Apostila Condutor Turístico
Apostila Condutor Turístico
VISITANTES) - SENAC
Conteúdo:
1 – Apresentação e Objetivos
1.1 – Objetivo Geral
1.2 – Objetivo Específico
4 - Equipamentos e Navegação
4.1 – Noções Básicas de Navegação e Orientação
4.2 – Roupas e Equipamentos
4.3 – Alimentação
Planejamento é fundamental:
Entre em contato prévio com a administração da área que você vai visitar para tomar
conhecimento dos regulamentos e restrições existentes.
Informe-se sobre as condições climáticas do local e consulte a previsão do tempo antes de
qualquer atividade em ambientes naturais.
Viaje em grupos pequenos de até 10 pessoas. Grupos menores se harmonizam melhor com a
natureza e causam menos impacto.
Evite viajar para as áreas mais populares durante feriados prolongados e férias.
Certifique-se que você possui uma forma de acondicionar seu lixo (sacos plásticos), para trazê-
lo de volta. Aprenda a diminuir a quantidade de lixo, deixando em casa as embalagens
desnecessárias.
Escolha as atividades que você vai realizar na sua visita conforme o seu condicionamento
físico, o seu nível de experiência e o condicionamento físico do seu grupo.
Calcule o tempo total que passará viajando e deixe um roteiro da viagem com alguém de
confiança, com instruções para acionar o resgate, caso necessário.
Avise à administração da área a qual você está visitando sobre: sua experiência, o tamanho do
grupo, o equipamento que vocês estão levando, o roteiro e a data esperada de retorno. Estas
informações facilitarão seu resgate em caso de acidente.
Aprenda as técnicas básicas de segurança, como navegação (como usar um mapa e uma
bússola) e primeiros socorros. Para tanto, procure os clubes excursionistas, escolas de
escalada etc.
Tenha certeza de que você dispõe do equipamento apropriado para cada situação. Acidentes e
agressões à natureza em grande parte são causados por improvisações e uso inadequado de
equipamentos. Leve sempre: lanterna, agasalho, capa de chuva, um estojo de primeiros
socorros, alimento e água; mesmo em atividades com apenas um dia ou poucas horas de
duração.
Mantenha-se nas trilhas pré-determinadas - não use atalhos. Os atalhos favorecem a erosão e
a destruição das raízes e plantas inteiras.
Mantenha-se na trilha, mesmo se ela estiver molhada, lamacenta ou escorregadia. A
dificuldade das trilhas faz parte do desafio de vivenciar a natureza. Se você contorna a parte
danificada de uma trilha, o estrago se tornará maior no futuro.
Acampando, evite áreas frágeis que levarão um longo tempo para se recuperar após o impacto.
Acampe somente em locais pré-estabelecidos, quando existirem. Acampe a pelo menos 60
metros de qualquer fonte de água.
Não cave valetas ao redor das barracas, escolha melhor o local e use um plástico sob a
barraca.
Bons locais de acampamento são encontrados, não construídos. Não corte nem arranque a
vegetação, nem remova pedras ao acampar.
Ao percorrer uma trilha, e /ou sair de uma área de acampamento, certifique-se de que ela
permanece como se ninguém houvesse passado por ali. Remova todas as evidências de sua
passagem.
Não deixe rastros!
Traga seu lixo de volta:
Se você pode levar uma embalagem cheia para um ambiente natural, pode trazê-la vazia na
volta. Embalagens vazias pesam pouco e não ocupam espaço na mochila.
Não queime nem enterre o lixo. As embalagens podem não queimar completamente, e animais
podem cavar até o lixo e espalhá-lo. Traga todo o seu lixo de volta com você.
Utilize as instalações sanitárias que existirem. Caso não haja instalações sanitárias (banheiros
ou latrinas) na área, enterre as fezes em um buraco com 15 centímetros de profundidade e a
pelo menos 60 metros de qualquer fonte de água, trilhas ou locais de acampamento, e em local
onde não seja necessário remover a vegetação. Traga o papel higiênico utilizado de volta.
Deixe cada coisa em seu lugar:
Não construa qualquer tipo de estrutura, como bancos, mesas, pontes etc. Não quebre ou corte
galhos de árvores, mesmo que estejam mortas ou tombadas, pois podem estar servindo de
abrigo para aves ou outros animais.
