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Laudo Técnico para Ciclovia em Alecrim

O documento apresenta um laudo técnico sobre a flora de uma área urbana onde será construída uma ciclovia no município de Alecrim no Rio Grande do Sul. O laudo identifica 74 indivíduos arbóreos, sendo 14 nativos e 42 exóticos. É fornecida uma lista com as espécies encontradas contendo informações sobre circunferência, diâmetro, altura, volume e quantidade de lenha. O laudo conclui ser necessária a supressão destas árvores para a implantação da ciclovia.

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Guilherme
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Laudo Técnico para Ciclovia em Alecrim

O documento apresenta um laudo técnico sobre a flora de uma área urbana onde será construída uma ciclovia no município de Alecrim no Rio Grande do Sul. O laudo identifica 74 indivíduos arbóreos, sendo 14 nativos e 42 exóticos. É fornecida uma lista com as espécies encontradas contendo informações sobre circunferência, diâmetro, altura, volume e quantidade de lenha. O laudo conclui ser necessária a supressão destas árvores para a implantação da ciclovia.

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PREFEITURA MUNICIPAL DE ALECRIM

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

LAUDO TÉCNICO – FLORA

Área urbana – Construção da Ciclovia

FEVEREIRO/2019
DADOS DE IDENTIFICAÇÃO

1.1 Empreendimento:

Endereço: Ruas Prefeito João Orlando Schaedler, Vereador Theobaldo José Hammes, Vereador Emilio
Marino Kuhn e João Adillo Sphor.

Área Ciclovia: 5.942,50 m²

CEP: 98950-000

Município: Alecrim/RS.

Atividade: Licença Prévia e de Instalação – LPI para construção de uma ciclovia.

1.2 Empreendedor

Nome: Município de Alecrim/RS.

CNPJ: 87.612.784/0001-97

Endereço Rua Nicolau José Schaedler, 42- Centro

Cidade: Alecrim/RS.

1.3 Responsabilidade Técnica

Responsável Técnica: Bióloga Rúbia Adriana Zwick.

Registro Profissional: CRBio 63.198-03. ART nº

E-mail: terranovaambiental@[Link].

Endereço: Rua Felipe Marks, 112 – Centro – Coronel Barros/RS.

CEP: 98735-000.

Fone: whatsapp (55) 9.9227.1819 ou 99602.7931.

Data da elaboração: Fevereiro de 2019.

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2. INTRODUÇÃO

O presente laudo descreve a relação da vegetação existente em passeios públicos da área urbana
do município de Alecrim, conforme demonstrativo em anexo, nas Ruas Prefeito João Orlando Schaedler,
Vereador Theobaldo José Hammes, Vereador Emilio Marino Kuhn e João Adillo Sphor. Tendo como ponte
de referência as Coordenadas Geográficas Sirgas 2000 – latitude 27°39'33.99"S e longitude 54°46'2.26"O.
Estas informações se fazem necessárias para complementar o projeto para o Licenciamento Ambiental da
Ciclovia. O laudo biótico de flora é um documento imprescindível, pois irá fornecer atributos de cunho
técnico, que vem a orientar a tomada de decisão pelos órgão competentes quanto a forma de ocupação da
área.

Cabe salientar que o município de Alecrim poderá realizar o manejo da vegetação que consta
neste laudo, como também poderá optar em não realizar a supressão de alguns indivíduos elencados no
presente laudo, caso não haja a necessidade de suprimi-los. Neste caso, a não supressão de um indivíduo
nativo elencado acarretará no desconto de 15 mudas a serem plantadas como reposição florestal obrigatória,
ficando o município com a responsabilidade de computar as mudas a serem plantadas como reposição, sendo
que para cada indivíduo nativo suprimido deve-se efetuar o plantio de 15 mudas nativas.

Após a supressão dos indivíduos arbóreos e o plantio das mudas referentes a Reposição Florestal
Obrigatória o município deverá elaborar um relatório técnico e fotográfico onde conste a quantidade de
arvores suprimidas, bem como a quantidade de mudas plantadas e anexar a este laudo de supressão.

