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Revoltas Nativistas no Brasil Colonial

O documento descreve algumas das principais revoltas nativistas ocorridas no Brasil colonial no século XVIII, incluindo a Revolta de Beckman no Maranhão (1684), a Guerra dos Emboabas em Minas Gerais (1707-1709) e a Revolta de Felipe dos Santos também em Minas Gerais (1720). Estas revoltas foram motivadas por tensões locais em torno do trabalho indígena, exploração de ouro e impostos reais.

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Revoltas Nativistas no Brasil Colonial

O documento descreve algumas das principais revoltas nativistas ocorridas no Brasil colonial no século XVIII, incluindo a Revolta de Beckman no Maranhão (1684), a Guerra dos Emboabas em Minas Gerais (1707-1709) e a Revolta de Felipe dos Santos também em Minas Gerais (1720). Estas revoltas foram motivadas por tensões locais em torno do trabalho indígena, exploração de ouro e impostos reais.

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HISTÓRIA DO BRASIL – PROF.

ELVIS JOHN

REVOLTAS NATIVISTAS
CONTEXTO HISTÓRICO
A intensa exploração portuguesa sobre seu
domínio na América provocou uma série de
reações coloniais contra a metrópole, iniciando o
que ficou conhecido como crise do sistema
colonial. Mesmo após o fim da União Ibérica em
1640 e consequentemente do domínio espanhol, O poder dos donatários das capitanias reduziu-se
a economia portuguesa encontrava-se em aos direitos tributários estabelecidos pelos forais.
péssimas condições, principalmente pelas As câmaras municipais tornaram-se simples
sucessivas guerras ao lado da Espanha. Embora órgãos de execução da política da metrópole.
tenham recuperado o nordeste brasileiro e suas Como consequência um grande abismo começou
possessões africanas – Angola e Moçambique -, a separar Brasil e Portugal, dando início a uma
perderam o controle do comércio oriental, além fase de rebeliões coloniais.
da concorrência holandesa na produção e AS REVOLTAS NATIVISTAS
comércio açucareiro nas Antilhas.
REVOLTA DE BECKMAN – MARANHÃO (1684)
Neste contexto, buscando sua recuperação
Encontramos como causas desta revolta as
econômica, Portugal reforçou suas práticas
divergências entre fazendeiros e jesuítas quanto
mercantis, baseada sobretudo no reforço do
à escravização dos indígenas e a oposição ao
exclusivo metropolitano. Em 1661 proibiu-se o
monopólio da Companhia de Comércio do
comércio do Brasil com navios estrangeiros, e em
Maranhão. O desenrolar dos fatos se deram a
1684 os navios brasileiros foram proibidos de
partir de 1621, quando foi criado o Estado do
frequentarem portos estrangeiros, ou seja,
Maranhão (Ceará, Piauí, Pará e Amazonas). As
Portugal atuaria como intermediário obrigatório
capitanias reais estavam diretamente
entre o Brasil e os mercados europeus.
subordinadas à metrópole. Em 1641, os
Criada em 1649, a Companhia Geral do Comércio holandeses ocuparam, esta região, embora
do Brasil – extinta em 1720 – tinha o controle do tenham sido rapidamente expulsos. Entretanto,
comércio do Rio Grande do Norte até o extremo com isto, a situação da região (...) e fumo, embora
sul. Já em 1682 foi fundada a Companhia do este último em escala modesta. Sendo assim,
Comércio do Estado do Maranhão, que atuava do faltava dinheiro para comprar escravos negros e
Rio Grande do Norte até o Pará. a solução encontrada foi exploração do trabalho
A organização política adaptou-se ao arrocho. Em indígena, adquirido das missões jesuíticas.
1640, foi tomado pelo monarca D. João IV um Somado a isto, em 1682, Marquês de Pombal
passo decisivo para a centralização: a criação do criou a Companhia de Comércio do Maranhão, na
Conselho Ultramarino – regulamentado em 1642. tentativa de resolver os impasses existentes,
comprometendo-se a abastecer a região com

