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BNCC e Práticas Pedagógicas em Educação

1. O documento apresenta uma análise das implicações da Base Nacional Comum Curricular nas práticas pedagógicas. 2. Analisa como as tendências pedagógicas se relacionam com as competências gerais da BNCC e como isso afeta o currículo escolar. 3. Discute como a formação continuada de professores pode ajudar na compreensão e implementação das diretrizes da BNCC nas escolas.
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BNCC e Práticas Pedagógicas em Educação

1. O documento apresenta uma análise das implicações da Base Nacional Comum Curricular nas práticas pedagógicas. 2. Analisa como as tendências pedagógicas se relacionam com as competências gerais da BNCC e como isso afeta o currículo escolar. 3. Discute como a formação continuada de professores pode ajudar na compreensão e implementação das diretrizes da BNCC nas escolas.
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1

UNIVERSIDADE PITAGORÁS UNOPAR

_________________________________________________

SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO


PEDAGOGIA -LICENCIATURA –1ºSEMESTRE
VANDERLEIA GUERING LAURIANO
HELIDA DE SOUZA HARTUIQUE
KARINE DE SOUZA FERREIRA

PRODUÇÃO TEXTUAL INTERDISCIPLINAR

“A Base Nacional Comum Curricular e as práticas pedagógicas”

Barra de São Francisco/ES


2021
2

UNIVERSIDADE PITAGORÁS UNOPAR

VANDERLEIA GUERING LAURIANO


HELIDA DE SOUZA HARTUIQUE
KARINE DE SOUZA FERREIRA

PRODUÇÃO TEXTUAL INTERDISCIPLINAR


“A Base Nacional Comum Curricular e as práticas pedagógicas”

Relatório de Estágio apresentado ao curso Geografia


Licenciatura da UNOPAR - Universidade Norte do
Paraná.do 1ºperiodo. Disciplinas: Didática, Pensamento
Científico, Funcionamento da Educação Brasileira e
Políticas Públicas Práticas Educativas em Espaços não
Escolares Psicologia da Educação e da Aprendizagem
Tutor à Distância: Maria Nilse Favato 
Tutor Presencial: Adelza Lima

Barra de São Francisco/ES


2021
3

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO............................................................................................................03
DESENVOLVIMENTO................................................................................................05
CONCLUSÃO............................................................................................................13
REFERÊNCIAS...........................................................................................................15

1. INTRODUÇÃO

No presente trabalho, faremos uma reflexão sobre as implicações da


formação continuada nas práticas educacionais na observância das tendências
pedagógicas, percebendo a complexidade deste assunto.

A complexidade do entendimento das tendências pedagógicas por


parte dos professores era perceptíveis, quando relacionamos às metodologias de
ensino, pois, observamos que cada na instituição tende a seguir métodos de ensino
diversificados que mais se adeque a sua realidade, mas essa realidade não se
refere diretamente com o lugar, mas com o perfil histórico social e cultural do
professor.

E partindo as diferenças pelo professor as diversidades


metodológicas foram acentuadas com a chegada de novos professores ao município
e em cada escola.

No entanto, depois da implantação da BNCC em 2018, criada em


2017 as instituições escolares foram norteadas a trabalhar não mais os conteúdos e
sim os objetivos de conhecimento e/ou aprendizagem de forma mais assertiva e de
acordo com a realidade da comunidade escolar, levando em consideração o
ambiente social, histórico e cultural, enfatizando o conceito de pertencimento da
comunidade e favorecendo o protagonismo.

Muitos após formação continuada ainda mostram não compreender


a didática trazida neste documento, de modo que parece algo muito distante,
chegando a ser uma abordagem inédita.
4

Dessa forma, apresentaremos um resumo da proposta de Produção


Textual Interdisciplinar em Grupo (PTG) que terá como temática: “A Base Nacional
Comum Curricular e as práticas pedagógicas”.

DESENVOLVIMENTO

A FORMAÇÃO CONTINUADA E AS TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS

A inserção da BNCC-Base Nacional Comum Curricular trouxe


inquietações que se mostram como aconteceram com chegada das Diretrizes
Nacionais Curriculares e dos Parâmetros Curriculares Nacionais, mas tudo isso foi
uma trajetória de evoluções de tendências que o Ministério da Educação Brasileira
idealizou com os grandes pensadores como Paulo Freire e infelizmente, alguns
profissionais de educação resistem aos rompimentos filosóficos, sociológicos e
políticos que engendram a educação em nosso país.