3. COBERTURA VEGETAL

3.1 Caracterização

O município de Alecrim, Rio Grande do Sul, compõe a região do Bioma Mata Atlântica, no
entanto. O município tem sua vegetação predominante representada pela formação fitogeográfica da Floresta
Estacional Decidual Sub-montana (IBGE, 2003). Tal formação vegetal tem como principal característica ser
condicionada á dupla estacionalidade climática: uma chuvosa e outra seca. É constituído principalmente por
fanerófitos de gema foliares protegidas da seca por estruturas orgânicas, tendo folhas adultas esclerófilas
deciduais.
A população total do município é de 6.077 habitantes, de acordo com a estimativa do IBGE (2018), e
sua área total é de 316,736 km2.
No local, as espécies identificadas na extensão da ciclovia são espécies nativas e exóticas sendo que
as espécies e informações de volume e quantidade serão elencadas neste laudo.
Conforme o Art. 3º da Lei 12.651\2012, que define APP – Área de Preservação Permanente – como
sendo uma área protegida, coberta ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os
recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, facilitar o fluxo gênico da fauna e flora, proteger o
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solo e assegurar o bem estar das populações humana. Enfatizamos que não identificamos área de
preservação permanente no local de implementação da ciclovia.

3.2 Material e método

A caracterização da vegetação presente na área, foi realizada a partir de levantamento de campo


percorrendo a área. No ambiente visitado, registraram-se as espécies encontradas com auxílio de bibliografia
especializada para nomenclatura das espécies.

As identificações procederam a partir de material vegetal fresco, tal como galhos, sementes e flores,
coletados na área referida e chave de identificação. Foram realizadas fotos da área do empreendimento a fim
de ilustrar as espécies encontradas e caracterizar os extratos da cobertura vegetal, estas informações estão
dispostas no relatório fotográfico da vegetação.
Para os cálculos utilizados para estimar o volume por metragem cúbica (m3) da madeira, utilizou-se a
fórmula do diâmetro assim caracterizada:

V(m3) = 0,00007854 x (DAP2) x H x FF

Onde: V = Volume;

0,00007854 = Constante;

DAP = Diâmetro da Altura do Peito;

H = Altura da planta; e

FF = Fator Forma, onde utilizou-se o valor de 0,55.

Para a estimativa em metro estére (mst) é necessário calcular um fator de cubicação ou de conversão,
denominado fator de empilhamento (FE) sendo variável de acordo com a espécie, classe de diâmetro,
tortuosidade e comprimento dos torretes, desta forma o fator de empilhamento é utilizado para estimar o
volume sólido de madeiras em pilhas. O valor empregado para este levantamento foi de 0,8 na seguinte
fórmula:

V(mst) = 0,00007854 x (DAP2) x H x FF x FE

As espécies vegetais presentes na área estão descritas abaixo. Salienta-se que a área a ser licenciada
já estava sendo utilizada para extração de cascalho, no entanto, no momento as extrações não estão
ocorrendo. Desta forma, não foi encontrado número expressivo de vegetação arbórea, sendo em sua grande
maioria arbustos, arvoretas, espécies invasoras e gramíneas, características de uma área em estágio inicial de
regeneração natural.
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4. Inventario florestal

4.1 Avaliação geral da Área

A vegetação da área a ser suprimida no município de Alecrim/RS está localizada no passeio público
e será necessário a supressão para implantação de uma ciclovia.

4.2 Levantamento Quali-quantitativo e fitossociológico da Cobertura Vegetal.

No levantamento florístico da área, conforme planta em anexo, foram identificados 74 indivíduos


arbóreos, sendo 14 indivíduos de espécies nativas e 42 indivíduos de espécies exóticas.
As espécies vegetais arbóreos presentes na área estão descritas no quadro abaixo, sendo que no
quadro 01 estão as espécies nativas e no quadro 02 as espécies exóticas.

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Quadro 01: Espécies que compões a vegetação nativa a ser suprimida sob a responsabilidade da Prefeitura
Municipal de Alecrim CNPJ87.612.784/0001-97, no Município de Alecrim/RS.

