0% acharam este documento útil (0 voto)
210 visualizações26 páginas

Enxofre

1. O documento discute as formas de enxofre no solo e no sistema solo-planta, incluindo seu ciclo biogeoquímico e importância para o crescimento de plantas. 2. É explicado que o enxofre desempenha papel importante no metabolismo de plantas e é um macronutriente secundário essencial, porém muitos solos vêm apresentando deficiência desse nutriente devido ao uso intensivo de cultivos. 3. O texto também aborda as diferentes formas de enxofre no solo

Enviado por

ezequiel
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
210 visualizações26 páginas

Enxofre

1. O documento discute as formas de enxofre no solo e no sistema solo-planta, incluindo seu ciclo biogeoquímico e importância para o crescimento de plantas. 2. É explicado que o enxofre desempenha papel importante no metabolismo de plantas e é um macronutriente secundário essencial, porém muitos solos vêm apresentando deficiência desse nutriente devido ao uso intensivo de cultivos. 3. O texto também aborda as diferentes formas de enxofre no solo

Enviado por

ezequiel
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA - UFRR

CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS - CCA


PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM AGRONOMIA
DISCIPLINA: Fertilidade do Solo – PAG508D
PROFª. Drª. SANDRA CÁTIA PEREIRA UCHÔA

ENXOFRE

Boa vista-RR
Outubro / 2021
Ezequiel Souza Queiroz

ENXOFRE

Atividade prática, proposta para


complemento de nota do componente
curricular FERTILIDADE DO SOLO –
PAG508D ministrado pela Profª. Drª.
Sandra Cátia Pereira Uchôa, no
semestre 2021.2.

Boa vista-RR
Outubro / 2021
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO.................................................................................................................4
2. FORMAS DE ENXOFRE NO SISTEMA SOLO-PLANTA.........................................5
2.1 Ciclo Biogeoquímico do enxofre.................................................................................5
2.2 Enxofre no solo............................................................................................................6
2.3 A relação C ̸ S...............................................................................................................9
3. ADSORÇÃO DE ENXOFRE NO SOLO........................................................................9
4. FORMAS LÁBEIS E NÃO-LÁBEIS.............................................................................10
5. ENXOFRE NOS VEGETAIS.........................................................................................12
5.1 Capacidade de adsorção e fixação de SO42-................................................................13
6. EXTRATORES................................................................................................................15
6.1 Interpretação através de dados já consolidados..........................................................15
7. FONTES MINERAIS QUE CONTEM ENXOFRE.....................................................17
8. SINTOMAS DE DEFICIÊNCIA DE S NAS PLANTAS.............................................18
9. CONSIDERAÇÕES FINAIS..........................................................................................19
10. REFERÊNCIAS...........................................................................................................20
11. ANEXO.........................................................................................................................24
4
Enxofre

1. INTRODUÇÃO

O enxofre é um dos elementos essenciais para o crescimento e desenvolvimento de


plantas e animais. De forma independente, é chamado de macronutriente secundário e é
agrupado com cálcio (Ca) e magnésio (Mg) em lugar de estar agrupados com nitrogênio (N) e
fósforo (P) com os quais forma parte dos aminoácidos (ALVAREZ et al., 2001).

O enxofre (S) desempenha importante função no metabolismo e, por conseguinte, no


ciclo vital das plantas. Algumas moléculas contendo S participam da estrutura de aminoácidos
essenciais, da clorofila, enzimas e coenzimas, além de participar de diversos processos
metabólicos como a ativação enzimática (MASCHNER, 1995; COLEMAN, 1996).

Solos intensamente cultivados onde se utiliza formulações desprovidas de enxofre (S),


podem apresentar baixa disponibilidade desse nutriente. Isso pode resultar em sintomas de
deficiência nas culturas, acarretando redução de produtividade (NOGUEIRA & MELO,
2003).

Grandes áreas ao redor do mundo já apresentam solos com deficiência de S,


especialmente os solos oxídicos e argilosos mais intemperizados (ALVAREZ et al., 2001).
Ao longo das últimas décadas a deficiência de enxofre nos solos agricultáveis tem se tornado
cada vez mais frequente por todo o mundo, prejudicando tanto a qualidade como a
produtividade das colheitas, sendo assim urgente a adoção de insumos que garantam a
reposição desse nutriente (SCHERER, 2001).

Diante da crescente demanda pela produção de alimentos impulsionada pelo


crescimento da população global, torna-se um desafio indispensável estabelecer alternativas
sustentáveis que tornem os insumos agrícolas mais eficazes (FAO - FOOD AND
AGRICULTURE ORGANIZATION OF THE UNITED NATIONS, 2017).

De forma natural o S é encontrado em sua fase orgânica quase que na sua totalidade
nos ecossistemas naturais e ̸ ou sob cultivos, sendo uma importante reserva desse nutriente
encontrado principalmente nos solos mais intemperizados (NOVAIS, et al., 2007).

