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Copam 187-2013

Este documento estabelece condições e limites máximos de emissão de poluentes atmosféricos para fontes fixas em Minas Gerais. Define termos como fonte existente, nova, fixa de emissão e limites máximos de emissão. Determina que as fontes devem comprovar o cumprimento das condições e limites estabelecidos e que as emissões devem ocorrer por dutos ou chaminés adequados para amostragem.

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Este documento estabelece condições e limites máximos de emissão de poluentes atmosféricos para fontes fixas em Minas Gerais. Define termos como fonte existente, nova, fixa de emissão e limites máximos de emissão. Determina que as fontes devem comprovar o cumprimento das condições e limites estabelecidos e que as emissões devem ocorrer por dutos ou chaminés adequados para amostragem.

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03/05/2017 Deliberação 

Normativa COPAM nº 11, de16 de dezembro de 1986

Deliberação Normativa Copam nº 187, de 19 de setembro de 2013.

Estabelece condições e limites máximos de emissão de poluentes
atmosféricos para fontes fixas e dá outras providências.

(Publicação – Diário do Executivo – “Minas Gerais” – 20/09/2013)

          O CONSELHO ESTADUAL DE POLÍTICA AMBIENTAL ­ COPAM, tendo em vista o disposto no
art.  214,  §1º,  inciso  IX,  da  Constituição  do  Estado  de  Minas  Gerais,  no  uso  das  atribuições  que  lhe
confere  o  art.  5º,  inciso  I,  da  Lei  Estadual  nº  7.772,  de  8  de  setembro  de  1980,  o  art.  3º,  do  Decreto
Estadual nº 44.844, de 25 de junho de 2008, e nos termos do art. 4º, inciso II, da Lei Delegada nº 178,
[1]
de 27 de janeiro de 2007, e art. 4º, inciso II, do Decreto Estadual nº 44.667, de 3 dezembro de 2007; 
[2] [3] [4] [5]
     

         

                    Considerando  que  a  poluição  atmosférica  deve  ser  controlada  na  fonte,  pelo  emprego  de
processos  menos  poluentes  e  pelo  uso  de  equipamentos  de  controle  das  emissões,  em  razão  do
Princípio da Prevenção à Poluição;

Considerando  que  o  estabelecimento  de  padrões  de  emissão  para  poluentes  atmosféricos  é  uma  das
estratégias para controle, recuperação e preservação da qualidade do ar, visando proteger a saúde e o
bem­estar da população e minimizar os riscos de danos à fauna, à flora e aos bens materiais em geral; e

Considerando as diretrizes do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) contidas na Resolução 
nº  382,  de  26  de  dezembro  de  2006,  que  estabelece  os  limites  máximos  de  emissão  de  poluentes
atmosféricos para fontes fixas, e na Resolução nº 436, de 22 de dezembro de 2011, que estabelece os
limites  máximos  de  emissão  de  poluentes  atmosféricos  para  fontes  fixas  instaladas  ou  com  pedido  de
licença de instalação anteriores a 2 de janeiro de 2007;

          DELIBERA:

                    Art.  1º  Ficam  estabelecidas  as  condições  e  limites  máximos  de  emissão  (LME)  de  poluentes
atmosféricos para fontes fixas, conforme Anexos I a XVII desta Deliberação Normativa.

          §1º A verificação do atendimento às condições e LME, a execução do monitoramento das fontes
emissoras  e  a  elaboração  do  relatório  pertinente  devem  ser  efetuadas  conforme  diretrizes  do  Anexo
XVIII, observando­se as especificidades inerentes às tipologias das fontes descritas nos Anexos I a XVII.

          §2º O Conselho Estadual de Política Ambiental (COPAM) poderá, excepcionalmente, de forma
fundamentada, considerando as características da fonte e de sua área de influência:

          I ­ exigir utilização de combustível com menor potencial poluidor;

          II ­ estabelecer prazos ou LME mais restritivos que os especificados nesta Deliberação Normativa,
podendo basear­se em LME adotados em outros Estados da Federação ou aceitos internacionalmente;

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                    III  ­  estabelecer,  para  fontes  não  listadas  nesta  Deliberação  Normativa,  condições  e  LME
diferentes  daqueles  especificados  no  Anexo  XVII,  podendo  basear­se  em  limites  adotados  em  outros
Estados da Federação ou aceitos internacionalmente; e

          IV ­ exigir tecnologias de controle de emissões técnica e economicamente viáveis, acessíveis e já
desenvolvidas em escala que permita aplicação prática.

                    Art.  2º  Para  efeitos  desta  Deliberação  Normativa  são  adotadas  as  seguintes  definições,
adicionalmente àquelas que integram os Anexos I a XVII:

          I ­ fonte existente: fonte fixa de emissão de poluentes atmosféricos cujo início de instalação tenha
ocorrido antes de 2 de janeiro de 2007, quando entrou em vigor a Resolução CONAMA nº 382, de 26 de
dezembro  de  2006,  bem  como  aquela  cuja  Licença  de  Instalação  (LI)  deferida  tenha  sido  requerida
anteriormente àquela data, exceto para as atividades a que se referem os Anexos XII, XIII XIV, XV, XVI e
XVII, para as quais a data de referência é a de publicação desta Deliberação Normativa;

          II ­ fonte nova: fonte fixa de emissão de poluentes atmosféricos cujo início de instalação tenha
ocorrido  a  partir  de  2  de  janeiro  de  2007,  excluídas  aquelas  cuja  LI  deferida  tenha  sido  requerida
anteriormente àquela data, observada a exceção mencionada no inciso anterior;

                    III  ­  fonte  fixa  de  emissão  de  poluentes  atmosféricos:  qualquer  instalação,  equipamento  ou
processo  situado  em  local  fixo,  que  libere  para  a  atmosfera  substâncias  no  estado  sólido,  líquido  ou
gasoso;

          IV ­ emissão pontual: liberação na atmosfera de qualquer substância no estado sólido, líquido ou
gasoso, efetuado por uma fonte emissora a partir de uma estrutura específica, claramente identificável
(chaminé ou duto), destinada a direcionar ou controlar o fluxo;

          V ­ limite máximo de emissão (LME): quantidade máxima de um determinado poluente, expressa
em concentração, taxa de emissão ou fator de emissão, que pode ser liberada para a atmosfera por uma
fonte fixa sem que haja comprometimento dos padrões de qualidade do ar na área de influência da fonte
em questão;

                    VI  ­  fator  de  emissão:  valor  representativo  que  relaciona  a  massa  de  um  poluente  lançado  na
atmosfera com uma quantidade específica de material ou energia produzido, consumido ou processado
durante um determinado intervalo de tempo; e

          VII  ­  taxa de emissão:  valor  representativo  que  relaciona  a  massa  de  um poluente lançado na


atmosfera por unidade de tempo.

Art.  3º  Cabe  ao  responsável  pela  fonte  fixa  de  emissão  comprovar  ao  COPAM  o  atendimento  às
condições  e  LME  especificados  nos  Anexos  I  a  XVII,  conforme  os  prazos  estabelecidos  nesta
Deliberação Normativa.

Parágrafo  único.  Até  que  vençam  os  prazos  estabelecidos  nesta  Deliberação  Normativa,  as  fontes
existentes  devem  atender  às  condições  e  LME  anteriormente  vigentes  ou  fixados  no  processo  de
regularização ambiental.

          Art. 4º O lançamento de poluentes atmosféricos deve ser realizado por meio de dutos ou chaminés
que  atendam  aos  requisitos  necessários  à  execução  de  amostragem  para  determinação  direta  de
poluentes, independente da utilização ou não de monitoramento automático da fonte.

                    Parágrafo  único.  Os  sistemas  de  exaustão  das  fontes  de  emissão  de  poluentes  atmosféricos
devem  ser  mantidos  e  operados  adequadamente  de  modo  a  evitar  fuga  de  emissões  entre  a  fonte
geradora e a chaminé ou duto.
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          Art. 5º As substâncias odoríferas emitidas pelas fontes listadas a seguir devem ser incineradas em
pós­queimadores, operando a temperatura mínima de 800ºC (oitocentos graus Celsius), com tempo de
residência  mínima  de  0,5  (cinco  décimos)  segundos,  ou  tratadas  por  outro  sistema  de  controle  de
poluentes, de eficiência igual ou superior.

          I ­ torrefação e resfriamento de café, amendoim, castanha de caju, cevada, e outros;

          II ­ autoclaves e digestores utilizados em aproveitamento de matéria prima;

          III ­ estufas de secagem ou cura para peças pintadas, envernizadas ou litografadas;

          IV ­ oxidação de asfalto;

          V ­ defumação de carnes ou similares;

          VI ­ fontes de sulfeto de hidrogênio e mercaptanas;

          VII ­ regeneração de borracha.

                    §1º  Quando  a  fonte  emissora  se  localizar  em  área  cujo  uso  preponderante  for  residencial  ou
comercial, o pós­queimador deve utilizar gás como combustível auxiliar.

          §2º Para efeito de fiscalização, o pós­queimador deve ser dotado de indicador de temperatura da
câmara de combustão, instalado em local de fácil visualização.

                    Art.  6º  Para  emissões  de  substâncias  no  estado  sólido,  líquido  ou  gasoso  decorrentes  do
armazenamento,  transporte  e  manuseio  provenientes  de  fonte  desprovida  de  chaminé  ou  duto  para
direcionar  ou  controlar  o  fluxo,  devem  ser  adotados  procedimentos  que  eliminem  ou  atenuem  a
dispersão.

          Art. 7º O descumprimento do disposto nesta Deliberação Normativa sujeita o infrator às sanções
previstas na legislação.

          Art. 8º Ficam revogadas a Deliberação Normativa Copam nº 11, de 16 de dezembro de 1986, a
Deliberação Normativa Copam nº 49, de 28 de setembro de 2001, e demais disposições contrárias.

          Art. 9º Esta Deliberação Normativa entra em vigor na data de sua publicação.

          Belo Horizonte, 19 de Setembro de 2013.

ADRIANO MAGALHÃES CHAVES.

Secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e Presidente do Conselho
Estadual de Política Ambiental.

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RELAÇÃO DOS ANEXOS DA DELIBERAÇÃO NORMATIVA COPAM Nº 187/2013

Condições e LME para poluentes atmosféricos para fontes fixas

Processos de geração de calor a partir da combustão externa de:

I­A ­ óleo combustível;

Anexo I I­B ­ gás natural;

I­C ­ biomassa de cana­de­açúcar ou de beneficiamento de cereais;

I­D ­ derivados de madeira.

Turbinas geradoras de energia elétrica movidas a gás natural ou a combustíveis
Anexo II
líquidos, em ciclo simples ou combinado.

Anexo III Refinarias de petróleo.

Anexo IV Indústrias de celulose.

Anexo V Processos de fusão secundária de chumbo.

Anexo VI Indústrias de alumínio primário.

Anexo VII Fornos de fusão de vidro.

Anexo VIII Indústrias de cimento.

Anexo IX Indústrias de fertilizantes ou ácido fosfórico.

Anexo X Indústrias de ácido sulfúrico e de ácido nítrico.

Indústrias siderúrgicas integradas, semi­integradas e usinas de pelotização de
Anexo XI
minério de ferro.

Anexo XII Indústrias siderúrgicas não integradas (fabricação de ferro gusa).

Anexo XIII Indústrias de ferroligas, silício metálico, carbureto de cálcio, ligas Ca­Si e outras
ligas à base de silício.

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Anexo XIV Indústrias de cal.

Anexo XV Usinas de asfalto a quente.

Anexo XVI Indústrias de cerâmica vermelha.

Condições e limites máximos de emissão para fontes não expressamente
Anexo XVII
listadas nos demais anexos desta Deliberação Normativa

Diretrizes gerais para verificação do atendimento às condições e limites
Anexo XVIII
máximos de emissão e para elaboração dos respectivos relatórios.

ANEXO I

Condições  e  limites  máximos  de  emissão  para  processos  de  geração  de  calor  a  partir  da  combustão
externa de:

                    I­A – óleo combustível

                    I­B – gás natural

                    I­C – biomassa de cana­de­açúcar ou

 de beneficiamento de cereais

                    I­D – derivados de madeira

Para aplicação dos Anexos I­A, I­B, I­C e I­D devem ser consideradas as definições e diretrizes a seguir.

          DEFINIÇÕES

a) Processo de geração de calor por combustão externa: processo em que a queima do combustível é
realizada em forno ou caldeira e os produtos da combustão não entram em contato direto com o material
ou produto que está sendo processado.

b) Capacidade nominal do gerador de calor: também referida como potência térmica nominal, expressa
em  MW,  é  a  quantidade  máxima  de  calor  que  o  gerador  pode  disponibilizar  por  unidade  de  tempo
quando operado na capacidade máxima para a qual foi projetado. É calculada multiplicando­se o poder
calorífico  inferior  do  combustível  utilizado  pela  quantidade  máxima  de  combustível  que  o  gerador  de
calor pode queimar por unidade de tempo.

          DIRETRIZES

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1)  As  diretrizes  para  coleta  e  análise  estão  especificadas  no  Anexo  XVIII  –  Diretrizes  gerais  para
verificação  do  atendimento  às  condições  e  limites  máximos  de  emissão  e  para  elaboração  dos
respectivos relatórios.

2) A freqüência das amostragens será especificada no programa de automonitoramento.

3)  Ficam  estabelecidas  as  condições  e  limites  máximos  de  emissão  para  poluentes  atmosféricos
provenientes de equipamentos geradores de calor, conforme Tabelas I­A, I­B, I­C e I­D a seguir.

4)  Nas  Tabelas  I­A  até  I­D,  para  geradores  de  calor  com  potência  térmica  nominal  até  10  MW,  o
monitoramento  de  rotina  abrange  apenas  o  poluente  CO,  podendo  o  órgão  ambiental  licenciador
determinar a qualquer tempo, mediante fundamentação, que sejam monitorados os poluentes MP, NOx
ou  SOx,  caso  haja  indícios  de  que  as  emissões  estejam  afetando  o  bem  estar  da  comunidade  ou  a
qualidade do ar no entorno do empreendimento.

5)  Para  os  empreendimentos  que  na  data  de  publicação  desta  Deliberação  Normativa  possuam
geradores  de  calor  que  queimam  derivados  de  madeira  e  que  tenham  sido  comprovadamente
enquadrados no processo de licenciamento como geradores de calor a biomassa, até então sujeitos ao
LME  de  600  mg/Nm3  para  material  particulado,  o  órgão  ambiental  licenciador  deverá,  quando  da
revalidação do Certificado de Regularização Ambiental, estabelecer novo LME, mais restritivo, de forma
a alinhar­se o máximo possível com o valor de 200 mg/Nm3.

TABELA I­A

Condições e LME para processos de geração de calor a partir da combustão externa óleo
combustível

CONDIÇÕES E LME

(mg/Nm3,  base  seca;  teor  de


POTÊNCIA
O2 conforme indicado)
TÉRMICA
PRAZO PARA ATENDIMENTO NOMINAL
MP NOx SOx CO
(P)
(8%  de
O2) (3% de O2)

Geradores de calor existentes (1): P < 10 MW 100 1.600 2.700 80


NOx, SOx e CO ­ até 26/12/2016;

MP  ­  LME  de  100  mg/Nm3  está  em  vigor  desde


10 MW  P  70
10/01/1987,  conforme  DN  COPAM  nº.11,  de 100 1.000 2.700 NA
MW
16/12/1986

Geradores de calor novos (2):
P  70 MW 100 1.000 1.800 NA
a partir da entrada em operação.

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(1)  geradores  de  calor  cujo  início  de  instalação  tenha  ocorrido  antes  de  2  de  janeiro  de  2007,  quando  entrou  em  vigor  a
Resolução  CONAMA  nº  382,  de  26  de  dezembro  de  2006,  bem  como  aqueles  cuja  LI  deferida  tenha  sido  requerida
anteriormente àquela data.

(2)  geradores  de  calor  cujo  início  de  instalação  tenha  ocorrido  a  partir  de  2  de  janeiro  de  2007,  quando  entrou  em  vigor  a
Resolução CONAMA nº 382, de 26 de dezembro de 2006, excluídos aqueles cuja LI deferida tenha sido requerida anteriormente
àquela data.

MP = material particulado = materiais no estado sólido ou líquido, em mistura gasosa, que assim se mantêm na temperatura do
meio filtrante, estabelecida pelo método adotado.

NOX  =  óxidos  de  nitrogênio  =  refere­se  à  soma  das  concentrações  de  monóxido  de  nitrogênio  (NO)  e  dióxido  de  nitrogênio
(NO2), expressa como NO2.

SOX  =  óxidos  de  enxofre  =  refere­se  à  soma  das  concentrações  de  dióxido  de  enxofre  (SO2)  e  trióxido  de  enxofre  (SO3),
expressa como SO2.

NA = não aplicável.

TABELA I­B

Condições e LME para processos de geração de calor a partir da combustão externa de gás
natural

CONDIÇÕES E LME

(mg/Nm3,  base  seca,  a  3%  de


POTÊNCIA  TÉRMICA  NOMINAL
PRAZO PARA ATENDIMENTO O2)
(P)

NOx CO

P  10 MW NA 80
Geradores  de  calor  existentes
(1):
10 MW  P  70 MW 400 NA
NOx e CO ­ até 26/12/2018.
P  70 MW 320 NA

Geradores de calor novos (2): P  70 MW 320 NA

a  partir  da  entrada  em


operação. P  70 MW 200 NA

(1)  geradores  de  calor  cujo  início  de  instalação  tenha  ocorrido  antes  de  2  de  janeiro  de  2007,  quando  entrou  em  vigor  a
Resolução  CONAMA  nº  382,  de  26  de  dezembro  de  2006,  bem  como  aqueles  cuja  LI  deferida  tenha  sido  requerida
anteriormente àquela data.

(2)  geradores  de  calor  cujo  início  de  instalação  tenha  ocorrido  a  partir  de  2  de  janeiro  de  2007,  quando  entrou  em  vigor  a
Resolução CONAMA nº 382, de 26 de dezembro de 2006, excluídos aqueles cuja LI deferida tenha sido requerida anteriormente
àquela data.

NOX  =  óxidos  de  nitrogênio  =  refere­se  à  soma  das  concentrações  de  monóxido  de  nitrogênio  (NO)  e  dióxido  de  nitrogênio
(NO2), expressa como NO2.
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NA = não aplicável.

TABELA I­C

Condições e LME para processos de geração de calor a partir da combustão externa de biomassa
de cana­de­açúcar ou de beneficiamento de cereais

CONDIÇÕES E LME

(mg/Nm3,  base  seca,  a  8%  de


POTÊNCIA  TÉRMICA  NOMINAL
PRAZO PARA ATENDIMENTO O2)
(P)

MP (3) NOx CO

P  0,05 MW 520 NA 6.500

 0,05 MW  P  0,15 MW 520 NA 3.250

0,15 MW  P  1,0 MW 520 NA 1.700


Geradores  de  calor  existentes
(1):
    1,0 MW  P  10,0 MW 520 NA 1.300
MP,  NOx  e  CO  ­  até
26/12/2016.
 10 MW  P 50 MW 520 NA NA

     50 MW  P  100 MW 450 350 NA

                    P  100 MW 390 350 NA

Geradores de calor novos (2): P  0,05 MW 280 NA 6.500

a  partir  da  entrada  em


operação.  0,05 MW  P  0,15 MW 280 NA 3.250

0,15 MW  P  1,0 MW 280 NA 1.700

    1,0 MW  P < 10,0 MW 280 NA 1.300

  10 MW  P  75 MW 230 350 NA

http://www.siam.mg.gov.br/sla/download.pdf?idNorma=29875 8/77
03/05/2017 Deliberação Normativa COPAM nº 11, de16 de dezembro de 1986

P  75 MW 200 350 NA

(1)  geradores  de  calor  cujo  início  de  instalação  tenha  ocorrido  antes  de  2  de  janeiro  de  2007,  quando  entrou  em  vigor  a
Resolução  CONAMA  nº  382,  de  26  de  dezembro  de  2006,  bem  como  aqueles  cuja  LI  deferida  tenha  sido  requerida
anteriormente àquela data.

(2)  geradores  de  calor  cujo  início  de  instalação  tenha  ocorrido  a  partir  de  2  de  janeiro  de  2007,  quando  entrou  em  vigor  a
Resolução CONAMA nº 382, de 26 de dezembro de 2006, excluídos aqueles cuja LI deferida tenha sido requerida anteriormente
àquela data.

(3) para gerador de calor que queima misturas de biomassa e derivados de madeira o LME para MP será estabelecido quando
da regularização ambiental, inclusive a revalidação.

MP = material particulado = materiais no estado sólido ou líquido, em mistura gasosa, que assim se mantêm na temperatura do
meio filtrante, estabelecida pelo método adotado.

NOX  =  óxidos  de  nitrogênio  =  refere­se  à  soma  das  concentrações  de  monóxido  de  nitrogênio  (NO)  e  dióxido  de  nitrogênio
(NO2), expressa como NO2.

NA = não aplicável.

TABELA I­D

Condições e LME para processos de geração de calor a partir da combustão externa de derivados
de madeira

(lenha, cavaco, serragem, pó de lixamento, casca de madeira, aglomerado, compensado e
assemelhados, desde que não tenham sido tratados com produtos halogenados, revestidos com
produtos polimerizados, com tintas ou outros revestimentos)

CONDIÇÕES  E
LME

POTÊNCIA (mg/Nm3,  base


PRAZO PARA ATENDIMENTO TÉRMICA seca, a 8% de O2)
NOMINAL (P)

MP
NOx CO
(3)

Geradores de calor existentes (1): P  0,5 MW 200 NA 7.800

NOx e CO ­ até 26/12/2016;
0,5  MW    P    2
MP­  P    70MW,  LME  de  200  mg/Nm3  em  vigor  desde MW 200 NA 3.900
10/01/1987, conforme DN COPAM nº.11, de 16/12/1986.

