecionar Visualizar versões anteriores, ao clicar nesta opção o usuário é
encaminhado para o site do Dropbox onde irá aparecer todas as versões
anteriores do arquivo.
[Link] Segurança
Segundo a empresa, todos os arquivos que são transmitidos pelo Dropbox
possuem conexão segura, usando o padrão Secure Sockets Layer (SSL),
largamente utilizado na internet para segurança da informação. Além disso, nos
servidores, os arquivos são armazenados com padrão de criptografia adotado
pelo ministério de defesa americano, o Advanced Encryption Standard (AES) com
chave de 256 bits (DROPBOX, 2013)
Os dados do usuário são armazenados de forma segura e com backup. Os dados
de acesso à conta são protegidos por várias camadas de segurança, inclusive
senha e verificação em dois passos (DROPBOX, 2013).
A verificação em dois passos proporciona uma camada extra de segurança no
acesso à conta. O usuário pode receber códigos de segurança através de
mensagens de texto ou qualquer aplicativo que gere senhas temporárias e de uso
único (DROPBOX, 2013).
O Dropbox usa o serviço de armazenamento Amazon Simple Storage (S3), que
tem possui uma política de segurança robusta (DROPBOX, 2013).
[Link] Tamanho máximo de um Arquivo
37
Arquivos enviados para o Dropbox através de uma aplicação para desktop ou
para dispositivos móveis não tem limite de tamanho de arquivo. Já arquivos
enviados através do site (clicando no botão upload) tem limite de 10GB. Cada
arquivo enviado através do site deve conter no máximo 10GB (DROPBOX, 2013).
[Link] Limitador de Banda
Possui um limitador de banda, através da configuração na aplicação para
Windows. O usuário pode tanto limitar o download como também a velocidade
máximo de upload da sincronização dos arquivos com a nuvem. A forma de
limitar a banda é em KB/s, ficando a critério do usuário escolher a velocidade,
sem valores pré-definidos.
[Link] Diferencial
A ferramenta possui grande integração com o Sistema Operacional Windows.
Criando atalhos para o rápido envio de qualquer arquivo ou pasta para a nuvem.
Outro diferencial é por ser uma das ferramentas mais simples e fácil de ser
utilizado, ao abrir a pasta compartilhada no Windows, o usuário consegue ver se
cada arquivo esta sincronizado com a nuvem ou se está sendo
sincronizado/enviadonaquele momento.
1.6.2 SkyDrive
Windows Live SkyDrive é a ferramenta de armazenamento em nuvem
desenvolvida pela Microsoft. Foi inicialmente lançada em 1º de agosto de 2007
como uma versão beta chamada de Windows Live Folders. Logo após, em 9 de
agosto de 2007 foi rebatizado de Windows Live SkyDrive e passou a ficar
38
disponível para testes no Reino Unido e Índia. E em 22 de maio de 2008 teve seu
lançamento oficial em mais de 62 países (SKYDRIVE, 2013).
Figura 7. Tela inicial Skydrive
Fonte: print screen da aplicação no Windows 7.
[Link] Disponível para Sistema Operacional
Esta ferramenta é multiplataforma, possui aplicativos para Windows e Mac OS e
também para dispositivos moveis como Windows Phone, iPhone, iPad e Android
(SKYDRIVE, 2013).
[Link] Custo / Espaço
A ferramenta possui a versão grátis com capacidade para até 7GB de
armazenamento e também versões pagas que varia de 27GB até 207GB de
armazenamento. Na tabela 2 pode ser visto os valores de cada plano:
Plano Preço Espaço Total
20 GB US$ 10,00/ano 27 GB
50 GB US$ 25,00/ano 57 GB
100 GB US$ 50,00/ano 107 GB
200 GB US$ 100,00/ano 207 GB
Tabela 2. Valor Planos SkyDrive em 07/11/2020
[Link] Versionamento
39
Também possui a opção de voltar para uma versão anterior do arquivo. O
programa mantem automaticamente o controle das últimas 25 versões de todos
os documentos que estão armazenados nele, dispensando que o usuário
armazene diversas versões do mesmo documento.
