Termodinâmica
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Segunda Lei da
Termodinâmica
Prof. Nelson Luiz Reyes Marques
Máquinas Térmicas e o Segundo Princípio da Termodinâmica
Do ponto de vista da engenharia, talvez a aplicação mais
importante dos conceitos deste capítulo seja a eficiência
limitada das máquinas térmicas
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Um dispositivo muito útil para compreender a segunda lei
da termodinâmica é a máquina térmica
Uma máquina térmica é um dispositivo que transforma
calor parcialmente em trabalho ou em energia mecânica.
Máquinas Térmicas e o Segundo Princípio da Termodinâmica
Geralmente, uma quantidade de matéria no interior da
TERMODINÂMICA – PARTE 2
máquina recebe ou rejeita energia na na forma decalor,
expande-se e se comprime, e algumas vezes sofre
transição de fase. Essa matéria é chamada de
substância de trabalho da máquina.
Em máquinas de combustão interna, a substância de
trabalho pode ser uma mistura de gasolina com ar; na
turbina a vapor, a substância de trabalho é a água.
Segundo Princípio da Termodinâmica
Consideremos um sistema de temperaturas diferentes
que estão em contato e isolado da vizinhança por paredes
adiabáticas.
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Depois de um tempo, os corpos estarão em equilíbrio
termodinâmico, devido o fluxo de calor do corpo 1 ao
corpo 2. A energia total do sistema permanece a mesma.
Se pensarmos no processo inverso. É possivel?
O que determina o sentido em que o processo natural terá lugar?
Segundo Princípio da Termodinâmica
Enunciado de Clausius
TERMODINÂMICA – PARTE 2
"É impossível para qualquer sistema operar de maneira
que o único resultado seja a transferência de energia
sob a forma de calor de um corpo mais frio para um
corpo mais quente.”
Reservatório Térmico : Um sistema cuja temperatura
não varia mesmo que seja adicionada ou removida
energia na forma de transferência de calor
Segundo Princípio da Termodinâmica
Enunciado de Kelvin-Planck
TERMODINÂMICA – PARTE 2
"É impossível para qualquer sistema operar em um
ciclo e fornecer uma quantidade líquida de trabalho
para as suas vizinhanças enquanto recebe energia
por transferência de calor de um único
reservatório térmico.
Segundo Princípio da Termodinâmica
A segunda lei da termodinâmica pode ser
enunciada a partir de observações experimentais:
TERMODINÂMICA – PARTE 2
É impossível para qualquer sistema sofrer um
processo no qual ele absorva calor a uma dada
temperatura e converta todo o calor absorvido
em trabalho, retornando a um estado idêntico ao
inicial.
Alternativamente,
É impossível que o calor passe espontaneamente
de um corpo mais frio para um corpo mais quente.
Processos Reversíveis e Irreversíveis
A segunda lei da termodinâmica determina o sentido
preferencial do processo termodinâmico.
TERMODINÂMICA – PARTE 2
A segunda lei da termodinâmica introduz uma função de
estado chamada ENTROPIA que permanece constante ou
aumenta em qualquer processo possível, em um sistema
isolado.
Processos Reversíveis e Irreversíveis
Segunda lei da Termodinâmica e Entropia
A segunda lei da termodinâmica pode ser formulada em termos
TERMODINÂMICA – PARTE 2
quantitativos usando o conceito de entropia, que fornece uma
estimativa da desordem do sistema.
Quando uma quantidade dQ de calor é adicionada a um gás ideal,
ele se expande realizando um trabalho dW = p dV. Segundo a
primeira lei da termodinâmica,
nRT
dQ = dW = p dV = dV
V
Logo,
dQ dV
=
nRT V
Processos Reversíveis e Irreversíveis
Segunda lei da Termodinâmica e Entropia
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Com a expansão, o gás passa para um estado mais
desordenado. Assim, a variação relativa do volume
dV/V (~ dQ/T) fornece uma estimativa do aumento
da desordem.