Nada se leva de um parque ou de uma unidade de conservação. Animais, plantas, rochas,
frutos, sementes e conchas encontrados nos local fazem parte do ambiente e aí devem
permanecer.
Tire apenas fotografias, deixe apenas leves pegadas, e leve para casa apenas suas memórias.
Observe os animais à distância. A proximidade pode ser interpretada como uma ameaça e
provocar um ataque, mesmo de pequenos animais. Além disso, animais silvestres podem
transmitir doenças graves.
Não alimente os animais. Os animais podem acabar se acostumando com comida humana e
passar a invadir os acampamentos em busca de alimento, danificando barracas, mochilas e
outros equipamentos.
Não retire flores e plantas silvestres. Aprecie sua beleza no local, sem agredir a natureza e
dando a mesma oportunidade a outros visitantes.
Deixe os animais domésticos em casa, pois podem causar problemas, como a introdução de
doenças e ameaças ao ambiente natural.
Cores fortes, como o vermelho, laranja ou amarelo, devem ser evitadas, pois podem ser vistas
a quilômetros de distância e quebram a harmonia dos ambientes naturais. Use roupas e
equipamentos de cores neutras. Para chamar a atenção de uma equipe de socorro, em caso
de emergência, leve um plástico ou tecido vermelho/laranja, com pelo menos 2 metros
quadrados, guardado na mochila.
Para colaborar de uma forma mais ativa na conservação dos parques e outras áreas naturais
protegidas, você pode: Associar-se a um grupo excursionista. Os grupos excursionistas são
entidades sem fins lucrativos que promovem atividades como caminhadas, montanhismo,
canoagem, exploração de cavernas etc. Nestes grupos você encontrará Companhia,
treinamento e orientação para a prática dessas atividades com segurança e sem agredir o meio
ambiente.
Denunciar agressões ao meio ambiente aos órgãos responsáveis pela fiscalização dos parques
e outras áreas naturais protegidas.
1. Jamais leve um grupo a locais e trilhas onde nunca tenha estado antes e que não conheça
muito bem;
2. Habitue-se a manter bom condicionamento físico;
3. Procure transmitir segurança e equilíbrio emocional ao grupo de visitantes, utilizando o bom
senso em qualquer situação, mantendo a calma e controlando o grupo em situações de risco
ou emergência;
4. Procure o consenso em situações onde haja conflito, respeitando e tratando a todos com
cortesia; acolha opiniões e sugestões, mas seja firme em ações que envolvam a segurança do
grupo;
5. Evite dar ordens, oriente e busque a cooperação de todos;
6. Controle suas reações, pense bem antes de emitir uma opinião de responsabilidade;
7. Evite responsabilidades que sejam atribuições de outras pessoas ou de instituições;
8. Evite críticas a qualquer pessoa;
9. Evite demonstrar simpatia excessiva ou sentimento de animosidade por qualquer membro do
grupo, seja profissional;
10. Conheça e respeite a legislação e as regras concernentes às unidades de conservação, às
outras áreas de visitação e à sua atividade.
Recebendo o visitante
O visitante chega cheio de expectativas e animado com o passeio. Ao reunirem o grupo para
iniciar a atividade, os condutores devem aproveitar essa primeira oportunidade para se
apresentarem, dar as boas-vindas a todos e estabelecer relação mútua de confiança e
amizade.
As informações a seguir devem constar também no material de divulgação dos roteiros:
descrever o roteiro do passeio, discorrendo sobre os atrativos, os locais de parada, a atração
principal (quando houver) e as dificuldades e principais obstáculos do trajeto, como a travessia
de rios, o caminho por pedras, subidas ou descidas íngremes ou expostas, construções de
interesse histórico, pinturas rupestres etc. Há igual importância informá-los sobre as regras a
serem observadas durante a atividade.
Também deve ser proporcionada pequena explanação sobre o ambiente, o ecossistema que
está sendo visitado e também sobre os costumes e peculiaridades da cultura local. Essas
informações poderão ser enriquecidas durante o passeio.
Nas Unidades de Conservação, o Condutor de Visitantes deve ainda explicar brevemente a
categoria e os objetivos de preservação da área, ressaltando a importância da conservação
daquele ecossistema.
A atividade do Condutor de Visitantes deve enfatizar a experiência de se conviver com o
ambiente natural e a cultura local. O caráter coletivo, colaborativo e também não-competitivo do
passeio deve ser estimulado.