Diante do exposto o objetivo desse trabalho é aprofundar e debater assuntos


relacionados diretamente ao S bem como correlacionar artigos científicos voltados para este
assunto, a fim de fixar melhor o entendimento fácil de modo prático.
5
Enxofre

2. FORMAS DE ENXOFRE NO SISTEMA SOLO-PLANTA


2.1 Ciclo Biogeoquímico do enxofre
O enxofre, é o segundo elemento do grupo 16 da tabela periódica, representado pelo
símbolo químico “S” (do inglês sulphur), possui número atômico 16 e massa atômica de
32,064 g, é um elemento químico não-metálico, insolúvel em água, apresentando densidade
de 2 g/cm³, dureza entre 1,5 e 2,5, seu ponto de fusão é de 115 °C e cor amarelo limão
variando conforme o teor de impurezas, que compreende as tonalidades cinza, verde até o
vermelho (CANCIAN, 2010; BARKI, 2011).

O ciclo biogeoquímico do enxofre se assemelha ao do nitrogênio, principalmente por


ter diversos processos regulados pela atividade biológica. A constante retirada desse
macronutriente dos reservatórios para utilização diversas, vem causando alterações na sua
demanda, visto que a sua utilização para vários novos processos tem ampliado o seu uso
principalmente com a evolução do planeta (NOVAIS et al., 2007).

O enxofre (S) é o quarto macronutriente secundário essencial para o desenvolvimento


das plantas, e a falta deste nos solos tem sido um problema crescente em se tratando de
regiões agrícolas nos últimos anos. Quando se busca entender os processos de transformação
desse composto no solo, então tem-se um papel importante na remediação deste cenário e
também na elaboração de fertilizantes mais eficazes. Entretanto, pesquisas que visam estudar
esse nutriente são cada vez mais escassas, existem ainda muitos pontos sobre as dinâmicas
envolvidas em sua aplicação como fertilizante que precisam ser elucidadas (GRIEBEL et al.,
2016).

Segundo Silva (2016), todos os elementos são absorvidos pelos organismos, voltam ao


ambiente e se tornam novamente disponíveis para outros organismos. 

Absorção pelos Retorno do elemento Elemento disponível para


organismos 
ao ambiente  outro Organismo 

Essa "ciclagem" dos elementos, envolvendo os organismos e o ambiente, ocorre


através de Ciclos Biogeoquímicos.     Bio= organismos vivos e Geo = Terra.
6
Enxofre

Os ciclos são formados por reações de oxidação e redução, que são as responsáveis
pelas conversões, as quais podem ser realizadas tanto química quanto biologicamente, como
ilustrado na Figura 1 e 2 (MADIGAN, 2002).

Figura 1: Formas e fluxos globais do Figura 2: Processos da digestão anaeróbia.


Enxofre. 

Fonte [Link] Fonte: Collins, G. (2006).

As atividades vulcânicas naturais e fontes antropogênicas também são responsáveis


pela emissão de H2S e pela geração de óxidos como o dióxido de enxofre (SO2) e o trióxido de
enxofre (SO3). Apesar do tempo curto desse gás presente na atmosfera, estes são considerados
poluentes e oferecem riscos graves à saúde humana e à vegetação. Pois há uma série de
sequência de reações químicas na atmosfera, estes compostos são convertidos a ácido
sulfúrico (H2SO4), podendo então retornar ao solo por processos de deposição atmosférica
como a chuva ácida, responsável pela acidificação de solos e corpos d’água (GRIFFITH et al.,
2015).

Para Moreira & Siqueira (2006), o enxofre encontra-se na litosfera, que contem 24 x
1021g de S. A biosfera contém uma fração 3,6 x 10 12 g de S, entretanto grande parte está na
atmosfera por causa das atividades humanas, como a queima de combustíveis fosseis e da
vegetação, predominando na forma de dióxido (SO 2), que pode ser absorvido diretamente do
ar pelas plantas ou levado ao solo pela chuva. Na presença de umidade, o gás combina-se
prontamente com a água formando ácido sulfuroso (H2SO3), porém esse ácido é logo oxidado
para H2SO4 pelos organismos oxidantes de S. No solo estima-se existir 2,6 x 10 17 g de S,
destes 1,0 x 1016 g encontra-se na matéria orgânica do solo onde ocorre tanto nas formas
orgânicas quanto nas formas inorgânicas. Nas plantas terrestres, encontram-se 7,6 x 10 14 g de
S.
7
Enxofre

2.2 Enxofre no solo


A dinâmica de transporte de enxofre entre o solo e a atmosfera tem importância e
merece ser destacada no ciclo do elemento. Alguns microorganismos decompositores
presentes no solo transformam o sulfato em formas mais reduzidas e voláteis, que podem
então passar para a atmosfera, sendo a principal delas o sulfeto de hidrogênio H 2S
(GRIFFITH et al., 2015).

De acordo com Moreira & Siqueira (2006) e SCHERER (2001), vários são os
microorganísmos do solo que fazem as principais transformações do enxofre no solo dentre
eles destacam-se:

 As bactérias específicas do gênero Heterotróficos (oxidantes de S como receptores


de eletrons): 

Exemplo: Desulfovibrio, Desulfotomaculum e Desulfomonas – reduzem compostos de S, em


que no processo de dissimilação e/ou respiratório utilizam o sulfato e liberam ácido sulfídrico
(H2S) no ambiente. 

 Ambiente anaeróbico e com disponibilidade de substrato orgânico. Ausência de luz.

 Converte o SO42- → HS-; H2SO32- → HS-; S0 → HS-; SO3- → HS-.

 As bactérias específicas do gênero Autotróficos (usam a redução do S como fonte


de energia):

Exemplo: Thiobacillus, Thiomicropira, Achromatium, Beggiatoa.

