Relatório de Estágio em Redes Elétricas
Relatório de Estágio em Redes Elétricas
Relatório de Estágio
Tomar/Maio/2017
Redes de Baixa Tensão
Orientado por:
Professor Doutor Paulo Coelho – IPT/ESTT
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Redes de Baixa Tensão
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Redes de Baixa Tensão
RESUMO
O presente relatório tem como objetivo descrever o trabalho realizado durante o estágio
efetuado na entidade responsável pela distribuição da Energia em Portugal – EDP
Distribuição S.A., enquadrando as várias atividades desenvolvidas no setor da distribuição
da energia, desde a construção à manutenção.
O estágio com duração de 9 meses, teve lugar na Direção de Rede e Clientes Tejo, na Área
Operacional de Portalegre (AOPTG) – Departamento de Obras – Polo de Abrantes.
Devido à diversificação das atividades e conceitos aprendidos nesta área, optou-se por
destacar as atividades base, tais como os processos necessários para atingir os objetivos
propostos. Uma vez que todas as atividades são geridas por objetivos, é necessário uma
análise e verificação sistemática aos processos diariamente implementados, de modo a
garantir as metas acordadas.
No presente relatório faz-se um realce aos pedidos de ligação à rede, todo o processo a que
estão sujeitos, o modo como se insere um novo cliente na rede e a apresentação dos encargos.
Será ainda apresentada a análise das várias etapas de execução de remodelação de uma rede
elétrica de Baixa Tensão. Nesse âmbito efetuaram-se projetos de melhoria da qualidade de
serviço, todos eles com recurso a ferramentas de uso na empresa (AutoCad, SIT, DPLAN,
SAP, Excel). Apresenta-se também uma análise à iluminação pública presente na Área
Operacional de Portalegre onde foram apresentadas melhorias para a substituição de
luminárias obsoletas. Por fim serão apresentados todos os trabalhos realizados ao longo do
estágio.
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Redes de Baixa Tensão
ABSTRACT
The paper describes the effort carried out during the internship in the entity responsible for
the distribution of Energy in Portugal – EDP Distribuição S.A., covering the various
activities in the energy distribution sector, from construction to maintenance.
The 9-month traineeship took place at Direção de Rede e Clientes Tejo, in Área Operacional
de Portalegre – Departamento de Obras – Polo de Abrantes.
Through the internship there was a chance to participate in several projects and to accompany
work teams of the Department of Works of AOPTG. Most of the works had as subject the
distribution of the electric network in Low Voltage and Public Lighting.
Due to the diversification of activities and concepts learned in this area, it was chosen to
highlight the basic activities, such as the processes necessary to achieve proposed objectives.
Since all activities are managed by objectives, it is necessary a systematic analysis and
verification of the daily implemented processes in order to guarantee agreed goals.
In this paper, it is highlighted the electric network connection requests, such as the entire
process to which they are subject, the way a new customer is inserted in the network and the
submission of charges. It will also be presented the analysis of the various stages of execution
to remodeling of a Low Voltage power grid. In this scope, projects were carried out to
improve the quality of service, all of them using tools of use in the company (AutoCad, Sit,
SAP, Excel). It is also presented an analysis of the improvements done in the operational
area of Portalegre to replace obsolete public lighting. Finally, all the work carried out during
the internship will be exposed.
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Redes de Baixa Tensão
AGRADECIMENTOS
A realização desta dissertação marca o fim de uma etapa muito importante, sendo que a sua
concretização só foi possível graças a várias pessoas da instituição que, durante meses,
colaboraram comigo de forma muito presente e positiva. Quero assim expressar perante
todos os meus maiores e sinceros agradecimentos.
Em primeiro lugar, gostaria de agradecer ao meu orientador Professor Doutor Paulo Coelho
que sempre se mostrou disponível e me prestou apoio ao longo destes meses.
Faço ainda um agradecimento ao Professor Mário Hélder por toda a ajuda que me prestou.
Quero de igual forma agradecer ao IPT pelas facilidades ao longo do curso e pelo apoio ao
nível de recursos materiais.
Quero agradecer à EDP, em especial ao meu supervisor, Eng.º Nuno Enes Oliveira por se
ter mostrado sempre disponível ao longo de todo o estágio, por todo o tempo disponibilizado,
por toda a ajuda e por todos os conhecimentos transmitidos. Sem a sua ajuda o
desenvolvimento deste trabalho seria certamente mais difícil.
Agradeço ao Eng.º Bruno Barbas toda a ajuda prestada e todas as tarefas aliciantes que me
foram atribuídas.
De igual modo agradeço ao Eng.º Hilário Lopes, chefe da AOPTG, por ter aceite a realização
do estágio na EDP Distribuição, mais propriamente na sua Área Operacional.
Por fim agradeço à minha família por todo o apoio ao longo do percurso escolar.
ix
Redes de Baixa Tensão
ÍNDICE
Resumo .................................................................................................................................. v
Agradecimentos .................................................................................................................... ix
Índice .................................................................................................................................... xi
1. Introdução .......................................................................................................................... 1
xi
Redes de Baixa Tensão
4. Projeto ............................................................................................................................. 35
5.3. Substituição de luminárias com lâmpadas vapor mercúrio por LEDs ..................... 57
xii
Redes de Baixa Tensão
6.7. Projeto....................................................................................................................... 69
7. Conclusões ....................................................................................................................... 79
Referências .......................................................................................................................... 81
Anexos ................................................................................................................................. 83
xiii
Redes de Baixa Tensão
ÍNDICE DE FIGURAS
Figura 18: Ligação a partir de rede aérea de edifícios com uma instalação de
utilização com poste encostado ou intercalado [10] ......................................... 32
Figura 19: Ligação a partir de rede aérea de edifícios com uma instalação de
utilização e fachada confinante com a via pública (sem muro) [10] ................ 33
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Redes de Baixa Tensão
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Redes de Baixa Tensão
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Redes de Baixa Tensão
ÍNDICE DE TABELAS
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Redes de Baixa Tensão
AO – Área Operacional
AT – Alta Tensão
BT – Baixa Tensão
DM – Design Manager
DR – Diagrama de Rede
EC – Empreitada Contínua
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Redes de Baixa Tensão
IP - Iluminação Pública
MT - Média Tensão
PI – Pedido de Indisponibilidade
PT – Posto de Transformação
xxii
Redes de Baixa Tensão
SAIDI – System Average Interruption Duration Index (Duração Média das Interrupções do
Sistema)
xxiii
Rede de Baixa Tensão
A - Ampere
Hz - Hertz
Km - Quilómetro
m - Metro
mm - Milímetro
s - Segundo
V - Volt
€ - Euros
Ω - Ohm
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Rede de Baixa Tensão
1. INTRODUÇÃO
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Redes de Baixa Tensão
O projeto de linhas elétricas é um problema complexo, quer a nível técnico como a nível
social, devendo cumprir determinadas normas, leis, regulamentos e portarias impostas por
legislação. Desta forma os projetos realizados obedecem ao disposto no Regulamento de
Segurança de Redes de Distribuição de Energia Elétrica em Baixa Tensão (RSRDEEBT).
Está assim garantida a segurança e qualidade de serviço, tanto na construção de linhas, como
depois quando estas estiverem em funcionamento, contribuindo assim para a redução dos
impactos que poderá trazer à sociedade.
Todos as atividades realizadas ao longo dos meses de estágio de mestrado, e que foram
sempre acompanhadas por profissionais com larga experiência profissional, mostraram-se
uma grande ajuda no meu crescimento profissional.
O estágio teve como objetivo principal a integração no mundo do trabalho. Foi possível
aplicar na prática conhecimentos teóricos, desenvolver a capacidade de tomada de decisão,
desenvolver o sentido de responsabilidade e desenvolver técnicas para superar desafios
propostos.