     2 MW  P  10 200 NA 3.250


MW

          10  MW    P   200 650 NA


50,0 MW

http://www.siam.mg.gov.br/sla/download.pdf?idNorma=29875 9/77
03/05/2017 Deliberação Normativa COPAM nº 11, de16 de dezembro de 1986

P  50 MW 200 650 NA

  P  0,05 MW 200 NA 6.500

  0,05  MW    P  
200 NA 3.250
0,15 MW

0,15 MW  P  1,0 200 NA 1.700


MW

Geradores de calor novos: (2)
      1,0  MW    P  < 200 NA 1.300
a partir da entrada em operação. 10,0 MW

    10  MW    P    30 200 650 NA


MW

    30  MW    P    70
200 650 NA
MW

P  70 MW 130 650 NA

(1)  geradores  de  calor  cujo  início  de  instalação  tenha  ocorrido  antes  de  2  de  janeiro  de  2007,  quando  entrou  em  vigor  a
Resolução  CONAMA  nº  382,  de  26  de  dezembro  de  2006,  bem  como  aqueles  cuja  LI  deferida  tenha  sido  requerida
anteriormente àquela data.

(2)  geradores  de  calor  cujo  início  de  instalação  tenha  ocorrido  a  partir  de  2  de  janeiro  de  2007,  quando  entrou  em  vigor  a
Resolução CONAMA nº 382, de 26 de dezembro de 2006, excluídos aqueles cuja LI deferida tenha sido requerida anteriormente
àquela data.

(3) para o empreendimento que na data de publicação desta Deliberação Normativa possua gerador de calor enquadrado como
existente,  que  queima  derivados  de  madeira,  o  qual  tenha  sido  comprovadamente  considerado  em  processo  de  regularização
ambiental  ocorrido  antes  de  26  de  dezembro  de  2011,  como  gerador  de  calor  a  biomassa,  até  então  sujeito  ao  LME  de  600
mg/Nm3  para  MP,  o  órgão  ambiental  licenciador  deverá,  quando  da  revalidação  do  Certificado  de  Regularização  Ambiental,
estabelecer novo limite, mais restritivo, de forma a alinhar as emissões de MP o máximo possível com o valor de 200 mg/Nm3
ou de 130 mg/Nm3, conforme a potencia térmica nominal da fonte.

MP = material particulado = materiais no estado sólido ou líquido, em mistura gasosa, que assim se mantêm na temperatura do
meio filtrante, estabelecida pelo método adotado.

NOX  =  óxidos  de  nitrogênio  =  refere­se  à  soma  das  concentrações  de  monóxido  de  nitrogênio  (NO)  e  dióxido  de  nitrogênio
(NO2), expressa como NO2.

NA = não aplicável.

ANEXO II

http://www.siam.mg.gov.br/sla/download.pdf?idNorma=29875 10/77
03/05/2017 Deliberação Normativa COPAM nº 11, de16 de dezembro de 1986

Condições  e  limites  máximos  de  emissão  para  turbinas  geradoras  de  energia  elétrica  movidas  a  gás
natural ou a combustíveis líquidos, em ciclo simples ou combinado

Para aplicação deste Anexo devem ser consideradas as definições e diretrizes a seguir.

          DEFINIÇÕES

a)  Turbina  para  geração  de  energia  elétrica:  equipamento  que  converte  parte  da  energia  contida  no
combustível em energia mecânica por meio da rotação axial de um eixo o qual, por sua vez, aciona um
gerador elétrico.

b) Soma das potências elétricas das turbinas existentes em um empreendimento: soma das capacidades
de  geração  de  cada  máquina  necessária  para  atender  as  condições  típicas  de  operação  dos  sistemas
elétricos por elas alimentado, sem considerar eventuais redundâncias instaladas.

          DIRETRIZES

1) Caso as condições típicas de operação de uma dada turbina implique geração abaixo de 70% de sua
potencia nominal, as emissões devem atender no mínimo aos limites especificados pelo fabricante para
esta condição, fato este que deverá ser explicitado e justificado no relatório de automonitoramento.

2)  As  condições  e  limites  máximos  de  emissão  estabelecidos  para  turbinas  movidas  a  combustível
líquido também se aplicam a turbinas movidas a gás natural quando estas utilizarem combustível líquido
em situações emergenciais ou em caso de desabastecimento.

3)  As  diretrizes  para  coleta  e  análise  estão  especificadas  no  Anexo  XVIII  –  Diretrizes  gerais  para
verificação  do  atendimento  às  condições  e  limites  máximos  de  emissão  e  para  elaboração  dos
respectivos relatórios.

4) A freqüência das amostragens será especificada no programa de automonitoramento.

5)  Ficam  estabelecidas  as  condições  e  limites  máximos  de  emissão  para  poluentes  atmosféricos
provenientes  de  turbinas  destinadas  à  geração  de  energia  elétrica,  movidas  a  gás  natural  ou  a
combustíveis líquidos, em ciclo simples ou combinado, conforme Tabela II a seguir.

TABELA II

Condições e LME para turbinas geradoras de energia elétrica movidas a gás natural ou a
combustíveis líquidos, em ciclo simples ou combinado

http://www.siam.mg.gov.br/sla/download.pdf?idNorma=29875 11/77
03/05/2017 Deliberação Normativa COPAM nº 11, de16 de dezembro de 1986

CONDIÇÕES  E
LME

PRAZO  PARA TIPO  DE (mg/Nm3,  base


POTÊNCIA NOMINAL (P)
ATENDIMENTO COMBUSTÍVEL seca, a 15% de O2)

NOx CO SOx MP

Gás natural 50 65 NA NA

Turbinas com P  100 MW.
Turbinas existentes: (1) Combustível
135 NA 200 50
líquido
em  vigor  desde
26/12/2011,  conforme
Resolução  CONAMA  nº Gás natural 90 65 NA NA
436, de 22/12/2011. Turbinas  com  P    100  MW
instaladas  em  empreendimento
onde a soma das potências seja
Combustível
 100 MW.(3) líquido
135 NA 200 50

Turbinas com P  100 MW
Gás natural 50 65 NA NA
Turbinas novas: (2) ou

a  partir  da  entrada  em Turbinas  com  P    100  MW


operação. instaladas  em  empreendimento Combustível
onde a soma das potências seja líquido 135 NA 200 50
 100 MW.(3)

(1) turbina cujo início de instalação tenha ocorrido antes de 2 de janeiro de 2007, quando entrou em vigor a Resolução CONAMA
nº 382/2006, bem como aquelas cuja LI deferida tenha sido requerida anteriormente àquela data.

(2)  turbina  cujo  início  de  instalação  tenha  ocorrido  a  partir  de  2  de  janeiro  de  2007,  quando  entrou  em  vigor  a  Resolução
CONAMA nº 382/2006, excluídas aquelas cuja LI deferida tenha sido requerida anteriormente àquela data.

(3) no caso de turbinas com potências nominais (P)  100 MW, instaladas em empreendimento onde a soma das potências seja
  100  MW,  as  condições  e  LME  serão  estabelecidos  pelo  órgão  ambiental  licenciador,  quando  da  regularização  ambiental,
inclusive a revalidação.

MP = material particulado = materiais no estado sólido ou líquido, em mistura gasosa, que assim se mantêm na temperatura do
meio filtrante, estabelecida pelo método adotado.

NOX  =  óxidos  de  nitrogênio  =  refere­se  à  soma  das  concentrações  de  monóxido  de  nitrogênio  (NO)  e  dióxido  de  nitrogênio
(NO2), expressa como NO2.

SOX  =  óxidos  de  enxofre  =  refere­se  à  soma  das  concentrações  de  dióxido  de  enxofre  (SO2)  e  trióxido  de  enxofre  (SO3),
expressa como SO2.

NA = não aplicável.

ANEXO III

http://www.siam.mg.gov.br/sla/download.pdf?idNorma=29875 12/77
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          Condições e limites máximos de emissão para poluentes atmosféricos provenientes de refinarias
de petróleo

Para aplicação deste Anexo devem ser consideradas as definições e diretrizes a seguir.

          DEFINIÇÕES

a) Gás de refinaria: corrente de gás combustível gerada em processos de refino de petróleo usada como
combustível em fornos e caldeiras.

b)  Unidade  de  águas  ácidas:  unidade  de  tratamento  de  águas  residuais  de  processo  de  refino,  cujo
objetivo é a remoção de sulfetos e amônia.

c) Conversor de amônia: equipamento de combustão que trata a corrente de gás amoniacal oriunda da
unidade de tratamento de águas ácidas, convertendo a amônia a nitrogênio.

d) Unidade de recuperação de enxofre (URE): unidade cujo objetivo é tratar correntes de gases ácidos
residuais  de  processos  de  refino,  convertendo  compostos  sulfurados  presentes  nestas  correntes  em
enxofre.

e) Unidade de craqueamento catalítico fluido (UFCC): unidade de processo de refino que usando calor,
pressão e catalisadores converte correntes de hidrocarbonetos maiores em hidrocarbonetos menores e
mais leves.

          DIRETRIZES

1)  As  diretrizes  para  coleta  e  análise  estão  especificadas  no  Anexo  XVIII  –  Diretrizes  gerais  para
verificação  do  atendimento  às  condições  e  limites  máximos  de  emissão  e  para  elaboração  dos
respectivos relatórios.

2) A frequência das amostragens será especificada no programa de automonitoramento.

3) O projeto de URE enquadrada como nova deve garantir, durante todo o seu ciclo de vida, eficiência
de recuperação de enxofre de 96% ou superior. A verificação do atendimento a eficiência estabelecida é
feita por meio do controle da taxa de emissão de enxofre, utilizando­se a seguinte fórmula:

TE de SOx = 2SP x [(100 – Ef) / Ef]     onde:

TE = taxa de emissão de SOx permitida para a URE, em t/dia;

SP = taxa de produção de enxofre da URE, em t/dia;

Ef = eficiência mínima de recuperação de enxofre da URE (96, ou superior);

http://www.siam.mg.gov.br/sla/download.pdf?idNorma=29875 13/77
03/05/2017 Deliberação Normativa COPAM nº 11, de16 de dezembro de 1986

2 = fator de conversão de S para SO2.obtido de [peso molecular de SO2 / peso molecular de S];

4) A unidade de águas ácidas que contém duas torres de esgotamento e que esteja enquadrada como
existente, deverá ser adaptada para enviar pelo menos 90% da carga de entrada do H2S para a URE
até 26/12/2020.

5)  O  projeto  de  unidade  de  águas  ácidas  que  contem  duas  torres  de  esgotamento  e  que  esteja
enquadrada  como  nova  deve  assegurar  que  pelo  menos  90%  do  H2S  que  entra  na  unidade  seja
esgotado na primeira torre de esgotamento e seja enviado para a URE.

6)  Para  o  conversor  de  amônia,  o  LME  de  SOx,  expresso  como  taxa  de  emissão,  será  definido  pelo
órgão  ambiental  licenciador  considerando  as  diretrizes  4  e  5  e  tendo  como  base  a  carga  de  H2S
remanescente da unidade de águas ácidas que alimenta o conversor.

7)  Instalações  de  combustão  mista,  ou  seja,  que  utilizam  simultaneamente  dois  ou  mais  combustíveis,
devem ter limites de emissão diferenciados, obtidos a partir da média ponderada dos limites máximos de
emissão em relação às potências térmicas, calculados com base na seguinte fórmula:

LEt = ∑1,n (LE x C x PCI) /(∑1,n (C x PCI)]

sendo:

LEt = limite de emissão para a instalação mista;

LE = limite de emissão cada combustível utilizado;

C = consumo de cada combustível utilizado;

PCI = poder calorífico inferior de cada combustível utilizado.

n = número de combustíveis utilizados na instalação.

8)  Ficam  estabelecidas  as  condições  e  limites  máximos  de  emissão  para  poluentes  atmosféricos
provenientes de fontes fixas pontuais típicas de refinarias de petróleo, conforme Tabela III a seguir.

Tabela III

Condições e LME para poluentes atmosféricos provenientes de fontes existentes (1) e fontes
novas (2) de refinarias de petróleo

http://www.siam.mg.gov.br/sla/download.pdf?idNorma=29875 14/77
03/05/2017 Deliberação Normativa COPAM nº 11, de16 de dezembro de 1986

CONDIÇÕES E LME

(mg/Nm3,  base  seca,  a  3%  de  O2,


FONTE  / exceto  onde  indicado  percentual
PRAZO  PARA  ATENDIMENTO
CARACTERÍSTICAS  DA diferente  ou  onde  o  LME  for  expresso
(3)
FONTE como taxa de emissão)

NOx

POTÊNCIA MP SOx
TÉRMICA Fonte Fonte
NOMINAL existente nova
MP  ­  em  vigor  desde (P)
26/12/2011,  conforme
Forno  ou
Resolução CONAMA nº 436, de
caldeira P  10 MW 125 NA 320 70
22/12/2011.
queimando
gás  de
NOX ­ até 26/12/2018.
refinaria
10 MW  P
100 400 320 70
SOX ­ até 26/12/2021.  70 MW

P  70 MW 50 320 200 70

MP ­ até 26/12/2019.
Unidade de craqueamento 75 (4)
NOX ­ até 26/12/2021. catalítico fluido (UFCC)
(a  8% 600 1.000
SOX  ­  em  vigor  desde
(recuperador  de  gases  do de
26/12/2011,  conforme
regenerador) O2)
Resolução CONAMA nº 436, de
22/12/2011.

NOX  e  destr.NH3  ­  em  vigor


desde  26/12/2011,  conforme
Resolução CONAMA nº 436, de Conversor  de  amônia  a 720
22/12/2011. nitrogênio  operando  com NA (5)
destr.NH3  98% (a 1% de O2)
SOX  ­  até  26/12/2020,
conforme diretriz 6.

Unidade  recuperadora  de Taxa  de


recuper.S­ até 26/12/2019. enxofre  (URE)  operando NA NA emissão  de
com recuper.S  96% SOx (6)

(1) fontes cujo início de instalação tenha ocorrido antes de 2 de janeiro de 2007, quando entrou em vigor a Resolução CONAMA
nº 382, de 26 de dezembro de 2006, bem como aquelas cuja LI deferida tenha sido requerida anteriormente àquela data.

http://www.siam.mg.gov.br/sla/download.pdf?idNorma=29875 15/77
03/05/2017 Deliberação Normativa COPAM nº 11, de16 de dezembro de 1986
(2)  fontes  cujo  início  de  instalação  tenha  ocorrido  a  partir  de  2  de  janeiro  de  2007,  quando  entrou  em  vigor  a  Resolução
CONAMA  nº  382,  de  26  de  dezembro  de  2006,  excluídas  aquelas  cuja  LI  deferida  tenha  sido  requerida  anteriormente  àquela
data.

(3) prazo para atendimento somente para fontes existentes; para fontes novas os LME aplicam­se a partir do início de operação.

(4) não sendo contabilizada a massa de sulfato para fins de cálculo da concentração de MP.

(5) taxa de emissão de SOx para o conversor de NH3 diretriz 6.

(6) taxa de emissão de SOx para a URE, conforme, conforme fórmula da diretriz 3.

destr.NH3 = eficiência de destruição de amônia.

recuper. de S = eficiência de recuperação de enxofre.

MP = material particulado = materiais no estado sólido ou líquido, em mistura gasosa, que assim se mantêm na temperatura do
meio filtrante, estabelecida pelo método adotado.

NOX  =  óxidos  de  nitrogênio  =  refere­se  à  soma  das  concentrações  de  monóxido  de  nitrogênio  (NO)  e  dióxido  de  nitrogênio
(NO2), expressa como NO2.

SOX  =  óxidos  de  enxofre  =refere­se  à  soma  das  concentrações  de  dióxido  de  enxofre  (SO2)  e  trióxido  de  enxofre  (SO3),
expressa como SO2.

NA = não se aplica.

ANEXO IV

          Condições e limites máximos de emissão para poluentes atmosféricos provenientes de indústrias
de celulose

          Para aplicação deste Anexo devem ser consideradas as definições e diretrizes a seguir.

         

          DEFINIÇÕES

a)  Caldeira  de  recuperação  de  baixo  odor:  caldeira  de  recuperação  que  não  utiliza  um  evaporador  de
contato direto e na qual não há exposição significativa do licor preto ao fluxo de gás e, portanto, mantém
as emissões de enxofre reduzido total (ERT) em níveis baixos.

b)  Caldeira  de  recuperação:  caldeira  aquatubular  que  utiliza  como  combustível  principal  o  licor  preto
concentrado ou outro licor químico consumido na polpação da madeira.

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c) Forno de cal: equipamento usado para produzir óxido de cálcio (cal) pela calcinação da lama de cal ou
outra forma de carbonato de cálcio.

d) Licor branco fraco: solução resultante da lavagem da lama de cal com água ou condensado.

e) Licor preto concentrado: produto da concentração do licor preto fraco.

f) Licor preto fraco, licor negro fraco ou lixívia: denominação geral do licor de saída do digestor, contendo
substâncias orgânicas da madeira e outras substâncias inorgânicas reativas agregadas no digestor.

g)  Licor  verde:  solução  resultante  da  dissolução  do  fundido  da  caldeira  de  recuperação  com  o  licor
branco fraco.

h) Tanque de dissolução de fundido: tanque no qual o fundido da fornalha da caldeira de recuperação é
dissolvido em licor branco fraco para formar licor verde.

          DIRETRIZES

1) Até 26/12/2016 os gases não condensáveis, concentrados e diluídos (GNCC e GNCD), gerados nos
equipamentos  e  unidades  de  processo  existentes  em  plantas  de  celulose,  deverão  ser  captados  e
encaminhados  ao  forno  de  cal,  caldeira  de  recuperação  ou  outro  equipamento  de  processo  ou  de
tratamento  de  emissões  para  os  quais  haja  LME  para  os  poluentes  mencionados  neste  Anexo.  Para
equipamentos e unidades novas esta exigência aplica­se a partir do início de operação.

2)  As  diretrizes  para  coleta  e  análise  estão  especificadas  no  Anexo  XVIII  –  Diretrizes  gerais  para
verificação  do  atendimento  às  condições  e  limites  máximos  de  emissão  e  para  elaboração  dos
respectivos relatórios.

3) A freqüência das amostragens será especificada no programa de automonitoramento.

4)  Ficam  estabelecidas  as  condições  e  limites  máximos  de  emissão  para  poluentes  atmosféricos
provenientes de fontes fixas pontuais típicas de indústrias de celulose, conforme Tabela IV a seguir.

TABELA IV

Condições e LME para efluentes atmosféricos provenientes de indústrias de celulose

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CONDIÇÕES E LME

PRAZO PARA ATENDIMENTO FONTE (mg/Nm3,  base  seca,  a  8%


de O2, exceto onde indicado
fator de emissão)

CAPACIDADE
NOMINAL
MP ERT SOx NOx
(t SS/dia)
Fontes existentes (1): Caldeira  de
recuperação
≤  2.000  t
MP­  em  caldeiras  de  recuperação   (3) SS/dia
200 15 100 470
2.000  tSS/dia  e  em  fornos  de  cal,  a
partir  da  publicação  desta  Deliberação
Normativa.
>  2.000  t
150 15 100 470
SS/dia
MP­ nas demais fontes, até 26/12/2016.

ERT, SOx e NOx ­ até 26/12/2016.
0,5 0,08
Tanque de dissolução (3) NA NA
kg/tSS kg/tSS

Forno de cal (3) 150 30 NA 470

Caldeira de recuperação (3) 100 15 100 470

Fontes novas (2):
0,1 0,008
Tanque de dissolução (3) NA NA
kg/tSS kg/tSS
a partir do início de operação.

Forno de cal (3) 100 30 NA 470

(1)  indústrias  ou  fontes  cujo  início  de  instalação  tenha  ocorrido  antes  de  2  de  janeiro  de  2007,  quando  entrou  em  vigor  a
Resolução CONAMA nº 382/2006, bem como aquelas cuja LI deferida tenha sido requerida anteriormente àquela data.

(2)  indústrias  ou  fontes  cujo  início  de  instalação  tenha  ocorrido  a  partir  de  2  de  janeiro  de  2007,  quando  entrou  em  vigor  a
Resolução CONAMA nº 382, de 26 de dezembro de 2006, excluídas aquelas cuja LI deferida tenha sido requerida anteriormente
àquela data.

(3) ver Diretriz nº 1.

t SS/dia = toneladas de sólidos secos por dia.

MP = material particulado = materiais no estado sólido ou líquido, em mistura gasosa, que assim se mantêm na temperatura do
meio filtrante, estabelecida pelo método adotado.

ERT  =  enxofre  reduzido  total  –  compostos  de  enxofre  reduzido,  medidos  como  um  todo,  referindo­se  principalmente  ao  gás
sulfídrico e às mercaptanas, expresso como SO2.

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SOX  =  óxidos  de  enxofre  =  refere­se  à  soma  das  concentrações  de  dióxido  de  enxofre  (SO2)  e  trióxido  de  enxofre  (SO3),
expressa como SO2.

NOX  =  óxidos  de  nitrogênio  =  refere­se  à  soma  das  concentrações  de  monóxido  de  nitrogênio  (NO)  e  dióxido  de  nitrogênio
(NO2), expressa como NO2.

NA = não aplicável.

ANEXO V

          Condições e limites máximos de emissão para poluentes atmosféricos provenientes de processos
de fusão secundária de chumbo

          Para aplicação deste Anexo devem ser consideradas as definições e diretrizes a seguir.

