Desenho Auxiliado por
Computador
Prof. Pedro Thiago Venzon
2018
Copyright © UNIASSELVI 2018
Elaboração:
Prof. Pedro Thiago Venzon
Revisão, Diagramação e Produção:
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Ficha catalográfica elaborada na fonte pela Biblioteca Dante Alighieri
UNIASSELVI – Indaial.
V472d
Venzon, Pedro Thiago
Desenho auxiliado por computador. / Pedro Thiago Venzon – Indaial:
UNIASSELVI, 2018.
186 p.; il.
ISBN 978-85-515-0211-2
1.Desenho técnico – Brasil. 2.Desenho industrial – Brasil. II. Centro
Universitário Leonardo Da Vinci.
CDD 745.2
Impresso por:
Apresentação
A programação vem se posicionando como uma importante
ferramenta nos avanços contemporâneos na engenharia e arquitetura.
Técnicas incorporadas aos programas de desenho proporcionaram aos
profissionais dessas áreas segurança e qualidade para os projetos, visto
que a programação permite uma maior precisão no desenho. Tais fatores
tornam o conhecimento das ferramentas computacionais essenciais para os
profissionais das diversas áreas.
O desenho técnico consiste em um ramo especializado que associa
a normatização à geometria descritiva como base para o projeto. Todas as
informações referentes ao projeto devem estar contidas no desenho, visto que
este consiste em um meio de comunicação entre quem projeta e quem executa.
Atualmente, o desenho técnico tem sido executado predominantemente em
ambiente CAD (Computer Aided Design), no qual o projetista utiliza linhas nos
planos cartesianos para o desenho de diferentes objetos. Dentre os programas
que utilizam a linguagem CAD, o software AutoCAD é o programa com
maior aceitação entre os profissionais para a realização desses tipos de
desenhos. Diante do exposto, o conhecimento para a execução de projetos
fazendo-se uso do AutoCAD é fundamental para a inserção do projetista no
mercado de trabalho.
Nesse livro, você, acadêmico(a), encontrará subsídios para
desenvolver seus projetos com eficiência e aprimorar seu trabalho fazendo
uso do software AutoCAD. Na primeira unidade serão apresentados os
conceitos iniciais do software AutoCAD e os comandos para desenho de
formas geométricas simples (linhas, pontos, círculos, entre outras).
A segunda unidade irá proporcionar ao(à) acadêmico(a) os comandos
de edição das formas geométricas desenhadas. Por meio desses comandos é
possível elaborar desenhos unindo diferentes formas geométricas.
Na terceira unidade serão apresentados os comandos para a
impressão dos desenhos. No decorrer do livro será disponibilizado um
exemplo de projeto arquitetônico, no qual, você, acadêmico(a), poderá
executar os comandos estudados.
III
NOTA
Você já me conhece das outras disciplinas? Não? É calouro? Enfim, tanto
para você que está chegando agora à UNIASSELVI quanto para você que já é veterano, há
novidades em nosso material.
Na Educação a Distância, o livro impresso, entregue a todos os acadêmicos desde 2005, é
o material base da disciplina. A partir de 2017, nossos livros estão de visual novo, com um
formato mais prático, que cabe na bolsa e facilita a leitura.
O conteúdo continua na íntegra, mas a estrutura interna foi aperfeiçoada com nova
diagramação no texto, aproveitando ao máximo o espaço da página, o que também
contribui para diminuir a extração de árvores para produção de folhas de papel, por exemplo.
Assim, a UNIASSELVI, preocupando-se com o impacto de nossas ações sobre o ambiente,
apresenta também este livro no formato digital. Assim, você, acadêmico, tem a possibilidade
de estudá-lo com versatilidade nas telas do celular, tablet ou computador.
Eu mesmo, UNI, ganhei um novo layout, você me verá frequentemente e surgirei para
apresentar dicas de vídeos e outras fontes de conhecimento que complementam o assunto
em questão.
Todos esses ajustes foram pensados a partir de relatos que recebemos nas pesquisas
institucionais sobre os materiais impressos, para que você, nossa maior prioridade, possa
continuar seus estudos com um material de qualidade.
Aproveito o momento para convidá-lo para um bate-papo sobre o Exame Nacional de
Desempenho de Estudantes – ENADE.
Bons estudos!
IV
V
VI
Sumário
UNIDADE 1 – CONCEITOS INICIAIS............................................................................................... 1
TÓPICO 1 – APRESENTAÇÃO DO SOFTWARE AUTOCAD........................................................ 3
1 INTRODUÇÃO...................................................................................................................................... 3
2 SISTEMAS CAD.................................................................................................................................... 3
2.1 BARRA DE TÍTULOS....................................................................................................................... 5
2.2 BARRA DE MENU........................................................................................................................... 7
2.3 BARRA DE FERRAMENTAS.......................................................................................................... 8
2.4 INTERFACE GRÁFICA................................................................................................................... 8
2.5 CAIXA DE FERRAMENTAS........................................................................................................... 9
2.6 BARRA DE COMANDOS............................................................................................................... 10
2.7 BARRA DE RODAPÉ....................................................................................................................... 11
RESUMO DO TÓPICO 1........................................................................................................................ 13
AUTOATIVIDADE.................................................................................................................................. 14
TÓPICO 2 – CONFIGURAÇÕES DO AMBIENTE DE TRABALHO............................................. 17
1 INTRODUÇÃO...................................................................................................................................... 17
2 ENTRADA DE COMANDOS............................................................................................................. 17
2.1 USO DO MOUSE.............................................................................................................................. 17
2.2 MODOS DE SELEÇÃO.................................................................................................................... 18
2.3 USO DO TECLADO......................................................................................................................... 19
3 SALVAMENTO AUTOMÁTICO ....................................................................................................... 20
4 UNIDADES DE MEDIDAS................................................................................................................. 23
RESUMO DO TÓPICO 2........................................................................................................................ 26
AUTOATIVIDADE.................................................................................................................................. 27
TÓPICO 3 – TRAÇADOS BÁSICOS.................................................................................................... 29
1 INTRODUÇÃO...................................................................................................................................... 29
2 PONTO (POINT).................................................................................................................................... 30
2.1 PONTOS DE REFERÊNCIA . ......................................................................................................... 32
3 LINHA (LINE)......................................................................................................................................... 34
4 MULTILINHA (MULTILINE).............................................................................................................. 37
5 POLILINHA (POLYLINE).................................................................................................................... 38
6 LINHAS CURVAS (SPLINE)............................................................................................................... 39
RESUMO DO TÓPICO 3........................................................................................................................ 41
AUTOATIVIDADE.................................................................................................................................. 42
TÓPICO 4 – DESENHOS DE PRIMITIVAS GEOMÉTRICAS PLANAS...................................... 45
1 INTRODUÇÃO...................................................................................................................................... 45
2 FORMAS RETANGULARES (RECTANG)........................................................................................ 45
3 FORMAS CIRCULARES (CIRCLE)................................................................................................... 47
4 FORMAS DE ANEL (DONUT)............................................................................................................ 49
5 FORMAS DE ARCO (ARC).................................................................................................................. 50
6 FORMAS DE ELIPSE (ELLIPSE)........................................................................................................ 51
VII
7 FORMAS POLIGONAIS (POLYGON).............................................................................................. 52
LEITURA COMPLEMENTAR................................................................................................................ 54
RESUMO DO TÓPICO 4........................................................................................................................ 58
AUTOATIVIDADE.................................................................................................................................. 59
UNIDADE 2 – DOMÍNIO DAS FORMAS.......................................................................................... 61
TÓPICO 1 – COMANDOS DO SOFTWARE...................................................................................... 63
1 INTRODUÇÃO...................................................................................................................................... 63
2 COMANDOS DE EDIÇÃO................................................................................................................. 63
2.1 APAGAR (ERASER)......................................................................................................................... 63
2.2 MOVER (MOVE)............................................................................................................................... 64
2.3 COPIAR (COPY)............................................................................................................................... 65
2.4 ROTACIONAR (ROTATE)............................................................................................................... 66
2.5 ESCALA (SCALE)............................................................................................................................. 67
2.6 QUEBRA (BREAK)............................................................................................................................ 68
2.7 EXPLODIR (EXPLODE)................................................................................................................... 69
2.8 CHANFRO (CHAMFER)................................................................................................................. 71
2.9 CONCORDÂNCIA (FILLET).......................................................................................................... 72
2.10 ESPELHAR (MIRROR)................................................................................................................... 73
2.11 DESFAZER (UNDO)....................................................................................................................... 74
2.12 CORTAR (TRIM)............................................................................................................................. 75
2.13 DUPLICAR (OFFSET).................................................................................................................... 76
2.14 DIVIDIR (DIVIDE).......................................................................................................................... 77
3 COMANDOS DE AVERIGUAÇÃO................................................................................................... 78
3.1 MEDIDAS (MEASURE)................................................................................................................... 78
3.1.1 Distância (Dist)......................................................................................................................... 79
3.1.2 Área (Area)................................................................................................................................ 80
3.1.3 Propriedades dos Planos (Mass Properties)........................................................................... 81
4 COMANDOS DE TABELA.................................................................................................................. 81
RESUMO DO TÓPICO 1........................................................................................................................ 87
AUTOATIVIDADE.................................................................................................................................. 88
TÓPICO 2 – DEFINIÇÃO DAS COORDENADAS........................................................................... 89
1 INTRODUÇÃO...................................................................................................................................... 89
2 COORDENADAS ABSOLUTAS........................................................................................................ 89
3 COORDENADAS RELATIVAS.......................................................................................................... 91
4 COORDENADAS POLARES.............................................................................................................. 93
5 COMANDOS DE VISUALIZAÇÃO.................................................................................................. 93
5.1 COMANDO ZOOM......................................................................................................................... 93
5.2 COMANDO VIEWPORTS............................................................................................................... 94
5.3 COMANDO PAN.............................................................................................................................. 96
RESUMO DO TÓPICO 2........................................................................................................................ 97
AUTOATIVIDADE.................................................................................................................................. 98
TÓPICO 3 – DEFINIÇÃO DAS LAYERS.............................................................................................. 99
1 INTRODUÇÃO...................................................................................................................................... 99
2 CRIAÇÃO DE LAYERS......................................................................................................................... 100
3 MANIPULAÇÃO DE LAYERS............................................................................................................ 101
3.1 ATIVAÇÃO DA LAYER.................................................................................................................... 102
3.2 CONGELAR A LAYER..................................................................................................................... 102
3.3 OCULTAR A LAYER......................................................................................................................... 102
VIII
3.4 BLOQUEAR A LAYER..................................................................................................................... 102
3.5 IMPRIMIR A LAYER......................................................................................................................... 102
3.6 EXCLUSÃO DE LAYER.................................................................................................................... 102
3.7 MODIFICAÇÃO DE OBJETOS....................................................................................................... 103
4 CONJUNTO DE FORMAS (BLOCK)................................................................................................ 104
4.1 COMANDO BLOCK......................................................................................................................... 104
4.2 COMANDO WBLOCK..................................................................................................................... 105
4.3 COMANDO INSERT........................................................................................................................ 106
RESUMO DO TÓPICO 3........................................................................................................................ 108
AUTOATIVIDADE.................................................................................................................................. 109
TÓPICO 4 – FORMATAÇÃO DAS LINHAS E DE TEXTOS........................................................... 111
1 INTRODUÇÃO...................................................................................................................................... 111
2 ESTILOS DE LINHAS.......................................................................................................................... 111
2.1 COMANDO LINETYPE (TIPO DE LINHA)................................................................................. 112
2.2 LINEWEIGHT (ESPESSURA DAS LINHAS)................................................................................ 114
2.3 COLOR CONTROL (CORES DAS LINHAS)................................................................................ 115
3 ESTILOS DE TEXTOS.......................................................................................................................... 116
3.1 CONFIGURAÇÃO DO TEXTO (STYLE)...................................................................................... 116
3.2 TEXTO DE LINHA ÚNICA (TEXT)............................................................................................... 117
3.3 TEXTO DE MÚLTIPLAS LINHAS (MTEXT) .............................................................................. 118
LEITURA COMPLEMENTAR................................................................................................................ 119
RESUMO DO TÓPICO 4........................................................................................................................ 124
AUTOATIVIDADE.................................................................................................................................. 125
UNIDADE 3 – REFINAMENTO DO PROJETO................................................................................. 127
TÓPICO 1 – DEFINIÇÃO DAS COTAS.............................................................................................. 129
1 INTRODUÇÃO...................................................................................................................................... 129
2 TIPOS DE COTAS................................................................................................................................. 129
2.1 COTA LINEAR (DIMLINEAR)....................................................................................................... 129
2.2 COTA ALINHADA (DIMALIGNED)............................................................................................ 130
2.3 COTA ANGULAR (DIMANGULAR)............................................................................................. 131
2.4 COTA DIAMETRAL (DIMDIAMETER)........................................................................................ 133
2.5 COTA RADIAL (DIMRADIUS)...................................................................................................... 134
2.6 COTA CONTÍNUA (DIMCONTINUE)......................................................................................... 135
2.7 COTA COM BASE FIXA (DIMBASELINE)................................................................................... 135
3 FORMATAÇÃO DAS COTAS............................................................................................................ 136
3.1 ABA LINES......................................................................................................................................... 136
3.1.1 Aba Symbols and Arrows.......................................................................................................... 138
3.1.2 Aba Text..................................................................................................................................... 139
3.1.3 Aba Fit....................................................................................................................................... 140
3.1.4 Aba Primary Units.................................................................................................................... 141
3.1.5 Aba Alternate Units.................................................................................................................. 142
3.1.6 Aba Tolerances........................................................................................................................... 143
AUTOATIVIDADE.................................................................................................................................. 144
RESUMO DO TÓPICO 1........................................................................................................................ 147
AUTOATIVIDADE.................................................................................................................................. 148
TÓPICO 2 – DESENHO EM PERSPECTIVA ISOMÉTRICA.......................................................... 149
1 INTRODUÇÃO...................................................................................................................................... 149
2 TIPOS DE VISTAS................................................................................................................................ 151
IX
2.1 PLANTA BAIXA............................................................................................................................... 151
2.2 CORTES.............................................................................................................................................. 153
2.3 FACHADAS....................................................................................................................................... 154
RESUMO DO TÓPICO 2........................................................................................................................ 156
AUTOATIVIDADE.................................................................................................................................. 157
TÓPICO 3 – DEFINIÇÃO DAS HACHURAS.................................................................................... 159
1 INTRODUÇÃO...................................................................................................................................... 159
RESUMO DO TÓPICO 3........................................................................................................................ 164
AUTOATIVIDADE.................................................................................................................................. 165
TÓPICO 4 – DEFINIÇÃO DE IMPRESSÃO....................................................................................... 167
1 INTRODUÇÃO...................................................................................................................................... 167
2 PREPARAÇÃO DA FOLHA................................................................................................................ 167
3 CRIAÇÃO DO SELO............................................................................................................................ 168
4 CRIAÇÃO DA VIEWPORTS............................................................................................................... 170
5 DEFINIÇÃO DA ESCALA................................................................................................................... 171
6 PREPARAÇÃO DA IMPRESSORA................................................................................................... 173
7 IMPRESSÃO DO DESENHO.............................................................................................................. 176
LEITURA COMPLEMENTAR................................................................................................................ 178
RESUMO DO TÓPICO 4........................................................................................................................ 183
AUTOATIVIDADE.................................................................................................................................. 184
REFERÊNCIAS.......................................................................................................................................... 185
X
UNIDADE 1
CONCEITOS INICIAIS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
A partir desta unidade, você deverá ser capaz de:
• apresentar a plataforma CAD utilizando o software AutoCAD;
• familiarizar o acadêmico com as configurações iniciais do AutoCAD;
• aplicar as ferramentas básicas para o desenho de geométricas planas no
AutoCAD.
PLANO DE ESTUDOS
Esta unidade está dividida em quatro tópicos. No decorrer da unidade, você
encontrará autoatividades com o objetivo de reforçar o conteúdo apresentado.
TÓPICO 1 – APRESENTAÇÃO DO SOFTWARE AUTOCAD
TÓPICO 2 – CONFIGURAÇÕES DO AMBIENTE DE TRABALHO
TÓPICO 3 – TRAÇADOS BÁSICOS
TÓPICO 4 – DESENHOS DE PRIMITIVAS GEOMÉTRICAS PLANAS
1
2
UNIDADE 1
TÓPICO 1
APRESENTAÇÃO DO SOFTWARE AUTOCAD
1 INTRODUÇÃO
Os projetos começaram a ser desenhados nos softwares CAD no começo
dos anos 80, com o intuito de melhorar a precisão e a qualidade destes. Atualmente,
utilizando o AutoCAD podemos desenhar os projetos em perspectiva 2D ou 3D,
dependendo da versão do software que temos disponíveis.
Neste tópico estudaremos a evolução dos sistemas CAD relacionados ao
avanço dos sistemas de informática e seus efeitos na qualidade dos projetos de
engenharia e arquitetura. Também exploraremos as barras iniciais do software
AutoCAD, para posteriormente modificá-las de acordo com o objetivo do projeto
a ser realizado.
2 SISTEMAS CAD
A tecnologia CAD (Computer Aided Design/ desenho assistido por
computador) consiste no uso de sistemas de computador para auxiliar na criação,
modificação e otimização de projetos. O primeiro sistema CAD foi desenvolvido
em 1957, por Patrick J. Harantty, cuja aplicação restringia-se a empresas do setor
aeroespacial e pelas grandes montadoras automobilísticas (AMARAL; PINA
FILHO, 2010). Somente no início da década de 80 este sistema começou a ser
utilizado pelos escritórios de arquitetura. A empresa Autodesk foi pioneira
no desenvolvimento de softwares baseados em CAD voltados para a área da
construção civil (COSTA; LIMA; SOUSA JR., 2017). Na época, a aceitação da
informática na indústria da construção civil ocorreu de maneira muito mais
lenta do que nas outras áreas. Este fato é justificado quando se relaciona o alto
investimento dos profissionais na aquisição de seus computadores com a baixa
produtividade que estas máquinas apresentavam. Além disso, as interfaces
gráficas dos softwares não eram atrativas para os projetistas e a interação dos
diferentes profissionais envolvidos nos projetos era realizada de maneira
presencial, pois na época não existia a rede de internet (AMARAL; PINA FILHO,
2010). No entanto, nas últimas décadas, os avanços dos sistemas computacionais
proporcionaram aos profissionais de engenharia e arquitetura um novo meio para
trabalho, disponibilizando segurança e qualidade para os projetos. Por sua vez, a
ferramenta CAD permitiu uma maior precisão no desenho de projetos, tornando
o conhecimento dessa ferramenta computacional essencial para os profissionais
das diversas áreas da engenharia.
3
UNIDADE 1 | CONCEITOS INICIAIS
O uso do sistema CAD na elaboração de projetos de engenharia resultou
em melhorias significativas, como: o aumento da produtividade, a melhoria da
qualidade do projeto, maior precisão no desenvolvimento e dimensionamento, a
possibilidade de análise das variantes de design, a redução do uso de protótipos
físicos, maior rapidez na recuperação, modificação ou atualização de projetos, o
envio ou recebimento de projetos por meio eletrônico e um melhor gerenciamento
dos desenhos (COSTA; LIMA; SOUSA JR., 2017). Contudo, os softwares CAD
possuem especificidades distintas que os tornam melhores em determinadas
tarefas em detrimento de outras, com aplicações específicas para cada tipo de
projeto. Por exemplo, para desenhos mecânicos existem programas CAD que
fazem uso de gráficos vetoriais e de varredura para demonstração dos objetos
desenhados, o que facilita a modelagem de protótipos antes de suas construções
físicas. Já para a construção civil, há programas CAD que permitem a construção
de um histórico de projetos, de parametrização, do estabelecimento de restrições
e especificações (PALHACI; DEGANUTTI; ROSSI, 2007). O CAD é utilizado
para produção de desenhos em 2D e 3D com rotação de ângulo para todas as
vistas. Além disso, permite seu uso de modo integrado com outros sistemas, tais
como: Engenharia Assistida por Computador (CAE), Manufatura Assistida por
Computador (CAM), Renderização e Gestão de Documentos e Controle de Revisão
(PDM). Os programas constituídos pelo sistema CAD têm como principais funções
a mensuração e o dimensionamento, efetuando cálculos referentes a ângulos,
distâncias, curvas, áreas e volumes. Versões recentes permitem a associação de
tais programas a bancos de dados que possibilitam o armazenamento de todos
os elementos envolvidos no desenho, contendo o código de cada elemento, suas
dimensões, o tipo de material e suas características, entre outros.
Entre os sistemas CAD comercializados, o mais popular é o AutoCAD,
principalmente no Brasil. Contudo, nos últimos tempos tem surgido uma gama
de softwares baseados no mesmo sistema, tais como o DATACAD, o TurboCAD,
o IntelliCAD e o VisualCAD. O software AutoCAD, cuja primeira versão foi
desenvolvida pela Autodesk em 1982, consiste em uma ferramenta computacional
de representação gráfica 2D e 3D utilizada para a elaboração de projetos nas áreas
de arquitetura, design de interiores, engenharia mecânica, engenharia geográfica,
entre outros. Sua maior aplicação tem sido no campo da engenharia civil, em que
este software é amplamente empregado na geração de projetos arquitetônicos,
elétricos, hidráulicos e estruturais (SOUZA; SOARES, 2015).
O AutoCAD tem como diferencial uma programação consolidada
em linguagem interpretada, conhecida como AutoLISP, que permite
personalizações de rotinas e comandos. Além disso, este software também
interpreta programas inseridos em arquivos de texto, o que facilita a criação
de elementos no momento da concepção do projeto, otimizando o trabalho do
usuário. Tal função substitui a necessidade de navegação com o ponteiro do mouse
para manipular as barras de ferramenta que contêm os comandos. O programa
também possui uma interface gráfica (Figura 1) semelhante aos programas da
Microsoft, sendo de fácil adaptação para o usuário.
4
TÓPICO 1 | APRESENTAÇÃO DO SOFTWARE AUTOCAD
Desde a sua criação, a Autodesk já lançou 37 versões do AutoCAD. A
atualização do programa em período praticamente anual se faz necessária para
garantir a compatibilidade deste com os avanços dos recursos tecnológicos. A
última versão trouxe como novidade a possibilidade da impressão de projetos em
3D, visto que esta tecnologia tem avançado rapidamente no mercado, tanto para
fabricação de protótipos quanto para produtos altamente técnicos.
FIGURA 1 – TELA DE PROJETO DO AUTOCAD
FONTE: O autor
Diante do exposto, o conhecimento para a execução de projetos fazendo-
se uso do AutoCAD é fundamental para a inserção do projetista no mercado
de trabalho. A seguir serão apresentados detalhadamente os elementos que
compõem a interface desse software, para posterior compreensão do usuário
frente à realização de projetos.
2.1 BARRA DE TÍTULOS
A barra de títulos está localizada na parte superior da tela do AutoCAD
(Figura 2). Quando se inicia um novo projeto, o nome do software e a versão que
está sendo utilizada ficam detalhados nesta barra. No lado da versão, apresenta-
se o nome dado para o arquivo e a extensão deste (Drawing1.dwg). No momento
em que o projeto é gravado no disco, o nome “Drawing1” é atualizado pelo nome
dado pelo usuário.
5
UNIDADE 1 | CONCEITOS INICIAIS
FIGURA 2 – BARRA DE TÍTULOS
FONTE: O autor
E
IMPORTANT
Antes de começar a elaboração do projeto, deve-se salvar a prancha em um
local conhecido e renomear de acordo com o projeto que está sendo realizado.
Nesta barra também estão disponíveis as teclas para acesso rápido,
demonstrando os ícones de comandos mais utilizados durante o projeto. A seguir
(Tabela 1) estão apresentados os comandos, por nomenclatura, e suas respectivas
funções:
TABELA 1 – COMANDOS DA BARRA DE TÍTULOS
Nomenclatura Função
New Cria um novo arquivo
Open Abre um arquivo salvo
Save Salva o arquivo
Save as Salvar como
Plot Abre a janela de opções de plotagem
Undo Desfaz o último comando
Redo Refaz o último comando desfeito
Workspace Mostra opções de organização da área de trabalho
FONTE: O autor
E
IMPORTANT
Caro(a) acadêmico(a), para a continuação dos próximos assuntos, adotamos a
opção de organização da área de trabalho “AutoCAD Classic” no Workspace, pois acreditamos
que o formato clássico do AutoCAD facilitará a compreensão e o desenvolvimento do
conteúdo.
6
TÓPICO 1 | APRESENTAÇÃO DO SOFTWARE AUTOCAD
À direita das teclas de acesso rápido está disponível o botão abre-lista (pull
down), no qual se encontram as opções para adicionar ou retirar as teclas. Conforme
o usuário for adquirindo experiência de trabalho no software AutoCAD, a barra
de acesso rápido pode ser ajustada com o intuito de aumentar a produtividade no
desenvolvimento de projetos.
2.2 BARRA DE MENU
Todos os comandos do software AutoCAD estão disponíveis na barra de
menu (Figura 3). A organização dos comandos pode variar de acordo com a opção
de organização da área de trabalho adotada no Workspace. Como já mencionado,
recomendamos a seleção do formato clássico do AutoCAD “AutoCAD Classic”.
FIGURA 3 – BARRA DE MENU
FONTE: O autor
Para selecionar um comando utilizando a barra de menu, deve-se
clicar sobre um dos itens iniciais, e, posteriormente, em uma das opções que
aparecerão no formato de lista abaixo do item selecionado. Em alguns casos, a
opção selecionada pode ser seguida de uma lista de sub-opções ou uma caixa de
diálogos na qual será necessário configurar alguns parâmetros para a aplicação
da ação.
Cada tópico do menu é caracterizado por apresentar um grupo de ações
semelhantes. A seguir iremos identificar as funções dos principais tópicos para o
desenvolvimento de projetos no AutoCAD:
a) File: engloba as funções de criação, abertura e salvamento dos arquivos, de
importação e exportação das informações e de impressão e plotagem dos
desenhos;
b) Edit: engloba as funções para desfazer e/ou refazer ações e para copiar e colar
informações;
c) View: engloba as funções de visualização do desenho;
d) Insert: engloba as funções para inserir os blocos, figuras e tabelas no desenho;
e) Format: engloba as funções de formatação da cor, linha, texto e cota;
f) Tools: engloba as ferramentas que servem de auxílio para o desenho;
g) Draw: engloba as funções para a criação de desenhos primários;
h) Dimension: engloba as funções para cotar o desenho;
i) Modify: engloba as funções para edição dos desenhos existentes.
7
UNIDADE 1 | CONCEITOS INICIAIS
2.3 BARRA DE FERRAMENTAS
A barra de ferramentas (Figura 4) consiste no local em que são adicionadas
as caixas de ferramentas, tendo a função de resumir os comandos de uso mais
frequentes durante o projeto. Clicando com o mouse sobre a barra, é possível
adicionar novas caixas de ferramentas com comandos que agilizam a produção
do desenho.
FIGURA 4 – BARRA DE FERRAMENTAS
FONTE: O autor
A partir da versão 2010 do AutoCAD, a Autodesk lançou a função Ribbons
para a barra de ferramentas. Para selecionar esta função é necessário mudar a
opção “AutoCAD Classic” no Workspace para a opção de apresentação “Drafting
& Annotation”. Utilizando a função Ribbons, a interação do usuário com o
programa se assemelha aos programas da Microsoft, nos quais o uso do mouse é
predominante para o acesso aos comandos (Figura 5).
FIGURA 5 – RIBBONS E BARRA DE COMANDOS DO WORD 2016
FONTE: O autor
2.4 INTERFACE GRÁFICA
A interface gráfica é a área na qual se realiza o desenho (Figura 6), similar à
prancha que é utilizada para a elaboração dos desenhos manuais. As versões mais
atuais do AutoCAD apresentam no canto superior os pontos cardeais no formato
de Rosa dos Ventos, aplicando esta função é possível verificar os desenhos nas
diferentes direções e fachadas 3D. No final da interface gráfica, temos as abas
“Model” e “Layouts”. O desenho deve ser elaborado na aba Model e a impressão
pode ser preparada na aba Layouts. Demais especificações sobre este assunto
serão abordadas no decorrer da terceira unidade.
8
TÓPICO 1 | APRESENTAÇÃO DO SOFTWARE AUTOCAD
FIGURA 6 – INTERFACE GRÁFICA
FONTE: O autor
2.5 CAIXA DE FERRAMENTAS
As funções apresentadas no menu podem ser acessadas através das caixas
de ferramentas (Figura 7). Estas são acionadas pelo uso do mouse e podem ser
anexadas tanto na barra de ferramentas como nas laterais da interface gráfica ou
em qualquer local da tela de trabalho. O objetivo desta ferramenta é facilitar o
acesso aos comandos mais utilizados na elaboração do projeto.
FIGURA 7 – CAIXAS DE FERRAMENTAS DE LAYOUT, DIMENSION E DRAW
FONTE: O autor
Para ativar uma determinada caixa de ferramentas, deve-se clicar com o
mouse sobre a barra de ferramentas, abrir a opção AutoCAD e selecionar uma das
caixas apresentadas a seguir:
a) 3D Navigation: ferramentas para visualizar os objetos de um desenho a partir
de diferentes ângulos.
b) Array edit: ferramentas para editar os objetos organizados no padrão Array.
c) Cad standards: ferramentas para criar e editar arquivos de normas, definindo
o padrão do usuário nos desenhos.
9
UNIDADE 1 | CONCEITOS INICIAIS
d) Dimension: ferramentas para definir as funções de cotas que serão utilizadas
no desenho.
e) Draw: ferramentas para seleção dos traçados primitivos do desenho.
f) Draw order: ferramentas para editar as imagens adicionadas ou os desenhos
elaborados.
g) Find text: ferramentas para procurar textos no desenho.
h) Geometric constraint: ferramentas para desenhar primitivas seguindo um
padrão existente.
i) Group: ferramentas para criação e edição de um grupo.
j) Inquiry e Measurement tools: ferramentas para conferir as medidas do desenho.
k) Insert: ferramentas para inserir documentos (imagens, tabelas, textos, entre
outros) para o desenho.
l) Layers: ferramentas para gerenciar os Layers do desenho.
m) Layouts: ferramentas para gerenciar os Layouts.
n) Lights: ferramentas para criar ou editar pontos de luzes no desenho com o
intuito de realçar os traçados 3D.
o) Modeling e visual styles: ferramentas para gerenciar objetos com perspectiva
3D.
p) Modify: ferramentas para modificar os desenhos (mover, estender, mudar a
escala, girar, entre outras).
q) Multileader: ferramentas para adição de textos com referências nos objetos
existentes.
r) Object snap: ferramentas para seleção de pontos durante o desenho.
s) Orbit: ferramentas para visualização dos objetos.
t) Properties: ferramentas para edição das propriedades do desenho (linha, cor,
entre outras).
u) Standard: ferramentas para gerenciamento do projeto (salvar, copiar, imprimir,
entre outros).
v) Styles: ferramentas de preferências dos textos, cotas e tabelas.
w) Text: ferramentas para gestão dos textos.
x) Viewports: ferramentas para criação e edição das viewports.
y) Workspaces: ferramenta de seleção do formato da área de trabalho.
z) Zoom: ferramentas para gerenciar o zoom no desenho.