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gêneros alimentícios e escravos. No entanto, Logo, iniciou um conflito armado contra o projeto
estes compromissos não foram cumpridos, emancipacionista de Recife, mas sem sucesso
agravando seriamente a situação. Manuel bélico. Com isto, após o conflito, Recife confirma
Beckman, Tomás Beckman e Jorge Sampaio sua autonomia e torna-se a capital de
lideraram o movimento, que teve o apoio de Pernambuco, em 1714.
latifundiários, comerciantes luso-brasileiros, REVOLTA DE VILA RICA OU FELIPE DOS
mascates e padres contrários aos privilégios da SANTOSMINAS GERAIS (1720)
Companhia de Jesus. O movimento teve seu início
em 24/02/1684. Revoltosos destituíram as O movimento foi contra o estabelecimento das
autoridades e constituíram uma junta. Com isso, Casas de Fundição, que aumentava o rigor do
organizou-se uma comissão representativa do pagamento do quinto. Felipe dos Santos foi um
comércio, da lavoura e do clero. Em maio de 1685, dos líderes e acabou executado e esquartejado
Portugal manda um novo governador, chamado para servir de exemplo categórico pela
Gomes Freire de Andrade, que prendeu os insubordinação contra os anseios da Coroa
revoltosos. Manuel Beckman e Jorge Sampaio são Portuguesa.
executados. Porém, tiveram como resultado, a
maioria dos objetivos alcançados.
GUERRA DOS EMBOABASMINAS GERAIS
(1707-09)
Os conflitos entre bandeirantes – paulistas,
liderados por Manuel de Borba Gato – e
emboabas – forasteiros, liderados pelo português
Manuel Nunes Viana – pelo direito de exploração
do ouro em Minas Gerais foram os principais
motivos desta guerra. Como resultado, São Paulo
separou-se de Minas Gerais, e posteriormente
EXERCÍCIOS
grande parte dos paulistas retiram-se da região e
descobrem novas jazidas de ouro em Goiás e 01. (PUC CAMPINAS) Contextualizando
Mato Grosso. historicamente, sobre a Guerra dos Mascates é
correto afirmar que ela
GUERRA DOS MASCATES PERNAMBUCO
(1710) a) teve conotação nativista, mas não antilusitana,
uma vez que foi um movimento resultante da luta
Marcou os conflitos entre Olinda e Recife, uma
entre os grandes proprietários de terras de Olinda
vez que Olinda, em decadência devido à crise do
e o governo, pelo comércio interno do açúcar no
açucareira, não aceita a autonomia recebida por
Recife.
Recife, que devido a força de seus comerciantes
se encontrava em significativo crescimento b) resultou da insatisfação das camadas mais
econômico e desenvolvimento urbano. O evento pobres da população da vila de Olinda contra o
que desencadeou o estopim desta crise foi o controle da produção e comercialização dos
projeto de tornar Recife uma vila e produtos de exportação impostos pelos
consequentemente, obter sua própria câmara comerciantes de Recife.
municipal. Este fato, desagradou a Olinda, que c) refletiu a lógica do sistema colonial: de um
tinha o domínio administrativo desta região. lado, os colonos latifundiários de Olinda

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endividados e empobrecidos; de outro, os colaboraram, respectivamente, para as seguintes


comerciantes metropolitanos de Recife, credores sublevações coloniais:
e enriquecidos. a) Guerra dos Emboabas, Inconfidência Mineira e
d) significou o marco inicial da formação do Conjura dos Alfaiates.
nativismo na colônia: de um lado, criou um forte b) Guerra dos Mascates, Motim do Pitangui e
sentimento antilusitano que se enraizou em Revolta dos Malês.
Olinda; de outro intensificou a luta contra os
comerciantes lusos de Recife. c) Conspiração dos Suassunas, Inconfidência
Mineira e Revolta do Maneta.
e) foi um dos mais importantes movimentos de
resistência colonial: de um lado, a recusa dos d) Confederação do Equador, Revolta de Felipe
proprietários rurais de Olinda em obedecer a dos Santos e Revolta dos Malês.
metrópole; de outro, a luta dos comerciantes de e) Guerra dos Mascates, Revolta de Felipe dos
Recife pelo monopólio do açúcar. Santos e Conjura dos Alfaiates.