          DEFINIÇÕES

a) Banhos de chumbo: tratamento superficial de algum material com chumbo fundido.

b) Empastamento: aplicação da pasta nas grades de chumbo.

c) Enchimento de placas: enchimento das placas tubulares com óxidos de chumbo, para utilização em
baterias industriais.

d) Fusão secundária de chumbo: qualquer processo industrial que realize a fusão do chumbo a partir de
sucatas ou ligas de chumbo.

e)  Grades  para  baterias:  dispositivos  utilizados  na  montagem  de  baterias,  produzidos  a  partir  da
moldagem do chumbo fundido ou estampagem de placas de chumbo.

f)  Linha  de  montagem  de  baterias:  processo  de  montagem  de  blocos  de  placas,  solda  de  terminais,
fundição de pólos e pequenas peças.

g) Moinho de óxido: moinho utilizado para obtenção do óxido de chumbo, mediante cominuição e adição
de ar.

h)  Óxidos  de  chumbo:  monóxido  de  chumbo 


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19/77
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h)  Óxidos  de  chumbo:  monóxido  de  chumbo  ou  litargiro  (PbO)  e  tetróxido  de  chumbo  ou  chumbo
vermelho ou zarcão (Pb3O4).

i)  Preparo  da  massa:  mistura  do  óxido  de  chumbo  em  vaso  ou  reator  com  água  e  ácido  sulfúrico
produzindo a pasta utilizada nas grades de chumbo.

j) Produção de óxido de chumbo ou zarcão: processo no qual o chumbo é diretamente oxidado com o ar
ou com oxigênio puro.

k) Recuperação de chumbo: obtenção do chumbo metálico em fornos a partir de sucatas de chumbo.

l) Refino de chumbo: processo de acerto de liga com a finalidade de aumentar o teor de um determinado
elemento, geralmente antimônio, arsênio ou estanho, como componente de liga. O processo resume­se
na refusão do chumbo em fornos tipo cadinho ou panela e a adição do elemento desejado.

m) Sais de chumbo: chumbo combinado com alguma substância orgânica ou inorgânica.

n) Soldas de chumbo: soldas com chumbo ou ligas de chumbo.

o)  Sucatas  de  chumbo:  materiais  que  contenham  chumbo  em  quantidade  suficiente  para
reaproveitamento.

          DIRETRIZES

1)  As  diretrizes  para  coleta  e  análise  estão  especificadas  no  Anexo  XVIII  –  Diretrizes  gerais  para
verificação  do  atendimento  às  condições  e  limites  máximos  de  emissão  e  para  elaboração  dos
respectivos relatórios.

2) A freqüência das amostragens será especificada no programa de automonitoramento.

3) Quando os processos não forem contínuos, as amostragens devem ser feitas englobando as fases do
processo com maior emissão como, por exemplo, carregamento ou descarregamento dos fornos.

4)  As  emissões  secundárias  provenientes  das  operações  de  carregamento  e  vazamento  dos  fornos
devem  ser  captadas  e  encaminhadas  para  o  equipamento  de  controle  de  emissões  atmosféricas,  por

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meio  de  um  sistema  de  ventilação  local  exaustora,  incluindo­se  as  mesmas  como  emissões  da
recuperação de chumbo.

5) Para emissões oriundas de duas ou mais operações (exceto para a unidade de produção de óxidos
de  chumbo)  que  sejam  captadas  e  conduzidas  a  um  único  sistema  de  controle,  um  limite  máximo  de
emissão equivalente deve ser determinado pela seguinte equação:

Le = ∑1,n (Qn x. Ln) / ∑1,ni (Qn)

onde:

Le  =  limite  máximo  de  emissão  equivalente  para  chumbo  nos  gases  de  exaustão  totais  (em  mg/Nm3,
base seca);

L = LME para chumbo em cada corrente gasosa direcionada ao equipamento de controle (mg/Nm3, base
seca);

N = número total de correntes direcionadas ao equipamento de controle;

Q = vazão de cada efluente gasoso (base seca, condição normal de temperatura e pressão: pressão = 1
atm ou 1013 mBar ou 760 mmHg; temperatura = 0°C ou 273K) direcionado ao equipamento de controle.

6)  Deve  ser  realizado  monitoramento  periódico  de  chumbo,  com  metodologia  e  periodicidade
estabelecida pelo órgão ambiental licenciador:

6.1)  na  qualidade  do  ar  no  entorno  do  estabelecimento  onde  estão  as  fontes  emissoras,  sendo  que  a
contribuição das fontes de poluição do empreendimento não deverá ultrapassar 1,5 μg de Pb/m3 (média
aritmética trimestral), até que seja adotado padrão de qualidade.

6.2) na água superficial e em amostras superficiais de solo.

7)  Ficam  estabelecidas  as  condições  e  limites  máximos  de  emissão  para  poluentes  atmosféricos
provenientes fontes fixas pontuais típicas de fusão secundária de chumbo, conforme Tabela V a seguir.

TABELA V

Condições e LME para poluentes atmosféricos provenientes de processos de fusão secundária
de chumbo

CONDIÇÕES E LME

(mg/Nm3, base seca, exceto onde indicado o
PRAZO  PARA
FONTE fator de emissão)
ATENDIMENTO

MP SOx Pb

Fonte existente (1): Recuperação de chumbo 50 500 5,0

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MP,  SOx  e  Pb  ­  até


26/12/2013. Refino de chumbo NA NA 0,2

Fontes novas (2):
5,0
a  partir  do  início  de Produção  de  óxidos  de
operação. NA NA
chumbo mg/kg  de  Pb  alimentado  no
reator

Produção  de  grades  para


NA NA 0,4
baterias

Linha  de  produção  e


NA NA 1,0
montagem de baterias

Preparo da massa NA NA 1,0

Empastamento NA NA 1,0

Moinho de óxido NA NA 1,0

Enchimento de placas NA NA 1,0

Produção de sais de chumbo NA NA 1,0

Soldas de chumbo NA NA 1,0

Banhos de chumbo NA NA 0,2

(1)  indústrias  ou  fontes  cujo  início  de  instalação  tenha  ocorrido  antes  de  2  de  janeiro  de  2007,  quando  entrou  em  vigor  a
Resolução  CONAMA  nº  382,  de  26  de  dezembro  de  2006,  bem  como  aquelas  cuja  LI  deferida  tenha  sido  requerida
anteriormente àquela data.

(2)  indústrias  ou  fontes  cujo  início  de  instalação  tenha  ocorrido  a  partir  de  2  de  janeiro  de  2007,  quando  entrou  em  vigor  a
Resolução CONAMA nº 382, de 26 de dezembro de 2006, excluídas aquelas cuja LI deferida tenha sido requerida anteriormente
àquela data.

MP = material particulado = materiais no estado sólido ou líquido, em mistura gasosa, que assim se mantêm na temperatura do
meio filtrante, estabelecida pelo método adotado.

SOX  =  óxidos  de  enxofre=  refere­se  à  soma  das  concentrações  de  dióxido  de  enxofre  (SO2)  e  trióxido  de  enxofre  (SO3),
expressa como SO2.

NA = não aplicável.

ANEXO VI

http://www.siam.mg.gov.br/sla/download.pdf?idNorma=29875 22/77
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          Condições e limites máximos de emissão para poluentes atmosféricos provenientes de indústrias
de alumínio primário

Para aplicação deste Anexo devem ser consideradas as definições e diretrizes a seguir.

          DEFINIÇÕES

a) Condição típica de operação: condição na qual unidade opera na maioria das horas.

b)  Cuba:  forno  (ou  célula  eletrolítica)  para  obtenção  do  alumínio  primário,  por  meio  da  redução
eletrolítica da alumina diluída em um banho líquido de sais.

c)  Cuba  de  anodos  pré­cozidos:  cuba  que  utiliza  múltiplos  anodos  que  são  moldados  e  cozidos  em
outras instalações antes do seu consumo nas cubas.

d) Cuba de anodos soderberg: cuba que utiliza um único e contínuo anodo que é moldado e cozido in­
situ. Podem ser do tipo HSS ou VSS.

e) CWPB (center worked prebaked): cubas de anodos pré­cozidos, em que a alimentação de alumina é
feita pelo centro da cuba.

f) Emissões primárias: emissões que saem do sistema de controle primário.

g) Emissões secundárias: emissões fugitivas que não são capturadas pelo sistema de controle primário
e que são emitidas através do lanternim das salas de cubas.

h) Fábrica de pasta: unidade auxiliar onde é fabricada a pasta eletródica verde (não cozida), por meio de
moagem  de  coque  de  petróleo,  mistura  do  coque  moído  com  piche,  seguida  de  extrusão  da  mistura  e
resfriamento dos briquetes, que formarão o anodo da cuba eletrolítica.

i)  Forno  de  calcinação  de  hidrato:  equipamento  utilizado  para  eliminação  da  água  de  cristalização  do
hidrato  ­  Al(OH)3  ­  Al2O3.3H2O  e  produção  de  alumina  estável,  atingindo  temperaturas  da  ordem  de
1000 a 1350oC. Usam­se fornos calcinadores rotativos ou verticais, alimentados com óleo combustível
ou gás.

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j) Forno de cozimento de anodo: equipamento onde se aquece a mistura de coque de petróleo e piche,
compactada  na  forma  de  bloco  anódico,  para  promover  o  cozimento  do  anodo,  resultando  em  um
material com propriedades adequadas ao uso na cuba.

k)  Forno  de  refusão  ou  lingotamento:  forno  no  qual  ao  alumínio  líquido  são  adicionados  elementos  ou
ligas visando obtenção de ligas específicas de alumínio conforme sua futura utilização, podendo ocorrer
o tratamento do metal com compostos clorados.

l)  HSS  (horizontal  stud  soderberg):  cubas  de  pinos  horizontais  para  redução  de  alumina,  usando  o
processo  Soderberg  para  produção  de  alumínio  primário,  no  qual  a  corrente  elétrica  é  introduzida  no
anodo por barras de aço (pinos) inseridas na lateral de um anodo monolítico.

m)  Lanternim:  abertura  de  ventilação  no  topo,  ao  longo  da  extensão  da  sala  de  cubas,  por  onde
escapam as emissões não captadas pelo sistema de exaustão das cubas.

n) Linha de cubas: conjunto de uma ou mais salas de cubas, onde as cubas são conectadas em série,
formando um circuito elétrico.

o) Produção equivalente de alumínio: quantidade de alumínio produzido com 1 (uma) tonelada de anodo.
Poderá ser adotado o valor de 1,7 tonelada de alumínio por tonelada de anodo ou, a critério do órgão
ambiental licenciador, um valor mais restritivo. Esse fator deve ser utilizado para o cálculo das emissões
resultantes  do  forno  de  cozimento  de  anodos.  Para  o  caso  de  fábrica  de  anodo  independente  ou  com
produção além do consumo das linhas de redução associadas, esse fator deve ser utilizado na obtenção
do valor da emissão ponderada por tonelada de metal.

p)  Sala  de  cubas:  conjunto  de  células  eletrolíticas  (cubas  ou  fornos)  para  a  obtenção  do  alumínio
primário, instaladas em um mesmo edifício.

q) Sistema de controle primário: conjunto de equipamentos e dutos utilizados para capturar os gases e
as partículas diretamente das cubas de redução de alumina e os dispositivos de controle de emissões
utilizados para remover os poluentes antes da descarga dos gases para a atmosfera.

r) Tratamento do metal fundido: processo de desgaseificação e remoção de impurezas do metal fundido
por meio do borbulhamento de gás cloro ou da dissolução de pastilhas contendo compostos de clorados.

s) VSS (vertical stud soderberg): cubas de pinos verticais, para redução de alumina, usando o processo
Soderberg, para produção de alumínio primário, em que a corrente elétrica é introduzida no anodo por
barras de aço (pinos) inseridas no topo de um anodo monolítico.

          DIRETRIZES

http://www.siam.mg.gov.br/sla/download.pdf?idNorma=29875 24/77
03/05/2017 Deliberação Normativa COPAM nº 11, de16 de dezembro de 1986

1)  Ficam  estabelecidas  as  condições  e  limites  máximos  de  emissão  para  poluentes  atmosféricos
provenientes de lanternins e de fontes fixas pontuais típicas da indústria de alumínio primário, conforme
Tabela VI a seguir.

2)  As  diretrizes  para  coleta  e  análise  estão  especificadas  no  Anexo  XVIII  –  Diretrizes  gerais  para
verificação  do  atendimento  às  condições  e  limites  máximos  de  emissão  e  para  elaboração  dos
respectivos relatórios.

2.1) No caso de monitoramento de lanternins, por tratar­se de fonte linear, deverá ser adotado o método
USEPA  14  ou  14­A,  ou  outro  método  equivalente,  desde  que  previamente  acordado  com  o  órgão
ambiental licenciador.

3) A freqüência das amostragens será especificada no programa de automonitoramento.

TABELA VI

Condições e LME para poluentes atmosféricos provenientes de indústrias de alumínio primário

CONDIÇÕES E LME

(mg/Nm3,  base  seca,  exceto  onde  indicado


Prazo  Para Unidade  Ou FONTE  OU como fator de emissão)
Atendimento (1) Processo OPERAÇÃO

HCl Cloro
MP Fluoreto SOx NOx
(2) (2)

2,0
Forno  de
calcinação  de NA 30 5 850 NA
(kg/t
hidrato
Al2O3)
Até 26/12/2016 Fornos

Forno  de  refusão


100 NA 50 5 850 470
ou lingotamento

0,2
0,15
A  Partir  Da Forno  de
(kg/t
Entrada  Em Fornos cozimento  de (kg/t NA NA NA NA
equiv.
Vigor Desta Dn. anodos equiv.  de
de  Al)
Al) (3)
(3)

http://www.siam.mg.gov.br/sla/download.pdf?idNorma=29875 25/77
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Tratamento Desgaseificação  e
Até 26/12/2015 do  Metal remoção  de 100 NA 50 5 NA NA
Fundido impurezas

7,50 2,50
Sala de Fonte
Redução
Até 26/12/2021 cubas existente NA NA NA NA
Eletrolítica (kg/t  de (kg/t  de
(6) (4)
Al) Al)

4,80 1,10
A partir do início Sala de Fonte
Redução
de  operação  da cubas NA NA NA NA
Eletrolítica (kg/t  de (kg/t  de
fonte. (6) nova (5)
Al) Al)

Misturadores  e
50 NA NA NA NA NA
extrusoras

Moagem  primária
Fábrica  De 50 NA NA NA NA NA
Até 26/12/2016 do coque
Pasta

Moagem
secundária  do 50 NA NA NA NA NA
coque

A  partir  da
Fábrica  de
entrada  em Secador de coque 30 NA NA NA 60 NA
Pasta
vigor desta DN.

(1) aplicável apenas a fontes existentes; para fontes novas o atendimento aos LME aplica­se a partir do início de operação.

(2) aplicável somente nos casos em que forem usados compostos clorados no processo.

(3) ver definição de tonelada equivalente de alumínio na alínea “o”.

(4) unidade ou fonte cujo início de instalação tenha ocorrido antes de 2 de janeiro de 2007, quando entrou em vigor a Resolução
CONAMA  nº  382,  de  26  de  dezembro  de  2006,  bem  como  aquelas  cuja  LI  deferida  tenha  sido  requerida  anteriormente  àquela
data.

(5)  unidade  ou  fonte  cujo  início  de  instalação  tenha  ocorrido  a  partir  de  2  de  janeiro  de  2007,  quando  entrou  em  vigor  a
Resolução CONAMA nº 382, de 26 de dezembro de 2006, excluídas aquelas cuja LI deferida tenha sido requerida anteriormente
àquela data.

(6) soma das emissões da saída do sistema de controle primário e do lanternim.

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MP = material particulado = materiais no estado sólido ou líquido, em mistura gasosa, que assim se mantêm na temperatura do
meio filtrante, estabelecida pelo método adotado.

SOX  =  óxidos  de  enxofre  =  refere­se  à  soma  das  concentrações  de  dióxido  de  enxofre  (SO2)  e  trióxido  de  enxofre  (SO3),
expressa como SO2.

NOX  =  óxidos  de  nitrogênio  =  refere­se  à  soma  das  concentrações  de  monóxido  de  nitrogênio  (NO)  e  dióxido  de  nitrogênio
(NO2), expressa como NO2.

NA= não aplicável.

ANEXO VII

          Condições e limites máximos de emissão para poluentes atmosféricos provenientes de fornos de
fusão de vidro

Para aplicação deste Anexo devem ser consideradas as definições e diretrizes a seguir.

          DEFINIÇÕES

a) Composição do vidro fabricado: proporções em peso das diversas substâncias componentes do vidro,
podendo enquadrar­se na seguinte classificação tradicional:

a.1) receita borossilicato: origina produtos do tipo artigos de vidro soprados ou prensados. Apresenta a
seguinte proporção em peso: 60 a 80% de SiO2, 4 a 10% de R2O total (exemplo: Na2O, K2O), 5 a 35%
de óxidos de boro, e 0 a 13% de outros óxidos;

a.2)  receita  chumbo:  origina  produtos  do  tipo  artigos  de  vidro  soprados  ou  prensados.  Apresenta  a
seguinte proporção em peso: 50 a 60% de SiO2, 18 a 35% de óxidos de chumbo, 5 a 20% de R2O total
(exemplo: Na2O, K2O), 0 a 8% de R2O3 total (exemplo: Al2O3), 0 a 15% de RO total (exemplo: CaO,
MgO), que não inclui PbO e 5 a 10% de outros óxidos;

a.3)  receita  soda­cal:  origina  produtos  dos  tipos  recipientes  de  vidro,  tecido  de  fibra  de  vidro  e  outros
artigos de vidro, soprados ou prensados e vidro plano. Apresenta a seguinte proporção em peso: 60  a
75% de SiO2, 10 a 17% de R2O total (exemplo: Na2O, K2O), 8 a 20% de RO total (exemplo: CaO, MgO)
que não inclui PbO, 0 a 8% de R2O3 total (exemplo: Al2O3), e 1 a 5% de outros óxidos;

a.4)  outras  receitas:  originam  produtos  do  tipo  artigos  de  vidro,  soprados  ou  prensados,  incluindo
receitas de opal e fluoreto.

b)  Forno  de  fusão  de  vidro:  recipiente  refratário  no  qual  matérias  primas  são  carregadas,  fundidas  em
altas  temperaturas,  refinadas  e  condicionadas  para  produzir  vidro  fundido.  A  unidade  inclui  fundações,
superestrutura e paredes retentoras, sistemas de carregamento de matérias primas, trocadores de calor,
sistema de resfriamento, sistema de exaustão, alvenaria de refratário, equipamento de fornecimento de
combustível  e  reforço  elétrico  do  aquecimento,  sistemas  e  instrumentação  de  controle  integrado  e
instalações acessórias, para condicionar e distribuir o vidro fundido.

 
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c)  Manutenção  ou  reforma  a  quente  ou  a  frio  do  forno  de  fusão  de  vidro,  respectivamente  sem
paralisação  ou  com  paralisação  do  forno:  reparo  de  refratários  danificados;  modificação  ou  troca  de
queimadores; conserto de equipamentos de controle de emissões atmosféricas, incluindo a substituição
de dispositivos ou de partes dos mesmos e outros serviços mecânicos, eletro­eletrônicos e hidráulicos,
não incluindo aumento da capacidade produtiva.

d) Vidro de embalagem: garrafas para bebidas, potes para indústria alimentícia e frascos para produtos
cosméticos e farmacêuticos.

e)  Vidro  doméstico:  utensílios  de  mesa,  cozinha,  decoração  e  acessórios  (ex:  copos,  xícaras,  pratos,
tigelas, formas, panelas, vasos e ornamentos).

f) Vidros especiais técnicos: tubos de vidro para raios catódicos para televisão e monitores, lâmpadas e
tubos para iluminação, vidro ótico, vidraria para laboratório e dispositivos técnicos, vidros para indústria
eletrônica, e vidros de borosilicato e cerâmicos.

g)  Vidro  plano:  vidro  plano  flotado  (float)  e  impresso,  beneficiado  ou  não,  para  uso  nas  indústrias:
automotiva, de construção civil, de eletrodomésticos e moveleira.

h) Reconstrução do forno de fusão de vidro: substituição a frio, com a paralisação do forno e troca das
partes  danificadas  ou  desgastadas,  incluindo  substituição  dos  refratários  do  fundo,  paredes  laterais  e
teto do recipiente de fusão; substituição dos refratários no trocador de calor; e substituição das porções
refratárias  do  sistema  de  condicionamento  e  distribuição  do  vidro  fundido,  não  incluindo  aumento  da
capacidade produtiva.

          DIRETRIZES

1)  As  diretrizes  para  coleta  e  análise  estão  especificadas  no  Anexo  XVIII  –  Diretrizes  gerais  para
verificação  do  atendimento  às  condições  e  limites  máximos  de  emissão  e  para  elaboração  dos
respectivos relatórios.

2) A freqüência das amostragens será especificada no programa de automonitoramento.

3)  O  órgão  ambiental  licenciador  deverá  ser  comunicado,  com  pelo  menos  30  dias  de  antecedência,
sobre a manutenção preventiva dos sistemas de controle de poluição do ar implantados nos fornos de
fusão de vidro, devendo o empreendedor explicitar no documento pertinente o cronograma previsto e a
solicitação a que se refere o item a seguir.

4) Durante a manutenção preventiva dos sistemas de controle de poluição do ar implantados nos fornos
de  fusão  de  vidro,  cuja  duração  não  deverá  exceder  10  dias,  não  será  obrigatório  o  atendimento  aos
limites  máximos  estabelecidos  desde  que  prévia  e  expressamente  autorizada  pelo  órgão  ambiental
licenciador  e  desde  que  o  procedimento  seja  conduzido  de  maneira  consistente  adotando­se  boas
práticas de controle de poluição do ar para minimizar as emissões.
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5)  No  caso  de  produção  de  vidros  incolores  e  coloridos  no  mesmo  forno,  deverá  ser  comprovado  o
atendimento para as duas situações.