Projeto de Retirada de Árvores Nativas

Nº Variedade Nome cientifico Circ. Pi Diamet. Alt ff m3 Lenha


1 Butiá vai ser transplantado 3,14 0 6,0 0,4 0
2 Canafistula Peltophorun dubiun 2,00 3,14 0,636942675 4,0 0,3 0,382165605 0,1
3 Canela Amarela Nectandra Lanceolata 1,00 3,14 0,318471338 3,0 0,3 0,071656051 0,2
4 Guaviroba Camomanesia xantocarpa 0,50 3,14 0,159235669 4,0 0,3 0,02388535 0,1
5 Ingá Ingá flagelliformis 1,50 3,14 0,477707006 3,0 0,3 0,161226115 0,1
6 Ingá Ingá flagelliformis 1,70 3,14 0,541401274 4,0 0,3 0,27611465 0,1
7 Ingá Ingá flagelliformis 1,80 3,14 0,573248408 4,0 0,2 0,206369427 0,1
8 Ingá Ingá flagelliformis 1,50 3,14 0,477707006 5,0 0,3 0,268710191 0,1
9 Ingá Ingá flagelliformis 1,70 3,14 0,541401274 5,0 0,4 0,460191083 0,1
10 Ingá Ingá flagelliformis 1,00 3,14 0,318471338 4,0 0,4 0,127388535 0,1
11 Ingá Ingá flagelliformis 2,20 3,14 0,700636943 3,0 0,4 0,462420382 0,3
12 Ipé amarelo Tecoma serratifolia 0,45 3,14 0,143312102 3 0,4 0,019347134 0,2
13 Araçá Psidium catteleianum 0,30 3,14 0,095541401 2,0 0,4 0,005732484 0,1
14 Tarumã Vitex montevidensis 1,30 3,14 0,414012739 4 0,4 0,215286624 0,1
TOTAL 2,68049363 1,7