02. (CESGRANRIO) A colonização brasileira foi 04. No século XVIII, a colônia Brasil passou por
sempre marcada por confrontos que refletiam a vários conflitos internos. Entre eles temos a
diversidade de interesses presentes na sociedade
a) Guerra dos Emboabas, luta entre paulistas e
colonial como pode ser observado nos(as):
gaúchos pelo controle da região das Minas
a) conflitos internos, sem conteúdo Gerais. Essa guerra impediu a entrada dos
emancipacionista, como as Guerras dos forasteiros nas terras paulistas e manteve o
Emboabas e dos Mascates. controle da capitania de São Paulo sobre a
b) ideais monárquicos e democráticos defendidos mineração.
pelos mineradores e agricultores na Conjuração b) Revolta Liberal, tentativa de reagir ao avanço
Mineira. conservador da monarquia portuguesa, que
c) projetos imperiais adotados pela Revolução usava de seus símbolos monárquicos e das
Pernambucana de 1817 por influência da baionetas do Exército da Guarda Nacional, como
burocracia lusitana. forma de cooptar e intimidar os colonos
portugueses.
d) reações contrárias aos monopólios, como na
Conjuração Baiana, organizada pelos c) Revolta de Filipe dos Santos, levante ocorrido
comerciantes locais. em Vila Rica e liderado pelo tropeiro Filipe dos
Santos. O motivo foi a cobrança do quinto, a
e) características nacionalistas de todos os quinta parte do ouro fundido pelas Casas de
movimentos ocorridos no período colonial, como Fundição controladas pelo poder imperial.
nas Revoltas do Rio de Janeiro e de Beckman.
d) Farroupilha, revolta que defendia a
proclamação da República Rio-Grandense
03. (F UVEST) A elevação de Recife à condição de (República dos Farrapos) como forma de obter
vila; os protestos contra a implantação das Casas liberdades políticas, fim dos tributos coloniais e
de Fundição e contra a cobrança de quinto; a proibição da importação do charque argentino.
extrema miséria e carestia reinantes em Salvador, e) Cabanagem, movimento de elite dirigido por
no final do século XVIII, foram episódios que padres, militares e proprietários rurais, que

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(Adriana Lopez, Carlos Guilherme Mota. História do Brasil: uma


propunham a proclamação da república como
interpretação)
forma de combater o controle econômico
exercido pelos comerciantes portugueses. A tensão mencionada no texto contribuiu para
desencadear qual das rebeliões coloniais citadas
abaixo:
05. (FGV) “A confrontação entre a loja e o a) Aclamação de Amador Bueno da Ribeira.
engenho tendeu principalmente a assumir a
forma de uma contenda municipal, de escopo b) Revolta de Beckman.
jurídico-institucional, entre um Recife florescente c) Guerra dos Mascates.
que aspirava à emancipação e uma Olinda
d) Guerra dos Emboabas.
decadente que procurava mantê-lo numa
sujeição irrealista. Essa ingênua fachada e) Revolta de Felipe dos Santo
municipalista não podia, contudo, resistir ao
embate dos interesses em choque. Logo revelou-
07. (FGV) Dom Pedro Miguel de Almeida Portugal
se o que realmente era, o jogo de cena a esconder
– conde de Assumar – se casou em 1715 com D.
uma luta pelo poder entre o credor urbano e o
Maria José de Lencastre. Daí a dois anos partiria
devedor rural.” (Evaldo Cabral de Mello. A fronda
para o Brasil como governador da capitania de
dos mazombos, São Paulo, Cia. das Letras, 1995,
São Paulo e Minas Gerais. Nas Minas, não teria
p. 123). O autor refere-se:
sossego, dividido entre o cuidado ante virtuais
a) ao episódio conhecido como a Aclamação de levantes escravos e efetivos levantes de
Amador Bueno. poderosos; o mais sério destes o celebrizaria
b) à chamada Guerra dos Mascates. como algoz: foi o conde de Assumar que, em
1720, mandou executar Felipe dos Santos sem
c) aos acontecimentos que precederam a invasão
julgamento, sendo a seguir chamado a Lisboa e
holandesa de Pernambuco.
amargurado um longo ostracismo.
d) às consequências da criação, por Pombal, da (Laura de Mello e Souza, Norma e conflito: aspectos da história de Minas
Companhia Geral de Comércio de Pernambuco. no século XVIII)