Nas trilhas, os Condutores de Visitantes deverão lembrar aos visitantes para seguirem os
princípios de mínimo impacto, pedindo colaboração no trajeto, evitando a dispersão do grupo e
atendendo às instruções dos monitores. Antes de iniciar o passeio, os monitores devem
verificar se cada visitante está devidamente trajado e calçado e se porta ao menos um cantil
com água potável, lanche, um agasalho e um abrigo impermeável.
Os Condutores de Visitantes deverão sugerir às pessoas que não apresentarem condições
físicas ou vestimentas ou calçados adequados, que façam outro tipo de atividade ou então que
retornem em outra data. Também deverão recomendar aos visitantes não portarem armas,
facões etc. O monitor deverá também recomendar que o uso de instrumentos musicais ou de
aparelhos sonoros de pequeno porte não extrapole a esfera pessoal.
Antes de sair, durante a caminhada e ao seu final, não se esqueça de estabelecer alguma
forma eficaz de contagem do número de pessoas no grupo de visitantes.
Na trilha
Caberá aos Condutores de Visitantes imprimirem ritmo de caminhada que respeite a
capacidade do grupo de visitantes, tornando o trajeto confortável, relaxante e seguro.
Cabe também aos condutores tornarem o trajeto interessante para que não seja apenas um
percurso aborrecido até o(s) atrativo(s). Esse desafio iniciou-se na recepção e desenvolve-se
ao longo da trilha, chamando a atenção dos visitantes para aspectos característicos, pitorescos
ou surpreendentes do trajeto. Para isso, os Condutores de Visitantes devem, além de conhecer
muito bem o trajeto e suas variantes, informar-se adequadamente sobre os aspectos do
ambiente natural e da cultura local: história, costumes, folclore, lendas, festividades tradicionais
etc.; cuidado para não se tornarem aborrecidos.
Fique atento à relação adequada entre o número de visitantes e o número de condutores.
Grupos pequenos, de até 12 (doze) pessoas (incluindo os condutores) são mais adequados
que grupos grandes. Lembre-se que o número desejável de condutores, deve ser de 2 (duas)
pessoas.
Cuide para não deixar ninguém para trás e mantenha o grupo coeso. Fique atento e dê apoio
às pessoas que apresentarem dificuldades no trajeto, mas lembre-se de que isso não significa
que você deverá levá-las pela mão ou às suas costas.
Use adequadamente seu aparelho de comunicação. Deixe o apito para emergências e evite
gritar.
Programe um número maior ou menor de paradas de acordo com o tamanho e as
características de cada grupo.
Quando houver água potável na trilha, lembre a todos para reabastecerem seus cantis, mas
não esqueça de recomendar que a água, mesmo a mais límpida, seja adequadamente tratada.
Oriente os visitantes em relação ao melhor procedimento para causar o mínimo impacto na
hora das necessidades fisiológicas.
Empreste sua pazinha e explique sua necessidade. Não se esqueça também de lembrá-los de
que devem trazer todo o lixo de volta.
Nas paradas
Quase toda trilha tem paradas para descanso, para tomar lanche e para desfrutar dos atrativos.
Cada tipo de parada tem duração e finalidades diferentes, que não devem ser encaradas
rigidamente, mas esticadas, resumidas ou suprimidas de acordo com as características de
cada local e o interesse e as características de cada grupo.
As paradas servem não só para descansar, mas também para beber água, refrescar-se e
comer algum petisco. As paradas mais longas devem coincidir com os atrativos: uma
cachoeira, uma praia, um mirante, o topo de uma montanha etc.
Aproveite as paradas para fazer a contagem das pessoas, integrar-se com os visitantes,
discorrer sobre aspectos interessantes do local.
Acompanhe o visitante de perto nos locais que envolvam algum risco, como banhos em
cachoeiras ou atividades que requeiram a utilização de cordas ou equipamentos específicos.
Fique atento para o risco de afogamentos em banhos de mar ou rio e quedas em locais altos e
pouco protegidos.
Solicite aos visitantes que não se dispersem demasiadamente e que não abandonem o local
sem aviso. Nunca deixe um visitante desacompanhado em uma parada, esperando o grupo
voltar.
Caso um visitante ou grupo deseje ou necessite permanecer no meio do trajeto ou retornar
antes de atingir o ponto mais distante do passeio deve ser acompanhado de, ao menos, um
condutor experiente.