No início do estágio foi elaborada uma lista de tarefas para cumprir ao longo dos nove meses,
sendo possível acompanhar e contribuir para todas as atividades desenvolvidas no
departamento de obras.
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Redes de Baixa Tensão
No capítulo 2, será feita uma pequena apresentação da empresa – EDP e EDP Distribuição.
Ainda dentro deste capítulo será abordada a Direção Redes e Clientes Tejo (DRCT), onde
serão apresentadas as principais atividades, o organograma e por fim faz-se uma abordagem
da AO de Portalegre, onde decorreu o estágio.
O capítulo 3 diz respeito aos estudos de redes de baixa tensão. Inicialmente será exposta uma
pequena introdução sobre a importância da rede elétrica para os clientes e a evolução que a
rede nua tem sofrido ao longo dos anos no País. Outro ponto referido é a quantidade de RBT
que existe em Portugal, incluindo redes aéreas e subterrâneas. Por fim apresenta-se todo o
processo de ligação à rede, incluindo os tipos existentes e os seus conceitos, quais os
encargos e toda a evolução dos PLR, mostrando ainda soluções reais de ligação a clientes.
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Redes de Baixa Tensão
têm que ser efetuados todos os cálculos elétricos e mecânicos e verificar se estão de acordo
com o regulamento em vigor. Neste capítulo apresentam-se ainda as condições gerais e as
regras para a realização do orçamento. Este só se processa depois de terminado o projeto,
onde se define todo o material a utilizar para a implementação do mesmo. Após a execução
da obra faz-se uma fiscalização e controlo para verificar se todo o material orçamentado foi
instalado. Por fim receciona-se a obra para ser explorada pela EDP Distribuição.
Por fim, no capítulo 7 serão apresentadas as conclusões, onde são evidenciados os aspetos
mais importantes do estágio de mestrado. Serão abordadas ainda as condicionantes e
dificuldades sentidas durante o estágio e será realizado o balanço do mesmo.
A organização adotada no presente relatório tem como intuito não só apresentar todos os
resultados do trabalho que foi desenvolvido, mas também demonstrar todo o conhecimento
adquirido e todo aquele posto em prática para a explicação e desenvolvimento do tema.
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Rede de Baixa Tensão
2. APRESENTAÇÃO DA EMPRESA
Com quatro décadas de existência, a EDP é, nos dias de hoje, uma empresa de referência
mundial. Está presente em países como Portugal, Espanha, França, Brasil, Roménia, Polónia,
Bélgica, Itália, Reino Unido e Estados Unidos. Sendo que é um dos maiores operadores
europeus no sector da energia e um dos maiores produtores de energia eólica a nível mundial.
É uma empresa que conta com mais de 10 milhões de clientes e cerca de 12 mil
colaboradores.
No que diz respeito ao Sistema Elétrico Nacional, este é constituído por quatro atividades
principais: Produção, Transporte, Distribuição e Comercialização [1].
5
Redes de Baixa Tensão
A Direção de Rede e Clientes Tejo é uma das seis direções que compõe a rede e clientes da
EDP Distribuição. As restantes DRC são: Norte, Porto, Mondego, Lisboa e Sul, como se
observa na Figura 2.
Estas seis direções assumem o papel de operador de rede de distribuição (Rede Nacional de
Distribuição e Rede de Baixa Tensão) assegurando toda a cobertura do território de Portugal
continental no exercício da atividade regulada pela Entidade Reguladora dos Serviços
Energéticos [4,5].
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Redes de Baixa Tensão
2.2.2. Organograma
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Redes de Baixa Tensão
a 17.557 km2, sendo que a rede de distribuição de média e baixa tensão totaliza 35.991 km
[5].
Cada Área Operacional atua num grupo de concelhos e está subdividida em dois
departamentos sendo eles o Departamento de Obras e o Departamento de Manutenção e
Serviços.
Departamento de Obras:
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Redes de Baixa Tensão
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Rede de Baixa Tensão
3.1. Introdução
As redes de BT, no que se refere ao tipo construtivo, podem ser aéreas ou subterrâneas. As
redes aéreas são utilizadas em zonas rurais e semi-urbanas, enquanto as redes subterrâneas
são usadas em zonas urbanas.
A exploração das RDEEBT é um processo que exige por parte da EDP Distribuição, ações
de planeamento, projeto e licenciamento de novas instalações elétricas.
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Redes de Baixa Tensão
As primeiras redes foram construídas com condutores de cobre nu, mais tarde substituídos
por condutores nus de alumínio, apoiados em postes através de isoladores de porcelana.
Atualmente ainda existe muita rede nua em Portugal, principalmente em zonas rurais. A EDP
Distribuição tem vindo a substituir este tipo de redes por condutores isolados, devido ao
facto de o cobre ter atingido valores de custo bastante elevados, de modo a diminuir o
número de avarias e ao facto de ser mais fácil e rápida a instalação e manutenção a uma rede
constituída por condutores isolados.
Os condutores isolados apresentam vantagens em relação aos condutores nus, sob o ponto
de vista da qualidade de serviço, da segurança e no aspeto estético.
Por fim, relativamente ao aspeto estético o espaço ocupado pelos condutores isolados
diminui significativamente em relação aos condutores nus.
12
Redes de Baixa Tensão
Na Área Operacional de Portalegre (AOPTG) existe ainda cerca de 600 km de rede nua,
todos os anos são planeadas intervenções na rede BT, para substituição desses condutores.
13
Redes de Baixa Tensão
Pela Tabela 1 e pela Figura 7, verifica-se uma tendência crescente quer da rede aérea, quer
da rede subterrânea em Baixa Tensão.
Número de PT
67200
67000
66800
66600
66400
66200
66000
65800
65600
2014 2015
Tal como para a rede de Baixa Tensão, também se tem verificado um aumento acentuado do
número de Postos de Transformação, como se pode constatar pela Tabela 2 e pela Figura 8,
atrás representadas.
14
Redes de Baixa Tensão
A EDP Distribuição tem vindo, nos últimos anos, a investir significativamente na análise e
monitorização da qualidade de serviço, estudando a propagação e a influência das
perturbações, tanto do lado da rede de distribuição como do lado das instalações dos clientes.
Este investimento deve-se em parte ao facto de que anualmente os operadores das redes de
distribuição, devem apresentar os indicadores de qualidade de serviço, no relatório de
qualidade de serviço.
15
Redes de Baixa Tensão
Quociente entre o número total de interrupções nos pontos de entrega, durante determinado
período, e o número total dos pontos de entrega, nesse mesmo período, expresso em
interrupções;
𝑘
1
𝑆𝐴𝐼𝐹𝐼 = ∗ ∑ 𝐹𝐼𝑗 (Equação 1)
𝑘
𝑗=1
Em que:
Quociente entre a soma das durações das interrupções nos pontos de entrega, durante
determinado período, e o número total dos pontos de entrega, nesse mesmo período, expressa
em minutos;
𝑘 𝑥
1
𝑆𝐴𝐼𝐷𝐼 = ∗ ∑∗ ∑ 𝐷𝐼𝑖𝑗 (Equação 2)
𝑘
𝑗=1 𝑖=1
Em que:
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Redes de Baixa Tensão
Os indicadores de continuidade de serviço, nas redes de baixa tensão, não poderão exceder,
por zona, os seguintes valores anuais (Artigo 16º do Regulamento da Qualidade de Serviço
(RQS)) [8].
Em 2015, verificou-se uma melhoria do desempenho da rede distribuição operada pela EDP
Distribuição, em termos de continuidade de serviço percecionada pelos clientes, em
comparação com o ano de 2014.