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Quadro 02: Espécies que compões a vegetação exótica a ser suprimida sob a responsabilidade da Prefeitura
Municipal de Alecrim CNPJ87.612.784/0001-97, no Município de Alecrim/RS
Projeto de Retirada de Árvores Exóticas
Nº Variedade Nome cientifico Circ. Pi Diamet. Alt ff m3 Lenha
1 Ameixa Eriobotrya japonica 1,50 3,14 0,477707006 1,5 0,3 0,080613057 0,1
2 Canela Doce Cinnamomum zeylanicum 0,53 3,14 0,168789809 3 0,4 0,02683758 0,1
3 Canela Doce Cinnamomum zeylanicum 0,45 3,14 0,143312102 6,0 0,4 0,038694268 0,1
4 Canela Doce Cinnamomum zeylanicum 1,30 3,14 0,414012739 3,5 0,3 0,141281847 0,3
5 Canela doce Cinnamomum zeylanicum 1,25 3,14 0,398089172 4,0 0,4 0,199044586 0,1
6 Figueira Chilena Ficus auriculata 1,10 3,14 0,350318471 2,5 0,3 0,072253185 0,2
7 Figueira Chilena Ficus auriculata 1,30 3,14 0,414012739 3,0 0,3 0,121098726 0,1
8 Ligustro Ligustrun lucidun 1,10 3,14 0,350318471 3,0 0,5 0,144506369 0,1
9 Manga Mangifera Indica 1,30 3,14 0,414012739 4,0 0,4 0,215286624 0,3
10 Manga Mangifera Indica 1,70 3,14 0,541401274 4,0 0,3 0,27611465 0,1
11 Manga Mangifera Indica 1,50 3,14 0,477707006 4,0 0,3 0,214968153 0,2
12 Manga Mangifera Indica 1,60 3,14 0,50955414 4,0 0,4 0,32611465 0,2
13 Manga Mangifera Indica 0,50 3,14 0,159235669 2,0 0,2 0,007961783 0,2
14 Nozes carya illinoinensis 0,20 3,14 0,063694268 2,5 0,3 0,002388535 0,1
15 Palmeira CHrysalidocarpus lutescen 1,25 3,14 0,398089172 4,0 0,3 0,149283439 0,1
16 Palmeira CHrysalidocarpus lutescen 1,25 3,14 0,398089172 4,0 0,3 0,149283439 0,1
17 Sibipiruna Caesalpinia peltophoroides 2,00 3,14 0,636942675 7 0,4 0,891719745 0,3
18 Sibipiruna Caesalpinia peltophoroides 1,30 3,14 0,414012739 6 0,4 0,322929936 0,3
19 Sibipiruna Caesalpinia peltophoroides 1,30 3,14 0,414012739 7 0,4 0,376751592 0,1
20 Sibipiruna Caesalpinia peltophoroides 1,10 3,14 0,350318471 6,0 0,4 0,231210191 0,1
21 Sibipiruna Caesalpinia peltophoroides 1,10 3,14 0,350318471 5,0 0,3 0,144506369 0,1
22 Sibipiruna Caesalpinia peltophoroides 1,60 3,14 0,50955414 8 0,4 0,652229299 0,2
23 Sibipiruna Caesalpinia peltophoroides 1,00 3,14 0,318471338 5 0,3 0,119426752 0,1
24 Sibipiruna Caesalpinia peltophoroides 1,00 3,14 0,318471338 4 0,4 0,127388535 0,2
25 Sibipiruna Caesalpinia peltophoroides 1,20 3,14 0,382165605 5,0 0,4 0,229299363 0,1
26 Sibipiruna Caesalpinia peltophoroides 1,30 3,14 0,414012739 6 0,2 0,161464968 0,1
27 Sibipiruna Caesalpinia peltophoroides 1,50 3,14 0,477707006 8 0,3 0,429936306 0,1
28 Sibipiruna Caesalpinia peltophoroides 1,45 3,14 0,461783439 6 0,4 0,401751592 0,1
29 Sibipiruna Caesalpinia peltophoroides 1,10 3,14 0,350318471 3,0 0,3 0,086703822 0,1
30 Sibipiruna Caesalpinia peltophoroides 1,10 3,14 0,350318471 5,0 0,3 0,144506369 0,1
31 Sibipiruna Caesalpinia peltophoroides 0,70 3,14 0,222929936 2,0 0,3 0,023407643 0,3
32 Sibipiruna Caesalpinia peltophoroides 0,30 3,14 0,095541401 1,8 0,2 0,002579618 0,1
33 Sibipiruna Caesalpinia peltophoroides 0,40 3,14 0,127388535 4,0 0,4 0,020382166 0,1
34 Sibipiruna Caesalpinia peltophoroides 0,40 3,14 0,127388535 3,0 0,4 0,015286624 0,1
35 Sibipiruna Caesalpinia peltophoroides 0,80 3,14 0,25477707 3,0 0,4 0,061146497 0,1
36 Sibipiruna Caesalpinia peltophoroides 2,40 3,14 0,76433121 5,0 0,3 0,687898089 0,1
37 Sibipiruna Caesalpinia peltophoroides 0,70 3,14 0,222929936 4,0 0,3 0,046815287 0,1
38 Sibipiruna Caesalpinia peltophoroides 1,30 3,14 0,414012739 4,0 0,3 0,161464968 0,1
39 Sibipiruna Caesalpinia peltophoroides 1,70 3,14 0,541401274 4,0 0,2 0,184076433 0,3
40 Sibipiruna Caesalpinia peltophoroides 1,40 3,14 0,445859873 3,0 0,2 0,093630573 0,1
41 Tipuana Tipuana tipu 1,25 3,14 0,398089172 4,0 0,3 0,149283439 0,1
42 Tipuana Tipuana tipu 0,60 3,14 0,191082803 3,5 0,3 0,030095541 0,3
TOTAL 7,96162261 6,2
Nos quadros 01 e 02 apresentamos todas as espécies de vegetação encontrada no percurso de construção da
ciclovia, no entanto para fins de Reposição Florestal Obrigatória será considerado somente a vegetação
nativa que está elencada no quando 01 com 14 indivíduos a serem suprimidos. As espécies exóticas foram
elencada somente para fins de informação.

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A supressão de 14 indivíduos irá gerar 2,6 m3 de madeira e 1,67 mst de lenha, sendo necessário a
Reposição Florestal Obrigatória de 210 mudas de vegetação nativa da região.

