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Monografia Gelson Mussopo

Este documento apresenta um trabalho de fim de curso sobre o papel da contabilidade na gestão de pequenas empresas, tendo como estudo de caso o Instituto Superior Politécnico Intercontinental de Luanda. O trabalho contém uma introdução, revisão bibliográfica, metodologia, análise e discussão dos resultados e conclusões sobre a importância da contabilidade para a gestão empresarial.
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Monografia Gelson Mussopo

Este documento apresenta um trabalho de fim de curso sobre o papel da contabilidade na gestão de pequenas empresas, tendo como estudo de caso o Instituto Superior Politécnico Intercontinental de Luanda. O trabalho contém uma introdução, revisão bibliográfica, metodologia, análise e discussão dos resultados e conclusões sobre a importância da contabilidade para a gestão empresarial.
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UNIVERSIDADE DE BELAS

FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS E ECONÓMICAS


CURSO DE CONTABILIDADE E GESTÃO

O PAPEL DA CONTABILIDADE NA GESTÃO DE PEQUENAS


EMPRESAS. ESTUDO DE CASO: INSTITUTO SUPERIOR
POLITÉCNICO INTERCONTINENTAL DE LUANDA, 2018

TRABALHO DE FIM DE CURSO

GELSON MUSSOPO SAMUEL AGOSTINHO

LUANDA, 2021
UNIVERSIDADE DE BELAS
FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS E ECONÓMICAS
CURSO DE CONTABILIDADE E GESTÃO

FOLHA DE ROSTO

O PAPEL DA CONTABILIDADE NA GESTÃO DE PEQUENAS


EMPRESAS. ESTUDO DE CASO: INSTITUTO SUPERIOR
POLITÉCNICO INTERCONTINENTAL DE LUANDA, 2018

TRABALHO DE FIM DE CURSO

Elaborado por: Gelson Mussopo Samuel Agostinho


Orientado por: Msc. Miguel Avelino Narciso

Trabalho de Fim de Curso apresentado à


Faculdade de Ciências Sociais e Económicas da
Universidade de Belas como requisito para a
obtenção do Grau de Licenciado em
Contabilidade e Gestão

LUANDA, 2021 i
FICHA CATALOGRÁFICA

Autorizo a reprodução e divulgação total ou parcial deste trabalho, por qualquer meio
convencional ou electrónico para fins de estudo e pesquisa desde que citada a fonte.

Gelson Mussopo Samuel Agostinho

DATA_________/_________/___________

AGOSTINHO, Gelson Mussopo Samuel

O PAPEL DA CONTABILIDADE NA GESTÃO DE PEQUENAS


EMPRESAS. ESTUDO DE CASO: INSTITUTO SUPERIOR
POLITÉCNICO INTERCONTINENTAL DE LUANDA, 2018

Trabalho de Fim de Curso apresentado à Faculdade de Ciências Sociais e Económicas da


Universidade de Belas como requisito para a obtenção do Grau de Licenciado em
Contabilidade e Gestão.

Orientador: Msc. Miguel Avelino Narciso

Nº de páginas: 53

Tipo de letra: Times New Roman

Palavras-chave: Contabilidade. Gestão. Empresa.

ii
GELSON MUSSOPO SAMUEL AGOSTINHO

FOLHA DE APROVAÇÃO
O PAPEL DA CONTABILIDADE NA GESTÃO DE PEQUENAS
EMPRESAS. ESTUDO DE CASO: INSTITUTO SUPERIOR
POLITÉCNICO INTERCONTINENTAL DE LUANDA, 2018

Trabalho de Fim de Curso apresentado à Faculdade de Ciências Sociais e Económicas da


Universidade de Belas como requisito para a obtenção do Grau de Licenciado em
Contabilidade e Gestão.

Aprovado,_____/_____/_____

BANCA EXAMINADORA

Presidente do Júri

____________________________

1º Vogal

_____________________________________

2º Vogal

_____________________________________

Secretário

___________________________

iii
DEDICATÓRIA

“Dedico este trabalho primeiramente a Deus, por


ser essencial em minha vida, autor de meu
destino, meu guia, socorro e presente na hora da
angústia, aos meus pais, meus irmãos, noiva,
colegas e professores da Universidade de Belas
que directa ou indirectamente contribuíram para
realização deste trabalho”

iv
EPÍGRAFE

“Na contabilidade da vida é melhor ser credor do


que devedor, somos credor quando ajudamos as
pessoas a se tornarem melhores e devedor quando
as prejudicamos. Sejamos consciente das nossas
acções para manter sempre o saldo positivo”.
Damião Maximino

v
AGRADECIMENTOS

Em primeiro lugar agradeço a Deus todo-poderoso, pela vida e por possibilitar que eu esteja
vivendo esse momento único da minha vida.
Aos professores e funcionários da Universidade de Belas, por todo o respeito, dedicação e
incentivo recebido durante o período de formação na instituição.
A todos os colegas da sala 19 pelo companheirismo, amizade e pelos momentos felizes
vividos durante todo o curso e especialmente a minha amiga Lucrécia S. A. Rodrigues e o seu
esposo Délcio Rodrigues.
Agradeço aos meus familiares (pais, irmãos e todos que fazem parte da minha árvore
genealógica), pelo amor, incentivo e apoio incondicional quer seja financeiro quer seja moral.
A minha noiva, filha e os meus sobrinhos que apesar da distância têm dado muita força, apoio
e incentivo.
Ao meu amigo e irmão Gabriel C. Chilongo pelo companheirismo e dificuldades vividas
durante o percurso da nossa formação.
Ao meu cunhado Eduardo Moniz, que sempre esteve nos momentos das aflições e pelos
incentivos.
Ao meu ilustre senhor professor Msc. Miguel Narciso, pela orientação, apoio, confiança e
dedicação.
Agradeço imenso aos taxistas pelos serviços prestados ao longo da minha formação.

vi
RESUMO

O presente trabalho se dedica a elucidar o papel da contabilidade na gestão de pequenas


empresas, tendo como o objectivo geral conhecer o impacto do papel da contabilidade na
gestão de pequenas empresas, especialmente no ISPIL. Tendo em conta a metodologia
aplicada ao tema em questão, foi efectuado o estudo descritivo e bibliográfico e quanto a sua
abordagem é quantitativa. Como resultados referentes ao papel da contabilidade na gestão das
empresas com realces satisfatórios, a contabilidade exerce um grande papel na gestão das
empresas ajudando as mesmas a terem um controlo dos seus patrimónios e na tomadas de
decisões que vêem a melhorar o funcionamento da empresa. Concluímos que a contabilidade
é de extrema importância para que a gestão das empresas sejam bem assegurada de maneira
que gestores possam tomar decisões coerentes e eficaz para o melhoramento do ambiente
interno e externo da empresa, assim sendo optamos por recomendar ao ISPIL-Luanda para o
uso correcto da contabilidade como sua ferramenta principal de gestão, uma vez que a
contabilidade é o grande instrumento que auxilia os gestores a tomar decisões, toda e qualquer
empresa que deseja ver a sua gestão bem assegurada deve aplicar os métodos contabilístico
que permite avaliar, analisar e interpretar os factos decorrentes no seio da empresa.

Palavras-chave: Contabilidade. Gestão. Empresa.

vii
ABSTRACT

The present work is dedicated to elucidating the role of accounting in the management of
small businesses, having as its general objective to know the impact of the role of accounting
in the management of small businesses, especially in ISPIL. Taking into account the
methodology applied to the subject in question, a descriptive and bibliographic study was
carried out and its approach is quantitative. As results referring to the role of accounting in the
management of companies with satisfactory highlights, accounting plays a large role in the
management of companies, helping them to have control over their assets and in taking
decisions that improve the functioning of the company. We conclude that accounting is
extremely important so that the management of companies is well ensured so that managers
can make coherent and effective decisions to improve the company's internal and external
environment, so we chose to recommend to ISPIL-Luanda for use correct accounting as its
main management tool, since accounting is the great instrument that helps managers to make
decisions, any company that wants to see its management well assured must apply the
accounting methods that allow it to evaluate, analyze and interpret the facts arising within the
company.

Keywords: Accounting. Management. Company.

viii
LISTA DE FIGURAS

Figura nº 1 – Esquema da Finalidades da Empresa ............................................................... 20

Figura nº 2 – Esquema das actividades administrativas ......................................................... 31

Figura nº 3 – Esquema da liderança ........................................................................................ 32

Figura nº 4: Instituto Superior Politécnico Intercontinental de Luanda.................................. 36

ix
LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico nº 1: Distribuição dos inquiridos por género .............................................................. 41

Gráfico nº 2: Distribuição dos inquiridos por idades .............................................................. 42

Gráfico nº 3: O papel da contabilidade na gestão de uma empresa ........................................ 43

Gráfico nº 4: Apoio da contabilidade na tomada de decisões ................................................. 44

Gráfico nº 5: A gestão é fundamental para uma empresa? ..................................................... 45

Gráfico nº 6: Objectivo das empresas ..................................................................................... 45

Gráfico nº 7: Implementar a contabilidade na empresa de maneira assegurar o património .. 46

Gráfico nº 8: Vantagem de uma empresa obter uma gestão segura ........................................ 47

Gráfico nº 9: Impacto da contabilidade para as empresas ....................................................... 47

Gráfico nº 10: A contabilidade pode facilitar a evolução da empresa .................................... 48

Gráfico nº 11: Aplicação da contabilidade na gestão das empresas ....................................... 49

x
LISTA DE QUADROS

Quadro nº 01: Actividades comerciais .................................................................................... 30

Quadro nº 02: Corpo Docente (não efectivos) ........................................................................ 37

Quadro nº 03: Funcionários Administrativos e efectivos ....................................................... 37

Quadro nº 04: Estudantes por género ..................................................................................... 38

Quadro nº 5: Cursos Ministrados ............................................................................................ 38

Quadro nº 6: Distribuição dos inquiridos por género ............................................................. 41

Quadro nº 7: Distribuição dos inquiridos por idades .............................................................. 42

Quadro nº 8: O papel da contabilidade na gestão de uma empresa ........................................ 43

Quadro nº 9: Apoio da contabilidade na tomada de decisões ................................................. 44

Quadro nº 10: A gestão é fundamental para uma empresa? .................................................. 44

Quadro nº 11: Objectivo das empresas ................................................................................... 45

Quadro nº 12: Implementar a contabilidade na empresa de maneira assegurar o património 46

Quadro nº 13: Vantagem de uma empresa obter uma gestão segura ...................................... 46

Quadro nº 14: Impacto da contabilidade para as empresas .................................................... 47

Quadro nº 15: A contabilidade pode facilitar a evolução da empresa .................................... 48

Quadro nº 16: Aplicação da contabilidade na gestão das empresas ....................................... 48

xi
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

DRE – Demostração de Resultado do Exercício.

EIRL – Estabelecimento individual de responsabilidade limitada.

LDA – Limitada.

PGC – Plano Geral de Contabilidade.

PODC3 – Planear, Organizar, Coordenar, Comandar, Controlar.

