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Leis de Kepler e Gravitação Universal

1) O documento discute a história da compreensão da gravitação, desde as ideias dos gregos antigos até as leis de Kepler e as descobertas fundamentais de Newton; 2) Kepler descobriu que as órbitas planetárias são elipses com o Sol em um dos focos, e que a área varrida por um planeta em relação ao Sol em tempos iguais é igual, embora Newton tenha explicado esses movimentos de forma mais precisa com suas leis da gravitação; 3) Newton mostrou que a força que atrai os planetas
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Leis de Kepler e Gravitação Universal

1) O documento discute a história da compreensão da gravitação, desde as ideias dos gregos antigos até as leis de Kepler e as descobertas fundamentais de Newton; 2) Kepler descobriu que as órbitas planetárias são elipses com o Sol em um dos focos, e que a área varrida por um planeta em relação ao Sol em tempos iguais é igual, embora Newton tenha explicado esses movimentos de forma mais precisa com suas leis da gravitação; 3) Newton mostrou que a força que atrai os planetas
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GRAVITAÇÃO

Podemos observar 5 planetas a olho nu: Mercúrio, Vênus, o avanço tecnológico, é de 0,3871 rT. Conseguiu também calcular os
Júpiter e Saturno (a descoberta de seus anéis foi feita por Newton, seus períodos (tempo para dar uma volta no Sol). Sobre Mercúrio,
que conseguiu, na época, desenvolver um telescópio com ampliação por exemplo, encontrou 87,97 dias, o mesmo valor que conhecemos
suficiente). Como são observáveis, a existência desses planetas é hoje!
conhecida desde, praticamente, o início da humanidade. Para entendermos o quão desconfortável era toda essa ruptura no
A origem da palavra "planeta" é grega e significa errante, devido âmbito, não só científico, mas também religioso, em 1600, Giordano
ao fato de as órbitas dos planetas, em relação a um observador na Bruno, que havia defendido a doutrina de Copérnico, bem como a
Terra, apresentarem uma trajetória não circular ou elíptica. Em certas ideia de que o universo é infinito e que existem várias estrelas parecidas
épocas, os planetas têm um movimento retrógrado em relação à Terra, com Sol, foi queimado em Roma, por ordem da Igreja.
ou seja, a trajetória desse planeta parece um laço. Esse movimento Alguns outros estudiosos se basearam nas ideias de Copérnico e
é conhecido como movimento errante dos planetas. Mercúrio, por deram continuidade aos seus estudos. Em destaque, temos Tycho Brahe
exemplo, apresenta esse movimento 3 vezes por ano. Várias foram e Kepler, o seu assistente. Kepler, após anos de trabalho, percebeu
as explicações para esses movimentos. Como o céu é um grande que as trajetórias dos planetas não eram exatamente circulares, como
laboratório e causa fascínio, muitos estudiosos se dedicaram a tentar Copérnico propôs, mas levemente ovaladas, com o Sol no eixo, mas
explicar o Universo, a sua origem, a nossa posição em relação ao não no centro, como também proposto anteriormente. Descobriu que
Sol e a outros planetas, o movimento dos planetas, formação etc. a órbita de Marte era uma elipse, com o Sol em um dos focos, e que
Podemos falar de Platão, com a sua ideia de que o Universo deveria o mesmo valia para os outros planetas, obtendo assim a 1ª de suas
ser explicado em termos de formas geométricas perfeitas (círculos e três leis:
esferas) e de movimentos uniformes, Ptolomeu, com a ideia de que
os planetas realizavam órbitas circulares sobre um círculo cujo centro
se move com movimento circular sobre um outro círculo, chamado 1ª LEI DE KEPLER OU LEI DAS ÓRBITAS
de deferente, com centro na Terra, explicando, assim, o movimento “As órbitas descritas pelos planetas ao redor do Sol são elipses,
retrógrado dos planetas. com o Sol em um dos focos”.

Mas, sem dúvida, um dos grandes nomes da gravitação foi Nikolaus


Koppernik (1473-1543), ou Copérnico, como conhecemos. Ele ressurgiu Chamando-se a de semieixo maior e c a semidistância focal, a
com a ideia do modelo Heliocêntrico, ideia proposta pelos gregos no excentricidade da elipse (e) é e = c/a. Para e = 0, temos um círculo.
século III a.C., que havia sido derrubada por alguns motivos, entre esses, A excentricidade dos planetas ao redor do Sol é baixíssima. A da
a ausência de paralaxe estelar. Se a Terra se movesse em torno do Sol, o Terra, por exemplo, vale 0,017, mostrando o motivo de ter levado
ângulo aparente entre as direções de duas estrelas fixas vistas da Terra muitos a achar que a trajetória era circular. Vênus é o dono da maior
seria diferente em diferentes épocas do ano, e esse efeito nunca foi excentricidade, 0,206.
observado. O argumento fazia sentido, fazendo com que essa ideia Kepler percebeu, também, que o módulo da velocidade dos
de Heliocentrismo fosse deixada de lado. O erro dessa argumentação planetas muda. A velocidade aumenta conforme se aproximam
é que, as estrelas que observamos parecem estar próximas, mas, na do Sol e diminui conforme vão se afastando, quebrando a ideia de
verdade, estão a anos-luz de distância. Tão distantes que o efeito não é movimento uniforme. Mas, o motivo de isso acontecer, para Kepler,
observável (só em 1838, com avanço de telescópios). era a atuação de uma força no plano da órbita, tangencial a ela que
Copérnico conseguiu, pela 1ª vez, medir as distâncias dos 5 variasse com o inverso da distância, ou seja, completamente errado
planetas mencionados anteriormente (visto a olho nu) em relação ao (a força é central e varia com o inverso ao quadrado da distância). E,
Sol. Na verdade, ele criou uma escala relativa. Por exemplo, mediu a além disso, fez o cálculo errado das áreas varridas pelo raio vetor que
distância de Mercúrio até o Sol e encontrou 0,3763 rT, em que rT é a liga cada planeta ao Sol. Mas, apesar de todos os erros, conseguiu,
distância Terra-Sol. O impressionante é que a medida atual, com todo com sorte, chegar a um resultado certo.

PROMILITARES.COM.BR 157
GRAVITAÇÃO

2ª LEI DE KEPLER OU LEI DAS ÁREAS Júpiter e mediu os seus períodos de revolução. Descobriu as fases de
Vênus (movimento similar ao da Lua, devido ao seu posicionamento
“O raio vetor que liga um planeta ao Sol descreve áreas iguais em relativo ao Sol). Em 1633, foi condenado pela Igreja a ficar em sua
tempo iguais”. casa perpetuamente após se redimir pelos seus “erros e heresias”.
Em 1642, após todas essas descobertas, nasceu Isaac Newton.
Não seria possível, neste módulo, falar toda a contribuição de Newton
para a ciência; precisar-se-ia de um livro inteiro. Vamos nos ater apenas
a algumas das contribuições de Newton na gravitação.
Aplicando a 2ª Lei de Newton em um planeta de massa m que
realiza uma trajetória (aproximadamente) circular ao redor do Sol
(massa M), temos que:
R
F  ma  m2R  4 2m
T2

