Resolução de Problemas em Matemática
Resolução de Problemas em Matemática
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Trilhll. Bcl.ém. v.8, n. 18, p. 59-71. dez. 2006
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3. estratégias variadas de resolução de No absolutismo, a matemática é um corpo
problt:ma; · · r·ixo, certo
de conhecimento obJet,vo, . : neutro,
.
isento de valores e cuja estrutura é h1erarqu1ca.
4. uma fonte bibliográfica acerca de
problemas não-padrões. No absolutismo progressista, a matemática
é constituída por conhecimento certo :
objetivo.mas há conhecimento novo que e st a
sendo criado pelo homem.
2 CONCEPÇÕES DE RESOLU- Já no falibilismo, os conceitos e as
ÇÃO DE PROBLEMAS Proposições da matemática, bem- como ª ~óg~ca
- cnaçoes
em que se assentam as demonstraçoes, sao
humanas que permanecem constantemente abertas
Em Ernest (1992) apud Boavida (1994) é à revisão.
apresentada uma teoria baseada na hipótese de
Em Boavida (1994) encontramos os
que "a filosofia pessoal do professor sobre a
resultados de um estudo realizado com professores
matemática é o maior determinante do que o
de matemática em Portugal, que analisou as
professor entende por resolução de problemas
concepções dos professores acerca da resoluç!o
relativamente à matemática escolar" e que
de problemas da matemática escolar em relaçao
segundo o referido autor encontramos geralmente
às filosofias pessoais de matemática propostas por
três filosofias pessoais da matemática a saber:
Ernest ( 1992). Os resultados obtidos no trabalho
absolutismo, absolutismo progressista e o
falibilismo. estão organizados no quadro abaixo.
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Roavida (1994) cone! . d ,
considc:ar as rcpresentaçõesu~o: sua pesquisa que
são u.sª.d?s como recurso p~dagógico
res?luçao ~e problemas co~~)rofes~or~ so~re para m1c1ar o processo de con trução
lógicas e diretamente det . consequenc1as de um dado conhecimento específico.
filosofias pessoais sobre ~rmmada: ~elas suas
. 1·fi - a matemat1ca ,
s1mp 1 1caçao muito redut e uma
ora e defe d Segundo a autora:
representações dos professores n e que as
de problemas também são . fl so?re resolução
m uencrndas por:
• A maneira de pensar a resolução de
• Objetivos que crê serem problemas como objetivo, implica ser
o ensino aprendizagem drelevante~ ~ara suficiente no processo de ensino da
a matemat1ca · matemática, expor u teoria e cm seguida
~~~srerep~esent?ções pessoais sobre ~
• propor problemas mais ou menos
.... za ~ .ensmo em geral e do ensino engenhosos.
da matematica em particular·, • Na concepção de processo o
• Oportun.idades e constrangimentos desenvolvimento do ensino está
propor,c~onados pelo currículo de centrado na proposição de estratégias
ma~emattca e pelo contexto físico e de solução.
soc1al das escolas em que trabalha·, • Já como ponto de partida, o
• Pressões sociais relacionadas com o fato desenvolvimento do ensino é iniciado
da apreod izagem matemática curricular pela apresentação de um problema que
~o,nstituir um fator de seleção para permitirá desencadear o processo de
mumeras áreas profissionais socialmente aprendizagem, culminando na
valorizadas; sistematização de conhecimentos
matemáticos previamente determinados
• Expectativas dos alunos e dos pais pelo professor.
relativamente ao que deve ser o ensino
da matemática.
Desse modo, um problema pode ser
utilizado nos três tipos de interpretações da
Segundo Mendonça (1999, p . 16-17) há três resolução de problemas. É importante destacar
interpretações da expressão resolução de que não existe nenhum tipo de hierarquia entre
problemas, a saber: como um objetivo, um essas interpretações e nem muito menos grau de
processo e um ponto de partida. Assim importância.
descritos: Quando comparamos as concepções de
resolução de problemas propostas por Mendonça
• Como objetivo, a resolução de
problemas significa que se ensina (1999) e os resultados de Boavida (1994).
matemática para resolver problemas; podemos relacionar as concepções de resolução
de problemas com as filosofias pessoais da
• Como processo, a resolução de matemática da seguinte maneira:
problemas significa olhar para o
desempenho/ transformação dos alunos • absolutismo implica em pensar a
como resolvedores <le problemas. resolução de problemas como objetivo;
Analisam-se as estratégias dos alunos; • absolutismo progressista implica
pensar a resolução de problemas como
• Como ponto de partida os problemas
proc~o;
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Trilhas, Belém, v.8, n. 18, p. 59-71, dez, 2006
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- - - - - - - - - - - - - - - ~___,-- -=...:--:-.::--=·,_~ --·---
• responJer, a fim de ·nps1n1ir um f ,uínfl 1 <.f
1
falibilismo implica pensar a resolução
de problemas como ponlo tlc partida. leva a solw;ão.
