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Fundações Tudão

O documento apresenta uma aula sobre investigação de subsolo para fundações profundas. O objetivo é fornecer aos alunos os conceitos gerais de investigação geotécnica para determinar as características do solo e adequar o projeto de fundações. A aula destaca a importância da investigação, os tipos de sondagens e ensaios, e como os resultados podem interferir no projeto da fundação e na viabilidade da obra.
Direitos autorais
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Fundações Tudão

O documento apresenta uma aula sobre investigação de subsolo para fundações profundas. O objetivo é fornecer aos alunos os conceitos gerais de investigação geotécnica para determinar as características do solo e adequar o projeto de fundações. A aula destaca a importância da investigação, os tipos de sondagens e ensaios, e como os resultados podem interferir no projeto da fundação e na viabilidade da obra.
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FUNDAÇÕES PROFUNDAS

Apresentação

Prof. Msc Marcos Brenol Renk

Brasília, 02/2021
NOSSOS ENCONTROS...

DURAÇÃO = 3h/semana
Terça-feira
19:10 – 22:00

Grupo de Whatsapp
marcosrenk@[Link]
OBJETIVO GERAL:

“Fornecer ao aluno de Engenharia civil os conceitos


gerais de fundações profundas das estruturas, com
ênfase para as fundações edifícios altos e grandes
estruturas, mediante estudo da interação solo-estrutura
e condições ambientais.”
CRONOGRAMA PROVISÓRIO
AULAS DATA CONTEÚDO
1 09/02/2021 Apresentação do Professor e Ementa
2 16/02/2021 CARNAVAL
3 23/02/2021 Investigação de Subsolo
4 02/03/2021 Deslocamento das Estruturas
5 09/03/2021 Tipos de Fundações Profundas
6 16/03/2021 Tipos de Fundações Profundas
7 23/03/2021 Locação de Estacas
8 30/03/2021 Locação de Estacas
9 06/04/2021 Revisão/Trabalho
10 13/04/2021 Capacidade de carga em estacas
11 20/04/2021 Capacidade de Carga em estacas
12 27/04/2021 Capacidade de Carga em estacas
13 04/05/2021 Testes de segurança em fundações profundas
14 11/05/2021 Patologias
15 18/05/2021 AVALIAÇÃO SEMESTRAL
16 25/05/2021 SUBSTITUTIVA
17 01/06/2021 VISTA DE PROVA
18 08/06/2021 EXAME
19 15/06/2021 Revisão de notas
BIBLIOGRAFIA:

❖ MATERIAL DE SALA;
❖ PESQUISAS GOOGLE;
❖ CAPUTO, H. P. Mecânica dos Solos e suas
Aplicações.
VELLOSO, D.; LOPES, F.R. Fundações: fundações
profundas
❖ EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
POR FIM ...

EDUCAÇÃO E RESPEITO

REGRA BÁSICA DA BOA CONVIVÊNCIA


SENDO ASSIM
...
DÚVIDAS???
INTRODUÇÃO

Subestrutura: O que é??? e Para que serve???


A subestrutura, ou fundação, é a parte de uma
estrutura composta por elementos estruturais,
geralmente construídos abaixo do nível do
terreno, e que são os responsáveis por transmitir
ao solo todas as ações (cargas verticais, forças
do vento, etc.) que atuam na edificação.
❖ O ENGENHEIRO DE FUNDAÇÕES DEVERÁ TER BONS
CONHECIMENTOS DE MECÂNICA DOS SOLOS, PRINCIPALMENTE:

✓ ORIGEM E FORMAÇÃO DAS ROCHAS;


✓ CARACTERIZAÇÃO DOS SOLOS (PARÂMETROS FÍSICOS,
GRANULOMETRIA, ETC...);
✓ INVESTIGAÇÃO GEOTÉCNICAS;
✓ PERCOLAÇÃO DOS SOLOS;
✓ RESISTÊNCIA AO CISALHAMENTO;
✓ CAPACIDADE DE CARGA;
✓ RECALQUES;
✓ EMPUXOS;
✓ DISTRIBUIÇÃO DE PRESSÕES.
Qualquer mudança
e alteração do
sedimento após
sua deposição
inicial.

Camada da estrutura da Terra que


Perda de calor, queda fica diretamente abaixo da crosta
de temperatura; prolongando-se em profundidade
esfriamento, até ao limite exterior do núcleo.
resfriamento.
❖ REQUISITOS DE UM
PROJETO DE
FUNDAÇÕES:
• DEFORMAÇÕES
ACEITÁVEIS SOB AS
CONDIÇÕES DE TRABALHO;
• SEGURANÇA ADEQUADA AO
COLAPSO DOS ELEMENTOS
ESTRUTURAIS;
• SEGURANÇA ADEQUADA AO
COLAPSO DO SOLO DE
FUNDAÇÕES.

ESTADOS LIMITES ÚLTIMOS!!!


