PODER JUDICIÁRIO
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COMARCA DE MUTUM
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PRONÚNCIA
I – RELATÓRIO
O órgão do Ministério Público propôs a presente ação penal em
face de MARCOS MENESES DA CRUZ e LUCAS MENESES DA CRUZ,
qualificados nos autos, dando-os como incurso nas sanções do artigo 121,
parágrafo 2º, incisos I e IV, do Código Penal, alegando que no dia 06.11.2014,
por volta das 18h30m, na via de acesso pública, s/n, próximo ao campo de
futebol do distrito do Córrego de Santa Rita, zona rural de Mutum/MG, agindo
com animus necandi (dolo) efetuaram disparos de arma de fogo contra as
vítimas João Batista Maria de Medeiros e seu irmão Admar Maria de Medeiros,
vulgo “Puri”, que foram a causa eficiente de suas mortes, conduta esta motivada
por razões torpes, bem como se valendo de meios que dificultaram ou tornaram
impossível as defesas dos ofendidos.
Segundo se apurou, no dia e horário susomencionados, as vítimas
encontravam-se sentadas na porta da residência de João Batista, quando os
denunciados se aproximaram em uma motocicleta Honda CG Preta, instante em
que o carona desceu do veículo, sem mencionar nenhuma palavra e sem dar
qualquer chance de defesa às vítimas, desferiu diversos disparos contra estas,
causando as lesões descritas nos relatórios de exumação e necropsia, as quais,
por sua natureza e sede, acarretaram-lhe suas mortes.
Após as investigações, constatou-se que o denunciado Lucas
pilotava a motocicleta e o denunciado Marcos estava em sua garupa.
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O motivo do crime é “vingança familiar” referente a morte do pai e
primo dos denunciados, os quais “juraram” exterminar a família inteira das
vítimas, caracterizando o motivo torpe.
Por fim, cinge-se que após os fatos os denunciados se evadiram do
local encontrando-se em lugar incerto.
Boletim de ocorrência às ff. 03/10;
Auto de apreensão à f. 33;
Na decisão de ff. 87/89-v, foi decretada a prisão temporária dos
acusados;
Exame de corpo de delito às ff. 116/128;
Laudo às ff. 129/136;
Auto de reconhecimento à f. 137/139;
A denúncia foi recebida em 28.04.2015, oportunidade em que foi
decretada a prisão preventiva de Marcos Meneses da Cruz (f. 220);
Os acusados Marcos Meneses da Cruz e Lucas Meneses da Cruz
foram citados por edital (ff. 234 e 241);
Na decisão de f.244, foi determinada a suspensão do feito e do
prazo prescricional;
O acusado Marcos Meneses da Cruz foi recolhido em virtude do
cumprimento do mandado de prisão expedido nos autos, conforme certidão de f.
245.
Defesa prévia dos acusados Marcos e Lucas às ff. 248/255.
Na certidão de f. 315, informa que o acusado Lucas Meneses da
Cruz, encontra-se foragido.
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Durante a instrução foram ouvidas seis testemunhas da acusação
e realizado o interrogatório do réu Marcos Meneses da Cruz (ff. 373/382).
Em alegações finais, o Ministério Público, por entender provada
autoria e materialidade, pugna pela pronúncia dos acusados como incursos no
art. 121, § 2º, I e IV do CP (ff. 386/392).
A defesa dos acusados requer a revogação da prisão preventiva ,
por não subsistir os requisitos que autorizam. Requer que os acusados sejam
absolvidos sumariamente, nos termos do artigo 415, II, do CPP. Requer a
decretação da sentença de impronúncia, nos termos do artigo 414, do CPP e por
fim, requer o desentranhamento do auto de apreensão de f. 33, nos termos do
artigo 159, do CPP.
II – FUNDAMENTAÇÃO
Como se sabe, nos processos de competência do Tribunal do Júri
não se requer que o Juiz, para mandar o réu a julgamento, se convença
cabalmente da ocorrência de todos os elementos constitutivos do delito. Basta,
nos termos do artigo 413 do Código de Processo Penal, ele se convencer da
materialidade do fato e da existência de indícios suficientes de autoria ou de
participação para pronunciá-lo.
Com efeito, é vedado ao Juiz, na fase do sumário em processos
por crimes dolosos contra a vida, efetuar detida valoração da prova colhida,
submetendo a minuciosa análise crítica os depoimentos e demais elementos de
convicção trazidos aos autos. Isso, por mandamento constitucional, é tarefa de
competência exclusiva dos jurados. Se há indícios de autoria, o Juiz deve
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remeter o caso para julgamento pelo juiz natural, que é o Tribunal do Júri. Se
tais indícios são ou não prova suficiente para uma condenação, é questão que
compete exclusivamente ao Conselho de Sentença decidir.
