Português
Fatos da Língua Portuguesa (porque, por que, porquê e por quê; onde,
aonde e donde; há e a)
01) Concurso: Ag Tel Pol/PC SP/2018 Banca: VUNESP
O exorcismo
Rosário, a feiticeira andaluza, estava há muitos anos lutando contra os demônios. O
pior dos satanases tinha sido seu sogro. Aquele malvado tinha morrido estendido
na cama, na noite em que blasfemou*, e o crucifixo de bronze soltou-se da parede
e quebrou-lhe o crânio.
Rosário se ofereceu para desendemoniar-nos. Jogou no lixo a nossa bela máscara
mexicana de Lúcifer e esparramou uma fumaçarada de arruda, manjerona e louro
bendito. Depois pregou na porta uma ferradura com as pontas para fora, pendurou
alguns alhos e derramou, aqui e acolá, punhadinhos de sal e montões de fé.
– Ao mau tempo, cara boa, e para a fome, viola – disse. E disse que dali para a
frente era conosco, porque a sorte não ajuda quem não a ajuda a ajudar.
(Eduardo Galeano, O livro dos abraços. Adaptado)
*Proferiu palavras ofensivas à divindade.
Na pronúncia, as palavras ―mau‖ e ―porque‖, destacadas nos dois últimos
parágrafos do texto, muitas vezes não se distinguem de ―mal‖ e ―por que‖, o que
acaba por refletir- se em emprego inadequado delas, na escrita. Assinale a
alternativa em que essas palavras estão corretamente empregadas no contexto.
a) A polícia descobriu os meios por que atuam as quadrilhas que assaltam à luz do
dia, mau disfarçando o que fazem.
b) Uma informação mal interpretada causa grandes problemas, porque gera
resposta e ações inadequadas.
c) O que o funcionário, até então, mau sabia é o motivo porque seu nome foi posto
na lista dos não promovidos.
d) Ainda não se descobriu porque o projeto foi devolvido ao setor de planejamento;
suspeita-se que tenha sido mau feito.
e) As peças foram devolvidas por que acusaram mal funcionamento e provocaram
acidentes.
02) Concurso: Ass Adm/UFTM/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Anuncia-se o assunto na introdução. Ao se receber uma visita, a primeira coisa é
abrir-lhe a porta. Da mesma forma, na exposição, é preciso abrir o assunto.
A introdução encerra, implicitamente, toda a exposição, dando ideia de como será
desenvolvida. Para tal, ela precisa conter certa dose de entusiasmo. Não há por que
se precipitar de chofre* sobre o assunto. Carece incitar, previamente, o auditório.
Acender os flashes principais da exposição, prestando atenção para o ponto de
partida. Preparar-se para a marcha inicial. Não se começa a viagem sem se saber o
destino; fazem-se provisões e previsões; avisam-se os amigos e hotéis.
A introdução é o espaço onde se anuncia, se coloca, se promete, se desperta...
Introduzir é convidar. Mas para que se possa pensar ―o que vou dizer‖ é preciso
haver refletido sobre o assunto.
(Edivaldo Boaventura, Como ordenar as ideias. Adaptado)
* de chofre: repentinamente
Quando chega __à___ introdução do texto, o leitor espera que ali esteja anunciado
o assunto. É preciso preparar-se para a marcha inicial, pois não se dá início __à___
viagem sem se saber o destino. Cabe __a___ essa parte do texto convidar o leitor
para a leitura.
Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas do enunciado devem ser
preenchidas, respectivamente, com:
a) à ... há ... a
b) na ... a ... à
c) a ... à ... há
d) na ... à ... à
e) à ... à ... a
03) Concurso: Alun Of/PM SP/2017 Banca: VUNESP
Leia a tira.
CJ. Politicopatas. Folha de S.Paulo, 31.08.2017. Adaptado)
Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas nas falas das personagens
devem ser preenchidas, respectivamente, com:
a) suspensão … têm … Porque
b) suspenção … tem … Por que
c) suspensão … tem … Por quê
d) suspenssão … tem … Porquê
e) suspenção … têm … Por quê
04) Concurso: Ag Ad/Pref Registro/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto a seguir:
Todo condomínio com 50 unidades ou mais precisa fazer_____ separação do lixo
reciclável. Pelo menos, é o que diz uma lei em vigor______ 11 anos no estado de
São Paulo.
A consciência ambiental é, então, o que mais tem motivado os edifícios residenciais
a aderir _____ prática.
É preciso informar moradores e funcionários sobre o que será enviado_____
reciclagem para que a separação seja efetiva.
(Carolina Muniz. Disponível em: https://tudomaisumpouco.
blogfolha.uol.com.br/2018/07/07/o-que-fazer-se-seu-condominionao- tem-coleta-seletiva/.
Acesso em: 07.07.2018. Adaptado)
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do
texto, conforme a norma-padrão da língua portuguesa.
a) a … há … à … à
b) à … a … à … a
c) a … à … a … à
d) à … há … a … a
e) a … a … à … à
05) Concurso: Aux Adm/SAAE Barretos/2018 Banca: VUNESP
Quanto ao uso de porque, porquê e por que, assinale a alternativa que apresenta
frase corretamente escrita.
a) Porquê esquizofrênicos e bipolares relatam seus sonhos de maneiras diferentes?
b) Os pesquisadores foram questionados por que utilizaram um método
computacional.
c) Há sempre um porque por trás de problemas que afetam a mente.
d) Os resultados são tão bons por que o estudo foi realizado com atenção.
e) As entrevistas porquê passaram os pacientes foram feitas no Nordeste.
06) Concurso: Aux Leg/CM Guaratinguetá/2016 Banca: VUNESP
Leia a tira, para responder à questão.
(Ciça, Pagando o pato)
Assinale a alternativa em que a palavra destacada está empregada com o sentido
que tem na frase – É, não gosta mesmo…
a) Este carro é o mesmo que os assaltantes usaram na fuga, no roubo ao banco.
b) Tome cuidado para não cair no mesmo erro de lançar boatos no trabalho.
c) Constataram que foi mesmo o namorado que emprestou o dinheiro à moça.
d) Mesmo que se esforce, não conseguirá todo o dinheiro para pagar a dívida ao
credor.
e) É muito egoísta: pensa só e sempre em si mesmo e em seus interesses...
07) Concurso: Almo/CM Itatiba/2015 Banca: VUNESP
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Chicungunha
Como se a dengue fosse pouco, bate à porta o vírus chicungunha, transmitido pelo
mesmo mosquito.
No Brasil, o Ministério da Saúde contabilizou 337 casos no dia 11 de outubro,
número que saltou para 824 em duas semanas, distribuídos principalmente entre
Oiapoque, no Amapá, Feira de Santana e Riachão do Jacuípe, na Bahia.
A disseminação rápida é atribuída à ausência de imunidade na população e à
distribuição dos mosquitos-vetores capazes de transmitir o vírus: Aedes aegypti e
Aedes albopictus, os mesmos da dengue.
O nome chicungunha veio da língua Kimakonde, com o significado de ―homem que
anda arqueado‖, referência às dores articulares da enfermidade.
Como a história da dengue e da febre amarela, a do chicungunha é indissociável do
comportamento humano. O aquecimento e a seca que assolaram o norte da África
há 5000 anos forçaram espécies ancestrais dos mosquitos a adaptar-se
___________ ambientes ___________ os homens armazenavam água.
A febre chicungunha, que emergiu na África, chegou ___________ Ásia e
___________ Américas.
O chicungunha já é uma ameaça para nós, como demonstra a velocidade de
disseminação na Bahia e no Amapá.
(Folha de S.Paulo, 15 nov. 2014. Adaptado)
Assinale a alternativa em que é correto completar a frase com a forma verbal há,
assim como em – O aquecimento e a seca que assolaram o norte da África há 5000
anos forçaram espécies ancestrais…
a) O vírus chicungunha só foi reconhecido _______ partir dos anos 1950.
b) Depois de um período médio de incubação de três _______ sete dias, surgem:
febre alta, cefaleia e dores musculares.
c) Pelo menos 30% da população será infectada, _______ menos que se adotem
medidas intensivas de combate ao mosquito.
d) Ao contrário da dengue, porém, _______ infecção pelo chicungunha causa
doença em 72 a 95% das pessoas picadas pelo mosquito infectado.
e) O tráfico de escravos africanos se encarregou, _______ alguns séculos, de
espalhar pelo mundo o mosquito e os vírus que o infectavam.
Formação e Estrutura das palavras
08) Concurso: Tec Adm/PM SP/2016 Banca: VUNESP
Leia a tirinha para responder à questão.
(André Dahmer, Malvados. Disponível em: www.folha.uol.com.br)
Dois vocábulos formados a partir do mesmo processo de derivação pelo qual foi
formado o termo perigosíssimo são:
a) palestra e tecnologia.
b) advento e tecnologia.
c) perigoso e recentemente.
d) palestra e recentemente.
e) perigoso e lugar.
09) Concurso: Ag Tel Pol/PC SP/2018 Banca: VUNESP
O exorcismo
Rosário, a feiticeira andaluza, estava há muitos anos lutando contra os demônios. O
pior dos satanases tinha sido seu sogro. Aquele malvado tinha morrido estendido
na cama, na noite em que blasfemou*, e o crucifixo de bronze soltou-se da parede
e quebrou-lhe o crânio.
Rosário se ofereceu para desendemoniar-nos. Jogou no lixo a nossa bela máscara
mexicana de Lúcifer e esparramou uma fumaçarada de arruda, manjerona e louro
bendito. Depois pregou na porta uma ferradura com as pontas para fora, pendurou
alguns alhos e derramou, aqui e acolá, punhadinhos de sal e montões de fé.
– Ao mau tempo, cara boa, e para a fome, viola – disse. E disse que dali para a
frente era conosco, porque a sorte não ajuda quem não a ajuda a ajudar.
(Eduardo Galeano, O livro dos abraços. Adaptado)
*Proferiu palavras ofensivas à divindade.
A criação da palavra ―fumaçarada‖ associa fumaçada e fumarada, formadas a partir
de fumaça. É correto afirmar que a palavra criada produz efeito estilístico
compatível com a ideia de
a) comparativo, grande quantidade.
b) diminutivo, pequena intensidade.
c) diminutivo, pouca qualidade.
d) aumentativo, grande quantidade.
e) aumentativo, média intensidade.
10) Concurso: Of Prom/MPE SP/I/2016 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Japão irá auxiliar Minas Gerais com a experiência no enfrentamento de tragédias
Acostumados a lidar com tragédias naturais, os japoneses costumam se reerguer
em tempo recorde depois de catástrofes. Minas irá buscar experiência e tecnologias
para superar a tragédia em Mariana
A partir de janeiro, Minas Gerais irá se espelhar na experiência de enfrentamento
de catástrofes e tragédias do Japão, para tentar superar Mariana e recuperar os
danos ambientais e sociais. Bombeiros mineiros deverão receber treinamento por
meio da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), a exemplo da troca
de experiências que já acontece no Estado com a polícia comunitária, espelhada no
modelo japonês Koban.
O terremoto seguido de um tsunami que devastou a costa nordeste do Japão em
2011 deixando milhares de mortos e desaparecidos, e prejuízos que quase
chegaram a US$ 200 bilhões, foi uma das muitas tragédias naturais que o país
enfrentou nos últimos anos. Menos de um ano depois da catástrofe, no entanto, o
Japão já voltava à rotina. É esse tipo de experiência que o Brasil vai buscar para
lidar com a tragédia ocorrida em Mariana.
(Juliana Baeta, http://www.otempo.com.br, 10.12.2015. Adaptado)
No trecho – Bombeiros mineiros deverão receber treinamento... – (1o
parágrafo), a expressão em destaque é formada por substantivo + adjetivo, nessa
ordem. Essa relação também se verifica na expressão destacada em:
a) Entrou silenciosamente, com um espanto indisfarçável.
b) Estiveram presentes à festa meus estimados padrinhos.
c) Trata-se de um lutador bastante forte e preparado.
d) A imprudente atitude do advogado trouxe-me danos.
e) Alguma pessoa teve acesso aos documentos da reunião?
11) Concurso: Ag Esc/Pref GRU/2016 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Alunos dizem mais praticar do que sofrer bullying*,
mostra pesquisa do IBGE
Assim como na pesquisa de 2012 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), mais entrevistados relataram em 2015 terem praticado do que sofrido
bullying, não apenas na escola, mas em qualquer ambiente que frequentam.
Meninas são menos provocadoras do que meninos: 15,6% das alunas disseram já
ter praticado bullying, enquanto entre os alunos a proporção sobe para 24,2%. A
prática é um pouco mais frequente nas escolas privadas (21,2% dos entrevistados
disseram fazer bullying) do que na rede pública (19,5%). Sofreram bullying com
frequência 7,4% (194,6 mil) dos alunos do 9º ano, principalmente por causa da
aparência do corpo ou do rosto.
* bullying: situação que envolve agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de
maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas.
(http://educacao.uol.com.br, 26.08.2016. Adaptado)
Considere as seguintes construções do 2º parágrafo:
Meninas são menos provocadoras do que meninos…
A prática é um pouco mais frequente nas escolas privadas […] do que na
rede pública…
Nos contextos em que são empregadas, as palavras destacadas estabelecem
relação de
a) comparação.
b) negação.
c) correção.
d) dúvida.
e) aprovação.
12) Concurso: Tec Adm/PM SP/2015 Banca: VUNESP
Leia o capítulo de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, para
responder à questão.
O cimo da montanha
Quem escapa a um perigo ama a vida com outra intensidade. Entrei a amar Virgília
com muito mais ardor, depois que estive a pique de a perder, e a mesma coisa lhe
aconteceu a ela. Assim, a presidência não fez mais do que avivar a afeição
primitiva; foi a droga com que tornamos mais saboroso o nosso amor, e mais
prezado também. Nos primeiros dias, depois daquele incidente, folgávamos de
imaginar a dor da separação, se houvesse separação, a tristeza de um e de outro, à
proporção que o mar, como uma toalha elástica, se fosse dilatando entre nós; e,
semelhantes às crianças, que se achegam ao regaço das mães, para fugir a uma
simples careta, fugíamos do suposto perigo, apertando-nos com abraços.
— Minha boa Virgília!
— Meu amor!
— Tu és minha, não?
— Tua, tua...
E assim reatamos o fio da aventura, como a sultana Scheherazade* o dos seus
contos. Esse foi, cuido eu, o ponto máximo do nosso amor, o cimo da montanha,
donde por algum tempo divisamos os vales de leste e de oeste, e por cima de nós o
céu tranquilo e azul. Repousado esse tempo, começamos a descer a encosta, com
as mãos presas ou soltas, mas a descer, a descer...
* personagem principal das Mil e uma noites, em que é a narradora que conta ao sultão as histórias
que vão adiando a sentença de morte dela.
(1998, p. 128-129)
Entrei a amar Virgília com muito mais ardor, depois que estive a pique de a perder,
e a mesma coisa lhe aconteceu a ela.
Um termo que expressa ideia de equivalência nessa passagem é:
a) muito.
b) mais.
c) depois.
d) perder.
e) mesma.
Conjugação/Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
13) Concurso: Esc/CM Sertãozinho/2019 Banca: VUNESP
Vacina na marra
Uma das piores coisas que pais podem fazer a seus filhos é privá-los de vacinas.
Ainda assim, devo dizer que fiquei chocado com o artigo de uma promotora do
Ministério Público, no qual ela defende não só multa para genitores que deixem de
imunizar seus rebentos, mas também a busca e apreensão das crianças para
vaciná-las.
Imagino até que a adoção de medidas extremas como propõe a promotora possa
fazer sentido em determinados contextos, como o de uma epidemia fatal que
avança rapidamente e pais que, induzidos por vilões internacionais, se recusam a
imunizar seus filhos.
Há motivos para acreditar que as sucessivas quedas na cobertura vacinal
registradas por aqui se devam mais a uma combinação de desleixo paterno com
inadequações da rede do que a uma maciça militância antivacinal. Há até quem
afirme que a queda é menor do que a anunciada pelo Ministério da Saúde, que, por
problemas técnicos, não estaria recebendo informações atualizadas de alguns
municípios.
Seja como for, tenho a convicção de que, se a fórmula mais draconiana propugnada
por ela fosse adotada, acabaríamos produzindo mais mal do que bem.
O ponto central é que o sistema de saúde precisa ser visto pelo cidadão como um
aliado e não como um adversário. Se a percepção que as pessoas têm do posto de
saúde for a de que ele é uma entidade que pode colocar a polícia atrás de famílias
para subtrair-lhes os filhos, elas terão bons motivos para nunca mais pôr os pés
numa unidade.
A ideia de que o sistema de saúde precisa ser protegido de ações que possam
minar a confiança que o público lhe deposita não é estranha ao mundo do direito.
Não é por outra razão que a legislação penal e códigos de ética proíbem o
profissional de saúde de divulgar segredos de pacientes e até de denunciar crimes
que tenham cometido.
(Hélio Schwartsman. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br
/colunas/ helioschwartsman/2018/08/ vacina-na-marra.shtml. Acesso em 11.11.2018. Adaptado)
A forma verbal destacada na frase ―Não me parece, entretanto, que tenhamos
chegado a uma situação dessas.‖ – expressa a ideia de possibilidade de que algo
possa se realizar, assim como ocorre em:
a) ... acabaríamos produzindo mais mal do que bem.
b) A ideia de que o sistema de saúde precisa ser protegido...
c) Há motivos para acreditar que as sucessivas quedas...
d) Imagino até que a adoção de medidas extremas...
e) Uma das piores coisas que pais podem fazer a seus filhos...
14) Concurso: Ag/Pref Itapevi/Manutenção/2019 Banca: VUNESP
Assinale a alternativa em que o verbo destacado está no tempo presente.
a) Chegava uma visita inesperada...
b) Logo mais estariam pedindo o sofá...
c) Beatriz não estranhou o pedido...
d) ... o máximo que Fabrício testemunha na vida adulta...
e) ... no dia seguinte a vizinha voltou com o abajur...
15) Concurso: Sold/PM SP/2ª Classe/2018 Banca: VUNESP
(www.sbotrj.com.br)
O modo verbal em ―não digite‖ expressa um conselho, assim como ocorre com a
expressão destacada em:
a) Como não haverá expediente bancário na sexta-feira, o boleto poderá ser pago
na segunda-feira.
b) O morador não autorizou a entrada do técnico para a medição do consumo de
gás no imóvel.
c) Atenção: não se esqueçam de usar o cinto de segurança também no banco de
trás do automóvel.
d) Pesquisadores canadenses descobriram que o macarrão não induz o ganho de
peso.
e) Os candidatos que não apresentarem um documento com foto não poderão
realizar a prova.
16) Concurso: APP/PC SP/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
O aspecto mais perverso da brutal recessão de 2014-16 – e da lenta recuperação
que a sucedeu até agora – é o custo desproporcional imposto aos mais pobres.
Como primeiro impacto, o fechamento de vagas no mercado de trabalho e a queda
da renda reverteram uma trajetória de avanços sociais que já completava uma
década. Durante o longo ciclo de retração, a taxa de desemprego subiu de 6,5%
para 13,7%, ou, dito de outro modo, 5,9 milhões de pessoas perderam seus postos
de trabalho.
A retomada do crescimento econômico, iniciada no ano passado, tem se mostrado
tímida e, embora a desocupação tenha caído um pouco, a qualidade das vagas
geradas deixa a desejar.
Não surpreende, pois, que os dados mais recentes da Pesquisa Nacional por
Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE mostrem um quadro deteriorado.
A partir deles, a consultoria LCA calculou que em 2017 a pobreza extrema se
elevou em 11%. Conforme os números publicados pelo jornal Valor Econômico,
14,8 milhões de brasileiros são miseráveis – considerando uma linha de R$ 136
mensais. O Nordeste abriga 55% desse contingente.
Embora não se possa afirmar com certeza, uma vez que o IBGE alterou a
metodologia da Pnad e ainda não divulgou as novas séries históricas, é plausível
que também a exorbitante desigualdade social brasileira tenha aumentado com a
recessão.
(Miséria brasileira, editorial. Folha de S.Paulo. 14.04.2018. Adaptado)
Exprime ideia de possibilidade a expressão verbal destacada na passagem:
a) Conforme os números publicados pelo jornal Valor Econômico, 14,8 milhões de
brasileiros são miseráveis...
b) ... dito de outro modo, 5,9 milhões de pessoas perderam seus postos de
trabalho.
c) ... é plausível que também a exorbitante desigualdade social brasileira tenha
aumentado com a recessão.
d) ... a qualidade das vagas geradas deixa a desejar.
e) ... reverteram uma trajetória de avanços sociais que já completava uma década.
17) Concurso: Ag Tel Pol/PC SP/2018 Banca: VUNESP
Frei Caneca e a Virgem Maria
No dia 13 de janeiro de 1825, um condenado caminhava com passos firmes na
direção da forca, no centro do Recife. Era o frei Joaquim do Amor Divino Caneca, o
lendário Frei Caneca, lutador incansável pela independência do Brasil. Ele tinha
participado da revolta da Confederação do Equador, sufocada pelo governo de
Pernambuco. Vestia o hábito da Irmandade da Madre de Deus. Sob o olhar curioso
da multidão, foi submetido ao degradante ritual da desautoração*, perdendo os
direitos eclesiásticos, para que pudesse enfrentar o suplício da forca.
Impassível e altivo, deixou que os monges despissem suas vestes sagradas.
Permaneceu firme quando recebeu na tonsura** o golpe simbólico da excomunhão.
O carrasco já se preparava para o gesto fatal, quando recuou, com o rosto pálido,
dizendo que a Virgem Maria estava junto ao condenado. Veio então o ajudante do
carrasco, que também se recusou a executar Frei Caneca, diante da visão da
Virgem Maria. Aí foram buscar dois escravos. E esses, mesmo duramente
açoitados, negaram-se a participar da execução. O juiz mandou trazer dois presos
da cadeia pública e lhes ofereceu a liberdade em troca da execução de Frei Caneca.
E eles igualmente se negaram, alegando a visão da Virgem Maria.
Mas era preciso matar Frei Caneca de qualquer jeito, como exemplo para
desencorajar futuros conspiradores. O juiz então ordenou que ele fosse fuzilado.
Percebendo que os soldados tremiam com as armas na mão, Frei Caneca procurou
exortá-los:
– Vamos, meus amigos. Não me façam sofrer muito. Virgem Maria há de
compreender os vossos temores. Tenham fé, ela já os perdoou.
E os tiros provocaram um arrepio na multidão silenciosa.
(Eloy Terra. 500 anos: Crônicas pitorescas da história do Brasil. Adaptado)
*Desautoração: privação da dignidade do cargo, como medida punitiva.
**Tonsura: corte redondo dos cabelos no topo da cabeça dos clérigos.
Observe a relação temporal entre as situações expressas pelos verbos destacados
nos seguintes trechos: (I) No dia 13 de janeiro de 1825, um condenado caminhava
com passos firmes na direção da forca, no centro do Recife. (II) Ele tinha
participado da revolta da Confederação do Equador. (III) Vestia o hábito da
Irmandade da Madre de Deus.
É correto concluir que
a) a situação expressa no trecho II é anterior à expressa no trecho I.
b) a situação expressa no trecho I é posterior à expressa no trecho III.
c) a situação expressa no trecho II é simultânea à expressa no trecho III.
d) as situações expressas nos trechos II e III são anteriores à expressa no trecho I.
e) as situações expressas nos trechos I e II são concomitantes.
18) Concurso: Ag Pol/PC SP/2018 Banca: VUNESP
Leia a tira.
Considerando a correlação entre as formas verbais, conforme a norma-padrão, as
lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, com:
a) visse ... reporta
b) ver ... reporte
c) veria ... reporte
d) vir ... reporte
e) verá ... reporta
19) Concurso: PP/PC SP/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
O Clube dos Suicidas
A senhora – o que foi que tomou mesmo? Comprimidos. Não sabe que
comprimidos? Gardenal. Tomou Gardenal. Muitos? Cuidado, não pise no fio do
microfone. Dez comprimidos. E o que foi que sentiu? Uma tontura gostosa! Vejam
só, uma tontura gostosa! Não é notável? Uma tontura gostosa. E foi por causa de
quem? Olha o fio. Do marido. O marido bebia. Batia também? Batia. Voltava
bêbado e batia. Quebrava toda a louça. Agora prometeu se regenerar. E ela não vai
mais tomar Gardenal. Palmas. Olha o fio. Fica ali, à esquerda. Ali, junto com as
outras. Depois recebe o brinde. Aproveito este breve intervalo para anunciar que a
moça loira da semana passada – lembram, aquela que tomou ri-do-rato? Morreu.
Morreu ontem. A família veio aqui me avisar. Foi uma dura lição, infelizmente ela
não poderá aproveitar. Outros o farão. E a senhora? Ah, não foi a senhora, foi a
menina. Que idade tem ela? Dez. Tomou querosene? Por que a senhora bateu nela?
A senhora não bate mais, ouviu? E tu não toma mais querosene, menina. A
propósito, que tal o gosto? Ruim. Não tomou com guaraná? Ontem esteve aqui
uma que tomou com guaraná. Diz que melhorou o gosto. Não sei, nunca provei. De
qualquer modo, bem-vinda ao nosso Clube. Fica ali, junto com as outras. Cuidado
com o fio. Olha um homem! Homem é raro aqui. O que foi que houve? A mulher lhe
deixou? Miserável. Ah, não foi a mulher. Perdeu o emprego. Também não é isto.
Fala mais alto! Está desenganado. É câncer? Não sabe o que é. Quem foi que
desenganou? Os doutores às vezes se enganam. Fica ali à esquerda e aguarde o
brinde. E esta moça? Foi Flit? Tu pensas que é barata, minha filha? Vai ali para a
esquerda. Olha o fio, olha o fio. E esta senhora, tão velhinha – já me disseram que
a senhora quis se enforcar. É verdade? Com o fio do ferro elétrico, quem diria! E
dá? Mostra para nós como é que foi. Pode usar o fio do microfone.
(Moacyr Scliar, Os melhores contos, 1996)
Nos trechos ―Cuidado, não pise no fio do microfone.‖, ―Fica ali, à esquerda.‖ e
―Mostra para nós como é que foi.‖, o apresentador emprega o verbo no imperativo,
respectivamente, com as seguintes finalidades:
a) advertência, solicitação e ordem.
b) solicitação, pedido e pedido.
c) pedido, orientação e ordem.
d) advertência, orientação e pedido.
e) ordem, solicitação e orientação.
20) Concurso: Ass Adm I/UNESP/Campus Itapeva/2017 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Fogo e Madeira
Não foi pouco para um único dia de fiscalização. Dois caminhões, um trator, uma
camionete e uma pá carregadeira foram inutilizados pelo Ibama*, por servirem à
extração ilegal de madeira na divisa entre Rondônia e Mato Grosso.
Embora os agentes do instituto tivessem o que comemorar, seria incorreto
qualificar como êxito o que ocorreu – pelo menos de uma perspectiva mais
alongada no tempo.
A facilidade com que se encontraram sinais flagrantes de desmatamento nada mais
revela do que o extremo de sem-cerimônia dos madeireiros ilegais na Amazônia.
Autorizada por decreto de 2008, a destruição dos equipamentos empregados nessa
atividade predatória parece ser uma das poucas punições efetivamente ressentidas
pelos infratores. Levada a cabo por meio de helicópteros, a ação do Ibama
afugenta, pelo mero estardalhaço de sua aproximação, os responsáveis diretos pelo
crime.
Porém, mal os helicópteros levantam voo novamente, o desmatamento prossegue.
Operações dessa monta se fazem de raro em raro, e os madeireiros não chegam a
abalar-se da área protegida.
Além da óbvia extensão da floresta, outros fatores tornam complexa a fiscalização.
Madeireiros possuem, por exemplo, licença para a exploração sustentável do
recurso natural, mas a utilizam para enveredar em áreas protegidas.
Iniciativas mais extensas e difíceis, mas de maior alcance, envolveriam o
engajamento da população em outras atividades atraentes do ponto de vista
econômico. A falta de alternativas de trabalho sem dúvida explica por que
madeireiros ilegais encontram algum apoio entre os habitantes da região. Ainda
que fulgurante, a ação de poucos fiscais será incapaz de interromper o
desmatamento.
(Folha de S.Paulo, 24.12.2016. Adaptado)
* Ibama: Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis
No trecho do penúltimo parágrafo do texto ―Iniciativas mais extensas e difíceis,
mas de maior alcance, envolveriam o engajamento da população...‖, a forma
verbal em destaque expressa sentido de
a) improbabilidade.
b) certeza.
c) ação concluída.
d) dúvida.
e) possibilidade.
21) Concurso: Tec/CRBio 01/Auxiliar Administrativo/2017 Banca: VUNESP
Leia o texto de Adriana Gomes para responder à questão.
Tentação do imediato
É difícil definir o status de uma época quando ainda se está nela, mas certamente
uma das características marcantes do momento atual é o imediatismo. Percebo a
tendência de simplificação nos procedimentos e a opção pelas ações que oferecem
vantagens imediatas e menores riscos, sem considerar as consequências futuras.
Esse comportamento pode ser resultante da dificuldade de se lidar com as
frustrações geradas, basicamente, por três motivos: demora, contrariedade e
conflito. Seus efeitos podem ser agressão, regressão e fuga.
Um experimento famoso feito na Universidade Stanford (EUA), no final dos anos
1960, testou a capacidade de crianças resistirem à atração da recompensa
instantânea – e rendeu informações úteis sobre a força de vontade e a
autodisciplina. Aquelas que resistiram tiveram mais sucesso na vida.
A atitude imediatista praticamente impacta todas as decisões, desde a vida pessoal
à rotina das empresas, chegando até à condução do país. O que importa é o hoje e
o agora!
Muitas vezes, o valor da durabilidade e da consistência – o longo prazo – parece
uma história fantasiosa. Entretanto, a vida prática confirma que o investimento em
educação de qualidade e a dedicação aos estudos, por exemplo, geram bons
resultados futuros. Profissionais bem qualificados e competentes em suas áreas de
atuação, ou seja, aqueles que se dedicaram, aprofundaram seus conhecimentos e
os praticaram, costumam encontrar melhores opções na vida profissional.
É preciso, todavia, acreditar nessa equação e investir tempo e dinheiro para colher
seus frutos.
Os atalhos são tentadores, mas seus resultados a longo prazo tendem a ser
frustrantes.
(Folha de S.Paulo, 31.01.2016. Adaptado)
Considere a frase elaborada a partir das ideias do texto.
Se a pessoa _________ nessa equação e investir tempo e dinheiro, poderá colher
bons frutos.
A lacuna dessa frase deve ser preenchida, de acordo com a norma-padrão da língua
portuguesa, com:
a) ter crença
b) pôr foco
c) querer apostar
d) poder crer
e) vir sentido
22) Concurso: Sold/PM SP/2ª Classe/2017 Banca: VUNESP
Leia os textos para responder à questão.
“Efeito Google” muda uso da memória humana
Pense rápido: qual o número de telefone da casa em que morou quando era
criança? E o celular das pessoas com quem tem trocado mensagens recentemente?
Por certo, foi mais fácil responder à primeira pergunta do que à segunda – mas
você não está sozinho. Estudos científicos chamam esse fenômeno de ―efeito
Google‖ ou ―amnésia digital‖, um sintoma de um comportamento cada vez mais
comum: o de confiar o armazenamento de dados importantes aos nossos
dispositivos eletrônicos e à internet em vez de guardá-los na cabeça.
Na internet, basta um clique para vasculhar um sem-número de informações.
Segundo Adrian F. Ward, da Universidade de Austin, nos Estados Unidos, o acesso
rápido e a quantidade de textos fazem com que o cérebro humano não considere
útil gravar esses dados, uma vez que é fácil encontrá-los de novo rapidamente. ―É
como quando consultamos o telefone de uma loja: após discar e fazer a ligação,
não precisamos mais dele‖, explica Paulo Bertolucci, da Unifesp.
É o que mostra também uma pesquisa recente conduzida pela empresa de
segurança digital Kaspersky, realizada com 6 mil pessoas em países da União
Europeia. Ao receberem uma questão, 57% dos entrevistados tentam sugerir uma
resposta sozinhos, mas 36% usam a internet para elaborar sua resposta. Além
disso, 24% de todos os entrevistados admitiram esquecer a informação logo após
utilizá-la para responder à pergunta – o que gerou a expressão ―amnésia digital‖.
Para Bertolucci, no entanto, o conceito é incorreto. ―Amnésia significa esquecer-se
de algo; na ‗amnésia digital‘, a pessoa não chega nem a aprender e, portanto, não
consegue esquecer algo que escolheu nem lembrar.‖
(Bruno Capelas. O Estado de S.Paulo, 06.06.2016. Adaptado)
3 maneiras de melhorar sua memória comprovadas pela ciência
Está se sentindo esquecido? Vale testar as dicas que separamos, baseadas na
ciência, para recuperar o controle sobre sua memória.
Primeiro, associe suas memórias com objetos físicos. Você já deve ter passado por
este problema: acabou de ser apresentado a alguém e, assim que a pessoa vira as
costas, já esqueceu como ela se chama. Acontece – mas é extremamente
embaraçoso precisar perguntar o nome dela novamente. A dica é associar o nome a
algum objeto. Por exemplo, se você acabou de conhecer a Giovana e ela estava
próxima a uma janela, pense nela como a Giovana da Janela.
Segundo, não memorize apenas por repetição. Ao ver ou participar de
apresentações, você deve ter sentido isto: é muito claro quando alguém apenas
decorou o que devia falar. Mas basta acontecer alguma mudança no roteiro para
que a pessoa se perca. Memorizar algo de fato depende de compreensão. Então, ao
pensar em falas e apresentações, tente entender o conceito todo ao redor do que
você está falando. Pesquisas mostram que apenas a repetição automática pode até
impedir que você entenda o que está expondo.
Terceiro, rabisque! Estudos indicam que rabiscar enquanto ―ingerimos‖ informações
não visuais (em aulas, por exemplo) aumenta a capacidade de nossa memória.
Uma pesquisa de 2009 mostrou que pessoas que rabiscavam enquanto ouviam uma
lista de nomes lembravam 29% a mais os nomes ditos.
(Luciana Galastri. Revista Galileu, 03.02.2015. http://revistagalileu.globo.com. Adaptado)
Considere as seguintes frases:
Primeiro, associe suas memórias com objetos físicos.
Segundo, não memorize apenas por repetição.
Terceiro, rabisque!
Um verbo flexionado no mesmo modo que o dos verbos empregados nessas frases
está em destaque em:
a) ... o acesso rápido e a quantidade de textos fazem com que o cérebro humano
não considere útil gravar esses dados...
b) Na internet, basta um clique para vasculhar um sem-número de informações.
c) ... após discar e fazer a ligação, não precisamos mais dele...
d) Pense rápido: qual o número de telefone da casa em que morou quando era
criança?
e) É o que mostra também uma pesquisa recente conduzida pela empresa de
segurança digital Kaspersky...
23) Concurso: Aux AA/CM Mogi Cruzes/2017 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
O substituto da vida
Quando meu instrumento de trabalho era a máquina de escrever, eu me sentava a
ela, escrevia o que tinha de escrever, relia para ver se era aquilo mesmo, fechava a
máquina, entregava a matéria e ia à vida.
Se trabalhasse num jornal, isso incluiria discutir futebol com o pessoal da editoria
de esporte, ir à esquina comer um pastel ou dar uma fugida ao cinema.
Se já trabalhasse em casa, ao terminar de escrever eu fechava a máquina e abria
um livro, escutava um disco ou dava um pulo rapidinho à praia. Só reabria a
máquina no dia seguinte.
Hoje, diante do computador, termino de produzir um texto, vou à lista de
mensagens para saber quem me escreveu, deleto mensagens inúteis, respondo às
que precisam de resposta, eu próprio mando mensagens inúteis. Quando me dou
conta, já é noite lá fora e não saí da frente da tela.
Com o smartphone seria pior ainda. Ele substituiu a caneta, o bloco, a agenda, o
telefone, a banca de jornais, a máquina fotográfica, o álbum de fotos, a câmera de
cinema, o DVD, o correio, a secretária eletrônica, o relógio de pulso, o despertador,
o gravador, o rádio, a TV, o CD, a bússola, os mapas, a vida. É por isso que nem
lhe chego perto – temo que ele me substitua também.
(Ruy Castro. Folha de S.Paulo. 02.01.2016. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a forma verbal em destaque expressa a probabilidade
de um fato ou um evento ocorrer.
a) Quando meu instrumento de trabalho era a máquina de escrever…
b) … fechava a máquina, entregava a matéria e ia à vida.
c) Hoje, diante do computador, termino de produzir um texto…
d) … vou à lista de mensagens para saber quem me escreveu…
e) Com o smartphone seria pior ainda.
24) Concurso: Esc /TJ SP/2017 Banca: VUNESP
Há quatro anos, Chris Nagele fez o que muitos executivos no setor de tecnologia já
tinham feito – ele transferiu sua equipe para um chamado escritório aberto, sem
paredes e divisórias.
Os funcionários, até então, trabalhavam de casa, mas ele queria que todos
estivessem juntos, para se conectarem e colaborarem mais facilmente. Mas em
pouco tempo ficou claro que Nagele tinha cometido um grande erro. Todos estavam
distraídos, a produtividade caiu, e os nove empregados estavam insatisfeitos, sem
falar do próprio chefe.
Em abril de 2015, quase três anos após a mudança para o escritório aberto, Nagele
transferiu a empresa para um espaço de 900 m² onde hoje todos têm seu próprio
espaço, com portas e tudo.
Inúmeras empresas adotaram o conceito de escritório aberto – cerca de 70% dos
escritórios nos Estados Unidos são assim – e até onde se sabe poucos retornaram
ao modelo de espaços tradicionais com salas e portas.
Pesquisas, contudo, mostram que podemos perder até 15% da produtividade,
desenvolver problemas graves de concentração e até ter o dobro de chances de
ficar doentes em espaços de trabalho abertos – fatores que estão contribuindo para
uma reação contra esse tipo de organização.
Desde que se mudou para o formato tradicional, Nagele já ouviu colegas do setor
de tecnologia dizerem sentir falta do estilo de trabalho do escritório fechado. ―Muita
gente concorda – simplesmente não aguentam o escritório aberto. Nunca se
consegue terminar as coisas e é preciso levar mais trabalho para casa‖, diz ele.
É improvável que o conceito de escritório aberto caia em desuso, mas algumas
firmas estão seguindo o exemplo de Nagele e voltando aos espaços privados.
Há uma boa razão que explica por que todos adoram um espaço com quatro
paredes e uma porta: foco. A verdade é que não conseguimos cumprir várias
tarefas ao mesmo tempo, e pequenas distrações podem desviar nosso foco por até
20 minutos.
Retemos mais informações quando nos sentamos em um local fixo, afirma Sally
Augustin, psicóloga ambiental e de design de interiores.
(Bryan Borzykowski, “Por que escritórios abertos podem s
ser ruins para funcionários.” Disponível em:<www1.folha.uol.com.br>.
Acesso em: 04.04.2017. Adaptado)
Iniciando-se a frase – Retemos mais informações quando nos sentamos em um
local fixo... – com o termo Talvez, indicando condição, a sequência que apresenta
correlação dos verbos destacados de acordo com a norma- padrão será:
a) reteremos ... sentávamos
b) retivéssemos ... sentássemos
c) reteríamos ... sentarmos
d) retínhamos ... sentássemos
e) retivemos ... sentaríamos
25) Concurso: Aux Lg/CM Itanhaém/2017 Banca: VUNESP
Assinale a alternativa em que os verbos conjugados e a colocação dos pronomes
em destaque apresentam-se de acordo com a norma-padrão.
a) Se eu vir uma mulher vindo em minha direção, não me desviarei dela.
b) Me esforcei para que a mulher me visse e se desviava de mim.
c) Talvez eu tinha evitado o choque se tinha desviado-me da mulher.
d) Desviem-se das pessoas quando verem que elas vêm em sua direção.
e) Se nos vermos diante de uma pessoa distraída, evitaremos colidir com ela.
26) Concurso: At SG/CM Marília/2017 Banca: VUNESP
Leia o texto de Lygia Fagundes Telles para responder à questão a seguir.
A disciplina do amor Foi na França, durante a Segunda Grande Guerra: um jovem
tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho.
Postava-se na esquina, um pouco antes das seis da tarde. Assim que via o dono, ia
correndo ao seu encontro e, na maior alegria, acompanhava-o com seu passinho
saltitante de volta à casa.
A vila inteira já conhecia o cachorro, e as pessoas que passavam faziam-lhe
festinhas e ele correspondia, chegava a correr todo animado atrás dos mais
íntimos. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em
que seu dono apontava lá longe.
Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi convocado. Pensa que o
cachorro deixou de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar
ansioso naquele único ponto, a orelha em pé, atenta ao menor ruído que pudesse
indicar a presença do dono bem-amado. Assim que anoitecia, ele voltava para casa
e levava sua vida normal de cachorro até chegar o dia seguinte. Então,
disciplinadamente, como se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao posto de
espera.
O jovem morreu num bombardeio, mas no pequeno coração do cachorro não
morreu a esperança. Quiseram prendê-lo, distraí-lo. Tudo em vão. Quando ia
chegando aquela hora, ele disparava para o compromisso assumido, todos os dias.
Com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram se esquecendo
do jovem soldado que não voltou. Casou-se a noiva com um primo. Os familiares
voltaram-se para outros familiares. Os amigos, para outros amigos. Só o cachorro
já velhíssimo continuou a esperá-lo na sua esquina. As pessoas estranhavam, mas
quem esse cachorro está esperando?… Uma tarde (era inverno) ele lá ficou, o
focinho voltado para ―aquela‖ direção.
(http://www.beatrix.pro.br/index.php/a-disciplina-do-amor-lygia-fagundes-telles/ Adaptado)
A forma verbal destacada indica ação realizada habitualmente pelo sujeito em:
a) ... e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia...
b) Mas eu avisei que o tempo era de guerra...
c) Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo?
d) ... e levava sua vida normal de cachorro até chegar o dia seguinte.
e) Os familiares voltaram-se para outros familiares.
27) Concurso: At SG/CM Marília/2017 Banca: VUNESP
A forma verbal destacada foi empregada, de acordo com a norma-padrão da língua
portuguesa, em:
a) Para justificar a pobreza, os governantes põem a culpa na economia mundial.
b) As pessoas honestas tem se revoltado contra a situação do país.
c) Se os eleitores quererem um país melhor, não votarão nos corruptos.
d) Se haver participação dos cidadãos, construiremos uma sociedade mais justa
para o Brasil.
e) Se as pessoas fazerem constantes denúncias, poderemos coibir ilegalidades de
toda espécie.
28) Concurso: Aux Adm/SAAE Barretos/2018 Banca: VUNESP
Leia a tira para responder à questão.
(Laerte. Folha de S. Paulo, 28.07.2018. Adaptado)
Respectivamente, no primeiro, no segundo, no terceiro e no quarto quadrinho, os
tempos verbais conferem ideia de
a) presente, presente, passado e futuro.
b) futuro, passado, futuro e passado.
c) presente, passado, presente e passado.
d) passado, passado, futuro e futuro.
e) passado, presente, futuro e passado.
29) Concurso: Tele/CM Olímpia/2018 Banca: VUNESP
Leia o trecho da crônica para responder à questão.
O que nos distancia e nos faz ignorar que somos uma só espécie? Como aceitamos
abismos sociais tão cruéis?
A razão desses questionamentos foi um jovem adolescente na mesa ao lado da
minha na padaria onde tomei o café da manhã antes de ir ao trabalho. Ainda que
bem arrumado e cabelo penteado, percebia-se que era um rapaz economicamente
vulnerável, humilde.
Ele tinha na mesa uma xícara de café, como eu, e um pão provavelmente recheado
de presunto e queijo. Mas o que me chamou a atenção para aquela quase criança
foi que, enquanto alguns na padaria conversavam em suas mesas, todos os demais
aproveitavam para mexer no celular, menos ele. O rapaz comia o pão e tomava o
café, olhando para a mesa à sua frente e para o vazio da parede adiante.
Ele estava inibido, pois parecia não sentir pertencer àquele lugar. Por que afinal ele
não apanhava seu celular e começava a dedilhar nele, mandando mensagens,
postando fotos? Concluí que ele não tinha um celular. Sua situação de pobreza não
devia permitir esse prazer. E isso o incomodava.
Diferentemente do que se pode esperar de adultos, conscientes de seu lugar no
mundo e seguros o suficiente para sentarem-se sozinhos à mesa de qualquer lugar
e desfrutar o momento independentemente de um aparelho tecnológico nas mãos,
os adolescentes não possuem ainda segurança e autoestima consolidadas. Mais do
que os outros, eles buscam aceitação, mesmo que tentando ser diferentes.
Para aquele rapaz, o fato de não ter a que se ater, além da comida, num mundo
onde as redes tecnológicas estão presentes nos quatro cantos, o chateava. E
acabou por também me constranger: que mundo difícil esse que cria consumidores
e não cidadãos.
Guardei meu celular no bolso e, sem mais, tomei meu café, olhando para a mesa à
minha frente e para o vazio da parede adiante.
(João Marcos Buch. O café que nos une. 12.09.2017. Adaptado)
A forma verbal destacada está corretamente empregada na frase da alternativa:
a) As pessoas não requiseram outra coisa senão tomadas para carregar o celular.
b) Assim que souberem da solidão de muitos jovens, profissionais deverão agir.
c) É imperativo propôr à sociedade uma forma de estarem menos nas redes
sociais.
d) Quando a sociedade dar o primeiro passo, talvez algo mude.
e) Se o responsável não mantesse a casa, os menores de idade teriam que
trabalhar.
30) Concurso: Aux Leg/CM Guaratinguetá/2016 Banca: VUNESP
Assinale a alternativa que dá sequência ao enunciado, expressando, com correção,
a ideia de possibilidade.
É provável que aprender habilidades novas…
a) requeria paciência consigo mesmo e pôde levar ao aprendizado.
b) requeira paciência consigo mesmo e possa levar ao aprendizado.
c) requeresse paciência consigo mesmo e pôde levar ao aprendizado.
d) requereu paciência consigo mesmo e podia levar ao aprendizado.
e) requereu paciência consigo mesmo e pode levar ao aprendizado.
31) Concurso: Ass/AMLURB SP/Gestão de Políticas Públicas/2016 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Cartas de Amor
Eu era aluno do Júlio de Castilhos e estudava à tarde (as manhãs, naquela época,
estavam reservadas às turmas femininas). Um dia cheguei para a aula, coloquei
meus livros na carteira e ali estava, bem no fundo, um papel cuidadosamente
dobrado. Era uma carta; dirigida não a mim, mas ―ao colega da tarde‖. E era uma
carta de amor. De amor, não; de paixão. Paixão incontida, transbordante, a carta
de uma alma sequiosa de afeto, ________________ o jovem escritor não teve a
menor dificuldade de enviar a resposta.
Iniciou-se, assim, uma correspondência que se prolongou pelo ano letivo, não se
interrompendo nem com as provas, nem com as férias de julho. À medida que o
ano ia chegando a seu fim, os arroubos epistolares iam crescendo. Cheguei à
conclusão de que precisava conhecer minha correspondente, aquela bela da manhã
que me encantava com suas frases.
Mas… Seria realmente bela? A julgar pela letra, sim; eu até a imaginava como uma
moça esguia, morena, de belos olhos verdes. Contudo, nem mesmo os grandes
especialistas em grafologia estão imunes ao erro, e um engano poderia ser trágico.
Além disto, eu já tinha uma namorada que não escrevia, mas era igualmente
apaixonada.
Optei, portanto, pelo mistério, pelo ―nunca vi, sempre te amei‖. A minha história de
amor continuou somente na fantasia. Que é o melhor lugar para as grandes
histórias de amor.
(Moacyr Scliar. Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar, 1996. Adaptado)
Vocabulário:
Arroubos: impulsos
Epistolares: relativos à carta
Grafologia: estudo das formas das letras
Nas passagens ―Eu era aluno do Júlio de Castilhos e estudava à tarde…‖ e ―… e um
engano poderia ser trágico.‖, as formas verbais em destaque expressam,
respectivamente,
a) hipótese e ação concluída.
b) ação atual e hipótese.
c) ação contínua no passado e ação atual.
d) ação contínua no passado e hipótese.
e) ação concluída no passado e ação atual.
32) Concurso: AgSP/Pref Pres Prudente/2016 Banca: VUNESP
Também já fui brasileiro
Eu também já fui brasileiro
moreno como vocês.
Ponteei viola, guiei forde
e aprendi na mesa dos bares
que o nacionalismo é uma virtude.
Mas há uma hora em que os bares se fecham
e todas as virtudes se negam.
Eu também já fui poeta.
Bastava olhar para mulher,
pensava logo nas estrelas
e outros substantivos celestes.
Mas eram tantas, o céu tamanho,
minha poesia perturbou-se.
Eu também já tive meu ritmo.
Fazia isso, dizia aquilo.
E meus amigos me queriam,
meus inimigos me odiavam.
Eu irônico deslizava
satisfeito de ter meu ritmo.
Mas acabei confundindo tudo.
Hoje não deslizo mais não,
não sou irônico mais não,
não tenho ritmo mais não. (Carlos Drummond de Andrade.)
No verso – minha poesia perturbou-se –, o verbo destacado pode ser substituído,
sem alteração de sentido, por
a) desorientou-se.
b) manifestou-se.
c) inspirou-se.
d) indagou-se.
e) estabilizou-se.
33) Concurso: Moto/Pref Barretos/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Sociedade escrava das aparências
A mistura de indelicadeza e discriminação social foi tema de uma reportagem feita
pela jornalista Helenice Laguardia. Durante dois dias, ela visitou 27 lojas de
shoppings sofisticados de Belo Horizonte: no primeiro, vestida com uma calça de
moletom, uma camisa masculina e chinelos; no segundo dia, ―fantasiada‖ de
madame, com vestido de tecido fino e usando joias.
No primeiro dia, Helenice ia ao banheiro várias vezes para chorar e se acalmar. Foi
ignorada, humilhada e muito observada por seguranças. Alguns vendedores riram
dela, outros fizeram perguntas agressivas ou até mesmo ofensivas, e muitos
simplesmente fingiram que ela não estava ali. Em nenhuma das 27 lojas ela
encontrou uma demonstração de gentileza.
No segundo dia, porém, com roupas de madame e sem ser reconhecida pelos
vendedores, Helenice recebeu tratamento excelente, não teve que esperar para ser
atendida, viu produtos que na véspera estavam ―em falta‖, ouviu elogios, tomou
café e saiu dos shoppings morrendo de raiva, sentindo-se pior do que no dia
anterior. Ela não sabia que as pessoas eram capazes dessa crueldade. Por mais que
tivesse consciência de tudo o que acontece no mundo, ela não enxergava essa
maldade. Viu que as pessoas valem pelo que vestem, que é tudo um grande teatro,
uma grande ilusão. Ela não culpa os vendedores, o que Helenice questiona são os
valores de uma sociedade escrava das aparências, em que as pessoas tratam bem
apenas quem interessa a elas.
(Leila Ferreira. A arte de ser leve. São Paulo: Globo, 2010. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a forma verbal destacada está no tempo presente.
a) Durante dois dias, ela visitou 27 lojas…
b) Helenice ia ao banheiro várias vezes…
c) Por mais que tivesse consciência de tudo…
d) … ela não enxergava essa maldade.
e) Ela não culpa os vendedores…
34) Concurso: Alun Of/PM SP/2018 Banca: VUNESP
À beira do abismo?
Se você é uma daquelas pessoas que acredita que o mundo caminha rapidamente
para o abismo, o livro Factfulness, de Hans Rosling e família, pode ser um bom
remédio. O tom é de autoajuda. O próprio autor usa a expressão ―dados como
terapia‖. Mas isso em nada diminui o valor da obra, cujo propósito é mostrar que o
planeta é um lugar bem melhor do que a maioria das pessoas pensa.
O médico sueco Hans Rosling, que teve como coautores seu filho Ola e sua nora
Ana, basicamente usa montanhas de dados para nos convencer de que quase todas
as nossas intuições sobre o estado econômico, sanitário e social dos humanos na
Terra estão erradas, e o ritmo em que as melhoras têm ocorrido é surpreendente.
Rosling, que morreu no ano passado, antes da conclusão da obra, apela aos
truques dos bons conferencistas, atividade na qual se consagrou. Ele começa
submetendo seus leitores a testes de múltipla escolha com questões sobre
distribuição de renda, gênero, educação, violência, saúde etc.
A maioria dos indivíduos testados se sai extremamente mal, e é aí que ele
aproveita para dar as boas novas, isto é, informações como a de que a proporção
de pessoas vivendo em pobreza extrema caiu à metade nos últimos 20 anos ou de
que mais de 80% das crianças do mundo têm acesso a vacinas. Na sequência,
Rosling esmiúça dez vieses (ele chama de instintos) que conspiram para que as
pessoas não assimilem esse tipo de informação, que, vale ressaltar, tem sido
destacada também por autores como Steven Pinker, Michael Shermer, Deirdre
McCloskey.
Rosling não está afirmando que chegamos a um mundo ideal e não há mais nada a
fazer. Ao contrário, diz que ainda há muito sofrimento desnecessário e que
podemos melhorar. Mas um dos requisitos para tomar as decisões certas é ter uma
noção realista da situação em que nos encontramos, e, nisso, boa parte da
humanidade fracassa.
(Hélio Schwartsman. Folha de S.Paulo. www.folha.uol.com.br. 02.09.2018. Adaptado)
Se você é uma daquelas pessoas que acredita que o mundo caminha rapidamente
para o abismo, o livro Factfulness, de Hans Rosling e família, pode ser um bom
remédio.
Em uma reescrita dessa frase em conformidade com a norma- padrão da língua, as
formas verbais destacadas (é/pode) devem ser substituídas, respectivamente, por:
a) seja; pôde.
b) for; pudesse.
c) era; possa.
d) seria; pudera.
e) fosse; poderia.
35) Concurso: Sec Esc/Pref Alumínio/2016 Banca: VUNESP
Leia os quadrinhos.
(Jim Davis. Garfield. www.folha.uol.com.br/ilustrada/cartum/
cartunsdiarios/#08/05/2016)
Caso a frase do primeiro quadrinho apresente uma hipótese referente ao futuro,
sua redação será:
a) Se as aranhas não existiram, quem se importa?
b) Se as aranhas não existiam, quem se importasse?
c) Se as aranhas não existem, quem se importou?
d) Se as aranhas não existam, quem se importava?
e) Se as aranhas não existirem, quem se importará?
36) Concurso: Mon Bib/Pref Alumínio/2016 Banca: VUNESP
Leia o poema para responder à questão.
Se eu fosse um padre
Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões,
não falaria em Deus nem no Pecado
– muito menos no Anjo Rebelado
e os encantos das suas seduções,
não citaria santos e profetas:
nada das suas celestiais promessas
ou das suas terríveis maldições...
Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,
Rezaria seus versos, os mais belos,
desses que desde a infância me embalaram
e quem me dera que alguns fossem meus!
Porque a poesia purifica a alma
... e um belo poema – ainda que de Deus se aparte –
um belo poema sempre leva a Deus!
(Mário Quintana. http://www.jornaldepoesia.jor.br)
O verso da segunda estrofe – Se eu fosse um padre eu citaria os poetas – seria
corretamente reescrito, de acordo com as regras de concordância e mantendo a
correlação dos tempos verbais dos termos destacados, em:
a) Se nós fôramos padre, nós citamos os poetas.
b) Se nós formos padres, nós citaremos os poetas.
c) Se nós formos padres, nós citaríamos os poetas.
d) Se nós fôssemos padre, nós citemos os poetas.
e) Se nós fôssemos padres, nós citamos os poetas.
37) Concurso: Ass Adm/UFABC/2016 Banca: VUNESP
Leia o texto, para responder à questão.
O que é a paixão senão um sentimento imenso que nos tira a razão? Quando
estamos apaixonados, não queremos nada, além daquilo ou daquele que nos
hipnotizou.
Ficamos cegos e nada mais faz sentido. Tudo em nossa volta se transforma em um
nevoeiro, cinza e espesso, permitindo ver apenas o que tanto queremos.
Todos nos apaixonamos, seja por alguém ou por algo, e de repente nossos
corações perdem a harmonia das batidas. De repente somos fisgados por algo que
nos conquistou.
Não somente os jovens, adultos ou velhos se apaixonam. As crianças também. E,
assim, um dia caí na armadilha de um cupido mal-intencionado.
Eu era criança, não lembro minha idade, mas lembro que aqui no hospital
amanhecera. Dava para sentir o calor da luz do sol e o silêncio que pairava no
ambiente do quarto onde, sozinho, eu ficava.
Em instantes, alguém, que estava ali para cuidar de mim, entra no quarto. Havia
uma vitrola e, para permitir um momento agradável, essa que veio ser minha
cuidadora pôs um disco para tocar. Não tenho certeza, mas era um vinil com
canções românticas de uma dessas novelas.
Não sei como foi, mas lembro até hoje o nome dessa que, naquele dia, me ofertou
grande afeto. Seu nome era Silvana, e lembro que ela tinha cabelos compridos e
loiros.
Enquanto a música tocava, eu sentia que algo não estava certo com ela. Parecia
que, apesar de estar diante de mim, estava com seu coração em outro mundo.
Mesmo assim, eu me sentia bem e feliz. Depois do banho e do café da manhã, ela
sai do quarto para outras tarefas. Embalado pelas músicas da vitrola, fico
vislumbrando a paisagem da janela. Bem ao longe, em cima do prédio da
Faculdade de Medicina, em frente ao Instituto onde fico, uma bandeira do Brasil
dança ao ritmo do vento que a embala.
Muitos momentos, quando se é garoto, são como fotografias, nas quais o maior
sentimento que se expressa é a solidão.
A música parou de tocar, e assim voltei meu olhar para o quarto em que somente
eu estava presente. Não demorou muito para que Silvana voltasse e colocasse
outro disco. Poucas horas depois, irei dormir feliz, pois o carinho e o afeto que
Silvana me permitiu deixarão um doce conforto. Como o filho de que a mãe cuida,
fecho meus olhos, tranquilo e feliz.
Mas, infelizmente, nada dura para sempre. Veio outra pessoa cuidar de mim no dia
seguinte, e no lugar do afeto que Silvana trazia, não veio o desprezo, mas alguém
em quem eu mal poderia encontrar conforto. Aos soluços, pedi de volta a Silvana
que tinha cuidado de mim no dia anterior. A resposta das minhas súplicas foi que
ela não viria mais.
(Paulo Henrique, Minha primeira paixão. Disponível em: www.folha.uol.com.br. Acesso em
16.02.2016. Adaptado)
Assinale a alternativa em que todos os verbos do enunciado estão conjugados no
mesmo tempo verbal.
a) Quando estamos apaixonados, não queremos nada, além daquilo ou daquele
que nos hipnotizou.
b) Eu era criança, não lembro minha idade, mas lembro que aqui no hospital
amanhecera.
c) Muitos momentos, quando se é garoto, são como fotografias, nas quais o maior
sentimento que se expressa é a solidão.
d) Não sei como foi, mas lembro até hoje o nome dessa que, naquele dia, me
ofertou grande afeto.
e) Poucas horas depois, irei dormir feliz, pois o carinho e o afeto que Silvana me
permitiu deixarão um doce conforto.
38) Concurso: Bomb/Pref Barretos/2018 Banca: VUNESP
Calçada de verão
Quando o tempo está seco, os sapatos ficam tão contentes que se põem a cantar.
(Mario Quintana. Sapato florido. São Paulo, Globo, 2005)
Considere os vocábulos destacados no texto. Ao substituir- se a forma verbal está
por estava, para preservar a correspondência entre as ações, as demais formas
verbais deverão ser substituídas, respectivamente, por:
a) ficavam; punham.
b) ficaram; poram.
c) ficavam; ponham.
d) ficarão; porão.
e) ficaram; poriam.
39) Concurso: Of Leg/CM Poá (SP)/2016 Banca: VUNESP
Assinale a alternativa em que as passagens – quando o Vasco joga, eu fico nervoso
/ Se perde, eu fico chateado – estão reescritas com os verbos em correta
correlação temporal.
a) quando o Vasco jogar, eu ficarei nervoso / Se perdia, eu ficaria chateado.
b) quando o Vasco jogou, eu fiquei nervoso / Se perderia, eu ficava chateado.
c) quando o Vasco jogava, eu ficava nervoso / Se perdesse, eu ficaria chateado.
d) quando o Vasco jogasse, eu ficarei nervoso / Se perdeu, eu fico chateado.
e) quando o Vasco jogará, eu ficarei nervoso / Se perderá, eu fiquei chateado.
40) Concurso: Ag/IPSMI/Administrativo/2016 Banca: VUNESP
Leia o texto a seguir para responder à questão.
A velhice, de acordo com o pensamento de alguns, é uma fase de recolhimento,
anulação e privações. Pode ser uma longa espera para o inevitável, um tempo de
sossego e meditação forçada. Felizmente, nem todos pensam assim. Desde a
antiguidade, sábios e espirituosos pensam até o contrário.
Se observarmos a vida dos idosos atualmente, podemos facilmente perceber que o
que pensam os sábios está mais próximo da realidade dos fatos de hoje. Com o
aumento da qualidade e da expectativa de vida das populações e com as mudanças
de mentalidade em relação ao modo de viver, a velhice agora pode ser sinônimo de
vida ativa, saudável e feliz, em toda a sua plenitude. O idoso pode então ser visto
como alguém que, depois de uma parcela do tempo de vida empregada ao trabalho
e à dedicação à família, desfruta uma etapa de lazer, interação social,
aprendizagem despreocupada, busca de conhecimento interior e felicidade
desprendida.
É claro e evidente que todos esses benefícios só poderão ser conquistados se a
velhice for acompanhada, necessariamente, de boa saúde e lucidez. E o segredo de
uma velhice saudável, todos nós sabemos, é baseado em uma regra simples, de
três recomendações: alimentação equilibrada, prática de atividades físicas
compatíveis e períodos de repouso restauradores.
Prolongar essa etapa importante da vida tem uma receita mais simples ainda:
atividade e felicidade. E, para manter a lucidez, devemos ocupar a mente com
atividades nobres.
A vida moderna e o apoio institucional e social ao idoso transformaram a velhice em
um período possível de vida ativa, em que podemos manter o nosso corpo
fortalecido e saudável e continuar desfrutando os melhores prazeres da vida. Esses
benefícios juntos nos permitem manter afastada a trágica ideia da morte próxima.
(Maria Terezinha Santellano. Disponível em:
http://www.portalterceiraidade.org.br. Adaptado)
No trecho do quinto parágrafo – A vida moderna e o apoio institucional e social ao
idoso transformaram a velhice... –, o termo destacado expressa uma ação
a) presente habitual.
b) futura hipotética.
c) futura pontual.
d) passada durativa.
e) passada pontual.
41) Concurso: Educ Soc/Pref SJRP/2016 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Na época escolar, minhas ―viagens espaciais‖ ao mundo da lua pintavam a Terra e
seus objetos com as cores mais inusitadas. Por pouco tempo... até virarem luas de
papel amassadas nas mãos da professora. Na escola diziam que devia pintar a
Terra e seus objetos com as cores verdadeiras da verdade. Isto é, o tronco das
árvores de marrom e a copa de verde.
Viver ―no mundo da lua‖ e olhar para a Terra de outras distâncias, de outros
ângulos, não era bem-visto pelos adultos, em geral, e pelos adultos da escola, em
particular.
O mundo do Era uma vez..., do conto contado, lido, ouvido ou imaginado
significava para mim a nave espacial que me permitia inúmeras viagens na
travessia terra-lua-terra.
Então encontrava, no texto literário, a misteriosa conspiração das palavras. Sabia
que elas, de alguma maneira, comunicavam-se entre si. Era como se tivessem
muitos braços e entre abraços formassem uma rede invisível. Um tecido.
(Glória Kirinus, Criança e poesia na pedagogia Freinet. Adaptado)
Nas passagens ―minhas ‗viagens espaciais‘ ao mundo da lua pintavam a Terra e
seus objetos‖ e ―Era como se tivessem muitos braços‖, as formas verbais em
destaque indicam, respectivamente,
a) ação contínua no passado e ação em processo no presente.
b) ação concluída no passado e ação contínua no passado.
c) hipótese e ação concluída no passado.
d) ação em processo no presente e hipótese.
e) ação contínua no passado e hipótese.
42) Concurso: Ag/Pref Poá/Administrativo/2015 Banca: VUNESP
O verbo destacado na frase – Há que comemorar, há que manter os bolos… – é
conjugado como o verbo ―ter‖. Assinale a alternativa em que manter está
conjugado corretamente.
a) Os bolos, velas e brindes se manteram em todas as festas.
b) Em suas festas tudo se mantinha como no tempo da mãe e da avó.
c) A mãe ficaria desapontada se a filha não mantesse tudo como era antes.
d) Se elas manterem tudo como era antes, a festa será um sucesso.
e) A filha manteu a tradição e fez festas tão boas como as da mãe.
43) Concurso: Ag/Pref Alumínio/2016 Banca: VUNESP
A internet, os smartphones e os jogos interativos _____ para a qualidade de vida
da população, porém ______ risco de dependência se algumas dessas ferramentas
______ utilizadas de forma incontrolada.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto
acima.
a) contribui … traz … é
b) contribuem … traz … é
c) contribuem … trazem … são
d) contribui … trazem … são
e) contribuem … traz … são
44) Concurso: Cuid/Pref Barretos/2018 Banca: VUNESP
O uso prolongado de X em idosos não é recomendado.
Se a terapia prolongada com X for necessária, os pacientes devem ser
regularmente monitorados, pois são mais sensíveis a reações desagradáveis de
componentes da fórmula.
Como X pode interferir na função plaquetária, ele deve ser usado com cuidado em
pacientes com problema de coagulação como, por exemplo, hemofilia e
predisposição a sangramento.
Com relação ao uso de X em crianças, foram relatadas algumas reações severas,
incluindo casos muito raros compatíveis com Síndrome de Reye.
O produto tem pouco ou nenhum efeito sobre a habilidade de dirigir ou operar
máquinas.
Diabéticos: os comprimidos de X não contêm açúcar, podendo ser utilizados por
pacientes diabéticos.
―NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER
PERIGOSO PARA A SAÚDE.‖
Assinale a alternativa em que o verbo conter, empregado na passagem – ... os
comprimidos de X não contêm açúcar, podendo ser utilizados por pacientes
diabéticos. – está corretamente conjugado.
a) Mesmo que contesse açúcar, poderia ser administrado a esses pacientes.
b) Talvez esses comprimidos contivessem açúcar, o que não recomendaria sua
utilização.
c) Recomenda-se que este paciente nunca tome comprimidos que conterem açúcar.
d) Esse comprimido já conteu açúcar, mas agora este foi suprimido.
e) Droga que contêm adoçante não favorece os diabéticos.
45) Concurso: Ass SA I/UNESP/2015 Banca: VUNESP
Leia o texto, para responder à questão.
Ao receber o título de Doutor Honoris Causa em Comunicação e Cultura na
Universidade de Turim, no último dia 11 de junho, o escritor e filósofo Umberto Eco
referiu-se aos usuários das mídias sociais como ―uma legião de imbecis, que antes
falavam apenas no bar, depois de uma taça de vinho, sem prejudicar a
coletividade‖. O consagrado autor de ―O Nome da Rosa‖ foi além: ―Normalmente,
eles, os imbecis, eram imediatamente calados, mas agora têm o mesmo direito à
palavra que um Prêmio Nobel‖. Não satisfeito, acrescentou: ―O drama da internet é
que ela promoveu o idiota a portador da verdade‖.
É triste constatar que há uma boa dose de verdade na fala do escritor italiano, mas
dar voz também aos imbecis talvez seja o preço da liberdade. Quem frequenta as
redes sociais de forma ampla, em rol de ―amizades‖ que vá além do, digamos,
círculo de convivência presencial, sabe do que se trata. Não se pode negar a mídia
social como palco revelador das faces verdadeiras: personalidades, crenças e
crendices, ódios e amores antes recolhidos são catapultados do teclado para o
mundo, satisfazendo aquele desejo de boa parcela da humanidade de se exibir.