Atualmente, as redes aéreas são utilizadas apenas em zonas rurais e semi-urbanas, usando
cabos isolados com condutores de alumínio, agrupados em feixe cableado, denominados
cabos torçados, apoiados em postes. Em alguns casos, onde a densidade de construção,
largura das vias de circulação e as condições gerais não permitem a instalação de redes
subterrâneas, os cabos são instalados nas fachadas dos edifícios.
17
Redes de Baixa Tensão
Cabos Torçada
Os condutores existentes nas redes aéreas de BT normalizados pela EDP Distribuição são
do tipo LXS. Semelhantes aos da figura abaixo:
Figura 9: Condutor torçada (1 – alma condutora em alumínio, 2 – isolamento em polietileno reticulado) [9]
Os traçados principais das redes BT são implementados através do uso dos condutores em
torçada de alumínio, onde as secções dos condutores variam consoante a carga associada ao
circuito e a distância das cargas a alimentar. As secções normalizadas são: LXS
4x25+16mm2, LXS 4x50+16mm2, LXS 4x70+16mm2 e LXS 4x95+16mm2 [9,10].
Este tipo de ligação tem a vantagem de ter custos de implementação mais baixos, mas
apresenta a desvantagem de estar exposta a agentes externos (fenómenos climatéricos, queda
de árvores, etc.) que põe em causa o bom funcionamento da rede. A Figura 10 representa a
ligação a clientes a partir de uma rede aérea.
Este tipo de ligação à rede é realizado à vista, a altura regulamentar, através de condutores
aéreos suportados em apoios de rede designados por postes, obedecendo a regras técnicas
construtivas, a materiais normalizados e a normativos de segurança.
18
Redes de Baixa Tensão
A instalação das redes subterrâneas pode ser efetuada de duas formas: os condutores da rede
podem ser instalados diretamente no solo das valas, ou podem ser instalados em tubos
colocados nas valas.
Este tipo de redes tem a vantagem de não estar sujeitos a perturbações por parte de elementos
exteriores que ponham em causa o bom funcionamento da rede exceto quando existem danos
provocados por escavações.
O estabelecimento das redes subterrâneas está limitado a caminhos púbicos, uma vez que
não podem existir travessias em propriedades privadas. A Figura 11 representa uma ligação
a clientes através de uma rede subterrânea.
19
Redes de Baixa Tensão
Após isso, toda a formalização do pedido, serão apresentadas as condições de ligação que
contemplam:
• Orçamento;
• Prazos de validade das condições e de pagamento;
• Prazos de execução;
• Informações sobre as dimensões e características técnicas da ligação;
• Materiais a utilizar;
• Encargos com a ligação;
• Construção dos elementos de ligação.
Depois de analisados os requisitos da rede para que se possa proceder a execução dos
trabalhos e de estarem garantidas todas as condições, para que seja possível conceber as
novas instalações de forma a não causar perturbações ao normal funcionamento da rede a
empresa prestadora de serviços terá um prazo de vinte dias úteis para executar os trabalhos.
Caso não seja cumprido o prazo de entrega, a empresa responsável pela execução dos
trabalhos sofre uma penalização por parte da EDP Distribuição. A Figura 12 representa o
20
Redes de Baixa Tensão
processo necessário para que seja possível ser feita uma nova ligação à rede de baixa tensão
por parte de um novo cliente.
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Redes de Baixa Tensão
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Redes de Baixa Tensão
• Uso partilhado;
• Uso exclusivo;
• Reforço Redes;
• Elaboração estudo do orçamento.
No caso de ligações em baixa tensão e média tensão, o operador da rede, para efeitos de
repartição de encargos, deverá indicar como ponto de ligação à rede o ponto da rede existente
que fisicamente é mais próximo à instalação a ligar, mesmo que nesse ponto não se reúnam
as condições técnicas necessárias à satisfação da ligação requisitada. Este ponto mais
próximo deverá corresponder a uma das seguintes situações:
23
Redes de Baixa Tensão
1. Elementos de ligação para uso exclusivo – aqueles elementos físicos por onde
esteja previsto transitarem, exclusivamente, energia elétrica produzida ou consumida na
instalação em causa. Em BT e em MT, os elementos de ligação para uso exclusivo são
limitados, para efeitos de repartição de encargos, a um comprimento máximo, de acordo com
o nível de tensão. Esse comprimento máximo é de 30m nas ligações em BT e 250m nas
ligações em MT.
O operador da rede pode optar por sobredimensionar o elemento de ligação para uso
partilhado, de modo a que este elemento possa vir a ser utilizado para a ligação de outras
instalações.
Na maior parte das situações, a construção dos elementos que integram uma ligação à rede
é da responsabilidade do operador da rede. Contudo, o requisitante, com base no orçamento
e estudo que lhe tenham sido apresentados poderão optar por construir pelos seus próprios
meios o elemento de ligação para uso exclusivo, respeitando as normas construtivas e
estando a integração em exploração do referido elemento dependente de uma inspeção
técnica a promover pelo operador da rede.
24
Redes de Baixa Tensão
Os encargos com os elementos de ligação para o uso exclusivo serão suportados pelo
requisitante até ao limite dos encargos correspondentes ao comprimento máximo definido
pela ERSE, fixado em 30m, para ligações à rede em baixa tensão.
25
Redes de Baixa Tensão
Tabela 5: Encargos EDPD para elementos de uso exclusivo da rede aérea em BT referentes ao ano 2017[14]
Tabela 6: Encargos EDPD para elementos de uso exclusivo da rede subterrânea em BT referentes ao ano
2017 [14]
Serão calculados, com base no comprimento do elemento para o uso partilhado, tipo de
elemento (aéreo ou subterrâneo) e potência requisitada, nos termos da seguinte equação:
Onde:
𝐷𝑈𝑃 – Distância do elemento de ligação para o uso partilhado (inclui a extensão do elemento
de ligação para uso exclusivo que exceda o comprimento máximo)
𝑃𝑢 – Preço unitário definido na tabela abaixo (Valor definido pela ERSE) (€/m)
26
Redes de Baixa Tensão
Tabela 7: Encargos para elemento de uso partilhado em BT referentes ao ano 2017 [14].
Os encargos com a comparticipação das redes, relativos aos elementos de ligação necessários
para proporcionar a ligação a rede em BT, tem por objetivo fazer face a investimentos
imediatos, e são calculados pela seguinte equação:
𝐸𝑅 = 𝑈𝑅𝐵𝑇 ∗ 𝑃𝑅 (Equação 4)
Onde:
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Redes de Baixa Tensão
Correspondem aos encargos a suportar pelo requisitante pelos serviços prestados pela EDP
Distribuição com a deslocação ao local para avaliação do traçado e ponto de ligação a rede,
pela fiscalização da obra e pela apresentação das condições de ligação (nível de tensão de
ligação e ponto, materiais a utilizar, traçado da ligação, orçamento dos encargos aplicáveis
para a ligação à rede).
BT 36,57 €
Este poderoso sistema, também vulgarmente denominado P04, aloja toda a informação
relativa a qualquer processo. Naturalmente, o tratamento de cada processo subdivide-se em
várias etapas, consoante o tipo de processo a tratar.
28
Redes de Baixa Tensão
Após esta recolha de informação, são criados os Diagramas de Rede (DR) onde se
explicitam a mão-de-obra e os materiais a utilizar para a execução da obra. Estes
serão a base de trabalho das equipas que irão executar a obra, quer sejam da EDPD
quer sejam de um empreiteiro.
• Adjudicação - Após estar pago, um PLR está pronto a ser adjudicado. Caso se trate
de Modificações de Rede ou de IP, os projetos estão prontos a ser adjudicados assim
que estão orçamentados e esteja devidamente autorizada a sua adjudicação.
Quando cabe à EDPD executar a obra esta é, na maioria das situações, adjudicada a
um empreiteiro. O responsável pela adjudicação tem de ter em conta o prazo de
execução da obra, tendo sempre em mente os seus limites temporais máximos. Tem
ainda de escolher o empreiteiro a quem adjudica a obra.