Ao contrário, nos termos do art. 414 do Código de Processo Penal,
se o juiz não se convencer da existência do crime ou de indícios suficientes de
autoria ou participação, impronunciará o réu.
Na hipótese dos autos, a existência do crime é indiscutível,
evidenciando-se pelo boletim de ocorrência às ff. 03/10, auto de apreensão à f.
33, exame de corpo de delito às ff. 116/128, laudo às ff. 129/136, auto de
reconhecimento à f. 137/139, bem como pela prova oral colhida nos autos.
Há indícios de autoria.
Vejamos o depoimento judicial de Eliana Calixto de Almeida
Medeiros, testemunha ocular dos fatos:
“que confirma seu depoimento prestado na fase policial de
ff. 07/09 dessa Carta Precatória, que ora lhe foi lido; que a
depoente presenciou todo o crime da qual foram
vítimas seu marido e o cunhado Admar; que ambos
passaram o dia tranquilos, tiraram leite e não teve nenhuma
discussão ou briga nesse dia; que a depoente pode
afirmar que Marquinhos foi o assassino do marido e do
cunhado da depoente; que a depoente não pode afirmar
se Lucas era o piloto da moto, já que ele estava de
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capacete e não deu para a depoente reconhecê-lo; que
Marquinhos, a depoente reconheceu prontamente, porque
o conhece desde criança e mesmo ele estando de
capacete deu para reconhecê-lo; que na polícia, disse que
não teve condições de reconhecer o assassino porque
estava muito abalada no dia, mas depois contou a polícia
que Marquinhos foi o assassino de seu marido e seu
cunhado Admar; que os assassinos chegaram de
motocicleta, em alta velocidade, e quando viram Admar e o
marido da depoente sentados já frearam a moto, que caiu
em cima da perna do piloto; que Marquinhos já pulou da
moto, sacou a arma que trazia na cintura e já foi em
direção ao marido da depoente, que estava sentado em
cima de tijolos, e a menos de 3m de distância já
desferiu disparos contra o mesmo; que ao ver a arma e
ouvir o disparos, a depoente entrou correndo apavorada
para dentro do portão; que foram muitos tiros
disparados; que parou e olhou para trás, e viu
fixamente o rosto do assassino, que era Marquinhos;
que Marquinhos apontou a arma para a depoente e a
depoente ficou ao lado do portão gritando; que quando
cessaram os tiros, a depoente voltou ao portão e olhou
novamente Marquinhos, o qual apontou a arma para a
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depoente; que o marido e o cunhado da depoente foram
assassinados friamente e não esperavam ser
assassinados, foram pegos de surpresa e não tiveram
chance de defesa; que o motivo do crime, pelo que a
depoente soube, foi porque o irmão de Marquinhos
assassinou outro cunhado da depoente, há seis anos, e a
família de Marquinhos prometeu exterminar toda a família
da depoente; que a depoente soube que o pai de
Marquinhos foi morto seis meses antes do presente
homicídio, mas o marido da depoente não tem nada a ver
com esse crime, e nem Admar; que Admar inclusive
morava no Espírito Santo há muitos anos, e era até
padrinho de Marquinhos; que tanto o marido da depoente
quanto Admar não tinham nenhum motivo para matar o pai
de Marquinhos; que o marido da depoente era trabalhador,
assim como Admar, são pessoas honestas e honradas e
tinham uma vida transparente diante de toda a
comunidade; que em razão do homicídio praticado por
Marquinhos e outro elemento que pilotava a motocicleta, a
depoente teve que mudar-se de Mutum, já que não podia
viver ali com três filhas mulheres; que a depoente toma
remédio controlado para dormir em razão do presente
homicídio; que João Batista era um ótimo marido, pai e era
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evangélico; que os filhos da depoente ficaram abalados e
sentem muita falta do pai; que as filhas de Admar ficaram
abaladas ao verem o pai ser assassinado de forma tão fria
e cruel como ocorreu o crime, e estão fazendo tratamento
psiquiátrico, sendo que a mais nova só fica trancada no
quarto e não quer sair de casa; que Lucas matou um outro
cunhado da depoente, de nome Joel; que a depoente só foi
em casa depois do crime para buscar seus pertences
pessoais; que além de ter matado há seis anos Joel, Lucas
também matou o sobrinho da depoente de nome José
Maria, de apelido Netinho; que a depoente não tem dúvida
em afirmar que o autor do homicídio foi Marquinhos; que a
depoente pode afirmar com 100% de certeza que quem
desferiu os tiros que mataram João Batista e Admar foi a