Contudo, essa liberdade de expressão, absoluta nas redes, não exime ninguém de
crimes como calúnia, difamação, insulto, escárnio por motivo religioso,
favorecimento da prostituição, ato ou escrito obsceno, incitação ao crime, apologia
do crime, falsa identidade, pedofilia, preconceito, discriminação ou revelação de
segredo profissional, todos descritos no Código Penal.
Para brilhar sem sustos no Facebook, no Instagram ou no Youtube, o internauta
deve medir as consequências de suas postagens. ―A internet não é um mundo sem
lei. O Código Penal, que é relativamente antigo em comparação com a tecnologia, é
aplicável à internet‖, afirma o advogado Rony Vainzof, especialista em crimes
digitais. ―Pessoas chegam a se matar por causa do alcance de crimes contra a
honra em rede social, porque não se permite o arrependimento. A lesão é muito
grande não só para as vítimas, mas também para o agressor, porque, além da
punição judicial, há a punição social por determinada conduta, que às vezes é até
maior‖, explica. É ilustrativo o caso da executiva americana Justine Sacco. Antes de
embarcar a trabalho para a África do Sul, ela tuitou: ―Indo para a África. Espero
que não pegue Aids. Brincadeira, sou branca‖. Ao pousar no seu destino, ela não
apenas estava demitida da empresa em que trabalhava, como havia tido uma foto
sua postada e compartilhada 1 164 vezes. Funcionários dos hotéis locais
ameaçaram fazer greve caso Justine fosse aceita como hóspede.
(Paulo Henrique Arantes e Joaquim Carvalho, As redes sociais e os
inadvertidos criminosos virtuais. Revista da CAASP, agosto 2015, p. 14 a 18. Adaptado)
Assinale a alternativa na qual o verbo (II) expressa ação ocorrida em tempo
anterior ao da ação do verbo (I).
a) Funcionários dos hotéis locais (I) ameaçaram fazer greve caso Justine (II)
fosse aceita como hóspede.
b) (I) Ao pousar no seu destino, ela […] (II) havia tido uma foto sua postada e
compartilhada 1 164 vezes.
c) (I) Espero que não (II) pegue Aids.
d) (I) Ao receber o título de Doutor Honoris Causa […], o escritor e filósofo
Umberto Eco (II) referiu-se aos usuários das mídias sociais…
e) Quem (I) frequenta as redes sociais de forma ampla […] (II) sabe do que se
trata.
46) Concurso: Ass SA II/UNESP/2016 Banca: VUNESP
(Jim Davis. Garfield. www.folha.uol.com.br, 10.03.2016)
A forma verbal ignore, na fala do primeiro quadrinho, exprime um conselho, assim
como a destacada em:
a) A operadora de telefonia anunciou que limitará o consumo de dados em planos
de internet banda larga.
b) Prezado aluno, faça sua matrícula em janeiro para garantir 10% de desconto na
mensalidade de seu curso de idiomas.
c) Em cerimônia solene, a ministra disse que, se as nações investissem mais em
música, o mundo seria melhor.
d) Para garantir a mobilidade durante os jogos, a cidade investe em faixas
prioritárias para o transporte público.
e) A partida tão esperada pelos torcedores acontece neste domingo, quando a
cidade receberá cerca de 15 mil visitantes.
47) Concurso: Ag SR/ODAC/2016 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Por que achamos que ser magro é bonito?
Dieta da sopa, da lua, do pepino, da batata doce, para secar a barriga. Em um
passeio rápido pela internet, não é nada difícil pinçar alguns exemplos de uma
obsessão pela magreza. Mas por que queremos tanto emagrecer? Por que achamos
que ―magreza = beleza‖?
A preocupação com o ponteiro da balança está longe de ser apenas uma
preocupação com a saúde. Essa neura com o peso não vem dos tempos mais
remotos. Basta espiar as obras de arte dos séculos passados e ver que a figura
feminina idealizada ali concentrava mais gordura do que as modelos de hoje. O
quadril largo, as coxas generosas, o rosto mais cheinho eram traços valorizados nas
musas. Ainda que o padrão em si tenha mudado, a lógica permanece. ―Os padrões
de beleza que aparecem ao longo da história são, como regra, acessíveis a poucos‖,
aponta a psicóloga Joana de Vilhena Novaes.
Quando fazer as três refeições básicas diariamente era um luxo e morrer de fome
era um destino comum para as pessoas, a gordura era um privilégio. Agora, já que
temos mais comida à disposição, mais jeitos de conservá-la, comer é fácil.
Portanto, não é de estranhar que as modelos extremamente magras sejam
colocadas em um pedestal. É mais difícil ser muito magra com tantas calorias à
disposição. O corpo magro e jovem também exige cada vez mais procedimentos
estéticos e cirurgias para atingir a dita ―perfeição‖ — exige dinheiro, mais um
obstáculo.
Só no Brasil, um terço das meninas que estão no 9º ano do Ensino Fundamental já
se preocupam com o peso, de acordo com uma pesquisa de 2013 do IBGE. Em
âmbito global, a probabilidade de que uma moça com idade entre 15 e 24 anos
morra em decorrência de anorexia é 12 vezes maior que por qualquer outra causa.
E não é à toa que as vítimas mais comuns sejam as mulheres. A nutricionista Paola
Altheia explica a tendência: ―Enquanto a moeda de valor masculina na sociedade é
dinheiro, poder e influência, a das mulheres é a aparência‖.
(Ana Luísa Fernandes, Priscila Bellini. http://super.abril.com.br. 08.07.2015. Adaptado)
Ao reescrever-se o trecho do terceiro parágrafo – Quando fazer as três refeições
básicas diariamente era um luxo e morrer de fome era um destino comum para as
pessoas, a gordura era um privilégio. – com o verbo ser flexionado no tempo
futuro, a forma verbal era, em suas três ocorrências, deve ser substituída,
respectivamente, por:
a) ser… ser… seria
b) será… será… seja
c) for… for… será
d) fosse… fosse… será
e) seja… seja… seria
48) Concurso: Ag Esc/Pref GRU/2016 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Preconceito na escola
Não há um único dia em que vários preconceitos, dos mais diversos tipos, não se
expressem em ambiente escolar. Aliás, é no mínimo estranho que tenhamos tantas
preocupações e campanhas contra o chamado bullying na escola e pouco ou quase
nada contra o preconceito. Afinal, a maior parte dos comportamentos de assédio
moral* nasce de preconceitos!
Recentemente tivemos notícia de dois episódios de preconceito na escola: o da mãe
que recebeu um bilhete da professora pedindo para aparar ou prender os cabelos
dos filhos (ambos negros) – fato ocorrido em nosso país – e o da garota negra
lanchando sozinha ao lado de uma mesa com vários colegas brancos juntos – este,
ocorrido na África do Sul.
Muita gente se indignou, mas muita gente também não viu nada de mais em
ambos os casos. Choveram justificativas e até acusações para explicar as situações,
o que sinaliza como é difícil reconhecer nossos preconceitos e, acima de tudo,
conter suas manifestações e colaborar para que a convivência social seja mais
digna.
Por que enviamos nossos filhos para a escola? Hoje, não dá mais para aceitar como
uma boa razão apenas o ensino das disciplinas do conhecimento. Essa razão é
pobre em demasia para motivar o aluno a aprender. Para que nossos filhos
garantam um futuro de sucesso? O estudo escolar não oferece mais essa garantia.
Deveríamos ter como forte razão para enviar nossos filhos à escola o preparo para
a cidadania, ou seja, o ensino dos valores sociais que vão colaborar para a
formação de um cidadão de bem. Ensinar a reconhecer os principais preconceitos
de nossa sociedade, suas várias formas de manifestação e como combatê-los é
função das mais importantes da escola.
* assédio moral: exposição de alguém a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e
prolongadas, durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções.
(Rosely Sayão. www.folha.uol.com.br, 28.06.2016. Adaptado)
A forma verbal Deveríamos, no início do último parágrafo, expressa uma
a) dúvida.
b) ordem.
c) sugestão.
d) constatação.
e) hesitação.
49) Concurso: Ag EVP/SAP SP/2015 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
No Cieja (Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos) Campo Limpo, não se
registram advertências aos estudantes nem há período de recuperação. Alunos com
dificuldades nos colégios da região enxergam ali a possibilidade de um recomeço.
―Outros colégios desistem de alguns alunos tidos como problemáticos e os
encaminham para um centro de ensino de jovens e adultos‖, explica a
coordenadora da escola, Cristina Sá.
Todos os 14 Ciejas de São Paulo reservam um dia para os professores fazerem
planejamento. Êda, a diretora do Cieja Campo Limpo, usa as sextas-feiras para
discutir casos específicos dos alunos e para formar os educadores na filosofia da
escola. Neste dia, não há aula. ―É um trabalho de formiguinha‖, diz a diretora.
Vários professores não se adaptaram e pediram transferência. ―Tem gente que não
acredita em um ensino que não impõe autoridade. Nós acreditamos‖, afirma
Cristina.
Num dos dias em que a Folha visitou a escola, um morador da mesma rua apareceu
em frente à entrada, com um carrinho de sucata com o pneu furado, perguntando:
―Cadê a dona Êda? Preciso de ajuda para arrumar meu pneu‖. A naturalidade do
pedido mostra como a integração com a comunidade funciona.
(http://arte.folha.uol.com.br. 30.11.2014. Adaptado)
Considere o trecho – ―Tem gente que não acredita em um ensino que não impõe
autoridade. Nós acreditamos…‖ – (segundo parágrafo), para responder à questão.
Assinale a alternativa em que o trecho está corretamente reescrito, com todos os
verbos no tempo passado.
a) Tem gente que não acreditava em um ensino que não impunha autoridade. Nós
acreditamos.
b) Terá gente que não acreditasse em um ensino que não impusera autoridade. Nós
acreditáramos.
c) Tinha gente que não acreditava em um ensino que não impusesse autoridade.
Nós acreditávamos.
d) Teve gente que não acreditou em um ensino que não impõe autoridade. Nós
acreditamos.
e) Teria gente que não acreditaria em um ensino que não imporá autoridade. Nós
acreditaremos.
50) Concurso: Esc/TJ SP/2015 Banca: VUNESP
Leia o texto, para responder à questão.
O fim do direito é a paz, o meio de que se serve para consegui-lo é a luta.
Enquanto o direito estiver sujeito às ameaças da injustiça – e isso perdurará
enquanto o mundo for mundo –, ele não poderá prescindir da luta. A vida do direito
é a luta: luta dos povos, dos governos, das classes sociais, dos indivíduos.
Todos os direitos da humanidade foram conquistados pela luta; seus princípios mais
importantes tiveram de enfrentar os ataques daqueles que a ele se opunham; todo
e qualquer direito, seja o direito de um povo, seja o direito do indivíduo, só se
afirma por uma disposição ininterrupta para a luta. O direito não é uma simples
ideia, é uma força viva. Por isso a justiça sustenta numa das mãos a balança com
que pesa o direito, enquanto na outra segura a espada por meio da qual o defende.
A espada sem a balança é a força bruta, a balança sem a espada, a impotência do
direito. Uma completa a outra, e o verdadeiro estado de direito só pode existir
quando a justiça sabe brandir a espada com a mesma habilidade com que
manipula a balança.
O direito é um trabalho sem tréguas, não só do Poder Público, mas de toda a
população. A vida do direito nos oferece, num simples relance de olhos, o
espetáculo de um esforço e de uma luta incessante, como o despendido na
produção econômica e espiritual. Qualquer pessoa que se veja na contingência de
ter de sustentar seu direito participa dessa tarefa de âmbito nacional e contribui
para a realização da ideia do direito.
É verdade que nem todos enfrentam o mesmo desafio. A vida de milhares de
indivíduos desenvolve-se tranquilamente e sem obstáculos dentro dos limites
fixados pelo direito. Se lhes disséssemos que o direito é a luta, não nos
compreenderiam, pois só veem nele um estado de paz e de ordem.
(Rudolf von Ihering, A luta pelo direito)
Observe os verbos destacados nas passagens – … enfrentar os ataques daqueles
que a ele se opunham… / … só veem nele um estado de paz e de ordem… – e
assinale a alternativa em que estão corretamente conjugados os verbos opor, ver
e os demais assinalados, que seguem o mesmo padrão de conjugação destes.
a) Opormos resistência à liderança dele foi um erro; agora querem que revemos
nossa posição.
b) Se os interessados não se opuserem nem previrem razão para protelar o ato,
amanhã mesmo será escolhido o síndico do condomínio.
c) Se não se indisporem com as amigas do filho, os pais permitirão que elas o
revejam quando ele retornar.
d) Haverá problema se ele ver que houve manipulação de dados; certamente se
predisporá a cancelar tudo.
e) Cada vez que prever resistência dos funcionários às decisões do chefe, ele
intervirá, antes que todos se indisponham.
51) Concurso: Aux SG/CRO SP/2015 Banca: VUNESP
Leia a tira e responda à questão.
(Quino. Toda Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 1993. Adaptado)
Um verbo empregado no modo imperativo, assim como Tome e leia na fala da mãe
de Mafalda, no segundo quadrinho, está destacado em:
a) Pela fronteira de Foz do Iguaçu passam, anualmente, R$ 20 bilhões em
mercadorias ilegais.
b) Na compra de um livro da coleção Aprender Brincando, você ganha uma revista
em quadrinhos.
c) Nasa divulga as imagens feitas pela sonda New Horizons durante sua
aproximação de Plutão.
d) Você concorda com a ampliação da carga horária dos cursos de formação de
professores?
e) Visite nosso novo empreendimento no Campo Belo, um dos bairros mais
valorizados da cidade.
52) Concurso: Sold /PM SP/2ª Classe/2015 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Um tiro no escuro
– Quem atirou em quem? – provoco minha mãe.
– Uai, foi você que atirou no seu irmão. – ela responde, convicta.
Isso aconteceu nos anos de 1980, bem no começo. Naquela época era tudo meio
inconsequente. Meu pai havia nos presenteado com uma espingarda de pressão.
Com que cargas d‘água alguém teria a brilhante ideia de dar uma arma para duas
crianças? Pois é, isso era normal. Como era normal também passearmos pela
cidade em um Fusca, todos sem cinto de segurança e felizes como nunca. Tínhamos
a impressão de que tudo era meio permitido, mas, lógico, dentro de parâmetros
que levavam em conta o respeito ao próximo e o amor incondicional à família.
Brincávamos na rua e ela era tão perigosa quanto é hoje. Havia os carros
descontrolados, os motoristas bêbados, as motos a todo vapor, os paralelepípedos
soltos como armadilhas propositais. Tudo era afiado ou pontiagudo, menos a
dedicação de dona Izolina. Perto da janta ela nos gritava e, chateados, nos
recolhíamos para a sala. Havia uma mesa e todos nos sentávamos, juntos, para
celebrar mais um dia em que nada nos faltara.
Hoje, os brinquedos de criança parecem mais arredondados, não há armas em
casa, mas os perigos são os mesmos: um arranhão em minha filha, Helena, dói
tanto quanto um hematoma sofrido em nossa infância.
Ah, mãe, fui eu que atirei em meu irmão e, logo após o grito estridente dele, saí
gritando igualmente pela casa, desolado e pesaroso, porque havia assassinado um
parente tão próximo. Mas nada acontecera, nem uma esfoladela. Ele usava uma
bermuda jeans e eu, com minha pontaria genial, havia acertado a nádega direita,
de modo que o pequeno projétil se intimidara diante da força do tecido. Foi assim,
mãe. Agora a senhora já pode contar para todos a história correta.
(Whisner Fraga. www.cronicadodia.com.br, 10.05.2015. Adaptado)
A forma verbal destacada em – Havia uma mesa e todos nos sentávamos, juntos,
para celebrar mais um dia em que nada nos faltara. – está corretamente
substituída, sem que se alterem o tempo ou o modo verbais, por:
a) tinha faltado.
b) ter faltado.
c) tiver faltado.
d) terá faltado.
e) tenha faltado.
53) Concurso: Alun Of/PM SP/2015 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Bem vejo que me podeis dizer, Senhor, que a propagação de vossa Fé e as obras
de vossa glória não dependem de nós, nem de ninguém, e que sois poderoso,
quando faltem homens, para fazer das pedras filhos de Abraão. Mas também a
vossa sabedoria e a experiência de todos os séculos nos têm ensinado que depois
de Adão não criastes homens de novo, que vos servis dos que tendes neste Mundo,
e que nunca admitis os menos bons, senão em falta dos melhores. Assim o fizestes
na parábola do banquete. Mandastes chamar os convidados que tínheis escolhido, e
porque eles se escusaram e não quiseram vir, então admitistes os cegos e mancos,
e os introduzistes em seu lugar: Caecos et claudos introduc huc. E se esta é, Deus
meu, a regular disposição de vossa providência divina, como a vemos agora tão
trocada em nós e tão diferente conosco? Quais foram estes convidados e quais são
estes cegos e mancos? Os convidados fomos nós, a quem primeiro chamastes para
estas terras, e nelas nos pusestes a mesa, tão franca e abundante, como de vossa
grandeza se podia esperar. Os cegos e mancos são os luteranos e calvinistas, cegos
sem fé e mancos sem obras, na reprovação das quais consiste o principal erro da
sua heresia. Pois se nós, que fomos os convidados, não nos escusamos nem
duvidamos de vir, antes rompemos por muitos inconvenientes em que pudéramos
duvidar; se viemos e nos assentamos à mesa, como nos excluís agora e lançais
fora dela e introduzis violentamente os cegos e mancos, e dais os nossos lugares
aos hereges? Quando em tudo o mais foram eles tão bons como nós, ou nós tão
maus como eles, por que nos não há-de valer pelo menos o privilégio e
prerrogativa da Fé? Em tudo parece, Senhor, que trocais os estilos de vossa
providência e mudais as leis de vossa justiça conosco.
(Padre Antonio Vieira, Sermão pelo Bom Sucesso das Armas de Portugal Contra as de Holanda).
Caecos et claudos introduc huc. = Traze para aqui os cegos e os coxos.
Tratando o interlocutor como Você e passando os verbos para o futuro, a passagem
―... se viemos e nos assentamos à mesa, como nos excluís agora e lançais fora dela
e introduzis violentamente os cegos e mancos, e dais os nossos lugares aos
hereges?‖ assume a seguinte redação:
a) ... se virmos e nos assentarmos à mesa, como nos exclui então e lança fora
dela e introduz violentamente os cegos e mancos, e dá os nossos lugares aos
hereges?
b) ... se viermos e nos assentarmos à mesa, como nos excluirá então e lançará
fora dela e introduzirá violentamente os cegos e mancos, e dará os nossos lugares
aos hereges?
c) ... se viremos e nos assentemos à mesa, como nos exclua então e lançarás fora
dela e introduzirás violentamente os cegos e mancos, e darás os nossos lugares aos
hereges?
d) ... se vimos e nos assentamos à mesa, como nos excluíra então e lançara fora
dela e introduzira violentamente os cegos e mancos, e dera os nossos lugares aos
hereges?
e) ... se viermos e nos assentaremos à mesa, como nos vai excluir então e lançar
fora dela e introduzirá violentamente os cegos e mancos, e dá os nossos lugares
aos hereges?
54) Concurso: Sarg/PM SP/CFS/2015 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
O Dedo
Inclinara-me para ver o estranho objeto quando notei o pequeno feixe de fibras
emergindo na areia banhada pela espuma. Quando recorri aos óculos é que vi: não
era algodão mas uma vértebra meio descarnada – a coluna vertebral de um grande
peixe? Fiquei olhando. Espera, mas o que seria aquilo? Um aro de ouro? Agora que
a água se retraíra eu podia ver um aro de ouro brilhando em torno da vértebra,
enfeixando as fibras que tentavam se libertar, dissolutas. Com a ponta do cipó,
revolvi a areia. Era um dedo anular com um anel de pedra verde preso ainda à raiz
intumescida. Como lhe faltasse a última falange, faltava o que poderia me fazer
recuar; a unha. Unha pintada de vermelho, o esmalte descascando, acessório fiel
ao principal até no processo de desintegração. Unha de mulher burguesa, à altura
do anel do joalheiro que se esmerou na cravação da esmeralda. Penso que se
restasse a unha certamente eu teria fugido, mas naquele estado de despelamento o
fragmento do dedo trabalhado pela água acabara por adquirir a feição de um
simples fruto do mar. Mas havia o anel.
A dona do dedo? Mulher rica e de meia idade que as jovens não usam joias, só as
outras. Afogada no mar? A onda começou inocente lá longe e foi se cavando cada
vez mais alta, mais alta, Deus meu! A fuga na água e a praia tão longe, ah! mas o
que é isso?... Explosão de espuma e sal. Sal.
(Lygia Fagundes Telles, Um coração ardente.)
Assinale a alternativa em que o enunciado expressa uma situação hipotética.
a) Inclinara-me para ver o estranho objeto...
b) ... eu podia ver um aro de ouro brilhando em torno da vértebra...
c) Com a ponta do cipó, revolvi a areia.
d) ... se restasse a unha certamente eu teria fugido...
55) Concurso: Of Leg/CM Araras/2015 Banca: VUNESP
Leia a tira para responder à questão.
(Disponível em http://www.folha.uol.com.br. Adaptado)
Na frase – Não se esqueça de levar um capacete. –, a forma verbal em destaque
está conjugada no modo imperativo, o modo verbal utilizado para expressar uma
ordem ou um aconselhamento, assim como a forma verbal destacada em:
a) As crianças evitaram o consumismo, a fim de poupar seus pais de despesas
desnecessárias.
b) Evitando o consumismo, as crianças estariam poupando seus pais de despesas
desnecessárias.
c) Se evitassem o consumismo, as crianças poupariam seus pais de despesas
desnecessárias.
d) Evitem o consumismo, crianças, e assim pouparão seus pais de despesas
desnecessárias.
e) Ao evitar o consumismo, as crianças poupam seus pais de despesas
desnecessárias.
56) Concurso: Tec Adm/PM SP/2015 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Pela primeira vez, a proporção de brasileiros que se declaram ao IBGE como pretos
ou pardos superou 40% entre os matriculados no ensino superior. Uma análise
superficial creditaria todo o aumento às cotas ou ao ProUni, que também reserva
uma parcela de suas bolsas em universidades particulares para negros. Os dados
do IBGE mostram, porém, que o movimento já era visível antes mesmo de essas
políticas serem adotadas.
Olhando a série histórica, é possível identificar que de 1992 até 1998 não houve
avanço algum na taxa, que ficou estabilizada em torno de 18%. A partir daí, o
crescimento foi constante. Em 2003, por exemplo, quando apenas duas
universidades (a Uerj e a estadual do Rio Grande do Sul) recebiam sua primeira
leva de alunos cotistas, o percentual de pretos e pardos no ensino superior já havia
aumentado para 25%.
Apontar a razão principal para o aumento de afrodescendentes no ensino superior
exige um estudo mais aprofundado, mas é fato que esse movimento aconteceu no
mesmo período em que as matrículas totais cresceram de 1,4 milhão de estudantes
em 1992 para 6,9 milhões em 2013. Com mais vagas, e num ambiente de melhoria
da renda, é razoável supor que mais jovens negros tiveram oportunidade de
ingressar no ensino superior, principalmente no setor privado, que criou mais
matrículas.
(Antônio Gois. Cotas e ProUni, 17.11.2014, http://oglobo.globo.com/sociedade/cotas-prouni-
14576773. Adaptado)
Assinale a alternativa cuja expressão verbal em destaque exprime noção de
hipótese/conjectura.
a) A partir daí, o crescimento foi constante. (segundo parágrafo)
b) ... esse movimento aconteceu no mesmo período em que as matrículas totais
cresceram de 1,4 milhão de estudantes em 1992 para 6,9 milhões em 2013.
(terceiro parágrafo)
c) ... o percentual de pretos e pardos no ensino superior já havia aumentado para
25%. (segundo parágrafo)
d) Apontar a razão principal para o aumento de negros no ensino superior exige um
estudo mais aprofundado... (terceiro parágrafo)
e) Uma análise superficial creditaria todo o aumento às cotas ou ao ProUni...
(primeiro parágrafo)
57) Concurso: Aux Leg/CM Tatuí/2019 Banca: VUNESP
Filósofo da internet sugere pagar ou sair das redes sociais
Jaron Lanier não poupa críticas ao modelo de negócios baseado em publicidade,
que sustenta a maior parte do que conhecemos por internet hoje. Serviços
gratuitos como Facebook, Google e WhatsApp, no fundo, cobram caro. Na visão de
Lanier, manipulam, mudam comportamentos e, muitas vezes, nos tornam babacas.
Em seu quinto livro, ―Dez Argumentos para Você Deletar Agora suas Redes
Sociais‖, recém-lançado no Brasil, o cientista da computação e precursor da
realidade virtual encoraja as pessoas cuja vida financeira não depende das redes
sociais a abandoná-las – ao menos por seis meses –, para retomarem a
―consciência de si próprias‖.
Lanier afirma que, se cometeram muitos erros na internet, um deles era a ideia de
que a única forma de inovar e manter o serviço livre era com um modelo baseado
em publicidade, o que nos levou a um contexto de vigilância universal. Ele defende
um sistema em que as pessoas possam ser pagas pelo que fazem on line e paguem
pelo que gostam de fazer on line, o que tornaria a relação mais direta e honesta.
Lanier explica: ―Quando você olhava para o anúncio da TV, ele não estava te
olhando de volta. Na internet, é diferente: há mais informação sendo tirada de você
do que oferecida. Ferramentas em qualquer site captam como seu corpo se mexe,
onde você está e tudo sobre seus dispositivos. O que você vê é a menor parte do
que acontece. Toda informação tirada de você é usada para mudar sua experiência
on line e criar uma sistemática que te prenda. Isso é chamado de engajamento.
Chamo de vício. É quase como vício em jogo, há busca por satisfação, e a punição é
severa.‖
Jaron Lanier recomenda ficar atento aos 10 argumentos para você deletar suas
redes sociais:
1. Você está perdendo seu livre-arbítrio
2. Largar as redes sociais é a maneira mais certeira de resistir à insanidade dos
nossos tempos
3. As redes sociais estão tornando você um babaca
4. As redes sociais minam a verdade
5. As redes sociais transformam o que você diz em algo sem sentido
6. As redes sociais destroem sua capacidade de empatia
7. As redes sociais deixam você infeliz
8. As redes sociais não querem que você tenha dignidade econômica
9. As redes sociais tornam a política impossível
10. As redes sociais odeiam sua alma
(Folha de S. Paulo, 20.10.2019, Adaptado)
Considere os 10 argumentos de Lanier, no último parágrafo do texto, para
responder à questão.
Se não se ____ às redes sociais, para não se tornar um babaca, é melhor que você
se _____ delas.
De acordo com a norma-padrão da conjugação, assinale a alternativa que
preenche, correta e respectivamente, as lacunas da frase.
a) opor ... distanciava
b) opuser ... distanciou
c) opor ... distancia
d) opor ... distanciasse
e) opuser ... distancie
58) Concurso: APP/PC SP/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Automação vai mudar a carreira de 16 milhões de brasileiros até 2030
A elite política e econômica global está preocupada com o futuro do trabalho.
Além das já conhecidas ameaças geopolíticas e ambientais, as transformações do
mercado de trabalho também ganharam lugar de destaque. Só no Brasil, 15,7
milhões de trabalhadores serão afetados pela automação até 2030, segundo
estimativa da consultoria McKinsey.
No mundo, no período entre 2015 e 2020, o Fórum Econômico Mundial prevê a
perda de 7,1 milhões de empregos, principalmente aqueles relacionados a funções
administrativas e industriais.
A avaliação de especialistas da área é que o mercado de trabalho passa por uma
grande reestruturação, semelhante à revolução industrial. A diferença é que agora
tudo acontece muito mais rápido: desde 2010, o número de robôs industriais cresce
a uma taxa de 9% ao ano, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
A mudança é positiva na medida em que libera profissionais de tarefas monótonas,
que, por sua vez, podem ser feitas com maior rapidez e eficiência quando
automatizadas.
―A boa notícia é que fica claro que os trabalhos para humanos terão que envolver
qualidades humanas, como criatividade‖, afirma José Manuel Salazar-Xirinachs,
diretor regional da OIT para a América Latina e Caribe. ―Isso soa muito legal, mas a
questão é: quantos trabalhos para pessoas criativas serão gerados?‖, questiona.
Nesse cenário de grande extinção de trabalhos que exigem pouca qualificação e de
criação de um número menor dos que exigem muita, a tendência é de aumento da
desigualdade, alerta a OIT.
O fim de funções hoje exercidas pela população de baixa e média renda vai gerar
desemprego e pressionar para baixo o salário das que restarem, diante da massa
de pessoas buscando trabalho.
―Há uma forte preocupação com os trabalhadores de menor qualificação, em
termos do impacto da tecnologia. Essas pessoas não são realmente alfabetizadas
digitais, e não terão oportunidade para aprender habilidades específicas. Eles serão
deixados para trás e terão uma empregabilidade muito pequena‖, diz Salazar-
Xirinachs.
(Fernanda Perrin. Folha de S.Paulo. http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/01/1951904-16-
milhoes-de-brasileiros-sofrerao-com-automacao-na-proxima-decada.shtml. 21.01.2018. Adaptado)
A correspondência entre as formas verbais, na frase escrita a partir do texto, está
em conformidade com a norma-padrão da língua em:
a) Se a elite política e econômica global estivesse preocupada com o futuro do
trabalho, adotaria medidas para conter os seus efeitos.
b) Se a elite política e econômica global estaria preocupada com o futuro do
trabalho, adotava medidas para conter os seus efeitos.
c) Se a elite política e econômica global estivesse preocupada com o futuro do
trabalho, adotasse medidas para conter os seus efeitos.
d) Se a elite política e econômica global estaria preocupada com o futuro do
trabalho, adotara medidas para conter os seus efeitos.
e) Se a elite política e econômica global esteja preocupada com o futuro do
trabalho, adota medidas para conter os seus efeitos.
59) Concurso: GCM/Pref Suzano/2018 Banca: VUNESP
Leia a crônica de Ivan Angelo, para responder à questão.
Alguns fracassos
Em comparação com meus fracassos, não posso dizer como no poema de Fernando
Pessoa que ―todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo‖, ou que ―toda
a gente que eu conheço (...) nunca foi senão príncipe – todos eles príncipes – na
vida‖, mas tenho minhas incompetências. Jamais consegui fazer certas coisas que
contam para o convívio social, coisas que vejo tantos fazerem com facilidade e até
alguma graça.
Hoje não ligo para essas minhas incompetências, mas houve tempo em que me
doíam; não, não, apenas me diminuíam, intimidavam, vá lá, humilhavam. Quando
se é jovem e se disputam atenções, essas coisas contam. Vou falar de apenas
cinco.
Dançar. Em pista de dança, nunca consegui manter o interesse de uma garota por
mais de três minutos, o tempo de uma música. O normal, numa festa, era eu ficar
ali no banco de reservas, vendo a bela me escapar em volteios e volutas volutuosas
com um pé de valsa. Abandonei esse palco de derrotas e resolvi tentar seduções
em papos de botecos, aí com alguma vantagem.
Nadar, outro fracasso. Se a gente não começa criancinha, é difícil pegar o jeito.
Sem piscina, rio ou mar, onde bater pernas e braços, em zoeira de tentativa e erro?
Adulto inepto, mas não medroso, fui quase um afogado no Leblon, em Cabo Frio,
na cachoeira de Iporanga...
Bicicleta é igual: ou você a domina quando criança ou será um ciclista inseguro a
vida toda. De pequeno, não tive sequer um velocípede, e me consola pensar que
isso explica tudo. Minhas filhas tentaram dar um jeito nisso, quando eu já era um
senhor de 55 anos, e, lógico, o resultado foi ridículo. Só pedalo em campo aberto,
sem ter por perto humanos, bicho de quatro patas ou outro engenho sobre rodas.
Cantar, nem em coro. Não emendo duas notas no mesmo tom. A falha se estende à
música em geral: não toco, não batuco, não danço. Isso é bom? Não, mas fazer o
quê?
A quinta é mais uma leve inveja, não faz falta para o convívio, mas poderia dar
brilho a certos momentos: assobiar com perfeição. Nasceu quando vi o Myltainho,
na redação do Jornal da Tarde, assobiar a melodia da sinfonia inacabada de
Schubert, inteira, sem vacilações ou erro. Pálido de espanto, incluí aquele pequeno
recital de sala de redação entre as admirações de minha vida e me acrescentei
mais uma frustração.
(Veja São Paulo, 26.07.2017. Adaptado)
A frase do texto – Se a gente não começa criancinha, é difícil pegar o jeito. – está
reescrita apresentando a relação correta entre os tempos verbais em:
a) Será fácil pegar o jeito, se a gente começava criancinha.
b) É fácil pegar o jeito, se a gente terá começado criancinha.
c) Era fácil pegar o jeito, se a gente tem começado criancinha.
d) Teria sido fácil pegar o jeito, se a gente tivesse começado criancinha.
e) Terá sido fácil pegar o jeito, se a gente teria começado criancinha.
60) Concurso: Esc/CM Sumaré/2017 Banca: VUNESP
Leia o texto “Procura-se restaurante sem TV”, para responder à questão.
No fim de semana passado, fui com a família a um dos nossos restaurantes
prediletos. É um desses lugares com cardápio gigante e pratos idem, ideal para um
almoção de domingo. Um dos atrativos do lugar é um agradável jardim com mesas
ao ar livre. O jardim é a parte do restaurante preferida por famílias. Fica cheio de
crianças nos fins de semana.
Ao chegar, tivemos uma surpresa: o restaurante havia colocado uma enorme
televisão no jardim, com caixas de som espalhadas por todo o lugar. A TV exibia –
juro – um programa sobre o cultivo de orégano.
Somos clientes antigos do lugar. Vamos tanto que até conhecemos os donos.
Perguntei por que haviam decidido instalar o aparelho.
―Cansei de perder clientes porque não tínhamos TV‖, disse um dos proprietários.
―Tem gente que chega aqui, pergunta se tem TV e, quando digo que não, vai
embora.‖
Triste, mas verdadeiro: achar um restaurante sem TV está ficando cada vez mais
difícil. Entendo que um restaurante de PF ou de almoço comercial tenha TV nas
paredes para os clientes verem as notícias ou os gols da noite anterior. É claro que
já fui com amigos a bares para assistir a jogos. Ninguém é contra a televisão. Mas
não consigo entender como uma família prefere ficar vendo um programa sobre
plantação de orégano a conversar.
Nosso almoço foi uma depressão só: o som do programa impedia qualquer
tentativa de comunicação. Era impossível escapar do barulho da TV, já que as
caixas cobriam toda a área do lugar.
O pior é que o dono do restaurante tinha razão: as famílias pareciam estar
gostando do programa. Na mesa ao lado, um casal passou o almoço todo sem
trocar uma palavra, aparentemente hipnotizado pelas informações sobre a melhor
época para plantar orégano.
Perdemos outro de nossos restaurantes favoritos. Uma pena. Mas tenho certeza de
que o lugar, agora com TV, não vai sentir nossa falta.
(André Barcinski, Folha de S.Paulo, 09.05.2012. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a frase apresenta a relação correta entre os tempos
verbais.
a) Na mesa ao lado, um casal havia passado o almoço todo sem trocar palavra,
como se estivesse hipnotizado pelas informações sobre o plantio de orégano.
b) Na mesa ao lado, um casal estava passando o almoço todo sem trocar palavra,
como se esteve hipnotizado pelas informações sobre o plantio de orégano.
c) Na mesa ao lado, um casal terá passado o almoço todo sem trocar palavra,
como se estará hipnotizado pelas informações sobre o plantio de orégano.
d) Na mesa ao lado, um casal passara o almoço todo sem trocar palavra, como se
estiver hipnotizado pelas informações sobre o plantio de orégano.
e) Na mesa ao lado, um casal passará o almoço todo sem trocar palavra, como se
estaria hipnotizado pelas informações sobre o plantio de orégano.
61) Concurso: Asst/CM Valinhos/Administrativo/2017 Banca: VUNESP
Funcionário novo deve evitar ser invasivo
No mercado de trabalho, a primeira impressão nem sempre é a que fica. Para os
novatos ansiosos em mostrar serviço, saber disso pode ajudar a controlar as
expectativas.
―As empresas costumam ser complacentes com quem está começando. Ninguém é
excepcional na primeira semana. O desempenho se mostra no dia a dia‖, diz a
psicóloga Myrt Cruz.
Ela afirma que, para passar pelos primeiros dias de trabalho de forma tranquila, é
preciso anotar tudo: tarefas, sistemas utilizados e nomes de chefes, colegas e
clientes.
A estratégia foi usada por Matheus C., 26, contratado há alguns meses por um
escritório de advocacia. ―Eu me sentia bobo, não sabia nem usar a impressora.‖
A mudança deixou o advogado inseguro, já que estava saindo de uma empresa
grande e indo para uma menor, para assumir mais responsabilidades.
Para se acalmar, encarou a novidade como um desafio, e foi mais simples do que
ele pensava.
Uma regra de ouro, de acordo com Cruz, é ir com calma. Isso vale inclusive na hora
de tirar dúvidas. É preciso bom senso para não importunar colegas ou invadir o
espaço do outro.
―Tento estar sempre dentro das conversas da equipe.
Uma parte do aprendizado é perguntar para os outros, mas a outra é observação‖,
diz Natalia C., 27, contratada por uma agência de publicidade.
Para Fátima Motta, professora e consultora de carreira, é fundamental ser humilde
e mostrar boa vontade. ―Cada vez mais precisamos de profissionais sem frescura,
que façam o que precisa ser feito.‖
Érika A., 21, foi bem recebida em seu novo trabalho, mas considera que sua
motivação foi essencial para garantir um aprendizado rápido. ―Não fiquei parada.
Tem que mostrar entusiasmo, porque quanto mais interessada você está, mais
conteúdo vão te passar.‖
Já os profissionais mais velhos são contratados também pela bagagem que
adquiriram em empregos anteriores, todavia precisam tomar cuidado para não
deixar suas experiências passadas contaminarem o novo trabalho.
De acordo com Cruz, eles não devem insistir em trabalhar da mesma forma, ainda
que essa maneira tenha funcionado antes. É preciso respeitar a cultura e a
identidade da empresa atual.
(Ana Luiza Tiegui. Folha de S.Paulo, 16.07.2017. Adaptado)
A relação entre os tempos verbais está correta e corresponde às ideias do texto
em:
a) Há alguns meses, Matheus C. foi trabalhar em outra empresa, onde teria mais
responsabilidades.
b) Há alguns meses, Matheus C. irá trabalhar em outra empresa, onde tinha mais
responsabilidades.
c) Há alguns meses, Matheus C. iria trabalhar em outra empresa, onde tivera
mais responsabilidades.
d) Há alguns meses, Matheus C. ia trabalhar em outra empresa, onde havia tido
mais responsabilidades.
e) Há alguns meses, Matheus C. teria ido trabalhar em outra empresa, onde tiver
mais responsabilidades.
62) Concurso: Aux Esc/Pref Marília/2017 Banca: VUNESP
Para que a frase dita por uma determinada personagem apresente a relação correta
entre os tempos verbais, deve ser redigida como indicado em:
a) Eu poderia preveni-lo do perigo, antes que ele partisse para atravessar o
deserto.
b) Eu podia preveni-lo do perigo, antes que ele partirá para atravessar o deserto.
c) Eu poderei preveni-lo do perigo, antes que ele partira para atravessar o deserto.
d) Eu posso preveni-lo do perigo, antes que ele tivesse partido para atravessar o
deserto.
e) Eu terei podido preveni-lo do perigo, antes que ele partia para atravessar o
deserto.
63) Concurso: Of Prom/MPE SP/I/2016 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Japão irá auxiliar Minas Gerais com a experiência no enfrentamento de tragédias
Acostumados a lidar com tragédias naturais, os japoneses costumam se reerguer
em tempo recorde depois de catástrofes. Minas irá buscar experiência e tecnologias
para superar a tragédia em Mariana
A partir de janeiro, Minas Gerais irá se espelhar na experiência de enfrentamento
de catástrofes e tragédias do Japão, para tentar superar Mariana e recuperar os
danos ambientais e sociais. Bombeiros mineiros deverão receber treinamento por
meio da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), a exemplo da troca
de experiências que já acontece no Estado com a polícia comunitária, espelhada no
modelo japonês Koban.
O terremoto seguido de um tsunami que devastou a costa nordeste do Japão em
2011 deixando milhares de mortos e desaparecidos, e prejuízos que quase
chegaram a US$ 200 bilhões, foi uma das muitas tragédias naturais que o país
enfrentou nos últimos anos. Menos de um ano depois da catástrofe, no entanto, o
Japão já voltava à rotina. É esse tipo de experiência que o Brasil vai buscar para
lidar com a tragédia ocorrida em Mariana.
(Juliana Baeta, http://www.otempo.com.br, 10.12.2015. Adaptado)
Assinale a alternativa correta quanto ao emprego do verbo, em conformidade com
a norma-padrão.
a) Se o Japão se dispor a auxiliar Minas Gerais, Mariana é superada e os danos
ambientais e sociais recuperados.
b) Se o Japão manter seu auxílio a Minas Gerais, Mariana poderá ser superada e os
danos ambientais e sociais recuperados.
c) Se Minas Gerais se propuser a usar a experiência do Japão, poderá superar
Mariana e recuperar os danos ambientais e sociais.
d) Caso Minas Gerais faz uso da experiência do Japão, poderá superar Mariana e
recuperar os danos ambientais e sociais.
e) Caso Minas Gerais usa a experiência do Japão, pode superar Mariana e recuperar
os danos ambientais e sociais.
64) Concurso: Tec Adm/PM SP/2016 Banca: VUNESP
Bocejando, apertando os cordões das largas pantalonas de seda que lhe
escorregavam da cinta, Gonçalo, que durante todo o dia preguiçara, estirado no
divan de damasco azul, com uma vaga dor nos rins, atravessou languidamente o
quarto para espreitar, no corredor, o antigo relógio de charão. Cinco horas e
meia!... Para desanuviar, pensou numa caminhada pela fresca estrada dos Bravais.
Depois numa visita (devida já desde a Páscoa!) ao velho Sanches Lucena, eleito
novamente deputado, nas Eleições Gerais de abril, pelo círculo de Vila Clara. Mas a
jornada à Feitosa, à quinta do Sanches Lucena, demandava uma hora a cavalo,
desagradável com aquela teimosa dor nos rins que o filara na véspera à noite,
depois do chá, na Assembleia da Vila.
(Eça de Queirós, A ilustre casa de Ramires. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br)
Depois numa visita (devida já desde a Páscoa!) ao velho Sanches Lucena,
___________ eleito novamente deputado, nas Eleições Gerais de abril, pelo círculo
de Vila Clara.
Preservando-se as relações temporais estabelecidas no texto original, assinale a
alternativa que preenche corretamente a lacuna desse trecho.
a) que seria
b) que seja
c) que será
d) que fora
e) que fosse
65) Concurso: As Leg/CM Registro/2016 Banca: VUNESP
Ela andava reclamando da forma como ele fechava as portas, ―Não bate! Vira a
maçaneta e puxa!‖, ele vinha implicando com o tempo que ela mantinha aberta a
geladeira, ―Pensa antes no que você quer, depois abre!‖. Quando ela dirigia, ele ia
cantando as marchas: ―Quarta!‖, ―Terceira!‖, ―Quinta! Oitenta... Bota a quinta!‖.
Quando ele dirigia, ela desdenhava dos caminhos: ―Por que cê tá subindo a
Augusta?! Pega a Nove de Julho!‖. ―Não, Rebouças não!‖. No dia em que discutiram
feio a respeito do lado certo para começar a descascar uma mexerica – ―Por cima!
Aquele engruvinhadinho tá ali pra isso!‖ versus ―Por baixo! É uma dedada só!‖ –,
decidiram que era preciso diminuir a convivência.
Passaram a jantar em horários diferentes. A ler cada um numa poltrona. Às terças,
ela ia ao bar com as amigas. Às quintas, ele jogava futebol. Melhorou, mas não
resolveu. Ele resmungava do cheiro de fritura com que ela se deitava na cama. Ela
o reprimia pelas roupas suadas, espalhadas no banheiro. Decidiram, então, dormir
em quartos separados. À noite, se despediam e iam cada um para um lado do
corredor. Ele assistia à série dele, ela via a série dela. Às vezes, até viam a mesma
série, mas cada um botando legenda na língua que bem entendesse – antes, ela
sempre queria pôr em inglês, ―pra praticar‖, ele sempre queria pôr em português,
―pra entender‖: acabavam nem praticando nem entendendo, mas discutindo. Mas,
mesmo em quartos separados, as rusgas continuavam.
A solução, acreditaram, era morar cada um numa casa. Voltariam a ser namorados,
cada um com o seu mundinho, como na época da faculdade. Foi bom por um
tempo, mas – de novo – não resolveu. Ele atrasava pro cinema. Ela discordava do
restaurante. Na casa dele, não tinha os cremes dela. Na casa dela, não tinha as
lentes dele.
Um belo dia tiveram de admitir que a convivência era impossível. Sempre haveria
algum incômodo, algum detalhe, algum hábito de um a pinicar a paciência do
outro. A saída era se separar. A distância acabou com os velhos problemas, mas
criou um novo, imenso: eles se amavam, sofriam vivendo sozinhos. Não que
quisessem voltar. Sabiam que de briguinha em briguinha, de discussão em
discussão, o caldo entornaria, mais uma vez.
Então chegaram, enfim, à conclusão de qual seria a única forma da relação
funcionar, sem picuinha nem saudade: nunca terem se conhecido. Se apenas
imaginassem um ao outro, amantes ideais, num mundo sem marchas, sem
Rebouças, sem mexericas, sem legendas, sem geladeiras, sem cremes e sem
lentes, seriam felizes para sempre.
(Antônio Prata, “O Engruvinhado da Mexerica”. Folha de S.Paulo, 15.11.2015. Adaptado)
Nos trechos – Ela andava reclamando da forma... – e – ... ele vinha implicando
com o tempo... –, as expressões destacadas foram assim empregadas para
enfatizar
a) as ações presentes que tiveram seu início no passado.
b) o desenvolvimento gradual das ações e sua duração no passado.
c) as ações pontuais concluídas no passado recente.
d) o término das ações localizadas num momento preciso do passado.
e) o movimento feito para realizar ações futuras.
66) Concurso: Ass Adm/UFABC/2019 Banca: VUNESP
Assinale a alternativa em que todas as formas verbais estão empregadas em
conformidade com a norma-padrão da língua.
a) Eles se comprometiveram a trabalhar juntos em um canal especializado no
ensino de matemática para vestibulandos.
b) Desse modo, eles pensaram em uma estratégia que mantivesse o público
interessado nas aulas de matemática.
c) Com as novas metodologias de ensino, eles reaviram grande parte do público
que haviam perdido.
d) Após uma reformulação do canal, é possível que eles passam a ter mais pessoas
que mantém interesse pelas aulas.
e) As aulas que eles virem a formular sofrerá os ajustes que se fazerem necessários
para atrair o público.
67) Concurso: Aux AA /Pref Mogi Cruzes/2018 Banca: VUNESP
Leia a tira para responder à questão.
(Folha de S.Paulo, 26.10.2017)
Se a frase do 2º quadrinho for reescrita na perspectiva de tempo futuro, em
conformidade com a norma-padrão, ela assumirá a seguinte redação:
a) Quando você querer escrever alguma monstruosidade, será possível comentar
de forma anônima.
b) Quando você queira escrever alguma monstruosidade, é possível comentar de
forma anônima.
c) Quando você quisesse escrever alguma monstruosidade, seria possível comentar
de forma anônima.
d) Quando você quiser escrever alguma monstruosidade, será possível comentar
de forma anônima.
e) Quando você quererá escrever alguma monstruosidade, é possível comentar de
forma anônima.
68) Concurso: AuxA/CM Indaiatuba/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
A última crônica
A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao
balcão. Na realidade, estou adiando o momento de escrever.
A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais
um ano nesta busca do pitoresco no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas
recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da
convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Nesta perseguição do acidental,
quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente
doméstico, torno-me simples espectador. Sem mais nada para contar, curvo a
cabeça e tomo meu café, enquanto o verso de um poeta se repete na lembrança:
―assim eu quereria o meu último poema‖. Não sou poeta e estou sem assunto.
Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem
uma crônica.
Ao fundo do botequim, um casal acaba de sentar-se numa das últimas mesas de
mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na
contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma
menininha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre,
que se instalou também à mesa. Três seres esquivos que compõem em torno à
mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se
preparam para algo mais que matar a fome.
Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou
do bolso, aborda o garçom e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma.
Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A
meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão
apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho – um bolo simples,
amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular.
A menininha olha a garrafa de refrigerante e o pratinho que o garçom deixou à sua
frente. Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa a um discreto
ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O
pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta
como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.
São três velinhas brancas que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E
enquanto ela serve o refrigerante, o pai risca o fósforo e acende as velas. A
menininha sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater
palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam,
discretos: ―parabéns pra você, parabéns pra você...‖. A menininha agarra
finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está
olhando para ela com ternura – ajeita-lhe a fitinha no cabelo, limpa o farelo de bolo
que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se
convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-
lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça
abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.
Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.
(Fernando Sabino. http//contobrasileiro.com.br. Adaptado)
A frase cuja forma verbal destacada expressa um desejo está na alternativa:
a) Na realidade estou adiando o momento de escrever. (1º parágrafo)
b) Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito... (2º parágrafo)
c) Sem mais nada para contar, curvo a cabeça… (2º parágrafo)
d) A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. (5º parágrafo)
e) ... mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.(6º parágrafo)
69) Concurso: Ag Prev/PAULIPREV/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Sentado no coletivo, observo a roupa que cada um está usando e fico imaginando
como escolheu aquele modelito pra sair de casa.
Tem de tudo. Gente bem vestida, gente de qualquer jeito, bom gosto, mau gosto,
roupa limpa, roupa suja.
Toda vez que penso nisso, lembro-me do poeta Paulo Leminski, com quem
trabalhei no final dos anos 1980. Leminski era o que chamamos de ―figuraça‖.
Fazíamos o Jornal de Vanguarda juntos na TV Bandeirantes.
Lema, como o chamávamos, ia trabalhar de qualquer jeito. Uma calça Lee surrada,
sem cinto, caindo, camiseta branca encardida e muitas vezes aparecia na redação
de chinelo franciscano.
Um dia, foi surpreendido no corredor da Band pelo comentarista de economia Celso
Ming.
– Paulo Leminski, você percebeu que está usando uma meia de cada cor?
Lema levantou ligeiramente sua calça Lee e constatou que Ming – que ele chamava
de Dinastia Ming – estava certo. Não pensou duas vezes e respondeu na lata.
– Dinastia Ming, eu estou me lixando! Acordo, me visto no escuro e só vejo como
estou quando chego na rua.
(Alberto Villas. Vou assim mesmo!. 07.12.2017. www.cartacapital.com.br. Adaptado)
Uma expressão verbal que designa uma ação habitual realizada no passado está
em:
a) ... ia trabalhar de qualquer jeito.
b) … foi surpreendido no corredor...
c) … está usando uma meia de cada cor?
d) … levantou ligeiramente sua calça...
e) ... respondeu na lata.
70) Concurso: Ag Prev/PAULIPREV/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Sentado no coletivo, observo a roupa que cada um está usando e fico imaginando
como escolheu aquele modelito pra sair de casa.
Tem de tudo. Gente bem vestida, gente de qualquer jeito, bom gosto, mau gosto,
roupa limpa, roupa suja.
Toda vez que penso nisso, lembro-me do poeta Paulo Leminski, com quem
trabalhei no final dos anos 1980. Leminski era o que chamamos de ―figuraça‖.
Fazíamos o Jornal de Vanguarda juntos na TV Bandeirantes.
Lema, como o chamávamos, ia trabalhar de qualquer jeito. Uma calça Lee surrada,
sem cinto, caindo, camiseta branca encardida e muitas vezes aparecia na redação
de chinelo franciscano.
Um dia, foi surpreendido no corredor da Band pelo comentarista de economia Celso
Ming.
– Paulo Leminski, você percebeu que está usando uma meia de cada cor?
Lema levantou ligeiramente sua calça Lee e constatou que Ming – que ele chamava
de Dinastia Ming – estava certo. Não pensou duas vezes e respondeu na lata.
– Dinastia Ming, eu estou me lixando! Acordo, me visto no escuro e só vejo como
estou quando chego na rua.
(Alberto Villas. Vou assim mesmo!. 07.12.2017. www.cartacapital.com.br. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a concordância está em conformidade com a norma-
padrão.
a) Há pessoas que escolhem com bom gosto a roupa que vestem,
independentemente das circunstâncias.
b) No coletivo, alguns vestiam-se com cuidado, enquanto outros parecia ser mais
displicente.
c) Roupas belas ou feias, limpas ou sujas, tudo levavam a imaginar como devia
viver aqueles estranhos.
d) Muitos são os fatores que é levado em conta quando cada um de nós escolhem
o que vestir.
e) São importantes lembrar que nossa personalidade e nossos valores não se define
pela roupa que usamos.
71) Concurso: ACS/Pref Buritizal/2018 Banca: VUNESP
Assinale a alternativa em que a forma verbal em destaque está correta.
a) Se o garoto vir que o médico poderá ajudar seu pai, acreditará em sua cura.
b) Se você pôr a música que mais gosta no rádio do carro, poderá aumentar o
volume.
c) Se haver o toque do interfone, poderá ser a chegada do namorado.
d) Se a mãe obter informações sobre a chegada de seu filho em casa, ficará
aliviada.
e) Se o sentimento não caber no peito, poderá se expandir para os sons
magnânimos.
72) Concurso: GCM/Pref Suzano/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto e responda à questão.
Câmara eleva idade mínima para compra de armas
O Legislativo do estado da Flórida aprovou no dia 7 de março uma lei que sobe de
18 para 21 anos a idade mínima para a compra de armas longas, como fuzis, e
permite que funcionários de escolas portem armas no trabalho.
As medidas são aprovadas em meio à pressão por controle de armamento após o
ataque a tiros a uma escola, em Parkland, que fez 17 vítimas – os sobreviventes da
tragédia foram os principais defensores das mudanças na lei.
Além da elevação da idade, a legislação estabelece um período de quarentena para
a aquisição de armas longas e proíbe a venda de equipamentos que transformam
armas semiautomáticas em metralhadoras.
Também cria um programa voluntário no qual funcionários dos colégios poderão
levar armas de pequeno porte aos seus locais de trabalho. Para isso, porém, eles
precisarão de treinamento policial e autorização do distrito escolar.
O projeto ainda inclui medidas que criam novos programas de saúde mental para
as escolas, um disque-denúncia de ameaças às instituições de ensino e melhora na
comunicação entre as áreas educacional e de segurança.
O projeto, por outro lado, não proíbe a venda de armas longas, como queriam os
estudantes. Foi com um fuzil AR-15 comprado legalmente que N. Cruz, 19, atacou a
escola Marjorie Stoneman Douglas, da qual é ex-aluno.
(https://www1.folha.uol.com.br. 07.03.18. Adaptado)
A forma verbal destacada está corretamente empregada na frase da alternativa:
a) Se escolas verem que funcionários armados são necessários, deverão pedir
autorização ao distrito escolar.
b) Os integrantes do Legislativo propuseram que haja maior comunicação entre as
áreas públicas de educação e segurança.
c) Quando haver mais defensores do desarmamento, é provável que as leis sejam
alteradas.
d) É importante previr como enfrentar situações de violência motivadas por
jovens.
e) Os idealizadores do projeto manteram a comercialização de armas muito
potentes.
73) Concurso: Bomb/Pref Barretos/2018 Banca: VUNESP
A consultoria norte-americana McKinsey lançou em 2016 um relatório sobre
mobilidade urbana prevendo que o futuro das grandes cidades será definido por
tendências tecnológicas.
O estudo, feito em parceria com a consultoria Bloomberg New Energy Finance,
aposta que, nos próximos 10 a 15 anos, graças à integração de fenômenos como a
internet das coisas (conexão via internet entre objetos e equipamentos) e a
eletrificação do transporte, a locomoção ficará mais rápida, barata,limpa e eficiente.
Para sustentar a previsão, são citados fatos como o barateamento das baterias, o
surgimento de serviços de compartilhamento de carros e o crescimento do
investimento em tecnologias de carros autônomos. Segundo a pesquisa, existem
três modelos de mobilidade urbana avançada que podem ser alcançados até 2030.
O primeiro modelo, chamado de ―limpo e compartilhado‖, é mais provável de
acontecer em regiões metropolitanas densas e que se encontram em estágio de
desenvolvimento, como Nova Deli, Mumbai e Cidade do México. Como essas
cidades não se adaptariam facilmente ao uso de carros autônomos, por causa da
falta de infraestrutura, a alternativa seria chegar a um transporte mais limpo, com
a adoção de veículos elétricos, a otimização da mobilidade compartilhada e a
limitação do número de carros próprios nas ruas.
Para cidades já desenvolvidas e com uma grande região suburbana, como Los
Angeles, o modelo seria o de ―autonomia privada‖. Nesses lugares, o uso de carros
continuaria essencial, mas as pessoas adotariam tecnologias como carros
autônomos e elétricos. A conectividade pode facilitar a cobrança de taxas e multas
em situações de mais congestionamento. O compartilhamento de carros também
pode ser uma opção, mas sem substituir os carros próprios em grande escala.
O modelo mais radical é o de ―mobilidade integrada‖, com potencial para ser
alcançado em cidades muito povoadas e de renda alta, como Chicago, Hong Kong,
Cingapura e Londres. Nesse sistema, a mobilidade seria predominantemente feita
sob demanda, com opções limpas, baratas e flexíveis – como carros autônomos,
carros compartilhados e transporte público de altíssima qualidade. O uso de
veículos elétricos seria mais comum, motivado por incentivos econômicos, e tudo
seria facilitado pelo uso de plataformas de software que controlam os fluxos de
tráfego e promovem a mobilidade como um serviço.
O relatório não cita nenhuma cidade brasileira.
(“Estudo aponta que locomoção será mais rápida e barata
em até 15 anos”. www.folha.uol.com.br. Adaptado)
O texto apresenta suposições acerca do transporte urbano em algumas cidades no
futuro. Uma forma verbal que expressa suposição está destacada em negrito no
trecho:
a) ... são citados fatos como o barateamento das baterias...
b) ... existem três modelos de mobilidade urbana avançada...
c) O uso de veículos elétricos seria mais comum...
d) ... plataformas de software que controlam os fluxos de tráfego...
e) O relatório não cita nenhuma cidade brasileira.
74) Concurso: AgAd/Pref Registro/2018 Banca: VUNESP
Leia a tira para responder à questão.
(Bill Watterson. Disponível em: http://depositodocalvin.blogspot.com/. Acesso em: 06.07.2018)
As formas verbais destacadas no trecho ―... eles vão ter que alargar as ruas e
colocar postos de gasolina, e, muito em breve, toda essa área vai ser apenas uma
pista‖, podem ser substituídas, de acordo com a norma-padrão da língua e
preservando o sentido, respectivamente, por:
a) têm … foi
b) tiveram … foi
c) tinham … era
d) terão … será
e) tenham … seja
75) Concurso: Sold/PM SP/2ª Classe/2018 Banca: VUNESP
A grama do vizinho
Ao amadurecermos, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde
coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco. Converso com mulheres que
estão entre os 40 e 50 anos, todas com profissão, marido, filhos, saúde, e ainda
assim elas trazem dentro delas um não-sei-o-quê perturbador, algo que as
incomoda, mesmo estando tudo bem.
Passei minha adolescência com esta sensação: a de que algo muito animado estava
acontecendo em algum lugar para o qual eu não tinha convite. É uma das
características da juventude: considerar-se deslocado e impedido de ser feliz como
os outros são, ou aparentam ser. Só que chega uma hora em que é preciso deixar
de ficar tão ligada na grama do vizinho.
As festas em outros apartamentos são fruto da nossa imaginação, que é infectada
por falsos holofotes e falsas notícias. Os notáveis alardeiam muito suas vitórias,
mas falam pouco das suas angústias, não dão bandeira das suas fraquezas, então
fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando
na verdade a festa lá fora não está tão animada assim. Ao amadurecermos,
descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma.
Estamos todos no mesmo barco, com motivos para dançar pela sala e também
motivos para nos refugiarmos no escuro, alternadamente. Só que os motivos para
nos refugiarmos no escuro raramente são divulgados.
Nesta era de exaltação de celebridades, fica difícil mesmo achar que a vida da
gente tem graça. Mas, tem. Paz interior, amigos leais, nossas músicas, livros,
fantasias, desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na nossa
biografia. Ou será que é tão divertido passar dois dias na Ilha de Caras
fotografando junto a todos os produtos dos patrocinadores? Compensa passar a
vida comendo alface para ter o corpo que a profissão de modelo exige? Estarão
mesmo todos realizando um milhão de coisas interessantes? Favor não confundir
uma vida sensacional com uma vida sensacionalista.
As melhores festas acontecem dentro do nosso próprio apartamento.
(Martha Medeiros,www.refletirpararefletir.com.br/cronicas -de-martha-medeiros/ Adaptado.
Acessado em 09.08.2018)
Alterando-se a frase – Favor não confundir uma vida sensacional com uma vida
sensacionalista. –, obtém-se versão correta da forma verbal, de acordo com a
norma padrão, em:
a) Espero que você distingue uma vida sensacional de uma vida sensacionalista.
b) Espero que você distinguisse uma vida sensacional de uma vida sensacionalista.
c) Espero que você distinguia uma vida sensacional de uma vida sensacionalista.
d) Espero que você distinga uma vida sensacional de uma vida sensacionalista.
e) Espero que você distinguiu uma vida sensacional de uma vida sensacionalista.
76) Concurso: Sarg/PM SP/CFS/2018 Banca: VUNESP
Google abandona seus ideais de juventude
Todo mundo precisa amadurecer um dia. Para o Google, essa transição do
idealismo da juventude para o realismo ranzinza da meia-idade está em curso.
A mais recente prova do pragmatismo do Google é o projeto Dragonfly, uma versão
do serviço de buscas que pode se enquadrar às normas de censura da China para
que a empresa volte a oferecer esse produto no país, depois de suspendê-lo em
2010. Esse não é o primeiro exemplo de transformação do lema da empresa, ―não
seja mau‖, para algo mais parecido com ―caia na real‖.
Além de irritar o público e legisladores, essas práticas de negócios inspiraram
reações adversas de parte dos empregados da companhia e colocaram em risco a
capacidade de o Google recrutar os grandes talentos da tecnologia.
Os críticos internos e externos afirmam que abandonar a missão idealista que a
empresa um dia se atribuiu poderia conduzir a usos ainda menos éticos de sua
poderosa tecnologia. Se a empresa não administrar bem as prioridades, a
disposição de confiar nela, da parte de seus empregados e clientes, poderia erodir,
o que colocaria em risco seu crescimento.
―Quando você começa com uma empresa ética, apegada à sua missão, e remove a
ética, isso cria um problema‖, disse Tiffany Li, pesquisadora da escola de direito da
Universidade Yale. ―Se o Google tiver uma versão de seu serviço de buscas aberta à
censura, para a China, outros países pedirão a mesma coisa‖, afirmou.
Em um setor no qual as maiores empresas crescem ao investir nelas mesmas e em
sua tecnologia, a tentativa do Google de amadurecer significa entrar em um jogo
perigoso, não só para a democracia mundial, mas para os lucros da empresa.
(Christopher Mims. The Wall Street Journal. Disponível e https://www1.folha.uol.com.br/ 28.08.18.
Adaptado)
A forma verbal destacada na frase ―Se o Google tiver uma versão de seu serviço
de buscas aberta à censura...‖ – expressa a ideia de possibilidade de que algo
possa se realizar, assim como ocorre em:
a) Todo mundo precisa amadurecer um dia.
b) ... colocaram em risco a capacidade de o Google recrutar...
c) ... poderia conduzir a usos ainda menos éticos de sua poderosa tecnologia.
d) Em um setor no qual as maiores empresas crescem ao investir nelas
mesmas...
77) Concurso: Ass TS/Pref SJC/Técnico em Enfermagem/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
O oi é importante. É o mínimo de civilidade e pode ser legal, também, se a pessoa
não for mala. Você encontra o conhecido na festa. Há uma surpresa genuína, ―Ah,
você!‖, ―Olha só!‖, ―Há quanto tempo!‖. Vocês pensam um pouco: quanto, mesmo?
―Foi na casa do Ricardo, aquele churrasco?‖.
―Não, depois do churrasco a gente se trombou na Virada Cultural.‖ ―A Virada
Cultural não foi antes da casa do Ricardo?!‖. ―Não sei. Na casa do Ricardo você
contou que tinha acabado de tirar o aparelho, tava reclamando que precisou usar
aparelho, adulto‖. ―Ah, então foi depois da Virada. Eu tava de aparelho na Virada.
Foi 2011!‖. ―E o Ricardo? Tem visto o Ricardo?‖. Ele diz que não. O Ricardo
separou. Agora mora em Natal.
O tchau não é assim. O tchau é mentira do começo ao fim. Você se despede e em
vez da surpresa do encontro surge uma pequena culpa por estar partindo. Aí você
fala, depois do abraço, ―Ah, a gente precisa se ver mais!‖. Balela.
Se o oi te deixou com uma sensação boa, o tchau é emissão de papel moeda
afetivo sem lastro e a inflação que começa ali desvaloriza até a alegria produzida
pelo oi.
(Antonio Prata, Contra o tchau. Folha de S.Paulo. 03.06.2018. Adaptado)
Se ___________ por mim, acabava o tchau. Dá um oi bem dado e, na hora de ir
embora, vai, sem olhar pra trás – e um dia, se o Ricardo voltar de Natal e a gente
___________ fazer um churrasco, faz.
(Antonio Prata, Contra o tchau.
Folha de S.Paulo. 03.06.2018. Adaptado)
De acordo com a norma-padrão, as lacunas do trecho devem ser preenchidas,
respectivamente, com:
a) fosse … querer
b) for … quer
c) era … queria
d) é … quis
e) fosse … quiser
78) Concurso: Sold/PM SP/2ª Classe/2017 Banca: VUNESP
Passei dois anos escrevendo o livro que acabo de terminar. A tarefa não foi
realizada em tempo integral, mas nos momentos livres que ainda me restam.
Há escritores que precisam de silêncio, solidão e ambiente adequado para a prática
do ofício. Se fosse esperar por essas condições, teria demorado 20 anos para
publicá-lo, tempo de vida de que não disponho, infelizmente.
Por força da necessidade, aprendi a escrever em qualquer lugar em que haja
espaço para sentar com o computador. Por exemplo, nas salas de embarque
durante as viagens de bate e volta que sou obrigado a fazer. Consigo me
concentrar apesar das vozes esganiçadas que anunciam os voos, os atrasos, as
trocas de portões, a ordem nas filas, os nomes dos retardatários.
Mal o avião levanta voo, puxo a mesinha e abro o computador. Estou nas nuvens,
às portas do paraíso celestial. O telefone não vai tocar, ninguém me cobrará o texto
que prometi, a presença na palestra para a qual fui convidado, os e-mails
atrasados.
Minha carreira de escritor começou com ―Estação Carandiru‖, publicado quando eu
tinha 56 anos. Foi tão grande o prazer de contar aquelas histórias, que senti ódio
de mim mesmo por ter vivido meio século sem escrever livros.
A dificuldade vinha da timidez e da autocrítica. Para mim, o que eu escrevesse seria
fatalmente comparado com Machado de Assis, Gógol, Faulkner, Joyce, Pushkin,
Turgenev ou Dante Alighieri. Depois do que disseram esses e outros gênios, que
livro valeria a pena ser escrito?
A resposta encontrei em ―On Writing‖, livro que reúne entrevistas e textos de
Ernest Hemingway sobre o ato de escrever. Em conversa com um estudante,
Hemingway diz que, ao escritor de nossos tempos, cabem duas alternativas:
escrever melhor do que os grandes mestres já falecidos ou contar histórias que
nunca foram contadas.
De fato, se eu escrevesse melhor do que Machado de Assis, poderia recriar
personagens como Dom Casmurro ou descrever com mais poesia o olhar de ressaca
de Capitu.
