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Relatório Anual AEF-Brasil 2013

Este relatório anual de 2013 da AEF-Brasil resume: 1) A AEF-Brasil consolidou projetos da Estratégia Nacional de Educação Financeira e fortaleceu parcerias com instituições públicas e privadas. 2) A AEF-Brasil coordenou o mapeamento de iniciativas de educação financeira no Brasil e programas de educação financeira em escolas e para adultos. 3) A mobilização de diversos setores da sociedade é essencial para ampliar os resultados da educação financeira no Brasil.
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Relatório Anual AEF-Brasil 2013

Este relatório anual de 2013 da AEF-Brasil resume: 1) A AEF-Brasil consolidou projetos da Estratégia Nacional de Educação Financeira e fortaleceu parcerias com instituições públicas e privadas. 2) A AEF-Brasil coordenou o mapeamento de iniciativas de educação financeira no Brasil e programas de educação financeira em escolas e para adultos. 3) A mobilização de diversos setores da sociedade é essencial para ampliar os resultados da educação financeira no Brasil.
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RELATÓRIO ANUAL

DE ATIVIDADES 2013
2013:
CONSOLIDANDO
UMA INSTITUIÇÃO A SERVIÇO DA

EDUCAÇÃO
FINANCEIRA
2
É
com grande satisfação que nós,
da AEF-Brasil, convidamos você à
leitura deste relatório, que mostra
resultados do nosso trabalho no ano de
2013 em prol da disseminação da Edu-
cação Financeira no País. Sem dúvida,
avançamos e queremos compartilhar
nossas realizações, que nos dão ainda
maior motivação para seguirmos em
frente. Afinal, há muito a fazer.
O ano de 2013 foi muito importante,
pois iniciamos a consolidação dos prin-
cipais projetos da Estratégia Nacional de
Educação Financeira (ENEF) que estão
sob nossa coordenação, e fortalecemos
nossas ações através do envolvimento de
patrocinadores e das articulações institu-
cionais necessárias para viabilizá-las.
A viabilização dos projetos da ENEF
que estão sob nossa coordenação ocor-
re por meio de empresas e instituições
que investem recursos financeiros e téc-
nicos, acreditando no impacto do nosso
trabalho. Em 2013 realizamos parce-
rias com três ministérios (Ministérios
da Educação, da Previdência Social e do
Desenvolvimento Social) e recebemos o
patrocínio de cinco instituições privadas
(Serasa Experian, Banco Itaú, Instituto
Credit Suisse Hedging-Griffo, Instituto
Unibanco e Fundação Itaú Social). Essas
conquistas são motivo de muita satis-
fação, tanto pela confiança depositada
como pelo seu significado para a Educa-
ção Financeira no Brasil. São os primei-
ros passos de uma consolidação institu-
cional, mas principalmente, refletem a
relevância cada vez maior que a Educa-
ção Financeira tem para a sociedade.
Queremos dividir essas conquistas
com você. Boa leitura!

3
MENSAGEM
INSTITUCIONAL
P
or que a Educação Financeira é
importante para um país? Cer-
tamente, com a ampliação das
discussões sobre o tema no Brasil,
mais pessoas e instituições começa-
ram a fazer essa pergunta. Ao redor
do mundo, mais de 40 países com dis-
tintos perfis sociais e econômicos já
criaram uma Estratégia de Educação
Financeira.
Por um lado, investir em Educação Fi-
nanceira faz diferença na vida de cada in-
divíduo porque contribui para a tomada
de decisões conscientes e autônomas em
relação ao dinheiro e a outros recursos fi-
nanceiros. Isso traz benefícios concretos
para a vida das pessoas e as auxilia a rea-
lizarem seus sonhos e os de suas famílias.
Progressivamente, a economia também
é beneficiada por meio do aumento da
poupança, do investimento e do empre-
endedorismo que decorrem de cidadãos
mais zelosos com suas finanças. Quando
a população torna-se mais educada finan-
ceiramente, os reflexos são sistêmicos.
Neste sentido, a AEF-Brasil surgiu para
ser uma referência em Educação Finan-
ceira no País, disseminando o tema para
diferentes perfis de público, de crianças a
idosos. Desde 2011, a Associação colabo-
ra com a Estratégia Nacional de Educação

4
Financeira através da coordenação dos
projetos transversais da ENEF, de modo a
desenvolver tecnologias sociais e educa-
cionais inovadoras.
Em 2013, a AEF-Brasil consolidou sua
atuação por meio de parcerias com dife-
rentes setores. Governo, empresas e or-
ganizações da sociedade civil mobiliza-
ram-se em torno de projetos de Educação
Financeira desenvolvidos por nós, e as-
sim conseguimos alcançar mais pessoas.
O fortalecimento da AEF reflete, de um
lado, o status que a ENEF tem atingido no
Brasil, e de outro, a quantidade e quali-
dade das ações de Educação Financeira já
existentes no País, conforme demonstra-
do no 1º Mapeamento Nacional das Ini-
ciativas de Educação Financeira.
Ainda assim, há muito trabalho a ser
feito para que mais brasileiros apro-
priem-se do valor da Educação Financei-
ra em suas vidas. Fazemos o convite para
que, com a leitura deste relatório, você se
interesse em participar desta história de
desenvolvimento da Educação Financeira
no Brasil, apoiando as ações da AEF-Bra-
sil. Nossos projetos só poderão ser am-
pliados se mais instituições perceberem
neles valor.
Perguntar-se por que a Educação Fi-
nanceira é importante para um país é o
primeiro passo para enxergar o valor des-
se conhecimento para as pessoas e para o
desenvolvimento social e econômico do
Brasil. A finalidade deste documento é
auxiliá-lo nesta jornada.
6
SUMÁRIO
1. Mais apoio, mais ...08
projetos pela Educação
Financeira

2. Somos a AEF-Brasil ... 10


.. Governança
.. Equipe Executiva

3. Nosso papel na ... 12


sociedade

4. Educação Financeira: ... 16


avanços e novos
desafios
5. Projetos transversais ... 18
da ENEF coordenados
pela AEF-Brasil
.. Mapeamento Nacional das
Iniciativas de Educação Financeira
.. Programa Educação Financeira
nas Escolas
.. Programa Educação Financeira
de Adultos