2.6 BARRA DE COMANDOS
No canto inferior da tela está localizada a barra de comandos do AutoCAD
(Figura 8), a qual possui a função de realizar a interatividade entre o programa e
o usuário. Nesta barra, o AutoCAD informa as ações que estão sendo realizadas
pelo usuário, enviando mensagens referentes a problemas que podem ter ocorrido
durante a aplicação de um comando ou afirmando sua efetivação.
10
TÓPICO 1 | APRESENTAÇÃO DO SOFTWARE AUTOCAD
FIGURA 8 – BARRA DE COMANDOS
FONTE: O autor
E
IMPORTANT
A entrada dos comandos no AutoCAD pode ser executada de diferentes
maneiras. Primeiro observamos a barra de menu em que os comandos estavam expressos
no formato de lista, divididos em tópicos com as mesmas funções. O segundo meio
apresentado foi a barra de ferramentas, nela é possível inserir as caixas de ferramentas
contendo os comandos mais utilizados durante o projeto. Por fim, estudamos a barra de
comandos, para utilizá-la de maneira eficiente é necessário conhecer o nome de atalho do
comando, cuja seleção será realizada pelo teclado, aumentando a eficiência na elaboração
do projeto.
2.7 BARRA DE RODAPÉ
A barra de Rodapé está localizada na parte inferior do programa (Figura
9). Nela é possível verificar as coordenadas em que se encontra o cursor, os
comandos de assistência e as ferramentas para visualizações e escalas do desenho.
FIGURA 9 – BARRA DE RODAPÉ
FONTE: O autor
A seguir estão listados os comandos dispostos na barra de rodapé e suas
respectivas funções:
a) Infer Constraints: aplica as restrições quando se gerencia objetos.
b) Snap Mode: orienta o cursor no plano cartesiano de acordo com as preferências
do usuário.
c) Grid: ativa o gradeamento para auxílio de desenho.
d) Ortho: fixa a movimentação do cursor no eixo X ou Y.
e) Polar: orienta o cursor a movimentar-se nos ângulos predefinidos.
f) Object Snap: orienta o cursor a selecionar pontos específicos do desenho
(endpoints, midpoints, Center, intersection, entre outros).
11
UNIDADE 1 | CONCEITOS INICIAIS
g) 3D Object Snap: orienta o cursor a selecionar pontos específicos do desenho
3D.
h) Object Snap Tracking: orienta o usuário a desenhar de acordo com objetos já
existentes.
i) Dynamic UCS: ativa o sistema de coordenadas UCS em 3D.
j) Dynamic Imput: ativa e desativa a entrada de textos ao lado do cursor quando
este estiver sobre a interface gráfica.
k) Lineweigth: ativa a exibição das espessuras das linhas.
l) Transparency: ativa a exibição de transparência.
m) Selection Cycling: auxilia na escolha de objetos sobrepostos.
n) Annotation Monitor: verifica a associação entre as cotas e os objetos.
o) Quick View Layouts: apresenta de forma reduzida os layouts existentes para
auxiliar na seleção destes.
p) Quick View Drawings: apresenta de forma reduzida os projetos abertos no
programa para auxiliar na seleção destes.
q) Annotation Scale: apresenta a escala atual de desenho.
r) Annotation Visibility: apresenta a escala anotativa dos objetos selecionados.
s) Workspaces: altera a interface de trabalho.
t) Display Locking: trava as barras de ferramentas e janelas.
u) Hardware acceleration: melhora o desempenho do programa, contudo,
consome mais memória do computador. Nos notebooks, quando estes não
estiverem conectados na rede elétrica, recomenda-se a desativação desta opção
para reduzir o consumo de bateria.
v) Application Status Bar Menu: permite modificar os comandos na barra status.
w) Clean Screen: oculta as barras de ferramentas para a ampliação da área gráfica.
12
RESUMO DO TÓPICO 1
Neste tópico, você aprendeu que:
• A utilização do sistema CAD proporcionou aos profissionais da engenharia um
aumento na produtividade, uma melhoria da qualidade e uma maior precisão
no desenvolvimento e dimensionamento dos projetos.
• A tecnologia CAD consiste no uso de sistemas de computador para auxiliar na
criação, modificação e otimização de projetos.
• Os comandos disponíveis no AutoCAD podem ser acessados utilizando a
barra de menu.
• O desenho é realizado na interface gráfica do AutoCAD.
• A barra de comandos é o local de comunicação entre o AutoCAD e o Usuário.
13
AUTOATIVIDADE
1 A seleção dos comandos no AutoCAD pode ser realizada de diferentes
maneiras utilizando o mouse e/ou o teclado. Quando o usuário possuir o
conhecimento (domínio) do nome dos principais comandos e suas funções,
qual meio de entrada lhe dará maior produtividade na realização dos
projetos? Assinale a alternativa correta.
a) ( ) Barra de Comandos
b) ( ) Caixa de Ferramentas
c) ( ) Barra de Ferramentas
d) ( ) Barra de Menu
2 O sistema CAD foi desenvolvido no início da década de 80, entretanto a
utilização dos softwares na construção civil ocorreu de maneira mais lenta
do que nas outras áreas. Assinale Verdadeiro (V) ou Falso (F) para as
alternativas a seguir que indicam os desafios enfrentados na aplicação do
sistema CAD na indústria da construção civil.
a) ( ) Os profissionais da área da construção civil não sabiam utilizar os
computadores.
b) ( ) A produtividade utilizando os softwares era menor do que a realização
de projetos manuais.
c) ( ) A interface gráfica dos programas da época não agradava aos profissionais
que trabalhavam com temas gráficos.
d) ( ) O investimento para a aquisição dos computadores e programas era alto.
e) ( ) Os contatos entre os profissionais eram realizados de forma presencial.
3 Entre os sistemas CAD comercializados, o mais popular vem a ser o AutoCAD,
principalmente no Brasil. Em relação a esta afirmação, assinale Verdadeiro
(V) ou Falso (F) para as alternativas a seguir que indicam o diferencial do
software AutoCAD em relação aos seus similares.
a) ( ) O AutoCAD possui uma programação consolidada em linguagem
interpretada, conhecida como AutoLISP.
b) ( ) O AutoCAD interpreta programas inseridos em arquivos de texto.
c) ( ) O AutoCAD é único software disponível no mercado brasileiro.
d) ( ) O AutoCAD possui uma interface gráfica semelhante aos programas da
Microsoft.
e) ( ) O AutoCAD permite que o usuário desenhe apenas objetos 3D.
4 No AutoCAD, a seleção dos comandos pode ser efetuada utilizando o cursor
do mouse para clicar sobre o item que representa o determinado comando.
Assinale a alternativa em que é possível encontrar todos os comandos para
realizar este tipo de seleção.
14
a) ( ) Barra de títulos
b) ( ) Barra de ferramentas
c) ( ) Barra de comandos
d) ( ) Barra de menu
5 A evolução da informática proporciona aos usuários de software uma maior
interatividade entre o programa e o usuário. Assinale a alternativa que indica
o local em que ocorre a interatividade do AutoCAD com o usuário.
a) ( ) Barra de títulos
b) ( ) Barra de ferramentas
c) ( ) Barra de comandos
d) ( ) Barra de menu
15
16
UNIDADE 1
TÓPICO 2
CONFIGURAÇÕES DO AMBIENTE DE TRABALHO
1 INTRODUÇÃO
Caro(a) acadêmico(a), para iniciarmos um novo projeto fazendo uso de
uma ferramenta computacional, é importante conhecermos previamente alguns
aspectos referentes ao destino e objetivo do desenho, as normas que padronizam o
projeto e a capacidade do software que iremos utilizar para a sua produção. Com
estas informações, podemos evitar problemas futuros na execução do projeto e
aumentar a eficiência na concepção deste.
Neste tópico veremos como realizar as configurações iniciais do software
AutoCAD antes de iniciar o projeto. Também, serão abordados os métodos
disponíveis para a entrada de comandos e os modos para a seleção dos objetos.
Desta forma, podemos iniciar a aplicação dos comandos de desenho em duas
dimensões.
2 ENTRADA DE COMANDOS
Os comandos podem ser acionados no AutoCAD por meio de dois métodos:
com o uso do teclado, digitando o nome do comando na barra de comandos, ou
através do cursor do mouse, selecionando o comando na barra de ferramentas. A
escolha do método de entrada a ser utilizado varia de acordo com a experiência
do usuário. Conforme o conhecimento sobre os comandos aumenta, o uso do
teclado se torna mais fácil, principalmente com a praticidade da utilização de
abreviações de nome dos comandos.
2.1 USO DO MOUSE
O botão esquerdo do mouse (Item 3 da Figura 10) tem a função de acionar
os comandos na barra de ferramentas ou na barra de menu. Também é utilizado
para realizar a seleção direta de objetos. O botão direito (item 1 da Figura 10)
exibe uma caixa de ferramentas suspensa referente ao comando ativo no projeto.
Por fim, o scroll (item 2 da Figura 10) funciona como a função pan quando é
comprimido (permitindo que o usuário movimente a interface gráfica), ou como
a função zoom quando este é girado (aumentando ou diminuindo a imagem). O
botão scroll também ativa o comando zoom all no desenho quando se clica duas
vezes seguidas na interface gráfica (promovendo o enquadramento de todos os
elementos gráficos desenhados).
17
UNIDADE 1 | CONCEITOS INICIAIS
FIGURA 10 – VISTA DO MOUSE
2
1
3
FONTE: Pixabay, 2018. <https://pixabay.com/pt/mouse-perif%C3%A9ricos-dispositivo-34458/>.
Acesso em: 28 abr. 2018.
2.2 MODOS DE SELEÇÃO
A seleção de objetos pode ser realizada clicando sobre cada objeto que se
deseja selecionar ou utilizando a função de janela retangular, a qual torna possível
a seleção de vários objetos por vez. O método de seleção por janela ocorre de duas
formas:
• Modo de seleção Crossing: para ativar este modo deve-se clicar na tela com o
botão esquerdo do mouse, quando nenhum comando estiver ativo, e arrastar a
janela retangular no sentido da direita para a esquerda (a janela de seleção se
apresentará na cor verde). Desta forma, todos os objetos que a janela atravessar,
ou estiverem contidos nesta, serão selecionados. No exemplo a seguir (Figura
11), a janela de seleção irá selecionar os dois objetos desenhados, visto que no
método Crossing o elemento não necessita estar totalmente contido na janela.
FIGURA 11 – MÉTODO DE SELEÇÃO CROSSING
FONTE: O autor
18
TÓPICO 2 | CONFIGURAÇÕES DO AMBIENTE DE TRABALHO
• Modo de seleção Windows: igual ao modo anterior, para ativar esta função
deve-se clicar na tela com o botão esquerdo do mouse, quando nenhum
comando estiver ativo. Entretanto, a janela de seleção deve ser arrastada no
sentido da esquerda para a direita (a janela de seleção se apresentará na cor
azul). Neste comando somente os objetos que estiverem totalmente contidos
na janela serão selecionados. No exemplo a seguir (Figura 12), a janela de
seleção irá selecionar apenas a forma de retângulo. A forma de círculo não será
selecionada, pois esta não está totalmente contida na janela de seleção.
FIGURA 12 – MODO DE SELEÇÃO WINDOWS
FONTE: O autor
Caso seja necessário retirar algum elemento da seleção, deve-se clicar
sobre este com o botão Shift do teclado pressionado. Para remover mais de um
elemento selecionado, pode-se pressionar o botão Shift e abrir uma janela de
seleção Windows sobre os elementos que se deseja remover. Se a intenção for
retirar a seleção de todos os elementos, é preciso apenas pressionar a tecla Esc do
teclado.
2.3 USO DO TECLADO
Os comandos podem ser digitados no teclado por meio de três modos:
forma completa, na qual o usuário irá digitar o nome completo do comando; forma
abreviada, em que são digitadas apenas as letras abreviadas que identificam o
comando; forma semicompleta, neste caso, o usuário começará a digitar o nome
do comando e finalizará clicando com o cursor na palavra que aparecerá na barra
de comandos. Além disso, todos os comandos podem ser acessados por atalhos
correspondentes a teclas do computador, o que torna a elaboração do desenho
mais produtiva. Alguns atalhos por teclas já estão predefinidos pelo AutoCAD,
mencionados na sequência. Demais atalhos de comandos o usuário tem a opção
19
UNIDADE 1 | CONCEITOS INICIAIS
de definir. Porém, recomenda-se não utilizar teclas correspondentes a letras e
números, pois estas são muito utilizadas para elaboração de textos no desenho,
podendo vir a provocar problemas na produção do projeto caso forem formatadas
para executarem comandos.
a) F1: permite o acesso à Ajuda do AutoCAD.
b) F2: altera entre a tela gráfica e a janela de texto.
c) F3: ativa ou desativa a opção do object snap.
d) F4: ativa ou desativa a opção do object snap 3D.
e) F5: altera em top, right ou left a opção do isoplane nos desenhos de vista
isométrica.
f) F6: ativa ou desativa a opção coordenadas.
g) F7: ativa ou desativa a opção grid.
h) F8: ativa ou desativa a opção ortho.
i) F9: ativa ou desativa a opção snap.
j) F10: ativa ou desativa a opção polar.
k) F11: ativa ou desativa a opção object snap tracking.
l) F12: abre a entrada dinâmica.
m) Enter ou Espac: ativa ou finaliza os comandos.
n) Esc: cancela ou interrompe os comandos.
E
IMPORTANT
O uso do teclado é a opção que gera uma maior produtividade na elaboração
dos projetos, entretanto, é necessário conhecer a sigla de abreviação dos comandos.
3 SALVAMENTO AUTOMÁTICO
O desenvolvimento do projeto pode ser interrompido por diversos
fatores internos ou externos do computador. É comum a ocorrência de erros que
interrompam ou finalizem o funcionamento do AutoCAD, fazendo com que o
usuário perca o trabalho realizado após o último instante salvo. Geralmente,
quando esse problema ocorre, o arquivo salvo pelo usuário fica corrompido,
porém, o AutoCAD disponibiliza um arquivo de backup (.bak) do último instante
salvo. Para acessar este arquivo é necessário observar os passos a seguir:
• Abra a pasta na qual o arquivo foi salvo e copie o arquivo com a extensão .bak
para outro local conhecido. No exemplo seguinte (Figura 13), nota-se que o
arquivo “CursoAutoCAD.bak” é o backup criado no último ponto salvo.
20
TÓPICO 2 | CONFIGURAÇÕES DO AMBIENTE DE TRABALHO
FIGURA 13 – ARQUIVO DE BACKUP
FONTE: O autor
• Renomeie a extensão do arquivo .bak para .dwg e abra o arquivo. É importante
salvar este arquivo novamente para a criação de um novo backup. Caso a
extensão do arquivo não esteja aparecendo em seu computador, deve-se ativar
a opção de exibir a extensão do nome nas configurações das pastas de trabalho.
Quando ficamos muito tempo fazendo o projeto sem salvá-lo, corremos
o risco de acontecer algum problema e, como foi comentado anteriormente,
perdermos todo o trabalho realizado. O AutoCAD disponibiliza a opção de salvar
as alterações em determinado intervalo de tempo de trabalho, minimizando o risco
ocasionado por este problema. A seguir são apresentados os passos necessários
para configurar esta opção:
• Para acessar as opções de salvamento, deve-se clicar sobre o ícone do aplicativo
(item 1 da Figura 14) e em seguida no botão de opções (item 2 da Figura 14).
FIGURA 14 – CAIXA DE ACESSO RÁPIDO DO AUTOCAD
FONTE: O autor
21
UNIDADE 1 | CONCEITOS INICIAIS
• Assim que a caixa de opções for aberta, deve-se entrar na aba “Open and Save”
(Item 1 da Figura 15). Ativar a opção “Automatic Save” (Item 2 da Figura 15),
caso esta não esteja ativa, e informar o intervalo de tempo automático em que
o projeto será salvo (Item 3 da Figura 15).
FIGURA 15 – CAIXA DE OPÇÕES
2
3
FONTE: O autor
E
IMPORTANT
Para garantir maior segurança de salvamento do projeto, recomenda-se
atribuir o valor de três minutos para o intervalo de tempo em que o projeto será salvo, sendo
necessário alterar do valor de 10 minutos estabelecido pelo padrão do AutoCAD. Um menor
intervalo de tempo entre os salvamentos automáticos do projeto garante uma menor perda
de dados caso algum problema ocorra.
22
TÓPICO 2 | CONFIGURAÇÕES DO AMBIENTE DE TRABALHO
4 UNIDADES DE MEDIDAS
Para iniciarmos um projeto no AutoCAD, devemos compreender como o
software entende as coordenadas de entrada e quais são as unidades de medidas
ativas. Sendo assim, é importante saber que o AutoCAD funciona com os sistemas
de coordenadas World Coordinate System (WCS) e User Coordinate System (UCS). O
sistema WCS define a origem das coordenadas globais e é o padrão do software,
no qual os planos X e Y estão indicados no canto inferior da interface gráfica (Item
1 da Figura 16). O sistema UCS é definido pelo usuário como uma variação na
direção dos planos, assim, os planos X, Y e Z podem assumir qualquer direção
estabelecendo um ângulo de 90° entre si. Dependendo da necessidade do projeto,
pode ser adicionado mais de um sistema UCS por desenho, sendo que a direção
do sistema UCS ativo é indicada no mesmo local do sistema WCS (Item 1 da
Figura 16).
A mudança do sistema de coordenadas pode ser executada de acordo
com os seguintes passos:
• Clique sobre a sigla WCS no canto superior direito da interface gráfica (item 2
da Figura 16) e selecione uma das opções de coordenadas (WCS ou UCS). Caso
você queira modificar o eixo do plano, é necessário selecionar o sistema UCS.
FIGURA 16 – SISTEMAS DE COORDENADAS
FONTE: O autor
23
UNIDADE 1 | CONCEITOS INICIAIS
As unidades de medidas do AutoCAD são ajustadas de acordo com as
preferências do usuário. A seguir são apresentados os passos para o ajuste das
unidades, precisão e sentido das medidas e dos ângulos.
• Clique sobre o ícone do aplicativo (Item 1 da Figura 14) e em “Drawing Utilities”
(Item 3 da Figura 14). Depois clique no item “Units” (Figura 17).
FIGURA 17 – SELEÇÃO DA CAIXA DE FERRAMENTAS UNITS
FONTE: O autor
• Quando a caixa de ferramentas “Drawing Units” for aberta (Figura 18), é
necessário definir a precisão das medidas e dos ângulos, a unidade de medida
e o sistema de unidades que será trabalhado durante o projeto.
FIGURA 18 – CAIXA DE FERRAMENTA DRAWING UNITS
FONTE: O autor
24
TÓPICO 2 | CONFIGURAÇÕES DO AMBIENTE DE TRABALHO
E
IMPORTANT
Para a definição das unidades de medidas é recomendado que o usuário
conheça as normas técnicas que orientam e organizam o seu projeto.
25
RESUMO DO TÓPICO 2
Neste tópico, você aprendeu que:
• Os comandos podem ser adicionados utilizando o mouse para clicar no ícone
ou digitando o nome do comando.
• O principal sistema de coordenadas utilizado pelo AutoCAD é o World
Coordinate System (WCS).
• É possível configurar as unidades de medidas utilizadas pelo AutoCAD de
acordo com as preferências do usuário.
• Para evitar possíveis problemas durante a realização do projeto, o AutoCAD
disponibiliza a função de “Automatic Save”.
26
AUTOATIVIDADE
1 O software AutoCAD utiliza em sua concepção os sistemas World Coordinate
System (WCS) e User Coordinate System (UCS) para gerenciar a entrada das
coordenadas pelo usuário. Em relação a estes sistemas, assinale Verdadeiro
(V) ou Falso (F) para as alternativas a seguir:
a) ( ) O sistema WCS é ativado apenas com a autorização do usuário.
b) ( ) O plano geográfico ativo pode ser verificado pelo usuário no canto
inferior esquerdo da interface gráfica.
c) ( ) O usuário tem a possibilidade de criar diferentes planos de coordenadas
UCS para o desenho.
d) ( ) O sistema WCS possibilita que o usuário varie a direção dos planos X, Y
e Z.
2 Diversos fatores internos e externos ao computador podem ocasionar
problemas que afetam o funcionamento do software AutoCAD durante
a realização de projetos. Para minimizar o efeito destes problemas, o
AutoCAD disponibiliza a função Salvamento Automático para o usuário.
Sobre esta função, é correto afirmar que:
a) ( ) A função Salvamento Automático salva os arquivos depois que os
problemas acontecem no software.
b) ( ) O maior intervalo de tempo garante que menos dados serão perdidos
em um eventual problema que possa ocorrer no AutoCAD.
c) ( ) A função Salvamento Automático salva o arquivo que está sendo
trabalhado em um determinado intervalo de tempo em um arquivo com
extensão. bak
d) ( ) O AutoCAD não permite que o usuário altere o intervalo de tempo em
que o arquivo será salvo.
3 A seleção dos objetos no AutoCAD pode ocorrer de duas maneiras,
seleção direta ou seleção por janelas. Sobre os métodos de seleção, assinale
Verdadeiro (V) ou Falso (F) para as alternativas a seguir:
a) ( ) No modo de seleção Crossing, o elemento não necessita estar totalmente
contido na janela para selecioná-lo.
b) ( ) A seleção por Crossing é um método direto de seleção.
c) ( ) O modo de seleção Windows permite que o usuário selecione os objetos
que estiverem totalmente contidos na janela de seleção.
d) ( ) A seleção direta consiste em utilizar o cursor do mouse para clicar
diretamente no objeto que se deseja selecionar.
27
28
UNIDADE 1
TÓPICO 3
TRAÇADOS BÁSICOS
1 INTRODUÇÃO
No AutoCAD os comandos básicos para desenhos podem ser acessados
de diferentes maneiras de acordo com as preferências do usuário. Também estão
disponibilizados para o usuário três métodos de entradas de coordenadas, sendo
estes os sistemas de coordenadas cartesianas, polares e ortogonais. Como a
interface gráfica do AutoCAD é representada por um sistema cartesiano (X, Y e
Z), o usuário tem a opção de digitar as coordenadas X, Y e Z do elemento para
selecionar um ponto ou objeto no plano ou espaço.
NOTA
O AutoCAD é construído com base no Sistema Internacional, então, como
separador entre os planos cartesianos é utilizada a vírgula “,”.
As coordenadas cartesianas podem ser adicionadas como absolutas ou
relativas. As coordenadas absolutas são consideradas sempre em relação ao ponto
(0,0) do sistema cartesiano. Recomenda-se a utilização dessa coordenada quando
o usuário conhece todos os vértices do objeto a ser desenhado. Já as coordenadas
cartesianas relativas consideram o último ponto inserido para o deslocamento do
próximo. O usuário deve inserir a sigla “@” antes de informar as coordenadas do
ponto, portanto, o formato das coordenadas é @X,Y, no qual X é o deslocamento
que o ponto sofre em relação à última posição X e o Y é o deslocamento que o
ponto sofre em relação à última posição Y.
As coordenadas polares são relativas ao ponto de origem do sistema
cartesiano (0,0). Para inserir o ponto é necessário informar a distância (d) deste
até o ponto inicial do sistema (0,0) e, separado pelo sinal “<”, informar o ângulo
(θ) medido em relação ao eixo X. Assim, o formato da coordenada polar deve ser:
d<θ. O AutoCAD considera como padrão que os ângulos aumentam no sentido
anti-horário e diminuem no sentido horário.
29
UNIDADE 1 | CONCEITOS INICIAIS
As coordenadas ortogonais possibilitam que o usuário desenhe com
deslocamento nas direções horizontal e vertical, sendo isento da necessidade de
informar a direção das coordenadas. Para ativar este comando utiliza-se a tecla
“F8” do teclado ou o botão “ortho modo” da barra de rodapé. Com o comando
ativo, o cursor é fixado sobre os ângulos retos de 0°, 90°, 180°, 270° e 360°, assim
o usuário deve informar o valor da distância entre os pontos e direcionar o cursor
para a direção desejada.
2 PONTO (POINT)
O comando point possibilita que o usuário insira um pixel na interface
gráfica com as coordenadas determinadas. Este comando pode ser acionado pelas
seguintes maneiras:
• Digitando na barra de comandos o nome do comando “Point” ou a sigla “PO”.
• Acessando a opção “Point” na aba “Draw” da barra de menu.
• Acessando o ícone Point na barra de ferramentas.
Quando o comando é executado, o usuário tem a opção de especificar o
primeiro ponto de cinco maneiras diferentes, as quais são:
• Por meio do uso do mouse para clicar em qualquer local da interface gráfica.
• Através das coordenadas cartesianas - o usuário especifica as coordenadas X e
Y no formato 0.00,0.00. O exemplo abaixo (Figura 19) detalha um ponto no qual
os valores são 9.5 na direção X e 10.5 na direção Y.
FIGURA 19 - ESPECIFICAÇÃO DO PONTO COM AS COORDENADAS CARTESIANAS ABSOLUTAS
FONTE: O autor
• Através das coordenadas cartesianas relativas – o usuário deve adicionar o “@”
antes de informar o implemento da coordenada em relação ao ponto definido
anteriormente. O exemplo a seguir (Figura 20) demonstra que o implemento a
ser adicionado é 15 no eixo X e 12 no eixo Y. Caso o ponto definido anteriormente
for o 9.5, 10.5 (Figura 19), o novo ponto será 24.5, 22.5.
30
TÓPICO 3 | TRAÇADOS BÁSICOS
FIGURA 20 – ESPECIFICAÇÃO DO PONTO COM AS COORDENADAS CARTESIANAS RELATIVAS
FONTE: O autor
• Através das coordenadas polares – o usuário deve informar a distância do novo
ponto à origem do sistema cartesiano, e separado pelo símbolo “<” o ângulo
formado entre eles. O formato para a entrada dos pontos pode ser 0.00<0.00
(distância < grau decimal), 0.00<00d00’00” (distância < graus d minutos ’
segundos ”) e 0.00<0.00r (distância < radianos r).
• Através das coordenadas polares relativas – o usuário deve adicionar o “@” e
seguir os mesmos passos das coordenadas polares.
A representação padrão dos pontos no AutoCAD é um pixel na interface
gráfica, entretanto essa opção pode ser alterada de acordo com as preferências do
usuário.
• Para modificar a apresentação e o formato dos pontos é necessário acessar a
aba “Format” na barra menu e posteriormente abrir a opção “Point Style”. Na
caixa de diálogo (Figura 21) tem-se um local em que é definido o tamanho
representativo do ponto (item 1).
FIGURA 21 – CAIXA DE DIÁLOGO POINT STYLE
FONTE: O autor
31
UNIDADE 1 | CONCEITOS INICIAIS
Exemplo: Vamos realizar uma aplicação do comando Point considerando
as coordenadas (10.5,9.5) para o exemplo.
• Digite o atalho do comando Point na barra de comandos: Po.
• Digite as coordenadas: 10.5,9.5 (coordenadas utilizadas para o exemplo).
E
IMPORTANT
Para enquadrar o objeto na interface gráfica, pressione duas vezes o botão
Scroll do mouse e desta forma o comando Zoom all é ativado.
2.1 PONTOS DE REFERÊNCIA
As coordenadas relativas são baseadas no último ponto adicionado
no desenho, sendo este classificado como ponto de referência. Quando não se
conhece as coordenadas do ponto de referência ou o usuário necessita utilizar a
referência de algum objeto que esteja desenhado na interface gráfica, o AutoCAD
proporciona a ferramenta “Snap” na barra de rodapé.
• A ferramenta Snap pode ser ativada clicando no ícone apresentado na barra de
rodapé ou digitando o atalho “OSNAP” na barra de comandos.
Ao ativar esta ferramenta, abre-se uma caixa de diálogo (Figura 22), na
qual ficam à disposição do usuário vários comandos para a seleção de pontos de
referência.
32
TÓPICO 3 | TRAÇADOS BÁSICOS
FIGURA 22 – CAIXA DE DIÁLOGO DRAFTING SETTINGS
FONTE: O autor
A função de cada comando para a seleção de pontos de referência é
apresentada a seguir:
a) Endpoint: esta opção seleciona a extremidade mais próxima do objeto (reta,
polígono ou arco).
b) Midpoint: esta opção localiza o ponto médio de um objeto (linha, arco ou
círculo).
c) Center: esta opção localiza o centro de um arco ou um círculo.
d) Node: esta opção localiza um ponto sobre o objeto.
e) Quadrant: esta opção localiza os quadrantes de uma circunferência ou um
arco.
f) Intersection: esta opção localiza o ponto de intersecção entre dois objetos.
g) Extension: esta opção localiza pontos sobre uma linha, um arco ou um círculo.
h) Insert: esta opção localiza o ponto de inserção de blocos ou textos.
i) Perpendicular: esta opção localiza um ponto perpendicular ao desenho que
está sendo realizado.
j) Tangent: esta opção localiza um ponto de tangente sobre círculos, arcos e
elipses para a realização do desenho.
k) Nearest: esta opção localiza o ponto mais próximo entre dois objetos.
l) Insert: esta opção localiza o ponto de intersecção entre dois objetos.
m) Parallel: esta opção localiza o ponto paralelo às linhas existentes.
33
UNIDADE 1 | CONCEITOS INICIAIS
3 LINHA (LINE)
O comando Line possibilita que o usuário insira uma linha entre dois
pontos determinados. A ativação deste comando pode ser realizada das seguintes
maneiras:
• Digitando na barra de comandos o nome do comando “Line” ou o atalho “L”.
• Acessando a opção “Line” na aba “Draw” da barra de menu.
• Acessando o ícone “Line” na barra de ferramentas.
Ao executar esse comando é necessário que o usuário informe o primeiro
ponto (Specify first) e, posteriormente, o próximo ponto do segmento da reta (Specify
next), sendo criado um segmento de reta independente do desenho. Contudo, o
comando Line irá se repetir até o usuário finalizar este comando utilizando um
dos botões Enter, Espace ou Esc do teclado. A especificação dos pontos pode ser
efetuada adotando uma das cinco maneiras detalhadas anteriormente no item
“2 PONTO (POINT)”, ou combinando o uso do teclado e do mouse, conforme
apresentado a seguir:
• A combinação do uso do teclado e do mouse é executada especificando o
primeiro ponto através das coordenadas absolutas ou clicando sobre um ponto
de referência (Item “2.1 Pontos de referência”). O próximo ponto também pode
ser selecionado utilizando o cursor para clicar em um ponto de referência
ativo no desenho, ou para indicar a direção que será informada por meio do
teclado. Quando se opta em informar a direção, é importante ativar uma das
funções de precisão (“Ortho Mode”, “Polar Tracking”, “Object Snap” ou “Object
Snap Tracking”). O exemplo a seguir (Figura 23) demonstra o desenho de uma
linha com o ponto inicial na coordenada (20,30) e o próximo ponto com uma
distância de 50 do primeiro ponto e um ângulo de 30°.
