Monografia Gelson Mussopo
Monografia Gelson Mussopo
LUANDA, 2021
UNIVERSIDADE DE BELAS
FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS E ECONÓMICAS
CURSO DE CONTABILIDADE E GESTÃO
FOLHA DE ROSTO
LUANDA, 2021 i
FICHA CATALOGRÁFICA
Autorizo a reprodução e divulgação total ou parcial deste trabalho, por qualquer meio
convencional ou electrónico para fins de estudo e pesquisa desde que citada a fonte.
DATA_________/_________/___________
Nº de páginas: 53
ii
GELSON MUSSOPO SAMUEL AGOSTINHO
FOLHA DE APROVAÇÃO
O PAPEL DA CONTABILIDADE NA GESTÃO DE PEQUENAS
EMPRESAS. ESTUDO DE CASO: INSTITUTO SUPERIOR
POLITÉCNICO INTERCONTINENTAL DE LUANDA, 2018
Aprovado,_____/_____/_____
BANCA EXAMINADORA
Presidente do Júri
____________________________
1º Vogal
_____________________________________
2º Vogal
_____________________________________
Secretário
___________________________
iii
DEDICATÓRIA
iv
EPÍGRAFE
v
AGRADECIMENTOS
Em primeiro lugar agradeço a Deus todo-poderoso, pela vida e por possibilitar que eu esteja
vivendo esse momento único da minha vida.
Aos professores e funcionários da Universidade de Belas, por todo o respeito, dedicação e
incentivo recebido durante o período de formação na instituição.
A todos os colegas da sala 19 pelo companheirismo, amizade e pelos momentos felizes
vividos durante todo o curso e especialmente a minha amiga Lucrécia S. A. Rodrigues e o seu
esposo Délcio Rodrigues.
Agradeço aos meus familiares (pais, irmãos e todos que fazem parte da minha árvore
genealógica), pelo amor, incentivo e apoio incondicional quer seja financeiro quer seja moral.
A minha noiva, filha e os meus sobrinhos que apesar da distância têm dado muita força, apoio
e incentivo.
Ao meu amigo e irmão Gabriel C. Chilongo pelo companheirismo e dificuldades vividas
durante o percurso da nossa formação.
Ao meu cunhado Eduardo Moniz, que sempre esteve nos momentos das aflições e pelos
incentivos.
Ao meu ilustre senhor professor Msc. Miguel Narciso, pela orientação, apoio, confiança e
dedicação.
Agradeço imenso aos taxistas pelos serviços prestados ao longo da minha formação.
vi
RESUMO
vii
ABSTRACT
The present work is dedicated to elucidating the role of accounting in the management of
small businesses, having as its general objective to know the impact of the role of accounting
in the management of small businesses, especially in ISPIL. Taking into account the
methodology applied to the subject in question, a descriptive and bibliographic study was
carried out and its approach is quantitative. As results referring to the role of accounting in the
management of companies with satisfactory highlights, accounting plays a large role in the
management of companies, helping them to have control over their assets and in taking
decisions that improve the functioning of the company. We conclude that accounting is
extremely important so that the management of companies is well ensured so that managers
can make coherent and effective decisions to improve the company's internal and external
environment, so we chose to recommend to ISPIL-Luanda for use correct accounting as its
main management tool, since accounting is the great instrument that helps managers to make
decisions, any company that wants to see its management well assured must apply the
accounting methods that allow it to evaluate, analyze and interpret the facts arising within the
company.
viii
LISTA DE FIGURAS
ix
LISTA DE GRÁFICOS
x
LISTA DE QUADROS
Quadro nº 13: Vantagem de uma empresa obter uma gestão segura ...................................... 46
xi
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
LDA – Limitada.
xii
ÍNDICE
FOLHA DE ROSTO ................................................................................................................. i
FICHA CATALOGRÁFICA...................................................................................................ii
DEDICATÓRIA ...................................................................................................................... iv
EPÍGRAFE ............................................................................................................................... v
AGRADECIMENTOS ............................................................................................................ vi
RESUMO.................................................................................................................................vii
ABSTRACT ...........................................................................................................................viii
LISTA DE FIGURAS.............................................................................................................. ix
LISTA DE QUADROS............................................................................................................ xi
I. INTRODUÇÃO ................................................................................................................. 1
IV. METODOLOGIA........................................................................................................ 40
VI. CONCLUSÕES............................................................................................................ 50
VII. RECOMENDAÇÕES.................................................................................................. 51
APÊNDICES ..............................................................................................................................I
Apêndice A – Questionário.................................................................................................... II
xvi
I. INTRODUÇÃO
A contabilidade, segundo Godwin e Alderman (2010), pode ser definida como processo de
identificação, mensuração e comunicação de informação económica para permitir
julgamentos e decisões.
Através da Contabilidade a empresa sabe o valor de seus activos, passivos, receitas, custos e
despesas, a rentabilidade e lucratividade do negócio, produtividade da mão-de-obra e através
disso, pode realizar um bom planeamento tributário.
1
financeira ou não). Analisando um balanço tem condições de tomar conhecimento de
praticamente toda informação contabilística e ter um parecer das informações financeiras.
O presente tema está delimitado no papel da contabilidade na gestão das pequenas empresas,
estudo de caso: INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO INTERCONTINENTAL DE
LUANDA, 2018.
Por tanto, a seguinte pesquisa para a sociedade será de grande importância porque mostrará de
facto como aplicar a contabilidade na gestão das suas empresas e, poderá ajudar aos gestores
na tomada de decisões.
H1: A contabilidade tem um grande papel na gestão das pequenas empresas, porque
ajuda os gestores na tomada de decisões coerentes e ter um controlo dos seus custos e
despesas.
H2: A contabilidade nem sempre tem um grande papel na gestão das pequenas, porque
não ajuda os gestores na tomada de decisões e ter um controlo dos seus custos e
despesas.
2
1.4. Objectivos
3
II. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
De acordo com Hendriksen e Van Breda (2010), não se sabe exactamente quem inventou a
Contabilidade. No entanto, os sistemas de escrituração por partidas dobradas foram surgindo
de forma gradativa nos séculos XIII e XIV em diversos pontos de comércio no norte da Itália.
O registro mais antigo de um sistema completo de escrituração por partidas dobradas foi
encontrado no ano 1340, nos arquivos municipais da cidade de Génova, na Itália. O frei
franciscano Luca Pacioli é considerado o primeiro codificador da contabilidade, em seu livro
intitulado suma de aritmética, geometria, proportioni et proportionalita, do ano 1494, que
tratava principalmente de matemática. Foi incluída no livro uma seção sobre o sistema de
escrituração por partidas dobradas, sendo o primeiro material publicado sobre o assunto.
Assim surgiu quase toda a maquinaria da escrituração contabilística, como conhece-se até
hoje (HENDRIKSEN; VAN BREDA, 2010).