A formação continuada no local de trabalho, junto a coordenação


pedagógica abre caminhos por possibilitar o conhecimento de modo analítico, pois a
vivência e a reflexão sobre este cotidiano escolar se tornaram mais eficiente na sua
aplicação e intervenção, já que um dos maiores entraves seria o entendimento
didático nas suas respectivas metodologias construtivistas, que se distingue em
tendência renovada e tendência renovada não-diretiva.

Ambas fazem parte da pedagogia liberal, mas a didática pedagógica


desta última está voltada para a autorrealização, destacando o desenvolvimento
pessoal e as relações interpessoais.
5

Libâneo (1992) em sua obra mostra a importância de se perceber as


tendências pedagógicas acompanhadas na prática escolar dos professores ao longo
da história, por meio da Pedagogia Liberal e a Pedagogia Progressista.

E apesar do termo liberal, essa educação não é libertária, nem


proporciona a efetivação do protagonismo do sujeito social, mas ainda traz muitos
falsos entendimentos aos professores, que segundo o autor, ela está dividida em
quatro tendências: Tradicional, Tecnicista, Renovada Progressista e Renovada Não-
diretiva.

A pedagogia liberal sustenta a ideia de que a


escola tem por função preparar os indivíduos para
o desempenho de papéis sociais, de acordo com
as aptidões individuais[...]. historicamente, a
educação liberal iniciou-se com a pedagogia
tradicional e, por razões de recomposição da
hegemonia da burguesia, evoluiu para a
pedagogia renovada (também denominada escola
nova ou ativa), o que não significou a substituição
de uma pela outra, pois ambas conviveram e
convivem na prática escolar. LIBÂNEO (1992,
p.02).

Nessa perspectiva, as tendências tradicional e tecnicista, andam


lado a lado por proporcionar um ensino de expositivo de regras sociais, onde o
interesse está na replicação em prol de uma sociedade meramente capitalista, mas
que para muitos mesmo no século XXI a didática tradicional supera a tecnicista, por
ampliar a condição da cultural no conhecimento, deixando de perceber a
uniformidade de ambas tendências que não consideram o sujeito crítico e criativo e
a própria diversidade cultural que evidencia o pertencimento e o protagonismo
humano.

TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS A PARTIR DAS COMPETÊNCIAS DA BNCC E


SUAS IMPLICAÇÕES PARA O CURRÍCULO: TECENDO A ANÁLISE DOS
DADOS

As tendências pedagógicas surgiram para melhor direcionar a


prática educativa e essa prática não se reduz ao pedagógico apenas, mas aos
movimentos sócio-políticos e filosóficos que são fortes norteadores dessas
concepções. Cada concepção formulou-se na tentativa de interpretar o processo
6

educativo e buscar soluções que serão refletidas no ato de educar, ação e intenção
para aprendizagens significativas.

Em suma, as concepções pedagógicas ainda permanecem


intrínsecas mesmo com as novas competências da BNCC. Sendo assim, vamos
analisar quais as relações das tendências pedagógicas com as quatro primeiras
competências gerais apontadas pela BNCC para a Educação Básica.

A primeira competência destaca: “Valorizar e utilizar os


conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e
digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a
construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva” (BRASIL, 2017, p. 8).

Percebemos, nesta competência, a valorização dos conhecimentos


historicamente constituídos, a continuidade da aprendizagem a partir desses
conhecimentos e a sua repercussão para uma sociedade democrática. Essa
competência traz a constatação da tendência Progressista Crítico-social dos
conteúdos, sua ênfase principal está nos conteúdos que são confrontados com a
realidade social.

Essa tendência tem como objetivo trabalhar as experiências de vida


dos alunos, possibilitando-os democratizar esses conhecimentos a fim de
desenvolver uma visão científica e crítica por parte da sociedade.

É ainda nesse contexto onde a escola orienta o aluno para participar


ativamente da sociedade.

Sua vivência está em utilizar os conteúdos contextualizando-os e


integrando-os à realidade social em que vivem, garantindo um ensino democrático e
de qualidade.

Sendo assim, traz a figura do professor como autoridade que


direciona todo o processo de ensino aprendizagem.