Restava a outra alternativa: a vida numa cadeia com mais de 7.000 presidiários, na
cidade de São Paulo, nas últimas décadas do século 20, não poderia ser descrita
por Tchékhov, Homero ou pelo padre Antonio Vieira. O médico que atendia
pacientes no Carandiru havia dez anos era quem reunia as condições para fazê-lo.
Seguindo o mesmo critério, publiquei outros livros. Às cotoveladas, a literatura
abriu espaço em minha agenda. Há escritores talentosos que se queixam dos
tormentos e da angústia inerentes ao processo de criação. Não é o meu caso,
escrever só me traz alegria.
Diante da tela do computador, fico atrás das palavras, encontro algumas, apago
outras, corrijo, leio e releio até sentir que o texto está pronto. Às vezes, ficou
melhor do que eu imaginava. Nesse momento sou invadido por uma sensação de
felicidade plena que vai e volta por vários dias.
(www.folha.uol.com.br, 13.05.2017. Adaptado)
As formas destacadas em – De fato, se eu escrevesse melhor do que Machado de
Assis, poderia recriar personagens como Dom Casmurro... – expressam,
respectivamente,
a) certeza e ação duvidosa.
b) convicção e ação testada.
c) possibilidade e ação condicionada.
d) probabilidade e ação comprovada.
e) impossibilidade e ação concreta.
79) Concurso: Ass GE/Pref GRU/2016 Banca: VUNESP
Leia o texto “Infância na praia”, de Danuza Leão, para responder à questão.
Não se pode dar corda à memória: a gente começa brincando, mas ela não faz
cerimônia e vai invadindo nossas mentes e nossos corações. Para mim são, ainda e
sempre, as recordações da infância na praia muito mais fortes do que eu podia
imaginar.
No terreno das brincadeiras, a mais comum era o caldo: quem não se lembra do
terror de levar um? Também se brincava de jogar areia nos outros, aos gritos, para
horror dos adultos, e a pior de todas: se deixar ser enterrada ficando só com a
cabeça de fora, e todo mundo fingir que ia embora, só de maldade, deixando você
sozinha e esquecida.
No terreno mais leve, a grande proeza era mergulhar e passar por baixo das pernas
abertas da prima, lembra? Aliás, essa é uma raça em extinção: as primas. Elas
eram muitas, e a convivência, intensa. Hoje, nas cidades grandes, existem poucas
tias e pouquíssimas primas.
As crianças catavam conchas para colar, e era difícil fazer um buraquinho com um
prego e um martelinho, sem quebrar a concha, para passar o barbante. As cor-de-
rosa eram as mais lindas, e, quando se encontrava um búzio, era uma verdadeira
festa. As conchas acabaram; onde terão ido parar?
No final da tarde, a praia já sem sol, voltavam os barcos de pesca: as pessoas
ficavam em volta comprando o peixe nosso de cada dia, que seria feito naquela
mesma noite. Naquele tempo não havia nem alface nem tomate nem molho de
maracujá, e para dar uma corzinha na comida se usava colorau – já ouviu falar?
Camarão só às vezes, mas, em compensação, havia cações com a carne rija, que
davam uma moqueca muito boa. Os peixes eram vendidos por lote, não custavam
quase nada, e o que sobrava era distribuído ali mesmo. Mas os fregueses eram
honestos, e ninguém deixava de comprar para levar algum de graça, no final das
transações.
Às vezes corria um boato assustador: de que o mar estava cheio de águas-vivas, o
que era um acontecimento. Água-viva é uma rodela gelatinosa que, segundo
diziam, se encostasse no corpo, queimava como fogo. Ia todo mundo para a beira
da água tentando ver alguma, mas ninguém entrava no mar, de medo. No dia
seguinte, a areia estava cheia delas, e com uma varinha a gente ficava mexendo,
sempre com muito cuidado: afinal, era uma gelatina, mas viva – uma coisa mesmo
muito estranha.
Para evitar queimaduras, se usava óleo Dagele, e se alguém dissesse que anos
depois uma massagem de algas, daquelas mesmas algas verdes e marrons com as
quais a gente dançava dentro da água, não custaria menos de US$ 100 em Nova
York ou Paris, ninguém acreditaria.
Naquele tempo não havia refrigerantes, não se tomava água gelada, e as crianças
rezavam uma ave-maria antes de dormir, sendo que algumas ajoelhadas.
Não havia abajur nas mesas de cabeceira e na hora de dormir se apagava a luz do
teto, com sono ou sem sono, e ficávamos com os pensamentos voando, esperando
o sono chegar.
E ninguém se queixava de nada, até porque não havia do que se queixar, porque
era assim e pronto.
(Folha de S.Paulo, 17.04.2005. Adaptado)
A autora emprega constantemente no texto formas verbais no pretérito imperfeito
do indicativo, pois sua intenção é fazer referência a eventos que se repetiam no
passado, como em: ―No terreno das brincadeiras, a mais comum era o caldo‖.
Outro trecho do texto cuja forma verbal em destaque justifica essa afirmação
encontra-se em:
a) Para mim são, ainda e sempre, as recordações da infância na praia…
b) … e a pior de todas: se deixar ser enterrada ficando só com a cabeça de fora…
c) As conchas acabaram; onde terão ido parar?
d) No final da tarde, a praia já sem sol, voltavam os barcos de pesca…
e) … e se alguém dissesse que anos depois uma massagem de algas…
80) Concurso: Ag EVP/SAP SP/2015 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
No Cieja (Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos) Campo Limpo, não se
registram advertências aos estudantes nem há período de recuperação. Alunos com
dificuldades nos colégios da região enxergam ali a possibilidade de um recomeço.
―Outros colégios desistem de alguns alunos tidos como problemáticos e os
encaminham para um centro de ensino de jovens e adultos‖, explica a
coordenadora da escola, Cristina Sá.
Todos os 14 Ciejas de São Paulo reservam um dia para os professores fazerem
planejamento. Êda, a diretora do Cieja Campo Limpo, usa as sextas-feiras para
discutir casos específicos dos alunos e para formar os educadores na filosofia da
escola. Neste dia, não há aula. ―É um trabalho de formiguinha‖, diz a diretora.
Vários professores não se adaptaram e pediram transferência. ―Tem gente que não
acredita em um ensino que não impõe autoridade. Nós acreditamos‖, afirma
Cristina.
Num dos dias em que a Folha visitou a escola, um morador da mesma rua apareceu
em frente à entrada, com um carrinho de sucata com o pneu furado, perguntando:
―Cadê a dona Êda? Preciso de ajuda para arrumar meu pneu‖. A naturalidade do
pedido mostra como a integração com a comunidade funciona.
(http://arte.folha.uol.com.br. 30.11.2014. Adaptado)
Na frase do primeiro parágrafo – Alunos com dificuldades nos colégios da região
enxergam ali a possibilidade de um recomeço. –, o verbo enxergar tem o mesmo
sentido e emprego que o destacado em:
a) O jovem enxergou naquele empreendimento a possibilidade de crescer.
b) Aquele rapaz a incomodou durante a festa; ele não se enxergava mesmo.
c) Ao sair na janela, o homem enxergou a multidão aglomerada na praça.
d) Era tanta neblina na estrada que ele não podia enxergar nada direito.
e) Enxergava a imagem do amado ao longe, e isso a deixou radiante.
Pronomes
81) Concurso: OfAA/CM 2 Córregos/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
―Quando eu tinha mais ou menos uma semana de idade, eu me lembro de estar
enrolada em um cobertor rosa de algodão‖, conta Rebecca Sharrock. Considerando
que a memória da maioria das pessoas não é capaz de gravar acontecimentos
anteriores aos quatro anos de idade, pode ser fácil pensar que a descrição de
Sharrock seja um sonho nostálgico em vez de uma memória real. Mas a mulher
australiana de 27 anos não tem uma memória comum – ela foi diagnosticada com
uma síndrome rara chamada ―Memória Autobiográfica Altamente Superior‖, ou
HSAM na sigla em inglês, também conhecida como Síndrome da Supermemória.
Essa condição neurológica única significa que Sharrock consegue se lembrar de
absolutamente tudo que ela fez em qualquer data.
Pessoas com essa síndrome podem se lembrar instantaneamente e sem esforço
algum de qualquer coisa que fizeram, o que vestiram ou onde estavam em
qualquer momento da vida. Elas podem se lembrar de notícias e acontecimentos
pessoais com tantos detalhes e com uma exatidão tão perfeita que são
comparáveis a uma gravação.
Por que algumas pessoas nascem com a supermemória? As pesquisas ainda estão
em andamento, já que existem poucos indivíduos com a síndrome no mundo, e a
área ainda é relativamente nova. Mas alguns estudos indicam que o lobo temporal
(que ajuda no processamento de memória.) é maior nos cérebros das pessoas com
HSAM.
Ter uma supermemória significa que as memórias são gravadas em detalhes
vívidos, o que é fascinante em termos científicos, mas pode ser uma praga para
quem tem a síndrome. Algumas pessoas com HSAM dizem que suas memórias são
muito organizadas, mas Sharrock descreve seu cérebro como ―entupido‖ e diz que
reviver memórias lhe dá dor de cabeça e insônia. Apesar disso, ela aprendeu a
tentar usar memórias positivas para superar as negativas: ―No começo de todo
mês, eu escolho todas as melhores memórias que tive naquele mês em outros
anos‖. Reviver acontecimentos positivos facilita na hora de lidar com as ―memórias
invasivas‖ que a fazem se sentir mal.
(Sarah Keating, BBC. 17.11.2017. www.bbc.com. Adaptado)
Considere a seguinte passagem:
Reviver acontecimentos positivos facilita na hora de lidar com as ―memórias
invasivas‖ que a fazem se sentir mal.
De acordo com a norma-padrão da língua, a lacuna que deve ser preenchida com o
mesmo pronome destacado na passagem do texto está em:
a) A supermemória de Sharrock é o que _____ diferencia das demais pessoas.
b) Sharrock lembra-se dos presentes que _____ deram no seu primeiro aniversário.
c) Sharrock confessa que a supermemória nem sempre _____ traz boas sensações.
d) A supermemória de Sharrock _____ permite reviver experiências com
intensidade.
e) Sharrock conta que suas memórias podem _____ provocar dor de cabeça e
insônia.
82) Concurso: Esc/TJ SP/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Quem assiste a ―Tempo de Amar‖ já reparou no português extremamente culto e
correto que é falado pelos personagens da novela. Com frases que parecem
retiradas de um romance antigo, mesmo nos momentos mais banais, os
personagens se expressam de maneira correta e erudita.
Ao UOL, o autor da novela, Alcides Nogueira, diz que o linguajar de seus
personagens é um ponto que leva a novela a se destacar. ―Não tenho nada contra a
linguagem coloquial, ao contrário. Acho que a língua deve ser viva e usada em
sintonia com o nosso tempo. Mas colocar um português bastante culto torna a
narrativa mais coerente com a época da trama. Fora isso, é uma oportunidade de o
público conhecer um pouco mais dessa sintaxe poucas vezes usada atualmente‖.
O escritor, que assina o texto da novela das 18h ao lado de Bia Corrêa do Lago,
conta que a decisão de imprimir um português erudito à trama foi tomada por ele e
apoiada pelo diretor artístico, Jayme Monjardim. Ele revela que toma diversos
cuidados na hora de escrever o texto, utilizando, inclusive, o dicionário. ―Muitas
vezes é preciso recorrer às gramáticas. No início, o uso do coloquial era tentador.
Aos poucos, a escrita foi ficando mais fácil‖, afirma Nogueira, que também diz se
inspirar em grandes escritores da literatura brasileira e portuguesa, como Machado
de Assis e Eça de Queiroz.
Para o autor, escutar os personagens falando dessa forma ajuda o público a
mergulhar na época da trama de modo profundo e agradável. Compartilhou-lhe o
sentimento Jayme Monjardim, que também explica que a estética delicada da
novela foi pensada para casar com o texto. ―É uma novela que se passa no fim dos
anos 1920, então tudo foi pensado para que o público entrasse junto com a gente
nesse túnel do tempo. Acho que isso é importante para que o telespectador consiga
se sentir em outra época‖, diz.
(Guilherme Machado. UOL. https://tvefamosos.uol.com.br. 15.11.2017. Adaptado)
Considere as passagens:
... os personagens se expressam de maneira correta e erudita. (1º parágrafo)
Compartilhou-lhe o sentimento Jayme Monjardim... (4º parágrafo)
―... para que o telespectador consiga se sentir em outra época‖... (4º parágrafo)
Os pronomes, em destaque, assumem nos enunciados, correta e respectivamente,
os sentidos:
a) reflexivo, possessivo e reflexivo.
b) reflexivo, enfático e possessivo.
c) recíproco, possessivo e reflexivo.
d) recíproco, reflexivo e reflexivo.
e) reflexivo, demonstrativo e enfático.
83) Concurso: Ag Tel Pol/PC SP/2018 Banca: VUNESP
O exorcismo
Rosário, a feiticeira andaluza, estava há muitos anos lutando contra os demônios. O
pior dos satanases tinha sido seu sogro. Aquele malvado tinha morrido estendido
na cama, na noite em que blasfemou*, e o crucifixo de bronze soltou-se da parede
e quebrou-lhe o crânio.
Rosário se ofereceu para desendemoniar-nos. Jogou no lixo a nossa bela máscara
mexicana de Lúcifer e esparramou uma fumaçarada de arruda, manjerona e louro
bendito. Depois pregou na porta uma ferradura com as pontas para fora, pendurou
alguns alhos e derramou, aqui e acolá, punhadinhos de sal e montões de fé.
– Ao mau tempo, cara boa, e para a fome, viola – disse. E disse que dali para a
frente era conosco, porque a sorte não ajuda quem não a ajuda a ajudar.
(Eduardo Galeano, O livro dos abraços. Adaptado)
*Proferiu palavras ofensivas à divindade.
―E disse que dali para a frente era conosco, porque a sorte não ajuda quem não a
ajuda a ajudar.‖
É correto afirmar que o termo ―a‖, no trecho ―não a ajuda‖, é
a) um artigo, que identifica o gênero da palavra ―ajuda‖.
b) uma preposição, exigida pelo substantivo ―ajuda‖.
c) uma preposição, exigida pelo verbo ―ajudar‖.
d) um pronome, que se refere à palavra ―sorte‖.
e) um pronome, que se refere à palavra ―conosco‖.
84) Concurso: GCM/Pref Suzano/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto e responda à questão.
Câmara eleva idade mínima para compra de armas
O Legislativo do estado da Flórida aprovou no dia 7 de março uma lei que sobe de
18 para 21 anos a idade mínima para a compra de armas longas, como fuzis, e
permite que funcionários de escolas portem armas no trabalho.
As medidas são aprovadas em meio à pressão por controle de armamento após o
ataque a tiros a uma escola, em Parkland, que fez 17 vítimas – os sobreviventes da
tragédia foram os principais defensores das mudanças na lei.
Além da elevação da idade, a legislação estabelece um período de quarentena para
a aquisição de armas longas e proíbe a venda de equipamentos que transformam
armas semiautomáticas em metralhadoras.
Também cria um programa voluntário no qual funcionários dos colégios poderão
levar armas de pequeno porte aos seus locais de trabalho. Para isso, porém, eles
precisarão de treinamento policial e autorização do distrito escolar.
O projeto ainda inclui medidas que criam novos programas de saúde mental para
as escolas, um disque-denúncia de ameaças às instituições de ensino e melhora na
comunicação entre as áreas educacional e de segurança.
O projeto, por outro lado, não proíbe a venda de armas longas, como queriam os
estudantes. Foi com um fuzil AR-15 comprado legalmente que N. Cruz, 19, atacou a
escola Marjorie Stoneman Douglas, da qual é ex-aluno.
(https://www1.folha.uol.com.br. 07.03.18. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o pronome, indicado entre parênteses, substitui
corretamente a expressão destacada e está adequadamente colocado na frase.
a) A lei permite que funcionários de escolas adquiram armas. (lhes adquiram)
b) O projeto inclui medida que cria programas de saúde mental. (cria-lhes)
c) Com um fuzil, o estudante inesperadamente invadiu a escola onde estudou.
(invadiu-a)
d) Equipamentos que transformam armas em metralhadoras são uma ameaça. (as
transformam)
e) A Câmara não proibiu a venda de armas longas. (proibiu-a)
85) Concurso: ETJ/TJM SP/2017 Banca: VUNESP
Muito antes de haver história, já havia seres humanos. Animais bastante similares
aos humanos modernos surgiram por volta de 2,5 milhões de anos atrás. Mas, por
incontáveis gerações, eles não se destacaram da miríade de outros organismos com
os quais partilhavam seu habitat.
Em um passeio pela África Oriental de 2 milhões de anos atrás, você poderia muito
bem observar certas características humanas familiares: mães ansiosas acariciando
seus bebês e bandos de crianças despreocupadas brincando na lama; jovens
temperamentais rebelando-se contra as regras da sociedade e idosos cansados que
só queriam ficar em paz; machos orgulhosos tentando impressionar as beldades
locais e velhas matriarcas sábias que já tinham visto de tudo. Esses humanos
arcaicos amavam, brincavam, formavam laços fortes de amizade e competiam por
status e poder – mas os chimpanzés, os babuínos e os elefantes também. Não
havia nada de especial nos humanos. Ninguém, muito menos eles próprios, tinha
qualquer suspeita de que seus descendentes um dia viajariam à Lua, dividiriam o
átomo, mapeariam o código genético e escreveriam livros de história. A coisa mais
importante a saber acerca dos humanos pré-históricos é que eles eram animais
insignificantes, cujo impacto sobre o ambiente não era maior que o de gorilas,
vaga-lumes ou águas-vivas.
(Yuval Noah Harari. Sapiens: uma breve história da
humanidade. Trad. Janaína Marcoantonio, Porto Alegre, L&PM, 2015, p. 08-09)
Um termo que expressa sentido de ―posse‖ está destacado em:
a) Mas, por incontáveis gerações, eles não se destacaram...
b) ... da miríade de outros organismos com os quais partilhavam...
c) ... você poderia muito bem observar certas características...
d) ... idosos cansados que só queriam ficar em paz...
e) ... eles eram animais insignificantes, cujo impacto sobre o ambiente...
86) Concurso: Esc/TJ SP/2017 Banca: VUNESP
O ônibus da excursão subia lentamente a serra. Ele, um dos garotos no meio da
garotada em algazarra, deixava a brisa fresca bater-lhe no rosto e entrar-lhe pelos
cabelos com dedos longos, finos e sem peso como os de uma mãe. Ficar às vezes
quieto, sem quase pensar, e apenas sentir – era tão bom. A concentração no sentir
era difícil no meio da balbúrdia dos companheiros.
E mesmo a sede começara: brincar com a turma, falar bem alto, mais alto que o
barulho do motor, rir, gritar, pensar, sentir, puxa vida! Como deixava a garganta
seca.
A brisa fina, antes tão boa, agora ao sol do meio-dia tornara-se quente e árida e ao
penetrar pelo nariz secava ainda mais a pouca saliva que pacientemente juntava.
Não sabia como e por que mas agora se sentia mais perto da água, pressentia-a
mais próxima, e seus olhos saltavam para fora da janela procurando a estrada,
penetrando entre os arbustos, espreitando, farejando.
O instinto animal dentro dele não errara: na curva inesperada da estrada, entre
arbustos estava... o chafariz de pedra, de onde brotava num filete a água sonhada.
O ônibus parou, todos estavam com sede mas ele conseguiu ser o primeiro a
chegar ao chafariz de pedra, antes de todos.
De olhos fechados entreabriu os lábios e colou-os ferozmente no orifício de onde
jorrava a água. O primeiro gole fresco desceu, escorrendo pelo peito até a barriga.
Era a vida voltando, e com esta encharcou todo o seu Abriu-os e viu bem junto de
sua cara dois olhos de estátua fitando-o e viu que era a estátua de uma mulher e
que era da boca da mulher que saía a água.
E soube então que havia colado sua boca na boca da estátua da mulher de pedra. A
vida havia jorrado dessa boca, de uma boca para outra.
Intuitivamente, confuso na sua inocência, sentia-se intrigado. Olhou a estátua nua.
Ele a havia beijado.
Sofreu um tremor que não se via por fora e que se iniciou bem dentro dele e
tomou-lhe o corpo todo estourando pelo rosto em brasa viva.
(Clarice Lispector, “O primeiro beijo”. Felicidade clandestina. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o pronome em destaque está empregado com o
mesmo sentido de posse que tem o pronome ―lhe‖, na passagem – Ele, um dos
garotos no meio da garotada em algazarra, deixava a brisa fresca bater-lhe no
rosto e entrar-lhe pelos cabelos...
a) Chegou-nos a notícia do desaparecimento do helicóptero.
b) Faça-a ver que ninguém está questionando sua atitude.
c) Não vá forçá-lo a assumir função para a qual não se acha preparado.
d) Pegou-me a mão, tentando encorajar-me a tomar tuma decisão.
e) Não esperávamos entregar-lhes nossos documentos naquele momento.
87) Concurso: Aux Lg/CM Itanhaém/2017 Banca: VUNESP
A gente ainda não sabia
A gente ainda não sabia que a Terra era redonda.
E pensava-se que nalgum lugar, muito longe, deveria haver num velho poste uma
tabuleta qualquer – uma tabuleta meio torta e onde se lia, em letras rústicas: FIM
DO MUNDO.
Ah! depois nos ensinaram que o mundo não tem fim e não havia remédio senão
irmos andando às tontas como formigas na casca de uma laranja.
Como era possível, como era possível, meu Deus, viver naquela confusão?
Foi por isso que estabelecemos uma porção de fins de mundo...
(Mário Quintana, A vaca e o hipogrifo)
A alternativa que substitui, correta e respectivamente, as palavras onde e senão,
em destaque no texto, é:
a) cuja – salvo.
b) que – ou.
c) em que – do contrário.
d) da qual – porém.
e) na qual – exceto.
88) Concurso: Cd Soc/Pref Sertãozinho/2016 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Bitucas jogadas no chão em SP enchem um apartamento por dia
Ao final de cada dia, o paulistano descarta 34 milhões de bitucas de cigarro nas
ruas. Pequena e dispersa por todo canto, ela parece não incomodar, mas os restos
equivalentes ao consumo de 1,7 milhão de maços de cigarro dariam para encher
um apartamento de 70 metros quadrados. O cálculo é da organização social ―Rede
Papel Bituca‖.
Para lidar com o problema, empresas e órgãos públicos de São Paulo têm inserido,
de forma tímida, nos seus espaços, as chamadas ―bituqueiras‖ – equipamento que
acondiciona o resíduo. E, na capital paulista – onde regiões com grande circulação
de pessoas, ambientes com alto nível de estresse ou que concentram bares são as
mais infestadas pelas bitucas –, um projeto de lei tramita desde o ano passado com
proposta que prevê multa de até R$ 100 para o ―sujão‖ flagrado.
O treinador de corretores de imóveis, R. Silva, 33, trabalha em uma dessas regiões.
Quatro vezes ao dia, ele repete o mesmo ritual: sai do ambiente de trabalho para
fumar. Quando o cigarro chega ao fim, o destino é um só: a rua. ―Sempre jogo a
bituca na vala. Nunca na calçada, porque a chuva vem e leva‖, diz.
Silva diz que dessa forma ―diminui o dano‖ devido à falta de um lugar adequado na
região para dar um fim à bituca.
―A bituca em contato com a água libera substâncias tóxicas e também acaba
entupindo a rede pluvial da cidade. Além de, visualmente, fomentar uma paisagem
de degradação‖, afirma Rafael Rodrigues, 31, gestor da Rede Papel Bituca. As
pontas de cigarro também provocam incêndios. Em 2013, o Corpo de Bombeiros
conteve 530 ocorrências do tipo apenas na capital.
Segundo Cleide Sousa, doutora em psicologia ambiental da UnB (Universidade de
Brasília), bitucas de cigarro são o resíduo ―mais descartado em todo o mundo‖.
Para a pesquisadora, o ato mostra ―falta de informação‖ e representa uma ―atitude
egoísta‖. ―Quem joga uma bituca no chão não faz uma autocrítica em relação ao
próprio comportamento e sempre joga a responsabilidade para o poder público.
Mas há uma responsabilidade individual nesse processo que nunca é levada em
consideração‖, explica a especialista.
(Dhiego Maia. In: http://goo.gl/nJnbbr. Adaptado)
Considere a frase.
Em contato com a água, a bituca libera substâncias tóxicas e também acaba
entupindo a rede pluvial da cidade.
As expressões destacadas estão corretamente substituídas pelos pronomes em:
a) libera-as ... entupindo-a
b) libera-as ... entupindo-lhe
c) libera-as ... entupindo-na
d) libera-lhes ... entupindo-a
e) libera-lhes ... entupindo-lhe
89) Concurso: Esc/TJ SP/2015 Banca: VUNESP
Leia o texto, para responder à questão.
O fim do direito é a paz, o meio de que se serve para consegui-lo é a luta.
Enquanto o direito estiver sujeito às ameaças da injustiça – e isso perdurará
enquanto o mundo for mundo –, ele não poderá prescindir da luta. A vida do direito
é a luta: luta dos povos, dos governos, das classes sociais, dos indivíduos.
Todos os direitos da humanidade foram conquistados pela luta; seus princípios mais
importantes tiveram de enfrentar os ataques daqueles que a ele se opunham; todo
e qualquer direito, seja o direito de um povo, seja o direito do indivíduo, só se
afirma por uma disposição ininterrupta para a luta. O direito não é uma simples
ideia, é uma força viva. Por isso a justiça sustenta numa das mãos a balança com
que pesa o direito, enquanto na outra segura a espada por meio da qual o defende.
A espada sem a balança é a força bruta, a balança sem a espada, a impotência do
direito. Uma completa a outra, e o verdadeiro estado de direito só pode existir
quando a justiça sabe brandir a espada com a mesma habilidade com que
manipula a balança.
O direito é um trabalho sem tréguas, não só do Poder Público, mas de toda a
população. A vida do direito nos oferece, num simples relance de olhos, o
espetáculo de um esforço e de uma luta incessante, como o despendido na
produção econômica e espiritual. Qualquer pessoa que se veja na contingência de
ter de sustentar seu direito participa dessa tarefa de âmbito nacional e contribui
para a realização da ideia do direito.
É verdade que nem todos enfrentam o mesmo desafio. A vida de milhares de
indivíduos desenvolve-se tranquilamente e sem obstáculos dentro dos limites
fixados pelo direito. Se lhes disséssemos que o direito é a luta, não nos
compreenderiam, pois só veem nele um estado de paz e de ordem.
(Rudolf von Ihering, A luta pelo direito)
Assinale a alternativa em que o pronome destacado está empregado de acordo com
a norma-padrão.
a) O mundo conhece a paz graças aos povos, governos, classes sociais e
indivíduos, cuja luta a garante.
b) Há milhares de indivíduos onde a sua vida se desenvolve tranquilamente e sem
obstáculos.
c) A luta garante a conquista dos direitos da humanidade, o qual os princípios mais
importantes dela foram atacados.
d) A Justiça tem numa das mãos uma balança, cuja representa a garantia de que o
direito será pesado, ponderado.
e) O direito é uma força viva, onde os homens batalham incessantemente para
manter.
90) Concurso: Almo/CM Itatiba/2015 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Grupos de família no WhatsApp levam conflito de gerações para a Internet
Os papos (e as brigas) daqueles almoços de domingo em família agora continuam
nas redes sociais ou no aplicativo WhatsApp.
O químico João Henrique Nunes, 25, pediu para sair de um grupo do WhatsApp com
mais de 30 familiares.― Eu recebia mensagens incessantes de bom dia, fotos de
bebês, correntes e vídeos motivacionais com mais de cinco minutos que acabavam
com a minha internet 3G.‖
Apesar de dar um basta no grupo familiar, João coleciona diálogos engraçados com
a mãe, Maria, e os publica no Facebook. Em uma das conversas expostas na rede,
ele pergunta: Mãe, de que cor é esse vestido?‖, e envia uma foto do vestido azul e
preto que no fim de fevereiro virou ―meme‖ * na internet. A mãe não entende nada
e diz: ―Que vestido é esse?? João Henrique, vira homem!‖.
Os mal-entendidos que fazem sucesso na internet são causados por um choque de
gerações, segundo Regina de Assis, consultora em educação. ―Há diferenças no
jeito de se relacionar. Os mais velhos ainda entendem que a relação olho no olho é
insubstituível‖, afirma ela.
Isso leva a inevitáveis conflitos, afirma a terapeuta Juliana Potter. ―Cada um pensa
que seu jeito de usar a internet é o certo. Os adolescentes acham ridícula a forma
como as mães usam as redes sociais, e os adultos não entendem como estar
conectado é realmente importante para os jovens.‖
Um exemplo é o caso de Diogo, 10, filho da economista Mariana Villar, 42. ―Ele
inferniza a minha vida pedindo um aparelho com acesso ao WhatsApp cinquenta
vezes por dia‖, diz ela. ―Eu digo que ele não precisa, que não tem maturidade para
isso, mas não adianta. Ele acha um absurdo ser o único da turma que não tem o
aplicativo.‖
Recentemente, ela deixou o menino acessar o aplicativo do celular dela. ―Ele me
colocou no grupo dos amigos e eles não gostaram, reclamaram, porque eu ficava
vendo as conversas. O papo é assim: um diz ―oi‖ e todos respondem. Por que
precisa de um telefone para conversar isso?‖
No outro lado, os jovens riem com as dificuldades tecnológicas dos mais velhos.
―Quando minha mãe tem uma dúvida no WhatsApp, eu tento ajudar. Ela se
atrapalha com os comandos mais simples. Às vezes até discutimos, porque o que
parece muito simples para mim é, para ela, muito difícil de aprender, então acabo
não tendo muita paciência‖, afirma a estudante Taís Bronca, 23.
Taís, porém, enxerga um ponto positivo no uso da internet por outras gerações.
―A minha geração tem o costume de achar que tudo que mãe e pai fazem é brega.
Às vezes é implicância, às vezes eles dão motivo – como quando chamam o
WhatsApp de ZapZap. Mas é vantajoso que a gente se comunique e que eles
treinem a mente para aprender algo novo.‖
―Os jovens não podem viver em um mundo em que não há a contribuição dos mais
velhos. Por outro lado, não há como impedir os mais novos de usar as redes
sociais. O que precisa ser feito é não deixar os jovens se fecharem na realidade
virtual‖, afirma um psicólogo.
(www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2015/04/1613570-grupos-de-familia-no-whatsapp-levam-
conflito-de-geracoes-para-a internet.shtml.Joana Vines. Adaptado. Acessado em 08.04.2015)
* meme = o termo é usado para descrever um conceito que se espalha via internet.
Considere as seguintes frases:
I. Recentemente, ela deixou que o menino acessasse o aplicativo do celular
dela.
II. … não há como impedir os mais novos de usar as redes sociais.
III. … como quando chamam o WhatsApp de ZapZap.
Assinale a alternativa que substitui, correta e respectivamente, as expressões em
destaque por pronomes e atende às regras de colocação estabelecidas pela norma-
padrão da língua portuguesa.
a) acessasse-lhe … usar-lhes … chamam-no
b) o acessasse … usá-las … o chamam
c) acessasse-o … usar-las … chamam-lhe
d) o acessasse … usar-lhes … chamam-o
e) acessasse-lhe … usá-las … lhe chamam
Advérbio
91) Concurso: Ag/Pref Poá/Administrativo/2015 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder a questão.
Entro no restaurante, sento-me, consulto o cardápio. E então reparo que alguns
dos presentes, nas mesas em volta, não comem. Fotografam. O prato está pronto,
e eles, antes de usarem os talheres, tiram foto da refeição com os celulares – de
todos os ângulos, como se tivessem uma Gisele Bündchen na frente.
Por momentos, penso que o problema é médico: pessoas com primeiros sintomas
de demência que gostam de registrar o que comeram ao almoço para não
repetirem ao jantar.
Depois sou informado de que não: é moda fotografar os pratos e enviá-los para as
redes sociais. Se os ―amigos‖ sabem onde estamos e o que fazemos 24 horas por
dia, é inevitável saberem também o que comemos. Desconfio até de que existem
competições gastronômicas em que os pratos são usados como exibição de classe.
Se as férias em família já servem para isso – esqui na Suíça, praia em Bali – por
que não o almoço ou o jantar?
Mas o pasmo não termina com os fotógrafos. Continua com os enólogos amadores
que tomaram conta do espaço público. No mesmo restaurante, os clientes giram os
copos, cheiram, conferem a cor. Depois provam, fecham os olhos e invariavelmente
convidam o empregado a servir o vinho. Quando foi que o mundo distribuiu
diplomas de enologia pelo pessoal? E por que motivo eu não fui convidado?
(João Pereira Coutinho, In vino veritas. Folha de S.Paulo, 21.07.2015. Adaptado)
A expressão destacada na frase – O prato está pronto, e eles, antes de usarem os
talheres, tiram foto da refeição com os celulares – expressa, no contexto,
circunstância com o sentido de
a) instrumento.
b) companhia.
c) lugar.
d) finalidade.
e) comparação.
92) Concurso: Cine/CM Araras/2015 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Propaganda Infantil
Sou pai de gêmeos com o furor consumista típico de garotos de 12 anos. Sou,
portanto, solidário com pais que se queixam dos excessos da propaganda infantil. É
covardia anunciar para crianças, já que elas têm muitos desejos, nenhuma renda e
uma capacidade infinita de apoquentar seus genitores.
Ainda assim, parece-me despropositada a resolução n.º 163 do Conanda (Conselho
Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente) que passou a considerar abusiva
toda e qualquer publicidade dirigida ao público com menos de 12 anos.
O ponto central, creio, é que o Conanda exorbitou de seus poderes. O órgão não
poderia banir ou limitar a liberdade de empresas anunciarem seus produtos. A
Constituição simplesmente não dá espaço para isso. O artigo 220 da Carta, que
estabelece a possibilidade de restrições legais à publicidade, só as prevê para uma
relação finita de produtos: ―tabaco, bebidas alcoólicas, agrotóxicos, medicamentos
e terapias‖. É forçoso, assim, concluir que, para tudo o que esteja fora dessa lista,
a regra é a da plena liberdade.
Aceitar essa conclusão não implica abandonar os pais à tirania de seus rebentos.
Embora militantes de causas adorem uma lei, existem outros mecanismos
civilizadores até mais eficientes que normas jurídicas. Especialmente no mundo do
marketing, imagem é tudo. Apenas fixar o meme de que a propaganda dirigida a
crianças não é ética – uma ideia que já está em circulação – tende a fazer com que
publicitários e anunciantes peguem leve.
Alguns diriam que é pouco. Talvez, mas recorrer a essa medida, e a outros
expedientes, como a autorregulamentação, tem a enorme vantagem de preservar
um dos pilares da democracia, que é a liberdade de expressão. Eu pelo menos não
a trocaria por alguns momentos de paz e mais alguns tostões na carteira.
(Hélio Schwartsman. http://www1.folha.uol.com.br. 02.07.2014. Adaptado)
Releia o seguinte trecho do texto para responder à questão.
A Constituição simplesmente não dá espaço para isso. O artigo 220 da Carta, que
estabelece a possibilidade de restrições legais à publicidade, só as prevê para uma
relação finita de produtos...
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, os termos simplesmente e
só, em destaque no trecho, expressam, respectivamente, circunstâncias de
a) modo e de restrição.
b) afirmação e de dúvida.
c) intensidade e de modo.
d) intensidade e de restrição.
e) afirmação e de intensidade.
93) Concurso: Ag/Pref Suzano/Fiscal de Trânsito/2016 Banca: VUNESP
Leia o texto de Eça de Queiroz para responder a questão.
O pessimismo é uma teoria bem consoladora para os que sofrem, porque
desindividualiza o sofrimento, alarga-o até o tornar a lei própria da Vida; portanto
lhe tira o carácter doloroso de uma injustiça especial, cometida contra o sofredor
por um Destino inimigo e faccioso! Realmente o nosso mal sobretudo nos amarga
quando contemplamos ou imaginamos o bem do nosso vizinho – porque nos
sentimos escolhidos e destacados para a Infelicidade, podendo, como ele, ter
nascido para a Fortuna. Quem se queixaria de ser coxo – se toda a humanidade
coxeasse? E quais não seriam os urros, e a furiosa revolta do homem envolto na
neve e friagem e borrasca de um Inverno especial, organizado nos céus para o
envolver a ele unicamente – enquanto em redor toda a humanidade se movesse na
benignidade de uma Primavera? (...) O Pessimismo é excelente para os Inertes,
porque lhes atenua o desgracioso delito da Inércia.
(Eça de Queiroz. A Cidade e as Serras)
Assinale a alternativa que identifica corretamente (nos parênteses) a relação de
sentido que o termo destacado estabelece na frase.
a) Realmente o nosso mal sobretudo nos amarga... (afirmação).
b) O pessimismo é uma teoria bem consoladora... (meio).
c) ... quando contemplamos ou imaginamos o bem do nosso vizinho...
(intensidade).
d) E quais não seriam os urros, e a furiosa revolta do homem envolto... (modo).
e) ... alarga-o até o tornar a lei da própria da Vida... (lugar).
94) Concurso: Ag Educ/Pref SJC/2015 Banca: VUNESP
Leia a tira para responder à questão.
(Disponível em http://www1.folha.uol.com.br. Acesso em 12.04.2014)
A expressão em destaque na fala do primeiro quadrinho – Lembra no inverno
passado quando peguei uma gripe… – expressa circunstância de
a) modo.
b) tempo.
c) dúvida.
d) afirmação.
e) intensidade.
95) Concurso: GCM/Pref Suzano/2018 Banca: VUNESP
Leia a crônica de Ivan Angelo, para responder à questão.
Alguns fracassos
Em comparação com meus fracassos, não posso dizer como no poema de Fernando
Pessoa que ―todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo‖, ou que ―toda
a gente que eu conheço (...) nunca foi senão príncipe – todos eles príncipes – na
vida‖, mas tenho minhas incompetências. Jamais consegui fazer certas coisas que
contam para o convívio social, coisas que vejo tantos fazerem com facilidade e até
alguma graça.
Hoje não ligo para essas minhas incompetências, mas houve tempo em que me
doíam; não, não, apenas me diminuíam, intimidavam, vá lá, humilhavam. Quando
se é jovem e se disputam atenções, essas coisas contam. Vou falar de apenas
cinco.
Dançar. Em pista de dança, nunca consegui manter o interesse de uma garota por
mais de três minutos, o tempo de uma música. O normal, numa festa, era eu ficar
ali no banco de reservas, vendo a bela me escapar em volteios e volutas volutuosas
com um pé de valsa. Abandonei esse palco de derrotas e resolvi tentar seduções
em papos de botecos, aí com alguma vantagem.
Nadar, outro fracasso. Se a gente não começa criancinha, é difícil pegar o jeito.
Sem piscina, rio ou mar, onde bater pernas e braços, em zoeira de tentativa e erro?
Adulto inepto, mas não medroso, fui quase um afogado no Leblon, em Cabo Frio,
na cachoeira de Iporanga...
Bicicleta é igual: ou você a domina quando criança ou será um ciclista inseguro a
vida toda. De pequeno, não tive sequer um velocípede, e me consola pensar que
isso explica tudo. Minhas filhas tentaram dar um jeito nisso, quando eu já era um
senhor de 55 anos, e, lógico, o resultado foi ridículo. Só pedalo em campo aberto,
sem ter por perto humanos, bicho de quatro patas ou outro engenho sobre rodas.
Cantar, nem em coro. Não emendo duas notas no mesmo tom. A falha se estende à
música em geral: não toco, não batuco, não danço. Isso é bom? Não, mas fazer o
quê?
A quinta é mais uma leve inveja, não faz falta para o convívio, mas poderia dar
brilho a certos momentos: assobiar com perfeição. Nasceu quando vi o Myltainho,
na redação do Jornal da Tarde, assobiar a melodia da sinfonia inacabada de
Schubert, inteira, sem vacilações ou erro. Pálido de espanto, incluí aquele pequeno
recital de sala de redação entre as admirações de minha vida e me acrescentei
mais uma frustração.
(Veja São Paulo, 26.07.2017. Adaptado)
A alternativa que indica corretamente, entre parênteses, a circunstância adverbial
presente na expressão destacada é:
a) Jamais consegui fazer certas coisas... (intensidade)
b) ... a bela me escapar em volteios e volutas volutuosas com um pé de valsa.
(lugar)
c) ... resolvi tentar seduções em papos de botecos, aí com alguma vantagem.
(modo)
d) Sem piscina, rio ou mar, onde bater pernas e braços... (afirmação)
e) ... fui quase um afogado no Leblon, em Cabo Frio... (tempo)
96) Concurso: Con/CM Sertãozinho/2019 Banca: VUNESP
Agravamento da poluição por plástico
nos oceanos ao lavar roupa
Lavar a roupa pode agravar a poluição por plástico no meio ambiente – a depender
do tipo de tecido, a tarefa doméstica contribuiria para a contaminação dos oceanos,
apontam estudos.
A questão foi levantada no início deste mês em reunião do Comitê de Auditoria
Ambiental do Reino Unido, quando membros do Parlamento discutiram pesquisas
que concluem que fibras de tecidos sintéticos que se soltam da roupa durante a
lavagem acabam chegando aos oceanos e sendo comidas por peixes e outras
criaturas aquáticas.
Os maiores vilões são poliéster, acrílico e náilon. Um casaco de lã de poliéster libera
1 milhão de fibras, enquanto um par de meias de náilon é responsável por 136 mil
fibras a cada lavagem, aponta um estudo conduzido por pesquisadores da
Universidade de Manchester. Cientistas descobriram que essas fibras estão
cobrindo leitos de rios em todo o Reino Unido.
Há sempre a opção de lavar roupa com menos frequência, o que pode ser uma boa
desculpa para quem sempre odiou essa tarefa doméstica. Isso teria um grande
impacto positivo, na avaliação de Jeroen Dagevos, integrante de um projeto de
conservação dos oceanos. Ele sugere ainda que comprar menos roupas sintéticas
também ajuda. Preferir tecidos como lã, algodão, seda e caxemira também ajudam.
Uma outra opção, recomendada pelo Instituto de Engenheiros Mecânicos, em um
novo relatório, seria o uso de sacolas de roupas de malha para reter os fios. Assim,
em vez de irem direto para os oceanos, as fibras podem ser colocadas no lixo.
Jeroen Dagevos diz que a ideia de criar novas regulamentações para os fabricantes
poderia ajudar, forçando as empresas a colocar mais recursos na busca por
soluções.
(Folha de S.Paulo. https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2018/10/
por-que-podemos-estar-agravan do-poluicao-por-plasticonos- oceanos-ao-lavar-roupa.shtml.
Adaptado)
A palavra destacada no segmento ―... fibras de tecidos sintéticos que se soltam da
roupa durante a lavagem acabam chegando aos oceanos...‖ exprime ideia de
a) modo.
b) causa.
c) tempo.
d) finalidade.
e) intensidade.
97) Concurso: Con/CM Sertãozinho/2019 Banca: VUNESP
Agravamento da poluição por plástico
nos oceanos ao lavar roupa
Lavar a roupa pode agravar a poluição por plástico no meio ambiente – a depender
do tipo de tecido, a tarefa doméstica contribuiria para a contaminação dos oceanos,
apontam estudos.
A questão foi levantada no início deste mês em reunião do Comitê de Auditoria
Ambiental do Reino Unido, quando membros do Parlamento discutiram pesquisas
que concluem que fibras de tecidos sintéticos que se soltam da roupa durante a
lavagem acabam chegando aos oceanos e sendo comidas por peixes e outras
criaturas aquáticas.
Os maiores vilões são poliéster, acrílico e náilon. Um casaco de lã de poliéster libera
1 milhão de fibras, enquanto um par de meias de náilon é responsável por 136 mil
fibras a cada lavagem, aponta um estudo conduzido por pesquisadores da
Universidade de Manchester. Cientistas descobriram que essas fibras estão
cobrindo leitos de rios em todo o Reino Unido.
Há sempre a opção de lavar roupa com menos frequência, o que pode ser uma boa
desculpa para quem sempre odiou essa tarefa doméstica. Isso teria um grande
impacto positivo, na avaliação de Jeroen Dagevos, integrante de um projeto de
conservação dos oceanos. Ele sugere ainda que comprar menos roupas sintéticas
também ajuda. Preferir tecidos como lã, algodão, seda e caxemira também ajudam.
Uma outra opção, recomendada pelo Instituto de Engenheiros Mecânicos, em um
novo relatório, seria o uso de sacolas de roupas de malha para reter os fios. Assim,
em vez de irem direto para os oceanos, as fibras podem ser colocadas no lixo.
Jeroen Dagevos diz que a ideia de criar novas regulamentações para os fabricantes
poderia ajudar, forçando as empresas a colocar mais recursos na busca por
soluções.
(Folha de S.Paulo. https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2018/10/
por-que-podemos-estar-agravan do-poluicao-por-plasticonos- oceanos-ao-lavar-roupa.shtml.
Adaptado)
O termo destacado na frase ―Uma outra opção, recomendada pelo Instituto de
Engenheiros Mecânicos, em um novo relatório, seria o uso de sacolas de roupas de
malha para reter os fios.‖ expressa
a) modo.
b) meio.
c) finalidade.
d) tempo.
e) lugar.
98) Concurso: Of Adm /SEDUC SP/2019 Banca: VUNESP
A legião on-line
Um dos temas de ―O Romance Luminoso‖, a obra póstuma e incrivelmente
contemporânea de Mario Levrero, é o uso da internet como antidepressivo. Sem
alcançar a tal experiência luminosa que lhe permitiria escrever um romance iniciado
há 15 anos, o autor passa os dias em frente ao computador curtindo o fracasso.
Baixa e elabora programas, joga paciência, busca sites ao acaso. Nas raras vezes
em que desgruda da tela, recorre a outro vício: a televisão.
É um transtorno cada vez mais comum. Todo mundo conhece alguém que está
sempre conectado; acorda e já olha o celular, o qual dormiu ao lado dele na cama;
checa os aplicativos de cinco em cinco minutos; quando não está on-line, sente
ansiedade, mau humor, angústia, tristeza. Os viciados em smartphones são uma
legião.
Publicado em 2005, o livro de Levrero destaca-se não só pela atualidade mas
também pelo caráter profético. A páginas tantas, o autor anota: ―O mundo do
computador já foi invadido pelos abjetos*, e quanto mais barato fica mais cresce a
abjeção. Não porque os pobres sejam necessariamente abjetos, e sim porque as
pessoas mais vivas usarão as maravilhas tecnológicas para embrutecer mais ainda
os pobres‖.
E conclui: ―A internet tem mostrado, cada vez mais claramente, para que nasceu,
e, com vistas a esse objetivo, será controlada por comerciantes e estadistas‖. Isso
nos leva, naturalmente, a pensar na relação das redes sociais com a empresa de
dados políticos ligada à campanha presidencial de Donald Trump. Ou, em outro
caso, sendo obrigadas a excluir contas por suspeita de fraude.
Esse cenário de disseminação de informações questionáveis – com o fim de
manipular condutas –, mas que em geral têm aceitação, aprofunda mais ainda a
abjeção diagnosticada por Levrero.
Que tal passar mais tempo off-line?
(Alvaro Costa e Silva. Folha de S.Paulo, 11.08.2018. Adaptado)
Na frase ―… é o uso da internet como antidepressivo‖, o termo em destaque
expressa, no contexto,
a) uma negação sobre a internet.
b) o modo como a internet é usada.
c) uma dúvida relacionada à internet.
d) o lugar de uso da internet.
e) intensificação do sentido da internet.
99) Concurso: AAdm/TRANSERP/2019 Banca: VUNESP
Está bem difícil a vida de quem mora no Rio de Janeiro e precisa andar na rua.
Termômetros digitais mostram uma temperatura que o corpo da gente não
registra: a sensação térmica é muito mais alta. Dia desses, vinha caminhando,
tentando respirar e, ao mesmo tempo, poupar um pouco as energias para chegar
ao meu destino, quando encontrei uma moça, numa sombra de árvore, tentando
estimular seu buldogue francês, esparramado no chão, a se levantar e andar. Olhei
o relógio, o qual marcava pouco mais de 11h. Ao lado do bichinho, já com meio
palmo de língua para fora, havia uma cumbuca cheia de água, que a moça tentava
oferecer ao animal e que, naquele momento, estava sendo inútil.
Parei um pouco, sugeri que ela jogasse a água sobre a cabeça do cão, pegasse-o
no colo e corresse com ele para casa. O risco de intermação é grande, sobretudo
para raças de focinho achatado.
Quando nos despedimos, chamei sua atenção para o perigo que o cão correra e fiz
ela me prometer que nunca mais sairia com ele àquela hora no verão. ―Eu sei, ele
fica plantado em casa, sem sair, por causa deste calor. Não consigo acordar cedo
para sair com ele‖, confessou-me ela.
(Amelia Gonzalez. “Nossos pets e
o aquecimento global”. https://g1.globo.com, 25.01.2019. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o vocábulo muito foi empregado corretamente.
a) Os proprietários de animais não precisam ser muitos experientes, mas precisam
ter bom senso.
b) A intermação pode deixar um animal muito mal e até mesmo matá-lo devido à
exposição excessiva ao calor.
c) Os donos de cães precisam ficar muitos alertas quanto ao melhor horário para
sair com seus animais.
d) Muito são os que maltratam os próprios animais de estimação sem nem mesmo
perceber esse fato.
e) São muitas poucas as pessoas, hoje em dia, que não possuem um animal de
estimação.
100) Concurso: PAEPE/UNICAMP/Administração/2019 Banca: VUNESP
Hostil mundo novo
Você já passou por isso. Nas últimas semanas, tenho sido torturado por
computadores que ligam e desligam sozinhos, mouses travados, ―reiniciações‖
lentas e outras deliciosas avarias. Ligo para o técnico e ele me instrui a ligar e
desligar este ou aquele botão da torre, ―usar o aplicativo‖ ou ficar de quatro,
meter-me debaixo da mesa e desplugar tudo da parede, esperar cinco minutos e
plugar de novo. Naturalmente, não dá certo.
Nem pode dar. Em jovem, sobrevivi aos zeros em matemática, física, estatística e
outras ciências do diabo, e me concentrei apenas no que me interessava:
português, história e línguas. Desde então, passei a vida profissional a bordo de um
único veículo – a palavra. Com ela, tenho me virado em jornais, revistas, editoras
de livros, rádios, TVs, auditórios, salas de aula e outros cenários onde a palavra
seja chamada a dirimir dúvidas ou dinamitar certezas.
De repente, várias eras geológicas depois, em idade de não querer aprender mais
nada, a tecnologia exige que eu me torne engenheiro eletrônico.
Cada vez mais funções dispensam o papel, a ida pessoal ao banco ou a conversa
―presencial‖. Para reinstalar a internet no computador, tenho de ligar um cabo
enfiado na televisão. Desbloquear um cartão de crédito exige saber extrair uma raiz
quadrada. A vida agora é online e cabe no bolso, mas, diante daquele inferno de
teclas, plugues e botões sem sentido, pode-se perder tudo se digitar algo errado.
A tecnologia tornou o mundo hostil para os que não conseguem acompanhá-la. É
verdade que ela não pode parar por causa de meia dúzia de macróbios incapazes
de se atualizar. Acontece que, nós, os macróbios, não somos meia dúzia. Somos
milhões e, graças à ciência e a nós mesmos, estamos ameaçados de viver até os
cem anos. Pois, se for para chegar lá, que seja para continuar usando algo mais
nobre do que apenas os polegares.
(Ruy Castro. Folha de S. Paulo. Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/ 2018/10/
hostil-mundo-novo.shtml. Publicado em 28.10.2018)
Os termos destacados nas frases – ―De repente, várias eras geológicas depois...‖ /
―... que seja para continuar usando algo mais nobre...‖ – expressam
circunstâncias, respectivamente, de
a) modo e tempo.
b) intensidade e dúvida.
c) dúvida e modo.
d) afirmação e dúvida.
e) tempo e intensidade.
101) Concurso: Bomb/Pref Barretos/2018 Banca: VUNESP
Crônicas da cidade, a partir da poltrona do barbeiro
Nenhuma brisa faz tilintar a bacia de latão pendurada em um arame, sobre o oco
da porta, anunciando que aqui se faz barba, arranca-se dente e aplica-se ventosa.
Por mero hábito, ou para sacudir-se da sonolência do verão, o barbeiro andaluz
discursa e canta enquanto acaba de cobrir de espuma a cara de um cliente. Entre
frases e bulícios, sussurra a navalha. Um olho do barbeiro vigia a navalha, que abre
caminho no creme, e outro vigia os montevideanos que abrem caminho pela rua
poeirenta. Mais afiada é a língua que a navalha, e não há quem se salve das
esfoladuras. O cliente, prisioneiro do barbeiro enquanto dura a função, mudo,
imóvel, escuta a crônica de costumes e acontecimentos e de vez em quando tenta
seguir, com o rabo do olho, as vítimas fugazes.
Passa um par de bois, levando uma morta para o cemitério. Atrás da carreta, um
monge desfia o rosário. À barbearia chegam os sons de algum sino que, por rotina,
despede a defunta de terceira classe. A navalha para no ar. O barbeiro faz o sinal-
da-cruz e de sua boca saem palavras sem desolação: – Coitadinha. Nunca foi feliz.
O cadáver de Rosalia Villagrán está atravessando a cidade de Montevidéu, ocupada
pelos inimigos de Artigas. Há muito que ela acreditava que era outra, e achava que
vivia em outro tempo e em outro mundo, e no hospital de caridade chegava-se às
paredes e esquadrinhava-as e discutia com as pombas. Rosalia Villagrán, esposa de
Artigas, entrou na morte sem uma moeda que lhe pagasse o ataúde ou alguém que
dela se apiedasse.
(Eduardo Galeano, Mulheres. Adaptado)
Assinale a alternativa em que se identifica corretamente, nos parênteses, a
circunstância adverbial presente na expressão destacada.
a) ... os montevideanos que abrem caminho pela rua poeirenta. (meio)
b) Por mero hábito, ou para sacudir-se da sonolência do verão, o barbeiro
andaluz discursa... (causa)
c) ... de vez em quando tenta seguir, com o rabo do olho, as vítimas fugazes.
(companhia)
d) ... entrou na morte sem uma moeda que lhe pagasse o ataúde... (intensidade)
e) Passa um par de bois, levando uma morta para o cemitério. (modo)
102) Concurso: Ass GP/IPSM SJC/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão a seguir
Para se alfabetizar de verdade,
Brasil deve se livrar de algumas ideias tortas
Meses atrás, quando falei aqui do livro de Zinsser, um leitor deixou o seguinte
comentário: ―É de uma pretensão sem tamanho, a vaidade elevada ao maior grau,
o sujeito se meter a querer ensinar os outros a escrever‖.
Pois é. Muita gente acredita que, ao contrário de todas as demais atividades
humanas, da música à mecânica de automóveis, do macramê à bocha, a escrita
não pode ser ensinada.
Por quê? Porque é especial demais, elevada demais, dizem alguns. É o caso do
leitor citado, que completou seu comentário com esta pérola: ―Saber escrever é
uma questão de talento, quem não tem, não vai nunca aprender…‖
Há os que chegam à mesma conclusão pelo lado oposto, a ilusão de que toda
pessoa alfabetizada domina a escrita, e o resto é joguinho de poder espúrio.
Talento literário é raro mesmo, mas não se trata disso. Também não estamos
falando só de correção gramatical e ortográfica, aspecto que será cada vez mais
delegado à inteligência artificial.
Estamos falando de pensamento. Escrever com clareza e precisão, sem matar o
leitor de confusão ou tédio, é uma riqueza que deve ser distribuída de forma
igualitária por qualquer sociedade que se pretenda civilizada e justa.
(Sérgio Rodrigues. Folha de S.Paulo, 07.12.2017)
Assinale a alternativa em que o termo em destaque é advérbio, expressando
sentido de afirmação.
a) Muita gente acredita que, ao contrário de todas as demais atividades
humanas…
b) Porque é especial demais, elevada demais, dizem alguns.
c) ―… quem não tem, não vai nunca aprender…‖
d) Há os que chegam à mesma conclusão pelo lado oposto…
e) Talento literário é raro mesmo, mas não se trata disso.
103) Concurso: ACS/Pref Buritizal/2018 Banca: VUNESP
Sons que confortam
Eram quatro da manhã quando seu pai sofreu um colapso cardíaco. Só estavam os
três na casa: o pai, a mãe e ele, um garoto de 13 anos. Chamaram o médico da
família. E aguardaram. E aguardaram. E aguardaram. Até que o garoto escutou um
barulho lá fora. É ele que conta, hoje, adulto: Nunca na vida ouvira um som mais
lindo, mais calmante, do que os pneus daquele carro amassando as folhas de
outono empilhadas junto ao meio-fio.
Inesquecível, para o menino, foi ouvir o som do carro do médico se aproximando, o
homem que salvaria seu pai. Na mesma hora em que li esse relato, imaginei um
sem-número de sons que nos confortam. A começar pelo choro na sala de parto.
Seu filho nasceu. E o mais aliviante para pais que possuem adolescentes
baladeiros: o barulho da chave abrindo a fechadura da porta. Seu filho voltou.
Deixando a categoria dos sons magnânimos para a dos sons cotidianos: a voz no
alto-falante do aeroporto dizendo que a aeronave já se encontra em solo e o
embarque será feito dentro de poucos minutos.
O telefone tocando exatamente no horário que se espera, conforme o combinado.
Até a musiquinha que antecede a chamada a cobrar pode ser bem-vinda, se for
grande a ansiedade para se falar com alguém distante.
O barulho da chuva forte no meio da madrugada, quando você está no quentinho
da sua cama.
Uma conversa em outro idioma na mesa ao lado da sua, provocando a falsa
sensação de que você está viajando, de férias em algum lugar estrangeiro. E
estando em algum lugar estrangeiro, ouvir o seu idioma natal sendo falado por
alguém que passou, fazendo você lembrar que o mundo não é tão vasto assim.
O toque do interfone quando se aguarda ansiosamente a chegada do namorado. Ou
mesmo a chegada da pizza.
O aviso sonoro de que entrou um torpedo no seu celular. A sirene da fábrica
anunciando o fim de mais um dia de trabalho. O sinal da hora do recreio. A música
que você mais gosta tocando no rádio do carro. Aumente o volume. O primeiro eu
te amo dito por quem você também começou a amar. E o mais raro de todos: o
silêncio absoluto.
(Martha Medeiros. Felicidade Crônica.Porto Alegre: L&PM, 2014)
Considerando os trechos reescritos do texto, assinale a alternativa em que a
circunstância adverbial presente na expressão destacada está corretamente
indicada entre parênteses.
a) ...fazendo você lembrar que o mundo não é tão vasto assim. (dúvida)
b) Nunca na vida ouvira um som mais lindo... (intensidade)
c) O telefone tocando exatamente no horário que se espera, conforme o
combinado. (tempo)
d) ...dizendo que a aeronave já se encontra em solo ... (lugar)
e) A música que você mais gosta tocando no rádio do carro. (afirmação)
104) Concurso: Moto/Pref Barretos/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Sociedade escrava das aparências
A mistura de indelicadeza e discriminação social foi tema de uma reportagem feita
pela jornalista Helenice Laguardia. Durante dois dias, ela visitou 27 lojas de
shoppings sofisticados de Belo Horizonte: no primeiro, vestida com uma calça de
moletom, uma camisa masculina e chinelos; no segundo dia, ―fantasiada‖ de
madame, com vestido de tecido fino e usando joias.
No primeiro dia, Helenice ia ao banheiro várias vezes para chorar e se acalmar. Foi
ignorada, humilhada e muito observada por seguranças. Alguns vendedores riram
dela, outros fizeram perguntas agressivas ou até mesmo ofensivas, e muitos
simplesmente fingiram que ela não estava ali. Em nenhuma das 27 lojas ela
encontrou uma demonstração de gentileza.
No segundo dia, porém, com roupas de madame e sem ser reconhecida pelos
vendedores, Helenice recebeu tratamento excelente, não teve que esperar para ser
atendida, viu produtos que na véspera estavam ―em falta‖, ouviu elogios, tomou
café e saiu dos shoppings morrendo de raiva, sentindo-se pior do que no dia
anterior. Ela não sabia que as pessoas eram capazes dessa crueldade. Por mais que
tivesse consciência de tudo o que acontece no mundo, ela não enxergava essa
maldade. Viu que as pessoas valem pelo que vestem, que é tudo um grande teatro,
uma grande ilusão. Ela não culpa os vendedores, o que Helenice questiona são os
valores de uma sociedade escrava das aparências, em que as pessoas tratam bem
apenas quem interessa a elas.
(Leila Ferreira. A arte de ser leve. São Paulo: Globo, 2010. Adaptado)
No trecho – vestida com uma calça de moletom… –, a palavra destacada
estabelece sentido de
a) finalidade.
b) origem.
c) causa.
d) modo.
e) meio.
105) Concurso: OL /CM São Joaquim Barra/2018 Banca: VUNESP
Envelhecer
Qual o valor da experiência de vida? No Brasil, quase nada. Ser idoso por aqui é
―ganhar‖ da medicina a capacidade de se manter vivo por mais tempo e perder
para a tecnologia o direito ao respeito e ao sentimento de continuidade.
Experiência de vida vale muito pouco na hora de disputar uma vaga de emprego, e
as pessoas mais velhas só têm valor para agências de turismo que criam roteiros
para aumentar seus lucros. Os aposentados, então, são muito interessantes... para
as instituições financeiras interessadas nos juros e lucros obtidos com os
empréstimos para esse segmento.
Passar dos 50 significa uma ameaça para os planos de saúde ávidos por dinheiro
fácil. Encontro de gerações é ficção científica atualmente. Foi-se o tempo em que o
respeito aos mais velhos era pré-requisito em qualquer família e condição básica na
ética da convivência.
Mas a qualidade de vida não está resumida ao sentir-se bem fisicamente. É preciso
dignidade. E isso a tecnologia e a máquina de consumo não nos oferecem.
Para começar, a família é uma instituição em via de extinção. Compromissos
familiares, então, nem se fala. Vive-se a transitoriedade plena. A cada dia, o
conceito de continuidade é cada vez mais esquecido, por isso é preciso questionar
este mundo transitório em que vivemos.
Enquanto a transitoriedade valoriza o presente e a circunstância, a continuidade dá
mais ênfase à ligação entre jovens e idosos, perpetuando os laços afetivos
partilhados entre os familiares.
A velocidade dos acontecimentos deste século afasta a ilusão de renascer uma
família tradicional, portanto, é necessário criar novas tradições familiares, e o amor
e o respeito são as únicas forças capazes de restituir a integridade de uma família e
de uma sociedade.
Precisamos atentar para o fato de que transmitir princípios de conduta de uma
geração para a seguinte requer empenho. A mera reprodução física da raça
humana não garante a sobrevivência dos ideais da sociedade.
(Ushitaro Kamia. Folha de S.Paulo, 02.05.2008. Adaptado)
Leia os trechos do texto.
• Experiência de vida vale muito pouco na hora de disputar uma vaga de
emprego...
• Mas a qualidade de vida não está resumida ao sentir-se bem fisicamente.
Os termos destacados apresentam, respectivamente, circunstâncias adverbiais de
intensidade e de modo.
a) Fizemos de carro o percurso até Salvador. Ela quase escorregou ao pisar na
lama.
b) Provavelmente ele não se oporá à escolha. Ele conseguiu consertar o
vazamento com um canivete.
c) Os convidados estavam bem acomodados na sala. Ele recebeu os amigos com
grande entusiasmo.
d) Rapidamente ela assumiu a direção do carro. Com certeza a encomenda
chegará até o fim da tarde.
e) Sem qualquer constrangimento, a criança entregou as flores à embaixatriz.
Quando o policial chegou, a situação ficou menos tensa.
106) Concurso: AuxA/CM Indaiatuba/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
A última crônica
A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao
balcão. Na realidade, estou adiando o momento de escrever.
A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais
um ano nesta busca do pitoresco no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas
recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da
convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Nesta perseguição do acidental,
quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente
doméstico, torno-me simples espectador. Sem mais nada para contar, curvo a
cabeça e tomo meu café, enquanto o verso de um poeta se repete na lembrança:
―assim eu quereria o meu último poema‖. Não sou poeta e estou sem assunto.
Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem
uma crônica.
Ao fundo do botequim, um casal acaba de sentar-se numa das últimas mesas de
mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na
contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma
menininha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre,
que se instalou também à mesa. Três seres esquivos que compõem em torno à
mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se
preparam para algo mais que matar a fome.
Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou
do bolso, aborda o garçom e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma.
Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A
meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão
apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho – um bolo simples,
amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular.
A menininha olha a garrafa de refrigerante e o pratinho que o garçom deixou à sua
frente. Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa a um discreto
ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O
pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta
como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.
São três velinhas brancas que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E
enquanto ela serve o refrigerante, o pai risca o fósforo e acende as velas. A
menininha sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater
palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam,
discretos: ―parabéns pra você, parabéns pra você...‖. A menininha agarra
finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está
olhando para ela com ternura – ajeita-lhe a fitinha no cabelo, limpa o farelo de bolo
que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se
convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-
lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça
abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.
Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.
(Fernando Sabino. http//contobrasileiro.com.br. Adaptado)
Assinale a alternativa que indica, corretamente, entre parênteses, a circunstância
presente na expressão destacada no trecho do texto.
a) O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso...
(causa)
b) A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. (tempo)
c) ... a menininha sopra com força, apagando as chamas. (afirmação)
d) São três velinhas brancas que a mãe espeta caprichosamente na fatia de
bolo. (modo)
e) Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada. (certeza)
107) Concurso: APP /PC SP/2018 Banca: VUNESP
Leia a tira para responder à questão.
O termo destacado na frase “Até o meme de amanhã.” expressa circunstância de
a) tempo.
b) modo.
c) inclusão.
d) afirmação.
e) intensidade.
108) Concurso: APP/PC SP/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão
O padeiro
Levanto cedo, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do
apartamento – mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro
de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a ―greve do pão dormido‖ –
uma greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que
obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei
bem o quê do governo.
Está bem. E enquanto tomo meu café vou me lembrando de um homem modesto
que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele
apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:
– Não é ninguém, é o padeiro!
Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?
―Então você não é ninguém?‖
Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes
lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada
ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando
quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: ―não é ninguém, não
senhora, é o padeiro‖. Assim ficara sabendo que não era ninguém...
Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu preferi
não o deter para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos
importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho
noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal – e muitas vezes
saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda
quentinho da máquina, como pão saído do forno.
Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante
porque no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu
escrevera sem assinar, ia uma crônica ou um artigo em meu nome. O jornal e o
pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi
a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; ―não é
ninguém, é o padeiro!‖
E assobiava pelas escadas.
(Rubem Braga. Para gostar de ler. Vol. 1 – crônicas. São Paulo: Ática, 1979. Adaptado)
Considere as frases:
Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo.
... estava falando com um colega, ainda que menos importante.
As expressões em destaque nas frases exprimem, respectivamente, ideia de
a) inclusão; comparação.
b) tempo; concessão.
c) modo; finalidade.
d) adição; conclusão.
e) modo; condição.
109) Concurso: Tele/CM Olímpia/2018 Banca: VUNESP
Leia o trecho da crônica para responder à questão.
O que nos distancia e nos faz ignorar que somos uma só espécie? Como aceitamos
abismos sociais tão cruéis?
A razão desses questionamentos foi um jovem adolescente na mesa ao lado da
minha na padaria onde tomei o café da manhã antes de ir ao trabalho. Ainda que
bem arrumado e cabelo penteado, percebia-se que era um rapaz economicamente
vulnerável, humilde.
Ele tinha na mesa uma xícara de café, como eu, e um pão provavelmente recheado
de presunto e queijo. Mas o que me chamou a atenção para aquela quase criança
foi que, enquanto alguns na padaria conversavam em suas mesas, todos os demais
aproveitavam para mexer no celular, menos ele. O rapaz comia o pão e tomava o
café, olhando para a mesa à sua frente e para o vazio da parede adiante.