Nunca é demais lembrar a todos que tragam de volta toda e qualquer embalagem ou lixo que
for produzido no passeio e recomendar as práticas de mínimo impacto, principalmente para as
necessidades fisiológicas.
Na despedida
A despedida é o momento adequado para reforçar a importância de se preservar o ambiente
natural e a conservação de seus recursos.
Discorra sobre a importância da Mata Atlântica ou sobre qualquer outro ecossistema em que
esteja acontecendo sua atividade, sobre a necessidade da preservação dos recursos naturais e
da biodiversidade e estabeleça a relação desses fatores com o nosso cotidiano. Conclame a
todos para colaborarem na busca de soluções para os problemas ambientais, começando por
agir de modo ambientalmente responsável.
Os Condutores de Visitantes poderiam distribuir impressos com nomes e endereços de
instituições voltadas à conservação ambiental do local visitado, onde os visitantes possam
contribuir com doações ou trabalho voluntário.
Poderão ser divulgados locais próximos para visitação pública, convidando a todos para breve
retorno.
Peça aos visitantes que preencham pequeno questionário, dando sua opinião sobre as
atividades realizadas, tendo em vista aperfeiçoar a qualidade do atendimento.
3.4. Liderança
O líder de uma excursão é aquele que tem a especial responsabilidade para organizar a
excursão e para tomar decisões durante o evento na montanha. Dependendo da natureza do
grupo, o nível de organização formal pode variar de altamente estruturado para virtualmente
inexistente. De qualquer maneira existem funções que devem ser realizadas de uma maneira
ou de outra para que o sucesso da excursão aconteça. O posto de líder deve ser confiado a
quem está sendo o organizador da atividade, mas às vezes o líder surge espontaneamente, o
fato real é que em toda excursão existe algum tipo de liderança que pode se expressar de
muitas formas.
Essa aula visa mostrar algumas das relações de liderança que podem ocorrer dentro de
eventos em grupo como, por exemplo, uma excursão guiada na montanha.
Líder: Alguém com a responsabilidade especial para organizar a excursão e tomar decisões no
decorrer da atividade.
Dependendo do grupo a liderança varia:
Pode ser espontânea ou organizada;
Pequenos grupos não elegem um líder;
Grupos grandes não se gerem sem um líder;
Divisão de tarefas:
Informal: cada um assume uma função;
Chefia: o líder é quem teve a idéia original;
Mais experiente: mais responsável?;
Clubes: Supervisão de novatos por sócios mais experientes e organizados;
Excursões guiadas: contratação de condutor com o objetivo de maximizar a segurança
durante a atividade.
O guia COMANDA o grupo e toma as decisões assumindo os riscos.
Papel do Líder:
O líder precisa: Estar em forma, mas não precisa ser o mais forte do grupo. Ter bom poder de
julgamento, senso comum (pensar pelos outro e pelo grupo) e sincero interesse pelo bem estar
do grupo.
Guardião: Deve saber se estão todos equipados devidamente, se têm experiência, se estão
em forma. Ao longo da viagem as pessoas ficam cansadas o que leva à desatenção, o líder
deve estar sempre em busca de sinais no grupo, explicando, relembrando, e chamando a
atenção se necessário. Tomada de decisões
Planejador: Não deve fazer tudo, mas coordenar para que tudo seja feito.
Expert: Deve saber de tudo um pouco: equipo, primeiros socorros, resgate, clima.e
Professor: evitar dizer “Está errado”, ser positivo: “Deixe-me mostrar a você como isso
funciona”
Treinador: Ajudando as pessoas a superar obstáculos individuais, trazendo satisfação e
desenvolvimento
Indagador: Onde acampar? Que trilha escolher? Que hora iniciar a caminhada?
Arbitro: Incentivando e acalmando ânimos, coordenando, apaziguando.
Guardião do meio ambiente: Praticando o mínimo impacto sempre e passar a idéia adiante.
Não seja centralizador, as decisões podem ser tomadas pelo grupo. O grupo se fortalece
quando cada indivíduo toma conta de si e do próximo. Seja honesto em relação às suas
limitações, se não sabe, admita e peça ajuda. Seja sempre bem humorado!
Organizando a caminhada
Informe-se sobre o lugar: Mapas, Croquis, Dicas de outros montanhistas, Boletins, Revistas,
Telefone.
Painel de alerta: Força individual, Força do Grupo, Tempo, Clima, Distância, equipamento,
Comida.