Na fase da ex~c·1JC)io do p ; tlff, t µ;Jved it
deve colocar em prática os,~, pl:rnJJ 1:o i1 ·1 UA, rn:
a solução do problema, vedficm:fo ) ;G ;t f)'-' -."<>
3 ETAPAS DE RESOLUÇÃO DE dado.
UM PROBLEMA Na fase do rdl'OSfJ •d (} , ( ri·~,Jyr,.,;,,,-' ~·e
verificar se a solução obtida satisfoz ,a~!./ 1/ \ (,é~
e a pergunta do problema .
De um modo geral, segundo Polya (1977),
as fases a serem seguidas na resolução de um No quadro abaixo '1prcsenrmWiS ·J i:' ..:,,;;.~
problema são: compreensão do problema, perguntas, recomendadas por PoJya ( l//7j. <r,-e.
<!>droholec:mn'Hln
-~ •.,...,..,& UU'-1..l&,U ...1,:s
U'- Ull
··m pia·1}0, exec:uçao
- d0 0 n::sulvedor deve fazer duranw t;?..( .a ,.rr· · ·;.';
plano e retrospecto. fases da resolução de um problema.
Na fase da compreensão do problema, o Em Sá (2003) encontramos uma cl.a-.;-::f <J.(1:íi,
resolvedor deve procurar entender o enunciado de problemas baseada na noção <ie ,í •;.. ~r.~
e as condições apresentadas no problema e heurística.
principalmente ter clareza da qual é a pergunta a Para Sá (2003) a conotação r:_ :. ~ , ~L-
ser respondida, essa fase foi subdividida por caracterizada pela necessidade de insigth ~: ;:r.::r..:.
Polya (1977) em familiarização e de quem deseja resolver um prob!err!2 ~ f___ .,
aperfeiçoamento da compreensão. conhecinlento das relações, operações e - :,..,__ ::.
Na fase de estabelecimento de um plano, envolvidos na descrição d as cond:ç - :; _; :.
o resolvedor deve procurar uma conexão entre problema.
os dados do problema e a pergunta que se deseja
FASE DA RESOLUÇÃO
PERGUNTAS RECOMENDADAS
DO PROBLEMA
1-Qua] é a incógnita?
COMPREENSÃO DO 2-Quais são os dados?
PROBLEMA 3-Quais são as condições do problema?
4-É ossível satisfazer as com.li ões do roblcm:1?
1-Já vi esse problema antes?
2-Conheço algum problema parecido com este"l
ESTABELECIMENTO DE 3-Já utilizei todos os dados do problema?
UM PLANO 4-Já utilizei todas as condições do problema?
5-Como é possível obter outros dados úteis?
6- É ssível reformular o roblema?
1-Para cada passo dado é possível vcriliclir !\C e~l~ \.' .. , ,
~E~XE~C:::.:::U~Ã..:..:O=-=D:....:O=-=-P=L-AN_0_-+-:-2-:-Er'....__os_s7ív_e:--l_dc!!]onstrnr que cada p:l~so dallo l;St: u wt , .-
1-E possível verificar o resultado? ·--- --·
2-É possível verificar o argumento'!
RETROSPECTO 3-É possível utilizar o resultado, ou o m <todt\ c m al ,,,m
outro roblema?
L-----------~--"--------- - - ----------.-.. . . . . . . .·.~~. . .:~·<iU- · - -~';l4·~
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Pa~a o referido autor os problemas podem Nesse caso o mito faz com que o aluno
ser class1ficados em padrões e não-padrões. esteja sempre buscando uma soluçi:ío
Os problemas do tipo padrão sa-0 aque1es baseada no uso imediato de uma regra
em p:ra sua reso~ução basta o conhecimento das ou fórmula para cada problema, o que
relaçoes, operaçoes e conceitos envol .d , é uma tarefa impossível, pois em muita
. - d . VI OS lld
descnçao as condições do problema. situações a solução dos problemas é
recheada de criatividade no uso ou na
Os problemas do tipo na-o -pad rao _ sao_
interpretação dos resultados
aqueles. em para sua resoluça-0 n~ao basta o
matemáticos.
conhecunento
. das relações ' operaço-es e conceitos
.
envolvidos na descrição das condições do
problema, mas. também uma percepçao - especia. 1 ~ Os estudantes que entenderam
acerca
. da . situação para que a mesma seJa . matemática devem ser capazes ele
soluc1onada,
, . ou se1·a
- , nos problerrias nao-pa
- droes
_ resolver qm1Jquer problema em cinco
ba necessidade da conotação heurística. minutos ou menos.