A entropia S do sistema pode então ser
definida a partir da relação
dQ
dS =
T
Processos Reversíveis e Irreversíveis
Os processos termodinâmicos que ocorrem na natureza
são todos IRREVERSÍVEIS. Esses processos são
TERMODINÂMICA – PARTE 2
aqueles que ocorrem em determinados sentidos e não
ocorrem no sentido contrário.
Dissipação de energia mecânica
Troca de calor
Expansão livre
Mistura de espécies químicas diferentes
Reações químicas
Processos Reversíveis e Irreversíveis
Irreversibilidade
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Processos Reversíveis e Irreversíveis
Irreversibilidade
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Os processos cotidianos são irreversíveis; eles não
ocorrem espontaneamente na ordem temporal
reversa.
Processos Reversíveis e Irreversíveis
Se um processo real ocorrer muito lentamente, de tal
forma que o sistema esteja sempre muito próximo do
equilíbrio, esse processo pode ser considerado como
TERMODINÂMICA – PARTE 2
reversível
Exemplo: Comprimir um gás muito lentamente ao deixar cair sobre
o pistão sem atrito alguns grãos de areia
Compressão isotérmica e reversível
Cada grão de areia adicionado
Areia
representa uma pequena mudança para
um novo estado de equilíbrio
O processo pode ser revertido pela lenta
remoção dos grãos de areia do pistão
Reservatório de calor
Desordem e Processos Termodinâmicos
O estado aleatório ou o grau de desordem do estado final
de um sistema pode ser relacionado ao sentido da
TERMODINÂMICA – PARTE 2
realização de um processo natural. Ex: Catalago jogado.
A energia cinética macroscópica é a energia associada à
organização, ao movimento coordenado de muitas
moléculas, porém, a transferência de calor envolve
variações de energia do estado aleatório, ou o movimento
molecular desordenado. Logo, a conversão de energia
mecânica em calor envolve um aumento de desordem do
sistema.
Máquinas térmicas
Absorvem calor de uma fonte a temperatura
relativamente altas, realizam trabalho mecânico e
TERMODINÂMICA – PARTE 2
rejeitam algum calor a uma temperatura mais baixa.
Máquinas térmicas
Em geral, uma máquina térmica faz com que alguma substância de
trabalho realize processo(s) cíclico(s) durante os quais
TERMODINÂMICA – PARTE 2
(1) calor é transferido de uma fonte
a uma temperatura elevada
(2) trabalho é feito pela máquina
(3) calor é lançado pela máquina para
uma fonte a uma temperatura mais
baixa
A máquina absorve calor Qq do
reservatório quente, rejeita calor Qf
para o reservatório frio e realiza
trabalho Wmáq
Wmáq = Qq − Q f
Máquinas térmicas
Pelo Primeiro Princípio da termodinâmica
TERMODINÂMICA – PARTE 2
U = Q − W = 0 Qlíq = W = Wmáq
U = 0
A formulação de Kelvin-Planck do
Segundo Princípio da Termodinâmica
Área=Wmáq
“É impossível construir uma máquina
térmica que, operando num ciclo, não
produza nenhum efeito além da
absorção de calor de um reservatório e
da realização de uma quantidade igual
de trabalho”
Máquinas térmicas
É impossível construir uma máquina que trabalhe
com rendimento de 100%
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Rendimento da máquina
térmica
Wmáq Qq − Q f Qf
e= = =1−
Qq Qq Qq
Máquinas térmicas
TERMODINÂMICA – PARTE 2
“A primeira lei proibe a criação ou destruição
da energia; enquanto a segunda lei limita a
disponibilidade da energia e os modos de
conservação e de uso da energia.”
Máquina de Carnot
De acordo com a segunda lei, nenhuma máquina térmica
pode ter eficiência de 100%. Qual é a eficiência
TERMODINÂMICA – PARTE 2
máxima que uma dada maquina pode ter?