Tomando esses cuidados não deixará que as pessoas generalizem o aspecto ou caráter dos
Condutores de Visitantes.
4 – Equipamentos e Navegação
Onde estou? Como eu posso encontrar o caminho para lá? Qual é a distância para o cume
dessa montanha? Essas são as três perguntas mais realizadas no montanhismo. Esse módulo
é uma introdução para você poder responder tais perguntas utilizando a navegação e a
orientação. Com esse conhecimento básico você ficará apto a planejar rotas, localizar-se
durante um percurso e o principal, achar o caminho de casa.
Orientação: é a ciência que determina a sua exata posição na Terra. Para isso requer um bom
conhecimento em leitura de mapas e bússula, além da habilidade de se utilizar o altímetro e
talvez até mesmo o GPS (Sistema de Posicionamento Global). Com um pouco de empenho
qualquer pessoa pode adquirir esses conhecimentos sem necessidade de embasamento
matemático ou científico.
O caminho a percorrer
Encontrar a melhor rota é a arte da conjugação dessas duas modalidades anteriores, no
entanto, necessita tempo, experiência, senso crítico, bom senso e julgamento. Esse processo
inicia-se em casa, onde você necessita reunir todas as informações sobre como chegar ao
local e o que vai encontrar no caminho. Guias informativos, geralmente fornecem a descrição
do percurso como o tempo estimado, altitude, distâncias, pontos de interesse. Outras
ferramentas são mapas topográficos, esquemas de percursos, fotografias aéreas, fotografias
descritivas de postos do percurso. Outras pessoas que já realizaram o percurso desejado
também são uma fonte interessante de informação, não deixe de entrar em contato com elas.
O mapa
O mapa é uma figura simbólica de um local. Ele condensa uma variedade de informações de
uma forma que pode ser facilmente interpretada e transportada
Tipos de mapas:
Os mapas podem ser utilizados para diversos propósitos
Mapa dimensionado: tenta mostrar a diferença de relevo utilizando para isso a diferença de
cores entre altitudes, tipo de terreno, vegetação.
Mapas recreacionais: São mapas esclarecedores têm como objetivo colocarem os atrativos
de maneira clara e simplificada para que se tenha uma visão geral sobre o que existe na área.
Esquema de mapas: geralmente desenhados a mão livre, destacam os principais pontos de
podem ocorrer a perda de direcionamento, muito utilizado por montanhistas e são muito
importantes para a complementação dos mapas de maior escala.
Mapas topográficos: Estes detalham a topografia pelas curvas de nível que indicam a altitude
a partir do nível do mar.
Essa técnica é muito útil para aqueles que desejam medir distâncias aproximadas com uma
precisão aceitável sem a necessidade da utilização de instrumentos, como a trena por
exemplo. A técnica é simples e deve ser treinada com antecedência. Primeiramente, deve se
medir uma distância fixa, geralmente 50 metros, em seguida percorrer essa distância sem
alterar o comprimento de sua passada, realizando a marcha de forma natural. Após realizar
três aferições tira-se a média aritmética do número de passadas e divide-se o resultado por 2.
Esse número será o seu passo duplo.
Para saber o comprimento de seu passo duplo basta dividir os 50 metros pelo número de
passos duplos
Cada indivíduo deve ter a sua aferição, pois esta varia de acordo com as medidas
antropométricas, como comprimento da perna e tipo de passada.
A medida deve ser realizada em planos inclinados pois há variação entre as medidas de passo
duplo quando se está subindo, descendo ou andando no plano. Assim cada pessoa deve ter no
mínimo 3 medidas de passo duplo:
Dividindo o número de passos duplos por 50m, você terá o comprimento de sua passada.