Ele estava inibido, pois parecia não sentir pertencer àquele lugar. Por que afinal ele
não apanhava seu celular e começava a dedilhar nele, mandando mensagens,
postando fotos? Concluí que ele não tinha um celular. Sua situação de pobreza não
devia permitir esse prazer. E isso o incomodava.
Diferentemente do que se pode esperar de adultos, conscientes de seu lugar no
mundo e seguros o suficiente para sentarem-se sozinhos à mesa de qualquer lugar
e desfrutar o momento independentemente de um aparelho tecnológico nas mãos,
os adolescentes não possuem ainda segurança e autoestima consolidadas. Mais do
que os outros, eles buscam aceitação, mesmo que tentando ser diferentes.
Para aquele rapaz, o fato de não ter a que se ater, além da comida, num mundo
onde as redes tecnológicas estão presentes nos quatro cantos, o chateava. E
acabou por também me constranger: que mundo difícil esse que cria consumidores
e não cidadãos.
Guardei meu celular no bolso e, sem mais, tomei meu café, olhando para a mesa à
minha frente e para o vazio da parede adiante.
(João Marcos Buch. O café que nos une. 12.09.2017. Adaptado)
No quinto parágrafo, as formas adverbiais ―diferentemente‖ e
―independentemente‖, que derivam, respectivamente, dos adjetivos ―diferente‖ e
―independente‖ estão corretamente empregadas.
Assinale a alternativa em que, em vez das formas adverbiais, deve-se empregar o
adjetivo ―diferente‖ ou ―independente‖.
a) Os adolescentes usam diferente o celular em relação a uma pessoa de mais
idade.
b) Mesmo sendo menor de idade, o indivíduo é independente para tomar um café
da manhã desacompanhado.
c) Muitos ao redor do mundo, diferente dos judeus, comem presunto e outros tipos
de carne de porco.
d) Que ótimo seria se todos pudessem conversar com estranhos, independente se
isso parece estranho ou não.
e) Independente de haver um quadro na parede ou não, olhamos para ela, como
se pudéssemos ver através dela.
110) Concurso: ACS/Pref RP/2018 Banca: VUNESP
Leia a tira para responder à questão.
(Bill Watterson. O melhor de Calvin. Disponível em: https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos.
Acesso em 15.07.2018)
Assinale a alternativa cujo termo em destaque expressa circunstância de tempo:
a) Marte pode ser um pouco monótono.
b) Temos o planeta inteiro só para nós.
c) Nada além de belezas naturais até onde os olhos alcançam.
d) Aquilo ali não é o papel do seu chocolate?
e) Já ia tirar.
111) Concurso: Bomb/Pref Barretos/2018 Banca: VUNESP
(André Dahmer. Malvados. http://f.i.uol.com.br. 23.01.2018)
Na frase do segundo quadrinho, o advérbio tão imprime ao adjetivo curta sentido
de
a) intensidade.
b) modo.
c) quantidade.
d) tempo.
e) dúvida.
112) Concurso: AgAd/Pref Registro/2018 Banca: VUNESP
Logística reversa* e sustentabilidade
Nos últimos anos, a sustentabilidade se tornou um dos temas mais discutidos no
setor empresarial. Isso é fruto, principalmente, da conscientização social. O ser
humano está cada vez mais certo de que os recursos naturais que utiliza são
finitos. Dessa maneira, se não nos preocuparmos com o planeta, as próximas
gerações estarão ameaçadas. O tripé reduzir, reutilizar e reciclar é uma tendência
cada vez mais presente em nossa sociedade.
Com leis relacionadas às questões ambientais muito mais rígidas, as empresas e
indústrias brasileiras se viram na obrigação de desenvolver projetos voltados à
logística reversa. Hoje em dia, já não basta reaproveitar e remover os refugos do
processo de produção. O fabricante é responsável por todas as etapas até o fim da
vida útil do produto. Por isso, a logística reversa está cada vez mais presente nas
operações das empresas. O investimento para o desenvolvimento de embalagens
mais sustentáveis, retornáveis ou descartáveis, vem promovendo não só a queda
do peso dos recipientes, o que já colabora para a redução do impacto ambiental,
mas também a diminuição dos custos de industrialização, por serem mais leves.
Outro ponto favorável fica por conta do crédito perante a opinião pública, já que as
empresas demonstram que também se preocupam com o meio ambiente.
Ambos os lados se beneficiam com a logística reversa. O consumidor atende sua
consciência ecológica, recuperando parte do valor do produto, enquanto a empresa
fabrica novos produtos com menos custos e insumos. Quem está no meio dessa
cadeia também se beneficia, já que novas oportunidades de negócios são geradas e
há uma inserção maior no mercado de trabalho para uma parcela marginalizada da
sociedade.
Fica evidente que a logística reversa é uma forma eficiente de recuperar os
produtos e materiais descartados das empresas. Atualmente, as empresas
modernas já entenderam que, além de lucratividade, é necessário atender aos
interesses sociais, ambientais e governamentais, para atingir a sustentabilidade. É
preciso satisfazer governos, comunidade, clientes, funcionários e fornecedores, que
avaliam a empresa por diferentes ângulos. A logística reversa ainda está em
difusão no Brasil, aplicada ora somente por empresas de grande e médio porte. O
potencial de crescimento nos próximos anos, porém, é muito promissor.
(Nili Cini Junior. Revista Planeta. junho 2018. ano 46. Edição 54. Adaptado)
* Logística reversa é um instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um
conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos
resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos
produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada.
Considerando os trechos do texto, assinale a alternativa em que a circunstância
adverbial presente no termo destacado está corretamente indicada entre
parênteses.
a) O tripé reduzir, reutilizar e reciclar é uma tendência cada vez mais presente em
nossa sociedade. (inclusão)
b) ... enquanto a empresa fabrica novos produtos com menos custos e insumos.
(exclusão)
c) ... já que as empresas demonstram que também se preocupam com o meio
ambiente. (intensidade)
d) Atualmente, as empresas modernas já entenderam que, além de
lucratividade... (afirmação)
e) A logística reversa ainda está em difusão no Brasil... (tempo)
113) Concurso: Ass TS/Pref SJC/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Fora de controle, o surto de sarampo na fronteira entre a Venezuela e o Brasil já
matou 73 ianomâmis neste ano, segundo números oficiais de ambos os países.
Desses, apenas um caso foi registrado em território brasileiro.
Do lado venezuelano, onde vivem cerca de 16 mil ianomâmis, foram confirmadas
19 mortes de ianomâmis apenas entre agosto e setembro, segundo boletim
epidemiológico da Organização Panamericana de Saúde (Opas), que se baseia em
informações repassadas pelo governo venezuelano.
Dois especialistas venezuelanos ouvidos pela Folha temem que o número de casos
e de mortos seja ainda maior.
―De acordo com a informação que recebemos diretamente de agentes comunitários
de saúde ianomâmis, a situação atual parece indicar que os casos estão
aumentando, que o surto se expandiu a outros setores e comunidades e que há um
número maior de mortos pela doença‖, diz Luis Bello, da Associação Wataniba, que
promove direitos indígenas. Ele também afirma que o governo venezuelano tem
dificuldades logísticas e de apoio aéreo para o combate ao sarampo.
―A única informação que temos é a publicada por meio da Opas uma vez ao mês,
no melhor dos casos‖, afirma Julio Castro, professor do Instituto de Medicina
Tropical da Universidade Central da Venezuela (UCV), a mais importante do país.
―Mas os médicos que estão nos hospitais nos dizem que os serviços de
epidemiologia são lentos para classificar os casos. Ou seja, há uma burocracia
relacionada e uma evolução natural sem que o governo tenha controle em nível
nacional.‖
Segundo ele, a epidemia na Venezuela mostra que a cobertura vacinal no país
governado por Nicolás Maduro teve uma queda vertiginosa há pelo menos uma
década.
(Fabiano Maisonnave. Folha de S.Paulo. 05.10.2018. Adaptado)
Observe os trechos do texto:
... o surto de sarampo na fronteira entre a Venezuela e o Brasil já matou 73
ianomâmis neste ano... (1º parágrafo)
... foram confirmadas 19 mortes de ianomâmis apenas entre agosto e setembro...
(2º parágrafo)
A preposição ―entre‖ forma, respectivamente, expressões indicativas de
a) lugar e modo.
b) modo e lugar.
c) meio e tempo.
d) lugar e tempo.
e) tempo e lugar.
114) Concurso: Sarg/PM SP/CFS/2018 Banca: VUNESP
Carteira de motorista terá formato de cartão de crédito e recursos antifraude
A CNH (Carteira Nacional de Habilitação) vai mudar de formato e de material em
2019. No lugar do papel-moeda entra o plástico, com mais recursos antifraude. O
processo de obtenção deve ser simplificado.
Na proposta que está sendo estudada pelo Denatran (Departamento Nacional de
Trânsito), os motoristas terão que fazer exames médicos a cada cinco anos, sem
que seja necessário pagar taxa, apresentar documentação e tirar outra foto no
Detran, para receber outra CNH, como acontece hoje. Após o condutor completar
55 anos, a periodicidade dos exames cai para dois anos e meio. A partir dos 70
anos, passam a ser feitos anualmente.
A nova regra só será possível com a adoção de tecnologias de segurança. Conforme
a Resolução 718 do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), a nova carteira terá o
formato de um cartão de crédito e reunirá dados cadastrais do motorista tanto na
parte impressa quanto na memória digital. A ideia é que as informações possam ser
lidas por smartphones dotados de aplicativos desenvolvidos para agentes de
trânsito.
Sérgio Yoshioka, mestre em engenharia da computação, afirma que unir dados
biométricos e cadastrais que possam ser lidos digitalmente praticamente elimina as
possibilidades de fraude.
O especialista diz que seria importante utilizar tecnologia de leitura facial, a mesma
já disponível em alguns celulares. Com isso, não haveria a necessidade de
apresentar o documento em uma blitz, por exemplo.
O Departamento Nacional de Trânsito diz que ―as empresas que produzirão as
carteiras serão previamente credenciadas e posteriormente habilitadas pelos
Detrans, seguindo o mesmo modelo de negócio atual‖. Esse processo ainda não
teve início.
O cronograma publicado pelo Contran prevê que as novas carteiras sejam emitidas
a partir de janeiro, mas são esperados atrasos.
(Eduardo Sodré. Folha de S.Paulo, 25.08.2018. Adaptado)
Os termos destacados nas frases – ―... dados biométricos e cadastrais que possam
ser lidos digitalmente...‖ e ―Esse processo ainda não teve início.‖ – expressam
circunstâncias, respectivamente, de
a) modo e de tempo.
b) afirmação e de dúvida.
c) modo e de intensidade.
d) intensidade e de tempo.
115) Concurso: PEB I/Pref SBC/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Parece, mas não é
A paisagem desmedida da língua, que nenhum ponto de vista abarca em sua
inteireza, está cheia de coisas que parecem ser, mas não são. Vale a pena dar um
zoom em algumas dessas arapucas, que as patrulhas do sabichonismo adoram
explorar para exercer seus mesquinhos poderes sobre falantes desavisados.
Pode parecer que a expressão correta é ―um peso e duas medidas‖, embora não
seja. O certo é mesmo aquilo que todo mundo sempre falou: ―dois pesos e duas
medidas‖.
Pode parecer também que o provérbio ―Quem tem boca vai a Roma‖ contém um
erro constrangedor, pois o certo é ―Quem tem boca vaia Roma‖, ou seja, exerce o
saudável direito de protestar contra a tirania dos césares. Só que isso é uma
falácia¹. Quem sabe perguntar chega aonde quiser, eis a moral do ditado. Assim
como sempre soubemos, até surgirem os sabichões. Vaia neles!
Pode parecer ainda que a palavra ―aluno‖ tem origem num vocábulo latino que quer
dizer ―sem luz‖, motivo pelo qual deve ser evitada, uma vez que trai uma
concepção pedagógica anacrônica² em que o professor sabe tudo e o estudante não
sabe nada. Repetida até por educadores, essa ―tese‖ é uma bobagem. O latim
alumnus quer dizer criança de peito e, por extensão, discípulo, aquele que precisa
ser nutrido para crescer. Só isso.
Pode parecer que a contração ―num‖, empregada no parágrafo anterior, é um
coloquialismo que, na sua informalidade de bermuda e chinelo, deve ser evitado a
todo custo na linguagem escrita. É o que vêm repetindo muitos professores nos
últimos anos. Não procede. Um pouco de leitura nos ensina que autores clássicos
da língua recorreram à eufonia de ―num‖ e ―numa‖ em textos apuradíssimos.
Pode parecer que quando dizemos ―Não vejo ninguém‖ estamos dando curso a uma
grosseria ilógica da língua portuguesa, sem perceber que uma negação anula a
outra e que, se não vemos ninguém, alguém nós vemos. A verdade é que não
existe nada mais tosco³ no mundo do sabichonismo do que supor que línguas
naturais sejam submissas à linguagem matemática. A negação dupla, que reforça
em vez de anular, é um recurso consagrado e de raízes profundas no português.
Pode parecer, enfim, que nossa língua detém o recorde mundial de pegadinhas,
idioma dificílimo que só pós-doutores conseguem falar sem escorregar a cada frase.
Mesmo que haja razões históricas para essa percepção, trata-se, em termos
objetivos, de mais um engano. Se nos livrássemos dos patrulheiros sabichões e sua
usina de erros imaginários, a paisagem já ficaria bem mais acolhedora.
(Sergio Rodrigues. Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergio-rodrigues/2017/11/
1932343-parece-mas-nao-e-defenda-se-dos-sabichoes-e-seuserros-
imaginarios.shtml. Acesso em 17.06.2018. Adaptado)
Glossário:
¹falácia – falatório, falar demais
²anacrônico – cronológico
³tosco – grosseiro
No trecho – ... a paisagem já ficaria bem mais acolhedora –, as expressões ―já‖ e
―bem mais‖ apresentam, correta e respectivamente, as circunstâncias de
a) causa e intensidade.
b) afirmação e finalidade.
c) afirmação e condição.
d) tempo e finalidade.
e) tempo e intensidade.
116) Concurso: Ass Adm I/UNESP/Campus Itapeva/2017 Banca: VUNESP
Leia a tira.
Nas falas do caracol, os advérbios ―Normalmente‖, ―bem‖ e ―devagar‖ expressam,
respectivamente, circunstâncias de
a) modo, modo e modo.
b) tempo, modo e intensidade.
c) modo, intensidade e modo.
d) tempo, intensidade e modo.
e) modo, meio e causa.
117) Concurso: Tec/CRBio 01/Auxiliar Administrativo/2017 Banca: VUNESP
Leia a crônica de Walcyr Carrasco para responder à questão.
Febre de fama
Há uma inflação de candidatos a astro e estrela. Toda família tem um aspirante aos
holofotes. Desde que comecei a escrever para televisão, sou acossado por gênios
indomáveis.
Dias desses, fui ouvir as mensagens do celular. Uma voz aflita de mulher:
– Preciso falar urgentemente com o senhor.
―É desgraça!‖, assustei-me. Digitei o número.
– Quero trabalhar em novela – disse a voz.
Perguntei (já pensando em trucidar quem havia dado o número do meu celular) se
tinha experiência como atriz. Não. Nem curso de interpretação. Apenas uma
certeza inabalável de ter nascido para a telinha mágica. Com calma, tentei explicar
que, antes de mais nada, era preciso estudar para ser atriz. Estudar? Ofendeu-se:
– Obrigada por ser tão grosseiro! e desligou o telefone.
Incrível também é a reação dos familiares. Conheci a mãe de uma moça que dança
em um dos inúmeros conjuntos em que as integrantes rebolam em trajes mínimos.
Bastante orgulhosa da pimpolha, a mãe revelou:
– Quando pequena ela queria ser professora, mas escolheu a carreira artística.
Ainda bem!
Comentei, muito discreto:
– É... ela vai longe...
– Nem me fale. Daqui a pouco, vai estar numa novela!
Essa febre de fama me dá calafrios. Fico pensando na reação de grandes artistas
como Marília Pêra, Tony Ramos, Juca de Oliveira diante desse vale-tudo, desse
desejo insano por ser famoso a qualquer preço.
(Veja SP, 21.10.1998. Adaptado)
Em – Preciso falar urgentemente com o senhor.–, o termo destacado apresenta
circunstância de modo, o que também ocorre em:
a) Dias desses, fui ouvir as mensagens do celular.
b) – Obrigada por ser tão grosseiro! e desligou o telefone.
c) Com calma, tentei explicar que, antes de mais nada, era preciso estudar para
ser atriz.
d) Bastante orgulhosa da pimpolha, a mãe revelou...
e) Daqui a pouco, vai estar numa novela!
118) Concurso: Sold/PM SP/2ª Classe/2017 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
3 maneiras de melhorar sua memória comprovadas pela ciência
Está se sentindo esquecido? Vale testar as dicas que separamos, baseadas na
ciência, para recuperar o controle sobre sua memória.
Primeiro, associe suas memórias com objetos físicos. Você já deve ter passado por
este problema: acabou de ser apresentado a alguém e, assim que a pessoa vira as
costas, já esqueceu como ela se chama. Acontece – mas é extremamente
embaraçoso precisar perguntar o nome dela novamente. A dica é associar o nome a
algum objeto. Por exemplo, se você acabou de conhecer a Giovana e ela estava
próxima a uma janela, pense nela como a Giovana da Janela.
Segundo, não memorize apenas por repetição. Ao ver ou participar de
apresentações, você deve ter sentido isto: é muito claro quando alguém apenas
decorou o que devia falar. Mas basta acontecer alguma mudança no roteiro para
que a pessoa se perca. Memorizar algo de fato depende de compreensão. Então, ao
pensar em falas e apresentações, tente entender o conceito todo ao redor do que
você está falando. Pesquisas mostram que apenas a repetição automática pode até
impedir que você entenda o que está expondo.
Terceiro, rabisque! Estudos indicam que rabiscar enquanto ―ingerimos‖ informações
não visuais (em aulas, por exemplo) aumenta a capacidade de nossa memória.
Uma pesquisa de 2009 mostrou que pessoas que rabiscavam enquanto ouviam uma
lista de nomes lembravam 29% a mais os nomes ditos.
(Luciana Galastri. Revista Galileu, 03.02.2015. http://revistagalileu.globo.com. Adaptado)
Um sinônimo para o vocábulo destacado em ―Pesquisas mostram que apenas a
repetição automática pode até impedir que você entenda o que está expondo.‖ é:
a) talvez.
b) irremediavelmente.
c) coincidentemente.
d) inclusive.
e) com certeza.
119) Concurso: Of Leg/CM Poá (SP)/2016 Banca: VUNESP
Leia o texto, para responder à questão.
A noite baixou de supetão e uma friagem seca cobriu as cercanias do gentio do
Ouro e de Xique-Xique, a umas boas léguas das barrancas do São Francisco, em
que o arraial se esconde pelo meio dos montes. Esconde-se porque é um arraial
fora da lei, cafua de bandidos, jagunços fugidos e cangaceiros, onde ninguém
dorme nu e sem arma na mão e só se entra com permissão. Agora que a caatinga
recolheu suas plantas ferozes debaixo do manto de sereno e até a poeira das três
ruas assentou, nada se vê senão a iluminação amarelada de alguns lampiões,
atravessando os quadradinhos formados pelas varas das paredes dos casebres de
sopapo. Rua do Meio acima, uma fogueira arde no alpendre do casarão arruinado,
de paredes de alvenaria e telhado ainda prestante, que todos chamam de Tapera
do Andrade, embora ninguém saiba o motivo. A história do Arraial de Santo Inácio
é desconhecida, assim como é desconhecida a maior parte da história destas
paragens e do povo que nelas habita.
(João Ubaldo Ribeiro, Viva o povo brasileiro. Adaptado)
Na passagem – A noite baixou de supetão –, a expressão destacada expressa
circunstância de
a) tempo e pode ser substituída por esporadicamente.
b) modo e pode ser substituída por repentinamente.
c) lugar e pode ser substituída por subitamente.
d) meio e pode ser substituída por apressadamente.
e) causa e pode ser substituída por surpreendentemente.
120) Concurso: Esc/CM Sumaré/2017 Banca: VUNESP
Para responder à questão, leia o texto que acompanha a imagem da cidade de
Amsterdã.
(Bruno Favoretto e Ricardo Marques. Viagem e turismo, abril 2017)
Os laranjas
Amsterdã é arquitetura, é mobilidade, é segura, é sexo, flores e bike‘n‘roll, é Van
Gogh. E é ainda mais dionisíaca no Dia do Rei, o Koningsdag. Todo 27 de abril, a
capital holandesa vira um ímã de gente festeira. Até os cães usam trajes à
Guilherme de Orange e se divertem pelas ruas e por seus 165 canais. É o canal.
Assinale a alternativa em que as duas expressões destacadas introduzem na frase,
respectivamente, as circunstâncias de modo e tempo.
a) Até os cães usam pomposamente trajes à Guilherme de Orange e se divertem
ao longo do dia pelas ruas e canais da cidade.
b) Para diversão dos turistas, até os cães usam trajes à Guilherme de Orange e
se divertem sem receio pelas ruas e canais da cidade.
c) Até os cães usam sem cerimônia trajes à Guilherme de Orange e se divertem
nos barcos e pelas ruas da cidade.
d) Dia e noite, até os cães usam trajes à Guilherme de Orange e se divertem com
seus donos pelos 156 canais da cidade.
e) Até os cães usam trajes à Guilherme de Orange e se divertem muito pelos 156
canais por onde circulam alegremente os holandeses.
121) Concurso: Asst/CM Valinhos/Administrativo/2017 Banca: VUNESP
Cidades inovadoras
Se uma cidade criativa fosse uma simples soma aritmética, os termos seriam:
tecnologia, tolerância, talentos e tesouros. A equação original, cunhada pelo
urbanista americano Richard Florida, continha os três primeiros ―tês‖. O último é
acréscimo do engenheiro e professor brasileiro Victor Mirshawka, autor de ―Cidades
Criativas‖.
De acordo com Mirshawka, o uso da tecnologia nas cidades não se reduz ao
universo digital. Inclui também iniciativas que têm impacto direto no cotidiano da
população.
Ele cita Barcelona, que implementou o sistema de captação de lixo por tubos. A
medida levou à redução no número de caminhões de coleta, com consequências
positivas no trânsito.
Os itens tolerância e talentos, por sua vez, estão intimamente ligados. O primeiro,
diz o autor, abarca temas como orientação sexual e migração. ―Essa mescla,
envolvendo várias religiões e costumes, permite diversidade, com resultados em
campos como gastronomia e música.‖
Já o quesito talentos depende de um excelente sistema educacional, que funciona
como um ímã para pessoas com ideias inovadoras.
―Nesse sentido, a cidade com mais talentos do mundo é Boston (EUA.), que tem
350 mil estudantes em instituições como Harvard e MIT. Metade dos alunos são
estrangeiros e, obviamente, os americanos ganham com isso.‖
Por último, há os tesouros, que são tanto obras humanas (museus e monumentos)
quanto da natureza (rio Amazonas e cataratas do Iguaçu). Essas atrações, diz
Mirshawka, geram ―visitabilidade‖, fator fundamental para as cidades criativas. ―A
grande questão é como fazer com que as pessoas queiram estar na sua cidade.‖
Assim, também é preciso pensar na criação de um calendário de eventos.
Holambra, com seu Festival das Flores, e Barretos, com sua Festa do Peão, são dois
exemplos em São Paulo.
O Brasil conta com cinco membros na Rede de Cidades Criativas da Unesco,
escolhidos pela atuação em áreas específicas. A capital do Pará, por exemplo,
destaca-se na gastronomia pela pesquisa e utilização dos múltiplos ingredientes de
origem amazônica e pela capacidade de gerar milhares de empregos.
(Bruno Lee. Folha de S.Paulo, 30.06.2017. Adaptado)
Considere a frase:
Em Barcelona, a coleta de lixo por tubos levou, com sucesso, à redução do número
de caminhões que circulavam diariamente pelos bairros, o que melhorou bastante
as condições de trânsito na cidade.
Nessa frase, as expressões que apresentam, respectivamente, circunstâncias de
modo e de intensidade são:
a) Em Barcelona; com sucesso.
b) Em Barcelona; diariamente.
c) bastante; por tubos.
d) com sucesso; bastante.
e) com sucesso; na cidade.
122) Concurso: Ag Prev/IPRESB/2017 Banca: VUNESP
Considere a charge para responder à questão abaixo
(Folha de S. Paulo, 20.09.2010. Adaptado)
Leia a frase reelaborada a partir da fala da personagem.
Depois que comecei a tuitar diariamente, não consigo mais escrever os relatórios
com perfeição.
As expressões destacadas apresentam, respectivamente, as circunstâncias de:
a) tempo e de modo.
b) tempo e de intensidade.
c) modo e de afirmação.
d) modo e de intensidade.
e) afirmação e de modo.
123) Concurso: At SG/CM Marília/2017 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão abaixo.
A vida sem espelhos
Provavelmente você dá uma olhada no espelho antes de sair de casa. Dentro de um
elevador de paredes espelhadas, é certo que aproveita para ajeitar a roupa ou o
cabelo. As superfícies que refletem a luz são tão fáceis de serem encontradas no
ambiente urbano que é difícil imaginar o quanto elas foram disputadas no passado.
Tudo indica que a primeira vez que o ser humano viu seu reflexo foi na água. Isso
deve ter mudado por volta de 3000 a.C., quando povos da atual região do Irã
passaram a usar areia para polir metais e pedras. Esses espelhos refletiam apenas
contornos e formas. As imagens não eram nítidas, e o metal oxidava com
facilidade.
Pouco mudou até o fim do século 13. Nessa época, o homem já dominava técnicas
de fabricação do vidro, mas as peças eram claras demais, e por isso não tinham
nitidez. Até que, em Veneza, alguém teve a ideia de unir o vidro a chapas de metal.
―Os espelhos dessa época têm uma pequena camada metálica na parte posterior do
vidro. Assim, a imagem ficava nítida, e o metal não oxidava por ser protegido pelo
vidro‖, diz Claudio Furukawa, pesquisador do Instituto de Física da USP. Surgia
assim o espelho como o conhecemos até hoje.
Mas este era um produto raro e caro. Os chamados espelhos venezianos eram mais
valiosos que navios de guerra ou pinturas de gênios como os italianos Rafael e
Michelangelo. Com o advento da Revolução Industrial, o processo de fabricação
ficou bem mais barato e o preço caiu. ―Mesmo assim‖, afirma o antropólogo da
PUC-RJ José Carlos Rodrigues, ―o espelho só se popularizou e entrou nas casas de
todos a partir do século 20.‖
(Vinícius Rodrigues. Aventuras na História, julho de 2009. Adaptado)
A expressão destacada no trecho do texto indica delimitação temporal em:
a) As superfícies que refletem a luz são tão fáceis de serem encontradas no
ambiente urbano...
b) Provavelmente você dá uma olhada no espelho antes de sair de casa.
c) Esses espelhos refletiam apenas contornos e formas.
d) Pouco mudou até o fim do século 13.
e) Os chamados espelhos venezianos eram mais valiosos que navios de guerra...
124) Concurso: At SG/CM Marília/2017 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão abaixo.
A vida sem espelhos
Provavelmente você dá uma olhada no espelho antes de sair de casa. Dentro de um
elevador de paredes espelhadas, é certo que aproveita para ajeitar a roupa ou o
cabelo. As superfícies que refletem a luz são tão fáceis de serem encontradas no
ambiente urbano que é difícil imaginar o quanto elas foram disputadas no passado.
Tudo indica que a primeira vez que o ser humano viu seu reflexo foi na água. Isso
deve ter mudado por volta de 3000 a.C., quando povos da atual região do Irã
passaram a usar areia para polir metais e pedras. Esses espelhos refletiam apenas
contornos e formas. As imagens não eram nítidas, e o metal oxidava com
facilidade.
Pouco mudou até o fim do século 13. Nessa época, o homem já dominava técnicas
de fabricação do vidro, mas as peças eram claras demais, e por isso não tinham
nitidez. Até que, em Veneza, alguém teve a ideia de unir o vidro a chapas de metal.
―Os espelhos dessa época têm uma pequena camada metálica na parte posterior do
vidro. Assim, a imagem ficava nítida, e o metal não oxidava por ser protegido pelo
vidro‖, diz Claudio Furukawa, pesquisador do Instituto de Física da USP. Surgia
assim o espelho como o conhecemos até hoje.
Mas este era um produto raro e caro. Os chamados espelhos venezianos eram mais
valiosos que navios de guerra ou pinturas de gênios como os italianos Rafael e
Michelangelo. Com o advento da Revolução Industrial, o processo de fabricação
ficou bem mais barato e o preço caiu. ―Mesmo assim‖, afirma o antropólogo da
PUC-RJ José Carlos Rodrigues, ―o espelho só se popularizou e entrou nas casas de
todos a partir do século 20.‖
(Vinícius Rodrigues. Aventuras na História, julho de 2009. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a expressão destacada apresenta circunstância
adverbial de intensidade.
a) ... a primeira vez que o ser humano viu seu reflexo foi na água.
b) Isso deve ter mudado por volta de 3000 a.C. ...
c) ... e o metal oxidava com facilidade.
d) Nessa época, o homem já dominava técnicas de fabricação do vidro...
e) ... mas as peças eram claras demais, e por isso não tinham nitidez.
125) Concurso: Aux Esc/Pref Marília/2017 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Voluntários respondem a cartas enviadas para Julieta
Junto à Casa de Julieta fica a sala do Clube de Julieta. O projeto existe oficialmente
faz 30 anos e tem voluntários para responder, em diversas línguas, a cartas
enviadas de todo o mundo para Julieta, conhecida personagem da obra de
Shakespeare.
As cartas normalmente são tristes e sobre problemas em relacionamentos
amorosos. Afinal, por mais que a famosa história seja romântica, também é
bastante trágica.
Para os casos mais delicados, envolvendo, por exemplo, risco de suicídio, o clube
tem a contribuição de um médico especialista.
Desde os anos de 1930, cartas são enviadas a Verona; mas só nos anos de 1980 a
entidade foi criada oficialmente com apoio do governo.
O projeto ficou ainda mais famoso com o filme ―Cartas para Julieta‖ (2010), em que
a protagonista se junta aos voluntários do grupo e tenta ajudar pessoalmente a
mulher a quem aconselhou. No ano que se seguiu ao filme, quase 4.000 cartas
foram recebidas, segundo o Clube.
Há caixas de correio e computadores na Casa de Julieta para enviar mensagens.
Por outro lado, uma placa na entrada alerta que escrever nas paredes – a exemplo
de inúmeras pichações no hall de entrada – pode ser punido com multa de até €
1.039 ou prisão por até um ano.
(MK. http://www1.folha.uol.com.br/fsp/turismo/fx2909201111.htm. Adaptado)
No quinto parágrafo, em – O projeto ficou ainda mais famoso com o filme… –, a
expressão destacada apresenta circunstância adverbial de intensidade, como no
trecho:
a) … a cartas enviadas de todo o mundo para Julieta… (1º parágrafo)
b) As cartas normalmente são tristes… (2º parágrafo)
c) … a famosa história seja romântica, também é bastante trágica. (2º parágrafo)
d) … tenta ajudar pessoalmente a mulher a quem aconselhou. (5º parágrafo)
e) … com multa de até € 1.039 ou prisão por até um ano. (último parágrafo)
126) Concurso: Ag/Pref Alumínio/2016 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Os conselhos dos „superleitores‟ para ler mais rápido
Agatha Christie lia 200 livros por ano, enquanto o fundador do Facebook, Mark
Zuckerberg, termina um a cada duas semanas. O ex-presidente dos Estados Unidos
Theodore Roosevelt lia um livro por dia e até dois ou três, se tinha uma noite mais
tranquila. Mas como as pessoas em geral podem conseguir fazer isso? [...]
A jornalista e ―treinadora‖ literária Glynis Kozma aconselha os leitores a tirarem
alguns minutos de cada um dos seus compromissos para ler.
―Em vez de pensar que o que você precisa é sentar-se e ler durante uma hora,
tente utilizar pequenas quantidades de tempo‖, diz.
(Hannah Sander. BBC News. Disponível em www.bbc.com/portuguese/
noticias/2016/01/160116_superleitores_hs_cc. 17.01.2016. Adaptado)
No contexto da frase – O ex-presidente dos Estados Unidos Theodore Roosevelt lia
um livro por dia e até dois ou três, se tinha uma noite mais tranquila. –, a palavra
até indica
a) exclusão.
b) inclusão.
c) conclusão.
d) retificação.
e) situação.
127) Concurso: Sold/PM SP/2ª Classe/2017 Banca: VUNESP
Passei dois anos escrevendo o livro que acabo de terminar. A tarefa não foi
realizada em tempo integral, mas nos momentos livres que ainda me restam.
Há escritores que precisam de silêncio, solidão e ambiente adequado para a prática
do ofício. Se fosse esperar por essas condições, teria demorado 20 anos para
publicá-lo, tempo de vida de que não disponho, infelizmente.
Por força da necessidade, aprendi a escrever em qualquer lugar em que haja
espaço para sentar com o computador. Por exemplo, nas salas de embarque
durante as viagens de bate e volta que sou obrigado a fazer. Consigo me
concentrar apesar das vozes esganiçadas que anunciam os voos, os atrasos, as
trocas de portões, a ordem nas filas, os nomes dos retardatários.
Mal o avião levanta voo, puxo a mesinha e abro o computador. Estou nas nuvens,
às portas do paraíso celestial. O telefone não vai tocar, ninguém me cobrará o texto
que prometi, a presença na palestra para a qual fui convidado, os e-mails
atrasados.
Minha carreira de escritor começou com ―Estação Carandiru‖, publicado quando eu
tinha 56 anos. Foi tão grande o prazer de contar aquelas histórias, que senti ódio
de mim mesmo por ter vivido meio século sem escrever livros.
A dificuldade vinha da timidez e da autocrítica. Para mim, o que eu escrevesse seria
fatalmente comparado com Machado de Assis, Gógol, Faulkner, Joyce, Pushkin,
Turgenev ou Dante Alighieri. Depois do que disseram esses e outros gênios, que
livro valeria a pena ser escrito?
A resposta encontrei em ―On Writing‖, livro que reúne entrevistas e textos de
Ernest Hemingway sobre o ato de escrever. Em conversa com um estudante,
Hemingway diz que, ao escritor de nossos tempos, cabem duas alternativas:
escrever melhor do que os grandes mestres já falecidos ou contar histórias que
nunca foram contadas.
De fato, se eu escrevesse melhor do que Machado de Assis, poderia recriar
personagens como Dom Casmurro ou descrever com mais poesia o olhar de ressaca
de Capitu.
Restava a outra alternativa: a vida numa cadeia com mais de 7.000 presidiários, na
cidade de São Paulo, nas últimas décadas do século 20, não poderia ser descrita
por Tchékhov, Homero ou pelo padre Antonio Vieira. O médico que atendia
pacientes no Carandiru havia dez anos era quem reunia as condições para fazê-lo.
Seguindo o mesmo critério, publiquei outros livros. Às cotoveladas, a literatura
abriu espaço em minha agenda. Há escritores talentosos que se queixam dos
tormentos e da angústia inerentes ao processo de criação. Não é o meu caso,
escrever só me traz alegria.
Diante da tela do computador, fico atrás das palavras, encontro algumas, apago
outras, corrijo, leio e releio até sentir que o texto está pronto. Às vezes, ficou
melhor do que eu imaginava. Nesse momento sou invadido por uma sensação de
felicidade plena que vai e volta por vários dias.
(www.folha.uol.com.br, 13.05.2017. Adaptado)
Na frase – Mal o avião levanta voo, puxo a mesinha e abro o computador. –, o
termo destacado estabelece relação de
a) intensidade.
b) causa.
c) negação.
d) tempo.
e) dúvida.
128) Concurso: Sec Esc/Pref Alumínio/2016 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder a questão abaixo.
Tal pai, tal filho
Giro a garrafa em direção à torrada. O percurso é lento, custoso até a bolha de ar
chegar ao fundo e empurrar o mel para fora. Ele me olha entre curioso e
impaciente.
– Olha, pai, tá saindo!
Com o dedo sujo da canetinha azul (a mãe bem avisou que era pra lavar as mãos),
ele esfrega o mel na fatia e leva à boca.
Aguardo sua reação como quem aguarda um referendo. Com a boca já melada, ele
morde o dedo, me olha, olha para a garrafa, já recomposta em seu volume.
Morde mais um pedaço e pede mais, e eu fico em dúvida se abro de novo a garrafa
de mel ou se faço uma foto desse pequeno passo para a humanidade e grande salto
para o pai que descobre os prazeres da transmissão de um legado.
Penso se algum dia, daqui a 30 anos, ele vai se lembrar do dia em que seu pai o
levou para conhecer o mel ou as pedras de gelo. Lembrará que estávamos sozinhos
em casa, a mãe já no trabalho.
Enquanto ele mastigava, me sentia num ponto equidistante entre este nosso tempo
e o de meu pai, que hoje completa 60 anos. Há 30 anos ele provavelmente se
exasperava vendo o filho experimentar tudo pela primeira vez – provavelmente
com a mesma ansiedade de se ver, de certa forma, continuado em seus gostos e
hábitos.
Silenciosamente vou listando tudo o que gostaria de dizer no aniversário dele até
ser interrompido por meu filho de quase três anos, que acaba de pegar um pacote
de batata palha e cobrir a cachorra de farelo. Olho feio e berro alto. Ele se esconde.
―Você tem medo, mas não tem vergonha nessa sua cara de pau, né?‖. Ele segura o
riso e eu me recomponho, tentando lembrar o dia exato em que virei o meu pai.
(Matheus Pichonelli. www.cartacapital.com.br/cultura/tal-pai-tal-filho, 29.01.2016. Adaptado)
Considere os seguintes trechos:
• O percurso é lento, custoso até a bolha de ar chegar ao fundo e empurrar o mel
para fora. (1º parágrafo)
• Silenciosamente vou listando tudo o que gostaria de dizer no aniversário dele até
ser interrompido por meu filho de quase três anos, que acaba de pegar um pacote
de batata palha e cobrir a cachorra de farelo. (último parágrafo)
Em ambos os trechos, o termo até expressa ideia de
a) tempo.
b) lugar.
c) modo.
d) causa.
e) intensidade.
129) Concurso: Prof/Pref Alumínio/2016 Banca: VUNESP
Assinale a alternativa em que o termo destacado expressa, no texto, sentido de
tempo.
a) ―Segundo o texto votado em 2015 pela Comissão Especial do Estatuto da
Família, a família brasileira é...‖
b) ―... a definição é, desde então, alvo de protesto por suprimir o direito de
milhões de brasileiros...‖
c) ―... essa não é a única configuração que encontramos na nossa sociedade...‖
d) ―Logo, uma definição excludente como a do Estatuto da Família pode trazer
uma série de prejuízos...‖
e) ―Na escola, a discussão das famílias contemporâneas deve, sim, adentrar a
sala de aula.‖
130) Concurso: Of Prom/MPE SP/I/2016 Banca: VUNESP
Leia os quadrinhos para responder à questão.
(Hagar, Dik Browne. Folha de S.Paulo, 31.10.2015. Adaptado)
Os advérbios ―bem‖ (1º quadrinho) e ―Talvez‖ (2º quadrinho) expressam,
respectivamente, circunstância de
a) afirmação e intensidade.
b) modo e tempo.
c) afirmação e modo.
d) modo e dúvida.
e) dúvida e afirmação.
131) Concurso: Ass Adm I/UNESP/2016 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Vira e mexe alguns blogs maternos publicam textos sobre ―As vantagens de ser
mãe de menina‖ ou ―Por que é bom ser mãe de menino‖: ―meninos não têm
frescura‖, ―meninas são mais delicadas‖, ―eles são mais corajosos‖, ―elas são mais
choronas‖ e por aí vai. Leio isso e tenho vontade de gritar por ver estereótipos de
gênero tão pesados serem perpetuados sem nenhuma reflexão. Já pensou que seu
filho é uma figura única e a infinidade de coisas que pode ser ou sentir não cabe em
listas, caixas ou rótulos? Pior: que você definir como ele deve ser ou se comportar
dependendo de seu gênero pode ser muito, muito cruel?
Aos meninos são permitidas vivências mais amplas. Eles podem subir muros,
escalar os brinquedos do playground, enquanto as meninas não, veja bem, vai
sujar seu sapato de princesa, filha, vai mostrar sua calcinha, não pega bem, filha,
não é assim que uma menina brinca. E por isso, só por isso, que se perpetua a
ideia de que os meninos são mais ―aventureiros‖ e ―danados‖ e as meninas mais
―cuidadosas‖. Fazemos as meninas mais infelizes, isso sim.
Ser menino também pode não ser fácil, principalmente se os pais acreditarem que
podem definir o que ele deve sentir ou gostar. Meu filho adorava brincar com os
carrinhos de boneca das meninas do playground do prédio. Só depois de eu dizer
que ―tudo bem‖ as mães ou babás ficavam à vontade em deixá-lo empurrar as
bonecas ou carregá-las. Por que tanto receio? O que um menino pode virar depois
de brincar de boneca? Um pai carinhoso e dedicado no futuro?
Uma vez, em uma loja de brinquedos, meu filho ficou empolgadíssimo ao ver uma
pia que funcionava de verdade, com uma torneirinha de água. E pediu muito para
que eu comprasse. As opções de cores deixavam claro para quem o brinquedo era
fabricado: só havia pias rosa e lilás. ―Esse brinquedo é de menina‖, alertou a
vendedora, cheia de boa vontade, como se eu estivesse me distraído e não
percebido o ―engano‖ ao considerar a compra. Eu disse para ela que na minha casa
lavar louça é uma atividade unissex, que o pai do meu filho encara muito prato e
panela suja e, por isso, brincar de casinha é uma brincadeira de menino sim. Meu
filho saiu da loja feliz da vida com seu brinquedo rosa que, aliás, para ele é só uma
cor, como outra qualquer. O avô estranhou o presente até eu levá-lo à reflexão:
―Quantas pias de louça suja você lavou e lava na sua vida, para manter sua casa
em ordem?‖ E só daí meu pai percebeu o tamanho da bobagem que fazia ao
acreditar que lavar louça é uma atividade exclusivamente feminina.
E para quem gosta de listas, proponho uma única: ―As vantagens de ser mãe de
uma criança feliz.‖ É essa que eu espero estar escrevendo, no dia a dia, ao não
determinar como meu filho pode ou não ser.
(Rita Lisauskas, A crueldade de dividir o mundo entre “coisas de menino” e “coisas de meninas”.
Disponível em: <vida estilo.estadao.com.br>. Acesso em 10-02-2016. Adaptado)
O advérbio destacado na passagem – ... você definir como ele deve ser ou se
comportar dependendo de seu gênero pode ser muito, muito cruel? – tem
equivalente em:
a) Só gente muito preconceituosa pensa assim.
b) Há muito ponto de vista errado acerca desse assunto.
c) Muito do que é hoje deve aos pais, sempre dedicados a ele.
d) Só por muito ele aceita defender o réu.
e) O vírus transmitido pelo mosquito vem causando muito sofrimento às pessoas.
132) Concurso: Ag/IPSMI/Administrativo/2016 Banca: VUNESP
Leia o texto a seguir para responder à questão.
A velhice, de acordo com o pensamento de alguns, é uma fase de recolhimento,
anulação e privações. Pode ser uma longa espera para o inevitável, um tempo de
sossego e meditação forçada. Felizmente, nem todos pensam assim. Desde a
antiguidade, sábios e espirituosos pensam até o contrário.
Se observarmos a vida dos idosos atualmente, podemos facilmente perceber que o
que pensam os sábios está mais próximo da realidade dos fatos de hoje. Com o
aumento da qualidade e da expectativa de vida das populações e com as mudanças
de mentalidade em relação ao modo de viver, a velhice agora pode ser sinônimo de
vida ativa, saudável e feliz, em toda a sua plenitude. O idoso pode então ser visto
como alguém que, depois de uma parcela do tempo de vida empregada ao trabalho
e à dedicação à família, desfruta uma etapa de lazer, interação social,
aprendizagem despreocupada, busca de conhecimento interior e felicidade
desprendida.
É claro e evidente que todos esses benefícios só poderão ser conquistados se a
velhice for acompanhada, necessariamente, de boa saúde e lucidez. E o segredo de
uma velhice saudável, todos nós sabemos, é baseado em uma regra simples, de
três recomendações: alimentação equilibrada, prática de atividades físicas
compatíveis e períodos de repouso restauradores.
Prolongar essa etapa importante da vida tem uma receita mais simples ainda:
atividade e felicidade. E, para manter a lucidez, devemos ocupar a mente com
atividades nobres.
A vida moderna e o apoio institucional e social ao idoso transformaram a velhice em
um período possível de vida ativa, em que podemos manter o nosso corpo
fortalecido e saudável e continuar desfrutando os melhores prazeres da vida. Esses
benefícios juntos nos permitem manter afastada a trágica ideia da morte próxima.
(Maria Terezinha Santellano. Disponível em:
http://www.portalterceiraidade.org.br. Adaptado)
No trecho do segundo parágrafo, – Se observarmos a vida dos idosos
atualmente... –, o termo destacado indica uma circunstância de tempo, assim
como o termo destacado em:
a) ... podemos facilmente perceber que o que pensam os sábios... (2º parágrafo)
b) ... a velhice agora pode ser sinônimo de vida ativa... (2º parágrafo)
c) ... se a velhice for acompanhada, necessariamente, de boa saúde e lucidez.
(3º parágrafo)
d) ... esses benefícios só poderão ser conquistados se a velhice... (3º parágrafo)
e) ... essa etapa importante da vida possui uma receita mais simples ainda... (4º
parágrafo)
133) Concurso: Cd Soc/Pref Sertãozinho/2016 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Bitucas jogadas no chão em SP enchem um apartamento por dia
Ao final de cada dia, o paulistano descarta 34 milhões de bitucas de cigarro nas
ruas. Pequena e dispersa por todo canto, ela parece não incomodar, mas os restos
equivalentes ao consumo de 1,7 milhão de maços de cigarro dariam para encher
um apartamento de 70 metros quadrados. O cálculo é da organização social ―Rede
Papel Bituca‖.
Para lidar com o problema, empresas e órgãos públicos de São Paulo têm inserido,
de forma tímida, nos seus espaços, as chamadas ―bituqueiras‖ – equipamento que
acondiciona o resíduo. E, na capital paulista – onde regiões com grande circulação
de pessoas, ambientes com alto nível de estresse ou que concentram bares são as
mais infestadas pelas bitucas –, um projeto de lei tramita desde o ano passado com
proposta que prevê multa de até R$ 100 para o ―sujão‖ flagrado.
O treinador de corretores de imóveis, R. Silva, 33, trabalha em uma dessas regiões.
Quatro vezes ao dia, ele repete o mesmo ritual: sai do ambiente de trabalho para
fumar. Quando o cigarro chega ao fim, o destino é um só: a rua. ―Sempre jogo a
bituca na vala. Nunca na calçada, porque a chuva vem e leva‖, diz.
Silva diz que dessa forma ―diminui o dano‖ devido à falta de um lugar adequado
na região para dar um fim à bituca.
―A bituca em contato com a água libera substâncias tóxicas e também acaba
entupindo a rede pluvial da cidade. Além de, visualmente, fomentar uma paisagem
de degradação‖, afirma Rafael Rodrigues, 31, gestor da Rede Papel Bituca. As
pontas de cigarro também provocam incêndios. Em 2013, o Corpo de Bombeiros
conteve 530 ocorrências do tipo apenas na capital.
Segundo Cleide Sousa, doutora em psicologia ambiental da UnB (Universidade de
Brasília), bitucas de cigarro são o resíduo ―mais descartado em todo o mundo‖.
Para a pesquisadora, o ato mostra ―falta de informação‖ e representa uma ―atitude
egoísta‖. ―Quem joga uma bituca no chão não faz uma autocrítica em relação ao
próprio comportamento e sempre joga a responsabilidade para o poder público.
Mas há uma responsabilidade individual nesse processo que nunca é levada em
consideração‖, explica a especialista.
(Dhiego Maia. In: http://goo.gl/nJnbbr. Adaptado)
Assinale a alternativa que apresenta corretamente, entre parênteses, a
circunstância adverbial expressa pelo trecho em destaque.
a) Pequena e dispersa por todo canto, ela parece não incomodar (afirmação)
b) empresas e órgãos públicos de São Paulo têm inserido, de forma tímida, nos
seus espaços, as chamadas ―bituqueiras‖ (modo)
c) Além de, visualmente, fomentar uma paisagem de degradação (intensidade)
d) bitucas de cigarro são o resíduo ―mais descartado em todo o mundo‖ (modo)
e) uma responsabilidade individual nesse processo que nunca é levada em
consideração (intensidade)
134) Concurso: Ag/CM Marília/Copa/2016 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Habilidades domésticas
Na sexta-feira, meu filho chega de São Paulo carregando uma mala entupida de
roupa suja. No final de semana, ele toma de assalto a máquina de lavar. Gira os
botões como quem aumenta o volume do rádio do carro; uma familiaridade
irritante. O elefante branco que me assustou quando vim morar sozinho tornou-se
para o jovem de 18 anos um simples e inofensivo gatinho. Se aos 45 eu nunca
tinha apertado um botão sequer de uma máquina dessas, ele, aos 18, já domina a
técnica com maestria, o que o tornará por certo mais independente nesse mundo
de dependência e subordinação em que vivemos.
Mas calma, amigo, calma. Hoje posso dizer com serenidade que essa mesma
habilidade que ele desenvolveu tão cedo eu também já desenvolvi. Agora, se tem
algo ultimamente que me anda pondo medo é o ferro de passar roupa.
Antigamente era fácil. Pelo que via, era só ligar à tomada. Havia um botãozinho
que regulava a temperatura. E pronto. Era só começar a passar. Esse que eu tenho
aqui, e que terei que usar até arrumar uma nova ajudante, tem um botão giratório
pra eu escolher o tipo de tecido: acetato, seda, rayon (o que é rayon?!), lã,
algodão, linho. Tem dois botõezinhos pra apertar com desenhinhos indecifráveis. Há
um outro que vai pra lá e pra cá, aumentando e diminuindo um filete escuro (pra
que tantos botões!?). E um buraquinho que, na minha ínfima capacidade de
decifrar esse monstrengo doméstico, serve pra colocar água.
Mais difícil do que passar roupa é entender como funciona um ferro de passar e seu
indecifrável manual. Sinceramente? Acho que escrever um romance a cada seis
meses ou arredondar uma encrencada e velha execução trabalhista são tarefas
mais fáceis, mas eu chego lá...
P.S.: Esquece esse último parágrafo. Tudo resolvido com essa tecnologia massa¹.
Bastaram três minutinhos. Bora² passar roupa! Com a ajuda do YouTube³, claro!
(Sergio Geia, www.cronicadodia.com.br/2015/09/habilidades-domesticas-sergio-geia_26.html.
26.09.2015. Adaptado)
1 excelente
2 Vamos (convite)
3 site de compartilhamento de vídeos
Em – Se aos 45 eu nunca tinha apertado um botão sequer de uma máquina dessas,
ele, aos 18, já domina a técnica com maestria... – o termo destacado indica que o
rapaz de 18 anos aprendeu a operar a máquina de lavar
a) toscamente.
b) serenamente.
c) precocemente.
d) superficialmente.
e) adequadamente.
135) Concurso: Aj SD/CM Pirassununga/2016 Banca: VUNESP
Declaração de amor em outdoor
Gostei, sim, da ideia daquele publicitário de São Paulo, que concebeu e instalou na
rua um outdoor de 24 metros quadrados, contendo uma declaração de amor à sua
mulher. Todo mundo, ao passar por lá, ficou sabendo que Bob continua amando
Cly, depois de dez anos de casados, e que não abre.
(...)
Amorosos de gosto mais refinado talvez achassem preferível que os dizeres do
outdoor fossem outros. A gíria é efêmera e o amor que dura há dez anos já viu
passar muitas e muitas expressões populares. Se, em vez de ―Estou contigo e não
abro‖, o marido feliz copiasse um verso de amor de um dos grandes poetas da
língua, ou o inventasse (pois amor põe engenho e arte em quem o sente.), o
outdoor se tornaria obra digna de tombamento pelo IPHAN [Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional], resistindo ao tempo como um dos monumentos do
coração, que merecem ser preservados. Bob não pensou nisso, quis a mensagem
direta aos transeuntes de hoje, na linguagem do dia. Ainda assim, fez uma bonita
coisa. Prova de que o amor continua, em meio a toda sorte de absurdos, violências
e marotices políticas e outras, e que nenhum índice de inflação, nenhum terremoto,
nenhuma sinistra maquinação é capaz de cassá-lo da face da Terra.
(Carlos Drummond de Andrade, As palavras que ninguém diz)
Considere os trechos:
– Gostei, sim, da ideia daquele publicitário de São Paulo...;
– Todo mundo, ao passar por lá...;
– Amorosos de gosto mais refinado talvez achassem preferível...
Os advérbios em destaque expressam, respectivamente, sentido de
a) afirmação, lugar e dúvida.
b) tempo, lugar e modo.
c) intensidade, meio e dúvida.
d) afirmação, lugar e tempo.
e) assunto, modo e afirmação.
136) Concurso: Aux Ad/CM Caieiras/2015 Banca: VUNESP
Mulher ao volante
―Quando não venho de blusa rosa, os passageiros notam e reclamam‖, disse
orgulhosa Marta Ribeiro dos Passos, 34, exibindo as unhas da mesma cor, às 5h41,
no terminal Vila Mariana.
Quarenta minutos antes, ela afivelou o cinto de segurança, também rosa, engatou
a primeira marcha no câmbio decorado e seguiu viagem ao volante do ônibus que
sai da Lapa. Uma cortina de borboleta deixava a cabine ainda mais personalizada.
A cor rosa é sua ―marca registrada‖, como define, e o percurso, seu favorito. ―Amo
meus passageiros. São sempre as mesmas pessoas, nos mesmos pontos‖, diz ela,
que troca cumprimentos com os mais chegados.
Motorista de ônibus há sete anos, Marta concluiu que as mulheres na direção são
uma segurança para a população. Por dois motivos: dirigem com uma ―perfeição
maior‖ e pilotam por gosto, não por obrigação. ―Não me vejo fazendo outra coisa‖,
diz.
Quando não está no trabalho, Marta acelera na sua moto 125 cilindradas, uma
potência módica que ela pretende em breve dobrar. ―Descarrego toda a minha
adrenalina nela.‖
Ao cruzar a avenida Paulista, ela comenta: ―Aqui a gente vê de tudo. Sou toda
rosa, mas adoro esse pessoal que anda de preto. Acho interessantes essas várias
tribos. Não quero ser a melhor. Só quero fazer a diferença‖, completa.
(André Lobato. Revista São Paulo, 15 a 20/05/2011. Adaptado)
Considere os trechos do texto:
Uma cortina de borboleta deixava a cabine ainda mais personalizada. (2o
parágrafo)
―São sempre as mesmas pessoas, nos mesmos pontos‖, diz ela, que troca
cumprimentos com os mais chegados. (3o parágrafo)
Os termos destacados são advérbios de
a) intensidade, pois enfatizam a ideia expressa pelos termos a que estão
associados.
b) intensidade, pois caracterizam a entrevistada como uma mulher ousada.
c) afirmação, pois garantem a clareza e a objetividade das informações presentes
no texto.
d) modo, pois ressaltam a seriedade com que Marta executa seu trabalho.
e) modo, pois revelam que a motorista, às vezes, age com displicência.
137) Concurso: Aux FF II/TCE-SP/2015 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Incoerência americana
Fechar Guantánamo. Barack Obama prometeu fazê-lo em 2008, quando disputava
seu primeiro mandato como presidente dos EUA, supostamente o cargo mais
poderoso do mundo.
Seis anos e duas eleições depois, o campo de prisioneiros continua em
funcionamento, contradizendo os valores democráticos dos quais os americanos
tanto se vangloriam.
Alguns dos 136 detidos (número que resta após o envio de seis deles para o
Uruguai) estão presos há mais de uma década sem acusação formal. São,
entretanto, considerados ―perigosos demais‖.
(Folha de S.Paulo, 11.12.2014. Adaptado)
No primeiro parágrafo do texto, o advérbio ―supostamente‖ sugere que
a) o presidente dos EUA certamente é o homem mais poderoso do mundo.
b) o cargo de presidente dos EUA pode não ser o mais poderoso do mundo.
c) o cargo de presidente dos EUA é pouco poderoso no mundo.
d) o presidente dos EUA é o homem menos poderoso do mundo.
e) o cargo de presidente dos EUA nunca foi o mais poderoso do mundo.
138) Concurso: Ag SP/SAP SP/2015 Banca: VUNESP
(Bill Watterson, Calvin & Haroldo, http://depositodocalvin.blogspot.com.br/search/label/Bicicleta)
Os termos já (segundo quadrinho) e ainda (quarto quadrinho) exprimem
circunstâncias de
a) modo.
b) tempo.
c) dúvida.
d) causa.
e) intensidade.
139) Concurso: Esc/TJ SP/2015 Banca: VUNESP
Leia o texto, para responder à questão.
Palavras, percebemos, são pessoas. Algumas são sozinhas: Abracadabra. Eureca.
Bingo. Outras são promíscuas (embora prefiram a palavra ―gregária‖): estão
sempre cercadas de muitas outras: Que. De. Por.
Algumas palavras são casadas. A palavra caudaloso, por exemplo, tem união
estável com a palavra rio – você dificilmente verá caudaloso andando por aí
acompanhada de outra pessoa. O mesmo vale para frondosa, que está sempre com
a árvore. Perdidamente, coitado, é um advérbio que só adverbia o adjetivo
apaixonado. Nada é ledo a não ser o engano, assim como nada é crasso a não ser o
erro. Ensejo é uma palavra que só serve para ser aproveitada. Algumas palavras
estão numa situação pior, como calculista, que vive em constante ménage(*),
sempre acompanhada de assassino, frio e e.
Algumas palavras dependem de outras, embora não sejam grudadas por um hífen
– quando têm hífen elas não são casadas, são siamesas. Casamento acontece
quando se está junto por algum mistério. Alguns dirão que é amor, outros dirão
que é afinidade, carência, preguiça e outros sentimentos menos nobres (a palavra
engano, por exemplo, só está com ledo por pena – sabe que ledo, essa palavra
moribunda, não iria encontrar mais nada a essa altura do campeonato).
Esse é o problema do casamento entre as palavras, que por acaso é o mesmo do
casamento entre pessoas. Tem sempre uma palavra que ama mais. A palavra
árvore anda com várias palavras além de frondosa. O casamento é aberto, mas
para um lado só. A palavra rio sai com várias outras palavras na calada da noite:
grande, comprido, branco, vermelho – e caudaloso fica lá, sozinho, em casa,
esperando o rio chegar, a comida esfriando no prato.
Um dia, caudaloso cansou de ser maltratado e resolveu sair com outras palavras.
Esbarrou com o abraço que, por sua vez, estava farto de sair com grande, essa
palavra tão gasta. O abraço caudaloso deu tão certo que ficaram perdidamente
inseparáveis. Foi em Manuel de Barros. Talvez pra isso sirva a poesia, pra desfazer
ledos enganos em prol de encontros mais frondosos.
(Gregório Duvivier, Abraço caudaloso. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/>. Acesso
em: 02 fev 2015. Adaptado)
(*) ménage: coabitação, vida em comum de um casal, unido legitimamente ou não.
Observe o comentário acerca de advérbio e de adjetivo expresso na frase –
Perdidamente, coitado, é um advérbio que só adverbia o adjetivo apaixonado. – e
assinale a alternativa em que os termos destacados são (I) advérbio modificando
adjetivo e (II) adjetivo.
a) (I) várias palavras; (II) palavra moribunda.
b) (I) tem sempre; (II) é aberto.
c) (I) menos nobres; (II) união estável.
d) (I) sempre acompanhada; (II) algum mistério.
e) (I) dificilmente verá; (II) outras palavras.
140) Concurso: Aux Adm/CRO SP/2015 Banca: VUNESP
Leia a tira para responder à questão.
(Folha de S.Paulo, 27.06.2015)
No primeiro quadrinho, as expressões – com extrema precisão – e – feito um
campeão – denotam, respectivamente, sentido de
a) modo e comparação.
b) causa e condição.
c) meio e comparação.
d) modo e causa.
e) causa e conformidade.
141) Concurso: Almo/CM Itatiba/2015 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Grupos de família no WhatsApp levam conflito de gerações para a Internet
Os papos (e as brigas) daqueles almoços de domingo em família agora continuam
nas redes sociais ou no aplicativo WhatsApp.
O químico João Henrique Nunes, 25, pediu para sair de um grupo do WhatsApp com
mais de 30 familiares. ―Eu recebia mensagens incessantes de bom dia, fotos de
bebês, correntes e vídeos motivacionais com mais de cinco minutos que acabavam
com a minha internet 3G.‖
Apesar de dar um basta no grupo familiar, João coleciona diálogos engraçados com
a mãe, Maria, e os publica no Facebook. Em uma das conversas expostas na rede,
ele pergunta: Mãe, de que cor é esse vestido?‖, e envia uma foto do vestido azul e
preto que no fim de fevereiro virou ―meme‖ * na internet. A mãe não entende nada
e diz: ―Que vestido é esse?? João Henrique, vira homem!‖.
Os mal-entendidos que fazem sucesso na internet são causados por um choque de
gerações, segundo Regina de Assis, consultora em educação. ―Há diferenças no
jeito de se relacionar. Os mais velhos ainda entendem que a relação olho no olho é
insubstituível‖, afirma ela.
Isso leva a inevitáveis conflitos, afirma a terapeuta Juliana Potter. ―Cada um pensa
que seu jeito de usar a internet é o certo. Os adolescentes acham ridícula a forma
como as mães usam as redes sociais, e os adultos não entendem como estar
conectado é realmente importante para os jovens.‖
Um exemplo é o caso de Diogo, 10, filho da economista Mariana Villar, 42. ―Ele
inferniza a minha vida pedindo um aparelho com acesso ao WhatsApp cinquenta
vezes por dia‖, diz ela. ―Eu digo que ele não precisa, que não tem maturidade para
isso, mas não adianta. Ele acha um absurdo ser o único da turma que não tem o
aplicativo.‖
Recentemente, ela deixou o menino acessar o aplicativo do celular dela. ―Ele me
colocou no grupo dos amigos e eles não gostaram, reclamaram, porque eu ficava
vendo as conversas. O papo é assim: um diz ―oi‖ e todos respondem. Por que
precisa de um telefone para conversar isso?‖
No outro lado, os jovens riem com as dificuldades tecnológicas dos mais velhos.
―Quando minha mãe tem uma dúvida no WhatsApp, eu tento ajudar. Ela se
atrapalha com os comandos mais simples. Às vezes até discutimos, porque o que
parece muito simples para mim é, para ela, muito difícil de aprender, então acabo
não tendo muita paciência‖, afirma a estudante Taís Bronca, 23.
Taís, porém, enxerga um ponto positivo no uso da internet por outras gerações.
―A minha geração tem o costume de achar que tudo que mãe e pai fazem é brega.
Às vezes é implicância, às vezes eles dão motivo – como quando chamam o
WhatsApp de ZapZap. Mas é vantajoso que a gente se comunique e que eles
treinem a mente para aprender algo novo.‖
―Os jovens não podem viver em um mundo em que não há a contribuição dos mais
velhos. Por outro lado, não há como impedir os mais novos de usar as redes
sociais. O que precisa ser feito é não deixar os jovens se fecharem na realidade
virtual‖, afirma um psicólogo.
(www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2015/04/1613570-grupos-de-familia-no-whatsapp-levam-
conflito-de-geracoes-para-a internet.shtml.Joana Vines. Adaptado. Acessado em 08.04.2015)
* meme = o termo é usado para descrever um conceito que se espalha via internet.
Nos trechos – Recentemente, ela deixou o menino acessar o aplicativo do celular
dela. – e – Às vezes é implicância, às vezes eles dão motivo – os termos em
destaque expressam, correta e respectivamente, circunstâncias de
a) tempo e tempo.
b) afirmação e tempo.
c) lugar e dúvida.
d) afirmação e afirmação.
e) modo e modo.
142) Concurso: Ass SA I/UNESP/Campus Ourinhos/2015 Banca: VUNESP
Leia o texto, para responder à questão.
Ao receber o título de Doutor Honoris Causa em Comunicação e Cultura na
Universidade de Turim, no último dia 11 de junho, o escritor e filósofo Umberto Eco
referiu-se aos usuários das mídias sociais como ―uma legião de imbecis, que antes
falavam apenas no bar, depois de uma taça de vinho, sem prejudicar a
coletividade‖. O consagrado autor de ―O Nome da Rosa‖ foi além: ―Normalmente,
eles, os imbecis, eram imediatamente calados, mas agora têm o mesmo direito à
palavra que um Prêmio Nobel‖. Não satisfeito, acrescentou: ―O drama da internet é
que ela promoveu o idiota a portador da verdade‖.
É triste constatar que há uma boa dose de verdade na fala do escritor italiano, mas
dar voz também aos imbecis talvez seja o preço da liberdade. Quem frequenta as
redes sociais de forma ampla, em rol de ―amizades‖ que vá além do, digamos,
círculo de convivência presencial, sabe do que se trata. Não se pode negar a mídia
social como palco revelador das faces verdadeiras: personalidades, crenças e
crendices, ódios e amores antes recolhidos são catapultados do teclado para o
mundo, satisfazendo aquele desejo de boa parcela da humanidade de se exibir.
Contudo, essa liberdade de expressão, absoluta nas redes, não exime ninguém de
crimes como calúnia, difamação, insulto, escárnio por motivo religioso,
favorecimento da prostituição, ato ou escrito obsceno, incitação ao crime, apologia
do crime, falsa identidade, pedofilia, preconceito, discriminação ou revelação de
segredo profissional, todos descritos no Código Penal.
Para brilhar sem sustos no Facebook, no Instagram ou no Youtube, o internauta
deve medir as consequências de suas postagens. ―A internet não é um mundo sem
lei. O Código Penal, que é relativamente antigo em comparação com a tecnologia, é
aplicável à internet‖, afirma o advogado Rony Vainzof, especialista em crimes
digitais. ―Pessoas chegam a se matar por causa do alcance de crimes contra a
honra em rede social, porque não se permite o arrependimento. A lesão é muito
grande não só para as vítimas, mas também para o agressor, porque, além da
punição judicial, há a punição social por determinada conduta, que às vezes é até
maior‖, explica. É ilustrativo o caso da executiva americana Justine Sacco. Antes de
embarcar a trabalho para a África do Sul, ela tuitou: ―Indo para a África. Espero
que não pegue Aids. Brincadeira, sou branca‖. Ao pousar no seu destino, ela não
apenas estava demitida da empresa em que trabalhava, como havia tido uma foto
sua postada e compartilhada 1 164 vezes. Funcionários dos hotéis locais
ameaçaram fazer greve caso Justine fosse aceita como hóspede.
(Paulo Henrique Arantes e Joaquim Carvalho, As redes sociais e os
inadvertidos criminosos virtuais. Revista da CAASP, agosto 2015, p. 14 a 18. Adaptado)
Observe os trechos destacados:
… o escritor e filósofo Umberto Eco referiu-se aos usuários das mídias sociais como
―uma legião de imbecis, que antes falavam (I) apenas no bar, (II) depois de
uma taça de vinho, (III) sem prejudicar a coletividade‖.
É correto afirmar que eles expressam, pela ordem, sentidos de
a) lugar, restrição e condição.
b) lugar, tempo e modo.
c) consequência, tempo e finalidade.
d) tempo, restrição e consequência.
e) modo, finalidade e condição.
Numeral
143) Concurso: Esc/TJ SP/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Ei-lo agora, adolescente recluso em seu quarto, diante de um livro que não lê.
