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Balanço de Energia em Engenharia Química

1) O documento apresenta conceitos fundamentais de balanço de energia em operações unitárias, incluindo definições de trabalho, calor, 1a lei da termodinâmica e entalpia. 2) São fornecidos exemplos numéricos ilustrando cálculos de trabalho, transferência de calor e propriedades termodinâmicas de substâncias puras. 3) As tabelas de propriedades dinâmicas fornecem dados necessários para cálculos envolvendo diferentes estados da matéria.

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Balanço de Energia em Engenharia Química

1) O documento apresenta conceitos fundamentais de balanço de energia em operações unitárias, incluindo definições de trabalho, calor, 1a lei da termodinâmica e entalpia. 2) São fornecidos exemplos numéricos ilustrando cálculos de trabalho, transferência de calor e propriedades termodinâmicas de substâncias puras. 3) As tabelas de propriedades dinâmicas fornecem dados necessários para cálculos envolvendo diferentes estados da matéria.

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UNIVATES

CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS


CURSO DE ENGENHARIA

Disciplina: Operações Unitárias


Professora: Manuela Gomes Cardoso

Unidade 2.2 Balanço de Energia

Para o entendimento desta unidade, é necessário o conhecimento das seguintes definições:


TRABALHO (W): O trabalho, para um sistema fechado, é o movimento da fronteira e é uma energia
que atravessa ou cruza a superfície de controle do sistema.

2
𝑊 = ∫1 𝐹 ∙ 𝑑𝑆 (Equação 1)

Para um sistema aberto, o trabalho pode ser resultante do movimento da unidade de massa
(vazão) através da entrada e saída, exercendo uma “pressão” sobre o volume de controle; pode ser
o trabalho de eixo e trabalho de fricção, causada pela viscosidade e atrito. Convenção: Trabalho de
compressão é negativo e trabalho de expanção é positivo.
EXEMPLO 1) Calcular o trabalho efetuado por um gás confinado em um pistão. Suponha o gás ideal
com R = 8,314 kPa.m3/kmol.K, à pressão de 200 kPa e temperatura de 300 K em um pistão que se
move sem resistência por atrito. O gás então se expande de 0,1 a 0,2 m3. Calcule o trabalho efetuado
na expansão através de dois diferentes passos:
a) Expansão à pressão constante;
b) Expansão a temperatura constante.

CALOR (Q): É a energia transferida através da fronteira do sistema, devido à diferença de


temperatura existente entre um sistema e outro. Convenção: Calor perdido pelo sistema
considerado é negativo e calor recebido é positivo.
EXEMPLO 2) Calcule a quantidade de vapor d’água a 121°C que deve ser adicionado a 100 kg de um
alimento cujo calor específico é cp alimento = 3,559 kJ/kg.K para aquecê-lo de 4°C a 82°C com mistura
entre o vapor e o alimento. Dados: cp água vapor = 0,45 cal/g.°C; cp água líq = 1 cal/g.°C; cL condensação água =
540 cal/g.

1ª LEI DA TERMODINÂMICA: É uma equação de conservação de energia.


Refere-se ao equacionamento da energia líquida que cruza as fronteiras do sistema:

𝑄 − 𝑊 = 𝑑𝐸

1𝑄2 − 1𝑊2 = 𝐸 (Equação 2)


1
FORMAS DE ENERGIA ENVOLVIDAS EM UM SISTEMA: Uma unidade de massa carrega consigo uma
energia total nas formas de energia interna, cinética e energia potencial.

1
𝐸 = 𝑈 + 2 𝑚 ∙ 𝑣2 + 𝑚 ∙ 𝑔 ∙ 𝑧 (Equação 3)

A energia interna está associada ao grau de agitação das moléculas e aos diferentes níveis de
energia dos elétrons, enquanto que a energia cinética está associada à velocidade do corpo e a
energia potencial à posição do corpo em relação a algum referencial.
ENTALPIA: A entalpia de um elemento de massa é a soma de sua energia interna (associada a sua
temperatura ou, grau de agitação molecular) e da energia associada ao seu estado de pressão e
volume.