No Plano: _______
Subindo: _______
Descendo: _______
5.1.3 - A bússula:
A tabela deve conter as seguintes informações para os dados serem plotados no mapa como
ilustrado no exemplo abaixo:
Trilha agulha
beija flor
Data 12/07/2006 > curva para a esquerda
Responsáveis: Daniel e José
Augusto < curva para a direita
Coordenadas de curva em
relação ao NORTE
P0 início da trilha S 2226484 W
04300235 S W
passos Dist
duplos em α α Situação da trilha
TEMPERATURA (ºC)
Velocidade do
+4 +2 -1 -7 -12 -16 -23 -29 -34 -40 -46
vento(km/h)
36 -7 -12 -15 -23 -32 -37 -46 -54 -62 -71 -79
40 -9 -12 -16 -26 -34 -43 -51 -59 -68 -76 -84
48 -12 -15 -16 -29 -34 -46 -54 -62 -71 -79 -85
56 -12 -15 -20 -29 -37 -46 -54 -62 -73 -82 -90
64 -12 -16 -20 -29 -37 -48 -57 -65 -73 -82 -90
Para utilizar esta tabela que mostra a intensidade da sensação do efeito do vento e
a temperatura equivalente, encontre na coluna da esquerda a velocidade do vento
(em km/h) e na parte superior a temperatura em (ºC). A intercessão de ambos
marca a temperatura equivalente. Por exemplo: a uma temperatura de -16ºC, com
uma brisa de 24 km/h, o resultado será de -34ºC em um dia tranqüilo, e se devem
tomar medidas para proteger o corpo do congelamento. As zonas da tabela indicam
o perigo de congelamento de uma pessoa média que está devidamente vestida para
a situação. Quando a efetiva temperatura é de -34oC ou menos certifique-se de
tomar cuidados para minimizar a exposição de pele nua ao vento
As roupas para atividades ao ar livre são feitas de uma variedade de tecidos, cada qual com
suas vantagens e desvantagens.
Algodão: é confortável para vestir quando seco, mas absorve muitas vezes o seu peso em
água, perdendo sua capacidade de isolamento quando molhado. Porque absorve muita água,
leva bastante tempo para secar. Em climas quentes, entretanto, o algodão ventila bem e ajuda
a esfriar o corpo. Molhado em um dia quente, a água que evapora do algodão ajudará você a
refrescar-se.
Lã: absorve menos água que o algodão, mas mesmo assim não é tão efetiva quando molhada
se compararmos com os tecidos sintéticos.
Pile sintético: não absorve água. Alguma umidade fica retida suspensa entre os filamentos do
tecido quando está molhado, mas a maioria da água pode ser torcida. Vestimentas feitas de
pile sintético são relativamente quentes quando molhadas e secam rápido. O pile é também
muito leve e macio e por isso, peso por peso, ele aprisiona mais ar quente nos seus espaços
mortos do que as fibras naturais - como a lã. Todas estas características contribuem para que o
pile seja um versátil e efetivo material de isolamento.
Poliéster, acrílico e polipropileno: são tecidos usados em uma grande variedade de roupas
de baixo, longas e vestimentas de isolamento. Os filamentos sintéticos destes tecidos são
também leves, não absorventes e secam rapidamente. Os filamentos de alguns tecidos são
também muito bons para transportar a transpiração para longe do corpo, tornando-os bem
adequados para uso próximo à pele. Mais e mais tecidos estão sendo desenvolvidos para isto.
Como consequência, estes tecidos têm substituído largamente a lã, algodão e seda para uso
em roupas de baixo. Quando for escolher este tipo de vestimenta, consulte as etiquetas das
roupas ou peça auxílio ao vendedor.
Nylon: capas de nylon, as quais vão sobre as camadas de isolamento, protegem contra o
vento mas não são impermeáveis, a menos que o nyIon seja resinado. Normalmente usam-se
resinas de poliuretano para impermeabilizar o nyIon. Resinagens de poliuretano são leves e
efetivas quando recebem a devida manutenção, mas não são muito resistentes à abrasão ou
mofo. Embora a maioria das capas mantenham a chuva fora, elas também fecham o suor
dentro. Se você trabalhar duro, o suor gerado pode umedecer as camadas de isolamento que
estão mais próximas à você. Coberturas (resinagens) com microporos foram desenvolvidas
para solucionar este problema. Estas coberturas têm bilhões de microscópicos orifícios por
milímetros quadrado. A umidade vaporizada da sua pele têm um tamanho de molécula muito
menor do que a água líquida. Os orifícios na cobertura são grandes o suficiente para deixar o
vapor escapar, mas muito pequenos para que a água líquida possa entrar. Assim, as
coberturas "respiram" e ainda são à prova d'água. Goretex, o primeiro tecido
impermeável/transpirante do mercado, usa a mesma teoria. Infelizmente este tipo de tecido não
funciona tão perfeitamente em climas tropicais úmidos.
Os anoraques para chuva devem apresentar as seguintes qualidade:
Um tamanho grande o suficiente permite adicionar camadas de roupa por baixo sem
comprimir sua respiração ou restringir seus movimentos.