5. Espécies ameaçadas de extinção, imunes ao corte, raras ou endêmicas.


Conforme a verificação de campo e posterior analise da Lista Oficial de Espécies da Flora Brasileira
Ameaçadas de Extinção, Lista Final das Espécies da Flora Ameaçadas do Rio Grande do Sul da Fundação
Zoobotanica/FZB – 2003, Lei Estadual 9519/92, Decreto Estadual 42099/03 foi encontrado um (01)
indivíduo da espécie Butia capitata, dentro da área de influência do empreendimento. Este deve ser
transplantado para outra área identificada no projeto de Reposição Florestal Obrigatório, conforme
orientações em anexo.

6. Destinação da vegetação suprimida

Toras e lenha:

Serão doados para a comunidade para uso em sua propriedade como lenha, sem fins lucrativos.

Galhada fina, folhas e camada superficial do solo:

Recolher e depositar em local licenciado para uso futuro como adubo orgânico, depositado em leiras
poderá ser utilizado em posterior Recuperação de área Degradada. Antes de efetuar o plantio das mudas
espalhar sobre a superfície da área degradada (aproximadamente 20cm de espessura), para posteriormente
efetuar o plantio das mudas.

Tocos e raízes:

Doação para utilização como lenha sem fins lucrativos.

7. Parecer técnico conclusivo sobre a flora

Ocorrerão impactos pouco significativos sobre a flora arbórea pois elas estão inseridas em passeios
públicos, locais de grande influência antrópica, local modificado de suas condições naturais, sendo que não
se trata de um fragmento de vegetação nativa em área urbana, mas sim de arvores isoladas em passeios
público. Posterior as obras poderá ser elaborado projeto paisagístico para o plantio de mudas nativas
buscando recompor a vegetação suprimida e embelezamento da via.

8. Compensação Florestal Obrigatória

Para a Compensação Florestal Obrigatória das 14 espécies nativas relacionadas para supressão, pretende-
se efetuar o plantio de 210 mudas de espécies nativas da região, sendo que o Projeto de Reposição Florestal
Obrigatória com as especificações necessárias.

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RELATÓRIO FOTOGRÁFICO

Figura 01: Imagens da ciclovia que pretende-se construir, bem como a nomenclatura das ruas.

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Figura 02: Vegetação que será suprimidas em
passeios públicos para implantação da ciclovia.

Figura 04: Vegetação que será suprimidas em passeios públicos para implantação da ciclovia.

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POROJETO DE REPOSIÇÃO FLORESTAL OBRIGATÓRIO

1. Justificativa e objetivos do projeto:

1.1- Parte técnica:

O projeto de compensação ambiental, apresentado a seguir, visa atender á supressão de 14 indivíduos


arbóreos situados em passeio públicos para construção de uma Ciclovia, conforme projeto de supressão
apresentado será necessário o plantio de 210 mudas de espécies nativas da região.

A quantificação da reposição florestal obrigatória tem como base a Lei Nº 9.519/1992 Art. 8º - Os
proprietários de florestas ou empresas exploradoras de matéria-prima de florestas nativas para cada árvore
cortada deverão plantar 15 (quinze) mudas, com replantio obrigatório dentro de 1 (um) ano, sendo permitido
o máximo de 10% (dez por cento) de falhas, comprovado mediante laudo técnico e vistoria do órgão
florestal competente.

2. Identificação do local de implantação do projeto:

- Situação e localização da área:

Serão duas área propostas para a reposição Florestal Obrigatória:

- Uma delas é na própria ciclovia que será construída, onde será efetuado o plantio de 144 mudas, conforme
mapa que encontra-se em anexo, e a escolha das espécies fica por conta do município de Alecrim.

- A área onde será efetuado o plantio do restante das mudas, 66 mudas, encontra-se parcialmente
reflorestada, nas coordenadas geográficas Latitude 27°39'2.11"S, Longitude 54°49'38.00"O, porem há
poucas vegetação deixando o solo exposto. Área total de 15.000m2 pertencente ao Município de Alecrim,
matricula do imóvel nº 4.086, localidade de Alto Morcego, interior do Município de Alecrim/RS. Sugestão
de mudas estão no quadro 5.

- Quanto ao Butiazeiro elencado na tabela de espécies, será realizado o transplantio do mesmo nas
Coordenadas Geográficas Latitude 28º06'05.47 S e Longitude 53º39’00.26º O, ou seja na mesma área onde
será efetuado o plantio das 210 mudas nativas.