Figura 8. Histórico de versões
Fonte: print screen da aplicação no Windows 7.
Para recuperar um arquivo, a única opção é o usuário acessar o site do Skydrive
e clicando com o botão direito sobre o arquivo, ir na opção histórico de versões
escolhendo assim qual versão quer recuperar.
O versionamento é mais limitado se comparado ao Dropbox, pois somente
arquivos de texto, planilhas e apresentações possuem o Histórico de versões. Os
demais arquivos carregados na nuvem não possuem esta opção.
[Link] Segurança
Todos os arquivos que são transmitidos pela rede do Skydrive possui o padrão
Secure Sockets Layer SSL. Também todos os arquivos armazenados nos
servidores adotam por padrão a criptografia AES com chave de 256 bits
(SKYDRIVE, 2013).
[Link] Tamanho máximo de um Arquivo
Arquivos enviados pelos aplicativos do SkyDrive para seus servidores tem limite
de 2GB por arquivo. Para uploads na versão web, o limite máximo de cada
arquivo é de 300MB e para a galera de foto, Apps e dispositivos móveis o limite é
100MB (SKYDRIVE, 2013).
40
[Link] Limitador de Banda
Não possui limitador de banda para a sua aplicação.
[Link] Diferencial
Um dos principais diferenciais desta ferramenta é o Office Web Apps, através dele
o usuário pode ter acesso ao word, excel, Power Point e One Note gratuitamente
através da web. Podem ser criados documentos e editados na própria nuvem.
Também se pode compartilhar um determinado documento com quem o usuário
quiser, podendo este usuário fazer alterações neste documento também.
(SKYDRIVE, 2013).
Outro diferencial é que ao lado do Dropbox, são as únicas ferramentas onde o
usuário consegue verificar se o arquivo que ele colocou na nuvem esta
sincronizado com o servidor ou se esta sendo sincronizado, isto pode ser visto
através do ícone ao lado do arquivo, que muda conforme o seu status.
1.6.3 Google Drive
É a ferramenta de armazenamento em nuvem desenvolvida pela Google Inc. teve
seu lançamento oficial em 24 de abril de 2012 (GOOGLE, 2013).
Figura 9. Tela inicial Google Drive
Fonte: print screen da aplicação no Windows
41
[Link] Disponível para S.O
Possui aplicativos para Windows e Mac Os e também para dispositivos moveis
como Android, iPhone e iPad. O aplicativo não possui suporte para Windows
Phone e também Linux, porem para Linux pode ser baixado aplicativos de
terceiros para sincronizar arquivos nesta plataforma (GOOGLE, 2013).
[Link] Custo/Espaço
Inicialmente o usuário tem disponível 15 GB gratuitamente, este espaço é dividido
entre a ferramenta de armazenamento em nuvem e a plataforma de e-mail
chamada Gmail. O Google também possui planos pagos que variam de 100Gb
até 16 Tb. Segue abaixo na tabela os valores de cada plano.
Plano Preço Espaço Total
100 GB $ 4,99/mês 100 GB
200 GB $ 9,99/mês 200 GB
400 GB $ 19,99/mês 400 GB
1 TB $ 49,99/mês 1 TB
2 TB $ 99,99/mês 2 TB
4 TB $ 199,99/mês 4 TB
8 TB $ 399,99/mês 8 TB
16 TB $799,99/mês 16 TB
Tabela 3. Valor Planos Google Drive em 07/11/2020
[Link] Versionamento
Para o usuário que quiser recuperar um arquivo, deve acessar a página web da
aplicação e clicar com o botão direito sobre o arquivo, clicando na opção
gerenciar revisões, onde o usuário pode escolher qual versão quer recuperar.
42
Figura 10. Versionamento
Fonte: print screen da aplicação no Windows 7.
O Google Drive mantém as versões mais recentes e anteriores de um arquivo.
As versões anteriores são excluídas automaticamente quando têm mais de 30
dias ou quando há mais de 100 versões anteriores do mesmo arquivo. Porém
estas versões ocupam espaço de armazenamento (GOOGLE, 2013).
[Link] Segurança
O Google Drive e Google Apps oferecem segurança com autenticação de dois
fatores, o que reduz o risco de roubo de senhas e nomes de usuários por hackers.