Um capuz com uma viseira e um protetor de pescoço para que a água possa driblar
rosto e pescoço. Um bom capuz deve ser grande o suficiente para acomodar um
chapéu (ou um capacete de escalada) e não deve atrapalhar a visão quando você olha
para o lado.
As costuras devem ser seladas de fábrica com uma fita adesiva. Observe se a fita
seladora está bem colada ao tecido. Todas as costuras devem ser seladas para
prevenir que a umidade entre através dela e é preferível tê-las seladas de fábrica que
tentar selar você mesmo.
Zíperes com dentes grandes e duráveis e boa cobertura para manter o zíper seco.
Bolsos que tenham acesso com as mão enluvadas e que possam ser fechados.
Também é recomendável uma cobertura sobre o bolso para manter a água fora.
O comprimento do anoraque deve se estender abaixo dos quadris, com um cordão na
cintura que permita você apertar a parte de baixo.
Mangas que cubram os punhos, que devem ser fechados com pressão, elásticos ou
velcro, para manter as mangas na altura certa.
Ventilação: aberturas controláveis na frente, na cintura, sob os braços, lados, punhos,
que permitam você abrir para ventilar ou fechar para aprisionar o ar quente próximo ao
seu corpo.
Cabeça
Quando o resto do corpo está devidamente vestido, uma cabeça descoberta é como um
radiador, responsável pela liberação de mais da metade do que o corpo perde de calor. A
cabeça é a primeira parte do corpo que deve ser descoberta quando você está superaquecido
e a primeira parte a ser protegida, quando você está com frio. Um velho ditado diz? "Se os
seus pés estão frios, ponha um chapéu". Existe aí uma verdade, pois assim que a cabeça e
tronco ficam frios, a circulação sangüínea é reduzida nos braços e pernas em favor do
aquecimento das partes vitais. Para que a circulação sangüínea aumente nos braços e pernas
você precisa aquecer as áreas vitais da cabeça e tronco. A balaclava ou passa-montanha ou
ainda Joana d'arc é uma versátil proteção para isolar a cabeça. Inteiramente vestida, ela
protege a face e o pescoço do frio; enrolada para cima ela aquece a cabeça, mas permite a
ventilação da parte superior do corpo através da área do pescoço.
Calças
Suas calças de isolamento podem ganhar tamanho para proporcionar maior liberdade de
movimentos. Serão feitas de tecido fortemente entrelaçado, com um acabamento resistente ao
vento e à abrasão. Misturas de lã ou lã/sintéticos funcionam bem. No frio e climas úmidos, o
pile sintético é outra boa escolha porque retém a maioria das suas características de
isolamento quando molhado. O pile não é resistente ao vento, mas uma capa de nylon,
integrada às calças ou em separado, remediará o problema. Para ajudar as camadas isolantes
abaixo da cintura, procure por calças com zíperes em todo o comprimento, que permitirão a
você vesti-las mesmo quando estiver usando botas. A vida útil de suas calças pode ser
prolongada reforçando o traseiro com remendos de nylon ou outro tecido durável.
Calçados: leve um tênis ou bota confortável para a caminhada. Novos nem pensar, pois
podem causar bolhas. Se comprar um tênis novo faça com antecedência e use bastante para
se certificar que estarão amaciados para a atividade. Verifique bem o solado para que seja
aderente, dando preferência aos solados de borracha, ao invés do plástico. Uma boa idéia é
usar duas meias, uma meia fina primeiro e por cima uma mais grossa. Desta forma as chances
de ter uma bolha no pé diminuem, já que se houver atrito, será entre uma meia e a outra.
Equipamentos essenciais
1. Lanterna, com lâmpada e pilhas sobressalentes
2. Estojo de primeiros socorros (1), canivete
3. Fósforos, isqueiro ou acendedor de fogo, em embalagem à prova d.água, velas
4. Abrigo impermeável (capa ou anorak)
5. Agasalho (abrigo de lã ou sintético)
6. Comida extra
7. Apito, mapa e bússola
(1) verifique regularmente se não falta algum item em seu estojo de primeiros-socorros ou se
algum medicamento está vencido. Lembre-se do risco e da responsabilidade de ministrar
medicamentos a terceiros.
(2) quando o local visitado for coberto por esse serviço.
(3) ver no capítulo prevenção de acidentes.