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t4l5 - "Jesus Cristo, e Este Crucificado"

O documento resume uma lição bíblica que destaca a centralidade de Jesus Cristo crucificado na mensagem de Paulo. (1) Paulo pregava incansavelmente sobre Cristo crucificado para judeus e gentios. (2) Sua mensagem sobre a cruz era considerada loucura por muitos, mas era a verdadeira sabedoria de Deus. (3) O objetivo da lição era ensinar que Cristo crucificado deve estar no centro da mensagem cristã.

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Otoniel Barreto
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t4l5 - "Jesus Cristo, e Este Crucificado"

O documento resume uma lição bíblica que destaca a centralidade de Jesus Cristo crucificado na mensagem de Paulo. (1) Paulo pregava incansavelmente sobre Cristo crucificado para judeus e gentios. (2) Sua mensagem sobre a cruz era considerada loucura por muitos, mas era a verdadeira sabedoria de Deus. (3) O objetivo da lição era ensinar que Cristo crucificado deve estar no centro da mensagem cristã.

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Lição 5

31 de Outubro de 2021 – Dia da Reforma Protestante


“ JESUS C RISTO, E EST E C RUC IF IC AD O”
A M ENSAGEM D O APÓST OLO
TEXTO ÁUREO VERDADE PRÁTICA

“Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é O Cristo Crucificado, o centro da mensagem da
escândalo para os judeus e loucura para os cruz, é a encarnação da verdadeira sabedoria para
gregos.” a salvação.
(1 Co 1.23)

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE


1 Coríntios 1.18-25; 2.1-5

1 Coríntios 1
18 - Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder
de Deus.
19 - Porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios e aniquilarei a inteligência dos inteligentes.
20 - Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o inquiridor deste século? Porventura, não
tornou Deus louca a sabedoria deste mundo?
21 - Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a
Deus salvar os crentes pela loucura da pregação.
22 - Porque os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria;
23 - mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus e loucura para os gregos.
24 - Mas, para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus
e sabedoria de Deus.
25 - Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que
os homens.
1 Coríntios 2
1 - E eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade
de palavras ou de sabedoria.
2 - Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado.
3 - E eu estive convosco em fraquezas, e em temor, e em grande tremor.
4 - A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana,
mas em demonstração do Espírito e de poder.
5 - para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.

HINOS SUGERIDOS: 182, 291, 350 da Harpa Cristã


OBJETIVO GERAL
Ressaltar que Jesus Cristo, e este crucificado, é o centro da mensagem cristã.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR


Nos dias de Paulo, nem todos acreditavam na possibilidade de que um homem crucificado seria o Filho
de Deus. Para os judeus, isso era blasfêmia; para os gregos, loucura. Entretanto, o apóstolo Paulo não
deixava de falar a respeito do Cristo Crucificado tanto para os judeus quanto para os gentios. Nele, está
a verdadeira sabedoria de vida.
Converse com seus alunos e mostre que a cruz de Cristo não pode ser ignorada em nossa mensagem.
Essa é a razão de pregar as boas novas de salvação. Ore ao Senhor, pedindo que os alunos não tenham
vergonha da cruz e, corajosamente, possam repetir as palavras do poeta: "Sim eu amo a mensagem da
cruz / Té morrer eu a vou proclamar".