S.A – Sociedade Anónima.

xii
ÍNDICE
FOLHA DE ROSTO ................................................................................................................. i

FICHA CATALOGRÁFICA...................................................................................................ii

FOLHA DE APROVAÇÃO ...................................................................................................iii

DEDICATÓRIA ...................................................................................................................... iv

EPÍGRAFE ............................................................................................................................... v

AGRADECIMENTOS ............................................................................................................ vi

RESUMO.................................................................................................................................vii

ABSTRACT ...........................................................................................................................viii

LISTA DE FIGURAS.............................................................................................................. ix

LISTA DE GRÁFICOS ........................................................................................................... x

LISTA DE QUADROS............................................................................................................ xi

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ...........................................................................xii

I. INTRODUÇÃO ................................................................................................................. 1

1.1. Introdução ao tema....................................................................................................... 1

1.1.1. Delimitação do tema ............................................................................................. 2

1.1.2. Justificação do tema.............................................................................................. 2

1.2. Formulação do problema ............................................................................................. 2

1.3. Formulação de hipóteses .............................................................................................. 2

1.4. Objectivos .................................................................................................................... 3

1.4.1. Objectivo geral ..................................................................................................... 3

1.4.2. Objectivos específicos .......................................................................................... 3

II. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ................................................................................ 4

2.1. Origem da contabilidade .............................................................................................. 4

2.1.1. Conceito de Contabilidade.................................................................................... 5

2.1.2. Definição de contabilidade ................................................................................... 6

2.1.3. Objecto e finalidade da contabilidade .................................................................. 7


xiii
[Link]. Objecto .......................................................................................................... 7

[Link]. Finalidades .................................................................................................... 9

2.1.4. Importância da contabilidade para as empresas ................................................. 10

2.1.5. Aplicação da contabilidade na pequena Empresa............................................... 10

2.2. Conceito de Gestão .................................................................................................... 12

2.2.1. Evolução da gestão ............................................................................................. 13

2.2.2. Função da Gestão ............................................................................................... 15

2.2.3. Níveis de gestão .................................................................................................. 15

2.2.4. Competências dos gestores ................................................................................. 16

2.2.5. Objectivos da gestão ........................................................................................... 17

2.3. Noção de empresa ...................................................................................................... 19

2.3.1. Pré-história ......................................................................................................... 20

2.3.2. Finalidades da empresa ....................................................................................... 20

2.3.3. Os recursos da empresa ...................................................................................... 21

2.3.4. As Empresas e o meio ambiente ......................................................................... 21

[Link]. Ambiente geral ............................................................................................ 21

2.3.5. Classificação das Empresas ................................................................................ 22

[Link]. Quanto á forma jurídica............................................................................... 22

[Link]. Empresa em nome individual ...................................................................... 22

[Link]. Sociedades comerciais................................................................................. 23

[Link]. Sociedades por quotas ................................................................................. 23

[Link]. Sociedade Unipessoal .................................................................................. 24

[Link]. Sociedade em nome colectivo ..................................................................... 24

[Link]. Sociedades em comandita ........................................................................... 24

[Link]. Sociedades anónimas................................................................................... 24

2.3.6. Classificação Económica .................................................................................... 25

[Link]. Empresas comerciais ................................................................................... 25


xiv
[Link]. Empresas industriais .................................................................................... 25

2.3.7. Classificação quanto a dimensão da empresa ..................................................... 25

[Link]. Microempresa .............................................................................................. 25

[Link]. Pequenas empresas ...................................................................................... 25

[Link]. Medias empresas ......................................................................................... 25

[Link]. Grandes empresas ........................................................................................ 25

2.3.8. A propriedade dos meios de produção ............................................................... 26

[Link]. Empresas públicas ....................................................................................... 26

[Link]. Empresa privadas ........................................................................................ 26

[Link]. Empresas de economia mista ou comparticipadas ...................................... 26

[Link]. Empresas cooperativas ................................................................................ 26

2.3.9. Classificação de empresa pela sua localização ................................................... 27

2.3.10. Classificação por sector de actividade ................................................................ 28

2.3.11. Objectivo da empresa ......................................................................................... 28

2.3.12. Actividades das empresas ................................................................................... 29

[Link]. As actividades internas da empresa ............................................................. 29

[Link]. Actividades técnicas .................................................................................... 30

[Link]. Actividades comerciais ............................................................................... 30

[Link]. Actividades financeiras ............................................................................... 30

[Link]. Actividades relacionadas à contabilidade ................................................... 31

[Link]. Actividades administrativas ........................................................................ 31

[Link]. Actividades relacionadas a gestão de recursos humanos ............................ 32

2.3.13. Fluxo de caixa..................................................................................................... 33

[Link]. Tipos de fluxo de caixa ............................................................................... 33

2.4. Papel da contabilidade na gestão das pequenas empresas ......................................... 34

III. CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO ..................................................... 36

3.1. Caracterização da unidade de análise ........................................................................ 36


xv
3.2. Historial e situação jurídica ....................................................................................... 37

IV. METODOLOGIA........................................................................................................ 40

4.1. Tipo de estudo ............................................................................................................ 40

4.2. População e amostra .................................................................................................. 40

4.2.1. Critérios de inclusão ........................................................................................... 40

4.2.2. Critérios de exclusão .......................................................................................... 40

4.3. Métodos a utilizar ...................................................................................................... 40

4.4. Procedimentos e instrumentos ou técnicas para a colecta de dados .......................... 40

4.5. Processamento de dados ............................................................................................ 41

V. RESULTADOS E DISCUSSÃO .................................................................................... 42

VI. CONCLUSÕES............................................................................................................ 50

VII. RECOMENDAÇÕES.................................................................................................. 51

VIII. BIBLIOGRAFIA ..................................................................................................... 52

APÊNDICES ..............................................................................................................................I

Apêndice A – Questionário.................................................................................................... II

Apêndice B – Carta de Solicitação de Pesquisa....................................................................IV

Apêndice C – Carta de Autorização de Pesquisa ................................................................... V

xvi
I. INTRODUÇÃO

1.1. Introdução ao tema

O Objectivo desta pesquisa é o papel da contabilidade na gestão de pequenas empresas, visto


que a contabilidade é importante para uma empresa. Pois a contabilidade é necessária para
toda e qualquer empresa independente do seu porte, segmento e da sua forma de tributação.

Para Franco (1996), a Contabilidade é a ciência que estuda os fenómenos ocorridos no


património das entidades, mediante o registro, a classificação, a demonstração expositiva, a
análise e interpretação desses factos, com o fim de oferecer informações e orientação –
necessárias a tomada de decisões- sobre a composição do património, suas variações e o
resultado económico decorrente da gestão da riqueza patrimonial.

A contabilidade, segundo Godwin e Alderman (2010), pode ser definida como processo de
identificação, mensuração e comunicação de informação económica para permitir
julgamentos e decisões.

Através da Contabilidade a empresa sabe o valor de seus activos, passivos, receitas, custos e
despesas, a rentabilidade e lucratividade do negócio, produtividade da mão-de-obra e através
disso, pode realizar um bom planeamento tributário.

A partir das informações contabilísticas corretas, colectadas pela área da contabilidade,


através de notas fiscais, extractos bancários e relatórios financeiros, é possível gerar relatórios
ou demonstrativos que possibilitem a tomada de decisão por parte dos gestores, que analisa
onde há mais gastos, podendo diminuir alguma despesa ou fazer novos investimentos. Aqui
também, é importante o papel da contabilidade, pois a maior parte de seus relatórios são
técnicos, o que dificulta o entendimento dos gestores, nesse caso a contabilidade tem papel
fundamental, o de auxiliar a alta direcção no entendimento e no rumo do processo decisório.

A Contabilidade é o grande instrumento que auxilia a administração a tomar decisões. Na


verdade, ela colecta todos os dados económicos, mensurando-os monetariamente, registando-
os e sumarizando-os em forma de relatórios ou de comunicados, que contribuem
sobremaneira para a tomada de decisões.

Com a contabilidade de uma empresa os gestores conseguem extrair informações que


mostrará números, e através deles, podem analisar como a empresa está (uma boa situação

1
financeira ou não). Analisando um balanço tem condições de tomar conhecimento de
praticamente toda informação contabilística e ter um parecer das informações financeiras.

1.1.1. Delimitação do tema

O presente tema está delimitado no papel da contabilidade na gestão das pequenas empresas,
estudo de caso: INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO INTERCONTINENTAL DE
LUANDA, 2018.

1.1.2. Justificação do tema

Por tanto, a seguinte pesquisa para a sociedade será de grande importância porque mostrará de
facto como aplicar a contabilidade na gestão das suas empresas e, poderá ajudar aos gestores
na tomada de decisões.

Para academia universitária, a presente pesquisa justifica-se por mostrar o papel da


contabilidade na gestão das empresas e servirá de uma base de pesquisa para os docentes e
discentes universitários.

1.2. Formulação do problema

Observando as empresas, identificou-se que determinadas empresas não têm uma


contabilidade organizada, daí surge a seguinte questão:

 Qual é o papel da contabilidade na gestão das pequenas empresas?

1.3. Formulação de hipóteses

Considerando a problemática e atendendo a questão acima colocada, pode-se dizer que:

 H1: A contabilidade tem um grande papel na gestão das pequenas empresas, porque
ajuda os gestores na tomada de decisões coerentes e ter um controlo dos seus custos e
despesas.
 H2: A contabilidade nem sempre tem um grande papel na gestão das pequenas, porque
não ajuda os gestores na tomada de decisões e ter um controlo dos seus custos e
despesas.

2
1.4. Objectivos

1.4.1. Objectivo geral

 Conhecer o papel da contabilidade na gestão de pequenas empresas, especificamente


no ISPIL.

1.4.2. Objectivos específicos

 Avaliar o papel da contabilidade na gestão das empresas;


 Demostrar como a contabilidade contribui na gestão das empresas;
 Explicar a importância da contabilidade na gestão das empresas.

3
II. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1. Origem da contabilidade

De acordo com Hendriksen e Van Breda (2010), não se sabe exactamente quem inventou a
Contabilidade. No entanto, os sistemas de escrituração por partidas dobradas foram surgindo
de forma gradativa nos séculos XIII e XIV em diversos pontos de comércio no norte da Itália.
O registro mais antigo de um sistema completo de escrituração por partidas dobradas foi
encontrado no ano 1340, nos arquivos municipais da cidade de Génova, na Itália. O frei
franciscano Luca Pacioli é considerado o primeiro codificador da contabilidade, em seu livro
intitulado suma de aritmética, geometria, proportioni et proportionalita, do ano 1494, que
tratava principalmente de matemática. Foi incluída no livro uma seção sobre o sistema de
escrituração por partidas dobradas, sendo o primeiro material publicado sobre o assunto.
Assim surgiu quase toda a maquinaria da escrituração contabilística, como conhece-se até
hoje (HENDRIKSEN; VAN BREDA, 2010).

A partir dessa obra, começam a surgir outras, quer na Itália quer em outros países. A obra de
Ângelo Pietra, em 1856, inicia uma série de outras que buscavam conceitos em Contabilidade.
Assim, guardar a memória dos acontecimentos, organizar tais memórias em demonstrativos,
analisar por meio de outros registros e informar foram preocupações dos contadores de uma
época antiga (LOPES DE SÁ, 1999).

De acordo com Sá (1998), o estudo da Contabilidade é bastante antigo, pois, desde tempos
remotos, o homem já se preocupava em controlar sua riqueza, afinal, à medida que o ele
desenvolvia um património, era necessário que procurasse desenvolver procedimentos para
determinar as suas posses e avaliá-las.

Segundo Sá (1998, p. 19) “há mais de 6.000 anos o comércio já era intenso, o controle
religioso sobre o estado já era grande e poderoso, daí derivando grande quantidade de fatos a
registrar, ensejando, também o desenvolvimento da escrita contábil”. No início, os registros
eram realizados através de pequenas peças de argila. O eminente mestre também informa que,
no Egipto, há milhares de anos, “o papiro deu origem aos livros contábeis e já se faziam
registros sofisticados, inclusive utilizando-se o sistema das matrizes (como na lógica
matemática) ”. (SÁ, 1998, p. 19). Hendriksen e Breda (1999, p. 39) afirmam que: “o primeiro
registro de um sistema completo de escrituração por partidas dobradas é encontrado nos
arquivos municipais da cidade de Génova, Itália, cobrindo o ano de 1340”. Fragmentos
4
anteriores são encontrados nas contas de Giovanni Farolfi & Companhia, uma empresa de
mercadores de Florença em 1299-1300, e nas de Rinieri Fini & Irmãos, que negociavam em
feiras e eram famosos em sua época na região de Champagne, na França.

Discorrendo sobre a origem da Contabilidade e do seu significado, Campiglia destaca que:

a palavra contabilidade, originária do francês contabilité empregava-se para designar


a arte de escriturar as contas revelando, pois, o aspecto meramente instrumental da
disciplina. Os autores italianos a utilizavam apenas para indicar as aplicações
especializadas aos diferentes sectores da actividade económica como contabilidade
mercantil, bancária, agrícola, contabilidade pública. A ciência ou a doutrina contábil
dão a eles o nome de “Ragioneria” no intento de sobrelevar aquela ao simples
método ou à escrituração, etimologicamente porém, ambas se equivalem
(CAMPIGLIA, 1966, p. 10).

2.1.1. Conceito de Contabilidade

Segundo Sá (1998), a contabilidade é uma área presente no dia-a-dia das pessoas, das
empresas e das entidades públicas, servindo para geração de informações sobre as situações
económico-financeiras das entidades. Este ponto destaca a sua origem, definição, importância,
objectivo, campo de actuação e o profissional que atua na área.

Às definições da Contabilidade registradas até aqui, acrescentaremos algumas


evidenciadas por escritores da Contabilidade. No conceito de Hilário Franco: a
“Contabilidade é a ciência que estuda os fenómenos ocorridos no património das
entidades, mediante o registro, a classificação, a demonstração expositiva, a análise
e a interpretação desses fatos, com o fim de oferecer informações e orientação
necessárias à tomada de decisões sobre a composição do património, suas variações
e o resultado económico decorrente da gestão da riqueza patrimonial”. (FRANCO,
1997, p. 21).

Segundo Orrú (1990, p. 12) “a Contabilidade é a ciência que estuda e controla o património
das entidades”. Na visão de Sá (1998, p. 42) “Contabilidade é a ciência que estuda os
fenómenos patrimoniais, preocupando-se com realidades, evidências e comportamentos dos
mesmos, em relação à eficácia das células sociais”. Jacinto (1990, p. 26) conceitua a
“Contabilidade como o estudo do património, suas variações, pelos efeitos das actividades
desenvolvidas pela empresa”. Logo, pode-se afirmar que a Contabilidade é uma ciência que
visa estudar, controlar e revelar o real estado do património das entidades.

