Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
Disciplina: Arquitetura de Redes
Docente: Ramon Santos Costa
DICAS E TUTORIAIS
VLSM – CONCEITOS E EXEMPLO PARA CERTIFICAÇÕES
VLSM – Conceitos básicos
O VLSM pode parecer complicado à primeira vista, mas é fácil de entender se
você tiver um bom entendimento do conceito de sub-redes. Com a utilização de
sub-redes nós dividimos uma rede (classe A, B ou C) em várias sub-redes,
cada uma delas com um tamanho fixo. Por exemplo, podemos dividir uma rede
classe C em 08 sub-redes com a máscara /27.
Agora com o conceito de VLSM basicamente o que fazemos é dividir as sub-
redes em outras sub-redes, cada uma com o tamanho necessário para
satisfazer os requisitos de projeto. Simplificadamente podemos dizer que
fazemos sub-redes das sub-redes. Acompanhe na figura abaixo, onde
podemos pegar a mesma rede classe C da figura anterior e agora dividir as
sub-redes em outras sub-redes, cada uma delas com um tamanho específico.
Por isso o termo VLSM (Variable Length Subnet Masking), ou seja, Sub-Redes
de Tamanhos Variáveis.
VLSM – Exemplo Prático
Bem, para fixarmos o conceito de VLSM vamos a um exemplo prático.
Suponha que você trabalhe como administrador de rede em uma empresa que
tenha recebido o bloco de endereço IP [Link]/24 para endereçar três
escritórios, conforme abaixo.
1 escritório com 50 hosts em Curitiba
1 escritório com 28 hosts em São Paulo
1 escritório com 15 hosts no Rio de Janeiro
A topologia utilizada está ilustrada abaixo.
Vamos começar a resolução calculando as faixas de endereços para cada
escritório, começando por Curitiba por ser o maior. Como precisamos de 50
hosts, temos que utilizar 6 bits para hosts (2^6=64 > 50). Utilizando 6 bits para
hosts temos 2 bits para sub-rede, ou seja, teremos uma máscara /26.
Curitiba:
[Link]/26 onde,
endereço de rede é [Link]
endereço de broadcast é [Link]
endereço de hosts [Link] a [Link]
O próximo passo é fazer o mesmo procedimento para São Paulo. Ou seja,
precisamos de 28 hosts (2^5=32 > 28). Utilizamos 5 bits para hosts e 3 para
rede, ficando uma máscara /27.
São Paulo:
[Link]/27 onde,
endereço de rede é [Link]
endereço de broadcast é [Link]
endereço de hosts [Link] a [Link]
De forma análoga no Rio de Janeiro teremos 15 hosts. Ou seja, 5 bits para
hosts (2^5=32 > 15) e 5 bits para rede. Como já utilizamos a rede
[Link]/27 para São Paulo, utilizaremos a próxima para o Rio de Janeiro,
ficando da seguinte forma.
Rio de Janeiro
[Link]/27 onde,
endereço de rede é [Link]
endereço de broadcast é [Link]
endereço de hosts [Link] a [Link]
Nesse ponto já temos o cálculo das sub-redes para a LAN de cada escritório,
mas como em nossa topologia exemplo estamos utilizando enlace seriais,
precisaremos também de sub-redes para endereçar os links ponto-a-ponto
entre as unidades.
Primeiramente vamos calcular os endereços do enlace entre Curitiba-São
Paulo. Precisamos apenas de 2 endereços de hosts (um para cada interface
serial de cada roteador). Logo, 2 bits para hosts é o suficiente e ficamos uma
máscara /30, ficando da seguinte forma.
Enlace Curitiba-São Paulo
[Link]/30 onde,
endereço de rede é [Link]
endereço de broadcast é [Link]
endereço de hosts [Link] e [Link]
Analogamente, para o enlace Curitiba-Rio de Janeiro, também utilizaremos
uma máscara /30.
Enlace Curitiba-Rio de Janeiro
[Link]/30 onde,
endereço de rede é [Link]
endereço de broadcast é [Link]
endereço de hosts [Link] e [Link]
Nesse ponto já temos todo o nosso esquema de endereçamento calculado.
Perceba que a partir de um bloco contínuo de endereços classe C padrão
([Link]) conseguimos fazer a divisão em blocos de endereços variáveis,
otimizando a utilização dos endereços IP. Isso graças ao conceito de VLSM.
Veja abaixo a figura completa, com os endereços calculado.
Espero que você tenha gostado desse artigo sobre VLSM.
Fonte: [Link]