e) às guerras de Independência em Pernambuco A morte de Felipe dos Santos esteve vinculada a


a) uma sublevação em Vila Rica, que envolveu
vários grupos sociais, descontentes com a decisão
06. (ESPM) À medida que o século chegava ao
de levar todo ouro extraído para ser quintado nas
fim, agravava-se a tensão entre os comerciantes
Casas de Fundição.
portugueses residentes em Recife e os
produtores luso-brasileiros. Esse atrito assumiu a b) um movimento popular que exigia a
forma de uma contenda municipal entre Recife e autonomia das Minas Gerais da capitania do Rio
Olinda, ou seja, entre o credor urbano e o de Janeiro e o imediato cancelamento das
devedor rural. Olinda era a principal cidade de atividades da Companhia de Comércio do Brasil.
Pernambuco e sediava as principais instituições c) uma revolta denominada Guerra do Sertão,
locais. Lá os senhores de engenho tinham suas comandada por potentados locais, que não
casas. Por outro lado, o porto de Recife, a poucos aceitavam as imposições colonialistas
quilômetros de distância era o principal local do portuguesas, como a proibição do comércio com
embarque das exportações de açúcar da a Bahia.
capitania.

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d) uma insurreição comandada pela elite colonial, cambaleavam, apoiavam-se em seus


inspirada no sebastianismo, que defendia a companheiros. Estendiam a mão, ajoelhados,
emancipação da região das Minas do restante da suplicando por água e comida. Bento fez com que
América portuguesa, com a criação de uma nova os paulistas se reunissem numa clareira para
monarquia. receber água e comida. Os emboabas saíram da
circunvalação, formando-se em torno dos
e) uma rebelião, que contrapôs os paulistas –
prisioneiros. Bento deu ordem de fogo. Os
descobridores das minas e primeiros
paulistas que não morreram pelos tiros foram
exploradores – e os chamados emboabas ou
sacrificados a golpes de espada.
forasteiros – pessoas de outras regiões do Brasil,
(Ana Miranda, O retrato do rei)
que vieram atrás das riquezas de Minas.
O texto trata do chamado Capão da Traição,
episódio que faz parte da Guerra dos Emboabas,
08. (UEPB) Considerando os conflitos sociais que que se constituiu
ocorreram no período colonial, é CORRETO
afirmar: a) em um conflito opondo paulistas e forasteiros
pelo controle das áreas de mineração e tensões
a) Todos os conflitos ocorridos no período relacionadas com o comércio e a especulação de
colonial ocorridos entre colonos e forças artigos de consumo como a carne de gado,
metropolitanas são considerados precursores da controlada pelos forasteiros.
independência, sendo iniciados por grupos de
colonos sempre oprimidos que buscavam mais b) em uma rebelião envolvendo senhores de
liberdade, igualdade e fraternidade. minas de regiões distantes dos maiores centros -
como Vila Rica - que não aceitavam a legislação
b) Foram movimentos nativistas que, estimulados portuguesa referente à distribuição das datas e a
pelo antiabsolutismo e por ideias liberais, lutavam cobrança do dízimo.
pela independência do Brasil.
c) no primeiro movimento colonial organizado
c) A Revolta de Vila Rica de 1720, que teve a que tinha como principal objetivo separar a
liderança de Felipe dos Santos, foi motivada pela região das Minas Gerais do domínio do Rio de
crise da economia aurífera e tinha como principal Janeiro, assim como da metrópole portuguesa, e
objetivo a independência do Brasil. que teve a participação de escravos.
d) A maior parte dos conflitos nos trezentos anos d) no mais importante movimento nativista da
de administração portuguesa não teve por segunda metade do século XVIII, que envolveu
finalidade a separação do Brasil em relação a índios cativos, escravos africanos e pequenos
Portugal. mineradores e faiscadores contra a criação das
e) Não há registros de participação popular e Casas de Fundição.
muito menos de escravos em nenhum dos e) na primeira rebelião ligada aos princípios do
conflitos ocorridos na América Portuguesa. liberalismo, pois defendia reformas nas práticas
coloniais e exigia que qualquer aumento nos
tributos tivesse a garantia de representação
09. (FGV) Antunes voltou ao capão e transmitiu a
política para os colonos.
seus companheiros as promessas de Bento. Os
paulistas saíram dos matos aos poucos, depondo
as armas. Muitos não passavam de meninos; 10. (ESPM) Em 1720, a Coroa portuguesa decidiu
outros eram bastante velhos. Sujos, magros, proibir definitivamente a circulação de ouro em