COMENTÁRIO
O objetivo desta lição é ressaltar o centro da mensagem cristã: Jesus, e este crucificado. O apóstolo
descobriu essa verdade sobre o Cristo Ressurreto e, como consequência, fez de sua missão de vida
pregar o Evangelho por meio do Crucificado aos gentios. Nesse sentido, o Crucificado é o centro da
mensagem apostólica.
Logo, a vida e o ministério de Paulo estimulam-nos a ter esse mesmo propósito e firme compromisso com
a mensagem da Cruz.
A insistência de Paulo (lCo 2.2) em “nada saber" entre os coríntios “senão a Jesus Cristo e este
crucificado” tem alguma relação com o ambiente intelectual da cidade. Como ficou sabendo sobre a
reverência dos coríntios pela sabedoria da época, ele sublinhou o elemento do evangelho para o qual a
sabedoria dos intelectuais não podia ter lugar: que espetáculo mais abjeto de estupidez e impotência
poderia ser imaginado do que um homem crucificado? Um libertador crucificado era para os gregos uma
absurda contradição de termos, assim como para os judeus um Messias crucificado era uma blasfêmia
escandalosa. Mas à medida que Paulo persistiu em pregar Jesus como o salvador crucificado que levou
sobre si os nossos pecados, acontecia o inesperado: os pagãos, assim como os judeus e os tementes a
Deus, acreditavam na mensagem e viam sua vida ser transformada por um poder novo e libertador, que
quebrava as amarras do egoísmo e da maldade de dentro. A mensagem do Cristo crucificado realizara,
assim, o que nenhum ensino da filosofia grega poderia ter feito por eles.
INTRODUÇÃO
Paulo descobriu a verdade sobre o Cristo crucificado e ressurreto e, por isso, sua missão de vida foi
pregar aos judeus e aos gentios a verdade sobre o cristo crucificado e ressurreto. O Cristo Crucificado
era o Salvador prometido nas profecias dos antigos profetas de Israel. Assim, o Crucificado foi sua
mensagem central. Para ressaltar essa centralidade, devemos prestar atenção nas expressões que se
destacam em suas cartas: “Evangelho de Cristo”, “Cristo Crucificado” e “Cristo Ressurreto”. Nesta lição,
veremos o quanto a mensagem da cruz traz impacto à nossa vida espiritual e pessoal.

PONTO CENTRAL
Jesus Cristo, o Crucificado, é o centro da mensagem cristã.