pessoa de Marquinhos; que a outra pessoa que pilotava a
moto deu auxílio levando Marquinhos ao local para que o
crume fosse concretizado; que a depoente tem medo que
Marquinhos e Lucas sejam soltos já que teme por sua vida
e de toda a sua família”. (ff;373/374)
Vejamos o depoimento judicial da testemunha Admilson
Vasconcelos:
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“que no dia dos fatos, estava no final da rua, e a policia
convidou o depoente para ser testemunha, da lavratura do
BO em que haviam sido vitimas João e Admar; que estão
falando que foi Marcos e Lucas que efetuaram os
disparos; que segundo comentarios local, duas
pessoas em uma motocicleta preta e que efetuaram os
disparos contra as vitimas; que o depoente viu a moto
que os caras estavam, eles estavam armados, com
armas grandes, parecia 765; que na hora dos fatos o
depoente chegou a ver o garupeiro da moto efetuando
os disparos contra as vitimas; que estava
aproximadamente um quiilometro do local dos fatos mais
ou menos; que estava dentro de casa na hora dos
disparos, estava na janela; que não faz uso de
medicamentos controlados, nem de bebidas alcoolicas; que
na hora dos disparos eles pararam a moto e atiraram; que
conhece os réus, desde criança; que não deu para
reconhecer as pessoas que estavam na moto, pois
estavam de capacete” (f. 380)
O corréu Marcos Meneses da Cruz, disse em juízo:
“que a denúncia não é verdadeira; que no dia dos
fatos, o interrogando estava em Belo Horizonte, na
casa da irmã do interrogando, Elaine Medeiros da Cruz;
que tinha mais ou menos dois meses que estava na
casa de Elaine; que se lembra da data, poque estava
ajudando Elaine a bater uma laje; que no dia dos fatos,
estava na casa de Elaine, o interrogando, Elaine, o sogro
de Elaine, Ailton, a esposda do interrogando e os filhos do
interrogando e de Elaine; que com relação a Lucas, desde
quando ele fugiu da cadeia de Mutum, há mais ou menos
quatro anos, o interrogando nunca mais encontrou com
ele; que não arrolou Elaine, Ailton e a propria
esposa,para servirem de testemunhas, como forma de
comprovar que estava em companhia deles no dia dos
fatos, porque estava preso; que tem mais ou menos
quatro meses que esta preso; que ficou sabendo da
morte das vtimas, uns dez dias após, mais ou menos,
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através da irmã, Elaine; que ouviu falar na época dos
fatos, que havia mandado de prisão para o interrogando e
Lucas, por serem suspeitos das mortes das vitimas; que
permaneceu no mesmo lugar após saber que havia
mandado de prisão para o interrogando e Lucas; que
mesmo sabendo da morte das vitimas e sendo um dos
suspeitos, não procurou a policia para se defender,
nem muito menos visitou a família nesta comarca; que
não tinha nenhuma relação de inimizade coim as vitimas;
que mais ou menos quatro meses do interrogando ir
embora de Mutum, por que estava doente, não aguentava
trabalhar; que haviam matado o pai do interrogando e um
primo do interrogando, mas ninguém sabia quem havia
matado; que não havia nenhum suspeito da morte do pai e
do primo do interrogando; que Lucas estava preso, por
que havia matado um irmão e o sobrinho das vitimas,
Joel e José Maria, primos de Lucas e do interrogando;
que Lucas tinha uma rixa com Luiz Maria, irmão das
vitima, por causa de bebida; que não ouviu
comentarios de que José Maria era o suspeito de ter
matado o pai e o primo do interrogando; que visitou
lucas na cadeia mas não conversou com ele sobre o
motivo dele ter matado Joel e José Maria, a tiros; que
não sabe dizer como foi o crime em que Lucas matou Joel
e José Maria; que na época dos fatos não tinha
motocicleta; que já teve uma motocicleta preta ha dez anos
atras; que desde quando Lucas fugiu, ha mais ou menos
quatro anos nunca mais teve contato com Lucas; que não
sabe se Lucas tem motocicleta preta; que foi preso quando
estava em Lagoa Santa/MG, trabalhando; que quando foi
preso estava residindo em Jaboticatubas, próximo de Belo
Horizonte; que de onde mora ate o local onde foi preso diz
ter mais ou menos trinta quilometros; que no dia que foi
preso não estava portando nenhum documento; que a
pessoa que aparece na fotos de ff.138/139 é o
interrogando; que na época o interrogando usava barba;
que usava aparelho celular mas não se recorda o numero
do telefone; que não sabe o numero do telefone de Lucas;
que Lucas foi submetido a juri popular e foi condenado em
razão das mortes de Joel e José Maria; que ate hoje não
