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Fotossíntese: Diferenças entre Plantas C3, C4 e CAM

Existem três mecanismos de fotossíntese: C3, C4 e CAM. As plantas C3 ocorrem em climas úmidos e têm alta taxa de fotossíntese em baixa radiação. As plantas C4 ocorrem em climas áridos e têm alta taxa de fotossíntese em alta radiação, sendo mais econômicas com água. As plantas CAM abrem os estômatos à noite para fixar CO2.

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Fotossíntese: Diferenças entre Plantas C3, C4 e CAM

Existem três mecanismos de fotossíntese: C3, C4 e CAM. As plantas C3 ocorrem em climas úmidos e têm alta taxa de fotossíntese em baixa radiação. As plantas C4 ocorrem em climas áridos e têm alta taxa de fotossíntese em alta radiação, sendo mais econômicas com água. As plantas CAM abrem os estômatos à noite para fixar CO2.

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Nome: Patrícia Flora da Aida Filipe Luís.

Nº AGR2105

Curso: Engenharia Agronómica. 1ºAno.

Cadeira: Biologia Geral

Existem três mecanismos diferentes de fotossíntese: C3, C4 e CAM.

.PLANTAS C3

As plantas C3 recebem este nome por conta do ácido 3-fosfoglicérico formado após a fixação
das moléculas de CO2. Estes vegetais compreendem a maioria das espécies terrestres, ocorrendo
principalmente em regiões tropicais húmidas.

As taxas de fotossíntese das plantas C3 são elevadas à todo o momento, tendo em vista que a
planta atinge as taxas máximas de fotossíntese (TMF) em intensidades de radiação solar
relativamente baixas. É por isso que são consideradas espécies esbanjadoras de água. Ainda
assim, este grupo vegetal é altamente produtivo, contribuindo significativamente para o
equilíbrio da biodiversidade terrestre. Ex: arroz, trigo, soja.

PLANTAS C4

As plantas C4 possuem grande afinidade com o CO2. Elas recebem este nome devido ao fato do
ácido oxalacético possuem 4 moléculas de carbono, formado após o processo de fixação de
carbono. Devido à alta afinidade com o CO2, as plantas C4 apresentam uma grande vantagem
em relação às plantas C3: elas podem sobreviver em ambientes áridos. Isto se dá porque as
plantas C4 só atingem as taxas máximas de fotossíntese sob elevadas intensidades de radiação
solar, fazendo com que fixem mais CO2 por unidade de água perdida. Ou seja, elas são mais
econômicas quanto ao uso da água, elas perdem menos água que as C3 durante a fixação e a
fotossíntese.

As plantas C4 são também conhecidas como “plantas de sol” por ocorrerem em áreas muitas
vezes sem sombra alguma. Elas também ocorrem em áreas áridas com menores quantidades de
água disponível nos solos. A via metabólica é usada em cerca de 3% de todas as plantas
vasculares; alguns exemplos são a cana-de-açúcar e o milho.

PLANTAS CAM

As plantas CAM são aquelas que possuem o mecanismo de fixação de CO 2 chamado


de metabolismo ácido das crassuláceas (CAM ou MAC). Esse tipo de mecanismo de fotossíntese
recebeu esse nome porque foi descoberto primeiro em plantas suculentas da
família Crassulaceae
A fotossíntese CAM é uma adaptação ao ambiente árido, onde os vegetais ficam expostos a uma
grande luminosidade e estresse hídrico. Essas plantas possuem a capacidade de abrirem
seus estômatos à noite e fechá-los durante o dia, reduzindo significativamente a perda excessiva
de água e CO2. Em épocas de estiagem, algumas dessas plantas são capazes de manter seus
estômatos fechados durante todos os períodos do dia.

A fixação de CO2 nas plantas CAM ocorre apenas à noite, no escuro, quando os estômatos estão
abertos. Nesse momento, ocorre a fixação do CO 2 em fosfoenolpiruvato para formar o
oxaloacetato. Essa última substância é transformada rapidamente em malato e estocada durante
toda a noite nos vacúolos na forma de ácido málico.