Nessa concepção, o professor é o mediador entre os conteúdos e os


alunos e todo o processo de ensinar e aprender destaca o aluno como o centro de
tudo, já que seus conhecimentos são construídos pela experiência pessoal.
7

Os conteúdos culturais e universais estão ligados à significação


humana e social, por essa razão, a sociedade também participa e se envolve em
todo o processo de educação.

TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS E A EDUCAÇÃO BRASILEIRA

Uma tendência pedagógica origina-se no contexto social e influencia


práticas pedagógicas, visando contemplar determinadas expectativas, seja da classe
dominante seja da trabalhadora. Luckesi (1991) considera como tendência
pedagógica diversas teorias filosóficas que pretendem compreender e orientar
práticas educacionais em diversos momentos e circunstâncias da história humana
na educação brasileira.

Ações educativas interpretam o desempenho da educação na


sociedade e, como tal, classificam-se em educação como redenção, educação como
reprodução e educação como transformadora da sociedade.

Essas tendências possibilitam a compreensão da educação


enquanto prática educacional, compreensão filosófica sobre seu sentido e, política,
quanto ao direcionamento para a ação.

A tendência redentora compreende as pedagogias liberais e confia


que a educação possui poderes sobre a sociedade, tendência otimista.

A reprodutivista é crítica, destinada a compreender a educação na


sociedade e apresenta-se de maneira pessimista.

A tendência transformadora, igualmente crítica, recusa o otimismo


ilusório e o pessimismo imobilizador.

As tendências progressistas seguem critérios definidos em relação


às funções políticas e sociais do sistema escolar.

Libâneo (1989) classifica as pedagogias em dois grandes grupos:


Pedagogia Liberal (tradicional; renovadora progressivista; renovadora não diretiva e
tecnicista) e Pedagogia Progressista (libertadora; libertária e crítico-social dos
conteúdos).
8

As tendências pedagógicas são de grande relevância, pois permitem


ao educador a articulação e autodefinição teórica sobre escolhas filosóficas e
educacionais, visando sustentar as práticas docentes.

Foerste (1996, p. 16) afirma que “uma tendência não elimina a outra,
o surgimento de uma nova corrente teórica não significa o desaparecimento de
outra, a definição de um perfil predominante em uma concepção não descarta a
possibilidade de outras formas de manifestação consideradas próximas entre si.”

É possível perceber que uma tendência ou sua manifestação não é


exclusiva e pode se complementar e, em outros pode divergir.

As tendências pedagógicas se constituíram ao longo da história com


base nas teorias de diversos autores e intelectuais e visam uma educação com
qualidade e equidade.

Consideram os diferentes movimentos históricos e sociais, com seus


ideais, interesses e utopias, para construir o sistema educacional brasileiro.

CONSIDERAÇÕES DAS TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS PARA A EDUCAÇÃO

As diversas tendências pedagógicas no processo de ensino e


aprendizagem constroem a prática educativa, visto que todas contribuem de forma
enriquecedora para o processo educacional.

As tendências pedagógicas são de fundamental importância para o


processo educativo e consolidam, nas escolas, a prática dos professores.

A Tendência Liberal Tradicional prepara os alunos para assumirem


seu papel na sociedade e valoriza os conhecimentos acumulados como verdade
absoluta.

Nessa tendência, a autoridade do professor exige atitude receptiva


do aluno uma aprendizagem mecânica.

Não considera a singularidade do aluno.

Tem presença nas escolas religiosas ou leigas que adotam filosofias


humanistas clássicas ou científicas.
9

Na Tendência Liberal Renovada, a escola deve adequar-se às


necessidades individuais ao meio social.

Os conteúdos são estabelecidos a partir das experiências vividas


pelos alunos diante das situações-problemas, exploradas por meio de experiências,
pesquisas e método de solução de problemas.

O professor é auxiliador no desenvolvimento livre da criança,


fundamentado na motivação e estimulação.

A Tendência Liberal Renovadora Não diretiva valoriza a busca dos


conhecimentos pelos próprios alunos, é facilitadora da aprendizagem.

A educação é centralizada no aluno, e o professor é quem garantirá


um relacionamento de respeito.

Aprender é modificar as percepções da realidade.

A Tendência Liberal Tecnicista é modeladora do comportamento


humano a partir de metodologias específicas.

As informações são ordenadas numa sequência lógica e psicológica


com procedimentos realizados para a transmissão e recepção de informações.

Essa tendência objetiva a transmissão de informações por parte do


professor e a memorização como aprendizagem.