𝐻 = 𝑈 + 𝑃𝑉 (Equação 4)

Assim como “v” é volume específico, “e” é energia específica, temos que:
ℎ = 𝑢 + 𝑃𝑣

A entalpia só pode ser medida estabelecendo-se um referencial, portanto:

∆ℎ = ∆𝑢 + ∆(𝑃𝑣) (Equação 5)

EQUAÇÃO DA 1ª LEI DA TERMODINÂMICA PARA SISTEMAS FECHADOS: Equacionando a 1ª Lei da


Termodinâmica (Eq. 2) com as formas de energia de um sistema:

𝑄 − 𝑊 = 𝐸𝑐 + 𝐸𝑐 + 𝑈 (Equação 6)

Substituindo os “” ficamos com a equação extendida da 1ª Lei aplicada a sistemas fechados:

𝑄−𝑊 = (Equação 7)

EXEMPLO 3) 10 libras de CO2 a temperatura ambiente (80°F) são confinados em um extintor de


incêndio de volume 4 ft3. Quanto calor deve ser retirado do extintor para que 40% do volume de
CO2 passe para o estado líquido? Utilizar Fig J.2 do apêndice J do Himmelblau & Riggs, Fifth Ed.,1989.

QUANTIDADES ESPECÍFICAS OU INTENSIVAS: Independem da quantidade de matéria.


𝑈
Fazendo: 𝑢 = 𝑚 (energia interna específica)
𝑄
𝑞 = 𝑚 (calor por unidade de massa)
𝑊
𝑤= (trabalho por unidade de massa)
𝑚

Podemos dividir a Eq. (7) por massa (em kg) para obter as energias por unidade de massa:
2
𝑞−𝑤 = (Equação 8)

Considerando que a energia pode estar atuando em uma determinada taxa (= energia no
∆𝑊 ∆𝑄
tempo), faremos: 𝑊̇ = ∆𝜃 e 𝑄̇ = ∆𝜃 .
𝑘𝑔
Devemos então multiplicar a Eq. (8) por uma grandeza que esteja na unidade de [ 𝑠 ]. Esta
grandeza já foi definida anteriormente, como sendo taxa mássica (𝑚̇):
Ficamos então após multiplicar a Eq. (8) por (𝑚̇):

𝑄̇ − 𝑊̇ = 𝑚̇(𝑢2 − 𝑢1 ) + 1⁄2 𝑚̇(𝑐2 2 − 𝑐1 2 ) + 𝑚̇𝑔(𝑧2 − 𝑧1 ) (Equação 9)


Ou isolando (𝑚̇):

𝑄̇ − 𝑊̇ = 𝑚̇[(𝑢2 − 𝑢1 ) + 1⁄2 (𝑐2 2 − 𝑐1 2 ) + 𝑔(𝑧2 − 𝑧1 )] (Equação 10)

As Equações 9 e 10 consistem na 1ª lei da termodinâmica aplicada a sistemas fechados. Aqui


o trabalho pode ser associado ao trabalho da expansão ou contração do volume.

Em sistemas abertos, o termo do trabalho pode ser subdivido em três formas, como: (i) o
trabalho devido ao movimento da unidade de massa (FLUXO) através da entrada ou saída,
exercendo uma “pressão” sobre o volume de controle (𝑊𝐹 ), semelhante ao que o êmbolo faria num
sistema fechado; (ii) o trabalho de eixo (𝑊𝐸 ), também chamado de trabalho útil; (iii) o trabalho de
fricção, causada pela viscosidade e atrito (𝑊𝜏 ), também chamado de trabalho perdido.