6) No caso de utilização concomitante de gás e óleo combustível em fornos de fusão de vidro, tendo em
vista os limites estabelecidos para queima de gás, poderão ser alterados os LME para MP e para SOx,
conforme subitens 6.1 e 6.2 a seguir:

6.1) No caso de emissões de MP, mediante a fórmula 1:

fórmula 1: LEf = LEi [1,3 (Fd) + (A)]

onde:

LEf ­ Limite máximo de emissão final para MP, em kg de MP/tvf; (tvf = tonelada de vidro fundido);

LEi ­ Limite máximo de emissão inicial estabelecido ou acordado para uso só de gás, em kg/tvf;

Fd ­ Fração decimal entre o valor de aquecimento do combustível líquido e o valor total de aquecimento
do  novo  combustível  (gás  +  líquido),  queimado  no  forno  de  fusão  de  vidro,  em  Joule/Joule  (J/J),
calculado pela fórmula 2;

A= (1 ­ Fd)

fórmula 2: Fd = (Hℓ.L)/(Hl.L + Hg.G)

onde:

Hℓ ­ Poder calorífico superior do combustível líquido, em J/kg

Hg ­ Poder calorífico superior do combustível gasoso, em J/kg

L ­ Quantidade de combustível líquido queimado, kg/h

G ­ Quantidade de combustível gasoso queimado, kg/h

6.2) No caso de emissões de SOx, por meio da fórmula 3:

fórmula 3: (LEf = 500 – 3,5Pg)/100, onde:

LEf ­ Limite de máximo de emissão final para SOx, em kg de SOx/tvf

Pg ­ Porcentagem de gás utilizado (%)

7)  Ficam  estabelecidas  as  condições  e  limites  máximos  de  emissão  para  poluentes  atmosféricos
provenientes fornos de fusão de vidro, conforme Tabela VII a seguir, exceto para fornos de fusão com
capacidade nominal inferior a 8 t/d e para fornos em que o vidro fundido é removido manualmente, que
devem adotar as melhores práticas disponíveis de processo, operação e manutenção para minimizar as
emissões atmosféricas, ficando sujeitos aos limites máximos de emissão estabelecidos na Tabela XVII
desta Deliberação Normativa, aplicáveis a fontes não listadas.

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TABELA VII

Condições e LME para poluentes atmosféricos provenientes de fornos de fusão de vidro

CONDIÇÕES E LME (3)

(fator de emissão, em  base  seca,  expresso


como  quilograma  do  poluente/tonelada  de
PRAZO PARA ATENDIMENTO POLUENTE
vidro fundido)

TIPO DE RECEITA OU DE VIDRO

Fontes existentes: (1) Receita soda cal 0,4

MP e NOX ­ até 26/12/2021.
Receita boro silicato 0,8
Fontes novas: (2)

a partir do início de operação. MP Fonte
existente:
NA
Receita chumbo e outras

Fonte
nova: 0,5

NOX VIDRO CLARO (INCOLOR) (4)

Doméstico 4,5

Plano 4,3

Embalagem 3,2

Especial: lâmpadas 4,5

Especial:  fibras  de  vidro


4,5
isolante e isoladores elétricos

VIDRO COLORIDO (5)

Doméstico 7,5

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Plano 6,7

Embalagem 5,4

Fontes existentes: (1)
Forno a gás natural 1,4
em  vigor  desde  26/12/2011,  conforme
Resolução  CONAMA  nº  436,  de
22/12/2011. SOX

Fontes novas: (2)
Forno a óleo combustível 5,0
a partir do início de operação.

(1) unidade ou fonte cujo início de instalação tenha ocorrido antes de 2 de janeiro de 2007, quando entrou em vigor a Resolução
CONAMA  nº  382,  de  26  de  dezembro  de  2006,  bem  como  aquelas  cuja  LI  deferida  tenha  sido  requerida  anteriormente  àquela
data.

(2)  unidade  ou  fonte  cujo  início  de  instalação  tenha  ocorrido  a  partir  de  2  de  janeiro  de  2007,  quando  entrou  em  vigor  a
Resolução CONAMA nº 382, de 26 de dezembro de 2006, excluídas aquelas cuja LI deferida tenha sido requerida anteriormente
àquela data.

(3)  exceto  para  fornos  em  que  o  vidro  fundido  é  removido  manualmente,  bem  como  para  fornos  de  fusão  com  capacidade
nominal inferior a 8 t/d, aos quais se aplica a diretriz n° 7.

(4) não inclui vidros incolores com receitas que contêm nitratos em concentrações iguais ou superiores a 1%.

(5) inclui vidros incolores com receitas que contêm nitratos em concentrações iguais ou superiores a 1%.

MP = material particulado = materiais no estado sólido ou líquido, em mistura gasosa, que assim se mantêm na temperatura do
meio filtrante, estabelecida pelo método adotado.

NOX  =  óxidos  de  nitrogênio  =  refere­se  à  soma  das  concentrações  de  monóxido  de  nitrogênio  (NO)  e  dióxido  de  nitrogênio
(NO2), expressa como NO2.

SOX  =  óxidos  de  enxofre  =  refere­se  à  soma  das  concentrações  de  dióxido  de  enxofre  (SO2)  e  trióxido  de  enxofre  (SO3),
expressa como SO2.

NA = não aplicável.

ANEXO VIII

          Condições e limites máximos de emissão para poluentes atmosféricos provenientes de indústrias
de cimento
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          Para aplicação deste Anexo devem ser consideradas as definições e diretrizes a seguir.

          DEFINIÇÕES

a)  Cimento  Portland:  aglomerante  hidráulico  obtido  pela  moagem  de  clínquer  ao  qual  se  adiciona,
durante  a  operação,  a  quantidade  necessária  de  uma  ou  mais  formas  de  sulfato  de  cálcio,  permitindo
ainda  adições  de  calcário,  escória  de  alto  forno  ou  pozolanas,  de  acordo  com  o  tipo  de  cimento  a  ser
produzido.

b)  Clínquer  Portland:  componente  básico  do  cimento,  constituído  em  sua  maior  parte  por  silicatos  de
cálcio com propriedades hidráulicas.

c)  Coprocessamento  de  resíduos  em  fornos  de  clínquer:  técnica  de  utilização  de  resíduos  como
substitutos parciais de matérias primas ou de combustível no forno de produção de clínquer.

d) Ensacadeiras: equipamentos utilizados para acondicionamento do cimento em sacos.

e) Escória de alto forno: subproduto resultante da produção de ferro gusa, constituído basicamente dos
mesmos óxidos que entram na produção do cimento. A escória de alto forno quando granulada possui
propriedades aglomerantes, sendo utilizada como aditivo na fabricação de cimento.

f)  Farinha:  matéria  prima  finamente  moída  para  a  produção  de  clínquer,  composta  basicamente  de
carbonato de cálcio (CaCO3), sílica (SiO2), alumina (Al2O3) e óxidos de ferro expressos como Fe2O3,
insumos  estes  obtidos  a  partir  de  minerais  e  de  outros  materiais  ricos  nestes  componentes,  como
calcário, argila e minério de ferro.

g)  Forno  de  clínquer:  equipamento  revestido  internamente  com  material  refratário,  com  aquecimento
interno podendo ser horizontal via seca, horizontal via úmida ou via semiúmida (vertical), utilizado para a
sinterização da farinha e produção de clínquer.

h) Moinho de cimento: equipamento onde se processa a moagem e mistura de clínquer, gesso, escória e
outros aditivos para obtenção do cimento.

i) Resfriador de clínquer:  equipamento  integrado  ao  forno  de  clínquer,  que  tem  como  objetivo  principal
recuperar o máximo de calor possível, retornando­o ao processo.

j)  Secador:  equipamento  que  utiliza  energia  térmica  para  reduzir  o  teor  de  umidade  de  materiais  que
entram na composição do cimento.

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          DIRETRIZES

1)  O  tempo  de  desligamento  do  eletrofiltro  do  forno  de  clínquer,  para  fins  de  segurança  operacional  e
com conseqüente ultrapassagem do LME de material particulado, deve obedecer aos seguintes critérios:

1º) duração máxima de 15 minutos consecutivos a partir da publicação desta Deliberação Normativa;

2º)  o  somatório  anual  dos  tempos  de  desligamento  deve  ser  inferior  a  1.500  (um  mil  e  quinhentos)
minutos  no  primeiro  ano,  contado  a  partir  da  publicação  desta  Deliberação  Normativa,  com  redução
progressiva nos cinco anos subseqüentes, à taxa de 10% a cada ano;

3º)  apresentação  de  relatório  mensal  ao  órgão  ambiental  licenciador,  discriminando  data  e  hora  dos
desligamentos, tempo de desligamento por evento, descrição de cada anormalidade, produção do forno,
discriminação  qualitativa  e  quantitativa  dos  combustíveis  utilizados  e,  quando  for  o  caso,  dos  resíduos
coprocessados.

2) O forno de clínquer que for instalado após a entrada em vigor desta Deliberação Normativa deve ser
dotado  de  sistema  de  controle  de  emissões  cuja  operação  e  desempenho  não  sejam  afetados  pela
presença de monóxido de carbono ou de outras substâncias presentes nos gases, de forma a assegurar
o atendimento ao LME para material particulado.

3)  As  diretrizes  para  coleta  e  análise  estão  especificadas  no  Anexo  XVIII  –  Diretrizes  gerais  para
verificação  do  atendimento  às  condições  e  limites  máximos  de  emissão  e  para  elaboração  dos
respectivos relatórios.

4) A freqüência das amostragens será especificada no programa de automonitoramento.

5)  Ficam  estabelecidas  as  condições  e  limites  máximos  de  emissão  para  poluentes  atmosféricos
provenientes fontes fixas pontuais típicas de indústrias de cimento, conforme Tabela VIII a seguir.

Tabela VIII

Condições e LME para poluentes atmosféricos provenientes de indústrias de cimento

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CONDIÇÕES E LME

(mg/Nm3,  base  seca,


correção  do  teor  de  O2
PRAZO PARA ATENDIMENTO FONTE
somente onde indicado)

MP NOx

450
Fonte
(11%
nova
de
50
O2)
Forno de clínquer  autorizado  a
realizar  coprocessamento  de (11%
resíduos (3) de
730
O2)
Fonte
existente (11%
de
O2)

650
Fonte
(10%
Fontes existentes (1): nova
de
50
O2)
MP  ­  até  26/12/2018  (exceto  para  fornos Forno  de  clínquer  não
de  clínquer  autorizados  a  realizar autorizado  a  realizar (11%
coprocessamento de resíduos nos termos coprocessamento de resíduos de
1.000
DN COPAM nº 154, de 25/8/2010); O2)
Fonte
NOX ­ até 26/12/2016 (exceto para fornos existente (10%
de
de  clínquer  autorizados  a  realizar O2)
coprocessamento de resíduos nos termos
da DN COPAM nº 154, de 25/8/2010).
Resfriador de clínquer 50
Fontes novas (2):

a partir do início de operação.
Moinho de cimento 50

50

Secador de escória e de areia (18%
de
NA
O2)

Ensacadeira 50

Moinho de combustível 50

Outras fontes (4) 50

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(1)  indústrias  ou  fontes  cujo  início  de  instalação  tenha  ocorrido  antes  de  2  de  janeiro  de  2007,  quando  entrou  em  vigor  a
Resolução  CONAMA  nº  382,  de  26  de  dezembro  de  2006,  bem  como  aquelas  cuja  LI  deferida  tenha  sido  requerida
anteriormente àquela data.

(2)  indústrias  ou  fontes  cujo  início  de  instalação  tenha  ocorrido  a  partir  de  2  de  janeiro  de  2007,  quando  entrou  em  vigor  a
Resolução CONAMA nº 382, de 26 de dezembro de 2006, excluídas aquelas cuja LI deferida tenha sido requerida anteriormente
àquela data.

(3) sem prejuízo das demais condições e LME estabelecidos pela Deliberação Normativa COPAM nº 154, de 25 de agosto de
2010, os LME para MP e NOx aplicam­se independentemente de se estar ou não realizando o coprocessamento.

(4)  outras  fontes  (despoeiramento  de  silos  de  matérias  primas,  silo  de  moinha  de  carvão,  moagem  de  calcário,  silos  de
clínquer), sendo o LME aplicável a cada fonte individualmente e não ao conjunto.

MP = material particulado = materiais no estado sólido ou líquido, em mistura gasosa, que assim se mantêm na temperatura do
meio filtrante, estabelecida pelo método adotado.

NOX  =  óxidos  de  nitrogênio  =  refere­se  à  soma  das  concentrações  de  monóxido  de  nitrogênio  (NO)  e  dióxido  de  nitrogênio
(NO2), expressa como NO2.

NA = não aplicável.

ANEXO IX

          Condições e limites máximos de emissão para poluentes atmosféricos provenientes de indústrias
de fertilizantes ou de ácido fosfórico

          Para aplicação deste Anexo devem ser consideradas as definições e diretrizes a seguir.

          DEFINIÇÕES

a) Acidulação: reação entre o concentrado fosfático e um ácido, usualmente sulfúrico ou fosfórico, que
tem como objetivo solubilizar o fósforo contido no concentrado para torná­lo assimilável pelas plantas. O
principal produto desta reação é o fosfato monocálcico Ca(H2PO4)2.

b)  Amoniação/granulação:  etapa  do  processo  de  produção  dos  fosfatos  de  amônio  onde  ocorre,
simultaneamente, a introdução adicional de amônia e a granulação dos fosfatos de amônio, em tambor
rotativo ou amoniador.

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c) Beneficiamento de concentrado fosfático: conjunto de operações ou etapas do processo de produção,
a  partir  do  beneficiamento  de  rocha  fosfática  e  até  a  obtenção  do  concentrado  fosfático  seco  –
transferências, cominuições, classificações e secagem.

d) Classificação: operação destinada a separar fisicamente, por tamanho, os granulados descarregados
do resfriador.

e) Concentração: processo utilizado para aumentar o teor de P2O5 presente no ácido fosfórico.

f)  Concentrado  fosfático:  também  denominado  concentrado  apatítico,  é  o  produto  resultante  do


beneficiamento da rocha fosfática contendo, em relação a ela, um teor de P2O5 mais elevado e menor
teor de impurezas.

g)  DAP  (diamônio  fosfato  ou  fosfato  diamônico):  –  (NH4)2HPO4  –  fertilizante  granulado  resultante  da
reação entre amônia anidra e ácido fosfórico.

h)  Fertilizantes  fosfatados:  produtos  resultantes  do  tratamento  químico  do  concentrado  fosfático,  que
apresenta  parte  do  P2O5  solúvel  disponível  para  as  plantas  e  que  pode  ter  ainda  outros  constituintes
nutrientes ou micronutrientes agregados, além de estar com forma e tamanho adequados à utilização na
agricultura. São exemplos de fertilizantes fosfatados: monoamônio fosfato ou MAP, diamônio fosfato ou
DAP, superfosfato triplo ou TSP, superfosfato simples ou SSP, superfosfato amoniado,  fertilizante  misto
nitrogenado  e  fosfatado,  fosfato  parcialmente  acidulado,  trifosfatos,  hexametafosfato,  fosfato  de  cálcio,
superfosfatos concentrados, fosfatos triamônio, fosfato desfluorizado.

i)  Fertilizantes  nitrogenados:  produtos  derivados  da  amônia  para  utilização  na  agricultura,  contendo
nitrogênio  como  principal  nutriente;  São  exemplos  de  fertilizantes  nitrogenados:  nitrato  de  amônio;
sulfato de amônio; uréia; cloreto de amônio; sulfonitrato de amônio; nitrato de sódio; dinitrato de amônio
e nitrocálcio.

j)  Filtragem:  processo  utilizado  para  separar  o  sulfato  de  cálcio  hidratado  ou  fosfogesso  do  ácido
fosfórico obtido por via úmida.

k)  Granulação:  processo  de  aglomeração  de  partículas  onde,  mediante  a  ação  de  rolamento  em
tambores ou pratos rotativos, são produzidos fertilizantes em forma de grânulos que, em seqüência, são
submetidos a secagem, classificação e resfriamento.

l)  Granulador:  equipamento  integrante  do  processo  de  granulação,  constituído  por  tambor  ou  prato
rotativo onde são produzidos fertilizantes granulados.

m)  MAP  (monoamônio  fosfato  ou  amônio  fosfato):  –  NH4H2PO4,  fertilizante  granulado  resultante  da
reação entre amônia anidra e ácido fosfórico.

 
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n) Misturador: equipamento destinado à produção de fertilizantes mistos, onde ocorre a mistura física de
fertilizantes ou de concentrados, dosados de acordo com formulação especificada, sem que haja reação
química ou acréscimo no tamanho das partículas.

o) Moagem do concentrado fosfático: etapa do beneficiamento que consiste em reduzir a granulometria
das partículas com conseqüente aumento da área de contato, para favorecer as reações do concentrado
fosfático com os ácidos.

p)  Neutralização:  etapa  do  processo  de  produção  dos  fosfatos  de  amônio  que  consiste  na  reação  de
neutralização entre o ácido fosfórico e a amônia anidra, líquida ou gasosa, com formação de uma lama
de fosfatos de amônio.

q) Peneiramento: operação destinada a promover a segregação de impurezas e material grosseiro dos
fertilizantes e concentrados que são alimentados no misturador.

r) Perolação: processo de formação de partículas sólidas onde, mediante queda de gotículas em contra­
corrente com um fluxo de ar, são produzidos fertilizantes em forma de pérolas que, em seqüência, são
submetidos a resfriamento, secagem e classificação.

s) Reação de formação do ácido fosfórico: reação por meio da qual se obtém o ácido fosfórico por via
úmida, a partir do concentrado fosfático e do ácido sulfúrico, em condições especiais de concentração e
temperatura.

t) Resfriador: equipamento integrante do processo de granulação, destinado a promover o resfriamento
dos granulados provenientes do secador.

u) Rocha fosfática ou fosfatada: aglomerado de minerais e outras substâncias que contém um ou mais
minerais de fósforo e que são passíveis de aproveitamento, seja diretamente como material fertilizante,
seja como insumo básico da indústria do fósforo e seus compostos.

v) Secador: equipamento integrante do processo de granulação destinado a remover a umidade contida
nos granulados.

w)  Secagem  do  concentrado  fosfático:  etapa  do  beneficiamento  destinada  à  remoção  da  umidade
contida no concentrado.

x) t de P2O5 alimentado: quantidade de P2O5, em toneladas, alimentada em cada unidade de produção
de fertilizantes. São fontes de P2O5: concentrado apatítico, MAP, super simples, TSP e ácido fosfórico.

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y) Termofosfato: produto resultante do tratamento térmico do fosfato natural ou do fosfato concentrado,
que  apresenta  parte  do  P2O5  solúvel  disponível  para  as  plantas  e  que  pode  ter  ainda  outros
constituintes nutrientes ou micronutrientes agregados, além de estar com forma e tamanho adequados à
utilização na agricultura.

z) Torre de perolação: equipamento integrante do processo de perolação, constituído de uma torre com
chuveiros ou cestos onde são produzidos fertilizantes perolados.

z1)  Transferência:  transporte  de  produto,  insumo  ou  matéria  prima  em  empreendimento  industrial,  por
qualquer meio – inclusive correia transportadora e transporte pneumático – abrangendo as operações de
carregamento, descarga, recebimento, transportes intermediários e expedição.

          DIRETRIZES

1)  Ficam  estabelecidas  as  condições  e  limites  máximos  de  emissão  para  poluentes  atmosféricos
provenientes de fontes fixas pontuais típicas de indústrias de fertilizantes ou de ácido fosfórico, conforme
Tabela IX a seguir.

2) As condições e limites de emissão para unidade produtora de amônia serão estabelecidos pelo órgão
ambiental licenciador quando da regularização ambiental da unidade em questão.

3)  As  diretrizes  para  coleta  e  análise  estão  especificadas  no  Anexo  XVIII  –  Diretrizes  gerais  para
verificação  do  atendimento  às  condições  e  limites  máximos  de  emissão  e  para  elaboração  dos
respectivos relatórios.

4) A freqüência das amostragens será especificada no programa de automonitoramento.

TABELA IX

Condições e LME para poluentes atmosféricos provenientes de fontes existentes e fontes novas
de indústrias de fertilizantes e de ácido fosfórico

PRAZO PARA ATENDIMENTO UNIDADE OPERAÇÃO  OU CONDIÇÕES E LME


FONTE  DE
EMISSÃO (1) (mg/Nm3,  base  seca,
exceto  onde  indicado  o
fator de emissão)

Fluoretos
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Fluoretos
Amônia totais MP

Fontes existentes (2): Misturadores,
Misturadora peneiramento  e NA NA 75
Amônia  ­  em  vigor  desde transferências
26/12/2011, conforme Resolução
CONAMA 436/2011;
Secagem NA NA 150
MP ­ em vigor desde 26/12/2011, Beneficiamento
conforme  Resolução  CONAMA de concentrado
436/2011,  exceto  em  plantas  de fosfático Moagem  e
termofosfato,  para  as  quais  o NA NA 75
transferências
LME  passa  a  vigorar  a  partir  da
publicação desta DN;
0,10  kg/t
Fluoretos totais ­ em vigor desde Acidulação NA de  P2O5 75
26/12/2011, conforme Resolução alimentado
CONAMA 436/2011, exceto para
plantas de ácido fosfórico e para Fertilizantes
plantas  de  termofosfato,  cujo fosfatados Granulação, 0,10  kg/t
prazo é 26/12/2016. secadores  e NA de  P2O5 75
(exceto  MAP  e
DAP) resfriadores alimentado
Fontes novas (3):

a partir do início de operação. Classificação  e
NA NA 75
transferências

0,02 0,03  kg/t


Neutralização,
kg/t  de de  P2O5 75
amoniação
produto alimentado

Secadores, 0,02 0,03  kg/t


MAP e DAP
resfriadores  e kg/t  de de  P2O5 75
granulação produto alimentado

Classificação  e
NA NA 75
transferências

Evaporação,
granulação  e 60 NA 75
perolação
Fertilizantes
nitrogenados
Secadores,
resfriadores,
NA NA 75
classificação  e
transferências

Termofosfato Forno 0,24  kg/t


elétrico Existente NA de  fosfato 75
de fusão alimentado

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0,20  kg/t
Novo NA de  fosfato 75
alimentado

Dosador  de  matéria


prima,  secador  de
termofosfato  e NA NA 75
moinho  de
termofosfato

Reação  de 0,04  kg/t


Ácido fosfórico formação,  filtragem NA de  P2O5 75
e concentração alimentado

(1)  nas  linhas  em  que  constar  duas  ou  mais  fontes,  os  LME  aplicam­se  a  cada  fonte  individualmente  e  não  ao  conjunto  das
fontes, ressalvados os casos em que mais de uma fonte faça o lançamento por meio de uma mesma chaminé ou duto ou que
uma  única  fonte  faça  o  lançamento  por  meio  de  mais  de  uma  chaminé  ou  duto,  hipóteses  em  que  as  diretrizes  pertinentes
constam no Anexo XVIII desta DN.