E também a criptografia automática com SSL. Este procedimento ajuda na
proteção dos dados dos usuários no tráfego entre o navegador e os servidores da
empresa (Google Apps for bussines).
Todos os dados que são transferidos para o Google Drive ou Google Apps usa
automaticamente a criptografia SSL sem a necessidade de VPNs.
[Link] Tamanho máximo de um Arquivo
43
Aceita arquivos com tamanho máximo de 10Gb, independente de ser na web ou
em aplicativos móveis.
Se o usuário quiser criar um arquivo nos formatos de documentos, planilhas ou
apresentações, o limite de tamanho dependerá do tipo de arquivo. Se for um
documento ele pode ter no máximo 1.024.000 caracteres e não pode ser maior
que 5MB. Planilhas podem ter no máximo 400.000 células e 256 colunas e o
arquivo não pode ser maior que 20Mb. E as apresentações também criadas no
docs podem ter no máximo 200 slides e o arquivo não pode ser superior a 50MB
(GOOGLE, 2013).
[Link] Limitador de Banda
A ferramenta para desktop não possui a opção para limitar a taxa de download
ou de upload.
[Link] Diferencial
Possui aplicações para criação e edição de arquivos textos (Google Docs), edição
e criação de planilhas (Google Sheets) e edição e criação de apresentações
(Google Slides).
1.6.4 iCloud
O iCloud é o serviço de armazenamento em nuvem desenvolvido pela Apple.
Foi lançado em 2011 junto com a quinta versão do sistema operacional móvel
iOS.
Possui uma integração total aos produtos da Apple, o iCloud permite o
armazenamento de vídeos, fotos, músicas e ainda possibilita a sincronização com
calendários e listas de tarefas. Como é exclusivo para os dispositivos da empresa,
44
o iCloud possui versões móveis somente para aparelhos com iOS (KARASINSKI,
2012).
O iOS não tem um sistema de gerenciamento de arquivos. Isso quer dizer, que
diferentemente do OS X e do Windows, não existe um Finder ou um Windows
Explorer para controlar onde o usuário quer que cada documento fique
armazenado.
No iOS o documento fica armazenado dentro do aplicativo. Por exemplo: se o
usuário escrever um texto no editor Pages, da Apple, o arquivo criado ficara
armazenado no próprio Pages. Como ele é integrado nativamente com o iCloud,
seu documento fica armazenado na nuvem. Então se o usuário criar e começar a
editar um arquivo no Pages do iPad, poderá termina mais tarde no Pages do OS
X ou do seu iPhone, caso queira (MARQUES, 2013).
Figura 11. Inicial icloud
Fonte: print screen da aplicação no Windows 7.
[Link] Disponível para S.O
O iCloud é um serviço da Apple oferecido somente para usuários iOS. Estes
dados ficam acessíveis além de todos os aparelhos com iOS também na internet
através de um computador com Windows ou Mac OS (BARROS, 2013).
45
[Link] Custo/Espaço
Ele oferece incialmente 5GB de espaço gratuito para o armazenamento de
arquivos podendo esta capacidade ser aumentada para em mais 10GB, 20GB ou
50GB. Segue abaixo a tabela com os preços para o Upgrade do plano.
Plano Preço Espaço Total
10 GB US$ 20,00 / ano 15 Gb
20 GB US$ 40,00 / ano 25 GB
50 GB US$ 100,00 / ano 55 GB
Tabela 4. Valor Planos iCloud em 21/10/2020
[Link] Versionamento
A ferramenta de armazenamento em nuvem da Apple não possui versionamento.
Sendo assim, após uma alteração de um determinado arquivo, o usuário não tem
a opção de voltar para uma versão anterior.
[Link] Segurança
Todos os dados transmitidos pelo iCloud possuem conexão segura, usando o
padrão Secure Sockets Layer (SSL). Todos os dados armazenados estão
protegidos contra acesso não autorizados enquanto estão sendo transmitidos ou
enquanto estão armazenados na nuvem. O iCloud utiliza padrão de criptografia
AES com chave de 128 bits, mesmo nível de segurança utilizado por instituições
financeiras de renome, e nunca fornece chaves de encriptação a terceiros
(APPLE, 2013).