Todos os seus desejos de estar longe erguem, entre ele e as páginas abertas, uma
tela esverdeada que perturba as linhas. Ele está sentado diante da janela, a porta
fechada às costas. Página 48. Ele não tem coragem de contar as horas passadas
para chegar à essa quadragésima oitava página. O livro tem exatamente
quatrocentas e quarenta e seis. Pode-se dizer 500 páginas! Se ao menos tivesse
uns diálogos, vai. Mas não! Páginas completamente cheias de linhas apertadas
entre margens minúsculas, negros parágrafos comprimidos uns sobre os outros e,
aqui e acolá, a caridade de um diálogo – um travessão, como um oásis, que indica
que um personagem fala à outro personagem. Mas o outro não responde. E segue-
se um bloco de doze páginas! Doze páginas de tinta preta! Falta de ar! Ufa, que
falta de ar! Ele xinga. Muitas desculpas, mas ele xinga. Página quarenta e oito... Se
ao menos conseguisse lembrar do conteúdo dessas primeiras quarenta e oito
páginas!
(Daniel Pennac. Como um romance, 1993. Adaptado)
Com a passagem ―O livro tem exatamente quatrocentas e quarenta e seis. Pode-se
dizer 500 páginas!‖, entende-se que a página ―500‖ do livro seria a
a) quinquagésima, questionando a importância da obra.
b) quinhentésima, evidenciando o tamanho da obra.
c) quingentésima, reforçando a extensão da obra.
d) quingentésima, enaltecendo o conteúdo da obra.
e) quinquagésima, minimizando a importância da obra.
144) Concurso: Of Prom/MPE SP/I/2016 Banca: VUNESP
O SBT fará uma homenagem digna da história de seu proprietário e principal
apresentador: no próximo dia 12 [12.12.2015] colocará no ar um especial com
2h30 de duração em homenagem a Silvio Santos. É o dia de seu aniversário de 85
anos.
(http://tvefamosos.uol.com.br/noticias)
As informações textuais permitem afirmar que, em 12.12.2015, Sílvio Santos
completou seu
a) octogésimo quinto aniversário.
b) octogenário quinquagésimo aniversário.
c) otogésimo quinto aniversário.
d) oitavo quinto aniversário.
e) octingentésimo quinto aniversário.
Preposição
145) Concurso: Of Adm/SEDUC SP/2019 Banca: VUNESP
A legião on-line
Um dos temas de ―O Romance Luminoso‖, a obra póstuma e incrivelmente
contemporânea de Mario Levrero, é o uso da internet como antidepressivo. Sem
alcançar a tal experiência luminosa que lhe permitiria escrever um romance iniciado
há 15 anos, o autor passa os dias em frente ao computador curtindo o fracasso.
Baixa e elabora programas, joga paciência, busca sites ao acaso. Nas raras vezes
em que desgruda da tela, recorre a outro vício: a televisão.
É um transtorno cada vez mais comum. Todo mundo conhece alguém que está
sempre conectado; acorda e já olha o celular, o qual dormiu ao lado dele na cama;
checa os aplicativos de cinco em cinco minutos; quando não está on-line, sente
ansiedade, mau humor, angústia, tristeza. Os viciados em smartphones são uma
legião.
Publicado em 2005, o livro de Levrero destaca-se não só pela atualidade mas
também pelo caráter profético. A páginas tantas, o autor anota: ―O mundo do
computador já foi invadido pelos abjetos*, e quanto mais barato fica mais cresce a
abjeção. Não porque os pobres sejam necessariamente abjetos, e sim porque as
pessoas mais vivas usarão as maravilhas tecnológicas para embrutecer mais ainda
os pobres‖.
E conclui: ―A internet tem mostrado, cada vez mais claramente, para que nasceu,
e, com vistas a esse objetivo, será controlada por comerciantes e estadistas‖. Isso
nos leva, naturalmente, a pensar na relação das redes sociais com a empresa de
dados políticos ligada à campanha presidencial de Donald Trump. Ou, em outro
caso, sendo obrigadas a excluir contas por suspeita de fraude.
Esse cenário de disseminação de informações questionáveis – com o fim de
manipular condutas –, mas que em geral têm aceitação, aprofunda mais ainda a
abjeção diagnosticada por Levrero.
Que tal passar mais tempo off-line?
(Alvaro Costa e Silva. Folha de S.Paulo, 11.08.2018. Adaptado)
Na frase ―… sendo obrigadas a excluir contas por suspeita de fraude.‖, o termo em
destaque forma uma expressão indicativa de
a) finalidade.
b) oposição.
c) modo.
d) origem.
e) causa.
146) Concurso: Tec Leg/CM Serrana/2019 Banca: VUNESP
Nero e a lira
O Brasil ficou chocado com o incêndio do Museu Nacional no Rio de Janeiro. Só
diante das chamas terríveis e do patrimônio desaparecido para sempre que alguns
perceberam que nunca tinham ido ao espaço museológico agora perdido. Eu já
tinha escrito o mesmo sobre os riscos da nossa Biblioteca Nacional e do seu acervo
inestimável em condições de risco similar. Aqui em São Paulo, é o caso do Museu
do Ipiranga, fechado há tanto tempo. Perde o público, perde a cultura e
empobrecemos em um campo já abalado da memória. Até quando? O que mais
precisaria queimar no Brasil, para que a gente percebesse que patrimônio é algo
que se vai para sempre?
O descaso tem precedentes terríveis. Em 1978, um conjunto inestimável de
quadros virou cinzas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Patrimônio
científico foi carbonizado várias vezes: a coleção do Instituto Butantã em São Paulo
e do Museu de Ciências Naturais da PUC de Minas Gerais. Coleções insubstituíveis
torraram por completo. O Museu da Língua Portuguesa ardeu em chamas, como
também a tapeçaria de Tomie Ohtake no Memorial da América Latina: somos o país
que usa cultura como material de combustão. Nenhum Nero foi indiciado, ninguém
responde, nada se faz com tantos e repetidos avisos trágicos. É uma política de
terra arrasada, de resultados eficazes e criminosos.
Mesmo aquilo que funciona e bem corre o risco do desamparo. A Sala São Paulo
enche de orgulho os paulistas e brasileiros. A Osesp é uma joia esculpida com
trabalho, talento e muito sacrifício. Manter algo do padrão da Osesp e da Sala São
Paulo em um país como o Brasil é quase um milagre. A qualidade material da sala,
o esforço de todos e a educação de um público fiel. Por ela passa a fina flor da
música brasileira e internacional.
A cultura brasileira é assim. Muita coisa queimou, projetos sobreviveram em estado
precário, e todos aguardam poderes sensíveis ao papel insubstituível da cultura na
definição da cidadania. Quando eu vejo o montante do fundo partidário em
comparação ao estado precário de orquestras e museus, sou percorrido por
uma dor muito forte.
O que mais terá de silenciar, queimar, desaparecer ou ficar no passado até que
acordemos? Quantos artistas deixarão de comunicar seu talento com uma
sociedade que necessita desesperadamente de criação e sensibilidade para pensar
mais alto e melhor? Alguém aqui acha coincidência que a economia mais forte da
Europa, a Alemanha, também seja uma terra de forte investimento privado e
público na música e nas artes? O que mais precisa desaparecer para sempre, para
que governos e eleitores descubram o valor do nosso patrimônio material e
imaterial?
Para nós, pessoas sem poder, resta prestigiar o que ainda existe, visitar mais
nossos museus, cobrar dos políticos que elegemos há pouco e valorizar com alunos
e filhos os muitos heróis de uma resistência cultural.
(Leandro Karnal. O Estado de S.Paulo. 18.11. 2018. Adaptado)
Observe as frases seguintes:
• O Museu da Língua Portuguesa ardeu em chamas.
• Manter o padrão da Sala São Paulo em um país como o Brasil é quase um
milagre.
A preposição ―em‖ nessas frases assume, respectivamente, valor de
a) modo e tempo.
b) situação e lugar.
c) modo e lugar.
d) tempo e modo.
e) modo e situação.
147) Concurso: Ag/Pref Poá/Administrativo/2015 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder a questão.
Entro no restaurante, sento-me, consulto o cardápio. E então reparo que alguns
dos presentes, nas mesas em volta, não comem. Fotografam. O prato está pronto,
e eles, antes de usarem os talheres, tiram foto da refeição com os celulares – de
todos os ângulos, como se tivessem uma Gisele Bündchen na frente.
Por momentos, penso que o problema é médico: pessoas com primeiros sintomas
de demência que gostam de registrar o que comeram ao almoço para não
repetirem ao jantar.
Depois sou informado de que não: é moda fotografar os pratos e enviá-los para as
redes sociais. Se os ―amigos‖ sabem onde estamos e o que fazemos 24 horas por
dia, é inevitável saberem também o que comemos. Desconfio até de que existem
competições gastronômicas em que os pratos são usados como exibição de classe.
Se as férias em família já servem para isso – esqui na Suíça, praia em Bali – por
que não o almoço ou o jantar?
Mas o pasmo não termina com os fotógrafos. Continua com os enólogos amadores
que tomaram conta do espaço público. No mesmo restaurante, os clientes giram os
copos, cheiram, conferem a cor. Depois provam, fecham os olhos e invariavelmente
convidam o empregado a servir o vinho. Quando foi que o mundo distribuiu
diplomas de enologia pelo pessoal? E por que motivo eu não fui convidado?
(João Pereira Coutinho, In vino veritas. Folha de S.Paulo, 21.07.2015. Adaptado)
Observe as expressões destacadas nas frases – … gostam de registrar o que
comeram ao almoço para não repetirem ao jantar. – e – Mas o pasmo não termina
com os fotógrafos.
É correto substituí-las, sem prejuízo de sentido, respectivamente, por:
a) enquanto / entretanto
b) se / portanto
c) apesar de / logo
d) assim que / contanto que
e) a fim de / porém
148) Concurso: Ag Prev/PAULIPREV/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Sentado no coletivo, observo a roupa que cada um está usando e fico imaginando
como escolheu aquele modelito pra sair de casa.
Tem de tudo. Gente bem vestida, gente de qualquer jeito, bom gosto, mau gosto,
roupa limpa, roupa suja.
Toda vez que penso nisso, lembro-me do poeta Paulo Leminski, com quem
trabalhei no final dos anos 1980. Leminski era o que chamamos de ―figuraça‖.
Fazíamos o Jornal de Vanguarda juntos na TV Bandeirantes.
Lema, como o chamávamos, ia trabalhar de qualquer jeito. Uma calça Lee surrada,
sem cinto, caindo, camiseta branca encardida e muitas vezes aparecia na redação
de chinelo franciscano.
Um dia, foi surpreendido no corredor da Band pelo comentarista de economia Celso
Ming.
– Paulo Leminski, você percebeu que está usando uma meia de cada cor?
Lema levantou ligeiramente sua calça Lee e constatou que Ming – que ele chamava
de Dinastia Ming – estava certo. Não pensou duas vezes e respondeu na lata.
– Dinastia Ming, eu estou me lixando! Acordo, me visto no escuro e só vejo como
estou quando chego na rua.
(Alberto Villas. Vou assim mesmo!. 07.12.2017. www.cartacapital.com.br. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a preposição de, em destaque, está empregada em
conformidade com a norma-padrão.
a) Paulo Leminski, de que era poeta, trabalhou no Jornal Vanguarda, na TV
Bandeirantes.
b) Ming fez com que Leminski reparasse de que suas meias tinham cores
diferentes.
c) Leminski, de quem o autor foi colega na TV Bandeirantes, ia trabalhar com
chinelo franciscano.
d) Após notar de que cada meia tinha uma cor diferente, Leminski confessou
vestir-se no escuro.
e) Celso Ming, de quem Paulo Leminski trabalhou na TV Bandeirantes, escreve
sobre economia.
149) Concurso: PP/PC SP/2018 Banca: VUNESP
Leia a tira para responder à questão.
No 3º quadrinho, nas três ocorrências, o sentido da preposição ―sem‖ e o das
expressões que ela forma são, respectivamente, de
a) negação e causa.
b) adição e condição.
c) ausência e modo.
d) falta e consequência.
e) exceção e intensidade.
150) Concurso: Ag Educ/Pref SJC/2015 Banca: VUNESP
Leia a tira para responder à questão.
(Disponível em http://www1.folha.uol.com.br. Acesso em 12.04.2014)
Releia o seguinte trecho da primeira fala da tira:
… peguei uma gripe… / … e não consegui comer...
O segundo segmento frasal – … e não consegui comer… – expressa, em relação ao
primeiro,
a) a causa da gripe.
b) a finalidade da gripe.
c) a proporção da gripe.
d) uma consequência da gripe.
e) uma explicação para a gripe.
151) Concurso: Ass Jur/Pref Arujá/2015 Banca: VUNESP
O termo portanto, destacado em – A questão é simples: assim como o rio deságua
no mar, você (ser amado) deságua em mim, portanto eu sou oceano, ou seja, o
receptor da água desse rio que você é.– tem valor de
a) explicação.
b) finalidade.
c) causa.
d) conformidade.
e) conclusão.
152) Concurso: AgAd/Pref Registro/2018 Banca: VUNESP
Logística reversa* e sustentabilidade
Nos últimos anos, a sustentabilidade se tornou um dos temas mais discutidos no
setor empresarial. Isso é fruto, principalmente, da conscientização social. O ser
humano está cada vez mais certo de que os recursos naturais que utiliza são
finitos. Dessa maneira, se não nos preocuparmos com o planeta, as próximas
gerações estarão ameaçadas. O tripé reduzir, reutilizar e reciclar é uma tendência
cada vez mais presente em nossa sociedade.
Com leis relacionadas às questões ambientais muito mais rígidas, as empresas e
indústrias brasileiras se viram na obrigação de desenvolver projetos voltados à
logística reversa. Hoje em dia, já não basta reaproveitar e remover os refugos do
processo de produção. O fabricante é responsável por todas as etapas até o fim da
vida útil do produto. Por isso, a logística reversa está cada vez mais presente nas
operações das empresas. O investimento para o desenvolvimento de embalagens
mais sustentáveis, retornáveis ou descartáveis, vem promovendo não só a queda
do peso dos recipientes, o que já colabora para a redução do impacto ambiental,
mas também a diminuição dos custos de industrialização, por serem mais leves.
Outro ponto favorável fica por conta do crédito perante a opinião pública, já que as
empresas demonstram que também se preocupam com o meio ambiente.
Ambos os lados se beneficiam com a logística reversa. O consumidor atende sua
consciência ecológica, recuperando parte do valor do produto, enquanto a empresa
fabrica novos produtos com menos custos e insumos. Quem está no meio dessa
cadeia também se beneficia, já que novas oportunidades de negócios são geradas e
há uma inserção maior no mercado de trabalho para uma parcela marginalizada da
sociedade.
Fica evidente que a logística reversa é uma forma eficiente de recuperar os
produtos e materiais descartados das empresas. Atualmente, as empresas
modernas já entenderam que, além de lucratividade, é necessário atender aos
interesses sociais, ambientais e governamentais, para atingir a sustentabilidade. É
preciso satisfazer governos, comunidade, clientes, funcionários e fornecedores, que
avaliam a empresa por diferentes ângulos. A logística reversa ainda está em
difusão no Brasil, aplicada ora somente por empresas de grande e médio porte. O
potencial de crescimento nos próximos anos, porém, é muito promissor.
(Nili Cini Junior. Revista Planeta. junho 2018. ano 46. Edição 54. Adaptado)
* Logística reversa é um instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um
conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos
resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos
produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada.
Considere as frases do texto para responder à questão.
• ―... o que já colabora para a redução do impacto ambiental...‖
• ―A logística reversa ainda está em difusão no Brasil...‖
As preposições destacadas estabelecem entre as palavras, correta e
respectivamente, relações de:
a) direção e modo.
b) definição e tempo.
c) causa e instrumento.
d) finalidade e lugar.
e) conformidade e assunto.
153) Concurso: Alun Of/PM SP/2017 Banca: VUNESP
Leia o soneto para responder a questão a seguir.
Disse ao meu coração: Olha por quantos
Caminhos vãos andamos! Considera
Agora, d‘esta altura fria e austera,
Os ermos que regaram nossos prantos…
Pó e cinzas, onde houve flor e encantos!
E noite, onde foi luz de primavera!
Olha a teus pés o mundo e desespera,
Semeador de sombras e quebrantos!
Porém o coração, feito valente
Na escola da tortura repetida,
E no uso do penar tornado crente,
Respondeu: D‘esta altura vejo o Amor!
Viver não foi em vão, se é isto a vida,
Nem foi demais o desengano e a dor.
(Antero de Quental, Antologia)
Nos versos ―Porém o coração, feito valente / Na escola da tortura repetida, / E no
uso do penar tornado crente, / Respondeu...‖, o termo em destaque estabelece
relação coesiva, cujo sentido é de
a) condição, sendo possível substituí-lo por ―Desde que‖.
b) conclusão, sendo possível substituí-lo por ―Portanto‖.
c) explicação, sendo possível substituí-lo por ―Pois‖.
d) causa, sendo possível substituí-lo por ―Porque‖.
e) oposição, sendo possível substituí-lo por ―Todavia‖.
154) Concurso: Cine/CM Araras/2015 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Propaganda Infantil
Sou pai de gêmeos com o furor consumista típico de garotos de 12 anos. Sou,
portanto, solidário com pais que se queixam dos excessos da propaganda infantil. É
covardia anunciar para crianças, já que elas têm muitos desejos, nenhuma renda e
uma capacidade infinita de apoquentar seus genitores.
Ainda assim, parece-me despropositada a resolução n.º 163 do Conanda (Conselho
Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente) que passou a considerar abusiva
toda e qualquer publicidade dirigida ao público com menos de 12 anos.
O ponto central, creio, é que o Conanda exorbitou de seus poderes. O órgão não
poderia banir ou limitar a liberdade de empresas anunciarem seus produtos. A
Constituição simplesmente não dá espaço para isso. O artigo 220 da Carta, que
estabelece a possibilidade de restrições legais à publicidade, só as prevê para uma
relação finita de produtos: ―tabaco, bebidas alcoólicas, agrotóxicos, medicamentos
e terapias‖. É forçoso, assim, concluir que, para tudo o que esteja fora dessa lista,
a regra é a da plena liberdade.
Aceitar essa conclusão não implica abandonar os pais à tirania de seus rebentos.
Embora militantes de causas adorem uma lei, existem outros mecanismos
civilizadores até mais eficientes que normas jurídicas. Especialmente no mundo do
marketing, imagem é tudo. Apenas fixar o meme de que a propaganda dirigida a
crianças não é ética – uma ideia que já está em circulação – tende a fazer com que
publicitários e anunciantes peguem leve.
Alguns diriam que é pouco. Talvez, mas recorrer a essa medida, e a outros
expedientes, como a autorregulamentação, tem a enorme vantagem de preservar
um dos pilares da democracia, que é a liberdade de expressão. Eu pelo menos não
a trocaria por alguns momentos de paz e mais alguns tostões na carteira.
(Hélio Schwartsman. http://www1.folha.uol.com.br. 02.07.2014. Adaptado)
Releia o seguinte trecho do primeiro parágrafo do texto para responder à questão.
Sou pai de gêmeos com o furor consumista típico de garotos de 12 anos. Sou,
portanto, solidário com pais que se queixam dos excessos da propaganda infantil.
O termo portanto, em destaque, estabelece entre as duas orações relação com
sentido de
a) causa.
b) oposição.
c) condição.
d) conclusão.
e) concessão.
155) Concurso: Alun Of/PM SP/2016 Banca: VUNESP
Na frase – A melancolia que o devorava, consumindo-lhe as forças, fê-lo cair em
longa e perigosa enfermidade... –, as informações em destaque expressam
a) hipótese.
b) consequência.
c) contradição.
d) oposição.
e) finalidade.
156) Concurso: Ag/Pref Suzano/Gestão Administrativa/2016 Banca: VUNESP
Assinale a alternativa em que a expressão ―apesar da crise‖, foi corretamente
substituída, mantendo-se seu sentido original.
a) Conforme a crise, produção de batatas atrai investimentos em Minas.
b) Mesmo com a crise, Piauí registra crescimento na abertura de empresas.
c) Há público recorde nos cinemas, à proporção da crise.
d) Por causa da crise, brasileiros pretendem fazer mais viagens internacionais.
e) A venda de livros aumentou 7% no primeiro semestre, devido à crise.
157) Concurso: Alun Of/PM SP/2017 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder a questão a seguir.
A tensão com a violência na disputa entre grupos de traficantes e em meio a uma
megaoperação de segurança na favela da Rocinha (zona sul do Rio) e arredores,
neste sábado [23.09.2017], teve um saldo de três suspeitos mortos, uma criança
ferida e nove homens presos no Rio de Janeiro. Houve intensa troca de tiros no
início da tarde, depois de registro de tiros durante a madrugada.
O tiroteio do início da tarde, que aparentemente ocorria na parte alta da
comunidade, durou cerca de dez minutos, por volta das 13h, e obrigou militares e
jornalistas a se abrigarem na 11º DP, que fica no pé da favela. Ainda não há
informações sobre o que teria desencadeado o tiroteio.
A Polícia Militar trocou tiros com suspeitos em pontos do Alto da Boa Vista, da
Tijuca e de Santa Teresa. Nos dois primeiros casos, a Polícia Civil confirmou a
suspeita de vínculo com os conflitos na Rocinha.
(UOL. https://noticias.uol.com.br. 23.09.17. Adaptado)
Na passagem ―…e obrigou militares e jornalistas a se abrigarem na 11ª DP, que
fica no pé da favela.‖ (2º parágrafo), a oração em destaque traduz sentido de
a) restrição, na qual a expressão ―no pé da favela‖ consiste numa metáfora, ou
seja, uma forma de relação de semelhança entre termos.
b) conclusão, na qual a expressão ―no pé da favela‖ consiste numa metonímia, ou
seja, uma forma de substituir um termo ou locução.
c) explicação, na qual a expressão ―no pé da favela‖ consiste numa catacrese, ou
seja, uma forma cristalizada de linguagem metafórica.
d) adição, na qual a expressão ―no pé da favela‖ consiste numa sinestesia, ou seja,
uma forma de linguagem a partir de diferenças sensoriais.
e) consequência, na qual a expressão ―no pé da favela‖ consiste numa ironia, ou
seja, uma alusão crítica ao local descrito no texto.
158) Concurso: Ag/Pref Suzano/Fiscal de Trânsito/2016 Banca: VUNESP
Assinale a alternativa em que a conjunção ―mas‖ tenha sido empregada em um
contexto que aponta para uma perspectiva positiva e otimista.
a) Vivemos tempos tranquilos, mas ainda passaremos por tempos difíceis.
b) O momento é de recessão, mas a crise séria mesmo ainda não chegou.
c) O Brasil já teve economia forte, mas agora as notícias não são animadoras.
d) Nosso país está doente, mas a cura está em nossas mãos.
e) A crise econômica brasileira é grave, mas ainda tende a piorar.
159) Concurso: Ag/Pref Suzano/Fiscal de Trânsito/2016 Banca: VUNESP
As preposições servem para relacionar dois termos de uma mesma oração e
estabelecer uma relação de sentido entre eles. Assinale a alternativa em que a
expressão destacada é uma preposição com valor de finalidade.
a) ... os otimistas preferem falar sobre o futuro.
b) Outra maneira de diferenciar um pessimista de um otimista...
c) ... o otimista encontra nele os elementos para alavancar o futuro.
d) ... envolvem exatamente os mesmos elementos em sua construção...
e) Nosso país está como está porque fizeram com ele o que fizeram.
160) Concurso: Almo/SAEMAS/2017 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
E se no futuro o trabalho, tal como o
entendemos, não fizer parte de nossa vida?
Ter um trabalho nos proporciona estabilidade, ao mesmo tempo em que nos rouba
liberdade na hora de administrar nosso tempo. Essa contradição abre o debate
sobre se trabalhar é uma fonte de felicidade ou infelicidade. A instabilidade
econômica e a chamada quarta revolução industrial, que substituirá o esforço
humano por máquinas, podem nos obrigar a repensar nosso eu profissional. A
filósofa, feminista e autora de repercussão internacional, a britânica Nina Power,
analisa se, em tempos em que o futuro do trabalho é pouco promissor, deveríamos
buscar alternativas.
A felicidade foi devorada pelo capitalismo, Power proclama em seus escritos, nos
quais defende que nos fizeram entender a qualidade de vida como um acúmulo de
posses materiais que obtemos a partir do trabalho. Por isso, em suas intervenções
públicas, ela expõe a possibilidade de ser feliz com novas formas de emprego ou a
ausência dele.
―As novas gerações são as que estão menos de acordo com uma existência laboral
feita de horários impossíveis e salários miseráveis. O capitalismo nos vendeu que o
contrário do trabalho é a vadiagem; mas os mais jovens já não compram essa
ideia. Tampouco acreditam que devamos nos sentir felizes porque nossas longas
jornadas de trabalho nos tornam mais produtivos‖, diz Power.
Colaboradora habitual do jornal The Guardian, em um de seus artigos para o jornal,
Power conta como a Loteria Nacional do Reino Unido acertou na hora de lançar um
prêmio em forma de salário anual em vez de outorgar uma grande quantidade em
espécie. É um sistema que também funciona na Espanha e que seus criadores
explicam como ―a forma de se libertar de todas as coisas irritantes do dia a dia‖.
Surge então a questão sobre se o trabalho é, talvez, não só uma dessas coisas
irritantes, mas a maior de todas elas.
Com suas ideias, Power não está nos incentivando a abraçar uma vida ociosa, mas
a buscar novas formas de ser autossuficientes no aspecto laboral. Uma das
possibilidades que se apresentam para um futuro próximo é que as máquinas
ocupem boa parte dos trabalhos que agora os humanos desempenham. ―Nesse
caso, seria uma oportunidade para prestar mais atenção a profissões próximas do
cuidado humano, aquelas das quais a inteligência artificial não se pode encarregar.
São trabalhos relacionados com o cuidado de bebês, idosos ou doentes, e que, na
atualidade, são os mais mal pagos e os que permanecem mais ocultos em termos
de reconhecimento social‖, destaca.
(Héctor Llanos Martínez. https://brasil.elpais.com, 17.07.2017. Adaptado)
O vocábulo Tampouco, em destaque no terceiro parágrafo, pode ser substituído,
sem prejuízo do sentido, por
a) Porém.
b) Tanto que.
c) Também não.
d) Portanto.
e) No entanto.
161) Concurso: Ag/Pref Alumínio/2016 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Tecnologia
Para começar, ele nos olha na cara. Não é como a máquina de escrever, que a
gente olha de cima, com superioridade. Com ele é olho no olho ou tela no olho. Ele
nos desafia. Parece estar dizendo: vamos lá, seu desprezível pré-eletrônico, mostre
o que você sabe fazer. A máquina de escrever faz tudo que você manda, mesmo
que seja a tapa. Com o computador é diferente. Você faz tudo que ele manda. Ou
precisa fazer tudo ao modo dele, senão ele não aceita. Simplesmente ignora você.
Mas se apenas ignorasse ainda seria suportável. Ele responde. Repreende. Corrige.
[...]
Outra coisa: ele é mais inteligente. Esse negócio de que qualquer máquina só é tão
inteligente quanto quem a usa não vale com ele. Está subentendido, nas suas
relações com o computador, que você jamais aproveitará metade das coisas que
ele tem para oferecer. Que ele só desenvolverá todo o seu potencial quando outro
igual a ele o estiver programando. A máquina de escrever podia ter recursos que
você nunca usaria, mas não tinha a mesma empáfia, o mesmo ar de quem só
aguentava você. Ele sabe muito mais coisa e não tem nenhum pudor em dizer que
sabe. [...]
Dito isto, é preciso dizer também que quem provou pela primeira vez suas letrinhas
dificilmente voltará à máquina de escrever sem a sensação de que está
desembarcando de uma Mercedes e voltando à carroça. Está certo, jamais teremos
com ele a mesma confortável cumplicidade que tínhamos com a velha máquina. É
outro tipo de relacionamento, mais formal e exigente. Mas é fascinante.
(Luís Fernando Veríssimo. Disponível em
http://pensador.uol.com.br/contos_de_luis_fernando_verissimo. Adaptado)
No final do texto – É outro tipo de relacionamento, mais formal e exigente. Mas é
fascinante. –, em relação à oração anterior, o emprego da conjunção mas expressa
uma
a) adição.
b) contradição.
c) conclusão.
d) condição.
e) explicação.
162) Concurso: Almo/SAEMAS/2017 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
A moça e o trem
O trem de ferro
passa no campo
entre telégrafos.
Sem poder fugir
sem poder voar
sem poder sonhar
sem poder ser telégrafo.
A moça na janela
vê o trem correr
ouve o tempo passar.
O tempo é tanto
que se pode ouvir
e ela o escuta passar
como se outro trem.
Cresce o oculto
elástico dos gestos:
a moça na janela
vê a planta crescer
sente a terra rodar:
que o tempo é tanto
que se deixa ver.
(João Cabral de Melo Neto. Poesia completa e prosa.
Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 2008, p. 48, 49)
Considere os trechos:
O tempo é tanto / que se pode ouvir (2ª estrofe)
[...] o tempo é tanto / que se deixa ver. (3ª estrofe)
Em ambos os trechos, o termo que introduz ideia de
a) consequência.
b) explicação.
c) concessão.
d) finalidade.
e) proporção.
163) Concurso: OL /CM São Joaquim Barra/2018 Banca: VUNESP
Para que haja relação de concessão entre as ideias, as duas últimas frases do
texto devem ser reescritas da seguinte forma:
a) Para Miyazaki, continuar voando é um luxo, visto que ele recebe um salário um
terço menor do que antes de se aposentar.
b) Para Miyazaki, continuar voando é um luxo, ainda que ele receba um salário um
terço menor do que antes de se aposentar.
c) Para Miyazaki, continuar voando é um luxo, de sorte que ele recebe um salário
um terço menor do que antes de se aposentar.
d) Para Miyazaki, continuar voando é um luxo, por conseguinte ele recebe um
salário um terço menor do que antes de se aposentar.
e) Para Miyazaki, continuar voando é um luxo, desde que ele receba um salário um
terço menor do que antes de se aposentar.
164) Concurso: PEB I/Pref SBC/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Universidade e inteligência artificial, o advento dos robôs
Sempre houve, em países desenvolvidos, forte relação entre necessidades da
sociedade e boas universidades. Desde a emergência da inteligência artificial, sua
função principal foi a de preparar estudantes para os papéis necessários à época,
como pessoas letradas para conduzir os negócios da alma ou do Estado, na Europa
Medieval, ou, mais recentemente, profissões demandadas pelo mercado de
trabalho.
Da mesma forma, coube às instituições de ensino superior produzir conhecimento
que permitisse avanços no enfrentamento de desafios e no estabelecimento de
novas fronteiras.
Como nos lembra Joseph Aoun, os seres humanos caminharam na Lua, dividiram o
átomo e desenvolveram a internet a partir de pesquisas realizadas em
universidades.
Mas, há hoje, frente à emergência da inteligência artificial, uma lógica diferente: a
velocidade de extinção de empregos aumentou e passou a atingir até mesmo
trabalhos que demandam competências cognitivas não rotineiras.
Quando se lida com máquinas que aprendem, não basta demandar maior
escolaridade dos seres humanos nem ensiná- los a pensar; há que se ensinar a
pensar diferente.
Esse é o novo desafio para a universidade. Ela deve ensinar os alunos a aprender
ao longo da vida e oferecer cursos de diferentes durações e intensidades para
profissionais que mudam constantemente de postos de trabalho.
Deve também ensinar competências que são especificamente humanas, em que
nos saímos melhor que robôs, como pensamento crítico ou resolução criativa e
colaborativa de problemas, e promover duas características interligadas:
imaginação e curiosidade.
Para isso, deve se ligar em rede a outras escolas terciárias, criando o que Aoun
chama de multiversidade. Precisa ainda, acompanhar os egressos¹ em seus
caminhos profissionais com atividades que complementem a formação recebida,
inclusive cursos que não necessitam ser previamente definidos como de graduação
ou pós, com certificações por blocos independentes, ligados às necessidades de
recapacitação de cada um.
Isso não vai resolver todo o problema criado pela automação, mas formará, com
certeza, seres humanos mais aptos a enfrentar suas consequências.
(Claudia Costin. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/
colunas/claudia-costin/2018/05/universidade-e-inteligencia-artificialo-
advento-dos-robos.shtml. Acesso em: 20.06.18. Adaptado)
¹egresso – que se afastou, que não pertence a um grupo.
Considere os trechos do texto para responder à questão.
Sempre houve, em países desenvolvidos, forte relação entre necessidades da
sociedade e boas universidades.
... como pessoas letradas para conduzir os negócios da alma e do Estado, na
Europa Medieval...
As preposições destacadas estabelecem entre as palavras, correta e
respectivamente, as relações de:
a) meio; concessão; modo.
b) lugar; reciprocidade; especificação.
c) especificação; concessão; companhia.
d) reciprocidade; instrumento; modo.
e) direção; falta; companhia.
165) Concurso: OL /CM São Joaquim Barra/2018 Banca: VUNESP
Comandante aposentado não deixa o cockpit
Shigekazu Miyazaki está usando o tempo livre de sua aposentadoria a 25 mil pés.
Ele foi piloto da maior companhia aérea japonesa por quatro décadas, mas deixou o
posto ano passado, ao completar 65 anos, idade-limite para voar pela empresa.
Mas, em vez de jogar golfe ou pescar, agora Miyazaki é piloto de uma companhia
regional do Japão. ―Nunca pensei que ainda estaria voando aos 65 anos, mas eu
continuo saudável, amo voar, então, enquanto eu puder, por que não?‖
O envelhecimento dos trabalhadores está forçando um questionamento sobre a
trajetória profissional e também sobre a sustentação da Previdência no Japão. O
país tem a maior expectativa de vida do mundo, pouca imigração e uma minguante
população de jovens trabalhadores, reflexo de décadas de queda na taxa de
natalidade.
Isso torna os trabalhadores mais velhos ainda mais importantes para a economia.
Mais da metade dos homens japoneses com mais de 65 anos executa algum tipo de
trabalho remunerado, comparado com um terço dos americanos e 10% em alguns
países da Europa.
A economia japonesa está começando a se recuperargraças à demanda das
exportações, mas a escassez de trabalhadores pode limitar esse crescimento. A
taxa de desemprego é de 2,8%.
Ao mesmo tempo, a geração que começa a se aposentar pressiona a Previdência
Social e força o governo a estudar o aumento da idade mínima para conceder o
benefício.
Os trabalhadores mais velhos também ajudam a explicar a estagnação da renda no
Japão. Os mais velhos costumam receber muito menos do que o salário do pico de
suas carreiras. Essa queda acaba reduzindo os aumentos que um jovem recebe ao
longo do crescimento profissional.
Para Miyazaki, por exemplo, a escolha de continuar voando é um luxo. No novo
emprego, recebe um terço do salário de antes de se aposentar.
(New York Times. Publicado pela Folha de S.Paulo em 30.07.2017. Adaptado)
No 2º parágrafo, em – ...mas eu continuo saudável, amo voar, então, enquanto
eu puder, por que não? –, os termos destacados expressam, correta e
respectivamente, as ideias de:
a) oposição, conclusão e tempo.
b) oposição, comparação e conformidade.
c) consequência, causa e simultaneidade.
d) condição, conclusão e conformidade.
e) condição, comparação e tempo.
166) Concurso: Of Leg/CM Poá (SP)/2016 Banca: VUNESP
Leia o texto, para responder à questão.
A noite baixou de supetão e uma friagem seca cobriu as cercanias do gentio do
Ouro e de Xique-Xique, a umas boas léguas das barrancas do São Francisco, em
que o arraial se esconde pelo meio dos montes. Esconde-se porque é um arraial
fora da lei, cafua de bandidos, jagunços fugidos e cangaceiros, onde ninguém
dorme nu e sem arma na mão e só se entra com permissão. Agora que a caatinga
recolheu suas plantas ferozes debaixo do manto de sereno e até a poeira das três
ruas assentou, nada se vê senão a iluminação amarelada de alguns lampiões,
atravessando os quadradinhos formados pelas varas das paredes dos casebres de
sopapo. Rua do Meio acima, uma fogueira arde no alpendre do casarão arruinado,
de paredes de alvenaria e telhado ainda prestante, que todos chamam de Tapera
do Andrade, embora ninguém saiba o motivo. A história do Arraial de Santo Inácio
é desconhecida, assim como é desconhecida a maior parte da história destas
paragens e do povo que nelas habita.
(João Ubaldo Ribeiro, Viva o povo brasileiro. Adaptado)
A passagem – ...embora ninguém saiba o motivo. – pode ser substituída, sem
prejuízo de sentido e com correção, por:
a) ... contanto que ninguém sabe porquê.
b) ... mesmo que ninguém saiba porquê.
c) ... desde que ninguém sabe por quê.
d) ... a menos que ninguém saiba porquê.
e) ... apesar de ninguém saber por quê.
167) Concurso: Sold/PM SP/2ª Classe/2018 Banca: VUNESP
A grama do vizinho
Ao amadurecermos, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde
coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco. Converso com mulheres que
estão entre os 40 e 50 anos, todas com profissão, marido, filhos, saúde, e ainda
assim elas trazem dentro delas um não-sei-o-quê perturbador, algo que as
incomoda, mesmo estando tudo bem.
Passei minha adolescência com esta sensação: a de que algo muito animado estava
acontecendo em algum lugar para o qual eu não tinha convite. É uma das
características da juventude: considerar-se deslocado e impedido de ser feliz como
os outros são, ou aparentam ser. Só que chega uma hora em que é preciso deixar
de ficar tão ligada na grama do vizinho.
As festas em outros apartamentos são fruto da nossa imaginação, que é infectada
por falsos holofotes e falsas notícias. Os notáveis alardeiam muito suas vitórias,
mas falam pouco das suas angústias, não dão bandeira das suas fraquezas, então
fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando
na verdade a festa lá fora não está tão animada assim. Ao amadurecermos,
descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma.
Estamos todos no mesmo barco, com motivos para dançar pela sala e também
motivos para nos refugiarmos no escuro, alternadamente. Só que os motivos para
nos refugiarmos no escuro raramente são divulgados.
Nesta era de exaltação de celebridades, fica difícil mesmo achar que a vida da
gente tem graça. Mas, tem. Paz interior, amigos leais, nossas músicas, livros,
fantasias, desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na nossa
biografia. Ou será que é tão divertido passar dois dias na Ilha de Caras
fotografando junto a todos os produtos dos patrocinadores? Compensa passar a
vida comendo alface para ter o corpo que a profissão de modelo exige? Estarão
mesmo todos realizando um milhão de coisas interessantes? Favor não confundir
uma vida sensacional com uma vida sensacionalista.
As melhores festas acontecem dentro do nosso próprio apartamento.
(Martha Medeiros,www.refletirpararefletir.com.br/cronicas -de-martha-medeiros/ Adaptado.
Acessado em 09.08.2018)
Nas frases:
Só que os motivos para se refugiar no escuro raramente são divulgados.
As melhores festas acontecem dentro do nosso apartamento.
– as preposições em destaque indicam, respectivamente, ideia de
a) intensidade e modo.
b) causa e lugar.
c) finalidade e lugar.
d) modo e modo.
e) modo e tempo.
168) Concurso: Of Leg/CM Poá (SP)/2016 Banca: VUNESP
Leia a tira, para responder à questão.
Na fala do segundo quadrinho – Aposto que é porque ele fica muito feroz quando
nota que tem alguém estranho em casa. –, as conjunções destacadas introduzem
relações de sentido respectivamente de
a) explicação e modo.
b) causa e modo.
c) modo e condição.
d) condição e explicação.
e) causa e tempo.
169) Concurso: Sarg/PM SP/CFS/2018 Banca: VUNESP
Empresas de tecnologia querem lei federal de privacidade nos EUA
As leis de privacidade pelo mundo afetaram em cheio as empresas de tecnologia
desde o início do ano. Só no primeiro semestre, a União Europeia e o Estado da
Califórnia, nos EUA, criaram leis para proteger os dados pessoais de seus cidadãos.
Agora, na tentativa de driblar as novas regras, companhias de tecnologia estão
estudando formas de criar uma lei federal americana que atenda a seus interesses.
O movimento teve início em maio, quando a Europa começou a aplicar sua nova lei
(GDPR, na sigla em inglês) que permite que as pessoas solicitem seus dados e
restringe a forma como as empresas obtêm e lidam com informações.
Em junho, foi a vez da Califórnia fazer o mesmo, estabelecendo um parâmetro de
privacidade para os EUA. Agora, as principais empresas de tecnologia estão indo
para a ofensiva. Nos últimos meses, o Facebook, o Google, a IBM, a Microsoft e
outros pressionaram agressivamente as autoridades na administração Trump para
começar a delinear uma lei federal de privacidade. A lei teria um duplo objetivo: ela
iria se sobrepor à lei da Califórnia e, ao mesmo tempo, daria às empresas ampla
margem de manobra sobre como as informações digitais pessoais eram tratadas.
(Cecília Kang, do The New York Times. Estado de S.Paulo, 29.08.2018)
O termo destacado na frase ―... criaram leis para proteger os dados pessoais de
seus cidadãos.‖ expressa
a) a finalidade da criação das leis.
b) o modo como as leis foram criadas.
c) o meio utilizado na criação das leis.
d) o tempo em que as leis foram criadas.
170) Concurso: Aux Esc/Pref Marília/2017 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Voluntários respondem a cartas enviadas para Julieta
Junto à Casa de Julieta fica a sala do Clube de Julieta. O projeto existe oficialmente
faz 30 anos e tem voluntários para responder, em diversas línguas, a cartas
enviadas de todo o mundo para Julieta, conhecida personagem da obra de
Shakespeare.
As cartas normalmente são tristes e sobre problemas em relacionamentos
amorosos. Afinal, por mais que a famosa história seja romântica, também é
bastante trágica.
Para os casos mais delicados, envolvendo, por exemplo, risco de suicídio, o clube
tem a contribuição de um médico especialista.
Desde os anos de 1930, cartas são enviadas a Verona; mas só nos anos de 1980 a
entidade foi criada oficialmente com apoio do governo.
O projeto ficou ainda mais famoso com o filme ―Cartas para Julieta‖ (2010), em que
a protagonista se junta aos voluntários do grupo e tenta ajudar pessoalmente a
mulher a quem aconselhou. No ano que se seguiu ao filme, quase 4.000 cartas
foram recebidas, segundo o Clube.
Há caixas de correio e computadores na Casa de Julieta para enviar mensagens.
Por outro lado, uma placa na entrada alerta que escrever nas paredes – a exemplo
de inúmeras pichações no hall de entrada – pode ser punido com multa de até €
1.039 ou prisão por até um ano.
(MK. http://www1.folha.uol.com.br/fsp/turismo/fx2909201111.htm. Adaptado)
Considere os trechos do texto.
Junto à casa de Julieta fica a sala do Clube de Julieta. (1º parágrafo)
… e tem voluntários para responder, em diversas línguas, a cartas enviadas… (1º
parágrafo)
… nos anos de 1980 a entidade foi criada oficialmente com apoio do governo. (4º
parágrafo)
As preposições destacadas estabelecem entre as palavras, correta e
respetivamente, as relações de:
a) posse, finalidade e companhia.
b) posse, movimento e causa.
c) lugar, finalidade e causa.
d) consequência, movimento e companhia.
e) lugar, finalidade e simultaneidade.
171) Concurso: Tele/CM Olímpia/2018 Banca: VUNESP
Leia as notícias 1 e 2 para responder à questão.
Notícia 1
A peste suína africana foi erradicada no Brasil em 1984, deixando o país livre da
doença. A enfermidade é uma doença viral que não oferece risco à saúde humana,
não sendo transmitida ao homem, mas é altamente infecciosa para o rebanho suíno
– exigindo o sacrifício dos animais por determinação da Organização Mundial de
Saúde Animal (OIE), sendo mais perigosa e fatal do que a peste suína clássica.
Na China, maior produtor e consumidor mundial de carne suína, pelo menos 40 mil
animais foram mortos desde agosto em razão da doença. Quarto maior exportador
mundial, o Brasil quer garantir a sanidade do próprio rebanho para continuar sendo
um mercado-chave para importadores. Hoje, cerca de 20% dos embarques
brasileiros de carne suína têm como destino a China, seguido de Hong Kong, que
responde por percentual semelhante.
(Joana Colussi. “Brasil reforça vigilância para manter peste suína africana
longe do país”. https://gauchazh.clicrbs.com.br, 21.09.2018. Adaptado)
Notícia 2
O Aeroporto Internacional de São Paulo, localizado na cidade de Guarulhos,
receberá a ajuda de um cão treinado para evitar a entrada de produtos
contaminados que possam espalhar a peste suína e a febre aftosa pelo país. Thor,
um labrador, ajudará os auditores-fiscais federais agropecuários que atuam no
posto de Vigilância Internacional Agropecuária (Vigiagro) do aeroporto na
fiscalização de cargas e bagagens que chegam ao terminal.
No processo de fiscalização, os auditores avaliam a procedência do voo, o ponto de
origem onde se inicia a viagem, o perfil dos passageiros, as características das
cargas e bagagens e a possibilidade de conterem produtos que ofereçam riscos
relativos à introdução destas doenças no país.
―A esses parâmetros soma-se a avaliação prévia do risco sanitário associado a
produtos agropecuários específicos. A partir daí, o Thor entra em ação e nos ajuda
na identificação e apreensão destes produtos por meio do faro muito sensível‖,
disse o auditor-fiscal Angelo de Queiroz, coordenador da operação.
(Camila Boehm. “Aeroporto recebe ajuda de labrador para evitar entrada
de peste suína”. http://agenciabrasil.ebc.com.br, 05.10.2018. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a palavra destacada exprime finalidade.
a) A peste suína africana foi erradicada no Brasil em 1984, deixando o país livre da
doença.
b) … pelo menos 40 mil animais foram mortos desde agosto em razão da doença.
c) … o Brasil quer garantir a sanidade do próprio rebanho para continuar sendo um
mercado-chave para importadores.
d) … os auditores-fiscais federais agropecuários que atuam no posto de Vigilância
Internacional Agropecuária (Vigiagro)…
e) A esses parâmetros soma-se a avaliação prévia do risco sanitário associado a
produtos agropecuários específicos.
172) Concurso: Aux Leg/CM Guaratinguetá/2016 Banca: VUNESP
Leia o texto, para responder à questão.
As pessoas, de um modo geral, sempre reagem quando ______ mudanças.
Ninguém gosta de mudar seus hábitos, nem ver alteradas suas rotinas. E muito
menos quando as mudanças não são suficientemente entendidas. ______ vezes a
reação ______ mudanças se torna até mesmo irracional, assumindo formas
violentas, ou curiosas.
Em janeiro de 1874, o Brasil aderiu ao sistema métrico decimal, que começava
______ se impor como um novo padrão universal de pesos e medidas, e decretou
ao povo o uso do novo padrão, sem esclarecer o povo sobre as novas exigências
internacionais. Surgiu assim uma grande revolta contra essa mudança.
(Eloy Terra, Crônicas pitorescas da história do Brasil 500 anos. Adaptado)
Considere a seguinte passagem do texto: ... decretou ao povo o uso do novo
padrão sem esclarecer o povo sobre as novas exigências internacionais. Surgiu
assim uma grande revolta contra essa mudança.
Nesse trecho, as preposições ―sem‖ e ―contra‖ expressam, respectivamente, as
noções de
a) atitude e certeza.
b) tempo e contrariedade.
c) exceção e adesão.
d) privação e oposição.
e) procedência e defesa.
173) Concurso: Ass /AMLURB SP/2016 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Cartas de Amor
Eu era aluno do Júlio de Castilhos e estudava à tarde (as manhãs, naquela época,
estavam reservadas às turmas femininas). Um dia cheguei para a aula, coloquei
meus livros na carteira e ali estava, bem no fundo, um papel cuidadosamente
dobrado. Era uma carta; dirigida não a mim, mas ―ao colega da tarde‖. E era uma
carta de amor. De amor, não; de paixão. Paixão incontida, transbordante, a carta
de uma alma sequiosa de afeto, ________________ o jovem escritor não teve a
menor dificuldade de enviar a resposta.
Iniciou-se, assim, uma correspondência que se prolongou pelo ano letivo, não se
interrompendo nem com as provas, nem com as férias de julho. À medida que o
ano ia chegando a seu fim, os arroubos epistolares iam crescendo. Cheguei à
conclusão de que precisava conhecer minha correspondente, aquela bela da manhã
que me encantava com suas frases.
Mas… Seria realmente bela? A julgar pela letra, sim; eu até a imaginava como uma
moça esguia, morena, de belos olhos verdes. Contudo, nem mesmo os grandes
especialistas em grafologia estão imunes ao erro, e um engano poderia ser trágico.
Além disto, eu já tinha uma namorada que não escrevia, mas era igualmente
apaixonada.
Optei, portanto, pelo mistério, pelo ―nunca vi, sempre te amei‖. A minha história de
amor continuou somente na fantasia. Que é o melhor lugar para as grandes
histórias de amor.
(Moacyr Scliar. Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar, 1996. Adaptado)
Vocabulário:
Arroubos: impulsos
Epistolares: relativos à carta
Grafologia: estudo das formas das letras
Nas orações ―Um dia cheguei para a aula…‖ (1º parágrafo) e ―… que me encantava
com suas frases.‖ (2º parágrafo), as preposições em destaque formam expressões
cujos sentidos são, respectivamente, de
a) causa e consequência.
b) finalidade e causa.
c) lugar e modo.
d) finalidade e dúvida.
e) lugar e causa.
174) Concurso: Ass Adm/UFTM/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Anuncia-se o assunto na introdução. Ao se receber uma visita, a primeira coisa é
abrir-lhe a porta. Da mesma forma, na exposição, é preciso abrir o assunto.
A introdução encerra, implicitamente, toda a exposição, dando ideia de como será
desenvolvida. Para tal, ela precisa conter certa dose de entusiasmo. Não há por que
se precipitar de chofre* sobre o assunto. Carece incitar, previamente, o auditório.
Acender os flashes principais da exposição, prestando atenção para o ponto de
partida. Preparar-se para a marcha inicial. Não se começa a viagem sem se saber o
destino; fazem-se provisões e previsões; avisam-se os amigos e hotéis.
A introdução é o espaço onde se anuncia, se coloca, se promete, se desperta...
Introduzir é convidar. Mas para que se possa pensar ―o que vou dizer‖ é preciso
haver refletido sobre o assunto.
(Edivaldo Boaventura, Como ordenar as ideias. Adaptado)
* de chofre: repentinamente
Assinale a alternativa em que, de acordo com a norma -padrão e o sentido, há
correta sequência para a frase final do texto:
Mas para que se possa pensar “o que vou dizer” é preciso haver refletido sobre o
assunto,
a) pois anunciar pressupõe reflexão prévia.
b) porém anunciar dispensa reflexão posterior.
c) caso anunciar exige reflexão anterior.
d) ou anunciar exigiria reflexão futura.
e) ainda que anunciar exija reflexão concomitante.
175) Concurso: Ag/Pref Barretos/Administrativo/2018 Banca: VUNESP
Foi no domingo passado, andando pela feira-livre aqui da Lapa e dando uma olhada
nas bancas, que percebi que muitas daquelas frutas maravilhosas ali expostas
simplesmente não existiam no meu tempo de menino.
O kiwi, por exemplo. Quando usava calças curtas, kiwi era aquele bichinho da Nova
Zelândia, um dos poucos verbetes da letra K, na enciclopédia que ficava na estante
da minha casa. Não havia tomate cereja! Vivíamos sem ele. Como não havia a
lichia.
A gente não encontrava goiaba na feira, como não encontrava jabuticaba, nem
carambola. Goiaba era só no pé e com bicho, não existia goiaba sem bicho.
Jabuticaba, só em Sabará, e carambola, só na chácara de Dona Catarina, em
Cataguases.
Laranja era a pera, a Bahia e a lima. Hoje tem até laranja Bahia importada da
Espanha, sem contar o grapefruit, primo de primeira da laranja.
Aos poucos, novas frutas vão invadindo o mercado: uxi, xixá, tapiá, sapucaia,
monguba, marolo... Quem manteve a linha e não inventou moda foi a banana, que
continua a mesma de sempre. A prata, a nanica, a maçã, a banana-da-terra e a
ouro. E todas – dizem – ainda a preço de banana.
(Alberto Villas. A revolução das frutas. CartaCapital.
www.cartacapital.com.br. 01.08.2014. Adaptado)
O trecho ―Não havia tomate cereja! Vivíamos sem ele.‖ está reescrito de forma a
apresentar a primeira afirmação como causa da segunda em:
a) Como não havia tomate cereja, vivíamos sem ele.
b) Não havia tomate cereja; contudo, vivíamos sem ele.
c) Mesmo não havendo tomate cereja, vivíamos sem ele.
d) Não havia tomate cereja e, no entanto, vivíamos sem ele.
e) Embora não houvesse tomate cereja, vivíamos sem ele.
176) Concurso: Ass Adm/UFTM/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Anuncia-se o assunto na introdução. Ao se receber uma visita, a primeira coisa é
abrir-lhe a porta. Da mesma forma, na exposição, é preciso abrir o assunto.
A introdução encerra, implicitamente, toda a exposição, dando ideia de como será
desenvolvida(D). Para tal, ela precisa conter certa dose de entusiasmo. Não há por
que se precipitar de chofre* sobre o assunto. Carece incitar, previamente, o
auditório(A). Acender os flashes principais da exposição, prestando atenção para o
ponto de partida. Preparar-se para a marcha inicial. Não se começa a viagem sem
se saber o destino(B); fazem-se provisões e previsões; avisam-se os amigos e
hotéis.
A introdução é o espaço onde se anuncia, se coloca, se promete, se desperta...
Introduzir é convidar(C). Mas para que se possa pensar ―o que vou dizer(E)‖ é
preciso haver refletido sobre o assunto.
(Edivaldo Boaventura, Como ordenar as ideias. Adaptado)
* de chofre: repentinamente
Na introdução do texto lido, as informações organizam-se por meio de uma
a) oposição, recurso também presente na passagem: ―Não há por que se precipitar
de chofre sobre o assunto. Carece incitar, previamente, o auditório.‖
b) comparação, recurso também presente na passagem: ―Preparar-se para a
marcha inicial. Não se começa a viagem sem se saber o destino‖.
c) síntese, recurso também presente na passagem: ―A introdução é o espaço onde
se anuncia, se coloca, se promete, se desperta... Introduzir é convidar.‖
d) explicação, recurso também presente na passagem: ―A introdução encerra,
implicitamente, toda a exposição, dando ideia de como será desenvolvida.‖
e) hipótese, recurso também presente na passagem: ―Mas para que se possa
pensar ―o que vou dizer‖ é preciso haver refletido sobre o assunto.‖
177) Concurso: GCM/Pref Suzano/2018 Banca: VUNESP
Leia a crônica de Ivan Angelo, para responder à questão.
Alguns fracassos
Em comparação com meus fracassos, não posso dizer como no poema de Fernando
Pessoa que ―todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo‖, ou que ―toda
a gente que eu conheço (...) nunca foi senão príncipe – todos eles príncipes – na
vida‖, mas tenho minhas incompetências. Jamais consegui fazer certas coisas que
contam para o convívio social, coisas que vejo tantos fazerem com facilidade e até
alguma graça.
Hoje não ligo para essas minhas incompetências, mas houve tempo em que me
doíam; não, não, apenas me diminuíam, intimidavam, vá lá, humilhavam. Quando
se é jovem e se disputam atenções, essas coisas contam. Vou falar de apenas
cinco.
Dançar. Em pista de dança, nunca consegui manter o interesse de uma garota por
mais de três minutos, o tempo de uma música. O normal, numa festa, era eu ficar
ali no banco de reservas, vendo a bela me escapar em volteios e volutas volutuosas
com um pé de valsa. Abandonei esse palco de derrotas e resolvi tentar seduções
em papos de botecos, aí com alguma vantagem.
Nadar, outro fracasso. Se a gente não começa criancinha, é difícil pegar o jeito.
Sem piscina, rio ou mar, onde bater pernas e braços, em zoeira de tentativa e erro?
Adulto inepto, mas não medroso, fui quase um afogado no Leblon, em Cabo Frio,
na cachoeira de Iporanga...
Bicicleta é igual: ou você a domina quando criança ou será um ciclista inseguro a
vida toda. De pequeno, não tive sequer um velocípede, e me consola pensar que
isso explica tudo. Minhas filhas tentaram dar um jeito nisso, quando eu já era um
senhor de 55 anos, e, lógico, o resultado foi ridículo. Só pedalo em campo aberto,
sem ter por perto humanos, bicho de quatro patas ou outro engenho sobre rodas.
Cantar, nem em coro. Não emendo duas notas no mesmo tom. A falha se estende à
música em geral: não toco, não batuco, não danço. Isso é bom? Não, mas fazer o
quê?
A quinta é mais uma leve inveja, não faz falta para o convívio, mas poderia dar
brilho a certos momentos: assobiar com perfeição. Nasceu quando vi o Myltainho,
na redação do Jornal da Tarde, assobiar a melodia da sinfonia inacabada de
Schubert, inteira, sem vacilações ou erro. Pálido de espanto, incluí aquele pequeno
recital de sala de redação entre as admirações de minha vida e me acrescentei
mais uma frustração.
(Veja São Paulo, 26.07.2017. Adaptado)
Considere os trechos do texto.
• Quando se é jovem e se disputam atenções... (2º parágrafo)
• A quinta é mais uma leve inveja, não faz falta para o convívio, mas poderia dar
brilho a certos momentos... (último parágrafo)
Os termos destacados podem ser substituídos, respectivamente e sem alteração do
sentido original do texto, por:
a) Conforme; se.
b) Porque; assim.
c) Como; portanto.
d) Enquanto; todavia.
e) Para que; porém.
178) Concurso: Ag EVP/SAP SP/2015 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Ela tem alma de pomba
Que a televisão prejudica o movimento da pracinha Jerônimo Monteiro, em todos os
Cachoeiros de Itapemirim, não há dúvida. Sete horas da noite era hora de uma
pessoa acabar de jantar, dar uma volta pela praça para depois pegar uma sessão
das 8 no cinema. Agora todo mundo fica em casa vendo uma novela, depois outra
novela.
O futebol também pode ser prejudicado. Quem vai ver um jogo do Estrela do Norte
F.C., se pode ficar tomando cervejinha e assistindo a um bom Fla-Flu, ou a um
Inter x Cruzeiro, ou qualquer coisa assim?
Que a televisão prejudica a leitura de livros, também não há dúvida. Eu mesmo
confesso que lia mais quando não tinha televisão. Rádio, a gente pode ouvir
baixinho, enquanto está lendo um livro. Televisão é incompatível com livro – e tudo
mais nesta vida, inclusive a boa conversa.
Também acho que a televisão paralisa a criança numa cadeira mais do que o
desejável. O menino fica ali parado, vendo e ouvindo, em vez de sair por aí, chutar
uma bola, brincar de bandido, inventar uma besteira qualquer para fazer.
Só não acredito que televisão seja máquina de fazer doido. Até acho que é o
contrário, ou quase o contrário: é máquina de amansar doido, distrair doido,
acalmar, fazer doido dormir.
(Rubem Braga, 200 Crônicas Escolhidas. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a preposição em destaque inicia uma expressão
indicativa de lugar.
a) Sete horas da noite era hora de uma pessoa acabar de jantar...
b) ... inventar uma besteira qualquer para fazer.
c) Agora todo mundo fica em casa vendo uma novela...
d) ... que televisão seja máquina de fazer doido.
e) ... para depois pegar uma sessão das 8 no cinema.
179) Concurso: Cabo/PM SP/Graduação/2015 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Stephen Hawking lança programa que vai buscar vida extraterrestre
O cientista britânico Stephen Hawking anunciou, nesta segunda-feira (20.07.2015),
o início da maior busca de vida extraterrestre já realizada, com um projeto de 10
anos, que pretende escanear o espaço à procura de sinais de vida inteligente.
O projeto Breakthrough Listen, apoiado pelo empreendedor russo Yuri Milner,
custará US$ 100 milhões e será a tentativa mais poderosa, completa e intensiva de
encontrar sinais de vida extraterrestre no universo.
―Em um universo infinito, devem existir outros casos de vida. Pode ser que, em
algum lugar do cosmos, talvez exista vida inteligente‖, declarou Hawking.
(http://g1.globo.com. Adaptado)
O projeto de Stephen Hawking tem previsão para ser realizado __________ 10
anos.
Para que a frase reproduza as informações do texto, a lacuna deverá ser
preenchida com:
a) a partir de
b) em menos de
c) durante
d) desde
180) Concurso: Alun Of/PM SP/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Um relatório do Fórum Econômico Mundial de 2016 afirma que, em 2050, teremos
mais plástico nos oceanos do que peixes. Segundo o documento, a cada ano
despejamos 8 milhões de toneladas de plástico. É uma caçamba de caminhão de
lixo sendo jogada nas águas por minuto. Se nada for feito, a expectativa é de que
pule para duas por minuto em 2030 e para quatro em 2050. Hoje, diz o relatório,
temos mais de 150 milhões de toneladas de plástico nos oceanos.
(Estevão Bertoni. Galileu. https://revistagalileu.globo.com. 29.08.2018. Adaptado)
Com relação ao que se afirma anteriormente, a frase ―É uma caçamba de caminhão
de lixo sendo jogada nas águas por minuto.‖ corresponde a uma
a) finalidade.
b) justificativa.
c) causa.
d) ilustração.
e) contestação.
181) Concurso: Sarg/PM SP/CFS/2015 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Em um campo enlameado 16 quilômetros ao sul de Bruxelas, cerca de 200 000
soldados enfrentaram-se por oito horas. Homens e cavalos foram decapitados e
estripados por baionetas, espadas e balas de canhão. À noite, 12 000 cadáveres
espalhavam-se pelo chão. A Batalha de Waterloo, a terceira entre o exército francês
e rivais europeus ao longo de três dias seguidos, completa 200 anos no próximo 18
de junho. Em 1815, Waterloo pôs fim às ambições do incansável Napoleão
Bonaparte. O conflito desde então costuma ser lembrado como a mais emblemática
das derrotas – a prova de que há limites mesmo para a ambição de um estrategista
brilhante.
(Veja, 17.06.2015)
Nas passagens – Em um campo enlameado... – e – Em 1815... –, a preposição Em
está formando expressões que reportam, respectivamente, às circunstâncias de
a) modo e tempo.
b) lugar e meio.
c) lugar e tempo.
d) modo e lugar.
Conjunção
182) Concurso: Con/CM Sertãozinho/2019 Banca: VUNESP
Agravamento da poluição por plástico
nos oceanos ao lavar roupa
Lavar a roupa pode agravar a poluição por plástico no meio ambiente – a depender
do tipo de tecido, a tarefa doméstica contribuiria para a contaminação dos oceanos,
apontam estudos.
A questão foi levantada no início deste mês em reunião do Comitê de Auditoria
Ambiental do Reino Unido, quando membros do Parlamento discutiram pesquisas
que concluem que fibras de tecidos sintéticos que se soltam da roupa durante a
lavagem acabam chegando aos oceanos e sendo comidas por peixes e outras
criaturas aquáticas.
Os maiores vilões são poliéster, acrílico e náilon. Um casaco de lã de poliéster libera
1 milhão de fibras, enquanto um par de meias de náilon é responsável por 136 mil
fibras a cada lavagem, aponta um estudo conduzido por pesquisadores da
Universidade de Manchester. Cientistas descobriram que essas fibras estão
cobrindo leitos de rios em todo o Reino Unido.
Há sempre a opção de lavar roupa com menos frequência, o que pode ser uma boa
desculpa para quem sempre odiou essa tarefa doméstica. Isso teria um grande
impacto positivo, na avaliação de Jeroen Dagevos, integrante de um projeto de
conservação dos oceanos. Ele sugere ainda que comprar menos roupas sintéticas
também ajuda. Preferir tecidos como lã, algodão, seda e caxemira também ajudam.
Uma outra opção, recomendada pelo Instituto de Engenheiros Mecânicos, em um
novo relatório, seria o uso de sacolas de roupas de malha para reter os fios. Assim,
em vez de irem direto para os oceanos, as fibras podem ser colocadas no lixo.
Jeroen Dagevos diz que a ideia de criar novas regulamentações para os fabricantes
poderia ajudar, forçando as empresas a colocar mais recursos na busca por
soluções.
(Folha de S.Paulo. https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2018/10/
por-que-podemos-estar-agravan do-poluicao-por-plasticonos- oceanos-ao-lavar-roupa.shtml.
Adaptado)
Na frase ―Um casaco de lã de poliéster libera 1 milhão de fibras, enquanto um par
de meias de náilon é responsável por 136 mil fibras a cada lavagem...‖, o termo em
destaque pode ser substituído corretamente, sem alteração de sentido, por
a) assim que.
b) tanto como.
c) de modo que.
d) a fim de que.
e) à medida que.
183) Concurso: ACS/Pref RP/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Cidades inteligentes e urbanização eficaz
A população mundial tem um aumento diário de 100 mil pessoas e mais da metade
delas vive em áreas urbanas. Projeções da ONU mostram que a população global
deve chegar a 9,3 bilhões de pessoas até 2050, 66% dos quais morarão em áreas
urbanas.
Estudo encomendado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro revela que a
falta de investimentos em transportes públicos, com o consequente aumento nos
congestionamentos, diminui a qualidade de vida dos cidadãos e causa prejuízos
anuais de R$111 bilhões à economia brasileira.
Além disso, a questão ambiental é premente. Logo, encontrar soluções concretas
para a expansão da oferta de transporte público com qualidade e sem emissão de
gases de efeito estufa, que garantam o bem-estar da população, está no horizonte
de todos os agentes responsáveis por direcionar as discussões em torno do
desenvolvimento das cidades.
O conceito de ―cidades inteligentes‖ está diretamente ligado à infraestrutura e à
capacidade do uso de tecnologias para a construção de serviços e ações
sustentáveis. Uma cidade inteligente utiliza as tecnologias da informação e
comunicação como suporte para o aumento de eficiência operacional de seu centro
urbano.
Como resultado disso pode-se citar grandes projetos e investimentos focados no
princípio do espaço público útil, conectando bairros que antes não entravam no eixo
turístico e sempre buscando boas opções de transporte sustentável. Desenvolver
um planejamento de mobilidade é bastante complexo para a engenharia urbana e
deve se basear em dados reais da cidade para ter sucesso. O importante é se
pensar em fatores que possam contribuir para o desenvolvimento ou melhoria da
cidade, que já é ou pode se tornar inteligente.
(Cristiano Lopes Saito. Revista Planeta. Edição 531, ano 45, jun 2017. Adaptado)
Na passagem – Logo, encontrar soluções concretas para a expansão da oferta de
transporte público…–, o termo em destaque pode ser corretamente substituído,
sem alteração de sentido do texto original, por:
a) no entanto.
b) além disso.
c) portanto.
d) pois.
e) apesar disso.
184) Concurso: Ana Tran/Pref SBC/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
O empresário Luiz Figueiredo usou 1 150 painéis solares para cobrir o lago de sua
fazenda e gerar a própria energia. O consultor Carlos Tabacow instalou 18 placas
no teto de sua casa, o que lhe permitiu se livrar da conta de luz. No Rio, uma
escola cobriu o telhado com 50 painéis e agora produz metade da energia que
consome. Iniciativas como essas começaram a se espalhar pelo país e têm
garantido uma escalada dos projetos de microgeração de energia solar no Brasil.
Do ponto de vista climático, as condições são favoráveis, uma vez que a irradiação
solar no Brasil é ideal para a produção elétrica. Ainda que hoje o mercado de
equipamentos para captação de energia solar engatinhe no país, as condições
climáticas propícias, aliadas ao fato de que no futuro os consumidores estarão cada
vez mais aptos a gerar a própria energia, têm provocado uma corrida das empresas
para conquistar um pedaço desse mercado.
(Renée Pereira. “Energia solar avança no Brasil e atrai empresas”.
https://economia.estadao.com.br, 01.07.2018. Adaptado)
A locução ―ainda que‖, em destaque no segundo parágrafo do texto, é usada, no
período em que se encontra, para estabelecer entre as orações uma relação de
a) oposição.
b) concessão.
c) explicação.
d) conclusão.
e) exemplificação.