(2)  indústrias  ou  fontes  cujo  início  de  instalação  tenha  ocorrido  antes  de  2  de  janeiro  de  2007,  quando  entrou  em  vigor  a
Resolução  CONAMA  nº  382,  de  26  de  dezembro  de  2006,  bem  como  aquelas  cuja  LI  deferida  tenha  sido  requerida
anteriormente  àquela  data,  exceto  para  fábrica  de  termofosfato,  em  que  a  data  de  referência  é  a  de  publicação  desta
Deliberação Normativa.

(3)  indústrias  ou  fontes  cujo  início  de  instalação  tenha  ocorrido  a  partir  de  2  de  janeiro  de  2007,  excluídas  aquelas  cuja  LI
deferida tenha sido requerida anteriormente àquela data, exceto para fábrica de termofosfato, em que a data de referência é a de
publicação desta Deliberação Normativa.

MP = material particulado = materiais no estado sólido ou líquido, em mistura gasosa, que assim se mantêm na temperatura do
meio filtrante, estabelecida pelo método adotado.

NA = não aplicável.

ANEXO X

          Condições e limites máximos de emissão para poluentes atmosféricos provenientes de indústrias
de ácido sulfúrico e de ácido nítrico

          Para aplicação deste Anexo devem ser consideradas as definições e diretrizes a seguir.

          DEFINIÇÕES

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a)  t  de  ácido  a  100%:  quantidade  de  ácido  produzido,  com  base  em  uma  concentração  de  100%  de
ácido em termos de peso. O valor é obtido multiplicando­se a massa de solução (em toneladas) pelo teor
de ácido e dividindo por 100.

b)  Torre  de  absorção  da  produção  de  ácido  nítrico  –  HNO3:  unidade  da  planta  de  fabricação  do  ácido
nítrico onde, mediante resfriamento contínuo com água, ocorrem sucessivas oxidações e hidratações do
óxido de nitrogênio (NO) que resultam na formação do ácido nítrico.

c) Torre de absorção da produção de ácido sulfúrico – H2SO4: equipamento da planta de fabricação do
ácido  sulfúrico,  localizado  anteriormente  à  chaminé,  onde  ocorre  a  absorção  do  trióxido  de  enxofre
(SO3) em ácido sulfúrico diluído.

          DIRETRIZES

1)  As  diretrizes  para  coleta  e  análise  estão  especificadas  no  Anexo  XVIII  –  Diretrizes  gerais  para
verificação  do  atendimento  às  condições  e  limites  máximos  de  emissão  e  para  elaboração  dos
respectivos relatórios.

2) A freqüência das amostragens será especificada no programa de automonitoramento.

3)  Ficam  estabelecidas  as  condições  e  limites  máximos  de  emissão  para  poluentes  atmosféricos
provenientes  de  fontes  fixas  pontuais  típicas  de  fábricas  de  ácido  sulfúrico  e  ácido  nítrico,  conforme
Tabela X a seguir.

TABELA X

Condições e LME para poluentes atmosféricos provenientes de indústrias de ácido sulfúrico e de
ácido nítrico

CONDIÇÕES E LME

(fator  de  emissão,  em  base


FONTE DE
PRAZO PARA ATENDIMENTO UNIDADE seca)
EMISSÃO

SO2 SO3 NOx

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Fontes existentes (1): Produção Torre  de 2  kg/t 0,075 kg/t


de  ácido absorção H2SO4 H2SO4  a NA
SO2,  SO3  e  NOx  ­  em  vigor  desde sulfúrico de H2SO4 a 100% 100%
26/12/2011,  conforme  Resolução
CONAMA nº 436, de 22/12/2011.

Fontes novas (2): Produção Torre  de 1,6  kg/t


de  ácido absorção NA NA HNO3  a
a partir do início de operação. nítrico de HNO3 100%

(1) indústrias ou fontes cujo início de instalação tenha ocorrido antes de 2 de janeiro de 2007, quando
entrou em vigor a Resolução CONAMA nº 382, de 26 de dezembro de 2006, bem como aquelas cuja LI
deferida tenha sido requerida anteriormente àquela data.

(2)  indústrias  ou  fontes  cujo  início  de  instalação  tenha  ocorrido  a  partir  de  2  de  janeiro  de  2007,
excluídas aquelas cuja LI deferida tenha sido requerida anteriormente àquela data.

NOX  =  óxidos  de  nitrogênio  =  refere­se  à  soma  das  concentrações  de  monóxido  de  nitrogênio  (NO)  e
dióxido de nitrogênio (NO2), expressa como NO2.

NA = não se aplica.

ANEXO XI

          Condições e limites máximos de emissão para poluentes atmosféricos provenientes de indústrias
siderúrgicas integradas, semi­integradas e usinas de pelotização de minério de ferro

Para aplicação deste Anexo devem ser consideradas as definições e diretrizes a seguir.

          DEFINIÇÕES

a) Aciaria elétrica: unidade de fusão e refino com a utilização de forno elétrico onde o calor necessário à
fusão  da  carga  metálica  (principalmente  sucata  de  aço)  é  produzido  pela  ação  de  um  arco  elétrico
formado entre eletrodos.

b) Aciaria LD: unidade de refino do ferro gusa com a utilização de um conversor que recebe uma carga
constituída por gusa  líquido  e  pequenas  quantidades  de  sucata,  onde  o  oxigênio  é  soprado  no  banho
metálico com o objetivo de diminuir os teores de carbono e impurezas até valores especificados para os
diferentes tipos de aço produzidos.

c) Alto forno: forno siderúrgico onde é produzido o ferro gusa a partir da redução e fusão de uma carga
constituída por minério de ferro, fundentes, combustível e redutor (coque ou carvão vegetal) obtendo­se,

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como subprodutos escória, gases e material particulado.

d)  Alto  forno  a  carvão  vegetal:  alto  forno  que  utiliza  o  carvão  vegetal  como  combustível  e  redutor  no
processo de produção do ferro gusa.

e)  Alto  forno  a  coque:  alto  forno  que  utiliza  o  coque  como  combustível  e  redutor  no  processo  de
produção do ferro gusa.

f) Câmaras de combustão dos fornos de coque: local onde se processa a queima de gases siderúrgicos,
utilizada para aquecimento dos fornos da coqueria e para a destilação do carvão mineral empregado na
produção de coque.

g)  Central  termelétrica  siderúrgica:  instalação  que  produz  energia  elétrica  a  partir  da  queima  de
combustíveis gasosos gerados na própria siderúrgica.

h) Ciclo completo de produção do aço: compreende todas as etapas de produção de aço na aciaria LD
ou elétrica, desde o carregamento das matérias primas até o vazamento do aço.

i) Coqueria: unidade onde ocorre a destilação do carvão mineral para a produção do coque metalúrgico ­
redutor e combustível necessário às operações do alto forno.

j) Dessulfuração do gusa: processo utilizado para remoção parcial do enxofre

contido  no  ferro  gusa  por  meio  da  adição  de  um  agente  dessulfurante  (calcário,  carbureto  de  cálcio  e
outros) ao metal líquido.

k) Exaustão das caldeiras das centrais termelétricas: sistema de captação e direcionamento dos gases
de combustão do processo de geração de energia.

l) Forno de cal: forno empregado para a obtenção da cal (CaO) utilizada nos processos siderúrgicos, a
partir da calcinação do calcário (CaCO3).

m)  Forno  de  reaquecimento  da  laminação:  forno  destinado  ao  aquecimento  dos  produtos  a  serem
laminados, cujas demandas térmicas são supridas principalmente pela queima de gases siderúrgicos.

n)  Gases  siderúrgicos:  gases  gerados  nas  unidades  de  coqueria  (gás  de  coqueria),  alto  forno  (gás  de
alto forno) e aciaria (gás de aciaria) utilizados como combustíveis.

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o) Laminação: processo de transformação mecânica que consiste na passagem de um material metálico
entre dois cilindros giratórios, com redução progressiva da espessura ou transformação do material no
perfil desejado por efeito do esforço de compressão exercido pelos cilindros.

p) Pelotização:  processo de aglomeração  que  consiste  na  utilização  de  finos  de  minério de ferro e um
ligante para a formação de pelotas cruas, mediante a ação de rolamento em tambores, discos ou cones
seguida das operações de secagem e de queima em fornos, para endurecimento.

q)  Sinterização:  processo  de  aglomeração  a  quente  que  consiste  na  formação  de  um  bloco  poroso,
denominado sínter, formado a partir da fusão incipiente de uma carga constituída por finos de minério de
ferro juntamente com finos de coque ou carvão vegetal e fundentes.

r)  Sistema  de  despoeiramento  da  casa  de  estocagem  do  alto  forno  a  coque:  sistema  destinado  à
captação  e  tratamento  para  remoção  do  material  particulado  gerado  nos  processos  de  transferência,
carregamento e descarregamento dos silos de matérias primas.

s) Sistema de despoeiramento da casa ou ala de corrida dos altos fornos a coque ou a carvão vegetal:
sistema  destinado  à  captação  e  tratamento  para  remoção  do  material  particulado  gerado  durante  o
vazamento de gusa dos fornos e carregamento dos carros torpedo.

t)  Sistema  de  despoeiramento  da  dessulfuração  do  gusa:  sistema  destinado  à  captação  e  tratamento
para remoção do material particulado gerado no processo de dessulfuração do gusa.

u)  Sistema  de  despoeiramento  de  estocagem  do  alto  forno  a  carvão  vegetal:  processo  de  captação  e
tratamento  para  remoção  do  material  particulado  gerado  nas  etapas  de  beneficiamento  e  alimentação,
carregamento e descarregamento dos silos de matérias primas.

v)  Sistema  de  despoeiramento  do  desenfornamento  da  coqueria:  sistema  destinado  à  captação  e
tratamento para a remoção do material particulado gerado no processo de desenfornamento do coque.

w)  Sistema  de  despoeiramento  dos  fornos  de  cal:  sistema  destinado  à  captação  e  tratamento  para
remoção do material particulado gerado no processo de obtenção da cal.

x) Sistema de exaustão do forno de pelotização: sistema primário e secundário de captação dos gases e
partículas resultantes da queima de combustíveis utilizados para suprir as demandas térmicas do forno
de pelotização e da queima e endurecimento das pelotas de minério de ferro.

y)  Sistema  primário  de  despoeiramento  da  aciaria  elétrica:  sistema  destinado  à  captação  e  tratamento
para a remoção do material particulado gerado nos processos de fundição de sucata e refino do aço no
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forno elétrico de aciaria.

z) Sistema primário de despoeiramento  da  aciaria  LD:  sistema  destinado  à  exaustão  e  tratamento  dos


gases gerados durante o sopro no conversor LD.

z.1) Sistema primário de despoeiramento da sinterização: sistema destinado à exaustão e captação de
material particulado gerado na máquina de produção de sínter.

z.2)  Sistema  secundário  de  despoeiramento  da  aciaria  elétrica:  sistema  destinado  à  captação  e
tratamento para remoção do material particulado, tanto aquele gerado na operação de carregamento de
sucata, quanto o contido nas emissões fugitivas originadas nos processos de fundição da sucata, refino
e vazamento do aço.

z.3)  Sistema  secundário  de  despoeiramento  da  aciaria  LD:  sistema  de  captação  e  tratamento  para
remoção do material particulado gerado nas operações de basculamento e  pesagem do gusa,  retirada
de escoria, carregamento de sucata e gusa no convertedor e vazamento do aço.

z.4) Sistema secundário de despoeiramento da sinterização: sistema destinado à captação e tratamento
para remoção do material particulado gerado nos processos de peneiramento, britagem e transferências
do sínter e das matérias primas do processo de sinterização.

z.5) Usinas siderúrgicas integradas: usinas siderúrgicas que utilizam o processo de redução do minério
de ferro, a partir de uma carga constituída por minério de ferro granulado ou de aglomerados de finos de
minério de ferro, em forma de sínter ou pelotas e de um agente redutor – coque ou carvão vegetal – para
a obtenção do ferro gusa líquido que, juntamente com pequenas quantidades de sucata, é submetido ao
processo de refino para a produção do aço em aciaria.

z.6)  Usinas  siderúrgicas  semi­integradas:  usinas  siderúrgicas  que  utilizam  para  obtenção  do  aço  o
processo de refino, em fornos elétricos a arco, de uma carga constituída por sucata ou ferro esponja ou
ferro gusa.

          DIRETRIZES

1)  As  diretrizes  para  coleta  e  análise  estão  especificadas  no  Anexo  XVIII  –  Diretrizes  gerais  para
verificação  do  atendimento  às  condições  e  limites  máximos  de  emissão  e  para  elaboração  dos
respectivos relatórios.

2) A freqüência das amostragens será especificada no programa de automonitoramento.

3) A medição das emissões das fontes da aciaria LD e da aciaria elétrica devem ser feitas considerando
o ciclo completo de produção do aço, de acordo com metodologia especificada.

4)  Para  empreendimento  do  setor  siderúrgico  que  utilize  óleo  combustível  derivado  do  alcatrão,  os
limites  máximos  de  emissão  serão  estabelecidos  pelo  órgão  ambiental  licenciador  quando  da
regularização ambiental.

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5)  Ficam  estabelecidas  as  condições  e  limites  máximos  de  emissão  para  poluentes  atmosféricos
provenientes fontes fixas pontuais típicas de indústrias siderúrgicas integradas, semi­integradas e usinas
de pelotização de minério de ferro, conforme Tabela XI a seguir.

Tabela XI

Condições e LME para poluentes atmosféricos provenientes de fontes existentes (1) e fontes
novas (2) de indústrias siderúrgicas integradas, semi­integradas e usinas de pelotização de
minério de ferro

CONDIÇÕES E LME
OPERAÇÃO OU FONTE (mg/Nm3, base seca; correção do teor de O2 somente
UNIDADE
DE EMISSÃO onde indicado)
MP PRAZO (3) SO2 PRAZO (3) NOx PRAZO (3)
Sistema de despoeiramento
40 26/12/2014 NA – NA –
do desenfornamento
50 700 500
fornos
(O2 (O2 (O2
(Ver Nota 3) (Ver Nota 3) (Ver Nota 3)
novos (2)
a a a
Coqueria Câmara de 7%) 7%) 7%)
combustão dos
fornos de coque 50 700 700
fornos (O2 (O2 (O2
existentes 26/12/2018 26/12/2014 26/12/2014
(1) a a a
7%) 7%) 7%)
Sistema primário de
70 26/12/2018 600 26/12/2014 700 26/12/2014
despoeiramento
Sinterização
Sistema secundário de
70 26/12/2018 NA – NA –
despoeiramento
Sistema de despoeiramento
40 26/12/2018 NA – NA –
Alto forno a da casa de estocagem
coque Sistema de despoeiramento
40 26/12/2016 NA – NA –
da casa ou ala de corrida
Sistema de despoeiramento
Alto forno a 50 26/12/2014 NA – NA –
da casa de estocagem
carvão
vegetal Sistema de despoeiramento
50 26/12/2014 NA – NA –
da casa ou ala de corrida
Sistema primário de
50 26/12/2014 NA – NA –
despoeiramento
Sistema secundário de
40 26/12/2016 NA – NA –
despoeiramento
Aciaria LD Sistema de despoeiramento
40 26/12/2014 NA – NA –
da dessulfurização de gusa
100 650 470
Sistema de despoeiramento (O (O2 (O2
e controle de gases dos 2 26/12/2014 26/12/2014 26/12/2014
fornos de cal a a a
8%) 8%) 8%)
Aciaria Sistema ≤  50  t  de
elétrica 50 26/12/2014 – – – –
primário e aço/corrida
secundário de
despoeiramento
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  50  t  de 40 26/12/2014 – – – –
aço/corrida
50 800 700
Fornos de fornos
(O 2 (O2 (O2
(Ver Nota 3) (Ver Nota 3) (Ver Nota 3)
reaquecimento novos (2)
a a a
de placas com 7%) 7%) 7%)
Laminação
queima de 50 1000 700
gases fornos
(O2 (O2 (O2
siderúrgicos existentes 26/12/2016 26/12/2018 26/12/2014
(1) a a a
7%) 7%) 7%)
Sistema de exaustão do
Pelotização 70 26/12/2014 600 26/12/2016 700 26/12/2014
forno de pelotização
50 600 350
Central Caldeira com queima de (O2 (O2 (O2
26/12/2016 26/12/2014 26/12/2014
termelétrica gases siderúrgicos a a a
5%) 5%) 5%)

(1) fontes cujo início de instalação tenha ocorrido antes de 2 de janeiro de 2007, quando entrou em vigor a Resolução CONAMA
nº 382, de 26 de dezembro de 2006, bem como aquelas cuja LI deferida tenha sido requerida anteriormente àquela data.

(2)  fontes  cujo  início  de  instalação  tenha  ocorrido  a  partir  de  2  de  janeiro  de  2007,  quando  entrou  em  vigor  a  Resolução
CONAMA  nº  382,  de  26  de  dezembro  de  2006,  excluídas  aquelas  cuja  LI  deferida  tenha  sido  requerida  anteriormente  àquela
data.

(3) os prazos aplicam­se apenas às fontes existentes; para fontes novas o atendimento aos LME é exigido a partir do início de
operação.

MP  =  material  particulado,  no  estado  sólido  ou  líquido,  em  mistura  gasosa,  que  assim  se  mantêm  na  temperatura  do  meio
filtrante, estabelecida pelo método adotado.

NOX = óxidos de nitrogênio, refere­se à soma das concentrações de monóxido de nitrogênio (NO) e dióxido de nitrogênio (NO2),
expressa como NO2.

NA = não se aplica.

ANEXO XII

                    Condições  e  LME  para  poluentes  atmosféricos  provenientes  de  indústrias  siderúrgicas  não
integradas – fabricação de ferro gusa

          Para aplicação deste Anexo devem ser consideradas as definições e diretrizes a seguir.

          DEFINIÇÕES

a) Alto forno: forno siderúrgico onde é produzido o ferro gusa a partir da redução e fusão de uma carga
constituída por minério de ferro, fundentes, combustível e redutor (coque ou carvão vegetal) obtendo­se,
como subprodutos: escória, gases e material particulado.

 
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b)  Central  termelétrica:  instalação  que  produz  energia  elétrica  a  partir  da  queima  de  combustíveis
gasosos gerados na própria siderúrgica não integrada.

c) Escória de alto forno: material formado no alto forno pelas impurezas do minério de ferro, fundentes e
cinzas do carvão vegetal ou coque, cuja densidade é inferior à do ferro, e que se caracteriza por possuir
altos teores de sílica (SiO2), óxido de cálcio (CaO), óxido de alumínio (Al2O3), óxido de magnésio (MgO)
e óxido de ferro (FeO).

d) Ferro gusa: liga metálica de ferro com 4% de carbono.

e) Glendon: sistema de trocador de calor dos gases gerados no alto forno.

f) Metalurgia de panela: processo que consiste na injeção de oxigênio, cal e fundentes no gusa  líquido
contido  em  um  equipamento  dito  panela,  com  o  objetivo  de  reduzir  principalmente  os  teores  de  sílica,
manganês e fósforo.

g)  Sinterização:  processo  de  aglomeração  a  quente  que  consiste  na  formação  de  um  bloco  poroso,
denominado sínter, formado a partir da fusão incipiente de uma carga constituída por finos de minério de
ferro, finos de coque ou de carvão vegetal e por fundentes.

h)  Sistema  de  despoeiramento:  sistema  destinado  à  captação  e  tratamento  para  remoção  do  material
particulado gerado durante operações de manuseio e preparação de carvão e matérias primas, no alto
forno ou na sinterização.

i)  Skip:  caçamba  usada  para  levar  a  carga  de  matérias  primas  até  o  topo  do  alto  forno,  puxadas  por
cabos de aço que se movem sobre linhas paralelas e inclinadas.

j)  Usina  siderúrgica  não  integrada:  usina  siderúrgica  que  utiliza  o  processo  de  redução  de  minério  de
ferro, a partir de uma carga constituída por minério de ferro granulado ou de aglomerados de finos de
minério de ferro, em forma de sínter ou pelotas, e de um agente redutor – coque ou usualmente o carvão
vegetal  –  para  a  obtenção  do  ferro  gusa  líquido  ou  sólido,  o  qual  é  fornecido  a  usinas  siderúrgicas
integradas, a usinas siderúrgicas semi­integradas ou a fundições, visando ao processo de refino para a
produção do aço.

k) Vazamento de ferro gusa e escória: operação de retirada de gusa e de escória do interior do alto forno
por  meio  de  furo  localizado  em  sua  base,  direcionado  ao  canal  principal,  onde  estes  produtos  são
escoados e separados devido à diferença de densidade, seguindo por canais distintos: gusa para o carro
torpedo e escória para granulação.