Esse mito gera discriminação e é
prejudicial tanto aos docentes quanto
aos discentes .
4 MITOS ACERCA DA RESOLU-
Esses mitos são responsáveis por muitas
ÇÃO UE PROBLEMAS práticas que complicam o ensino da matemática e
principalmente o desenvolvimento das atividades
envolvendo resolução de problemas.
As pesquisas acerca da resolução de
problemas têm mostrado que há alguns mitos Na interpretação da resolução de problemas
sobre o assunto. Em Pozo (1998, p.46) como processo o objetivo é avaliar e/ou munir
encontramos os seguintes mitos sobre resolução os educandos de técnicas ou heurísticas para
de problemas: resolução de problemas, o que é um objetivo
louvável, pois na vida em muitas situações que
enfrentamos as mesmas nem sempre precisam ser
• Os problemas matemáticos têm uma resolvidas através do uso de algoritmos ou
somente uma resposta correta; fórmulas. Assim, quanto mais maneiras de
resolver problemas um aluno for exposto ao longo
Esse mito leva professores e alunos a
da vida escolar mais preparado para vida ele
não pensarem de maneira criativa e
estará.
impede o uso de problemas que
permitam várias soluções em função das Como o objetivo nessa interpretação está
possíveis interpretações. O que é associado às heurísticas para resolução de
prejudicial à formação geral dos alunos. problemas, é recomendável que o professor faça
uso de problemas que permitam vários caminhos
para se alcançar à solução, sempre que possível.
• Existe uma única maneira correta de Para esse fim, todos os tipos problemas propostos
resolver um problema matemático e, por Dante ( 1986), salvo os exercícios de
normalmente, o correto é seguir a reconhecimento e os exercícios de algoritmo, são
última regra demonstrada em aula possíveis de serem utilizados, desde que o
pelo professor; conteúdo correspondente não tenha sido
trabalhado.
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Trilhas, Bel~m. v.8, n. 18, p. 59-71, dez, 2006
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Outro problema interessante para utilização
~ ESTRATÉGIAS DE RESOLU-
da estratégia do ensaio e erro é o dos quatro
ÇÃO DE PROBLEMAS quatros a seguir:
......-
.~ . ~ ·-:
. .:f~ >
Trilhas, Bcltm, v.8, n. Ili, p. 59·71, dei. ZQ06 >;-.,.
: .. ''f, '·
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~---------_ _ __jl
por meio do uso s im 1
poss1"b"J"d d
11 a es da travessi·
P cs da lenta i·1va d e
a.
A título de suge,.t- \
seguintes problemas qu; aodapresc ntamos os
para resolução de problem
po em ser utT 1 1zados \
a por tentativa e erro. Probkma 5- Num quim2.l M. JOr - _:: ::
galinhas num total de 18 cab~ç-d e :-'S 1:::..: 2.) .
Problema 1-Div1·rlir a fi . Qual é a quantidade de porcos e ~ii:~:::..s
. -· 1gura abajv"
em quatro figuras de mesma r "V que h.á no quiul.:!i?
1orma
e mesma área.
1 • A busca de padrões
.l
l l
A emar...,t.g_ia d.e busca de padrões rc;-m coé:: ·
método estabelecer uma solução geral, a l"'~rr
de casos particulares, que sirva para resolver md ~
os casos similares , ou seja, a estratégia c.ons!.S:e
em resolver casos particulares buscando padr&.;~
que permitam generalizar a solução. O problema
abaixo é um bom exemplo de problema que pode
,. _h....... - ,,___ ser resolvido pela técnica de padrões:
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Pois, se resolvermos o mesmo problema para ou muito dispendiosa. O problema a seguir é ~m
uma figura com menos quadrados será mais fácil bom exemplo de problema que pode ser resolvido
descobrir uma maneira geral de calcular o total pela técnica de simulação:
de quadrados da figura original.