7
01
Mais apoio, mais
projetos pela Educação
Financeira

8
MAIS APOIO,
MAIS PROJETOS
PELA EDUCAÇÃO
FINANCEIRA
A
Educação Financeira é um tema mentos e públicos que compõem nosso
de vital importância à socieda- país. Somos grandes em dimensões ter-
de brasileira e, felizmente, sua ritoriais e reconhecidos mundialmente
disseminação começa a se tornar rea- pela diversidade de nosso povo. E este é
lidade no País. A cada dia, novas ins- o nosso maior desafio: levar a Educação
tituições se mobilizam em prol desse Financeira a todos.
objetivo, apoiando ações ou desenvol- Sabemos que a abordagem da Educa-
vendo novas iniciativas. ção Financeira exige tempo, dedicação,
A AEF-Brasil acredita no poder desta trabalho e muita pesquisa. Afinal, as li-
mobilização e defende o envolvimento ções devem ser transmitidas, respeitan-
de diversos setores da sociedade para a do-se o perfil de cada segmento da nossa
ampliação dos resultados. O engajamen- sociedade, conhecendo e reconhecendo
to de diferentes instituições é a base para suas características, necessidades e pe-
que a Estratégia Nacional de Educação culiaridades, para então serem desenvol-
Financeira possa realizar suas ações. vidas as tecnologias sociais e educacio-
Com mais apoio, novos projetos vão sur- nais que melhor atendam aos diferentes
gir, alcançando assim os diferentes seg- grupos. Este é o nosso trabalho.

9
02
Somos a AEF-Brasil

SOMOS A

AEF-BRASIL
A AEF-BRASIL (Associação de Educação Financeira do
Brasil) foi criada em 2011. Somos uma organização sem
fins lucrativos, qualificada como OSCIP (Organização
da Sociedade Civil de Interesse Público), instituída por
quatro representantes do mercado financeiro, que reco-
nhecem a importância da Educação Financeira para a
solidez do sistema financeiro e para a qualidade de vida
da sociedade brasileira:

10
ANBIMA – Associação Brasileira Governança
das Entidades dos Mercados Mantenedores
Financeiro e de Capitais; Associação Brasileira das Entidades dos Mer-
cados Financeiro e de Capitais - ANBIMA,
Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros -
BM&FBOVESPA – Bolsa de BM&FBOVESPA, Confederação Nacional
Valores, Mercadorias e Futuros; das Empresas de Seguros Gerais, Previdência
Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capita-
CNseg – Confederação Nacional lização - CNseg, Federação Brasileira de Ban-
das Empresas de Seguros Gerais, cos – FEBRABAN
Previdência Privada e Vida, Saúde
Conselho Administrativo
Suplementar e Capitalização;
Maria Elza Alba Bernhoeft, Murilo Portugal,
Renato Campos Martins Filho, Denise
FEBRABAN - Federação Pauli Pavarina
Brasileira de Bancos
Suplentes
Fabio Cássio Costa Moraes,
Daniel Pfannemüller, Solange Beatriz
Nossa estrutura institucional é sus- Palheiro Mendes, Ana Claudia Silva Leoni
tentada pelos quatro mantenedo-
res acima e pelo nosso portfólio de Conselho Fiscal
projetos que são patrocinados ou Thiago Baptista da Silva, Ricardo
Morishita Wada, Paulo Giovanni Claver
apoiados em seu desenvolvimento
por instituições da iniciativa priva- Presidente do Conselho
da, do governo e da sociedade civil. Murilo Portugal
A AEF-Brasil conta com uma
equipe técnica qualificada, espe- Superintendência
Sílvia Morais
cializada em educação e em desen-
volvimento de projetos sociais, que Gestão de Mobilização de Recursos 
coloca sua expertise à disposição Thiago Nascimento
para construir tecnologias educa-
cionais e sociais específicas para os Gestão de Programas e Projetos
Yael Sandberg
diversos públicos, como crianças,
jovens e adultos. Nosso trabalho é Conteúdo e Formação 
desenvolver formas e abordagens Alzira Silva
adequadas para diferentes públi-
cos, e assim, permitir que as pesso- Monitoramento 
Cláudia Donegá
as façam das decisões financeiras
conscientes parte do seu compor- Administrativo e Financeiro
tamento e do seu dia a dia. Raquel Lemos
03
O papel da AEF na
sociedade

NOSSO PAPEL NA
SOCIEDADE
Missão :: que, ofertadas gratuitamente aos cida-
dãos, promovam um comportamento
PROMOVER O DESENVOLVIMENTO saudável para a sua vida financeira e, por
SOCIAL E ECONÔMICO POR MEIO consequência, reflexos positivos na eco-
DO FOMENTO À EDUCAÇÃO FI- nomia brasileira.
NANCEIRA NO BRASIL. Colaboramos com a ENEF por meio
de um convênio firmado com o Comitê
Possibilitar que a Educação Financeira Nacional de Educação Financeira (CO-
chegue a cada brasileiro significa dar opor- NEF) que visa a concepção, planejamen-
tunidades igualitárias de tomada de deci- to, estruturação, desenvolvimento e ad-
são financeira autônoma e saudável para ministração de iniciativas de Educação
a sua vida, fortalecendo assim a cidadania. Financeira de caráter transversal que a
Ao desenvolver seus projetos, a AEF- integram. Essas iniciativas compõem o
-Brasil contribui para o desenvolvimen- nosso portfólio de projetos. Ao conhe-
to econômico e social, para o exercício cê-lo, verá que foi construído com rigor
da plena cidadania e para a prática da técnico apropriado a uma organização
democracia em nosso país. Com base em que desenvolve tecnologias sociais e
nossa missão, pretendemos criar e refi- educacionais que podem ser adotados
nar tecnologias sociais e educacionais por outras organizações.