I – A CENTRALIDADE DA PREGAÇÃO DE PAULO


Destacar a centralidade da pregação de Paulo;
O primeiro tópico destaca a centralidade da pregação de Paulo, que tem íntima relação com o Cristo
Crucificado, por isso ela é considerada uma loucura, seja entre judeus ou gentios. É uma mensagem
simples, que faz com que o ser humano olhe para si mesmo e peça misericórdia a Deus pelas suas
misérias.
1. O ministério de pregação e o Cristo Crucificado. Sem menosprezar os demais escritores do Novo
Testamento, indiscutivelmente, o apóstolo Paulo foi o maior teólogo cristão e doutrinador do Cristianismo.
Suas cartas, baseadas na fidelidade aos ensinos de Cristo, lançaram os fundamentos das doutrinas
cristãs. Embora Paulo não tenha convivido fisicamente com Jesus, ele recebeu toda a revelação do
próprio Cristo (Gl 1.12 porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus
Cristo – Co 11.23 Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite
em que foi traído, tomou o pão) para pregar o Evangelho sem se opor aos ensinos dos outros apóstolos.
Por intermédio desse ministério, judeus e gregos, orgulhosos de sua religiosidade e conhecimento,
descobriram que a manifestação da sabedoria de Deus ao mundo é o “Cristo Crucificado”. Por isso, judeus
e gentios são chamados por Deus para ver no “Crucificado” o único meio de salvação e de verdadeira
sabedoria (1 Co 1.24 Mas, para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo,
poder de Deus e sabedoria de Deus - Rm 1.16 Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois
é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego). Paulo
introduz a cruz de Cristo como critério do reconhecimento de Deus, do mundo e de si mesmo.
Especialmente a cruz não é indicada como objeto da autoafirmação humana, ao contrário, ela desconstrói
O “eu”. Para Paulo, a cruz de Cristo é o critério teológico decisivo, ele não argumenta sobre a cruz, ele
fala a partir da cruz.
2. A palavra da Cruz é a loucura da pregação. Em uma das cartas de Paulo, lemos: “Porque a palavra
da cruz é loucura” (1 Co 1.18 Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós,
que somos salvos, é o poder de Deus). Havia uma mentalidade na época paulina em que “a palavra da
cruz” era uma afronta aos religiosos e filósofos. Por exemplo, acreditar que uma execução romana podia
ser um instrumento pelo qual a salvação de pecadores fosse consumada, era tolice para eles. Nesse
sentido, a cruz de Cristo não produziu atração, mas rejeição, pois era um instrumento de suplício e morte.
(Kretzman) Pois a palavra da cruz é loucura para os que estão perdidos, mas a nós que estamos salvos
é o poder de Deus. A palavra da cruz não faz sentido ao pensamento judeu ou grego, inclui o relato de
tudo quanto na cruz foi feito em favor de todo o mundo, a mensagem da reconciliação por meio da obra
realizada na cruz pelo Redentor.
Já a Escritura testemunha que a sabedoria de Deus não pode adquirir seu conteúdo a partir da
sabedoria do mundo (ICor 1,19 - Porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios e aniquilarei a
inteligência dos inteligentes.); as duas precisam ser estritamente distinguidas, pois não se devem a fontes
comparáveis de entendimento e conhecimento. Não nas alturas da sabedoria e do entendimento
humanos, mas nas profundezas do sofrimento e da morte.
Tanto judeus quanto gregos se apoiavam em sabedoria humana e nisto é que Paulo estava
chamando a atenção, “o que salva é a loucura da cruz e não a sabedoria humana” 1 Co 1.18.
Paulo estava convencido de que a maldição proferida pela Tora estivesse sobre o crucificado (G1
3,13 Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós, porque está escrito: Maldito
todo aquele que for pendurado no madeiro;). A revelação perto de Damasco reverteu esse sistema de
coordenadas teológicas. Paulo reconhece que o amaldiçoado no madeiro e o Filho de Deus, isto e, a luz
da ressurreição, a cruz deixa de ser o lugar da maldição e passa a ser o lugar da salvação. Por isso,
Paulo pode exclamar aos coríntios: "Nós, porém, anunciamos Cristo como crucificado, para judeus um
escândalo, para gentios uma loucura" (ICor 1,23 mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo
para os judeus e loucura para os gregos.). A loucura da pregação da cruz salva; na cruz Deus converte
a sabedoria do mundo em loucura.
E esta palavra, este evangelho, é aos que estão perdidos, que estão no caminho para a perdição,
loucura. Considerá-la assim é a causa de estarem perdidos. Sua razão, sua sabedoria, toda sua natureza