          DIRETRIZES

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03/05/2017 Deliberação Normativa COPAM nº 11, de16 de dezembro de 1986

1)  As  diretrizes  para  coleta  e  análise  estão  especificadas  no  Anexo  XVIII  –  Diretrizes  gerais  para
verificação  do  atendimento  às  condições  e  limites  máximos  de  emissão  e  para  elaboração  dos
respectivos relatórios.

2) A freqüência das amostragens será especificada no programa de automonitoramento.

3)  Ficam  estabelecidas  as  condições  e  limites  máximos  de  emissão  para  poluentes  atmosféricos
provenientes fontes típicas pontuais de indústrias siderúrgicas não integradas (fabricação de ferro gusa),
conforme Tabela XII a seguir.

4)  O  empreendedor  deverá  apresentar,  no  âmbito  do  processo  de  revalidação  da  LO,  proposta  para
minimizar as emissões atmosféricas oriundas das operações do vazamento de ferro gusa e escória (ala
de corrida) e do carregamento de matérias primas no topo do alto forno, a qual deve incluir as melhores
práticas disponíveis de controle, processo, operação e manutenção.

Tabela XII

Condições e LME para poluentes atmosféricos provenientes de fontes existentes (1) e fontes
novas (2) de indústrias siderúrgicas não integradas – fabricação de ferro gusa

    CONDIÇÕES, LME E PRAZOS
    (mg/Nm3, base seca; correção do teor de O2 somente onde
UNIDADE FONTE OU indicado)
OPERAÇÃO MP      
PRAZO PRAZO
Fonte Fonte SO2 NOX PRAZO
(3) (3)
Nova existente (3)
  Sistema de
  despoeiramento
50 75 5 anos NA – NA –
  da descarga de
Manuseio e carvão
preparação Sistema de
de carvão e despoeiramento
50 75 5 anos NA – NA –
de matérias do manuseio de
primas carvão
Sistema de
despoeiramento
50 75 5 anos NA – NA –
da transferência
de carvão
Sistema de 50 75 5 anos NA – NA –
despoeiramento
do

http://www.siam.mg.gov.br/sla/download.pdf?idNorma=29875 49/77
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peneiramento
de carvão
Sistema de
despoeiramento
do
50 75 5 anos NA – NA –
peneiramento
de minério de
Fe
Sistema de
despoeiramento
da alimentação
50 75 5 anos NA – NA –
do sistema de
carregamento
skip
Alto forno Sistema de
100
despoeiramento 100 (4)
(4) 8  anos
do alto forno NA – NA –
(5)
(trocador de
calor) (O2 a 7%)
Metalurgia Sistema de
de panela despoeiramento 50 75 5 anos NA – NA –
da panela
  Sistema
Sinterização primário de 70 75 5 anos 600 5 anos 700 5 anos
despoeiramento
Sistema
secundário de 70 75 5 anos NA – NA –
despoeiramento
Central Sistema de 600
75 100 350
termelétrica despoeiramento (6)
da caldeira com   (O2
5 anos (O2 5 anos 5 anos
queima de gás a
(O2 a 5%) a
5%)
de alto forno 5%)

(1) indústrias ou fontes cujo início de instalação tenha ocorrido antes da data de publicação desta Deliberação Normativa, bem
como aquelas cuja LI deferida tenha sido requerida anteriormente à data em questão.

(2)  indústrias  ou  fontes  cujo  início  de  instalação  tenha  ocorrido  a  partir  da  data  de  publicação  desta  Deliberação  Normativa,
excluídas aquelas cuja LI deferida tenha sido requerida anteriormente à data em questão.

(3) contados a partir da publicação desta Deliberação Normativa, não aplicável às fontes novas.

(4) para alto forno instalado em zona urbana a partir de 2 de outubro de 2001 o LME é 50 mg/Nm3.

(5) para alto forno instalado em zona urbana ou a partir de 2 de outubro de 2001 não se aplica o prazo para adequação.

(6) aplicável somente no caso em que houver adição de coque como agente redutor.

http://www.siam.mg.gov.br/sla/download.pdf?idNorma=29875 50/77
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MP = material particulado = materiais no estado sólido ou líquido, em mistura gasosa, que assim se mantêm na temperatura do
meio filtrante, estabelecida pelo método adotado.

NOX  =  óxidos  de  nitrogênio  =  refere­se  à  soma  das  concentrações  de  monóxido  de  nitrogênio  (NO)  e  dióxido  de  nitrogênio
(NO2), expressa como NO2.

NA = não aplicável.

ANEXO XIII

          Condições e limites máximos de emissão para poluentes atmosféricos provenientes de indústrias
de ferroligas, silício metálico, carbureto de cálcio, ligas Ca­Si e outras ligas a base de silício

Para aplicação deste anexo devem ser consideradas as definições e diretrizes a seguir:

          DEFINIÇÕES

a)  Escória:  material  formado  no  forno,  constituído  pelas  cinzas  e  impurezas  contidas  no  minério  e  no
carvão vegetal ou coque.

b) Ferroligas:  ligas  concentradas  de  ferro  e  um  ou  mais  metais,  não  metais  ou  semi­metais, tais como
silício, manganês, fósforo, magnésio, níquel, nióbio, cálcio, dentre outros. Geralmente recorre­se às ligas
para proporcionar aos metais determinadas propriedades mecânicas, térmicas, elétricas, magnéticas ou
anticorrosivas.

c) Forno: forno metalúrgico onde são produzidas as ligas usando­se minério, coque ou carvão vegetal e
eletrodos de carbono, obtendo­se, como subprodutos escória, gases e material particulado.

          DIRETRIZES

1)  As  diretrizes  para  coleta  e  análise  estão  especificadas  no  Anexo  XVIII  –  Diretrizes  gerais  para
verificação  do  atendimento  às  condições  e  limites  máximos  de  emissão  e  para  elaboração  dos
respectivos relatórios.

2) A freqüência das amostragens será especificada no programa de automonitoramento.

3)  Ficam  estabelecidas  as  condições  e  limites  máximos  de  emissão  para  poluentes  atmosféricos
provenientes de fontes fixas pontuais típicas de indústrias de ferroligas, de silício metálico e outras ligas,
conforme Tabela XIII a seguir.

http://www.siam.mg.gov.br/sla/download.pdf?idNorma=29875 51/77
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Tabela XIII

Condições e LME para poluentes atmosféricos provenientes de fontes existentes (1) e fontes
novas (2) da indústria de ferroligas, silício metálico, carbureto de cálcio e outras ligas a base de
silício

CONDIÇÕES
E LME

PRAZO  PARA (mg/Nm3,


UNIDADE FONTE OU OPERAÇÃO
ATENDIMENTO base seca)

MP

Sistema de despoeiramento
da  descarga  de  carvão 50
vegetal

Sistema de despoeiramento
Manuseio e preparo de matérias
3 anos (3) da  descarga  das  demais 50
primas
matérias primas

Sistema de despoeiramento
da  transferência  de  carvão 50
vegetal

Produção  de  ferroligas,  Si


Até  31/12/2018 Sistema de despoeiramento
metálico,  carbureto  de  cálcio  e 50
(4) do forno metalúrgico
outras ligas a base de Si

Sistema de despoeiramento
da britagem de produtos  ou 50
ligas
Cominuição  e  classificação  de
3 anos (3)
ligas e de escória
Sistema de despoeiramento
da britagem e peneiramento 50
de escória

(1) indústrias ou fontes cujo início de instalação tenha ocorrido antes da data de publicação desta Deliberação Normativa, bem
como aquelas cuja LI deferida tenha sido requerida anteriormente à data em questão.

2)  indústrias  ou  fontes  cujo  início  de  instalação  tenha  ocorrido  a  partir  da  data  de  publicação  desta  Deliberação  Normativa,
excluídas aquelas cuja LI deferida tenha sido requerida anteriormente à data em questão.

(3)  contados  a  partir  da  data  de  publicação  desta  Deliberação  Normativa,  sendo  aplicável  apenas  a  fontes  existentes;  para
fontes novas o atendimento aos LME aplica­se a partir do início de operação da fonte.

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(4) aplicável apenas a fontes existentes; para fontes novas o atendimento aos LME aplica­se a partir do início de operação da
fonte.

MP = material particulado = materiais no estado sólido ou líquido, em mistura gasosa, que assim se mantêm na temperatura do
meio filtrante, estabelecida pelo método adotado.

ANEXO XIV

          Condições e limites máximos de emissão para poluentes atmosféricos provenientes de indústrias
de cal

          Para aplicação deste anexo devem ser consideradas as definições e diretrizes a seguir.

          DEFINIÇÕES

a) Cal: sólido branco conhecido como cal viva ou cal virgem, composto predominantemente por óxido de
cálcio (CaO), contendo também óxido de magnésio (MgO) em maior ou menor proporção conforme a cal
seja  do  tipo  calcítica  (teor  de  CaO  entre  100  e  90%),  magnesiana  (teor  de  CaO  entre  90  e  65%)  ou
dolomítica  (teor  de  CaO  entre  65  e  58%).  A  cal  é  obtida  industrialmente  a  partir  da  decomposição
térmica  de  rochas  calcárias,  reage  facilmente  com  água,  produzindo  hidróxido  de  cálcio  [Ca(OH)2],
conhecido como cal  hidratada  ou  cal  apagada,  que  por  sua  vez  também é classificada como calcítica,
magnesiana ou dolomítica, conforme a cal virgem da qual se origina.

b) Ensacadeiras: equipamentos utilizados para acondicionamento da cal em sacos.

c)  Forno  de  cal:  forno  utilizado  para  obtenção  do  óxido  de  cálcio  a  partir  da  decomposição  térmica  de
rochas calcárias.

d) Moinho de cal: equipamento onde se processa a moagem da cal.

e) Resfriador de cal: equipamento integrado ao forno de cal cujo objetivo principal é recuperar o máximo
de calor possível.

f)  Rochas  calcárias:  rochas  sedimentares  que  contêm  minerais  em  percentual  acima  de  30%  de
carbonato de cálcio (CaCO3), além de outros carbonatos em menores percentuais, especialmente o de
magnésio (MgCO3).

http://www.siam.mg.gov.br/sla/download.pdf?idNorma=29875 53/77
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          DIRETRIZES

1)  As  diretrizes  para  coleta  e  análise  estão  especificadas  no  Anexo  XVIII  –  Diretrizes  gerais  para
verificação  do  atendimento  às  condições  e  limites  máximos  de  emissão  e  para  elaboração  dos
respectivos relatórios.

2) A freqüência das amostragens será especificada no programa de automonitoramento.

3)  O  tempo  de  desligamento  do  eletrofiltro  do  forno  de  cal,  para  fins  de  segurança  operacional  e  com
consequente  ultrapassagem  do  limite  máximo  de  emissão  de  material  particulado  deve  obedecer  aos
seguintes critérios:

1º)  duração  máxima  de  quinze  minutos  consecutivos,  a  partir  da  publicação  desta  Deliberação
Normativa;

2º)  o  somatório  anual  dos  tempos  de  desligamento  deve  ser  inferior  a  2.200  (dois  mil  e  duzentos)
minutos, com redução progressiva nos cinco anos subseqüentes, à taxa de 10% a cada ano, contados a
partir do quarto ano da publicação desta Deliberação Normativa;

3º)  apresentação  de  relatório  mensal  ao  órgão  ambiental  licenciador,  discriminando  data  e  hora  dos
desligamentos, tempo de desligamento por evento, descrição de cada anormalidade, produção do forno,
discriminação qualitativa e quantitativa dos combustíveis utilizados.

4)  O  forno  de  cal  que  for  instalado  após  a  entrada  em  vigor  desta  Deliberação  Normativa  deve  ser
dotado  de  sistema  de  controle  de  emissões  cuja  operação  e  desempenho  não  sejam  afetados  pela
presença de monóxido de carbono ou de outras substâncias presentes nos gases, de forma a assegurar
o atendimento ao LME para material particulado.

5)  Ficam  estabelecidas  as  condições  e  limites  máximos  de  emissão  para  poluentes  atmosféricos
provenientes fontes fixas pontuais típicas de indústrias cal, conforme Tabela XIV a seguir.

Tabela XIV

Condições e LME para poluentes atmosféricos provenientes de fontes existentes (1) e fontes
novas (2) de indústrias de cal

PRAZO  PARA UNIDADE FONTE OU OPERAÇÃO CONDIÇÕES E LME


ATENDIMENTO
(3)
MP SOx NOx

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(mg/Nm3,  base  seca;


correção  do  teor  de  O2
somente onde indicado)

Manuseio  de Sistema  de  despoeiramento  da


4 anos combustíveis descarga,  moagem,  alimentação 100 NA NA
sólidos do forno e transferências.

100 470 470


Sistema  de  despoeiramento  do
4 anos Calcinação (8% (8% (8%
forno de cal.
de de de
O2) O2) O2)

Hidratação
Sistema  de  despoeiramento  da
5 anos da  cal 150 NA NA
hidratação da cal.
virgem

Cominuição Sistema  de  despoeiramento  da


4 anos 100 NA NA
da cal moagem de cal

(1) indústrias ou fontes cujo início de instalação tenha ocorrido antes da data de publicação desta Deliberação Normativa, bem
como aquelas cuja LI deferida tenha sido requerida anteriormente à data em questão.

(2)  indústrias  ou  fontes  cujo  início  de  instalação  tenha  ocorrido  a  partir  da  data  de  publicação  desta  Deliberação  Normativa,
excluídas aquelas cuja LI deferida tenha sido requerida anteriormente à data em questão.

(3) contado a partir da data de publicação desta Deliberação Normativa, sendo aplicável apenas a fontes existentes; para fontes
novas o atendimento aos LME aplica­se a partir do início de operação.

MP = material particulado = materiais no estado sólido ou líquido, em mistura gasosa, que assim se mantêm na temperatura do
meio filtrante, estabelecida pelo método adotado.

NOX  =  óxidos  de  nitrogênio  =  refere­se  à  soma  das  concentrações  de  monóxido  de  nitrogênio  (NO)  e  dióxido  de  nitrogênio
(NO2), expressa como NO2.

SOX  =  óxidos  de  enxofre  =  refere­se  à  soma  das  concentrações  de  dióxido  de  enxofre  (SO2)  e  trióxido  de  enxofre  (SO3),
expressa como SO2

NA= não aplicável.

ANEXO XV

          Condições e limites máximos de emissão para poluentes atmosféricos provenientes de usinas de
asfalto a quente

          Para aplicação deste Anexo devem ser consideradas as definições e diretrizes a seguir.
http://www.siam.mg.gov.br/sla/download.pdf?idNorma=29875 55/77
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          DEFINIÇÕES

a) Concreto betuminoso usinado a quente: também conhecido pela sigla CBUQ, é a mistura executada a
quente, em usina apropriada, com características específicas, composta de agregado graduado (graúdo
e  miúdo),  cimento  asfáltico  modificado  ou  não  por  polímero,  e  se  necessário,  material  de  enchimento,
fíler, e melhorador de adesividade. Essa mistura deve ser espalhada e compactada a quente, podendo
ser  empregada  como  revestimento,  camada  de  ligação,  binder,  regularização  ou  reforço  estrutural  do
pavimento.

b)  Agregado  graúdo:  insumo  constituído  por  pedra  britada  ou  seixo  rolado  britado,  apresentando
partículas sãs, limpas e duráveis, livres de torrões de argila e outras substâncias nocivas ao processo.

c)  Agregado  miúdo:  insumo  constituído  por  areia,  pó  de  pedra  ou  mistura  de  ambos,  apresentando
partículas individuais resistentes, livres de torrões de argila e outras substâncias nocivas.ao processo.

d) Cimento asfáltico de petróleo: insumo conhecido também como CAP, obtido por meio da destilação de
tipos  específicos  de  petróleo,  após  retirada  das  frações  leves.  Trata­se  de  material  termossensível
utilizado principalmente para aplicação em trabalhos de pavimentação, pois, além de suas propriedades
aglutinantes  e  impermeabilizantes,  possui  características  de  flexibilidade  e  alta  resistência  à  ação  da
maioria  dos  ácidos  inorgânicos,  sais  e  álcalis.  O  CAP  pode  ser  encontrado  em  diversos  graus  de
penetração,  de  acordo  com  sua  consistência,  daí  suas  classificações  em  CAP  30/45,  50/70,  etc.  É
aplicado  em  misturas  a  quente,  tais  como  pré­misturados,  areia­asfalto  e  concreto  asfáltico,  conforme
projeto.

e) Material de enchimento – fíller: insumo de enchimento, cuja função é reduzir os vazios do agregado
mineral, deve ser finamente dividido, tal como cimento portland, cal extinta, pó calcário, cinzas volantes
etc.  Deve  ser  dosado  conforme  projeto  específico,  pois  o  aumento  da  quantidade  de  filler  na  mistura
asfáltica aumenta sua resistência à deformação permanente, mas diminui sua flexibilidade, diminuindo a
resistência à fadiga do pavimento.

f) Melhorador de adesividade: também conhecido como aditivo melhorador de adesividade, é o insumo
utilizado para adequar a adesividade do ligante asfáltico aos agregados.

g) Depósito para cimento asfáltico: depósito capaz de aquecer e manter aquecido o material conforme
as exigências técnicas estabelecidas; o sistema de aquecimento deve ser tal que não permita o contato
direto de chamas com o depósito, sendo usual o aquecimento por serpentinas a vapor ou a óleo térmico.

h) Secador rotativo: equipamento cilíndrico horizontal, metálico, com aquecimento interno, onde ocorre a
secagem dos agregados e o processamento da massa do concreto asfáltico usinado a quente.

          DIRETRIZES
http://www.siam.mg.gov.br/sla/download.pdf?idNorma=29875 56/77
03/05/2017 Deliberação Normativa COPAM nº 11, de16 de dezembro de 1986

1)  As  diretrizes  para  coleta  e  análise  estão  especificadas  no  Anexo  XVIII  –  Diretrizes  gerais  para
verificação  do  atendimento  às  condições  e  limites  máximos  de  emissão  e  para  elaboração  dos
respectivos relatórios.

2) A freqüência das amostragens será especificada no programa de automonitoramento.

3)  Ficam  estabelecidas  as  condições  e  limites  máximos  de  emissão  para  poluentes  atmosféricos
provenientes fontes fixas pontuais típicas de usinas de asfalto a quente, conforme Tabela XV a seguir.

TABELA XV

Condições e LME para poluentes atmosféricos provenientes de fontes existentes (1) e fontes
novas (2) de usinas de asfalto a quente

CONDIÇÕES E LME

(mg/Nm3, base seca, a 17% de O2)
PRAZO PARA ATENDIMENTO (3) FONTE

MP SOx NOx CO

MP e SOX ­ 3 anos
Secador rotativo 70 480 400 800
NOX e CO ­ 5 anos

(1) usinas e fontes cujo início de instalação tenha ocorrido antes da data de publicação desta Deliberação Normativa, bem como
aquelas cuja LI deferida tenha sido requerida anteriormente à data em questão.

(2)  usinas  e  fontes  cujo  início  de  instalação  tenha  ocorrido  a  partir  da  data  de  publicação  desta  Deliberação  Normativa,
excluídas aquelas cuja LI deferida tenha sido requerida anteriormente à data em questão.

(3) contado a partir da data de publicação desta Deliberação Normativa, sendo aplicável apenas a fontes existentes; para fontes
novas o atendimento aos LME aplica­se a partir do início de operação da fonte.

MP = material particulado = materiais no estado sólido ou líquido, em mistura gasosa, que assim se mantêm na temperatura do
meio filtrante, estabelecida pelo método adotado.

NOX  =  óxidos  de  nitrogênio  =  refere­se  à  soma  das  concentrações  de  monóxido  de  nitrogênio  (NO)  e  dióxido  de  nitrogênio
(NO2), expressa como NO2.

http://www.siam.mg.gov.br/sla/download.pdf?idNorma=29875 57/77
03/05/2017 Deliberação Normativa COPAM nº 11, de16 de dezembro de 1986
SOX  =  óxidos  de  enxofre  =  refere­se  à  soma  das  concentrações  de  dióxido  de  enxofre  (SO2)  e  trióxido  de  enxofre  (SO3),
expressa como SO2.

ANEXO XVI

          Condições e limites máximos de emissão para poluentes atmosféricos de indústrias de cerâmica
vermelha.

          Para aplicação deste anexo devem ser consideradas as definições e diretrizes a seguir:

         

DEFINIÇÕES

a) Argila: material terroso que possui a propriedade de se tornar plástica quando misturada com água e
endurecer  quando  seca  e  cozida.  É  composta  por  diversos  silicatos  de  alumínio  e  sua  composição  é
muito variável, contendo de 18% a 39% de alumina, 46% a 67% de sílica e 6% a 19% de água.

b) Cerâmica vermelha: material artificial de coloração avermelhada, obtido mediante tratamento térmico
de argilas em fornos. É empregada na construção civil como tijolos, blocos, telhas, elementos vazados,
lajes, tubos cerâmicos, argilas expandidas e também como utensílios de uso doméstico e de adorno.

c)  Extrusora  /  maromba:  equipamento  onde  se  faz  a  extrusão  a  vácuo  gerando  os  produtos  finais
(tijolos).  A  extrusão  consiste  em  compactar  a  massa  argilosa  em  uma  câmara  simples  (maromba
simples)  ou  de  alta  pressão,  equipada  com  sistema  de  “desaeração”  (maromba  a  vácuo),  contra  um
molde (boquilha) de formato do bloco cerâmico desejado.

d) Forno contínuo: formado por uma série de câmaras, de modo que, quando uma câmara está em fogo,
o ar aquecido é levado a atravessar todas as demais câmaras antes de sair pela chaminé. Neste tipo de
forno,  a  produção  é  contínua,  funcionando  em  ciclos  de  24  h/dia,  sem  necessidade  de  paradas  para
carga ou descarga dos produtos. Os fornos contínuos mais utilizados são do tipo hoffmann de galerias
paralelas e os fornos túnel.

e) Forno tipo hoffmann: utiliza o ar quente das câmaras em fogo para o pré­aquecimento das câmaras
seguintes, que são interligadas, mantendo a produção contínua. Pode assumir a forma circular, oblonga
ou  retangular.  O  número  de  câmaras  depende  do  tempo  em  que  o  material  deve  ficar  enfornado,  e  é
feito de modo a poder ser carregado duas vezes por dia. Neste tipo de forno, a carga é fixa e a zona de
queima (geralmente lenha) é continuamente deslocada de uma a outra extremidade de cada galeria.