De acordo com Hendriksen e Van Breda (2010), não se sabe exactamente quem inventou a
Contabilidade. No entanto, os sistemas de escrituração por partidas dobradas foram surgindo
de forma gradativa nos séculos XIII e XIV em diversos pontos de comércio no norte da Itália.
O registro mais antigo de um sistema completo de escrituração por partidas dobradas foi
encontrado no ano 1340, nos arquivos municipais da cidade de Génova, na Itália.
5
O Frei Franciscano Luca Pacioli é considerado o primeiro codificador da contabilidade, em
seu livro intitulado summa de arithmetica, geometria, proportioni et proportionalita, do ano
1494, que tratava principalmente de matemática. Foi incluída no livro uma seção sobre o
sistema de escrituração por partidas dobradas, sendo o primeiro material publicado sobre o
assunto. Assim surgiu quase toda a maquinaria da escrituração contábil, como conhece-se até
hoje (HENDRIKSEN; VAN BREDA, 2010).

A partir dessa obra, começam a surgir outras, quer na Itália quer em outros países. A obra de
Ângelo Pietra, em 1856, inicia uma série de outras que buscavam conceitos em Contabilidade.
Assim, guardar a memória dos acontecimentos, organizar tais memórias em demonstrativos,
analisar por meio de outros registros e informar foram preocupações dos contadores de uma
época antiga (LOPES DE SÁ, 1999).

2.1.2. Definição de contabilidade

De acordo com Franco (1996), a contabilidade desde o seu surgimento, é tratada como uma
ciência, arte ou técnica, dependendo do autor e das correntes do conhecimento que este segue.
Assim, apresentam-se a seguir alguns conceitos de contabilidade, de acordo com a visão de
autores diferenciados.

Franco (1996, p. 21) considera a contabilidade a ciência e conceitua da seguinte forma:

É a ciência que estuda os fenómenos ocorridos no património das entidades,


mediante o registro, a classificação, a demonstração expositiva, a análise e
interpretação desses factos, com o fim de oferecer informações e orientação –
necessárias a tomada de decisões- sobre a composição do património, suas variações
e o resultado económico decorrente da gestão da riqueza patrimonial.

Para Gouveia (1984), a contabilidade é uma arte. É a arte de registrar todas as transacções de
uma companhia que possam ser expressas em termos monetários. E é também a arte de
informar os reflexos dessas transacções na situação económico-financeira dessa companhia.

Carneiro (1960, p. 21), “é o património, sobre o qual se exerce a administração económica, no


sentido da sua permanência e produtividade, cujo conjunto constitui a azienda”.

Nos conceitos abordados podem-se destacar alguns pontos que são essências quando
pretende-se descrever essa ciência. Neste sentido, a Contabilidade pode ser definida como “a
ciência que registra as transacções ocorridas em uma entidade, com a finalidade de resumir
esses factos em demonstrativos, que possam expressar a situação patrimonial e de resultado

6
da entidade, com o objectivo principal de gerar informações que contribuam para tomada de
decisões”. (IUDÍCIBUS, 1995, p.16).

Na realidade actual. Grande parte das decisões empresariais precisa de uma base de
informações, e como a Contabilidade concentra em seus registos um conjunto de informações,
estas se tornam essenciais para o gestor. Iudícibus (1995).

2.1.3. Objecto e finalidade da contabilidade

[Link]. Objecto

É inegável que, conforme evidenciado pelo direccionamento dos estudos desenvolvidos pelas
diferentes escolas da Contabilidade, divergências houve quanto ao objecto da mesma, pois, se
para os contistas o objecto da Contabilidade era o estudo das contas; para os personalistas, era
o estudo das relações de débito e crédito entre os proprietários e os agentes consignatários;
para os controlistas, o controle económico; para os aziendalistas, a “azienda”; hoje, constata-
se que ocorre entre os estudiosos uma convergência de que o objecto da Contabilidade é o
património das entidades, conforme o ponto de vista de alguns autores citados a seguir: Para
Wilken (1995, p. 9), “é o património à disposição das aziendas no seu aspecto estático e
dinâmico”.

Franco destaca que o objecto da Contabilidade: “é o património e seu campo de aplicação das
entidades económico - administrativas, assim chamadas aquelas que para atingirem seu
objectivo, seja ele económico ou social, utilizam bens patrimoniais e necessitam de um órgão
administrativo que pratica os actos de natureza económica e financeira necessária a seus fins”.
(FRANCO, 1997, p. 19).

Assim, pode-se afirmar que o objecto da Contabilidade é o estudo do património definido


como o conjunto de bens, direitos e obrigações pertencentes a uma ou mais pessoas, em seus
aspectos estático (económico e financeiro) e dinâmico (variações sofridas pela riqueza
patrimonial) e nos seus aspectos qualitativos e quantitativos, visando desnudá-lo e mostrar-lhe
como está sua situação, no intuito de propiciar condições de intervenção no mesmo. Para se
dedicar ao estudo do património, a Contabilidade vale-se dos seus princípios. Frango (1997).

De acordo com Ngo (2019), o plano geral de contabilidade (PGC), posto em vigor pelos
decretos nº. 82/01 e nº. 40/02, constituiu um significativo avanço relativamente aos planos de
contas anteriores (1979 e 1989), abrindo já possibilidade de recurso ás normas internacionais
7
de contabilidade como normas supletivas sempre que se verifiquem situações a que o próprio
PGC não permita dar o devido tratamento contabilístico. São desses os princípios geralmente
aceites na contabilidade:

O princípio da entidade, reconhece o património como objecto da Contabilidade e afirma a


autonomia patrimonial, a necessidade da diferenciação de um património particular no
universo dos patrimónios existentes, independentemente de pertencer a uma pessoa, um
conjunto de pessoas, uma sociedade ou instituição de qualquer natureza ou finalidade, com ou
sem fins lucrativos. Logo, o património particular de sócios e proprietários não se confunde
com os da sociedade ou instituição.

A base do princípio da entidade está no artigo quarto da referida resolução que em seu
parágrafo único, destaca que o património pertence à entidade, mas a recíproca não é
verdadeira. Pois a soma ou agregação contábil de patrimónios autónomos não resulta em nova
entidade, mas, numa unidade económica – contábil.

O princípio da continuidade, influencia o valor económico dos activos e, em muitos casos, o


valor ou o vencimento dos passivos, especialmente quando a extinção da entidade tem prazo
determinado, previsto ou previsível.

O princípio da consistência, considera-se que a empresa não altera as suas políticas


contabilísticas de um exercício para o outro.

O princípio da especialização, os proveitos e os custos são reconhecidos quando obtidos ou


incorridos, independentemente do seu recebimento ou pagamento, devendo incluir-se nas
demonstrações financeiras dos períodos a que respeitam.

O princípio do custo histórico, os registos contabilísticos devem basear-se em custos de


aquisição ou de produção, expressos quer em unidades monetárias nominais, quer em
unidades monetárias constantes.

O princípio da prudência, evidencia que deve ser adoptado o menor valor para os
componentes do activo e do maior para os do passivo, sempre que se apresentem alternativas
igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o património
líquido.

8
O princípio de substancia sobre a forma, as operações devem ser contabilizadas atendendo
a sua substância e a realidade financeira e não apena a sua forma legal.

O princípio da materialidade, as demonstrações financeiras deve evidenciar todos


elementos que sejam relevantes e que possam afectar avaliações ou decisões pelos utentes
interessados.

[Link]. Finalidades

O objectivo científico da contabilidade manifesta-se na correta apresentação do património e


na apreensão e análise das causas das mutações. Normalmente, esta é uma visão científica,
mas existe uma visão pragmática adoptada por muitos estudiosos da Contabilidade, em defesa
de que a aplicação da contabilidade a uma entidade particularizada busca prover os usuários
com informações sobre aspectos de natureza económica. Financeira e física do “património da
entidade e suas mutações, o que compreende registros, demonstrações, analises, diagnósticos
e prognostico, expressos sob a forma de relatos, parecer, tabelas, planilhas e outros”
(CREPALDI, 1995, p. 25).

O objectivo da contabilidade, segundo Ribeiro (2010, p. 4), ӎ o estudo e o controle do


património e de suas variações visando ao fornecimento de informações que sejam úteis para
tomada de decisões”.

Para atingir seu objectivo, a contabilidade, de acordo com Franco (1996), se utiliza de:

a) Escrituração contabilística: registro dos factos que ocorrem no património;


b) Demonstrações contabilísticas: balanço patrimonial, demonstração do resultado do
exercício, demonstração de lucros ou prejuízos acumulado, demonstração de mutações
do património líquido, demonstração dos fluxos de caixa e demonstração do valor
adicionado;
c) Auditoria contabilística: exame de documentos, livros e registro, obedecendo as
normas especificas de procedimento;
d) Análise de demonstrações contábeis: permite decompor, comparar e interpretar as
demonstrações, oferecendo dados analíticos e interpretações sobre os componentes do
património e sobre os resultados da actividade económica desenvolvida pela entidade.

9
2.1.4. Importância da contabilidade para as empresas

“A contabilidade é necessária para toda e qualquer organização independentemente do seu


porte, segmento e da sua forma de tributação” (NGO, 2019, p.32).

De acordo com Ngo (2019), nenhum negócio pode ser bem gerido sem um bom controlo
financeiro. Todas as transacções que geram receitas e gastos precisam ser monitoradas de
perto, para que seja feito um balanço acerca da saúde financeira da empresa por meio de um
sector de contabilidade forte, organizado e actuante. Além disso, com a contabilidade também
levanta todas as informações relacionadas à situação patrimonial, aos lucros e aos prejuízos
do seu negócio.

A contabilidade tem sido de enorme importância para as empresas nos últimos tempos. Foi-se
“o tempo em que a contabilidade era vista apenas como uma forma de apuração e cálculo de
impostos” (NGO, 2019, p. 32).

Segundo Ngo (2019, p. 32), “a contabilidade hoje tem papel fundamental no crescimento de
uma empresa”. É ela que traz as informações necessárias para o balanço de sua empresa ao
final do período, ou seja, quanto ela vendeu e recebeu, quanto ela comprou e pagou, qual os
seus débitos e quais os seus créditos, quanto foram as despesas com funcionários, quanto
pagou de imposto, etc.

Nela contém informações muito úteis para sobrevivência da empresa, “podendo fazer
provisões futuras de quanto a empresa irá gastar e receber, se preparando para possíveis
surpresas desagradáveis que possam surgir”. (NGO, 2019, p. 33).

A Contabilidade é o grande instrumento que auxilia a administração a tomar decisões. Na


verdade, ela colecta todos os dados económicos, mensurando-os monetariamente, registando-
os e sumarizando-os em forma de relatórios ou de comunicados, que contribuem
sobremaneira para a tomada de decisões. Ngo (2019).

2.1.5. Aplicação da contabilidade na pequena Empresa

Segundo Silva (2002, p. 23) “uma empresa sem Contabilidade é uma entidade sem memória,
sem identidade e sem as mínimas condições de sobreviver ou de planejar seu crescimento”.

Para Oliveira (2005, p. 36) a “contabilidade gerencial fornece as informações claras, preciosas
e objectivas para a tomada de decisão”.
10
Desse modo, a contabilidade surge como uma ferramenta indispensável a qualquer tipo de
negócio, um suporte sobre o qual se apoiará o micro e pequeno empresário em suas decisões
gerenciais. “As pequenas empresas muitas vezes são desprovidas de apoio contábil em sua
administração, já que os contadores, em sua maioria apenas cumprem as obrigações fiscais e
assessórias que a legislação impõe, mas pouco ou nada fazem para auxiliar a administração
dessas empresas com informações úteis ao seu planeamento”. (OLIVEIRA, 2005, p. 36).

Conforme destaca Chér (1991, p. 36), “a contabilidade tem sido encarada como um
instrumento tão-somente para se atender a uma série de exigências legais e burocráticas, e não
encarada como um instrumento de apoio à administração”. Os pequenos empresários,
frequentemente, não dão o devido valor à contabilidade como instrumento de apoio, mas
devido ao excesso de burocracia e obrigações acessórias que suas empresas têm de cumprir,
vêem o contador como a pessoa que cuida de tudo isso, mas não como um suporte a
administração.

Segundo Longenecker (1998, p. 515) [...] “os administradores precisam ter informações
precisas, significativas e oportunas, se quiserem tomar boas decisões”. Isso é particularmente
verdadeiro quando se refere à necessidade de informações financeiras sobre as operações da
empresa. A experiência sugere que a falta de aptidão em sistemas contábeis é um factor
básico de insucesso entre pequenas empresas.

A contabilidade aparece como instrumento principal para fundamentar as decisões do gestor,


que através das informações geradas, conseguem tomar decisões com maior segurança. Um
dos instrumentos eficazes na administração de recursos é o planeamento financeiro, que
segundo Santiago (2006, p.49) afirma que, “todo planeamento financeiro deve ter por base
registros contábeis que se constituem em ferramentas de fundamental importância na medida
em que trazem informações gerais para a tomada de decisão”.