[Link] Tamanho máximo de um Arquivo
46
O iCloud suporta arquivo com até 5Gb de armazenamento. Porem este tamanho
de arquivo fica restrito a Notas, imagens, vídeos, e-mails etc. Pois a aplicação não
suporta o compartilhamento de arquivos similar as demais ferramentas de
armazenamento em nuvem (HAMMERSCHMIDT, 2012).
[Link] Limitador de Banda
Não possui em sua ferramenta para desktop uma opção para limitar a taxa de
transferência, pois em um dispositivo que não seja da Apple, o usuário não
consegue enviar nada ao servidor. Somente pode ter acesso ao que está
sincronizado com ele.
[Link] Diferencial
O iCloud é um facilitador para usuários de dispositivos móveis da Apple, pois
atualiza o acesso a absolutamente tudo o que está armazenado nos dispositivos
que o usuário utiliza diariamente. Ele armazena automaticamente os conteúdos
pré-definidos pelo usuário, para que tudo esteja sempre a disposição no seu
iPhone, iPad, iPod Touch, Mac ou PC. Permite que o usuário acesse seus
aplicativos, fotos recentes e o que mais desejar desde que tenha feito a
configuração anterior. Também mantém os e-mails e calendário sempre
atualizados em todos os dispositivos (MACHADO, 2012).
47
CAPÍTULO II – PROPOSTA
2.1. Metodologia
A metodologia usada para o processo de implementação é a tradicional, porque dividiu-se
em fases separadas e sequenciais, de modos a executar cada fase assim que uma é
concluída.
O projecto dividu-se em 5 fases que são: Estudo, Análise, Projecto, Teste e
Implementação.
Estudo
Análise
Projecto
Teste
Implementação
Figura 12. Metodologia Tradicional
Fonte: Autora
2.1.1. Estudo
Para elaboração do projecto fez-se alguns estudos sobre a necessidade de uma
ferramenta para armazenamento em nuvem e levantou-se alguns requisitos que são:
• A ferramenta deve guardar os trabalhos investigativos e monografias feitas;
• Deve organizar os trabalhos por área, tipo e autor;
• Deve fazer consultas dos trabalhos guardados.
• Deve ser fácil de usar
• Deve ter uma interface amigável
• Deve ser possível acessar em várias plataformas
2.1.2. Análise
Depois de levantarem-se os requisitos, foi feita uma análise para melhor esclarecimento e
caracterizar certas propriedades dos requisitos já levantados.
Para o desenvolvimento do projeto foram utilizados quatro computadores que seguem as
seguintes configurações:
• Processador: Intel (R) Core (TM) i5-3210M 2.50GHz
• Memória: 8GB DDR3
• Disco Rígido: 600GB Interface Serial ATA II
Nestes mesmos computadores foram usados os seguintes softwares e ferramentas:
• Sistema Operativo: Windows 10 Home
• Google Drive
2.1.3. Projecto
Para o desenvolvimento do projeto foi usada uma das máquinas descrita em 2.1.2, porém
antes de realizar os procedimentos na máquina, já existia o sistema operacional Windows
10 Home nela instalada, que pelos vistos a configuração de todo o ambiente foi feita com
sucesso.
O processo de instalação da ferramenta foi feito usando uma interface gráfica e o pacote
de intalação foram disponibilizados no site oficial da ferramenta, e usando o tutorial de
instalação este processo foi muito simples.
49
Figura 13. Instalação
Fonte: Autora
2.1.4. Teste
Para testarmos o funcionamento do projeto e por fim obter os resultados, as etapas do
processo foram feitas da seguinte forma:
1. Foi criado um usuário com login = suellypereira724@[Link] e senha = Teste1234;
2. Após o usuário ter tido acesso ao Sistema, foi feita algumas configurações;
3. Foram criada as pastas organizadas e os arquivos;
Figura 14. Configuração
Fonte: Autora
50
2.1.5. Implementação
Foi implementado o Google Drive no INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO KATANGOJI
para que os seus usuários acessem os arquivos de forma rápida e fácil.