corrupta se ergue em oposição a uma mensagem que é tão absolutamente oposta à vaidade do homem,
e, por isso, não recebem o benefício de seu penhor. Do outro lado, porém, esta mesma palavra é aos que
estão salvos, isto é, a nós cristãos, o poder de deus para a salvação. Os cristãos de todos os tempos
sabem que a cruz de Cristo, a mensagem do Cristo crucificado, é um poder salvador. Na afirmação dos
fatos da redenção do mundo está o poder do evangelho, e não em qualquer modo que o homem os
apresente. E o próprio fato que experimentamos o poder da palavra em nossos próprios corações nos é
um testemunho de nossa salvação.
Paulo aduz uma passagem da Escritura em favor do fato que a sabedoria do mundo, quando
considera loucura a pregação do evangelho, pavimenta o caminho pela sua própria condenação: Is, 29.
14 Destruirei a sabedoria do sábio, e frustrarei o entendimento do prudente. Da mesma maneira como a
sabedoria dos judeus, que se apoiava rasa astúcia, nos dias do profeta foi desfeita, assim como a
hipocrisia e a devoção de boca deles deu em sua rejeição, da mesma forma será frustrada a sabedoria
daquele que acredita ser, conforme o padrão do mundo, excepcionalmente rico em entendimento, e que
com arrogante desdém despreza a mensagem da cruz. “O saber gentio e judeu, unido na rejeição do
evangelho, vêm a uma bancarrota semelhante. E Paulo pinta da história sacra uma advertência severa.
E a advertência precisa ressoar hoje de modo tão forte como sempre o foi na história do mundo.
3. Para os judeus e gregos. A cruz era considerada loucura porque chocava a sabedoria humana.
Enquanto os judeus queriam sinais físicos, milagres visíveis, os gregos desejavam argumentos filosóficos
que mostrassem a lógica da mensagem. Assim, o conteúdo da mensagem de Paulo gerava escândalo
para os judeus, pois a cruz não era um espetáculo suntuoso 1 Co 1.22,23Porque os judeus pedem sinal,
e os gregos buscam sabedoria; mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para judeus e
loucura para os gregos; e, ao mesmo tempo, contrariava a retórica erudita dos filósofos gregos por causa
de sua simplicidade (2 Co 11.3 Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia,
assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos e se apartem da simplicidade que
há em Cristo). Entretanto, embora simples, a mensagem de Paulo era poderosa em Deus (1.18 Porque
a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus).
A palavra da cruz preenche as necessidades da alma humana, enquanto a sabedoria humana não o faz.
O Evangelho é poderoso para salvar o homem que crê. Logo, para os que perecem, a palavra da cruz é
loucura; mas para nós, os cristãos, é o poder de Deus para salvar o ser humano. O meio como a sabedoria
do mundo anula seus próprios fins é exposto mais extensamente pelo apóstolo: Vendo, pois, isto,
enquanto os judeus exigem sinais e os gregos buscam por sabedoria, nós, ao contrário, pregamos o
Cristo crucificado, vv. 22, 23.
Foi uma característica dos judeus que não as satisfaziam com as palavras da salvação, mas
exigiam sinais do céu, Jo. 4. 48 Então, Jesus lhe disse: Se não virdes sinais e milagres, não crereis.; Sua
orgulhosa justiça própria não foi facilmente levada a se dobrar sob a obediência de Cristo. Aos gregos
foi característico que buscavam sabedoria. Queriam alguma prova filosófica, alguma demonstração
lógica.
Por isso a pregação da cruz esteve em enfático contraste a ambas as posições. Não oferecia
sinal algum, mas meramente se referia ao maior dos milagres que jamais foi visto no mundo, que
foi a morte e a ressurreição de Cristo.
Ela não trouxe qualquer argumento racional, mas simplesmente pregou o Cristo
crucificado, anunciando a salvação da humanidade por meio dos méritos Daquele por morreu por
todos. Este Cristo é realmente, tal como pregado nesta mensagem, uma ofensa, um escândalo, aos
judeus. Não querem aceitá-lo, e por isso sua perversidade os leva a tropeçar sobre Ele como sobre um
obstáculo colocado em seu trilho. E aos gentios em geral, não só aos gregos, Cristo Salvador é loucura.
Tal como a redenção é ensinada nas Escrituras ela lhes cheira à demência. Mas aos que são chamados
por Deus, que são escolhidos por ele em sua grande misericórdia, que ouviram e que levaram em
consideração o chamado por graça, seja que pertençam à nação dos judeus ou dos gregos, nós pregamos
Cristo como o poder de Deus e como a sabedoria de Deus