Quando chega o dia, os estômatos fecham-se e o ácido málico é retirado do vacúolo,


transportado ao cloroplasto da célula e descarboxilado, produzindo, assim, piruvato e CO 2. O
CO2 fixado é então transferido para ribulose 1,5-bifosfato (RuBP) do ciclo de Calvin. O piruvato
produzido pode ser convertido em açúcar e amido.

Pode-se concluir, portanto, que nas plantas CAM ocorre a formação de ácido málico no período
noturno e seu consumo durante o período diurno. Isso faz com que o sabor da planta mude
durante o dia, pois à noite é observado um sabor mais ácido, mas durante o dia a planta torna-se
mais adocicada. Entre as espécies com metabolismo CAM estão o abacaxi, o sisal e as
numerosas espécies de cactos e orquídeas

Diferença entre Plantas C3 e C4

Algumas plantas, principalmente gramíneas (cana-de-açúcar e milho [Link].) e parte das bromélias,
desenvolveram um sistema complementar à via C3 chamado de via C4. Este sistema permite à
folha o armazenamento de ácidos com 4 carbonos antes de estes serem captados pela rubisco.
Neste caso há uma mudança morfológica importante que é a existência de uma bainha vascular,
uma camada adicional de células que envolve os feixes vasculares. O CO2 é captado nestas
células do mesófilo pela enzima Fosfo Enol Piruvato carboxilase (PEPc), presente nas células do
mesofilo, a qual forma um composto de 4 carbonos que poderá ser descarboxilado a 3PGA e
usado pela rubisco, presente nas células da bainha vascular. Nas células da bainha vascular, o
ácido (malato por exemplo) e descarboxilado, formando CO2 novamente. Este mecanismo causa
um aumento espectacular na concentração de CO2 na célula da bainha em relação à do mesófilo.

Como um dos grandes problemas das plantas é a perda de água pelos estômatos quando estes
estão abertos para permitir a entrada do CO 2, o mecanismo C4, ao aumentar em dez vezes a
concentração deste gás nas células da bainha vascular, acaba evitando a perda de água, pois o
aproveitamento do CO2 é muito melhor do que em plantas C3.

 
A existência da via C4 é um exemplo interessante da relação estrutura-função em plantas. A
bainha vascular e seus mecanismos bioquímicos acoplados à via C3 criaram, durante a evolução,
uma espécie de “bomba” que torna o sistema fotossintético mais eficiente em certas situações,
praticamente eliminando a fotorrespiração. 

 Há várias consequências importantes da presença da bainha vascular. Uma delas é que as taxas
de absorção de CO2 são muito mais altas, pois o sistema pode armazenar mais carbono de forma
intermediária (no ácido C4) tornando a planta relativamente menos dependente de controlar a
abertura e fechamento de estômatos para prevenir a perda de água.

O resultado é que quando se compara o rendimento quântico de plantas C3 e C4 em diferentes


temperaturas, nota-se que as diferenças entre o desempenho dos dois sistemas em diferentes
temperaturas tem vantagens e desvantagens em temperaturas que variam entre 10 e 40 o C, as C3
apresentam uma queda linear em desempenho quando se aumenta a temperatura.

Uma outra questão importante é como os dois tipos de planta lidam com a água. Como pode ser
visto na Tabela 1, as plantas C4 são bem mais eficientes que as C3 em lidar com a água. Como
mencionado acima, isto se deve à maior eficiência em captar e armazenar o carbono oriundo do
CO2, isto é, a bomba de armazenamento do ácido de quatro carbonos, o que permite às plantas
C4 um gerenciamento melhor da abertura estomática, que é um processo fundamental no
controle da transpiração foliar.

 Tais características são extremamente importantes se considerarmos, por exemplo, uma


gramínea em um campo cerrado vivendo em temperaturas altas e em baixa humidade durante o
dia. Por isto, as gramíneas C4 tendem a se beneficiar de suas vantagens em relação às C3 em
condições extremas, para invadir regiões mais áridas do planeta como os desertos.

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