Máquina de Carnot
Em 1824, um engenheiro francês chamado Sadi Carnot
descreveu uma máquina teórica - Máquina de Carnot
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Ciclo de Carnot
(1º) No processo 1 → 2, o gás se expande
isotermicamente quando em contacto com
um reservatório de calor a Tq
(2º) No processo 2 → 3, o gás se expande
adiabaticamente (Q = O)
(3º) No processo 3 → 4, o gás é
comprimido isotermicamente durante o
contato com o reservatório de calor a Tf < Tq
(4º) No processo 4 → 1, o gás é
comprimido adiabaticamente
Máquina de Carnot
TERMODINÂMICA – PARTE 2
1 → 2: Tranformação isortérmica. O sistema absorve calor Q.
2 → 3: Expansão adiabática
3 → 4: Compressão isotérmica. O sistema libera Q.
4 → 1: Compressão adiabática.
Máquina de Carnot
Diagrama PV para o ciclo de Carnot
O trabalho líquido
TERMODINÂMICA – PARTE 2
realizado Wmáq, é
igual ao calor líquido
recebido num ciclo.
Observe que para o
ciclo
U = 0
W = Q = Qq − Q f
Rendimento térmico da máquina Carnot mostrou que
de Carnot
Qf Tf
eC =
W
= 1−
Qf
ou eC = 1 −
Tf =
Qq Qq Tq Qq Tq
Refrigeradores
Se quisermos transferir calor do reservatório frio para
o reservatório quente?
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Como esta não é a direção natural do fluxo, temos que
realizar trabalho para fazer com que isso ocorra
utilizando dispositivos como os refrigeradores
É a máquina térmica de ciclo de Carnot funcionando ao
contrário
Refrigeradores
A bomba absorve o calor Qf de um reservatório frio e rejeita
o calor Qq para um reservatório quente. O trabalho realizado
na bomba de calor é W
TERMODINÂMICA – PARTE 2
U = 0
W + Q f = Qq
W = Qq − Q f
Coeficiente de desempenho do Refrigerador (K)
Qf Qf
K= =
W Qq − Q f
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Refrigeradores comuns
Refrigeradores comuns
1. O compressor comprime o fluido refrigerante. Isto eleva
a pressão e temperatura do fluido refrigerante, de modo
TERMODINÂMICA – PARTE 2
que as serpentinas externas de troca de calor da
geladeira permitem que o fluido refrigerante dissipe o
calor devido à pressurização;
2. À medida que esfria, o fluido refrigerante se condensa
em forma líquida e flui pela válvula de expansão;
3. Quando passa pela válvula de expansão, o fluido
refrigerante se move da zona de alta pressão para a zona
de baixa pressão, e se expande e evapora;
4. As serpentinas dentro da geladeira permitem que o
fluido refrigerante absorva calor, fazendo com que a parte
interna da geladeira fique fria. Então, o ciclo se repete.
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Refrigeradores comuns
Refrigeração comercial – Máquina de Gelo
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Segundo Princípio da Termodinâmica
Os processos reais seguem um sentido preferencial
TERMODINÂMICA – PARTE 2
É o Segundo Princípio da Termodinâmica que
determina as direções em que ocorrem os fenómenos
naturais
Segundo Princípio da Termodinâmica
Formulação alternativa do 2º princípio da
termodinâmica
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Enunciado de Clausius da 2º Lei da Termodinâmica:
“O calor não flúi espontaneamente de um corpo frio
para um corpo quente”
Bomba de calor impossível
É impossível existir uma bomba de calor ou frigorífico
(refrigerador) que absorve calor de um reservatório frio
e transfere uma quantidade de calor equivalente para um
reservatório quente, sem a realização de trabalho. Essa
formulação viola o Segundo Princípio da Termodinâmica
Exemplo 1
Uma certa máquina de Carnot absorve 2000 J de calor
de um reservatório a temperatura de 500K, realiza
TERMODINÂMICA – PARTE 2
trabalho e descarta calor para um reservatório a 350
K. Qual foi o trabalho realizado, qual a quntidade de
calor rejeitada e qual a eficiência dessa máquina?
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Exemplo 1
ou
Exemplo 2
Suponha que 0,200 mol de um gás ideal diatômico
(=1,40) passe por um ciclo de Carnot com
TERMODINÂMICA – PARTE 2
temperaturas de 227 °C e 27 °C. A pressão é Pa =
10,00 x 105 Pa e, durante a expansão isotérmica, na
temperatura mais elevada o volume dobra.
a) Ache a pressão e o volume dos pontos a, b, c e d.
b) Calcule Q, W e U no ciclo todo e em cada etapa do
ciclo.
c) Determine o rendimento.