SÍNTESE DO TÓPICO I
Jesus Cristo, o Crucificado, é o centro da mensagem de Paulo.

SUBSÍDIO PEDAGÓGICO
Escreva na lousa a seguinte indagação: Por que a mensagem da Cruz é considerada loucura da
pregação? Dê um tempo para que os alunos elaborem uma reposta. Após passar o tempo determinado,
permita que cada aluno exponha a sua própria resposta. Aqui, não é importante saber se as repostas
estão corretas. A ideia é introduzir a aula a partir do conhecimento prévio dos alunos. Depois das
respostas deles, faça a exposição deste primeiro tópico e, ao final, peça aos alunos que respondam à
pergunta novamente, comparando com as respostas anteriores. A Escola Dominical é uma oportunidade
de conhecer a cultura bíblica de modo proativo.

II – EXPRESSÕES-CHAVE NA DOUTRINA DE PAULO


Elencar as expressões-chave na doutrina de Paulo;
O segundo tópico elenca as expressões-chave na pregação de Paulo. Expressões como “Evangelho de
Cristo”, “Cristo Crucificado” e “Cristo Ressurreto” são trabalhadas de modo a resumir o conteúdo da
mensagem do apóstolo dos gentios. Podemos dizer que o Evangelho de Cristo pode ser sintetizado no
“Cristo Crucificado” e no “Cristo Ressurreto”.
Há algumas expressões de grande importância no ministério de pregação do apóstolo Paulo: “Evangelho
de Cristo”, “Cristo crucificado” e “Cristo ressurreto”. Vejamos:
1. “Evangelho de Cristo”. Além de aparecer nos quatro Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João), a
palavra “evangelho” também aparece nas cartas de Paulo: “evangelho de Cristo” (Rm 1.16). Das 76
ocorrências dessa palavra no NT, 54 vezes a encontramos nas cartas paulinas Rm 1.16 Porque não me
envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê,
primeiro do judeu e também do grego. Por isso, podemos dizer que ela é central para a doutrina ensinada
pelo apóstolo. No Novo Testamento, a palavra grega para “evangelho” é euangelion. O prefixo eu é uma
forma neutra da palavra que significa “bom, bem feito”. Assim, a palavra “evangelho” significa “boa-nova;
boa notícia que se leva às pessoas”. Nosso Senhor ordenou que fosse levada a boa-nova da sua doutrina
a toda criatura (Mc 16.15 E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura). Paulo
fez assim e, não por acaso, identificava sua pregação como “o evangelho de Deus” (1 Ts 2.2,8,9; 2
Co11.7; Rm 1.1 Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para apóstolo, separado para o evangelho de
Deus,15,16). O seu Evangelho era a manifestação do poder de Deus (Rm 1.16,17 Porque não me
envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê,
primeiro do judeu e também do grego. Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está
escrito: Mas o justo viverá da fé). É um poder divino e dinâmico que atua de maneira imediata na vida do
pecador.
2. “Cristo Crucificado”. Em Gálatas 3.1 Ó insensatos gálatas! Quem vos fascinou para não
obedecerdes à verdade, a vós, perante os olhos de quem Jesus Cristo foi já representado como
crucificado? Paulo escreve: “[...] Não foi diante dos olhos de vocês que Jesus Cristo foi exposto como
crucificado?” (NAA). A palavra da cruz, na lógica paulina, é o tema dominante na mensagem do
Evangelho. Se o mundo julgava como loucura a mensagem do Messias Crucificado, o apóstolo afirmava
que a mensagem era a mais sublime demonstração da sabedoria de Deus. Ora, a cruz traz uma ideia de
fraqueza ou loucura a quem não crê, mas “poder” e “sabedoria” de Deus para os que creem no Senhor 1
Co 1.18 Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o
poder de Deus. Esse contraste entre “sabedoria” e “loucura” está presente na mensagem de Paulo (1 Co
2.6). Os homens não conseguem alcançar a sabedoria divina, pois estão escravos do pecado e, por isso,
para eles essa sabedoria é loucura 1 Co 2.14 Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito
de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.
Por isso que o Evangelho não foi anunciado por mera sabedoria humana, mas apresentado por meio de
“Jesus Cristo, o Crucificado” (1 Co 2.2 Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo e
este crucificado). Não podemos deixar de pregar o Cristo Crucificado. O tema da expiação dos pecados
deve ser mais pregado e ensinado em nossas igrejas.
3. “Cristo Ressurreto”. Não há importância na morte de Cristo se Deus não o tivesse ressuscitado. Sem
a ressurreição, a cruz não teria sentido. Em vão seria a nossa pregação sobre a morte de Jesus Cristo (1
Co 15.14 E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé). Por isso,
o apóstolo descreve de maneira sublime: “Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, foi
sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras” (1 Co 15.3,4). A ressurreição de Cristo é
reafirmada pelo apóstolo; ela completou a obra de salvação, consumando a nossa libertação do domínio
do pecado e a nossa justificação diante do Senhor 1 Co 15.3,4 Porque primeiramente vos entreguei o
que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado,
e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, 1 Co 15.16-19 Porque, se os mortos não
ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda
permaneceis nos vossos pecados. E também os que dormiram em Cristo estão perdidos. Se esperamos
em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens. Logo, a relação entre a cruz e
o túmulo vazio de Jesus expressa o real significado da cruz. Ora, a crucificação e a ressurreição formam
uma unidade. Portanto, nosso Senhor é proclamado como o Crucificado e, ao mesmo tempo, o
Ressurreto.
“Evangelho de Cristo”, “Cristo Crucificado” e “Cristo Ressurreto” Somos loucos por causa de
Cristo. Os ministros de Cristo precisam passar por loucos, porque pregam Cristo crucificado, que é uma
mensagem que de nenhum modo se amolda à sabedoria do mundo. Essa mensagem fala de pecado que
leva ao inferno, fala de reconhecimento da miséria do homem e não de grandeza deste.
Mas os coríntios, e muitos dos seus seguidores de hoje, são sábios, sensíveis, são muito
cuidadosos na conservação das boas relações “com o mundo”, sendo a confissão de Cristo conservada
discretamente em segundo plano.
Pois a palavra da cruz é loucura para os que estão perdidos, mas a nós que estamos salvos é o
poder de Deus. A palavra da cruz inclui o relato de tudo quanto na cruz foi feito em favor de todo o mundo,
a mensagem da reconciliação (por causa da separação pelo pecado) por meio da obra realizada na cruz
pelo Redentor. E esta palavra, este evangelho, é aos que estão perdidos, que estão no caminho para a
perdição, loucura. Considerá-la assim é a causa de estarem perdidos. Sua razão, sua sabedoria, toda
sua natureza corrupta se ergue em oposição a uma mensagem que é tão absolutamente oposta à vaidade
do homem, e, por isso, não recebem o benefício de seu penhor. Do outro lado, porém, esta mesma
palavra é aos que estão salvos, isto é, a nós cristãos, o poder de deus para a salvação. Os cristãos de
todos os tempos sabem que a cruz de Cristo, a mensagem do Cristo crucificado, é um poder salvador.