Ou seja, em um mesmo intervalo de tempo, o planeta se Esse o módulo da força que o Sol exerce no planeta aponta para
deslocaria mais quando estava na região mais próxima em relação ao o centro da trajetória (resultante centrípeta).
Sol (periélio) que na região mais afastada (afélio), mostrando que, na Como:
região mais próxima a sua velocidade seria maior.
Newton, mais tarde, conseguirá explicar de maneira correta a R3
=k
relação acima. Ele conserva uma grandeza física vetorial chamada de T2
momento angular (L), brevemente discutida no módulo de estática
(equilíbrio estático de corpos extensos). A relação acima proposta por Kepler é constante para todos os
Essa grandeza está intimamente ligada à outra, de natureza planetas. Logo:
escalar, chamada de momento de inércia (I):
m
  F  4 2k
L = lω R2

Em que ω (= v / r) é a velocidade angular do planeta. Conservando: Mostrando, assim, que a força é inversamente proporcional ao
quadrado da distância. Além disso, pela 3ª Lei de Newton, a força
l0ω0 = lfωf que o Sol faz em um planeta é igual ao que o planeta faz no Sol, em
O momento de inércia depende do quadrado do módulo de raio módulo, concluindo que a sua magnitude depende não só da massa
vetor r. Sendo assim: do planeta, mas do produto entre a massa do planeta e a do Sol,
l = kr2 chegando à expressão abaixo:

Em que k é uma constante (que depende do formato e da massa GMm


F=
do corpo). Então: R2
v0 v
r02 = rf2 f Em que G é a constante universal. Esta é a Lei de Newton da
r0 rf gravitação.
Os estudos de Newton sobre corpos celestes (mecânica celeste)
∴ r0v0 = rfvf = constante são fascinantes, mas vamos nos restringir, para sermos objetivos, à
lei acima.
Ou seja, se a distância do planeta ao Sol no afélio for 5% maior
Podemos inferir, através de sua lei, que a aceleração resultante,
que no periélio, podemos ver que a sua velocidade, quando estiver no
que os planetas sofrem devido exclusivamente ao Sol, centrípeta,
periélio, será 5% maior:
nada mais é que a gravidade gerada pelo Sol no ponto onde o planeta
1,05vA = vp se encontra. Logo:
Kepler publicou essas duas leis em seu livro “Astronomia Nova” GM
em 1609. Quase uma década depois, perto da sua morte, publicou ac= g=
R2
a 3ª Lei. Ele sempre tentou buscar uma regularidade com os raios
médios das órbitas e o período de revolução dos planetas, até que, em
1618, conseguiu o que tanto buscava: Generalizando essa relação, qual seria a gravidade em um ponto
a uma distância R (sendo R o raio da Terra) da superfície da Terra
(desconsidere a atuação de campos gravitacionais de outros planetas
3ª LEI DE KEPLER OU LEI DOS e do Sol nesse ponto)?
PERÍODOS Resolução:
“Os quadrados dos períodos de revolução de dois planetas quaisquer Como quem gera o campo gravitacional é a Terra, basta
estão entre si como os cubos de suas distâncias médias ao Sol.” substituirmos a massa do Sol pela da Terra na expressão acima:
Ou seja: GMTerra GMTerra
g 
R13 R32  2R 2
4R2
=
T12 T22
Em que:
Na mesma época, outro grande nome que se dedicou à ciência foi GMTerra
Galileu. Aperfeiçoou o telescópio, realizando uma série de descobertas. g=
superficie = 10 m/s²

Verificou que a Lua não era uma esfera perfeita. Apresentava uma
série de irregularidades em sua superfície. Descobriu os 4 satélites de

158 PROMILITARES.COM.BR
GRAVITAÇÃO

Perceba que a distância entre o C.M. da Terra e do ponto é 2R. GMm


Considerando que o raio médio da Terra é de, aproximadamente, 6370 Ep r   –
R
km, um corpo a 6370 km da superfície da Terra sofre uma gravidade
¼ da superfície da Terra, ou seja, aproximadamente 2,5 m/s2.
Note que, conforme um corpo cai em queda livre, a sua energia
potencial diminui (aproxima-se da Terra). O sinal de menos acima
VELOCIDADE DE ESCAPE pode ser explicado pelo fato de, conforme o corpo vai se afastando
Vamos imaginar um foguete saindo da ação gravitacional terrestre do planeta, a sua energia potencial deve aumentar, o que, de fato,
(assunto discutido na leitura opcional do módulo anterior). Como o acontece. O gráfico abaixo mostra isso mais claramente:
campo gravitacional é conservativo, podemos falar que a energia
mecânica do foguete na superfície terrestre é igual a sua energia
mecânica quando está a uma distância R → ∞, onde não teria mais a
ação gravitacional (“escapou” da Terra).
O problema é que não podemos falar que a energia potencial
gravitacional vale mgh, já que a gravidade depende da distância do
foguete até o centro da Terra. Quando falamos de um corpo caindo
do alto de um prédio, essa preocupação não existe, uma vez que
a gravidade é a mesma, tanto no alto do prédio quanto no solo
(pensando no ponto mais alto da Terra, o monte Everest, com uma
altura de mais de 8 Km, como o raio da Terra é de aproximadamente
6370 km, podemos afirmar que a gravidade é praticamente igual a
do nível do mar).
Lembrando que, em um sistema conservativo, temos que:

∆Ec = W = - ∆Ep Agora que sabemos a expressão de energia potencial, vamos


voltar ao nosso foguete escapando da Terra. Vamos considerar que
E que o trabalho da força (que, nesse caso é gravitacional) é dado gastou toda a sua energia para escapar do planeta. Sendo assim, a
pela equação abaixo: soma das energias potencial e cinética iniciais do foguete deve ser
rf    igual à mecânica final, que é zero. Logo:
W  r0
F . dr
mv 2e –GMm
 0
2 R
Podemos chegar à equação abaixo:
rf    Em que ve é a velocidade inicial do foguete, chamada de velocidade
Ep  –  r0
F . dr de escape. Então:

2GM
Como essa força aponta para o centro da trajetória e o vetor ve =
R
raio aponta para fora (no caso, da Terra até a posição do foguete), o
ângulo entre os vetores vale 180°. Ou seja, após realizar esse produto
Podemos substituir com a expressão da gravidade:
escalar, aparecerá um sinal negativo, já que cosseno de 180° vale –
1 (produto escalar e vetorial estão discutidos no módulo de vetores. v e = 2gR
Caso necessário, consulte-o).
Considerando r0 = R (distância inicial entre o foguete e o centro da No caso da Terra (R ~6,4.106 m), a velocidade mínima para escapar
Terra) e R → ∞, teremos: do planeta será:
 GMm
Ep rf  – Ep r0   – 
R

r2
dr v e ≅ 2 . 9, 8 . 6, 4 . 106 ≅ 11, 2 km / s ou 40.300 km / h

Nesse caso, costuma-se tomar a energia potencial no infinito


como zero (lembre-se que podemos tomar qualquer ponto como VELOCIDADE ORBITAL
potencial zero. O que interessa é a diferença de energia potencial.
Qual é o módulo da velocidade que um corpo de massa m tem
Nos casos de queda livre, costumamos considerar potencial zero no
quando está em órbita a uma distância r de um planeta de massa M?
ponto mais baixo, geralmente no solo, conforme fizemos no módulo
Qual é a velocidade orbital da Terra ao redor do Sol?
de energia).
Basta lembrarmos que o módulo da aceleração centrípeta é
Sendo assim, a energia potencial na superfície da Terra vale:
equivalente à gravidade local, gerada por M:
 GMm
Ep  – R

r2
dr v 2 GMm
 v 
GM
R R2 R
Resolvendo a integral acima chegaremos à expressão abaixo:
Essa é a velocidade orbital do corpo de massa m. A distância
GMm média entre a Terra e o Sol é de aproximadamente 1,5.1011 m e M
Ep = – = 2.1030 Kg (massa do Sol). Com esses dados, podemos calcular a
R
velocidade orbital da Terra:
Essa é a energia potencial que um corpo de massa m sofre na 6,67 . 10–112 . 1030
superfície de outro de massa M. De modo geral, temos que a energia v  2,98 . 104 m / s ou 107.300 km / h
potencial gravitacional de um corpo a uma distância r qualquer em 1,5 . 1011
relação ao outro vale:

PROMILITARES.COM.BR 159
GRAVITAÇÃO

Essa é a velocidade média com que a Terra realiza o seu movimento Logo:
de translação. Lembrando que é média, já que, quando a Terra está
no seu periélio, a velocidade é ligeiramente maior e, quando está no GM
g= r
afélio, um pouco menor. R3
Problema do lixo espacial: milhares de detritos estão, nesse
Perceba o caráter linear da função. A gravidade aumenta
momento, orbitando ao redor da Terra. Objetos de tamanhos variados.
linearmente com a distância, até que r = R. A partir desse ponto,
A maioria tem poucos centímetros, mas estão em altas velocidades,
a gravidade diminui com o inverso do quadrado da distância,
podendo causar complicações no momento de decolagem ou
caracterizando uma hipérbole, conforme mostra o gráfico g x r abaixo:
aterrissagem de uma nave, por exemplo, ou até mesmo destruir uma
base ou satélite. g
Vamos imaginar um objeto de 10 cm que está a 600 Km da
superfície terrestre, ou seja, a aproximadamente 7000 Km do centro
da Terra. Sabendo-se que a massa da Terra é de, aproximadamente,
6.1024 Kg, teremos que:

6,67 . 10–116 . 1024 GM


v  7,7 . 103m / s ou 27.900 km / h =g
7 . 106 R2
Supercie
São objetos a incrível velocidade de quase 30.000 km/h! Repare o
tempo que esse objeto leva para dar uma volta na Terra: r
2R 2 . 3,14 . 7 . 106 R (raio do planeta)
v  t   5706 s ou 1h e 35 min
t 7, 7 . 103
Observação
Após o lixo passar em certo ponto (na verdade, é uma camada
No interior de um planeta, como a aceleração local é proporcional
de quilômetros de lixo), podemos dizer, de modo aproximado, que há
à distância, se fosse possível cavar um túnel de uma ponta a outra
uma janela de 1h30min para atravessar a região.
do diâmetro do planeta e colocássemos um corpo de massa m
para se locomover ao longo do túnel, o seu movimento seria um
GRAVIDADE NO INTERIOR DE UM M.H.S., cuja velocidade seria zero quando chegasse à superfície e
seria máxima no centro do planeta, assim como a aceleração seria
PLANETA máxima na superfície, como vimos, e zero no seu centro.
Sabemos a expressão da gravidade a uma distância r do
centro de um planeta. E, se estivéssemos a uma distância
r < R (R = raio do planeta)? Podemos fazer uma analogia com a questão
do campo elétrico a uma distância r < R em uma esfera isolante de
carga Q. Podemos criar uma espécie de gaussiana, na qual apenas
a massa dentro dessa superfície faria campo gravitacional no ponto:

Vamos chamar de m a massa dentro da região pontilhada da APÊNDICE


figura. Então: 3
A 3ª lei, R constante, só faz sentido se a trajetória da partícula
T2
Gm for circular. Como sabemos, as trajetórias dos planetas ao redor do
g= 2
r Sol, por exemplo, são elípticas, com baixa excentricidade, ou seja,
quase circulares. Para a maioria dos exercícios, podemos considerar
Considerando a densidade do planeta uniforme, temos que: que as trajetórias são circulares e, caso necessário, basta aplicar a 3ª
lei conforme enunciada anteriormente.
m M r3
 m  M 3 Porém, como aplicar a 3ª Lei se as trajetórias forem elípticas?
4 3 4 3 R
r R
3 3

160 PROMILITARES.COM.BR
GRAVITAÇÃO

ou em movimento retilíneo uniforme em relação a referenciais


inerciais.
P' L ( ) É necessário que um corpo esteja sob a ação de uma força
resultante diferente de zero para permanecer em movimento.
P ( ) Sol e Terra se atraem com forças gravitacionais de intensidades
r' r R
diferentes.
r ( ) Peso e normal constituem um par ação-reação.
r' θ
V ( ) Peso e massa são grandezas físicas vetoriais.
2b

F' O F ( ) A energia mecânica de um sistema, que é a soma da energia


2c cinética com as energias potenciais, é sempre conservada.
s a) (F)(V)(F)(F)(V)(V)(V)
b) (F)(V)(V)(V)(F)(F)(V)
c) (V)(V)(V)(V)(F)(F)(V)
2a d) (V)(F)(F)(F)(V)(F)(F)
e) (F)(V)(F)(F)(F)(F)(F)

Na figura acima, temos que a é o semieixo maior da elipse. Com 02. (EEAR 2012) Conforme a definição da Lei da Gravitação Universal,
um pouco de conta (conhecimento de área de elipse, momento a constante gravitacional universal (G = 6,67 × 10-11 N m2/kg2)
angular e massa reduzida), podemos chegar à relação abaixo (que é
a) varia com a altitude terrestre.
a 3ª lei de Kepler):
a3 G M  m b) varia com a latitude terrestre.
  constante c) é válida para quaisquer dois corpos do Universo.
T2 4 π2
d) é válida somente em lugares específicos do Universo.
Conclusão, quanto maior o semieixo maior, maior será o período
orbital.
03. (EEAR 2017) Uma nave espacial de massa M é lançada em direção
Exercício Resolvido à lua. Quando a distância entre a nave e a lua é de 2,0⋅108 m, a força
de atração entre esses corpos vale F. Quando a distância entre a nave
01. (IME 2010) Três satélites orbitam ao redor da Terra: o satélite e a lua diminuir para 0,5⋅108 m, a força de atração entre elas será:
S1 em uma órbita elíptica com o semieixo maior a1 e o semieixo a) F/8 b) F/4 c) F/16 d) 16F
menor b1; o satélite S2 em outra órbita elíptica com semieixo maior
a2 e semieixo menor b2; e o satélite S3 em uma órbita circular com 04. (EEAR 2010) Em um planeta distante da Terra, em outro sistema
raio r. Considerando que r = a1 = b2, a1 ≠ b1e a2 ≠ b2, é correto planetário, cientistas, obviamente alienígenas, estudam a colocação
afirmar que de uma estação orbital entre o seu planeta e sua lua, conforme pode
a) os períodos de revolução dos três satélites são iguais. ser visto na figura. Visando ajudá-los, determine a que distância, em
b) os períodos de revolução dos três satélites são diferentes. km, do centro do planeta a estação (considerada uma partícula) deve
ser colocada, de forma que a resultante das forças gravitacionais que
c) S1 e S3 têm períodos de revolução idênticos, maiores do que
atuam sobre a estação seja nula.
o de S2.
Observações:
d) S1 e S3 têm períodos de revolução idênticos, menores do que
o de S2. - Massa do planeta alienígena: 25⋅1020 kg.
e) S2 e S3 têm períodos de revolução idênticos, maiores do que - Massa da lua alienígena: 4⋅1018 kg.
o de S1. - Distância do centro do planeta ao centro da lua: 312⋅103 km.
- Considere o instante em que o planeta, a lua e a estação estão
Resolução: D alinhadas, conforme a figura.
Como o semieixo maior do satélite 1 tem o mesmo comprimento
que o raio da trajetória circular do satélite 3, terão o mesmo
período orbital. Já o satélite 2, seu semieixo maior a2 é maior que
o semieixo maior que o do satélite 1, logo, terá um período maior
que os demais.