Para Chér (1991, p.35), “[...], a contabilidade desenvolve e fornece dados para o sector
financeiro da empresa, usando princípios legais e padronizados, prepara principalmente,
demonstrações financeiras”.

A Contabilidade sem dúvida, “a maior fonte de informações sobre o património da empresa,


permitindo conhecer, com facilidade, todos os fatos que ocasionaram alteração qualitativa ou
quantitativa, servindo de bússola na administração dos negócios e contribuindo para o alcance

11
dos objectivos. Somente com sua utilização o gestor terá os parâmetros necessários para sua
decisão” (SILVA, 2002, p. 85).

De acordo com Silva (2002), o pequeno e o médio empresário, assumindo o papel de


administradores financeiros, podem desenvolver análises financeiras para identificar o
desempenho de sua empresa em relação ao passado, em relação à concorrência, tomando as
decisões adequadas, desde que detenha informações sobre o estado de seu património,
alicerçadas por análises financeiras fornecidas por relatórios contábeis.

Para Chér (1991, p.47), “[...] os insumos básicos para a utilização dos índices são a
Demonstração de Resultado e o Balanço Patrimonial, ambos preparados pela contabilidade”.

Para se ter uma ideia da importância da análise a partir dos índices financeiros, basta
mencionar a quem tal análise interessa. Primeira e obviamente interessam ao
administrador, na medida em que fornece os instrumentos necessários para verificar
o funcionamento da empresa, aplicando-se, quando necessário, medidas correctivas
para sanar eventuais problemas detectados. Interessa ainda aos credores da empresa,
preocupados com a capacidade da mesma em honrar obrigações nas datas de
vencimento. Por último, é de interesse de todos aqueles que investem na empresa,
preocupados em identificar o grau de risco desses seus investimentos (CHER 1991,
p.48).

Através das demonstrações financeiras o gestor poderá tomar decisões baseadas em


informações coerentes e seguras, o que aumentará de maneira significativa as possibilidades
de sucesso. Além disso, as demonstrações financeiras possibilitam um acompanhamento real
da dinâmica do negócio, tornando possível traçar novas metas e directrizes em tempo hábil e
seguro. Como exemplo de demonstrações contábeis que podem ser aplicados a pequena
empresa, pode-se citar “o Balanço Patrimonial, a Demonstração de Resultado e a
Demonstração de Fluxo de Caixa, que embora preparados de maneira simplificada levando
em consideração a pequena movimentação financeira da micro e pequena Empresa, podem
fornecer informações que serão de grande valia na tomada de decisão” (CHER, 1991, p.50).

2.2. Conceito de Gestão

Como conceito, para definir Gestão, devemos orientar-nos em termos gerais, que nos dizem
que gestão é a acção e o efeito de administrar ou dirigir um determinado negócio. Portanto,
“através da uma gestão se desenvolverão uma diversidade de diligências que levarão ao
cumprimento do objectivo traçado, de um negócio ou até mesmo de um simples desejo tão
sumamente esperado” (SCHULTZ, 2016, p. 10).

12
Segundo Schultz (2016), a gestão também pode ser definida como um conjunto de regras para
executar com a maior eficácia possível um negócio ou uma actividade empresarial;
definitivamente trata-se de obter sucesso em qualquer empreendimento de carácter
económico, financeiro ou político. O termo gestão vem do latim “gestio-gestionis”, que
significa executar, obter sucesso com meios adequados. Com uma gestão de boa qualidade
pode-se obter êxito em tudo o que se propõem na vida. A gestão é um meio pelo qual se
consegue, também com planeamento, resultados de qualidade e, definitivamente a gestão leva
a conseguir os objectivos propostos.

Como gestão também se subentende que é o que leva a organizar, dispor, dirigir e dar uma
ordem para que se consiga um determinado objectivo. Ao tratar do termo deve-se mencionar
que a gestão é uma tarefa que requer esforço, alguns recursos, consciência e boa vontade para
que se possa terminar esta tarefa. Utiliza-se a gestão para orientar a resolver um problema
específico, a concretizar um projecto. “A gestão também é usada para referir-se a direcção
e administração que se realiza em uma organização, empresa ou negócio” (SCHULTZ, 2016,
p. 10).

2.2.1. Evolução da gestão

Segundo Kiamvu (2012), a gestão baseada no improviso e no “achismo” precisa dar espaço
para uma gestão profissionalizada e baseada em conhecimentos teóricos aplicados à realidade
de todos os tipos de organização. Conhecer os conceitos de transformação e situar-se no novo
contexto organizacional do século XXI é fundamental. Mesmo que já conheçamos
empiricamente essas ferramentas utilizadas, os estudos teóricos nos permitem a ampliação e
maximização destas técnicas, trazendo maior eficácia ao nosso trabalho e desenvolver as
empresas rumo à gestão consciente e cada dia mais criativa e sustentável.

Desde a revolução industrial até os dias de hoje, o homem tem gerado consideráveis avanços
na maneira de produzir, gerenciar tarefas e administrar as organizações. Estes processos
“ficaram conhecidos como evolução dos modelos de gestão. Abaixo, socializo com vocês
leitores o que compreendeu cada uma delas, seus conceitos e o que trouxeram de mudanças ao
decorrer das décadas”. (KIAMVU, 2012, p. 30).

De acordo com Kiamvu (2012), a evolução dos modelos de gestão pode ser considerada da
seguinte forma:

13
 Conceito das ondas de transformação, trata-se dos grandes momentos históricos da
evolução humana cada qual analisando e relacionando os aspectos políticos, sociais,
económicos, tecnológicos e organizacionais. Este período representa as ideias da
revolução industrial, da revolução tecnológica e da gestão da informação.

 Era da produção; consideramos a era da produção entre 1920 a 1950, onde as empresas
desenvolveram os processos de produção sendo que a importância fundamental foi às
linhas de montagem.

 Era da eficiência, consideramos como era da eficiência o período de 1950 a 1970, onde
surgiram as primeiras técnicas de controlos de produção e controles de administração.

 Era da qualidade para o cliente, surgiu no período entre 1970/ 1980, onde os sistemas
produtivos visualizaram a era da satisfação do cliente.

 Era da competitividade, É considerada a partir de 1990, quando as empresas procuravam e


buscavam a excelência empresarial, atendendo os interesses dos clientes, colaboradores,
dos accionistas e da comunidade (hoje é comum usarmos o termo stakeholders para
representar estes grupos de interesse). Hoje todas as empresas têm que se preocupar e dar
apoio às comunidades, responsabilidade social, ao meio ambiente, podendo desenvolver
um plano estratégico.

 Era dos empreendimentos e do aprendizado, a partir do ano 2000, sendo esta área
desenvolvendo novos formatos da empresa, novas relações capital trabalho, que se
desenvolveram ao longo desses últimos anos.

 Tanto os empregadores como os colaboradores precisam estar integrados dentro do seu


modelo de gestão, pois é isso que distingue uma organização eficiente com cultura
corporativa moderna das demais. A cultura organizacional constitui o modo
institucionalizado de pensar e agir que existe em uma organização. “Ela representa as
percepções dos dirigentes e funcionários da organização e reflecte a mentalidade que
predomina naquele ambiente. Por esta razão, ela condiciona a administração das pessoas”.
(KIAMVU, 2012, p. 31)

14
2.2.2. Função da Gestão

Para Drucker (2006), a função da gestão é a optimização do funcionamento dos negócios ou


das organizações através da resolução de tomar decisões que sejam racionais e fundamentadas
na colecta de informações que sejam consideradas de relevância, e assim, contribuir para o
seu desenvolvimento. A gestão baseia-se, em termos teóricos e técnicos, de acordo com
princípios geralmente aceites, em quatro funções clássicas:

O planeamento é base para determinar qual estrutura organizacional a adoptar, para


percebermos os recursos que devemos captar, nomeadamente no que concerne a
caracterização dos recursos humanos, para estabelecermos um estilo de liderança e
relacionamento interno, para avaliarmos e repensarmos as acções desenvolvidas e para
perceberem as alterações a introduzir no caminho anteriormente traçado.

Organização defina-se como um conjunto de recursos e indivíduos em relação interactiva,


prosseguindo objectivos comuns. Os objectivos são mercantis ou não mercantis. Porem,
considera-se organização como um sistema aberto porque troca com o meio envolvente
informações, energia, produtos, etc. as trocas são interacções dinâmicas.

Direcção processo de determinar, isto é, afectar ou influenciar, o comportamento dos outros


ou seja implica fazer funcionar o pessoal, executando as tarefas, e coordenar, isto é,
harmonizar todos os actos e esforços tendo em conta a razão social.

Controlo processo de comparação do actual desempenho da organização com standards


previamente estabelecido apontando as eventuais acções correctivas (verificar desvios e
analisar razões que estiveram na sua origem). Mais que castigar, pretende definir acções
necessárias para corrigir os desvios e evitados no futuro.

2.2.3. Níveis de gestão


De acordo com Filipa (2018, p. 23), “nas organizações os colaboradores ocupam três níveis de
gestão diferentes conforme as funções que desempenham”:

 No nível de gestão estratégico ou institucional localizam-se os gestores de topo da


organização, tal como os membros do conselho de administração. Estes delineiam os
objectivos gerais, tomam decisões estratégicas e de planeamento de médio e longo
prazo, definem os recursos a utilizar, e efectuam a ligação entre a organização e o
meio envolvente de forma a cumprir a missão da organização;

15
 O nível táctico ou intermédio situa-se entre a gestão de topo e os gestores operacionais
que tomam decisões de nível médio, efectuam os planos de curto e médio prazo, ou
seja, traduzem os objectivos genéricos e os planos desenvolvidos pelos gestores de
topo, em objectivos e actividades específicas, que são as componentes tácticas. Este
nível de gestão inclui os membros executivos e chefes de nível médio;

 O nível operacional inclui os gestores de 1ª linha, como os chefes de secção que


tomam as decisões rotineiras e executam tarefas muito específicas tal como operações
de produtos ou serviços, de carácter imediato. E executam os planos estabelecidos
pelos níveis de gestão superiores.

2.2.4. Competências dos gestores


“Nas organizações tem-se verificado muitas alterações decorrentes da globalização e factores
inerentes aos atuais contextos sociais e políticos, sendo exigido cada vez mais aos gestores
novas competências para realização dos objectivos organizacionais” (REIS, 2018, p.25).

De acordo com Reis (2018), as competências básicas para um bom desempenho e bem-
sucedido:

 Técnicas;
 Humanas;
 Conceptuais.

As competências técnicas são as capacidades do gestor de utilizar conhecimentos


especializados, recursos e técnicas relacionadas com o trabalho e com os procedimentos de
realização. Estas são adquiridas através da formação e experiência profissional, como o caso
de habilidades em matemática, contabilidade, medicina e sistemas de informação.

Exemplo: Um vendedor de casas necessita de habilidades técnicas para que as possa vender,
isto significa que deve conhecer as suas características para que possa convencer o seu cliente
de que fará uma boa compra.

As competências Humanas estão relacionadas com o trabalho com as pessoas e referem-se à


facilidade de relacionamento interpessoal e grupal. Envolvem a capacidade de comunicar,
motivar, coordenar, liderar e resolver conflitos pessoais ou grupais. As Habilidades humanas
estão relacionadas com a interacção comas pessoas. O desenvolvimento da cooperação dentro

16
da equipe, o encorajamento da participação, sem medos ou receios e o envolvimento das
pessoas são aspectos típicos de habilidades humanas.

Exemplo: Um técnico de futebol deverá liderar a sua equipa fora de campo para que ela tenha
uma referência a nível motivacional para competir num torneio. Segundo Maximiano, essa
habilidade é a...

As competências de relações humanas são as capacidades de motivar e conseguir a


colaboração de outros membros do grupo para que o trabalho grupal atinja os objectivos
delineados, o que requer capacidades de comunicação entre os colaboradores para garantir a
motivação dos envolvidos e inteligência emocional de forma a tomar decisões urgentes.

Exemplo: um líder possui a capacidade de influenciar e motivar os seus seguidores a


atingirem os objectivos organizacionais.

As competências conceptuais ou holísticas são as capacidades de compreender a organização


como um todo, a sua complexidade, como as várias funções da organização se complementam
entre elas e como cada parte da organização interage com as outras partes. E a capacidade
para entender como a organização se relaciona com o meio ambiente, como por exemplo, a
capacidade do gestor em trabalhar em situações complexas o que exige experiência e
maturidade.

2.2.5. Objectivos da gestão

Para Reis (2018), objectivos de uma Gestão Organizacional são os resultados que a empresa
deve alcançar, em prazo pré-estabelecido, para concretizar sua visão sendo competitiva no
presente e também no futuro. Objectivos bem definidos devem responder aos tópicos a seguir:

 Ser desafiantes porem viável;

 Ter prazo determinado;

 Ser mensurável;

 Ser coerente com toda gestão da empresa, evitando dispersão das pessoas e dos
esforços envolvidos.