SÍNTESE DO TÓPICO II
“Evangelho de Cristo”, “Cristo crucificado” e “Cristo ressurreto” são expressões-chave na doutrina de
Paulo

CONHEÇA MAIS
*A Cruz de Cristo
“A cruz de Cristo está cheia do poder de Deus, porque foi o meio pelo qual Jesus realizou nossa salvação
quando derramou o seu sangue e morreu por nós. Tentar explicar a cruz ou deduzir sua importância em
termos de sabedoria e filosofia humanas implicaria furtá-la do seu poder, ou seja, da sua capacidade de
transformar os pecadores em santos. É exatamente isto que os teólogos liberais estão fazendo hoje”.
Para ler mais, consulte o “I & II Coríntios: Os Problemas da Igreja e Suas Soluções”, editado pela CPAD,
p.28.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“Paulo não se envergonhava porque pregava sobre as Boas Novas a respeito de Cristo, uma
mensagem de salvação que tem o poder de transformar vidas e é destinada a todos, sem exceção.
Quando você sentir-se constrangido, lembre-se do significado das Boas Novas. Se fixar sua atenção
somente em Deus e naquilo que Ele está fazendo, não em sua inaptidão, você não sentirá vergonha de
anunciar o evangelho. [...] As Boas Novas revelam como Deus foi justo em seu plano para nos salvar e
como podemos estar prontos e adequados para a vida eterna. Ao confiar em Cristo, nosso relacionamento
com Deus tornar-se perfeito” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2003,
p.1552).