185) Concurso: Of Adm/SEDUC SP/2019 Banca: VUNESP
Irmãos em livros
Outro dia, num táxi, o motorista me disse que ―gostava de ler‖ e comprava ―muitos
livros‖. Dei-lhe parabéns e perguntei qual era sua livraria favorita. Respondeu que
―gostava de todas‖, mas, de há alguns anos, só comprava livros pela internet. Ah,
sim? Comentei que também gostava de todos os táxis, mas, a partir dali, passaria a
usar apenas o serviço de aplicativos. Ele diminuiu a marcha, como se processasse a
informação. Virou-se para mim e disse: ―Entendi. O senhor tem razão‖.
Tenho amigos que não leem e não frequentam livrarias. Não são pessoas primitivas
ou despreparadas – apenas não têm a bênção de conviver com as palavras. Posso
muito bem entendê-las porque também não tenho o menor interesse por
automóveis, pela alta cozinha ou pelo mundo digital – nunca dirigi um carro, acho
que qualquer prato melhora com um ovo frito por cima e, quando me mostram
alguma coisa num smartphone, vou de dedão sem querer e mando a imagem para
o espaço. Nada disso me faz falta, assim como o livro e a livraria a eles.
No entanto, quando entro numa livraria, pergunto-me que outro lugar pode ser tão
fascinante. São milhares de livros à vista, cada qual com um título, um design, uma
personalidade. São romances, biografias, ensaios, poesia, livros de história, de
fotos, de autoajuda, infantis, o que você quiser. O que se despendeu de esforço
intelectual para produzi-los e em tal variedade é impossível de quantificar. Cada
livro, bom ou mau, medíocre ou brilhante, exigiu o melhor que cada autor
conseguiu dar.
Uma livraria é um lugar de congraçamento*. Todos ali somos irmãos na busca de
algum tipo de conhecimento. E, como este é infinito, não nos faltarão irmãos para
congraçar. Aliás, quanto mais se aprende, mais se vai às livrarias.
Lá dentro, ninguém nos obriga a comprar um livro. Mas os livros parecem saber
quem somos e, inevitavelmente, um deles salta da pilha para as nossas mãos.
(Ruy Castro, Folha de S.Paulo, 07.12.2018. Adaptado)
A expressão em destaque no trecho ―Nada disso me faz falta, assim como o livro e
a livraria a eles.‖ estabelece relação entre as orações com sentido de
a) proporção.
b) finalidade.
c) causa.
d) comparação.
e) condição.
186) Concurso: Tec Leg/CM Serrana/2019 Banca: VUNESP
Nero e a lira
O Brasil ficou chocado com o incêndio do Museu Nacional no Rio de Janeiro. Só
diante das chamas terríveis e do patrimônio desaparecido para sempre que alguns
perceberam que nunca tinham ido ao espaço museológico agora perdido. Eu já
tinha escrito o mesmo sobre os riscos da nossa Biblioteca Nacional e do seu acervo
inestimável em condições de risco similar. Aqui em São Paulo, é o caso do Museu
do Ipiranga, fechado há tanto tempo. Perde o público, perde a cultura e
empobrecemos em um campo já abalado da memória. Até quando? O que mais
precisaria queimar no Brasil, para que a gente percebesse que patrimônio é algo
que se vai para sempre?
O descaso tem precedentes terríveis. Em 1978, um conjunto inestimável de
quadros virou cinzas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Patrimônio
científico foi carbonizado várias vezes: a coleção do Instituto Butantã em São Paulo
e do Museu de Ciências Naturais da PUC de Minas Gerais. Coleções insubstituíveis
torraram por completo. O Museu da Língua Portuguesa ardeu em chamas, como
também a tapeçaria de Tomie Ohtake no Memorial da América Latina: somos o país
que usa cultura como material de combustão. Nenhum Nero foi indiciado, ninguém
responde, nada se faz com tantos e repetidos avisos trágicos. É uma política de
terra arrasada, de resultados eficazes e criminosos.
Mesmo aquilo que funciona e bem corre o risco do desamparo. A Sala São Paulo
enche de orgulho os paulistas e brasileiros. A Osesp é uma joia esculpida com
trabalho, talento e muito sacrifício. Manter algo do padrão da Osesp e da Sala São
Paulo em um país como o Brasil é quase um milagre. A qualidade material da sala,
o esforço de todos e a educação de um público fiel. Por ela passa a fina flor da
música brasileira e internacional.
A cultura brasileira é assim. Muita coisa queimou, projetos sobreviveram em estado
precário, e todos aguardam poderes sensíveis ao papel insubstituível da cultura na
definição da cidadania. Quando eu vejo o montante do fundo partidário em
comparação ao estado precário de orquestras e museus, sou percorrido por uma
dor muito forte.
O que mais terá de silenciar, queimar, desaparecer ou ficar no passado até que
acordemos? Quantos artistas deixarão de comunicar seu talento com uma
sociedade que necessita desesperadamente de criação e sensibilidade para pensar
mais alto e melhor? Alguém aqui acha coincidência que a economia mais forte da
Europa, a Alemanha, também seja uma terra de forte investimento privado e
público na música e nas artes? O que mais precisa desaparecer para sempre, para
que governos e eleitores descubram o valor do nosso patrimônio material e
imaterial?
Para nós, pessoas sem poder, resta prestigiar o que ainda existe, visitar mais
nossos museus, cobrar dos políticos que elegemos há pouco e valorizar com alunos
e filhos os muitos heróis de uma resistência cultural.
(Leandro Karnal. O Estado de S.Paulo. 18.11. 2018. Adaptado)
As conjunções em destaque nas frases:
• Quando eu vejo o montante do fundo partidário, sou percorrido por uma dor
muito forte.
• O que mais precisaria queimar no Brasil, para que a gente percebesse que
patrimônio é algo que se vai para sempre? – assumem, respectivamente, ideia de
a) tempo e causa.
b) causa e consequência.
c) finalidade e concessão.
d) tempo e finalidade.
e) tempo e conformidade.
187) Concurso: Aux/UNIFAI/Computação/2019 Banca: VUNESP
Leia a charge para responder à questão.
(Duke. Em: www.otempo.com.br)
Na organização do enunciado do cliente, a oração ―pra discutir política nas redes
sociais‖ expressa sentido de
a) causa.
b) oposição.
c) alternância.
d) finalidade.
e) consequência.
188) Concurso: Aux/UNIFAI/Computação/2019 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Clareza, objetividade e sinceridade são as características de quem é assertivo. É ser
uma pessoa transparente em intenções e colocações. Olhar no olho ao conversar,
voltar-se à pessoa com quem fala (postura) e usar palavras alinhadas à expressão
facial e tom de voz firme, claro e moderado revela este aspecto durante a
comunicação.
Para Marcos Gross, autor do livro Dicas Práticas de Comunicação: Boas Ideias para
os Relacionamentos e os Negócios, são raros os profissionais com essas qualidades,
já que a capacidade de ser assertivo está sujeita a situações de poder no ambiente
corporativo. ―Como ser sincero, quando tenho medo de sofrer retaliações por dizer
o que penso?‖
Mas, pondera, engolir sapos faz mal à saúde. ―Quando um colaborador não se
permite expressar suas opiniões, desenvolve gastrite, dores na coluna, alergias,
hipertensão, estresse, entre outros problemas‖, escreve.
(Camila Pati, “As cinco regras de ouro da boa comunicação”. Exame. Em:
https://exame.abril.com.br. Adaptado)
Preservando-se o sentido expresso pela conjunção destacada, assinale a alternativa
em que se reescreve corretamente a passagem ―Para Marcos Gross, [...] são raros
os profissionais com essas qualidades, já que a capacidade de ser assertivo está
sujeita a situações de poder no ambiente corporativo.‖
a) Para Marcos Gross, são raros os profissionais com essas qualidades, caso a
capacidade de ser assertivo esteja sujeita a situações de poder no ambiente
corporativo.
b) Para Marcos Gross, são raros os profissionais com essas qualidades, embora a
capacidade de ser assertivo esteja sujeita a situações de poder no ambiente
corporativo.
c) Para Marcos Gross, a capacidade de ser assertivo está sujeita a situações de
poder no ambiente corporativo, entretanto são raros os profissionais com essas
qualidades.
d) Para Marcos Gross, como a capacidade de ser assertivo está sujeita a situações
de poder no ambiente corporativo, são raros os profissionais com essas qualidades.
e) Para Marcos Gross, a capacidade de ser assertivo está sujeita a situações de
poder no ambiente corporativo, portanto são raros os profissionais com essas
qualidades.
189) Concurso: PEB I/Pref SBC/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Parece, mas não é
A paisagem desmedida da língua, que nenhum ponto de vista abarca em sua
inteireza, está cheia de coisas que parecem ser, mas não são. Vale a pena dar um
zoom em algumas dessas arapucas, que as patrulhas do sabichonismo adoram
explorar para exercer seus mesquinhos poderes sobre falantes desavisados.
Pode parecer que a expressão correta é ―um peso e duas medidas‖, embora não
seja. O certo é mesmo aquilo que todo mundo sempre falou: ―dois pesos e duas
medidas‖.
Pode parecer também que o provérbio ―Quem tem boca vai a Roma‖ contém um
erro constrangedor, pois o certo é ―Quem tem boca vaia Roma‖, ou seja, exerce o
saudável direito de protestar contra a tirania dos césares. Só que isso é uma
falácia¹. Quem sabe perguntar chega aonde quiser, eis a moral do ditado. Assim
como sempre soubemos, até surgirem os sabichões. Vaia neles!
Pode parecer ainda que a palavra ―aluno‖ tem origem num vocábulo latino que quer
dizer ―sem luz‖, motivo pelo qual deve ser evitada, uma vez que trai uma
concepção pedagógica anacrônica² em que o professor sabe tudo e o estudante não
sabe nada. Repetida até por educadores, essa ―tese‖ é uma bobagem. O latim
alumnus quer dizer criança de peito e, por extensão, discípulo, aquele que precisa
ser nutrido para crescer. Só isso.
Pode parecer que a contração ―num‖, empregada no parágrafo anterior, é um
coloquialismo que, na sua informalidade de bermuda e chinelo, deve ser evitado a
todo custo na linguagem escrita. É o que vêm repetindo muitos professores nos
últimos anos. Não procede. Um pouco de leitura nos ensina que autores clássicos
da língua recorreram à eufonia de ―num‖ e ―numa‖ em textos apuradíssimos.
Pode parecer que quando dizemos ―Não vejo ninguém‖ estamos dando curso a uma
grosseria ilógica da língua portuguesa, sem perceber que uma negação anula a
outra e que, se não vemos ninguém, alguém nós vemos. A verdade é que não
existe nada mais tosco³ no mundo do sabichonismo do que supor que línguas
naturais sejam submissas à linguagem matemática. A negação dupla, que reforça
em vez de anular, é um recurso consagrado e de raízes profundas no português.
Pode parecer, enfim, que nossa língua detém o recorde mundial de pegadinhas,
idioma dificílimo que só pós-doutores conseguem falar sem escorregar a cada frase.
Mesmo que haja razões históricas para essa percepção, trata-se, em termos
objetivos, de mais um engano. Se nos livrássemos dos patrulheiros sabichões e sua
usina de erros imaginários, a paisagem já ficaria bem mais acolhedora.
(Sergio Rodrigues. Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergio-rodrigues/2017/11/
1932343-parece-mas-nao-e-defenda-se-dos-sabichoes-e-seuserros-
imaginarios.shtml. Acesso em 17.06.2018. Adaptado)
Glossário:
¹falácia – falatório, falar demais
²anacrônico – cronológico
³tosco – grosseiro
Considere o seguinte trecho do texto:
Mesmo que haja razões históricas para essa percepção, trata-se, em termos
objetivos, de mais um engano. (último parágrafo).
O termo em destaque pode ser substituído, sem prejuízo de sentido, corretamente,
por
a) Embora
b) Ou seja
c) Caso
d) Assim como
e) Pois
190) Concurso: Aux Leg/CM Tatuí/2019 Banca: VUNESP
Filósofo da internet sugere pagar ou sair das redes sociais
Jaron Lanier não poupa críticas ao modelo de negócios baseado em publicidade,
que sustenta a maior parte do que conhecemos por internet hoje. Serviços
gratuitos como Facebook, Google e WhatsApp, no fundo, cobram caro. Na visão de
Lanier, manipulam, mudam comportamentos e, muitas vezes, nos tornam babacas.
Em seu quinto livro, ―Dez Argumentos para Você Deletar Agora suas Redes
Sociais‖, recém-lançado no Brasil, o cientista da computação e precursor da
realidade virtual encoraja as pessoas cuja vida financeira não depende das redes
sociais a abandoná-las – ao menos por seis meses –, para retomarem a
―consciência de si próprias‖.
Lanier afirma que, se cometeram muitos erros na internet, um deles era a ideia de
que a única forma de inovar e manter o serviço livre era com um modelo baseado
em publicidade, o que nos levou a um contexto de vigilância universal. Ele defende
um sistema em que as pessoas possam ser pagas pelo que fazem online e paguem
pelo que gostam de fazer online, o que tornaria a relação mais direta e honesta.
Lanier explica: ―Quando você olhava para o anúncio da TV, ele não estava te
olhando de volta. Na internet, é diferente: há mais informação sendo tirada de você
do que oferecida. Ferramentas em qualquer site captam como seu corpo se mexe,
onde você está e tudo sobre seus dispositivos. O que você vê é a menor parte do
que acontece. Toda informação tirada de você é usada para mudar sua experiência
online e criar uma sistemática que te prenda. Isso é chamado de engajamento.
Chamo de vício. É quase como vício em jogo, há busca por satisfação, e a punição é
severa.‖
Jaron Lanier recomenda ficar atento aos 10 argumentos para você deletar suas
redes sociais:
1. Você está perdendo seu livre-arbítrio
2. Largar as redes sociais é a maneira mais certeira de resistir à insanidade dos
nossos tempos
3. As redes sociais estão tornando você um babaca
4. As redes sociais minam a verdade
5. As redes sociais transformam o que você diz em algo sem sentido
6. As redes sociais destroem sua capacidade de empatia
7. As redes sociais deixam você infeliz
8. As redes sociais não querem que você tenha dignidade econômica
9. As redes sociais tornam a política impossível
10. As redes sociais odeiam sua alma
(Folha de S. Paulo, 20.10.2019, Adaptado)
Considere os 10 argumentos de Lanier, no último parágrafo do texto, para
responder à questão.
Assinale a alternativa que dá continuidade à frase, introduzindo a ideia de condição.
Largar as redes sociais é a maneira mais certeira, ___caso queira resistir à
insanidade__ .
a) quando quiser resistir à insanidade
b) caso queira resistir à insanidade
c) por mais que queira resistir à insanidade
d) para que resista à insanidade
e) a fim de resistir à insanidade
191) Concurso: Ass GP/IPSM SJC/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão a seguir
Para se alfabetizar de verdade,
Brasil deve se livrar de algumas ideias tortas
Meses atrás, quando falei aqui do livro de Zinsser, um leitor deixou o seguinte
comentário: ―É de uma pretensão sem tamanho, a vaidade elevada ao maior grau,
o sujeito se meter a querer ensinar os outros a escrever‖.
Pois é. Muita gente acredita que, ao contrário de todas as demais atividades
humanas, da música à mecânica de automóveis, do macramê à bocha, a escrita
não pode ser ensinada.
Por quê? Porque é especial demais, elevada demais, dizem alguns. É o caso do
leitor citado, que completou seu comentário com esta pérola: ―Saber escrever é
uma questão de talento, quem não tem, não vai nunca aprender…‖
Há os que chegam à mesma conclusão pelo lado oposto, a ilusão de que toda
pessoa alfabetizada domina a escrita, e o resto é joguinho de poder espúrio.
Talento literário é raro mesmo, mas não se trata disso. Também não estamos
falando só de correção gramatical e ortográfica, aspecto que será cada vez mais
delegado à inteligência artificial.
Estamos falando de pensamento. Escrever com clareza e precisão, sem matar o
leitor de confusão ou tédio, é uma riqueza que deve ser distribuída de forma
igualitária por qualquer sociedade que se pretenda civilizada e justa.
(Sérgio Rodrigues. Folha de S.Paulo, 07.12.2017)
Nas orações ―quando falei aqui do livro de Zinsser‖ (1° parágrafo) e ―mas não se
trata disso‖ (5° parágrafo), as conjunções destacadas estabelecem, correta e
respectiva mente, relações de sentido de
a) comparação e adição.
b) tempo e oposição.
c) conclusão e consequência.
d) tempo e adição.
e) comparação e oposição.
192) Concurso: OfAA/CM 2 Córregos/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
―Quando eu tinha mais ou menos uma semana de idade, eu me lembro de estar
enrolada em um cobertor rosa de algodão‖, conta Rebecca Sharrock. Considerando
que a memória da maioria das pessoas não é capaz de gravar acontecimentos
anteriores aos quatro anos de idade, pode ser fácil pensar que a descrição de
Sharrock seja um sonho nostálgico em vez de uma memória real. Mas a mulher
australiana de 27 anos não tem uma memória comum – ela foi diagnosticada com
uma síndrome rara chamada ―Memória Autobiográfica Altamente Superior‖, ou
HSAM na sigla em inglês, também conhecida como Síndrome da Supermemória.
Essa condição neurológica única significa que Sharrock consegue se lembrar de
absolutamente tudo que ela fez em qualquer data.
Pessoas com essa síndrome podem se lembrar instantaneamente e sem esforço
algum de qualquer coisa que fizeram, o que vestiram ou onde estavam em
qualquer momento da vida. Elas podem se lembrar de notícias e acontecimentos
pessoais com tantos detalhes e com uma exatidão tão perfeita que são
comparáveis a uma gravação.
Por que algumas pessoas nascem com a supermemória? As pesquisas ainda estão
em andamento, já que existem poucos indivíduos com a síndrome no mundo, e a
área ainda é relativamente nova. Mas alguns estudos indicam que o lobo temporal
(que ajuda no processamento de memória.) é maior nos cérebros das pessoas com
HSAM.
Ter uma supermemória significa que as memórias são gravadas em detalhes
vívidos, o que é fascinante em termos científicos, mas pode ser uma praga para
quem tem a síndrome. Algumas pessoas com HSAM dizem que suas memórias são
muito organizadas, mas Sharrock descreve seu cérebro como ―entupido‖ e diz que
reviver memórias lhe dá dor de cabeça e insônia. Apesar disso, ela aprendeu a
tentar usar memórias positivas para superar as negativas: ―No começo de todo
mês, eu escolho todas as melhores memórias que tive naquele mês em outros
anos‖. Reviver acontecimentos positivos facilita na hora de lidar com as ―memórias
invasivas‖ que a fazem se sentir mal.
(Sarah Keating, BBC. 17.11.2017. www.bbc.com. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a segunda parte da frase expressa, com relação à
primeira, uma consequência.
a) Pessoas com essa síndrome podem se lembrar instantaneamente e sem esforço
algum de qualquer coisa que fizeram, o que vestiram / ou onde estavam em
qualquer momento da vida.
b) Elas podem se lembrar de notícias e acontecimentos pessoais com tantos
detalhes e com uma exatidão tão perfeita / que são comparáveis a uma gravação.
c) As pesquisas ainda estão em andamento, / já que existem poucos indivíduos
com a síndrome no mundo, e a área ainda é relativamente nova. (3o parágrafo)
d) Ter uma supermemória significa que as memórias são gravadas em detalhes
vívidos, o que é fascinante em termos científicos, / mas pode ser uma praga para
quem tem a síndrome.
e) ―No começo de todo mês, eu escolho todas as melhores memórias / que tive
naquele mês em outros anos‖.
193) Concurso: Aux A/CM Indaiatuba/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
A última crônica
A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao
balcão. Na realidade, estou adiando o momento de escrever.
A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais
um ano nesta busca do pitoresco no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas
recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da
convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Nesta perseguição do acidental,
quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente
doméstico, torno-me simples espectador. Sem mais nada para contar, curvo a
cabeça e tomo meu café, enquanto o verso de um poeta se repete na lembrança:
―assim eu quereria o meu último poema‖. Não sou poeta e estou sem assunto.
Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem
uma crônica
Ao fundo do botequim, um casal acaba de sentar-se numa das últimas mesas de
mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na
contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma
menininha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre,
que se instalou também à mesa. Três seres esquivos que compõem em torno à
mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se
preparam para algo mais que matar a fome.
Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou
do bolso, aborda o garçom e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma.
Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A
meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão
apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho – um bolo simples,
amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular.
A menininha olha a garrafa de refrigerante e o pratinho que o garçom deixou à sua
frente. Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa a um discreto
ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O
pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta
como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.
São três velinhas brancas que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E
enquanto ela serve o refrigerante, o pai risca o fósforo e acende as velas. A
menininha sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater
palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam,
discretos: ―parabéns pra você, parabéns pra você...‖. A menininha agarra
finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está
olhando para ela com ternura – ajeita-lhe a fitinha no cabelo, limpa o farelo de bolo
que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se
convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-
lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça
abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.
Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.
(Fernando Sabino. http//contobrasileiro.com.br. Adaptado)
Quanto à indicação, entre parênteses, do sentido estabelecido pelo termo em
destaque nas frases do texto, assinale a alternativa correta.
a) … entro num botequim para tomar um café junto ao balcão. (explicação)
b) A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. (causa)
c) E enquanto ela serve o refrigerante, o pai risca o fósforo e acende as velas.
(conformidade)
d) Como num gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e
sopra... (conclusão)
e) … vacila, ameaça baixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar... (oposição)
194) Concurso: Aux A/CM Indaiatuba/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Mesmo com solavancos, a cada década o Brasil melhora um pouco nos principais
termômetros que medem o patamar de desenvolvimento. Mas em um indicador
específico o país patina de modo tão surpreendente e vergonhoso que ganhou
destaque em um recente relatório do Fundo de População da ONU: a alta ocorrência
de gravidez na adolescência. A cada cinco mulheres que engravidam no Brasil, uma
não é adulta. A gravidez nessa etapa da vida custa caro ao país – em decorrência
do fato de grande parte dessas mães estar fora da escola e do mercado de trabalho
e de os bebês nascerem privados de estímulos certos.
(Monica Weinberg, Veja, 15.11 2.017. Adaptado)
Nas passagens – (I) Mesmo com solavancos, a cada década o Brasil melhora um
pouco... e (II) Mas em um indicador específico o país patina de modo tão
surpreendente e vergonhoso que ganhou destaque em um recente relatório...
–, os trechos destacados imprimem, nos contextos, relações de sentido de
a) (I) causa; (II) consequência.
b) (I) concessão; (II) condição.
c) (I) modo; (II) causa.
d) (I) condição; (II) modo.
e) (I) concessão; (II) consequência.
195) Concurso: Ag Prev/PAULIPREV/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
O físico e matemático inglês Isaac Newton é um dos maiores cientistas da
humanidade. Filho de fazendeiros, Newton nasceu em Woolsthorpe, uma pequena
aldeia da Inglaterra, em 1643. Desde criança, demonstrava mais interesse por
desenvolver inventos do que pelos negócios da família. Aos 18 anos, foi aceito no
Trinity College, da Universidade de Cambridge, onde recebeu o grau de Bacharel
em Artes.
Em 1671, assumiu o cargo de professor catedrático de matemática na mesma
universidade e, em 1703, foi eleito presidente da Real Sociedade de Londres para o
Melhoramento do Conhecimento Natural, uma instituição destinada à promoção do
conhecimento científico. Dois anos depois, tornou-se o primeiro cientista a receber
o título de ―Sir‖, sagrado cavaleiro da rainha da Inglaterra. Newton morreu em
1727, aos 84 anos, por complicações decorrentes da idade extremamente elevada
para a época.
No período em que cursava faculdade em Cambridge, a Peste Negra assolou a
Inglaterra e matou um décimo da população. Por 18 meses, a universidade ficou
fechada, e Newton voltou para casa. Um belo dia, sentado à sombra de uma
macieira (cujas descendentes ainda existem!), viu uma maçã cair no chão – ou na
sua cabeça, a história vai do gosto do freguês – e formulou a Lei da Gravitação
Universal, que explica a força da gravidade. Com essa descoberta, Newton deu
início à ciência moderna. Como diria o cientista em um ensinamento que vale para
a vida: ―nenhuma grande descoberta foi feita jamais sem um palpite ousado‖.
(Marilia Marasciulo. O que você pode aprender com as descobertas
de Isaac Newton. 17.01.2018. http://revistagalileu.globo.com. Adaptado)
Em – Por 18 meses, a universidade ficou fechada, e Newton voltou para casa. (3º
parágrafo) –, a conjunção destacada pode ser substituída, preservando-se a relação
de sentido que estabelece entre as orações, por:
a) caso.
b) segundo.
c) portanto.
d) embora.
e) contanto.
196) Concurso: Tec Leg/CM SJC/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto, para responder à questão.
Teria eu meus seis, meus sete anos. Perto da gente, morava o ―casal feliz‖. Ponho
as aspas porque o fato merece. Vamos que eu pergunte, ao leitor, de supetão: –
―Você conhece muitos ‗casais felizes‘?‖ Aí está uma pergunta trágica. Muitos
afirmam: – ―A coabitação impede a felicidade‖ etc. etc. Não serei tão radical. Nem
podemos exigir que marido e mulher morem um no Leblon e outro para lá da praça
Saenz Peña. Seja como for, uma coisa parece certa: – o ―casal feliz‖ constitui uma
raridade.
Normalmente, marido e mulher têm uma relação de arestas e não de afinidades.
Tantas vezes a vida conjugal é tecida de equívocos, de irritações, ressentimentos,
dúvidas, berros etc. etc. Mas o ―casal feliz‖ de Aldeia Campista conseguira, graças a
Deus, eliminar todas as incompatibilidades. Era a mais doce convivência da rua, do
bairro, talvez da cidade. Quando passavam, de braços, pela calçada, havia o
sussurro espavorido: – ―Olha o casal feliz!‖. Da minha janela, eu os via como dois
monstros.
Estavam casados há quinze anos e não havia, na história desse amor, a lembrança
de um grito, de uma impaciência, de uma indelicadeza. Até que chegou um dia de
Carnaval e, justamente, a terça-feira gorda. O marido saiu para visitar uma tia
doente, não sei onde. A mulher veio trazê-lo até o portão. Beijaram-se como se ele
estivesse partindo para a guerra. E, no penúltimo beijo, diz a santa senhora: –
―Meu filho, vem cedo, que eu quero ver os blocos‖. Ele fez que sim. E ainda se
beijaram diante da vizinhança invejosa e frustrada. Depois, ela esperou que ele
dobrasse a esquina.
E as horas foram passando. A partir das seis da tarde ficou a esposa no portão.
Sete, oito, nove da noite. Os relógios não paravam. Dez da noite, onze. E, por fim,
o marido chegou. Onze.
O ―casal feliz‖ foi parar no distrito.
Pois bem, contei o episódio para mostrar como o ―irrelevante‖ influi nas leis do
amor e do ódio. Por causa de uma mísera terça-feira gorda, ruía por terra toda uma
pirâmide de afinidades laboriosamente acumuladas. No dia seguinte, separaram-se
para sempre.
(Nelson Rodrigues, O reacionário – memórias e confissões. Adaptado)
Assinale a alternativa que reescreve o trecho destacado na passagem – ―Meu filho,
vem cedo, que eu quero ver os blocos.‖ – empregando conjunção que expressa
o sentido do original.
a) Meu filho, vem cedo, portanto eu quero ver os blocos.
b) Meu filho, vem cedo, mas eu quero ver os blocos.
c) Meu filho, vem cedo, pois eu quero ver os blocos.
d) Meu filho, vem cedo, apesar de eu querer ver os blocos.
e) Meu filho, vem cedo, quando eu quero ver os blocos.
197) Concurso: Tec Leg/CM SJC/2018 Banca: VUNESP
Leia a tira, para responder à questão.
(André Dahmer. Folha de S.Paulo, 02.03.2018)
A frase em que a palavra ―como‖ está empregada com o mesmo sentido que tem
na fala do primeiro quadrinho é:
a) Como eu previa, ele passou a ver televisão todas as noites.
b) Tudo na casa continua como ela deixou ao viajar.
c) Não se sabe como o celular dele foi parar na mão do garoto.
d) Como vamos resolver esse assunto, só Deus sabe!
e) Como ninguém conseguia contê-lo, ele se metia em confusões.
198) Concurso: Tec Leg/CM SJC/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto, para responder à questão.
Nas minhas pesquisas, tenho constatado que muitas mulheres brasileiras
reproduzem e fortalecem, consciente ou inconscientemente, a lógica da dominação
masculina. É verdade que o discurso hegemônico atual é o de libertação dos papéis
que aprisionam a maioria das mulheres. No entanto, os comportamentos femininos
não são tão livres assim; muitos valores mais tradicionais permanecem
internalizados. Existe uma enorme distância entre o discurso libertário das
brasileiras e seu comportamento e valores conservadores.
Não pretendo alimentar a ideia de que as mulheres são as piores inimigas das
mulheres, mas provocar uma reflexão sobre os mecanismos que fazem com que a
lógica da dominação masculina seja reproduzida também pelas mulheres. Nessa
lógica, como argumentou Pierre Bordieu, os homens devem ser sempre superiores:
mais velhos, mais altos, mais fortes, mais poderosos, mais ricos, mais
escolarizados. Essa lógica constitui as mulheres como objetos, e tem como efeito
colocá-las em um permanente estado de insegurança e dependência. Delas se
espera que sejam submissas, contidas, discretas, apagadas, inferiores, invisíveis.
Em O Segundo Sexo, Simone de Beauvoir escreveu que não definiria as mulheres
em termos de felicidade, e sim de liberdade. Ela acreditava que, para muitas, seria
mais confortável suportar uma escravidão cega do que trabalhar para se libertar. A
filósofa francesa afirmou que a liberdade é assustadora, e que, por isso, muitas
mulheres preferem a prisão à sua possível libertação. No entanto, ela acreditava
que só existiria uma saída para as mulheres: recusar os limites que lhes são
impostos e procurar abrir para si e para todas as outras o caminho da libertação.
(Miriam Goldenberg, O inferno são as outras. Veja, 07.03.2018)
Assinale a alternativa em que a expressão destacada está empregada para
introduzir uma ideia que se contrapõe à ideia anteriormente expressa.
a) ... tenho constatado que muitas mulheres brasileiras reproduzem e fortalecem,
consciente ou inconscientemente, a lógica da dominação masculina.
b) ... o discurso hegemônico atual é o de libertação dos papéis que aprisionam a
maioria das mulheres. No entanto, os comportamentos femininos não são tão
livres assim...
c) Nessa lógica, como argumentou Pierre Bordieu, os homens devem ser sempre
superiores...
d) ... seria mais confortável suportar uma escravidão cega do que trabalhar para
se libertar.
e) ... afirmou que a liberdade é assustadora, e que, por isso, muitas mulheres
preferem a prisão...
199) Concurso: Sold/PM SP/2ª Classe/2018 Banca: VUNESP
Estudos divulgados pela OMS (Organização Mundial da Saúde) mostram que, só no
ano de 2010, 50 milhões de pessoas no mundo sobreviveram a acidentes de
trânsito com algum traumatismo ou ferida. Se nada for feito, a estimativa é de que
teremos 1,9 milhão de mortes no trânsito em 2020 e 2,4 milhões em 2030.
(www.sbotrj.com.br. Adaptado)
A expressão ―Se nada for feito‖ pode ser substituída, sem alteração de sentido e
conforme a norma-padrão da língua, por
a) Apesar de nada ser feito.
b) Pois que nada foi feito.
c) Portanto nada fosse feito.
d) Caso nada seja feito.
e) Segundo nada seria feito.
200) Concurso: Sold/PM SP/2ª Classe/2018 Banca: VUNESP
Por que o criador do botão „curtir‟ do Facebook apagou as redes sociais do celular
A tecnologia só deve prender nossa atenção nos momentos em que nós queremos,
conscientemente, prestar atenção nela. ―Em todos os outros casos, deve ficar fora
do nosso caminho.‖
Quem afirma não é um dos críticos tradicionais das redes sociais, mas justamente o
executivo responsável pela criação do botão ‗curtir' nos primórdios do Facebook, há
mais de dez anos.
Depois de perceber que as notificações de aplicativos como o próprio Facebook
ocupavam boa parte do seu dia, eram distrativas e o afastavam das relações na
vida real, o matemático Justin Rosenstein decidiu apagar todas as redes sociais,
aplicativos de e-mails e notícias de seu celular, em busca de mais ―presença‖ no
mundo off-line.
Interrogado se ele se arrepende por ter criado a fonte da distração que hoje tanto
critica, responde: ―Nenhum arrependimento. Sempre que se tenta progredir,
haverá consequências inesperadas. Você tem que ter humildade e ter muita
atenção no que acontece depois, para fazer mudanças conforme for apropriado‖.
(Ricardo Senra. www.bbc.com. Adaptado)
A expressão destacada em ―A tecnologia só deve prender nossa atenção nos
momentos em que nós queremos‖ (1º parágrafo) pode ser substituída, com o
sentido preservado, por
a) até que.
b) quando.
c) onde.
d) tanto que.
e) embora.
201) Concurso: APP/PC SP/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Automação vai mudar a carreira de 16 milhões de brasileiros até 2030
A elite política e econômica global está preocupada com o futuro do trabalho.
Além das já conhecidas ameaças geopolíticas e ambientais, as transformações do
mercado de trabalho também ganharam lugar de destaque. Só no Brasil, 15,7
milhões de trabalhadores serão afetados pela automação até 2030, segundo
estimativa da consultoria McKinsey.
No mundo, no período entre 2015 e 2020, o Fórum Econômico Mundial prevê a
perda de 7,1 milhões de empregos, principalmente aqueles relacionados a funções
administrativas e industriais.
A avaliação de especialistas da área é que o mercado de trabalho passa por uma
grande reestruturação, semelhante à revolução industrial. A diferença é que agora
tudo acontece muito mais rápido: desde 2010, o número de robôs industriais cresce
a uma taxa de 9% ao ano, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
A mudança é positiva na medida em que libera profissionais de tarefas monótonas,
que, por sua vez, podem ser feitas com maior rapidez e eficiência quando
automatizadas.
―A boa notícia é que fica claro que os trabalhos para humanos terão que envolver
qualidades humanas, como criatividade‖, afirma José Manuel Salazar-Xirinachs,
diretor regional da OIT para a América Latina e Caribe. ―Isso soa muito legal, mas a
questão é: quantos trabalhos para pessoas criativas serão gerados?‖, questiona.
Nesse cenário de grande extinção de trabalhos que exigem pouca qualificação e de
criação de um número menor dos que exigem muita, a tendência é de aumento da
desigualdade, alerta a OIT.
O fim de funções hoje exercidas pela população de baixa e média renda vai gerar
desemprego e pressionar para baixo o salário das que restarem, diante da massa
de pessoas buscando trabalho.
―Há uma forte preocupação com os trabalhadores de menor qualificação, em
termos do impacto da tecnologia. Essas pessoas não são realmente alfabetizadas
digitais, e não terão oportunidade para aprender habilidades específicas. Eles serão
deixados para trás e terão uma empregabilidade muito pequena‖, diz Salazar-
Xirinachs.
(Fernanda Perrin. Folha de S.Paulo. http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/01/1951904-16-
milhoes-de-brasileiros-sofrerao-com-automacao-na-proxima-decada.shtml. 21.01.2018. Adaptado)
Os dois-pontos na frase ―A diferença é que agora tudo acontece muito mais rápido:
desde 2010, o número de robôs industriais cresce a uma taxa de 9% ao ano‖
introduzem uma
a) conclusão, podendo ser substituídos por ―portanto‖.
b) explicação, podendo ser substituídos por ―pois‖.
c) condição, podendo ser substituídos por ―se‖.
d) concessão, podendo ser substituídos por ―conquanto‖.
e) oposição, podendo ser substituídos por ―porém‖.
202) Concurso: Ag Tel Pol/PC SP/2018 Banca: VUNESP
Escravos no século XXI
Esses retratos, junto com muitos outros, formam uma galeria que o país não gosta
de ver. São vários Antônios, vários Franciscos, vários Josés que dão carne e osso a
um grande drama brasileiro: o trabalho em condições análogas às de escravidão.
Sim, todas essas pessoas foram escravizadas – em pleno século XXI.
Enredadas em dívidas impagáveis, manipuladas pelos patrões e submetidas a
situações deploráveis no trabalho, elas chegaram a beber a mesma água que os
porcos, e algumas sofreram a humilhação máxima de ser espancadas, para não
falar de constantes ameaças de morte.
Quando os livros escolares informam que a escravidão foi abolida no Brasil em 13
de maio de 1888, há exatos 130 anos, fica faltando dizer que se encerrou a
escravidão negra – e que, ainda hoje, a escravidão persiste, só que agora é
multiétnica.
Estima-se que atualmente 160 000 brasileiros trabalhem e vivam no país em
condições semelhantes às de escravidão – ou seja, estão submetidos a trabalho
forçado, servidão por meio de dívidas, jornadas exaustivas e circunstâncias
degradantes (em relação a moradia e alimentação, por exemplo). Comparada aos
milhões de africanos trazidos para o país para trabalhar como escravos, a cifra
atual poderia indicar alguma melhora, mas abrigar 160 000 pessoas escravizadas é
um escândalo humano de proporções épicas. Em 1995, o governo federal
reconheceu oficialmente a continuidade daquele crime inclassificável – e criou uma
comissão destinada a fiscalizar o trabalho escravo. O pior é que, em vez de
melhorar, a situação está ficando mais grave.
(Jennifer Ann Thomas, Veja, 09 de maio de 2018. Adaptado)
Assinale a alternativa que substitui a expressão em destaque na passagem ― ...
ainda hoje, a escravidão persiste, só que agora é multiétnica.‖, preservando a
relação de sentido do original.
a) mas
b) desde que
c) até
d) pois
e) como
203) Concurso: APP/PC SP/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
O aspecto mais perverso da brutal recessão de 2014-16 – e da lenta recuperação
que a sucedeu até agora – é o custo desproporcional imposto aos mais pobres.
Como primeiro impacto, o fechamento de vagas no mercado de trabalho e a queda
da renda reverteram uma trajetória de avanços sociais que já completava uma
década. Durante o longo ciclo de retração, a taxa de desemprego subiu de 6,5%
para 13,7%, ou, dito de outro modo, 5,9 milhões de pessoas perderam seus postos
de trabalho.
A retomada do crescimento econômico, iniciada no ano passado, tem se mostrado
tímida e, embora a desocupação tenha caído um pouco, a qualidade das vagas
geradas deixa a desejar.
Não surpreende, pois, que os dados mais recentes da Pesquisa Nacional por
Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE mostrem um quadro deteriorado.
A partir deles, a consultoria LCA calculou que em 2017 a pobreza extrema se
elevou em 11%. Conforme os números publicados pelo jornal Valor Econômico,
14,8 milhões de brasileiros são miseráveis – considerando uma linha de R$ 136
mensais. O Nordeste abriga 55% desse contingente.
Embora não se possa afirmar com certeza, uma vez que o IBGE alterou a
metodologia da Pnad e ainda não divulgou as novas séries históricas, é plausível
que também a exorbitante desigualdade social brasileira tenha aumentado com a
recessão.
(Miséria brasileira, editorial. Folha de S.Paulo. 14.04.2018. Adaptado)
Considere o último parágrafo do texto para responder à questão.
Embora não se possa afirmar com certeza, uma vez que o IBGE alterou a
metodologia da Pnad e ainda não divulgou as novas séries históricas, é plausível
que também a exorbitante desigualdade social brasileira tenha aumentado com a
recessão.
A expressão ―uma vez que‖, em destaque, estabelece entre as frases relação com
sentido de
a) conclusão.
b) conformidade.
c) condição.
d) causa.
e) oposição.
204) Concurso: Ag Tel Pol/PC SP/2018 Banca: VUNESP
Frei Caneca e a Virgem Maria
No dia 13 de janeiro de 1825, um condenado caminhava com passos firmes na
direção da forca, no centro do Recife. Era o frei Joaquim do Amor Divino Caneca, o
lendário Frei Caneca, lutador incansável pela independência do Brasil. Ele tinha
participado da revolta da Confederação do Equador, sufocada pelo governo de
Pernambuco. Vestia o hábito da Irmandade da Madre de Deus. Sob o olhar curioso
da multidão, foi submetido ao degradante ritual da desautoração*, perdendo os
direitos eclesiásticos, para que pudesse enfrentar o suplício da forca.
Impassível e altivo, deixou que os monges despissem suas vestes sagradas.
Permaneceu firme quando recebeu na tonsura** o golpe simbólico da excomunhão.
O carrasco já se preparava para o gesto fatal, quando recuou, com o rosto pálido,
dizendo que a Virgem Maria estava junto ao condenado. Veio então o ajudante do
carrasco, que também se recusou a executar Frei Caneca, diante da visão da
Virgem Maria. Aí foram buscar dois escravos. E esses, mesmo duramente
açoitados, negaram-se a participar da execução. O juiz mandou trazer dois presos
da cadeia pública e lhes ofereceu a liberdade em troca da execução de Frei Caneca.
E eles igualmente se negaram, alegando a visão da Virgem Maria.
Mas era preciso matar Frei Caneca de qualquer jeito, como exemplo para
desencorajar futuros conspiradores. O juiz então ordenou que ele fosse fuzilado.
Percebendo que os soldados tremiam com as armas na mão, Frei Caneca procurou
exortá-los:
– Vamos, meus amigos. Não me façam sofrer muito. Virgem Maria há de
compreender os vossos temores. Tenham fé, ela já os perdoou.
E os tiros provocaram um arrepio na multidão silenciosa.
(Eloy Terra. 500 anos: Crônicas pitorescas da história do Brasil. Adaptado)
*Desautoração: privação da dignidade do cargo, como medida punitiva.
**Tonsura: corte redondo dos cabelos no topo da cabeça dos clérigos.
Assinale a alternativa que substitui a conjunção destacada na passagem ―Aí foram
buscar dois escravos. E esses, mesmo duramente açoitados, negaram-se a
participar da execução.‖, preservando a relação de sentido do original.
a) portanto
b) porém
c) embora
d) pois
e) caso
205) Concurso: Ag Pol/PC SP/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Pela primeira vez, vício em games é
considerado distúrbio mental pela OMS
A 11ª Classificação Internacional de Doenças (CID) irá incluir a condição sob o
nome de ―distúrbio de games‖. O documento descreve o problema como padrão de
comportamento frequente ou persistente de vício em games, tão grave que leva ―a
preferir os jogos a qualquer outro interesse na vida‖. A última versão da CID foi
finalizada em 1992, e a nova versão do guia será publicada neste ano. Ele traz
códigos para as doenças, sinais ou sintomas e é usado por médicos e pesquisadores
para rastrear e diagnosticar uma doença.
O documento irá sugerir que comportamentos típicos dos viciados em games
devem ser observados por um período de mais de 12 meses para que um
diagnóstico seja feito. Mas a nova CID irá reforçar que esse período pode ser
diminuído se os sintomas forem muito graves. Os sintomas do distúrbio incluem:
não ter controle de frequência, intensidade e duração com que joga video game;
priorizar jogar video game a outras atividades.
Richard Graham, especialista em vícios em tecnologia no Hospital Nightingale em
Londres, reconhece os benefícios da decisão. ―É muito significativo, porque cria a
oportunidade de termos serviços mais especializados.‖ Mas para ele é preciso tomar
cuidado para não se cair na ideia de que todo mundo precisa ser tratado e
medicado. ―Pode levar pais confusos a pensar que seus filhos têm problemas
quando eles são apenas ‗empolgados‘ jogadores de video game‖, afirmou.
(Jane Wakefield. BBC Brasil. www.bbc.com/portuguese. 02.01.2018. Adaptado)
Considere a relação de sentido estabelecida pelos vocábulos destacados nas
seguintes passagens do texto:
― ... esse período pode ser diminuído se os sintomas forem muito graves.‖
(2º parágrafo)
―É muito significativo, porque cria a oportunidade de termos serviços mais
especializados.‘ ‖ (3º parágrafo)
Com relação às afirmações que os antecedem, os vocábulos ―se‖ e ―porque‖
introduzem, respectivamente, ideias de
a) hipótese e consequência.
b) modo e oposição.
c) conformidade e proporção.
d) condição e explicação.
e) tempo e concessão.
206) Concurso: PP/PC SP/2018 Banca: VUNESP
Leia a tira para responder à questão.
Na fala do personagem no segundo quadrinho ―Apesar da aparência, sou um
homem ultramoderno!‖, a expressão destacada estabelece entre as informações
relação de sentido de
a) comparação.
b) finalidade.
c) consequência.
d) conclusão.
e) concessão.
207) Concurso: PP/PC SP/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Mal-estar
Causa inquietude a situação do mercado de trabalho desde o final do ano passado,
conforme observada nas pesquisas mais recentes do IBGE. Os números
decepcionantes acentuam as dúvidas em torno da força e da persistência da
retomada do crescimento econômico.
A atividade no início deste ano se mostra, em geral, fraca. Em abril, os índices de
confiança de consumidores e empresas ou ficaram estagnados ou regrediram.
Compreende-se a reticência, dados os indicadores do mundo do emprego.
O poder de compra dos salários começou a se recuperar no ano passado, mas a
melhora perde ritmo. No primeiro trimestre, o rendimento médio do país não
passou de R$ 2.169 mensais – o mesmo valor do mesmo período de 2017,
considerada a inflação.
Descontados efeitos sazonais, a taxa de desocupação não cai desde setembro do
ano passado.
A oferta de empregos permanece precária, baseada em vagas sem carteira
assinada e trabalho por conta própria, na maior parte dos casos, informal e mal
remunerado.
As taxas de juros bancárias estão em níveis semelhantes ou superiores aos
verificados no final de 2017. A tímida evolução dos rendimentos pode ter influência
da estagnação do salário-mínimo. O desempenho da agricultura, ainda bom, não
iguala os resultados extraordinários do início do ano passado.
A construção civil não conseguiu se recuperar e ainda desemprega.
Os investimentos no setor deixaram de cair apenas no final do ano passado. Não há
dados mais recentes, mas sabe-se que faltam novos canteiros de obras devido, em
grande parte, à penúria orçamentária em todos os níveis de governo.
Os indicadores de confiança econômica detectaram ligeiro aumento do pessimismo
em relação aos próximos meses. Ressalte-se que ainda existe crescimento, com
taxa esperada entre 2,5% e 3% neste ano. De todo modo, neste momento é
inegável o mal-estar na recuperação econômica.
(Folha de S.Paulo, 30.04.2018. Adaptado)
Na frase que inicia o 7º parágrafo – A construção civil não conseguiu se recuperar e
ainda desemprega. –, além do sentido de adição, a conjunção ―e‖ expressa também
sentido de
a) condição.
b) consequência.
c) alternância.
d) causa.
e) explicação.
208) Concurso: ACS/Pref Buritizal/2018 Banca: VUNESP
Sons que confortam
Eram quatro da manhã quando seu pai sofreu um colapso cardíaco. Só estavam os
três na casa: o pai, a mãe e ele, um garoto de 13 anos. Chamaram o médico da
família. E aguardaram. E aguardaram. E aguardaram. Até que o garoto escutou um
barulho lá fora. É ele que conta, hoje, adulto: Nunca na vida ouvira um som mais
lindo, mais calmante, do que os pneus daquele carro amassando as folhas de
outono empilhadas junto ao meio-fio.
Inesquecível, para o menino, foi ouvir o som do carro do médico se aproximando, o
homem que salvaria seu pai. Na mesma hora em que li esse relato, imaginei um
sem-número de sons que nos confortam. A começar pelo choro na sala de parto.
Seu filho nasceu. E o mais aliviante para pais que possuem adolescentes
baladeiros: o barulho da chave abrindo a fechadura da porta. Seu filho voltou.
Deixando a categoria dos sons magnânimos para a dos sons cotidianos: a voz no
alto-falante do aeroporto dizendo que a aeronave já se encontra em solo e o
embarque será feito dentro de poucos minutos.
O telefone tocando exatamente no horário que se espera, conforme o combinado.
Até a musiquinha que antecede a chamada a cobrar pode ser bem-vinda, se for
grande a ansiedade para se falar com alguém distante.
O barulho da chuva forte no meio da madrugada, quando você está no quentinho
da sua cama.
Uma conversa em outro idioma na mesa ao lado da sua, provocando a falsa
sensação de que você está viajando, de férias em algum lugar estrangeiro. E
estando em algum lugar estrangeiro, ouvir o seu idioma natal sendo falado por
alguém que passou, fazendo você lembrar que o mundo não é tão vasto assim.
O toque do interfone quando se aguarda ansiosamente a chegada do namorado. Ou
mesmo a chegada da pizza.
O aviso sonoro de que entrou um torpedo no seu celular. A sirene da fábrica
anunciando o fim de mais um dia de trabalho. O sinal da hora do recreio. A música
que você mais gosta tocando no rádio do carro. Aumente o volume. O primeiro eu
te amo dito por quem você também começou a amar. E o mais raro de todos: o
silêncio absoluto.
(Martha Medeiros. Felicidade Crônica.Porto Alegre: L&PM, 2014)
Assinale a alternativa em que a palavra ou expressão em destaque, nos trechos do
texto, apresenta ideia de condição.
a) Eram quatro da manhã quando seu pai sofreu um colapso cardíaco.
b) E o mais aliviante para pais que possuem adolescentes baladeiros: o barulho da
chave abrindo a fechadura da porta.
c) O toque do interfone quando se aguarda ansiosamente a chegada do namorado.
Ou mesmo a chegada da pizza.
d) E aguardaram. Até que o garoto escutou um barulho lá fora.
e) Até a musiquinha que antecede a chamada a cobrar pode ser bem-vinda, se for
grande a ansiedade para se falar com alguém distante.
209) Concurso: Bomb/Pref Barretos/2018 Banca: VUNESP
A consultoria norte-americana McKinsey lançou em 2016 um relatório sobre
mobilidade urbana prevendo que o futuro das grandes cidades será definido por
tendências tecnológicas.
O estudo, feito em parceria com a consultoria Bloomberg New Energy Finance,
aposta que, nos próximos 10 a 15 anos, graças à integração de fenômenos como a
internet das coisas (conexão via internet entre objetos e equipamentos) e a
eletrificação do transporte, a locomoção ficará mais rápida, barata,limpa e eficiente.
Para sustentar a previsão, são citados fatos como o barateamento das baterias, o
surgimento de serviços de compartilhamento de carros e o crescimento do
investimento em tecnologias de carros autônomos. Segundo a pesquisa, existem
três modelos de mobilidade urbana avançada que podem ser alcançados até 2030.
O primeiro modelo, chamado de ―limpo e compartilhado‖, é mais provável de
acontecer em regiões metropolitanas densas e que se encontram em estágio de
desenvolvimento, como Nova Deli, Mumbai e Cidade do México. Como essas
cidades não se adaptariam facilmente ao uso de carros autônomos, por causa da
falta de infraestrutura, a alternativa seria chegar a um transporte mais limpo, com
a adoção de veículos elétricos, a otimização da mobilidade compartilhada e a
limitação do número de carros próprios nas ruas.
Para cidades já desenvolvidas e com uma grande região suburbana, como Los
Angeles, o modelo seria o de ―autonomia privada‖. Nesses lugares, o uso de carros
continuaria essencial, mas as pessoas adotariam tecnologias como carros
autônomos e elétricos. A conectividade pode facilitar a cobrança de taxas e multas
em situações de mais congestionamento. O compartilhamento de carros também
pode ser uma opção, mas sem substituir os carros próprios em grande escala.
O modelo mais radical é o de ―mobilidade integrada‖, com potencial para ser
alcançado em cidades muito povoadas e de renda alta, como Chicago, Hong Kong,
Cingapura e Londres. Nesse sistema, a mobilidade seria predominantemente feita
sob demanda, com opções limpas, baratas e flexíveis – como carros autônomos,
carros compartilhados e transporte público de altíssima qualidade. O uso de
veículos elétricos seria mais comum, motivado por incentivos econômicos, e tudo
seria facilitado pelo uso de plataformas de software que controlam os fluxos de
tráfego e promovem a mobilidade como um serviço.
O relatório não cita nenhuma cidade brasileira.
(“Estudo aponta que locomoção será mais rápida e barata
em até 15 anos”. www.folha.uol.com.br. Adaptado)
O vocábulo destacado em – Como essas cidades não se adaptariam facilmente ao
uso de carros autônomos, por causa da falta de infraestrutura, a alternativa seria
chegar a um transporte mais limpo... – estabelece relação de
a) oposição, com sentido equivalente a: ―Ao passo que‖.
b) causa, com sentido equivalente a: ―Tendo em vista que‖.
c) finalidade, com sentido equivalente a: ―A fim de que‖.
d) comparação, com sentido equivalente a: ―Do mesmo modo que‖.
e) concessão, com sentido equivalente a: ―Ainda que‖.
210) Concurso: AgAd/Pref Registro/2018 Banca: VUNESP
Logística reversa* e sustentabilidade
Nos últimos anos, a sustentabilidade se tornou um dos temas mais discutidos no
setor empresarial. Isso é fruto, principalmente, da conscientização social. O ser
humano está cada vez mais certo de que os recursos naturais que utiliza são
finitos. Dessa maneira, se não nos preocuparmos com o planeta, as próximas
gerações estarão ameaçadas. O tripé reduzir, reutilizar e reciclar é uma tendência
cada vez mais presente em nossa sociedade.
Com leis relacionadas às questões ambientais muito mais rígidas, as empresas e
indústrias brasileiras se viram na obrigação de desenvolver projetos voltados à
logística reversa. Hoje em dia, já não basta reaproveitar e remover os refugos do
processo de produção. O fabricante é responsável por todas as etapas até o fim da
vida útil do produto. Por isso, a logística reversa está cada vez mais presente nas
operações das empresas. O investimento para o desenvolvimento de embalagens
mais sustentáveis, retornáveis ou descartáveis, vem promovendo não só a queda
do peso dos recipientes, o que já colabora para a redução do impacto ambiental,
mas também a diminuição dos custos de industrialização, por serem mais leves.
Outro ponto favorável fica por conta do crédito perante a opinião pública, já que as
empresas demonstram que também se preocupam com o meio ambiente.
Ambos os lados se beneficiam com a logística reversa. O consumidor atende sua
consciência ecológica, recuperando parte do valor do produto, enquanto a empresa
fabrica novos produtos com menos custos e insumos. Quem está no meio dessa
cadeia também se beneficia, já que novas oportunidades de negócios são geradas e
há uma inserção maior no mercado de trabalho para uma parcela marginalizada da
sociedade.
Fica evidente que a logística reversa é uma forma eficiente de recuperar os
produtos e materiais descartados das empresas. Atualmente, as empresas
modernas já entenderam que, além de lucratividade, é necessário atender aos
interesses sociais, ambientais e governamentais, para atingir a sustentabilidade. É
preciso satisfazer governos, comunidade, clientes, funcionários e fornecedores, que
avaliam a empresa por diferentes ângulos. A logística reversa ainda está em
difusão no Brasil, aplicada ora somente por empresas de grande e médio porte. O
potencial de crescimento nos próximos anos, porém, é muito promissor.
(Nili Cini Junior. Revista Planeta. junho 2018. ano 46. Edição 54. Adaptado)
* Logística reversa é um instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um
conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos
resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos
produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada.
Assinale a alternativa em que a palavra ou expressão em destaque no trecho do
texto apresenta ideia de condição.
a) Dessa maneira, se não nos preocuparmos com o planeta, as próximas gerações
estarão ameaçadas.
b) Por isso, a logística reversa está cada vez mais presente nas operações das
empresas.
c) ... enquanto a empresa fabrica novos produtos com menos custos e insumos.
d) ... já que novas oportunidades de negócios são geradas e há uma inserção
maior no mercado de trabalho.
e) O potencial de crescimento nos próximos anos, porém, é muito promissor.
211) Concurso: Ana Tran/Pref SBC/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Muita gente acha que rir no escritório pode dar a impressão de que está ―faltando
serviço‖. Discussões que até pouco tempo eram presenciais, realizadas na mesa de
um colega, acontecem cada vez mais por e-mail ou programas de troca de
mensagens instantâneas. Nesse cenário, o bate-papo pode, muitas vezes, parecer
prescindível. Contudo, e se, em vez de sinalizar ociosidade, rir com os colegas for
algo que favoreça a colaboração da equipe e estimule a inovação? Depois de anos
sem dar muita atenção ao riso, os cientistas estão começando a chegar a essa
conclusão.
Nas últimas duas décadas, muitos estudos sobre o tema foram conduzidos pelo
neurocientista Robert Provine, professor de psicologia na Universidade de Maryland,
em Baltimore, nos Estados Unidos.
Uma de suas pesquisas mostrou que, no ambiente de trabalho, o riso é
desencadeado principalmente por conversas triviais a partir de comentários como
―vamos dar um jeito nisso‖, ―acho que já terminei‖ ou ―pronto, aqui está‖. Quem
não se lembra de situações no trabalho em que um simples bate-papo tenha
acabado em risada? Não são piadas, mas momentos de conexão com os colegas.
O riso é um sinal subconsciente de que estamos em um estado de relaxamento e
segurança, afirma a professora Sophie Scott, da University College London (UCL),
no Reino Unido. Por exemplo, muitos mamíferos manifestam reações semelhantes
ao riso, mas podem ser interrompidos por causa de certos estados emocionais. Em
outras palavras, se os membros de uma equipe estão rindo juntos, isso significa
que eles baixaram a guarda. Isso é importante, pois há pesquisas indicando que,
quando nossos cérebros estão relaxados, conseguimos associar livremente as ideias
com mais facilidade, o que pode potencializar a criatividade.
Os cientistas John Kounios, da Universidade Drexel, na Pensilvânia, e Mark
Beeman, da Universidade Northwestern, em Illinois, fizeram um experimento para
ver se o riso ajudava um grupo a resolver complicados testes de lógica. O estudo
mostrou que uma breve gargalhada aumentava em 20% a taxa de resolução dos
testes. Segundo Kounios e Beeman, a aparente falta de concentração relacionada
ao riso permite à mente manipular e conectar conceitos de uma forma que a
concentração estrita não conseguiria.
(Bruce Daisley. “Como o riso ajuda a melhorar o desempenho no trabalho”. www.bbc.com,
27.06.2018. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a primeira parte da frase expressa, em relacão à
segunda, noção temporal.
a) E se rir com os colegas / for algo que favoreça a colaboração da equipe?
b) Muitos mamíferos manifestam reações semelhantes ao riso, / mas podem ser
interrompidos por causa de certos estados emocionais.
c) Isso é importante, / pois há pesquisas indicando que um cérebro relaxado
associa livremente as ideias com mais facilidade.
d) Quando nossos cérebros estão relaxados, / conseguimos associar livremente as
ideias com mais facilidade.
e) Uma breve gargalhada / aumentava em 20% a taxa de resolução dos testes.
212) Concurso: Of Adm I/Pref SBC/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
O empresário Luiz Figueiredo usou 1 150 painéis solares para cobrir o lago de sua
fazenda e gerar a própria energia. O consultor Carlos Tabacow instalou 18 placas
no teto de sua casa, o que lhe permitiu se livrar da conta de luz. No Rio, uma
escola cobriu o telhado com 50 painéis e agora produz metade da energia que
consome. Iniciativas como essas começaram a se espalhar pelo país e têm
garantido uma escalada dos projetos de microgeração de energia solar no Brasil.
Do ponto de vista climático, as condições são favoráveis, uma vez que a irradiação
solar no Brasil é ideal para a produção elétrica. Ainda que hoje o mercado de
equipamentos para captação de energia solar engatinhe no país, as condições
climáticas propícias, aliadas ao fato de que no futuro os consumidores estarão cada
vez mais aptos a gerar a própria energia, têm provocado uma corrida das empresas
para conquistar um pedaço desse mercado.
(Renée Pereira. “Energia solar avança no Brasil e atrai empresas”.
https://economia.estadao.com.br, 01.07.2018. Adaptado)
A locução ―ainda que‖, em destaque no segundo parágrafo do texto, é usada, no
período em que se encontra, para estabelecer entre as orações uma relação de
a) oposição.
b) concessão.
c) explicação.
d) conclusão.
e) exemplificação.
213) Concurso: Sold/PM SP/2ª Classe/2018 Banca: VUNESP
A grama do vizinho
Ao amadurecermos, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde
coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco. Converso com mulheres que
estão entre os 40 e 50 anos, todas com profissão, marido, filhos, saúde, e ainda
assim elas trazem dentro delas um não-sei-o-quê perturbador, algo que as
incomoda, mesmo estando tudo bem.
Passei minha adolescência com esta sensação: a de que algo muito animado estava
acontecendo em algum lugar para o qual eu não tinha convite. É uma das
características da juventude: considerar-se deslocado e impedido de ser feliz como
os outros são, ou aparentam ser. Só que chega uma hora em que é preciso deixar
de ficar tão ligada na grama do vizinho.
As festas em outros apartamentos são fruto da nossa imaginação, que é infectada
por falsos holofotes e falsas notícias. Os notáveis alardeiam muito suas vitórias,
mas falam pouco das suas angústias, não dão bandeira das suas fraquezas, então
fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando
na verdade a festa lá fora não está tão animada assim. Ao amadurecermos,
descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma.
Estamos todos no mesmo barco, com motivos para dançar pela sala e também
motivos para nos refugiarmos no escuro, alternadamente. Só que os motivos para
nos refugiarmos no escuro raramente são divulgados.
Nesta era de exaltação de celebridades, fica difícil mesmo achar que a vida da
gente tem graça. Mas, tem. Paz interior, amigos leais, nossas músicas, livros,
fantasias, desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na nossa
biografia. Ou será que é tão divertido passar dois dias na Ilha de Caras
fotografando junto a todos os produtos dos patrocinadores? Compensa passar a
vida comendo alface para ter o corpo que a profissão de modelo exige? Estarão
mesmo todos realizando um milhão de coisas interessantes? Favor não confundir
uma vida sensacional com uma vida sensacionalista.
As melhores festas acontecem dentro do nosso próprio apartamento.
(Martha Medeiros,www.refletirpararefletir.com.br/cronicas -de-martha-medeiros/ Adaptado.
Acessado em 09.08.2018)
Assinale a alternativa que completa o trecho a seguir, com uma frase que introduz
ideia de condição.
Fica difícil mesmo achar que a vida da gente tem graça,
a) porque não cultivamos amigos leais, músicas, livros e fantasias.
b) se não cultivarmos amigos leais, músicas, livros e fantasias.
c) mas não cultivamos amigos leais, músicas, livros e fantasias.
d) antes de cultivarmos amigos leais, músicas, livros e fantasias.
e) pois não cultivamos amigos leais, músicas, livros e fantasias.
214) Concurso: Sarg/PM SP/CFS/2018 Banca: VUNESP
Google abandona seus ideais de juventude
Todo mundo precisa amadurecer um dia. Para o Google, essa transição do
idealismo da juventude para o realismo ranzinza da meia-idade está em curso.
A mais recente prova do pragmatismo do Google é o projeto Dragonfly, uma versão
do serviço de buscas que pode se enquadrar às normas de censura da China para
que a empresa volte a oferecer esse produto no país, depois de suspendê-lo em
2010. Esse não é o primeiro exemplo de transformação do lema da empresa, ―não
seja mau‖, para algo mais parecido com ―caia na real‖.
Além de irritar o público e legisladores, essas práticas de negócios inspiraram
reações adversas de parte dos empregados da companhia e colocaram em risco a
capacidade de o Google recrutar os grandes talentos da tecnologia.
Os críticos internos e externos afirmam que abandonar a missão idealista que a
empresa um dia se atribuiu poderia conduzir a usos ainda menos éticos de sua
poderosa tecnologia. Se a empresa não administrar bem as prioridades, a
disposição de confiar nela, da parte de seus empregados e clientes, poderia erodir,
o que colocaria em risco seu crescimento.
―Quando você começa com uma empresa ética, apegada à sua missão, e remove a
ética, isso cria um problema‖, disse Tiffany Li, pesquisadora da escola de direito da
Universidade Yale. ―Se o Google tiver uma versão de seu serviço de buscas aberta à
censura, para a China, outros países pedirão a mesma coisa‖, afirmou.
Em um setor no qual as maiores empresas crescem ao investir nelas mesmas e em
sua tecnologia, a tentativa do Google de amadurecer significa entrar em um jogo
perigoso, não só para a democracia mundial, mas para os lucros da empresa.
(Christopher Mims. The Wall Street Journal. Disponível e https://www1.folha.uol.com.br/ 28.08.18.
Adaptado)
● ―Se a empresa não administrar bem as prioridades...‖
Assinale a alternativa em que, na reescrita da frase, o termo ―Se‖, em destaque,
está adequadamente substituído, sem alteração do sentido original do texto e de
acordo com a norma-padrão da língua.
a) Caso a empresa não administre bem as prioridades...
b) Para a empresa não administrar bem as prioridades...
c) Por isso a empresa não administra bem as prioridades...
d) Contudo a empresa não administra bem as prioridades...
215) Concurso: ETJ/TJM SP/2017 Banca: VUNESP
Leia a tirinha.
(Bill Watterson. O melhor de Calvin, 09.11.2016. http://m.cultura.estadao.com.br)
No primeiro quadrinho, os comentários ―Já que sua mãe está doente‖ e ―hoje eu
farei o jantar‖ estabelecem entre si relação de
a) causa e consequência.
b) condição e conformidade.
c) finalidade e modo.
d) conclusão e concessão.
e) proporção e explicação.
216) Concurso: Ass Adm I/UNESP/Campus Itapeva/2017 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Fogo e Madeira
Não foi pouco para um único dia de fiscalização. Dois caminhões, um trator, uma
camionete e uma pá carregadeira foram inutilizados pelo Ibama*, por servirem à
extração ilegal de madeira na divisa entre Rondônia e Mato Grosso.
Embora os agentes do instituto tivessem o que comemorar, seria incorreto
qualificar como êxito o que ocorreu – pelo menos de uma perspectiva mais
alongada no tempo.
A facilidade com que se encontraram sinais flagrantes de desmatamento nada mais
revela do que o extremo de sem-cerimônia dos madeireiros ilegais na Amazônia.
Autorizada por decreto de 2008, a destruição dos equipamentos empregados nessa
atividade predatória parece ser uma das poucas punições efetivamente ressentidas
pelos infratores. Levada a cabo por meio de helicópteros, a ação do Ibama
afugenta, pelo mero estardalhaço de sua aproximação, os responsáveis diretos pelo
crime.
Porém, mal os helicópteros levantam voo novamente, o desmatamento prossegue.
Operações dessa monta se fazem de raro em raro, e os madeireiros não chegam a
abalar-se da área protegida.
Além da óbvia extensão da floresta, outros fatores tornam complexa a fiscalização.
Madeireiros possuem, por exemplo, licença para a exploração sustentável do
recurso natural, mas a utilizam para enveredar em áreas protegidas.
Iniciativas mais extensas e difíceis, mas de maior alcance, envolveriam o
engajamento da população em outras atividades atraentes do ponto de vista
econômico. A falta de alternativas de trabalho sem dúvida explica por que
madeireiros ilegais encontram algum apoio entre os habitantes da região. Ainda
que fulgurante, a ação de poucos fiscais será incapaz de interromper o
desmatamento.
* Ibama: Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis
(Folha de S.Paulo, 24.12.2016. Adaptado)
Sem prejuízo de sentido do texto, no último parágrafo ―Ainda que fulgurante, a
ação de poucos fiscais será incapaz de interromper o desmatamento.‖, o trecho
destacado pode ser substituído por:
a) Caso seja fulgurante
b) Como é fulgurante
c) Apesar de ser fulgurante
d) Enquanto for fulgurante
e) Conforme seja fulgurante
217) Concurso: Aux AA/CM Mogi Cruzes/2017 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
O substituto da vida
Quando meu instrumento de trabalho era a máquina de escrever, eu me sentava a
ela, escrevia o que tinha de escrever, relia para ver se era aquilo mesmo, fechava a
máquina, entregava a matéria e ia à vida.
Se trabalhasse num jornal, isso incluiria discutir futebol com o pessoal da editoria
de esporte, ir à esquina comer um pastel ou dar uma fugida ao cinema.
Se já trabalhasse em casa, ao terminar de escrever eu fechava a máquina e abria
um livro, escutava um disco ou dava um pulo rapidinho à praia. Só reabria a
máquina no dia seguinte.