A Tendência Progressista Libertadora anseia levar professores e


alunos a atingir um nível de consciência da realidade, na busca pela transformação
social, a partir de temas geradores e grupos de discussão. Já a Tendência
Progressista Libertária visa à transformação da personalidade num sentido libertário
e autogestionário, a escola dá ênfase na participação grupal como mecanismos
institucionais de transformação.

A Tendência Progressista Crítico-Social dos Conteúdos visa à


difusão dos conteúdos culturais universais incorporados pela humanidade frente à
realidade social.

O método parte de uma relação direta da experiência do aluno


confrontada com o saber sistematizado.
10

O papel do aluno é participador e o do professor é ser mediador,


com base nas estruturas cognitivas estruturadas nos alunos.

A Tendência Histórico-Crítica tem a prática social como ponto de


partida e de chegada da prática educativa, aspectos filosóficos, econômicos e
político-sociais resultam na forma da sociedade atual.

Essa tendência visa intermediar os métodos a partir da


problematização, instrumentalização e catarse, e parte da prática social na qual
professor e alunos se encontram em posições distintas e promovem o
encaminhamento da solução dos problemas postos pela prática social.

A educação é entendida como mediação no seio da prática social


global.

As tendências pedagógicas são o ato de condução dos processos


educativos e da prática dos educadores.

APRESENTAÇÃO DE POSTURAS E PROPOSTAS

Competência 1: Estimular a pesquisa utilizando-se de diferentes meios e propor


discussões a partir de problemas sociais em evidência na atualidade (criar outro
exemplo na elaboração da apresentação)

A primeira competência destaca:

“Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente


construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e
explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de
uma sociedade justa, democrática e inclusiva”.

Essa tendência tem como objetivo trabalhar as experiências de vida dos alunos,
possibilitando-os democratizar esses conhecimentos a fim de desenvolver uma visão
científica e crítica por parte da sociedade.
11

É ainda nesse contexto onde a escola orienta o aluno para participar ativamente da
sociedade.

Sua vivência está em utilizar os conteúdos contextualizando-os e integrando-os à


realidade social em que vivem, garantindo um ensino democrático e de qualidade.
Sendo assim, traz a figura do professor como autoridade que direciona todo o
processo de ensino aprendizagem.

Nessa concepção, o professor é o mediador entre os conteúdos e os alunos e todo o


processo de ensinar e aprender destaca o aluno como o centro de tudo, já que seus
conhecimentos são construídos pela experiência pessoal.

Os conteúdos culturais e universais estão ligados à significação humana e social,


por essa razão, a sociedade também participa e se envolve em todo o processo de
educação.

COMO SERÃO AS AULAS

As aulas serão na sala de informática onde o aluno poderá entra na pagina do


google onde poderá acessar o site [Link] Onde os alunos
participaram de uma aula interdisplinar entre a disciplina de português e geografia
com o tema. onde o professor será o Mediador.

PLANO DE AULA INTERDISCIPLINAR


TEMA: Trabalhando o folclore.
ANO: 1º ano
JUSTIFICATIVA: Através do tema “Folclore” podemos abranger algumas áreas de
ensino, como: português (lendas, parlendas, entre outras); geografia e história
(culturas de outros povos e estados); arte (dança, músicas, ilustrações).

OBJETIVOS: Conhecer o conceito de folclore e os elementos característicos do


folclore brasileiro; Reconhecer manifestações folclóricas em diversas áreas da cultura:
12

artesanato, literatura, música, dança, brinquedos, entre outras; Aprender as fontes


essenciais do folclore brasileiro: as culturas africana e indígena; Distinguir o folclore
das diversas regiões do país.
COMPONENTE CURRICULAR E CONTEÚDO:
Fazer um levantamento sobre o que os alunos sabem sobre o folclore, conversar
sobre as manifestações folclóricas de cada região e cultura.
- Português/ Arte: Através dos personagens folclóricos, reescrever uma lenda em
formato de um pequeno livro com as devidas ilustrações.
- História/ Geografia/ Arte: Pesquisar sobre a cultura folclórica e sua utilização nos
dias de hoje e confeccionar brinquedos ou artesanatos utilizando materiais recicláveis.
Montar uma exposição utilizando os livros confeccionados e os brinquedos,
artesanatos confeccionados.