A partir dessa obra, começam a surgir outras, quer na Itália quer em outros países. A obra de
Ângelo Pietra, em 1856, inicia uma série de outras que buscavam conceitos em Contabilidade.
Assim, guardar a memória dos acontecimentos, organizar tais memórias em demonstrativos,
analisar por meio de outros registros e informar foram preocupações dos contadores de uma
época antiga (LOPES DE SÁ, 1999).
De acordo com Sá (1998), o estudo da Contabilidade é bastante antigo, pois, desde tempos
remotos, o homem já se preocupava em controlar sua riqueza, afinal, à medida que o ele
desenvolvia um património, era necessário que procurasse desenvolver procedimentos para
determinar as suas posses e avaliá-las.
Segundo Sá (1998, p. 19) “há mais de 6.000 anos o comércio já era intenso, o controle
religioso sobre o estado já era grande e poderoso, daí derivando grande quantidade de fatos a
registrar, ensejando, também o desenvolvimento da escrita contábil”. No início, os registros
eram realizados através de pequenas peças de argila. O eminente mestre também informa que,
no Egipto, há milhares de anos, “o papiro deu origem aos livros contábeis e já se faziam
registros sofisticados, inclusive utilizando-se o sistema das matrizes (como na lógica
matemática) ”. (SÁ, 1998, p. 19). Hendriksen e Breda (1999, p. 39) afirmam que: “o primeiro
registro de um sistema completo de escrituração por partidas dobradas é encontrado nos
arquivos municipais da cidade de Génova, Itália, cobrindo o ano de 1340”. Fragmentos
4
anteriores são encontrados nas contas de Giovanni Farolfi & Companhia, uma empresa de
mercadores de Florença em 1299-1300, e nas de Rinieri Fini & Irmãos, que negociavam em
feiras e eram famosos em sua época na região de Champagne, na França.
Segundo Sá (1998), a contabilidade é uma área presente no dia-a-dia das pessoas, das
empresas e das entidades públicas, servindo para geração de informações sobre as situações
económico-financeiras das entidades. Este ponto destaca a sua origem, definição, importância,
objectivo, campo de actuação e o profissional que atua na área.
Segundo Orrú (1990, p. 12) “a Contabilidade é a ciência que estuda e controla o património
das entidades”. Na visão de Sá (1998, p. 42) “Contabilidade é a ciência que estuda os
fenómenos patrimoniais, preocupando-se com realidades, evidências e comportamentos dos
mesmos, em relação à eficácia das células sociais”. Jacinto (1990, p. 26) conceitua a
“Contabilidade como o estudo do património, suas variações, pelos efeitos das actividades
desenvolvidas pela empresa”. Logo, pode-se afirmar que a Contabilidade é uma ciência que
visa estudar, controlar e revelar o real estado do património das entidades.
De acordo com Hendriksen e Van Breda (2010), não se sabe exactamente quem inventou a
Contabilidade. No entanto, os sistemas de escrituração por partidas dobradas foram surgindo
de forma gradativa nos séculos XIII e XIV em diversos pontos de comércio no norte da Itália.
O registro mais antigo de um sistema completo de escrituração por partidas dobradas foi
encontrado no ano 1340, nos arquivos municipais da cidade de Génova, na Itália.
5
O Frei Franciscano Luca Pacioli é considerado o primeiro codificador da contabilidade, em
seu livro intitulado summa de arithmetica, geometria, proportioni et proportionalita, do ano
1494, que tratava principalmente de matemática. Foi incluída no livro uma seção sobre o
sistema de escrituração por partidas dobradas, sendo o primeiro material publicado sobre o
assunto. Assim surgiu quase toda a maquinaria da escrituração contábil, como conhece-se até
hoje (HENDRIKSEN; VAN BREDA, 2010).
A partir dessa obra, começam a surgir outras, quer na Itália quer em outros países. A obra de
Ângelo Pietra, em 1856, inicia uma série de outras que buscavam conceitos em Contabilidade.
Assim, guardar a memória dos acontecimentos, organizar tais memórias em demonstrativos,
analisar por meio de outros registros e informar foram preocupações dos contadores de uma
época antiga (LOPES DE SÁ, 1999).
De acordo com Franco (1996), a contabilidade desde o seu surgimento, é tratada como uma
ciência, arte ou técnica, dependendo do autor e das correntes do conhecimento que este segue.
Assim, apresentam-se a seguir alguns conceitos de contabilidade, de acordo com a visão de
autores diferenciados.
Para Gouveia (1984), a contabilidade é uma arte. É a arte de registrar todas as transacções de
uma companhia que possam ser expressas em termos monetários. E é também a arte de
informar os reflexos dessas transacções na situação económico-financeira dessa companhia.
Nos conceitos abordados podem-se destacar alguns pontos que são essências quando
pretende-se descrever essa ciência. Neste sentido, a Contabilidade pode ser definida como “a
ciência que registra as transacções ocorridas em uma entidade, com a finalidade de resumir
esses factos em demonstrativos, que possam expressar a situação patrimonial e de resultado
6
da entidade, com o objectivo principal de gerar informações que contribuam para tomada de
decisões”. (IUDÍCIBUS, 1995, p.16).
Na realidade actual. Grande parte das decisões empresariais precisa de uma base de
informações, e como a Contabilidade concentra em seus registos um conjunto de informações,
estas se tornam essenciais para o gestor. Iudícibus (1995).
[Link]. Objecto
É inegável que, conforme evidenciado pelo direccionamento dos estudos desenvolvidos pelas
diferentes escolas da Contabilidade, divergências houve quanto ao objecto da mesma, pois, se
para os contistas o objecto da Contabilidade era o estudo das contas; para os personalistas, era
o estudo das relações de débito e crédito entre os proprietários e os agentes consignatários;
para os controlistas, o controle económico; para os aziendalistas, a “azienda”; hoje, constata-
se que ocorre entre os estudiosos uma convergência de que o objecto da Contabilidade é o
património das entidades, conforme o ponto de vista de alguns autores citados a seguir: Para
Wilken (1995, p. 9), “é o património à disposição das aziendas no seu aspecto estático e
dinâmico”.
Franco destaca que o objecto da Contabilidade: “é o património e seu campo de aplicação das
entidades económico - administrativas, assim chamadas aquelas que para atingirem seu
objectivo, seja ele económico ou social, utilizam bens patrimoniais e necessitam de um órgão
administrativo que pratica os actos de natureza económica e financeira necessária a seus fins”.
(FRANCO, 1997, p. 19).