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pó, instalando a Casa de Fundição em Vila Rica, d) manifestações das camadas populares das
onde todo o metal extraído das minas deveria ser regiões envolvidas, contra as elites locais,
transformado em barras para depois ser negando a autoridade do governo metropolitano.
transportado ao litoral. A medida pretendia e) manifestações separatistas de ideologia liberal
acabar com o contrabando e incrementar a contrárias ao domínio português.
arrecadação de impostos, prejudicando os
interesses dos proprietários de lavras auríferas,
comerciantes e profissionais liberais que 12. Responder, relacionando o nome dos
recebiam ouro em pó pelos seus serviços, além movimentos sociais apresentados na coluna “A”
dos tropeiros que escoavam a produção. As novas com suas respectivas características, na coluna
diretrizes foram intensamente discutidas nos “B”:
bares, nas tavernas, e críticas ferozes eram
Coluna A Coluna B
lançadas, nas rodas de conversa, contra a
administração local. Uma revolta se levantaria 1. Revolta de Beckman ( ) Luta dos
dos comerciantes
contra as medidas de controle da Coroa. para
2. Guerra
elevar Recife à
(Fábio Pestana Ramos e Marcus Vinicius de Morais. Eles formaram o Emboabas
Brasil.) categoria de vila, em
3. Guerra dos oposição aos
A revolta ocorrida contra as medidas de controle
Mascates produtores de açúcar
da Coroa Portuguesa foi:
4. Revolta de Filipe dos de Olinda.
a) a Guerra dos Emboabas.
Santos ( ) Movimento em
b) a Revolta de Felipe dos Santos.
oposição às casas de
c) a Inconfidência Mineira. fundição, que haviam
d) a Guerra dos Mascates. aumentado a
exploração da Coroa
e) a Revolta de Beckman sobre os mineiros.
( ) Combate ao
11. A Guerra dos Emboabas, a dos Mascates e a monopólio e aos altos
Revolta de Vila Rica, verificadas nas primeiras preços praticados pela
décadas do século XVIII, podem ser Companhia de
caracterizadas como: Comércio do
Maranhão, e também
a) movimentos isolados em defesa de ideias
aos jesuítas, que
liberais, nas diversas capitanias, com a intenção
queriam impedir os
de se criarem governos republicanos;
grandes proprietários
b) movimentos de defesa das terras brasileiras, de escravizar os
que resultaram num sentimento nacionalista, indígenas.
visando à independência política;
( ) Luta entre paulistas
c) manifestações de rebeldia localizadas, que e forasteiros pelo
contestavam alguns aspectos da política domínio da região das
econômica de dominação do governo português; Minas Gerais,
reivindicada por
aqueles. Levou à

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separação da região forasteiros que a partir da descoberta de ouro na


das minas da região começaram a chegar em cada vez maior
Capitania de São quantidade nas minas. Este conflito específico
Paulo e à criação da ficou conhecido como:
Capitania de Minas a) Guerra dos Mascates
Gerais.
b) Revolta de Beckman
c) Guerra Guaranítica
A numeração correta dos parênteses, de cima
para baixo, é: d) Conjuração Baiana