12
13
Em que acreditamos ::
A AEF-Brasil acredita que a Educação Fi-
nanceira é um pilar essencial para a cons-
cientização das pessoas a respeito de sua
vida financeira, e esse processo leva a de-
cisões mais autônomas e sustentáveis que
se refletirão em benefícios concretos no
presente e no futuro. Entender e capitane-
ar sua vida financeira torna o cidadão livre
e capaz de conquistar o que deseja.
Para levarmos à cabo nossa missão de de-
senvolvimento social e econômico por meio
da Educação Financeira, inspiramo-nos co-
tidianamente pelos seguintes valores:

+ Rigor Técnico: sabemos que a mis-


são de desenvolver tecnologias requer
investimento em pesquisa, métodos e
avaliação para ter respostas técnicas
para os resultados alcançados;

+ Inovação: estamos sempre dispostos


a identificar novas formas de promo-
ver a Educação Financeira;

+ Colaboração: queremos atuar sem-


pre com diversos setores e perfis dis-
tintos de organização, para alcance
dos melhores resultados;

+ Isenção e Transparência: trabalha-


mos de forma transparente e autôno-
ma, com recursos e esforços canaliza-
dos unicamente para os interesses da
promoção da Educação Financeira.
Tecnologias sociais Já as tecnologias sociais são um meio para
e educacionais :: propiciar transformação social em escala,
A atuação da AEF-Brasil é concretizada nos diversos formatos: desde uma técni-
por meio do desenvolvimento de tecno- ca até uma ferramenta ou produto rela-
logias sociais e educacionais de Educação cionado a diferentes tipos de desafios de
Financeira. Essas tecnologias contribuem uma comunidade. Podem aliar saber po-
para o desenvolvimento e a qualificação pular, organização social e conhecimento
das políticas públicas, sociais e educacio- técnico-científico, desde que sejam, es-
nais ligadas ao tema. sencialmente, efetivas e reaplicáveis. As
A construção dessas tecnologias passa pelo tecnologias sociais têm por principais ca-
seguinte processo: racterísticas o baixo custo, o alto potencial
de replicação e o desenvolvimento em in-
+ Concepção do conteúdo adequado teração com a comunidade.
para o público ao qual se destina; Pelo fato de a Educação Financeira ser ain-
da uma área nova para a sociedade brasi-
+ Aplicação de uma fase piloto; leira, esses dois tipos de tecnologias têm
um grande poder de contribuição, pois
+ Avaliação dos resultados; ambas contribuem para uma análise mais
qualificada sobre os fatores que desen-
+ Disseminação via parcerias. cadeiam um comportamento financeiro
saudável e os meios adequados de obter
Pode-se chamar de tecnologias educa- resultados nesse sentido. Por isso, a AEF
cionais todos os processos, ferramentas considera relevante interagir com o públi-
e materiais que estejam alinhados a uma co beneficiário, para que as tecnologias a
proposta pedagógica, com forte fundamen- serem desenvolvidas estejam adaptadas à
tação teórica e coerência metodológica. sua realidade.

15
04
Educação Financeira:
avanços e novos
desafios

16
EDUCAÇÃO FINANCEIRA

AVANÇOS
E NOVOS
DESAFIOS
Em 2013 demos nossos primeiros passos, en- Enquanto o Mapeamento nos mostrou a di-
xergamos avanços na Educação Financeira e mensão da Educação Financeira no País, tra-
percebemos também que são grandes os desa- duzida em ações que vêm sendo realizadas em
fios que temos pela frente. todo o território nacional, nossa participação
Como destaques em nossos projetos, rea- na Semana ENEF nos permitiu compreender
lizamos ao longo de 2013, avançando no pri- melhor a força do tema e da mobilização na-
meiro semestre de 2014: cional movida em torno de uma semana in-
tensa de trabalhos.
+ O início do Programa de Educação O Programa de Educação Financeira nas
Financeira de Adultos; escolas também avançou: o Programa voltado
ao Ensino Médio, em parceria com o Minis-
tério da Educação, tem como meta abranger,
+ A parceria com o Ministério da Edu- entre 2014 e 2015, 3 mil escolas brasileiras. Já
cação e o desenvolvimento da dissemi- no Ensino Fundamental, os livros, concluídos
nação do Programa Educação Finan- em 2013, deverão entrar na fase de aplicação
ceira nas Escolas do Ensino Médio; como projeto-piloto, em 300 escolas públicas.
Há ainda dois projetos voltados exclusiva-
+ O 1º Mapeamento Nacional das Ini- mente para o público adulto. Envolvendo 1500
mulheres beneficiárias do Programa Bolsa Fa-
ciativas de Educação Financeira;
mília (PBF) e 1500 aposentados com renda in-
ferior a dois salários mínimos em estados de
+ A nossa participação como apoiado- três regiões brasileiras, pretendemos identifi-
res da 1ª Semana Nacional de Educa- car métodos do saber popular dessas popula-
ção Financeira. ções para alcançar comportamentos financei-
ros saudáveis na gestão do orçamento familiar
Em 2010, um primeiro levantamento rea- e na tomada de crédito. Todo o trabalho ao
lizado pela Estratégia Nacional de Educação longo de 2013 e primeiros meses de 2014 nos
Financeira contabilizou na época 100 ações permitiu a definição de diferentes perfis des-
voltadas a orientar a população brasileira em ses dois segmentos, identificando sua relação
relação às boas práticas da gestão financeira. com o dinheiro, suas necessidades, dificulda-
Entre os meses de setembro a novembro de des, preocupações e sonhos.
2013, a AEF-Brasil coordenou para a ENEF um Convidamos você a conhecer em detalhes,
novo cadastramento que, com mais profundi- a seguir, os projetos transversais da ENEF co-
dade, identificou 803 iniciativas. ordenados pela AEF-Brasil.

17
05
Projetos transversais
da ENEF coordenados
pela AEF-Brasil

PROJETOS TRANSVERSAIS
DA ENEF COORDENADOS
PELA AEF-BRASIL
Mapeamento Nacional das Iniciativas
de Educação Financeira ::

O 1º Mapeamento Nacional das Iniciativas de Educação Fi-


nanceira é um projeto da ENEF coordenado pela AEF-Brasil
e patrocinado pela Serasa Experian. Consiste em um levan-
tamento mais aprofundado dos projetos ou iniciativas de
Educação Financeira, bem como as ferramentas educacio-
nais gratuitas e disponibilizadas por diferentes instituições
(setores público, privado e sociedade civil) e pessoas à so-
ciedade brasileira.
O resultado mais marcante deste trabalho foi o número expres-
sivo de iniciativas no Brasil. Um primeiro levantamento feito em
2010, quando a Educação Financeira recebeu status de política de
Patrocinador
Estado no País, registrou 100 iniciativas voltadas a orientar a po-
pulação brasileira em relação às boas práticas da gestão financeira.