De acordo com Ngo (2019), o plano geral de contabilidade (PGC), posto em vigor pelos
decretos nº. 82/01 e nº. 40/02, constituiu um significativo avanço relativamente aos planos de
contas anteriores (1979 e 1989), abrindo já possibilidade de recurso ás normas internacionais
7
de contabilidade como normas supletivas sempre que se verifiquem situações a que o próprio
PGC não permita dar o devido tratamento contabilístico. São desses os princípios geralmente
aceites na contabilidade:
A base do princípio da entidade está no artigo quarto da referida resolução que em seu
parágrafo único, destaca que o património pertence à entidade, mas a recíproca não é
verdadeira. Pois a soma ou agregação contábil de patrimónios autónomos não resulta em nova
entidade, mas, numa unidade económica – contábil.
O princípio da prudência, evidencia que deve ser adoptado o menor valor para os
componentes do activo e do maior para os do passivo, sempre que se apresentem alternativas
igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o património
líquido.
8
O princípio de substancia sobre a forma, as operações devem ser contabilizadas atendendo
a sua substância e a realidade financeira e não apena a sua forma legal.
[Link]. Finalidades
Para atingir seu objectivo, a contabilidade, de acordo com Franco (1996), se utiliza de:
9
2.1.4. Importância da contabilidade para as empresas
De acordo com Ngo (2019), nenhum negócio pode ser bem gerido sem um bom controlo
financeiro. Todas as transacções que geram receitas e gastos precisam ser monitoradas de
perto, para que seja feito um balanço acerca da saúde financeira da empresa por meio de um
sector de contabilidade forte, organizado e actuante. Além disso, com a contabilidade também
levanta todas as informações relacionadas à situação patrimonial, aos lucros e aos prejuízos
do seu negócio.
A contabilidade tem sido de enorme importância para as empresas nos últimos tempos. Foi-se
“o tempo em que a contabilidade era vista apenas como uma forma de apuração e cálculo de
impostos” (NGO, 2019, p. 32).
Segundo Ngo (2019, p. 32), “a contabilidade hoje tem papel fundamental no crescimento de
uma empresa”. É ela que traz as informações necessárias para o balanço de sua empresa ao
final do período, ou seja, quanto ela vendeu e recebeu, quanto ela comprou e pagou, qual os
seus débitos e quais os seus créditos, quanto foram as despesas com funcionários, quanto
pagou de imposto, etc.
Nela contém informações muito úteis para sobrevivência da empresa, “podendo fazer
provisões futuras de quanto a empresa irá gastar e receber, se preparando para possíveis
surpresas desagradáveis que possam surgir”. (NGO, 2019, p. 33).
Segundo Silva (2002, p. 23) “uma empresa sem Contabilidade é uma entidade sem memória,
sem identidade e sem as mínimas condições de sobreviver ou de planejar seu crescimento”.
Para Oliveira (2005, p. 36) a “contabilidade gerencial fornece as informações claras, preciosas
e objectivas para a tomada de decisão”.
10
Desse modo, a contabilidade surge como uma ferramenta indispensável a qualquer tipo de
negócio, um suporte sobre o qual se apoiará o micro e pequeno empresário em suas decisões
gerenciais. “As pequenas empresas muitas vezes são desprovidas de apoio contábil em sua
administração, já que os contadores, em sua maioria apenas cumprem as obrigações fiscais e
assessórias que a legislação impõe, mas pouco ou nada fazem para auxiliar a administração
dessas empresas com informações úteis ao seu planeamento”. (OLIVEIRA, 2005, p. 36).
Conforme destaca Chér (1991, p. 36), “a contabilidade tem sido encarada como um
instrumento tão-somente para se atender a uma série de exigências legais e burocráticas, e não
encarada como um instrumento de apoio à administração”. Os pequenos empresários,
frequentemente, não dão o devido valor à contabilidade como instrumento de apoio, mas
devido ao excesso de burocracia e obrigações acessórias que suas empresas têm de cumprir,
vêem o contador como a pessoa que cuida de tudo isso, mas não como um suporte a
administração.
Segundo Longenecker (1998, p. 515) [...] “os administradores precisam ter informações
precisas, significativas e oportunas, se quiserem tomar boas decisões”. Isso é particularmente
verdadeiro quando se refere à necessidade de informações financeiras sobre as operações da
empresa. A experiência sugere que a falta de aptidão em sistemas contábeis é um factor
básico de insucesso entre pequenas empresas.
Para Chér (1991, p.35), “[...], a contabilidade desenvolve e fornece dados para o sector
financeiro da empresa, usando princípios legais e padronizados, prepara principalmente,
demonstrações financeiras”.
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dos objectivos. Somente com sua utilização o gestor terá os parâmetros necessários para sua
decisão” (SILVA, 2002, p. 85).
Para Chér (1991, p.47), “[...] os insumos básicos para a utilização dos índices são a
Demonstração de Resultado e o Balanço Patrimonial, ambos preparados pela contabilidade”.
Para se ter uma ideia da importância da análise a partir dos índices financeiros, basta
mencionar a quem tal análise interessa. Primeira e obviamente interessam ao
administrador, na medida em que fornece os instrumentos necessários para verificar
o funcionamento da empresa, aplicando-se, quando necessário, medidas correctivas
para sanar eventuais problemas detectados. Interessa ainda aos credores da empresa,
preocupados com a capacidade da mesma em honrar obrigações nas datas de
vencimento. Por último, é de interesse de todos aqueles que investem na empresa,
preocupados em identificar o grau de risco desses seus investimentos (CHER 1991,
p.48).
Como conceito, para definir Gestão, devemos orientar-nos em termos gerais, que nos dizem
que gestão é a acção e o efeito de administrar ou dirigir um determinado negócio. Portanto,
“através da uma gestão se desenvolverão uma diversidade de diligências que levarão ao
cumprimento do objectivo traçado, de um negócio ou até mesmo de um simples desejo tão
sumamente esperado” (SCHULTZ, 2016, p. 10).
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Segundo Schultz (2016), a gestão também pode ser definida como um conjunto de regras para
executar com a maior eficácia possível um negócio ou uma actividade empresarial;
definitivamente trata-se de obter sucesso em qualquer empreendimento de carácter
económico, financeiro ou político. O termo gestão vem do latim “gestio-gestionis”, que
significa executar, obter sucesso com meios adequados. Com uma gestão de boa qualidade
pode-se obter êxito em tudo o que se propõem na vida. A gestão é um meio pelo qual se
consegue, também com planeamento, resultados de qualidade e, definitivamente a gestão leva
a conseguir os objectivos propostos.
Como gestão também se subentende que é o que leva a organizar, dispor, dirigir e dar uma
ordem para que se consiga um determinado objectivo. Ao tratar do termo deve-se mencionar
que a gestão é uma tarefa que requer esforço, alguns recursos, consciência e boa vontade para
que se possa terminar esta tarefa. Utiliza-se a gestão para orientar a resolver um problema
específico, a concretizar um projecto. “A gestão também é usada para referir-se a direcção
e administração que se realiza em uma organização, empresa ou negócio” (SCHULTZ, 2016,
p. 10).