a) 1 – 3 – 4 – 2 e) Guerra dos Emboabas

b) 1 – 2 – 4 – 3
c) 2 – 4 – 3 – 1 15. Aponte uma característica que diferencie as
revoltas de caráter nativista das de intenções
d) 3 – 4 – 1 – 2 emancipacionistas durante o Período Colonial:
e) 4 – 1 – 3 – 2 a) ao contrário das revoltas separatistas, como a
Inconfidência Mineira e a Revolta de Vila Rica, as
rebeliões nativistas não buscavam um
13. A revolta de Beckman, ocorrida no Maranhão
desatrelamento total de suas regiões em relação
entre 1684 e 1685, a Guerra dos Mascates,
ao controle metropolitano
ocorrida em Pernambuco entre 1710 e 1711, e a
Revolta de Vila Rica, ocorrida em Minas Gerais em b) as revoltas nativistas podem ser consideradas
1720, possuem em comum o fato de terem sido pré-iluministas e isoladas entre si, ao contrário
movimentos que: das emancipacionistas, que além de dialogarem
com o contexto internacional, serviram também
a) tinham como objetivo a emancipação política
de influência umas às outras.
da colônia;
c) o conceito de revoltas nativistas está
b) expressavam a reação dos colonizadores em
relacionado aos motins organizados pelos povos
face da violência física e cultural a que eram
indígenas nativos deste território e extremamente
submetidos;
prejudicados pela administração portuguesa.
c) punham em destaque a forte penetração do
d) o maior exemplo de revolta nativista registrado
ideário liberal entre diversos segmentos da
no século XVIII foi a Revolta dos Alfaiates, um
sociedade colonial;
movimento liderado por indivíduos oriundos das
d) evidenciavam conflitos de interesses entre baixas classes sociais de Salvador e que tinha
colonos e colonizadores; como objetivo final o desatrelamento completo
e) visavam a pôr fim ao exclusivo comercial, entre colônia e metrópole.
instruindo um regime de livre comércio com a e) os movimentos nativistas só se tornaram
Inglaterra. possíveis após o êxito dos movimentos
separatistas possibilitar o fim da administração
metropolitana sobre a colônia.
14. O século XVIII foi marcado por conflitos,
rebeliões e conspirações em Minas Gerais. Um
destes conflitos opôs bandeirantes vicentinos e

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João Felipe Bettendorff, Crônica dos Padres da Companhia de Jesus no


16. (ESPCEX (AMAN)) No início do século XVIII, a
Estado do Maranhão. 2ª Edição, Belém: SECULT, 1990, p.360.
concorrência das Antilhas fez com que o preço do
açúcar brasileiro caísse no mercado europeu. Os O movimento liderado por Manuel Beckman no
proprietários de engenho, em Pernambuco, para Maranhão, em 1684, foi motivado pela
minimizar os efeitos desta crise, recorreram a a) proibição do ensino laico no Brasil colonial e
empréstimos junto aos comerciantes da Vila de pelas pressões que os jesuítas realizavam para
Recife. Esta situação gerou um forte antagonismo impedir a sua liberação.
entre estas partes, que se acirrou quando D. João
b) questão da mão de obra indígena e pela
V emancipou politicamente Recife, deixando esta
insatisfação de colonos com as atividades da
de ser vinculada a Olinda. Tal fato desobrigou os
Companhia de Comércio do Maranhão.
comerciantes de Recife do recolhimento de
impostos a favor de Olinda. O conflito que eclodiu c) ameaça dos jesuítas de abandonarem a região
em função do acima relatado foi a e pela catequese dos povos indígenas sob a sua
guarda.
a) Revolta de Beckman.
d) crítica dos colonos maranhenses ao apoio dos
b) Guerra dos Mascates.
jesuítas aos interesses espanhóis e holandeses na
c) Guerra dos Emboabas. região.
d) Insurreição Pernambucana. e) tentativa dos jesuítas em aumentar o preço dos
e) Conjuração dos Alfaiates. escravos indígenas, contrariando os interesses
dos colonos maranhenses.

17. (FGV) Reverendo padre reitor, eu, Manoel


Beckman, como procurador eleito por aquele 18. (ESPM) Das minas e seus moradores bastava
povo aqui presente, venho intimar a vossa dizer que é habitada de gente intratável. A terra
reverência, e mais religiosos assistentes no parece que evapora tumultos; a água exala
Maranhão, como justamente alterados pelas motins; o ouro toca desaforos; destilam
vexações que padece por terem vossas liberdades os ares; vomitam insolências as
paternidades o governo temporal dos índios das nuvens; influem desordens os astros; o clima é
aldeias, se tem resolvido a lançá-los fora assim do tumba da paz e berço da rebelião; a natureza
espiritual como do temporal, então e não tem anda inquieta consigo, e amotinada lá por dentro
falta ao mau exemplo de sua vida, que por esta é como no inferno.
parte não tem do que se queixar de vossas Lilia Schwarcz e Heloisa Starling. Brasil: uma Biografia.