18
O novo cadastramento, realizado entre Além da segmentação, outros resulta-
setembro e novembro de 2013, identificou dos contribuíram para a construção do
803 ações. Este avanço claramente indica cenário atual da Educação Financeira
a dimensão que o tema vem ganhando no no Brasil:
Brasil. Desse universo, 317 iniciativas fo-
ram cadastradas completamente, de modo + 50% das iniciativas têm alcance na-
voluntário, por meio do autopreenchimen- cional, especialmente por contarem
to de um formulário existente no site www. com a internet como meio de acesso;
[Link]. Isso representa 40%
do total de 803 projetos, formando uma + As iniciativas regionais estão con-
amostra representativa de ações, que foi centradas nas regiões Sudeste (55%)
consolidada no mapeamento. Sua análise e Sul (32%);
leva a algumas importantes constatações.
Por exemplo: 56% das iniciativas mapeadas + 46% das ações em Educação Finan-
são absolutamente gratuitas. ceira atendem até 500 beneficiários e
Foram identificados quatro segmentos apenas 20% superam os 10.000 bene-
que atuam com Educação Financeira: ficiários por ano;

+ Educação Financeira para o Futuro - + Pessoas físicas (60%) são as mais fa-
grupo com iniciativas voltadas ao en- vorecidas pela oferta de iniciativas de
sino de crianças e jovens. Representa Educação Financeira. 39% das ações
31% do universo mapeado. atendem Pessoas Físicas e Jurídicas e
somente 1% atende exclusivamente
+ Democratização da Educação Finan- Pessoas Jurídicas;
ceira - engloba ações de abrangência
nacional, visando introduzir os prin- + As iniciativas que atendem às pes-
cipais temas financeiros à população soas físicas são oferecidas princi-
em geral. Representa 25% do total. palmente aos jovens (45%) e aos
adultos (42%). Com respeito à esco-
+ Consultorias Especializadas - abran- laridade, 43% dessas ações atuam
ge iniciativas dirigidas a públicos es- sem distinção de nível de instrução;
pecíficos e oferece venda de treina- 39% focam em pessoas com ensino
mento e consultoria. Representa 24% médio e 34% têm como eixo pessoas
do total. com ensino superior.

+ Empresas Privadas com Foco no O objetivo do projeto é permitir que


Mercado de Atuação - iniciativas de a ENEF ofereça à sociedade uma foto-
instituições que querem qualificar grafia do cenário da Educação Financei-
seus mercados de atuação e atender ra no País. O resultado completo desse
a seus clientes e demais stakehol- mapeamento pode ser acessado no site
ders (públicos de relacionamento). [Link].
Representa 20%.

19
Programa Educação A Educação Financeira não é um con-
Financeira nas Escolas :: junto de ferramentas de cálculo, mas sim
uma leitura de realidade, de planejamen-
O Programa Educação Financeira nas Es- to de vida, de prevenção e de realização
colas, formado por dois projetos – Ensi- individual e coletiva. Assim, faz todo
no Médio e Fundamental - prepara as sentido ser trabalhado desde os anos ini-
futuras gerações para desenvolver nelas ciais da vida escolar, afinal, é neste espaço
as competências e habilidades necessá- onde damos os primeiros passos para a
rias para lidar com as decisões financei- construção de nosso projeto de vida.
ras que tomarão ao longo de suas vidas.
Coordenado pela AEF-Brasil, possui um + Educação Financeira
projeto pedagógico e um conjunto de li- no Ensino Médio
vros por níveis de ensino que oferecem, Esta tecnologia educacional foi testada
ao aluno e ao professor, atividades edu- nos anos de 2010 e 2011, como projeto-pi-
cativas que permitem a inserção do tema loto, envolvendo 891 escolas públicas de
na vida escolar. 05 estados brasileiros (TO, RJ, MG, SP e

Patrocinadores

20
CE) e o Distrito Federal, contando com a 2105 obter a adesão de todas as secretarias
participação de aproximadamente 27.000 estaduais de educação.
estudantes e 1.800 professores. Contando com o patrocínio do Ban-
Seu resultado, a partir de avaliação co Itaú, Instituto Unibanco, Fundação
conduzida pelo Banco Mundial, apontou Itaú Social e Instituto Credit Suisse
maior capacidade de o jovem poupar, fa- Hedging-Griffo, o projeto de dissemi-
zer lista de despesas mensais, negociar nação oferece a capacitação dos profis-
preços e meios de pagamento ao realizar sionais das Secretarias Estaduais, dos
compras, além da construção de planos multiplicadores e dos professores das
pessoais para alcançar seus objetivos. escolas, além da criação de uma plata-
forma de acesso gratuito aos livros vol-
+ Disseminação do Programa tada a escolas públicas e privadas.
O Ministério da Educação, membro do Uma capacitação presencial de 16 ho-
CONEF, formalizou a inclusão das escolas ras sobre o método e os conceitos do ma-
participantes dos Programas do Governo terial educativo é oferecida aos gestores
Federal – “Ensino Médio Inovador” e das Secretarias Estaduais para que assu-
“Mais Educação” – para a etapa de dis- mam o papel de multiplicadores junto a
seminação do Programa. As Secretarias sua rede de ensino médio.
de Educação têm a possibilidade de aderir Os multiplicadores, no cumprimento
ao programa, contabilizando em todo o de seu papel, realizam a etapa de capaci-
território nacional um total 2.969 de es- tação presencial com os professores de
colas que podem participar, de modo que sua rede que, em seguida, são também
receberão os kits dos materiais educativos inscritos em curso de formação à dis-
do CONEF, compostos de livros de alunos tância em uma plataforma desenvolvida
e professores, que serão impressos e dis- especialmente para esta finalidade, vide
tribuídos pelo MEC. A meta é entre 2014 e a figura abaixo:

Capacitação
presencial.

AEF-Brasil + Coordenador + Professores


estadual; (3 por escola)
+ Multiplicadores
(supervisor/gestor).
Capacitação
presencial EaD.
e EaD.

