Universidade Católica de Moçambique
Instituto de Educação a Distância
Trabalho de Campo 1
Sessão I
Tema: Polissacarídeos
Barteloide Ricardo Ernesto - 708183081
Curso: Licenciatura em Ensino de Química
Disciplina: Química Macromolecular
Ano de frequência: 4º Ano
Nampula, junho de 2021
Folha de feedback
Índice
Introdução........................................................................................................................................4
Polissacarídeos.................................................................................................................................5
1. Conceito...................................................................................................................................5
2. Origem e ocorrência dos polissacarídeos.................................................................................5
3. Classificação dos polissacarídeos............................................................................................7
4. Estrutura e obtenção dos polissacarídeos.................................................................................8
5. Importância e principais funções dos polissacarídeos...........................................................11
Conclusão......................................................................................................................................13
Referências bibliográficas.............................................................................................................14
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Introdução
Os polissacarídeos são então macromoléculas formados pela união de muitos monossacarídeos.
Estes compostos apresentam uma massa molecular muito elevada que depende do número de
unidades de monossacarídeos que se unem. Podem ser hidrolisados em polissacarídeos menores,
assim como em dissacarídeos ou monossacarídeos mediante a ação de determinadas enzimas.
A hidrólise destes compostos origina elevadas quantidades de monossacarídeos, e ao contrário dos
mono e dissacarídeos, estas moléculas são insolúveis em água, não interferindo no equilíbrio
osmótico celular. Os polissacarídeos podem ser classificados em homopolissacarideos e
heteropolissacarídeos. A hidrólise dos primeiros origina várias unidades do mesmo monossacarídeo,
tal como por exemplo os polissacarídeos amido, glicogénio e celulose. Pelo contrário, a hidrólise
dos heteropolissacarídeos produz diferentes tipos de monossacarídeos, tal como se verifica nos
polissacarídeos ácido hialurônico, condroitinsulfato e a heparina.
Em abundância, a celulose transcende todos os outros polissacarídeos; em peso ela sozinha igualar-
se-ia a todos os outros polissacarídeos combinados. Talvez as próximas em abundância seriam as
xilanas, componentes que fazem parte da estrutura vegetal. Em quantidades mais modestas ocorrem
os ágares, encontrados nas algas marinhas. A quitina dos insetos e conchas de crustáceos e as
pectinas e amido ocorrem também em quantidades significativas nos cereais como milho, arroz,
trigo e outros. Os polissacarídeos em sua estrutura são constituídos pelos seus respetivos
monossacarídeos a titulo de exemplo, O amido é sintetizado em organelas denominadas plastídeos:
cromoplastos das folhas e amiloplastos de órgãos de reserva, a partir da polimerização da glicose,
resultante da fotossíntese.
Este trabalho tem como objetivo falar dos polissacarídeos abordando seus conteúdos a partir da
introdução, desenvolvimento, conclusão e referencias bibliográficas.
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Polissacarídeos
1. Conceito
Os polissacarídeos, também conhecidos como glicanios, consistem em monossacarídeos unidos pela
ligação glicosidica. Os polissacarídeos, que são polímeros de um único monossacarídeo, são
chamados Homopolissacarídeos; aqueles compostos de mais de um tipo de monossacarídeos são
chamados Heteropolissacarídeos. Os Homopolissacarídeos também são classificados com base nas
suas unidades de monossacarídeo. Um homopolissacarideo consistindo em unidades monoméricas
de glicose, é chamado um glicanio; aquele que consiste em unidades de galactose, é um galactanio,
e assim por diante. Solomons & Fryhle (2002)
Três polissacarídeos importantes, todos eles glicanios, são o amido, o glicogénio e a celulose. O
amido é a principal reserva de alimento dos vegetais; o glicogénio funciona como uma reserva de
carboidratos para os animais e a celulose serve como material estrutural nos vegetais.
Resumindo pode se afirmar que os polissacarídeos são polímeros constituídos por unidades
monoméricas de um ou mais monossacarídeos encadeando-se homopolimericamente ou
copolimericamente nas estruturas alternada, bloco ou graftizada. A natureza não produz
copolímeros estatísticos.