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f) Forno tipo túnel: longo túnel onde a câmara de queima fica no centro. O material é introduzido sobre
vagonetas  que  correm  em  trilhos  e  se  movem  de  uma  extremidade  a  outra  do  túnel.  À  medida  que  o
material vai percorrendo o túnel, ele sofre um aquecimento gradativo até alcançar a zona onde se efetua
a  combustão,  mantendo  a  produção  contínua.  É  bastante  superior  ao  forno  hoffmann  por  apresentar
melhor rendimento térmico e economia de mão­de­obra muitas vezes superior a 60%.

g)  Forno intermitente:  são  fornos  que  operam  em  regime  de carga­queima­descarga,  não  permitindo  a
continuidade  na  produção.    Consistem  em  câmaras  de  alvenaria  cerâmica  espessa,  carregados
manualmente, sendo aquecidos até que se atinja a temperatura desejada. Essa temperatura é mantida
por  um  período  pré­estabelecido  de  horas,  deixando­se,  então,  o  mesmo  sofrer  resfriamento  para,  no
final, as peças serem retiradas do seu interior. O calor é gerado fora dos fornos e circula pelo interior do
mesmo  por  meio  de  pilhas  de  material  cerâmico  até  a  chaminé.  O  material  não  é  cozido  de  forma
uniforme, podendo ser necessário desprezar algumas peças no final da operação por falta ou excesso
de queima. Podem ser do tipo abóbada (redondo), caieira, retangular (tatu ou paulistinha) e vagão.

h) Pó de balão: material particulado considerado resíduo da indústria siderúrgica a carvão vegetal não­
integrada,  captado  no  alto  forno  pelo  sistema  de  despoeiramento  denominado  balão  gravitacional
(coletor primário). É utilizado na indústria cerâmica como insumo ou agregado e como fonte de energia,
objetivando a redução do consumo de argila e de combustível.

i) Potência térmica nominal do forno: quantidade máxima de calor, expressa em MW, que o forno pode
disponibilizar por unidade de tempo quando operado na capacidade máxima para a qual foi projetado. É
calculada multiplicando­se o poder calorífico inferior do combustível utilizado pela quantidade máxima de
combustível que o forno pode queimar por unidade de tempo.

          DIRETRIZES

1)  As  diretrizes  para  coleta  e  análise  estão  especificadas  no  Anexo  XVIII  –  Diretrizes  gerais  para
verificação  do  atendimento  às  condições  e  limites  máximos  de  emissão  e  para  elaboração  dos
respectivos relatórios.

2) A freqüência das amostragens será especificada no programa de automonitoramento.

3)  Ficam  estabelecidas  as  condições  e  limites  máximos  de  emissão  para  poluentes  atmosféricos
provenientes  fontes  fixas  pontuais  típicas  de  indústrias  cerâmica  vermelha,  conforme  Tabela  XVI  a
seguir.

3.1) Para fornos que queimam de óleo combustível aplica­se, adicionalmente, o LME para SOx, de 1.800
mg/Nm3, a 8% de O2, expresso como SO2, independentemente da potência térmica nominal.

3.2)  Para  fornos  que  queimam  combustíveis  nitrogenados  (combustíveis  em  que  o  C  está  diretamente
ligado  ao  N)  o  LME  de  150  mg/Nm3,  a  18%  de  O2,  para  NOx,  expresso  como  NO2,  aplica­se
independentemente da potência térmica nominal.

TABELA XVI
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Condições e LME para poluentes atmosféricos provenientes de fontes existentes (1) e fontes
novas (2) de indústrias de cerâmica vermelha

CONDIÇÕES E LME
(4)
PRAZO  PARA
ATENDIMENTO UNIDADE FONTE (mg/Nm3,  base
(3) seca, a 18% de O2)

POTÊNCIA MP NOx CO
TÉRMICA
NOMINAL (P)
Forno
Tratamento  térmico contínuo
MP, NOX e CO ­
da  argila  ou  massa
5 anos NA
cerâmica ou P  10 MW 150 1.800
(5)
intermitente

P  10 MW 150 150 1.500

(1) indústrias ou fontes cujo início de instalação tenha ocorrido antes da data de publicação desta Deliberação Normativa, bem
como aquelas cuja LI deferida tenha sido requerida anteriormente à data em questão.

(2)  indústrias  ou  fontes  cujo  início  de  instalação  tenha  ocorrido  a  partir  da  data  de  publicação  desta  Deliberação  Normativa,
excluídas aquelas cuja LI deferida tenha sido requerida anteriormente à data em questão.

(3) contado a partir da data de publicação desta Deliberação Normativa, sendo aplicável apenas a fontes existentes; para fontes
novas o atendimento aos LME aplica­se a partir do início de operação da fonte.

(4) para forno que queime óleo combustível aplica­se também o LME para SOx, conforme Diretriz 3.1.

(5) para forno que queime combustíveis nitrogenados, dentre eles o óleo combustível, o LME para NOx, de 150 mg/Nm3, a 18%
de O2, aplica­se independentemente da potência térmica nominal, conforme Diretriz 3.2.

MP = material particulado = materiais no estado sólido ou líquido, em mistura gasosa, que assim se mantêm na temperatura do
meio filtrante, estabelecida pelo método adotado.

NOX  =  óxidos  de  nitrogênio  =  refere­se  à  soma  das  concentrações  de  monóxido  de  nitrogênio  (NO)  e  dióxido  de  nitrogênio
(NO2), expressa como NO2.

ANEXO XVII

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                    Condições  e  LME  para  fontes  fixas  pontuais  não  expressamente  listadas  nos  demais  anexos
desta Deliberação Normativa

1) Ficam estabelecidas, conforme Tabela XVII a seguir, as condições e limites máximos de emissão para
poluentes  atmosféricos  provenientes  de  fontes  fixas  pontuais  não  expressamente  listadas  nos  demais
anexos desta Deliberação Normativa.

2)  As  diretrizes  para  coleta  e  análise  estão  especificadas  no  Anexo  XVIII  –  Diretrizes  gerais  para
verificação  do  atendimento  às  condições  e  limites  máximos  de  emissão  e  para  elaboração  dos
respectivos relatórios.

3)  Para  compostos  orgânicos  voláteis  a  verificação  de  atendimento  ao  LME,  mediante  justificativa,
poderá  ser  feita  por  meio  de  balanço  de  massa  do  processo,  sendo  obrigatória  a  apresentação  da
memória de cálculo juntamente com o relatório de automonitoramento.

4)  A  freqüência  das  amostragens  e  os  poluentes  a  serem  analisados,  definidos  em  função  das
características da fonte, serão especificados no programa de automonitoramento.

5)  Quando  da  regularização  ambiental,  inclusive  por  ocasião  das  revalidações,  o  responsável  pelo
empreendimento poderá solicitar, desde que devidamente fundamentado, o estabelecimento pelo órgão
ambiental  licenciador  de  poluentes,  condições  e  limites  máximos  de  emissão  diferentes  daqueles
mencionados na Tabela XVII.

6) É facultado ao órgão ambiental licenciador, quando da regularização ambiental, inclusive por ocasião
das revalidações, estabelecer poluentes, condições e LME diferentes daqueles mencionados na Tabela
XVII,  podendo  basear­se  em  limites  adotados  em  outros  Estados  da  Federação  ou  aceitos
internacionalmente.

TABELA XVII

Condições e LME para fontes fixas pontuais existentes (1) e novas (2) não expressamente
listadas nos demais anexos desta Deliberação Normativa

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CONDIÇÕES E LME

(mg/Nm3,  base  seca;  quando  envolver  fonte  onde  ocorre  combustão  as


PRAZO  PARA emissões devem ser corrigidas para 8% de O2)
ATENDIMENTO (3)

MP SOx NOx COV (4)

Classe I Classe II
MP, SOx, NOx e COV
150 1.800 1.000
­ 5 anos
20 100

(1)  fontes  cujo  início  de  instalação  tenha  ocorrido  antes  da  data  de  publicação  desta  Deliberação
Normativa, bem como aquelas cuja LI deferida tenha sido requerida anteriormente à data em questão.

(2)  fontes  cujo  início  de  instalação  tenha  ocorrido  a  partir  da  data  de  publicação  desta  Deliberação
Normativa, excluídas aquelas cuja LI deferida tenha sido requerida anteriormente à data em questão.

(3) contado a partir da data de publicação desta Deliberação Normativa, sendo aplicável apenas a fontes
existentes; para fontes novas o atendimento aos LME aplica­se a partir do início de operação da fonte.

(4)  os  compostos  orgânicos  voláteis  a  serem  monitorados  serão  definidos  pelo  órgão  ambiental
licenciador,  no  programa  de  automonitoramento,  em  função  das  características  das  substâncias
envolvidas no processo.

MP  =  material  particulado  =  materiais  no  estado  sólido  ou  líquido,  em  mistura  gasosa,  que  assim  se
mantêm na temperatura do meio filtrante, estabelecida pelo método adotado.

NOX  =  óxidos  de  nitrogênio  =  refere­se  à  soma  das  concentrações  de  monóxido  de  nitrogênio  (NO)  e
dióxido de nitrogênio (NO2), expressa como (NO2).

SOX = óxidos de enxofre = refere­se à soma das concentrações de dióxido de enxofre (SO2) e trióxido
de enxofre (SO3), expressa como (SO2).

COV = compostos orgânicos voláteis, listados nas Tabelas XVII­A e XVII­B a seguir.

TABELA XVII­A

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Compostos orgânicos voláteis Classe I

 
Nº Nº
SUBSTÂNCIA
SUBSTÂNCIA CAS(*) CAS(*)

79­27­ 99–
1,1,2,2­Tetrabromoetano 1­Metil­3­nitrobenzeno ou 3­nitrotolueno
6 08–1

79– 99–
1,1,2,2­Tetracloroetano 1­Metil­4­nitrobenzeno ou 4­nitrotolueno
34–5 99–0

87– 5522­
1,1,2,3,4,4 ­ Hexacloro­1,3­Butadieno 1­Nitropireno
68–3 43­0

79– 2­ Ácido propenóico butil  éster  ou  acrilato  de 141­


1,1,2­Tricloroetano
00–5 butila ou butil acrilato 32­2

594– 2­  Ácido  propenóico  etil  éster  ou  Acrilato  de 140­


1,1­Dicloro­1­nitroetano
72–9 etila ou etil acrilato 88­5

1,1­Dicloroeteno  ou  Dicloreto  de 75– 2­ ácido propenóico metil éster ou Acrilato de 96­33­


vinilideno 35–4 metila ou metil acrilato 3

1,1­Difluoretileno  ou  fluoreto  de 75– 95­95­


2,4,5­Triclorofenol
vinilideno 38–7 4

95– 2,4,6­Trinitrotolueno  (TNT)  ou  2­Metil­1,3,5­ 118­


1,2,4,5­Tetraclorobenzeno
94–3 Trinitrobenzeno 96­7

1,2­Benzenodiol  ou  Pirocatecol  ou 120– 129­


2,4,7­Trinitro­9­fluorenona
1,2­Dihidróxibenzeno 80–9 79­3

78­87­ 2,4­Dicloro­1­metilbenzeno  ou  2,4­ 95–


1,2­Dicloro propano
5 Diclorotolueno 73–8

1,2­Propanodiol  Dinitrato  ou 6423­ 2­4­Dimetil  anilina  ou  2­4­Benzenoamina  ou 95–


Propileno Glicol Dinitrato 43­4 2­4­Xilidina 68–1

1,4­Dioxano  ou  1,4­Dioxa­ 123– 123­


2­Butenal ou Crotonaldeído
ciclohexano 91–1 73­9

1,5­Diaminonaftaleno  ou  1,5­ 2243­ 110­


2­Butino­1,4­diol
Naftalenodiamina 62­1 65­6

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1,5­Diisocianato naftaleno 3173­ 2­Cloro­1,3­butadieno ou cloropreno 126­


72­6 99­8

1,6­ Diisocianato  de  hexametileno  ou 822­ 107–


2­Cloroetanol
Diisocianato de hexametileno 06­0 07–3

1,6­Hexanodiamina  ou 124­ 591­


2­Hexanona ou Metil­n­butilcetona
Hexametilenodiamina 09­4 78­6

134­ 96­45­
1­Aminonaftaleno ou 1­naftilamina 2­Imidazolidinotiona
32­7 7

106­ 75­64­
1­Bromopropano 2­Metil­2­propanamina ou terc Butilamina
94­5 9

109– 2­Metil­5­nitro­anilina  ou  2­Metil­5­nitro­ 99–


1­Butanotiol
79–5 benzenoamina ou 2­Amino­4­nitrotolueno 55–8

109– 2­Metil­m­Fenilenodiamina  ou  2,6  – 823­


1­Butilamina
73–9 Diaminotolueno 40­5

88– 2­Naftil­1­Fenil­1­amina  ou  N­Fenil­ 135­


1­Cloro­2­nitrobenzeno
73–3 2–naftilamina ou N­(2­Naftil) anilina 88­6

100– 2­Nitro­1,4­fenilenodiamina  ou  2­nitro­p­ 5307­


1­Cloro­4­nitrobenzeno
00–5 fenildiamino ou 1,4­Diamino­2­nitrobenzeno 14­2

TABELA XVII­A

Compostos orgânicos voláteis Classe I

 
Nº Nº
SUBSTÂNCIA
SUBSTÂNCIA CAS(*) CAS(*)

107­ 144­
2­Propenal ou acroleína ou acrilaldeído Ácido oxálico ou Ácido Etanodióico
02­8 62­7

2­Propino­1­ol ou álcool propargílico 107­ Ácido tricloro­acético 76–


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19­7 03–9

563­ 108­
3 cloro­2­metil­1­propeno Anidrido acético
47­3 24­7

91­95­ 85­44­
3,3’­Diaminobenzidina Anidrido ftálico
2 9

3,5,5­Trimetil­2­ciclohexeno­1­ona  ou 78­59­ Anidrido  hexahidroftálico  ou  Anidrido 85­42­


isoforona 1 ciclohexano­1,2­dicarboxílico 7

6864­ 108–
4,4­Metilenobis (2­metilciclohexilamina) Anidrido Maléico ou 2,5­Furanodiona
37­5 31–6

119– Anidrido trimelítico ou Anidrido  1,2,4­   552­


4­Amino­2­nitrofenol
34–6 benzenotricarboxílico 30­7

4­Metóxi­anilina  ou  4­metóxi­benzenoamina 104– 62–


Anilina ou fenilamina
ou p­anisidina 94–9 53–3

98­51­ 92–
4­terc­Butiltolueno Bifenila (Difenil) ou fenilbenzeno
1 52–4

5­Cloro­2­metil­anilina  ou  5­cloro­2­metil­ 95– 74­83­


Bromometano ou Brometo de metila
benzenoamina ou 5­cloro­o­toluidina 79–4 9

75– 76­22­
Acetaldeído Cânfora
07–0 2

60– 105­
Acetamida Caprolactama
35–5 60­2

103­ Ceras  de  ácido  montânico,  Sais  de 73138­


Acetanilida ou N­fenil­acetamida
84­4 Zinco 49­5

111– 463­
Acetato de 2­etoxietila ou Acetato de etilglicol Cetena ou etenona
15–9 51­4

108­ 137­
Acetato de Vinila ou Acético ácido etenil éster Cianoacrilato de metila ou mecrilato
05­4 05­3

528– 3926­
Ácido 1,2,4­benzenotricarboxílico Cloracetato de sódio
44–9 62­3

Ácido 2,2­dicloropropanóico 75­99­ Cloreto de alila ou 3­cloropropeno 107–


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0 05–1

149­ 98–
Ácido 2­etilhexanóico Cloreto de benzoíla
57­5 88–4

79– 88­10­
Ácido acrílico ou ácido propenóico Cloreto de dietil Carbamil
10–7 8

79– 75­00­
Ácido cloroacético Cloreto de etila ou cloroetano
11–8 3

64­18­ 98–
Ácido fórmico ou Ácido metanoico Cloreto de sulfonil benzeno
6 09–9

625– 105­
Ácido metóxiacético Cloroacetato de etila
45–6 39­5

TABELA XVII­A

Compostos orgânicos voláteis Classe I

Nº Nº
SUBSTÂNCIA CAS(*)
SUBSTÂNCIA
CAS(*)  

67­66­ 101–84–
Clorofórmio ou Triclorometano
3
Éter difenílico
8  

74­87­ 2238­
Clorometano
3
Éter Diglicidílico
07­5  

76­06­ Éter  monoisopropílico  de  etilenoglicol 109–59–


Cloropicrina ou Tricloronitrometano
2 ou 2­isopropóxi­etanol 1  

Compostos de alquil­chumbo – Etilamina ou Etanamina 75­04­7  

1319­
Cresol
77­3
Etileno ou eteno 74­85­1  

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Di­(2etil hexil) ftalato 117– Etilenodiamina ou 1,2 Diaminoetano 107­15­  


81–7 3

100­63­
Diclorofenóis – Fenilhidrazina
0  

75­09­ 108–95–
Diclorometano ou Cloreto de metileno
2
Fenol
2  

98–87–
Diclorometilbenzeno Formaldeído ou metanal 50­00­0  
3

109–
Dietilamina  ou N­etiletanoamina
89–7
Formamida 75­12­7  

Dietilenotriamina  ou  N­(2­aminoetil)  ­1,2­ 111–


etanodiamina 40–0
Ftalonitrila 91­15­6  

122–
Difenilamina
39–4
Furano­2­carbóxialdeido ou Furfural 98­01­1  

5873– 617­89­
Difenilmetano­2,4’­diisocianato
54–1
Furfurilamina ou 2­Furanometanamina
0  

101–
Difenilmetano­4,4'­diisocianato Glutaraldeído  ou 1,5­Pentanodial 111­30­8  
68–8

Diisocianato  de  isoforona  ou  3,5,5­trimetil­ 4098­


Hexacloroetano 67–72–1  
ciclohexil­isocianato 71­9

124­ 123­31­
Dimetilamina ou N­metilmetanamina Hidroquinona ou 1,4­Benzenodiol  
40­3 9

683–
Di­n­butil dicloreto de estanho
18–1
Iodometano ou Iodeto de metila 74­88­4  

628–
Dinitrato de etilenoglicol Isobutilamina 78­81­9  
96–6

27478– 624­83­
Dinitronaftaleno (todos os isômeros)
34–8
Isocianato de metila
9  

107–
Etanodial ou Glioxal Isopropil cloroacetato 105­48­6
22–2

 
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Etanolamina 141– Metanotiol ou Metil Mercaptana 74­93­1


43–5

75–08– Metil  cloroacetato  ou  Cloroacetato  de


Etanotiol ou Etil mercaptana 96–34–4  
1 metila

TABELA XVII­A

Compostos orgânicos voláteis Classe I

 
Nº Nº
SUBSTÂNCIA
SUBSTÂNCIA CAS(*) CAS(*)

74­89­ 98­54­
Metilamina ou aminometano p­Terc­Butilfenol, ou 4­Terc­Butilfenol
5 4

99­09­ p­Toluidina  ou  4­metilanilina  ou  4­ 106­


m­Nitroanilina ou 3­Nitroanilina
2 metiltolueno 49­0

110­ Subacetato  básico  de  chumbo  ou 1335­


Morfolina
91­8 Acetato de chumbo monobásico 32­6

105– 463­
N,N ­ bis­(3­aminopropil)­metilamina Sulfeto de Carbonila
83–9 58­1

3030­ 56­23­
N,N,N',N'',N''­Pentametildietilenotriamina Tetracloreto de Carbono
47­5 5

N,N­dimetil­3­(4­metilfenil)­3­fenilpropano­ 5632­ 127­


Tetracloroetileno
1­amina ou Tolpropamina 44­0 18­4

N.N­dimetil­anilina  ou  N.N­dimetil­ 121–


Tioálcools –
benzenoamina 69–7

98–
Nitrobenzeno Tioéteres –
95–3

62­56­
Nitrocresóis – Tioureia ou Tiocarbamida
6

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Nitrofenóis – Tolueno­2,4­diisocianato 584­


84­9

1321­ 91­08­
Nitrotolueno (todos os isômeros) Tolueno­2,6­diisocianato
12­6 7

100– 75­25­
N­metilanilina ou N­metilfenilamina Tribromometano ou Bromofórmio
61–8 2

479­ 650­
N­metil­N,2,4,6­tetranitroanilina ou Tetril Tricloroacetato de sódio
45­8 51­1

88­12­ 12002­
N­vinil­2­pirrolidona Triclorobenzenos (todos os isômeros)
0 48­1

88­74­ 79­01­
o­Nitroanilina ou 2­Nitroanilina Tricloroetileno ou tricloroeteno
4 6

106–
p­Benzoquinona ou 1,4 benzoquinona Triclorofenóis –
51–4

76– 1321­
Pentacloroetano Tricloronaftaleno
01–7 65­9

1321­ Tricresil  Fosfato 78­30­


Pentacloronaftaleno
64­8 (ooo.oom.oop.omm.omp.opp) 8

94– 121­
Peróxido de benzoíla Trietillamina
36–0 44­8

110­ 126­
Piperazina Tri­n­butilfosfato
85­0 73­8

110­ Trinitrato  de  glicerina  ou  1,2,3­ 55­63­


Piridina
86­1 Propanotriol trinitrato ou Nitroglicerina 0

100­ 1300­
p­Nitroanilina ou 4­Nitroanilina Xilenois (exceto para 2,4­xilenol)
01­6 71­6

                                               (*) Chemical Abstracts Service ­ http://www.chemicalbook.com/

 
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TABELA XVII­B

Compostos orgânicos voláteis Classe II

Nº CAS (*)

109­70­6

75­34­3

156­59­2

64­19­7

107­31­3

79­24­3

75­52­5

556­67­2

71­55­6

110­88­3

                                                                       (*) Chemical Abstracts Service ­ http://www.chemicalbook.com/

ANEXO XVIII

DIRETRIZES GERAIS PARA VERIFICAÇÃO DO ATENDIMENTO ÀS CONDIÇÕES E LME E PARA
ELABORAÇÃO DOS RESPECTIVOS RELATÓRIOS

 
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03/05/2017 Deliberação Normativa COPAM nº 11, de16 de dezembro de 1986

          Este anexo estabelece diretrizes gerais para: verificação do atendimento às condições e LME;
elaboração de relatórios de automonitoramento.