21
A estrutura da plataforma EAD possui forma que pode ser apropriada por pro-
ambiente de navegação intuitivo e inte- fessores independentemente de sua es-
rativo que disponibiliza fóruns, enque- pecialidade.
tes e áreas de comunidades por estado. O material oferece ao estudante in-
A tecnologia proporciona o contato e a formações e orientações que colaboram
troca de informações entre os partici- com a construção do pensamento finan-
pantes. O pacote de formação do curso ceiro consistente e o desenvolvimento
é composto por videoaulas e atividades de comportamentos financeiros autô-
interativas, com duração de 40 horas e nomos e saudáveis, para que ele possa,
certificação ao final. como protagonista de sua história, pla-
A proposta pedagógica do programa nejar e fazer acontecer a vida que deseja
foi concebida visando reafirmar a trans- para si, em conexão com os grupos fami-
versalidade do tema Educação Financei- liar e social a que pertence.
ra e sua articulação com o currículo esco- Até julho de 2014, já aderiram ao pro-
lar. A Educação Financeira promove um grama as Secretarias de Educação dos
diálogo articulador entre as disciplinas Estados do Mato Grosso do Sul, Amapá,
escolares e os conteúdos financeiros, de Ceará, Rio de Janeiro, Tocantins e Pará.

+ Plataforma Aberta – dos materiais disponibilizados sob uma


[Link] licença Creative Commons, seja para uti-
Com o objetivo de disponibilizar gratui- lização digital ou para download.
tamente os materiais didáticos para esco- A plataforma possibilita que o educa-
las e entidades educativas que não parti- dor escolha baixar os livros – do aluno e do
cipam do Programa Educação Financeira professor – na íntegra ou por temas, con-
nas Escolas, foi criada uma plataforma forme sua necessidade e, assim, facilmen-
aberta online, para compartilhamento te desenvolver atividades com seus alunos.

22
+ Educação Financeira no Ensino sejam avaliadas a aderência do material e
Fundamental dos conteúdos e a efetividade da propos-
Este programa tem como objetivo de- ta pedagógica. Esse projeto será aplicado
senvolver atividades e metodologias pe- em 450 escolas públicas, levando em con-
dagógicas alinhadas ao conteúdo formal sideração a diversidade de localidades e
de Educação Financeira do currículo dos distinções importantes como, por exem-
nove anos do Ensino Fundamental. plo, escolas rurais e urbanas.
O projeto pedagógico foi estruturado Além do material educacional, com-
para colaborar com as principais questões posto por nove livros para o aluno e nove
da escola na atualidade, criando o pen- livros para o professor, será desenvolvido
samento em Educação Financeira desde um ambiente de educação à distância com
os anos iniciais do Ensino Fundamental. o objetivo de capacitar os professores à
Quanto à aprendizagem, além de contri- implantação do projeto nas escolas.
buir para o pensamento das áreas do co-
nhecimento em Educação Financeira, apoia O programa atualmente encontra-se
a melhoria do desempenho dos alunos em em fase de captação de recursos e par-
Língua Portuguesa e Matemática, pois seu ceiros interessados em viabilizá-lo.
conteúdo e sua proposta pedagógica foram
construídos também com esse objetivo.
Os livros, concluídos em 2013, deve-
rão nos próximos anos entrar na fase de
aplicação como projeto-piloto, para que

23
+ Programa Educação Financeira O Programa é composto de dois pro-
de Adultos jetos voltados para o público adulto. En-
Abordar Educação Financeira para a po- volvem 1500 mulheres beneficiárias do
pulação adulta é desafiador e requer uma Programa Bolsa Família (PBF) e 1500 apo-
linguagem diferente. Se crianças e jovens sentados, com renda inferior a dois salá-
estão inseridos em uma instituição esco- rios mínimos, em estados de três regiões
lar e em processo de formação cognitiva brasileiras: Norte, Nordeste e Sudeste. A
e de sua visão de mundo, os adultos têm equipe dos projetos é multidisciplinar,
visões já construídas e, em muitos casos, agregando conhecimentos de psicologia,
arraigadas. Isso sem falar de sua rotina, educação, administração e gerontologia.
do seu modo de vida e do distanciamento A abordagem escolhida é adequada para
do ambiente escolar. a resolução de desafios sociais complexos,
Para desenvolver uma forma eficaz de de modo a mesclar elementos do Design
abordar Educação Financeira os projetos Thinking, da Teoria U, do diálogo e da fa-
do Programa Educação Financeira para cilitação de processos, dentre outras.
Adultos têm procurado aprofundar e en- Ambos os projetos apostam na impor-
tender o comportamento deste público, tância de se realizar um diagnóstico ini-
de forma a inseri-lo no desenvolvimento cial aprofundado a respeito dos públicos-
das tecnologias e de modo que as ideias -alvo definidos, para que as tecnologias
geradas se tornem tecnologias efetivas de sociais que forem desenvolvidas sejam
Educação Financeira. adequadas às suas realidades.

24
A essência dos trabalhos realizados ao tados. Além disso, foram visitadas mais de
longo de 2013 e início de 2014, nos dois 20 organizações públicas e privadas para
projetos, foi analisar mais de perto a po- cada um dos projetos, dentre Secretarias
pulação envolvida, visando conhecer Municipais de Assistência Social, ONGs,
melhor seu estilo de vida e os fatores psi- centros de convivência, associações co-
cológicos que influenciam no seu com- munitárias etc. As pesquisas de campo
portamento com relação aos seus recur- do projeto de mulheres do PBF e de apo-
sos financeiros. Foram mais de 500 horas sentados foram realizadas em conjunto e
de pesquisa secundária, envolvendo es- envolveram as regiões Norte, Nordeste e
tudo (leitura de artigos, livros, pesquisas, Sudeste, em nove estados da federação.
sites e outras fontes sobre o tema) e con- Todo esse trabalho permitiu a defini-
versas com especialistas e parceiros. ção dos perfis comportamentais desta
Na pesquisa de campo foram 200 mu- duas populações, identificando suas difi-
lheres do PBF e 90 aposentados entrevis- culdades em tomar decisão financeira.

Objetivos
+ Mulheres beneficiárias do Progra- + Aposentados com renda de 1 a 2 sa-
ma Bolsa Família: tecnologia social de- lários mínimos: tecnologia social de-
senvolvida e pronta para ser disseminada senvolvida e pronta para ser disseminada
para mulheres beneficiárias do PBF, focada para aposentados com renda até 2 salários
mínimos focada em prevenção e redução
em gestão do orçamento familiar e plane-
do superendividamento e proteção quan-
jamento de seu projeto de vida, permitindo
to aos riscos do crédito consignado.
que adquiram as competências, os instru-
mentos e a visão necessária para se planeja-
rem financeiramente no longo prazo.