a) 2⋅10² b) 3⋅105 c) 4⋅105 d) 5⋅104


EXERCÍCIOS DE

FIXAÇÃO 05. (EEAR 2009) Um astronauta afirmou que dentro da estação orbital
a melhor sensação que ele teve foi a ausência de gravidade. Com
relação a essa afirmação, pode-se dizer que está
a) correta, pois não há presença de massa no espaço.
01. (CN 2018) Classifique com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmativas b) correta, pois a estação está tão longe que não há ação do campo
abaixo e, em seguida, marque a opção que apresenta a sequência gravitacional.
correta.
c) incorreta, pois o módulo da aceleração da gravidade não se altera
( ) Um satélite em órbita em torno da Terra possui massa, no entanto, com a altitude.
não possui peso.
d) incorreta, pois mesmo a grandes distâncias existe ação do campo
( ) Uma nave espacial no espaço, livre de atrito e de toda e qualquer gravitacional.
força de atração ou repulsão, permanecerá sempre em repouso

PROMILITARES.COM.BR 161
GRAVITAÇÃO

06. (EEAR 2013) Para a realização de um filme de ficção científica, o 03. (AFA 2004) Quando a um satélite artificial geoestacionário, em
diretor imaginou um planeta β cujo raio é a metade do raio da Terra órbita circular em torno da Terra, afirma-se que:
e a massa é dez vezes menor que a massa da Terra. O diretor, então,
consultou um físico a _m de saber qual deveria ser o valor correto da
aceleração da gravidade a qual estaria submetido um ser na superfície
do planeta β. O físico, de acordo com as Leis da Gravitação Universal
e adotando como referência uma pessoa na superfície da Terra, cuja
aceleração da gravidade vale 10 m/s² , disse que o valor da aceleração
da gravidade para esse ser na superfície de β seria de _______ m/s².
a) 2 b) 4 c) 5 d) 12

07. (EEAR 2019) Um astronauta de massa m e peso P foi levado da I. A força que o mantém em órbita é de natureza gravitacional
superfície da Terra para a superfície de um planeta cuja aceleração da
gravidade, em módulo, é igual a um terço da aceleração da gravidade II. Seu período é de 24 horas.
registrada na superfície terrestre. No novo planeta, os valores da III. Sua aceleração é nula.
massa e do peso desse astronauta, em função de suas intensidades na É (são) correta(s), apenas a(s) afirmativa(s)
Terra, serão respectivamente:
a) II b) I e II c) I e III d) II e III
m P m P
a) ,P b) m, P c) m, d) ,
3 3 3 3 04. (AFA 2006) Os satélites de comunicação são operados
normalmente em órbitas cuja velocidade angular ω é igual à da Terra,
08. (EEAR 2017) Em Júpiter a aceleração da gravidade vale de modo a permanecerem imóveis em relação às antenas receptoras.
aproximadamente 25 m/s² (25 × maior do que a aceleração da Na figura abaixo, estão representados dois destes satélites, A e B, em
gravidade da Terra). Se uma pessoa possui na Terra um peso de 800 N, órbitas geoestacionárias e em diferentes alturas. Sendo a massa de A
quantos newtons esta mesma pessoa pesaria em Júpiter? (Considere maior que a de B, pode-se afirmar que as relações entre os módulos
a gravidade na Terra g = 10 m/s²). das velocidades VA e VB e os períodos de rotação TA e TB dos satélites A
a) 36 b) 80 c) 800 d) 2.000 e B estão representados corretamente na alternativa

09. (EEAR 2015) A atração gravitacional que o Sol exerce sobre a


Terra vale 3,5⋅1022 N. A massa da Terra vale 6,0⋅1024 kg. Considerando
que a Terra realiza um movimento circular uniforme em torno do
Sol, sua aceleração centrípeta (m/s²) devido a esse movimento é,
aproximadamente
a) 6,4⋅102 c) 4,9⋅10-2
b) 5,8⋅10-3 d) 2,1⋅103
a) VA = VB E TA = TB c) VA > VB E TA = TB
10. (EEAR 2009) Em uma galáxia muito distante, dois planetas de
b) VA < VB E TA < TB d) VA > VB E TA > TB
massas iguais a 3 × 1024 kg e 2 × 1022 kg, estão localizados a uma
distância de 2 × 105 km um do outro. Admitindo que a constante
de gravitação universal G vale 6,7 × 10-11 N⋅m²/kg², determine a 05. (AFA 1999) Considere um cometa se aproximando do Sol.
intensidade, em N, da força gravitacional entre eles. Desprezando-se a sua perda de massa, pode-se afirmar que, em
relação ao Sol, sua energia
a) 20,1 × 1027 c) 10,05 × 1019
a) cinética diminui. c) mecânica diminui.
b) 20,1 × 10 43
d) 10,05 × 1025
b) cinética aumenta. d) mecânica aumenta.

EXERCÍCIOS DE 06. (AFA 1999) A altitude típica de um satélite de comunicação é da

TREINAMENTO
ordem de 36000 km e o raio da Terra é aproximadamente 6000 km.
Designa-se por gO, a aceleração da gravidade nas vizinhanças da
superfície terrestre e por gS, a aceleração gravitacional da Terra, na
órbita do satélite. A partir dessas considerações, o valor da razão gO/gS é
a) 6 b) 7 c) 36 d) 49
01. (AFA 1994) Há cerca de 330 anos, Isaac Newton concluiu que,
para se colocar um satélite em órbita circular, próxima da Terra, a
velocidade necessária corresponderia a uma aceleração centrípeta 07. (AFA 1999) Um astronauta, em órbita, a 1600 km da superfície
igual à da gravidade. Se hoje uma Sonda IV for lançada verticalmente, terrestre, está sujeito a uma aceleração da gravidade igual (Considerar
do centro de Lançamento de Alcântara, com a velocidade prevista o raio da Terra igual a 6400 km)
por Newton, que altitude, expressa em função do raio da Terra (R), a) a zero.
atingirá? b) ao valor na superfície terrestre.
a) R/2 b) R c) 2R d) 3R c) a 0,04 vezes o valor na superfície terrestre.
d) a 0,64 vezes o valor na superfície terrestre.
02. (AFA 1999) Pode-se afirmar que, quando a distância entre
duas massas m1 e m2 é reduzida pela metade, a força de atração
gravitacional entre elas é 08. (AFA 2004) O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) está
prepara do para lançar foguetes de sondagem e veículos lançadores
a) duas vezes maior. de satélites. Localizado na costa do nordeste brasileiro, próximo ao
b) duas vezes menor. Equador, a posição geográfica do CLAaumenta as condições de
c) quatro vezes maior. segurança e permite menores custos de lançamento. Afirma-se que
são fatores determinantes do menor custo de lançamento no CLA
d) quatro vezes menor.