Figura 15. Configuração
Fonte: Autora
51
[Link]. Acessar a partir do computador
1. Acesse [Link] e clique no arquivo que deseja baixar. Para salvar mais de
um arquivo, pressione e segure Shift ou Ctrl e, ao mesmo tempo, selecione os
outros documentos que deseja guardar.
2. Clique com o botão direito sobre qualquer arquivo selecionado e vá em "Fazer
download". Depois, é só aguardar o processo ser concluído.
Importante: arrastar um arquivo do Google Drive para a Área de trabalho não faz o
download dele. Além disso, se você baixar mais de um arquivo, será necessário utilizar
alguma ferramenta de descompactação, como WinZIP ou WinWAR.
[Link]. Acessar a partir do telefone (Android)
1. Abra o aplicativo do Google Drive, toque em um arquivo e segure até aparecer um
menu no rodapé da tela.
2. Se quiser baixar mais de um arquivo, basta ir selecionando na tela. Feito isso, clique
no ícone de download no menu inferior.
[Link]. Acessar a partir do telefone (iOS)
1. Abra o aplicativo do Google Drive.
2. Ao lado do arquivo do qual você quer fazer o download, clique em "Mais".
3. Toque em "Enviar uma cópia" e depois em "Abrir no".
4. Escolha o aplicativo que você quer usar e aguarde a transferência.
Lembrando que, tanto no PC quanto no Android e no iOS, é possível baixar arquivos do
Google Drive nos seguintes formatos: HTML, RTF, DOCX, OpenOffice, PDF, EPUB,
arquivos de texto, CSV, ODS, XLSX, TSV.
52
2.2. Tipo de nuvem usada
Para implementação do projecto foi escolhido o tipo de nuvens públicas. E foi escolhido
esse tipo de nuvem porque os serviços em nuvem são fornecidos por terceiros, ou seja, a
empresa responsável por fornecer os serviços, trata de toda infraestrutura e o cliente
apenas usufrui dos serviços sem se preocupar com backups, segurança, manutenções,
porque quem treta disso é a empresa que fornece o serviço.
2.3. Ferramenta usada
Para implementação do projecto foi escolhida o Google drive como ferramenta por alguns
motivos:
• Segurança: como o google está sempre preocupada em proporcionar mais
segurança aos seus usuários, você não sofrerá com a perda e extravio de
documentos importantes.
• Excelente espaço de armazenamento: os usuários gratuitos têm à sua disposição
15 GB, se destacando perante a concorrência é um excelente espaço e é possível
adquirir mais espaço de acordo com as necessidades da empresa e do usuário.
• Acesso facilitado aos arquivos: pode-se acessar seus arquivos a qualquer hora e
em qualquer lugar, de maneira simples e rápida, e é um serviço de fácil manuseio,
qualquer pessoa é capaz de gerenciar as pastas sem grandes dificuldades, já que o
ambiente é interativo, organizado e simples para trabalhar.
• Funcionamento offline: o serviço oferece a funcionalidade de editar arquivos no
modo offline, quando se conectar à internet, as edições serão automaticamente
atualizadas e armazenadas.
2.4. Organização das pastas e arquivos
Para melhor organização dos materiais, propõe-se organizar as pastas e arquivos com a
seguinte estrutura:
53
• Curso: esta pasta é a denominação do curso. Ex.: Engenharia Informática,
Engenharia Mecanica.
• Ano: esta pasta é a denominação do ano académico do material a ser criado. Ex.:
1º Ano, 2º Ano.
• Tipo de material: esta pasta é a denominação do tipo de material a ser guardado.
Ex.: Monografias, Trabalhos Ciêntificos, Apresentações.
• Arquivo – Autor: Este é o ficheiro, que será composto pelo nome\tema do material
e o nome do autor. Ex.: ANÁLISE DE FERRAMENTAS DE ARMAZENAMENTO NA
NUVEM – Suelly Pereira.