29
Redes de Baixa Tensão
Nesta fase é onde se efetua a liberação dos Diagramas de Rede, ou seja, autoriza-se
o fornecimento de materiais e ordens de compra de mão-de-obra constantes nos
DR’s.
A EDPD comunica ao empreiteiro que para iniciar a obra (inicio da execução dos
elementos de ligação de uso exclusivo) deve dirigir-se à EDPD a fim de serem
entregues o Termo de Responsabilidade pela execução da obra, acordar o prazo de
execução, condições de inspeção, e levantar o estudo em que se baseou o orçamento.
Poderá então dar-se inicio à execução dos trabalhos.
Deve ser entregue o auto de entrega e de receção provisório assinado pelo dono da
obra, empreiteiro, pelo técnico responsável pela obra e por fim pela EDP
Distribuição, antes do Eletricamente Concluído (ELTC).
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Redes de Baixa Tensão
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Redes de Baixa Tensão
Habitações Unifamiliares:
Figura 18: Ligação a partir de rede aérea de edifícios com uma instalação de utilização com poste encostado
ou intercalado [10]
A Figura 18 representa uma das soluções mais adotadas. Coloca-se o poste junto ao muro do
cliente e o cabo torçada protegido por um tubo PVC desce ao longo deste, e entra na
portinhola (B) através do tubo (H), que, por estar à vista e acessível, deve ter resistência
mecânica adequada. A ligação entre a portinhola e a caixa de contagem deve ser feita por
meio de condutores H07V-R ou H07V-U, com a secção e o número de condutores adequados
à potência de dimensionamento da instalação, com um mínimo de 6 mm2.
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Redes de Baixa Tensão
Figura 19: Ligação a partir de rede aérea de edifícios com uma instalação de utilização e fachada confinante
com a via pública (sem muro) [10]
A Figura 19 representa a ligação à rede aérea de edifícios com uma instalação sem muro ou
pilar. Esta solução aplica-se aos casos de edifícios que não dispõem de um muro e quando a
fachada do edifício é acessível a partir da via pública, ficando a portinhola e a caixa de
contagem situadas uma por cima da outra respetivamente.
Redes Subterrâneas
Figura 20: Ligações a partir de rede subterrânea, construções dotadas de muro [10]
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Redes de Baixa Tensão
A Figura 20 representa a ligação de edifícios a partir de uma rede subterrânea. Esta solução
aplica-se aos casos em que a rede de distribuição não é feita através de linhas aéreas, mas
sim através de armários de distribuição [10].
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Rede de Baixa Tensão
4. PROJETO
Numa primeira etapa será necessário efetuar um levantamento no terreno das infraestruturas
das redes elétricas existentes, do número e tipos de consumidores alimentados pela rede de
modo a se obter informações acerca das potências disponibilizadas e, desta forma quantificar
o trânsito de potência a rede.
Por último, inicia-se o desenho e após a sua conclusão é licenciado e enviado para o técnico,
para que este proceda à orçamentação da obra.
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Redes de Baixa Tensão
- São identificados os tipos de condutores utilizados nas chegadas bem como os apoios onde
essas são efetuadas;
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Redes de Baixa Tensão
• Canalizações principais:
0.8 (Equação 5)
𝐶 = 0.2 +
√𝑛
Para locais residenciais ou de uso profissional (incluindo garagens e serviços comuns dos
edifícios).
0.5 (Equação 6)
𝐶 = 0.5 +
√𝑛
Para locais industriais.
Em que:
C é o coeficiente de simultaneidade;
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Redes de Baixa Tensão
𝑆 (Equação 7)
𝐼𝑠 =
√3 ∗ 400
A) Is ≤ In ≤ Iz
B) If ≤ 1,45 Iz
Em que:
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Redes de Baixa Tensão
Para que a proteção dos condutores contra sobrecargas fique assegurado, a corrente de
serviço (Is) da rede de distribuição não pode ser superior à corrente estipulada do fusível(In)
que a está a proteger e deve respeitar os dois critérios referidos do artigo 128.º do capítulo
XIII do RSRDEEBT [6,10,15,16].
Desta forma teremos de verificar que o tempo de fadiga térmica da canalização (tft) seja
superior ao tempo de corte, ou atuação, do aparelho de proteção (ta). O tempo de corte do
aparelho deverá também ser inferior a 5 segundos (artigo 156º do RSRDEEBT) [6].
𝑡𝑎 ≤ 𝑡𝑓𝑡
𝑡𝑎 ≤ 5 𝑠𝑒𝑔
Em que:
Para que um dado fusível possa atuar em tempo útil para garantir a proteção, a impedância
do circuito em defeito, desde o fusível até ao ponto mais afastado da RDBT, não deve
exceder os limites de comprimento (ver anexo B).
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Redes de Baixa Tensão
Na tabela que consta no anexo B estão indicados os comprimentos máximos das canalizações
protegidas contra curto-circuitos por fusíveis de alto poder de corte do tipo gG normalizados
pela EDPD.
O cálculo das correntes de curto-circuito (Icc), é efetuado a partir da seguinte expressão [6]:
0,95 ∗ 𝑈𝑛 (Equação 8)
𝐼𝑐𝑐𝑚𝑖𝑛 =
𝐿 𝐿
𝜌𝐹 ∗ 𝐹 + 𝜌𝑁 ∗ 𝑁
𝑆𝐹 𝑆𝑁
Em que:
Calcula-se a corrente de curto circuito no ponto mais afastado da rede, na situação mais
desvantajosa (𝐼𝑐𝑐𝑚𝑖𝑛 ) para que a rede de distribuição, uma vez que a capacidade de corte do
fusível está sempre garantida por ser manifestamente superior à corrente de curto-circuito
dos transformadores de maior potência [6,15,16].
40
Redes de Baixa Tensão
De forma a garantir a seletividade na atuação dos fusíveis é necessário que a relação entre
as correntes nominais de aparelhos consecutivos seja pelo menos 1:1,6. Por exemplo um
fusível de 63 A deve ser precedido de outro com pelo menos 63*1,6, isto é 100 A.
Este princípio aplica-se desde o PT até ao final da rede. Para que a seletividade seja
assegurada, é preciso que o tempo de funcionamento do aparelho colocado a montante seja
maior do que a do aparelho colocado a jusante. Desta maneira é preciso ter em atenção a
escolha das proteções de maneira a garantir a seletividade [6,10].
A condição das quedas de tensão permite garantir que todos os clientes existentes na RDBT
são alimentados à tensão nominal.
𝑙 (Equação 9)
∆𝑈 = 𝐼 ∗ (𝜌 ∗ ∗ cos(𝜑) + 𝑋 ∗ sin(𝜑))
𝑆
Em que:
41
Redes de Baixa Tensão
Por norma, para o cálculo da queda de tensão, utiliza-se uma expressão aproximada da (Eq.
9), sendo desprezada a indutância e o Fator de Potência (cos 𝜑). É de notar que a indutância
em RDBT é muito baixa e o cos 𝜑 assume-se próximo de 1, visto não haver equipamentos
com cargas indutivas nos consumidores em questão.
Esta parte do cálculo mecânico diz respeito ao dimensionamento dos apoios a utilizar na
RDBT. Depois de estarem definidas as posições e as alturas dos apoios, é necessário verificar
a estabilidade dos mesmos através da determinação da sua resistência mecânica com base
nas hipóteses de cálculo presentes no Guia Técnico de Redes Aéreas de Baixa Tensão em
Condutores Isolados e Agrupados em Feixe (Torçada) (GTRABTCIAF) [17].