162 PROMILITARES.COM.BR
GRAVITAÇÃO

(latitude 0°) em relação a outros centros de lançamento situados em 13. (AFA 1994) A energia potencial gravitacional de um corpo de
regiões de maiores latitudes: massa m no campo gravitacional da
I. maior velocidade tangencial, devido à inércia do movimento de
por U GMTm  −  . Qual dos gráficos abaixo melhor
1 1
rotação da Terra. =
Terra, é dada
R r 
II. menor aceleração da gravidade, devido ao movimento de rotação representa a relação dada?
da Terra. Dados:
III. menor distância das órbitas próprias para satélites geoestacionários. G = constante gravitacional;
São verdadeiras as assertivas MT = massa da Terra;
a) apenas I e II. c) apenas I e III. R = raio da Terra;
b) apenas II e III. d) I, II e III. r = posição da massa m em relação ao dentro da Terra.

09. (AFA 2008) A respeito de um satélite artificial estacionário em


órbita sobre um ponto do equador terrestre, afirma-se que a)
I. a força que a Terra exerce sobre ele é a resultante centrípeta
necessária para mantê-lo em órbita.
II. o seu período de translação é 24 horas.
III. os objetos soltos em seu interior ficam flutuando devido à b)
ausência da gravidade.
Está(ão) correta(s)
a) apenas I. c) apenas II e III.
b) apenas I e II. d) I, II e III.
c)
10. (AFA 2002) Considere a Terra um planeta de raio R estacionário no
espaço. A razão entre os períodos de dois satélites, de mesma massa,
em órbitas circulares de altura R e 3R, respectivamente, é

a) 1 3 c) 2 3
b) d)
2 4 4 2 d)

11. (AFA 2002) A relação entre o peso aparente PA e o real P de um


astronauta no interior de uma nave espacial que gira em torno da
Terra, em órbita circular, é
PA PA PA PA 14. (AFA 1998) Um satélite artificial foi lançado para entrar em órbita
a) =0 b) =1 c) >1 d) <1 circular ao redor da Terra, a uma distância d do seu centro. Sabendo-
P P P P
se que G é a Constante Gravitacional Universal e M a massa da Terra,
o período de revolução do satélite, ao redor da Terra, será dado por
12. (AFA 2009) Dois corpos A e B, esféricos, inicialmente estacionários
GM GM d3
no espaço, com massas respectivamente iguais a mA e mB, encontram- a) 2π b) πd2 GM c) 2πd d) 2π
se separados, centro a centro, de uma distância x muito maior que os d d GM
seus raios, conforme figura abaixo.
15. (AFA 2000) A partir da superfície da Terra, um foguete, sem 
propulsão, de massa m, é lançado verticalmente, com velocidade V0
e atinge uma altitude máxima igual ao raio R da Terra. Sendo M a
massa
 da Terra e G a constante de gravitação universal, o módulo de
V0 é dado por
GM GM 3GM 3GM
a) b) c) d)
Na ausência de outras forças de interação, existe um ponto P do R 2R 4R 2R
espaço que se localiza a uma distância d do centro do corpo A. Nesse
ponto P é nula a intensidade da força gravitacional resultante, devido 16. (AFA 2009) Um planeta Alpha descreve uma trajetória elíptica em
à ação dos corpos A e B sobre um corpo de prova de massa m, ali torno do seu sol como mostra a figura abaixo.
colocado. Considere que os corpos A e B passem a se afastar com
uma velocidade constante ao longo de uma trajetória retilínea que
une os seus centros e que mA = 16 mB. Nessas condições, o gráfico que
melhor representa d em função de x é

a) c)
Considere que as áreas A1, A2 e A3 são varridas pelo raio vetor que
une o centro do planeta ao centro do sol quando Alpha se move
respectivamente das posições de 1 a 2, de 2 a 3 e de 4 a 5. Os trajetos
de1 a 2 e de 2 a 3 são realizados no mesmo intervalo de tempo ∆t e
b) d)
o trajeto de 4 a 5 num intervalo ∆t’ < ∆t. Nessas condições é correto
afirmar que
a) A1 < A3 b) A2 < A3 c) A1 > A2 d) A3 < A2

PROMILITARES.COM.BR 163
GRAVITAÇÃO

17. (AFA 2010) Um satélite cujo raio da órbita vale R gira ao redor da 24. (EFOMM 2020 - MODIFICADA) O fenômeno das marés ocorre
Terra com velocidade angular constante ω. Por necessidade técnica devido à diferença da atração gravitacional com a Lua em diferentes
será feito um ajuste na trajetória que dobrará o raio orbital desse pontos da Terra. Uma consequência direta desse fenômeno é a
satélite, fazendo-o girar com uma nova velocidade angular constante dissipação da energia mecânica do sistema Terra-Lua resultando no
ω aumento da distância da órbita da Lua em torno do nosso planeta.
ω’. A razão ω′ vale
Considere a órbita circular e que esse aumento seja de 4,0 cm ao ano.
a) 2 2 b) 2 c) 2 d) 1 Que percentual variação da energia mecânica do sistema Terra-Lua,
2 2 ao longo de 1.000.000.000 anos, quando a distância inicial entre os
centros da Terra e da Lua era de 400.000 km?
18. (AFA 2003) Supondo a Terra perfeitamente esférica e desprovida
de atmosfera, qual deverá ser a velocidade de um corpo para que, a) 0,9% b) 1,8% c) 5,4% d) 9,1% e) 18,2%
lançado horizontalmente, entre em órbita circular rasante?
25. (EFOMM 2019) Um planeta possui distância ao Sol no afélio que
Dados:
é o dobro de sua distância ao Sol no periélio. Considere um intervalo
Raio da terra = R de tempo ∆t muito pequeno e assuma que o deslocamento efetuado
Aceleração gravitacional próximo à superfície terrestre = g pelo planeta durante esse pequeno intervalo de tempo é praticamente
retilíneo. Dessa forma, a razão entre a velocidade média desse planeta
a) gR b) 2gR c) R g no afélio e sua velocidade média no periélio, ambas calculadas durante
d)
g R o mesmo intervalo ∆t, vale aproximadamente

a) 1 2 c) 1 d) 1 e) 2
19. (AFA 1998) A aceleração da gravidade na superfície da Terra, b)
de raio R, é g. Calcule a altura, em relação à superfície, na qual a 2 2
3
2 8
aceleração da gravidade valerá g/9.
a) R b) 2R c) 3R d) 4R 26. (EN 2018) Analise a figura abaixo.