2. Origem e ocorrência dos polissacarídeos
Os polissacarídeos naturais provêm tanto de fontes vegetais quanto de animais terrestres, marinhos
e bactérias. Alguns polissacarídeos vegetais são chamados de gomas. As gomas são hidrocolóides
vegetais naturais que podem ser classificados como polissacarídeos aniónicos, não iônicos ou como
sais de polissacarídeos. São substâncias translúcidas e amorfas frequentemente produzidas pelas
plantas superiores como proteção depois de uma agressão. Portanto, são produtos patológicos.
Muitas plantas que crescem em condições semiáridas produzem exsudatos gomosos em grandes
quantidades quando seu córtex é agredido; isso serve para vedar o corte e evitar a desidratação. Na
sequência, são citados alguns exemplos de polissacarídeos naturais.
Imagem 1: ilustração dos polissacarídeos de origem vegetal
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Imagem 2: ilustração de polissacarídeos de origem animal
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Segundo Serrato (2002) contribui escrevendo que os polissacarídeos são abundantes também em
fungos e no exoesqueleto de insetos e crustáceos. Aparecem como importante componente das
cápsulas de microrganismos e na cartilagem de animais, pele e mucosas.
Ainda o autor acima citado acrescenta afirmando que em abundância, a celulose (principal
componente da parede celular das plantas e não é digerível pelo homem) transcende todos os outros
polissacarídeos; em peso ela sozinha igualar-se-ia a todos os outros polissacarídeos combinados.
Talvez as próximas em abundância seriam as xilanas, componentes que fazem parte da estrutura
vegetal. Em quantidades mais modestas ocorrem os ágares, encontrados nas algas marinhas. A
quitina dos insetos e conchas de crustáceos e as pectinas e amido ocorrem também em quantidades
significativas. O amido é sintetizado em organelas denominadas plastídeos: cromoplastos das
folhas e amiloplastos de órgãos de reserva, a partir da polimerização da glicose, resultante da
fotossíntese. A quitina ocorre naturalmente em diversos organismos, sendo o principal componente
da parede celular dos fungos e do exoesqueleto dos artrópodes. O glicogénio ocorre
intracelularmente como grandes agregados ou grânulos, que são altamente hidratados por apresentar
uma grande quantidade de grupos hidroxila expostos, sendo capazes de formar ligações de
hidrogênio com a água, o glicogênio é especialmente abundante no fígado.
3. Classificação dos polissacarídeos
Conforme Batista (2021), devido a complexidade, os carboidratos são classificados em
monossacarídeos, oligossacáridos e polissacarídeos. Nessa última classe, estão inseridos uma
grande quantidade de carboidratos, como a celulose, o amido, o glicogénio e a quitina.
Para a autora acima citada, os polissacarídeos são classificados:
De acordo com a sua estrutura
Os polissacarídeos são classificados em Homopolissacarídeos (apresentam um tipo de
monossacarídeo. Exemplos: amido, celulose, glicogénio, pectina, quitina e tunicina) e
Heteropolissacarídeos (apresentam dois ou mais tipos de monossacarídeos. Exemplos: ácido
hialurônico e heparina);
De acordo com a cadeia polimérica
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Os polissacarídeos são classificados em Polissacarídeos lineares (a união dos monossacarídeos
resulta em uma cadeia linear. Exemplos: amilose e celulose) e Polissacarídeos ramificados
(apresentam cadeias laterais ligadas à cadeia principal. Exemplos: amilopectina e glicogênio).
Também, o site de internet https://pt.wikipedia.org/w/index.php? Escreve o seguinte:
Nos organismos, os polissacarídeos são classificados em dois grupos dependendo da função
biológica que cumprem:
Polissacarídeos de reserva energética: a molécula provedora de energia para os
seres vivos é principalmente a glicose (monossacarídeo). Quando esta não participa
do metabolismo energético, é armazenada na forma de um polissacarídeo que nas
plantas é conhecido como amido, nos animais e nos fungos como glicogênio;
Polissacarídeos estruturais: estes carboidratos participam na formação de
estruturas orgânicas, estando entre os mais importantes a celulose, que participa na
estrutura de sustentação dos vegetais.
4. Estrutura e obtenção dos polissacarídeos
No estudo da estrutura dos polissacarídeos, Liberato & Oliveira (2019) estudam os polissacarídeos
de interesse como: amido, celulose, pectina e glicogénio. Pois, são menos solúveis e mais estáveis
que os açúcares mais simples. O amido e o glicogênio são geralmente completamente digeríveis.
Com essa abordagem, por forma a compreender a estrutura dos polissacarídeos vai se falar das
estruturas do amido, celulose, pectina e glicogénio.