TIPOS DE FUNDAÇÕES

✓ UM DOS PRIMEIROS CUIDADOS DEVE SER O EMPREGO DA


TERMINOLOGIA CORRETA. AS FUNDAÇÕES SÃO SEPARADAS EM
DOIS GRUPOS:

o FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS OU DIRETAS OU RASAS;


o FUNDAÇÕES PROFUNDAS OU INDIRETAS.

✓ A NBR 6122 DETERMINA QUE AS FUNDAÇÕES PROFUNDAS SÃO


AQUELAS CUJAS BASES ESTÃO IMPLANTADAS A UMA
PROFUNDIDADE SUPERIOR A DUAS VEZES SUA MENOR
DIMENSÃO E A PELO MENOS 3 METROS DE PROFUNDIDADE.
POR OUTRO LADO ENTENDE-SE QUE AS FUNDAÇÕES
SUPERFICIAIS ESTÃO IMPLANTADAS A UMA PROFUNDIDADE
INFERIOR A DUAS VEZES SUA MENOR DIMENSÃO ( B ).
EXERCÍCIOS
1) Estado-limite é o estado para além do qual a estrutura deixa de satisfazer as
funções para que foi projetada. Dado que o estado-limite último – ELU de uma
fundação está associado ao colapso parcial ou total da obra, considere as sentenças
a seguir.

I. Perda de estabilidade global é um estado-limite último.

II. Ruptura por esgotamento da capacidade de carga do terreno é um estado-limite


último.

III. Ruptura por deslizamento (fundações superficiais) é um estado-limite último.

IV. Ruptura estrutural em decorrência de movimentos da fundação é um estado-limite


último.

V. Insuficiência de resistência por tração é um estado-limite último.

Assinale a alternativa CORRETA.

a) Somente as sentenças I, III, IV e V estão corretas.


b) Somente as sentenças I, II e V estão corretas.
c) Somente as sentenças II, III e IV estão corretas.
d) Todas as sentenças estão corretas.
e) Somente as sentenças II, III, IV e V estão corretas.
2) Os recalques em solo arenoso são geralmente
imediatos, diferentemente do que ocorre em solos
argilosos, nos quais os recalques se processam
lentamente.
( ) CERTO ( ) ERRADO

3) São exemplos de Fundações rasas - sapata, blocos


armados e não armados, vigas para fundação, estaca de
concreto pré-moldada. Já Fundações profundas – radier,
tubulão a céu aberto, estacas (de concreto, madeira e aço),
estaca Strauss, estaca Franki, tubulões a ar comprimido .

( ) CERTO ( ) ERRADO
4) A resistência ao cisalhamento (COULOMB) do solo é igual
ao valor da sua coesão, quando o ângulo de atrito é nulo.
( ) CERTO ( ) ERRADO

5) Em mecânica dos solos, a propriedade que representa a


parcela da resistência do solo independente da existência
de tensão normal atuante é

a) o atrito.
b) a coesão.
c) a permeabilidade.
d) a porosidade.
e) o cisalhamento.
6) A resistência ao cisalhamento de um solo independe da
pressão da água presente nos seus poros, uma vez que a
resistência ao cisalhamento da água é desprezível.
( ) CERTO ( ) ERRADO

7) Considerando o tema recalques de edifícios, é CORRETO


afirmar:

a) As vibrações e os tremores de terra são causas de


natureza estática.
b) Os recalques por compressão são imediatos, predominam
nos solos coesivos, e a deformação ocorre quando o solo é
carregado.
c) Deformação elástica e adensamento são causas de
natureza dinâmica.
d) Os recalques por adensamento são lentos e provêm da
presença da água dos vazios do solo. São particularmente
importantes nos solos coesivos.
Sejam bem vindos!!!!

BOA NOITE!
FUNDAÇÕES PROFUNDAS
AULA 02
INVESTIGAÇÃO DE SUBSOLO

Prof. Msc Marcos Brenol Renk

Brasília, 02/2021
SOLO DEVE APRESENTAR

RESISTÊNCIA SUFICIENTE

PARA EVITAR

DEFORMAÇÕES QUE COMPROMETAM A ESTRUTURA

OU

RUPTURA QUE COLOQUE A ESTRUTURA EM COLAPSO


Antes de iniciar uma construção, é preciso realizar uma investigação geotécnica. Esse
procedimento é normativo (ABNT NBR 8036) e essencial para qualquer edificação, pois os
resultados podem interferir na viabilidade do empreendimento. É válido lembrar que existem
vários tipos de sondagens de solo, como sondagem a percussão SPT, sondagens
mistas, sondagens rotativas e sondagens geofísicas, sendo necessário escolher o modelo certo
para uma situação específica.
O processo de sondagem acontece por uma análise do local onde será realizado a obra, por
meio de uma amostragem do solo e ensaios específicos de campo. Essa amostragem deve
atingir todo o decurso do subsolo ou a profundidade de acréscimo de tensão devido ao peso da
construção.

Em outras palavras, a sondagem do solo pode ser considerada como um raio-X do terreno,
identificando a tensão que o solo resistirá, ajudando o cliente a escolher o melhor tipo de
fundação e a profundidade necessária para o seu terreno suportar o peso da obra.