A empresa deve seleccionar temas mais adequados para definir seus objectivos e, dentro
desses temas, observar as características relacionadas acima. Muito pouco ajudará ter como
17
objectivo "aumentar as vendas". É preciso saber, ao menos, em quanto e em que período. Os
objectivos bem definidos nos auxiliam na avaliação e controle da gestão organizacional. Os
objectivos devem ser mensuráveis e definidos, de modo que permita futura avaliação, caso
necessário, Reis (2018).

“No âmbito empresarial tudo se constrói - nada deve ser estático - já que as mudanças
propostas pelo ambiente devem ser seguidas, logo a gestão deve ser flexível” (REIS, 2018,
p.26).

De acordo com Reis (2018), outra prática importante num projecto de gestão inclui uma boa
comunicação. Uma comunicação truncada não permite uma gestão eficaz e tão pouco
eficiente. A diferença entre estes dois conceitos resume-se à diferença entre "fazer bem as
coisas" (Eficiência) e "fazer as coisas certas" (Eficácia).

Ao preocuparem-se tanto em fazer bem as coisas, os gestores se esquecem de verificar se


estão fazendo as coisas certas. A perspectiva estratégica ajuda a encontrar um compromisso
entre a eficiência e a eficácia. “Uma comunicação efectiva é essencial para alcançar, informar
e motivar as pessoas, cujo envolvimento dependerá do sucesso do projecto que se tem em
vista” (REIS, 2018, p. 28).

Para Taylor (1990), uma gestão baseada em comunicação eficaz permite: Produtos
personalizados; Respostas mais rápidas; Produção no ponto de entrega; Redução dos custos e
despesas fixas; Redução de estoque; Melhor precisão e padrão de produtos e serviços;
Ligação orgânica entre todas as partes envolvidas no negócio; Efectiva globalização de
mercados.

Segundo a literatura, desde o tempo de Frederick Taylor sucederam-se os mais variados


modelos e metodologias de gestão, quase todas derivadas do modelo inicial que envolve:
planear, organizar, coordenar, comandar, controlar (POC3).

Não existe, portanto, um modelo de gestão universalmente considerado como o melhor para
toda e qualquer empresa. Na verdade, tentar ganhar competitividade, participação de mercado
e fidelidade da clientela não constitui modelos inéditos no meio empresarial, Taylor (1990).

Neste contexto considera-se uma prática de gestão ideal aquela que trabalha - como já dizia
Taylor - com incentivo e envolvimento dos funcionários. A finalidade desse propósito de
permanente estado de envolvimento é que diante das pressões, provocadas pelas mudanças, as
18
empresas podem reagir de forma construtiva com os funcionários numa melhor análise das
situações, Campos (2005).

Para Campos (2005), na prática isso nem sempre acontece. Para resolver essa situação o
primeiro passo é encontrar maneiras de motivar os colaboradores a encarar as mudanças como
desafios e incentivá-los a superar o que, às vezes, parece até mesmo inatingível.

Neste sentido conheça alguns exemplos de gestão:

 Gestão de equipa: criar ou possibilitar a formação de pequenos grupos para que


desenvolvam novas ideias;

 Gestão da informação: estimular ou organizar reuniões e seminários para que os


líderes de cada área tenham a oportunidade de interagir trocando informações.

Muito embora a Gestão Organizacional seja uma realidade em nossos dias, sua prática é ainda
uma novidade para muitas organizações. A falta de compreensão do sistema de gestão atrasa o
desenvolvimento do meio empresarial. Infelizmente, muitas organizações não se deram conta
ainda de que a administração vai muito além de conduzir os recursos tangíveis e o empenho
muscular. Administrar implica em gerir os recursos de maneira eficiente e eficaz.

Estas questões estratégicas devem ser preocupações da empresa como um todo, e não só da
alta administração. Ao mesmo tempo são perspectivas para uma auditoria que prima por um
domínio no processo administrativo e operacional, uma relevância das recomendações
ofertadas, formando assim um enfoque de subsídios para optimização de custos e gestão de
risco.

Todas estas questões envolvem desde o conhecimento das melhores práticas corporativas e da
qualidade, até a formalização da contratação de uma equipe, ou formação de um comité
interno de auditoria.

2.3. Noção de empresa

“A evolução histórica da empresa tem acompanhado o homem, desde quando este se fixou a
terra e se agrupou em pequenas comunidades”. (FERREIRA, 2010, p.10).

19
2.3.1. Pré-história

As primeiras empresas apareceram na pré-história e eram de carácter familiar e traduziam-se


em pequenas explorações, que visavam a sua própria subsistência e troca directa dos produtos
recolhidos, Ferreira (2010).

De acordo com Ferreira (2010), empresa é uma organização económica social integrada por
elementos humanos, matérias e técnicas que visam a concretização de determinados
objectivos e a satisfação dos seus interesses, bem como a sua participação no mercado de bens
e serviços.

2.3.2. Finalidades da empresa

Já antes foi referido que uma das finalidades da empresa é a obtenção de um rendimento que
lhe permite desenvolver a sua actividade no mercado. No entanto, a empresa não visa
exclusivamente o lucro, “pois o intuito da empresa no mercado é mais alargado, definindo
finalidades diversas, desde as finalidades económicas que lhes garantem estabilidade, até as
finalidades sociais que permitem o conhecimento do meio onde estão implantados, e que por
sua vez, poderá também gerar o referido lucro” (CAVALLI, 2013, p. 15).

Para Cavalli (2013), as finalidades da empresa podem assim classificar-se em finalidades


financeiras e finalidades não financeiras. Dentro das finalidades financeiras encontram-se a
obtenção de lucros e a criação de riquezas e das finalidades não financeiras englobamos as
finalidades sociais e de desenvolvimento.

Figura nº 1 – Esquema das Finalidades da Empresa

Ideais
Financeiras Obtenção de lucros, criação de riquezas,
aumento da capacidade produtiva e
aumento da rentabilidade.
Finalidades da
empresa Ideais
Preocupação com a sociedade, aumento na
notoriedade, criação de emprego, promove a
segurança no trabalho, desenvolvimento a
Não Financeiras
Fonte: Elaboração própria sua região, preservar o ambiente, tratar os
resíduos e aumentar a qualidade de vida.

20
2.3.3. Os recursos da empresa

A empresa utiliza recursos que são essências ao desenvolvimento da sua actividade, seja ela
de produção de bens ou de prestação de serviços. “Os recursos da empresa são por isso
variados: recursos humanos, recursos materiais, recursos tecnológicos e recursos financeiros”
(LUSTOSA, 2003, p. 35).

Recursos humanos - estes recursos representam as pessoas que estão ao serviço da empresa e
que com seu trabalho, garantem o seu funcionamento.

Recursos materiais - referem-se à instalações de equipamentos, as matérias - primas entre


outras que contribuem para o desenvolvimento da actividade da empresa.

Recursos tecnológicos - relacionam-se com os recursos materiais e dizem respeito á opções


de utilização dos métodos e dos instrumentos mais adequado a realização de uma actividade.

Recursos financeiros - estes recursos representam os meios monetários e financeiros de que a


empresa dispõe para o seu desenvolvimento ou estabilidade. Os recursos financeiros podem
ainda dividir-se em recursos próprio, constituído por capital próprio da empresa (pertencente á
empresa), e recursos alheios, constituído por capital alheio.

2.3.4. As Empresas e o meio ambiente

De acordo com Lustosa (2003), as empresas são organizações que funcionam integradas no
ambiente do qual recebem inputs (matérias-primas, mão-de-obra, tecnologia, capital, etc.)
fornece outputs encontrando-se assim, integradas num sistema aberto no qual se podem
identificar dois ambientes de funcionamento.

[Link]. Ambiente geral

O ambiente geral é a componente do meio envolvente onde as empresas operam e que


condiciona, no longo prazo, a sua actividade. É um conjunto amplo e complexo de factores
externos que envolvem e influenciam, todas as empresas. O ambiente geral ou contextual
pode ser desagregado em quatro grupos de factores: socias, económicos, políticos-legais e
tecnológico (LUSTOSA 2003).

21
2.3.5. Classificação das Empresas

[Link]. Quanto á forma jurídica

Esta classificação é importante, porque nos da conhecer quais os direitos e obrigações das
pessoas que estão ligados á propriedade da empresa.

De acordo com o artigo 2, da Lei das sociedades comerciais (Lei nº1/04 de 13 de Fevereiro
2004 ), as empresas classificam-se em:

 Empresa em nome individual;

 Sociedades comerciais;

 Sociedades por quotas;

 Sociedade Unipessoal;

 Sociedade em nome colectivo;

 Sociedades em comandita;

 Sociedades anónimas.

[Link]. Empresa em nome individual

São empresas geridas por pessoas que, tendo capacidade para praticar actos de comércios,
fazem dela profissão.

Estas empresas constituída por uma pessoa, que afecta determinados bens próprios á
actividade comercial ou industrial. Quer isso dizer que esta pessoa possui bens de duas
espécies: bens particulares, como, por exemplo, a casa em que habita ou automóvel em que
passeia; e bens que estão afectos a sua actividade económica.

Se os bens que este comerciante efectuou a sua actividade económica não forem suficientes
para solver as suas dívidas que contraiu, então passam a responder pelas dívidas os seus bens
particulares, pelo montante necessário para cobrir a parte que não foi coberta pelos bens
afectos a actividades económicas. Este facto exprime-se tecnicamente, ao afirmar-se que o
comerciante em nome individual tem responsabilidade ilimitada.

22
Toda empresa deve adoptar uma firma, isto é um nome pelo qual seja conhecida e
referenciada na sua actividade comercial, não só pelos consumidores, mais também pelas
outras empresas e pelo Estado.

A firma do comerciante em nome individual pode revestir uma das seguintes formas:

 Nome civil completo. Ex.: Nelvia Pataca Jorge;


 Nome civil abreviado Ex.: N. P. Jorge;
 Nome civil completo ou abreviado, seguido da designação da espécie do comercio que
exerce, Ex.: N.

P Jorge – pasteleira. Desde Agosto de 1986 que o empresário em nome individual pode
adoptar pela forma jurídica de estabelecimento individual de responsabilidade limitada
(EIRL). Esta forma jurídica permite proteger o património particular do empresário. Pois a
sua responsabilidade está limitada ao montante do património afecto á actividade comercial.
O capital mínimo para sua constituição é de 8.000 kz, e da firma pode constar o nome civil do
empresário, por extenso ou abreviado, acrescido ou não do referido do ramo de actividade a
que se vai dedicar e sempre seguido do adiantamento EIRL.

 N. P. Jorge, EIRL
 N. P. Jorge, Pasteleiras, EIRL

[Link]. Sociedades comerciais

São sociedades comerciais, aquelas que tenham por objectivo a prática de actos de comércio e
adoptem o tipo de sociedade em nome colectivo, de sociedade por quotas, de sociedades
anónimas, de sociedade em comandita simples ou sociedade em comandita por acções,
anónima e de sociedade unipessoal.

[Link]. Sociedades por quotas

Chama-se quotas á parte do capital com que cada sócio entra para a sociedade. Neste tipo de
sociedade, cada sócio responde apenas pelo valor da sua quota e pelo valor das quotas
subscritas, pelos restantes sócios mas só enquanto estes as não realizarem. A responsabilidade
dos sócios é, portanto, limitada. O capital mínimo para se constituir uma sociedade deste tipo
é de 20 000,00 Kwanzas.

A firma da sociedade por quotas pode revestir duas formas:

23
 Firma propriamente dita, quando referenciar os nomes de todos os sócios ou pelo
menos, o nome de um deles;

 Denominação particular, quando der a conhecer o objecto da sociedade.

A firma propriamente dita ou a denominação particular aditar-se-ão sempre as palavras


Responsabilidade Limitada ou simplesmente Limitada ou Lda.

Ex: Rosário & Mandunda, Lda

[Link]. Sociedade Unipessoal

A sociedade unipessoal funciona como uma sociedade normal, com um único sócio, que é o
titular de todo capital social. A firma desta sociedade deve ser formada pela expressão
Sociedade Unipessoal ou pela palavra Unipessoal antes da palavra limitada ou da abreviatura
Lda.

EX: Mussopo Agostinho, Unipessoal, Lda.

[Link]. Sociedade em nome colectivo

A responsabilidade deste tipo de sociedade é ilimitada e solidária, devendo apenas ser


constituída por pessoas unidas por um forte vínculo de solidariedade e uma grande confiança
recíproca.

A firma pode incluir o nome de todos os sócios ou apenas o nome de um deles, seguido, neste
caso, do adiantamento “e companhia”.

[Link]. Sociedades em comandita

É uma sociedade de responsabilidade mista, pois reúne sócios de responsabilidade limitada


(sócios comanditários) e sócios de responsabilidade ilimitada (sócios comanditados).