Um apoio é um elemento de uma linha aérea que tem como função o suporte dos condutores
elétricos. Os apoios utilizados em Portugal para as redes de BT são de betão, sendo que a
escolha de cada um deles depende de fatores como o local de implantação e os esforços a
que vai estar sujeito.
No fundo, a verificação da estabilidade dos apoios não é mais do que calcular as solicitações
mecânicas a que eles são sujeitos, tendo como finalidade a escolha de um apoio.
Os apoios de betão permitem que seja escolhida a sua posição ao longo de uma linha aérea.
42
Redes de Baixa Tensão
É assim possível a escolha da melhor posição dos apoios de betão de acordo com as
solicitações de maior amplitude.
No cálculo das linhas aéreas, o vento deverá considerar-se atuando numa direção horizontal
às mesmas. A força proveniente da sua ação considerar-se-á sempre para o pior caso e
somada à resultante das forças do yy’. A força resultante da ação do vento é determinada
pela seguinte expressão [17]:
𝐹𝑣 = 𝛼 ∗ 𝑐 ∗ 𝑞 ∗ 𝑠 (Equação 10)
43
Redes de Baixa Tensão
Em que:
𝑠 = 𝑑 ∗ 𝑎𝑚
Onde:
De acordo com o GTRABTCIAF, a Equação 10, pode então simplificar-se em:𝐹𝑣 = 439 ∗
10−3 ∗ 𝑑 ∗ 𝑎𝑚
Apoios de Alinhamento
Os apoios de alinhamento são utilizados em locais onde não sejam necessárias derivações
ou que o formato da linha seja retilíneo. A Figura 24, esboça os esforços que são exercidos
num apoio em alinhamento.
44
Redes de Baixa Tensão
Considere-se uma situação de alinhamento, presente na Figura 24. Como se pode verificar
os vãos S1 e S2 encontram-se alinhados com o eixo xx’.
Nos apoios de alinhamento em que a secção do condutor dos vãos adjacentes e a tensão
máxima do condutor sejam iguais, a resultante das forças aplicadas ao apoio é somente a
força do vento.
Apoios de Ângulo
Este tipo de apoios é utilizado em situações onde exista dois vãos adjacentes que como se
pode verificar na Figura 25, fazem um ângulo entre si diferente de 180º graus. A figura,
esboça os esforços que são exercidos num apoio em ângulo.
No caso de os vãos adjacentes terem o mesmo cabo, a resultante das forças tem o sentido da
bissetriz do ângulo, determinada pela seguinte expressão [17]:
45
Redes de Baixa Tensão
𝜃
𝛽=
2
Onde
Este tipo de apoios deve ser dimensionado de forma a que a rotura de um cabo seja suportada
pelo apoio.
Apoios em derivação
São apoios de linhas onde para além desta, são efetuadas uma ou mais derivações. A Figura
27, esboça os esforços que são exercidos num apoio em ângulo com uma derivação.
46
Redes de Baixa Tensão
Os esforços a que os apoios de derivação são sujeitos, devem ser calculados considerando o
vento a atuar perpendicularmente à direção da linha principal.
𝑆1 = (𝑑 ∗ 𝑎𝑚)
𝑎′
𝑆𝑑 = (𝑑’ ∗ )
2
Onde:
Os apoios em fim de linha têm como característica a capacidade de suportar a totalidade dos
esforços impostos pelos condutores de um só lado do mesmo. A Figura 28, esboça o esforço
que é exercido num apoio em fim de linha.
47
Redes de Baixa Tensão
Os esforços dos apoios em fim de linha devem ser calculados considerando o vento a atuar
perpendicularmente à linha.
𝐹𝑥 = 𝑇 (Equação 14)
Onde:
𝐹𝑦 = 𝐹𝑣 ∗ 𝑆1 (Equação 15)
𝑎
𝑆1 = 𝑑 ∗
2
Onde:
48
Redes de Baixa Tensão
4.4. Orçamentação/Execução/Fiscalização
A orçamentação é uma tarefa muito exigente que existe dentro da empresa. Esta fase da
orçamentação inicia-se com a recolha de dados efetuados no local.
Existem regras para orçamentação, onde são exaustivamente definidas e que dessa forma
permite evitar conflitos, todos os trabalhadores têm de cumprir o que está previamente
estipulado para a realização de orçamentos.
A EDP tem regulamentos internos que são essenciais para o comportamento dos
colaboradores quer a nível interno, quer nas relações com os clientes. Todos têm que cumprir
o que está disposto no Código de Conduta, ética e segurança. Os principais princípios
formalizados no Código de Conduta prendem-se com a independência e isenção dos
colaboradores no cumprimento das suas funções, com a igualdade de tratamento dos diversos
utilizadores da rede quer sejam clientes ou comercializadores e com a confidencialidade da
informação obtida na sua atividade.
A Orçamentação na EDP Distribuição é feita com base num caderno de encargos acordado
em concursos plurianuais (até 7/8 anos), onde estão acordadas todas as tarefas a executar na
rede por série de preços.
O levantamento das redes permite ganhar sensibilidade para futuras soluções, já que o
contato direto com o ambiente em que estas se inserem é muito importante para compreender
quais as zonas com possibilidade de crescimento a nível de cargas. Esta informação pode
influenciar de forma significativa a solução a adotar.
49
Redes de Baixa Tensão
Quando se faz a medição em planta tem que ser também bastante rigorosa, tendo em
consideração que as plantas não têm as descidas/subidas de cabos em fachada/poste, os
chicotes para a alimentação de iluminação publica, as margens para as baixadas e para falhas
de modo a não comprometer toda a execução da obra.
A EDPD tem um sistema que é o SIT, que tem muitas infraestruturas elétricas da rede de
distribuição. Este ainda tem muitas redes BT ao qual não foi realizado o seu levantamento e
não estão carregadas (inseridas) no sistema. Ora quando surge a necessidade de intervenção
na rede, faz-se uma consulta nesse sistema SIT e extrai-se as plantas dos locais a intervir,
identificado o PT respetivo, sendo de seguida efetuado o levantamento no terreno, onde se
procede a todas as medições, para posteriormente se realizar o orçamento.
As remodelações da rede são das obras que apresentam maiores dificuldade de levantamento
e orçamentação, uma vez que implicam a construção ou remodelação de grandes troços de
rede, sendo necessárias diversas medições. A informação contida no SIT vai permitir realizar
o planeamento da rede e a distribuição de cargas. Nesta fase é colocada a hipótese de a rede
ser interligada de modo a existir uma alternativa de alimentação em caso de necessidade
[19].
50
Rede de Baixa Tensão
5. ILUMINAÇÃO PÚBLICA
Os encargos com a energia elétrica da rede de IP são suportados pelas autarquias, chegando
a representar 60% a 70% da sua fatura energética. Como concedentes da rede têm o dever
de efetuar a gestão das instalações através da definição dos níveis luminotécnicos, horários
de iluminação e decisão sobre o número de PIPs em serviço. À EDP Distribuição (EDPD),
concessionária e operadora de rede de distribuição, incumbe-se a responsabilidade de manter
o bom funcionamento da rede, das instalações que dela fazem parte, da manutenção,
conservação, segurança e implementação de melhorias de funcionamento ao nível da
distribuição de energia.
Os tipos de pedido encontram-se divididos em três categorias, sendo eles, ampliação de rede
Baixa Tensão (BT) com IP, ampliação de rede IP ou renovação de focos de IP.
Sabendo-se que a rede de IP é uma das infraestruturas primárias das localidades é, por
conseguinte, o resultado da evolução tecnológica dos equipamentos e da integração de várias
realidades. Na generalidade dos casos, ao longo do último século, as instalações de IP foram
implementadas de forma heterogénea pelo que, respondendo a solicitações pontuais ou
condicionada por disponibilidades económicas de ocasião, podem ter contribuído para uma
menor eficiência.