Amido
Sendo um dos polissacarídeos mais antigos conhecidos pelo homem. Provavelmente dele foi
manufaturado o primeiro alimento. Assim como o Ágar, ele é composto de duas estruturas
diferentes, ou seja, um homopolímero linear constituído por unidades de Glicose unidas por
ligações 1,4, conhecido como Amilose e um copolímeros de Amilose graftizado com Amilose por
ligações e é encontrado apenas em vegetais, em ambas as formas tem em sua estrutura a amilose e
amilopectina onde: Amilose - que possui cadeias retas e longas de unidade de glicose; Amilopectina
- que possui cadeias ramificadas de unidades de glicose. Os grânulos de amido de vários tamanhos e
formas estão encerrados dentro das células do vegetal pelas paredes de celulose. Por isso, o amido
apresenta características como: os grânulos são insolúveis em H 2O fria; o cozimento causa o
intumescimento dos grânulos e a mistura se torna um gel; o cozimento edemacia e rompe a célula
para deixar o amido disponível para os processos digestivos enzimáticos.
Imagem 3: representação estrutural do amido
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Fonte: Liberato & Oliveira (2019)
Celulose
A madeira é um dos materiais conjugados mais antigos trabalhados pelo homem. É constituída por
Celulose e Lignina. Em sua constituição está presente somente β-D-Glicose com encadeamento 1,4.
Esse encadeamento β-1,4, contrariamente ao Amido, que possui conformação enovelada (amorfo),
faz com que a Celulose possua cadeias mais estendidas, facilitando o empacotamento molecular e,
consequentemente, um maior arranjo estrutural das cadeias. Isto permite que haja maior
cristalinidade nas fibras de Celulose, maior interação intermolecular, o que causa uma maior
resistência mecânica por parte desse material. Liberato & Oliveira (2019)
Na forma de papel, ou modificado quimicamente através de acetilação (Acetato de celulose) ou
nitração (Nitrocelulose). O Acetato de celulose é empregado na indústria têxtil e na fabricação de
filtros e a Nitrocelulose é usada como seladora de madeira, na obtenção do filme de celuloide e em
explosivos.
Imagem 4: representação estrutural da celulose
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Fonte: Liberato & Oliveira (2019)
Pectina
O principal constituinte da Pectina é o ácido D-Galactúrico com encadeamento α-1,4. O polímero é
parcialmente esterificado com grupamentos metila e os grupos ácidos podem estar parcialmente
neutralizados com iões sódio, potássio ou amônio. A taxa de esterificação vai influenciar as
propriedades finais do produto, especialmente quanto à solubilidade e formação de gel.
Polissacarídeo, não celulósico, constituído de unidades de um derivado de galactose. Como absorve
H2O e forma um gel, é usada para fazer geleias e gelatinas. É encontrada em maçãs, frutas cítricas,
morangos e outros. Liberato & Oliveira (2019)
Imagem 5: representação estrutural da pectina
Fonte: Liberato & Oliveira (2019)
Glicogénio
Polímero graftizado constituído por unidades de Glicose. Sua estrutura é idêntica à Amilopectina,
com a diferença de ser muito mais ramificado. É sintetizado pelos organismos vivos como reserva
de energia.
Forma de armazenamento de carboidratos em humanos e animais. É a primeira e a mais
prontamente disponível fonte de glicose e energia. Consiste de: cadeias ramificadas de unidades de
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glicose semelhantes àquelas do amido de vegetal. (~ 340g de glicogênio é armazenado no fígado e
nos músculos). As pequenas quantidades de glicogênio nos alimentos animais são convertidas em
ácido láctico antes de estarem disponíveis para o consumo.
Imagem 6: representação estrutural do glicogénio
Fonte: Kakazu & Arimatea (s/d)
5. Importância e principais funções dos polissacarídeos
As funções dos polissacarídeos são bem diversificadas, sendo as principais: reserva energética,
sustentação e comunicação celular.
Reserva energética
Os polissacarídeos têm a função de armazenar energia. Ao serem decompostos são liberados
monossacarídeos, que pela ação de enzimas, transferem para o organismo a energia necessária para
realização das atividades. Nas plantas, a reserva energética é desempenhada pelo amido, que é um
polissacarídeo de origem vegetal. Nos animais, a energia é armazenada pelo glicogênio, que é um
polissacarídeo de origem animal.