 Converte o HS- → S0; S0 → SO42-; S2O32- → SO42-;

 Interface H2S-O2 e alta temperatura fazem a biolixiviação;

 As bactérias específicas do Grupo Fototróficos (utilizam a redução de S como


doador de elétrons): 

Exemplo: Chlorobium, Chromatium, Ectothiorhodospira, Thiopedia – transformam o ácido


sufidrico (H2S) em sulfato SO42-  através da oxidação dissimilativa anaeróbica;

 HS- → S0; S0 → SO42-;

 Sistema anaeróbico, necessitam de luz e H2S.

A quantidade razoável de S é encontrada na biomassa microbiana, que representa de 1 a


3% do total de S orgânico do solo, tal ato constitui-se em uma importante reserva que pode
8
Enxofre

ser mineralizada como ocorre com os outros nutrientes no solo. A atividade microbiana do
solo desempenha importantes funções dentre elas, regula os fluxos entre diferentes
compartimentos ou frações de S no solo que são basicamente: sulfato inorgânico, S-orgânico
lábil, e S-resistente. Tais formas orgânicas são complexas mas podem ser recicladas, embora
lentamente (Moreira & Siqueira, 2006).

Ao longo das últimas décadas pouca atenção foi direcionada ao enxofre como nutriente,
visto que a quantidade demandada pelas plantações já era adequada fornecida pelos próprios
solos e por meio de deposição atmosférica (SCHERER, 2009).

Embora a quantidade de S nos solos e na biomassa seja insignificante diante dos grandes
reservatórios terrestres (Tabela 1), a vida no nosso planeta e a produção de alimentos
dependem da ciclagem deste nutriente no sistema solo-planta. As interações e fluxos de S
neste sistema são complexos, assim como suas interações com os demais reservatórios
(ALVAREZ et al., 2001).

Tabela 1. Reservatórios de enxofre, próximos a superfícies terrestre

(1) Gt = 1012 kg. 

O enxofre livre na natureza estar presente principalmente depositado em forma de


sedimentos ou vulcânicos e ̸ ou sob a forma de compostos orgânicos, pode ser encontrado em
petróleos, gás natural e carvões. As principais formas de minérios contendo enxofre podem
ser citados: os sulfetos pirita (FeS2), galena (PbS), cinábrio (HgS) e esfalerita (ZnS) e os
sulfatos gipsita (CaSO4) e barita (BaSO4) (BARKI, 2011).
Um fator importante de se mencionar é a substituição de fertilizantes que continham o
S em sua composição – o superfosfato simples e o sulfato de amônio – por produtos com
maiores concentrações de fósforo (P) e nitrogênio (N), mas que não possuem S, como o
9
Enxofre

superfosfato triplo, o fosfato monoamônico (MAP), o fosfato diamônico (DAP) e a ureia por
exemplo (BOSWELL & FRIESEN, 1993).
Com isso, há uma crescente preocupação quanto à insuficiência de enxofre nas
plantações, tornando-se assim urgente a adoção de fertilizantes contendo esse macronutriente
para garantir uma nutrição vegetal adequada (VALLE, 2018).

2.3 A relação C ̸ S
A maior parte do enxofre do solo, em geral mais de 90%, encontra-se em formas
orgânicas. Isto é comprovado pelas altas correlações verificadas entre os teores de carbono
orgânico ou nitrogênio total e os teores de enxofre total ou orgânico. Essa estreita relação
entre o carbono orgânico e o enxofre supõe uma relação C/S relativamente constante em solos
de diferentes regiões climáticas, o que, entretanto, não é observado. Entretanto essa variação
estaria relacionada diretamente aos fatores de formação do solo (MORAIS, 2008; HOBUSS et
al., 2007).
A relação C/S da matéria orgânica e sua mineralização funciona como uma reserva de
S, tanto os resíduos já decomposto e / ou em fase de decomposição tem sido estudado. Tal
fase desenvolve uma estreita relação com o balanço mineralização / imobilização do S no
solo. A mineralização é favorecida, por exemplo, por solos onde há o crescimento de
vegetação, em que este processo implica em uma maior densidade de microrganismos na
rizosfera, os fatores que afetam essa relação são temperatura, umidade, disponibilidade e
qualidade dos resíduos, acidez e estrutura das comunidades microbianas (KERTESZ e
MIRLEAU, 2017; SCHERER, 2009; MOREIRA & SIQUEIRA, 2002). 

Na matéria orgânica do solo a relação C:S é de 100:1, nos resíduos vegetais varia de
150 a 450:1. De forma geral os resíduos contendo relações entre 200:1 e 400:1 não alteram os
teores de SO42- no solo, enquanto valores superiores a 400:1 levam a imobilização temporária
do SO42-  pela microbiota decompositora do solo e valores inferiores a 200:1 promovem a
liberação liquida de SO42- (NOVAIS et al., 2007; MOREIRA & SIQUEIRA, 2006).

3. ADSORÇÃO DE ENXOFRE NO SOLO


A adsorção dos íons de sulfato (SO 42-) é um fenômeno de superfície que estar
diretamente relacionado à fase sólida do solo. Os principais óxidos que fazem ligações com S
10
Enxofre

são o ferro (Fe) e alumínio (Al) que são constituintes da fase sólida do solo responsáveis pela
adsorção (NOVAIS et al., 2007; CHAO et al. 1964).
A adsorção ocorre através do deslocamento dos íons OH pelo SO 42- que estar entre
dois átomos, formando um complexo de ligação binuclear, conforme representado na equação
abaixo (PARFITT & SMART, 1978).