Segundo Kiamvu (2012), a gestão baseada no improviso e no “achismo” precisa dar espaço
para uma gestão profissionalizada e baseada em conhecimentos teóricos aplicados à realidade
de todos os tipos de organização. Conhecer os conceitos de transformação e situar-se no novo
contexto organizacional do século XXI é fundamental. Mesmo que já conheçamos
empiricamente essas ferramentas utilizadas, os estudos teóricos nos permitem a ampliação e
maximização destas técnicas, trazendo maior eficácia ao nosso trabalho e desenvolver as
empresas rumo à gestão consciente e cada dia mais criativa e sustentável.
Desde a revolução industrial até os dias de hoje, o homem tem gerado consideráveis avanços
na maneira de produzir, gerenciar tarefas e administrar as organizações. Estes processos
“ficaram conhecidos como evolução dos modelos de gestão. Abaixo, socializo com vocês
leitores o que compreendeu cada uma delas, seus conceitos e o que trouxeram de mudanças ao
decorrer das décadas”. (KIAMVU, 2012, p. 30).
De acordo com Kiamvu (2012), a evolução dos modelos de gestão pode ser considerada da
seguinte forma:
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Conceito das ondas de transformação, trata-se dos grandes momentos históricos da
evolução humana cada qual analisando e relacionando os aspectos políticos, sociais,
económicos, tecnológicos e organizacionais. Este período representa as ideias da
revolução industrial, da revolução tecnológica e da gestão da informação.
Era da produção; consideramos a era da produção entre 1920 a 1950, onde as empresas
desenvolveram os processos de produção sendo que a importância fundamental foi às
linhas de montagem.
Era da eficiência, consideramos como era da eficiência o período de 1950 a 1970, onde
surgiram as primeiras técnicas de controlos de produção e controles de administração.
Era da qualidade para o cliente, surgiu no período entre 1970/ 1980, onde os sistemas
produtivos visualizaram a era da satisfação do cliente.
Era dos empreendimentos e do aprendizado, a partir do ano 2000, sendo esta área
desenvolvendo novos formatos da empresa, novas relações capital trabalho, que se
desenvolveram ao longo desses últimos anos.
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2.2.2. Função da Gestão
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O nível táctico ou intermédio situa-se entre a gestão de topo e os gestores operacionais
que tomam decisões de nível médio, efectuam os planos de curto e médio prazo, ou
seja, traduzem os objectivos genéricos e os planos desenvolvidos pelos gestores de
topo, em objectivos e actividades específicas, que são as componentes tácticas. Este
nível de gestão inclui os membros executivos e chefes de nível médio;
De acordo com Reis (2018), as competências básicas para um bom desempenho e bem-
sucedido:
Técnicas;
Humanas;
Conceptuais.
Exemplo: Um vendedor de casas necessita de habilidades técnicas para que as possa vender,
isto significa que deve conhecer as suas características para que possa convencer o seu cliente
de que fará uma boa compra.
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da equipe, o encorajamento da participação, sem medos ou receios e o envolvimento das
pessoas são aspectos típicos de habilidades humanas.
Exemplo: Um técnico de futebol deverá liderar a sua equipa fora de campo para que ela tenha
uma referência a nível motivacional para competir num torneio. Segundo Maximiano, essa
habilidade é a...
Para Reis (2018), objectivos de uma Gestão Organizacional são os resultados que a empresa
deve alcançar, em prazo pré-estabelecido, para concretizar sua visão sendo competitiva no
presente e também no futuro. Objectivos bem definidos devem responder aos tópicos a seguir:
Ser mensurável;
Ser coerente com toda gestão da empresa, evitando dispersão das pessoas e dos
esforços envolvidos.
A empresa deve seleccionar temas mais adequados para definir seus objectivos e, dentro
desses temas, observar as características relacionadas acima. Muito pouco ajudará ter como
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objectivo "aumentar as vendas". É preciso saber, ao menos, em quanto e em que período. Os
objectivos bem definidos nos auxiliam na avaliação e controle da gestão organizacional. Os
objectivos devem ser mensuráveis e definidos, de modo que permita futura avaliação, caso
necessário, Reis (2018).
“No âmbito empresarial tudo se constrói - nada deve ser estático - já que as mudanças
propostas pelo ambiente devem ser seguidas, logo a gestão deve ser flexível” (REIS, 2018,
p.26).
De acordo com Reis (2018), outra prática importante num projecto de gestão inclui uma boa
comunicação. Uma comunicação truncada não permite uma gestão eficaz e tão pouco
eficiente. A diferença entre estes dois conceitos resume-se à diferença entre "fazer bem as
coisas" (Eficiência) e "fazer as coisas certas" (Eficácia).
Para Taylor (1990), uma gestão baseada em comunicação eficaz permite: Produtos
personalizados; Respostas mais rápidas; Produção no ponto de entrega; Redução dos custos e
despesas fixas; Redução de estoque; Melhor precisão e padrão de produtos e serviços;
Ligação orgânica entre todas as partes envolvidas no negócio; Efectiva globalização de
mercados.
Não existe, portanto, um modelo de gestão universalmente considerado como o melhor para
toda e qualquer empresa. Na verdade, tentar ganhar competitividade, participação de mercado
e fidelidade da clientela não constitui modelos inéditos no meio empresarial, Taylor (1990).
Neste contexto considera-se uma prática de gestão ideal aquela que trabalha - como já dizia
Taylor - com incentivo e envolvimento dos funcionários. A finalidade desse propósito de
permanente estado de envolvimento é que diante das pressões, provocadas pelas mudanças, as
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empresas podem reagir de forma construtiva com os funcionários numa melhor análise das
situações, Campos (2005).
Para Campos (2005), na prática isso nem sempre acontece. Para resolver essa situação o
primeiro passo é encontrar maneiras de motivar os colaboradores a encarar as mudanças como
desafios e incentivá-los a superar o que, às vezes, parece até mesmo inatingível.
Muito embora a Gestão Organizacional seja uma realidade em nossos dias, sua prática é ainda
uma novidade para muitas organizações. A falta de compreensão do sistema de gestão atrasa o
desenvolvimento do meio empresarial. Infelizmente, muitas organizações não se deram conta
ainda de que a administração vai muito além de conduzir os recursos tangíveis e o empenho
muscular. Administrar implica em gerir os recursos de maneira eficiente e eficaz.
Estas questões estratégicas devem ser preocupações da empresa como um todo, e não só da
alta administração. Ao mesmo tempo são perspectivas para uma auditoria que prima por um
domínio no processo administrativo e operacional, uma relevância das recomendações
ofertadas, formando assim um enfoque de subsídios para optimização de custos e gestão de
risco.
Todas estas questões envolvem desde o conhecimento das melhores práticas corporativas e da
qualidade, até a formalização da contratação de uma equipe, ou formação de um comité
interno de auditoria.