6 RECOMENDAÇÕES ACERCA
DO USO DA RESOLUÇÃO DE
• Simulação PRO.BLEMAS COl\tI PROCESSO
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1. A resolu~1o de problemas não de ser resolução de problemas para qu_e a
uma atividade isolada para ser habilidade seja dcsen,.·o vid:1 e isso
separadamente das aulas regulares, demanda tempo. Port:::.nto. não espere
mas deve sei· parte integrante do ver seus alunos hábeis em resolYe r
currículo e cuidadosamente problemas do dia para noite ·
preparada, para ser realizada de
modo continuo e ativo ao longo do
ano letivo; Além das sugestões apresentadas no it~m
. propomos as seouintes recomendaçoes
antenor 1
~ d blema
Se possível a cada aula proponha para o trabalho envolvendo resolução e pro
problemas processo, isso fará com que como processo, que são baseadas na nossa
os alunos achem uma coisa natural experiência e em outros autores :
resolver problemas.
• Incentive o aluno a considerar
2. O fato de existirem problemas difíceis estratégias diferentes que possam ser
não é motivo para eles serem usadas para resolver um pr.oblema,
evitados; usando materiais/procedimentos
O aluno tem o direito de saber que diversos;
existem problemas complicados e de Desse modo ele se sentirá mais à
solução engenhosa e o professor tem vontade para criar seus próprios
o dever de mostrar exemplos desses caminhos na resolução de problemas
problemas para não deixar que os de um modo geral e estará sendo
alunos fiquem acreditando na falsa idéia incentivado a não acreditar no mito que
de saber resolver todos os problemas estabelece que um problema tem sempre
com muita facilidade. uma única.
3. Quanto mais estratégias para resolver • Use perguntas para focalizar a
problemas, as pessoas conhecem, atenção do aluno na informação
ficam mais preparadas e estarão pertinente dada no problema;
aptas a enfrentar os obstáculos da
Assim você estará ajudando o aluno a
vida; não se desviar do que é essencial num
A experiência com o uso de estratégias problema e conseqüentemente, evitando
diversificadas dá ao aluno maiores que o mesmo se embarace com detalhes
chances de criar outras estratégias em desnecessários.
situações novas.
• Sempre que possível planeje dentro
4. A flexibilidade na resolução de de cada conteúdo ou unidade
problemas é um tipo de trabalhada sessões de resolução de
comportamento que se aprende; problemas na interpretação de
Quanto mais oportunidades o alu~o processo;
tiver para resolver pro~lema~ mais Desse modo você evitará que os alunos
chances ele terá de ser mais flex1vel no criem a crença de que os problemas
modo de pensar e agir frente a um são sempre os problemas do tipo
problema. padrão.
S. É preciso tempo para se desenvolver • &timule os alunos a resolverem el
a habilidade de resolver problemas. ou apresentaram / formularem
O aluno necessita de experiência na
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Trilha~. Belém, v.R, n. 18, p. 59-71, dez, 200ó
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p r oblemas criativos dentro de cada estudante dando preferência p a r i! ·
assunto estudado; problemas em que a estratégia de
resolução já trabalhada em sala de aula.
Essa prática estimulará seus alunos a
Isso pode parecer estranho mas não
praticarem a formulação de problemas
devemos esquecer que a avaliação da
que é uma habilidade de muita
aprendizagem deve procurar propor
importância na vida de um modo geral.
situações que o estudante foi preparado
• Não subestin1e a capacidade dos seus e não em situações completamente
alunos em propor e/ou resolver novas. É importante lembrar que na
problemas; escola o objetivo da avaliação é diferente
Isso fará com que você não deixe de do objetivo da avaliação em concursos
~presentar aos seus alunos problemas e seleções.
mteressantes e de dar a oportunidade
dos mesmos desenvolverem sua
criatividade. A resolução de problemas
fora dos níveis habituais amplia a
experiência dos alunos na resolução de
problemas. 6 FONTES DE BONS PROBLEMAS
•
PARA O DESENVOLVIMENTO
Realize sessões de resolução de
problemas estimulando o trabalho COMO PROCESSO
em grupo.
Isso permite a troca de idéias de maneira Em muitas situações uma das dificuldades
mais natural e um melhor de se realizar seções de resolução de problemas
acompanhamento de trabalho da turma na concepção de processo é a seleção de problemas
como um todo. É muito importante que devido ao fato dos problemas publicados nos livros
em aulas de matemática também sejam didáticos serem na sua maioria problemas do tipo
estimuladas atitudes de cooperação. padrão.
• Não proponha problemas não A matemática recreativa tem sido uma
padrões em avaliações de conteúdos grande fonte de problemas não-padrões
trabalhados. interessantes.