Figuras 3A e 3B. O SO42- é adsorvido ao óxido de Al hidratado por meio de uma ligação de ponte
entre esse íon e os dois átomos de Al, formando um anel de seis membros.
(A)

(B)

As observações experimentais referentes as essas figuras são que: a carga superficial


final tende a ficar mais próxima de zero, pois desloca a hidroxila (OH -) que tem poder
neutralizante nos coloides do solo que vai se ligar a outro átomo de Al, as reações
supracitadas levam a superfície do mineral a ter carga líquida negativa (CHAO et al., 1964;
NOVAIS et al., 2007).
A adsorção do sulfato SO42- é um processo que se constitui-se num rápido equilíbrio
entre a fase sólida e a solução do solo, sendo considerado um importante fator controlador da
disponibilidade de enxofre através da fator quantidade e intensidade (BARROW, 1969).
Os fatores que destacam como sendo os principais na influência para a adsorção de
sulfato são: pH do solo, o tipo e o teor de minerais, a competição com outros ânions pelos
sítios de adsorção e o tipo de cátion na solução, bem como o complexo de troca de cargas do
solo. A adsorção é também dependente da concentração de sulfato na solução (COSTA,
1980).
Os óxidos de Fe e Al e as argilas do tipo 1:1 (caulinita) são os constituintes do solo
que tem maior capacidade de adsorção de sulfato, por se tratar de solos bem drenados e
intemperizados. Os solos de regiões tropicais onde os fatores de intempéries são mais
11
Enxofre

acelerados apresentam maiores teores de cargas contidas nos coloides, e por conseguinte, têm
maior expressiva capacidade de adsorção de sulfato, o que não ocorre com os solos de região
temperada (HOROWITZ, 2007; HOROWITZ, 2006; TABATABAI & BREMNER 1972a).

4. FORMAS LÁBEIS E NÃO-LÁBEIS


As formas lábeis de S no solo estar relacionado com SO42- que poderá estar nas
seguintes condições: precipitado, imobilizado, adsorvido ou em equilíbrio, sempre
repondo o S a solução durante o ciclo de uma determinada cultura como mostra na figura
4.
Figura 4. Absorção de dióxido SO2 pelas folhas e sulfato SO42- pelas raízes

Fonte: RoleOfSulfer_SulfateSulfer1_479_351_70_int_c1.jpg (479×351).

Já para a forma não-lábil existe uma relação com SO 42- que estar em equilíbrio na
solução do solo, sendo que neste caso a energia responsável pela transformação é retirada
e então há um desequilíbrio com enxofre da solução e este desaparece ficando imobilizado
por certo período de tempo ficando indisponível para plantas de ciclo curto (NOVAIS et
al., 2007).
O entendimento entre autores é divergente quando se trata da forma lábil e não-lábil,
de modo geral é complexo o entendimento pois a quantificação dessas reservas fica
limitado, quando se trata de relacionar as formas disponíveis de S lábil determinado
12
Enxofre

apenas pela eficiência dos extratores que retiram a fração do SO 42- prontamente solúvel e
que além deste, os extratores também retiram da solução do solo parte do SO 42- adsorvido
(UCHÔA et al., 2003).
Uchôa et al. (2013), levaram em consideração os fatores relacionados ao manejo do
solo, bem como adubação com S e tempo de reação do adubo nos coloides do solo, levam
à formação de uma reserva não lábil do S, que possivelmente controla as perdas desse
nutriente por lixiviação e influencia na sua disponibilidade e de outros nutrientes às
plantas. Entretanto o entendimento entre os autores fundamenta-se em torno dessa
dinâmica entre S lábil e não lábil, no que concerne a fatores e propriedades do solo que
interferem no equilíbrio entre as reservas.
De modo geral o S lábil supre o S não-lábil, porém o contrário dificilmente pode
acontecer (NOVAIS & SMYTH, 1999). Entretanto Alvarez V. (1988) salienta que pode
existir transferência muito lenta da reserva lábil para a não-lábil, e o contrário disso é mais
lenta ainda.

5. ENXOFRE NOS VEGETAIS

O enxofre é um elemento químico que embora não requerido em grandes quantidades


pelas plantas e animais é essencial para todos os organismos vivos, fazendo parte
constituinte importante de muitos aminoácidos, as plantas absorvem o enxofre do solo
como íon sulfato (SO42-) (GIRACCA & NUNES, 2016).
Sua disponibilidade é dependente do tipo de vegetação, manejo aplicado e ciclagem
dos nutrientes. Seu teor presente na matéria seca varia de 2 a 5 g kg -1. Ele estar presente
nos aminoácidos (cistina, cisteína e metionina). Participa de compostos metabólicos como
a ferredoxina, coenzima A, vitamina B e biotina (MOREIRA & SIQUEIRA, 2002). O
enxofre presente nos aminoácidos formam as chamadas "pontes de enxofre", em que
desempenha papel fundamental na contribuição da estrutura terciária das proteínas
(TOSTA, 2017).
Segundo Taiz e Zeiger (2017), a proteína ferredoxina atua juntamente com a enzima
NADPH que é altamente energética e é envolvida na diretamente na clorofila (figura 5)
atuando na síntese de aminoácidos e açucares.
Figura 5: a) estrutura da ferredoxina onde o ferro se liga ao S., b) S fazendo parte da estrutura do
aminoácido metionina formando ligações com o hidrogênio e o oxigênio., c) S formando ligações
fazendo parte da estrutura do aminoácido cisteína.