“A evolução histórica da empresa tem acompanhado o homem, desde quando este se fixou a
terra e se agrupou em pequenas comunidades”. (FERREIRA, 2010, p.10).
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2.3.1. Pré-história
De acordo com Ferreira (2010), empresa é uma organização económica social integrada por
elementos humanos, matérias e técnicas que visam a concretização de determinados
objectivos e a satisfação dos seus interesses, bem como a sua participação no mercado de bens
e serviços.
Já antes foi referido que uma das finalidades da empresa é a obtenção de um rendimento que
lhe permite desenvolver a sua actividade no mercado. No entanto, a empresa não visa
exclusivamente o lucro, “pois o intuito da empresa no mercado é mais alargado, definindo
finalidades diversas, desde as finalidades económicas que lhes garantem estabilidade, até as
finalidades sociais que permitem o conhecimento do meio onde estão implantados, e que por
sua vez, poderá também gerar o referido lucro” (CAVALLI, 2013, p. 15).
Ideais
Financeiras Obtenção de lucros, criação de riquezas,
aumento da capacidade produtiva e
aumento da rentabilidade.
Finalidades da
empresa Ideais
Preocupação com a sociedade, aumento na
notoriedade, criação de emprego, promove a
segurança no trabalho, desenvolvimento a
Não Financeiras
Fonte: Elaboração própria sua região, preservar o ambiente, tratar os
resíduos e aumentar a qualidade de vida.
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2.3.3. Os recursos da empresa
A empresa utiliza recursos que são essências ao desenvolvimento da sua actividade, seja ela
de produção de bens ou de prestação de serviços. “Os recursos da empresa são por isso
variados: recursos humanos, recursos materiais, recursos tecnológicos e recursos financeiros”
(LUSTOSA, 2003, p. 35).
Recursos humanos - estes recursos representam as pessoas que estão ao serviço da empresa e
que com seu trabalho, garantem o seu funcionamento.
De acordo com Lustosa (2003), as empresas são organizações que funcionam integradas no
ambiente do qual recebem inputs (matérias-primas, mão-de-obra, tecnologia, capital, etc.)
fornece outputs encontrando-se assim, integradas num sistema aberto no qual se podem
identificar dois ambientes de funcionamento.
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2.3.5. Classificação das Empresas
Esta classificação é importante, porque nos da conhecer quais os direitos e obrigações das
pessoas que estão ligados á propriedade da empresa.
De acordo com o artigo 2, da Lei das sociedades comerciais (Lei nº1/04 de 13 de Fevereiro
2004 ), as empresas classificam-se em:
Sociedades comerciais;
Sociedade Unipessoal;
Sociedades em comandita;
Sociedades anónimas.
São empresas geridas por pessoas que, tendo capacidade para praticar actos de comércios,
fazem dela profissão.
Estas empresas constituída por uma pessoa, que afecta determinados bens próprios á
actividade comercial ou industrial. Quer isso dizer que esta pessoa possui bens de duas
espécies: bens particulares, como, por exemplo, a casa em que habita ou automóvel em que
passeia; e bens que estão afectos a sua actividade económica.
Se os bens que este comerciante efectuou a sua actividade económica não forem suficientes
para solver as suas dívidas que contraiu, então passam a responder pelas dívidas os seus bens
particulares, pelo montante necessário para cobrir a parte que não foi coberta pelos bens
afectos a actividades económicas. Este facto exprime-se tecnicamente, ao afirmar-se que o
comerciante em nome individual tem responsabilidade ilimitada.
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Toda empresa deve adoptar uma firma, isto é um nome pelo qual seja conhecida e
referenciada na sua actividade comercial, não só pelos consumidores, mais também pelas
outras empresas e pelo Estado.
A firma do comerciante em nome individual pode revestir uma das seguintes formas:
P Jorge – pasteleira. Desde Agosto de 1986 que o empresário em nome individual pode
adoptar pela forma jurídica de estabelecimento individual de responsabilidade limitada
(EIRL). Esta forma jurídica permite proteger o património particular do empresário. Pois a
sua responsabilidade está limitada ao montante do património afecto á actividade comercial.
O capital mínimo para sua constituição é de 8.000 kz, e da firma pode constar o nome civil do
empresário, por extenso ou abreviado, acrescido ou não do referido do ramo de actividade a
que se vai dedicar e sempre seguido do adiantamento EIRL.
N. P. Jorge, EIRL
N. P. Jorge, Pasteleiras, EIRL
São sociedades comerciais, aquelas que tenham por objectivo a prática de actos de comércio e
adoptem o tipo de sociedade em nome colectivo, de sociedade por quotas, de sociedades
anónimas, de sociedade em comandita simples ou sociedade em comandita por acções,
anónima e de sociedade unipessoal.
Chama-se quotas á parte do capital com que cada sócio entra para a sociedade. Neste tipo de
sociedade, cada sócio responde apenas pelo valor da sua quota e pelo valor das quotas
subscritas, pelos restantes sócios mas só enquanto estes as não realizarem. A responsabilidade
dos sócios é, portanto, limitada. O capital mínimo para se constituir uma sociedade deste tipo
é de 20 000,00 Kwanzas.
23
Firma propriamente dita, quando referenciar os nomes de todos os sócios ou pelo
menos, o nome de um deles;
A sociedade unipessoal funciona como uma sociedade normal, com um único sócio, que é o
titular de todo capital social. A firma desta sociedade deve ser formada pela expressão
Sociedade Unipessoal ou pela palavra Unipessoal antes da palavra limitada ou da abreviatura
Lda.
A firma pode incluir o nome de todos os sócios ou apenas o nome de um deles, seguido, neste
caso, do adiantamento “e companhia”.
A firma é formada com o nome de pelo menos um dos sócios comanditários e o aditamento
”em Comandita” ou “Comandita”.
A sociedade anónima não pode ser constituída por um número de sócios inferior a cinco,
salvo se a Lei o permita, os quais se denominam accionistas. O capital é dividido em acções e
cada sócio limita a sua responsabilidade no valor que subscreveu, logo, a sua responsabilidade
é limitada ao valor das acções subscritas.
24
A firma desta sociedade será formada pelo nome de um ou alguns dos sócios ou por
denominação particular ou pela união de ambos os elementos, mas em qualquer caso incluirá
a expressão “Sociedade Anonima” ou a abreviatura S.A.
São empresas que vendem o que compram. Compram aos fornecedores mercadorias que, de
seguida, guardião nos seus armazéns, para, passado um certo tempo, as venderem aos seus
clientes sem quaisquer transformação de fundo.
Essas empresas, ao contrário das comerciais, não vendem o que compram mas sim o que
fabricam ou transformam. A função compra não se segue á função venda, mas sim a função
fabricação e só depois a função venda.
[Link]. Microempresa
Uma pequena empresa emprega um número de efectivos inferiores a 50, mas nunca menos de
10.