34
TÓPICO 3 | TRAÇADOS BÁSICOS
FIGURA 23 – APLICAÇÃO DO COMANDO LINE
FONTE: O autor
O AutoCAD disponibiliza a opção para o usuário alterar as propriedades
das linhas, como a cor, a espessura e a forma que esta é representada no desenho.
Para acessar a caixa de diálogo é preciso observar os passos descritos a seguir:
• Selecionar a linha que se deseja alterar.
• Acessar o comando “Properties” na aba “Modify” na barra de menu (Figura 24).
35
UNIDADE 1 | CONCEITOS INICIAIS
FIGURA 24 – SELEÇÃO DA CAIXA DE DIÁLOGO PROPERTIES
FONTE: O autor
• O usuário pode alterar as propriedades da linha na caixa de diálogo (Figura 25).
Para determinar a cor da linha, deve-se modificar o item “Color”, já a escolha
da espessura da linha pode ser realizada no item “Lineweight”. Por fim, a forma
com que a linha é representada é definida no item “Linetype”. Quando se opta
por uma linha tracejada também deve ser modificado o “Linetype scale”.
FIGURA 25 – CAIXA DE DIÁLOGO DE PROPERTIES
FONTE: O autor
36
TÓPICO 3 | TRAÇADOS BÁSICOS
Exemplo: Para aplicar o comando Line, vamos utilizar como coordenadas
do ponto inicial (10.5, 9.5) e para o ponto final (22.5, 20.5).
• Digite o atalho do comando Line na barra de comandos: L.
• Digite as coordenadas do ponto inicial: 10.5, 9.5.
• Digite as coordenadas do próximo ponto: 22.5, 20.5.
• Cancele o comando utilizando a tecla: ESC.
4 MULTILINHA (MULTILINE)
O comando Multiline permite que o usuário insira duas linhas paralelas
entre si. A ativação deste comando pode ser realizada das seguintes maneiras:
• Digitando na barra de comandos o nome do comando “MLine” ou a sigla “ML”.
• Acessando a opção “Multiline” na aba “Draw” da barra de menu.
• Acessando o ícone “Multiline” na barra de ferramentas.
Quando o comando Multiline for acessado, é possível alterar a distância
entre as duas linhas digitando na barra de comandos “Scale” ou “S” e informando
a distância desejada entre elas. As coordenadas dos pontos inicial e final podem
ser indicadas das seis maneiras apresentadas na função Line. O exemplo a seguir
(Figura 26) aplica o comando Multiline com o espaçamento entre as linhas alterado
de 20 para 40, conforme pode ser observado na barra de comandos.
FIGURA 26 – COMANDO MULTILINE
FONTE: O autor
37
UNIDADE 1 | CONCEITOS INICIAIS
Exemplo: Para aplicar o comando Multiline, vamos utilizar como
coordenadas do ponto inicial (10.5, 9.5), para a distância entre as linhas (15) e
para o próximo ponto (10.5, 84).
• Digite o atalho do comando Multiline na barra de comandos: ML.
• Digite a tecla S para poder alterar a distância entre as linhas: S.
• Digite o valor de 15 e confirme com enter: 15.
• Digite as coordenadas do ponto inicial: 10.5, 9.5.
• Digite as coordenadas do próximo ponto: 10.5, 84.
• Cancele o comando utilizando a tecla: ESC.
5 POLILINHA (POLYLINE)
O comando Polyline possibilita que o usuário insira uma sequência
múltipla de linhas. A diferença entre o comando Line e Polyline é que no comando
Line o AutoCAD cria vários segmentos de linhas independentes. Neste caso, é
possível alterar as propriedades de cada linha criada sem influenciar nas outras.
Já no comando Polyline, as linhas são criadas em sequência e são segmentos
dependentes, portanto, a alteração ou seleção são aplicadas para todas as linhas
pertencentes a esse segmento. A ativação deste comando pode ser realizada das
seguintes maneiras:
• Digitando na barra de comandos o nome do comando “POLYLINE” ou o atalho
“PL”.
• Acessando a opção “Polyline” na aba “Draw” da barra de menu.
• Acessando o ícone “Polyline” na barra de ferramentas.
Ao executar o comando, após o usuário especificar o primeiro ponto
(Specify first), o AutoCAD informa algumas opções para a edição da Polyline
(Figura 27). A seguir apresentam-se listadas estas opções com suas respectivas
funções:
38
TÓPICO 3 | TRAÇADOS BÁSICOS
FIGURA 27 – COMANDO POLYLINE
FONTE: O autor
a) Arc: a Polyline é formada com base em um arco.
b) Close: une o último ponto com o primeiro de uma sequência.
c) Halfwidth: define a meia espessura inicial e final.
d) Length: cria um segmento, definindo seu comprimento.
e) Undo: desfaz o último sub-comando PLINE.
f) Width: troca a espessura corrente das próximas linhas.
Exemplo: Para aplicar o comando Polyline, vamos utilizar cinco pontos
como exemplo. As coordenadas de cada ponto são, respectivamente: (10.5, 9.5),
(22.5, 20.5), (31, 22), (34, 42) e (39, 53).
• Digite o atalho do comando Polyline na barra de comandos: PL.
• Digite as coordenadas do primeiro ponto: 10.5,9.5.
• Digite as coordenadas do segundo ponto: 22.5,20.5.
• Digite as coordenadas do terceiro ponto: 31,22.
• Digite as coordenadas do quarto ponto: 34,42.
• Digite as coordenadas do quinto ponto: 39,53.
• Cancele o comando utilizando a tecla: ESC.
6 LINHAS CURVAS (SPLINE)
O comando Spline permite que o usuário insira linhas curvas, auxiliando
na construção de curso de um rio, estrada, curvas de nível, entre outros. A ativação
deste comando pode ser realizada das seguintes maneiras:
39
UNIDADE 1 | CONCEITOS INICIAIS
• Digitando na barra de comandos o nome do comando “SPLINE” ou o atalho
“SPL”.
• Acessando a opção “Spline” na aba “Draw” da barra de menu.
• Acessando o ícone “Spline” na barra de ferramentas.
Quando o comando Spline for ativado, o usuário precisará informar as
coordenadas dos pontos. Para isso deve-se utilizar uma das seis maneiras de
entrada dos pontos especificadas no item “3 Linha (Line)”. O exemplo a seguir
(Figura 28) apresenta uma Spline com quatro segmentos.
FIGURA 28 – COMANDO SPLINE
FONTE: O autor
Exemplo: Para aplicar o comando Spline, vamos utilizar seis pontos de
exemplo. As coordenadas de cada ponto são, respectivamente: (10,9), (20,40),
(30,25), (40,50), (50,20) e (60,40).
• Digite o atalho do comando Spline na barra de comandos: SPL.
• Digite as coordenadas do primeiro ponto: 10,9.
• Digite as coordenadas do segundo ponto: 20,40.
• Digite as coordenadas do terceiro ponto: 30,25.
• Digite as coordenadas do quarto ponto: 40,50.
• Digite as coordenadas do quinto ponto: 50,20.
• Digite as coordenadas do sexto ponto: 60,40.
• Finalize o comando utilizando a tecla: Enter.
40
RESUMO DO TÓPICO 3
Neste tópico, você aprendeu que:
• Os pontos podem ser adicionados informando suas coordenadas (X,Y) no
plano cartesiano ou através do seu ângulo de deflexão.
• As linhas são adicionadas através do comando “Line”, por meio da união de
dois pontos.
• É possível utilizar o comando “Polyline” para criar segmentos de linhas
independentes.
• As linhas curvas são elaboradas por meio do comando “Spline” no AutoCAD.
• O comando “Multiline” é utilizado na elaboração de linhas paralelas no
AutoCAD.
41
AUTOATIVIDADE
1 Como a interface gráfica do AutoCAD é representada por um sistema
cartesiano (X, Y e Z), o usuário tem a opção de digitar as coordenadas X,
Y e Z do elemento para selecionar um ponto ou objeto no plano ou espaço.
Neste contexto, o AutoCAD disponibiliza três métodos de entradas de
coordenadas, sendo estes os sistemas de coordenadas cartesianas, polares
e ortogonais. Sobre os sistemas de coordenadas, assinale verdadeiro (V) ou
falso (F) para as sentenças a seguir:
a) ( ) As coordenadas cartesianas podem ser adicionadas como absolutas
ou relativas. As absolutas são consideradas em relação ao ponto inicial do
sistema (0,0) e as relativas consideram o último ponto adicionado.
b) ( ) O usuário deve inserir a sigla “@” antes de informar as coordenadas
absolutas, portanto o formato das coordenadas absolutas é @X,Y.
c) ( ) Para inserir as coordenadas polares é necessário informar a distância
entre o ponto conhecido e o ponto de origem do sistema (0,0), e o ângulo
medido em relação ao eixo X.
d) ( ) As coordenadas ortogonais possibilitam que o cursor navegue sobre os
ângulos retos, e desta forma o usuário tem a opção de informar apenas a
distância até o próximo ponto.
2 No AutoCAD os pontos são considerados um pixel que o usuário insere
na interface gráfica. A seguir, assinale verdadeiro (V) ou falso (F) para as
alternativas relacionadas ao comando Point no AutoCAD.
a) ( ) Os pontos podem ser inseridos utilizando o mouse para clicar na
interface gráfica.
b) ( ) Os pontos podem ser adicionados utilizando as coordenadas polares
relativas. Nesta opção o usuário deve inserir a sigla “@” antes das
coordenadas polares e o próximo ponto será relativo ao anterior.
c) ( ) Os pontos de referências têm o intuito de facilitar a seleção em
determinadas partes do objeto ou elemento desenhado.
d) ( ) Os pontos podem ser adicionados por meio das coordenadas cartesianas
relativas. Nesta opção o usuário deve inserir a sigla “@” e especificar a
distância e ângulo que o novo ponto possui.
3 A linha é um dos elementos gráficos mais importantes no desenho CAD,
dependendo da necessidade, o usuário tem a opção de escolher entre
diferentes comandos para o desenho das linhas. A seguir, assinale verdadeiro
(V) ou falso (F) para as alternativas relacionadas aos comandos de desenho
de linhas e suas variações.
42
a) ( ) Para a aplicação do comando Line, deve-se conhecer os pontos de início
e fim da linha.
b) ( ) A diferença entre o comando Line e Polyline é que no comando Polyline
os segmentos de linha adicionados são contínuos e a formatação se aplicará
em toda a linha.
c) ( ) Na aplicação do comando Multiline o usuário deve informar os pontos de
início e fim da linha, como também a distância e o ângulo entre elas.
d) ( ) O comando Spline permite que o usuário insira linhas curvas, auxiliando
na construção de curso de um rio, estrada, curvas de nível, entre outros.
43
44
UNIDADE 1
TÓPICO 4
DESENHOS DE PRIMITIVAS GEOMÉTRICAS PLANAS
1 INTRODUÇÃO
Nesse tópico aprenderemos os comandos utilizados no AutoCAD para o
desenho das formas geométricas específicas. Quando montamos um projeto de
uma residência, por exemplo, fazemos o uso combinado de diferentes formas
geométricas com o intuito de representar os cômodos, as paredes, as aberturas
(portas e janelas), entre outros elementos que possam vir a surgir.
Neste contexto, percebemos a importância do conhecimento de diferentes
comandos de desenhos que são disponibilizados pelo software que estamos
utilizando, pois estes comandos têm o objetivo de auxiliar o usuário a desenhar
uma determinada forma geométrica. Como exemplo, podemos considerar o
comando Rectang (retângulo). Caso for necessário desenhar um retângulo e não
conhecermos o comando, uma opção seria usarmos o comando Line (linha) e
assim teríamos que repeti-lo quatro vezes para a formação da figura. A aplicação
do comando exato compatível com a forma desejada poupará tempo de trabalho
e garantirá maior perfeição do desenho.
2 FORMAS RETANGULARES (RECTANG)
O comando Rectang permite que o usuário desenhe retângulos informando
dois pontos de uma das diagonais. A ativação deste comando pode ser realizada
das seguintes maneiras:
• Digitando na barra de comandos o nome do comando “Rectang” ou a sigla
“REC”.
• Acessando a opção “Rectang” na aba “Draw” da barra de menu.
• Acessando o ícone “Rectang” na barra de ferramentas.
Quando o comando Rectang é ativado, o AutoCAD indica a opção
para informar o primeiro ponto de vértice (Specify First) ou alterar algumas
propriedades dos retângulos (Chamfer, Elevation, Fillet, Thickness ou Width). O
primeiro vértice pode ser informado utilizando uma das opções apresentadas
para os pontos. Após especificar o primeiro ponto, o usuário deve informar o
segundo vértice (Specify other) ou escolher uma das opções exibidas na barra de
comandos (Area, Dimensions ou Rotation). A seguir é apresentado como devem ser
utilizadas as funções mencionadas anteriormente:
45
UNIDADE 1 | CONCEITOS INICIAIS
a) Specify other: nesta opção o usuário deve informar o segundo ponto do vértice,
o qual faz uma diagonal com o primeiro ponto (Figura 29). As coordenadas
devem seguir o padrão “@X,Y”, desta forma, o segundo ponto vai ser implantado
em relação ao primeiro vértice e não ao ponto 0,0 do eixo cartesiano.
FIGURA 29 – COMANDO RECTANG
FONTE: O autor
b) Area: esta opção permite que o usuário informe a área do retângulo e,
posteriormente, também deve ser informada a dimensão da largura (lenth) ou
da altura (width).
c) Dimension: nesta opção o usuário deve inserir a dimensão da largura, da altura
e a localização do retângulo.
d) Rotation: nesta opção, o AutoCAD permite que o usuário insira o ângulo entre
o eixo das abscissas (eixo X) para rotacionar o retângulo (Figura 30). Após, a
barra de comandos volta a exibir as informações referentes ao segundo vértice,
sendo este também informado pelo usuário. Quando o comando for finalizado,
o ângulo entre o retângulo e as abscissas ainda estará sendo considerado no
comando Rectang. Para voltar ao padrão, o usuário deve acessar novamente a
função Rotation e atribuir o valor zero para o ângulo.
E
IMPORTANT
As informações sobre elementos já desenhados, como área ou coordenadas
de um ponto, podem ser acessadas fazendo-se uso do comando Properties na aba Modify
da barra de menu ou digitando o atalho “PR”, com o elemento em questão selecionado.
46
TÓPICO 4 | DESENHOS DE PRIMITIVAS GEOMÉTRICAS PLANAS
FIGURA 30 – COMANDO ROTATION APLICADO NO RETÂNGULO
FONTE: O autor
Exemplo: Para aplicar o comando Rectang, vamos utilizar dois pontos de
uma mesma diagonal para gerar o retângulo. As coordenadas do primeiro ponto
são (10,9) e para os próximos pontos, vamos adotar que o retângulo precisa ter 30
de largura e 10 de altura, partindo do ponto inicial.
• Digite o atalho do comando Rectang na barra de comandos: REC.
• Digite as coordenadas do primeiro ponto: 10,9.
• Digite as coordenadas do segundo ponto: @30,10.
3 FORMAS CIRCULARES (CIRCLE)
O comando Circle permite que o usuário desenhe círculos utilizando
diferentes dados para a entrada. A ativação deste comando pode ser realizada
das seguintes maneiras:
• Digitando na barra de comandos o nome do comando “Circle” ou a sigla “C”.
• Acessando a opção “Circle” na aba “Draw” da barra de menu.
• Acessando o ícone “Circle” na barra de ferramentas.
47
UNIDADE 1 | CONCEITOS INICIAIS
Quando se ativa o comando Circle, o AutoCAD indica a opção para o
usuário informar o ponto de centro do círculo (Specify center point for circle) ou
selecionar outros meios para a construção do círculo: 3P, 2P, e TTR (Tan tan radius).
A seguir estão apresentados os acessos para cada uma das funções de entrada:
a) Specify center point for circle: nesta opção o usuário deve informar inicialmente
o ponto de centro do círculo, e, posteriormente, o raio ou o diâmetro que o
círculo possuirá (Figura 31);
FIGURA 31 – COMANDO CIRCLE
FONTE: O autor
b) 3P: esta opção permite que o usuário construa um círculo utilizando três pontos
que fazem parte da circunferência;
c) 2P: esta opção permite que o usuário construa um círculo utilizando dois
pontos que indicam o comprimento do diâmetro;
d) TTR (Tan tan of circle): nessa opção o usuário deve informar dois elementos
que o círculo tangencie e, por fim, o raio deste círculo.
48
TÓPICO 4 | DESENHOS DE PRIMITIVAS GEOMÉTRICAS PLANAS
Exemplo: Para aplicar o comando Circle vamos utilizar o ponto de centro
e o raio do círculo. Para o ponto do centro vamos adotar as coordenadas (10,9) e
para o raio o valor de (20).
• Digite o atalho do comando Circle na barra de comandos: C.
• Digite as coordenadas do ponto de centro do círculo: 10,9.
• Digite o raio para o círculo e confirme com a tecla Enter: 20.
4 FORMAS DE ANEL (DONUT)
O comando Donut permite que o usuário desenhe anéis informando o
diâmetro do círculo interno e externo. A ativação deste comando pode ser
realizada das seguintes maneiras:
• Digitando na barra de comandos o nome do comando “Donut” ou a sigla
“DO”.
• Acessando a opção “Donut” na aba “Draw” da barra de menu.
• Acessando o ícone “Donut” na barra de ferramentas.
Quando este comando é ativado, o usuário deve informar primeiro o
diâmetro do círculo interno. Ao confirmar, é necessário informar o diâmetro do
círculo externo e, por fim, o ponto de centro dos círculos (Figura 32).
FIGURA 32 – COMANDO DONUT
FONTE: O autor
49
UNIDADE 1 | CONCEITOS INICIAIS
Exemplo: Para aplicar o comando Donut, vamos utilizar o ponto de centro
e o raio interno e externo do círculo. Para o ponto do centro vamos adotar as
coordenadas (10,9), para o raio interno (20) e externo (25).
• Digite o atalho do comando Donut na barra de comandos: DO.
• Digite o raio interno do círculo: 20.
• Digite o raio externo do círculo: 25.
• Digite as coordenadas do ponto de centro do círculo: 10,9.
• Finalize o comando pressionando a tecla: Esc.
5 FORMAS DE ARCO (ARC)
O comando Arc permite que o usuário desenhe arcos de círculos
especificando diferentes pontos. A ativação deste comando pode ser realizada
das seguintes maneiras:
• Digitando na barra de comandos o nome do comando “Arc” ou a sigla “A”;
• Acessando a opção “Arc” na aba “Draw” da barra de menu.
• Acessando o ícone “Arc” na barra de ferramentas.
O desenho do arco ocorre no sentido anti-horário (sentido positivo),
entretanto algumas opções de lançamento permitem que o usuário utilize a tecla
“Ctrl” para girar o arco no sentido horário. No comando Arc são disponibilizadas
dez maneiras para que o usuário desenhe o arco, sendo estas listadas a seguir:
FIGURA 33 – FUNÇÕES PARA O DESENHO DE ARCOS
FONTE: O autor
50
TÓPICO 4 | DESENHOS DE PRIMITIVAS GEOMÉTRICAS PLANAS
Exemplo: Para aplicar o comando Arc, vamos utilizar o método Start,
Center, End. Para o ponto inicial vamos adotar as coordenadas (10,9), para o
ponto de centro (15,20) e para o ponto final (27,20).
• Digite o atalho do comando Arc na barra de comandos: A.
• Digite as coordenadas do ponto inicial do arco: 10,9.
• Digite a letra C para selecionar a opção de informar o centro do arco: C.
• Digite as coordenadas do ponto de centro do arco: 15,20.
• Digite as coordenadas do ponto final do arco: 27,20.
6 FORMAS DE ELIPSE (ELLIPSE)
O comando Ellipse permite que o usuário desenhe elipses informando os
dois eixos e um ângulo para rotação. A elipse é definida pelo AutoCAD como
sendo composta por polilinhas representando pequenos segmentos de arcos. A
ativação deste comando pode ser realizada das seguintes maneiras:
• Digitando na barra de comandos o nome do comando “Ellipse” ou o atalho “EL”.
• Acessando a opção “Ellipse” na aba “Draw” da barra de menu.
• Acessando o ícone “Ellipse” na barra de ferramentas.
No item Draw da barra de menu podemos perceber que o AutoCAD deixa
à escolha do usuário três formas (Center, Axis-End, Arc) para realizar o lançamento
da elipse (Figura 34). A seguir iremos explicar o funcionamento de cada forma.
FIGURA 34 – COMANDO ELLIPSE
FONTE: O autor
51
UNIDADE 1 | CONCEITOS INICIAIS
a) Center: nesta opção o usuário deve informar primeiro o centro da elipse (Specify
center of ellipse). Depois deve ser informado o ponto que será o primeiro eixo
(Specify endpoint of axis) e, por último, o ponto que será o segundo eixo da elipse
(Specify distance to other axis or Rotation).
b) Axis, End: esta opção permite que o usuário desenhe uma elipse informando
dois eixos desta. Ao iniciar o comando, deve-se especificar o primeiro e o
segundo ponto que definem o primeiro eixo da elipse. Por fim, informa-se o
terceiro ponto para definir o segundo semieixo da elipse.
c) Arc: esta opção permite que o usuário desenhe uma elipse com base em um
arco. Inicialmente o usuário deve informar o primeiro e o segundo ponto do
arco, assim, é definido o primeiro eixo da elipse. Em seguida deve ser definido
o raio do arco e seus ângulos iniciais e finais.
Exemplo: Para aplicar o comando Ellipse, vamos utilizar o método Center.
Para o ponto de centro vamos adotar as coordenadas (10,9), para o ponto final
(27,20) e para a distância até no eixo oposto (10).
• Digite o atalho do comando Ellipse na barra de comandos: EL.
• Digite a letra C para selecionar a opção de informar o centro da elipse: C.
• Digite as coordenadas do ponto de centro da elipse: 10,9.
• Digite as coordenadas do ponto final da elipse: 27,20.
• Digite a distância até o eixo oposto: 10.
7 FORMAS POLIGONAIS (POLYGON)
O comando Polygon permite que o usuário desenhe polígonos especificando
o número de lados e o centro do desenho. A ativação deste comando pode ser
realizada das seguintes maneiras:
• Digitando na barra de comandos o nome do comando “Polygon” ou a sigla
“POL”.
• Acessando a opção “Polygon” na aba “Draw” da barra de menu.
• Acessando o ícone “Polygon” na barra de ferramentas.
Quando o comando for acionado, é necessário que o usuário informe
inicialmente o número de lados, variando de 03 a 1024, e o centro do desenho.
Posteriormente, deve ser indicado se o polígono será circunscrito ou inscrito e,
por último, o raio para a construção deste.
52
TÓPICO 4 | DESENHOS DE PRIMITIVAS GEOMÉTRICAS PLANAS
FIGURA 35 – COMANDO POLYGON
FONTE: O autor
Exemplo: Para aplicar o comando Polygon, vamos utilizar o método
circunscrito e que este tenha cinco lados. Para o ponto de centro, vamos adotar as
coordenadas (10,9) e para o raio o valor de (20).
• Digite o atalho do comando Polygon na barra de comandos: POL.
• Digite as coordenadas do ponto de centro do polígono: 10,9.
• Digite a letra C para selecionar a opção de circunscrito: C.
• Digite o valor do raio do círculo: 20.
53
UNIDADE 1 | CONCEITOS INICIAIS
LEITURA COMPLEMENTAR
AVALIAÇÃO DA USABILIDADE DE SISTEMA NO MODO CLÁSSICO E
DRAFTING E ANNOTATION DO AUTOCAD 2014
INTRODUÇÃO
Desde que foi lançado, em 1982, o AutoCAD sofreu diversas alterações,
evoluindo até chegar ao modelo atual. A maior mudança ocorreu em 2008, quando
a Autodesk incluiu no software uma nova forma de visualizar seus comandos
e funções, o modo Drafting & Annotation (Anotação e Elaboração). A partir de
então, as novas versões incluíam dois ambientes de desenho: o AutoCAD Classic
e o Drafting & Annotation. Essa modificação atingiu tanto o ambiente de desenho
2D quanto o 3D. No modo Classic os ícones eram dispostos em barras de tarefas,
e nas laterais, as outras funcionalidades são encontradas nos menus: inserir,
ferramentas, dimensão, dentre outras. Com a atualização foi incorporado o
conceito de guias, em que as ferramentas do software são agrupadas pelo critério
de uso, nesse modo, além dos ícones foi colocado o nome dos ícones no qual é
possível ver como utilizar cada ferramenta.
No modo Clássico, em geral os usuários trabalham com comandos no
teclado, enquanto que no ambiente de Desenho e Anotação o usuário opta por
trabalhar com mais frequência utilizando o mouse, em ambos os ambientes os
usuários têm o feedback de suas ações a partir da linha de comandos do software,
localizado na parte inferior da interface gráfica, onde o software se comunica com
o usuário informando as funcionalidades de cada função selecionada, bem como
possíveis erros.
A partir de 2008, todas as atualizações mantêm os dois modos para
atender aos usuários antigos e os atuais. Essa versatilidade da Autodesk permitiu
que o AutoCAD continuasse sendo a ferramenta mais usada nas universidades,
institutos e escritórios de arquitetura e engenharia. Diante disso, até que ponto o
ambiente Drafting & Annotation supera o AutoCAD Classic?
Segundo a American Journal of Industrial Medicine (outubro de 2002), um
estudo feito por Tetsuya Nakazawa na Universidade de Chiba, no Japão, com
mais de 25 mil trabalhadores de escritórios, revelou que quanto mais tempo um
trabalhador passa diante de um computador, maior a probabilidade de desenvolver
doenças físicas, transtornos mentais e distúrbios de sono. A UFRJ, em seu editorial
164 feito em 19 de março de 2009 a partir de uma pesquisa encomendada pela
Intel sobre ergonomia, mostrou que dentre todos os riscos causados pelo mau uso
do computador, tais como: queda de produtividade; problema de visão; lesão por
esforços repetitivos; distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho devido
a falhas no ambiente de trabalho, como: iluminação; ruído e temperatura, as
interfaces dos programas são os fatores que mais afetam a saúde do trabalhador.
54
TÓPICO 4 | DESENHOS DE PRIMITIVAS GEOMÉTRICAS PLANAS
“Além da questão física, a elaboração de programas sem uma interface que facilite
ao usuário realizar suas tarefas contribui para o seu desgaste emocional e mental”
(UFRJ, editorial 164).
A Norma Regulamentadora que trata da adaptação do meio ambiente de
trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores de modo a promover
o máximo de conforto, segurança e saúde, é a NR 17 – Ergonomia. Contudo,
esse instrumento legal não apresenta nenhuma exigência no que diz respeito à
disposição das funções de um software dentro de sua interface. Entretanto, com
o avanço da Engenharia de Software, as empresas de desenvolvimento têm se
preocupado em fornecer tecnologias fáceis e intuitivas de operar. Nasce a partir
daí a Usabilidade de Sistema.
METODOLOGIA
Com base nas divergências e convergências de opiniões dos estudiosos
de usabilidade, Santos (2007) propõe um modelo de avaliação de usabilidade,
baseado na ISO 9241 e ISO 9126. Este modelo está baseado em seis critérios:
facilidade de aprender; facilidade de relembrar; controle de erros; eficiência;
eficácia e satisfação. Conforme já foi citado, a usabilidade depende do contexto
de uso, sendo que o contexto de uso é descrito pela descrição dos usuários, tarefa,
equipamento e ambiente.
O contexto é descrito pelos elementos especificados na ISO 9241: usuário;
tarefa; equipamento e ambiente. O questionário usado foi fundamentado nos seis
critérios propostos e [...] extraído da dissertação de mestrado de Santos (2007),
autor da metodologia proposta, e a avaliação será feita usando a lógica Fuzzi,
cujas operações matemáticas usadas também se encontram descritas na referida
dissertação.
RESULTADOS E DISCUSSÕES
A avaliação de usabilidade será aplicada no software AutoCAD com a
finalidade de compreender qual ambiente é mais usual, o Drafting & Annotation
ou o Classic, do ponto de vista das normas e da metodologia usada. Para tanto, a
identificação do contexto será feita de acordo com a ISO 9241, como segue abaixo.
Especificação dos usuários
Os participantes da pesquisa são alunos do curso de Ciência e Tecnologia
da Universidade Federal Rural do Semiárido – UFERSA, campus Pau dos
Ferros-RN, com no mínimo um ano e meio de graduação, idade média de 20
anos, experiência com uso de computadores de oito anos e uso do sistema de um
ano. Conforme mostrou a pesquisa em geral, os entrevistados usam o sistema
eventualmente.
55
UNIDADE 1 | CONCEITOS INICIAIS
Especificação da tarefa
Na perspectiva de promover um exercício para que a partir dele fosse
preenchido o formulário de perguntas, foi desenvolvido um desenho de uma
peça mecânica de modo que ele pudesse ser reproduzido, induzindo o uso das
ferramentas básicas disponíveis no AutoCAD, tais como: copiar, espelhar, mover,
cortar, estender, cotas, layers, escala, impressão, linhas, espessura, polígono
e unidades. Os usuários do modo Clássico reproduzem o desenho usando a
interface Clássica, enquanto os usuários do modo Drafting reproduzem usando a
interface Drafting & Anotation.
Especificação dos Equipamentos
Os participantes da pesquisa usam o AutoCAD 2014, com o processo feito
no laptop, em geral são processadores entre 2,5 e 3,0 GHz, 3 GB de RAM, 500 GB
de HD e sistema operacional Windows 7, constituindo um ambiente homogêneo
para todos os usuários.
Especificação do Ambiente
O ambiente de estudo possui iluminação e acústica adequada, o único
inconveniente são as cadeiras, que não são adaptativas, gerando certo desconforto.
Foram selecionados 20 alunos, sendo 90% homens e 10% mulheres,
que concluíram as disciplinas de CAD com média acima de 7,0. A pesquisa foi
conduzida dentro do ambiente de estudo seguindo duas etapas: reprodução
do desenho mecânico 2D e preenchimento do questionário. A quantidade
de elementos da amostra é, segundo a lógica Fuzzi, suficiente para analisar
comportamento, valores acima de 20 geram resultados constantes.