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Figura 01: Área de implantação da reposição florestal obrigatória e do transplantio do Butiazeiro.

6. PLANO DE EXECUÇÃO DO PROJETO:

Sugerimos o plantio de 210 mudas de espécies nativas, sendo que as 66 mudas referente ao plantio
na área rural do município podem ser escolhidas as espécies descritas, assim como o percentual solicitado de
cada grupo, conforme apresentado no quadro 5

3.1. Escolha das Espécies

As espécies vegetais, propostas para o referente projeto, foram escolhidas levando-se em


consideração os seguintes aspectos:

 Aptidão à formação de uma cobertura rápida e consistente do solo;


 Capacidade de auxiliar na reestruturação do solo;
 Ser nativa e ocorrer espontaneamente no meio circundante.

Além do emprego do solo orgânico poderá ser empregado na ocasião do plantio, adubo mineral para
suporte nutricional nos primeiros estágios de desenvolvimento da vegetação.

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Quadro 5: As principais espécies arbóreas recomendadas para plantio:

Grupo sucessional (percentual) Espécie Nome popular

Dalbergia frutescens (Vell.) Britton Rabo-de-Bugio

Ateleia glazioveana Timbó

Aegiphila sellowiana Pau-de-gaiola

Helietta apiculata Canela-de-veado

Bauhinia forficata Pata-de-vaca

Celtis iguanaea (Jacq.) Sargent Esporão-de-galo

Calliandra selloi Sarandi

Cecropia catharinensis Embaúva

Pouteria salicifolia (Spreng.)Radlk. Mata olho

Cordia trichotoma Louro-pardo


Pioneiras (50%)
Cupania vernalis Camboatá-vermelho

Enterolobium contortisiliquum Timbaúva

Eugenia uniflora Pitangueira

Schinus terebinthifolius Arroeira vermelha

Ingá marginata Ingá-feijão

Ocotea pulchella Canela-lageana

Psidium cattleianum Araçá

Psidium guajava Goiabeira

Schefflera morototoni Mandiocão

Schinus terebinthifolius Aroeira-vermelha

Sebastiania commersoniana Cabreúva

Cedrela fissilis Cedro

Britoa guazumaefolia Sete Capotas


Secundárias iniciais (30%)
Campomanesia xanthocarpa Guabirova

Didymopanax morototonii Caxeta

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Eugenia involucrata Cerejeira

Jacaranda micrantha Caroba

Luehea divaricata Açoita-cavalo

Ocotea puberula Canela-guaicá

Peltophorum dubium Canafístula

Piptocarpa angustifolia Vassorão-branco

Rollinia sylvatica Ariticum

Sebastiania comersoniania Branquilho

Tabebuia alba Ipê-amarelo

Jacaranda puberula Carobão

Myrcianthes pungens Guabiju

Nectandra megapotamica Canela-imbuiá

Nectandra lanceolata Canela-amarela


Secundárias tardias e clímax
Ocotea pretiosa Canela-funcho
(20%)
Patagonula americana Guajuvira

Apuleia leiocarpa Grápia

Cabralea canjerana Canjerana

Ruprechia laxiflora Marmeleiro-bravo

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6.1. Cronograma contendo os tratos silviculturais a serem dispensados aos plantios, manutenção e
monitoramento, por um período de 2 anos.

2019 2019 2019 2020 2020

2ºtri. 3ºtri. 4ºtri. 1ºtri. 2ºtri

ALINHAMENTO E X
ABERTURA DAS
COVAS.

CORREÇÃO DO X
SOLO

PLANTIO DAS X
MUDAS

IRRIGAÇÃO X X X X

RETUTORAMENT X X
O

REPOSIÇÃO DAS X X
MUDAS

CONTROLE DE X X X X X
FORMIGAS E
ERVAS
INVASORAS.

COROAMENTO X X

ADUBAÇÃO DE X
COBERTURA

PODA X

MONITORAMEN X X X X X
TO DAS MUDAS

Metodologia de implantação:

O presente projeto será estabelecido através do reflorestamento. As mudas serão de espécies nativas da
região, provenientes de viveiros, possuindo em torno de 50 cm de comprimento e isentas de qualquer
problema fitossanitário.