A) Diretrizes gerais para verificação do atendimento às condições e LME

A­1) Durante teste de desempenho de equipamentos ou sistemas de controle de emissão de poluentes
atmosféricos o atendimento às condições e LME estabelecidos deve ser verificado com a fonte emissora
operando  a  plena  carga,  ou  seja,  com  a  fonte  em  questão  operando  com  pelo  menos  90%  de  sua
capacidade nominal.

A­1.1)  No  caso  de  salas  de  cubas  para  produção  de  alumínio  primário,  a  verificação  de  desempenho
deverá ser feita nas condições de plena carga, definida de acordo com o órgão ambiental licenciador.

A­2)  Para  fins  de  execução  do  programa  de  automonitoramento  as  amostragens  devem  ser  efetuadas
com  o  equipamento  em  condições  típicas  de  operação,  ou  seja,  as  condições  que  prevalecem  na
maioria das horas operadas, devendo ser expressamente informado nos relatórios do referido programa
quais são essas condições em termos do percentual da capacidade nominal utilizada.

A­2.2) Desde que tecnicamente fundamentado, o órgão ambiental licenciador poderá exigir, a qualquer
tempo,  que  a  amostragem  na  fonte  de  emissão  seja  efetuada  com  o  equipamento  operando  a  plena
carga.

A­3)  Para  fontes  fixas  de  emissão  de  poluentes  atmosféricos  que  operam  sazonalmente  ou  cujo
funcionamento  não  seja  contínuo  ao  longo  do  ano,  o  atendimento  às  condições  e  LME  estabelecidos
nesta  Deliberação  Normativa  deve  ser  verificado  nas  condições  típicas  dos  últimos  doze  meses  de
operação da fonte, ou seja, aquelas correspondentes à maioria das horas operadas no período, as quais
devem estar devidamente explicitadas no relatório do programa de automonitoramento.

A­4) Em fontes onde ocorre processo de combustão a conversão do teor de oxigênio nas condições em
que  foi  feita  a  amostragem  para  a  condição  referencial  de  oxigênio,  quando  especificada  nos  quadros
dos Anexos desta Deliberação Normativa, deve ser feita por meio da seguinte fórmula, exceto quando
ocorrer injeção de oxigênio puro no processo:

CR = [(21­OR) / (21­OM)] x CM

onde:

CR = concentração do poluente corrigida para a condição estabelecida;

OR = percentagem de oxigênio na condição de referência estabelecida;

OM = percentagem de oxigênio medida nas condições de amostragem;

CM = concentração do poluente determinada nas condições de amostragem.

Para uso desta fórmula a concentração deve estar expressa em base seca, em mg/Nm3 (miligramas por
normal  metro  cúbico),  ou  seja,  expressa  nas  condições  normais  de  temperatura  e  pressão  (CNTP),  a
saber: pressão = 1 atm ou 1013 mBar ou 760 mmHg; temperatura = 0°C ou 273K.

A­5) Na hipótese de que duas ou mais fontes de emissão façam o lançamento final por meio de duto ou
chaminé comum, as medições devem ser feitas individualmente, ou seja, com uma fonte operando e as
demais desligadas, ressalvada a hipótese prevista no item a seguir.

A­5.1) Não sendo possível a realização de medições individuais, conforme estabelecido no item anterior,
deverá  ser  incluída  justificativa  técnica  sucinta  no  relatório  de  amostragem,  podendo,  nesse  caso,  as
medições  serem  efetuadas  no  duto  ou  chaminé  comum  com  todas  as  fontes  em  condições  típicas  de
operação,  hipótese  em  que  o  limite  máximo  de  emissão  a  ser  observado  será  dado  pelas  fórmulas  a
seguir:

I)  para  fontes  geradoras  de  calor  (fontes  dos  Anexos  I­A,  I­B,  I­C  e  I­D),  para  as  quais  o  fator  de
ponderação é a potência nominal:
http://www.siam.mg.gov.br/sla/download.pdf?idNorma=29875 71/77
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LEres = ∑1,n (PNn x LEn) / ∑1,n (PNn)

onde:

LEres = LME resultante;

PN = potência térmica nominal da fonte geradora de calor;

LE = LME aplicável a cada fonte individualmente;

N  =  número  de  fontes  geradoras  de  calor  que  fazem  lançamento  final  por  meio  do  duto  ou  chaminé
comum;

II) para outras fontes que não as geradoras de calor, para as quais o fator de ponderação é a vazão dos
gases:

Le = ∑1,n (Qn x. Ln) / ∑1,n (Qn)

sendo:

Le = LME equivalente para os gases de exaustão totais;

L = LME de cada corrente gasosa direcionada ao duto ou chaminé comum.

Q = vazão de cada efluente gasoso (CNTP, base seca) direcionado ao duto ou chaminé comum;

n = número de correntes direcionadas ao duto ou chaminé comum.

A­6) Quando houver emissão de duas ou mais fontes em duto ou chaminé comum e não for possível a
verificação  do  atendimento  aos  LME  nos  termos  dos  itens  A­5  ou  A­5.1,  caberá  ao  órgão  ambiental
licenciador fixar o limite do conjunto com base nos limites individuais.

A­7)  Na  ocorrência  de  uma  fonte  lançando  em  mais  de  um  duto  ou  chaminé  as  emissões  devem  ser
somadas  para  efeito  de  comparação  com  o  LME  quando  este  for  estabelecido  por  meio  de  fator  de
emissão ou de taxa de emissão; caso o LME seja estabelecido em concentração, as emissões devem
ser ponderadas pelas respectivas vazões, para fins de comparação com o LME, exceto no caso em que
a fonte possua sistemas de controle específicos, hipótese em que o LME deverá ser atendido em cada
chaminé.

Diretrizes para monitoramento descontínuo

A­8) Para execução da amostragem descontínua em duto ou chaminé devem ser cumpridas exigências
listadas a seguir; o não atendimento a uma ou mais delas poderá implicar a invalidação da amostragem:

A­8.1)  a  operação  da  fonte  geradora  das  emissões  deve  estar  estabilizada,  de  forma  a  garantir
resultados  representativos;  situações  diferentes  devem  ser  comunicadas  e  acordadas  com  o  órgão
ambiental  licenciador,  como  por  exemplo  as  situações  transitórias  que  não  representam  a  condição
típica do processo de produção tais como paradas ou partidas de unidades, quedas de energia, testes
de novos combustíveis ou matérias primas, partida de uma linha ou de um grupo de cubas, parada ou
partida de uma cuba com o catodo reconstruído;

A­8.2)  os  instrumentos  de  operação  e  controle  (inclusive  monitores  de  gases)  devem  estar  calibrados,
operando na faixa indicada nos certificados, os quais devem ser mantidos em arquivo, à disposição dos
órgãos ambientais pelo período de cinco anos ou durante a vigência da LO ou da AAF, prevalecendo o
que for maior. Em caso de dúvida poderá ser exigida nova aferição do equipamento;

A­8.3)  Os  registros  de  operação,  tanto  do  processo  quanto  dos  equipamentos  envolvidos,  que  sejam
relevantes para a análise dos resultados da amostragem devem ser apresentados durante a realização
das amostragens e mantidos em arquivo à disposição dos órgãos ambientais pelo período de cinco anos
ou durante a vigência da LO ou da AAF, prevalecendo o que for maior;

http://www.siam.mg.gov.br/sla/download.pdf?idNorma=29875 72/77
03/05/2017 Deliberação Normativa COPAM nº 11, de16 de dezembro de 1986

A­8.4) os equipamentos de controle ambiental devem possuir medidores dos parâmetros necessários à
verificação do bom funcionamento dos mesmos;

A­8.5) as fontes de combustão devem dispor de sistema de medição que permita a verificação, durante
a  amostragem,  do  consumo  de  combustível  gasoso  ou  líquido  e,  no  caso  de  combustíveis  sólidos,
quando aplicável.

A­8.6)  As  análises  devem  ser  realizadas  por  laboratórios  que  atendam  aos  requisitos  da  Deliberação
Normativa  COPAM  nº  167,  de  29­6­2011,  que  revisa  e  consolida  as  exigências  para  laboratórios  que
emitem relatórios de ensaios ou certificados de calibração referentes a medições ambientais.

A­8.7) Para realização de amostragens devem ser utilizados os métodos especificados na Tabela XVIII;
a  utilização  de  outros  métodos  poderá  ser  aceita  desde  que  sejam  comprovadamente  equivalentes  e
previamente acordada com o órgão ambiental licenciador. Podem ser utilizados métodos automáticos de
amostragem e análise, desde que previamente aprovados pelo órgão ambiental licenciador.

A­8.8)  Para  amostra  cujo  resultado  se  apresentar  menor  ou  igual  ao  limite  de  detecção  do  método
adotado,  deverá  ser  considerado  o  valor  deste  limite  para  efeito  do  cálculo  da  emissão  do  poluente,
devendo o fato ser anotado no Relatório do Programa de Automonitoramento;

Diretrizes para monitoramento contínuo

A­9)  A  determinação  da  necessidade  de  monitoramento  contínuo  deverá  considerar  os  seguintes
aspectos:

a) relevância da emissão da fonte na qualidade do ar da região;

b) variabilidade da emissão da fonte;

c) existência de equipamento de monitoramento com tecnologia confiável, comprovada e disponível no
mercado para analisar o poluente alvo.

A­10) O monitoramento contínuo, quando utilizado para verificação de atendimento às condições e LME
especificados nesta Deliberação Normativa, deverá observar as seguintes condições:

A­10.1)  o  monitoramento  será  considerado  contínuo  quando  a  fonte  estiver  sendo  monitorada  em,  no
mínimo, 67% do tempo de sua operação por um monitor contínuo, considerando o período de um ano;

A­10.2) a média diária será considerada válida quando houver monitoramento válido durante pelo menos
75% do tempo operado no dia;

A­10.3) Para efeito de verificação de conformidade das emissões devem ser desconsiderados os dados
gerados  em  situações  transitórias  de  operação  tais  como  parada  ou  partida  de  unidade,  queda  de
energia, ramonagem, teste de novo combustível ou matéria prima, partida de uma linha ou de um grupo
de  cubas,  parada  ou  partida  de  uma  cuba  com  o  catodo  reconstruído,  desde  que  tais  situações  não
ultrapassem  2%  do  tempo  monitorado  durante  um  dia  (de  0  às  24  horas).  Poderão  ser  aceitos
percentuais maiores que os estabelecidos neste item no caso de processos especiais, onde as paradas
e  partidas  sejam  necessariamente  mais  longas,  desde  que  previamente  justificado  e  autorizado  pelo
órgão ambiental licenciador.

A­11) O LME, quando verificado por meio de monitoramento contínuo, será considerado atendido se pelo
menos  90%  das  médias  diárias  válidas  atenderem  a  100%  do  LME  e  o  restante  das  médias  diárias
válidas  atingir  no  máximo  130%  do  LME,  em  período  a  ser  estabelecido  pelo  órgão  ambiental
licenciador.

A­12)  o  compartilhamento  de  sistemas  de  monitoramento  contínuo  é  possível  desde  que  atenda  às
seguintes condições:

A­12.1) existir viabilidade técnica para o compartilhamento e houver prévia anuência do órgão ambiental
licenciador;

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A­12.2)  a  disponibilidade  do  equipamento  de  amostragem  contínua  seja  maior  que  80%  do  tempo  no
período de um ano;

A­12.3)  o  período  de  monitoramento  poderá  ser  rateado  respeitando  amostragem  mínima  de  dez
minutos por hora e por fonte;

A­12.4)  para  efeito  de  verificação  de  conformidade  desta  Deliberação  Normativa  nos  casos  de
compartilhamento  de  sistemas  de  monitoramento  contínuo  de  emissões  devem  ser  atendidas  as
considerações do item A­10.3;

A­12.5)  a  média  diária  de  cada  fonte  será  considerada  válida  quando  houver  registros  válidos  durante
pelo menos 75% do período de rateio previsto no item A­12.3;

A­12.6)  o  limite  de  emissão  verificado  por  meio  de  monitoramento  compartilhado  será  atendido  de
acordo com as considerações do item A­11.

B) Diretrizes gerais para elaboração de relatórios

Os  resultados  das  medições  realizadas  por  métodos  contínuos  ou  descontínuos  devem  ser
apresentados em Relatório do Programa de Automonitoramento conforme diretrizes fixadas pelo órgão
ambiental licenciador, quando do estabelecimento do referido Programa.

O órgão ambiental licenciador, quando do estabelecimento do Programa de Automonitoramento, poderá:

a) determinar que sejam informados o fator de emissão e a taxa de emissão de determinados poluentes,
além dos parâmetros referentes à concentração estabelecidos nesta Deliberação Normativa;

b) estabelecer, mediante fundamentação, critérios adicionais para validação de dados dos relatórios do
Programa de Automonitoramento.

B­1) Diretrizes gerais para elaboração de relatórios de monitoramento descontínuo

O  Relatório  para  monitoramento  descontínuo  deve  conter,  no  mínimo,  as  seguintes  informações,
referentes à fonte amostrada:

B­1.1) razão social e CNPJ do empreendimento;

B­1.2) data da campanha;

B­1.3)  número  de  registro  do  empreendimento  no  Cadastro  Técnico  Federal  de  Atividades
Potencialmente Poluidoras ou Utilizadoras de Recursos Naturais Renováveis – CTF;

B­1.4) número do processo de LO ou de AAF perante ao COPAM;

B­1.5) identificação da fonte de emissão;

B­1.6) condições operacionais da fonte mantidas durante a amostragem, as quais, em função do tipo de
fonte,  sejam  relevantes  para  análise  dos  resultados,  tais  como  tipo  de  combustível  utilizado,  tipo  de
matéria  prima  processada,  taxa  de  produção,  tipo  de  produto  em  processamento,  temperatura  de
operação, pressão de operação, dentre outras;

B­1.7) identificação do sistema de controle de emissões;

B­1.8)  condições  operacionais  do  sistema  de  controle  durante  a  amostragem,  as  quais,  em  função  do
tipo  de  sistema,  sejam  relevantes  para  análise  dos  resultados  tais  como  perda  de  carga,  vazão  de
líquido de lavagem, pH do líquido de lavagem, temperatura de operação, pressão de operação, número
de mangas danificadas, variação de tensão, dentre outras;

B­1.9) metodologias empregadas nas amostragens e análises;

B­1.10) prazo de validade dos certificados de calibração dos instrumentos envolvidos nas amostragens;
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03/05/2017 Deliberação Normativa COPAM nº 11, de16 de dezembro de 1986

B­1.11) relatar se para alguma amostra o resultado analítico se apresentou menor ou igual ao limite de
detecção do método adotado, especificando para quais poluentes isto ocorreu;

B­1.12) resultados e conclusão, enfatizando a comparação com os LME estabelecidos;

B­1.13)  nome,  assinatura  do  responsável  pelo  relatório  e  respectivo  número  de  registro  perante  ao
Conselho Regional da categoria profissional.

B­2) Diretrizes gerais para elaboração de relatórios de monitoramento contínuo

O relatório para monitoramento contínuo deve conter, no mínimo, as seguintes informações, referentes à
fonte amostrada:

B­2.1) razão social e CNPJ do empreendimento;

B­2.2) período abrangido pelo relatório;

B­2.3)  número  de  registro  do  empreendimento  no  Cadastro  Técnico  Federal  de  Atividades
Potencialmente Poluidoras ou Utilizadoras de Recursos Naturais Renováveis – CTF;

B­2.4) número do processo de LO ou de AAF perante ao COPAM;

B­2.5) identificação da fonte de emissão;

B­2.6)  condições  operacionais  da  fonte  predominantes  durante  o  período  abrangido  pelo  relatório,  as
quais,  em  função  do  tipo  de  fonte,  sejam  relevantes  para  análise  dos  resultados,  tais  como  tipo  de
combustível  utilizado,  tipo  de  matéria  prima  processada,  taxa  de  produção,  tipo  de  produto  em
processamento, temperatura de operação, pressão de operação, dentre outras;

B­2.7) identificação do sistema de controle de emissões;

B­2.8) condições operacionais do sistema de controle predominantes durante o período abrangido pelo
relatório,  as  quais,  em  função  do  tipo  de  sistema,  sejam  relevantes  para  análise  dos  resultados  tais
como  perda  de  carga,  vazão  de  líquido  de  lavagem,  pH  do  líquido  de  lavagem,  temperatura  de
operação, pressão de operação, número de mangas danificadas, variação de tensão, dentre outras;

B­2.9) metodologias empregadas nos monitores;

B­2.10) relatório de aferição dos monitores contra métodos de referência;

B­2.11) relatar se para alguma amostra o resultado analítico se apresentou menor ou igual ao limite de
detecção do método adotado, especificando para quais poluentes isso ocorreu;

B­2.12) resultados e conclusão, enfatizando a comparação com os LME estabelecidos;

B­2.13)  nome,  assinatura  do  responsável  pelo  relatório  e  respectivo  número  de  registro  perante  ao
Conselho Regional da categoria profissional.

                          

TABELA XVIII

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03/05/2017 Deliberação Normativa COPAM nº 11, de16 de dezembro de 1986

MÉTODOS DE COLETA E ANÁLISE PARA OS POLUENTES CITADOS NOS ANEXOS I A XVII

ITEM PARÂMETRO MÉTODO DE COLETA E ANÁLISE

ABNT  12019/1990  ou  ABNT  12827/1993  ou  USEPA­5  ou


1 Material particulado
USEPA­17

CETESB L.9229 ou USEPA 7E­2009 ou ABNT 11505:1989
2 Óxidos de nitrogênio (NOx)
(*)

ABNT  12021/1990  ou  12022/1992  ou  USEPA­8  ou


3 Óxidos de enxofre (SOx)
CETESB L.9.228:1992

ABNT  10.702/1999,  com  ORSAT  >  1%  ou  CETESB


4 Monóxido de carbono (CO)
L.9.210:1990 ou USEPA­CTM­30

5 Enxofre Reduzido Total (ERT) USEPA­15 A ou CETESB L.9.227

6 Chumbo (Pb) USEPA­12

7 Fluoreto (F) CETESB L.9.213/1995 ou USEPA­13­B:2000

8 Amônia (NH3) CETESB L.9.230:1993 ou USEPA­027:1998

Dióxido  de  enxofre  (SO2)  em


9 ABNT 12021/1990
planta de H2SO4

Trióxido  de  enxofre  (SO3)  em


10 ABNT 12021/1990
planta de H2SO4

11 Cloro (Cl2) CETESB L.9.231/1994

12 Ácido clorídrico (HCl) CETESB L.9.231/1994

Compostos  orgânicos  voláteis USEPA  0040,  USEPA  18,  USEPA  25A  (O2  ≥  18%)  e
13
(COV) USEPA 30

(*)  a)  O  LME,  exceto  para  medição  de  NOx  por  colorimetria,  será  considerado  atendido  se,  de  três  resultados  de  medições
efetuadas em uma única campanha, a média aritmética das medições atender aos referidos limites, admitido o descarte de um
dos  resultados  quando  esse  for  considerado  discrepante  em  função  da  incerteza  do  método  ou  da  variabilidade  do  processo
produtivo.

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03/05/2017 Deliberação Normativa COPAM nº 11, de16 de dezembro de 1986
b) Quando o NOx for determinado por colorimetria utilizando o método do ácido fenoldissulfônico (L.9.229), devem ser coletados
nove  balões,  com  o  intervalo  de  coleta  entre  cada  balão  de,  no  mínimo,  quinze  minutos,  salvo  ocasiões  em  que  o  processo
produtivo exigir intervalos diferentes, o que demandará comunicação ao órgão ambiental licenciador.

c)  O  limite  de  emissão  para  NOx,  quando  medido  por  colorimetria,  será  considerado  atendido  se,  dos  nove  resultados  de
medições efetuadas, a média aritmética das medições atender aos referidos limites, admitido o descarte de três dos resultados
quando esses forem considerados discrepantes em função da incerteza do método ou da variabilidade do processo produtivo.

d) Nas hipóteses das alíneas “a” e “c”, caso tenha havido o descarte de resultados o fato deverá ser reportado e devidamente
justificado no relatório do programa de automonitoramento.

[1]
 Constituição do Estado de Minas Gerais, art. 214, §1º, inciso IX.
 
[2]
 Lei Estadual nº 7.772, de 8 de setembro de 1980, art. 5º, inciso I.
 
[3]
 Decreto Estadual nº 44.844, de 25 de junho de 2008.
 
[4]
 Lei Delegada nº 178, de 27 de janeiro de 2007.
 
[5]
 Decreto Estadual nº 44.667, de 3 dezembro de 2007.

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