sabe quem matou o seu pai e seu primo, cujo crime
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aconteceu no mesmo dia e hora; que já foi supeito de ter
praticado um homicidio, e a vitima era Irlei, e no fato o
interrogando foi impronunciado; que nunca teve qualquer
tipo de desavença com Eliana Calixto Medeiros; que é
verdade que conhece Eliana desde criança; que o api e o
primo do interrogando foram assassinados cerca de seis
meses antes dos fatos; que Admar morava em Vitoria, e
não o via desde quando seu irmão Lucas matou Joel e
José Maria, o interrogando “ se destanciou deste pessoal”,
se referindo a família toda, poque quando encontrava com
eles, eles não cumprimentavam o interrogando,
acreditando o interrogando que seja em razão das mortes
de Joel e José Maria ; que Admar era padrinho de Batismo
do interrogando; que depois que Lucas matou Joel e José
Maria, nunca mais o interrogando manteve relações com
Admar, não ficou inimigo, mas não parava mais com eles,
tinha vergonha, poque cumprimentava Admar e ele não
respondia, não dava ideia; que com relação a João, a
relação era a mesma, depois da morte de Joel e José
Maria, não conversou mais com ele; que não sabe dizer se
familiares tiveram que vender propriedade ou ir embora do
Córrego Santa Rita em razão dos homicidios ocorridos na
família; que ninguem da família do interrogando fala nada a
respeito dos fatos, pois é inocente; que se sente
humilhado, por ser suspeito de algo que não deve; que é
inocente; que a mãe, irmã e esposa do interrogando
atualmente estão morando em Betim, porque o
interrogando estava doente, a mudança não tem nada a
ver com os crimes; que o primo do interrogando, Arlei
e que ficou ntomando conta da propriedade do
interrogando; que Arlei atualmente esta preso suspeito
de ter matado o médico e o filho, que são filhos e netos
de Juarez Maria; que Edilson também esta preso,
acusado de homicio do médico e do filho, também da
família do interrogando; que foi embora de Mutum em
setembro de 2014, e nunca mais voltou a Mutum; que
mantinha contato telefonico com Arlei, para tratar
assuntos da propriedade; que a relação de Lucas com
as vitimas era igual a do interrogando.” (ff. 381/382)
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A despeito da negativa de autoria de Marcos Meneses da Cruz, as
provas dos autos forneceram elementos suficientes de participação a justificar
sua pronúncia.
A demais testemunhas ouvidas em juízo (ff. 376/379), ratificaram
seus depoimentos prestados na fase policial.
Portanto, como se vê, existem indícios suficientes de autoria, o que
impõe a pronúncia dos acusados para que sejam julgados pelo Tribunal do Júri,
a quem compete, por preceito constitucional, apreciar mais profundamente as
provas colhidas e as alegações formuladas.
No que pertine às qualificadoras, não podem ser afastadas de
plano, na medida em que se deve aplicar o princípio in dubio pro societate, nos
termos da Súmula 64 do e. Tribunal de Justiça de Minas Gerais.
As provas indicam que o crime teria sido praticado mediante
surpresa - recurso que dificultou a defesa das vítimas.
As provas indiciam, ainda, que o motivo do crime é “vingança
familiar”, o que configuraria motivo torpe.
Destarte, eventual colidência das versões deverá ser submetida à
apreciação do Júri Popular, não se podendo decotar as qualificadoras, como
determina a Súmula 64 do e. Tribunal de Justiça de Minas Gerais.
III - DISPOSITIVO
Ante o exposto, JULGO ADMISSÍVEL a acusação e PRONUNCIO
os réus MARCOS MENESES DA CRUZ E LUCAS MENESES DA CRUZ,
qualificados nos autos, a fim de que sejam submetidos a julgamento pelo
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Tribunal do Júri desta Comarca, pela suposta prática do crime previsto no artigo
121, parágrafo 2º, incisos I e IV, do Código Penal.
O Réu Marcos Meneses da Cruz encontra-se recolhido em virtude
do cumprimento do mandado de prisão expedido nos autos e nesta condição
deverá permanecer, porque não lhe concedo o direito de recorrer em
liberdade desta sentença.
Anote-se que e o réu Marcos Meneses da Cruz respondeu a todos
os atos e termos do processo sob custódia processual, não sobrevindo aos
autos qualquer circunstância que alterasse o panorama existente quando da
decretação da prisão preventiva, portanto, mantenho-o no cárcere tendo-se em
vista a necessidade da custódia cautelar para a garantia da ordem pública.
P. R. I. C.
Mutum/MG, 11 de novembro de 2016.
Walteir José da Silva
Juiz de Direito