25
+ Semana Nacional de Educação
Financeira
O CONEF (Comitê Nacional de Educa-
ção Financeira) realizou, entre os dias 5
e 9/5/2014, a primeira edição da Sema-
na ENEF, uma semana inteira dedicada
à Educação Financeira. O projeto contou
com o apoio da AEF-Brasil.
A Semana ENEF tem o objetivo de ajudar
a população a conhecer mais os programas
de Educação Financeira da Estratégia Na-
cional de Educação Financeira, além de ofe-
recer novas oportunidades de participação
nas ações dos membros do CONEF.
A programação reuniu eventos de ór-
gãos públicos, entidades privadas e orga-
nizações da sociedade civil convidados pe-
los integrantes do Comitê.
A Semana ENEF também visa estimular
uma mobilização nacional pela Educação
Financeira da população brasileira. Foram
realizadas cerca de 180 atividades no pe-
ríodo, voltadas para os diferentes tipos de
público (crianças, adolescentes, jovens e
adultos), resultado bem acima do esperado
para esta primeira edição.
A primeira edição da Semana Nacional de
Educação Financeira contou com palestras,
cursos, eventos, gincanas, distribuição de
cartilhas e folhetos em diversas localidades
do País, além de outras atividades online.
Durante a Semana, foi lançada oficial-
mente a Plataforma Aberta de acesso aos
livros do Programa Educação Financeira
nas Escolas, iniciativa coordenada pela
AEF-Brasil.
A agenda oficial está disponível ao pú-
blico, no site: [Link].
Diante dos bons resultados alcançados,
no fechamento da Semana, foi unânime
a expectativa por uma segunda edição, já
programada para 2015.
RELATÓRIO DOS AUDITORES
INDEPENDENTES
Demonstrações contábeis
Em 31 de dezembro de 2013 e 2012

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RELATÓRIO DOS AUDITORES
INDEPENDENTES
Demonstrações contábeis
Em 31 de dezembro de 2013 e 2012

Conteúdo
+ Relatório dos auditores independentes sobre
as demonstrações contábeis.

+ Balanços patrimoniais.

+ Demonstrações dos resultados.

+ Demonstrações dos resultados abrangentes.

+ Demonstrações das mutações do patrimônio


líquido.

+ Demonstrações dos fluxos de caixa.

+ Notas explicativas da Administração


às demonstrações contábeis.

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RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

Aos
Conselheiros e Administradores da
Associação de Educação Financeira do Brasil
São Paulo – SP

Examinamos as demonstrações contábeis da Associação de Educação Financeira do Brasil (“Asso-


ciação”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2013 e as respectivas demon-
strações dos resultados, dos resultados abrangentes, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de
caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais
notas explicativas.

Responsabilidade da Administração sobre as demonstrações contábeis


A Administração da Associação é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demon-
strações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil para as Entidades sem finali-
dade de lucros e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de
demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente, se causada por fraude ou erro.

Responsabilidade dos auditores independentes


Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa
auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem
o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo
de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante.
Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito
dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados de-
pendem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demon-
strações contábeis, independentemente, se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor
considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações
contábeis da empresa para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias,
mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da empresa. Uma au-
ditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das es-
timativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações
contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada
para fundamentar nossa opinião.

Opinião sobre as demonstrações contábeis


Em nossa opinião, as demonstrações contábeis, acima referidas representam adequadamente, em todos
os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Associação de Educação Financeira do
Brasil (Associação) em 31 de dezembro de 2013, os resultados de suas operações, as mutações de seu
patrimônio líquido e dos fluxos de caixa correspondentes ao exercício findo naquela data, de acordo com
as práticas contábeis adotadas no Brasil.

Outros assuntos
Auditoria dos valores correspondentes ao período anterior
As demonstrações contábeis incluem também informações referentes ao exercício findo em 31 de dezembro
de 2012, apresentadas para fins de comparação. Os exames das demonstrações contábeis em 31 de dezem-
bro de 2012 foram conduzidos sob a nossa responsabilidade, que emitimos relatório sem modificação em 08
de fevereiro de 2013.

São Paulo, 20 de fevereiro de 2014.

BDO RCS Auditores Independentes SS


CRC 2 SP 013846/O-1

Mauro de Almeida Ambrósio


Contador CRC 1 SP 199692/O-5

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Notas explicativas da Administração às demonstrações contábeis
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2013 e 2012 (em Reais)

1. Contexto operacional
A Associação de Educação Financeira do Brasil é uma instituição organizada sob a forma
de associação de fins não econômicos, sem fins lucrativos, fundada em 25 de agosto de
2011, com sede e foro na Av. Brigadeiro Faria Lima, 1.485, 15º andar, torre norte, São Pau-
lo, Capital. Tem como objeto social a promoção do desenvolvimento econômico e social,
principalmente por meio do fomento da educação financeira no Brasil. Para a consecução
de seu objeto social, a “Associação” poderá utilizar-se de quaisquer meios e atividades
permitidos por lei, principalmente:

a) Apoiar, fomentar e implementar, programas e projetos de capacitação de crianças,


jovens e adultos, de modo a ampliar o conhecimento da população em relação à cultura
de poupança, investimento, seguro e previdência;
b) Desenvolver, fomentar e implementar programas de formação de professores, visan-
do à consecução do seu objeto social;
c) Apoiar e promover o desenvolvimento de programas de educação financeira em es-
colas públicas e privadas;
d) Formar multiplicadores e educadores, a fim de auxiliar na expansão do seu objeto
social;
e) Apoiar, promover e financiar o desenvolvimento de programas para adultos, jovens e
crianças, nas áreas de educação financeira, proteção ao consumidor, finanças pessoais,
economia, consumo consciente, seguro e previdência;
f) Apoiar, fomentar e implementar ações para o fortalecimento do mercado financeiro,
de capitais, de seguro e previdência;
g) Avaliar iniciativas de educação financeira realizadas por outras entidades;
h) Celebrar parcerias, convênio e contratos com entidades publicas ou privadas, nacio-
nais ou internacionais para a consecução do seu objeto social;
i) Promover, apoiar e organizar aulas, palestras, seminários e congressos que ajudem a
propagar o objeto social da Associação;
j) Promover, apoiar e desenvolver, em seus vários desdobramentos, as manifestações
intelectuais, culturais e artísticas, por meio de treinamento técnico, de publicações e da
edição, própria ou por meio de terceiros, de livros e revistas de natureza técnica, cientí-
fica, cultural e artística e de vídeos de quaisquer outros meios de divulgação e comuni-
cação que ajudem a propagar o objeto social da Associação;
k) Produzir e divulgar informações e conhecimentos técnicos e científicos que digam re-
speito às áreas de atuação;
l) Praticar quaisquer outros atos e atividades lícitas para a consecução de seu objeto so-
cial, mesmo que não estejam previstos no Estatuto Social, desde que previamente aprova-
dos pelo Conselho Administrativo.