20. (EN 2015) Considere dois corpos, A e B, de massas mA = m e


mB = (500 kg – m) respectivamente. Os corpos estão separados
por uma distância fixa d. Para que o módulo da energia potencial
gravitacional do sistema seja a maior possível, o valor de m, em kg, é
a) 300 c) 200 e) 100
b) 250 d) 150

21. (AFA 1999) De acordo com Johannes Kepler (1571-1630), “o


quadrado do período de qualquer planeta é proporcional ao cubo do A figura acima mostra um sistema isolado de três partículas de massa
semi-eixo maior de sua órbita”. Com respeito à órbita da Terra em m, ocupando os vértices de um triângulo equilátero inscrito em uma
relação ao Sol, sabe-se que o período é de um ano e o semi-eixo maior circunferência de raio R. Nessa configuração, a energia potencial
é 15 × 1010 metros. A partir dessas informações, pode-se afirmar que gravitacional é U0. Considerando que a energia potencial gravitacional
a ordem de grandeza da constante de proporcionalidade, em s2/m3, é é nula no infinito, se o raio é reduzido à metade, qual é a razão entre
variação da energia potencial gravitacional do sistema e a energia
a) 10-12 b) 10-15 c) 10-19 d) 10-23 potencial gravitacional inicial, ∆U/U0?
1 b) 1 c) 1 e) 2
22. (ESPCEX 2011) O campo gravitacional da Terra, em determinado a) d) 3
ponto do espaço, imprime a um objeto de massa de 1 kg a aceleração 2 2
de 5 m/s². A aceleração que esse campo imprime a um outro objeto
de massa de 3 kg, nesse mesmo ponto, é de: 27. (EN 2017) Analise a figura a seguir.
a) 0,6 m/s² c) 3 m/s² e) 15 m/s²
b) 1 m/s² d) 5 m/s²

23. (ESPCEX 2016) Um satélite esférico, homogêneo e de massa


m, gira com velocidade angular constante em torno de um planeta
esférico, homogêneo e de massa M, em uma órbita circular de raio
R e período T, conforme figura abaixo. Considerando G a constante
de gravitação universal, a massa do planeta em função de R, T e G é:

a) 4 π2 R 3
TG
A figura a seguir apresenta um sistema binário de estrelas, isolado,
b) 4 π2 R 2 que é composto por duas estrelas de mesmo tamanho e de mesma
TG massa M. O sistema, estável, gira em torno de seu centro de massa
com um período de rotação constante T.
c) 4 π2 R 2
Sendo D a distância entre as estrelas e G a constante gravitacional
T2 G universal, assinale a opção correta.
4 π2 R a) GMT² = 2π²D²; a velocidade linear de cada uma das estrelas em
d) relação ao centro de massa do sistema é constante; a energia
T2 G
mecânica do sistema é conservada.
4 π2 R 3 b) GMT² = 2π²D³; a velocidade angular de cada uma das estrelas
e)
T2 G em relação ao centro de massa do sistema é constante; a energia
cinética do sistema é conservada.

164 PROMILITARES.COM.BR
GRAVITAÇÃO

c) GMT² = π²D³; a velocidade angular de cada uma das estrelas em a) 2 ⋅ 1010(3,25 ⋅ 1010 G – 1)J
relação ao centro de massa do sistema é constante; a energia b) 2 ⋅ 1010(4,25 G – 1010)J
mecânica de cada uma das estrelas é conservada.
c) 2 ⋅ 1010(10² G – 1)J
d) 2GMT² = π²D³; o vetor velocidade linear de cada uma das estrelas
em relação ao centro de massa do sistema é constante; a energia d) 2 ⋅ 10²(G – 10²)J
mecânica do sistema é conservada. e) 2 ⋅ 10²(10² G – 1)J
e) 2GMT² = π²D³; a velocidade angular de cada uma das estrelas
em relação ao centro de massa do sistema é constante; a energia 31. (AFA2 2012) Um satélite artificial de massa m gira em torno da
mecânica de cada uma das estrelas é conservada. Terra, em órbita circular de raio R, com velocidade escalar constante de
módulo igual a v. Por razões técnicas, foi preciso reduzir pela metade
28. (EN 2016) Analise a figura abaixo. o módulo de sua velocidade, mantendo-o, ainda, em órbita circular.
Para tanto, considerando a constante de gravitação universal igual a
G e a massa da Terra igual a M, o trabalho realizado sobre o satélite,
por um agente externo, foi
3GMm
a) resistente, cujo módulo é igual a
8R
3GMm
b) motor e igual a
8R
GMm
c) resistente, cujo módulo é igual a
4R
GMm
d) motor e igual a
Na figura acima, tem-se duas cascas esféricas concêntricas: casca A 4R
de raio rA = 1,0 m e casca B de raio rB = 3,0 m, ambas com massa 32. (AFA2 2012) Um sensor, que registra a intensidade de um campo
M e com os centros em x = 0. Em x = 20 m, tem-se o centro de uma gravitacional, pode se movimentar radialmente do centro geométrico
esfera maciça de raio rC = 2,0 m e massa 81 M. Considere agora, uma C de um planeta (considerado esférico e com densidade homogênea
partícula de massa m colocada em x = 2,0 m. de massa) até o ponto 3 de sua superfície, localizado no Equador e,
Sendo G a constante gravitacional, qual a força gravitacional resultante posteriormente, ao longo de um meridiano, até o Polo Norte, ponto
sobre a partícula? 5, desse planeta, como mostra a figura abaixo.
GMm GMm
a) para a direita. d) para a esquerda.
4 4
GMm e) Zero.
b) para a direita.
2
GMm
c) para a esquerda.
2

29. (AFA2 2014) Chama-se velocidade de escape (v) a menor


velocidade com que se deve lançar um corpo da superfície de um astro
(como a Terra ou a Lua) para que ele se livre do campo gravitacional e
vá para o “infinito”. Para calcular v, basta impor a condição de ser nula
a sua energia cinética no infinito, bem como tomar o infinito como
Neste trajeto, o sensor registra nos pontos 1, 2, 3, 4 e 5, respectivamente
referencial para sua energia potencial. Considerando que a razão
os valores g1, g2, g3, g4 e g5, para as intensidades do campo gravitacional.
M
entre as massas da Terra (MT) e da Lua (ML) é igual a 81 ( T M = 81) Considerando o planeta como um sistema isolado e desprezando o seu
L
e que a razão entre os raios da Terra (RT) e da Lua (RL) é igual a 4 movimento de rotação, é correto afirmar que
R a) g1 > g2 > g3 = g4 = g5
( T R = 4), é possível explicar, pelo menos em parte, diferenças entre as
L
b) g1 = g2 = g3 > g4 > g5
atmosferas terrestre e lunar, pois a velocidade de escape de moléculas
gasosas, presentes nesses astros, depende tanto da massa quanto do c) g1 < g2 < g3 < g4 < g5
raio deles. Dessa forma, a razão entre as velocidades de escape para d) g1 < g2 < g3 = g4 = g5
moléculas de gases nas superfícies terrestre (vT) e lunar (vL), vale
a) 1,0 b) 4,0 c) 4,5 d) 9,0 33. (CEM – MARINHA 2018) Dois pontos materiais de massa m
movem-se num eixo horizontal Ox sujeitos apenas à força de atração
30. (EFOMM 2017 - MODIFICADA) A energia mecânica de um satélite gravitacional Newtoniana. No instante t0 = 0 um dos pontos estava na
(S) de massa igual a 3 × 105 g que descreve uma órbita elíptica em posição x = 1 com velocidade v0 > 0 e o outro ponto encontrava-se no
torno da Terra (T) é igual a -2,0 × 1010 J. O semieixo maior da elipse ponto x = -1 com velocidade -v0. Suponha que todos os dados acima
vale 16 × 10³ km e o menor 9 × 10³ km. estão com unidades no S.l. e denote por G a constante gravitacional.
Qual o menor valor possível de v0 para que esses pontos materiais não
se choquem em um instante t1 > 0?
Gm 3Gm e) 2 Gm
a) c)
2 2
2Gm
b) Gm d)
2

Determine a energia cinética do satélite no perigeu em função da 34. (AFA 2016) Considere a Terra um Planeta esférico, homogêneo,
constante gravitacional G. de raio R, massa M concentrada no seu centro de massa e que gira
em torno do seu eixo E com velocidade angular constante ω, isolada
Dado: MTerra = 6 × 1024 kg. do resto do universo.