A firma é formada com o nome de pelo menos um dos sócios comanditários e o aditamento
”em Comandita” ou “Comandita”.

[Link]. Sociedades anónimas

A sociedade anónima não pode ser constituída por um número de sócios inferior a cinco,
salvo se a Lei o permita, os quais se denominam accionistas. O capital é dividido em acções e
cada sócio limita a sua responsabilidade no valor que subscreveu, logo, a sua responsabilidade
é limitada ao valor das acções subscritas.
24
A firma desta sociedade será formada pelo nome de um ou alguns dos sócios ou por
denominação particular ou pela união de ambos os elementos, mas em qualquer caso incluirá
a expressão “Sociedade Anonima” ou a abreviatura S.A.

2.3.6. Classificação Económica

De acordo com Cunha (2010), esta classificação as empresas dividem-se em:

[Link]. Empresas comerciais

São empresas que vendem o que compram. Compram aos fornecedores mercadorias que, de
seguida, guardião nos seus armazéns, para, passado um certo tempo, as venderem aos seus
clientes sem quaisquer transformação de fundo.

[Link]. Empresas industriais

Essas empresas, ao contrário das comerciais, não vendem o que compram mas sim o que
fabricam ou transformam. A função compra não se segue á função venda, mas sim a função
fabricação e só depois a função venda.

As empresas industriais compram matérias-primas e mátrias subsidiarias que armazenam. Na


fábrica as matérias são transformadas, desta transformação resultam, em primeiro lugar,
subsídio, subprodutos e resíduos. Os bens fabricados são armazenados e em seguida,
vendidos.

2.3.7. Classificação quanto a dimensão da empresa

[Link]. Microempresa

As microempresas empregam menos de 10 efectivos.

[Link]. Pequenas empresas

Uma pequena empresa emprega um número de efectivos inferiores a 50, mas nunca menos de
10.

[Link]. Medias empresas

Uma média empresa emprega menos de 250 efectivos.

[Link]. Grandes empresas

Uma grande empresa emprega mais de 250 efectivos.


25
Nestas classificações consideram-se todas as entidades que exerçam uma actividade
económica seja ela artesanal, comercial ou industrial.

2.3.8. A propriedade dos meios de produção

A constituição da República prevê, a coexistência de três sectores de propriedade dos meios


de produção em Angola: o sector público, o sector privado e o sector cooperativo. Surgem
assim:

[Link]. Empresas públicas

São propriedades do Estado ou outros entes públicos (organismos da administração central ou


regional e instituto de fundos autónomos)

[Link]. Empresa privadas

Pertencem a particulares que gerem um património com o objectivo de repartir entre si os


lucros que resultarem dessa gestão.

[Link]. Empresas de economia mista ou comparticipadas

São empresas cuja propriedade pertence ao Estado e a particulares, sendo a gestão repartida
por estas entidades.

EX: Cimangola, Movicel entre outras.

[Link]. Empresas cooperativas

Pertencem as pessoas que se juntam com o objectivo de produzir, distribuir ou consumir bens
e serviços, não com objectivo de obter ganhos monetários, mas de prestar o máximo de
serviço aos seus associados.

As cooperativas podem revestir a forma de:

Cooperativas de produção têm como objectivo a produção de bens e serviços de modo a


obterem um rendimento estável que é repartido pelos trabalhadores produtivos associados.
Ex: cooperativas Agrícolas, Cooperativas de produção de Artesanato etc.

Cooperativas de distribuição ou comercialização procuram facilitar o escoamento dos


produtos, produzidos, em geral, pelas cooperativas de produção.

Cooperativas de consumo procuram satisfazer os seus cooperantes com bens e serviços de boa
qualidade e a preços o mais baixo possíveis.
26
2.3.9. Classificação de empresa pela sua localização

A escolha do local para instalação da empresa também deve ser objecto de estudo atento,
tendo em conta que os factores de localização depende do tipo de negócio a desenvolver e
contribuem para o sucesso ou insucesso do empreendimento. Entre estes factores destacamos:

A proximidade das matérias-primas – para muitas indústrias, a proximidade das suas fontes
de abastecimento é muito importante, caso contrário a incidência dos custos de transporte no
preço de bem final pode ser de tal montante que, por melhor qualidade que o produto ofereça,
o seu preço não seja competitivo. O afastamento das empresas dos locais de fornecimento das
matérias-primas provoca um aumento contínuo dos custos de produção e por conseguinte o
encarecimento do produto final, diminuído a capacidade competitiva da empresa. São
exemplos de empresas em que a proximidade das fontes de matérias-primas são determinantes
do sucesso do negócio as empresas de engarrafamento de água, as empresas de produto
lácteos, entre outras.

A proximidade do mercado – é outro factor condicionante da instalação de determinadas


empresas, nomeadamente aquelas de que necessitam de permanentemente sentir as
necessidades do mercado, como sejam, todos os que dedicam-se á actividade jornalística,
produção de imagens, publicidade, etc. Em que a grande fatia dos custo de produção está
concentrada em mão-de-obra especializada com salários elevados, só possível de encontrar
nas grandes cidades onde a tecnologia e o conhecimento estão disponíveis.

A mão-de-obra - é outro dos factores a ter em consideração na instalação de uma nova


unidade produtiva. Indústrias que exigem um elevado nível de qualificação dos seus
trabalhadores devem procurar localizar-se em regiões onde o nível de instrução é elevado, de
forma a poder recrutar com alguma facilidade os quadros de que se necessitam. As empresas
de informática e as de indústrias eléctricas são apenas dois exemplos de empresas que
requerem mão-de-obra altamente especializada, devendo por conseguinte procurar localizar
em áreas onde se encontram disponível indivíduo altamente qualificados.

O factor transporte – deve também ser tomado em consideração na escolha de localização


da empresa, seja qual for a sua actividade principal. Os custos do transporte estão sempre com
maior ou menor incidência, um factor que vai onerar o custo do produto. Em geral aquelas
empresas que necessitam de importar e transformar grandes quantidades de matérias-primas,
localizam-se junto de portos marítimos ou vias de fácil acesso, de modo a minimizarem os

27
custos de produção e de distribuição dos produtos que fabricam. São exemplos disso as
siderurgias e refinarias, que se encontram localizadas junto de portos marítimos de aeroportos,
etc.

As vantagens tributárias e os incentivos à fixação das empresas são outros factores


importantes que têm sido utilizados por muito internacionais na instalação de novas unidades.

2.3.10. Classificação por sector de actividade

As empresas são distribuídas pelos sectores de actividade da seguinte forma:

Sector primário – neste sector inclui-se as empresas indústrias extractivas. As pedreiras são
exempro de indústrias extractivas. As actividades de agricultura, pecuária, pesca e silvicultura
também se englobam neste sector.

Sector secundário – neste sector incluem-se aquelas que transformam matérias-primas em


produtos acabados.

São exemplo disso a indústria automóvel e a indústria têxtil.

Sector terciário – neste sector incluem-se o comércio e a prestação de serviços.

A cada um destes corresponderá um determinado código, o Código das Actividades


Económicas.

2.3.11. Objectivo da empresa

Uma empresa pode ter vários objectivos, exportar para diversos países, ser a líder de mercado,
bater recordes em produção, produzir com responsabilidade, valorizar os seus trabalhadores,
enfim os objectivos de uma empresa são vários. No entanto apenas um motivo (obtenção de
lucros) faz com que uma empresa continue viva e permaneça por muito tempo no mercado.
“Já que ninguém abre uma empresa apenas para bonito, ou apenas para dizer que é um
empresário” (CAMPOS, 2005, p.22).

O principal objectivo de uma empresa é produzir com poucos custos obtendo maior lucro
possível. Ou seja, o principal objectivo de uma empresa é gerar lucro. Diante disso, em plena
era da informação, muitas empresas ainda não sabem utilizar estes novos recursos para ajudar
a construir uma imagem positiva, que cative o público.

O objectivo de toda e qualquer empresa é fazer bons negócios, conquistar novos clientes e
manter os actuais. A boa imagem da empresa é fundamental para o crescimento dos negócios
e principalmente, para sua sobrevivência. A comunicação é uma ferramenta poderosa que o
empresário deve acostumar-se para conquistar os seus objectivos.
28
Objectivos são resultados quantitativos e qualitativos que a empresa precisa alcançar em
prazo determinado, no contexto do seu ambiente para cumprir sua missão.

Características dos objectivos da empresa são:

Coerentes; viáveis, porém desafiantes; aprazados; mensuráveis (quantitativamente e


qualitativamente); claros, explícitos e concisos; conhecidos e acreditados por toda empresa
por toda empresa.

Os objectivos ajudam a melhorar e a resolver questões como:

 Onde se situa a empresa hoje, e para onde vamos encaminha-la no futuro?


 O que podemos esperar como resultado, ao agir dessa ou daquela forma?
 O que deve representar a empresa actualmente, e dentro de futuro previsível, para os
seus proprietários, para seu público-alvo e para sociedade a que pertence?

De acordo com Campos (2005), as empresas têm como objectivos:

 Dar lucro, renumerando o capital investido, através da satisfação das necessidades do


cliente;
 Aumentar a rentabilidade;
 Aumentar o seu valor patrimonial;
 Ter estabilidade no mercado em que actua.

2.3.12. Actividades das empresas

[Link]. As actividades internas da empresa

Para Rossetti (2003), a maioria das pessoas que pretende montar uma empresa acredita que as
principais dificuldades residem no seu processo de abertura propriamente dito (legalização).
Porém, uma empresa possui uma série de actividades básicas, para as quais o empreendedor
deve se preparar a fim de gerir bem o seu dia. São elas:

 Actividades técnicas;
 Actividades comerciais;
 Actividades financeiras;
 Actividades relacionadas á contabilidade;
 Actividades administrativas;
 Actividades relacionadas a gestão de recursos humanos.

29
[Link]. Actividades técnicas

São as actividades necessárias para a produção, no caso da indústria, as relativas a


organização/operação no caso do comércio e os procedimentos de prestação de serviços no
caso das empresas que executam esta actividade, todas envolvendo conhecimentos técnicos
específicos consagrados por experiência ou definidos em normas técnicas.

As actividades técnicas são muito amplas e englobam desde o processo de produção ou


operação, até ao controle de qualidade dos produtos e serviços, manutenção de máquinas e
equipamentos, segurança do trabalho, etc. As actividades técnicas das empresas industriais
consistem em: como produzir; das empresas comerciais consistem em como organizar/operar
o processo de vendas; das empresas de prestação de serviços consiste em como prestar
serviços

[Link]. Actividades comerciais

São as actividades necessárias para comercializar os produtos e serviços oferecidos por


empresas, começando por actividades de compra (suprimentos) e chegando as actividades de
vendas.

Quadro nº 01: Actividades comerciais

COMPRAS VENDAS
De matéria-prima Indústria De produtos de fabricação própria
De produtos para revenda Comércio De produtos fabricados por terceiros
(mercadorias)
De produtos de consumo Serviços De serviços
(insumos)
Fonte: Elaboração própria

Qualquer empresa deve ter preocupação constante com as actividades comerciais de forma a
garantir os seus insumos e matérias-primas, escoar a produção, garantir, manter a sua mão-de-
obra ocupada e garantir o seu funcionamento, gerando recursos e lucro.

[Link]. Actividades financeiras

É necessário cuidar muito bem dos recursos financeiros da empresa de forma a pagar os
fornecedores, prestadores de serviços, aluguel, taxas e empregados, controlar e cobrar os
pagamentos atrasados e fazer as previsões de investimentos futuros.

30
[Link]. Actividades relacionadas à contabilidade

A contabilidade de uma empresa é a actividade que, dentre outras coisas, envolve a


preparação e controle de guias de pagamento de imposto, recibos de pagamento de
empregados e dos livros fiscais. Normalmente não é a própria empresa que executa, de facto,
a sua contabilidade. É muito comum que esta actividade seja realizada por um contador
autónomo ou por um escritor de contabilidade. Agindo assim, além de contar com serviços de
especialista no assunto, geralmente prestados a um custo muito acessível a qualquer empresa,
o empresário pode concentrar toda sua energia e recursos nas principais actividades de sua
empresa.

Em utilizando esses serviços prestados por terceiros, o empresário deve fornecer ao


contabilista as seguintes informações:

 Facturas de compra;
 Facturas de venda;
 Contratações e demissões de funcionários;
 Notificações da fiscalização.

[Link]. Actividades administrativas

O gestor deve realizar o planeamento, a organização, controle, a direcção e a coordenação da


empresa como um todo.

Figura nº 2- Esquema das actividades administrativas

DIRECÇÃO

Planeamento Controle

Organização Coordenação

Fonte: Elaboração própria

31
[Link]. Actividades relacionadas a gestão de recursos humanos

O relacionamento com os empregados é uma das mais importantes delicadas e constantes


actividade que o gestor deve lidar no seu dia-dia. Os problemas pessoais dos empregados
passam a ser também do gestor, já que influem no funcionamento da empresa.