O espaçamento para o plantio será de 3 x 3 m, com covas de 50 x 50 cm na área da Localidade de Alto


Morcego já as mudas na área urbana ficam a critério do município, já que deve ser observado esquinas,
entradas de garagens e boca de lobo.

Serão utilizados tutores de 2 m para fixação da muda.

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Para escolher as espécies a serem plantadas tomou-se por base a flora já existente no entorno por se
tratarem de espécies adaptadas para aquela região e tipo de topografia. Estando, desta forma, de acordo com
Citadini-Zanette (1995), as espécies florestais a serem plantadas em cada local devem ser aquelas que
ocorrem naturalmente em condições de clima, solo, e umidade semelhantes às da área a ser reflorestada.

PREPARO DO SOLO PARA O PLANTIO

O preparo do solo visa prioritariamente melhorar as condições físicas do solo, reduzir as plantas
daninhas e facilitar o plantio. O preparo pode melhorar a fertilidade do solo, melhorar a capacidade de
retenção de água, romper camadas impermeáveis, reduzir a densidade e resistência à penetração de raízes,
aumentam a aeração, dentre outros benefícios.

a) O preparo do solo deve iniciar no primeiro e segundo trimestre dos anos estabelecidos em cada
cronograma. O plantio das mudas pode ser feito do 2º ao 3º trimestres nos anos estipulados para o plantio,
no entanto, solicitamos ao proprietário que seja observado a formação de geadas, tornando-se assim os
meses de agosto/setembro apropriados para o plantio, aumentando as chances de sobrevivência das mudas e
proporcionar um maior ritmo de crescimento inicial. Não é necessário colocar nenhum tipo de adubo
químico no plantio da muda, pois ele prejudica o enraizamento inicial da planta causando a morte da mesma.
Isto será feito em outro período.

b) Será feito um alinhamento para marcação das covas e serão determinados os pontos onde as covas
serão abertas.

c) Abertura das covas previamente marcadas, com dimensões de 50 x 50 cm.

d) O tutor é fixado no fundo da cova com auxílio de marreta.

e) Será o plantio das mudas, que consiste em preencher parcialmente a cova com substrato; retirar a
embalagem das mudas com cuidado para não desmanchar o torrão; posicionar a muda na cova de maneira
que fique na mesma altura que se encontrava, sem enterrar o caule e na mesma orientação solar; preencher
os espaços ao redor da muda com o substrato e comprimi-lo com as mãos suavemente; repor ao redor da
muda em coroa o restante da terra, num raio de aproximadamente 20 cm, assegurando assim um melhor
armazenamento de água da chuva, e pôr fim a muda será amarrada ao tutor evitando sua queda ou dano por
ação do vento.

Manutenção e Monitoramento

Irrigação: Nos períodos sem chuvas ou com temperatura média superior a 25º C, as plantas devem ser
irrigadas em torno de duas vezes semanais e nos demais períodos cerca de uma vez por semana. As mudas
devem ser irrigadas pelo período determinado no cronograma, período este necessário para que seu
desenvolvimento ocorra com precisão.

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Poda: Consiste na retirada de brotações laterais e basais para que o fuste da árvore se desenvolva reto,
com galhos somente na copa. Desta forma a energia concentra-se na parte superior da planta favorecendo o
crescimento em altura e também produzindo madeira de melhor qualidade.

Retutoramento: Conforme o crescimento das plantas a amarração será readequada ao tutor.

Controle de formigas cortadeiras: Será realizado o controle das formigas com formicidas, quando
necessário.

Controle de vegetação competidora: Durante o crescimento das mudas, é necessário o controle de


outros tipos de vegetação, principalmente gramíneas, para que não ocorra competição com as mudas
plantadas.

Coroamento: se refere à limpeza da vegetação competidora ao redor das mudas, num raio de
aproximadamente 60 cm.

Adubação de cobertura: trata de adubação exterior, ao redor da muda, com adubo composto de NPK
– Nitrogênio, Fósforo e Potássio, 90 a 120 gr por planta, após verificar-se que a muda obteve sucesso em seu
desenvolvimento ou conforme o cronograma.

Reposição de mudas: Em casos em que a muda não se desenvolveu ou morreu, deve se realizada a
reposição.