São empresas cuja propriedade pertence ao Estado e a particulares, sendo a gestão repartida
por estas entidades.
Pertencem as pessoas que se juntam com o objectivo de produzir, distribuir ou consumir bens
e serviços, não com objectivo de obter ganhos monetários, mas de prestar o máximo de
serviço aos seus associados.
Cooperativas de consumo procuram satisfazer os seus cooperantes com bens e serviços de boa
qualidade e a preços o mais baixo possíveis.
26
2.3.9. Classificação de empresa pela sua localização
A escolha do local para instalação da empresa também deve ser objecto de estudo atento,
tendo em conta que os factores de localização depende do tipo de negócio a desenvolver e
contribuem para o sucesso ou insucesso do empreendimento. Entre estes factores destacamos:
A proximidade das matérias-primas – para muitas indústrias, a proximidade das suas fontes
de abastecimento é muito importante, caso contrário a incidência dos custos de transporte no
preço de bem final pode ser de tal montante que, por melhor qualidade que o produto ofereça,
o seu preço não seja competitivo. O afastamento das empresas dos locais de fornecimento das
matérias-primas provoca um aumento contínuo dos custos de produção e por conseguinte o
encarecimento do produto final, diminuído a capacidade competitiva da empresa. São
exemplos de empresas em que a proximidade das fontes de matérias-primas são determinantes
do sucesso do negócio as empresas de engarrafamento de água, as empresas de produto
lácteos, entre outras.
27
custos de produção e de distribuição dos produtos que fabricam. São exemplos disso as
siderurgias e refinarias, que se encontram localizadas junto de portos marítimos de aeroportos,
etc.
Sector primário – neste sector inclui-se as empresas indústrias extractivas. As pedreiras são
exempro de indústrias extractivas. As actividades de agricultura, pecuária, pesca e silvicultura
também se englobam neste sector.
Uma empresa pode ter vários objectivos, exportar para diversos países, ser a líder de mercado,
bater recordes em produção, produzir com responsabilidade, valorizar os seus trabalhadores,
enfim os objectivos de uma empresa são vários. No entanto apenas um motivo (obtenção de
lucros) faz com que uma empresa continue viva e permaneça por muito tempo no mercado.
“Já que ninguém abre uma empresa apenas para bonito, ou apenas para dizer que é um
empresário” (CAMPOS, 2005, p.22).
O principal objectivo de uma empresa é produzir com poucos custos obtendo maior lucro
possível. Ou seja, o principal objectivo de uma empresa é gerar lucro. Diante disso, em plena
era da informação, muitas empresas ainda não sabem utilizar estes novos recursos para ajudar
a construir uma imagem positiva, que cative o público.
O objectivo de toda e qualquer empresa é fazer bons negócios, conquistar novos clientes e
manter os actuais. A boa imagem da empresa é fundamental para o crescimento dos negócios
e principalmente, para sua sobrevivência. A comunicação é uma ferramenta poderosa que o
empresário deve acostumar-se para conquistar os seus objectivos.
28
Objectivos são resultados quantitativos e qualitativos que a empresa precisa alcançar em
prazo determinado, no contexto do seu ambiente para cumprir sua missão.
Para Rossetti (2003), a maioria das pessoas que pretende montar uma empresa acredita que as
principais dificuldades residem no seu processo de abertura propriamente dito (legalização).
Porém, uma empresa possui uma série de actividades básicas, para as quais o empreendedor
deve se preparar a fim de gerir bem o seu dia. São elas:
Actividades técnicas;
Actividades comerciais;
Actividades financeiras;
Actividades relacionadas á contabilidade;
Actividades administrativas;
Actividades relacionadas a gestão de recursos humanos.
29
[Link]. Actividades técnicas
COMPRAS VENDAS
De matéria-prima Indústria De produtos de fabricação própria
De produtos para revenda Comércio De produtos fabricados por terceiros
(mercadorias)
De produtos de consumo Serviços De serviços
(insumos)
Fonte: Elaboração própria
Qualquer empresa deve ter preocupação constante com as actividades comerciais de forma a
garantir os seus insumos e matérias-primas, escoar a produção, garantir, manter a sua mão-de-
obra ocupada e garantir o seu funcionamento, gerando recursos e lucro.
É necessário cuidar muito bem dos recursos financeiros da empresa de forma a pagar os
fornecedores, prestadores de serviços, aluguel, taxas e empregados, controlar e cobrar os
pagamentos atrasados e fazer as previsões de investimentos futuros.
30
[Link]. Actividades relacionadas à contabilidade
Facturas de compra;
Facturas de venda;
Contratações e demissões de funcionários;
Notificações da fiscalização.
DIRECÇÃO
Planeamento Controle
Organização Coordenação
31
[Link]. Actividades relacionadas a gestão de recursos humanos
Os empregados devem ter conhecimentos de que os clientes não fazem um favor de vir até a
empresa, mas sim o contrário, a empresa e seus empregados devem ficar agradecidos de poder
atender aos clientes. Cabe ao gestor mostrar aos seus empregado que quem mantém os seus
empregados não é a empresa mas sim clientes.
O gestor é ainda responsável por contínuo treinamento dos seus empregados, para que todos
possam desempenhar bem as suas funções.
A empresa deve ter um plano de carreira, assim como um plano de cargos e salários, para que
os empregados tenham a possibilidade de vislumbrar um horizonte de progressão profissional
e de salário.
Finalmente, o gestor deve procurar sempre motivar os seus empregados para que possam
aumentar a qualidade e a produtividade da empresa.
O resultado é o lucro.
Treinamento
Motivação Envolvimento
Liderança
Participação Comprometimento
Fonte: Elaboração própria
32
Qualquer empresa deve ter preocupação constante com as actividades comerciais de forma a,
garantir os seus insumos e matérias-primas, escoar a produção, garantir, manter a sua mão-de-
obra ocupada e garantir o seu funcionamento, gerando recursos e lucro.
A evolução histórica da empresa tem acompanhado o homem, desde quando este se fixou a
terra e se agrupou em pequenas comunidades.
Empresa é uma organização económica social integrada por elementos humanos, materiais e
técnicos que visam a concretização de determinados objectivos e a satisfação dos seus
interesses, bem como a sua participação no mercado de bens e serviços.
O fluxo de caixa é uma ferramenta que controla a movimentação financeira (as entradas e
saídas de recursos financeiros), em um período determinado, de uma empresa.
O fluxo de caixa facilita a gestão de uma empresa no sentido de saber exactamente qual o
valor a pagar com as obrigações assumidas, quais o valor a receber e qual será o saldo
disponível naquele momento. Denomina- se saldo a diferença entre os recebimentos e os
pagamentos.
Ao analisar o fluxo de caixa, se o saldo for negativo significa que empresa tem gastos a mais,
neste caso, o gestor terá que rever os gastos para conseguir aumentar a entrada de dinheiro.