III – OS EFEITOS DA MENSAGEM DA CRUZ


Pontuar os efeitos da mensagem da cruz.
O terceiro tópico pontua os efeitos da mensagem do Evangelho. Esses efeitos se revelam no crente por meio de
uma vida no poder de Deus, na humildade e na dependência do Espírito Santo. Ora, a mensagem da cruz é uma
mensagem de poder. A mensagem da cruz nos constrange a viver de maneira humilde. E, finalmente, a mensagem
da cruz nos ensina a depender exclusivamente do Espírito.
1. Uma vida no poder de Deus. A mensagem da cruz é uma mensagem de poder (1 Co 1.18 Porque a
palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus).
Por isso, devemos esperar a manifestação do poder ativo de Deus em nossa vida. O Senhor Jesus pode
nos usar como instrumentos para salvar o pecador, curar enfermos e libertar as almas dos demônios (Mc
16.15-18 E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado
será salvo; mas quem não crer será condenado. E estes sinais seguirão aos que crerem: em meu nome,
expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa
mortífera, não lhes fará dano algum; e imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão). Os milagres
da salvação, cura e libertação devem acompanhar a nossa vida no serviço do Reino de Deus. A
mensagem que pregamos não é filosofia humana, mas o poder divino para a transformação da vida de
quem crê no Evangelho (Rm 10.17). Rm 1.16 Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois
é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego.” Os
cristãos de todos os tempos sabem que a cruz de Cristo, a mensagem do Cristo crucificado, é um poder
salvador. Na afirmação dos fatos da redenção do mundo está o poder do evangelho, e não em qualquer
modo que o homem os apresente. E o próprio fato que experimentamos o poder da palavra em nossos
próprios corações nos é um testemunho de nossa salvação.
2. Uma vida de humildade. Quem é sábio em Deus contrasta a sabedoria da cruz com a deste mundo
(1 Co 1.20,21 Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o inquiridor deste século? Porventura,
não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo? Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não
conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação). Esta
(sabedoria do mundo) exclui a Deus Rm 1.21-23 porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram
como Deus, nem lhe deram graças; antes, em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração
insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus
incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de
répteis., enaltece o narcisismo humano 2 Tm 3.1-5 Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão
tempos trabalhosos; porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos,
blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis,
caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais
amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela.
Destes afasta-te e recusa reconhecer Jesus Cristo como o Filho de Deus Jo 1.9,10 Ali estava a luz
verdadeira, que alumia a todo homem que vem ao mundo, estava no mundo, e o mundo foi feito por ele
e o mundo não o conheceu; enquanto aquela (a sabedoria da cruz) nos faz prostrar diante de Deus (Mt
2.11 E, entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, o adoraram; e,
abrindo os seus tesouros, lhe ofertaram dádivas: ouro, incenso e mirra), reconhecer a nossa miséria (Is
6.5 Então, disse eu: ai de mim, que vou perecendo! Porque eu sou um homem de lábios impuros e habito
no meio de um povo de impuros lábios; e os meus olhos viram o rei, o Senhor dos Exércitos!) e descobrir
quem verdadeiramente é Jesus, manso e humilde de coração (Mt 11.29 Tomai sobre vós o meu jugo, e
aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma). A
mensagem da cruz nos constrange a viver a humildade. 1Co 9. v16) Se anuncio o evangelho, não tenho
de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho!
17) Se o faço de livre vontade, tenho galardão; mas, se constrangido, é, então, a responsabilidade de
despenseiro que me está confiada. 18) Nesse caso, qual é o meu galardão? É que, evangelizando,
proponha de graça o evangelho, para não me valer do direito que ele me dá. Paulo Foi humilde demais
para se sentir digno da pregação do evangelho, muito menos iria fazer de sua pregação um assunto de
vaidade: Pois se prego o evangelho, então isto não é motivo algum do qual me orgulhe.
3. Uma vida na dependência do Espírito. Nada melhor do que a mensagem da cruz para revelar quem
nós somos (2 Co 2.3 E eu estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor.). Como o
apóstolo Paulo (v.3), devemos ter a plena consciência das nossas fraquezas humanas, limitações
pessoais, medos interiores. Por isso, as Escrituras nos estimulam a jamais depender ou confiar em nós
mesmos, mas exclusivamente do Espírito Santo (1 Co 2.4,5 A minha palavra e a minha pregação não
consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de
poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus) Jr 17.5
Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu
coração do Senhor!. O Espírito nos faz agir, ter criatividade e fazer as coisas de modo que glorifiquem a
Deus. A mensagem da cruz nos ensina a depender exclusivamente do Espírito.
Tendo sido anunciado o tema, ou o assunto, da pregação, Paulo se descreve como um pregador
entre seus ouvintes e leitores: E eu vim e estive entre vós numa situação de fraqueza e de medo e de
muito tremor. As experiências que Paulo recém tivera em Tessalônica, Beréia e Atenas, antes de vir a
Corinto, haviam-no levado a um estado de profundo desalento, At. 18.6 Mas, resistindo e blasfemando
eles, sacudiu as vestes e disse-lhes: O vosso sangue seja sobre a vossa cabeça; eu estou limpo e, desde
agora, parto para os gentios. v9 E disse o Senhor, em visão, a Paulo: Não temas, mas fala e não te cales.
E neste caso sua fraqueza espiritual aumentara por causa de seu corpo fraco e enfermo, que muitas
vezes foi torturado por moléstias, Gl. 4.13 E vós sabeis que primeiro vos anunciei o evangelho estando
em fraqueza da carne. Ele esteve sempre cônscio de sua carência de recursos para a tarefa à sua frente,
e por isso se via atribulado com hesitação e timidez, 2.Co. 7.5 Porque, mesmo quando chegamos à
Macedônia, a nossa carne não teve repouso algum; antes, em tudo fomos atribulados: por fora combates,
temores por dentro.
Pois sua fala (Paulo) e sua pregação não foram em palavras persuasivas de sabedoria. Não usou
quaisquer argumentos filosóficos, nem quaisquer truques de oratória. Não tentou tornar plausível sua
mensagem pela perícia do treinado dialético. Mas a mensagem do apóstolo foi feita em demonstração do
Espírito e de poder. O Espírito Santo deu, pela pregação de Paulo, a demonstração de Seu poder, foi o
poder de Deus que foi trabalhou nos corações dos ouvintes quando Paulo trouxe sua mensagem, 1.Ts.
1.5 porque o nosso evangelho não foi a vós somente em palavras, mas também em poder, e no Espírito
Santo, e em muita certeza, como bem sabeis quais fomos entre vós, por amor de vós. É desta forma que
a demonstração do Espírito é contrastada com a de meras palavras, é a demonstração de poder com a
da mera argumentação lógica. E o propósito de Paulo, ao agir assim, foi que a fé dos ouvintes não se
baseasse sobre a sabedoria das pessoas, mas sobre o poder de Deus.