Curso
Ano
Tipo de material
Arquivo - Autor
Figura 16. Estrutura organizacional das pastas
Fonte: Autora
2.4. Tabela comparativa
DROPBOX ONEDRIVE GOOGLE DRIVE
Windows, Mac,
Plataformas Windows, Mac OS X Windows, Mac
Linux
Android, iOS, Android, iOS,
Aplicativos nas plataformas Android, iOS,
Windows Phone Windows Phone
Windows Phone
Armazenamento Gratuito 2GB 15GB
15GB
Limite de tamanho por arquivo Ilimitado 10GB 5TB
1TB - US$9,99 / 100GB - US$1,99 /
mês. Quanto Mês
Precisar - US$15,00 100GB - US$1,23 1TB - US$9,99 /
Assinaturas mensais
/ mês (empresas) / mês mês
200GB - US$2,45 10TB - US$99,99 /
/ mês mês
1TB - US$5,15 20TB - US$199,99 /
54
/ mês mês
30TB - US$299,99 /
mês
Criação e edição de
NÃO SIM
documentos na web SIM
Compartilhamento de link
SIM SIM
público SIM
Sincronização no desktop /
SIM SIM
dispositivos móveis SIM
Envio automático de fotos no
SIM SIM
smartphone SIM
Bônus de espaço por
SIM NÃO
indicação SIM
Acesso Web SIM SIM
SIM
Compartilhamento público de
SIM SIM
arquivo SIM
Compartilhamento privado de
SIM SIM
arquivo SIM
Reprodução de vídeo por
SIM SIM
streaming SIM
Armazenamento criptográfico AES-256 NÃO
NÃO
30 dias (gratuito) 1 30 dias ou 100
Histórico de versões de arquivo Apenas para
ano (US$3,99/mês) revisões
arquivos do Office
Tabela 5. Tabela Comparativa
55
CAPÍTULO III – ANÁLISES DOS RESULTADOS
Após a apresentação da metodologia utilizada, passamos agora para apresentação dos
dados primários obtidos. Os resultados apresentados, neste capítulo, têm como objectivo
final, verificar se as hipóteses propostas são ou não comprovadas.
Os resultados serão apresentados da seguinte forma:
a) Resultados obtidos do Questionário
b) Estudo Económico
3.1. Resultados Obtidos do Questionário
Para obtenção dos resultados foi utilizado um formulário online do Google, com um
questionário de nove (9) perguntas, para assim, verificar os objectivos e as hipóteses
levantadas para o presente estudo e trabalho.
56
57
58
3.1. Estudo Económico
O projecto tem uma média de duração de 5 meses, e neste período, tem-se em vista a
realização de várias actividades de natureza formativa, organizativa, administrativa e
financeira. A execução do projecto requererá os seguintes recursos:
Designação Quantidade Preço Unitário/KZ Total
Nº
PCs 4 150.000,00 600.000,00
1
Impressora HP 1 50.000,00 50.000,00
2
ReMo 300.000,00 300.000,00
3
Mão-de -obra 50.000,00 50.000,00
4
Total geral 1.000.000,00 (1 milhão de kwanzas)
5
Tabela 6. Estudo Economico
Fonte: Autora
59
CONCLUSÕES
Com este projecto, foi possível, a partir dos estudos teóricos e comparações de
ferramentas. Conforme os requisitos levantados nesse projecto:
Realizou - se uma investigação sobre as diferentes ferramentas existente para o
armazenamento de informação em nuvem e as metodologias que se adaptam aos
trabalhos que pretende-se realizar, onde fez – se uma comparação das ferramentas para
escolher aquela que mais se adapte as necessidades do ISPK. Por fim a ferramenta
escolhida foi avalido o seu desempenho.
Os resultados obtidos da comparação foram demonstrados através de tabelas. Desta
forma, analisando os mesmos é possível identificar qual das plataformas disponibiliza os
dados para seus clientes de maneira rápida, segura e eficaz.
Pode-se dizer, com base nos estudos realizados, que todos serviços de armazenamento de
arquivo em nuvem atendem as necessidades dos usuários, porém o GoogleDrive é a
melhor alternativa no momento. Os aplicativos tanto para iOS como Android e Windows
funcionam muito bem, criando um sistema de backup, compartilhamento de arquivos.