Por outro lado, se o saldo for positivo indica que a empresa está conseguindo pagar as suas
obrigações e ter disponibilidades financeiras.
O fluxo de caixa é um recurso fundamental para os gestores saberem com precisão qual a
situação financeira da empresa e, com base no resultado, decidir os caminhos a seguir.
33
Fluxo de caixa livre representa o dinheiro que uma empresa é capaz de gerar, após separar o
dinheiro necessário para manter ou expandir sua base de activos. É importante porque permite
que uma empresa busque oportunidades que aumentam o valor do accionista.
A contabilidade tem como foco principal o estudo da variação do conjunto de bens, direitos e
obrigações que formam o património de uma entidade (pessoa física ou jurídica). O público
em geral conhece e usa bastante o termo para se referir a algo complicado, ligado a números e
pagamento de impostos.
Diante deste cenário é importante destacar aspectos muitas vezes não compreendidos ou
conhecidos, que contribuem para o uso limitado da contabilidade na gestão das empresas. Eles
reforçam porque é importante que os gestores se esforcem para mantê-la funcionando bem
dentro da empresa. Veja alguns motivos:
Prova, em juízo, a situação patrimonial nas disputas que possam existir entre herdeiros
e sucessores de sócio falecido;
O conhecimento desses aspectos pode ser propulsor para que a contabilidade seja vista por
esses administradores como um instrumento cuja utilidade é mais abrangente do que pensam,
indo além de um sistema que só serve para suportar as questões de ordem tributária.
35
III. CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO
a) Recursos humanos
O Instituto conta com um corpo docente de 173 professores, todos colaboradores nenhum
efectivo, sendo 127 Licenciados, 40 Mestres e 06 Doutores. Além do corpo docente o
Instituto contém 60 do pessoal Administrativo e auxiliar para os serviços gerais todos
efectivos, conforme os quadros seguintes:
37
Com base dos dados do quadro nº 4 dos funcionários efectivos, será a população da nossa
pesquisa tendo em conta que os não efectivos, não permanecem constantemente na Instituição
e pouco participam nas políticas de gestão da Instituição.
Quanto aos estudantes o Instituto conta com 3658 estudantes distribuídos nos três (03) turnos
e em dez (10) cursos ministrados.
b) Cursos Ministrados
Nº CURSOS
01 Licenciatura em Analise Clinica
02 Licenciatura em Arquitectura e Urbanismo
03 Licenciatura em Ciência de Gestão e Administração
a) Gestão e Administração Pública
b) Gestão Bancaria e Seguradora
c) Gestão de Recursos Humano
d) Contabilidade e Auditoria
04 Licenciatura em Direito
05 Licenciatura em Enfermagem
06 Licenciatura em Engenharia Industrial e Sistemas Eléctricos
07 Licenciatura em Engenharia Informática
08 Licenciatura em Pedagogia
09 Licenciatura em Psicologia
a) Psicologia Criminal
b) Psicologia Clínica
c) Psicologia Escolar ou da Educação
d) Psicologia do Trabalho
10 Relações Internacionais
Fonte: Decreto executivo nº 222/20, de 18 de Agosto.
38
Missão
O ISPIL possui uma missão definida, O ISPIL é uma instituição de ensino integrada no
Subsistema de Ensino Superior, que tem por missão o desenvolvimento de actividades de
ensino, investigação científica e prestação de serviços à comunidade.
Visão
Ser melhor Instituição no mercado de Ensino Superior na 1ª Região Académica do MESCTI
de Angola.
Valores
O ISPIL prima com a qualidade, parceria, pontualidade, confiança, responsabilidade e
satisfação dos estudantes.
39
IV. METODOLOGIA
Desta feita temos como população do nosso estudo 60 funcionários, sendo que determinou-se
uma amostra de 31 funcionários.
Foram seleccionados funcionários com uma ligação de cerca de dois anos com o
ISPIL por representarem o ponto-chave da sua gestão.
Foram excluídos funcionários com uma ligação de um ano ao ISPIL para obter as
informações necessárias para realização desta pesquisa.
Para a recolha de dados sobre a entidade do estudo, elaboramos uma pesquisa que teve como
técnica de recolha de dados o questionário.
40
Segundo Gil (1999, p.129), “ construir um questionário consiste em traduzir os objectivos da
pesquisa em questões específicas”. As respostas adquiridas é que irão proporcionar os dados
requeridos para testar as hipóteses ou esclarecer o problema.
41
V. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Análise de dados
Tendo em conta o tema da nossa pesquisa, começamos por fazer questões que nos
conduzissem a obtenção de informações do tema em análise. Sendo assim temos:
Masculino
Masculino
84% Femenino
De acordo com distribuição do género dos inquiridos alvos de estudo, os dados apontam que a
maioria (84%) é do sexo masculino e os restantes (16%) do sexo feminino.
42
Gráfico 2: Distribuição dos inquiridos por
idades
9% 18-24
13% 39%
25-30
13%
31-36
26% 37-43
Mais de 43 anos
A tabela e o gráfico espelham a distribuição dos inquiridos por idades resultantes da aplicação
do questionário aos inquiridos constituídos por cinco grupos de idade em ambos os géneros.
Assim sendo observamos que o maior número está na faixa etária dos 18 aos 24 anos que
corresponde a 35%; com idades compreendidas dos 25 aos 30 anos corresponde a 24%; dos
31 aos 36 com 17%; dos 37 aos 43 com 14% e com 10% totalizam os mais de 43 anos de
idade.
Respostas Freq. %
Sim 15 48
Não 9 29
Talvez 7 23
Total 31 100
Fonte: Elaboração própria
23%
48%
29%
Sim tem um grande papel, visto que é por meio da contabilidade que se tem a opinião exacta
sobre o património de uma empresa. Na qual 48%, corresponde à opção (sim), 29% a opção
43
(não), 23%, tendo em conta a afirmação dos nossos inqueridos podemos assim concluir que é
fundamental se ter atenção no que se refere a aplicabilidade da contabilidade nas
organizações.
Respostas Freq. %
Sim 13 42
Não 8 26
Talvez 10 32
Total 31 100
Fonte: Elaboração própria
32% 42%
Sim
26%
Não
Talvez
No que diz respeito a Contabilidade na gestão de uma empresa, é sim de ajudar o gestor a
tomar decisões, onde 42% dos nossos inquiridos responderam a opção (Sim), 26% dos nossos
inquiridos refutaram a questão e 32% acharam como uma hipótese.
Respostas Freq. %
Sim 14 45
Não 8 26
Talvez 9 29
Total 31 100
Fonte: Elaboração própria
44
Gráfico nº 5: A gestão é fundamental para
uma empresa?
29%
45%
Sim
26%
Não
Talvez
É sim fundamental, tendo em conta as repostas que obtivemos dos inquiridos que na qual 45%
corresponde à opção sim, 29% à opção não e 26% que corresponde à opção talvez.