Hoje, diante do computador, termino de produzir um texto, vou à lista de
mensagens para saber quem me escreveu, deleto mensagens inúteis, respondo às
que precisam de resposta, eu próprio mando mensagens inúteis. Quando me dou
conta, já é noite lá fora e não saí da frente da tela.
Com o smartphone seria pior ainda. Ele substituiu a caneta, o bloco, a agenda, o
telefone, a banca de jornais, a máquina fotográfica, o álbum de fotos, a câmera de
cinema, o DVD, o correio, a secretária eletrônica, o relógio de pulso, o despertador,
o gravador, o rádio, a TV, o CD, a bússola, os mapas, a vida. É por isso que nem
lhe chego perto – temo que ele me substitua também.
(Ruy Castro. Folha de S.Paulo. 02.01.2016. Adaptado)
Considere o seguinte trecho do texto:
Se já trabalhasse em casa, ao terminar de escrever eu fechava a máquina e abria
um livro, escutava um disco…
Nesse segmento, a frase – Se já trabalhasse em casa – estabelece
a) uma conclusão do autor sobre as ações de abrir um livro ou escutar um disco
após terminar de escrever.
b) uma explicação do autor quanto às ações de abrir um livro ou escutar um disco
após terminar de escrever.
c) uma condição para que o autor realizasse as ações de abrir um livro ou escutar
um disco após terminar de escrever.
d) uma consequência para as ações do autor de abrir um livro ou escutar um disco
após terminar de escrever.
e) a finalidade do autor ao realizar as ações de abrir um livro ou escutar um disco
após terminar de escrever.
218) Concurso: Aux AA/CM Mogi Cruzes/2017 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
O substituto da vida
Quando meu instrumento de trabalho era a máquina de escrever, eu me sentava a
ela, escrevia o que tinha de escrever, relia para ver se era aquilo mesmo, fechava a
máquina, entregava a matéria e ia à vida.
Se trabalhasse num jornal, isso incluiria discutir futebol com o pessoal da editoria
de esporte, ir à esquina comer um pastel ou dar uma fugida ao cinema.
Se já trabalhasse em casa, ao terminar de escrever eu fechava a máquina e abria
um livro, escutava um disco ou dava um pulo rapidinho à praia. Só reabria a
máquina no dia seguinte.
Hoje, diante do computador, termino de produzir um texto, vou à lista de
mensagens para saber quem me escreveu, deleto mensagens inúteis, respondo às
que precisam de resposta, eu próprio mando mensagens inúteis. Quando me dou
conta, já é noite lá fora e não saí da frente da tela.
Com o smartphone seria pior ainda. Ele substituiu a caneta, o bloco, a agenda, o
telefone, a banca de jornais, a máquina fotográfica, o álbum de fotos, a câmera de
cinema, o DVD, o correio, a secretária eletrônica, o relógio de pulso, o despertador,
o gravador, o rádio, a TV, o CD, a bússola, os mapas, a vida. É por isso que nem
lhe chego perto – temo que ele me substitua também.
(Ruy Castro. Folha de S.Paulo. 02.01.2016. Adaptado)
O termo em destaque na frase – É por isso que nem lhe chego perto… – forma
uma expressão indicativa de
a) causa.
b) modo.
c) estado.
d) oposição.
e) finalidade.
219) Concurso: Esc/TJ SP/2017 Banca: VUNESP
Há quatro anos, Chris Nagele fez o que muitos executivos no setor de tecnologia já
tinham feito – ele transferiu sua equipe para um chamado escritório aberto, sem
paredes e divisórias.
Os funcionários, até então, trabalhavam de casa, mas ele queria que todos
estivessem juntos, para se conectarem e colaborarem mais facilmente. Mas em
pouco tempo ficou claro que Nagele tinha cometido um grande erro. Todos estavam
distraídos, a produtividade caiu, e os nove empregados estavam insatisfeitos, sem
falar do próprio chefe.
Em abril de 2015, quase três anos após a mudança para o escritório aberto, Nagele
transferiu a empresa para um espaço de 900 m² onde hoje todos têm seu próprio
espaço, com portas e tudo.
Inúmeras empresas adotaram o conceito de escritório aberto – cerca de 70% dos
escritórios nos Estados Unidos são assim – e até onde se sabe poucos retornaram
ao modelo de espaços tradicionais com salas e portas.
Pesquisas, contudo, mostram que podemos perder até 15% da produtividade,
desenvolver problemas graves de concentração e até ter o dobro de chances de
ficar doentes em espaços de trabalho abertos – fatores que estão contribuindo para
uma reação contra esse tipo de organização.
Desde que se mudou para o formato tradicional, Nagele já ouviu colegas do setor
de tecnologia dizerem sentir falta do estilo de trabalho do escritório fechado. ―Muita
gente concorda – simplesmente não aguentam o escritório aberto. Nunca se
consegue terminar as coisas e é preciso levar mais trabalho para casa‖, diz ele.
É improvável que o conceito de escritório aberto caia em desuso, mas algumas
firmas estão seguindo o exemplo de Nagele e voltando aos espaços privados.
Há uma boa razão que explica por que todos adoram um espaço com quatro
paredes e uma porta: foco. A verdade é que não conseguimos cumprir várias
tarefas ao mesmo tempo, e pequenas distrações podem desviar nosso foco por até
20 minutos.
Retemos mais informações quando nos sentamos em um local fixo, afirma Sally
Augustin, psicóloga ambiental e de design de interiores.
(Bryan Borzykowski, “Por que escritórios abertos podem s
ser ruins para funcionários.” Disponível em:<www1.folha.uol.com.br>. Acesso em: 04.04.2017.
Adaptado)
É correto afirmar que a expressão – contudo –, destacada no quinto parágrafo,
estabelece uma relação de sentido com o parágrafo
a) posterior, expondo argumentos favoráveis à adoção do modelo de escritórios
abertos.
b) anterior, confirmando com estatísticas o sucesso das empresas que adotaram o
modelo de escritórios abertos.
c) anterior, introduzindo informações que se contrapõem à visão positiva acerca
dos escritórios abertos.
d) posterior, contestando com dados estatísticos o formato tradicional de escritório
fechado.
e) anterior, atestando a eficiência do modelo aberto com base em resultados de
pesquisas.
220) Concurso: Esc/TJ SP/2017 Banca: VUNESP
O ônibus da excursão subia lentamente a serra. Ele, um dos garotos no meio da
garotada em algazarra, deixava a brisa fresca bater-lhe no rosto e entrar-lhe pelos
cabelos com dedos longos, finos e sem peso como os de uma mãe. Ficar às vezes
quieto, sem quase pensar, e apenas sentir – era tão bom. A concentração no sentir
era difícil no meio da balbúrdia dos companheiros.
E mesmo a sede começara: brincar com a turma, falar bem alto, mais alto que o
barulho do motor, rir, gritar, pensar, sentir, puxa vida! Como deixava a garganta
seca.
A brisa fina, antes tão boa, agora ao sol do meio-dia tornara-se quente e árida e ao
penetrar pelo nariz secava ainda mais a pouca saliva que pacientemente juntava.
Não sabia como e por que mas agora se sentia mais perto da água, pressentia-a
mais próxima, e seus olhos saltavam para fora da janela procurando a estrada,
penetrando entre os arbustos, espreitando, farejando.
O instinto animal dentro dele não errara: na curva inesperada da estrada, entre
arbustos estava... o chafariz de pedra, de onde brotava num filete a água sonhada.
O ônibus parou, todos estavam com sede mas ele conseguiu ser o primeiro a
chegar ao chafariz de pedra, antes de todos.
De olhos fechados entreabriu os lábios e colou-os ferozmente no orifício de onde
jorrava a água. O primeiro gole fresco desceu, escorrendo pelo peito até a barriga.
Era a vida voltando, e com esta encharcou todo o seu Abriu-os e viu bem junto de
sua cara dois olhos de estátua fitando-o e viu que era a estátua de uma mulher e
que era da boca da mulher que saía a água.
E soube então que havia colado sua boca na boca da estátua da mulher de pedra. A
vida havia jorrado dessa boca, de uma boca para outra.
Intuitivamente, confuso na sua inocência, sentia-se intrigado. Olhou a estátua nua.
Ele a havia beijado.
Sofreu um tremor que não se via por fora e que se iniciou bem dentro dele e
tomou-lhe o corpo todo estourando pelo rosto em brasa viva.
(Clarice Lispector, “O primeiro beijo”. Felicidade clandestina. Adaptado)
Na passagem do 4ª parágrafo – Não sabia como e por que mas agora se sentia
mais perto da água, pressentia- a mais próxima – as expressões destacadas
trazem ao contexto, correta e respectivamente, as ideias de
a) comparação, causa e tempo.
b) modo, dúvida e lugar.
c) comparação, dúvida e tempo.
d) modo, causa e intensidade.
e) modo, causa e lugar.
221) Concurso: Esc/CM Sumaré/2017 Banca: VUNESP
Leia o texto “Ser perspicaz no trabalho” para responder à questão.
As redes sociais, as mensagens eletrônicas e o bate-papo on-line têm dado novos
horizontes ao trabalho contemporâneo, mas cobram um preço alto: tornam mais
evidentes as fragilidades de comunicação dos profissionais do mercado. Saber como
e quando falar com colegas de trabalho, superiores hierárquicos, clientes e
fornecedores nem sempre é de conhecimento notório dos brasileiros.
Segundo especialistas, uma das armadilhas é confundir o ambiente mais livre da
internet com as exigências da vida profissional. Outra preocupação é com o tempo
que vai ser gasto com cada uma das conversas, por isso o desafio é conseguir se
comunicar de forma clara e objetiva, com o cuidado de transmitir todas as
informações necessárias, sem prolongar inutilmente a troca de mensagens.
Para a professora de língua portuguesa Íris Gardino, é essencial saber qual é o grau
de formalidade necessário para os comunicados de trabalho. ―Normalmente, as
pessoas não recebem qualquer formação para lidar com essas situações. Alguns
exageram em formalismos desnecessários e outros acabam escrevendo como se
estivessem em um bate-papo com amigos.‖
Ela cita como informalidade excessiva o hábito que as pessoas desenvolvem na
internet de abreviar o maior número de palavras possível, de empregar termos
vagos e imprecisos e de usar formatações de texto menos convencionais, como o
uso indiscriminado de fontes, cores de letras, caixa alta e itálico. O problema,
segundo a professora, é que muitos profissionais não desenvolvem a habilidade de
escrever de forma correta e coerente e ficam dependentes de ferramentas, como os
revisores de texto, que apresentam falhas.
Já Celi Langhi, professora na área de gestão de pessoas, chama a atenção para os
profissionais que diante de outros colegas muitas vezes se concentram apenas na
parte verbal do discurso, mas esquecem que o gestual e a expressão corporal deles
no momento em que estão falando também vão gerar uma interpretação para
quem está ouvindo a mensagem. ―Um elogio feito de maneira displicente pode ser
interpretado como uma ironia e vai causar o efeito inverso do pretendido‖,
exemplifica a especialista.
(Leonardo Fuhrmann. Revista Língua Portuguesa, janeiro de 2014. Adaptado)
Entre as alternativas elaboradas a partir das ideias do último parágrafo, assinale
aquela em que a expressão destacada indica finalidade.
a) Um elogio, se feito com displicência, pode ser compreendido ironicamente.
b) Fazer elogios é uma atitude saudável, porém deve ser caracterizada por
franqueza e espontaneidade.
c) Para que um elogio seja interpretado sem ambiguidades, não pode ser feito
com descaso.
d) Ainda que seja atitude positiva, o elogio deve ser feito de forma clara e sem
dar margem a ambiguidades.
e) Como um elogio pode ser mal compreendido, é essencial que ele seja feito com
clareza.
222) Concurso: Esc/CM Sumaré/2017 Banca: VUNESP
Leia o texto ―Procura-se restaurante sem TV‖, para responder à questão.
No fim de semana passado, fui com a família a um dos nossos restaurantes
prediletos. É um desses lugares com cardápio gigante e pratos idem, ideal para um
almoção de domingo. Um dos atrativos do lugar é um agradável jardim com mesas
ao ar livre. O jardim é a parte do restaurante preferida por famílias. Fica cheio de
crianças nos fins de semana.
Ao chegar, tivemos uma surpresa: o restaurante havia colocado uma enorme
televisão no jardim, com caixas de som espalhadas por todo o lugar. A TV exibia –
juro – um programa sobre o cultivo de orégano.
Somos clientes antigos do lugar. Vamos tanto que até conhecemos os donos.
Perguntei por que haviam decidido instalar o aparelho.
―Cansei de perder clientes porque não tínhamos TV‖, disse um dos proprietários.
―Tem gente que chega aqui, pergunta se tem TV e, quando digo que não, vai
embora.‖
Triste, mas verdadeiro: achar um restaurante sem TV está ficando cada vez mais
difícil. Entendo que um restaurante de PF ou de almoço comercial tenha TV nas
paredes para os clientes verem as notícias ou os gols da noite anterior. É claro que
já fui com amigos a bares para assistir a jogos. Ninguém é contra a televisão. Mas
não consigo entender como uma família prefere ficar vendo um programa sobre
plantação de orégano a conversar.
Nosso almoço foi uma depressão só: o som do programa impedia qualquer
tentativa de comunicação. Era impossível escapar do barulho da TV, já que as
caixas cobriam toda a área do lugar.
O pior é que o dono do restaurante tinha razão: as famílias pareciam estar
gostando do programa. Na mesa ao lado, um casal passou o almoço todo sem
trocar uma palavra, aparentemente hipnotizado pelas informações sobre a melhor
época para plantar orégano.
Perdemos outro de nossos restaurantes favoritos. Uma pena. Mas tenho certeza de
que o lugar, agora com TV, não vai sentir nossa falta.
(André Barcinski, Folha de S.Paulo, 09.05.2012. Adaptado)
No sétimo parágrafo, em ―O pior é que o dono do restaurante tinha razão: as
famílias pareciam estar gostando do programa.‖, os dois-pontos introduzem na
frase
a) uma suposição e podem ser substituídos corretamente por ―portanto‖.
b) uma citação e podem ser substituídos corretamente por ―porque‖.
c) uma advertência e podem ser substituídos corretamente por ―todavia‖.
d) uma justificativa e podem ser substituídos corretamente por ―pois‖.
e) um esclarecimento e podem ser substituídos corretamente por ―entretanto‖.
223) Concurso: Asst/CM Valinhos/Administrativo/2017 Banca: VUNESP
Funcionário novo deve evitar ser invasivo
No mercado de trabalho, a primeira impressão nem sempre é a que fica. Para os
novatos ansiosos em mostrar serviço, saber disso pode ajudar a controlar as
expectativas.
―As empresas costumam ser complacentes com quem está começando. Ninguém é
excepcional na primeira semana. O desempenho se mostra no dia a dia‖, diz a
psicóloga Myrt Cruz.
Ela afirma que, para passar pelos primeiros dias de trabalho de forma tranquila, é
preciso anotar tudo: tarefas, sistemas utilizados e nomes de chefes, colegas e
clientes.
A estratégia foi usada por Matheus C., 26, contratado há alguns meses por um
escritório de advocacia. ―Eu me sentia bobo, não sabia nem usar a impressora.‖
A mudança deixou o advogado inseguro, já que estava saindo de uma empresa
grande e indo para uma menor, para assumir mais responsabilidades.
Para se acalmar, encarou a novidade como um desafio, e foi mais simples do que
ele pensava.
Uma regra de ouro, de acordo com Cruz, é ir com calma. Isso vale inclusive na hora
de tirar dúvidas. É preciso bom senso para não importunar colegas ou invadir o
espaço do outro.
―Tento estar sempre dentro das conversas da equipe.
Uma parte do aprendizado é perguntar para os outros, mas a outra é observação‖,
diz Natalia C., 27, contratada por uma agência de publicidade.
Para Fátima Motta, professora e consultora de carreira, é fundamental ser humilde
e mostrar boa vontade. ―Cada vez mais precisamos de profissionais sem frescura,
que façam o que precisa ser feito.‖
Érika A., 21, foi bem recebida em seu novo trabalho, mas considera que sua
motivação foi essencial para garantir um aprendizado rápido. ―Não fiquei parada.
Tem que mostrar entusiasmo, porque quanto mais interessada você está, mais
conteúdo vão te passar.‖
Já os profissionais mais velhos são contratados também pela bagagem que
adquiriram em empregos anteriores, todavia precisam tomar cuidado para não
deixar suas experiências passadas contaminarem o novo trabalho.
De acordo com Cruz, eles não devem insistir em trabalhar da mesma forma, ainda
que essa maneira tenha funcionado antes. É preciso respeitar a cultura e a
identidade da empresa atual.
(Ana Luiza Tiegui. Folha de S.Paulo, 16.07.2017. Adaptado)
É necessário respeitar o perfil da empresa atual, _______ os profissionais mais
velhos não devem insistir em trabalhar da mesma forma, ________ essa forma
tenha dado certo no passado.
Mantendo-se o sentido do texto, as lacunas dessa frase devem ser preenchidas,
respectivamente, por:
a) por isso ... mesmo que
b) portanto ... tanto que
c) entretanto ... enquanto
d) assim ... à medida que
e) uma vez que ... exceto se
224) Concurso: Asst/CM Valinhos/Administrativo/2017 Banca: VUNESP
Considere a charge.
(Tom Toles. Folha de S.Paulo, 24.11.2013. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o termo destacado, no trecho que completa a fala da
personagem, apresenta ideia de oposição.
a) ... desde que a pontualidade e o conforto para os clientes foram
reconsiderados.
b) ... todavia o espaço entre os assentos e o conforto para os passageiros
diminuíram.
c) ... por conseguinte os lucros devem ter aumentado consideravelmente.
d) ... porque a falta de espaço entre os assentos e o desconforto não incomodam
os passageiros.
e) ... como o número de assentos e de voos internacionais que elas disponibilizam.
225) Concurso: Aux Lg/CM Itanhaém/2017 Banca: VUNESP
Personagem do imaginário popular e de uma novela, a marquesa de Santos,
célebre amante de dom Pedro I, aos poucos deixa o rodapé da história para ganhar
personalidade, ambição e protagonismo mais nítidos. A partir de arquivos pouco
estudados, pesquisadores e historiadores redesenham a trajetória da paulista
Domitila de Castro Canto e Melo como uma mulher forte, independente, pragmática
e de excepcional tino financeiro. ―Domitila era plural, muito mais que uma amante‖,
resume o historiador Paulo Rezzutti, que está relançando seu livro Domitila – A
verdadeira História da Marquesa de Santos, de 2013, com documentos inéditos e
reveladores.
O mais significativo, em termos históricos, é o diário que confirma a existência do
primeiro dos cinco filhos dos dois amantes, um menino sobre o qual se especulava
haver nascido, mas de quem não se tinha notícia de ter sobrevivido.
Mesmo sendo criticada pelas costas e alvo constante de caricaturas e artigos
injuriosos, Domitila, mulher bonita, inteligente e alegre, experimentou ascensão
social meteórica na capital. Frequentava seus saraus todo mundo que era
importante. No ápice da trajetória de amante imperial, foi nomeada dama de honra
da pobre Leopoldina, que sofria com a situação, e ganhou o título de marquesa, o
segundo degrau da nobreza brasileira.
A paixão de Domitila e dom Pedro ficou registrada em cartas não recomendáveis
para menores. ―Ele a amava com amor selvagem, sem conhecer limites nem regras
de direito, moral ou religião‖, diz a historiadora Mary Del Priore, que pesquisou a
vida da marquesa.
(Luísa Bustamante, As faces de Domitila. Veja, 09.08.2017. Adaptado)
Para responder à questão, observe a relação de sentido entre as partes sinalizadas
na passagem a seguir.
(I) Mesmo sendo criticada pelas costas e alvo constante de caricaturas e artigos
injuriosos, (II) Domitila, mulher bonita, inteligente e alegre, experimentou
ascensão social meteórica na capital.
É correto afirmar que as ideias expressas no trecho (I) estabelecem, com as ideias
do trecho (II), relação de sentido de
a) causa.
b) concessão.
c) modo.
d) consequência.
e) condição
226) Concurso: Aux Lg/CM Itanhaém/2017 Banca: VUNESP
Leia o texto, para responder à questão.
Andava na calçada quando vi uma mulher vindo em minha direção, grudada no
celular e sem, portanto, olhar por onde ia. Se não desviasse dela, fatalmente nos
chocaríamos. Como sou intimamente malvado, parei de repente e dei meia-volta,
como se olhasse para trás: a senhora em questão bateu de frente com minhas
costas. Eu tinha contraído o corpo para receber o impacto e resisti bem, ela entrou
em tilt*, o celular caiu, percebeu que tinha esbarrado em alguém que não podia vê-
la e que, portanto, a responsabilidade de desviar era dela. Balbuciou algumas
desculpas, enquanto eu respondia com humanidade: ―Não se preocupe, isso é
comum hoje em dia.‖
Espero que o celular tenha se quebrado ao cair e aconselho a quem se encontrar
numa situação parecida que se comporte como eu.
(Umberto Eco, O celular e a rainha de “Branca de Neve”.
Pape Satàn Aleppe – crônicas de uma sociedade líquida.)
* Entrar em tilt: entrar em pane.
A expressão em destaque na passagem – ... percebeu que tinha esbarrado em
alguém que não podia vê-la e que, portanto, a responsabilidade de desviar era
dela. – expressa a ideia de
a) explicação, podendo ser substituída, com coerência, por porém.
b) causa, podendo ser substituída, com coerência, por porque.
c) tempo, podendo ser substituída, com coerência, por então.
d) modo, podendo ser substituída, com coerência, por assim.
e) conclusão, podendo ser substituída, com coerência, por logo.
227) Concurso: At SG/CM Marília/2017 Banca: VUNESP
Leia o texto de Lygia Fagundes Telles para responder à questão a seguir.
A disciplina do amor Foi na França, durante a Segunda Grande Guerra: um jovem
tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho.
Postava-se na esquina, um pouco antes das seis da tarde. Assim que via o dono, ia
correndo ao seu encontro e, na maior alegria, acompanhava-o com seu passinho
saltitante de volta à casa.
A vila inteira já conhecia o cachorro, e as pessoas que passavam faziam-lhe
festinhas e ele correspondia, chegava a correr todo animado atrás dos mais
íntimos. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em
que seu dono apontava lá longe.
Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi convocado. Pensa que o
cachorro deixou de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar
ansioso naquele único ponto, a orelha em pé, atenta ao menor ruído que pudesse
indicar a presença do dono bem-amado. Assim que anoitecia, ele voltava para casa
e levava sua vida normal de cachorro até chegar o dia seguinte. Então,
disciplinadamente, como se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao posto de
espera.
O jovem morreu num bombardeio, mas no pequeno coração do cachorro não
morreu a esperança. Quiseram prendê-lo, distraí-lo. Tudo em vão. Quando ia
chegando aquela hora, ele disparava para o compromisso assumido, todos os dias.
Com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram se esquecendo
do jovem soldado que não voltou. Casou-se a noiva com um primo. Os familiares
voltaram-se para outros familiares. Os amigos, para outros amigos. Só o cachorro
já velhíssimo continuou a esperá-lo na sua esquina. As pessoas estranhavam, mas
quem esse cachorro está esperando?… Uma tarde (era inverno) ele lá ficou, o
focinho voltado para ―aquela‖ direção.
(http://www.beatrix.pro.br/index.php/a-disciplina-do-amor-lygia-fagundes-telles/ Adaptado)
No primeiro parágrafo, em – Assim que via o dono, ia correndo ao seu encontro...
–, a expressão destacada indica tempo, como na frase da alternativa:
a) Aceitou a companhia do colega, se bem que não simpatizasse com ele.
b) Sentiu-se feliz, uma vez que o convidaram para a festa.
c) Trabalhou com afinco, portanto pôde pleitear o novo cargo.
d) Chegou cedo ao aeroporto, porém os voos estavam atrasados.
e) Logo que ele saiu de casa, começou um temporal.
228) Concurso: At SG/CM Marília/2017 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão abaixo.
A vida sem espelhos
Provavelmente você dá uma olhada no espelho antes de sair de casa. Dentro de um
elevador de paredes espelhadas, é certo que aproveita para ajeitar a roupa ou o
cabelo. As superfícies que refletem a luz são tão fáceis de serem encontradas no
ambiente urbano que é difícil imaginar o quanto elas foram disputadas no passado.
Tudo indica que a primeira vez que o ser humano viu seu reflexo foi na água. Isso
deve ter mudado por volta de 3000 a.C., quando povos da atual região do Irã
passaram a usar areia para polir metais e pedras. Esses espelhos refletiam apenas
contornos e formas. As imagens não eram nítidas, e o metal oxidava com
facilidade.
Pouco mudou até o fim do século 13. Nessa época, o homem já dominava técnicas
de fabricação do vidro, mas as peças eram claras demais, e por isso não tinham
nitidez. Até que, em Veneza, alguém teve a ideia de unir o vidro a chapas de metal.
―Os espelhos dessa época têm uma pequena camada metálica na parte posterior do
vidro. Assim, a imagem ficava nítida, e o metal não oxidava por ser protegido pelo
vidro‖, diz Claudio Furukawa, pesquisador do Instituto de Física da USP. Surgia
assim o espelho como o conhecemos até hoje.
Mas este era um produto raro e caro. Os chamados espelhos venezianos eram mais
valiosos que navios de guerra ou pinturas de gênios como os italianos Rafael e
Michelangelo. Com o advento da Revolução Industrial, o processo de fabricação
ficou bem mais barato e o preço caiu. ―Mesmo assim‖, afirma o antropólogo da
PUC-RJ José Carlos Rodrigues, ―o espelho só se popularizou e entrou nas casas de
todos a partir do século 20.‖
(Vinícius Rodrigues. Aventuras na História, julho de 2009. Adaptado)
A frase redigida de acordo com as ideias do texto está na alternativa:
a) Os metais polidos foram utilizados como espelhos rudimentares, caso a oxidação
do metal impedisse a boa nitidez das imagens.
b) Os metais polidos foram utilizados como espelhos rudimentares, portanto a
oxidação do metal impedia a boa nitidez das imagens.
c) Os metais polidos foram utilizados como espelhos rudimentares, para que a
oxidação do metal impedisse a boa nitidez das imagens.
d) Os metais polidos foram utilizados como espelhos rudimentares, porém a
oxidação do metal impedia a boa nitidez das imagens.
e) Os metais polidos foram utilizados como espelhos rudimentares, contanto que a
oxidação do metal impedisse a boa nitidez das imagens.
229) Concurso: At SG/CM Marília/2017 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão abaixo.
A vida sem espelhos
Provavelmente você dá uma olhada no espelho antes de sair de casa. Dentro de um
elevador de paredes espelhadas, é certo que aproveita para ajeitar a roupa ou o
cabelo. As superfícies que refletem a luz são tão fáceis de serem encontradas no
ambiente urbano que é difícil imaginar o quanto elas foram disputadas no passado.
Tudo indica que a primeira vez que o ser humano viu seu reflexo foi na água. Isso
deve ter mudado por volta de 3000 a.C., quando povos da atual região do Irã
passaram a usar areia para polir metais e pedras. Esses espelhos refletiam apenas
contornos e formas. As imagens não eram nítidas, e o metal oxidava com
facilidade.
Pouco mudou até o fim do século 13. Nessa época, o homem já dominava técnicas
de fabricação do vidro, mas as peças eram claras demais, e por isso não tinham
nitidez. Até que, em Veneza, alguém teve a ideia de unir o vidro a chapas de metal.
―Os espelhos dessa época têm uma pequena camada metálica na parte posterior do
vidro. Assim, a imagem ficava nítida, e o metal não oxidava por ser protegido pelo
vidro‖, diz Claudio Furukawa, pesquisador do Instituto de Física da USP. Surgia
assim o espelho como o conhecemos até hoje.
Mas este era um produto raro e caro. Os chamados espelhos venezianos eram mais
valiosos que navios de guerra ou pinturas de gênios como os italianos Rafael e
Michelangelo. Com o advento da Revolução Industrial, o processo de fabricação
ficou bem mais barato e o preço caiu. ―Mesmo assim‖, afirma o antropólogo da
PUC-RJ José Carlos Rodrigues, ―o espelho só se popularizou e entrou nas casas de
todos a partir do século 20.‖
(Vinícius Rodrigues. Aventuras na História, julho de 2009. Adaptado)
Considere a frase a seguir para responder à questão abaixo.
As superfícies que refletem a luz são tão fáceis de serem encontradas no
ambiente urbano que é difícil imaginar o quanto elas foram disputadas no
passado. (1° parágrafo)
O trecho – que é difícil imaginar o quanto elas foram disputadas no passado –
exprime ideia de
a) consequência.
b) condição.
c) quantidade.
d) finalidade.
e) causa.
230) Concurso: Aux Esc/Pref Marília/2017 Banca: VUNESP
Considere a charge para responder à questão.
(http://www.ivoviuauva.com.br/wp-content/uploads/2010/03/romeu-e-julieta.jpg. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o trecho reescrito da mensagem de Julieta apresenta
ideia de causa.
a) Não tô morta, embora tenha tomado apenas um sonífero.
b) Não tô morta, caso tenha tomado apenas um sonífero.
c) Não tô morta, pois tomei apenas um sonífero.
d) Não tô morta, se bem que tomei apenas um sonífero.
e) Não tô morta, mesmo que tenha tomado apenas um sonífero.
231) Concurso: Sold/PM SP/2ª Classe/2017 Banca: VUNESP
Passei dois anos escrevendo o livro que acabo de terminar. A tarefa não foi
realizada em tempo integral, mas nos momentos livres que ainda me restam.
Há escritores que precisam de silêncio, solidão e ambiente adequado para a prática
do ofício. Se fosse esperar por essas condições, teria demorado 20 anos para
publicá-lo, tempo de vida de que não disponho, infelizmente.
Por força da necessidade, aprendi a escrever em qualquer lugar em que haja
espaço para sentar com o computador. Por exemplo, nas salas de embarque
durante as viagens de bate e volta que sou obrigado a fazer. Consigo me
concentrar apesar das vozes esganiçadas que anunciam os voos, os atrasos, as
trocas de portões, a ordem nas filas, os nomes dos retardatários.
Mal o avião levanta voo, puxo a mesinha e abro o computador. Estou nas nuvens,
às portas do paraíso celestial. O telefone não vai tocar, ninguém me cobrará o texto
que prometi, a presença na palestra para a qual fui convidado, os e-mails
atrasados.
Minha carreira de escritor começou com ―Estação Carandiru‖, publicado quando eu
tinha 56 anos. Foi tão grande o prazer de contar aquelas histórias, que senti ódio
de mim mesmo por ter vivido meio século sem escrever livros.
A dificuldade vinha da timidez e da autocrítica. Para mim, o que eu escrevesse seria
fatalmente comparado com Machado de Assis, Gógol, Faulkner, Joyce, Pushkin,
Turgenev ou Dante Alighieri. Depois do que disseram esses e outros gênios, que
livro valeria a pena ser escrito?
A resposta encontrei em ―On Writing‖, livro que reúne entrevistas e textos de
Ernest Hemingway sobre o ato de escrever. Em conversa com um estudante,
Hemingway diz que, ao escritor de nossos tempos, cabem duas alternativas:
escrever melhor do que os grandes mestres já falecidos ou contar histórias que
nunca foram contadas.
De fato, se eu escrevesse melhor do que Machado de Assis, poderia recriar
personagens como Dom Casmurro ou descrever com mais poesia o olhar de ressaca
de Capitu.
Restava a outra alternativa: a vida numa cadeia com mais de 7.000 presidiários, na
cidade de São Paulo, nas últimas décadas do século 20, não poderia ser descrita
por Tchékhov, Homero ou pelo padre Antonio Vieira. O médico que atendia
pacientes no Carandiru havia dez anos era quem reunia as condições para fazê-lo.
Seguindo o mesmo critério, publiquei outros livros. Às cotoveladas, a literatura
abriu espaço em minha agenda. Há escritores talentosos que se queixam dos
tormentos e da angústia inerentes ao processo de criação. Não é o meu caso,
escrever só me traz alegria.
Diante da tela do computador, fico atrás das palavras, encontro algumas, apago
outras, corrijo, leio e releio até sentir que o texto está pronto. Às vezes, ficou
melhor do que eu imaginava. Nesse momento sou invadido por uma sensação de
felicidade plena que vai e volta por vários dias.
(www.folha.uol.com.br, 13.05.2017. Adaptado)
Considere os sentidos estabelecidos pelos vocábulos em destaque nas passagens do
texto:
• Foi tão grande o prazer de contar aquelas histórias, que senti ódio de mim
mesmo por ter vivido meio século sem escrever livros.
• Para mim, o que eu escrevesse seria fatalmente comparado com Machado de
Assis, Gógol, Faulkner, Joyce, Pushkin, Turgenev ou Dante Alighieri.
Nos contextos em que são empregados, os vocábulos em destaque – que e ou –
estabelecem, respectivamente, relação de
a) finalidade e causa.
b) causa e conformidade.
c) consequência e alternância.
d) conformidade e consequência.
e) alternância e finalidade.
232) Concurso: Of Prom/MPE SP/I/2016 Banca: VUNESP
Leia os quadrinhos para responder à questão.
(Hagar, Dik Browne. Folha de S.Paulo, 31.10.2015. Adaptado)
Na oração – Já que tenho um peixinho dourado como mascote… –, o sentido
expresso pela conjunção em destaque é de
a) explicação e, nesse contexto, pode ser substituída por ―Pois‖.
b) causa e, nesse contexto, pode ser substituída por ―Como‖.
c) oposição e, nesse contexto, pode ser substituída por ―Mas‖.
d) conformidade e, nesse contexto, pode ser substituída por ―Conforme‖.
e) conclusão e, nesse contexto, pode ser substituída por ―Portanto‖.
233) Concurso: Aux Leg/CM Guaratinguetá/2016 Banca: VUNESP
Leia a tira, para responder à questão.
(Ciça, Pagando o pato)
A alternativa que reescreve a frase do último quadrinho sem alteração do sentido e
com emprego da vírgula de acordo com a norma-padrão é:
a) … portanto, eu gosto.
b) … eu, logo, gosto.
c) … porém eu, gosto.
d) … eu assim, gosto.
e) … eu, entretanto, gosto.
234) Concurso: Aux/CM Pradópolis/2016 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
―A minha vida foi um romance‖, diziam, depois de uma pausa e um suspiro,
aquelas velhinhas que apareciam antigamente nos lares a vender rendas e
bordados. Não sei por que os de casa desconversavam. Por sinal que anos depois
escrevi, para as consolar postumamente, um poema que começava assim: ―Minha
vida não foi um romance‖...
Não, a vida nunca é um romance: falta-lhe o senso da composição, o crescendo
que leva ao clímax. Tudo acontece tão sem lógica e sem preparo que os seus
golpes nos deixam atônitos mas de olhos secos, como se fôssemos heróis, nós que
enxugamos furtivamente os olhos no escuro das salas dos cinemas – só porque o
diretor do dramalhão soube desenrolar devidamente o filme.
(Mario Quintana, A minha vida foi um romance. A vaca e o hipogrifo.)
Os dois-pontos empregados no início do segundo parágrafo introduzem uma
sequência explicativa e poderiam ser substituídos, com correção e sem prejudicar o
sentido original, por:
a) senão.
b) desde que.
c) embora.
d) pois.
e) mas.
235) Concurso: Aux/CM Pradópolis/2016 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
―A minha vida foi um romance‖, diziam, depois de uma pausa e um suspiro,
aquelas velhinhas que apareciam antigamente nos lares a vender rendas e
bordados. Não sei por que os de casa desconversavam. Por sinal que anos depois
escrevi, para as consolar postumamente, um poema que começava assim: ―Minha
vida não foi um romance‖...
Não, a vida nunca é um romance: falta-lhe o senso da composição, o crescendo
que leva ao clímax. Tudo acontece tão sem lógica e sem preparo que os seus
golpes nos deixam atônitos mas de olhos secos, como se fôssemos heróis, nós que
enxugamos furtivamente os olhos no escuro das salas dos cinemas – só porque o
diretor do dramalhão soube desenrolar devidamente o filme.
(Mario Quintana, A minha vida foi um romance. A vaca e o hipogrifo.)
O trecho destacado na passagem – Tudo acontece tão sem lógica e sem preparo
que os seus golpes nos deixam atônitos – expressa, em relação ao anterior,
ideia de
a) modo.
b) tempo.
c) causa.
d) adição.
e) consequência.
236) Concurso: Ag Educ/Pref Itápolis/2016 Banca: VUNESP
Leia a tirinha para responder à questão:
(Bill Watterson. http://zip.net/bmsZNl)
O termo Mas, no segundo quadrinho, tem valor
a) causal, e pode ser substituído por Pois.
b) conclusivo, e pode ser substituído por Portanto.
c) explicativo, e pode ser substituído por Porque.
d) adversativo, e pode ser substituído por Contudo.
e) alternativo, e pode ser substituído por Ou.
237) Concurso: Ass/AMLURB SP/2016 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Cartas de Amor
Eu era aluno do Júlio de Castilhos e estudava à tarde (as manhãs, naquela época,
estavam reservadas às turmas femininas). Um dia cheguei para a aula, coloquei
meus livros na carteira e ali estava, bem no fundo, um papel cuidadosamente
dobrado. Era uma carta; dirigida não a mim, mas ―ao colega da tarde‖. E era uma
carta de amor. De amor, não; de paixão. Paixão incontida, transbordante, a carta
de uma alma sequiosa de afeto, ________________ o jovem escritor não teve a
menor dificuldade de enviar a resposta.
Iniciou-se, assim, uma correspondência que se prolongou pelo ano letivo, não se
interrompendo nem com as provas, nem com as férias de julho. À medida que o
ano ia chegando a seu fim, os arroubos epistolares iam crescendo. Cheguei à
conclusão de que precisava conhecer minha correspondente, aquela bela da manhã
que me encantava com suas frases.
Mas… Seria realmente bela? A julgar pela letra, sim; eu até a imaginava como uma
moça esguia, morena, de belos olhos verdes. Contudo, nem mesmo os grandes
especialistas em grafologia estão imunes ao erro, e um engano poderia ser trágico.
Além disto, eu já tinha uma namorada que não escrevia, mas era igualmente
apaixonada.
Optei, portanto, pelo mistério, pelo ―nunca vi, sempre te amei‖. A minha história de
amor continuou somente na fantasia. Que é o melhor lugar para as grandes
histórias de amor.
(Moacyr Scliar. Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar, 1996. Adaptado)
Vocabulário:
Arroubos: impulsos
Epistolares: relativos à carta
Grafologia: estudo das formas das letras
Nas passagens ―À medida que o ano ia chegando a seu fim, os arroubos
epistolares iam crescendo.‖ (2º parágrafo) e ―Optei, portanto, pelo mistério, pelo
‗nunca vi, sempre te amei‘.‖ (4º parágrafo), as conjunções em destaque
estabelecem relações cujos sentidos são, respectivamente, de
a) comparação e oposição.
b) finalidade e explicação.
c) proporção e adição.
d) finalidade e conclusão.
e) proporção e conclusão.
238) Concurso: Ass Adm/UFABC/2016 Banca: VUNESP
Leia o texto, para responder à questão.
O que é a paixão senão um sentimento imenso que nos tira a razão? Quando
estamos apaixonados, não queremos nada, além daquilo ou daquele que nos
hipnotizou.
Ficamos cegos e nada mais faz sentido. Tudo em nossa volta se transforma em um
nevoeiro, cinza e espesso, permitindo ver apenas o que tanto queremos.
Todos nos apaixonamos, seja por alguém ou por algo, e de repente nossos
corações perdem a harmonia das batidas. De repente somos fisgados por algo que
nos conquistou.
Não somente os jovens, adultos ou velhos se apaixonam. As crianças também. E,
assim, um dia caí na armadilha de um cupido mal-intencionado.
Eu era criança, não lembro minha idade, mas lembro que aqui no hospital
amanhecera. Dava para sentir o calor da luz do sol e o silêncio que pairava no
ambiente do quarto onde, sozinho, eu ficava.
Em instantes, alguém, que estava ali para cuidar de mim, entra no quarto. Havia
uma vitrola e, para permitir um momento agradável, essa que veio ser minha
cuidadora pôs um disco para tocar. Não tenho certeza, mas era um vinil com
canções românticas de uma dessas novelas.
Não sei como foi, mas lembro até hoje o nome dessa que, naquele dia, me ofertou
grande afeto. Seu nome era Silvana, e lembro que ela tinha cabelos compridos e
loiros.
Enquanto a música tocava, eu sentia que algo não estava certo com ela. Parecia
que, apesar de estar diante de mim, estava com seu coração em outro mundo.
Mesmo assim, eu me sentia bem e feliz. Depois do banho e do café da manhã, ela
sai do quarto para outras tarefas. Embalado pelas músicas da vitrola, fico
vislumbrando a paisagem da janela. Bem ao longe, em cima do prédio da
Faculdade de Medicina, em frente ao Instituto onde fico, uma bandeira do Brasil
dança ao ritmo do vento que a embala.
Muitos momentos, quando se é garoto, são como fotografias, nas quais o maior
sentimento que se expressa é a solidão.
A música parou de tocar, e assim voltei meu olhar para o quarto em que somente
eu estava presente. Não demorou muito para que Silvana voltasse e colocasse
outro disco. Poucas horas depois, irei dormir feliz, pois o carinho e o afeto que
Silvana me permitiu deixarão um doce conforto. Como o filho de que a mãe cuida,
fecho meus olhos, tranquilo e feliz.
Mas, infelizmente, nada dura para sempre. Veio outra pessoa cuidar de mim no dia
seguinte, e no lugar do afeto que Silvana trazia, não veio o desprezo, mas alguém
em quem eu mal poderia encontrar conforto. Aos soluços, pedi de volta a Silvana
que tinha cuidado de mim no dia anterior. A resposta das minhas súplicas foi que
ela não viria mais.
(Paulo Henrique, Minha primeira paixão. Disponível em: www.folha.uol.com.br. Acesso em
16.02.2016. Adaptado)
A ideia expressa pela conjunção concessiva destacada na passagem – Parecia que,
apesar de estar diante de mim, estava com seu coração em outro mundo. – está
expressa também na conjunção destacada em:
a) Muitos momentos, quando se é garoto, são como fotografias…
b) Como o filho de que a mãe cuida, fecho meus olhos…
c) Enquanto a música tocava, eu sentia que algo não estava certo com ela.
d) A música parou de tocar, e assim, voltei meu olhar para o quarto…
e) Mesmo assim, eu me sentia bem e feliz.
239) Concurso: Ass Adm I/UNESP/2016 Banca: VUNESP
Vira e mexe alguns blogs maternos publicam textos sobre ―As vantagens de ser
mãe de menina‖ ou ―Por que é bom ser mãe de menino‖: ―meninos não têm
frescura‖, ―meninas são mais delicadas‖, ―eles são mais corajosos‖, ―elas são mais
choronas‖ e por aí vai. Leio isso e tenho vontade de gritar por ver estereótipos de
gênero tão pesados serem perpetuados sem nenhuma reflexão. Já pensou que seu
filho é uma figura única e a infinidade de coisas que pode ser ou sentir não cabe em
listas, caixas ou rótulos? Pior: que você definir como ele deve ser ou se comportar
dependendo de seu gênero pode ser muito, muito cruel?
Aos meninos são permitidas vivências mais amplas. Eles podem subir muros,
escalar os brinquedos do playground, enquanto as meninas não, veja bem, vai
sujar seu sapato de princesa, filha, vai mostrar sua calcinha, não pega bem, filha,
não é assim que uma menina brinca. E por isso, só por isso, que se perpetua a
ideia de que os meninos são mais ―aventureiros‖ e ―danados‖ e as meninas mais
―cuidadosas‖. Fazemos as meninas mais infelizes, isso sim.
Ser menino também pode não ser fácil, principalmente se os pais acreditarem que
podem definir o que ele deve sentir ou gostar. Meu filho adorava brincar com os
carrinhos de boneca das meninas do playground do prédio. Só depois de eu dizer
que ―tudo bem‖ as mães ou babás ficavam à vontade em deixá-lo empurrar as
bonecas ou carregá-las. Por que tanto receio? O que um menino pode virar depois
de brincar de boneca? Um pai carinhoso e dedicado no futuro?
Uma vez, em uma loja de brinquedos, meu filho ficou empolgadíssimo ao ver uma
pia que funcionava de verdade, com uma torneirinha de água. E pediu muito para
que eu comprasse. As opções de cores deixavam claro para quem o brinquedo era
fabricado: só havia pias rosa e lilás. ―Esse brinquedo é de menina‖, alertou a
vendedora, cheia de boa vontade, como se eu estivesse me distraído e não
percebido o ―engano‖ ao considerar a compra. Eu disse para ela que na minha casa
lavar louça é uma atividade unissex, que o pai do meu filho encara muito prato e
panela suja e, por isso, brincar de casinha é uma brincadeira de menino sim. Meu
filho saiu da loja feliz da vida com seu brinquedo rosa que, aliás, para ele é só uma
cor, como outra qualquer. O avô estranhou o presente até eu levá-lo à reflexão:
―Quantas pias de louça suja você lavou e lava na sua vida, para manter sua casa
em ordem?‖ E só daí meu pai percebeu o tamanho da bobagem que fazia ao
acreditar que lavar louça é uma atividade exclusivamente feminina.
E para quem gosta de listas, proponho uma única: ―As vantagens de ser mãe de
uma criança feliz.‖ É essa que eu espero estar escrevendo, no dia a dia, ao não
determinar como meu filho pode ou não ser.
(Rita Lisauskas, A crueldade de dividir o mundo entre “coisas de menino” e “coisas de meninas”.
Disponível em: <vida estilo.estadao.com.br>. Acesso em 10-02-2016. Adaptado)
Na passagem – Meu filho saiu da loja feliz da vida com seu brinquedo rosa que,
aliás, para ele é só uma cor, como outra qualquer. –, o termo destacado
estabelece relação de sentido de
a) causa e equivale a porque.
b) tempo e equivale a enquanto.
c) condição e equivale a caso.
d) comparação e equivale a tal qual.
e) finalidade e equivale a para.
240) Concurso: As Leg/CM Registro/2016 Banca: VUNESP
Após o fim de um relacionamento, um amigo fez uma viagem às Ilhas Maldivas. Foi
sozinho para um hotel fantástico, onde pretendia passar seu aniversário
calmamente. Por tradição, o hotel comemora o aniversário dos hóspedes e, ao final
de seu jantar, uma comitiva de garçons com um bolo de velas acesas aproximou-se
de sua mesa solitária cantando ―Happy birthday‖. Foi um horror suportar os olhares
de piedade dos turistas nas outras mesas.
A pessoa sozinha é vista como uma fracassada. Há algo de errado com ela,
pensam. No passado, o maior terror das garotas era ficar para tia, ou seja,
solteirona. Era ela quem cuidava dos pais velhinhos. Depois, ia morar na casa de
algum irmão ou irmã, onde era tratada como um estorvo, embora cozinhasse,
lavasse e passasse. Na divisão da herança, ficar com um pedaço de terra para quê,
se era sozinha? No máximo, um enfeite de porcelana que pertencera à mãe.
Uma família é definida pelo encontro de duas pessoas que se amam e constroem
um lar. Mas se as famílias estão mudando, o amor também não? A transformação
começa já no vocabulário. Antes namorada era alguém com quem se pretendia um
compromisso. Hoje, pode ser simplesmente uma pessoa com quem o rapaz esteja
saindo, uma espécie de amiga íntima, sem outros planos. Um casal se apresenta
como ―meu marido‖ e ―minha mulher‖. Mas de fato seriam, no conceito de
antigamente, namorados. Estão juntos, mas em casas separadas. As palavras
foram se tornando fluidas. "Ficar‖ é uma agarração sem compromisso. ―Ficante‖ é
alguém que se vê até com frequência, mas não é namoro. Mas a ficante às vezes é
apresentada como namorada ou mulher. Apresenta-se uma amiga que de fato é
namorada. Alguém fala em amante? É namorada. Ou até noiva. Mas o noivado não
é resultado de um compromisso. Só de um dia especialmente mais amoroso. Assim
como ―noivaram‖, param de se falar. Ou a pessoa diz que está namorando. E
depois descubro que ainda não conheceu o par. É só pela internet.
A confusão de significados mostra que o amor romântico, a união de duas almas
dos poetas, está desaparecendo. As pessoas sonham com ele. Mas relacionamentos
são fluidos. Basta uma noite para dizerem que estão casadas! Ninguém suporta
ficar sozinho. Cada vez com mais frequência, ficam sozinhas junto com alguém! Ou
se apaixonam, mas só dura algumas semanas. O amor não é duradouro nem fator
de união das famílias, como no passado. Para ―casar‖, basta emprego. Mas se os
dois têm, é fácil separar. Não é necessário um par para sobreviver. Mas todo
mundo quer um amor, dá para entender? Ninguém quer ser o solitário num
restaurante no dia do aniversário. Só que eu vejo, cada vez mais, as pessoas tendo
relações fugazes. E já se preparam para uma vida solitária, de eternos
―namorados‖.
(Walcyr Carrasco. “O amor é necessário?”. www.epoca.globo.com. 18.11.2015. Adaptado)
No trecho do 4o parágrafo – O amor não é duradouro nem fator de união das
famílias, como no passado. –, os termos destacados, no contexto em que estão
empregados, têm, respectivamente, os sentidos de
a) concessão e comparação.
b) comparação e exclusão.
c) adição e comparação.
d) consequência e conclusão.
e) alternância e conclusão.
241) Concurso: Ass SA II/UNESP/2016 Banca: VUNESP
(Jim Davis. Garfield. www.folha.uol.com.br, 10.03.2016)
Em – Ignore a pessoa irritante e ela irá embora –, o termo e introduz, com relação
à primeira parte da frase, uma
a) causa.
b) concessão.
c) condição.
d) consequência.
e) justificativa.
242) Concurso: Aj SD/CM Pirassununga/2016 Banca: VUNESP
Como não é possível apagar a mocidade, eliminá-la ou atravessá-la sem dilemas
nem dor, o melhor é entendê-la, especialmente em seu atribulado convívio com as
normas da sociedade. Nesse aspecto, nada é mais ruidoso do que a busca pela
idade certa, considerando-se o funcionamento da mente, para determinar a
responsabilidade penal. Os adolescentes conseguem distinguir o certo do errado,
mas, depois que se decidem pelo segundo, é difícil que desistam. Vão em frente de
um modo que um adulto não iria. Mas há um alento: um cérebro novo tem o que se
convencionou chamar de ―plasticidade‖. É hábil para aprender – bobagens,
sobretudo –, mas aceita mudanças de ideia. Vale no banco escolar, vale na
construção de valores morais. Um criminoso de 16 anos, portanto, é teoricamente
mais fácil de ser ―recuperado‖ do que um de 20.
(Veja, 17.06.2015)
Nos trechos ―Como não é possível apagar a mocidade, eliminá-la ou atravessá-la
sem dilemas nem dor, o melhor é entendê-la...‖ e ―Um criminoso de 16 anos,
portanto, é teoricamente mais fácil de ser ‗recuperado‘ do que um de 20.‖, as
conjunções em destaque expressam, respectivamente, sentido de
a) comparação e conclusão.
b) causa e explicação.
c) conformidade e oposição.
d) comparação e explicação.
e) causa e conclusão.
243) Concurso: Ag SR/ODAC/2016 Banca: VUNESP
Leia o texto de uma canção para responder à questão.
Passarinho
Como um brotinho de feijão, foi que um dia eu nasci,
Despertei, caí no chão e com as flores cresci.
E decidi que a vida logo me daria tudo,
Se eu não deixasse que o medo me apagasse no escuro.
Quando mamãe olhou pra mim, ela foi e pensou
Que um nome de passarinho me encheria de amor.
Mas passarinho, se não bate a asa, logo pia.
Eu, que tinha um nome diferente, já quis ser Maria.
Ah, e como é bom voar…
(Tiê. www.letras.com.br. Adaptado)
O termo destacado em – E decidi que a vida logo me daria tudo, / Se eu não
deixasse que o medo me apagasse no escuro. – tem sentido equivalente ao da
expressão:
a) Ainda que
b) Desde que
c) Mesmo que
d) Assim que
e) Depois que
244) Concurso: Ass Adm I/UNESP/Campus Araraquara/2016 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Sem ilusionismo
Muita gente acredita que mudar o sistema previdenciário do país é uma forma de
submissão do governo aos desejos inescrupulosos do mercado financeiro e dos
fiscalistas de plantão. Ledo engano.
Se uma despesa avança em velocidade incompatível com a receita usada para
bancá-la, só há dois caminhos para corrigir a distorção: você gera mais dinheiro
para financiar a festa ou pisa no freio do gasto.
O orçamento de um governo é semelhante ao de uma pessoa comum. Se seu
salário é de mil moedas e suas despesas bateram em mil e duzentas, está na hora
de pedir aumento ou diminuir a lista de despesas. Não há mágica. O problema é
que quando o assunto é previdência, todo mundo espera a chegada do ilusionista.
Governos só conseguem engordar o caixa cobrando mais impostos. Mas quem já
paga tributos (muitos) não vê com bons olhos tal alternativa.
Então, chegamos à segunda opção: a tesoura. ―Mas como cortar despesas num país
tão carente?‖, ponderam alguns. ―Como propor mais tempo de trabalho para quem
está próximo de encostar a chuteira?‖, questionam outros. O caminho do equilíbrio
nunca foi uma via fácil.
O fato é que a população brasileira está envelhecendo e vivendo mais. E o sistema
ativo é insuficiente para garantir o funcionamento da engrenagem. Não haverá
mágico que consiga mudar essa realidade.
(Renato Andrade, 01.01.2016. www.folha.uol.com.br. Adaptado)
O segmento destacado em – Se uma despesa avança em velocidade incompatível
com a receita usada para bancá-la, só há dois caminhos para corrigir a distorção…
– estará corretamente substituído, preservando- se o sentido e a correção
gramatical, por:
a) Caso uma despesa avance…
b) Ainda que uma despesa avance…
c) Contudo uma despesa avança…
d) Pois uma despesa avança…
e) Para que uma despesa avance…
245) Concurso: Ag EVP/SAP SP/2015 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Ela tem alma de pomba
Que a televisão prejudica o movimento da pracinha Jerônimo Monteiro, em todos os
Cachoeiros de Itapemirim, não há dúvida. Sete horas da noite era hora de uma
pessoa acabar de jantar, dar uma volta pela praça para depois pegar uma sessão
das 8 no cinema. Agora todo mundo fica em casa vendo uma novela, depois outra
novela.
O futebol também pode ser prejudicado. Quem vai ver um jogo do Estrela do Norte
F.C., se pode ficar tomando cervejinha e assistindo a um bom Fla-Flu, ou a um
Inter x Cruzeiro, ou qualquer coisa assim?
Que a televisão prejudica a leitura de livros, também não há dúvida. Eu mesmo
confesso que lia mais quando não tinha televisão. Rádio, a gente pode ouvir
baixinho, enquanto está lendo um livro. Televisão é incompatível com livro – e tudo
mais nesta vida, inclusive a boa conversa.
Também acho que a televisão paralisa a criança numa cadeira mais do que o
desejável. O menino fica ali parado, vendo e ouvindo, em vez de sair por aí, chutar
uma bola, brincar de bandido, inventar uma besteira qualquer para fazer.
Só não acredito que televisão seja máquina de fazer doido. Até acho que é o
contrário, ou quase o contrário: é máquina de amansar doido, distrair doido,
acalmar, fazer doido dormir.
(Rubem Braga, 200 Crônicas Escolhidas. Adaptado)
Para responder à questão, considere o período do terceiro parágrafo: Rádio, a
gente pode ouvir baixinho, enquanto está lendo um livro. Televisão é incompatível
com livro...
No período, a conjunção em destaque estabelece relação entre as orações cujo
sentido é de
a) tempo simultâneo.
b) tempo futuro.
c) comparação.
d) tempo passado.
e) conclusão
246) Concurso: Ag EVP/SAP SP/2015 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão
Pelo menos 20,9 milhões de pessoas – principalmente mulheres e meninas – no
mundo são afetadas pelas diversas formas contemporâneas de escravidão, segundo
estimativa da Organização das Nações Unidas (ONU). A pobreza, os conflitos, a
violência, a falta de acesso à educação e ao trabalho decente e a falta de
oportunidades para o empoderamento socioeconômico são considerados os
principais fatores subjacentes à escravidão, segundo a organização.
O secretário-geral da ONU disse que governos, a sociedade civil e o setor privado
devem se unir para erradicar todas as formas contemporâneas de escravidão,
incluindo o trabalho forçado. Ele apelou para que os Estados-Membros ―ratifiquem e
implementem os instrumentos relevantes de direito internacional, em particular o
novo protocolo elaborado pela Organização Internacional do Trabalho, que foi
concebido para fortalecer os esforços globais para eliminar o trabalho forçado‖.
(www.istoe.com.br, 02.12.2014. Adaptado)
A passagem que expressa sentido de finalidade é:
a) … incluindo o trabalho forçado.
b) … para erradicar todas as formas contemporâneas de escravidão…
c) … ratifiquem e implementem os instrumentos relevantes de direito
internacional…
d) … principalmente mulheres e meninas…
e) … segundo estimativa da Organização das Nações Unidas (ONU).
247) Concurso: Esc/TJ SP/2015 Banca: VUNESP
Leia o texto, para responder à questão.
Ser gentil é um ato de rebeldia. Você sai às ruas e insiste, briga, luta para se
manter gentil. O motorista quase te mata de susto buzinando e te xingando porque
você usou a faixa de pedestres quando o sinal estava fechado para ele. Você posta
um pensamento gentil nas redes sociais apesar de ler dezenas de comentários
xenofóbicos, homofóbicos, irônicos e maldosos sobre tudo e todos. Inclusive você.
Afinal, você é obviamente um idiota gentil.
Há teorias evolucionistas que defendem que as sociedades com maior número de
pessoas altruístas sobreviveram por mais tempo por serem mais capazes de manter
a coesão. Pesquisadores da atualidade dizem, baseados em estudos, que gestos de
gentileza liberam substâncias que proporcionam prazer e felicidade.
Mas gentileza virou fraqueza. É preciso ser macho pacas para ser gentil nos dias de
hoje. Só consigo associar a aversão à gentileza à profunda necessidade de ser – ou
parecer ser – invencível e bem-sucedido. Nossas fragilidades seriam uma vergonha
social. Um empecilho à carreira, ao acúmulo de dinheiro.
Não ter tempo para gentilezas é bonito. É justificável diante da eterna ambivalência
humana: queremos ser bons, mas temos medo. Não dizer bom-dia significa que
você é muito importante. Ou muito ocupado. Humilhar os que não concordam com
suas ideias é coisa de gente forte. E que está do lado certo. Como se houvesse um
lado errado. Porque, se nenhum de nós abrir a boca, ninguém vai reparar que no
nosso modelo de felicidade tem alguém chorando ali no canto. Porque ser gentil
abala sua autonomia. Enfim, ser gentil está fora de moda. Estou sempre fora de
moda. Querendo falar de gentileza, imaginem vocês! Pura rebeldia. Sair por aí
exibindo minhas vulnerabilidades e, em ato de pura desobediência civil, esperar
alguma cumplicidade. Deve ser a idade.
(Ana Paula Padrão, Gentileza virou fraqueza. Disponível em: <http://www.istoe.com.br>. Acesso
em: 27 jan 2015. Adaptado)
Para responder à questão, considere a seguinte passagem:
Há teorias evolucionistas que defendem que as sociedades com maior número de
pessoas altruístas sobreviveram por mais tempo por serem mais capazes de
manter a coesão.
É correto afirmar que a frase destacada na passagem expressa, em relação à que a
antecede, o sentido de
a) tempo.
b) adição.
c) causa.
d) condição.
e) finalidade.
248) Concurso: Esc/TJ SP/2015 Banca: VUNESP
Leia o texto, para responder à questão.
Palavras, percebemos, são pessoas. Algumas são sozinhas: Abracadabra. Eureca.
Bingo. Outras são promíscuas (embora prefiram a palavra ―gregária‖): estão
sempre cercadas de muitas outras: Que. De. Por.
Algumas palavras são casadas. A palavra caudaloso, por exemplo, tem união
estável com a palavra rio – você dificilmente verá caudaloso andando por aí
acompanhada de outra pessoa. O mesmo vale para frondosa, que está sempre com
a árvore. Perdidamente, coitado, é um advérbio que só adverbia o adjetivo
apaixonado. Nada é ledo a não ser o engano, assim como nada é crasso a não ser o
erro. Ensejo é uma palavra que só serve para ser aproveitada. Algumas palavras
estão numa situação pior, como calculista, que vive em constante ménage(*),
sempre acompanhada de assassino, frio e e.
Algumas palavras dependem de outras, embora não sejam grudadas por um hífen
– quando têm hífen elas não são casadas, são siamesas. Casamento acontece
quando se está junto por algum mistério. Alguns dirão que é amor, outros dirão
que é afinidade, carência, preguiça e outros sentimentos menos nobres (a palavra
engano, por exemplo, só está com ledo por pena – sabe que ledo, essa palavra
moribunda, não iria encontrar mais nada a essa altura do campeonato).
Esse é o problema do casamento entre as palavras, que por acaso é o mesmo do
casamento entre pessoas. Tem sempre uma palavra que ama mais. A palavra
árvore anda com várias palavras além de frondosa. O casamento é aberto, mas
para um lado só. A palavra rio sai com várias outras palavras na calada da noite:
grande, comprido, branco, vermelho – e caudaloso fica lá, sozinho, em casa,
esperando o rio chegar, a comida esfriando no prato.
Um dia, caudaloso cansou de ser maltratado e resolveu sair com outras palavras.
Esbarrou com o abraço que, por sua vez, estava farto de sair com grande, essa
palavra tão gasta. O abraço caudaloso deu tão certo que ficaram perdidamente
inseparáveis. Foi em Manuel de Barros. Talvez pra isso sirva a poesia, pra desfazer
ledos enganos em prol de encontros mais frondosos.
(Gregório Duvivier, Abraço caudaloso. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/>. Acesso
em: 02 fev 2015. Adaptado)
(*) ménage: coabitação, vida em comum de um casal, unido legitimamente ou não.
Assinale a alternativa que reescreve, com correção e sem alteração de sentido, a
passagem – Algumas palavras dependem de outras, embora não sejam grudadas
por um hífen.
a) Contanto que não sejam grudadas por um hífen, algumas palavras dependem de
outras.
b) Algumas palavras dependem de outras, exceto se são grudadas por um hífen.
c) Algumas palavras dependem de outras, quando não são grudadas por um hífen.
d) Apesar de não serem grudadas por um hífen, algumas palavras dependem de
outras.
e) Desde que não sejam grudadas por um hífen, algumas palavras dependem de
outras.
249) Concurso: Esc/TJ SP/2015 Banca: VUNESP
Leia o texto, para responder à questão.
Palavras, percebemos, são pessoas. Algumas são sozinhas: Abracadabra. Eureca.
Bingo. Outras são promíscuas (embora prefiram a palavra ―gregária‖): estão
sempre cercadas de muitas outras: Que. De. Por.
Algumas palavras são casadas. A palavra caudaloso, por exemplo, tem união
estável com a palavra rio – você dificilmente verá caudaloso andando por aí
acompanhada de outra pessoa. O mesmo vale para frondosa, que está sempre com
a árvore. Perdidamente, coitado, é um advérbio que só adverbia o adjetivo
apaixonado. Nada é ledo a não ser o engano, assim como nada é crasso a não ser o
erro. Ensejo é uma palavra que só serve para ser aproveitada. Algumas palavras
estão numa situação pior, como calculista, que vive em constante ménage(*),
sempre acompanhada de assassino, frio e e.
Algumas palavras dependem de outras, embora não sejam grudadas por um hífen
– quando têm hífen elas não são casadas, são siamesas. Casamento acontece
quando se está junto por algum mistério. Alguns dirão que é amor, outros dirão
que é afinidade, carência, preguiça e outros sentimentos menos nobres (a palavra
engano, por exemplo, só está com ledo por pena – sabe que ledo, essa palavra
moribunda, não iria encontrar mais nada a essa altura do campeonato).
Esse é o problema do casamento entre as palavras, que por acaso é o mesmo do
casamento entre pessoas. Tem sempre uma palavra que ama mais. A palavra
árvore anda com várias palavras além de frondosa. O casamento é aberto, mas
para um lado só. A palavra rio sai com várias outras palavras na calada da noite:
grande, comprido, branco, vermelho – e caudaloso fica lá, sozinho, em casa,
esperando o rio chegar, a comida esfriando no prato.
Um dia, caudaloso cansou de ser maltratado e resolveu sair com outras palavras.
Esbarrou com o abraço que, por sua vez, estava farto de sair com grande, essa
palavra tão gasta. O abraço caudaloso deu tão certo que ficaram perdidamente
inseparáveis. Foi em Manuel de Barros. Talvez pra isso sirva a poesia, pra desfazer
ledos enganos em prol de encontros mais frondosos.
(Gregório Duvivier, Abraço caudaloso. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/>. Acesso
em: 02 fev 2015. Adaptado)
(*) ménage: coabitação, vida em comum de um casal, unido legitimamente ou não.
Na passagem – O abraço caudaloso deu tão certo que ficaram perdidamente
inseparáveis. –, o trecho destacado expressa, em relação ao anterior, ideia de
a) consequência.
b) tempo.
c) causa.
d) condição.
e) modo.
250) Concurso: Ass/CM Jaboticabal/2015 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Esqueça os livros de autoajuda. A grande sensação do mercado editorial no
momento é O jardim secreto: livro de colorir e caça ao tesouro antiestresse, da
britânica Johanna Basford. O sucesso por aqui acompanha os números registrados
em outros países: na Amazon, O jardim secreto é o mais vendido na categoria
livros.
Diferentemente dos livros infantis, os de adultos têm padrões mais complexos, com
temas que variam de jardins a mandalas. Para explicar o sucesso que eles fazem,
há uma tese que, por enquanto, parece ser a mais aceita: a de que eles funcionam
como uma espécie de ―detox‖, uma válvula de escape para rotinas estressantes. Ao
se concentrarem em colorir direito e em escolher as cores, as pessoas, de fato,
parecem esquecer os problemas do dia.
Além disso, o sentimento de orgulho ou satisfação por completar a pintura e
observar como ficou bonita é também outra explicação possível, já que os livros
ativam o circuito de recompensa do cérebro, o sistema responsável pela sensação
de prazer. Se estimulado, ele libera dopamina, um neurotransmissor que provoca o
sentimento de bem-estar. Quando se trabalha com cores, o resultado é ainda
melhor, porque elas podem provocar diversas sensações, como calor, frio e
tranquilidade.
Embora causem uma sensação de prazer e bem-estar, os livros não podem ser
encarados como terapia, conforme explicam os arteterapeutas Ana Carmen
Nogueira e Alexandre Almeida. ―Na arteterapia, há um assunto específico a ser
trabalhado e usamos diferentes linguagens, como pintura ou desenho, para que a
pessoa possa se expressar. Os livros de colorir não são terapia, mas são relaxantes
porque ajudam a proporcionar um momento de pura concentração‖, afirmam. Ou
seja, os livros podem até funcionar como um analgésico para situações de estresse,
mas não têm nenhum poder milagroso para curar problemas como depressão e
ansiedade.
(Galileu, maio de 2015. Adaptado)
As conjunções em destaque no último parágrafo do texto são, correta e
respectivamente substituídas, sem alteração de sentido, por
a) Se bem que … assim
b) Por mais que … já que
c) Ainda que … segundo
d) Contanto que … pois
e) Caso … portanto
251) Concurso: Aux Adm/CRO SP/2015 Banca: VUNESP
Leia a tira para responder à questão.
(Folha de S.Paulo, 11.06.2015. Adaptado)
No contexto em que está empregada, a expressão ―é para‖ assume sentido de
a) comparação.
b) consequência.
c) finalidade.
d) conclusão.
e) hipótese.