CONCLUSÃO
Desde que foi criado em 1971, e depois que foi lançado em larga escala em
1982, surgiram ao longo dos anos, até os dias atuais, diversos softwares portando
essa ferramenta. Para se manter no mercado, as empresas de desenvolvimento
apostam cada vez mais na facilidade gerada pela interface, esse é um dos
requisitos trabalhados dentro da engenharia de software. Com o AutoCAD não
foi diferente, como o primeiro software CAD lançado em larga escala, ele ganhou
popularidade e atualmente ocupa espaço na maioria dos laboratórios de CAD das
universidades e institutos, dentre as razões que levaram a isso está sua evolução.
Ao longo dos anos, o AutoCAD sofreu grandes mudanças, como já foi
citado, uma das maiores alterações foi a inserção do modo Drafting em 2008.
Como sabemos, as empresas estão cada vez mais apostando na ergonomia, com
a finalidade de gerar conforto e maior produtividade aos trabalhadores. Isso não
é diferente nos trabalhos de interação com softwares, nesse setor a usabilidade
é um dos parâmetros a ser cumprido para gerar eficiência, eficácia e satisfação.
56
TÓPICO 4 | DESENHOS DE PRIMITIVAS GEOMÉTRICAS PLANAS
Pensando nisso, este trabalho foi gerado como resultado de verificar até
que ponto a alteração feita pela AutoDesk em 2008 contribui com a usabilidade
do AutoCAD. Nessa avaliação fizemos uso de alguns instrumentos, tais como as
normas ISO 9126 e ISO 9241, e os estudos de usabilidade mais importantes, gerando
uma metodologia prática para ser aplicada em software em funcionamento.
O que afetou com a mudança foi a forma como os erros são encarados
pelos usuários, na escala de erros apresentados pelo sistema, recuperação de
erros, tempo gasto para correção de erros, tempo gasto para refazer uma ação
perdida por um erro, tratamento de erros e mensagem de erros, o modo Drafting
superou o modo Classic.
A disposição em forma de guias possibilitou uma melhor visualização das
ferramentas disponíveis no sistema, essa talvez seja a razão pela qual a nova forma
de interação com o sistema contribui com o avanço da ferramenta. Entretanto,
percebemos que uma não supera a outra, somente soma possibilidades de
interação, isso porque as vantagens não são tão divergentes.
Verifica-se que os dois ambientes de trabalho não dispõem de insatisfação
ou satisfação em nível máximo pelos entrevistados, variando de acordo com a
percepção de cada participante, ou seja, enquanto um usuário prefere manusear
o Drafting and Annotation, outro opta pelo modo Clássico, cabendo a cada um
utilizar aquele que julga fornecer melhores condições de usabilidade.
Para ler o artigo na íntegra, consulte a referência:
COSTA, T. F.; LIMA, D. F.; SOUSA JR., A. M. Avaliação da usabilidade de sistema no modo clássico
e drafting e annotation do autocad 2014. Holos, [S. l.]. v. 2, n. 33, p. 148-160, 2017. Disponível
em: <http://www2.ifrn.edu.br/ojs/index.php/HOLOS/article/view/2825>. Acesso em: 20 abr.
2018.
57
RESUMO DO TÓPICO 4
Neste tópico, você aprendeu que:
• Os retângulos são formas geométricas primárias inseridas a partir da
informação de dois vértices desta figura.
• Para desenhar os polígonos é necessário informar a posição do centro e o
número de lados que este deverá possuir.
• Os círculos podem ser desenhados a partir da informação de 3 pontos inscritos
na circunferência, do centro e do raio do círculo ou informando 2 elementos
que o círculo tangencie.
• Os arcos podem ser desenhados de 10 formas diferentes no AutoCAD, podendo
variar o sentido de desenho através da tecla CTRL.
58
AUTOATIVIDADE
1 O comando Circle permite que o usuário desenhe círculos utilizando
quatro opções diferentes para a informação dos pontos. Caso seja optado
em informar os pontos através da opção TTR (Tan tan of circle), assinale, a
seguir, a afirmação que indique a sequência correta que deve ser utilizada.
a) ( ) Objeto 1 – Objeto 2 – Ponto de Centro
b) ( ) Ponto de Centro – Raio
c) ( ) Objeto 1 – Objeto 2 – Raio
d) ( ) Objeto 1 – Objeto 2 – Objeto 3
2 As figuras geométricas podem ser definidas de diferentes formas no
AutoCAD. Diante do exposto, a seguir assinale verdadeiro (V) ou falso (F)
para as afirmações que indicam a aplicação do comando.
a) ( ) O comando Rectang pode ser definido atribuindo a área, a largura e a
altura do retângulo.
b) ( ) A elipse pode ser desenhada definindo os dois eixos desta.
c) ( ) Para desenhar os polígonos utilizando a opção Polygon, é necessário
informar o número de lados inicialmente, podendo este variar de 3 a 1024.
d) ( ) O comando Donut permite que o usuário desenhe anéis informando dois
pontos que tangenciam o círculo.
3 O comando Arc permite que o usuário desenhe arcos de círculos
especificando diferentes pontos. O desenho do arco ocorre no sentido anti-
horário (sentido positivo). A seguir, assinale a opção que indique a tecla
utilizada para inverter o sentido de giro do arco.
a) ( ) A tecla “Ctrl”.
b) ( ) A tecla “Shift”.
c) ( ) A tecla “Enter”.
d) ( ) A tecla “Space.
59
60
UNIDADE 2
DOMÍNIO DAS FORMAS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:
• apresentar os comandos para a formatação do desenho;
• familiarizar o acadêmico com as camadas e as coordenadas do desenho
em CAD;
• iniciar um projeto residencial para a aplicação dos comandos.
PLANO DE ESTUDOS
Esta unidade está dividida em quatro tópicos. No decorrer da unidade você
encontrará autoatividades com o objetivo de reforçar o conteúdo apresenta-
do.
TÓPICO 1 – COMANDOS DO SOFTWARE AUTOCAD
TÓPICO 2 – DEFINIÇÃO DAS COORDENADAS
TÓPICO 3 – DEFINIÇÃO DAS LAYERS
TÓPICO 4 – FORMATAÇÃO DAS LINHAS E DE TEXTOS
61
62
UNIDADE 2
TÓPICO 1
COMANDOS DO SOFTWARE
1 INTRODUÇÃO
Como vimos anteriormente o desenvolvimento dos softwares para a
elaboração de projetos têm passando por constante evolução. Cada versão lançada
tem o intuito de resolver possíveis problemas contemporâneos e complementar
a experiência do usuário. Um exemplo desta evolução está relacionado com o
desenvolvimento de novos comandos, os quais visam facilitar a aplicação de
determinadas funções.
Neste tópico veremos os principais comandos utilizados para a formatação
do desenho e suas aplicações nas formas geométricas planas. Ao final deste assunto
será apresentada uma lista em ordem alfabética de todos os comandos estudados
e suas respectivas funções, para auxiliar na consulta durante a realização dos
projetos.
2 COMANDOS DE EDIÇÃO
Os comandos de edição são caracterizados por modicar a forma do
elemento, seja apagando, copiando ou rotacionando este. A seguir, veremos a
função de cada comando com o método de ativação e um exemplo de aplicação.
2.1 APAGAR (ERASER)
O comando Eraser tem a função de apagar objetos selecionados,
substituindo o uso da tecla Del. A ativação deste comando pode ser realizada das
seguintes maneiras:
• Digitando na barra de comandos o nome do comando “Eraser” ou a sigla “E”.
• Acessando a opção “Eraser” na aba “Modify” da barra de menu.
• Acessando o ícone “Eraser” na barra de ferramentas.
Exemplo: Para aplicar o comando Eraser, vamos desenhar um retângulo e
seguir estes passos:
63
UNIDADE 2 | DOMÍNIO DAS FORMAS
Desenho do Retângulo:
• Digite o atalho do comando Rectang na barra de comandos: REC.
• Digite as coordenadas do primeiro ponto: 10,9.
• Digite as coordenadas do segundo ponto: @30,10.
Comando Eraser:
• Digite o atalho do comando Eraser na barra de comandos: E.
• Selecione o retângulo clicando sobre um dos vértices.
• Selecione a tecla Enter para confirmar o comando.
2.2 MOVER (MOVE)
O comando Move tem a função de mover objetos selecionados. A ativação
deste comando pode ser realizada das seguintes maneiras:
• Digitando na barra de comandos o nome do comando “Move” ou a sigla “M”.
• Acessando a opção “Move” na aba “Modify” da barra de menu.
• Acessando o ícone “Move” na barra de ferramentas.
Quando o comando for acionado, é necessário que o usuário informe o
ponto de base do objeto selecionado. Posteriormente, deverá ser indicada a nova
posição deste ponto através do uso do mouse ou informando as coordenadas
absolutas ou relativas (Figura 1).
FIGURA 1 – UTILIZAÇÃO DO COMANDO MOVE
FONTE: O autor
64
TÓPICO 1 | COMANDOS DO SOFTWARE
Exemplo: Para aplicar o comando Move, vamos desenhar um retângulo e
seguir os passos:
Desenho do Retângulo:
• Digite o atalho do comando Rectang na barra de comandos: REC.
• Digite as coordenadas do primeiro ponto: 10,9.
• Digite as coordenadas do segundo ponto: @30,10.
Comando Move:
• Digite o atalho do comando Move na barra de comandos: M.
• Selecione o retângulo clicando sobre um dos vértices.
• Selecione um ponto base do retângulo clicando sobre este.
• Digite as novas coordenadas do ponto base: 10,10.
• Selecione a tecla Enter para confirmar o comando.
2.3 COPIAR (COPY)
O comando Copy tem a função de copiar objetos selecionados. A ativação
deste comando pode ser realizada das seguintes maneiras:
• Digitando na barra de comandos o nome do comando “Copy” ou a sigla “CO”.
• Acessando a opção “Copy” na aba “Modify” da barra de menu.
• Acessando o ícone “Copy” na barra de ferramentas.
Quando o comando Copy for acionado, o usuário deverá informar o
ponto de base do objeto e indicar a nova posição deste ponto, como realizado
no comando Modify (Figura 2). Entretanto, para finalizar o comando, utiliza-se a
tecla “Esc”.
FIGURA 2 – COMANDO COPY
FONTE: O autor
65
UNIDADE 2 | DOMÍNIO DAS FORMAS
Exemplo: Para aplicar o comando Copy, vamos desenhar um círculo e
seguir os passos:
Desenho do círculo:
• Digite o atalho do comando Circle na barra de comandos: C.
• Digite as coordenadas do ponto de centro do círculo: 10,9.
• Digite o raio para o círculo e confirme com a tecla Enter: 20.
Comando Copy:
• Digite o atalho do comando Copy na barra de comandos: CO.
• Selecione o círculo clicando sobre a circunferência.
• Selecione o ponto de centro do círculo.
• Digite as novas coordenadas do ponto base: 50,50.
• Selecione a tecla Enter para confirmar o comando.
• Selecione a tecla Esc para finalizar o comando.
2.4 ROTACIONAR (ROTATE)
O comando Rotate tem a função de rotacionar objetos selecionados em
torno de um eixo definido. A ativação deste comando pode ser realizada das
seguintes maneiras:
• Digitando na barra de comandos o nome do comando “Rotate” ou a sigla “RO”.
• Acessando a opção “Rotate” na aba “Modify” da barra de menu.
• Acessando o ícone “Rotate” na barra de ferramentas.
Quando o comando for acionado, o usuário deverá informar o ponto em
que o objeto será rotacionado e o ângulo de rotação (Figura 3). Também, pode
ser selecionado um objeto de referência para obter o ângulo de rotação. Para isso,
deve-se utilizar a função Reference após ser selecionado o objeto e informar a
direção de referência de rotação.
FIGURA 3 – COMANDO ROTATE
FONTE: O autor
66
TÓPICO 1 | COMANDOS DO SOFTWARE
Exemplo: Para aplicar o comando Rotate, vamos desenhar um retângulo e
seguir os passos:
Desenho do Retângulo:
• Digite o atalho do comando Rectang na barra de comandos: REC.
• Digite as coordenadas do primeiro ponto: 10,9.
• Digite as coordenadas do segundo ponto: @30,10.
Comando Rotate:
• Digite o atalho do comando Rotate na barra de comandos: RO.
• Selecione o retângulo clicando sobre um dos vértices.
• Selecione o ponto de referência para a rotação.
• Digite o ângulo de rotação: 90.
• Selecione a tecla Enter para confirmar o comando.
2.5 ESCALA (SCALE)
O comando Scale tem a função de modificar a escala dos objetos. A ativação
deste comando pode ser realizada das seguintes maneiras:
• Digitando na barra de comandos o nome do comando “Scale” ou a sigla “SC”.
• Acessando a opção “Scale” na aba “Modify” da barra de menu.
• Acessando o ícone “Scale” na barra de ferramentas.
Quando o comando for acionado, o usuário deverá informar o ponto que
será mantido na mesma posição enquanto o restante do objeto sofrerá aumento
ou diminuição. Após a delimitação do ponto, é necessário indicar a distância de
variação da escala (Figura 4). Esta distância pode ser especificada informando
Specify scale fator, Copy e Reference, conforme detalhado a seguir:
• Specify scale factor: nesta função é necessário inserir um fator de escala. Este
fator deverá ser um valor positivo, o qual determinará a porcentagem de
variação dos objetos. Por exemplo, caso o valor seja 1,2, o objeto irá aumentar
em 20% do seu tamanho original.
• Copy: nesta opção, o escalonamento será uma cópia do objeto original.
• Reference: nesta opção é possível selecionar dois pontos quaisquer do desenho
para servir de referência no escalonamento do objeto desejado.
67
UNIDADE 2 | DOMÍNIO DAS FORMAS
FIGURA 4 – COMANDO SCALE
FONTE: O autor
Exemplo: Para aplicar o comando Scale, vamos desenhar um retângulo e
observar os passos a seguir:
Desenho do Retângulo:
• Digite o atalho do comando Rectang na barra de comandos: REC.
• Digite as coordenadas do primeiro ponto: 10,9.
• Digite as coordenadas do segundo ponto: @30,10.
Comando Scale:
• Digite o atalho do comando Scale na barra de comandos: SC.
• Selecione o retângulo clicando sobre um dos vértices.
• Selecione o ponto de base.
• Informe a variação na escala, vamos diminuir o retângulo em 80% digitando:
0.8.
• Selecione a tecla Enter para confirmar o comando.
2.6 QUEBRA (BREAK)
O comando Break tem a função de quebrar os objetos selecionados em dois
pontos. A ativação deste comando pode ser realizada das seguintes maneiras:
• Digitando na barra de comandos o nome do comando “Break” ou a sigla “BR”.
• Acessando a opção “Break” na aba “Modify” da barra de menu.
• Acessando o ícone “Break” na barra de ferramentas.
68
TÓPICO 1 | COMANDOS DO SOFTWARE
Quando o comando for acionado, o usuário deverá selecionar o objeto que
deseja quebrar. Após a escolha do objeto é necessário indicar o segundo ponto
para a divisão ou selecionar a opção First point, para informar o intervalo em que
o objeto será quebrado (Figura 5).
FIGURA 5 – COMANDO BREAK
FONTE: O autor
Exemplo: Para aplicar o comando Break, vamos desenhar um círculo e
seguir os passos:
Desenho do círculo:
• Digite o atalho do comando Circle na barra de comandos: C.
• Digite as coordenadas do ponto de centro do círculo: 10,9.
• Digite o raio para o círculo e confirme com a tecla Enter: 20.
Comando Break:
• Digite o atalho do comando Break na barra de comandos: BR.
• Selecione o círculo clicando sobre a circunferência.
• Selecione a opção First point: F.
• Informe o primeiro ponto clicando sobre a circunferência.
• Informe o segundo ponto clicando sobre a circunferência.
2.7 EXPLODIR (EXPLODE)
O comando Explode possui a finalidade de dividir objetos agrupados em
uma única entidade para a sua forma primária. A ativação deste comando pode
ser realizada das seguintes maneiras:
69
UNIDADE 2 | DOMÍNIO DAS FORMAS
• Digitando na barra de comandos o nome do comando “Explode” ou a sigla
“EXPL”.
• Acessando a opção “Explode” na aba “Modify” da barra de menu.
• Acessando o ícone “Explode” na barra de ferramentas.
Quando o comando for acionado, o usuário deverá selecionar objetos
poligonais ou elementos compostos como blocos, para poder realizar a divisão
das unidades primárias (Figura 6). Após a seleção do objeto é necessário confirmar
o comando pressionando a tecla Enter.
FIGURA 6 – COMANDO EXPLODE
FONTE: O autor
Exemplo: Para aplicar o comando Explode, vamos desenhar um retângulo
e seguir os passos abaixo:
Desenho do Retângulo:
• Digite o atalho do comando Rectang na barra de comandos: REC.
• Digite as coordenadas do primeiro ponto: 10,9.
• Digite as coordenadas do segundo ponto: @30,10.
Comando Explode:
• Digite o atalho do comando Explode na barra de comandos: EXPL.
• Selecione o retângulo clicando sobre uma das arestas.
• Confirme o comando pressionando a tecla Enter.
70
TÓPICO 1 | COMANDOS DO SOFTWARE
2.8 CHANFRO (CHAMFER)
O comando Chamfer tem a função de unir dois elementos através de um
chanfro. A ativação deste comando pode ser realizada das seguintes maneiras:
• Digitando na barra de comandos o nome do comando “Chamfer” ou a sigla
“CHA”.
• Acessando a opção “Chamfer” na aba “Modify” da barra de menu.
• Acessando o ícone “Chamfer” na barra de ferramentas.
Quando o comando for acionado, o usuário deverá selecionar o objeto que
deseja unir e informar a distância ou o ângulo para a realização da ligação entre
os elementos. Se essa distância for zero, o AutoCAD une os elementos estendendo
um ponto até o outro. Caso o usuário opte em informar a distância ou o ângulo, o
AutoCAD relacionará a primeira distância com o primeiro elemento selecionado
e a segunda com o segundo elemento (Figura 7), sendo esta a ordem de inserção
do valor.
FIGURA 7 – COMANDO CHAMFER
FONTE: O autor
Exemplo: Para aplicar o comando, vamos desenhar duas linhas, sendo
uma na direção horizontal e outra na direção vertical. Posteriormente aplique o
comando Chamfer:
• Digite o atalho do comando Line na barra de comandos: L.
• Digite as coordenadas da primeira linha do ponto inicial: 10, 30.
• Digite as coordenadas da primeira linha do próximo ponto: 30, 30.
71
UNIDADE 2 | DOMÍNIO DAS FORMAS
• Cancele o comando utilizando a tecla: ESC.
• Digite o atalho do comando Line na barra de comandos: L.
• Digite as coordenadas da segunda linha do ponto inicial: 35, 10.
• Digite as coordenadas da segunda linha do próximo ponto: 35, 25.
• Cancele o comando utilizando a tecla: ESC.
• Digite o atalho do comando Chamfer na barra de comandos: CHA.
• Digite a letra “d” na barra de comandos para poder informar a distância: D.
• Digite a distância do primeiro ponto: 5.
• Digite a distância do segundo ponto: 5.
• Clique sobre a primeira linha.
• Clique sobre a segunda linha.
2.9 CONCORDÂNCIA (FILLET)
O comando Fillet tem a função de unir dois segmentos de reta através de
um arco informando o ângulo de ligação. A ativação deste comando pode ser
realizada das seguintes maneiras:
• Digitando na barra de comandos o nome do comando “Fillet” ou a sigla “F”.
• Acessando a opção “Fillet” na aba “Modify” da barra de menu.
• Acessando o ícone “Fillet” na barra de ferramentas.
Quando o comando for acionado, é necessário informar qual é o ângulo
da concordância que o usuário deseja realizar. Para isso deve-se selecionar a
função Radius através da tecla “R”, atribuir o valor da concordância e selecionar
os segmentos de reta (Figura 8).
FIGURA 8 – COMANDO FILLET
FONTE: O autor
72
TÓPICO 1 | COMANDOS DO SOFTWARE
Exemplo: Para aplicar o comando Fillet, vamos desenhar duas linhas e
posteriormente aplicar o comando:
• Digite o atalho do comando Line na barra de comandos: L.
• Digite as coordenadas da primeira linha do ponto inicial: 10, 30.
• Digite as coordenadas da primeira linha do próximo ponto: 30, 30.
• Cancele o comando utilizando a tecla: ESC.
• Digite o atalho do comando Line na barra de comandos: L.
• Digite as coordenadas da segunda linha do ponto inicial: 35, 10.
• Digite as coordenadas da segunda linha do próximo ponto: 35, 25.
• Cancele o comando utilizando a tecla: ESC.
• Digite o atalho do comando Fillet na barra de comandos: F.
• Digite a letra “R” na barra de comandos para poder informar o raio: R.
• Digite o raio: 3.
• Clique sobre a primeira linha.
• Clique sobre a segunda linha.
2.10 ESPELHAR (MIRROR)
O comando Mirror tem a função de criar uma cópia espelhada do elemento
selecionado. A ativação deste comando pode ser realizada das seguintes maneiras:
• Digitando na barra de comandos o nome do comando “Mirror” ou a sigla “MI”.
• Acessando a opção “Mirror” na aba “Modify” da barra de menu.
• Acessando o ícone “Mirror” na barra de ferramentas.
Quando o comando for acionado, o usuário deverá selecionar o objeto
e informar, através de dois pontos, o eixo de rotação do elemento. Por fim, é
necessário confirmar se o objeto inicial será apagado ou não quando o comando
for finalizado (Figura 9).
73
UNIDADE 2 | DOMÍNIO DAS FORMAS
FIGURA 9 – COMANDO MIRROR
FONTE: O autor
Exemplo: Para aplicar o comando Mirror, vamos desenhar um retângulo
e seguir os passos:
Desenho do Retângulo:
• Digite o atalho do comando Rectang na barra de comandos: REC.
• Digite as coordenadas do primeiro ponto: 10,9.
• Digite as coordenadas do segundo ponto: @30,10.
Comando Mirror:
• Digite o atalho do comando Mirror na barra de comandos: MI.
• Selecione o retângulo clicando sobre uma das arestas.
• Selecione o ponto que se manterá o mesmo clicando sobre um dos vértices.
• Selecione o segundo ponto, digitando as coordenadas: 30,20.
• Confirme que não deseja apagar o retângulo na posição original digitando a
letra “N”.
2.11 DESFAZER (UNDO)
O comando Undo tem a função de desfazer o comando anteriormente
aplicado. A ativação deste comando pode ser realizada das seguintes maneiras:
• Digitando na barra de comandos o nome do comando “Undo” ou a sigla “U”.
• Acessando a opção “Undo” na aba “Modify” da barra de menu.
• Acessando o ícone “Undo” na barra de ferramentas.
74
TÓPICO 1 | COMANDOS DO SOFTWARE
Quando o comando for acionado, o usuário deverá confirmar qual
comando será desfeito e acionar a tecla “Enter”.
Exemplo: Para aplicar o comando Undo, vamos realizar o exemplo anterior
e seguir estes passos:
• Digite o atalho do comando Undo na barra de comandos: U.
• Confirme com Enter
2.12 CORTAR (TRIM)
O comando Trim é fundamentado pela função Cutting Edgs, o qual
estabelece limites de cortes para o desenho através de elementos que o interceptam.
A ativação deste comando pode ser realizada das seguintes maneiras:
• Digitando na barra de comandos o nome do comando “Trim” ou a sigla “TR”.
• Acessando a opção “Trim” na aba “Modify” da barra de menu.
• Acessando o ícone “Trim” na barra de ferramentas.
Quando o comando for acionado, o usuário deverá selecionar os elementos
de limite de corte. Caso opte-se em não selecionar os limites, pula-se a etapa de
seleção utilizando a tecla “Enter” e o AutoCAD considera que todos os elementos
são Cutting Edges em relação ao ponto selecionado (Figura 10).
FIGURA 10 – COMANDO TRIM
FONTE: O autor
75
UNIDADE 2 | DOMÍNIO DAS FORMAS
Exemplo: Para aplicar o comando Trim, vamos desenhar três retângulos e
remover os vértices de intercessão entre eles, conforme os passos a seguir:
• Digite o atalho do comando Rectang na barra de comandos para desenhar o
primeiro retângulo: REC.
• Digite as coordenadas do primeiro ponto: 10,10.
• Digite as coordenadas do segundo ponto: @5,30.
• Digite o atalho do comando Rectang na barra de comandos para desenhar o
segundo retângulo: REC.
• Digite as coordenadas do primeiro ponto: 10,40.
• Digite as coordenadas do segundo ponto: @30,-5.
• Digite o atalho do comando Copy na barra de comandos, para copiar o primeiro
retângulo: CO.
• Selecione o primeiro retângulo.
• Selecione o vértice superior direito do retângulo clicando sobre ele.
• Selecione o vértice superior direito do segundo retângulo para criar a cópia.
• Pressione a tecla Esc para finalizar o comando.
• Digite o atalho do comando Trim na barra de comandos, para apagar as linhas
de intercessão: TR.
• Pressione a tecla Enter para pular a etapa de informar os Cutting Edges.
• Selecione as linhas que se deseja apagar clicando sobre ela, conforme a Figura
10.
• Pressione a tecla Esc para finalizar o comando.
2.13 DUPLICAR (OFFSET)
O comando Offset permite que o usuário crie cópias paralelas de um
elemento existentes. A ativação deste comando pode ser realizada das seguintes
maneiras:
• Digitando na barra de comandos o nome do comando “Offset” ou a sigla “O”.
• Acessando a opção “Offset” na aba “Modify” da barra de menu.
• Acessando o ícone “Offset” na barra de ferramentas.
Quando o comando for acionado, o usuário deverá informar a distância
entre o elemento original e aquele que será criado (Figura 11). Por fim, selecionamos
o elemento original e indicamos a direção em que a cópia será gerada.
76
TÓPICO 1 | COMANDOS DO SOFTWARE
FIGURA 11 – COMANDO OFFSET
FONTE: O autor
Exemplo: Para aplicar o comando Offset, vamos desenhar um retângulo e
seguir estes passos:
Desenho do Retângulo:
• Digite o atalho do comando Rectang na barra de comandos: REC.
• Digite as coordenadas do primeiro ponto: 10,9.
• Digite as coordenadas do segundo ponto: @30,10.
Comando Offset:
• Digite o atalho do comando Offset na barra de comandos: O.
• Informe a distância entre os elementos: 10.
• Selecione o retângulo clicando sobre uma das arestas.
• Informe a direção da cópia.
• Pressione a tecla Esc para finalizar o comando.
2.14 DIVIDIR (DIVIDE)
O comando Divide permite que o usuário divida o elemento em vários
segmentos de mesma dimensão. A ativação deste comando pode ser realizada
das seguintes maneiras:
77
UNIDADE 2 | DOMÍNIO DAS FORMAS
• Digitando na barra de comandos o nome do comando “Divide” ou a sigla
“DIV”.
• Acessando a opção “Divide” na aba “Modify” da barra de menu.
• Acessando o ícone “Divide” na barra de ferramentas.
Quando o comando for acionado, o usuário deverá selecionar o objeto e
informar a quantidade de segmentos em que este vai ser dividido (Figura 12).
FIGURA 12 – COMANDO DIVIDE
FONTE: O autor
Exemplo: Para aplicar o comando, vamos desenhar uma linha e seguir
estes passos:
• Digite o atalho do comando line na barra de comandos: L.
• Digite as coordenadas da primeira linha do ponto inicial: 10, 30.
• Digite as coordenadas da primeira linha do próximo ponto: 60, 30.
• Cancele o comando utilizando a tecla: ESC.
• Digite o atalho do comando divide na barra de comandos: DIV..
• Selecione a linha.
• Digite a quantidade de segmentos em que a linha será dividida.
3 COMANDOS DE AVERIGUAÇÃO
Os comandos de averiguação retornam os valores numéricos ao usuário,
sendo estes valores correspondes à área ou ao perímetro de um polígono,
à distância entre dois pontos, ao ângulo de uma reta, entre outras dimensões
possíveis de mensurar.
3.1 MEDIDAS (MEASURE)
Os comandos de medidas possuem o intuito de auxiliar durante a
elaboração e verificação do projeto. Através destes, o usuário pode conferir as
dimensões de linhas, raios, ângulos, área, perímetro e até o volume de objetos 3D.
A seguir, apresentaremos os comandos para averiguação da distância e da área.
78
TÓPICO 1 | COMANDOS DO SOFTWARE
3.1.1 Distância (Dist)
O comando Dist permite que o usuário meça a distância entre dois
pontos no AutoCAD. A ativação deste comando pode ser realizada digitando o
nome ou o atalho (DI) do comando na barra de comandos. Quando o comando
for acionado, o usuário deverá selecionar o ponto inicial e o ponto final em que
será realizada a medição. Posteriormente, o AutoCAD informará na barra de
comandos a distância total e nos eixos X, Y e Z entre os pontos, e o ângulo de
inclinação da distância medida (Figura 13).
FIGURA 13 – COMANDO DIST
FONTE: O autor
Exemplo: Para aplicar o comando, vamos desenhar um retângulo e medir
a diagonal deste observando os passos a seguir:
• Digite o atalho do comando Rectang na barra de comandos: REC.
• Digite as coordenadas do primeiro ponto: 10,10.
• Digite as coordenadas do segundo ponto: @30,25.
• Digite o atalho do comando Dist na barra de comandos: DI.
• Selecione o primeiro vértice.
• Selecione o vértice oposto, formando uma diagonal (Figura 13).
79
UNIDADE 2 | DOMÍNIO DAS FORMAS
3.1.2 Área (Area)
O comando Area possibilita a medição de áreas e perímetros de polígonos
gerados no AutoCAD. A ativação deste comando pode ser realizada digitando o
nome ou o atalho (AA) do comando na barra de comandos. Quando o comando for
acionado, o usuário deverá selecionar cada vértice do polígono cujas dimensões
se deseja conhecer clicando sobre eles. Posteriormente, o AutoCAD informará na
barra de comandos o perímetro e a área do polígono (Figura 14).
FIGURA 14 – COMANDO AREA
FONTE: O autor
Exemplo: Para aplicar o comando, vamos desenhar um retângulo,
conforme exemplo anterior e medir a área deste seguindo os passos:
• Digite o atalho do comando Area na barra de comandos: AA.
• Selecione o primeiro vértice.
• Selecione o segundo vértice.
• Selecione o terceiro vértice.
• Selecione o quarto vértice.
• Confirme o comando pressionando a tecla Enter.
80
TÓPICO 1 | COMANDOS DO SOFTWARE
3.1.3 Propriedades dos Planos (Mass Properties)
O comando Mass Properties permite que o usuário copie as propriedades de
um elemento para outro elemento. A ativação deste comando pode ser realizada
digitando o nome ou o atalho (MA) do comando na barra de comandos. Quando
o comando for acionado, o usuário deverá selecionar o elemento que possui as
propriedades a serem copiadas (Layer, cor, fonte e escala), e, posteriormente, o
elemento que receberá as novas propriedades.