O gestor deve procurar exercer uma liderança participativa, envolvendo totalmente os


empregados no funcionamento da empresa. Fazendo com que eles entendam que, se a
empresa vai bem, o empregado deles também vai bem.

Os empregados devem ter conhecimentos de que os clientes não fazem um favor de vir até a
empresa, mas sim o contrário, a empresa e seus empregados devem ficar agradecidos de poder
atender aos clientes. Cabe ao gestor mostrar aos seus empregado que quem mantém os seus
empregados não é a empresa mas sim clientes.

O gestor é ainda responsável por contínuo treinamento dos seus empregados, para que todos
possam desempenhar bem as suas funções.

A empresa deve ter um plano de carreira, assim como um plano de cargos e salários, para que
os empregados tenham a possibilidade de vislumbrar um horizonte de progressão profissional
e de salário.

Finalmente, o gestor deve procurar sempre motivar os seus empregados para que possam
aumentar a qualidade e a produtividade da empresa.

 Quem lucra com tudo isso é a empresa e os clientes;

 O resultado é o lucro.

Figura nº 3 - Esquema da liderança

Treinamento
Motivação Envolvimento

Liderança

Participação Comprometimento
Fonte: Elaboração própria
32
Qualquer empresa deve ter preocupação constante com as actividades comerciais de forma a,
garantir os seus insumos e matérias-primas, escoar a produção, garantir, manter a sua mão-de-
obra ocupada e garantir o seu funcionamento, gerando recursos e lucro.

A evolução histórica da empresa tem acompanhado o homem, desde quando este se fixou a
terra e se agrupou em pequenas comunidades.

As primeiras empresas apareceram na pré-história e eram de carácter familiar e traduziam-se


em pequenas explorações, que visavam a sua própria subsistência e troca directa dos produtos
recolhidos.

Empresa é uma organização económica social integrada por elementos humanos, materiais e
técnicos que visam a concretização de determinados objectivos e a satisfação dos seus
interesses, bem como a sua participação no mercado de bens e serviços.

2.3.13. Fluxo de caixa

O fluxo de caixa é uma ferramenta que controla a movimentação financeira (as entradas e
saídas de recursos financeiros), em um período determinado, de uma empresa.

O fluxo de caixa facilita a gestão de uma empresa no sentido de saber exactamente qual o
valor a pagar com as obrigações assumidas, quais o valor a receber e qual será o saldo
disponível naquele momento. Denomina- se saldo a diferença entre os recebimentos e os
pagamentos.

Ao analisar o fluxo de caixa, se o saldo for negativo significa que empresa tem gastos a mais,
neste caso, o gestor terá que rever os gastos para conseguir aumentar a entrada de dinheiro.
Por outro lado, se o saldo for positivo indica que a empresa está conseguindo pagar as suas
obrigações e ter disponibilidades financeiras.

O fluxo de caixa é um recurso fundamental para os gestores saberem com precisão qual a
situação financeira da empresa e, com base no resultado, decidir os caminhos a seguir.

[Link]. Tipos de fluxo de caixa

Fluxo de caixa descontado é um método de avaliação usado para estimar a atractividade de


uma oportunidade de investimento. Essa análise usa projecções de fluxo de caixa livre futuro
e as desconta (na maioria das vezes utilizando o custo médio ponderado de capital), para
chegar a um valor actual, que é usado para avaliar o potencial de investimento.

33
Fluxo de caixa livre representa o dinheiro que uma empresa é capaz de gerar, após separar o
dinheiro necessário para manter ou expandir sua base de activos. É importante porque permite
que uma empresa busque oportunidades que aumentam o valor do accionista.

2.4. Papel da contabilidade na gestão das pequenas empresas

A contabilidade é essencial para a manutenção de uma empresa no mercado, para tomada de


decisões e para uma boa saúde financeira.

A contabilidade tem como foco principal o estudo da variação do conjunto de bens, direitos e
obrigações que formam o património de uma entidade (pessoa física ou jurídica). O público
em geral conhece e usa bastante o termo para se referir a algo complicado, ligado a números e
pagamento de impostos.

No mundo corporativo, a contabilidade também encontra resistência para ser utilizada de


forma abrangente. O sector contabilístico ou mesmo a área de controlo na maioria das vezes
são reconhecidos como a área da empresa que existe apenas para atender as exigências dos
órgãos de arrecadação de impostos do governo. Essa visão restrita se aplica principalmente as
micro, pequenas e até médias empresas.

Diante deste cenário é importante destacar aspectos muitas vezes não compreendidos ou
conhecidos, que contribuem para o uso limitado da contabilidade na gestão das empresas. Eles
reforçam porque é importante que os gestores se esforcem para mantê-la funcionando bem
dentro da empresa. Veja alguns motivos:

 Possibilita a prática de economia tributária na distribuição de lucro para os sócios da


empresa, com substancial redução dos impostos pagos na pessoa física;

 É imprescindível diante da necessidade de solicitação de recuperação judicial;

 Facilita a relação com as instituições financeiras no acesso a linhas de créditos;

 Representa a verdadeira situação patrimonial da empresa. Serve de prova para o sócio


que quer sair da sociedade para fins de apuração de haveres ou venda de participação;

 Prova, em juízo, a situação patrimonial nas disputas que possam existir entre herdeiros
e sucessores de sócio falecido;

 Comprova em juízo fatos cujas provas dependam de perícia contábil;


34
 Auxilia na defesa de reclamações trabalhistas quando as provas a serem apresentadas
dependam de perícia contábil.

O conhecimento desses aspectos pode ser propulsor para que a contabilidade seja vista por
esses administradores como um instrumento cuja utilidade é mais abrangente do que pensam,
indo além de um sistema que só serve para suportar as questões de ordem tributária.

35
III. CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO

3.1. Caracterização da unidade de análise

A nossa pesquisa teve lugar no Instituto Superior Politécnico Intercontinental de Luanda –


ISPIL, localizado na 1ª Região Académica, Província de Luanda, Município de Cacuaco, Nova
Urbanização-Bairro 17 de Setembro há 2 km da sede municipal e a 17 km da sede capital de
Luanda no percurso que liga este município à região Norte do País. Este município tem a
superfície territorial de 572.000 km², com os limites fronteiriços, a Leste, o rio Dande e o
município do Icolo e Bengo, através da comuna da Funda, a Sul os bairros Belo Horizonte e
Mulenvos de Baixo; a Oeste o município do Cazenga, através dos bairros, Comandante Bula,
Bairro dos Combustíveis e Bairro da Petrangol (comuna do Kikolo) e com o distrito do
Sambizanga e o Oceano Atlântico, através das comunas de Cacuaco-Sede e Kikolo.

Figura nº 4: Instituto Superior Politécnico Intercontinental de Luanda

Fonte: Elaboração própria


36
3.2. Historial e situação jurídica

O Instituto Superior Politécnico Intercontinental de Luanda, abreviadamente designado ISPIL,


se constitui num estabelecimento Privado de Ensino Superior, que desenvolve a sua
actividade nos domínios do Ensino, Pesquisa e Extensão, é nos termos da lei uma pessoa
colectiva de direito público, com estatuto de instituto privado e goza de autonomia científica,
pedagógica, administrativa, financeira e patrimonial. Foi criada pelo Decreto Presidencial nº
173/17, de 03 de Agosto, inserido no Diário da República nº 131, Iª Série, de 3 de Agosto de
2017.

O ISPIL é titulado juridicamente pela Empresa Trans-Maya, Lda, de Direito Privado


Angolano, cuja Constituição foi Publicada no Diário da República, III Série, nº 167, de 13 de
Agosto de 2013 e acrescido no seu pacto social em outros níveis de execução e produtividade,
mormente no domínio do desenvolvimento do Ensino Superior e Formação Profissional
publicado no Diária da Republica, III Série, nº 232, de 02 de Dezembro de 2015, representada
pelo Conselho de Gerência, investimento, que se encontra localizada no Município de
Cacuaco, Província de Luanda.

a) Recursos humanos

O Instituto conta com um corpo docente de 173 professores, todos colaboradores nenhum
efectivo, sendo 127 Licenciados, 40 Mestres e 06 Doutores. Além do corpo docente o
Instituto contém 60 do pessoal Administrativo e auxiliar para os serviços gerais todos
efectivos, conforme os quadros seguintes:

Quadro nº 02: Corpo Docente (não efectivos)

Total Sexo Habilitação Literária Idade


173 M F Lc. Msc. Ph.D 30-40 40-50 50-60
152 21 127 40 06 98 60 15
Fonte: Elaboração própria

Quadro nº 03: Funcionários Administrativos e efectivos

Total Sexo Habilitação Literária Idade


60 M F Md Bc Lc. Msc Ph.D 20-30 30-40 40-50
50 10 39 09 10 01 01 29 26 05
Fonte: Elaboração própria

37
Com base dos dados do quadro nº 4 dos funcionários efectivos, será a população da nossa
pesquisa tendo em conta que os não efectivos, não permanecem constantemente na Instituição
e pouco participam nas políticas de gestão da Instituição.

Quanto aos estudantes o Instituto conta com 3658 estudantes distribuídos nos três (03) turnos
e em dez (10) cursos ministrados.

Quadro nº 04: Estudantes por género

Nº CURSOS ESTUDANTES TOTAL


Masculino Feminino
01 Analise Clinica e Saúde Publica 108 382 490
02 Arquitectura e Urbanismo 28 03 31
03 Ciência de Gestão e Administração 317 310 627
04 Direito 200 112 312
05 Enfermagem 187 488 675
06 Engenharia industrial e Sistemas Eléctricos 74 09 83
07 Engenharia Informática 158 23 181
08 Pedagogia 160 248 408
09 Psicologia 319 498 817
10 Relações Internacionais 16 18 34
Total 1567 2091 3658
Fonte: Elaboração própria

b) Cursos Ministrados

A Instituição ministra os seguintes cursos:

Quadro nº 5: Cursos Ministrados

Nº CURSOS
01 Licenciatura em Analise Clinica
02 Licenciatura em Arquitectura e Urbanismo
03 Licenciatura em Ciência de Gestão e Administração
a) Gestão e Administração Pública
b) Gestão Bancaria e Seguradora
c) Gestão de Recursos Humano
d) Contabilidade e Auditoria
04 Licenciatura em Direito
05 Licenciatura em Enfermagem
06 Licenciatura em Engenharia Industrial e Sistemas Eléctricos
07 Licenciatura em Engenharia Informática
08 Licenciatura em Pedagogia
09 Licenciatura em Psicologia
a) Psicologia Criminal
b) Psicologia Clínica
c) Psicologia Escolar ou da Educação
d) Psicologia do Trabalho
10 Relações Internacionais
Fonte: Decreto executivo nº 222/20, de 18 de Agosto.
38
 Missão
O ISPIL possui uma missão definida, O ISPIL é uma instituição de ensino integrada no
Subsistema de Ensino Superior, que tem por missão o desenvolvimento de actividades de
ensino, investigação científica e prestação de serviços à comunidade.

 Visão
Ser melhor Instituição no mercado de Ensino Superior na 1ª Região Académica do MESCTI
de Angola.

 Valores
O ISPIL prima com a qualidade, parceria, pontualidade, confiança, responsabilidade e
satisfação dos estudantes.

39
IV. METODOLOGIA

4.1. Tipo de estudo

A pesquisa realizada foi classificada em pesquisa descritiva e pesquisa bibliográfica. E quanto


a sua abordagem é quantitativa.

Quantitativa: é caracterizada pelo emprego da quantificação, tanto nas modalidades de


recolhas de informações quanto no tratamento delas por meios de técnicas estatísticas
(RICHARDSON, 1999).

4.2. População e amostra

Desta feita temos como população do nosso estudo 60 funcionários, sendo que determinou-se
uma amostra de 31 funcionários.

4.2.1. Critérios de inclusão

 Foram seleccionados funcionários com uma ligação de cerca de dois anos com o
ISPIL por representarem o ponto-chave da sua gestão.

4.2.2. Critérios de exclusão

 Foram excluídos funcionários com uma ligação de um ano ao ISPIL para obter as
informações necessárias para realização desta pesquisa.

4.3. Métodos a utilizar

Como todo e qualquer trabalho de pesquisa científica, obedece a um conjunto de


procedimento para sua realização. Neste culminante trabalho cientifico não fugimos as regras.

Questionário: possibilita-nos na recolha de dados constituído por uma série ordenada de


perguntas, que devem ser respondidas por escrito pelo informante, sem a presença do
pesquisador.

4.4. Procedimentos e instrumentos ou técnicas para a colecta de dados

Para a recolha de dados sobre a entidade do estudo, elaboramos uma pesquisa que teve como
técnica de recolha de dados o questionário.

40
Segundo Gil (1999, p.129), “ construir um questionário consiste em traduzir os objectivos da
pesquisa em questões específicas”. As respostas adquiridas é que irão proporcionar os dados
requeridos para testar as hipóteses ou esclarecer o problema.