Respostas Freq. %
Maximização de lucros 10 32
Satisfação dos clientes 15 49
Ser a melhor no mercado em que actua 6 19
Total 31 100
Fonte: Elaboração própria
Maximização de
lucros
É possível definir um ou mais objectivos para uma empresa, dependendo das suas ambições.
O importante é que todos eles sejam estratégicos, ou seja, direccionarem a empresa para um
caminho de sucesso. Sendo assim 46% corresponde com a opção (satisfação dos clientes),
45
32% com a opção (maximização dos lucros) e 22% corresponde a opção (ser a melhor no
mercado em que actua).
Respostas Freq. %
O nível de Gestão 12 39
O impacto do capital 5 16
A rentabilidade da empresa 10 32
O papel da contabilidade na modernização dos capitais 4 13
Total 31 100
Fonte: Elaboração própria
A rentabilidade da empresa
O papel da contabilidade na
modernização dos capitais
Atendo à afirmação acima colocada, 39% dos inquiridos responderam à opção (o nível de
gestão), 32% que corresponde a opção ( a rentabilidade da empresa), 16% corresponde com a
opção ( o impacto do capital) e 13% que corresponde a opção ( o papel da contabilidade na
modernização dos capitais).
Respostas Freq. %
Boa apreciação ao nível económico e financeiro 10 32
Eficiência e eficácia na execução de suas tarefas 14 45
Tornar-se melhor no mercado em que atua 7 23
Total 31 100
Fonte: Elaboração própria
46
Gráfico nº 8: Vantagem de uma empresa
obter uma gestão segura
.
Boa apreciação ao
nível econômico e
23% financeiro
32%
Eficiência e eficácia
na execução de suas
tarefas
45%
Tornar-se melhor
no mercado em que
actua
De acordo com a questão, 45% dos inquiridos responderam com a opção (eficiência e eficácia
na execução de suas tarefas), 32% que corresponde à opção (boa apreciação ao nível
económico e financeiro) e 23% correspondendo assim com à opção (Tornar-se melhor no
mercado em que actua).
Respostas Freq. %
Positivo 17 55
Negativo 9 29
Nulo 5 16
Totais 31 100
Fonte: Elaboração própria
16%
55%
29%
Ora, a Contabilidade acarreta um impacto positivo no que diz respeito a gestão das empresas.
Desta feita, 55% dos inquiridos responderam a opção (Positivo), 29% dos inquiridos a opção
(Negativa) e 16% que corresponde a opção (Nulo).
47
Quadro nº 15: A contabilidade pode facilitar a evolução da empresa
Respostas Freq. %
Sim 11 35
Não 5 16
Concordo 8 26
Discordo 7 23
Total 31 100
Fonte: Elaboração própria
23% 35%
26%
16%
De acordo com a questão, 35% dos inquiridos responderam à opção (Sim), 26% que
corresponde à opção (Concordo), 23% corresponde à opção (Discordo) e por último 16%
que corresponde à opção (Não).
Respostas Freq. %
Sim 14 45
Não 7 23
Talvez 10 32
Total 31 100
Fonte: Elaboração própria
48
Gráfico nº 11: Aplicação da contabilidade na
gestão das empresas
32%
45%
23%
De acordo com a questão feita, 45% dos inquiridos responderam a opção (Sim), que é
possível gerar lucros quando contabilidade é bem aplicada na gestão das empresas, 32%
corresponde a opção (Não) e 23% que corresponde a opção (Talvez).
49
VI. CONCLUSÕES
50
VII. RECOMENDAÇÕES
Que a empresa faça o uso correcto da contabilidade como sua ferramenta principal de
gestão;
Que haja actualização nos sistemas de software de gestão para um atendimento
eficiente e eficaz;
O uso eficaz da contabilidade para que empresa (ISPIL) tenha o bom funcionamento;
Através das ferramentas da contabilidade a empresa (ISPIL) vai ter a capacidade de
actuar de maneira decisiva na tomada de decisão;
Será vantajoso se a empresa (ISPIL) fazer a utilização das ferramentas contabilística,
porque é por meio delas que a empresa vai obter informações necessárias e concisas a
fim de o gestor avaliar a situação financeira, económica e patrimonial da empresa de
maneira mais precisa e assim optar por investir com segurança ou fazendo ajustes,
visando o melhor desempenho da empresa.
51
VIII. BIBLIOGRAFIA
CAMPIGLIA, Américo Osvaldo. Contabilidade básica. São Paulo: Ed. Universidade de São
Paulo, 1966.
CAMPOS, Ana Paula. Organização e Gestão Empresarial. Lisboa: Plátano Editora, S.A,
2005.
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CUNHA, Paulo Olavo. Direito das Sociedades Comerciais. Coimbra: 4ª edição, Ed.
Almedina, 2010.
CREPALDI, Sílvio Aparecido. Curso básico de Contabilidade. São Paulo: Ed. Atlas, 1995.
CHÉR, Rogério. A gerência das pequenas e médias empresas. São Paulo: Ed. Maltese,
1991.
FRANCO, Hilário. Contabilidade geral. 23ª ed. São Paulo: Ed. Atlas, 1997.
FERREIRA, Manuel Portugal, Gestão Empresarial. 3º Edição, Lisboa: Ed. Técnicas, Lda.
2010.
GIL, A.C. Métodos e técnicas de pesquisa social. São Paulo: Atlas, 1999.
HENDRIKSEN, Eldon S.; BREDA, Michael F. Van. Teoria da Contabilidade. São Paulo:
Atlas, 1999.
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52
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Edição, Ed. Silabo, Lda. 2018
RICHARDSON, Roberto J. Pesquisa social: métodos e técnicas. São Paulo: Atlas, 1999.
ROSSETTI, José Paschoal. Introdução à Economia. São Paulo: Ed. Atlas, 2003.
SCHULTZ, Glauco. Introdução à Gestão de organização. Porto Alegre: Ed. UFRGS, 2016.
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Publicações, Lda. 2006.
WILKEN, Edgard da Silva. Elementos de Contabilidade. Rio de Janeiro: Ed. Aurora, 1995.
53
APÊNDICES
I
Apêndice A – Questionário
a) Maximização de lucros.
5- Será que a contabilidade pode facilitar e tornar a empresa maior no mercado competitivo?
a) O nível de Gestão.
b) O impacto do capital.
c) A rentabilidade da empresa.
7- Quais são as vantagens que uma empresa pode obter quando a sua gestão é bem assegurada?
8- Como instrumento de gestão, qual é o impacto que a contabilidade acarreta para as empresas?
a) Positivo
II
b) Negativo
c) Nulo
9- Com a aplicação da contabilidade na gestão das empresas, é possível que a empresa gera lucros?
III
Apêndice B – Carta de Solicitação de Pesquisa
IV
Apêndice C – Carta de Autorização de Pesquisa