2. Declaração de conformidade

As demonstrações contábeis foram preparadas pela Administração da Associação, sen-


do de sua responsabilidade e estão sendo apresentadas de acordo com as práticas con-
tábeis adotadas no Brasil, que compreendem as Resoluções do Conselho Federal de
Contabilidade (CFC) e os pronunciamentos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis
(CPC), estando em conformidade com as Normas Internacionais de Contabilidade
(IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB).

34
Como se trata de uma associação sem fins de lucro, as demonstrações contábeis foram
preparadas, principalmente, de acordo com a ITG 2002 – Instituto sem finalidade de
lucros, aprovada pela Resolução nº 1.409, de 21 de setembro de 2012, pelo Comuni-
cado Técnico CTG 2000, aprovado pela Resolução nº 1.159, de 13 de fevereiro de 2009,
do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e pela NBC TG 1000 – Contabilidade para
Pequenas e Médias Empresas, para os aspectos não abordados pela ITG 2002 – Instituto
sem finalidade de lucros.

Base de mensuração

As demonstrações contábeis foram preparadas com base no custo histórico com ex-
ceção dos instrumentos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado
reconhecido no balanço patrimonial.

Moeda funcional e moeda de apresentação

Essas demonstrações contábeis são apresentadas em Real, que é a moeda funcional da


Associação. Todas as informações financeiras divulgadas nas demonstrações contábeis
apresentadas em Real.

Uso de estimativas

A preparação das demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis ad-


otadas no Brasil requer que a administração realize estimativas para determinação e
registro de certos ativos, passivos, receitas e despesas, bem como a divulgação de in-
formações sobre suas demonstrações contábeis. Tais estimativas são feitas com base
no princípio da continuidade e suportadas pela melhor informação disponível na data
da apresentação das demonstrações contábeis, bem como na experiência da Adminis-
tração. As estimativas são revisadas quando novas informações se tornam disponíveis
ou as situações em que estavam baseadas se alterem. A liquidação das transações
envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores diferentes dos estimados em
razão das imprecisões inerentes ao processo de sua determinação.

Gestão financeira
A Associação busca alternativas de subsídios com o objetivo de satisfazer as suas neces-
sidades operacionais, com base nas contribuições das suas mantenedoras, objetivando
uma estrutura que, leve em consideração parâmetros adequados para os custos finan-
ceiros, prazos dos aportes e orçamento anual.

3. Sumário das principais práticas contábeis

As práticas contábeis descritas em detalhes abaixo têm sido aplicadas de maneira con-
sistente a todos os períodos apresentados nas demonstrações contábeis.

3.1. Instrumentos financeiros

Ativos financeiros não derivativos


A Associação reconhece os empréstimos e recebíveis inicialmente na data em que
foram originados. Todos os outros ativos financeiros (incluindo os ativos designa-

35
dos pelo valor justo por meio do resultado) são reconhecidos inicialmente da data
da negociação na qual se torna uma das partes das disposições contratuais do
instrumento.
A Associação mantém os seguintes ativos financeiros não derivativos nas suas
demonstrações contábeis: ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio
do resultado e empréstimos e recebíveis.

Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado


Um ativo financeiro é classificado pelo valor justo por meio do resultado caso
seja classificado como mantido para negociação e seja designado como tal no
momento do reconhecimento inicial. Os custos da transação após o reconheci-
mento inicial são reconhecidos no resultado quando incorridos. Ativos financeiros
registrados pelo valor justo por meio do resultado são medidos pelo valor justo, e
mudanças no valor justo desses ativos são reconhecidas no resultado do exercício.
Caixa e equivalentes de caixa abrangem os saldos de caixas, bancos e aplicações
financeiras. A Associação mantinha saldo de aplicações financeiras nas demon-
strações contábeis findas em 31 de dezembro de 2013.

Passivos financeiros não derivativos


Todos os passivos financeiros são reconhecidos inicialmente na data da nego-
ciação na qual se torna uma parte das disposições contratuais do instrumento. A
Associação baixa um passivo financeiro quando tem suas obrigações contratuais
retiradas, canceladas ou vencidas.
Os ativos e passivos financeiros são compensados e o valor líquido é apresenta-
do no balanço patrimonial quando, e somente quando, tenha o direito legal de
compensar os valores e tenha a intenção de liquidar em uma base líquida ou de
realizar o ativo e quitar o passivo simultaneamente.

3.2. Instrumentos financeiros derivativos

A Associação não possui instrumentos financeiros derivativos em 31 de dezembro de


2013 e 2012.

3.3. Caixa e equivalentes de caixa

Incluem saldos positivos em conta corrente e de aplicação financeira que podem ser
resgatados a qualquer tempo e com risco insignificante de mudança de seu valor de
mercado, sem restrição de uso.

3.4. Outros ativos e passivos

Um ativo é reconhecido no balanço patrimonial quando se trata de recurso con-


trolado pela Associação decorrente de eventos passados e do qual se espera que
resultem em benefícios econômicos futuros.

Um passivo é reconhecido no balanço patrimonial quando a Associação possui


uma obrigação legal ou constituída como resultado de um evento passado, sendo
provável que um recurso econômico seja requerido para liquidá-lo.

36
3.5. Imobilizado

O imobilizado está demonstrado ao custo de aquisição, deduzido das depreciações.