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Exemplo 2
TERMODINÂMICA – PARTE 2
a)
Exemplo 2
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Exemplo 2
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Exemplo 2
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Exemplo 2
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Exemplo 2
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Exemplo 2
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Exemplo 2
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Exemplo 2
Exemplo 3
Se o ciclo descrito no exemplo 2 for invertido e se
transformar em um refrigerador, qual será o seu
TERMODINÂMICA – PARTE 2
coeficiente de desempenho?
A máquina de Carnot rejeita Qc = -346 J para o
reservatório frio, e realiza um trabalho W = 230 J.
Logo, quando funciona em sentido contrario, como um
refrigerador, o sistema extrai um calor Qc = - 346 J
do reservatório frio, ao mesmo tempo requer um
fornecimento de trabalho W = - 230 J.
𝑄𝑐 346 𝑇𝑐 300
𝐾= = = 1,50 𝐾= = = 1,50
𝑊 230 𝑇𝐻 − 𝑇𝑐 500 − 300
Exemplo 4
Sob que condições uma maquina térmica ideal seria
100% eficiente?
TERMODINÂMICA – PARTE 2
A eficiência de uma máquina térmica pode ser
expressa por
Para o rendimento ser de 100%, 𝑄𝑐 , o calor liberado,
teria que ser nulo, mas essa seria então uma máquina
perfeita que, de acordo com a segunda lei, não existe.
Considerando a eficiência expressa em termos das
temperaturas extremas,
Exemplo 4
TERMODINÂMICA – PARTE 2
para um rendimento de 100%, a temperatura da fonte
fria teria de ser TC = 0 K, o que estaria em desacordo
com a terceira lei da termodinâmica
Exemplo 5
Por que um carro faz menos quilômetros por litro de
gasolina no inverno do que no verão?
TERMODINÂMICA – PARTE 2
As máquinas térmicas reais não operam ciclos
exatamente reversíveis e quanto maior for a
diferença de temperatura entre a fonte quente e a
fonte fria, maior ´e a quantidade de energia que não
se aproveita. Assim, nos dias mais frios, um motor de
automóvel tem a sua eficiência diminuída.
Entropia
A variável de estado relacionada com o Segundo
Princípio da Termodinâmica, é a entropia S.
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Os sistemas isolados tendem à desordem e a entropia é
uma medida dessa desordem.
A ideia de entropia surgiu no seguimento de uma
função criada pelo físico alemão Rudolf Clausius (1822-
1888). Expressou a entropia em escala macroscópica
pela primeira vez em 1865.
Entropia
A partir da equação que descreve a máquina de Carnot
Qf Tf
TERMODINÂMICA – PARTE 2
=
Qq Tq
Obteve a Qf Qq a razão Q/T tem um
relação = significado especial
Tf Tq
Se dQr for o calor transferido quando o sistema segue
uma trajetória reversível entre dois estados, a variação
da entropia, independentemente da trajetória real
seguida, é igual a
f
dQr
dS =
dQr
integro dS S =
T
T i
Entropia
Em 1887 Boltzmann definiu a entropia dum ponto de
vista microscópico
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Irreverssível
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Entropia
Reverssível
Entropia
Simulação de expansão livre
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Entropia
Simulação de expansão livre
TERMODINÂMICA – PARTE 2
10 partículas
Entropia Simulação de expansão livre
100 partículas
TERMODINÂMICA – PARTE 2
T100 1027 T10
...
Entropia
Estados Macroscópicos e Microscópicos
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Microestado
Macroestado
Esquerda: verde, azul,
vermelha Esquerda: 3 partículas
Direita: amarela, laranja Direita: 2 partículas
Entropia
A um macroestado podem
corresponder
TERMODINÂMICA – PARTE 2
vários microestados
1 macroestado
esquerda = 3
direita = 1
4 microestados
Entropia
Multiplicidade
TERMODINÂMICA – PARTE 2
A multiplicidade de um macroestado
é
o número de microestados que
correspondem a esse macroestado.
multiplicidade = 4
Entropia
Diferentes macroestados podem ter
diferentes multiplicidades.