4 COMANDOS DE TABELA
A elaboração de tabelas no AutoCAD ocorre de maneira similar aos
programas da Microsoft. O usuário informa a quantidade de colunas e linhas
desejadas através de uma caixa de diálogo (Figura 15), a qual pode ser acionada
informando o nome ou atalho (TB) do comando na barra de comandos. Nesta
caixa também podem ser inseridas tabelas elaboradas no Excel com a extensão
.xls, sendo que as modificações na tabela serão realizadas na própria planilha do
Excel. A seguir será apresentado cada item da caixa de diálogo:
• Table style: neste tópico é escolhida a formatação de texto que será adotada na
criação da tabela.
• Insert options: nesta opção, deverá ser escolhido se a tabela vai ser criada no
AutoCAD (Start from empty table) ou vai ser relacionada com o Excel (From a
data link).
• Insertion behavior: nesta opção, devemos selecionar se a planilha vai ser
referenciada por um ponto (Specify insertion point) ou por uma janela (Specify
window).
FIGURA 15 – CAIXA DE DIÁLOGO
FONTE: O autor
81
UNIDADE 2 | DOMÍNIO DAS FORMAS
E
IMPORTANT
Dicionário de comandos
A
ARC - Cria um arco.
AREA - Calcula a área e o perímetro de objetos ou de regiões definidas.
ARRAY - Cria cópias múltiplas de objetos numa disposição definida.
ARX - Carrega, descarrega e provê informações sobre aplicações ObjectARX.
ATTDEF - Cria uma definição de atributo.
ATTDISP - Controla a visibilidade de atributos globalmente.
ATTEDIT - Muda informações de atributos.
ATTEXT - Extrai dados de atributos.
ATTREDEF - Redefine um bloco e atualiza os atributos associados.
BASE - Define o ponto base de inserção para o desenho corrente.
BHATCH - Preenche uma área fechada ou objetos selecionados com um padrão de hachura.
BLOCK - Cria uma definição de bloco com os objetos que você seleciona.
BREAK - Apaga parte de um objeto ou divide um objeto em dois.
BROWSER - Dispara o visualizador de Web default definido no Registry do Windows.
CAL - Calcula expressões matemáticas e geométricas.
CHAMFER - Chanfra arestas de objetos.
CHANGE - Muda as propriedades de objetos existentes.
CHPROP - Muda a cor, layer, linetype, fator de escala de linetype, espessura, e estilo de
plotagem de um objeto.
CIRCLE - Cria um círculo.
COLOR - Define a cor para os novos objetos.
COPY - Copia objetos.
COPYBASE - Copia objetos com um ponto base especificado.
DDEDIT - Edita textos e definições de atributos.
DDPTYPE - Especifica o modo de exibição e o tamanho dos objetos POINT.
DIM e DIM1 - Ativa o modo de dimensionamento (cotas).
DIMALIGNED - Cria uma cota linear alinhada.
DIMANGULAR - Cria uma cota angular.
DIMBASELINE - Cria uma cota linear, angular, ou de coordenadas a partir da linha base da
cota anterior.
DIMCENTER - Cria a marca de centro ou as linhas de centro de círculos e arcos.
DIMCONTINUE - Cria uma cota linear, angular, ou de coordenadas a partir da segunda linha
de extensão da cota anterior ou de uma cota selecionada.
DIMDIAMETER - Cria cotas de diâmetro para círculos e arcos.
DIMEDIT - Edita cotas.
DIMLINEAR - Cria cotas lineares.
DIMORDINATE - Cria cotas de coordenadas.
DIMOVERRIDE - Desconsidera temporariamente as variáveis de sistema, do grupo de cotas.
DIMRADIUS - Cria cota radial para círculos e arcos.
82
TÓPICO 1 | COMANDOS DO SOFTWARE
DIMSTYLE - Cria e modifica estilos de dimensionamento.
DIMTEDIT - Move e rotaciona textos de cotas.
DIST - Mede a distância e o ângulo entre dois pontos.
DIVIDE - Coloca pontos ou blocos igualmente espaçados ao longo do comprimento ou
perímetro de um objeto.
DONUT - Desenha círculos ou anéis com enchimento.
DRAGMODE - Controla a maneira como o AutoCAD mostra objetos arrastados.
DRAWORDER - Muda a ordem de exibição de imagens e outros objetos.
DSETTINGS - Especifica os ajustes para o modo Snap, grid, e polar e osnap tracking.
ELLIPSE - Cria uma elipse ou um arco elíptico.
ERASE - Apaga objetos de um desenho.
EXPLODE - Quebra (desagrupa) um objeto composto em seus objetos componentes.
EXPORT - Salva objetos em outros formatos de arquivo.
EXTEND - Estende (estica) um objeto até atingir outro objeto.
FILL - Controla o preenchimento de multilinhas, traces, solids, hatch's e polylines com
espessura.
FILLET - Arredonda e fileta arestas de objetos.
FILTER - Cria filtros reutilizáveis para selecionar objetos com base em propriedades.
FIND - Procura, substitui, seleciona ou aproxima textos especificados.
GRAPHSCR - Alterna entre as janelas de texto e gráfica.
GRID - Mostra uma grade de pontos no ViewPort corrente.
GROUP - Cria um conjunto nomeado de objetos.
HATCH - Preenche um perímetro especificado com uma hachura.
HATCHEDIT - Modifica uma hachura existente.
HELP (F1) - Exibe o Help OnLine.
ID - Exibe os valores de coordenadas de um ponto.
IMAGE - Gerencia imagens.
IMAGEADJUST - Controla a exibição de imagens quanto a brilho, contraste e decaimento.
IMAGEATTACH - Anexa uma nova imagem ao desenho corrente.
IMAGECLIP - Cria novos limites de corte para um objeto imagem.
IMAGEFRAME - Controla se o AutoCAD mostra a borda da imagem ou a esconde.
IMAGEQUALITY - Controla a qualidade da exibição das imagens.
IMPORT - Importa arquivos em vários formatos.
INSERT - Insere um bloco nomeado ou um desenho no desenho corrente.
LAYER - Gerencia camadas (layers) e suas propriedades.
LAYOUT - Cria um novo layout e renomeia, copia, salva, ou deleta um layout existente.
LAYOUTWIZARD - Inicia o assistente de Layout, no qual você pode designar ajustes de
página e de plotagem para um novo layout.
83
UNIDADE 2 | DOMÍNIO DAS FORMAS
LEADER - Cria uma linha que conecta uma anotação a um objeto do desenho.
LIMITS - Define e controla os limites do desenho e a exibição da grade de pontos (grid).
LINE - Cria segmentos de reta (linhas).
LINETYPE - Cria, carrega e seleciona tipos de linhas.
LIST - Mostra informações da base de dados do desenho para os objetos selecionados.
MATCHPROP - Copia as propriedades de um objeto para outro(s).
MEASURE - Coloca objetos POINT ou blocos a intervalos medidos ao longo de um objeto.
MENU - Carrega o arquivo de menu.
MENULOAD - Carrega arquivos de menus parciais.
MENUUNLOADD - Descarrega arquivos de menus parciais.
MINSERT - Insere instâncias múltiplas de um bloco em um array retangular.
MIRROR - Cria uma cópia espelhada (invertida) de objetos.
MLEDIT - Edita múltiplas linhas (mline) paralelas.
MLINE - Cria múltiplas linhas (mline) paralelas
MLSTYLE - Define um estilo para múltiplas linhas (mline) paralelas.
MODEL - Troca entre uma aba de Layout e a aba de Model.
MOVE - Move objetos a uma distância e direção especificadas.
MSPACE - Troca do modo paper space para o model space.
MTEXT - Cria texto multilinhas.
MULTIPLE - Repete o próximo comando até cancelar.
MVIEW - Cria janelas e ativa janelas flutuantes (vports) existentes.
NEW - Cria um novo arquivo de desenho.
OFFSET - Cria círculos concêntricos, linhas paralelas e curvas paralelas.
OPEN - Abre um arquivo de desenho existente.
OPTIONS - Personaliza opções do AutoCAD.
ORTHO - Restringe movimentos do cursor às direções ortogonais.
OSNAP - Define modos de OSNAP.
PAGESETUP - Especifica o layout da página, o plotter, tamanho de papel e ajustes para cada
novo layout.
PAN - Desloca a visão do desenho na janela corrente da tela.
PARTIALOAD - Carrega parcialmente um desenho.
PASTEBLOCK - Cola um bloco copiado em um novo desenho.
PASTEORIG - Cola um objeto copiado em um novo desenho usando as coordenadas do
desenho original.
PLAN - Exibe uma vista em planta de um sistema de coordenadas do usuário.
PLINE - Cria polylines bidimensionais.
PLOT - Plota (imprime) um desenho em um plotter ou em um arquivo.
PLOTSTYLE - Define o estilo de plotagem para novos objetos, ou atribui um estilo a objetos
selecionados.
PLOTTERMANAGER - Exibe o Plotter Manager, pelo qual você pode lançar o Assistente de
Adicionar um Plotter e o Editor de Configuração de Plotter.
POINT - Cria um objeto POINT.
POLYGON - Cria uma polyline fechada de lados iguais.
PREVIEW - Mostra como ficará o desenho após plotado (impresso).
84
TÓPICO 1 | COMANDOS DO SOFTWARE
PROPERTIES - Controla propriedades de objetos existentes.
PROPERTIESCLOSE - Fecha a janela de propriedades.
PSETUPIN - Importa um setup definido pelo usuário em um novo desenho.
PSPACE - Troca do ambiente model space para o paper space.
PURGE - Remove objetos nomeados não usados, como blocos ou layers, da base de dados
do desenho.
QDIM - Cria rapidamente uma cota.
QSAVE - Salva rapidamente o desenho corrente.
QSELECT - Cria rapidamente uma seleção de objetos baseada em critérios de filtragem.
QTEXT - Controla a exibição e plotagem de textos e atributos.
QUIT - Sai do AutoCAD.
RAY - Cria uma linha semi-infinita.
RECOVER - Recupera um desenho danificado.
RECTANG - Desenha uma polyline retangular.
REDEFINE - Restaura comandos desativados por UNDEFINE.
REDO - Reverte os efeitos de comandos UNDO e U anteriores.
REDRAW - Renova a exibição da janela corrente.
REDRAWALL - Renova a exibição de todas as janelas.
REFCLOSE - Salva ou descarta modificações feitas durante a edição de desenho ou bloco
referenciado.
REFEDIT - Seleciona uma referência para edição.
REFSET - Adiciona ou remove objetos de um conjunto de objetos durante uma edição de
objetos referenciados.
REGEN - Regenera o desenho e renova a janela corrente.
REGENALL - Regenera o desenho e renova todas as janelas.
REGENAUTO - Controla a regeneração automática de um desenho.
REGION - Cria um objeto REGION a partir de um conjunto de seleção de objetos existentes.
REINIT - Reinicializa o mouse, mesa digitalizadora, portas e arquivo de parâmetros
programáveis.
RENAME - Muda nomes de objetos.
ROTATE - Rotaciona objetos em torno de um ponto base.
SAVE - Salva o desenho com o nome corrente ou com outro nome.
SAVEAS - Salva um desenho ainda não nomeado ou renomeia o desenho corrente.
SCALE - Amplia ou reduz objetos selecionados igualmente nas direções X, Y, e Z.
SCENE - Gerencia cenas no model space.
SCRIPT - Executa uma sequência de comandos a partir de um script.
SECTION - Usa a interseção de um plano e sólidos para criar um REGION.
SELECT - Coloca objetos selecionados no conjunto de seleção anterior.
SKETCH - Cria uma série de segmentos de linhas à mão livre.
SNAP - Restringe o movimento do cursor a intervalos especificados.
SPELL - Checa a ortografia de textos.
SPLINE - Cria uma SPLINE quadrática ou cúbica.
SPLINEDIT - Edita uma spline.
STATUS - Mostra estatísticas do desenho, modos e extensões.
STRETCH - Move ou estica objetos.
STYLE - Cria ou modifica estilos nomeados e define o estilo corrente de seu desenho.
STYLESMANAGER - Exibe o Gerenciador de Estilos de Plotagem.
SYSWINDOWS - Arruma as janelas.
85
UNIDADE 2 | DOMÍNIO DAS FORMAS
TEXT - Cria um texto mostrando na tela somente após ser totalmente digitado.
TEXTSCR - Abre a janela de textos.
TIME - Mostra estatísticas de data e hora de um desenho.
TOOLBAR - Mostra, esconde e personaliza barras de ferramentas.
TRANSPARENCY - Controla se o fundo de uma imagem é transparente ou opaco.
TREESTAT - Mostra informação sobre o índice espacial corrente do desenho.
TRIM – Corta objetos nas arestas de outros objetos.
U - Desfaz a operação mais recente.
UCS - Gerencia o sistema de coordenadas do usuário.
UCSICON - Controla a visibilidade e localização do ícone do UCS.
UCSMAN - Gerencia sistemas de coordenadas de usuário.
UNDEFINE - Permite um comando definido na aplicação sobrepujar um comando interno
do AutoCAD.
UNDO - Desfaz o efeito de comandos.
UNION - Cria uma região composta ou um sólido por adição.
UNITS - Controla o formato de exibição de coordenadas e ângulos e determina a precisão.
VIEW - Salva e restaura janelas denominadas.
VIEWRES - Ajusta a resolução para objetos na janela corrente.
VPORTS - Divide a área de desenho em múltiplas janelas justapostas ou flutuantes.
WBLOCK - Grava objetos ou blocos do desenho para um arquivo.
XATTACH - Anexa uma referência externa ao desenho corrente.
XLINE - Cria uma linha infinita.
XPLODE - Quebra um objeto composto em seus componentes.
XREF - Controla referências externas a arquivos de desenho.
ZOOM - Aumenta ou reduz o tamanho aparente de objetos no desenho corrente.
FONTE: ENGENHARIA360, 2018. Disponível em: < https://blogdaengenharia.com/
wp-content/uploads/2018/05/Comandos_AutoCAD___Engenharia_360___Blog_da_
Engenharia.pdf>. Acesso em: 10 abr. 2018.
86
RESUMO DO TÓPICO 1
Neste tópico, você aprendeu que:
• O comando Trim é utilizado para recortar os desenhos em relação a uma linha
de referência.
• Para duplicar o desenho podemos utilizar a função Offset, informando o lado e
a distância a partir do objeto inicial.
• As tabelas podem ser criadas dentro do projeto no AutoCAD ou inseridas a
partir de um programa externo, como o Excel.
• Para averiguar as medidas do projeto podemos fazer uso dos comandos Dist ou
Area. No qual o primeiro é utilizado para medir a distância entre dois pontos e
o segundo para levantar a área de um polígono.
87
AUTOATIVIDADE
1 No AutoCAD é possível duplicar paralelamente elementos, como linhas,
círculos e arcos, informando a distância entre eles. Assinale a seguir o
comando que representa essa função:
a) ( ) Trim
b) ( ) Offset
c) ( ) Copy
d) ( ) Mirror
2 Os cortes do desenho podem ser realizados utilizando limites de cortes
(Cutting Edgs). Assinale a seguir o comando que ativa esta função:
a) ( ) Trim
b) ( ) Offset
c) ( ) Copy
d) ( ) Mirror
3 As tabelas podem ser criadas dentro do AutoCAD ou adicionadas através
de planilha do Excel. Caso opte em inserir uma tabela elaborada no Excel,
assinale a extensão em que a tabela deverá ser salva:
a) ( ) .xlsm
b) ( ) .xls
c) ( ) .xlsx
d) ( ) .xlsb
88
UNIDADE 2 TÓPICO 2
DEFINIÇÃO DAS COORDENADAS
1 INTRODUÇÃO
No AutoCAD são considerados dois sistemas para a realização das
coordenadas, o World Coordinate System (WCS) e o User Coordinate System (UCS).
O sistema WCS apresenta as coordenadas no formato de plano X, Y e Z, sendo o
sistema padrão admitido pelo AutoCAD. Já o sistema UCS permite que o usuário
defina as direções que o plano irá possuir desde que formem um ângulo de 90
graus entre si. A definição do sistema UCS é realizada dentro do ambiente de
coordenadas WCS (Figura 16). Caso necessário, o usuário poderá inserir mais
de um sistema UCS por projeto, permitindo desenhar elementos em diferentes
planos.
FIGURA 16 – SISTEMA DE COORDENADAS
FONTE: O autor
2 COORDENADAS ABSOLUTAS
As coordenadas absolutas são constituídas a partir do plano cartesiano
(X,Y,Z) e referenciadas com base no ponto de origem (0,0,0). Para desenhar o
objeto no plano ou no espaço através das coordenadas absolutas, o usuário
deverá informar os valores inteiros ou reais das coordenadas de cada ponto no
formato (X, Y, Z).
Exemplo: Neste exemplo vamos iniciar a elaboração de um projeto
arquitetônico residencial, portanto, vamos abrir um novo arquivo do AutoCAD
e salvar em uma pasta conhecida atribuindo o nome “Projeto AulaCAD”. Para
89
UNIDADE 2 | DOMÍNIO DAS FORMAS
fixar a aplicação das coordenadas absolutas, vamos desenhar o contorno externo
da residência (Figura 17) utilizando os pontos do Quadro 1 e seguir estes passos:
• Digite o atalho do comando Line na barra de comandos: L.
• Digite todos os pontos do Quadro 1.
• Finalize o polígono pressionando a tecla Esc.
• Salve o projeto.
QUADRO 1 – COORDENADAS DOS PONTOS X E Y
Coordenadas
Pontos X Y
1 50 50
2 50 600
3 325 600
4 325 950
5 575 950
6 575 1415
7 1240 1415
8 1240 1105
9 1390 1105
10 1390 630
11 1455 630
12 1455 140
13 1290 140
14 1290 90
15 600 90
16 600 50
17 50 50
FONTE: O autor
90
TÓPICO 2 | DEFINIÇÃO DAS COORDENADAS
FIGURA 17 – INÍCIO DO PROJETO DA RESIDÊNCIA
FONTE: O autor
3 COORDENADAS RELATIVAS
As coordenadas relativas são relacionadas com os deslocamentos nos
eixos X, Y e Z do último ponto inserido. O deslocamento é informado através de
valores inteiros ou reais, caso o deslocamento seja contrário ao sentido dos eixos,
deverão ser atribuídos valores negativos para este. Para desenhar o objeto no
plano ou no espaço através das coordenadas relativas, o usuário deverá informar
o deslocamento utilizando o formato (@X,Y,Z), no qual cada valor representa o
deslocamento no respectivo eixo.
Exemplo: Para fixar a aplicação das coordenadas relativas, vamos
continuar o projeto inicializado no exemplo anterior seguindo os passos:
• Digite o atalho do comando Line na barra de comandos: L.
• Digite o ponto 1 do Quadro 2.
• Digite o deslocamento dos pontos 2 e 3 do Quadro 2 com o formato: @X,Y.
• Finalize a linha pressionando a tecla Esc.
• Vamos repetir os comandos para os próximos pontos. Digite o atalho do
comando Line na barra de comandos: L.
• Digite o ponto 4 do Quadro 2.
• Digite os valores dos pontos 5, 6 e 7 do Quadro 2 com o formato: @X,Y.
• Finalize a linha pressionando a tecla Esc.
• Digite o ponto 8 do Quadro 2.
91
UNIDADE 2 | DOMÍNIO DAS FORMAS
• Digite os valores dos pontos 9 e 10 do Quadro 2 com o formato: @X,Y.
• Finalize a linha pressionando a tecla Esc.
• Digite o ponto 11 do Quadro 2.
• Digite os valores dos pontos 12 e 13 do Quadro 2 com o formato: @X,Y.
• Finalize a linha pressionando a tecla Esc.
• Salve o projeto (Figura 53).
QUADRO 2 – DESLOCAMENTO DOS PONTOS X E Y
Coordenadas
Pontos X Y
1 70 50
2 0 55
3 -20 0
4 50 300
5 20 0
6 0 30
7 -20 0
8 50 570
9 20 0
10 0 30
11 580 50
12 0 55
13 20 0
FONTE: O autor
FIGURA 18 – LINHAS INSERIDAS ATRAVÉS DOS PONTOS DO QUADRO 2
FONTE: O autor
92
TÓPICO 2 | DEFINIÇÃO DAS COORDENADAS
4 COORDENADAS POLARES
As coordenadas polares são referenciadas a partir do ponto de origem do
plano cartesiano (0,0,0), no qual o usuário deverá informar a distância total do
novo ponto ao ponto de origem e o ângulo que esta distância forma com o eixo X.
Para desenhar o objeto no plano ou no espaço através das coordenadas polares, o
usuário deverá utilizar um dos formatos a seguir:
0.00<0.00 = Distância < ângulo em graus decimais.
0.00<00d00’00.00” = Distância < grau d minutos ‘ segundos ”.
0.00<0.00r = Distância < ângulo de radianos r.
Caso o usuário deseje inserir as coordenadas polares referenciando o
último ponto inserido ao invés do ponto de origem, deverá ser adicionado o
“@” antes de informar a distância total, semelhante ao método utilizado para
inserir as coordenadas relativas. Entretanto, o valor do ângulo não deverá ser
incrementado e este ângulo continuará a ser referenciado com o eixo horizontal
do sistema cartesiano utilizado.
5 COMANDOS DE VISUALIZAÇÃO
Os comandos de visualização têm o intuito de auxiliar em todas as
etapas do projeto, podendo ser considerados como ferramentas básicas para a
inicialização do desenho. Através destes comandos, o usuário poderá navegar
pela interface gráfica e localizar todos os elementos já desenhados em sua pasta
de trabalho.
5.1 COMANDO ZOOM
O comando Zoom serve para ajustar o campo de visualização do projeto
pelo usuário. Conforme o nível de detalhamento que necessitamos realizar,
podemos afastar ou aproximar determinada área do projeto através deste
comando. A ativação dele pode ser realizada das seguintes maneiras:
• Digitando na barra de comandos o nome do comando “Zoom” ou a sigla “Z”.
• Acessando a opção “Zoom” na aba “View” da barra de menu.
Quando o comando estiver acionado, devemos especificar qual é o tipo de
visualização que buscamos realizar (Figura 19).
93
UNIDADE 2 | DOMÍNIO DAS FORMAS
FIGURA 19 – COMANDO ZOOM
FONTE: O autor
• Extents: permite o enquadramento de toda a extensão do desenho na interface
gráfica.
• Window: permite que o usuário defina uma janela por dois pontos de uma
diagonal, a qual será enquadrada na interface gráfica.
• Previous: esta opção possibilita retornar ao Zoom anterior.
• Scale: esta função permite indicar uma escala para realizar o Zoom na interface
gráfica.
Quando ativada a função Scale, necessita indicar uma escala seguida
no formato Nx ou Nxp, onde N representa o valor da escala, o fator x quando
estamos utilizando a função no Model Space e o fator xp quando a função estiver
ativa na Viewports.
5.2 COMANDO VIEWPORTS
O comando Viewports é utilizado para dividir a interface gráfica do
AutoCAD em diversas janelas, permitindo que o usuário possa visualizar
diferentes áreas do projeto ao mesmo tempo. A ativação deste comando pode ser
realizada das seguintes maneiras:
• Digitando na barra de comandos o nome do comando “Viewports”.
• Acessando a opção “Viewports” na aba “View” da barra de menu.
Quando o comando estiver acionado, devemos escolher como será
realizada a divisão da interface gráfica do AutoCAD na janela Viewports que
abrirá (Figura 20).
94
TÓPICO 2 | DEFINIÇÃO DAS COORDENADAS
FIGURA 20 – CAIXA DE DIÁLOGO VIEWPORTS
FONTE: O autor
Após ser selecionada a quantidade de janelas e suas respectivas
disposições, podemos ativar o comando Zoom e aproximar do local onde
queremos realizar o desenho. Como exemplo, podemos observar a Figura 21,
na janela da esquerda focamos em uma parte menor do desenho que necessita
ser mais detalhada. Já na janela da direita, deixamos focalizado todo o desenho,
assim podemos observar as modificações que realizarmos em todo o desenho.
95
UNIDADE 2 | DOMÍNIO DAS FORMAS
FIGURA 21 – APLICAÇÃO DO COMANDO VIEWPORTS
FONTE: O autor
5.3 COMANDO PAN
Outra forma de navegarmos pela interface gráfica é utilizando a função
Pan, através dela podemos arrastar a interface gráfica até o ponto desejado
sem aplicar o comando Zoom. A ativação deste comando poderá ser realizada
segurando ou botão Scroll do mouse ou digitando a função Pan na barra de
comandos (Figura 22).
FIGURA 22 – COMANDO PAN
FONTE: O autor
96
RESUMO DO TÓPICO 2
Neste tópico, você aprendeu que:
• O AutoCAD utiliza as coordenadas cartesianas (X, Y, Z) para a inserção dos
pontos na interface gráfica.
• As coordenadas absolutas são referenciadas a partir do ponto (0,0) no plano
cartesiano.
• Para inserir as coordenadas polares é necessário conhecer o ângulo entre o
ponto inicial e final da reta.
• Para enquadrar o desenho na interface gráfica devemos utilizar o comando
Zoom e a função Extents.
97
AUTOATIVIDADE
1 No AutoCAD são considerados dois sistemas para a realização das
coordenadas, o World Coordinate System (WCS) e o User Coordinate System
(UCS). Em relação ao sistema UCS, assinale Verdadeiro (V) ou Falso (F)
para as alternativas a seguir:
a) ( ) O sistema UCS é o sistema padrão definido pelo AutoCAD.
b) ( ) Os planos no sistema UCS são representados pelas coordenadas
cartesianas (X,Y, Z).
c) ( ) O usuário tem a opção de definir mais de um sistema UCS por projeto.
d) ( ) No sistema UCS não é permitido modificar a direção dos planos pelo
usuário.
2 O método para inserção das coordenadas pode ser realizado de quatro modos
distintos no AutoCAD, sendo estes através das coordenadas Absolutas,
Relativas, Polares ou Polares Relativas. Em relação aos modos de inserção
das coordenadas, assinale Verdadeiro (V) ou Falso (F) para as alternativas a
seguir:
a) ( ) As coordenadas polares necessitam que o usuário informe o ângulo em
relação ao eixo horizontal (X).
b) ( ) As coordenadas Absolutas são referenciadas a partir do último ponto
adicionado.
c) ( ) As coordenadas Relativas são sempre referenciadas com base no ponto
de origem do plano.
d) ( ) Nas coordenadas Relativas ou Polares Relativas, o usuário sempre deve
informar a sigla “@” antes do deslocamento.
3 Fazendo uso do comando Zoom, o usuário pode afastar ou aproximar
determinada área do projeto, conforme o nível de detalhamento. Em relação
às funções de ativação deste comando, assinale Verdadeiro (V) ou Falso (F)
para as alternativas a seguir:
a) ( ) Para focalizar todos os objetos desenhados na interface gráfica é utilizada
a função Extents.
b) ( ) A função Scale permite ao usuário focalizar objetos através de um valor
de escala definido.
c) ( ) Utilizando a função Window é possível enquadrar objetos através de uma
janela.
d) ( ) Para retroceder ao Zoom anterior é utilizada a função Scale.
98
UNIDADE 2 TÓPICO 3
DEFINIÇÃO DAS LAYERS
1 INTRODUÇÃO
As layers são as camadas independentes do desenho, através destas
camadas podemos agrupar elementos semelhantes para atribuir características
em massa. A utilização das layers também proporciona uma melhor organização
durante a realização e avaliação do projeto pelo usuário ou por outro profissional
que receberá o projeto.
Como exemplo, podemos observar a realização de um projeto arquitetônico
de uma residência, especificadamente a planta baixa. Neste caso, se utilizarmos
uma única layer para desenhar as paredes e os móveis da residência (Figura
23), quando formos passar para a etapa de dimensionar o projeto estrutural, os
detalhes dos móveis irão sobrecarregar o desenho. Entretanto, se criarmos uma
layer para as paredes e outra para detalhar os móveis (Figura 24), na etapa de
realizar o cálculo da estrutura, poderemos ocultar a layer dos móveis e assim
obter um desenho mais limpo para o dimensionamento estrutural.
FIGURA 23 – DESENHO COM UMA ÚNICA LAYER
FONTE: O autor
99
UNIDADE 2 | DOMÍNIO DAS FORMAS
FIGURA 24 – DESENHO COM A LAYER DOS MÓVEIS OCULTA
FONTE: O autor
2 CRIAÇÃO DE LAYERS
O AutoCAD inicia o projeto apenas com uma única layer “0” ativa,
quando salvamos este projeto, automaticamente é criada uma layer denominada
Defpoints. Contudo, ao iniciarmos o projeto, devemos inserir novas layers que
identificam a etapa do desenho que está sendo realizada. Para criar novas layers,
devemos abrir a janela Layer no item “Format” da barra de menu e clicar no
ícone que representa New Layer (Figura 25 item 1).
100
TÓPICO 3 | DEFINIÇÃO DAS LAYERS
FIGURA 25 – CAIXA DE DIÁLOGO LAYER
1
2
FONTE: O autor
Quando se cria uma nova layer, devemos informar o nome desta no item
Name, e também é recomendado escolher uma nova cor para representá-la no item
Color. Através desta cor é que podemos configurar as propriedades de impressão
do respectivo layer, como a espessura e cor da linha.
Exemplo: Para aplicarmos o comando layer, vamos continuar o nosso
projeto salvo anteriormente seguindo os passos:
• Crie uma layer com o nome de “Térreo”.
• Selecione a cor 20.
• Crie uma layer com o nome de “Cotas”.
• Selecione a cor 254.
• Crie uma layer com o nome de “Móveis”.
• Selecione a cor 9.
• Salve o projeto.
3 MANIPULAÇÃO DE LAYERS
A manipulação das layers deve ser realizada na caixa de diálogo Layer.
Nesta caixa pode-se ativar, bloquear, congelar e ocultar as layers, conforme
apresentado a seguir:
101
UNIDADE 2 | DOMÍNIO DAS FORMAS
3.1 ATIVAÇÃO DA LAYER
A layer ativa no AutoCAD é representada pela seta verde no item Status
da caixa de diálogo, desta forma tudo o que será desenhado ou inserido ficará
contido nessa layer. Para selecionar outra layer, deve-se clicar sobre a imagem de
retângulo azul e este mudará para a seta verde ativando o layer ou selecionando a
layer que se deseja ativar e clicar na seta verde representada pelo item 2 da Figura
25.
3.2 CONGELAR A LAYER
Para congelar uma layer, devemos clicar no item Freeze da respectiva layer.
Com isso o ícone mudará de um sol amarelo para uma neve azul e os objetos
desaparecerão da interface gráfica para não serem rastreados.
