Desigualdade social
As diferenças entre grupo produz uma separação entre posições
sociais, que forma a estratificação social que é reflexo da desigualdade social.
Comumente a desigualdade se baseia em critérios econômicos, onde os
órgãos oficias emitem uma classificação por salario e renda assim definindo as
classes sociais separadas de A á E.
A realidade social tem vindo a torna-se cada vez mais complexas e as
novas clivagens criadas em torno de fenômenos como as identificadas
comunitárias, a exclusão, os movimentos sociais, assim como a diferença
sexual, étnica, racial, religiosa, etc., assumem-se hoje como campos de
dinamização da identidade e da ação coletiva que concorrem com a classe,
apesar de geralmente se articularem com ela (ESTANQUE, 2005). Dessa
forma Estanque (2005, p.2) contribui informando que “como resultado das
atuais tendencias de globalização econômica e de fragmentação dos sistemas
de trabalho, podemos hoje invocar novas linhas de recomposição social com
forte impacto na reestruturação das classes”.
Segundo Estanque (2005, p. 16):
[...] Segundo um estudo recente, Portugal é um dos países (ao lado
do Brasil) onde estão mais presentes ideias como a de que “é preciso
ser corrupto para se ter êxito na vida” (40,7% de concordância), ou a
de que “as desigualdades existem porque beneficiam os ricos e
poderosos” (80%), ou ainda a de que “as desigualdades continuam
porque as pessoas não se unem para lutar contra elas” (69,6%)
(Cabral, 2003). Estas indicações evidenciam bem a presença dos
sentimentos de impotência e ressentimento associados ao acentuar
da precariedade.
Em suma, podemos de tudo isto retirar a ideia de que a classe, embora
tenha pedido influência enquanto determinante fundamental da ação coletiva e
da luta política, continua a estruturar mecanismos de desigualdade social que,
apesar de serem hoje mais instáveis e movediços, produzem por um lado
novas segmentações que se fazem sentir no seio dos diferentes setores da
força de trabalho que rivalizam entre si pela apropriação de recursos [...]
(ESTANQUE, 2005, p.16).
Por fim pode-se a ver uma ação de intervenção dos responsáveis
políticos e institucionais para tentarem inverter essa situação de desigualdade
social que atinge toda as sociedades, como estimulo ter a participação dos
cidadãos em fazer reformas de inclusão e justiça social e que tenha apoio de
seu estado para esses programas.
Referencias:
ESTANQUE, Elísio. Trabalho, desigualdades sociais e
sindicalismo. REVISTA CRÍTICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS, Portugal, v.71, p.
113-140, out. 2012. Acesso em: a 05 outubro 2021. URL:
http://journals.openedition.org/rccs/1023; DOI: https://doi.org/10.4000/rccs.1023