51
Redes de Baixa Tensão
Conjugando todos estes fatores afetos à rede de IP, os municípios, em colaboração com a
EDPD, apostam na redução sustentada do consumo. Com esse objetivo, fazem com que as
infraestruturas existentes passem gradualmente por processos de reconversão das
tecnologias de fontes de luz e/ou sistemas de controlo, mantendo sempre o foco nos aspetos
energéticos, ambientais, sociais e financeiros envolvidos [20,21,22].
Na tecnologia de fontes luminosas aplicadas, as High Pressure Sodium (HPS) têm uma
utilização predominante. Existe ainda uma parcela significativa de lâmpadas de High
Pressure Mercury (HPM) que tem vindo a ser progressivamente substituída e o enraizar,
principalmente no último ano, da tecnologia Light Emitting Diode (LED). A utilização de
lâmpadas de iodetos metálicos e fluorescentes é uma minoria não sendo, inclusive, de
utilização em todos os municípios. Na Figura 30 pode-se visualizar a contribuição percentual
dos diversos tipos de tecnologia de fontes de luz instaladas na AO.
52
Redes de Baixa Tensão
Tecnologias na rede IP
79,8%
15,9%
Para auxiliar o desenvolvimento destas tarefas surge o cadastro da rede de IP, assente numa
base de dados na qual se quantifica, qualifica e georreferencia todos os focos de IP
abrangidos pelo contrato de concessão.
53
Redes de Baixa Tensão
GeoAct IP
Apesar de ter sido dado como concluído, encontrei ao longo do estágio muitos erros no
levantamento de redes de IP, em muitos PT’s não existe rede de IP levantada, em muitos
locais as luminárias não existiam ou não estavam no sítio correto, além de que por vezes a
descrição da luminária que atualmente se encontrava no local não estava correta.
A sua utilização pressupõe a instalação da aplicação em terminais Android, que por sua vez
estabelecem conectividade com um servidor central através da rede de internet móvel
(Figura 31). A consulta, extração e edição de PIPs já georreferenciados pode ser efetuada
através de uma plataforma online como explicado oportunamente.
Após fazer download do PT, o utilizador deve verificar se este já contém circuitos de
comando de IP associados. Caso não os tenha deve proceder à sua caracterização, indicando
o tipo de comando (célula fotoelétrica, regulador de fluxo, telecomando) e o valor das
correntes e tensões elétricas em cada uma das fases do circuito.
Caracterizado o circuito de comando da IP, o utilizador deve dirigir-se para próximo do PIP
a georreferenciar e carregar um novo ponto. Automaticamente, abre-se um novo separador
pelo qual se deve caracterizar o PIP quanto ao tipo de luminária (rural fechada, rural aberta,
urbano fechada, urbano aberto, especial), tecnologia da lâmpada (sódio, mercúrio, LED),
potência da lâmpada (50, 70, 100W), tipo de apoio (poste de betão, coluna metálica, fachada,
postalete, tipo jardim), número de braços do apoio e em caso de redes áreas indicar o número
de vãos adjacentes. Sempre que se considere útil devem ser incorporadas notas (observações)
54
Redes de Baixa Tensão
no campo reservado para o efeito. Após a conclusão do trabalho deve ser efetuado o upload
do PT de forma a atualizar os dados.
Na plataforma de interface com a aplicação acessível via internet (Figura 32), é possível
proceder à visualização geográfica de todos os PIPs e respetivas características (tendo de se
selecionar previamente o PT a consultar). É igualmente exequível a redefinição de
características (sem permitir a alteração da localização) e a eliminação de PIPs. Possibilita
também a extração das características individuais dos PIPs associados a um PT, concelho ou
distrito, em formato “.xls”, “.kml” ou “.shp”, úteis para tratamento de dados.
55
Redes de Baixa Tensão
Esta ferramenta tem como vantagens o princípio de funcionamento que é bastante intuitivo,
responder satisfatoriamente aos requisitos exigíveis para um cadastro de IP e o facto da
atualização de PIPs já georreferenciados ser feita de forma muito expedita. Todavia,
apresenta algumas desvantagens, como por exemplo, não permitir o carregamento de novos
PIPs em BackOffice, de necessitar de boa cobertura de rede móvel para se fazer
download/upload dos PTs e de não consentir a realização de filtros que possibilitem a
diferenciação dos PIPs por características nas plataformas de interface [23].
Se a intervenção se enquadrar nos dois primeiros tipos de obra, torna-se necessário realizar
a atualização da plataforma GeoAct IP e respetiva conversão de dados, para que se torne
possível a incorporação destes na plataforma SIT/DM. Todavia, se a obra for realizada pela
autarquia ou terceiros, e esta transite para a rede concessionada, o promotor deve enviar as
telas finais do projeto. Após a conclusão das tarefas anteriores dá-se início à importação dos
novos elementos na obra DM. Assim que se conclua a importação destes, o processo de
atualização do cadastro da rede de IP chega ao fim.
56
Redes de Baixa Tensão
Hoje em dia, a tecnologia LED é das soluções para a promoção de eficiência energética que
se apresenta economicamente e tecnologicamente como a mais arrojada. Apesar do seu custo
ser em média três vezes superior ao equipamento convencional, apresenta em contrapartida,
um consumo significativamente menor e uma durabilidade estimada bastante superior.
Aos benefícios e limitações, há a salientar que a instalação de luminárias LED permite uma
redução imediata da potência instalada, conseguindo ser encarada como uma alternativa à
medida em voga de desligação de um dos braços de colunas de braço duplo em que o fluxo
luminoso emitido pelo conjunto se considere excessivo.
57
Redes de Baixa Tensão
Nos últimos cinco anos os municípios procuraram enraizar a tecnologia LED nas suas
infraestruturas, todavia, só de 2013 em diante é que a EDPD começou a disponibilizar a lista
de equipamentos qualificados para utilização na rede de IP.
A EDP Distribuição com vista a redução do mercúrio na rede tem vindo a lançar campanhas
para a substituição de lâmpadas vapor de mercúrio e obsoletas por luminárias LED. Em 2016
a EDPD lançou a “Campanha LED 2016” em que instalou 1000 luminárias LED. Tendo para
2017 lançado nova campanha LED para instalar mais 3069 luminárias LED.
58
Redes de Baixa Tensão
59
Rede de Baixa Tensão
6. TAREFAS REALIZADAS
Antes das deslocações para o terreno foi-me passada toda a informação relativamente ao uso
de equipamentos de proteção individual (EPI) e todas as normas de segurança no terreno que
se mostram muito importantes, possibilitando obter um bom conhecimento dos riscos
existentes e das técnicas de trabalho quando se atua na rede de distribuição.
6.1. Reuniões
Participei como observador nas reuniões da EDPD com o prestador de serviços. Nestas
reuniões foram discutidos problemas de cada obra, cumprimentos de prazos de execução,
medidas de segurança implementadas e medidas que deviam ser corrigidas, atualização de
planos de obras a médio prazo e ainda análise às obras em curso.
6.2. Vistoria
61
Redes de Baixa Tensão
Foram ainda explicadas as não conformidades, e referidas as que são impeditivas da ligação
e aquelas que têm um prazo de correção que ficam apenas sujeitas à troca, mas que fica
ligado.
Por vezes quando se coloca o analisador no ponto de rede que está a alimentar o reclamante,
é efetuado ainda no terreno uma recolha de dados:
• Cargas do PT;
62
Redes de Baixa Tensão
• Distância do PT ao reclamante;
Em relação aos PLR, esta foi a tarefa que acompanhei durante vários meses, visto que todos
os dias surgem clientes a iniciarem o pedido de ligação à rede elétrica.