3.3 OCULTAR A LAYER
Para ocultar a layer, devemos clicar no item On da respectiva layer.
Desta forma, o ícone mudará de uma lâmpada amarela para uma lâmpada
cinza, representando que os objetos estão ocultos, mas poderão ser rastreados
diferentemente da função congelar.
3.4 BLOQUEAR A LAYER
Para bloquear uma layer, devemos clicar no item Lock da respectiva
layer. Assim, o ícone do cadeado aberto mudará para um cadeado fechado,
representando que os objetos contidos naquela layer estão visíveis, mas não
poderão ser modificados pelo usuário.
3.5 IMPRIMIR A LAYER
A layer possibilita que o usuário ative ou desative a impressão de
determinados objetos, assim, quando não queremos imprimir um grupo de
objetos, desativamos o ícone da impressora localizada no item Plot.
3.6 EXCLUSÃO DE LAYER
Para excluir uma layer, devemos selecioná-la e clicar no botão Delete Layer
na caixa de diálogo, representado por um “X” vermelho. É importante destacar
que apenas as layers que não possuem nenhum elemento e não estão ativadas
podem ser excluídas.
102
TÓPICO 3 | DEFINIÇÃO DAS LAYERS
3.7 MODIFICAÇÃO DE OBJETOS
Para modificar a layer de objetos desenhados, devemos selecionar
os objetos e modificar a layer no gerenciador de Layers localizado na barra de
ferramentas (Figuras 26 e 27).
FIGURA 26 – GERENCIADOR DE LAYERS
FONTE: O autor
FIGURA 27 – MUDANÇA DA LAYER DO DESENHO
FONTE: O autor
Exemplo: Para aplicarmos o que aprendemos, vamos modificar as layers
do nosso projeto residencial salvo anteriormente seguindo estes passos:
• Selecione todos os objetos desenhados através de uma janela utilizando o
mouse.
• Abra o Gerenciador de Layers localizado na barra de ferramentas.
103
UNIDADE 2 | DOMÍNIO DAS FORMAS
• Selecione a layer “Térreo”.
• Salve o projeto.
4 CONJUNTO DE FORMAS (BLOCK)
Os blocos são utilizados para otimizar o trabalho do usuário, juntando
diferentes elementos geométricos (linhas, arcos, círculos, entre outros) em um
único elemento especial. Desta forma, a realização de cópias destes elementos
pode ser efetuada com maior eficiência durante a elaboração do projeto. Caso seja
necessário copiar os blocos criados em um projeto para outro projeto, devemos
transformar os blocos em arquivos independentes através do comando Wblock.
4.1 COMANDO BLOCK
O comando Block é utilizado para criar blocos na interface gráfica do
AutoCAD atual, permitindo que o usuário possa otimizar o processo de cópia
de um conjunto de elementos. A ativação deste comando pode ser realizada das
seguintes maneiras:
• Digitando na barra de comandos o nome do comando “Block”.
• Acessando a opção “Block” na aba “Insert” da barra de menu.
Quando acionamos o comando, é aberta uma caixa de diálogo referente
ao comando Block (Figura 28). Nesta caixa devemos atribuir inicialmente um
nome para o elemento no item Name. A seleção do conjunto de elementos que
pretendemos formar um bloco pode ser realizada anteriormente à ativação do
comando ou no item Objects. Neste item iremos clicar no botão Select Objects e
selecionar os objetos na interface gráfica, confirmando através da tecla Enter. Por
fim, devemos informar o ponto de referência do bloco no item Base Point, clicando
no botão Pick Point e selecionando o ponto dentro da interface gráfica, assim,
toda vez que buscarmos introduzir este bloco no projeto, o ponto utilizado para a
rotação e colagem será o referenciado.
104
TÓPICO 3 | DEFINIÇÃO DAS LAYERS
FIGURA 28 – CAIXA DE DIÁLOGO BLOCK
FONTE: O autor
4.2 COMANDO WBLOCK
O comando WBlock é utilizado para criar blocos na interface gráfica do
AutoCAD com a opção de importá-los para um arquivo separado. A ativação
deste comando pode ser realizada digitando na barra de comandos o nome do
comando “WBlock”.
Quando acionamos o comando, é aberta uma caixa de diálogo referente
ao comando WBlock (Figura 29). Nesta caixa, como no comando Block, devemos
atribuir um nome para o elemento, selecionar o conjunto de formas e o ponto de
base que irão constituir o bloco. Porém, no item Destination, iremos selecionar a
pasta de trabalho em que o bloco será salvo e atribuir um nome para o arquivo,
assim, quando for necessário inserir este bloco em outro projeto, podemos buscá-
lo no local em que foi salvo.
105
UNIDADE 2 | DOMÍNIO DAS FORMAS
FIGURA 29 – CAIXA DE DIÁLOGO WBLOCK
FONTE: O autor
4.3 COMANDO INSERT
O comando Insert é utilizado para inserir blocos na interface gráfica do
AutoCAD com a opção de importá-los de um outro arquivo. A ativação deste
comando pode ser realizada digitando na barra de comandos o nome do comando
“Insert”.
Quando acionamos o comando, é aberta uma caixa de diálogo referente
ao comando Insert (Figura 30). Nesta caixa, devemos localizar o bloco dentro do
projeto ou em uma pasta do Windows utilizando a opção Browse. Posteriormente,
podemos modificar a escala original do bloco no item Scale ou atribuir um ângulo
para a rotação do bloco no item Rotation.
106
TÓPICO 3 | DEFINIÇÃO DAS LAYERS
FIGURA 30 – CAIXA DE DIÁLOGO INSERT
FONTE: O autor
DICAS
Podemos “travar” um bloco, impedindo sua explosão, desmarcando a opção
“allow exploding”, no momento de sua criação, por meio do comando Block.
107
RESUMO DO TÓPICO 3
Neste tópico, você aprendeu que:
• As layers proporcionam uma melhor organização durante a realização e
avaliação do projeto.
• Para modificar as layers devemos fazer uso da caixa de diálogo localizada na
barra de ferramentas do AutoCAD.
• Os desenhos podem ser agrupados em um único elemento através da função
block.
• Os blocos criados no AutoCAD podem ser exportados ou importados de outro
projeto existente através das funções Insert e Wblock.
108
AUTOATIVIDADE
1 No AutoCAD as Layers são caracterizadas como camadas independentes
do desenho, por meio destas camadas podemos agrupar elementos
semelhantes para atribuir características em massa. Em relação às Layers,
assinale Verdadeiro (V) ou Falso (F) para as alternativas a seguir:
a) ( ) As layers poderão ser excluídas pelo usuário a qualquer momento,
independentemente de existir objetos inseridos nestas.
b) ( ) As layers congeladas não serão visíveis e rastreáveis pelo usuário.
c) ( ) As layers ocultas não serão visíveis e rastreáveis pelo usuário.
d) ( ) As layers que possuírem o ícone de Plot ativo poderão ser impressas pelo
usuário.
2 O AutoCAD permite que o usuário agrupe um conjunto de formas através
da função Block ou Wblock. Em relação aos blocos, assinale Verdadeiro (V)
ou Falso (F) para as alternativas a seguir:
a) ( ) O comando Block tem a finalidade de criar blocos dentro do projeto.
b) ( ) Os blocos possibilitam a otimização do processo de cópia de um conjunto
de elementos.
c) ( ) O comando WBlock é utilizado para criar blocos na interface gráfica do
AutoCAD com a opção de importá-los para um arquivo separado.
d) ( ) O comando Insert é utilizado para criar blocos e inseri-los na interface
gráfica do AutoCAD com a opção de importá-los de um outro arquivo.
109
110
UNIDADE 2
TÓPICO 4
FORMATAÇÃO DAS LINHAS E DE TEXTOS
1 INTRODUÇÃO
O projetista tem como opção utilizar diversos métodos para enfatizar
algum elemento de seu desenho. Por exemplo, quando estamos desenhando uma
vista em perspectiva isométrica fazemos uso de uma representação de tracejado
para as linhas de fundo. Desta forma, o leitor do projeto percebe que aquele plano
está localizado em uma dimensão diferente dos outros. A utilização dos softwares
de CAD permite aplicarmos estas técnicas de desenho para complementar os
nossos projetos.
Neste tópico, veremos como modificar as propriedades e os tipos das
linhas no AutoCAD. Também aprenderemos como inserir textos e modificá-los
de acordo com o objetivo requerido no projeto. Com a utilização destes comandos
podemos tornar o projeto mais autêntico, personalizando o desenho.
2 ESTILOS DE LINHAS
As linhas representam o traçado básico do desenho, como já vimos
durante o decorrer do livro. Quando buscamos enfatizar ou ocultar um elemento,
podemos modificar o estilo das linhas de acordo com a situação que se pretende
representar. Um exemplo para a aplicação é a projeção do telhado na planta baixa
(Figura 31). Como o objetivo do projeto é apresentar a planta baixa, podemos
modificar o estilo da linha do telhado (cor, tipo ou espessura) para que este não
seja confundido com o desenho da parede da residência.
111
UNIDADE 2 | DOMÍNIO DAS FORMAS
FIGURA 31 – DIFERENÇA DA PROJEÇÃO DO TELHADO E DA PAREDE
FONTE: O autor
2.1 COMANDO LINETYPE (TIPO DE LINHA)
O comando Linetype é utilizado para alterar o desenho das linhas no
AutoCAD. Neste comando podemos inserir tipos de linhas e modificar a escala
destas linhas. A ativação deste comando pode ser realizada digitando na barra de
comandos o nome do comando “Linetype”.
Quando acionamos o comando, é aberta uma caixa de diálogo referente ao
comando Linetype (Figura 32). Nesta caixa, podemos alterar as linhas referentes
ao Layer ou Block e também adicionar novas linhas no botão Load.
112
TÓPICO 4 | FORMATAÇÃO DAS LINHAS E DE TEXTOS
FIGURA 32 – CAIXA DE DIÁLOGO LINETYPE
FONTE: O autor
Para adicionar outro tipo de linha, devemos carregar uma das opções
disponibilizadas pelo AutoCAD na função Load (Figura 33). Caso seja necessário
escolher alguma representação diferente das disponíveis, pode-se realizar a
leitura na pasta do Windows através da função File.
FIGURA 33 – FUNÇÃO LOAD
FONTE: O autor
113
UNIDADE 2 | DOMÍNIO DAS FORMAS
A escala da linha deve ser configurada de acordo com a representação do
elemento, portanto a alteração desta escala pode ser realizada no item Hide details
(Figura 34) da caixa de diálogo Linetype.
FIGURA 34 – FUNÇÃO HIDE DETAILS
FONTE: O autor
2.2 LINEWEIGHT (ESPESSURA DAS LINHAS)
O comando Lineweight permite que o usuário configure a espessura
da linha do layer que está ativado. Através deste comando, também é possível
modificar o padrão Default utilizado pelos layers. A ativação deste comando pode
ser realizada digitando na barra de comandos o nome do comando “Lineweight”.
Quando acionamos o comando, é aberta uma caixa de diálogo referente
ao comando Lineweight (Figura 36). Nesta caixa, podemos alterar as espessuras
da linha do layer ativo e do padrão Default do AutoCAD. Caso seja necessário
modificar a espessura das linhas de um elemento existente, devemos selecionar
este elemento e alterar a espessura no atalho do comando Lineweight da barra de
ferramentas (Figura 35).
FIGURA 35 – ATALHO DA FUNÇÃO LINE DA BARRA DE FERRAMENTAS
FONTE: O autor
114
TÓPICO 4 | FORMATAÇÃO DAS LINHAS E DE TEXTOS
FIGURA 36 – CAIXA DE DIÁLOGO LINEWEIGHT
FONTE: O autor
2.3 COLOR CONTROL (CORES DAS LINHAS)
O comando Color Control permite que o usuário configure a cor da linha
do layer que está ativado. A ativação deste comando pode ser realizada digitando
na barra de comandos o nome do comando “Color”.
Quando acionamos o comando, é aberta uma caixa de diálogo referente
ao comando Color Control (Figura 38). Nesta caixa, podemos alterar a cor da linha
do layer ativo. Quando necessitamos modificar a cor das linhas de um elemento
existente, devemos selecionar este elemento e alterar a cor no atalho do comando
Color Control da barra de ferramentas (Figura 37).
FIGURA 37 – CAIXA DE DIÁLOGO COLOR CONTROL
FONTE: O autor
115
UNIDADE 2 | DOMÍNIO DAS FORMAS
3 ESTILOS DE TEXTOS
Na realização de projetos, o desenhista busca padronizar diferentes
elementos, garantindo autenticidade e agilidade em seus trabalhos. Neste sentido,
podemos elaborar um padrão de textos que usaremos no nosso projeto, conforme
veremos a seguir.
3.1 CONFIGURAÇÃO DO TEXTO (STYLE)
O comando Style permite que o usuário defina estilos de textos para utilizar
no desenho. A ativação deste comando pode ser realizada digitando na barra de
comandos o nome do comando “Style”.
Quando acionamos o comando é aberta uma caixa de diálogo referente ao
comando Style (Figura 38). Nesta caixa, podemos modificar estilos existentes ou
elaborar novos estilos para os textos do desenho.
FIGURA 38 – CAIXA DE DIÁLOGO STYLE
FONTE: O autor
• Set Current: permite ativar o estilo selecionado como o padrão para novos
textos.
• New: permite criar novos estilos de textos.
• Delete: permite excluir um estilo de texto existente.
116
TÓPICO 4 | FORMATAÇÃO DAS LINHAS E DE TEXTOS
• Font: permite escolher a fonte que será usada (Font Name) e as opções de negrito
ou itálico (Font Style).
• Size: permite alterar a altura do texto (Height). Caso se opte em deixar o valor
0, sempre que for inserir o texto deverá informar a altura deste.
E
IMPORTANT
Os textos novos serão criados com as propriedades do estilo ativo, mas alterar
estas propriedades posteriormente não modificará os outros textos existentes.
Exemplo: Para aplicarmos o comando Style, vamos criar três padrões de
estilos para o nosso projeto residencial, seguindo estes passos:
• Crie um novo estilo de texto clicando sobre “New”.
• Atribua o nome de “Escala 1-50”.
• Modifica o valor da altura (Height) para 15.
• Pressione o botão Apply.
• Crie um novo estilo de texto clicando sobre “New”.
• Atribua o nome de “Impressão”.
• Modifica o valor da altura (Height) para 2.5.
• Pressione o botão Apply.
• Selecione o estilo “Escala 1-50” e ative este como padrão em Set Current.
• Salve o projeto.
3.2 TEXTO DE LINHA ÚNICA (TEXT)
O comando Text permite que o usuário insira textos simples na interface
gráfica. A ativação deste comando pode ser realizada digitando na barra de
comandos o nome do comando “Text”. Quando acionamos o comando (Figura
39), devemos informar o ângulo em que o texto será escrito através de dois pontos.
Também é possível modificar o alinhamento do texto utilizando a opção Justify e
o estilo do texto com a opção Style.
FIGURA 39 – COMANDO TEXT
FONTE: O autor
117
UNIDADE 2 | DOMÍNIO DAS FORMAS
3.3 TEXTO DE MÚLTIPLAS LINHAS (MTEXT)
O comando Mtext permite que o usuário insira textos na interface gráfica
através de uma caixa de texto. A ativação deste comando pode ser realizada
digitando na barra de comandos o nome do comando “Mtext”. Quando
acionamos o comando (Figura 40), devemos informar a posição em que o texto
irá ser localizado através de dois pontos. Posteriormente é aberta uma nova aba
com ferramentas para a edição do recuo de parágrafos, do estilo do texto, da
altura do texto, da fonte do texto, do sublinhado do texto, entre outras funções de
formatações sem necessitar utilizar o comando Style.
FIGURA 40 – COMANDO MTEXT
FONTE: O autor
118
TÓPICO 4 | FORMATAÇÃO DAS LINHAS E DE TEXTOS
LEITURA COMPLEMENTAR
USO DO AUTOCAD COMO RECURSO DIDÁTICO NO ENSINO DE
INTERPRETAÇÃO DO RELEVO DA SUPERFÍCIE TOPOGRÁFICA
REPRESENTADO POR CURVAS DE NÍVEL
INTRODUÇÃO
A interpretação e a representação do relevo são de extrema importância
em vários projetos da área de Engenharia. Para uma boa interpretação do relevo
do terreno é de suma importância que as informações coletadas o representem de
forma consistente, podendo estas serem obtidas por imageamento ativo e passivo,
técnicas de levantamentos topográficos e geodésicos, entre outras técnicas. Entre
as metodologias de representação do relevo estão o modelo digital de terreno
(MDT) e modelos digitais de elevações (MDE). Para Haala e Brenner (1999), o
conjunto de pontos que representa as edificações e outros objetos, tais como
árvores, sobre a superfície é definido como MDE, enquanto o conjunto de pontos
que representa apenas o terreno é definido como MDT.
[...] Com base no levantamento desses pontos é possível representar
a superfície, da forma como se apresenta o relevo, em um plano horizontal. O
resultado dessa representação é denominado carta topográfica altimétrica [...].
O método das curvas de nível consiste em reproduzir os pontos que
apresentam a mesma cota e/ou altitude em relação ao plano de referência. Estes
pontos são ligados por linhas fechadas que os unem como resultado da interseção
de planos horizontais equidistantes no terreno (COMASTRI; TULER, 1999).
[...] Na prática percebe-se que não é simples identificar e isolar, por
exemplo: montanhas, ondulações, divisor de águas, linha de cumeada, garganta,
bacia hidrográfica (consultar Guerra e Guerra (1999) para mais informações),
com a simplicidade que se apresenta por vários autores. Isto devido ao grande
número de linhas necessárias para compor a representação, o que torna difícil a
visualização espacial.
Para definir um padrão em nossa mente é necessário, primeiramente,
conhecê-lo e verificar suas particularidades. Dentre os diversos tipos de padrões
que definem a forma do relevo do terreno, ressalta-se o conjunto de regras
conhecido por Leis de Brisson, de grande utilidade no processo de identificação
da forma do relevo do terreno, notadamente em regiões montanhosas.
Apesar de as Leis de Brisson proporcionarem uma descrição detalhada
e exemplificada para cada tipo de relevo, observa-se, na experiência como
docente, que boa parte dos alunos apresenta dificuldades para visualizar
tridimensionalmente a superfície.
119
UNIDADE 2 | DOMÍNIO DAS FORMAS
Frente à necessidade do emprego de tecnologias que possam auxiliar
nos trabalhos de representação cartográfica, uma ferramenta muito utilizada
é o aplicativo Desenho Auxiliado por Computador – Computer Aidede Design
(CAD). Essa ferramenta, com uma ampla aplicação em diversas áreas, tem sido
igualmente útil nas áreas técnicas, principalmente no ensino da topografia.
O programa AutoCAD 2007, versão student, possui ferramentas que
proporcionam a modelagem da superfície em terceira dimensão, podendo este
constituir em um excelente recurso didático-pedagógico no ensino teórico e
prático de leitura das informações contidas em uma carta topográfica altimétrica.
Com o objetivo de auxiliar no desenvolvimento da habilidade cognitiva
na visualização da forma do relevo, foi proposto o uso do AutoCAD 2007 versão
student para efetuar a representação tridimensional das superfícies terrestres
descritas nas Leis de Brisson.
OBTENÇÃO DO MODELO DIGITAL DE ELEVAÇÃO DA SUPERFÍCIE
DESCRITA NA SEGUNDA LEI DE BRISSON
Com a finalidade de demonstrar a aplicabilidade das ferramentas do
AutoCAD [...] como um mecanismo de apoio didático na visualização espacial
da superfície topográfica, foi reconstruído tridimensionalmente o relevo descrito
pela segunda Lei de Brisson: “O ponto de encontro dos divisores de água de dois ou
mais contrafortes na linha de cumeada é um pico ou cume.”
O modelo que representa a segunda Lei de Brisson foi inserido no
programa AutoCAD 2007, versão student e posteriormente efetuou-se a
vetorização das curvas de nível utilizando o comando polyline. A cada curva de
nível digitalizada foi associada a sua cota. Criou-se uma rede de pontos com
coordenadas x e y, sendo a coordenada z dos respectivos pontos associada pelo
emprego do método de interpolação. Com estes pontos foi gerada uma malha
retangular utilizando o comando 3D Mesh.
Para visualizar a malha retangular gerada usou-se o comando 3D
wireframe. Essa malha também foi visualizada como uma superfície sólida, para
tanto, foi empregado comando realistic.
Com a finalidade de facilitar a prática docente e melhor explorar o recurso
adotado, foi efetuada a individualização em layers dos elementos que compõem a
figura e das feições que representam seus pontos notáveis.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
A visualização da superfície tridimensional foi possível ao mudar a
perspectiva do ângulo de visada do observador. Isto foi conseguido utilizando o
comando Free Orbit.
120
TÓPICO 4 | FORMATAÇÃO DAS LINHAS E DE TEXTOS
Dependendo da posição de observação/ponto de visada, nota-se que os
contornos e arestas ficam mais evidenciados, mas ocorre a sobreposição de linhas,
o que dificulta a observação da forma do relevo. Esta dificuldade é pertinente
para quem possui experiência em trabalhos desta natureza, e fica mais evidente a
compreensão para os discentes.
Para uma melhor demonstração da forma do relevo, foi criada uma rede
de pontos cotados, com os quais gerou-se uma malha retangular. [...] verifica-se
que com a rede de pontos cotados houve uma melhora na percepção da forma
do relevo. No entanto, dependendo do ponto de observação, ainda persiste a
dificuldade de visualização decorrente da sobreposição de informações da parte
frontal com a posterior.
Com a malha de pontos cotados foi confeccionada uma malha retangular
da superfície (como apresentado na imagem abaixo à esquerda).
A malha retangular ainda possui dificuldades na visualização dos
contornos e arestas de toda a superfície.
A eliminação desta dificuldade foi resolvida com a criação de uma
superfície sólida. Mesmo com a criação da superfície sólida, ainda persiste a
dificuldade na visualização dos contornos e arestas na representação do relevo,
independentemente da posição do observador.
Na superfície sólida algumas feições foram evidenciadas, facilitando a
visualização de parte dos pontos notáveis do relevo, por exemplo, o destaque das
linhas de drenagem e das linhas de cumeada.
[...] a possibilidade de acrescentar as curvas de nível [...] com a habilitação
do seu layer [...] proporciona uma visão tridimensional da localização das curvas
de nível no terreno, possibilitando melhores condições para a percepção e
correlação espacial dos pontos notáveis da forma do relevo (como apresentado
na imagem abaixo à direita).
FONTE: Adaptado de Tavares, Ferreira e Santos (2014)
121
UNIDADE 2 | DOMÍNIO DAS FORMAS
O programa permite também incrementar efeitos na superfície sólida
criada, a exemplo, a sua iluminação com o comando New point Light.
Ao iluminar a superfície sólida, as encostas que compõem o relevo foram
melhor evidenciadas, facilitando a identificação e localização dos divisores de
água, dos talvegues (cursos d’água) e das vertentes [...].
Esta nova forma de apresentação da superfície sólida também possibilita
os estudos e análises das áreas sombreadas de acordo com a posição do ponto
de iluminação. Este recurso possibilita a criação de uma base de informações
que podem ser utilizadas em outras áreas do conhecimento, a exemplo no
planejamento territorial, conforme mencionado por Florenzano (2008, p. 87).
Nessa superfície sólida também se pode representar digitalmente os
demais elementos que constituem a superfície.
Na figura a seguir, as curvas de nível são representadas pelas linhas pretas e
cheias; as linhas de cumeada pelas linhas brancas e tracejadas; os divisores de água por
linhas brancas e pontilhadas, e os talvegues (cursos d’água), pelas linhas brancas e cheias.
FONTE: Tavares, Ferreira e Santos (2014)
Nesta forma de apresentação do relevo a visualização da superfície
torna-se mais evidente, uma vez que os seus elementos podem ser inseridos
gradativamente, indicando a posição das feições.
O comando layer é um recurso que também permite efetuar mudanças na
cor dos elementos e realçar o seu contraste, criando destaques dos elementos de
interesse, o que proporciona uma melhor identificação destes.
Assim, com a utilização dos comandos e procedimentos mencionados, foi
possível elaborar o modelo do relevo descrito por Brisson de forma tridimensional
e associar elementos que indicam suas feições. Isto possibilita a construção do
conhecimento pela associação da representação com a realidade.
122
TÓPICO 4 | FORMATAÇÃO DAS LINHAS E DE TEXTOS
CONCLUSÃO
Este trabalho apresentou um estudo sobre o uso do programa AutoCAD
2007 como recurso didático no ensino da interpretação do relevo topográfico.
Para validar o estudo proposto foram conduzidos testes com dados reais. A
representação da superfície do terreno descrita pela segunda Lei de Brisson na sua
configuração tridimensional foi possível utilizando as ferramentas do programa
AutoCAD 2007, versão student.
As ferramentas do programa constituem uma importante metodologia de
apoio didático/pedagógico no estudo de uma superfície.
A visualização espacial da superfície de forma tridimensional pode ser
realizada sob vários ângulos de observação/visada, o que facilita a compreensão
da forma do relevo.
Ressalta-se que, além da visualização tridimensional, a possibilidade de
demonstrar gradativamente os elementos que constituem a superfície aguça a
percepção espacial, auxiliando no desenvolvimento da habilidade cognitiva que
leva à associação da representação com a realidade, podendo tornar as atividades
desta natureza mais atrativas e produtivas.
Mesmo constituindo em um importante recurso de apoio didático/
pedagógico no ensino de interpretação do relevo da superfície topográfica, há a
necessidade de conhecer, de fato, as ferramentas do programa, para que o usuário
possa dar sentido ao processo de ensino-aprendizagem.
Para ler o artigo na íntegra, consulte a referência:
TAVARES JR., J. B.; FERREIRA, L.; SANTOS, D. R. Uso do Autocad como recurso didático no
ensino de interpretação do relevo da superfície topográfica representado por curvas de nível.
Revista Brasileira de Cartografia, [S. l.], v. 66, n. 4, p. 877-884, 2014. Disponível em: <http://
www.lsie.unb.br/rbc/index.php/rbc/article/view/928/716>. Acesso em: 20 maio 2018.
123
RESUMO DO TÓPICO 4
Neste tópico, você aprendeu que:
• Podemos alterar a espessura, a cor e o formato das linhas para obter a melhor
representação do objeto desenhado.
• Para inserir textos na interface gráfica podemos utilizar o comando Mtext
através de uma caixa de diálogo.
• Os textos podem ser alterados através do comando Style, onde podemos
selecionar a fonte, o tamanho, entre outras configurações.
• No AutoCAD podemos utilizar o comando Linetype para modificar as
propriedades das linhas existentes.
124
AUTOATIVIDADE
1 Para poder enfatizar ou ocultar um elemento no AutoCAD, é possível
modificar o estilo das linhas de acordo com a situação que se pretende
representar. Em relação aos estilos das linhas, assinale Verdadeiro (V) ou
Falso (F) para as alternativas a seguir:
a) ( ) A função Load permite que o usuário insira novos formatos de linhas
para o projeto.
b) ( ) O comando Linetype é utilizado para alterar a cor das linhas no AutoCAD.
c) ( ) As linhas são adicionadas com o padrão de cor do layers ativo.
d) ( ) Para modificar a espessura das linhas de um elemento existente é
necessário selecionar este elemento e alterar a espessura no atalho do
comando Lineweight da barra de ferramentas.
2 No AutoCAD é possível inserir diferentes formatos de textos através dos
comandos Text e Mtext, dependendo da formatação que o usuário busca
obter. Em relação aos comandos de inserção e modificação de textos, assinale
Verdadeiro (V) ou Falso (F) para as alternativas a seguir:
a) ( ) O comando Text é utilizado para inserir textos simples, em que a
formatação dos textos é definida no comando Style.
b) ( ) O comando Text permite que o usuário insira apenas os textos na posição
horizontal.
c) ( ) Utilizando o comando Style, o usuário pode definir padrões de estilos de
textos.
d) ( ) Nos textos inseridos através do comando Mtext, é possível alterar a
formatação do texto sem fazer uso do comando Style.
125
126
UNIDADE 3
REFINAMENTO DO PROJETO
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
A partir desta unidade, você será capaz de:
• apresentar os comandos para a medição do desenho;
• familiarizar o acadêmico com as vistas e os cortes;
• apresentar os comandos para a impressão dos desenhos.
PLANO DE ESTUDOS
Esta unidade está dividida em quatro tópicos. No decorrer da unidade você
encontrará autoatividades com o objetivo de reforçar o conteúdo apresentado.
TÓPICO 1 – DEFINIÇÃO DAS COTAS
TÓPICO 2 – DESENHO EM PERSPECTIVA ISOMÉTRICA
TÓPICO 3 – DEFINIÇÃO DAS HACHURAS
TÓPICO 4 – DEFINIÇÃO DE IMPRESSÃO
127
128
UNIDADE 3
TÓPICO 1
DEFINIÇÃO DAS COTAS
1 INTRODUÇÃO
As cotas funcionam como blocos, formando linhas integradas aos
elementos do desenho. Estas linhas podem apresentar a distância ou o ângulo
entre dois pontos e ser atualizadas conforme as modificações realizadas no
elemento. Quando se explode uma cota, as linhas se separam em suas formas
primárias e deixam de ser vinculadas aos elementos a que foram adicionadas.
Neste tópico iremos inserir as cotas em diferentes formatos e elementos,
com o objetivo de aplicar os respectivos comandos e complementar o
desenvolvimento do projeto. As cotas são utilizadas para verificar as medidas
dos elementos que compõem o projeto, possibilitando a elaboração deste projeto
por diferentes profissionais.
2 TIPOS DE COTAS
No AutoCAD é possível inserir diversos formatos de cotas para diferentes
situações do projeto. O formato deve ser escolhido dependendo da informação
que se deseja representar. Por exemplo, quando for necessário cotar um elemento
horizontal ou vertical podemos fazer uso do comando Dimlinear. Entretanto,
quando necessitamos representar as dimensões de um elemento inclinado,
devemos utilizar o comando Dimaligned.
2.1 COTA LINEAR (DIMLINEAR)
A cota Dimlinear permite que o usuário meça a distância horizontal
ou vertical entre dois pontos de um elemento. As cotas lineares sempre serão
alinhadas com direção X e Y do eixo cartesiano, portanto não podemos criar cotas
inclinadas utilizando este comando. A ativação deste comando pode ser feita das
seguintes maneiras:
• Digitando na barra de comandos o nome do comando “Dimlinear” ou a sigla
“DIMLIN”.
• Acessando a opção “Dimlinear” na aba “Dimension” da barra de menu.