60
RECOMENDAÇÕES
Recomenda-se, que uma vez que a ferramenta for implementada, deve ser actualizada,
adaptando-se as necessidades do utilizador, na intenção de supri-las, assim como a todo
processo de arquivamento que vai surgindo.
O armazenamentio em nuvens, está a ser implantado de forma imparável e quem não tirar
partido dos seus benefícios ficará de fora.
As empresas, enfrentam um processo de decisão para a adoção e a utilização desta
tecnologia, visto que existem aspetos positivos e negativos. Dito isto, previsivelmente, a
maior vantagem continuará a ser a redução de custos e o maior desafio será sempre a
segurança.
Em suma, o armazenamento em nuvem pode simplificar uma empresa a nível processual,
aumentar a sua produtividade e competitividade, e aumentar da flexibilidade da empresa.
Todos os resultados obtidos nesse trabalho, principalmente a nível de hipóteses e o
modelo são fundamentais para uma melhor compreensão do consumidor final e,
consequentemente, uma melhor aproximação, adesão e fidelização do mesmo.
61
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
ARMBRUST, M.; FOX, A.; GRIFFITH, R.; JOSEPH, A. D.; KATZ, R.;
KONWINSKI, A.; LEE, G.; PATTERSON, D.; RABKIN, A.; STOICA, I.; ZAHARIA,
M. Above the Clouds: A Berkeley View of Cloud Computing. EECS Department,
University of California, Berkeley, fevereiro 2009
APPLE. Visão geral da Segurança e privacidade do iCloud, 2013. Disponível em:
<Http://[Link]/kb/HT4865?viewlocale=pt_PT>. Acessado em Novembro de
2020
BARROS, Thiago. ICloud Backups, 2013. Disponível em:
<[Link] Acessado em Outubro de
2020.
BRANTNER, M., FLORESCU, D., GRAF, D., KOSSMANN, D. (2008). Building a
Database on s3. In Proceedings of the 2008 ACM SIGMOD international conference
On Management of data - SIGMOD ’08, page 251, New [Link] Press
BITTMAN. Thomas. Virtualization Then & Now: Symposium 2009-2010. Disponível
em:<[Link]
nowsymposium-2009-2010/>. Acessado em Novembro de 2020.
BRODKIN, Jon. Conheça sete dos riscos de segurança em Cloud Computing.
Disponível em: <[Link]
riscosdeseguranca-em-cloud-computing>. Acessado em Dezembro de 2020.
CHIRIGATI, F. (2009). Computação em Nuvem. Disponível em:
<Http://[Link]/ensino/eel879/trabalhos_vf_2009_2/seabra/[Link]>.
Acessado em Dezembro de 2019.
DIAS, J.; RODRIGUES, R.; PIRES, D.; A segurança de dados na computação em
Nuvem nas pequenas e médias empresas, 2012. Disponível em:
<Http://[Link]/[Link]/resiget/article/download/287/2780>
Acessado em Julho de 2013.
DIKAIAKOS, M. D.; PALLIS, G.; KATSAROS, D.; MEHRA, P.; VAKALI, A. Cloud
Computing – Distributed Internet Computing for IT and Scientific Research. IEEE
62
Internet Computing, 13 (5): 10-13, Setembro/Outubro de 2009.
DROPBOX, 2013. Disponível em: <[Link] Acessado em Agosto
de 2013.
FEIJÓ, Jean. Cloud Computing: Entenda este novo modelo de computação, 2009.
Disponível em: <[Link]
[Link]>. Acessado em Maio de 2021.
FERNANDEZ, Alberto. Cloud Computing, 2011. Disponível em: <
[Link]
[Link]>. Acessado em Maio de 2021.
FUGULIN, M. (2010). Entendendo a Computação em Nuvem. Disponível em:
<[Link]
Acessado em Maio de 2021.
GERON, Tomio. Dropbox anuncia novas ferramentas para dispositivos móveis,
2013. Disponível em: <[Link]
anuncianovas-ferramentas-para-dispositivos-m%C3%B3veis>. Acessado em Agosto
de
2013.
GOOGLE DRIVE, 2013. Disponível em: <[Link] Acessado em
Agosto de 2013.