A B C
13
Enxofre

Fonte: [Link] (203×125) ([Link])

Para Lisboa (2015), o ciclo do enxofre pode ser resumido em 6 etapas básicas:
 As plantas absorvem compostos contendo enxofre além dos sulfatos;
 Na produção de aminoácidos das plantas o hidrogênio substitui o oxigênio na
composição dos sulfatos;
 Os seres vivos que se alimentam de plantas ingerem o S presentes nos vegetais que
apresentam enxofre em suas estruturas, fazendo com que estes façam parte de sua
própria estrutura;
 Com a morte dos seres vivos, os microorganísmos degradam os aminoácidos,
presentes tanto nos animais quanto nas plantas, nos quais há a presença de enxofre, e
então liberam o sulfeto de hidrogênio (H2S).
 Após a liberação do sulfeto ele é capturado e então é extraído enxofre por bactérias e
microorganísmos responsáveis para isso;
 Alguns microorganísmos do solo podem provocar a produção de sulfatos (SO42-), pela
combinação de enxofre com o oxigênio.

5.1 Capacidade de adsorção e fixação de SO42-


Solos com mais tempo de intemperização e com maior porcentagem de argila possuem
mais óxidos de ferro e alumínio e portanto proporcionam maior capacidade de adsorção de
SO42-. Além disso, a calagem aumenta o pH, e os íons de OH -  aumentam o SO42- fixado e
adsorvido ao complexo de troca, isso aumenta a sua concentração na solução do solo e sua
disponibilidade para as plantas absorverem o S prontamente disponível (FERNANDES et
al., 2007).

A disponibilidade de S no solo juntamente com as necessidades da planta regulam os


processos de maior ou menor absorção de SO 42- bem como a sua assimilação, ressaltando a
necessidade de estimar o S disponível do solo. Foi desenvolvido técnicas para espressar a
capacidade máxima de adsorção de S na solução do solo (CMAS) (TAKAHASHI et al.,
2011).
14
Enxofre

5.2 Resultados de pesquisas sobre a adsorção e fixação de SO42-

Soares et al. (2017) avaliando a adubação de cobertura com enxofre na cultura da rúcula
(Eruca sativa) com diferentes doses de enxofre (0; 20; 40; 60; 80 mg de S planta -1),
observaram que houve uma intensidade de cor verde das folhas e incremento quanto ao
número de folhas aos 16, 23 e 30 dias após a emergência.

Para Malavolta (2006) esse maior incremento de intensidade na cor verde presente nas
folhas com a elevação das doses de S, só é possível devido a influência do enxofre presente na
síntese de clorofila e na fotossíntese, sendo um importante componente das ferredoxina e
tierredoxinas.

O que se constatou-se neste trabalho foi uma relação linear positiva, sendo a dose de 80
mg por planta de S a que proporcionou a maior intensidade de cor verde nas folhas de rúcula
(figura 6). 

Figura 6. Intensidade de cor verde (CCI) das folhas de rúcula em função das doses de enxofre
aplicadas em cobertura, avaliada aos 16 (A), 23 (B) e 30 (C) dias após a emergência das plantas.
Cassilândia, MS. 2016.

Como conclusão recomenda-se a aplicação de enxofre em cobertura na cultura da


rúcula (Eruca sativa) para a produção de folhas com maior intensidade de cor verde, devendo
optar se pela fonte de enxofre mais barata disponível no mercado.

Bona e Monteiro (2010) trabalharam com a substituição do capim-Braquiária pelo


capim-Marandu em pastagens tropicais degradadas com o uso combinado de nitrogênio e de
enxofre, eles avaliaram a produção de massa das gramíneas Brachiaria decumbens Stapf.
(capim-Braquiária) e Brachiaria brizantha (Hochst. ex A. Rich.) em área de pastagens
degradadas testando cinco doses de Nitrogênio (0; 100; 200; 300 e 400 mg dm -3) casualizados
com cinco doses de enxofre (0; 10; 20; 30 e 40 mg dm-3). 
15
Enxofre

Como resultado foi encontrada uma relação no fertilizante (figura 7)


em aproximadamente 10:1 que proporcionou elevada produção de massa seca, com
concentrações de N e de S adequadas.

Essa relação foi benéfica no ponto de vista dos autores, pois contribuiu com o aumento
no metabolismo da planta e produção de forragens, bem como manteve e/ou incrementou a
fertilidade do solo em relação aos referidos nutrientes.

Figura 7 - Produção de matéria seca da parte aérea relacionada ao nitrogênio (N) taxas (a) e taxas
combinadas de N e enxofre (S) (b; c) no primeiro (a), segundo (b) e terceiro (c) crescimento do
capim-marandu sob estabelecimento.

Como conclusão os autores Sugerem que N médio (300 mg dm-3) e S (30 mg dm-3)
taxas com razão de 10: 1 (N: S) podem promover ao máximo a massa seca do capim-marandu
no estabelecimento (Figuras 7b e 7c), atendendo também às exigências nutricionais da planta
para crescimento e produção de forragem associada à restauração da fertilidade do solo em
relação ao N e S.