TERMODINÂMICA – PARTE 2
= multiplicidade 2 partículas
=2
=1 =1
microestados
macroestados
Entropia
=6
4 partículas
TERMODINÂMICA – PARTE 2
=4 =4
=1 =1
Entropia
Cálculo da Multiplicidade
TERMODINÂMICA – PARTE 2
N partículas, das quais n
... ... ocupam o lado esquerdo do
recipiente e N - n o lado
n N‒n direito.
(n,N) = multiplicidade do macroestado com n partículas à
esquerda e N‒n à direita
N!
( n, N ) =
n! ( N − n )!
Entropia
Uma característica da multiplicidade é que para um
sistema composto por dois subsistemas (1 e 2) de
TERMODINÂMICA – PARTE 2
multiplicidades Ω1 𝑒 Ω2 , a multiplicidade é determinada
pelo produto Ω1 × Ω2 . Ou seja, a multiplicidade não é
uma grandeza aditiva. Esse “problema” é resolvido pela
introdução de uma nova grandeza, a entropia,
representada pela letra 𝑆 definida como
𝑆 = 𝑘 ln Ω
onde k é a constante de Boltzmann, introduzida nessa definição por
razões históricas (𝑘 ≈ 1,38. 10−23 𝐽/𝐾).
Ω = a multiplicidade é também conhecida como o número de
microestados possíveis para o sistema
Entropia
1 2
TERMODINÂMICA – PARTE 2
1+2 = 1 2 𝑆𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 = 𝑘 ln Ω 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙
S1+2 = S1 + S2 𝑆𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 = 𝑘 ln(Ω1 × Ω2 )
𝑆𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 = 𝑘 ln(Ω1 × Ω2 )
𝑆𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 = 𝑘 (ln Ω1 × ln Ω2 )
𝑆𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 = 𝑆1 + 𝑆2
Entropia -2ª Lei da Termodinâmica
A entropia de um sistema
isolado nunca diminui.
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Em qualquer transformação
de um sistema isolado,
S 0
Baixa entropia Alta entropia
Entropia - 2ª Lei da Termodinâmica
Sistema, ambiente e ‘universo’
TERMODINÂMICA – PARTE 2
‘universo’
(isolado) ambiente
sistema
A entropia de um sistema não-isolado pode diminuir,
desde que a do ambiente e do universo aumentem.
Entropia - 2ª Lei da Termodinâmica
Processos reversíveis e irreversíveis
TERMODINÂMICA – PARTE 2
• Reversível: S = 0
• Irreversível: S 0
• Impossível:
S 0
S é a entropia total do universo.
Entropia
Entropia e o Segundo Princípio da Termodinâmica
“A entropia do Universo aumenta em todos os
TERMODINÂMICA – PARTE 2
processos naturais”
Princípio do aumento da entropia:
Em qualquer processo natural entre dois estados de
equilíbrio, a variação de entropia do universo (sistema
+ vizinhanças) deve ser sempre maior ou igual a zero.
Equivalente aos enunciados de Kelvin-Planck e de
Clausius.
Processos unicamente reversíveis:
Exemplo 1
Dê exemplos de processos em que a entropia de um
sistema diminui, e explique por que a segunda lei da
TERMODINÂMICA – PARTE 2
termodinâmica não é violada.
No processo de congelamento de uma amostra de
água, a entropia deste sistema diminui, porque a água
precisa perder calor para congelar. A segunda lei da
termodinâmica não é violada porque a entropia do
meio, que recebe o calor cedido pela água, aumenta.
Este aumento é maior do que a diminuição, tal que a
entropia do sistema + ambiente aumenta.
Exemplo 2
Duas amostras de um gás, inicialmente à mesma
temperatura e pressão, são comprimidas de volume V
TERMODINÂMICA – PARTE 2
para o volume V/2, uma isotermicamente e a outra
adiabaticamente. Em qual dos casos a pressão final é
maior? A entropia do gás varia durante qualquer um
dos processos?