A depreciação é calculada pelo método linear, utilizando-se taxas que levam em
consideração a vida útil-econômica dos bens, as quais estão divulgadas na Nota
Explicativa nº 5.

O valor residual dos itens do imobilizado é reduzido imediatamente ao seu valor re-
cuperável, quando o saldo residual exceder o valor recuperável (impairment).

3.6. Obrigações trabalhistas e encargos sociais a pagar

As despesas com a folha de salários pagos pela Associação, provisões de férias e


encargos sociais e previdenciários dela decorrentes são registradas mensalmente,
por resumos elaborados pelo Departamento de Recursos Humanos, ao seu valor de
liquidação.

3.7. Provisão para Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social
Sobre o Lucro (CSLL)

Em virtude de a Entidade ser uma associação sem fins lucrativos, goza do benefi-
cio de isenção do pagamento dos tributos federais incidentes sobre o resultado, de
acordo com os artigos 167 a 174 do Regulamento de Imposto de Renda aprovado
pelo Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999, e o artigo 195 da Constituição Fed-
eral (CF).

3.8. Apuração do superávit (déficit)

O superávit (déficit) é apurado em conformidade com o regime contábil de com-


petência de exercícios.

As receitas da Associação são provenientes de Doações e Contribuições Associati-


vas, recebidas em caixa ou em ativos e de terceiros, sem restrições de uso, desde que
utilizado de acordo com a sua atividade-fim. As receitas são registradas somente
quando recebidas.

3.9. Demonstrações dos fluxos de caixa

Foram preparadas e estão apresentadas de acordo com o Pronunciamento Técnico


CPC 03 (R2) – Demonstrações dos fluxos de caixa.
As demonstrações dos fluxos de caixa refletem as modificações no caixa que ocor-
reram nos exercícios apresentados utilizando o método indireto. Os termos utiliza-
dos na demonstração do fluxo de caixa são os seguintes:

• Atividades operacionais: referem-se às principais receitas da Associação e outras


atividades que não são de investimento e de financiamento;
• Atividades de investimento: referem-se às adições e baixas dos ativos não circu-
lantes e outros investimentos não incluídos no caixa e equivalentes de caixa;
• Atividades de financiamento: referem-se a atividades que resultam em mudanças
na composição do patrimônio e empréstimos.

37
4. Caixa e equivalentes de caixa

Em 31 de dezembro de 2013 e 2012, o total de caixa e equivalentes de caixa, sem re-


strições, era composto da seguinte forma:

2013 2012
Bens Numerários 568 -
Bancos conta movimento 2 4.045
Aplicações financeiras 2.234.988 724.238
2.235.558 728.283

As aplicações financeiras referem-se substancialmente a investimentos de liquidez ime-


diata, mantidos junto ao Banco Bradesco com rendimentos de até 98% do Certificado
de Depósito Interbancário (CDI).

5. Imobilizado

Em 31 de dezembro de 2013 e 2012, o total de imobilizado, sem restrição, era composto


da seguinte forma:

6. Intangível

7. Obrigações trabalhistas

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8. Obrigações tributárias e sociais

9. Outras contas a pagar

10. Patrimônio líquido

O patrimônio social da Associação é constituído de bens móveis, imóveis, direitos e


valores, adquiridos ou recebidos sob a forma de doações, legados, subvenções e aux-
ílios, acrescidos dos superávits e/ou déficits apurados, ou de qualquer outra forma
lícita, devendo ser administrado e utilizado apenas para o estrito cumprimento das
suas finalidades sociais.

11. Contribuições e doações recebidas

As receitas da Associação são compostas, substancialmente, pelas receitas de Do-


ações e Contribuições Associativas efetuadas por seus Patrocinadores e Mantene-
dores que totalizaram R$ 3.507.649 e R$ 1.635.023 em 2013 e 2012, respectivamente.

12. Despesas gerais e administrativas

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13. Despesas com serviços

14. Despesas com pessoal

15. Despesas tributárias

16. Contingências

De acordo com os assessores jurídicos, não há qualquer contingência judicial envol-


vendo a Associação. Dessa forma, não há qualquer registro a título de provisão para
contingências nas demonstrações contábeis findas em 31 de dezembro de 2013 e de
2012.

17. Instrumentos financeiros

A Associação opera apenas com Instrumentos financeiros não derivativos que incluem
caixa e equivalentes de caixa e outros recebíveis, assim como obrigações a pagar e
outras dívidas, cujos valores são aproximados aos respectivos valores de mercado.

Em função das características e forma de operação, bem como a posição patrimonial


e financeira em 31 de dezembro de 2013, a Associação não está sujeita aos fatores de:
risco de crédito, risco de preço das mercadorias vendidas e produzidas ou de insumos

40
adquiridos, risco de taxas de câmbio e apresenta risco baixo ou significativo de taxas
de juros e estrutura de capital ou risco financeiro.

18. Cobertura seguros (não auditado)

Em 2013 foi contrato o seguro para alguns imobilizados portáteis da Associação.

19. Benefício fiscal por entidade sem fins lucrativos

19.1. Imposto de Renda e Contribuição Social


A Associação é isenta do pagamento de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ)
e de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), de acordo com o artigo 15
da Lei nº 9.532/97, cujos valores renunciados, no exercício fiscal de 2013, caso a
obrigação devida fosse, seriam:

19.2. Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição Social para Financia-


mento da Seguridade Social (COFINS)

A Associação está sujeita ao recolhimento da Contribuição Social para Programa


de Integração Social (PIS), calculada sobre a folha de salários à alíquota de 1%,
conforme disposto no artigo 13 da Medida Provisória nº 2.158-35, de 24 de agosto
de 2001.

Quanto à Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social (COF-


INS), ainda que a Associação seja caracterizada como contribuinte, à alíquota de
7,6%, esta não incide sobre as receitas relativas às atividades próprias da Asso-
ciação, conforme o disposto no artigo 14, inciso da Medida Provisória nº 2.158-35,
de 24 de agosto de 2001.

20. Eventos subsequentes

Não há eventos subsequentes significativos após a data de encerramento das


demonstrações contábeis.

41
Expediente

Texto Waldeli Azevedo - WPlan


Conteúdo Raquel Lemos,
Yael Sandberg e Silvia Morais
Revisão Alex Bretas
Supervisão Geral Silvia Morais
Designer Marcella Sanná

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