Curso de Engenharia Básica – Laboratório
Oscilador Massa-Mola – M.H.S
Bruno Vital da Silva RA: F266990 TURMA: EB4P30
David da Silva Lourenço RA: F1490E1 TURMA: EB4P30
Tayson Rocha Tavares RA: F18JEA0 TURMA: EB4P30
Wellington Júnio Oliveira Moura RA: N649127 TURMA: EB4P30
Complementos de Física, Edwin Francisco
01 de outubro de 2020
Entre os tipos de movimento harmônico simples há o sistema massa-mola, o pêndulo simples, e o pêndulo físico. No primeiro,
um corpo de massa M preso a uma mola, realiza MHS quando sobre uma trajetória retilínea oscila periodicamente em torno
de uma posição de equilíbrio sob a ação de uma força denominada “força restauradora (Fel)”, que é dirigida para o ponto de
equilíbrio. Essa força é a força elástica proporcional à deformação da mola fornecida pela lei de Hooke.
Introdução
A partir de um sistema oscilador massa-mola, podemos realizar um modelo físico onde a
massa não se deforme por suas propriedades elásticas. De acordo com a lei de Hooke, este processo
é fisicamente impossível de ser realizado, já que uma mola jamais poderá ser considerada um corpo
sem massa, devido a sua determinada deformação ela perderá sua elasticidade. Ao realizar o
movimento, em um mesmo sentido indo e voltando, podemos chamar de oscilatório ou vibratório,
desde que quando sua trajetória se deslocar periodicamente sobre uma mesma direção, estará em
uma posição média de equilíbrio.
O movimento harmônico simples (MHS) é o movimento oscilatório que ocorre quando temos
a aceleração e a força resultante com as mesmas proporções ao deslocamento. Para que seja
obedecida a lei de Hooke, aplicando-se uma força a um MHS, o sistema devera se mover de sua
posição de equilíbrio, e tender a restaurar o sistema para esse equilíbrio. chama-se de Período (T) o
tempo que pode ficar uma repetição de ida e volta; Frequência (f = 1/T), sendo o número de
oscilações num mesmo segundo; Amplitude (A) é o movimento máximo de um ponto fixo
determinado como a origem da partida. O sistema é composto por uma massa fixa em uma mola é
determinada pela lei de Hooke (F=-kx). O sinal negativo indica o sentido contrário da força da mola
em relação à força externa que a deforma. x: alongamento da mola. Conforme a segunda lei de
Newton, assim obtemos que a força da mola é :
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ma =- kx
Figura (01): modelo do sistema de um oscilador massa-mola.
Fazendo:
Segue exemplo de uma solução possível desta equação é: , sendo que a
seguinte relação esteja satisfeita:
Quando o ato de que o período T = 2 π / ω obtém-se:
Na relação para o tempo em termos da massa e a constante k da mola.
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Com estes experimentos, os conceitos físicos serão adotados no sentido de observar as
características do movimento vibratório numa mola, definindo as condições para que se possa
produzir um movimento harmônico simples e mostrar o valor da constante k da mola.
Procedimento / Resultados
O presente experimento tem como principal objetivo descobrirmos o coeficiente K da mola através das
medidas de seu deslocamento ao suportar certos pesos, e para isso utilizaremos os seguintes materiais.
▪ Balança Digital com capacidade máxima de 1.010 g
▪ Suporte para Pêndulo
▪ Régua Milimetrada
▪ 2 Molas Helicoidal
▪ Suporte para os pesinhos (m1, m2 e m3)
▪ 3 Amostras (Pesinhos)
▪ Cronômetro
Figura (02): Principais instrumentos utilizados no experimento.
Com estes materiais será possivel medirmos o deslocamento da mola, a massa dos pesos e o periodo
de 10 ocilações que ela exerce. Com base nas informações que iremos encontrar conseguiremos descobri o
coeficiente K da mola através da seguinte formula.