SÍNTESE DO TÓPICO III


Os efeitos da mensagem da cruz se revelam por meio de uma vida no poder de Deus, de humildade e
dependência do Espírito Santo.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“[...] A cruz de Cristo está cheia do poder de Deus, porque foi o meio pelo qual Jesus realizou nossa
salvação quando derramou o seu sangue e morreu por nós. Tentar explicar a cruz ou deduzir sua
importância em termos de sabedoria e filosofia humanas implicaria furtá-la do seu poder, ou seja,
da sua capacidade de transformar os pecadores em santos. É exatamente isto que os teólogos
liberais estão fazendo hoje. Mas Paulo proclamou seu poder para salvar, libertar do pecado e de Satanás,
curar, restabelecer a comunhão com Deus – e o mesmo devemos fazer. O Espírito Santo tornará reais a
cruz e o seu poder para os corações famintos (cf. Rm 1.16 Porque não me envergonho do evangelho de
Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do
grego.). [...] Deus sabe que a sabedoria humana não pode conhecê-lo. Em sua sabedoria, agradou-lhe
usar a pregação do que o mundo chamou de tolice a fim de salvar os que creem. A pregação da cruz,
junto com a declaração de que o Jesus crucificado e ressuscitado é o Senhor e Salvador [...]” (HORTON,
Stanley. I & II Coríntios: Os Problemas da Igreja e suas Soluções. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, p.29).

CONCLUSÃO
A mensagem da Igreja é a cruz de Cristo. Essa cruz dá conta do Cristo Crucificado e do Ressurreto. Essa
mensagem traz escândalo ao mundo, mas poder para nós. Ela salva, cura e liberta o pecador; ao mesmo
tempo que nos revela uma vida de poder de Deus, humildade e dependência do Espírito. A mensagem
gloriosa da cruz transforma o homem inteiro.
Aplicação
A presente lição nos ensina que não podemos deixar de pregar mensagem da cruz ao pecador. É uma
mensagem de poder. Somos instados pelo Espírito Santo a proclamá-la com autoridade. Ao mesmo tempo, somos
chamados a viver de maneira humilde, pois a mensagem da cruz nos constrange a uma atitude singela e abnegada.
É uma mensagem que nos faz contritos diante de Deus. E, finalmente, somos estimulados a viver na
dependência do Espírito Santo de Deus na obra da proclamação do Evangelho. Sem o Espírito Santo não podemos
ser bem-sucedidos.
A mensagem da cruz nos faz depender menos de nós mesmos e mais do Espírito Santo. Essa mensagem traz a
verdadeira sabedoria para a vida. Amemos, portanto, a mensagem da cruz e a proclamemos até a morte!

PARA REFLETIR
A respeito de “‘Jesus Cristo, e Este Crucificado’ – A Mensagem do Apóstolo”, responda:

Que mentalidade havia na época de Paulo?


Havia uma mentalidade na época paulina em que “a palavra da cruz” era uma afronta aos religiosos e
filósofos.

Por que a cruz era considerada loucura?


A cruz era considerada loucura porque chocava a sabedoria humana.

O que significa a palavra “Evangelho”?


A palavra “evangelho” significa “boa-nova; boa notícia que se leva as pessoas”.

Segundo a lição, por que os homens não conseguem alcançar a sabedoria divina?
Os homens não conseguem alcançar a sabedoria divina, pois estão escravos do pecado e, por isso,
para eles é loucura.

O que a mensagem da cruz nos ensina?


A mensagem da cruz nos ensina a depender do Espírito, não de nós mesmos.

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