Durante todas as deslocações às obras o fiscal explicava o plano de trabalhos para o local,
recorrendo a pormenores técnicos permitindo-me assim conhecer o nome dos componentes
das RDBT. No decorrer destas deslocações o fiscal relembrava ainda a importância dos
cuidados de segurança e procedimentos na rede, nunca descurando os relacionamentos
interpessoais (Clientes, PSE).
Antes das saídas para o exterior para acompanhar todo o processo dos PLR, era necessário
fazer uma recolha de dados. Aquando da deslocação ao terreno era necessário ainda ter em
conta alguns fatores:
• Levantamento da rede.
63
Redes de Baixa Tensão
Após todos os dados terem sido recolhidos, faz-se a elaboração da proposta do PLR e o
Croqui do local a intervir para posteriormente ser enviado para o departamento RCTER, que
é quem valida a solução.
Anteriormente já expliquei todos os passos da evolução de um PLR, mas volto a dar destaque
à valorização.
Como o regulamento apresenta muito explicitamente que o requerente não pode suportar
encargos para além dos necessários com a satisfação da potência requerida, por isso, o
distribuidor está obrigado a procurar sempre a melhor solução técnico-económica a
apresentar ao requerente e a valorização resultar da aplicação direta dos valores unitários
aprovados anualmente.
64
Redes de Baixa Tensão
De realçar que o processo dos PLR ocupava todas as semanas 2/3 dias exclusivamente
dedicados a estas tarefas.
65
Redes de Baixa Tensão
projetos das mesmas. Fiz equipa com um técnico durante 2 meses no levantamento das redes
identificadas com necessidades de intervenção de modo a fazer o estudo prévio, a elaboração
do projeto e orçamento. Foi este um dos maiores desafios do estágio, onde senti algumas
dificuldades no terreno, entre elas:
Após o levantamento da rede é feito um croqui com todas as medições para se proceder à
orçamentação da obra (Figura 41).
66
Redes de Baixa Tensão
Após a conclusão da obra, todas as alterações na rede têm de ser inseridas no SIT para a
informação ficar atualizada.
67
Redes de Baixa Tensão
O caderno de encargos que a EDP elaborou tem mais de 2000 páginas com a descrição
minuciosa de todas as tarefas, onde as diferenças entre algumas tarefas eram quase
impercetíveis. Os orçamentos são elaborados em ambiente SAP (Figura 44), tarefa que
requer conhecimento de todos os modos operatórios. Apresento em anexo um exemplo de
orçamento (ver anexo F).
68
Redes de Baixa Tensão
6.7. Projeto
A realização de projetos está intimamente ligada com a necessidade de melhoria contínua da
qualidade de serviço e também quando há reclamações. A realização de todo o processo do
projeto de redes BT mostrou-se então o grande desafio do estágio.
Iniciei o projeto com a extração da informação geográfica do SIT para AutoCad e selecionei
a escala de impressão adequada. Depois procedi à escolha do traçado e localização dos
apoios. A identificação das cargas é necessária para a seleção do cabo e elementos de
proteção. A escolha do cabo é determinante para o cálculo mecânico dos apoios. Finalizadas
as peças desenhadas é feita a memória descritiva e enviado o projeto para licenciamento.
Em anexo apresento um dos projetos (ver anexo J) que realizei com o cumprimento de todas
as condições (ver anexos G e H) que o regulamento de BT impõe, este projeto seguiu para
licenciamento e foi executado no terreno.
De realçar que a EDPD já dispõe de softwares que auxiliam na execução dos cálculos
elétricos e mecânicos. No entanto durante o estágio foi-me solicitado a realização de todos
os cálculos sem o auxilio do software com o intuito de aprofundar conhecimentos. Deste
69
Redes de Baixa Tensão
modo, usei todas as equações definidas para o efeito no regulamento BT, onde é de extrema
importância verificar as seguintes condições:
• Seletividade;
• Quedas de tensão;
É de realçar que o Regulamento BT não é um manual que ensina a fazer projetos. Contém
apenas as prescrições mínimas a serem obrigatoriamente cumpridas aquando da realização
do projeto. No final os projetos passam todos por uma revisão de modo a excluir a
possibilidade da existência de erros.
A rede pública tem um crescimento mais acentuado e é gerida de forma mais dinâmica, em
oposição à rede particular cujo o crescimento é menor e feito pontualmente, assim como, o
trânsito de energia raramente se inverte.
Enquanto que as redes públicas têm peças em sobretensão, no pressuposto que são operados
por técnicos qualificados, as instalações particulares são obrigatoriamente concebidas
garantindo o isolamento de todas as peças, de modo a evitar eletrocussão por contato.
Todas estas dificuldades foram ultrapassadas com esforço, método e com o auxilio dos
engenheiros e técnicos que me acompanharam. O objetivo foi superado com sucesso.
70
Redes de Baixa Tensão
As figuras acima representam a rede que projetei. Na Figura 45 é possível observar a rede
existente antes de ser efetuado o projeto, rede essa que consistia na saída de 2 cabos. A
Figura 46 mostra o projeto final. Após a minha intervenção pode verificar-se que a rede
deixou de ter 2 cabos e passou a ter 4.
Ao longo do estágio fiz inúmeros processos de abate, visto que cada vez que existiam
remodelações na rede de distribuição ou quando se retirava um ativo da rede, era necessário
preencher este formulário de abate.
71
Redes de Baixa Tensão
72
Redes de Baixa Tensão
73
Redes de Baixa Tensão
74
Redes de Baixa Tensão
Desde logo detetei alguns PT’s sem qualquer PIP, pelo que me desloquei ao terreno com a
colaboração de um técnico para inserir todos os PIP desse PT no sistema com o equipamento
que a EDPD utiliza para o efeito. Existem também muitos PIP que estão incorretamente
carregados em PT’s.
Figura 51: Localidade antes da atualização Figura 52: Localidade depois da atualização
Houve um município que lançou uma campanha própria para a substituição de 300
luminárias obsoletas para LED. Após essa alteração ter sido concretizada desloquei-me ao
local para proceder à atualização de todas as alterações efetuadas na rede IP.
75
Redes de Baixa Tensão
Quando surgiam pedidos de atualização de PIP, por vezes detetei que alguns PIP estavam
fora do local devido, pelo que sempre que tal sucedia procedia à correção dos mesmos.
Foi-me proposto um grande desafio, ou seja, era eu que iria sugerir quais os locais onde iria
distribuir as luminárias tendo em conta as quantidades disponíveis por cada concelho.
Comecei por fazer uma análise a toda a rede IP da AOPTG com o fim de analisar os PT’s
com mais HPM.
Após ter estudado toda a rede IP e ter identificado todos os locais a intervir, extraí os
respetivos ficheiros a esses PT e com o apoio do software Geographic Quantum Information
76
Redes de Baixa Tensão
System (QGIS) criei um ficheiro em que sobre um mapa vai ser implementada uma camada
vetorial de PIP e categorizar por cores as luminárias existentes naquele PT, de forma a
facilitar ao fiscal identificar quais as luminárias que são para intervir (Figura 54).
Todo este processo é da responsabilidade do Departamento de Obras, que tem como primeira
atividade a recolha e análise dos dados no terreno para o estudo, orçamentação e verificação
de existência/condições de instalação para o equipamento pretendido.
Após a obra estar concluída e pronta a ser explorada eletricamente ocorre uma transição de
responsabilidades a nível interno na EDPD. O novo ativo deixa de estar sob alçada do
Departamento de Obras e passa para o Departamento de Manutenção e Serviços que fica
encarregue de o ligar à rede e mantê-lo num estado em que seja capaz de executar as funções
exigidas.
Esta tarefa foi muito interessante uma vez que tive a possibilidade de apresentar a minha
proposta que no final, com pequenas correções, foi aceite.