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𝑚∗𝑔
𝐾=
𝑥
K= constante elástica da mola
X= deformação da mola (em m)
M= massa total do sistema
G= aceleração da gravidade local
Entretanto a fórmula apresenta duas incógnitas, o valor da massa dos objetos (m) e o valor de
deslocamento da mola (x). Com isso em mente começamos descobrindo a massa dos objetos com o auxílio
da balança digital conforme as figuras abaixo.
Figura (03): Medida das massa com o auxilio de uma balança digital.
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Vale ressaltar que a massa da mola é bastante inferior a massa das amostras, se tornando desprezível
e não será considerada nos cálculos. Assim obtemos os seguintes resultados.
Para descobrirmos a constante K iremos fazer 3 tipos de experimento, com o auxílio do suporte para
pêndulo iremos colocar a mola com o suporte, assim será feito 3 amostras, sendo a primeira apenas com um
peso, a segunda com dois e a terceira com 3, com isso iremos medir o deslocamento da mola e o tempo
correspondente a 10 amplitudes, sendo feita em cada amostra três vezes para que se possa tirar a média.
Será utilizado o mesmo método para todos os experimentos, sendo estes divididos em 3 modos: Primeiro
experimento onde usaremos somente uma mola, segundo experimento onde usaremos duas molas
associadas em serie, e por último duas molas paralelas.
Figura (04):Oscilador massa-mola vertical onde peso do corpo deforma a mola de uma quantidade l fazendo com o que a mola exerça uma força
para cima k(l – x) = kl– kx = mg– kx. Portanto, a força resultante é mg– kx – mg = – kx,, tal modelo será executado no experimento 1.
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Figura (05): Associação de Molas. Associação em série executada no experimento 2.
Figura (06): Associação de Molas. Associação em paralelo executada no experimento 3.
Com o auxílio de uma régua descobrimos que cada mola tem o comprimento de 11 cm e assim
conseguimos medir a deformação da mola. Feito o primeiro experimento obtemos os seguintes resultados:
Experimento 1- mola única
Tabela 01 – Medidas de massa, período e valores estatísticos para o sistema massa-mola (com uma mola).
Medida Massa (g) = 50,09 + Massa (g) = 100,22 + Massa (g) = 151,28 +
18,20 18,20 18,20
T1 (s) T2 (s) T3 (s)
1 7,4 10 12,1
2 7,1 10,6 12,6
3 7,3 10,4 12,4
Média 7,26 10,33 12,36
Média ao Quadrado 52,7 106,78 152,93
Desvio Padrão 0,10 0,31 0,25
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Experimento 2- duas molas associadas em serie
Tabela 02 – Medidas de massa, período e valores estatísticos para o sistema massa-mola associado em série.
Medida Massa (g) = 50,09 + Massa (g) = 100,22 + Massa (g) = 151,28 +
18,20 18,20 18,20
T1 (s) T2 (s) T3 (s)
1 11,5 15 18,02
2 11,43 14,71 18,21
3 11,52 14,9 18,17
Média 11,48 14,87 18,13
Média ao Quadrado 131,87 221,12 328,82
Desvio Padrão 0,05 0,15 0,10
Experimento 3- duas molas paralelas
Tabela 03 – Medidas de massa, período e valores estatísticos para o sistema massa-mola associado em paralelo.
Medida Massa (g) = 50,09 + Massa (g) = 100,22 + Massa (g) = 151,28 +
18,20 18,20 18,20
T1 (s) T2 (s) T3 (s)
1 3,45 4,45 5,1
2 3,57 4,37 5,3
3 3,34 4,4 5,19
Média 3,45 4,41 5,2
Média ao Quadrado 11,93 19,42 27,01
Desvio Padrão 0,12 0,04 0,10
Levando em consideração que para maior exatidão se foi cronometrado o tempo de 10 períodos,
agora iremos dividi-los por 10 para achar o valor de apenas 1 período e assim com auxílio de uma régua medir
os deslocamentos das molas.