CRONOGRAMA: Aproximadamente 8 aulas de 50 minutos.

METODOLOGIA:
1ª aula = Conversa sobre o tema.
2ª aula = Escrever a lenda.
3ª e 4ª aula= Montar o livro e ilustrar.
5ª aula= Pesquisar sobre cultura folclórica.
6ª e 7ª aula= Montar um brinquedo ou artesanato folclórico, utilizando material
reciclável.
8ª aula= Montar a exposição.

AVALIAÇÃO: Cada aluno será avaliado através do livro e do brinquedo ou artesanato


criado para a exposição.
13

CONCLUSÃO

A pesquisa apresenta um estudo em torno das tendências


pedagógicas e suas relações com as quatro primeiras competências gerais
expressas na BNCC para a educação básica, tendo como principal questionamento:

Quais as relações das tendências pedagógicas com as quatro


primeiras competências gerais apontadas nas BNCC para a Educação Básica e
suas implicações para o currículo?

Considerando os aspectos analisados, em que destacamos


tendências pedagógicas que se expressam nas quatro primeiras competências
previstas pela BNCC, concluímos que a escola precisa se fortalecer como espaço
democrático, em que os estudantes tenham participação ativa na construção de
saberes, sem, contudo, desmerecer o papel do professor como mediador da
aprendizagem.

Nesse processo, as competências precisam se evidenciar como


possibilidades de repensar o currículo e ampliar conhecimentos, de modo a
14

fortalecer os estudantes para o desenvolvimento de pesquisas, valorizando suas


hipóteses, seus saberes e suas descobertas.

Nesse sentido, um dos desafios do professor consiste em fazer a


transposição didática dos conhecimentos historicamente constituídos para a
realidade dos educandos, de modo que eles possam participar ativamente de sua
formação, refletir criticamente a realidade e apontar soluções para os problemas
sociais, sejam eles de ordem política, cultural ou de sobrevivência, a fim alcançar
melhores condições de vida e combate às desigualdades sociais.

Contudo, se faz necessário políticas públicas que visem essa


perspectiva educacional, fomentando a pesquisa e estudos sobre a prática
pedagógica, promovendo ação-reflexão-ação, de modo que os professores possam
ter acesso a teorias de desenvolvimento da aprendizagem para melhor compreender
o pensamento e o crescimento cognitivo dos alunos.

A pesquisa da prática pedagógica em buscando desenvolver a


aprendizagem do aluno, traz ao professor a segurança e a conscientização
pedagógica, possibilitando a autogestão, que gera o protagonismo de professor e
aluno qualitativamente.

E desta forma, podemos afirmar também que o papel do


coordenador pedagógico é de fundamental importância para a evolução da práxis
educacional, pois sua função de orientador pedagógico possibilita um grande
suporte, promovendo estímulos e contribuindo de forma enriquecedora no incentivo
de pesquisas a novas práticas pedagógicas através da formação continuada do
professor em serviço.
15

REFERENCIAS

Texto 1: BRASIL, Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular


(BNCC). Brasília. 2018. “Introdução” (da página 7 até 21).

Texto 2: APOLINÁRIO, Josimeire de Souza Lima; TARRAGÓ, Saiuri Totta; FERST,


Enia Maria. Tendências pedagógicas e competências gerais da base nacional
comum curricular para a educação básica: implicações para o currículo. Brazilian
Journal of Development, Curitiba, v.7, n.3, mar 2021.

Texto 3: SANTOS, Raquel Elisabete de Oliveira. Pedagogia histórico crítica: que


pedagogia é essa? Horizontes, v. 36, n. 2, p. 45-56, mai./ago. 2018.

Texto 4: SILVA, Aracéli Girardi da. Tendências pedagógicas: perspectivas históricas


e reflexões para a educação brasileira. Unoesc & Ciência, v. 9, n. 1, p. 97-106,
jan./jun. 2018.

BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Educação é a Base. Brasília,


MEC/CONSED/UNDIME, 2017. Disponível em: < 568
16

[Link] Acesso em:


16 out. 2017. LIBÂNEO, José Carlos. Tendências pedagógicas na prática escolar.
In: ________ . Democratização da Escola Pública – a pedagogia crítico-social dos
conteúdos. São Paulo: Loyola, 1992. cap 1. Disponível em: Acesso em 25/11/2021

[Link]
A1_ID2168_30092020215003.pdfacesso em 25/11/2021

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