6. EXTRATORES
Os extratores são técnicas feitas em laboratório que simulam a forma natural de como
as plantas retiram os nutrientes disponíveis do solo. A literatura apresenta vários extratores
envolvendo uma série de técnicas para avaliar S disponíveis, tais métodos são essenciais para
se quantificar o S presente no solo e se o mesmo é suficiente as plantas (UCHÔA et al., 2021;
NOVAIS et al., 2015; TIECHER et al., 2012).

Exemplos de alguns extratores mais utilizados:

 CaCl2 10 mmol L-1 (Cloreto de cálcio); 

 NH4 OAc 0,5 mol L-1 (Acetato de amônio   em ácido acético);

 Ca(H2PO4)2 e 500 mg L-1 de P (Fosfato monocálcico);


16
Enxofre

 A Determinação de S é por Turbidimetria (ALVAREZ V. et al., 2001).

6.1 Interpretação através de dados já consolidados


Alguns autores citados por Novais et al. (2007), já consolidaram resultados quanto as
quantidades expressivas de S no solo através de extratores químicos (tabela 2), que
compreende de muito baixa a alta.

Tabela 2: Interpretação dos resultados de enxofre disponível do solo

Novais et al. (2007).

As culturas tem exigências nutricionais em relação aos macronutrientes dentre eles o


S. Stipp e Casarim (2010) citando outros autores mostram na tabela 3 resultados de pesquisas
já consolidados segundo entendimento de alguns autores referentes ao assunto.
Tabela 3: Resultados de exigências nutricionais para algumas culturas anuais e perenes.
17
Enxofre

A comparação é feita entre o N e o S, bem como os demais macronutrientes por


algumas das principais culturas. Fazendo um apanhado geral, pode-se dizer que as exigências
de S são parecidas ás de P e de magnésio (Mg), mesmo que em algumas espécies, como
algodoeiro e cana-de-açúcar, a exigência de S seja maior que a de P (STIPP e CASARIM,
2010).

7. FONTES MINERAIS QUE CONTEM ENXOFRE


O superfosfato simples é um produto que possui alta solubilidade em água e boa
eficiência em termos agronômicos. Uma grande vantagem do superfosfato simples (tabela
4) é a presença de cálcio e enxofre na forma de sulfato de cálcio (gesso), isso possibilita
que ao longo do tempo, haja melhorias nas condições nas camadas mais abaixo do solo.
Isso porque contribui para a redução do alumínio (Al) que é tóxico as raízes das plantas e
proporciona condições favoráveis para o enraizamento (STIPP e CASARIM, 2010).
Tabela 4. Fontes de fertilizantes contendo enxofre.
18
Enxofre

Uma boa calagem e utilização de superfosfato simples como fonte de P e S tem sido cada
vez mais utilizada, considerada uma excelente forma de adubação para diversas culturas
(OLIVEIRA, 2007).

8. SINTOMAS DE DEFICIÊNCIA DE S NAS PLANTAS

 Apresentam coloração verde – amarelada; B


A
 As folhas novas são as primeiras a
serem afetadas; 
 Lâmina foliar uniformemente
amarelada ou clorótica; C D
19
Enxofre

 Visíveis nas folhas mais jovens;


 Redução no crescimento de raízes;  
 As deficiencias de S se assemelham as
relatadas para o Nitrogênio;     
Deficiencia de S em folhas de: A) milho; B) cana-de-
açucar; C) Tomate; D) beterraba açucareira.
Fonte: trilhadomato: Deficiência de nutrientes nas
plantas, conheça os sintomas.
20

9. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O enxofre é um elemento indispensável para a vida humana, pois possui utilidades


em diversas áreas e segmentos da civilização moderna.

Suas diversas fórmulas moleculares implicam em diferentes formas de utilização,


para as plantas, microorganísmos e nós seres humanos.

Ele exerce papel fundamental para as plantas, especialmente na síntese de


aminoácidos essenciais, também é componente fundamentai para a estruturação de
proteínas e enzimas.

Além disso, o S colabora na formação da clorofila, de vitaminas e de glicosídeos,


além de participar na síntese da coenzima A e da ferredoxina, substâncias importantes
para o processo de fotossíntese.

Como nutriente, o enxofre pode ainda atuar como condicionador para corrigir
solos alcalinos e ajudar na fixação de outros nutrientes pelas colheitas, como o
nitrogênio e o fósforo

Pode ser utilizado em larga escala na indústria para fabricação de diversos


produtos, a sua falta e/ou escassez comprometeria muitas linhas de frentes de
produção.
21
22

10. REFERÊNCIAS

ALVAREZ V, V. H. Enxofre: critérios de diagnose para o solo e a planta, correção de


deficiências e excessos. In BORKERT, C. M., LANTMANN, A. F. eds. Enxofre e
micronutrientes na agricultura brasileira. Londrina, Embrapa-CNPS / IAPAR / SBCS, 1988.
p. 31 – 59.
ALVAREZ V, V. H., DIAS, L. E., RIBEIRO Jr, E. S., SOUZA, R. B & FONSECA, C. A.
Métodos de análises de enxofre em solos e plantas. Viçosa, MG, Universidade Federal de
Viçosa, 2001. 131 p.
BARKI, L. Avaliação da Corrosividade do Enxofre Elementar em Linhas de Produção e
Transporte de Gás Natural. 2011. 71 f. Dissertação (Mestrado em Tecnologia de Processos
Químicos e Bioquímicos), Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2011.
BARROW, N. J. Effects of adsorption of sulfate by soils on the amount of sulfate present and
its availability to plants. Soil Science, Baltimore, v.108, n.3, p.193- 201, 1969.
BONA, F. D., MONTEIRO, F. A. Substituição do capim-Braquiária pelo capim-Marandu em
pastagens tropicais degradadas com o uso combinado de nitrogênio e de enxofre. Scientia
Agrícola. (Piracicaba, Brazil), v.67, n. 5, p. 570-578, setembro / outubro 2010.