Experimento 1- mola única
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Experimento 2- duas molas associadas em serie
Experimento 3- duas molas paralelas
Com o experimento completo, conseguimos fazer os cálculos necessários para achar a constante k,
para isso adotamos a fórmula de hooke e com isso obtemos os seguintes resultados:
A partir desses resultados se foi calculado a média geral do experimento:
2,48120 + 2,9410 + 3,25999
𝐾=
3
K=2,89406N/m
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Análise dos Resultados
Assim como esperado conseguimos valores próximos de K nos 3 experimentos, com isso
obtemos o valor de K com a média. Também com os resultados obtidos podemos analisar o período
ao quadrado em relação a massa, com isso usaremos a tabela 1 como base para podermos montar
um gráfico.
T² em função da massa
T²
180 169,48
160
140
118,42
120
100
80 68,29
60
40
20
0
52,7 106,78 152,93 Massa
Gráfico 01 – Valores para o período (T)² em função de diversas massas.
Notamos uma linearidade no gráfico, o que esperávamos, já que significa que o período ao
quadrado é diretamente proporcional a massa do objeto, se é possível concluir que à medida que
aumentamos a massa, o período de oscilação aumenta, e a frequência diminui isso se deve ao fato
de que período e frequência são inversamente proporcionais, com isso demonstra que os resultados
obtidos em sala de aula apresentam baixa margem de erro. Desse modo também poderemos
comparar os três experimentos em uma tabela adotando como referência a terceira massa utilizada
no estudo.
Tabela 04 – Valores experimentais para o período (T) para uma mola e associações em série e paralelo.
Coluna 1 Coluna 2 Coluna 3 Coluna 4
Medida Massa (g) = Massa (g) = Massa (g) =
151,28 + 18,20 151,28 + 18,20 151,28 + 18,20
T(De uma mola) T (Da associação em série) T (Da associação em paralelo)
1 12,1 18,02 5,1
2 12,6 18,21 5,3
3 12,4 18,17 5,19
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Com base nesses dados podemos fazer um comparativo entre esses resultados na forma de
gráficos.
Gráfico 02 – Valores da coluna 2 em relação a coluna 3.
Gráfico 03 – Valores da coluna 2 em relação a coluna 4.
Analisando os gráficos podemos ver a diferença entre os demais resultados, e por meio disso
conseguimos calcular o valor médio experimental dos quocientes.
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Assim podemos dizer que em um oscilador de massa de mola, um objeto com massa m é
conectado a uma mola ideal com constante elástica k. Ao se afastar da posição de equilíbrio, a força
elástica exercida pela mola faz com que o corpo principal oscile em torno dessa posição. Além do
mais, as forças são máximas nas extremidades e mínima no ponto de equilíbrio.
Conclusão
Para realização do experimento, foi observado através de um sistema massa mola, onde
pendurou-se uma mola helicoidal com um suporte para pêndulo, com três amostras de peso M1, M2
e M3, régua milimétrica fio metálico, balança e cronômetro. Perturbando o sistema de modo a obter
uma amplitude, aferindo para cada massa o período de oscilação do sistema. Com os dados
experimentais foi possível encontramos o valor da constante elástica da mola, que foi
aproximadamente igual para cada massa utilizada, além disso, a constante elástica encontrada
experimentalmente se aproximou da constante elástica dada pelo experimento. No pêndulo simples,
observou-se que o valor da massa não interfere no período, ou seja, a massa é desprezível se mantido
o comprimento, sendo assim, se a amplitude aumentar o período também tende a aumentar.
Referências Bibliográficas
1. Bibliografia básica
1. HALLIDAY, D.: Fundamentos de Física, - Oscilações ondas e termodinâmica. Vol. 2. 8ª ed. LTC, 2009.
2. TIPLER, P. A.: Física para Cientistas e Engenheiros. 5ª edição. LTC, 2006.
2. Bibliografia complementar
1. ALONSO, M.: Física - Um Curso Universitário. Vol. 2.EdgardBlücher, 2004.
2. HALLIDAY, D.; KRANE, K. S.; RESNICK, R.: Física. 2. LTC, 2004.
3. YOUNG, H. D.; FEEDMAN, R. A.: Física II. 10ª edição. Pearson, 2003.
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