129
UNIDADE 3 | REFINAMENTO DO PROJETO
Quando o comando for acionado, é necessário que o usuário informe o
primeiro ponto ou selecione a opção “Select Object” para informar um elemento
do desenho. Caso optarmos por informar o ponto inicial, posteriormente
devemos informar o ponto final da cota. Para finalizar o comando, definimos um
afastamento da linha cotada informando uma distância ou clicando em um ponto
na interface gráfica (Figura 1).
FIGURA 1 – COMANDO DIMLINEAR
FONTE: O autor
Exemplo: Para exemplificação do comando Dimlinear, vamos desenhar
um retângulo de (40,10) seguindo os passos:
• Digite o atalho do comando Rectang na barra de comandos: REC.
• Digite as coordenadas do primeiro ponto: 10,10.
• Digite as coordenadas do segundo ponto: @50,20.
• Digite o atalho do comando Dimlinear.
• Selecione o vértice superior do retângulo, clicando sobre este.
• Selecione o vértice superior oposto.
• Digite o afastamento do retângulo: 10.
2.2 COTA ALINHADA (DIMALIGNED)
A função Dimaligned permite que o usuário meça a menor distância entre
dois pontos. Nesta função, as cotas poderão ser alinhadas pela inclinação do
elemento, sem a necessidade de realizar variações nas coordenadas. A ativação
deste comando pode ser realizada das seguintes maneiras:
• Digitando na barra de comandos o nome do comando “Dimaligned” ou a sigla
“DIMALI”.
• Acessando a opção “Dimaligned” na aba “Dimension” da barra de menu.
130
TÓPICO 1 | DEFINIÇÃO DAS COTAS
Quando o comando for acionado, os próximos passos a serem seguidos
são os mesmos do comando Dimlinear. Portanto, devemos definir os pontos de
início e fim do elemento e informar a distância de afastamento do elemento
(Figura 2).
FIGURA 2 – COMANDO DIMALIGNED
FONTE: O autor
Exemplo: Para aplicarmos o comando Dimaligned, vamos desenhar um
retângulo inclinado de (40,10) e aplicar a cota nos vértices seguindo os passos:
• Digite o atalho do comando Rectang na barra de comandos: REC.
• Digite as coordenadas do primeiro ponto: 10,10.
• Digite a função raio (r) e o valor de 40.
• Digite as coordenadas do segundo ponto: @30,25.
• Digite o atalho do comando Dimaligned.
• Selecione o vértice superior do retângulo, clicando sobre este.
• Selecione o vértice superior oposto.
• Digite o afastamento do retângulo: 10.
2.3 COTA ANGULAR (DIMANGULAR)
O comando Dimangular permite que o usuário meça um ângulo entre
duas linhas de vértices ou um arco. A ativação deste comando pode ser realizada
das seguintes maneiras:
• Digitando na barra de comandos o nome do comando “Dimangular” ou a sigla
“DIMLIN”.
131
UNIDADE 3 | REFINAMENTO DO PROJETO
• Acessando a opção “Dimangular” na aba “Dimension” da barra de menu.
Quando o comando for acionado, é necessário que o usuário informe o
primeiro vértice e posteriormente selecione o segundo vértice que se deseja cotar.
Para finalizar o comando, definimos uma direção e um afastamento da linha
cotada (Figura 3).
FIGURA 3 – COMANDO DIMANGULAR
FONTE: O autor
Exemplo: Para aplicarmos o comando Dimangular, vamos desenhar duas
linhas em direções diferentes e aplicar a cota seguindo os passos:
• Digite o atalho do comando line na barra de comandos: L.
• Digite as coordenadas do primeiro ponto: 10,10.
• Digite as coordenadas do segundo ponto: @60,10.
• Finalize o comando digitando ESC.
• Digite o atalho do comando line na barra de comandos: L.
• Digite as coordenadas do primeiro ponto: 10,10.
• Digite as coordenadas do segundo ponto: 10, 60.
• Finalize o comando digitando ESC.
• Digite o atalho do comando Dimangular.
• Selecione a primeira linha.
• Selecione a segunda linha.
• Direcione a cota para o centro das linhas.
• Clique na interface gráfica para finalizar o comando.
132
TÓPICO 1 | DEFINIÇÃO DAS COTAS
2.4 COTA DIAMETRAL (DIMDIAMETER)
O comando Dimdiameter permite que o usuário meça o diâmetro de
uma circunferência. A ativação deste comando pode ser realizada das seguintes
maneiras:
• Digitando na barra de comandos o nome do comando “Dimdiameter” ou a sigla
“DIMDIA”.
• Acessando a opção “Dimdiameter” na aba “Dimension” da barra de menu.
Quando o comando for acionado, é necessário que o usuário selecione o
vértice da circunferência e posteriormente informe a posição da cota (Figura 4).
FIGURA 4 – COMANDO DIMDIAMETER
FONTE: O autor
Exemplo: Para aplicarmos o comando Dimdiameter, vamos desenhar um
círculo e aplicar a cota seguindo os passos:
• Digite o atalho do comando circle na barra de comandos: C.
• Digite as coordenadas do primeiro ponto: 50,50.
• Digite a distância do raio: 20.
• Digite o atalho do comando Dimdiameter.
• Selecione o vértice do círculo.
• Direcione a cota.
• Clique na interface gráfica para finalizar o comando.
133
UNIDADE 3 | REFINAMENTO DO PROJETO
2.5 COTA RADIAL (DIMRADIUS)
O comando Dimradius permite que o usuário meça o raio de uma
circunferência. A ativação deste comando pode ser realizada das seguintes
maneiras:
• Digitando na barra de comandos o nome do comando “Dimradius” ou a sigla
“DIMRAD”.
• Acessando a opção “Dimradius” na aba “Dimension” da barra de menu.
Quando o comando for acionado, é necessário que o usuário selecione
o vértice da circunferência e posteriormente informe a posição da cota como
realizado no comando Dimdiameter (Figura 5).
FIGURA 5 – COMANDO DIMRADIUS
FONTE: O autor
Exemplo: Para aplicarmos o comando Dimradius, vamos desenhar um
círculo e aplicar a cota seguindo os passos:
• Digite o atalho do comando circle na barra de comandos: C.
• Digite as coordenadas do primeiro ponto: 50,50.
• Digite a distância do raio: 20.
• Digite o atalho do comando Dimradius.
• Selecione o vértice do círculo.
• Direcione a cota.
• Clique na interface gráfica para finalizar o comando.
134
TÓPICO 1 | DEFINIÇÃO DAS COTAS
2.6 COTA CONTÍNUA (DIMCONTINUE)
O comando Dimcontinue tem a função de criar uma nova linha de cota
adjacente a uma outra cota existente. A ativação deste comando pode ser realizada
das seguintes maneiras:
• Digitando na barra de comandos o nome do comando “Dimcontinue” ou a sigla
“DIMCONT”.
• Acessando a opção “Dimcontinue” na aba “Dimension” da barra de menu.
Quando o comando for acionado, é necessário que o usuário selecione a
cota existente e continue cotando os elementos no projeto. O comando continuará
ativo até o usuário finalizar o comando utilizando a tecla Esc.
2.7 COTA COM BASE FIXA (DIMBASELINE)
O comando Dimbaseline tem a função de criar cotas com uma base fixa
em uma única linha. A ativação deste comando pode ser realizada das seguintes
maneiras:
• Digitando na barra de comandos o nome do comando “Dimbaseline” ou a sigla
“DIMBASE”.
• Acessando a opção “Dimbaseline” na aba “Dimension” da barra de menu.
DICAS
Atualmente, o processo de projeto arquitetônico vem sofrendo diversas
transformações advindas da utilização de ferramentas aliadas à tecnologia. Sugerimos uma
leitura sobre esse desafio. Acesse
< h t t p : / / p d f. bl u ch e r.c o m . b r. s 3 - s a - e a s t-1 . a m a zo n aw s .c o m / d e s i g n p ro c e e d i n g s /
sigradi2015/80143.pdf>.
FONTE: DO AMARAL ARCARI, Etiene et al. Interoperabilidade: Um desafio para o processo
de modelagem parametrizada de detalhes arquitetônicos e sua materialização. Blücher
Design Proceedings [S. l.], v. 2, n. 3, p. 341-349, 2015.
135
UNIDADE 3 | REFINAMENTO DO PROJETO
3 FORMATAÇÃO DAS COTAS
Quando inserimos as cotas torna-se necessário configurarmos a
formatação destas para atender às necessidades do projeto. O comando para o
acesso das configurações é o Dimstyle (Figura 6), o qual pode ser acessado na
barra de Dimension ou digitado na barra de comandos.
FIGURA 6 – COMANDO DIMSTYLE
FONTE: O autor
Na janela Dimstyle podemos selecionar a formatação de cota ativa no
comando “Set Current”, criar novos modelos de formato de cota em “New” e
modificar modelos de cotas existentes em “Modify” ou “Override”. Quando o
comando estiver ativo, devemos criar um estilo e modificá-lo na opção “Modify”
de acordo com as necessidades do projeto.
3.1 ABA LINES
Na aba Lines da função Modify é possível modificar os parâmetros de cor,
espaçamento, extensão, tipo e espessura das linhas de cotas (Figura 7). Seguem as
funções dos comandos desta aba:
136
TÓPICO 1 | DEFINIÇÃO DAS COTAS
• Color: tem como função modificar a cor da linha.
• Linetype: é utilizado para escolher o estilo de linha que será desenhada.
• Lineweight: tem como função modificar a espessura da linha.
• Baseline Spacing: é utilizado para ajustar o espaçamento entre as linhas de
cota quando sua base estiver fixada.
• Supress: é utilizado para suprimir o lado direito ou esquerdo da linha de cota.
• Extend Beyond Dimension Lines: tem como função ajustar o tamanho da linha
lateral da cota.
• Offset From Origin: tem como função especificar a distância do ponto de
seleção da cota para o início da linha de extensão.
FIGURA 7 – ABA LINES
FONTE: O autor
137
UNIDADE 3 | REFINAMENTO DO PROJETO
3.1.1 Aba Symbols and Arrows
Na aba Symbols and Arrows da função Modify é possível modificar os
parâmetros de símbolos e das setas (Figura 8). Seguem listadas as funções dos
comandos desta aba:
• Arrowheads: tem como função especificar o tipo de seta.
• Leader: é utilizado para escolher o tipo de seta que será apresentado nos
indicadores.
• Arrow Size: é utilizado para escolher o tamanho das setas.
FIGURA 8 – ABA SYMBOLS AND ARROWS
FONTE: O autor
138
TÓPICO 1 | DEFINIÇÃO DAS COTAS
3.1.2 Aba Text
Na aba Text da função Modify é possível modificar os parâmetros de cor,
alinhamento, tamanho e tipo dos textos das cotas (Figura 9). Seguem as funções
dos comandos desta aba:
• Text Style: tem como função definir o estilo de textos adotados para as cotas.
• Text Color: tem como função definir a cor do texto.
• Text Height: é utilizado para definir o tamanho do texto.
• Text Placement: é utilizado para definir a posição de alinhamento do texto
(vertical ou horizontal).
• Offset From Dimension Line: tem como função definir a distância entre o texto
e a linha de cota.
FIGURA 9 – ABA TEXT
FONTE: O autor
139
UNIDADE 3 | REFINAMENTO DO PROJETO
3.1.3 Aba Fit
Na aba Fit da função Modify, o usuário tem a opção de configurar as
prioridades para o posicionamento dos textos e das setas. Nesta aba também é
possível utilizar um valor de escala para modificar as linhas de cotas (Figura 10).
FIGURA 10 – ABA FIT
FONTE: O autor
140
TÓPICO 1 | DEFINIÇÃO DAS COTAS
3.1.4 Aba Primary Units
Na aba Primary Units da função Modify, o usuário tem a opção de
modificar as unidades, as casas decimais, os separadores decimais e as regras
para os arredondamentos (Figura 11). Também é possível alterar a formação dos
ângulos na opção “Decimal Degrees” e a precisão dos ângulos.
FIGURA 11 – ABA PRIMARY UNITS
FONTE: O autor
141
UNIDADE 3 | REFINAMENTO DO PROJETO
3.1.5 Aba Alternate Units
Na aba Alternate Units da função Modify, o usuário tem a opção de inserir
uma medida alternativa além da principal (Figura 12). A funcionalidade desta
aba é semelhante a Primary Units, com exceção para o campo Multiplier for All
Units, no qual o usuário deverá inserir um fator de conversão para as unidades.
FIGURA 12 – ABA ALTERNATE UNITS
FONTE: O autor
142
TÓPICO 1 | DEFINIÇÃO DAS COTAS
3.1.6 Aba Tolerances
Na aba Tolerances da função Modify, o usuário tem a opção de exibir as
tolerâncias de cotas definidas pelo desenhista (Figura 13). Esta função é utilizada
para detalhar o desenho quando se busca precisão.
FIGURA 13 – ABA TOLERANCES
FONTE: O autor
Por meio da utilização das cotas, podemos complementar o
desenvolvimento do projeto, fazendo com que outros profissionais possam
recriar os elementos desenhados. No caso de projetos residenciais, onde é
necessário construir elementos de parede, sem a representação das cotas,
o desenho desenvolvido pelo profissional não poderá ser constituído nas
dimensões projetadas.
143
UNIDADE 3 | REFINAMENTO DO PROJETO
AUTOATIVIDADE
APLICAÇÃO DOS COMANDOS PARA O PROJETO DE UMA
RESIDÊNCIA
Para aplicarmos os comandos estudados, vamos continuar o projeto
residencial salvo por último no tópico 7. Neste projeto já desenhamos as paredes
externas, portanto iremos desenhar as paredes internas com a espessura de 15
centímetros.
• Ativar o comando Offset;
• Digitar a distância de 15 cm;
• Selecionar cada parede externa e clicar dentro da edificação para confirmar
o comando.
FIGURA 14 – APLICAÇÃO DO COMANDO OFFSET
FONTE: O autor
Após o desenho das paredes externas, vamos desenhar as paredes
internas através das linhas especificadas no Quadro 1:
144
TÓPICO 1 | DEFINIÇÃO DAS COTAS
QUADRO 1 – PONTOS DAS LINHAS PARA O DESENHO DAS PAREDES INTERNAS
Ponto Inicial Ponto Final
Linha
X Y X Y
1 925 105 925 1400
2 1077 465 1077 1090
3 1290 155 1290 450
4 590 1195 910 1195
5 590 950 785 950
6 1062 1105 1225 1105
7 925 950 1062 950
8 1077 790 1375 790
9 1077 630 1375 630
10 925 465 1440 465
11 800 935 800 1180
FONTE: O autor
• Ativar o comando Line;
• Digitar as coordenadas da primeira linha;
• Finalizar o comando com a tecla ESC;
• Repetir esses passos para todas as linhas;
• Utilizar o comando Offset para desenhar a espessura da parede interna;
• Utilizar o comando Extend para estender as linhas das paredes;
• Utilizar o comando Trim para cortar as linhas.
FIGURA 15 – DESENHO DAS PAREDES INTERNAS DA RESIDÊNCIA
FONTE: O autor
145
UNIDADE 3 | REFINAMENTO DO PROJETO
As aberturas do nosso projeto devem ser desenhadas conforme as
medidas da Figura 9-16. Após desenharmos, vamos criar um bloco de cada
abertura, seguindo os passos abaixo:
• Ativar o comando Block;
• Selecionar todos os elementos da abertura em “Select objects”;
• Selecionar o ponto de inserção do bloco em “Pick Point”;
• Finalizar o bloco clicando em “OK”.
FIGURA 16 – ABERTURAS CONSIDERADAS NO PROJETO
FONTE: O autor
Para inserirmos as aberturas no desenho, vamos copiar os blocos
que elaboramos e colar conforme apresentado na Figura 17. As portas de
70 cm foram utilizadas na lavanderia e nos banheiros. Depois das aberturas
desenhadas, vamos utilizar o comando “Trim” para fazer o acabamento das
paredes e, antes de finalizar esta etapa, salvamos o projeto.
FIGURA 17 – PROJETO COM AS ABERTURAS DESENHADAS
FONTE: O autor
146
RESUMO DO TÓPICO 1
Neste tópico, você aprendeu que:
• As cotas são fundamentais para a construção de elementos projetados.
• Para cotar elementos horizontais ou verticais é necessário utilizar os comandos
Dimlinear ou Dimcontinue.
• As dimensões de elementos inclinados devem ser representadas pelo comando
Dimaligned.
• Os círculos podem ser cotados através do raio fazendo uso do comando
Dimradius.
• Antes de inserir as cotas, devemos configurar a formatação através do comando
Dimstyle.
147
AUTOATIVIDADE
1 As cotas funcionam como blocos, formando linhas integradas aos elementos
do desenho. Diante do exposto, a seguir assinale verdadeiro (V) ou falso (F)
para as afirmações que relacionam os comandos das cotas.
a) ( ) O comando Dimlinear tem a função de medir somente as distâncias
inclinadas dos elementos.
b) ( ) O comando Dimbaseline é utilizado para criar cotas curvas.
c) ( ) O comando Dimcontinue tem a função de criar uma nova linha de cota
adjacente a uma outra cota existente.
d) ( ) O comando Dimradius permite que o usuário meça o raio de uma
circunferência.
2 As cotas são configuradas através do comando Dimstyle. Sobre as funções
deste comando, assinale verdadeiro (V) ou falso (F) para as afirmações que
descrevem a funcionalidade dos tópicos.
a) ( ) A função Primary Units permite que o usuário altere as unidades, as casas
decimais, os separadores decimais e as regras para os arredondamentos.
b) ( ) A função Alternate Units é o oposto da função Primary Units. Nesta
função o usuário deverá atribuir as unidades padrão do AutoCAD.
c) ( ) A função Fit permite que o usuário manipule as propriedades do
posicionamento dos textos e das setas.
d) ( ) Na função Text o usuário poderá alterar as configurações de cor dos
textos.
148
UNIDADE 3
TÓPICO 2
DESENHO EM PERSPECTIVA ISOMÉTRICA
1 INTRODUÇÃO
Quando desejamos representar a sensação de profundidade nos desenhos
podemos utilizar a técnica de perspectiva, tornando este desenho mais próximo
da realidade. Esta técnica representa graficamente as três dimensões de um
desenho em um único plano geométrico. Podemos utilizar três técnicas diferentes
para desenhar a vista de perspectiva, sendo estas a perspectiva isométrica, a
perspectiva cônica e a perspectiva cavaleira (Figura 18).
FIGURA 18 – TIPOS DE PERSPECTIVAS
FONTE: O autor
Dentre estas técnicas, a perspectiva isométrica é a única que não distorce
o comprimento dos vértices para estabelecer a sensação de profundidade. Desta
forma, proporciona a melhor representação da realidade dos objetos. Nesta
perspectiva os desenhos isométricos devem possuir o ângulo de 120° entre seus
vértices e o comprimento destes vértices deve ser igual aos reais (Figura 19).
149
UNIDADE 3 | REFINAMENTO DO PROJETO
FIGURA 19 – PERSPECTIVA ISOMÉTRICA
FONTE: O autor
Exemplo: Para aplicarmos a metodologia de desenho em perspectiva
isométrica, vamos projetar as paredes do nosso banheiro no projeto residencial.
Para isso, iremos seguir os passos:
• Abra o projeto residencial e copie os elementos do banheiro para ter uma base
das dimensões.
• Elimine os elementos que não serão necessários na elaboração da vista.
• Ative a opção “Polar Tracking” e selecione para criar uma linha de referência a
cada 10°.
• Desenhe as linhas ortogonais com uma altura de 280 cm, esta será a altura útil
da nossa residência.
• A ligação da parede deverá possuir um ângulo de 30° com o eixo X (Figura 95).
• Ao final salve o projeto.
150
TÓPICO 2 | DESENHO EM PERSPECTIVA ISOMÉTRICA
FIGURA 20 – PERSPECTIVA ISOMÉTRICA DO BANHEIRO
FONTE: O autor
2 TIPOS DE VISTAS
Os tipos de vistas podem ser caracterizados como as vistas internas ou
externas de um determinado elemento. Quando a vista for interna é representado
o plano secante, o qual é estabelecido pela interseção das linhas de corte com o
desenho. Como exemplo das vistas internas temos a planta baixa e os cortes. As
vistas externas são representadas pelas fachadas do desenho.
2.1 PLANTA BAIXA
A planta baixa é um exemplo de corte realizado através de um plano
secante horizontal, o qual está localizado a 1,5 metro do piso do desenho. Neste
caso, devemos descrever o projeto de tal forma que a sua execução possa ser
gerada sem dúvidas, detalhando todos os elementos construtivos.
151
UNIDADE 3 | REFINAMENTO DO PROJETO
Exemplo: Como exemplo de planta baixa vamos continuar o nosso projeto
colocando as cotas e os textos correspondentes a cada ambiente. Podemos seguir
estes passos:
• Abra o projeto residencial salvo no Exemplo anterior.
• Configure as cotas no comando DimStyle.
• Atribua um tamanho de letra 10 para os textos e para as flechas.
• Atribua a cor preta (Color: 250) para os textos e cinza (Color: 9) para as linhas e
flechas.
• Utilize o comando DimLinear para determinar a cota de cada elemento parede.
• Utilize o comando Mtext para inserir o texto dos ambientes (nome e área).
• Utilize o comando Area para medir a área de cada cômodo.
• Salve o projeto (Figura 21).
FIGURA 21 – PROJETO RESIDENCIAL COM COTA E LEGENDA DOS CÔMODOS
FONTE: O autor
152
TÓPICO 2 | DESENHO EM PERSPECTIVA ISOMÉTRICA
2.2 CORTES
Os cortes horizontais podem ser realizados na forma transversal (menor
dimensão) ou na forma longitudinal (maior dimensão), sendo estas obtidas
através de um plano vertical cuja posição deve ser detalhada na planta baixa.
Nesta vista, devemos demonstrar o máximo de detalhes construtivos possíveis
(pé direito, peitoril, divisões internas, escadas, entre outros).
Exemplo: Para aplicarmos a vista dos cortes, vamos demarcar uma seção
transversal (Figura 23) e uma longitudinal (Figura 22). Podemos seguir estes
passos para desenhar os cortes:
• Abra o projeto residencial salvo no Exemplo anterior.
• Meça a distância da seção A e desenhe os elementos correspondentes (Figura 22).
• Meça a distância da seção B e desenhe os elementos correspondentes (Figura 23).
• Salve o projeto.
FIGURA 22 – CORTE A-A
FONTE: O autor
153
UNIDADE 3 | REFINAMENTO DO PROJETO
FIGURA 23 – CORTE B-B
FONTE: O autor
2.3 FACHADAS
As fachadas são caracterizadas como as faces da edificação, sendo
a representação gráfica dos planos externos da edificação. No projeto que
estamos realizando vamos desenhar duas fachadas (Frontal e Lateral), conforme
especificado nas figuras 24 e 25.
Exemplo: Para desenharmos as fachadas, vamos seguir os passos abaixo:
• Abra o projeto residencial salvo no Exemplo anterior.
• Faça uma cópia das seções A-A e B-B.
• Modifique as seções para criar as fachadas.
• Salve o projeto.
FIGURA 24 – FACHADA FRONTAL
FONTE: O autor
154
TÓPICO 2 | DESENHO EM PERSPECTIVA ISOMÉTRICA
FIGURA 25 – FACHADA LATERAL DIREITA
FONTE: O autor
A representação em isometria dos elementos tem como função contribuir
para a visualização do projeto. Através destas perspectivas podemos verificar
como o projeto está desenhado e deverá ser construído. Também, devemos
representar (item 2.2) as cotas das alturas projetadas, destacando a importância
de desenhar as vistas isométricas dos elementos.
155
RESUMO DO TÓPICO 2
Neste tópico, você aprendeu que:
• As vistas isométricas são elaboradas com o intuito de melhorar a visualização
do desenho e destacar as particularidades do projeto que não são perceptíveis
em representações em duas dimensões.
• Os cortes devem ser realizados em duas direções no projeto (longitudinal e
transversal).
• As fachadas devem representar pelo menos a parte frontal e lateral da
edificação.
• Podemos aplicar três tipos diferentes de perspectivas no projeto (isométrica,
cônica e cavaleira).
156
AUTOATIVIDADE
1 As técnicas de perspectivas são utilizadas para representar a sensação de
profundidade nos desenhos. Qual das opções a seguir é a única técnica de
perspectiva que não distorce a projeção dos vértices?
a) ( ) Perspectiva cônica
b) ( ) Perspectiva isométrica
c) ( ) Perspectiva cavaleira
2 As vistas em cortes podem ser caracterizadas como as vistas internas de um
determinado elemento. Diante do exposto, a seguir assinale verdadeiro (V)
ou falso (F) para as afirmações.
a) ( ) A planta baixa é um exemplo de corte realizado através de um plano
secante horizontal, o qual está localizado a 1,5 metro do piso do desenho.
b) ( ) As fachadas são caracterizadas como as faces da edificação, sendo a
representação gráfica dos planos externos da edificação.
c) ( ) Os cortes podem ser realizados na forma transversal (menor dimensão)
ou na forma longitudinal (maior dimensão), sendo estas obtidas através de
um plano vertical cuja posição não necessita ser indicada na planta baixa.
d) ( ) Nas vistas de cortes, é necessário demonstrar o menor número de
elementos. Desta forma, o desenho se torna mais limpo e fácil de ser
compreendido.
157
158
UNIDADE 3
TÓPICO 3
DEFINIÇÃO DAS HACHURAS
1 INTRODUÇÃO
As hachuras são utilizadas para atribuir realidade aos elementos do
desenho, enfatizando ou diferenciando estes elementos de outros existentes.
O AutoCAD disponibiliza em sua biblioteca hachuras que podem representar
elementos, como tijolos, grama, concreto, areia, entre outros materiais. Como
exemplo de aplicação das hachuras, podemos observar a hachura de grama na
planta de locação de uma edificação (Figura 26). Quando utilizamos esta hachura
no desenho, destacamos a área do terreno que será mantida permeável dentre os
outros elementos que fazem parte do projeto.
FIGURA 26 – APLICAÇÃO DA HACHURA DE GRAMA
FONTE: O autor
159
UNIDADE 3 | REFINAMENTO DO PROJETO
O comando Hatch permite que o usuário insira ou edite hachuras em uma
área delimitada por limites (fechada) no desenho. A ativação deste comando
pode ser realizada das seguintes maneiras:
• Digitando na barra de comandos o nome do comando “Hatch” ou a sigla “H”.
• Acessando a opção “Hatch” na aba “Draw” da barra de menu.
Quando o comando for acionado, é aberta uma janela em que podemos
selecionar o padrão, a escala e o ângulo da hachura (Figura 27). Para definirmos
o padrão da hachura, selecionamos a opção Pattern e, na janela que abrirá, o
desenho do material que se deseja representar (Figura 28).
FIGURA 27 – COMANDO HATCH
FONTE: O autor
160
TÓPICO 3 | DEFINIÇÃO DAS HACHURAS
FIGURA 28 – FUNÇÃO PATTERN PALETTE
FONTE: O autor
O ângulo e a escala da hachura podem ser alterados na função “Angle and
scale”, desta forma poderemos ajustar a visualização das hachuras para coincidir
com o desenho. Para selecionar o local em que a hachura irá ser aplicada devemos
clicar em “Add Pick Points”, assim podemos adicionar uma seção, ou em “Add Select
Objects”, para aplicar a hachura em um objeto. Nesta opção também podemos
editar ou remover uma hachura existente (Remove boundaries) e visualizar uma
prévia (Preview) de como ficará a hachura no desenho.
Exemplo: Para aplicarmos a função Hatch, vamos completar as seções de
cortes que desenhamos no Exemplo do item 2.2. Podemos seguir estes passos
para desenhar as hachuras:
• Abra o projeto residencial salvo.
• Desenhe uma linha 30 cm abaixo da laje em todas as paredes (Figuras 29 e 30)
para representar as vigas da residência.
• Ative a função Hatch.
• Selecione o material de concreto (Ar:Conc).
• Modifique a escala para 0.05.
• Selecione as áreas que representam as vigas fazendo uso da função “Add: Pick
Point”.
• Confirme o desenho das hachuras em “OK”.
• Ative a função Hatch.
161
UNIDADE 3 | REFINAMENTO DO PROJETO
• Selecione o material de terra (EARTH).
• Modifique a escala para 2.
• Selecione as áreas que representam as vigas fazendo uso da função “Add: Pick
Point”.
• Confirme o desenho das hachuras em “OK”.
• Salve o projeto.
FIGURA 29 – CORTE A-A COM HACHURAS
FONTE: O autor
FIGURA 30 – CORTE B-B COM HACHURAS
FONTE: O autor
162
TÓPICO 3 | DEFINIÇÃO DAS HACHURAS
DICAS
Para saber sobre a tecnologia BIM, leia este comparativo com a
tecnologia CAD, acessando: <https://www.researchgate.net/profile/Sidnea_Ribeiro/
publication/285626988_Estudo_Comparativo_da_Tecnologia_CAD_com_a_Tecnologia_
BIM/links/5729d48408aef5d48d304a13/Estudo-Comparativo-da-Tecnologia-CAD-com-a-
Tecnologia-BIM.pdf>.
FONTE: DA COSTA, Giovani Cecatto Lopes Ribeiro; FIGUEIREDO, Sílvia Haueisen;
RIBEIRO, Sidnea Eliane Campos. Estudo comparativo da tecnologia CAD com a tecnologia
BIM. Revista de Ensino de Engenharia, v. 34, n. 2, 2015.
As hachuras fazem com que o desenho represente melhor os diferentes
elementos que o compõem. Por exemplo, ao aplicarmos a representação do
concreto nas vigas e lajes do desenho, separamos o elemento parede dos elementos
estruturais, destacando a posição e a importância dos elementos estruturais no
projeto.
163
RESUMO DO TÓPICO 3
Neste tópico, você aprendeu que:
• As hachuras têm a função de melhorar a representação de diferentes elementos
no desenho.
• É possível utilizar hachuras disponíveis no AutoCAD ou inserir representações
de hachuras de outros arquivos.
• Para modificar ou inserir as hachuras devemos utilizar o comando Hatch.
164
AUTOATIVIDADE
1 As hachuras são utilizadas para atribuir realidade aos elementos do
desenho, enfatizando ou diferenciando estes elementos de outros existentes.
A respeito das hachuras, é correto afirmar que:
a) ( ) O AutoCAD não disponibiliza hachuras em sua biblioteca e para o
usuário utilizar é necessário realizar o download de outros programas.
b) ( ) As hachuras não devem ser utilizadas para destacar elementos no
desenho.
c) ( ) As hachuras podem representar elementos como tijolos, grama,
concreto e areia.
d) ( ) A escala das hachuras sempre deve ser aumentada quando o elemento
for selecionado.
2 O comando Hatch permite que o usuário insira ou edite hachuras em uma
área delimitada no desenho. Qual das funções a seguir é utilizada para
selecionar a área de aplicação das hachuras?
a) ( ) Angle and scale.
b) ( ) Preview.
c) ( ) Pattern.
d) ( ) Add Pick Points.