BOSWELL, C. C., FRIESEN, D. K. "Elemental sulfur fertilizers and their use on crops and
pastures". Fertil. Res., 35 (1–2), p. 127–149, fev. 1993.
CANCIAN, R. V. Estudo da distribuição de enxofre em frações destiladas de petróleos e
análise multivariada das frações. 2010. 156 f. Dissertação (Mestrado em Química), Centro de
Ciências Exatas, Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória. 2010.
CHAO, T. T., HARWARD, M. E., FANG, S. C. Iron or aluminum coatings in relation to
sulfate adsorption characteristics of soils. Soil Science Society of America Proceedings,
Madison, v.28, n.5, p.632-635, 1964.
COLEMAN, R. The importance of sulfur as a plant nutrient in the world crop production. Soil
Science, v.101, p.230-239, 1996.
COSTA, C. A. S. Mineralização de enxofre orgânico e adsorção de sulfato em solos. Porto
Alegre: UFRGS - Fac. Agronomia, Tese Mestrado. 65 p. 1980.
FAO - FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION OF THE UNITED NATIONS.
Manual On Fertilizer Statistics. 2017.
FERNANDES, M. B.; FREIRE, F. J.; OLIVEIRA, A. C. Níveis críticos de enxofre em solos
de Pernambuco. Revista Caatinga, v. 20, n. 3, p. 93-103, 2007.
23

GIRACCA, Nunes, E. M., NUNES, J. L. S. Enxofre – Agrolink. 2016. Disponível em:


[Link] Acesso em: 09 de maio de
2017.
GRIEBEL, J. J., GLASS, R. S., CHAR, K., PYUN, J. "Polymerizations with elemental sulfur:
A novel route to high sulfur content polymers for sustainability, energy and defense". Prog.
Polym. Scientia., 58, p. 90 -125, julho. 2016.
GRIFFITH, C. M., WOODROW, J. E., SEIBER, J. N. "Environmental behavior and analysis
of agricultural sulfur". Pest Manag. Scientia., 71 (11), p. 1486–1496, 2015.
HOBUSS, C. VENZKE, D., GOUVEIA, D., GOBEL, L., KROLOW, M., DEVANTIER, P.,
ALVES, R., JACONDINO, V. Ciclo do Enxofre. Universidade Federal de Pelotas /
Departamento de Química Analítica e Inorgânica, 2007.
HOROWITZ, N. "RELAÇÃO ENTRE ATRIBUTOS DE SOLOS E OXIDAÇÃO DE 78
AMOSTRAS DE SOLOS DO BRASIL". (1), p. 455–463, 2007.
HOROWITZ, N., MEURER, E. J. "Oxidação do enxofre elementar em solos tropicais".
Ciência Rural, 36 (3), p. 822–828, 2006.
KERTESZ, M. A., MIRLEAU, P. "The role of soil microbes in plant sulphur nutrition".
55 (404), p. 1939–1945, 2017.
LISBOA, W. Ciclo do Enxofre- Bacterias Sulfitogenica. 2015. Disponível em: <
[Link] Acesso em: 27 de
abril de 2017.
MADIGAN, M.T., MARTINKO, J.M., PARKER, J. Brock Biology of Microorganisms,
Prentice Hall, 10th Edition, 2002.
MALAVOLTA, E. Manual de nutrição mineral de plantas. São Paulo-SP: Editora
Agronômica Ceres, 2006. 638p.
MARSCHNER, H. Function of mineral nutrients: Macronutrients. In: MARSCHNER, H.
(Ed.) Mineral nutrition of plants. San Diego: Academic Press, 1995. cap.8, p.255-265.
MORAIS, V. S. Implantação de Metodologia para Determinação de Enxofre Total em
Petróleo e Derivados no LABPETRO-UFES. Monografia do Departamento de Química,
Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória. 2008.
MOREIRA, F. M., SIQUEIRA, J. O. Microbiologia e bioquímica do solo. 2 ed. Lavras: Ed.
UFLA, 2006. 626 p.
NOGUEIRA, M. A., MELO, W. J. Enxofre disponível para a soja e atividade de arilsulfatase
em solo tratado com gesso agrícola. Revista. Brasileira de Ciência do Solo. v.27, n.4, 2003.
NOVAIS, R. F., ALVAREZ, V. V. H., BARROS, N. F., CANTARUTTI, R. B., NEVES, J.
C. L. Fertilidade do Solo. Sistema Brasileiro de Ciências do Solo (SBCS). Viçosa – MG,
1017 p. 2007.
24

NOVAIS, R. F., SMITH, T. J. Fósforo em solo e planta em condições tropicais. Viçosa,