PROMILITARES.COM.BR 165
GRAVITAÇÃO

Um corpo de prova colocado sobre a superfície da Terra, em um ponto EXERCÍCIOS DE

COMBATE
de latitude ϕ, descreverá uma trajetória circular de raio r e centro sobre
o eixo E da Terra, conforme a figura abaixo. Nessas condições, ocorpo
de prova ficará sujeito a uma força de atração  gravitacional F, que
admite duas componentes,  uma centrípeta, Fcp , e outra que traduz o
peso aparente do corpo, P.
01. (UERJ 2006) Embora sua realização seja impossível, imagine a
construção de um túnel entre os dois polos geográficos da Terra, e
que uma pessoa, em um dos polos, caia pelo túnel, que tem 12.800
km de extensão, como ilustra a figura a seguir.

Admitindo que a Terra apresente uma constituição homogênea e


que a resistência do ar seja desprezível, a aceleração da gravidade
Quando ϕ = 0º, então o corpo de prova está sobre a linha do equador e a velocidade da queda da pessoa, respectivamente, são nulas nos
e experimenta um valor aparente da aceleração da gravidade igual a pontos indicados pelas seguintes letras:
ge. Por outro lado, quando ϕ = 90º, o corpo de prova se encontra em a) Y – W. b) W – X. c) X – Z. d) Z – Y.
um dos Polos, experimentando um valor aparente da aceleração da
gravidade igual a gp. 02. (ESPCEX 2012) Consideramos que o planeta Marte possui um
g décimo da massa da Terra e um raio igual à metade do raio do nosso
Sendo G a constante de gravitação universal, a razão e vale
gp planeta. Se o módulo da força gravitacional sobre um astronauta na
ω2R3 superfície da Terra é igual a 700 N, na superfície de Marte seria igual a:
a) 1 −
GM
a) 700 N. c) 140 N. e) 17,5 N
b)
(GM − ω r )R
2 2
b) 280 N. d) 70 N.
GM
1− ω r
2 03. (AFA 2012) A tabela a seguir resume alguns dados sobre dois
c) satélites de Júpiter.
GM
GMR2 − ω2r2 RAIO MÉDIO DA
d)
GM DIÂMETRO ÓRBITA EM RELAÇÃO
NOME
APROXIMADO (KM) AO CENTRO DE JÚPITER
35. (AFA 2015) Na cidade de Macapá, no Amapá, Fernando (KM)
envia uma mensagem via satélite para Maria na mesma cidade.
A mensagem é intermediada por um satélite geoestacionário, em lo 3,64 · 103 4,20 · 105
órbita circular cujo centro coincide com o centro geométrico da Terra, Europa 3,14 · 103 6,72 · 105
e por uma operadora local de telecomunicação da seguinte forma:
o sinal de informação parte do celular de Fernando direto para o Sabendo-se que o período orbital de Io é de aproximadamente 1,8 dia
satélite que instantaneamente retransmite para a operadora, que, da terrestre, pode-se afirmar que o período orbital de Europa expresso
mesma forma, transmite para o satélite mais uma vez e, por fim, é em dia(s) terrestre(s), é um valor mais próximo de:
retransmitido para o celular de Maria. a) 0,90. c) 3,60.
Considere que esse sinal percorra todo trajeto em linha reta e na b) 1,50. d) 7,2.
velocidade da luz, c; que as dimensões da cidade sejam desprezíveis em
relação à distância que separa o satélite da Terra, que este satélite esteja
04. O motorista de um carro entra numa estrada reta, no sentido
alinhado perpendicularmente à cidade que se encontra ao nível do mar
norte-sul, a 100 km/h e dá um toque na buzina de seu carro que
e na linha do equador. Sendo, M, massa da Terra, T, período de rotação
emite som isotropicamente na frequência de 1200 Hz. Um segundo
da Terra, RT, raio da Terra e G, a constante de gravitação universal, o
após, ele percebe um eco numa frequência de 840 Hz. Sendo assim,
intervalo de tempo entre a emissão do sinal no celular de Fernando e a
o motorista NÃO pode incluir como hipótese válida, que há algum
recepção no celular de Maria, em função de c, M, T, G e RT é
obstáculo
4  3 T 2GM  4  3 TGM 
− RT  a) em movimento à frente.
a)  − RT  c) 

c  4π 2  c  4 π2  b) que ficou para trás.

c) parado à frente.
2  2TGM  1  TGM 
b)  + RT  d)  + RT  d) com velocidade menor que a dele.
c  4π  c  2π 
e) com velocidade maior que a dele.

166 PROMILITARES.COM.BR
GRAVITAÇÃO

05. (EEAR 2017) Dois corpos de massas m1 e m2 estão separados por 09. (ITA 2000) O raio do horizonte de eventos de um buraco negro
uma distância d e interagem entre si com uma força gravitacional F. corresponde à esfera dentro da qual nada, nem mesmo a luz, escapa
Se duplicarmos o valor de m1 e reduzirmos a distância entre os corpos da atração gravitacional por ele exercida. Por coincidência, esse raio
pela metade, a nova força de interação gravitacional entre eles, em pode ser calculado não relativisticamente como o raio para o qual a
função de F, será velocidade de escape é igual à velocidade da luz. Qual deve ser o raio
a) F/8. b) F/4. c) 4F. d) 8F. do horizonte de eventos de um buraco negro com uma massa igual
à massa da Terra?
06. (ITA 2017) Com os motores desligados, uma nave executa uma a) 9 µm. c) 30 cm. e) 3 km.
trajetória circular com período de 5.400 s próxima à superfície do b) 9 mm. d) 90 cm.
planeta em que orbita. Assinale a massa específica média desse planeta.
a) 1,0g/cm3 c) 2,4g/cm3 e) 20,0g/cm3 10. (EFOMM 2018) Patrick é um astronauta que está em um planeta
b) 1,8g/cm 3
d) 4,8g/cm 3 onde a altura máxima que atinge com seus pulos verticais é de 0,5
m. Em um segundo planeta, a altura máxima alcançada por ele é
seis vezes maior. Considere que os dois planetas tenham densidades
07. (ITA 2015) Observe a imagem.
uniformes μ e 2μ/3, respectivamente. Determine a razão entre o raio
do segundo planeta e o raio do primeiro.
a) 1/2 c) 1/6 e) 1/10
b) 1/4 d) 1/8

DESAFIO PRO
1  (ITA 2019) Conforme a figura, um veículo espacial,
composto de um motor-foguete de massa m1 e carga útil
de massa m2, é lançado verticalmente de um planeta esférico e
homogêneo de massa M e raio R. Após esgotar o combustível,
o veículo permanece em voo vertical até atingir o repouso a
uma distância r do centro do planeta. Nesse instante um
explosivo é acionado, separando a carga útil do motor-foguete
e impulsionando-a verticalmente com velocidade mínima para
Uma nave espacial segue inicialmente uma trajetória circular de raio rA
escapar do campo gravitacional do planeta.
em torno da Terra. Para que a nave percorra uma nova órbita também
circular, de raio rB > rA, é necessário por razões de economia fazer
com que ela percorra antes uma trajetória semielíptica, denominada
órbita de transferência de Hohmann, mostrada na figura. Para tanto,
são fornecidos à nave dois impulsos, a saber: no ponto A, ao iniciar
sua órbita de transferência, e no ponto B, ao iniciar sua outra órbita
circular. Sendo M a massa da Terra; G, a constante da gravitação
universal; m e v, respectivamente, a massa e a velocidade da nave;
e constante a grandeza mrv, na órbita elíptica, pede-se a energia
necessária para a transferência de órbita da nave no ponto B.