O amido é também, uma matéria prima importante nos processos de fermentação, na nutrição
(através do uso alimentar de batatas, arroz, pão, massas e cerveja) e em processos industriais
(endurecimento de tecidos, papéis, tinturaria e fabrico de explosivos). Também o glicogénio,
intervém na regulação da glicemia, isto é, na percentagem de glicose no sangue.
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Sustentação
Polissacarídeos podem ser componentes estruturais, sendo responsáveis por conferir a estabilidade
das paredes celulares. A quitina, presente em abundância no nosso planeta, é o principal
polissacarídeo que desempenha esse papel nos insetos e fungos. A celulose também desempenha a
função estrutural, mas nas plantas. Esse polissacarídeo faz parte da constituição da parede celular
das plantas. A celulose é a principal base estrutural das plantas, nomeadamente na constituição das
paredes celulares das células vegetais, sendo vulgarmente utilizada na produção de papel, as
moléculas de celulose organizam se em camadas de fibras que oferecem resistência e flexibilidade
às estruturas. Outro polissacarídeo muito comum é a agarose que possui diversas aplicações
biotecnológicas, sendo frequentemente utilizado em técnicas laboratoriais de Biologia Molecular e
Celular.
Comunicação celular
Polissacarídeos podem se ligar a proteínas e lipídios, formando glicoproteínas e glicolipídios,
tornando se responsáveis pela sinalização dentro das células. Nesse processo, o polissacarídeo atua
indicando que uma proteína, por exemplo, precisa ser direcionada para uma determinada organela e,
dessa forma, ele ajuda a célula a entender qual o seu destino.
Tabela 1: resumo das funções e fontes dos polissacarídeos
Fonte: Jacobus (s/d)
Conclusão
Resumidamente, pode se concluir que os polissacarídeos são açúcares contendo mais de 20
unidades são denominados polissacarídeos, os quais podem possuir milhares de monossacarídeos e
são a forma predominante dos carboidratos na natureza. A diferenciação é dada pela unidade
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monomérica, comprimento e ramificação das cadeias. Quando os polissacarídeos contêm apenas um
tipo de monossacarídeo, ele é denominado de homopolissacarideos. Se estiverem presentes dois ou
mais tipos de monossacarídeos, o resultado é um heteropolissacarídeos. Júnior (2007)
Os polissacarídeos naturais provêm tanto de fontes vegetais quanto de animais terrestres, marinhos
e bactérias. Após hidrólise, os componentes mais frequentemente observados são a Arabinose, a
Galactose, a Glicose, a Manose, a Xilose e vários ácidos urônicos. Estes últimos podem formar sais
com cálcio, magnésio e outros catiões; as substituições com éter metílico e éster sulfato modificam
ainda mais as propriedades hidrófilas de alguns polissacarídeos naturais. As funções dos
polissacarídeos são bem diversificadas, sendo as principais: reserva energética, sustentação e
comunicação celular.
São usados como matéria prima importante nos processos de fermentação, na nutrição (através do
uso alimentar de batatas, arroz, pão, massas e cerveja) e em processos industriais (endurecimento de
tecidos, papéis, tinturaria e fabrico de explosivos); intervém na regulação da glicemia, isto é, na
percentagem de glicose no sangue; são vulgarmente utilizados na produção de papel, em técnicas
laboratoriais de Biologia Molecular e Celular e finalmente são responsáveis pela sinalização dentro
das células.
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Referências bibliográficas
1. Batista, Carolina (2021). Polissacarídeos. Toda Matéria: conteúdos escolares.
2. Jacobus, Ana Paula (s/d). Estrutura e Função dos Carboidratos. www.google.com
3. Júnior, Wilmo E. Francisco (2007). Carboidratos: Estrutura, Propriedades e Funções. Química
Nova na Escola.
4. Kakazu, Amaury; Arimatéa, Davi; Schivardi, Felippe (s/d). Polissacarídeos. www.google.com
5. Liberato, Maria da Conceição Tavares Cavalcanti; Oliveira, Micheline Soares Costa (2019).
Bioquímica. 2ª edição. Fortaleza – Ceará.
6. Serrato, Rodrigo Vassoler (2002). Caracterização química de carboidratos presentes em
Spondias cyfherea (CAJÁ). Curitiba.
7. Solomons, T.W. Graham; Fryhle, Craig B. (2002). Quimica Organica 2. Sétima edição. LTC.
Rio de janeiro.