No processo isotérmico a pressão final é:
Exemplo 2
No processo adiabático, a pressão final é:
TERMODINÂMICA – PARTE 2
A pressão final é maior no processo adiabático.
A variação da entropia no processo isotérmico é dada
por:
No processo adiabático, a entropia não varia, uma vez que
Q é nulo neste caso.
Exemplo 3
➢ Ocorre variação da entropia em movimentos puramente
mecânicos?
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Sim, por causa da energia térmica produzida pelo atrito.
➢ Calor é transferido do Sol para a Terra. Mostre que a
entropia do sistema Terra-Sol aumenta durante o
processo.
O Sol libera calor à alta temperatura e tem a sua entropia
diminuída. Já a Terra absorve o calor à temperatura bem
mais baixa. A entropia da Terra aumenta no processo e
este aumento é maior do que a diminuição da do Sol, tal que
a variação da entropia do sistema Terra-Sol é positiva.
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Exemplo 4
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Exemplo 4
Exemplo 4 න 𝑒 𝑢 𝑑𝑢 = 𝑒 𝑢 + 𝑐
𝑣𝑓 𝑣𝑓 𝑣𝑓
(𝑣𝑖 −𝑣)ൗ 𝑣𝑖ൗ −𝑣Τ
𝑤 = න 𝑝𝑑𝑣 = න 𝑝𝑖 𝑒 𝑎 𝑑𝑣 = 𝑝𝑖 න 𝑒 𝑎 𝑒 𝑎 𝑑𝑣
𝑣𝑖 𝑣𝑖 𝑣𝑖
TERMODINÂMICA – PARTE 2
𝑣𝑖ൗ
𝑣
−𝑣 𝑣 1
𝑤 = 𝑝𝑖 𝑒 𝑎 න 𝑒 Τ𝑎 𝑑𝑣 𝑠𝑒 𝑢 = − , 𝑑𝑢 = − 𝑑𝑣
𝑎 𝑎
𝑣𝑖
𝑣
𝑣𝑖ൗ −𝑣Τ 1 𝑣𝑖ൗ −𝑣Τ 𝑣
𝑤 = −𝑎 𝑝𝑖 𝑒 𝑎 න 𝑒 𝑎 − 𝑑𝑣 = 𝑝𝑖 𝑎 𝑒 𝑎 −𝑒 𝑎
𝑣𝑖 𝑎 𝑣𝑖
𝑣𝑖ൗ −𝑣Τ −𝑣𝑖ൗ
𝑤 = 𝑝𝑖 𝑎 𝑒 𝑎 −𝑒 𝑎 +𝑒 𝑎
𝑤 = (5,00 × 103 )(1,00)𝑒1 −𝑒 −2 + 𝑒 −1
𝑤 = 5,00 × 103 1,00 𝑒1 −𝑒 −1 + 𝑒 0 = 3,16𝑘𝐽
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Exemplo 4
Exemplo 5
Um mol de um gás ideal monoatômico passa pelo ciclo
mostrado na figura. O processo bc é uma expansão
TERMODINÂMICA – PARTE 2
adiabática; Pb = 10,0 atm. Vb = 1,00 x 10-3 m3, e Vc = 8,00Vb.
Calcule: (a) O calor adicionado ao gás; (b) O calor cedido
pelo gás; (c) O trabalho realizado pelo gás; (d) A eficiência
do ciclo.
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Exemplo 5
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Exemplo 5
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Exemplo 5
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Exemplo 5
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Exemplo 6
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Exemplo 6
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Exemplo 6
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Exemplo 7
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Exemplo 8
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Exemplo 8
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Exemplo 9
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Exemplo 9
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Exemplo 10
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Exemplo 10
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Exemplo 11
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Exemplo 11
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Exemplo 12
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Exemplo 12
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Exemplo 13
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Exemplo 13
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Exemplo 13
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Exemplo 14
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Exemplo 15
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Exemplo 16
TERMODINÂMICA – PARTE 2
Exemplo 16