165
166
UNIDADE 3
TÓPICO 4
DEFINIÇÃO DE IMPRESSÃO
1 INTRODUÇÃO
As impressões são definidas no ambiente de layout do AutoCAD. Este
ambiente é independente do Model Space, desta forma podemos alterar a escala e
as unidades sem modificar o desenho em escala real. Para realizar a mudança do
ambiente de trabalho, devemos clicar com o mouse em uma das abas de “Layout”
localizadas abaixo do “Model Space”.
Neste tópico iremos preparar a folha de impressão segundo as normativas
da ABNT para desenho técnico. É recomendável a utilização da aba layout do
AutoCAD, assim não correremos riscos de modificar as dimensões e propriedades
do projeto finalizado. Também, vamos configurar a impressora disponível no
AutoCAD de acordo com as informações necessárias do projeto.
2 PREPARAÇÃO DA FOLHA
A prancha deverá ser desenhada em milímetros conforme as medidas
estabelecidas no Quadro 2. Depois da prancha desenhada, devemos representar
as margens de acordo com o tamanho da prancha adotada. Também é importante
ajustarmos a espessura das linhas das margens conforme recomendado pela NBR-
10068 (1987).
QUADRO 2 – DIMENSÕES DA FOLHA
Dimensão da Folha Recuo das Margens
Largura das Linhas
Folha (mm) (mm)
das Margens (mm)
Largura Altura Esquerda Demais
A0 841 1189 25 10 1,4
A1 594 841 25 10 1,0
A2 420 594 25 7 0,7
A3 297 420 25 7 0,5
A4 210 297 25 7 0,5
FONTE: O autor, adaptado da NBR-10068 (1987)
167
UNIDADE 3 | REFINAMENTO DO PROJETO
Exemplo: Para a realização do nosso projeto, vamos adotar a folha A1 e
desenhar a prancha seguindo os passos:
• Abra o projeto residencial salvo.
• Acesse a aba “Layout”.
• Desenhe um retângulo com as dimensões da folha A1 (841, 594).
• Utilize o comando “Offset” para recuar as margens de 10 mm.
• Exploda o retângulo interno utilizando o comando “Explode”.
• Ajuste o recuo da margem esquerda utilizando o comando “Move”.
• Selecione todas as margens e modifique a cor delas para “Magenta” (Color: 6).
• Salve o projeto (Figura 31).
FIGURA 31 – DESENHO DA FOLHA A1
FONTE: O autor
3 CRIAÇÃO DO SELO
O Selo ou Carimbo deverá ser desenhado no canto inferior direito da folha
de desenho. A NBR-6492 (1994) estabelece que o comprimento do Selo deverá ser
de 175 mm e que também devem constar no mínimo as seguintes informações:
identificação da empresa e do profissional responsável pelo projeto; identificação
do cliente, nome do projeto ou do empreendimento; título do desenho; indicação
sequencial do projeto (números ou letras); escalas; data; autoria do desenho e do
projeto; indicação de revisão.
Exemplo: O selo do nosso projeto deverá seguir o padrão da Figura 32,
conforme os passos a seguir:
168
TÓPICO 4 | DEFINIÇÃO DE IMPRESSÃO
• Abra o projeto residencial salvo;
• Desenhe o selo utilizando o comando “Line”.
• Desenhe o texto utilizando o comando “Mtext”.
• Salve o projeto.
FIGURA 32 – SELO DO PROJETO
FONTE: O autor
169
UNIDADE 3 | REFINAMENTO DO PROJETO
4 CRIAÇÃO DA VIEWPORTS
A Viewports é uma janela que faz a ligação da aba Model Space para a aba
Layout. Para criar as Viewports utiliza-se o comando “Viewports”, o qual pode ser
acessado seguindo um dos passos:
• Digitando na barra de comandos o nome do comando “Viewports” ou a sigla
“Viewpo”.
• Acessando a opção “Viewports” na aba “View” da barra de menu.
Quando o comando é ativado, é aberta uma janela de configuração da
Viewports (Figura 33). Nesta janela podemos configurar o tipo de Viewports que
desejamos criar ou apenas confirmar o padrão do sistema clicando em “OK”.
Para manipularmos o desenho dentro da Viewports, devemos realizar um clique
duplo no interior do retângulo que a constitui. Desta forma, é possível ajustar a
posição, o zoom e a aparência do desenho que será plotado. Para sair da Viewports
é necessário realizar um duplo clique fora do retângulo.
FIGURA 33 – JANELA VIEWPORTS
FONTE: O autor
170
TÓPICO 4 | DEFINIÇÃO DE IMPRESSÃO
Exemplo: Para a realização do nosso projeto, vamos criar uma Viewports
para cada elemento desenhado. Portanto, devemos desenhar cinco Viewports,
conforme os passos a seguir:
• Abra o projeto residencial salvo.
• Crie uma Viewports para a planta baixa e ajuste a imagem desta.
• Crie uma Viewports para o corte A-A e ajuste a imagem deste.
• Crie uma Viewports para o corte B-B e ajuste a imagem deste.
• Crie uma Viewports para a vista frontal e ajuste a imagem desta.
• Crie uma Viewports para a vista lateral e ajuste a imagem desta.
• Crie um Layer denominado View e modifique as Viewports para este layer.
• Ajuste as Viewports na prancha.
• Salve o projeto.
FIGURA 34 – CRIAÇÃO DAS VIEWPORTS
FONTE: O autor
5 DEFINIÇÃO DA ESCALA
Para definirmos a escala desejada, utilizaremos o comando Zoom quando
a Viewports estiver ativada. Podemos seguir os passos:
• Ative a Viewports da planta baixa realizando um duplo clique dentro do
retângulo.
171
UNIDADE 3 | REFINAMENTO DO PROJETO
• Digite o atalho do comando Zoom na barra de comandos: Z.
• Digite “SC” para ativar o comando Scale.
Para definir a escala utiliza-se o formato x/yXP, no qual x é o fator de
conversão em milímetros para a escala adotada na Model Space, y é a escala
desejada e XP é a indicação de que a escala está relacionada a Model Space. Por
exemplo, se o desenho foi realizado em metros e queremos adotar a escala 1:75,
utilizamos a escala 1000/75XP. Caso o desenho esteja realizado em centímetros, a
escala deverá ser de 10/75XP.
QUADRO 3 – EXEMPLOS DE APLICAÇÃO DO FORMATO X/YXP
Unidade Escala X Y
25 1000 25
50 1000 50
Metro 75 1000 75
100 1000 100
125 1000 125
25 10 25
50 10 50
Centímetro 75 10 75
100 10 100
125 10 125
25 1 25
50 1 50
Milímetro 75 1 75
100 1 100
125 1 125
FONTE: O autor
• Digite 10/50XP, indicando que o desenho está em centímetro (10) e a escala
desejada é de 1:50 (50).
• Refaça os passos para as outras Viewports atribuindo a escala 1:75.
• Salve o projeto.
172
TÓPICO 4 | DEFINIÇÃO DE IMPRESSÃO
DICAS
Leia o artigo Avanços no intercâmbio de dados do projeto de instalações: do
cad 3D ao BIM em experiências representativas para saber mais sobre a aplicação do conceito
Bulding Information Modeling (BIM) em sistemas prediais.
Acesse <http://www.proceedings.blucher.com.br/article-details/avanos-no-intercmbio-de-
dados-do-projeto-de-instalaes-do-cad-3d-ao-bim-em-experincias-representativas-20550>.
FONTE: BATISTA, Lidiane Maria; FERREIRA, Sérgio Leal. Avanços no intercâmbio de dados
do projeto de instalações: do cad 3D ao BIM em experiências representativas. Blücher
Engineering Proceedings, v. 2, n. 2, p. 436-448, 2015.
6 PREPARAÇÃO DA IMPRESSORA
Para realizar a preparação da folha de impressão, devemos utilizar
o comando “Pagesetup”. Desta forma podemos ajustar as configurações de
impressão como: a impressora utilizada; o tamanho do papel; as cores de
impressão; as espessuras das linhas; a janela; a escala; a direção da folha; entre
outras propriedades. A ativação do comando pode ser realizada das seguintes
formas:
• Digitando na barra de comandos o nome do comando “Pagesetup” ou a sigla
“Pag”.
• Acessando a opção “Pagesetup” na aba “File” da barra de menu.
Quando o comando é ativado, é aberta uma janela para realizarmos a
modificação da página (Figura 35). Nesta janela podemos editar (Modify) uma
página existente, criar (New) uma nova página ou importar (Import) uma página
salva.
173
UNIDADE 3 | REFINAMENTO DO PROJETO
FIGURA 35 – JANELA PAGE SETUP MANAGER
FONTE: O autor
Para realizarmos a configuração da página, iremos modificar o Layout1
selecionando este e clicando em Modify (Figura 36).
174
TÓPICO 4 | DEFINIÇÃO DE IMPRESSÃO
FIGURA 36 – JANELA DE MODIFICAÇÃO DO LAYOUT
FONTE: O autor
• Print/plotter: podemos escolher ou cadastrar uma nova impressora.
• Paper size: definimos o tamanho de folha utilizada para a impressão.
• Plot área: escolhemos através de uma janela o desenho que será impresso.
• Plot Scale: atribuímos uma escala de impressão.
• Drawing orientation: ajustamos a orientação da página.
• Plot style table: definimos as cores e as espessuras das linhas que serão
impressas.
Exemplo: Para dar continuidade ao nosso projeto, iremos configurar a
página de impressão seguindo os passos:
• Abra a janela “Modify” para o Layout1.
• Escolha a impressora “DWG to PDF” em Print/plotter.
• Escolha o papel “ISO Full Bleed B1 (1000x707mm)” na opção Paper size.
• Escolha a opção “Windows” e selecione o retângulo que representa a margem
externa da nossa folha na opção Plot area.
• Selecione a opção “Center” na opção Plot Offset.
• Abra a opção “monochrome.ctb” em Plot style table e clique na ferramenta editar
(Figura 37):
175
UNIDADE 3 | REFINAMENTO DO PROJETO
FIGURA 37 – JANELA PARA EDIÇÃO DAS LINHAS DE IMPRESSÃO
FONTE: O autor
Nesta janela podemos editar as cores e as espessuras das linhas que
desejamos imprimir. Por exemplo, para a cor 9 aparecer na impressão, devemos
modificar no item “Color”, correspondente a essa cor, a opção “Black” para “Use
Object Color”. Desta forma, as linhas de cotas que configuramos serão impressas
na cor cinza. Também devemos modificar na cor 6 o item “Lineweight” de “Use
object line weight” para “1.0 mm”, admitindo que as espessuras das linhas dos
objetos que possuem a cor 6 serão de 1 mm.
7 IMPRESSÃO DO DESENHO
Com as configurações do desenho da folha de impressão realizada,
podemos imprimir o projeto utilizando o comando “Plot”. A ativação do comando
pode ser realizada das seguintes formas:
176
TÓPICO 4 | DEFINIÇÃO DE IMPRESSÃO
• Digitando na barra de comandos o nome do comando “Plot” ou a sigla “PLO”.
• Acessando a opção “Plot” na aba “File” da barra de menu.
Quando o comando é ativado, é aberta uma janela para realizarmos as
configurações de impressão (Figura 38). Podemos notar que, como já realizamos
as configurações no comando Pagesetup, nesta etapa é necessário apenas confirmar
a impressão em “OK” e escolher um local para salvar este projeto.
FIGURA 38 – COMANDO PLOT
FONTE: O autor
A impressão poderá ser realizada no formato PDF, como demonstrado
neste item, ou podemos selecionar uma impressora disponível no AutoCAD
em Printer/Plotter. Dependendo da impressora que selecionarmos são
disponibilizados formatos diferentes para as folhas de impressão (Pager size),
assim é importante escolher previamente a impressora e depois configurar o
projeto para a impressão.
177
UNIDADE 3 | REFINAMENTO DO PROJETO
LEITURA COMPLEMENTAR
APLICAÇÃO DE BIM NA COMPATIBILIZAÇÃO DE PROJETOS DE
EDIFICAÇÕES
INTRODUÇÃO
Atualmente, a construção civil brasileira, em específico os setores de
projetos, coordenação e compatibilização, encontra-se com uma demanda muito
maior do que suas estruturas físicas, profissionais e técnicas suportam. Isto
desencadeia uma série de falhas técnicas de projetos, que podem persistir até a
execução da edificação e que, muitas vezes, são decorrentes de: curtos prazos para
elaboração dos projetos, solicitações cada vez maiores do mercado por produtos
de melhor qualidade, defasagem organizacional e técnica de muitas empresas e
falta de utilização de tecnologias mais avançadas e automatizadas que auxiliem o
processo de desenvolvimento de edificações.
Por conta disso, o BIM (Building Information Modeling) é uma das
ferramentas existentes no mercado com a capacidade de suprir essa necessidade
de estruturação e planejamento de fluxo de trabalhos, tanto nas fases de projetos
como de construção. Onde, por consequência da interferência organizacional
gerada pelo BIM, esta acaba se refletindo em todos os setores da empresa
envolvidos no processo de projeto, assegurando mais ainda a continuidade das
informações.
Neste contexto, o objetivo desse artigo é estudar os conceitos, fundamentos
e aplicação de BIM por meio do desenvolvimento dos projetos de estrutura em
concreto armado e de instalações elétricas e hidrossanitárias a partir de projetos
modelos existentes de uma residência multifamiliar com dois pavimentos.
Também apontar a interoperabilidade entre os softwares utilizados por meio
do protocolo digital IFC (Industry Foundation Classes), relatar o processo de
compatibilização de projetos de edificação, de acordo com o estudo de caso deste
artigo e citar as principais diferenças que ocorrem no processo de projeto BIM em
relação ao CAD (Computer Aided Design).
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Recursos Computacionais
Dentre os softwares utilizados para a elaboração dos projetos estrutural,
hidrossanitário e elétrico, primeiramente realizou-se um reconhecimento dos
mesmos. Desta maneira, foi possível explorar a capacidade dos aplicativos
de maneira mais eficaz, entendendo suas funcionalidades e metodologia de
utilização.
178
TÓPICO 4 | DEFINIÇÃO DE IMPRESSÃO
Foi utilizado um projeto arquitetônico existente elaborado no software
Autodesk Revit Architecture. Para a elaboração do projeto estrutural foi utilizado o
software Autodesk Revit Structure e como base o arquitetônico existente BIM. Para
modelagem dos projetos elétrico e hidrossanitário foi utilizado o software Autodesk
Revit MEP e como base os modelos existentes em CAD. Neste caso, houve a
possibilidade de se fazer o lançamento dos dois projetos simultaneamente, devido
aos dois utilizarem o mesmo software. Esta alternativa gerou uma vantagem, na
qual foi possível realizar uma pré-compatibilização simultânea dos dois projetos,
como também possibilitou a racionalização do tempo de projeto.
Desta maneira, foi possível compatibilizar os projetos utilizando o
software Autodesk NavisWorks Manager, sendo que foi realizada a primeira
compatibilização digital entre os projetos arquitetônico e estrutural. Cabe ressaltar
que os softwares de compatibilização trabalham com três tipos de apontamentos
de incompatibilidades (baixa, média e alta), nos quais as incompatibilidades
baixas e algumas médias são desconsideradas por serem consequências da forma
e da concepção dos projetos.
Após uma análise geral do processo e dos projetos que foram importados
para o aplicativo, como também o estabelecimento de parâmetros de descarte,
realizou-se o processo de compatibilização, o qual foi dividido nos seguintes
grupos: Arquitetônico x Estrutural e Arquitetônico x Estrutural x Hidrossanitário
x Elétrico.
Critérios de Avaliação e Observações
Como formas de avaliação dos objetivos propostos neste artigo foram
utilizados os seguintes critérios: a) Compreensão da maneira de trabalho de
todos os aplicativos BIM utilizados; b) Modelagem 3D dos projetos elétrico e
hidrossanitário; c) Priorização em cada etapa de transferência de arquivos da
utilização do IFC; d) Identificação de interferências entre os projetos; e) Leitura e
interpretação total das interferências detectadas de forma manual ou digital.
RESULTADOS E ANÁLISES
Inicialmente, as atividades se deram através de uma análise do modelo
arquitetônico BIM, utilizando o software Autodesk Revit Architecture, no qual havia
apenas um pré-lançamento incompleto de vigas e lajes. Também foi analisado
posicionamento das áreas molhadas e a existência de algum elemento decorativo
que pudesse interferir estruturalmente.
Na sequência, para uma maior aproximação e entendimento do projeto
arquitetônico, realizou-se uma análise geral do mesmo, observando-se a forma de
modelagem que foi aplicada, como os elementos foram aplicados, caracterizados
e dispostos no projeto. A partir de uma análise global da edificação, observou-se
a existência de interferências entre elementos de parede-viga, parede-laje e laje-
viga, situação que já demonstra um baixo nível de colaboração entre os projetistas,
visto que foram adotadas soluções de projeto incompatíveis.
179
UNIDADE 3 | REFINAMENTO DO PROJETO
Modelagem dos Projetos Elétrico e Hidrossanitário
Em continuidade ao estudo, tomando por base os projetos elétrico e
hidrossanitário existentes em CAD, realizou-se a modelagem dos mesmos
utilizando o software Autodesk Revit MEP. Devido ao BIM utilizar um modelo
único de projeto para cada empreendimento, foi possível realizar o lançamento
dos projetos elétrico e hidrossanitário a partir do arquitetônico e do estrutural
já finalizados. Esta situação trouxe muitos benefícios, pois possibilitou uma
compatibilização manual simultânea. Muitas interferências, que não seriam
facilmente identificadas durante o processo dos projetos em CAD 2D, foram
destacadas com facilidade por conta da maior visibilidade que o projeto
tridimensional proporcionou.
Da mesma maneira que ocorreu com os projetos arquitetônico e estrutural,
incompatibilidades existentes nos projetos 2D originais e que visivelmente
acarretariam interferências, foram deixadas propositalmente como forma de
demonstração das falhas geradas nos projetos elaborados no sistema CAD
2D. Esta consequência demonstra uma das vantagens que o BIM 3D ofereceu,
pois determinadas interferências não são facilmente identificadas ou nem são
perceptíveis em 2D, fato corroborado na pesquisa de Maria (2008).
Inicialmente foi modelado o projeto elétrico, mas devido à falta de
padronização dos elementos elétricos, em relação ao padrão brasileiro, no
software utilizado, como também da existência de algum add-on que auxilia o
processo, foi encontrada uma grande dificuldade em relação ao funcionamento do
template elétrico, especialmente com a adaptação relacionada à falta de elementos
padronizados, tanto com relação às normas brasileiras como com as tipologias
dos elementos utilizadas nos projetos elétricos baseados na NBR 5410.
Os elementos disponíveis no software eram, em sua maioria,
incompatíveis com os padrões brasileiros, no entanto, devido ao fato de serem
objetos paramétricos, na medida do possível foram alterados e adaptados e os
demais foram apenas reconfigurados. Por fim, todos os elementos elétricos foram
lançados e posicionados conforme o projeto original em CAD, finalizando assim
o lançamento do projeto elétrico dos dois pavimentos.
Em relação à funcionalidade do aplicativo, o mesmo apresentou uma grande
agilidade ao processo, pois alguns elementos são lançados automaticamente a
partir de outros existentes. Isto ocorreu devido às configurações paramétricas
dos objetos utilizados, pois houve um entendimento automático dos mesmos em
relação à função e posicionamento em projeto.
As falhas e interferências identificadas com mais frequência foram apenas
situações das caixas de tomadas e interruptores que estavam posicionadas em
locais que ocasionariam a passagem dos seus respectivos eletrodutos dentro da
estrutura.
180
TÓPICO 4 | DEFINIÇÃO DE IMPRESSÃO
Simultaneamente, o projeto hidrossanitário foi modelado com a utilização
do add-on MEP Hidráulica (antigo TigreCAD), que já possui uma padronização
em relação a elementos hidrossanitários de acordo com as normas brasileiras.
Em relação à produtividade gerada pelo aplicativo, alguns elementos
existentes do projeto arquitetônico, como os aparelhos sanitários, não possuíam
pré-configurações de diâmetro e posicionamento de tubulações de entrada e
saída. Todavia, estes aparelhos foram transformados rapidamente em elementos
pré-configurados e, mesmo assim, constatou-se um ganho de tempo e precisão
muito grande em relação ao projeto 2D em CAD.
Nesta etapa, foi encontrada a maior quantidade de elementos projetados
em locais que iriam gerar incompatibilidades com a estrutura de concreto, tais
como: a) prumadas de água fria e quente, dispostos dentro de vigas; b) tubulações
de água e esgoto passando dentro de elementos estruturais; c) previsão de tubo
de queda do pavimento superior em local sem alvenaria e estrutural para shaft
no pavimento inferior; d) utilização do duto de churrasqueira como shaft para
tubulações; e) tomadas na mesma parede interligadas por eletroduto, porém com
um pilar no meio; f) quadro de distribuição do pavimento superior locado em
posição de interferência com uma porta; g) falta de locação do quadro de medição.
Comparação Representação dos Projetos CAD X BIM
Quanto à representação dos projetos elétrico e hidrossanitário, comparando
o CAD 2D e BIM, percebeu-se que a modelagem 3D utilizada com software BIM
possibilitou uma melhor interpretação e visão geral do projeto, sendo possível
lançar, alterar e identificar todos os elementos em 3D.
Uma das grandes vantagens identificadas no BIM, neste projeto, foi o fato
de que os mesmos elementos são utilizados em distintas plantas e vistas e que,
em CAD, necessitariam de replicação tantas vezes quanto fosse necessário. Isto
devido à forma de trabalho bidirecional, quando o mesmo elemento pode ser
apresentado em diversas vistas sem perder informação e representação.
Da mesma maneira, o projeto elétrico em BIM, o qual, além das vantagens
encontradas no projeto hidrossanitário, também apresentou a possibilidade de
um controle total das dimensões e do posicionamento de todos os elementos
do projeto, tubulações e conexões, tanto em 2D como em 3D, gerando uma
visualização de possível interferências de forma fácil e antecipada. Em ambos
os projetos, mas principalmente no projeto elétrico, o BIM propiciou uma visão
com as dimensões e o posicionamento real de cada um dos elementos no espaço,
situação que gerou uma redução significativa no esforço cognitivo do projetista
em virtude da facilidade de visualização bidirecional de todos os elementos.
181
UNIDADE 3 | REFINAMENTO DO PROJETO
CONCLUSÃO
A partir da análise dos resultados do presente estudo, percebeu-se que
nas etapas de desenvolvimento e compatibilização de projetos para construção de
edificações são necessárias mudanças e evoluções mais profundas em relação ao
déficit de qualidade e produtividade que o ciclo atual produtivo em 2D apresenta.
Pode-se indicar fatores como as falhas provenientes de projetos e o processo de
gestão e planejamento de projetos falhos, os quais geram retrabalhos, provenientes
de falhas por meio de retroalimentações de informações redundantes e desperdício
de materiais, os quais acabam onerando o custo do empreendimento.
Com base nesta ideia, percebe-se a necessidade de melhoria contínua,
mais ampla no setor de arquitetura, engenharia e construção nacional por meio
de novas tecnologias como o BIM, o IPD, entre outros, ou seja, investimentos
que possibilitem a organização e a padronização dos processos, principalmente
no âmbito da construção civil, setor onde ainda se trabalha com margens muito
grandes de desperdícios e retrabalhos, seja nas fases de projetos ou de construção.
Entende-se que o BIM potencializa o desenvolvimento de aplicações para
a gestão de projetos e construção, pois além de controlar todas as fases de projeto
e execução, racionaliza os processos de tomadas de decisão. Esta ferramenta traz
significativos benefícios à construção civil como um todo e, por consequência,
aos adjacentes a ela, pois permite cumprir com maior eficiência e eficácia não só
os objetivos e os valores integrados no empreendimento, como também os da
própria organização.
Além disso, entende-se que é essencial que os profissionais comecem a
estreitar suas comunicações dentro de cada projeto a ser desenvolvido, como um
benefício não apenas para os profissionais, que terão mais segurança em seus
projetos, como também para os clientes, que terão um produto final com uma
maior qualidade.
Para ler o artigo na íntegra, consulte a referência:
MARSICO, Matheus Lamas et al. Aplicação de BIM na compatibilização de projetos
de edificações. Iberoamerican Journal of Industrial Engineering, v. 9, n. 17, p. 19-41,
2017. Disponível em: <http://incubadora.periodicos.ufsc.br/index.php/IJIE/article/view/
v9n1702>. Acesso em: 10 jun. 2018.
182
RESUMO DO TÓPICO 4
Neste tópico, você aprendeu que:
• As folhas deverão ser criadas seguindo o formato padrão da NBR.
• O selo é uma parte fundamental do trabalho, no qual devemos descrever todas
as informações pertinentes ao projeto.
• A impressora deverá ser selecionada antes da configuração da folha de
impressão.
• Para ativar ou desativar a impressão das cores e espessuras das linhas é
necessário configurar o item Plot style table.
183
AUTOATIVIDADE
1 As impressões são definidas no ambiente de Layout do AutoCAD. Sobre este
ambiente é correto afirmar que:
a) ( ) O ambiente Layout é independente do Model Space.
b) ( ) O acesso ao ambiente Layout é realizado através da função plot.
c) ( ) As mudanças de escala que são realizadas no ambiente Layout também
ocorrem no ambiente Model Space.
d) ( ) No ambiente Layout o usuário deverá utilizar a distância em metros.
2 O Selo ou Carimbo deverá ser desenhado no canto inferior direito da folha
de desenho. Sobre este elemento do desenho, assinale verdadeiro (V) ou
falso (F) para as afirmações a seguir:
a) ( ) O selo deverá possuir um comprimento de 175 mm e uma altura de
200 mm.
b) ( ) A norma regulamentadora para o desenho dos selos e carimbos é a NBR-
6492 de 1994.
c) ( ) O selo deverá possuir um comprimento de 180 mm.
d) ( ) Um dos itens que não deve faltar no selo é a identificação do cliente.
184
REFERÊNCIAS
AMARAL ARCARI, Etiene et al. Interoperabilidade: um desafio para o processo
de modelagem parametrizada de detalhes arquitetônicos e sua materialização.
Blücher Design Proceedings, [S. l.], v. 2, n. 3, p. 341-349, 2015. Disponível em:
<http://pdf.blucher.com.br.s3-sa-east-1.amazonaws.com/designproceedings/
sigradi2015/80143.pdf>. Acesso em: 10 jun. 2018.
AMARAL, R. D. C.; PINA FILHO, A. C. A evolução do CAD e sua aplicação
em projetos de engenharia. In: Nono Simpósio de Mecânica Computacional,
2010, São João Del-Rei. Anais eletrônicos... São João Del-Rei: Simpósio de
Mecânica Computacional, 2010. Não paginada. Disponível em: <https://www.
researchgate.net/publication/267251565>. Acesso em: 20 abr. 2018.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6492:
Representação de projetos de arquitetura. P. 27. Rio de Janeiro, 1994.
______. NBR 10068: Folha de desenho – Leiaute e dimensões. P. 4. Rio de
Janeiro, 1987.
BATISTA, Lidiane Maria; FERREIRA, Sérgio Leal. Avanços no intercâmbio
de dados do projeto de instalações: do cad 3D ao BIM em experiências
representativas. Blücher Engineering Proceedings, v. 2, n. 2, p. 436-448, 2015.
Disponível em: <http://www.proceedings.blucher.com.br/article-details/
avanos-no-intercmbio-de-dados-do-projeto-de-instalaes-do-cad-3d-ao-bim-em-
experincias-representativas-20550>. Acesso em: 10 jun. 2018.
COSTA, Giovani Cecatto Lopes Ribeiro da; FIGUEIREDO, Sílvia Haueisen;
RIBEIRO, Sidnea Eliane Campos. Estudo comparativo da tecnologia CAD
com a tecnologia BIM. Revista de Ensino de Engenharia, v. 34, n. 2, 2015.
Disponível em: <https://www.researchgate.net/profile/Sidnea_Ribeiro/
publication/285626988_Estudo_Comparativo_da_Tecnologia_CAD_com_a_
Tecnologia_BIM/links/5729d48408aef5d48d304a13/Estudo-Comparativo-da-
Tecnologia-CAD-com-a-Tecnologia-BIM.pdf>. Acesso em: 10 jun. 2018.
COSTA, T. F.; LIMA, D. F.; SOUSA JR., A. M. Avaliação da usabilidade de
sistema no modo clássico e drafting e annotation do autocad 2014. Holos, [S. l.].
v. 2, n. 33, p. 148-160, 2017. Disponível em: <http://www2.ifrn.edu.br/ojs/index.
php/HOLOS/article/view/2825>. Acesso em: 20 abr. 2018.
MARSICO, Matheus Lamas et al. Aplicação de BIM na compatibilização de
projetos de edificações. Iberoamerican Journal of Industrial Engineering, v. 9,
n. 17, p. 19-41, 2017. Disponível em: <http://incubadora.periodicos.ufsc.br/index.
php/IJIE/article/view/v9n1702>. Acesso em: 10 jun. 2018.
185
PALHACI, M. C. J.; DEGANUTTI, R.; ROSSI, M. A. Comparação: Solid Edge,
AutoCAD ou Prancheta no desenho para os cursos de engenharia? Curitiba:
Graphica, 2007.
SOUSA JR., A. M.; MAIA, C. C. L. L.; CORREIO, P. R. P. A. Compatibilização
de projeto arquitetônico, estrutural e sanitário: uma abordagem teórica e estudo
de caso. Revista Monografias Ambientais, Santa Maria, v. 14, n. 2, p. 3236-3244,
2014. Disponível em: <https://periodicos.ufsm.br/remoa/article/viewFile/12787/
pdf>. Acesso em: 20 maio 2018.
SOUZA, M. A. C.; SOARES, A. M. S. Aplicações do software AutoCAD em
engenharia. In: Congresso de extensão universitária da UNESP. 2015, São Paulo.
Anais eletrônicos... São Paulo: Congresso de extensão universitária da UNESP,
2015. p. 1-4. Disponível em: <https://repositorio.unesp.br/handle/11449/142431>.
Acesso em: 20 abr. 2018.
SUTHERLAND, I. E. Sketchpad: a man-machine graphical comunication
system. University of Cambridge, 2003.
TAVARES JR., J. B.; FERREIRA, L.; SANTOS, D. R. Uso do Autocad como
recurso didático no ensino de interpretação do relevo da superfície topográfica
representado por curvas de nível. Revista Brasileira de Cartografia, [S. l.], v. 66,
n. 4, p. 877-884, 2014. Disponível em: <http://www.lsie.unb.br/rbc/index.php/
rbc/article/view/928/716>. Acesso em: 20 maio 2018.
186