𝑊 = 𝑊𝐹 + 𝑊𝐸 + 𝑊𝜏

O trabalho 𝑊𝐹 está associado a uma variação na pressão ou no volume do fluido, então


faremos:
𝑊𝐹 = +∆(𝑃 ∙ 𝑉)
O sinal positivo corresponde a convenção de que expansão deve gerar trabalho positivo e
compressão deve gerar trabalho negativo.
Ainda, se quisermos o trabalho por unidade de massa, podemos fazer:

𝑤𝐹 = +∆(𝑃 ∙ 𝑣)
Onde 𝑣 é o volume específico. Para ficarmos com taxa de trabalho em unidade de energia no
tempo (J/s ou cal/s) multiplicamos por taxa mássica:

𝑊̇𝐹 = +𝑚̇[∆(𝑃 ∙ 𝑣)]

Agora podemos substituir as três formas de trabalho na Eq.(10):

𝑄̇ − 𝑊̇𝐸 − 𝑊𝜏 − 𝑚̇[∆(𝑃 ∙ 𝑣)] = 𝑚̇[(𝑢2 − 𝑢1 ) + 1⁄2 (𝑐2 2 − 𝑐1 2 ) + 𝑔(𝑧2 − 𝑧1 )] (Equação 11)

Rearranjando:

3
𝑄̇ − 𝑊̇𝐸 − 𝑊𝜏 = 𝑚̇[∆(𝑃 ∙ 𝑣) + (𝑢2 − 𝑢1 ) + 1⁄2 (𝑐2 2 − 𝑐1 2 ) + 𝑔(𝑧2 − 𝑧1 )] (Equação 12)

A combinação dos termos acima de acordo com a definição de entalpia:

ℎ = 𝑢 + 𝑃𝑣  ∆ℎ = ∆𝑢 + ∆(𝑃𝑣)
Resulta:

𝑄̇ − 𝑊̇𝐸 − 𝑊𝜏 = 𝑚̇[∆ℎ + 1⁄2 (𝑐2 2 − 𝑐1 2 ) + 𝑔(𝑧2 − 𝑧1 )] (Equação 13)

USO DAS TABELAS DE PROPRIEDADES DINÂMICAS DE SUBSTÂNCIAS PURAS: As tabelas nos


fornecem dados das propriedades termodinâmicas em função da temperatura, pressão e do estado
da substância, se em estado de saturação (líquido ou vapor saturado ou uma mistura de vapor e
líquido saturados), de vapor superaquecido ou líquido comprimido.
EXEMPLO 4) Um dessuperaquecedor é um equipamento no qual ocorre a mistura de vapor
superaquecido com líquido numa relação tal que se obtém vapor saturado na seção de saída do
equipamento. Um dessuperaquecedor é alimentado com uma vazão de 0,5 kg/s de vapor d’água
superaquecido a 5 MPa e 400°C e a alimentação de água líquida ocorre a 5 MPa e 40°C. Sabendo
que a transferência de calor no equipamento é desprezível e que, na seção de saída a pressão do
vapor saturado é 4,5 MPa, determine a vazão de água líquida necessária na unidade de
dessuperaquecimento.
EXEMPLO 5) Uma caldeira produz 1.000 kg/h de vapor saturado a uma pressão de 3,0 kgf/cm2
absoluta. A caldeira é simultaneamente alimentada com água a 25°C e com 800 kg/h de condensado
a 120°C, que retorna do processo de geração de energia na turbina. Calcular a carga térmica (calor
cedido à caldeira) para a produção do vapor desejado, sabendo que a corrente de purga retira 20
kg/h de líquido da caldeira. Para a solução do problema utilize os seguintes dados:
Calor específico da água líquida (cp): 1 kcal/kg°C
Entalpia da água da purga: 133 kcal/kg

EXEMPLO 6) Um evaporador é alimentado com 5.000 kg/h de uma solução de açúcar em água a 15%
em massa de açúcar e 90°C. A solução é concentrada até 60% em massa de açúcar, com o sistema
operando a 59,7°C, sem que ocorra a cristalização. Supondo que o vapor deixa o evaporador na
forma de vapor saturado, determine a carga térmica de aquecimento da unidade. Dados adicionais:

Calor específico das soluções de açúcar:


- solução 15%: 0,8 kcal/kg°C
-solução 60%: 0,6 kcal/kg°C

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