252) Concurso: Aux SG/CRO SP/2015 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Um sonho de simplicidade
Então, de repente, no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana, dá na gente
um sonho de simplicidade. Será um sonho vão? Detenho-me um instante, entre
duas providências a tomar, para me fazer essa pergunta. Por que fumar tantos
cigarros? Eles não me dão prazer algum; apenas me fazem falta. São uma
necessidade que inventei. Por que beber uísque, por que procurar a voz de mulher
na penumbra ou amigos no bar para dizer coisas vãs, brilhar um pouco, saber
intrigas?
A vida bem poderia ser mais simples. Precisamos de uma casa, comida, uma
simples mulher, que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome, nem sede,
nem frio.
Que restaurante ou boate me deu o prazer que tive na choupana daquele velho
caboclo do Acre? A gente tinha ido pescar no rio, de noite. Puxamos a rede
afundando os pés na lama, na noite escura, e isso era bom. Quando ficamos bem
cansados, meio molhados, com frio, subimos a barranca, no meio do mato, e
chegamos à choça de um velho seringueiro. Ele acendeu um fogo, esquentamos um
pouco junto do fogo, depois me deitei numa grande rede branca – foi um carinho
ao longo de todos os músculos cansados. E então ele me deu um pedaço de peixe
moqueado. Que prazer em comer aquele peixe e ficar algum tempo a conversar,
entre grilos e vozes distantes de animais noturnos.
Seria possível deixar essa eterna inquietação das madrugadas urbanas, inaugurar
de repente uma vida de acordar bem cedo? Mas para instaurar uma vida mais
simples e sábia, então seria preciso ganhar a vida de outro jeito, não assim, nesse
comércio de pequenas pilhas de palavras, esse ofício absurdo e vão de dizer coisas,
dizer coisas… Seria preciso fazer algo de sólido e de singelo; tirar areia do rio,
cortar lenha, lavrar a terra, algo de útil e concreto, que me fatigasse o corpo, mas
deixasse a alma sossegada e limpa.
(Rubem Braga. A traição das elegantes. Rio de Janeiro: Record, 1982. Adaptado)
Considere esta passagem, que encerra o texto:
... [que me fatigasse o corpo], mas [deixasse a alma sossegada e limpa].
Nesse contexto, o termo mas estabelece, entre as construções delimitadas por
colchetes, relação de
a) conclusão, e equivale a portanto.
b) oposição, e equivale a porém.
c) finalidade, e equivale a para que.
d) condição, e equivale a caso.
e) causa, e equivale a visto que.
253) Concurso: Almo/CM Itatiba/2015 Banca: VUNESP
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Chicungunha
Como se a dengue fosse pouco, bate à porta o vírus chicungunha, transmitido pelo
mesmo mosquito.
No Brasil, o Ministério da Saúde contabilizou 337 casos no dia 11 de outubro,
número que saltou para 824 em duas semanas, distribuídos principalmente entre
Oiapoque, no Amapá, Feira de Santana e Riachão do Jacuípe, na Bahia.
A disseminação rápida é atribuída à ausência de imunidade na população e à
distribuição dos mosquitos-vetores capazes de transmitir o vírus: Aedes aegypti e
Aedes albopictus, os mesmos da dengue.
O nome chicungunha veio da língua Kimakonde, com o significado de ―homem que
anda arqueado‖, referência às dores articulares da enfermidade.
Como a história da dengue e da febre amarela, a do chicungunha é indissociável do
comportamento humano. O aquecimento e a seca que assolaram o norte da África
há 5 000 anos forçaram espécies ancestrais dos mosquitos a adaptar-se
___________ ambientes ___________ os homens armazenavam água.
A febre chicungunha, que emergiu na África, chegou ___________ Ásia e
___________ Américas.
O chicungunha já é uma ameaça para nós, como demonstra a velocidade de
disseminação na Bahia e no Amapá.
(Folha de S.Paulo, 15 nov. 2014. Adaptado)
Leia as frases:
Como a história da dengue e da febre amarela, a do chicungunha é indissociável do
comportamento humano. (5º parágrafo)
O chicungunha já é uma ameaça para nós, como demonstra a velocidade de
disseminação na Bahia e no Amapá. (7º parágrafo)
As expressões em destaque estabelecem, correta e respectivamente, relação de
a) conformidade e comparação.
b) comparação e oposição.
c) conformidade e explicação.
d) comparação e conformidade.
e) causa e condição.
254) Concurso: Cabo/PM SP/Graduação/2015 Banca: VUNESP
Atitude
Durante uma bebida de chá no entardecer do dia, Tao pergunta para o seu mestre:
— Mestre, o que há dentro de todos nós que nos permite fazer certas escolhas na
vida?
O mestre fala: — Somos como essas duas xícaras, uma delas é o amor e a outra é
o ódio, ambas vivem dentro de nós.
Tao fala: — Como elas movem nossas escolhas?
O mestre fala: — Pela quantidade de chá que vertemos nelas.
(Stefan Tojo. www.minicontos.com.br. Adaptado)
O termo como, na frase — Somos como essas duas xícaras, uma delas é o amor e
a outra é o ódio, ambas vivem dentro de nós. —, estabelece relação de
a) proporção.
b) comparação.
c) finalidade.
d) condição.
255) Concurso: Sold/PM SP/2ª Classe/2015 Banca: VUNESP
Leia a charge para responder à questão.
(Pancho. www.gazetadopovo.com.br)
A passagem – Não pode ouvir sirene da polícia, larga tudo e sai correndo... – está
corretamente reescrita, com as relações de sentido preservadas, em:
a) Contudo, ouve sirene da polícia, larga tudo e sai correndo...
b) Mesmo ouvindo sirene da polícia, larga tudo e sai correndo...
c) Embora ouça sirene da polícia, larga tudo e sai correndo...
d) Portanto, ouve sirene da polícia, larga tudo e sai correndo...
e) Ao ouvir sirene da polícia, larga tudo e sai correndo...
256) Concurso: Alun Of /PM SP/2015 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Número de armas
Em boa hora uma pesquisa realizada pelo Ministério Público de São Paulo e pelo
instituto Sou da Paz vem solapar ao menos dois argumentos tão incorretos quanto
frequentes nas discussões relativas à área da segurança pública.
Primeiro, a maior parte das armas com as quais se praticam crimes em território
paulista não tem sua origem no exterior, mas na própria indústria brasileira.
De acordo com o levantamento, consideradas 10 666 armas de fogo apreendidas
em 2011 e 2012, nada menos que 78% delas tinham fabricação nacional –
proporção que sobe para 82% quando se levam em conta somente artefatos
confiscados vinculados a roubos e 87% no caso de homicídios.
O segundo argumento atingido pelo relatório costuma ser usado por quem apregoa
a facilitação do comércio de armas sustentando que as restrições afetam só o
―cidadão de bem‖, deixando-o indefeso diante de bandidos armados.
Ocorre que, se os artefatos utilizados nos crimes são nacionais, isso significa que
um dia eles foram vendidos legalmente no país.
Ou seja, se há muitos criminosos armados, isso se deve, em larga medida, ao
comércio legal de armas, que abastece o mercado ilegal; obstruir esse duto resulta
num benefício à população, e não o contrário.
Daí a importância de campanhas como a ―DNA das Armas‖, promovida pelo
Ministério Público e pelo Sou da Paz a fim de implantar, no Brasil, um sistema de
marcação indelével dos artefatos de fogo.
(Folha de S.Paulo, 05.06.2015. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o termo destacado estabelece uma relação de
oposição entre as informações.
a) ... tão incorretos quanto frequentes nas discussões relativas à área da
segurança pública. (primeiro parágrafo)
b) ... não tem sua origem no exterior, mas na própria indústria brasileira. (segundo
parágrafo)
c) ... sobe para 82% quando se levam em conta somente artefatos confiscados
vinculados a roubos... (terceiro parágrafo)
d) ... sustentando que as restrições afetam só o ―cidadão de bem‖... (quarto
parágrafo)
e) ... se há muitos criminosos armados, isso se deve, em larga medida, ao
comércio legal de armas... (sexto parágrafo)
257) Concurso: Alun Of/PM SP/2015 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Bem vejo que me podeis dizer, Senhor, que a propagação de vossa Fé e as obras
de vossa glória não dependem de nós, nem de ninguém, e que sois poderoso,
quando faltem homens, para fazer das pedras filhos de Abraão. Mas também a
vossa sabedoria e a experiência de todos os séculos nos têm ensinado que depois
de Adão não criastes homens de novo, que vos servis dos que tendes neste Mundo,
e que nunca admitis os menos bons, senão em falta dos melhores. Assim o fizestes
na parábola do banquete. Mandastes chamar os convidados que tínheis escolhido, e
porque eles se escusaram e não quiseram vir, então admitistes os cegos e mancos,
e os introduzistes em seu lugar: Caecos et claudos introduc huc. E se esta é, Deus
meu, a regular disposição de vossa providência divina, como a vemos agora tão
trocada em nós e tão diferente conosco? Quais foram estes convidados e quais são
estes cegos e mancos? Os convidados fomos nós, a quem primeiro chamastes para
estas terras, e nelas nos pusestes a mesa, tão franca e abundante, como de vossa
grandeza se podia esperar. Os cegos e mancos são os luteranos e calvinistas, cegos
sem fé e mancos sem obras, na reprovação das quais consiste o principal erro da
sua heresia. Pois se nós, que fomos os convidados, não nos escusamos nem
duvidamos de vir, antes rompemos por muitos inconvenientes em que pudéramos
duvidar; se viemos e nos assentamos à mesa, como nos excluís agora e lançais
fora dela e introduzis violentamente os cegos e mancos, e dais os nossos lugares
aos hereges? Quando em tudo o mais foram eles tão bons como nós, ou nós tão
maus como eles, por que nos não há-de valer pelo menos o privilégio e
prerrogativa da Fé? Em tudo parece, Senhor, que trocais os estilos de vossa
providência e mudais as leis de vossa justiça conosco.
(Padre Antonio Vieira, Sermão pelo Bom Sucesso das Armas de Portugal Contra as de Holanda).
Caecos et claudos introduc huc. = Traze para aqui os cegos e os coxos.
Assinale a alternativa em que a reescrita do texto mantém o sentido original e a
correção gramatical.
a) ... e que sois poderoso, quando faltem homens, para fazer das pedras filhos de
Abraão.
= ... e que sois poderoso, conquanto faltem homens, para fazer das pedras filhos
de Abraão.
b) ... nos têm ensinado que depois de Adão não criastes homens de novo...
= ... nos têm ensinado aonde depois de Adão não criastes homens de novo...
c) Mandastes chamar os convidados que tínheis escolhido, e porque eles se
escusaram...
= Mandastes chamar os convidados que tínheis escolhido, e como eles se
escusaram...
d) E se esta é (...) a regular disposição de vossa providência divina, como a vemos
agora...
= E se esta é (...) a regular disposição de vossa providência divina, pois a vemos
agora...
e) Pois se nós, que fomos os convidados, não nos escusamos nem duvidamos de
vir...
= Embora nós, que fomos os convidados, não nos escusamos nem duvidamos de
vir…
258) Concurso: Alun Of/PM SP/2015 Banca: VUNESP
Leia a charge para responder à questão.
A expressão ―... com a sinfonia dos pardais.‖ estabelece na oração relação cujo
sentido é de
a) condição.
b) consequência.
c) intensidade.
d) causa.
e) comparação.
259) Concurso: Sarg/PM SP/CFS/2015 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
O Dedo
Inclinara-me para ver o estranho objeto quando notei o pequeno feixe de fibras
emergindo na areia banhada pela espuma. Quando recorri aos óculos é que vi: não
era algodão mas uma vértebra meio descarnada – a coluna vertebral de um grande
peixe? Fiquei olhando. Espera, mas o que seria aquilo? Um aro de ouro? Agora que
a água se retraíra eu podia ver um aro de ouro brilhando em torno da vértebra,
enfeixando as fibras que tentavam se libertar, dissolutas. Com a ponta do cipó,
revolvi a areia. Era um dedo anular com um anel de pedra verde preso ainda à raiz
intumescida. Como lhe faltasse a última falange, faltava o que poderia me fazer
recuar; a unha. Unha pintada de vermelho, o esmalte descascando, acessório fiel
ao principal até no processo de desintegração. Unha de mulher burguesa, à altura
do anel
do joalheiro que se esmerou na cravação da esmeralda. Penso que se restasse a
unha certamente eu teria fugido, mas naquele estado de despelamento o
fragmento do dedo trabalhado pela água acabara por adquirir a feição de um
simples fruto do mar. Mas havia o anel.
A dona do dedo? Mulher rica e de meia idade que as jovens não usam joias, só as
outras. Afogada no mar? A onda começou inocente lá longe e foi se cavando cada
vez mais alta, mais alta, Deus meu! A fuga na água e a praia tão longe, ah! mas o
que é isso?... Explosão de espuma e sal. Sal.
(Lygia Fagundes Telles, Um coração ardente.)
Nos períodos – Como lhe faltasse a última falange, faltava o que poderia me fazer
recuar; a unha. – e – Mulher rica e de meia idade que as jovens não usam joias, só
as outras. –, as conjunções em destaque expressam, respectivamente, sentido de
a) conformidade e conclusão.
b) causa e consequência.
c) comparação e conclusão.
d) causa e explicação.
260) Concurso: Sarg/PM SP/CFS/2015 Banca: VUNESP
Leia a tira para responder à questão.
(Folha de S.Paulo, 02.10.2015. Adaptado)
Observe a reescrita da fala da personagem: – Agora, temos pessoas tão agressivas
que a violência é gratuita. – Nessa reescrita, o termo tão expressa sentido de
a) conclusão, em um período em que a segunda oração sintetiza o conteúdo
expresso pela primeira.
b) modo, em um período em que a segunda oração traz uma característica que se
compara à primeira.
c) oposição, em um período em que a segunda oração contrapõe uma ideia à outra
expressa na primeira.
d) intensidade, em um período em que a segunda oração apresenta a consequência
da primeira.
261) Concurso: Tec Adm/PM SP/2015 Banca: VUNESP
Leia a charge.
Considere a fala da personagem dividida em dois trechos:
I. Somos tão bombardeados pela publicidade
II. que já não sei mais identificar o que é essencial para minha vida.
Com relação ao trecho I, o trecho II expressa
a) conformidade.
b) proporção.
c) causa.
d) modo.
e) consequência.
262) Concurso: Tec Adm/PM SP/2015 Banca: VUNESP
Leia o capítulo de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, para
responder à questão.
O cimo da montanha
Quem escapa a um perigo ama a vida com outra intensidade. Entrei a amar Virgília
com muito mais ardor, depois que estive a pique de a perder, e a mesma coisa lhe
aconteceu a ela. Assim, a presidência não fez mais do que avivar a afeição
primitiva; foi a droga com que tornamos mais saboroso o nosso amor, e mais
prezado também. Nos primeiros dias, depois daquele incidente, folgávamos de
imaginar a dor da separação, se houvesse separação, a tristeza de um e de outro, à
proporção que o mar, como uma toalha elástica, se fosse dilatando entre nós; e,
semelhantes às crianças, que se achegam ao regaço das mães, para fugir a uma
simples careta, fugíamos do suposto perigo, apertando-nos com abraços.
— Minha boa Virgília!
— Meu amor!
— Tu és minha, não?
— Tua, tua...
E assim reatamos o fio da aventura, como a sultana Scheherazade* o dos seus
contos. Esse foi, cuido eu, o ponto máximo do nosso amor, o cimo da montanha,
donde por algum tempo divisamos os vales de leste e de oeste, e por cima de nós o
céu tranquilo e azul. Repousado esse tempo, começamos a descer a encosta, com
as mãos presas ou soltas, mas a descer, a descer...
* personagem principal das Mil e uma noites, em que é a narradora que conta ao sultão as histórias
que vão adiando a sentença de morte dela.
(1998, p. 128-129)
... folgávamos de imaginar a dor da separação, se houvesse separação, a tristeza
de um e de outro, à proporção que o mar, como uma toalha elástica, se fosse
dilatando entre nós; e, semelhantes às crianças, que se achegam ao regaço das
mães, para fugir a uma simples careta, fugíamos do suposto perigo, apertando-nos
com abraços.
No contexto, os termos se, como e para, em destaque, estabelecem,
respectivamente, relações de
a) dúvida, qualidade e concessão.
b) dúvida, comparação e negação.
c) condição, comparação e finalidade.
d) concessão, intensidade e finalidade.
e) condição, qualidade e concessão.
Classe de Palavras
263) Concurso: Of Adm/SEDUC SP/2019 Banca: VUNESP
(Bill Watterson. Existem tesouros em todo lugar: as aventuras de Calvin e Haroldo. São Paulo,
Conrad Editora do Brasil, 2013)
Assinale a alternativa cujo termo em destaque intensifica o sentido da informação a
que se refere.
a) do mesmo jeito.
b) tudo no computador.
c) depois digitar.
d) um computador.
e) tanto barulho.
264) Concurso: Ag/Pref Itapevi/Manutenção/2019 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder a questão.
Vizinhos
Fabrício via na infância moradores pedindo um pouco de açúcar, de sal, de arroz e
de café emprestado para os vizinhos. Era natural a convivência harmoniosa na
urgência. Chegava uma visita inesperada e não se tinha tempo para sair e dar um
pulo no mercado. Então batia-se na porta ao lado e dificilmente alguém recebia um
não.
Com a insegurança atual, o máximo que Fabrício testemunha na vida adulta é
vizinho gritando para baixar a música, chamando a polícia ou denunciando os
outros nas reuniões de condomínio.
Fabrício e a mulher, Beatriz, estavam jantando, num sábado, quando a campainha
do apartamento deles tocou. Fabrício já se encontrava receoso, tanto que tratou de
criticar e expelir o veneno pela boca:
– Quem veio nos incomodar e estragar a paz do final de semana?
Beatriz, ao contrário do marido, abriu a porta com generosidade:
– Como posso ajudar, querida?
Uma senhora do apartamento do andar de cima, Dona Lúcia, vinha solicitar um
abajur emprestado. Beatriz não estranhou o pedido nem hostilizou a necessidade
da vizinha. Foi ao quarto e, imediatamente, trouxe o objeto.
– Não tenha pressa de devolver.
Fabrício ainda se sentia irritado com a cara de pau da vizinha e ficou desconfiado
com o destino do empréstimo. Não quis se meter no assunto, embora considerasse
que Beatriz tinha sido ingênua ao emprestar o abajur. Logo mais estariam pedindo
o sofá, as cortinas, a máquina de lavar, as cadeiras, o fogão, a geladeira... Não
teria fim a ciranda de favores.
Entretanto, no dia seguinte a vizinha voltou com o abajur e mais um vaso com
flores muito perfumadas para retribuir a gentileza de Beatriz. Quando Fabrício
olhou para as flores no centro da mesa, sentiu o perfume em seu rosto.
Arrependeu-se de pensar e desejar o pior, pensando no quanto a confiança é
perfumada.
(Fabrício Carpinejar. Amizade é também amor. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2017. Adaptado)
A alternativa em que a palavra destacada dá uma qualidade ao vocábulo anterior é:
a) visita inesperada.
b) uma visita.
c) estavam jantando.
d) um abajur.
e) não estranhou.
265) Concurso: Aux AA/Pref Mogi Cruzes/2018 Banca: VUNESP
Leia a tira para responder à questão.
(Folha de S.Paulo, 26.10.2017)
Na organização das informações textuais, os termos ―Quando‖ (2º quadrinho) e
―Hoje‖ (3º quadrinho), apesar de pertencerem a diferentes classes gramaticais,
assemelham- se porque estabelecem relações de sentido de
a) modo.
b) tempo.
c) afirmação.
d) intensidade.
e) comparação.
266) Concurso: Aux Lg/CM Itanhaém/2017 Banca: VUNESP
A gente ainda não sabia
A gente ainda não sabia que a Terra era redonda.
E pensava-se que nalgum lugar, muito longe, deveria haver num velho poste uma
tabuleta qualquer
– uma tabuleta meio torta
e onde se lia, em letras rústicas: FIM DO MUNDO.
Ah! depois nos ensinaram que o mundo não tem fim e não havia remédio senão
irmos andando às tontas como formigas na casca de uma laranja.
Como era possível, como era possível, meu Deus, viver naquela confusão?
Foi por isso que estabelecemos uma porção de fins de mundo...
(Mário Quintana, A vaca e o hipogrifo)
As expressões destacadas nos trechos – … uma tabuleta qualquer… – e – …
andando às tontas – exprimem nesses contextos as ideias, respectivamente, de
a) indefinição e lugar.
b) especificação e modo.
c) indeterminação e modo.
d) qualidade e lugar.
e) indefinição e direção.
267) Concurso: Aux Esc/Pref Marília/2017 Banca: VUNESP
Considere a charge para responder à questão.
(http://www.ivoviuauva.com.br/wp-content/uploads/2010/03/romeu-e-julieta.jpg. Adaptado)
Supondo que Julieta tratasse Romeu por ―você‖ e optasse por seguir a norma-
padrão da língua portuguesa, sua mensagem seria:
a) Romeu, fique esperto: Não estou morta, é sonífero! Faz parte do plano pra
ficarmos juntos. Depois explico-o, gato!
b) Romeu, fique esperto: Não tô morta, é sonífero! Faz parte do plano para
ficarmos juntos. Depois explico-lhe, gato!
c) Romeu, fique esperto: Não estou morta, é sonífero! Faz parte do plano para
ficarmos juntos. Depois lhe explico, gato!
d) Romeu, fica esperto: Não tô morta, é sonífero! Faz parte do plano para ficarmos
juntos. Depois lhe explico, gato!
e) Romeu, fica esperto: Não estou morta, é sonífero! Faz parte do plano pra
ficarmos juntos. Depois explico-o, gato!
Colocação pronominal
268) Concurso: Ag/Pref Poá/Administrativo/2015 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder a questão.
Minha avó gostava de festa. Minha mãe gosta de festa. Eu gosto de festa.
Quando penso em dar uma festa, meu coração se anima. Muitas vezes, no meio da
lista de convidados e acepipes, tenho vontade de desistir diante da trabalheira da
empreitada.
Respiro, me lembro das últimas festas que dei, penso na minha avó e na minha
mãe em seus mistos de alegria e tensão, e acabo seguindo em frente.
Há que comemorar, há que manter os bolos, as velas, os brindes.
Há que passar adiante o ―Parabéns pra Você‖, mesmo que no meio da canção tudo
pareça engraçado e sem sentido. Vale a pena. Nunca me arrependi de dar uma
festa. No mínimo, fico feliz de ver meus vários afetos misturados em minha casa,
conversando entre si, se juntando em tranças que retornam ao novelo do meu
coração.
Não sei direito o porquê, mas tenho especial prazer em ver o namorado da filha da
minha amiga em papo animado com a minha sogra, por exemplo. Improváveis
misturas humanas a partir de mim. Foi assim que meu pai fez amizade com a mãe
do segundo marido de minha mãe.
Tuta era uma senhora sacudida. Sempre de salto alto, se maquiava muito, punha
flores no cabelo, fazia discursos, cantava e tocava piano.
Tinha passado a maior parte da vida longe da família e foi resgatada por minha
mãe, que, inconformada e antes tarde do que nunca, decidiu presentear seu marido
com o reencontro emocionado com a mãe desgarrada. Tuta passou, então, a
frequentar as festas da família.
Conviveu com o filho, a nova nora e os parentes que pouco conhecia durante algum
tempo, até que Fernando se foi. Viúva, minha mãe herdou de seu amado a mãe
excêntrica, que continuou a fazer seus discursos, a tocar e a cantar nas festas lá de
casa até seus 98.
Um tempo depois da morte de Fernando, meu pai voltou a frequentar as festas.
Também afeito à cantoria, se juntou a Tuta nas canções e até declamavam poesias.
Em uma festa de aniversário que ela promoveu em seu pequeno apartamento na
Tijuca, minha mãe deu de cara com uma cena curiosa: os dois sozinhos na sala.
Tuta ao piano e meu pai já exibindo pela janela sua linda voz de tenor. Numa
manobra do destino, meu pai virou grande amigo da mãe do segundo marido de
minha mãe.
A vida faz um bom crochê. As festas ajudam. Há que celebrar.
(Denise Fraga, Há que celebrar. http://www1.folha.uol.com.br/colunas. Acesso em: 24.07.2015.
Adaptado)
Assinale a alternativa em que, de acordo com a norma-padrão, o pronome
destacado só pode ser colocado antes do verbo a que se vincula.
a) … meu coração se anima.
b) Nunca me arrependi de dar uma festa.
c) Sempre de salto alto, se maquiava muito…
d) Respiro, me lembro das últimas festas que dei…
e) … conversando entre si, se juntando em tranças…
269) Concurso: Ag/Pref Alumínio/2016 Banca: VUNESP
Assinale a alternativa que apresenta a correta colocação pronominal.
a) Me desculpe, professor, mas o exemplo que deu-nos não é adequado.
b) Manifestarei-me, meu amigo, apenas se eu não concordar com suas palavras.
c) Nunca vi-o tão calmo em uma situação tão complicada.
d) Naquela ocasião, pareceu-lhe que o melhor era manter-se calado.
e) Sempre que desejo-o, eu visito-o em sua casa em São Paulo.
270) Concurso: Of Adm/SEDUC SP/2019 Banca: VUNESP
Irmãos em livros
Outro dia, num táxi, o motorista me disse que ―gostava de ler‖ e comprava ―muitos
livros‖. Dei-lhe parabéns e perguntei qual era sua livraria favorita. Respondeu que
―gostava de todas‖, mas, de há alguns anos, só comprava livros pela internet. Ah,
sim? Comentei que também gostava de todos os táxis, mas, a partir dali, passaria a
usar apenas o serviço de aplicativos. Ele diminuiu a marcha, como se processasse a
informação. Virou-se para mim e disse: ―Entendi. O senhor tem razão‖.
Tenho amigos que não leem e não frequentam livrarias. Não são pessoas primitivas
ou despreparadas – apenas não têm a bênção de conviver com as palavras. Posso
muito bem entendê-las porque também não tenho o menor interesse por
automóveis, pela alta cozinha ou pelo mundo digital – nunca dirigi um carro, acho
que qualquer prato melhora com um ovo frito por cima e, quando me mostram
alguma coisa num smartphone, vou de dedão sem querer e mando a imagem para
o espaço. Nada disso me faz falta, assim como o livro e a livraria a eles.
No entanto, quando entro numa livraria, pergunto-me que outro lugar pode ser tão
fascinante. São milhares de livros à vista, cada qual com um título, um design, uma
personalidade. São romances, biografias, ensaios, poesia, livros de história, de
fotos, de autoajuda, infantis, o que você quiser. O que se despendeu de esforço
intelectual para produzi-los e em tal variedade é impossível de quantificar. Cada
livro, bom ou mau, medíocre ou brilhante, exigiu o melhor que cada autor
conseguiu dar.
Uma livraria é um lugar de congraçamento*. Todos ali somos irmãos na busca de
algum tipo de conhecimento. E, como este é infinito, não nos faltarão irmãos para
congraçar. Aliás, quanto mais se aprende, mais se vai às livrarias.
Lá dentro, ninguém nos obriga a comprar um livro. Mas os livros parecem saber
quem somos e, inevitavelmente, um deles salta da pilha para as nossas mãos.
(Ruy Castro, Folha de S.Paulo, 07.12.2018. Adaptado)
Considere as frases do texto:
Tenho amigos que não leem e não frequentam livrarias.
Lá dentro, ninguém nos obriga a comprar um livro.
Assinale a alternativa em que os pronomes que substituem as expressões
destacadas estão empregados em conformidade com a norma-padrão da língua.
a) não as frequentam / comprá-lo.
b) não as frequentam / comprar-lhe.
c) não lhes frequentam / comprá-lo.
d) não frequentam elas / comprar-lhe.
e) não lhes frequentam / comprar ele.
271) Concurso: Aux/UNIFAI/Computação/2019 Banca: VUNESP
Assinale a alternativa cujo enunciado está em conformidade com a norma-padrão
de colocação pronominal.
a) Se acredita que Bartleby tenha morrido por inanição, de acordo como foi
encontrado.
b) Já se delineia a bruma de mistério, quando se conhece o comportamento de
Bartleby.
c) O patrão deixou Bartleby no escritório, tendo encontrado- o trancafiado nos dias
de folga.
d) O patrão é que digna-se a narrar a estranha história de um de seus funcionários.
e) Como não dispunha-se a cumprir suas obrigações, Bartleby atraía a insatisfação
do patrão.
272) Concurso: Aux Leg/CM Tatuí/2019 Banca: VUNESP
Filósofo da internet sugere pagar ou sair das redes sociais
Jaron Lanier não poupa críticas ao modelo de negócios baseado em publicidade,
que sustenta a maior parte do que conhecemos por internet hoje. Serviços
gratuitos como Facebook, Google e WhatsApp, no fundo, cobram caro. Na visão de
Lanier, manipulam, mudam comportamentos e, muitas vezes, nos tornam babacas.
Em seu quinto livro, ―Dez Argumentos para Você Deletar Agora suas Redes
Sociais‖, recém-lançado no Brasil, o cientista da computação e precursor da
realidade virtual encoraja as pessoas cuja vida financeira não depende das redes
sociais a abandoná-las – ao menos por seis meses –, para retomarem a
―consciência de si próprias‖.
Lanier afirma que, se cometeram muitos erros na internet, um deles era a ideia de
que a única forma de inovar e manter o serviço livre era com um modelo baseado
em publicidade, o que nos levou a um contexto de vigilância universal. Ele defende
um sistema em que as pessoas possam ser pagas pelo que fazem on line e paguem
pelo que gostam de fazer on line, o que tornaria a relação mais direta e honesta.
Lanier explica: ―Quando você olhava para o anúncio da TV, ele não estava te
olhando de volta. Na internet, é diferente: há mais informação sendo tirada de você
do que oferecida. Ferramentas em qualquer site captam como seu corpo se mexe,
onde você está e tudo sobre seus dispositivos. O que você vê é a menor parte do
que acontece. Toda informação tirada de você é usada para mudar sua experiência
on line e criar uma sistemática que te prenda. Isso é chamado de engajamento.
Chamo de vício. É quase como vício em jogo, há busca por satisfação, e a punição é
severa.‖
Jaron Lanier recomenda ficar atento aos 10 argumentos para você deletar suas
redes sociais:
1. Você está perdendo seu livre-arbítrio
2. Largar as redes sociais é a maneira mais certeira de resistir à insanidade dos
nossos tempos
3. As redes sociais estão tornando você um babaca
4. As redes sociais minam a verdade
5. As redes sociais transformam o que você diz em algo sem sentido
6. As redes sociais destroem sua capacidade de empatia
7. As redes sociais deixam você infeliz
8. As redes sociais não querem que você tenha dignidade econômica
9. As redes sociais tornam a política impossível
10. As redes sociais odeiam sua alma
(Folha de S. Paulo, 20.10.2019, Adaptado)
Alterando-se a frase – Toda informação tirada de você não é devolvida. – obtém-se
versão correta, quanto à colocação do pronome pessoal, em:
a) Toda informação que lhe tiram não lhe é devolvida.
b) Toda informação que é tirada-lhe não é-lhe devolvida.
c) Toda informação que tiram-lhe não devolvem-lhe.
d) Toda informação que é tirada-lhe não é devolvida-lhe.
e) Toda informação que é-lhe tirada não devolvem-lhe.
273) Concurso: Aux Leg/CM Tatuí/2019 Banca: VUNESP
Filósofo da internet sugere pagar ou sair das redes sociais
Jaron Lanier não poupa críticas ao modelo de negócios baseado em publicidade,
que sustenta a maior parte do que conhecemos por internet hoje. Serviços
gratuitos como Facebook, Google e WhatsApp, no fundo, cobram caro. Na visão de
Lanier, manipulam, mudam comportamentos e, muitas vezes, nos tornam babacas.
Em seu quinto livro, ―Dez Argumentos para Você Deletar Agora suas Redes
Sociais‖, recém-lançado no Brasil, o cientista da computação e precursor da
realidade virtual encoraja as pessoas cuja vida financeira não depende das redes
sociais a abandoná-las – ao menos por seis meses –, para retomarem a
―consciência de si próprias‖.
Lanier afirma que, se cometeram muitos erros na internet, um deles era a ideia de
que a única forma de inovar e manter o serviço livre era com um modelo baseado
em publicidade, o que nos levou a um contexto de vigilância universal. Ele defende
um sistema em que as pessoas possam ser pagas pelo que fazem on line e paguem
pelo que gostam de fazer on line, o que tornaria a relação mais direta e honesta.
Lanier explica: ―Quando você olhava para o anúncio da TV, ele não estava te
olhando de volta. Na internet, é diferente: há mais informação sendo tirada de você
do que oferecida. Ferramentas em qualquer site captam como seu corpo se mexe,
onde você está e tudo sobre seus dispositivos. O que você vê é a menor parte do
que acontece. Toda informação tirada de você é usada para mudar sua experiência
on line e criar uma sistemática que te prenda. Isso é chamado de engajamento.
Chamo de vício. É quase como vício em jogo, há busca por satisfação, e a punição é
severa.‖
Jaron Lanier recomenda ficar atento aos 10 argumentos para você deletar suas
redes sociais:
1. Você está perdendo seu livre-arbítrio
2. Largar as redes sociais é a maneira mais certeira de resistir à insanidade dos
nossos tempos
3. As redes sociais estão tornando você um babaca
4. As redes sociais minam a verdade
5. As redes sociais transformam o que você diz em algo sem sentido
6. As redes sociais destroem sua capacidade de empatia
7. As redes sociais deixam você infeliz
8. As redes sociais não querem que você tenha dignidade econômica
9. As redes sociais tornam a política impossível
10. As redes sociais odeiam sua alma
(Folha de S. Paulo, 20.10.2019, Adaptado)
Considere os 10 argumentos de Lanier, no último parágrafo do texto, para
responder à questão.
Assinale a alternativa em que a palavra em destaque na primeira frase está
corretamente substituída por um pronome pessoal na segunda.
a) Você está perdendo seu livre arbítrio./ Você está perdendo-lo.
b) Largar as redes sociais é a maneira mais certeira de resistir à insanidade./
Largar as redes sociais é a maneira mais certeira de resistir-lhe.
c) As redes sociais estão tornando você um babaca./ As redes sociais estão
tornando-lhe um babaca.
d) As redes sociais deixam você infeliz./ As redes sociais lhe deixam infeliz.
e) As redes sociais destroem sua capacidade de empatia./ As redes sociais
destroem-la.
274) Concurso: Ass GP/IPSM SJC/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão a seguir
Para se alfabetizar de verdade,
Brasil deve se livrar de algumas ideias tortas
Meses atrás, quando falei aqui do livro de Zinsser, um leitor deixou o seguinte
comentário: ―É de uma pretensão sem tamanho, a vaidade elevada ao maior grau,
o sujeito se meter a querer ensinar os outros a escrever‖.
Pois é. Muita gente acredita que, ao contrário de todas as demais atividades
humanas, da música à mecânica de automóveis, do macramê à bocha, a escrita
não pode ser ensinada.
Por quê? Porque é especial demais, elevada demais, dizem alguns. É o caso do
leitor citado, que completou seu comentário com esta pérola: ―Saber escrever é
uma questão de talento, quem não tem, não vai nunca aprender…‖
Há os que chegam à mesma conclusão pelo lado oposto, a ilusão de que toda
pessoa alfabetizada domina a escrita, e o resto é joguinho de poder espúrio.
Talento literário é raro mesmo, mas não se trata disso. Também não estamos
falando só de correção gramatical e ortográfica, aspecto que será cada vez mais
delegado à inteligência artificial.
Estamos falando de pensamento. Escrever com clareza e precisão, sem matar o
leitor de confusão ou tédio, é uma riqueza que deve ser distribuída de forma
igualitária por qualquer sociedade que se pretenda civilizada e justa.
(Sérgio Rodrigues. Folha de S.Paulo, 07.12.2017)
Assinale a alternativa correta quanto à colocação pronominal, de acordo com a
norma-padrão.
a) Talento literário é raro mesmo, e onde vivemos é comum ouvir que dificilmente
encontramo-lo por aí.
b) Escrever com clareza e precisão é uma riqueza e esta deve-se distribuir de
forma igualitária numa sociedade.
c) Me disse um leitor que eu tinha pretensão sem tamanho, ao comentar o que
falei sobre o livro de Zinsser.
d) Hoje se entende que só correção gramatical e ortográfica não são qualidades
suficientes para uma boa escrita.
e) Poderia-se dizer que a escrita, ao contrário de todas as demais atividades
humanas, não pode ser ensinada?
275) Concurso: OfAA/CM 2 Córregos/2018 Banca: VUNESP
O pronome em destaque está posicionado de acordo com a norma-padrão da língua
na frase:
a) Ela tem dado-nos muitos bons conselhos para superar as tristezas.
b) Ele sugeriu que dedicássemo-nos a aprender com as experiências negativas.
c) Ela convida-nos a refletir a respeito do valor positivo das perdas.
d) Ele pediu para voltarmos ao lugar onde encontramo-nos pela primeira vez.
e) Ela não ofereceu-nos uma fórmula para resolver nossos problemas emocionais.
276) Concurso: Esc/TJ SP/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Se determinado efeito, lógico ou artístico, mais fortemente se obtém do emprego
de um substantivo masculino apenso a substantivo feminino, não deve o autor
hesitar em fazê-lo. Quis eu uma vez dar, em uma só frase, a ideia – pouco importa
se vera ou falsa – de que Deus é simultaneamente o Criador e a Alma do mundo.
Não encontrei melhor maneira de o fazer do que tornando transitivo o verbo ―ser‖;
e assim dei à voz de Deus a frase:
– Ó universo, eu sou-te, em que o transitivo de criação se consubstancia com o
intransitivo de identificação.
Outra vez, porém em conversa, querendo dar incisiva, e portanto
concentradamente, a noção verbal de que certa senhora tinha um tipo de rapaz,
empreguei a frase ―aquela rapaz‖, violando deliberadamente e justissimamente a
lei fundamental da concordância.
A prosódia, já alguém o disse, não é mais que função do estilo.
A linguagem fez-se para que nos sirvamos dela, não para que a sirvamos a ela.
(Fernando Pessoa. A língua portuguesa, 1999. Adaptado)
Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de colocação pronominal.
a) Para expressar minha ideia, juntariam-se o transitivo de criação com o
intransitivo de identificação na frase.
b) A prosódia, já disse-o alguém, não é mais que função do estilo.
c) Sirvamo-nos da linguagem para quaisquer efeitos, sejam eles lógicos ou
artísticos.
d) Tendo referido-me a Deus simultaneamente como o Criador e a Alma do mundo,
recorri à frase: – Ó universo, eu sou-te.
e) Se consubstancia o transitivo de criação com o intransitivo de identificação na
frase: – Ó universo, eu sou-te.
277) Concurso: Aux AA/Pref Mogi Cruzes/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
Estima-se que, até o fim deste ano, o número de pessoas vivendo na miséria no
Brasil crescerá de 2,5 milhões a 3,6 milhões, segundo o Banco Mundial. O número
de brasileiros vivendo abaixo da linha da pobreza passou dos 16 milhões, em 2014,
para cerca de 22 milhões neste ano, de acordo com o Centro de Políticas Sociais da
Fundação Getúlio Vargas (FGV Social). Em momentos assim, o Brasil depara com
outra chaga, diferente da pobreza: a desigualdade. Os mais ricos se protegem
melhor da crise, que empurra para baixo a parcela da população já empobrecida.
Por isso, o FGV Social alerta sobre um aumento relevante da desigualdade no país.
Ela já subiu no ano passado, na medição que usa um índice chamado Gini. Foi a
primeira vez que isso ocorreu em 22 anos. Trata-se de um fenômeno especialmente
ruim num país em que a desigualdade supera a normalmente encontrada em
democracias capitalistas. Para piorar, descobrimos recentemente que
subestimávamos o problema.
Até o ano retrasado, a régua da desigualdade era organizada só com o Índice de
Gini, baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). Por esse
método, ficavam de fora do quadro os rendimentos que principalmente os mais
ricos conseguem de outras fontes, que não o salário – a renda do capital, oriunda
de ativos como aplicações financeiras, participação em empresas e propriedade de
imóveis. Isso mudou quando a Receita Federal publicou números do Imposto de
Renda (IR) de pessoa física de 2007 em diante. Os números mais recentes,
referentes a 2015, foram abertos em julho deste ano. Eles evidenciam que a
concentração de renda no topo da pirâmide social brasileira é muito maior do que
se pensava. A análise restrita às entrevistas domiciliares indicava que o 1% mais
rico de brasileiros concentrava 11% da renda. Com os dados do IR e do Produto
Interno Bruto (PIB), essa fatia saltou para 28%.
(Época, 13.11.2017)
Assinale a alternativa correta quanto à norma-padrão de colocação pronominal.
a) Se pensava que a concentração de renda no topo da pirâmide brasileira fosse
menor.
b) Havia um problema ruim no Brasil e, para piorar, recentemente descobrimo-lo.
c) Os dados do IR e do PIB mostram-se chocantes, pois eles revelam contrastes.
d) Os mais ricos têm valido-se de outras fontes de renda, que não o salário
recebido.
e) As pessoas sabiam que, com os dados do IR e PIB, mudaria-se o número de
ricos.
278) Concurso: AuxA/CM Indaiatuba/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
A última crônica
A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao
balcão. Na realidade, estou adiando o momento de escrever.
A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais
um ano nesta busca do pitoresco no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas
recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da
convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Nesta perseguição do acidental,
quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente
doméstico, torno-me simples espectador. Sem mais nada para contar, curvo a
cabeça e tomo meu café, enquanto o verso de um poeta se repete na lembrança:
―assim eu quereria o meu último poema‖. Não sou poeta e estou sem assunto.
Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem
uma crônica.
Ao fundo do botequim, um casal acaba de sentar-se numa das últimas mesas de
mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na
contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma
menininha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre,
que se instalou também à mesa. Três seres esquivos que compõem em torno à
mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se
preparam para algo mais que matar a fome.
Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou
do bolso, aborda o garçom e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma.
Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A
meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão
apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho – um bolo simples,
amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular.
A menininha olha a garrafa de refrigerante e o pratinho que o garçom deixou à sua
frente. Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa a um discreto
ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O
pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta
como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.
São três velinhas brancas que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E
enquanto ela serve o refrigerante, o pai risca o fósforo e acende as velas. A
menininha sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater
palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam,
discretos: ―parabéns pra você, parabéns pra você...‖. A menininha agarra
finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está
olhando para ela com ternura – ajeita-lhe a fitinha no cabelo, limpa o farelo de bolo
que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se
convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-
lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça
abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.
Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.
(Fernando Sabino. http//contobrasileiro.com.br. Adaptado)
Leia as frases do texto:
• Lanço um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem
uma crônica.
• O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o
garçom...
Os pronomes que substituem, correta e respectivamente, as expressões destacadas
e estão adequadamente colocados na frase encontram-se em:
a) Lanço-o ... que a merecem ... contá-lo ... aborda-o.
b) Lanço-lhe ... que a merecem ... contar-lo ... aborda-o.
c) Lanço-lhe ... que merecem-a ... contá-lo ... aborda-lhe.
d) Lanço-o ... que merecem-na ... contar-lhe ... aborda-lhe.
e) Lanço-o ... que a merecem ... contá-lo ... abordá-lo.
279) Concurso: Ag Prev/PAULIPREV/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
O físico e matemático inglês Isaac Newton é um dos maiores cientistas da
humanidade. Filho de fazendeiros, Newton nasceu em Woolsthorpe, uma pequena
aldeia da Inglaterra, em 1643. Desde criança, demonstrava mais interesse por
desenvolver inventos do que pelos negócios da família. Aos 18 anos, foi aceito no
Trinity College, da Universidade de Cambridge, onde recebeu o grau de Bacharel
em Artes.
Em 1671, assumiu o cargo de professor catedrático de matemática na mesma
universidade e, em 1703, foi eleito presidente da Real Sociedade de Londres para o
Melhoramento do Conhecimento Natural, uma instituição destinada à promoção do
conhecimento científico. Dois anos depois, tornou-se o primeiro cientista a receber
o título de ―Sir‖, sagrado cavaleiro da rainha da Inglaterra. Newton morreu em
1727, aos 84 anos, por complicações decorrentes da idade extremamente elevada
para a época.
No período em que cursava faculdade em Cambridge, a Peste Negra assolou a
Inglaterra e matou um décimo da população. Por 18 meses, a universidade ficou
fechada, e Newton voltou para casa. Um belo dia, sentado à sombra de uma
macieira (cujas descendentes ainda existem!), viu uma maçã cair no chão – ou na
sua cabeça, a história vai do gosto do freguês – e formulou a Lei da Gravitação
Universal, que explica a força da gravidade. Com essa descoberta, Newton deu
início à ciência moderna. Como diria o cientista em um ensinamento que vale para
a vida: ―nenhuma grande descoberta foi feita jamais sem um palpite ousado‖.
(Marilia Marasciulo. O que você pode aprender com as descobertas
de Isaac Newton. 17.01.2018. http://revistagalileu.globo.com. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a frase está reescrita conforme a norma-padrão com
a expressão destacada substituída pelo pronome.
a) Newton dedicou à ciência muitos anos de vida. / Newton dedicou-a muitos
anos de vida.
b) O cientista gostava de desenvolver inventos. / O cientista gostava de
desenvolvê-los.
c) A lei de Newton revolucionou os estudos científicos. / A lei de Newton lhes
revolucionou.
d) Sem estudo, Newton não teria explicado a gravidade. / Sem estudo, Newton
não teria explicado-a.
e) É verdade que recebeu o título de “Sir”. / É verdade que recebeu-lhe.
280) Concurso: Tec Leg/CM SJC/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto, para responder à questão.
Nas minhas pesquisas, tenho constatado que muitas mulheres brasileiras
reproduzem e fortalecem, consciente ou inconscientemente, a lógica da dominação
masculina. É verdade que o discurso hegemônico atual é o de libertação dos papéis
que aprisionam a maioria das mulheres. No entanto, os comportamentos femininos
não são tão livres assim; muitos valores mais tradicionais permanecem
internalizados. Existe uma enorme distância entre o discurso libertário das
brasileiras e seu comportamento e valores conservadores.
Não pretendo alimentar a ideia de que as mulheres são as piores inimigas das
mulheres, mas provocar uma reflexão sobre os mecanismos que fazem com que a
lógica da dominação masculina seja reproduzida também pelas mulheres. Nessa
lógica, como argumentou Pierre Bordieu, os homens devem ser sempre superiores:
mais velhos, mais altos, mais fortes, mais poderosos, mais ricos, mais
escolarizados. Essa lógica constitui as mulheres como objetos, e tem como efeito
colocá-las em um permanente estado de insegurança e dependência. Delas se
espera que sejam submissas, contidas, discretas, apagadas, inferiores, invisíveis.
Em O Segundo Sexo, Simone de Beauvoir escreveu que não definiria as mulheres
em termos de felicidade, e sim de liberdade. Ela acreditava que, para muitas, seria
mais confortável suportar uma escravidão cega do que trabalhar para se libertar. A
filósofa francesa afirmou que a liberdade é assustadora, e que, por isso, muitas
mulheres preferem a prisão à sua possível libertação. No entanto, ela acreditava
que só existiria uma saída para as mulheres: recusar os limites que lhes são
impostos e procurar abrir para si e para todas as outras o caminho da libertação.
(Miriam Goldenberg, O inferno são as outras. Veja, 07.03.2018)
Assinale a alternativa em que a expressão entre colchetes substitui o trecho
destacado obedecendo à norma-padrão de emprego e colocação do pronome.
a) Essa lógica constitui as mulheres como objetos ... [constitui elas]
b) ... Simone de Beauvoir escreveu que não definiria as mulheres em termos de
felicidade ... [definiria-as]
c) ... seria mais confortável suportar uma escravidão cega do que trabalhar ...
[suportar-lhe]
d) ... muitas mulheres brasileiras fortalecem a lógica da dominação masculina.
[fortalecem-a]
e) ... muitas mulheres preferem a prisão à sua possível libertação. [preferem-na]
281) Concurso: Sold/PM SP/2ª Classe/2018 Banca: VUNESP
Por que o criador do botão „curtir‟ do Facebook apagou as redes sociais do celular
A tecnologia só deve prender nossa atenção nos momentos em que nós queremos,
conscientemente, prestar atenção nela. ―Em todos os outros casos, deve ficar fora
do nosso caminho.‖
Quem afirma não é um dos críticos tradicionais das redes sociais, mas justamente o
executivo responsável pela criação do botão ‗curtir' nos primórdios do Facebook, há
mais de dez anos.
Depois de perceber que as notificações de aplicativos como o próprio Facebook
ocupavam boa parte do seu dia, eram distrativas e o afastavam das relações na
vida real, o matemático Justin Rosenstein decidiu apagar todas as redes sociais,
aplicativos de e-mails e notícias de seu celular, em busca de mais ―presença‖ no
mundo off-line.
Interrogado se ele se arrepende por ter criado a fonte da distração que hoje tanto
critica, responde: ―Nenhum arrependimento. Sempre que se tenta progredir,
haverá consequências inesperadas. Você tem que ter humildade e ter muita
atenção no que acontece depois, para fazer mudanças conforme for apropriado‖.
(Ricardo Senra. www.bbc.com. Adaptado)
A palavra ―Interrogado‖, destacada ao início do último parágrafo, pode ser
substituída, no que se refere à norma-padrão, por
a) Ao questionarem-o.
b) Ao perguntarem-lhes.
c) Ao os perguntarem.
d) Ao questionarem-nos.
e) Ao lhe perguntarem.
282) Concurso: VUNESP - APP/PC SP/2018 Banca: VUNESP
Leia a tira para responder à questão.
A reescrita de ―... ninguém diz para ele o que fazer.‖ e ―... as pessoas devem
expressar sua individualidade...‖, com as expressões destacadas substituídas por
pronomes, em conformidade com a norma-padrão da língua, resulta,
respectivamente, em:
a) ninguém o diz o que fazer / as pessoas devem-na expressar.
b) ninguém diz-lhe o que fazer / as pessoas devem expressá-la.
c) ninguém lhe diz o que fazer / as pessoas devem expressar-lhe.
d) ninguém lhe diz o que fazer / as pessoas devem expressá-la.
e) ninguém diz-lhe o que fazer / as pessoas devem a expressar.
283) Concurso: VUNESP - APP/PC SP/2018 Banca: VUNESP
Assinale a alternativa em que em que a colocação do pronome destacado atende à
norma-padrão da língua.
a) Apenas quando lembra-se do que lera nos jornais, o narrador compreende a
razão de não haver pão.
b) Ao ouvir a história do padeiro, o narrador indigna-se com a forma como sempre
tratavam-no nas casas.
c) O narrador relacionava a história do padeiro à sua, se recordando do tempo em
que era um jovem escritor.
d) De tanto ouvir que não era ninguém, o padeiro já não se incomodava mais por
ser tratado assim.
e) Para o padeiro, era natural a ideia de que ninguém reconhecia-o devido à
natureza do seu trabalho.
284) Concurso: Ag Tel Pol/PC SP/2018 Banca: VUNESP
Frei Caneca e a Virgem Maria
No dia 13 de janeiro de 1825, um condenado caminhava com passos firmes na
direção da forca, no centro do Recife. Era o frei Joaquim do Amor Divino Caneca, o
lendário Frei Caneca, lutador incansável pela independência do Brasil. Ele tinha
participado da revolta da Confederação do Equador, sufocada pelo governo de
Pernambuco. Vestia o hábito da Irmandade da Madre de Deus. Sob o olhar curioso
da multidão, foi submetido ao degradante ritual da desautoração*, perdendo os
direitos eclesiásticos, para que pudesse enfrentar o suplício da forca.
Impassível e altivo, deixou que os monges despissem suas vestes sagradas.
Permaneceu firme quando recebeu na tonsura** o golpe simbólico da excomunhão.
O carrasco já se preparava para o gesto fatal, quando recuou, com o rosto pálido,
dizendo que a Virgem Maria estava junto ao condenado. Veio então o ajudante do
carrasco, que também se recusou a executar Frei Caneca, diante da visão da
Virgem Maria. Aí foram buscar dois escravos. E esses, mesmo duramente
açoitados, negaram-se a participar da execução. O juiz mandou trazer dois presos
da cadeia pública e lhes ofereceu a liberdade em troca da execução de Frei Caneca.
E eles igualmente se negaram, alegando a visão da Virgem Maria.
Mas era preciso matar Frei Caneca de qualquer jeito, como exemplo para
desencorajar futuros conspiradores. O juiz então ordenou que ele fosse fuzilado.
Percebendo que os soldados tremiam com as armas na mão, Frei Caneca procurou
exortá-los:
– Vamos, meus amigos. Não me façam sofrer muito. Virgem Maria há de
compreender os vossos temores. Tenham fé, ela já os perdoou.
E os tiros provocaram um arrepio na multidão silenciosa.
(Eloy Terra. 500 anos: Crônicas pitorescas da história do Brasil. Adaptado)
*Desautoração: privação da dignidade do cargo, como medida punitiva.
**Tonsura: corte redondo dos cabelos no topo da cabeça dos clérigos.
Assinale a alternativa em que, segundo a norma-padrão, o pronome, na expressão
destacada, pode ser colocado também depois do verbo.
a) Não me façam sofrer muito.
b) O carrasco se preparava para o gesto fatal.
c) E eles igualmente se negaram, alegando a visão da Virgem Maria.
d) Veio então o ajudante do carrasco, que também se recusou a executar Frei
Caneca.
e) Tenham fé, ela já os perdoou.
285) Concurso: Ag Tel Pol/PC SP/2018 Banca: VUNESP
Frei Caneca e a Virgem Maria
No dia 13 de janeiro de 1825, um condenado caminhava com passos firmes na
direção da forca, no centro do Recife. Era o frei Joaquim do Amor Divino Caneca, o
lendário Frei Caneca, lutador incansável pela independência do Brasil. Ele tinha
participado da revolta da Confederação do Equador, sufocada pelo governo de
Pernambuco. Vestia o hábito da Irmandade da Madre de Deus. Sob o olhar curioso
da multidão, foi submetido ao degradante ritual da desautoração*, perdendo os
direitos eclesiásticos, para que pudesse enfrentar o suplício da forca.
Impassível e altivo, deixou que os monges despissem suas vestes sagradas.
Permaneceu firme quando recebeu na tonsura** o golpe simbólico da excomunhão.
O carrasco já se preparava para o gesto fatal, quando recuou, com o rosto pálido,
dizendo que a Virgem Maria estava junto ao condenado. Veio então o ajudante do
carrasco, que também se recusou a executar Frei Caneca, diante da visão da
Virgem Maria. Aí foram buscar dois escravos. E esses, mesmo duramente
açoitados, negaram-se a participar da execução. O juiz mandou trazer dois presos
da cadeia pública e lhes ofereceu a liberdade em troca da execução de Frei Caneca.
E eles igualmente se negaram, alegando a visão da Virgem Maria.
Mas era preciso matar Frei Caneca de qualquer jeito, como exemplo para
desencorajar futuros conspiradores. O juiz então ordenou que ele fosse fuzilado.
Percebendo que os soldados tremiam com as armas na mão, Frei Caneca procurou
exortá-los:
– Vamos, meus amigos. Não me façam sofrer muito. Virgem Maria há de
compreender os vossos temores. Tenham fé, ela já os perdoou.
E os tiros provocaram um arrepio na multidão silenciosa.
(Eloy Terra. 500 anos: Crônicas pitorescas da história do Brasil. Adaptado)
*Desautoração: privação da dignidade do cargo, como medida punitiva.
**Tonsura: corte redondo dos cabelos no topo da cabeça dos clérigos.
A alternativa que reescreve o trecho ―O juiz então ordenou que ele fosse fuzilado.‖,
de acordo com a norma padrão de emprego e colocação de pronome, é:
a) O juiz então ordenou que lhe fuzilassem.
b) O juiz então ordenou que fuzilassem-lhe.
c) O juiz então ordenou que fuzilassem-o.
d) O juiz então ordenou que fuzilassem ele.
e) O juiz então ordenou que o fuzilassem.
286) Concurso: Ag Tel Pol/PC SP/2018 Banca: VUNESP
Leia a charge para responder à questão.
Uma frase escrita em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa e
com a mensagem da charge é:
a) O avô ficou ofendido quando o neto apontou-o a falta de wi-fi.
b) Os adultos não entenderam a dúvida do menino e censuraram-o.
c) O menino dirigiu-se ao avô e perguntou-o se ele pegava wi-fi.
d) O pai julgou a atitude do garoto inadequada e o repreendeu.
e) A pergunta que o neto fez ao avô o despertou forte indignação.
287) Concurso: PP/PC SP/2018 Banca: VUNESP
Leia o texto para responder à questão.
O Clube dos Suicidas
A senhora – o que foi que tomou mesmo? Comprimidos. Não sabe que
comprimidos? Gardenal. Tomou Gardenal. Muitos? Cuidado, não pise no fio do
microfone. Dez comprimidos. E o que foi que sentiu? Uma tontura gostosa! Vejam
só, uma tontura gostosa! Não é notável? Uma tontura gostosa. E foi por causa de
quem? Olha o fio. Do marido. O marido bebia. Batia também? Batia. Voltava
bêbado e batia. Quebrava toda a louça. Agora prometeu se regenerar. E ela não vai
mais tomar Gardenal. Palmas. Olha o fio. Fica ali, à esquerda. Ali, junto com as
outras. Depois recebe o brinde. Aproveito este breve intervalo para anunciar que a
moça loira da semana passada – lembram, aquela que tomou ri-do-rato? Morreu.
Morreu ontem. A família veio aqui me avisar. Foi uma dura lição, infelizmente ela
não poderá aproveitar. Outros o farão. E a senhora? Ah, não foi a senhora, foi a
menina. Que idade tem ela? Dez. Tomou querosene? Por que a senhora bateu nela?
A senhora não bate mais, ouviu? E tu não toma mais querosene, menina. A
propósito, que tal o gosto? Ruim. Não tomou com guaraná? Ontem esteve aqui
uma que tomou com guaraná. Diz que melhorou o gosto. Não sei, nunca provei. De
qualquer modo, bem-vinda ao nosso Clube. Fica ali, junto com as outras. Cuidado
com o fio. Olha um homem! Homem é raro aqui. O que foi que houve? A mulher lhe
deixou? Miserável. Ah, não foi a mulher. Perdeu o emprego. Também não é isto.
Fala mais alto! Está desenganado. É câncer? Não sabe o que é. Quem foi que
desenganou? Os doutores às vezes se enganam. Fica ali à esquerda e aguarde o
brinde. E esta moça? Foi Flit? Tu pensas que é barata, minha filha? Vai ali para a
esquerda. Olha o fio, olha o fio. E esta senhora, tão velhinha – já me disseram que
a senhora quis se enforcar. É verdade? Com o fio do ferro elétrico, quem diria! E
dá? Mostra para nós como é que foi. Pode usar o fio do microfone.
(Moacyr Scliar, Os melhores contos, 1996)
Observe as passagens:
Tomou querosene? [...] Ontem esteve aqui uma que tomou com guaraná. Diz
que melhorou o gosto. Não sei, nunca provei.
Olha um homem! Homem é raro aqui. [...] Está desenganado. É câncer? Não
sabe o que é. Quem foi que desenganou?
Considerando o emprego e a colocação de pronomes, em conformidade com a
norma-padrão, as frases em destaque podem ser assim reescritas,
respectivamente:
a) Não sei, nunca lhe provei. / Quem foi que desenganou você?
b) Não sei, nunca o provei. / Quem foi que o desenganou?
c) Não sei, nunca provei-o. / Quem foi que desenganou- lhe?
d) Não sei, nunca provei ele. / Quem foi que desenganou ele?
e) Não sei, nunca provei-lhe. / Quem foi que desenganou- lhe?
288) Concurso: Ag/Pref Barretos/Segurança/2018 Banca: VUNESP
A frase em que o pronome destacado está posicionado corretamente é:
a) Quando encontraremo-nos no campo, veremos mais estrelas no céu, por haver
menos iluminação artificial.
b) Os moradores das grandes cidades talvez tenham convencido-se de que sua
vida seja melhor que no campo.
c) O homem da cidade não relaciona-se com o alimento como quem trabalha
diretamente com a terra.
d) Um hábito comum às famílias do campo e da cidade é reunir-se para o almoço
do domingo.
e) É possível que desenvolva-se uma percepção mais cíclica do tempo em quem
tem maior contato com a natureza.
289) Concurso: AgAd/Pref Registro/2018 Banca: VUNESP
Logística reversa* e sustentabilidade
Nos últimos anos, a sustentabilidade se tornou um dos temas mais discutidos no
setor empresarial. Isso é fruto, principalmente, da conscientização social. O ser
humano está cada vez mais certo de que os recursos naturais que utiliza são
finitos. Dessa maneira, se não nos preocuparmos com o planeta, as próximas
gerações estarão ameaçadas. O tripé reduzir, reutilizar e reciclar é uma tendência
cada vez mais presente em nossa sociedade.
Com leis relacionadas às questões ambientais muito mais rígidas, as empresas e
indústrias brasileiras se viram na obrigação de desenvolver projetos voltados à
logística reversa. Hoje em dia, já não basta reaproveitar e remover os refugos do
processo de produção. O fabricante é responsável por todas as etapas até o fim da
vida útil do produto. Por isso, a logística reversa está cada vez mais presente nas
operações das empresas. O investimento para o desenvolvimento de embalagens
mais sustentáveis, retornáveis ou descartáveis, vem promovendo não só a queda
do peso dos recipientes, o que já colabora para a redução do impacto ambiental,
mas também a diminuição dos custos de industrialização, por serem mais leves.
Outro ponto favorável fica por conta do crédito perante a opinião pública, já que as
empresas demonstram que também se preocupam com o meio ambiente.
Ambos os lados se beneficiam com a logística reversa. O consumidor atende sua
consciência ecológica, recuperando parte do valor do produto, enquanto a empresa
fabrica novos produtos com menos custos e insumos. Quem está no meio dessa
cadeia também se beneficia, já que novas oportunidades de negócios são geradas e
há uma inserção maior no mercado de trabalho para uma parcela marginalizada da
sociedade.
Fica evidente que a logística reversa é uma forma eficiente de recuperar os
produtos e materiais descartados das empresas. Atualmente, as empresas
modernas já entenderam que, além de lucratividade, é necessário atender aos
interesses sociais, ambientais e governamentais, para atingir a sustentabilidade. É
preciso satisfazer governos, comunidade, clientes, funcionários e fornecedores, que
avaliam a empresa por diferentes ângulos. A logística reversa ainda está em
difusão no Brasil, aplicada ora somente por empresas de grande e médio porte. O
potencial de crescimento nos próximos anos, porém, é muito promissor.
(Nili Cini Junior. Revista Planeta. junho 2018. ano 46. Edição 54. Adaptado)
* Logística reversa é um instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um
conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos
resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos
produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada.
Considere as frases:
• ... a logística reversa é uma forma eficiente de recuperar os produtos e
materiais descartados das empresas.
• ... que avaliam a empresa por diferentes ângulos.
A substituição das expressões em destaque por pronomes está correta, conforme a
norma-padrão da língua portuguesa, respectivamente, em:
a) recuperá-los; a avaliam.
b) recuperá-los; as avaliam.
c) recuperar-lhes; avaliam-na.
d) os recuperar; avaliam-lhe.
e) recuperar-lhes; lhes avaliam.
290) Concurso: Of Adm I/Pref SBC/2018 Banca: VUNESP
Quando me propus a escrever um texto sobre o filme ―Pantera Negra‖, eu pensei
na possibilidade de escrever sobre todos os sentimentos que se misturavam em
meu corpo e coração vendo o filme.
Fui ver o filme sob muita expectativa, como todo o povo negro ao redor do mundo
indo para as salas de cinema vestidos com suas melhores roupas — acho que eu
nunca fui tão arrumada ver um filme —, como se fosse uma ocasião muito especial.
E de fato foi.
Em tempos em que a questão da representatividade negra ganha cada vez mais
força na cultura nerd/geek, ver um herói negro é algo gratificante, muito forte e
cheio de significado para o povo negro que curte esse universo.
Diante disso, desde quando vi o trailer do filme pela primeira vez, eu não parei de
pensar em um ponto importantíssimo: as crianças negras.
Uma amiga me mostrou uma foto no Instagram que fez meu coração esquentar de
felicidade: o seu filho, diante do cartaz do filme, vestido de Pantera Negra, com um
sorriso enorme no rostinho. Uma busca rápida pela hashtag #BlackPanther, e o
resultado são várias fotos de crianças com seus pais e responsáveis, meninos e
meninas negras, de várias partes do mundo, sorrindo, usando com orgulho
camisetinhas com o herói da vez estampado ou com a máscara do rei T‘Challa
cobrindo seus rostinhos, da mesma forma que o filho dessa minha amiga.
Eu confesso que saí da sala do cinema sentindo um alívio imenso, porque talvez eu
também tenha sido uma criança que precisava dessa carga de representatividade.
(Paula Silva. “Pantera Negra: finalmente um filme 100% negro!”.
http://azmina.com.br, 07.03.2018. Adaptado)
Observando-se a colocação do pronome oblíquo átono em destaque, assinale a
alternativa correta.
a) Se coloca, no 1º parágrafo do texto, uma contextualização ao leitor sobre as
motivações da autora para escrever seu texto.
b) No 2º parágrafo do texto, a autora conta como estava vestida para ver o filme e
como se sentia psicologicamente.
c) No 3º parágrafo, Paula Silva não furta-se a expressar como ela enxerga a
importância de haver um super-herói negro.
d) O 4º e o 5º parágrafos são usados para que relate-se sobre as crianças negras,
que finalmente se veem representadas.
e) No último parágrafo, a autora reflete sobre sua própria infância, pois talvez
nunca viu-se tanta representatividade no cinema.
291) Concurso: Sold/PM SP/2ª Classe/2018 Banca: VUNESP
A grama do vizinho
Ao amadurecermos, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde
coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco. Converso com mulheres que
estão entre os 40 e 50 anos, todas com profissão, marido, filhos, saúde, e ainda
assim elas trazem dentro delas um não-sei-o-quê perturbador, algo que as
incomoda, mesmo estando tudo bem.
Passei minha adolescência com esta sensação: a de que algo muito animado estava
acontecendo em algum lugar para o qual eu não tinha convite. É uma das
características da juventude: considerar-se deslocado e impedido de ser feliz como
os outros são, ou aparentam ser. Só que chega uma hora em que é preciso deixar
de ficar tão ligada na grama do vizinho.
As festas em outros apartamentos são fruto da nossa imaginação, que é infectada
por falsos holofotes e falsas notícias. Os notáveis alardeiam muito suas vitórias,
mas falam pouco das suas angústias, não dão bandeira das suas fraquezas, então
fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando
na verdade a festa lá fora não está tão animada assim. Ao amadurecermos,
descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma.
Estamos todos no mesmo barco, com motivos para dançar pela sala e também
motivos para nos refugiarmos no escuro, alternadamente. Só que os motivos para
nos refugiarmos no escuro raramente são divulgados.
Nesta era de exaltação de celebridades, fica difícil mesmo achar que a vida da
gente tem graça. Mas, tem. Paz interior, amigos leais, nossas músicas, livros,
fantasias, desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na nossa biografia. Ou
será que é tão divertido passar dois dias na Ilha de Caras fotografando junto a
todos os produtos dos patrocinadores? Compensa passar a vida comendo alface
para ter o corpo que a profissão de modelo exige? Estarão mesmo todos realizando
um milhão de coisas interessantes? Favor não confundir uma vida sensacional com
uma vida sensacionalista.
As melhores festas acontecem dentro do nosso próprio apartamento.
(Martha Medeiros,www.refletirpararefletir.com.br/cronicas -de-martha-medeiros/ Adaptado.
Acessado em 09.08.2018)
Assinale a alternativa em que o pronome em destaque obedece à norma-padrão de
colocação pronominal.
a) Os vizinhos tinham deixado-nos participar de suas festas.
b) Me infectavam a imaginação com falsas notícias.
c) Muito impressionava-nos o fato de terem marido, filhos, profissão e não serem
felizes.
d) Jamais me convidavam para as festas muito animadas que aconteciam.
e) As celebridades tinham dito-me que compensa passar a vida comendo alface.
292) Concurso: Sarg/PM S