ORIENTAÇÕES TÉCNICAS PARA TRANSPLANTIO DO BUTIAZEIRO

1 - Realizar poda com no mínimo trinta dias antes do transplantio reduzindo a área foliar em um terço. Não
realizar corte radical em galhos mais grossos, o que dificultaria a brotação posterior.

2- Executar, por ocasião da poda, a sangria, que consiste em abrir no solo uma canaleta (feita com
ferramenta manual) a uma distância de aproximadamente 50 a 80 cm do tronco e com profundidade mínima
de 40 cm. Irrigar com abundância a canaleta aberta após estas operações.

3- No dia do transplante, aprofundar a canaleta cuidadosamente. As raízes mais grossas (diâmetro maior ou
igual a 5 cm) devem ser cortadas com ferramentas adequadas. O torrão deve ser trabalhado manualmente de
modo a apresentar-se em forma de funil, estreitando-se o diâmetro de acordo com sua profundidade; o
tamanho do torrão dependerá da espécie e do porte da árvore.

4- Marcar no tronco a indicação da posição da árvore em relação ao norte geográfico.

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5- O torrão somente poderá ser içado quando não houver mais raízes prendendo-o ao solo, utilizando-se
cintas apropriadas feitas de lona ou material similar para não provocar ferimentos ou descascamentos no
tronco que possam comprometer o sucesso do transplantio.

6- Providenciar o amarrio do torrão com sacos de aniagem ou similar antes de içá-lo, de modo mantê-lo
firme durante o transporte.

7- Providenciar transporte adequado ao porte da árvore a ser transplantada.

8 - As covas que receberão as árvores devem ser preparadas com pelo menos quinze dias de antecedência ao
plantio, observando-se o seguinte:

a) apresentar dimensões compatíveis com o tamanho do torrão;

b) receber adubação, no fundo da cova, de trezentos gramas de fosfato natural;

c) receber adubação de trezentos gramas de superfosfato simples incorporados à terra vegetal de boa
qualidade com a qual será preenchida a cova.

9 - Irrigar abundantemente a cova antes de se colocar a árvore, até a formação de barro no fundo da mesma.

10 - A árvore deve ser colocada cuidadosamente na cova, observando-se a sua posição em relação ao norte
geográfico, devendo ficar bem firme e seu colo devidamente nivelado com o solo.

11 - Após o transplantio, as árvores deverão ser amarradas com cintas resistentes (feitas de tiras de borracha
de pneu de caminhão ou similar) ligadas a cabos igualmente resistentes fixados no solo em três pontos, no
mínimo; no caso de árvores de grande porte, o amarrio será feito com cabos de aço.

12 - Terminado o transplante, deve-se proceder à rega abundante.

13 - As árvores devem ser irrigadas abundante e alternadamente nos primeiros trinta dias após o
transplantio, e de dois em dois dias nos trinta dias subsequentes (um dia sim/dois dias não).

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REFERENCIAS

CITADINI-ZANETTE, V. Florística, fitossociologia e aspectos da dinâmica de um remanescente de


mata atlântica na microbacia do rio Novo, Orleans, SC. 1995. 249f. Tese (Doutorado em Ecologia e
Recursos Naturais) – Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 1995.

Código Florestal - Lei nº 4.771/1965.

Código Florestal, Lei nº 4.771/1985

Flora digital do Rio Grande do Sul. Disponível em:

[Link]

LORENZI, Harri. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil.
Vol 1. 4º ed. Nova Odessa, SP. Instituto Plantarum, 2002.

_________. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil. Vol 2.
2º ed. Nova Odessa, SP. Instituto Plantarum, 2002.

Resolução CONAMA nº 357/2005

Resolução CONAMA nº 369/2006

Principais espécies por região fitogeográfica identificadas pelo Inventário Florestal Contínuo do RS:
[Link]

SOBRAL, Marcos. JARENKOW, João. Flora arbórea e arboresceste do Rio Grande do Sul. São Carlos,
RiMa. Novo Horizonte, 2006.

ASSINATURA

Coronel Barros, 27 de Fevereiro de 2019.

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Rúbia Adriana Zwick
CRBio 63.198-03

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