HAMMERSCHMIDT, Roberto. ICloud: o sistema de armazenamento na nuvem da
Apple, 2012. Disponível em: <[Link]
[Link]>. Acessado em
Julho de 2013.
ICLOUD, 2013. Disponível em: <[Link] Acessado em Agosto de
2013.
MACEDO, Juliano. Computação em nuvem: benefícios e riscos, 2010. Disponível em:
<[Link]
[Link]>. Acessado em Maio de 2021.
MATHER, T.; KUMARASWAMY, S.; LATIF, S. Cloud Security and Privacy. Editora
O’Reilly Media; Setembro, 2009.
MILLER, M.. Cloud Computing: Web-Based Applications That Change the Way You
Work and Collaborate Online. Editora Copyright; 2009.
63
RUSCHEL, H; ZANOTTO, M; MOTA, W. (2008). Computação em Nuvem.
Especialização em Redes e Segurança de Sistemas – 2008/2.
Modelos de implantação de Cloud Computing, 2012. Disponível em:
<Http:// [Link]>.
Acessado em Novembro de 2020
SEAGATE. Computação em nuvem e arquitecturas de armazenamento em nuvem,
2013. Disponível em: <[Link]
cloud- storage-architecture-master-ti/>. Acessado em Outubro de 2020.
SKYDRIVE, 2013. Disponível em: <[Link] Acessado em
Setembro de 2013.
SOUSA, F; MOREIRA, L; MACHADO, J. (2009). Computação em Nuvem: Conceitos,
Tecnologias, Aplicações e Desafios.
TASK. Armazenamento de arquivos em nuvem – Qual serviço utilizar ?, 2019.
Disponível em: <[Link]
qual-servico-utilizar/>. Acessado em Novembro de 2013.
TAURION, Cezar. Mas Afinal, o que é Cloud Computing?, 2007. Disponível em: <
[Link]
19.1243549572/ >. Acessado em Maio de 2021.
VELTE, A.T., VELTE, T.J., ELSENPETER, R. Computação em nuvem: Uma
Abordagem Prática. Editoa Alta Bools, 2012.
VIEIRA, A. L.; PEREIRA, F.; TOLEDO, M. B.; CARNEIRO, P.; ARANHA, R.. (2009).
Computação em Nuvem.
64
ANEXOS
Questionário de Pesquisa
1. Qual é o teu Curso?
o Engenharia Informática
o Engenharia Química
o Engenharia Produção de Petróleo
o Engenharia Geográfica
o Engenharia Civil
2. Em que nível universitário você se encontra?
o 1º Ano
o 2º Ano
o 3º Ano
o 4º Ano
o 5º Ano
3. Alguma vez já utilizou o Google Drive para armazenamento online?
o Sim
o Não
4. O que achou da organização das pastas?
o Péssima
o Muito mau
o Mau
o Insatisfaz
o Satisfaz pouco
o Satisfaz
o Bem Bom
o Muito bom
o Excelente
5. Foi fácil obter material necessário na plataforma de repositório de materiais
biográficos?
o Sim
o Não
6. Você acha que os materiais do repositório foram úteis?
o Muito útil
o Útil
o Neutro
o Pouco útil
o Pouquíssimo útil
65
7. Quais são as chances de você continuar a utilizar esse repositório para próximas
pesquisas?
o Extremamente provável
o Muito provável
o Algo provável
o Não é tão provável
o Não é provável
8. Qual é a sua experiência com este repositório?
o Extremamente satisfeito
o Muito satisfeito
o Satisfeito
o Neutro
o Insatisfeito
o Muito insatisfeito
o Extremamente insatisfeito
9. Por favor, conte-nos sobre o que precisa ser melhorado
Tempo/mês
Actividades
Março Abril Maio Junho Julho
Definição de metodologias e
x
tecnologias utilizadas
Pesquisas, análises e seleção x
x
bibliográfica
X x
Escrita do primeiro capítulo
Escrita do segundo capítulo x x
x
Análise e revisão do trabalho
x
Pré – defesa
x
Entrega do Trabalho
x x
Defesa
Tabela 7. Cronograma de Actividades
66