4.5. Processamento de dados

Para o processamento de dados utilizamos as ferramentas de office (excel, word...).

41
V. RESULTADOS E DISCUSSÃO

 Análise de dados

Nesta senda de pesquisa os dados analisados foram proveniente da aplicação de um


questionário

 Resultado do questionário realizado com pessoas (funcionários) afectas ao ISPIL

Tendo em conta o tema da nossa pesquisa, começamos por fazer questões que nos
conduzissem a obtenção de informações do tema em análise. Sendo assim temos:

Quadro nº 6: Distribuição dos inquiridos por género

Género Distribuição dos inquiridos


Masculino 84%
Feminino 16%
Fonte: Elaboração própria

Gráfico nº 1: Distribuição dos inquiridos por


género
Feminino
16%

Masculino
Masculino
84% Femenino

Fonte: Elaboração própria

De acordo com distribuição do género dos inquiridos alvos de estudo, os dados apontam que a
maioria (84%) é do sexo masculino e os restantes (16%) do sexo feminino.

Quadro nº 7: Distribuição dos inquiridos por idades

Grupo de idades Freq. %


18-24 12 39
25-30 8 26
31-36 4 13
37-43 4 13
Mais de 43 anos 3 9
Totais 31 100
Fonte: Elaboração própria

42
Gráfico 2: Distribuição dos inquiridos por
idades

9% 18-24
13% 39%
25-30
13%
31-36
26% 37-43
Mais de 43 anos

Fonte: Elaboração própria

A tabela e o gráfico espelham a distribuição dos inquiridos por idades resultantes da aplicação
do questionário aos inquiridos constituídos por cinco grupos de idade em ambos os géneros.
Assim sendo observamos que o maior número está na faixa etária dos 18 aos 24 anos que
corresponde a 35%; com idades compreendidas dos 25 aos 30 anos corresponde a 24%; dos
31 aos 36 com 17%; dos 37 aos 43 com 14% e com 10% totalizam os mais de 43 anos de
idade.

Quadro nº 8: O papel da contabilidade na gestão de uma empresa

Respostas Freq. %
Sim 15 48
Não 9 29
Talvez 7 23
Total 31 100
Fonte: Elaboração própria

Gráfico nº 3: O papel da contabilidade na


gestão de uma empresa

23%
48%
29%

Sim Não Talvez

Fonte: Elaboração própria

Sim tem um grande papel, visto que é por meio da contabilidade que se tem a opinião exacta
sobre o património de uma empresa. Na qual 48%, corresponde à opção (sim), 29% a opção
43
(não), 23%, tendo em conta a afirmação dos nossos inqueridos podemos assim concluir que é
fundamental se ter atenção no que se refere a aplicabilidade da contabilidade nas
organizações.

Quadro nº 9: Apoio da contabilidade na tomada de decisões

Respostas Freq. %
Sim 13 42
Não 8 26
Talvez 10 32
Total 31 100
Fonte: Elaboração própria

Gráfico nº 4: Apoio da contabilidade na


tomada de decisões

32% 42%

Sim
26%
Não
Talvez

Fonte: Elaboração própria

No que diz respeito a Contabilidade na gestão de uma empresa, é sim de ajudar o gestor a
tomar decisões, onde 42% dos nossos inquiridos responderam a opção (Sim), 26% dos nossos
inquiridos refutaram a questão e 32% acharam como uma hipótese.

Quadro nº 10: A gestão é fundamental para uma empresa?

Respostas Freq. %
Sim 14 45
Não 8 26
Talvez 9 29
Total 31 100
Fonte: Elaboração própria

44
Gráfico nº 5: A gestão é fundamental para
uma empresa?

29%
45%

Sim
26%
Não
Talvez

Fonte: Elaboração própria

É sim fundamental, tendo em conta as repostas que obtivemos dos inquiridos que na qual 45%
corresponde à opção sim, 29% à opção não e 26% que corresponde à opção talvez.

Quadro nº 11: Objectivo das empresas

Respostas Freq. %
Maximização de lucros 10 32
Satisfação dos clientes 15 49
Ser a melhor no mercado em que actua 6 19
Total 31 100
Fonte: Elaboração própria

Gráfico nº 6: Objectivo das empresas

Maximização de
lucros

22% 32% Satifação dos


clientes
46%
Ser a melhor no
mercado em que
actua

Fonte: Elaboração própria

É possível definir um ou mais objectivos para uma empresa, dependendo das suas ambições.
O importante é que todos eles sejam estratégicos, ou seja, direccionarem a empresa para um
caminho de sucesso. Sendo assim 46% corresponde com a opção (satisfação dos clientes),

45
32% com a opção (maximização dos lucros) e 22% corresponde a opção (ser a melhor no
mercado em que actua).

Quadro nº 12: Implementar a contabilidade na empresa de maneira assegurar o


património

Respostas Freq. %
O nível de Gestão 12 39
O impacto do capital 5 16
A rentabilidade da empresa 10 32
O papel da contabilidade na modernização dos capitais 4 13
Total 31 100
Fonte: Elaboração própria

Gráfico nº 7: Implementar a contabilidade na


empresa de maneira assegurar o património

13% O nível de Gestão


39%
32%
16% O impacto do capital

A rentabilidade da empresa

O papel da contabilidade na
modernização dos capitais

Fonte: Elaboração própria

Atendo à afirmação acima colocada, 39% dos inquiridos responderam à opção (o nível de
gestão), 32% que corresponde a opção ( a rentabilidade da empresa), 16% corresponde com a
opção ( o impacto do capital) e 13% que corresponde a opção ( o papel da contabilidade na
modernização dos capitais).

Quadro nº 13: Vantagem de uma empresa obter uma gestão segura

Respostas Freq. %
Boa apreciação ao nível económico e financeiro 10 32
Eficiência e eficácia na execução de suas tarefas 14 45
Tornar-se melhor no mercado em que atua 7 23
Total 31 100
Fonte: Elaboração própria

46
Gráfico nº 8: Vantagem de uma empresa
obter uma gestão segura
.
Boa apreciação ao
nível econômico e
23% financeiro
32%
Eficiência e eficácia
na execução de suas
tarefas
45%
Tornar-se melhor
no mercado em que
actua

Fonte: Elaboração própria

De acordo com a questão, 45% dos inquiridos responderam com a opção (eficiência e eficácia
na execução de suas tarefas), 32% que corresponde à opção (boa apreciação ao nível
económico e financeiro) e 23% correspondendo assim com à opção (Tornar-se melhor no
mercado em que actua).

Quadro nº 14: Impacto da contabilidade para as empresas

Respostas Freq. %
Positivo 17 55
Negativo 9 29
Nulo 5 16
Totais 31 100
Fonte: Elaboração própria

Gráfico nº 9: Impacto Da contabilidade para


as empresas

16%

55%
29%

Possitivo Negativo Nulo

Fonte: Elaboração própria

Ora, a Contabilidade acarreta um impacto positivo no que diz respeito a gestão das empresas.
Desta feita, 55% dos inquiridos responderam a opção (Positivo), 29% dos inquiridos a opção
(Negativa) e 16% que corresponde a opção (Nulo).
47
Quadro nº 15: A contabilidade pode facilitar a evolução da empresa

Respostas Freq. %
Sim 11 35
Não 5 16
Concordo 8 26
Discordo 7 23
Total 31 100
Fonte: Elaboração própria

Gráfico nº10: A contabilidade pode facilitar


a evolução da empresa

23% 35%

26%
16%

Sim Não Concordo Discordo

Fonte: Elaboração própria

De acordo com a questão, 35% dos inquiridos responderam à opção (Sim), 26% que
corresponde à opção (Concordo), 23% corresponde à opção (Discordo) e por último 16%
que corresponde à opção (Não).

Quadro nº 16: Aplicação da contabilidade na gestão das empresas

Respostas Freq. %
Sim 14 45
Não 7 23
Talvez 10 32
Total 31 100
Fonte: Elaboração própria

48
Gráfico nº 11: Aplicação da contabilidade na
gestão das empresas

32%
45%

23%

Sim Não Talvez

Fonte: Autor da pesquisa

De acordo com a questão feita, 45% dos inquiridos responderam a opção (Sim), que é
possível gerar lucros quando contabilidade é bem aplicada na gestão das empresas, 32%
corresponde a opção (Não) e 23% que corresponde a opção (Talvez).

49
VI. CONCLUSÕES

O presente trabalho teve como objectivo conhecer o papel da contabilidade na gestão de


pequenas empresas, pois a mesma estuda o registro do património com finalidade de orientar
e fornecer informações de extrema necessidade para que assim possa reger um negócio de
sucesso, haja vista que utilizando as ferramentas contabilísticas os benefícios são notórios.

Através da contabilidade, os gestores podem diagnosticar a evolução económica e financeira


de suas empresas, conhecer a situação actual e propor eventuais medidas correctivas a fim de
evitarem uma possível evolução desfavorável, e como também pode auxiliar os gestores na
definição de estratégias que podem dar uma estabilidade e equilíbrio económico e financeiro
de uma empresa.

Em suma, concluímos que a contabilidade é de extrema importância na gestão das empresas,


de acordo os resultados obtidos durante a nossa pesquisa, esses resultados que foram positivo
e satisfatório pois uma organização, independentemente do seu tamanho ou ramo de
actividade, necessita de controlos para orientar o processo de gestão. Portanto, conhecimento
da Contabilidade, de seus instrumentos contabilísticos e as diversas formas de analisá-los e
extrair informações para auxiliar nesses controlos, passa a ser um diferencial competitivo,
orientando o processo decisório, de acordo com a missão e a visão estabelecida, para a
optimização do resultado económico.

50
VII. RECOMENDAÇÕES

De acordo com os estudos feitos pelo Instituto Superior Politécnico Intercontinental de


Luanda (ISPIL) recomendamos o seguinte:

 Que a empresa faça o uso correcto da contabilidade como sua ferramenta principal de
gestão;
 Que haja actualização nos sistemas de software de gestão para um atendimento
eficiente e eficaz;
 O uso eficaz da contabilidade para que empresa (ISPIL) tenha o bom funcionamento;
 Através das ferramentas da contabilidade a empresa (ISPIL) vai ter a capacidade de
actuar de maneira decisiva na tomada de decisão;
 Será vantajoso se a empresa (ISPIL) fazer a utilização das ferramentas contabilística,
porque é por meio delas que a empresa vai obter informações necessárias e concisas a
fim de o gestor avaliar a situação financeira, económica e patrimonial da empresa de
maneira mais precisa e assim optar por investir com segurança ou fazendo ajustes,
visando o melhor desempenho da empresa.

51
VIII. BIBLIOGRAFIA

CAMPIGLIA, Américo Osvaldo. Contabilidade básica. São Paulo: Ed. Universidade de São
Paulo, 1966.

CAMPOS, Ana Paula. Organização e Gestão Empresarial. Lisboa: Plátano Editora, S.A,
2005.
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Almedina, 2010.

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Janeiro: Elsevier, 2003.

52
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Edição, Ed. Silabo, Lda. 2018

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ROSSETTI, José Paschoal. Introdução à Economia. São Paulo: Ed. Atlas, 2003.

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WILKEN, Edgard da Silva. Elementos de Contabilidade. Rio de Janeiro: Ed. Aurora, 1995.

53
APÊNDICES

I
Apêndice A – Questionário

1- Será que a contabilidade tem um papel fundamental na gestão de uma empresa?

Sim ; Não ; Talvez ; Concordo ; Discordo ;

2- O papel da contabilidade na gestão de uma empresa é de ajudar o gestor a tomar decisões?

Sim ; Não ; Talvez ; Concordo ; Discordo

3- A gestão é fundamental para as empresas?

Sim ; Não ; Concordo ; Discordo .

4- Qual é o objectivo das empresas?

a) Maximização de lucros.

b) Satisfação dos clientes.

c) Ser a melhor no mercado em que atua.

5- Será que a contabilidade pode facilitar e tornar a empresa maior no mercado competitivo?

Sim ; Não ; Concordo ; Discordo .

6- Ao implementarmos a contabilidade numa empresa de maneira a assegurar o património dessa, é


possível avaliar:

a) O nível de Gestão.

b) O impacto do capital.

c) A rentabilidade da empresa.

d) O papel da contabilidade na modernização dos capitais,

7- Quais são as vantagens que uma empresa pode obter quando a sua gestão é bem assegurada?

a) Boa apreciação ao nível económico e financeiro.

b) Eficiência e eficácia na execução de suas tarefas.

c) Tornar-se melhor no mercado em que atua.

8- Como instrumento de gestão, qual é o impacto que a contabilidade acarreta para as empresas?

a) Positivo

II
b) Negativo

c) Nulo

9- Com a aplicação da contabilidade na gestão das empresas, é possível que a empresa gera lucros?

Sim ; Não ; Talvez

III
Apêndice B – Carta de Solicitação de Pesquisa

IV
Apêndice C – Carta de Autorização de Pesquisa

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