MG, Universidade Federal de Viçosa, 1999. 399 p.
NOVAIS, SV et al. Perda da capacidade de extração de mehlich-1 e fosfato monocálcico
como variável do p remanescente e sua relação com níveis críticos de fósforo e enxofre no
solo. Revista Brasileira de Ciência do Solo, v. 39, p. 1079-1087, 2015.
OLIVEIRA, M. A. A importancia do enxofre para as culturas. Boletim Informativo,
Serrana Fertilizantes, julho de 2007.
PARFITT, R.L., SMART, R. S. C. The mechanism of sulfate adsorption on iron oxides. Soil
Science Society of America Journal, Madison, v.42, n.l, p.48-50, 1978.
SCHERER, H. W. "Sulfur in soils". J. Plant Nutr. Soil Sci., 172 (3), p. 326–335, 2009.
SCHERER, H. W. "Sulfur in soils". J. Plant Nutr. Soil Scientia., 172 (3), p. 326–335, 2009.
SCHERER, H. W. "Sulphur in crop production - invited paper". Eur. J. Agron., 14 (2), p.
81–111, 2001.
SILVA, V. C. Remoção de Sulfetos no Tratamento de Esgoto Sanitário em Sistemas
Anaeróbios. Dissertação, Campina Grande – PB. 90 p. Maio de 2016.
SITIPP, S. R., CASARIM, V. A importancia do enxofre na agricultura brasileira.
Informações Agronômicas. nº 129, março de 2010.
SOARES, M. M., BARDIVIESSO, D. M., BARBOSA, W. F. S., BARCELOS, M. N.
Adubação de cobertura com enxofre na cultura da rúcula. Revista de Agricultura
Neotropical, Cassilândia-MS, v. 4, n. 1, p. 49-52, jan./mar. 2017.
TABATABAI, M. A., BREMNER, J. M. Distribution of total and available sulfur in selected
soils and soil profiles. Agronomy Journal, Madison, v.64, n.l, p.40-44, 1972a.
Taiz, L., Zeiger, E. Fisiologia e Desenvolvimento Vegetal. 6ª ed. – Porto Alegre: Artmed,
2017. ISBN 978-85-8271-367-9 1. Fisiologia vegetal. 2. Botânica. I. Taiz, Lincoln.
TAKAHASHI, H. et al. Sulfur assimilation in photosynthetic organisms: molecular functions
and regulations of transporters and assimilatory enzymes. Annual Review of Plant Biology,
v. 62, p.157-84, 2011.
TIECHER, T. et al. Resposta de culturas e disponibilidade de enxofre em solos com diferentes
teores de argila e matéria orgânica relacionada à adubação sulfatada. Bragantia, v. 71, n. 4, p.
518-527, 2012.
TOSTA, M. S. Enxofre. Mossoró – RN, 2009. Universidade Federal Rural do Semi- Árido.
Disponível em: < [Link] Acesso em: 06
de julho de 2017.
UCHÔA S. C. P., ALVAREZ V, V. H., FREIRE, F. M. R. DOSES DE ENXOFRE E
TEMPO DE INCUBAÇÃO NA DINÂMICA DE FORMAS DE ENXOFRE NO SOLO.
Revista Brasileira de Ciência do Solo, 37:678-687, 2013.
25

UCHÔA, S. C. P. HERNÁNDEZ, F. F. F., MELO, V. F., SILVA, D. C. O., SILVA, A. J.,


CARVALHO, L. B. Enxofre disponível por diferentes extratores em solos do estado do Ceará
/ Brasil. Revista Ciência Agronômica, v. 52, n. 4. Centro de Ciências Agrárias -
Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, CE, 2021.
UCHÔA, S. C. P., ALVAREZ V, V.H., FREIRE, F. M., SCHAEFER, C. E. G. R.,
HARTMANN, L. K. Métodos de determinação de enxofre com membrana de troca aniônica.
Revista Brasileira de Ciência do solo, 27:89 – 100, 2003.
VALLE, S. F. Avaliação do Processo de Vulcanização Inversa Visando a Aplicação na
Produção de Fertilizantes. Dissertação, São Carlos – SP., 95 p. 2018.
26

11. ANEXO

Vamos fixar melhor o conhecimento?

1) Qual o ciclo biogeoquímico se assemelha ao do enxofre ?

2) Porque o S é considerado um macronutriente secundário ?

3) Onde pode ser encontrado as maiores fontes naturais de S ? e as


antropogênicas ?

5) Cite a forma mais reduzida (oxidada) de S feita pelos microorganísmos ?

6) Cite pelo menos 2 bactérias do gênero Heterotróficos capaz de oxidar o S. e


duas do gênero Autotrófico.

7) Qual a relação C/S presente na matéria orgânica que mantem o sulfato de S


em equilíbrio ?

8) Qual forma de S é absorvido pelas raízes das plantas ? e pelas folhas ?

9) Porque o OH- tem poder neutralizante no solo ?

10) Quais os principais fatores que influenciam na adsorção de SO4-2 no solo ?


Cite pelo menos 2 fatores.

11) Quais tipos de solos proporcionam maior capacidade de adsorção de SO4-2 ?

12) Qual a principal função dos extratores químicos ?

13) Você é o responsável técnico por uma determinada empresa, quais


caracteríscas seriam levadas em consideração para identificar deficiência de S na
cultura de tomate por exemplo ?

Você também pode gostar