08. (ITA 2007) Lançado verticalmente da Terra com velocidade inicial


V0, um parafuso de massa m chega com velocidade nula na órbita de
um satélite artificial, geoestacionário em relação à Terra, que se situa
na mesma vertical.
Desprezando a resistência do ar, determine a velocidade V0 em função
da aceleração da gravidade g na superfície da Terra, raio da Terra R e
altura h do satélite.

Desprezando forças dissipativas, a variação de massa associada


à queima do combustível do foguete e efeitos de rotação
do planeta, e sendo G a constante de gravitação universal,
determine
a) o trabalho realizado pelo motor-foguete durante o 1º
estágio do seu movimento de subida e
b) a energia mecânica adquirida pelo sistema devido à
explosão.

PROMILITARES.COM.BR 167
GRAVITAÇÃO

2  (ITA 2018) Seja um cometa numa órbita elíptica com as


distâncias do afélio, ra, e periélio, rp. Com o Sol num dos
focos como origem de um sistema de coordenadas polares, a
Considere, então, três satélites de mesma massa com órbitas
diferentes entre si, I, II e III, sendo I e III circulares e II elíptica
e tangencial a I e III, como mostra a figura. Sendo LI, LII e LIII os
equação que descreve o módulo do vetor posição r em função respectivos módulos do momento angular dos satélites em suas
do ângulo θ medido a partir do periélio é r(θ) = α/(1 + εcosθ), órbitas, ordene, de forma crescente, LI, LII e LIII. Justifique com
em que α e ε são constantes, sendo 0 < ε < 1. Expresse a equações a sua resposta.
excentricidade e, a constante α e o período da órbita em função
de ra e rp.

3  (IME 2014)

6  (ITA 2012) Boa parte das estrelas do Universo formam


sistemas binários nos quais duas estrelas giram em torno do
centro de massa comum, CM. Considere duas estrelas esféricas
de um sistema binário em que cada qual descreve uma órbita
circular em torno desse centro. Sobre tal sistema são feitas duas
afirmações:
I. O período de revolução é o mesmo para as duas estrelas
Considere um túnel retilíneo que atravesse um planeta esférico e depende apenas da distância entre elas, da massa total
ao longo do seu diâmetro. O tempo que um ponto material deste binário e da constante gravitacional.
 
abandonado sobre uma das extremidades do túnel leva para II. Considere que R1 e R2 são os vetores que ligam o CM ao
atingir a outra extremidade é respectivo centro de cada estrela. Num certo intervalo de
Dados: tempo ∆t, o raio vetor R1 varre uma certa área A.
 Durante
este mesmo intervalo de tempo, o raio vetor R2 também
- constante de gravitação universal: G; varre uma área igual a A.
- massa específica do planeta: ρ. Diante destas duas proposições, assinale a alternativa correta.
Consideração: para efeito de cálculo do campo gravitacional, a) As afirmações I e II são falsas.
desconsidere a presença do túnel.
b) Apenas a afirmação I é verdadeira.
3
a) c) Apenas a afirmação II é verdadeira.
πρG
d) As afirmações I e II são verdadeiras, mas a II não justifica a I.
3π e) As afirmações I e II são verdadeiras e, além disso, a II justifica
b)
4ρG a I.

c)
ρG
2
7  (ITA 2010) Considere a Terra como uma esfera homogênea
de raio R que gira com velocidade angular uniforme ω em
torno do seu próprio eixo Norte-Sul. Na hipótese de ausência
d) de rotação da Terra, sabe-se que a aceleração da gravidade
πρG
seria dada por g = G⋅M/R2. Como ω ≠ 0, um corpo em repouso
2π na superfície da Terra na realidade fica sujeito forçosamente
e)
3ρG a um peso aparente, que pode ser medido, por exemplo, por
um dinamômetro, cuja direção pode não passar pelo centro do

4  (IME 2013) Um planeta desloca-se em torno de uma estrela planeta.


de massa M, em uma órbita elíptica de semi-eixos a e b
(a > b). Considere a estrela fixa em um dos focos. Determine as
velocidades mínima e máxima do planeta.
Dados: constante gravitacional: G; distância entre os focos: 2c.

5  (ITA 2012) O momento angular é uma grandeza importante


na Física. O seu módulo é definido como L = rpsenθ, em
que r é o módulo do vetor posição com relação à origem de um
dado sistema de referência, p o módulo do vetor quantidade
de movimento e θ o ângulo por eles formado. Em particular, no
caso de um satélite girando ao redor da Terra, em órbita elíptica
ou circular, seu momento angular (medido em relação ao centro
da Terra) é conservado.

168 PROMILITARES.COM.BR
GRAVITAÇÃO

Então, o peso aparente de um corpo de massa m em repouso na


superfície da Terra a uma latitude λ é dado por ANOTAÇÕES
a) mg – mω2Rcosλ.
b) mg – mω2Rsen2λ.

c) mg 1 − 2ω2R / g + ( ω2R / g)  sen2λ .


2

 

d) mg 1 − 2ω2R / g − ( ω2R / g)  cos2 λ .


2

 

e) mg 1 − 2ω R / g − ( ω R / g)  sen λ .
2 2 2 2
 

GABARITO
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
01. E 04. B 07. C 10. C
02. C 05. D 08. D
03. D 06. B 09. B
EXERCÍCIOS DE TREINAMENTO
01. B 10. C 19. B 28. E
02. C 11. A 20. B 29. C
03. B 12. A 21. C 30. A
04. C 13. A 22. D 31. A
05. B 14. D 23. E 32. D
06. D 15. A 24. D 33. D
07. D 16. D 25. A 34. A
08. D 17. A 26. C 35. A
09. B 18. B 27. B
EXERCÍCIOS DE COMBATE
01. C GMm  rB − rA 
07. E =  
02. B 2rB  rA − rB 
03. C 2ghR
04. C 08. v 0 =
R+h
05. D 09. B
06. D 10. B
DESAFIO PRO
 1 1
01.=
a) τ GM(m1 + m2 )  − 
R r 
GMm2  m2 
=
b) ∆EM  + 1
r  m1 
02. T = 2π a p
(r + r )³
8GM
ra − rp
ε=
ra + rp
2rarp
α=
ra + rp

03. B
GM(a − c)
04. Vmín =
a(a + c)
GM(a + c)
Vmáx =
a(a − c)
05. LI < LII < LIII
06. B
07. D

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ANOTAÇÕES

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