77
Redes de Baixa Tensão
Figura 56: PSE a substituir luminária obsoleta Figura 57: Resultado final
78
Rede de Baixa Tensão
7. CONCLUSÕES
A realização do estágio curricular na EDP Distribuição foi o primeiro contato prático com o
mundo laboral e empresarial em diversas vertentes. Foi necessário adquirir conhecimentos
sobre legislação, regulamentação e normas adotadas pela EDPD para compreender melhor
os aspetos das atividades desenvolvidas pelo Departamento de Obras da AOPTG. Para
melhor compreensão dos procedimentos a nível dos PLR, foi necessário ler mais algumas
normas, nomeadamente as ligações a clientes BT da EDPD.
Ocorreram várias deslocações ao terreno, permitindo assim ter uma noção concreta de como
é feita a passagem dos projetos do papel para a realidade. Foi possível ainda conhecer todos
os equipamentos que constituem a rede de distribuição de energia elétrica.
79
Redes de Baixa Tensão
Por outro lado, foi possível ainda ter noção da importância que a empresa dá à prevenção e
segurança no trabalho. As regras de segurança estão sempre presentes juntos de todos os
colaboradores.
80
Rede de Baixa Tensão
REFERÊNCIAS
[9] EDP Distribuição, “DMA-C33-209N - Cabos em torçada para linhas aéreas de baixa
tensão”.
[11]http://www.edp.pt/negocios/apoioaocliente/ligacaorede/Pages/NovaLigacaoemBaixaT
ensao.aspx (Maio 2017)
[16] Mário Hélder, Sebenta de Distribuição e Micro-Geração de Energia, IPT, LEEC 2015
[17] Guia Técnico de Redes Aéreas de Baixa Tensão em Condutores Isolados Agrupados
em Feixe (Torçada), DGE 1992
81
Redes de Baixa Tensão
[18] Jorge Antunes, “Conceção de Redes de Média e Baixa Tensão”, Instituto Politécnico
de Coimbra, 2012
[21] Plano Nacional de Ação para a Eficiência Energética, www.pnaee.pt (Maio 2017)
[26] https://www.hager.pt/files/download/0/268035_1/0/Hager_Folheto_Fusiveis.pdf
(Outubro 2016)
82
Rede de Baixa Tensão
ANEXOS
ANEXO A
Intensidade
Intensidade convencional Intensidade
nominal (A) de não fusão convencional
(A) de fusão (A)
32 41 51
40 52 64
50 65 80
63 82 101
80 104 128
100 130 160
125 162 200
160 208 256
200 260 320
250 325 400
315 410 504
83
Rede de Baixa Tensão
ANEXO B
Comprimentos máximos admissíveis (Lmax) em redes aéreas em cabos torçada em função
do fusível usado na proteção da rede contra curto-circuitos (In).
Tipo e Secção
de Cabo In (A) Lmáx (m)
125 50
100 75
80 100
LXS 4x16 63 140
50 190
40 245
32 335
160 70
125 110
100 120
LXS 4x25 80 160
63 225
50 300
40 380
32 525
200 110
160 150
125 215
LXS 4x50 100 240
80 310
63 450
50 590
40 765
315 90
250 125
200 150
LXS 4x70 160 210
125 305
100 340
80 435
63 625
315 120
250 165
200 205
160 280
LXS 4x95 125 415
100 460
80 590
63 850
85
Rede de Baixa Tensão
ANEXO C
Descrição de uma tarefa do Caderno de Encargos da EC.
87
Redes de Baixa Tensão
88
Rede de Baixa Tensão
ANEXO D
Relatório gráfico do analisador de tensões e correntes.
89
Rede de Baixa Tensão
ANEXO E
Carta enviada para o cliente quando surge um PLR.
91
Redes de Baixa Tensão
92
Rede de Baixa Tensão
ANEXO F
Orçamento com a descrição das tarefas.
93
Redes de Baixa Tensão
94
Rede de Baixa Tensão
ANEXO G
Cálculo da Rede de Distribuição em Baixa Tensão projetada:
Nó A:
0,8
𝑓𝑠 = 0,2 + = 0,56
√5
Nó B:
𝑓𝑠 = 1
20,7 ∗ 103
𝐼𝑠 = = 30 𝐴
√3 ∗ 400
Nó C:
𝑓𝑠 = 1
6,9 ∗ 103
𝐼𝑠 = = 10 𝐴
√3 ∗ 400
Nó D:
95
Redes de Baixa Tensão
0,8
𝑓𝑠 = 0,2 + = 0,77
√2
18,6 ∗ 103
𝐼𝑠 = = 27 𝐴
√3 ∗ 400
Nó E:
𝑓𝑠 = 1
10,35 ∗ 103
𝐼𝑠 = = 15 𝐴
√3 ∗ 400
𝑚
𝑆𝑘 = ∗ 𝑀𝑘
𝜎∗𝜀
𝑀𝑘 = ∑ 𝑖𝑘 ∗ 𝑙𝑘 = ∑ 𝐼𝑘 ∗ 𝐿𝑘
𝑘 𝑘
8 8
𝜀= ∗ 𝑈𝑠 = ∗ 230 = 18,4 𝑉
100 100
𝑚=1
𝜎𝐴𝐿 = 38
1
𝑆= ∗ [30 ∗ 205 + 10 ∗ (205 + 40) + 27 ∗ (205 + 40 + 44) + 15
38 ∗ 18,4
∗ (205 + 40 + 44 + 222)]
Normalizando para a seção escolhida pela EDPD para esta rede 95 𝑚𝑚2 .
96
Redes de Baixa Tensão
Pela tabela abaixo indicada, retira-se os valores de In, Iz e If. para satisfazer as condições
impostas pelo regulamento.
𝑎) 𝐼𝑠 ≤ 𝐼𝑛 ≤ 𝐼𝑧
𝑏) 𝐼𝑓 ≤ 1,45 ∗ 𝐼𝑧
Corrente Curto-Circuito:
0,95 ∗ 𝑈
𝐼𝑐𝑐 =
𝐿𝐹 𝐿𝑁
𝜌𝐹 ∗ 𝑆𝐹 + 𝜌𝑁 ∗ 𝑆𝑁
0,95 ∗ 230
𝐼𝑐𝑐 = = 785 𝐴
511 511
0,026 ∗ + 0,026 ∗
95 95
𝑆 2 95 2
𝑡𝑓𝑡 = (𝑘 ∗ ) = (87 ∗ ) = 111𝑠
𝐼𝑐𝑐 1359
Por consulta á curva de atuação do fusível gG de 200 A [26], verifica-se que para uma
corrente de curto-circuito de 785 A, o tempo de atuação é de 2.1 seg, portanto:
97
Redes de Baixa Tensão
Queda de Tensão:
𝜌 0,026
∆𝑈 = ∗𝐼∗𝐿 = ∗ 46118 = 12,6 𝑉
𝑆 95
∆𝑈(%) = 3,15 %
98
Rede de Baixa Tensão
ANEXO H
Cálculo mecânico de um apoio em ângulo da Rede de Distribuição em Baixa Tensão:
𝜃 40
𝛽= = = 20°
2 2
𝐹𝑥 = 0
{ −3 (40
𝐹𝑦 = 2 ∗ 608 ∗ sin 20 + 439 ∗ 10 ∗ ∗ 0,037 + 44 ∗ 0,037) ∗ cos2 20
𝐹𝑦 = 416,5 𝑑𝑎𝑁
99
Rede de Baixa Tensão
ANEXO I
Pedido de Indisponibilidade de um PT.
101
Redes de Baixa Tensão
102
Rede de Baixa Tensão
ANEXO J
Memória Descritiva acompanhada do Projeto efetuado.
Concelho: Lisboa
Lisboa
1. DESCRIÇÃO
____________________________________________________________________________________
O Autor do Projeto
____________________
( )
103