A resolução de problemas não-padrões A seguir indicaremos aigumas íontes de
sempre exige certa dose de criatividade problemas não-padrões que podem ser utilizados
por parte de quem os resolve. Desse em aulas de matemática.
modo o momento da avaliação de
aprendizagem não é o mais adequado
para se propor situações em que o 1-BERLOQUIN, P. 100 jogos numéricos.
discente tenha que depender de sua Lisboa: Gradiva, 1999.
criatividade, sagacidade, percepção de Neste livro são encontrados problemas
detalhes para resolver um dado numéricos que tratam de situações variadas desde
problema. Urna alternativa para a preenchimento de quadros passando por questões
inclusão na avaliação de problemas não- que envolvem algoritmos e chegando em questões
padrões é incluir problemas com de razão e proporção.
liberdade de escolha por parte do
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2-BERLOQUIN, P. 100 jogos lógicos ?-GARDNER, M. Divertimentos
Lisboa: Gradiva, 1990. · matemáticos. São Paulo: IRR ASA, 1961.
Neste livro são encontrados problemas Esta obra é um clássico da matemática
lógicos que tratam de situações variadas desde recreativa e contém problemas envolvendo
seqüências a~é a determinação de pessoas ou quadrados mágicos, quebra-cabeças,_ entre.out:os
objetos a partir de uma descrição indireta de suas assuntos que foram publicados na revista Sc1entific
características. American.
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·- - -- - --;---=-:=-· ---==:....-- -- -
i· · · t"ntid'I
12-SILVJ\, J.J. da e LOPES , L . ,!e tal f11PIF! 'J!'i; . ~ t' ·lld 11 ·s ' rw ,ffll g '1.. , .
.. l I . . ; r; , r ,,, . , · t r<>tu1ad:.1
Resolver problemas é divertillo.RJ: J.SILVA , as liah1l11jwfos i ~: !': '• '/ ' e: · 1.,·r"- " t1 · · ~
. 1 .
, ta111h ~111 1,:11 )UIH t'r.·jl! 1. . 1 •
i·r .•.
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t•· · { 1i
.... :--
de
. .
iO
•.
2000. 96p. ' . . 1. l·J "1f '- 1.,-. ..;f 1,HJ . a
prohle111ph ,:,n li l" . ' P ,~ •
Além das obras citadas cm Mason (1997) . .
conhec111wn10 >
,·1 , 11·,· · 1 l··' < ttl ~1~1,n mos,
l,,..j,• /1. " 1
f, •
\ f ., -,. T n,- .... ,
encontra-se uma grande lista comentada de livros Of) raCÕCS l'fllJC~ jll S ,ti/.• l:V/ / : ~ ,i!f' .:í tf,(:( ,..l, t' . u ,
e periódicos ncerca de resolução de pruhlemas. , '
O Sll SSO .
7 CONSIDERAÇÕES FINAIS
IlERLOQlJIN, P. 100 Jtit,,:í 11m,if.·rí"1,~•• L: ,;.,.~::
A resolução de problema sem sombra de Grauiv:1, 1999, 141Jp.
dúvida deve ser uma das principais habilidades a . 100 jog,,s lúhk O' , u ~·.1, ~: · ' ; &('. ! ,, .
serem desenvolvidas pelo ensino de Matemática - --
1990, I26p.
na educação básica. A resolução de problema
como objetivo desenvolve a habilidade de resolver . 100 jogos gcomltri.CJ> . l ;._~Y,"'' G-:~l:t, .;,
problemas padrões que procura garantir o
-1999,
- 130p.
domínio de situações do dia-dia que podem ser BOAVIDA, A. M. Matemaicz t r"":n'. · ;1, , -:
resolvidas por meio de procedimentos bem problemas: múltiplos olhares d:: p ro:_ :,. :: !'i.
definidos e ensinados. Entretanto, essa concepção Educação Matemática, 31 , 43- ' S. g ' .
de resolução de problema não consegue preparar
o estudante para enfrentar com confiança situações BUTTS, T. Formulando problern1S ,: _ ~- -
que exigem criatividade para serem superadas damente. ln: KRULIK, S. · REYS. R. E . •
além de técnicas que não são empregadas na resolução de problemas na matern:i ·
resolução de problemas padrões. Tradução HYGINO H. DO\U1.G.
CORBO. São Paulo: Atual. 199 . ~: . . . .
Atualmente os problemas não-padrões têm
sido utilizados com muita ênfase em processos DANTE, L. R. Didática rln r •· , tu ·:i
de seleção o que tem provocado uma corrida dos problemas de l\folcmática. S.?. U! : : • ..
.
..................._. ...., ~ - ____________
.,_._ .. ·-...,.....
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- ------·.-.·--.......- -,--·- ----------- -----
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