paternidades; portanto, notifico a alterado povo, O texto é parte do discurso histórico e político
que se deixem estar recolhidos ao Colégio, e não sobre a sublevação que nas minas houve no ano
saiam para fora dele para evitar alterações e de 1720 e que o governador Pedro Miguel de
mortes, que por aquela via se poderiam Almeida e Portugal, o conde de Assumar, fez
ocasionar; e entretanto ponham vossas chegar às mãos das autoridades régias em Lisboa.
paternidades cobro em seus bens e fazendas, A respeito da sedição de Vila Rica, em 1720, é
para deixá-las em mãos de seus procuradores que correto assinalar:
lhes forem dados, e estejam aparelhados para o
a) os sediciosos planejavam forçar a coroa a
todo tempo e hora se embarcarem para
suspender o estabelecimento das casas de
Pernambuco, em embarcações que para este
fundição, onde se registrava o ouro em barras e
efeito lhes forem concedidas.

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se deduzia o quinto por arroba, o imposto devido O descontentamento se agravou quando, a 10. de
ao rei; abril de 1680, a Coroa estabeleceu a liberdade
b) os sediciosos planejavam forçar a coroa a incondicional dos indígenas, proibindo
abolir a derrama, que determinava a cobrança de taxativamente que fossem escravizados. Além
disso confiou-os aos jesuítas, que passaram a ter
todos os impostos atrasados;
a jurisdição espiritual e temporal das aldeias
c) os sediciosos rebelaram-se contra forasteiros indígenas.
que eram beneficiados pela coroa com privilégios
Visando solucionar o problema da mão de obra
na exploração das jazidas auríferas;
para as atividades agrícolas do Maranhão, o
d) os projetos dos sediciosos eram o rom pimento governo criou a Companhia do Comércio do
com Portugal, a adoção de um regime Estado do Maranhão (1682).
republicano é a criação de uma universidade em
Durante vinte anos, a Companhia teria o
Vila Rica;
monopólio do comércio importador e exportador
e) a sublevação desafiou a ação do marquês de do Estado do Maranhão e do Grão-Pará. Cabia-
Pombal que havia determinado o mono pólio lhe fornecer dez mil escravos africanos negros, à
régio sobre a extração de diamantes. razão de quinhentos por ano, durante o período
da concessão outorgada."
(AQUINO, Rubim Santos Leão de [et al.]. "Sociedade Brasileira: uma
19. (UPE) Olinda e Recife viveram momentos história através dos movimentos sociais". 3a ed., Rio de Janeiro: Record,
históricos diferentes desde os tempos da 2000.)

colonização portuguesa. Chegaram, inclusive, a Pelos elementos mercantilistas, geográficos e


ter conflitos que assinalavam divergências de cronológicos, o conflito inferido do texto foi a
interesse. Um deles, a Guerra dos Mascates, que Revolta:
a) mostrou a decadência econômica de Olinda a) dos Emboabas.
que sofria com suas dívidas financeiras em
b) dos Mascates.
crescimento.
b) afirmou a importância política do Recife, com c) de Amador Bueno.
seu rico porto, independente até das ordens d) de Filipe dos Santos.
vindas de Portugal. e) de Beckman
c) consagrou o poderio da aristocracia olindense,
com amplo domínio da produção do açúcar na
colônia.
d) consolidou o governo de Castro e Caldas,
aliado dos recifenses e líder político no conflito.
e) criou condições para recuperação de Olinda,
dificultando as atividades comerciais do Recife.

20. (UFPEL) "No decorrer do período colonial no


Brasil os interesses entre metropolitanos e
colonos foram se ampliando.

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GABARITO
01. C
02. A
03. E
04. C
05. B
06. C
07. A
08. D
09. A
10. B
11. C
12. D
13. D
14. E
15. B
16. B
17. B
18. A
19. A
20. E

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