PORQUE LEMBRAR DE DIASTROFISMOS???


TIPOS DE SOLOS???
INTEMPERISMO???
SITUAÇÕES DESFAVORÁVEIS
O grande desafio nessa questão se dá pela identificação do matacão, uma vez
que as pessoas podem acreditar que atingiram o impenetrável.
(ABNT NBR 8036:1983)

LINK: OBSERVAÇÕES SOBRE A ANÁLISE DE SONDAGEM:

[Link]
❖OBJETIVOS DA INVESTIGAÇÃO:

✓Determinação da extensão, profundidade e


espessura das camadas do solo;
✓Descrição do solo de cada camada, compacidade
ou consistência, cor, e outras características;
✓Determinação da profundidade do nível do lençol
freático;
✓Profundidade da superfície rochosa;
✓Dados sobre as propriedades mecânicas dos
solos e/ou rochas;
✓Minimizar riscos e custos.
❖ETAPAS DA INVESTIGAÇÃO:

✓Preliminar: principais características do subsolo;


“no mínimo sondagem a percussão – SPT. O que
visa essa etapa???

✓Complementar: feições relevantes do subsolo e


superfície, escolha do tipo de fundação ( projeto).
Que tomada de decisão pode ser necessária
nesse momento???

✓Execução: confirmar as áreas críticas da obra


especificadas em projeto.
❖CLASSIFICAÇÃO DOS MÉTODOS:

✓ Diretos: permitem a observação direta do subsolo


ou através de amostras. Avançam até encontrar o
nível d’água ou até onde for estável. Normatizados
pela NBR 9604. Exemplos: escavações,
sondagens e ensaios de campo.

✓ Indiretos: as propriedades geotécnicas dos solos


são estimadas indiretamente pela observação a
distância. Exemplo: sensoriamento e ensaios
geofísicos.
SENSORIAMENTO GPR - Ground Penetrating Radar

INDIRETOS
NBR 6122 – item 43.3. A utilização dos processos geofísicos
de reconhecimento só deve ser aceita se acompanhada por
sondagens de reconhecimento à percussão ou rotativas de
confirmação.
MÉTODOS DIRETOS:

a) Poços: escavação vertical de seção circular ou


quadrada, com dimensões mínimas para permitir
acesso do observador.
b) Trincheiras: com menor profundidade em relação
aos poços, permitem uma seção contínua horizontal.
c) Galerias: seção horizontais em subsuperficies.
d) Sondagens:
• TRADO
• PERCUSSÃO ROTATIVA
• MISTA ATENÇÃO AO N.A.
• Mínimo de 3 furos para áreas entre 200 e 400 m2
MÁXIMA DISTÂNCIA ENTRE FUROS = 100 METROS.
INFORMAÇÕES
IMPORTANTES:

• Nspt
• Nível de água
• Cota de paralização
• Impenetrabilidade
• Estratigrafia,...
INVESTIGAÇÃO DE CAMPO

INVESTIGAÇÃO DE LABORATÓRIO

QUAL A MELHOR OPÇÃO???


EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

1) Sondagem de simples reconhecimento com ensaio SPT. Discuta o processo executivo, as


informações fornecidas, a definição de índice SPT e os cuidados necessários para execução do
ensaio.

2) De acordo com a ABNT NBR 6484/2001 – Sondagens de simples reconhecimento com SPT,
analise as situações abaixo, verificando em quais a cravação do amostrador-padrão é interrompida
antes dos 45 cm de penetração:
[Link] qualquer dos três segmentos de 15 cm, o número de golpes ultrapassar 30.
[Link] 4m sucessivos, se obtiver 50 golpes de penetração dos 15 cm inicias do amostrador-padrão
[Link] total de 50 golpes tiver sido aplicado durante toda cravação.
[Link] a aplicação de cinco golpes sucessivos do martelo não for observado avanço do
amostrador-padrão.

Quais estão corretas?


a) Apenas I e IV.
b) Apenas II e III.
c) Apenas II e IV.
d) Apenas I, II e III.
e) Apenas I, III e IV.
3) Uma sondagem foi realizada segundo a norma ABNT NBR 6484: 2001 (Solo - Sondagens de
simples reconhecimento com SPT - Método de ensaio). Após a execução das 3 etapas previstas
no ensaio, o seguinte resultado foi apresentado:

8/16 - 10/14 - 13/16

O índice de resistência à penetração (N) é:

a) 18
b) 23
c) 31
d) 18
e) 13
4) A sondagem de um terreno é importante antes de iniciar a construção da infraestrutura de
uma obra. Com as informações técnicas sobre o solo, obtidas na sondagem, embasa e define-se
o:
a) Projeto estrutural.
b) Projeto paisagístico.
c) Projeto arquitetônico.
d) Perfil do terreno
e) Nada ainda.
do terreno.
5) Uma construtora possui três terrenos, todos em cidades diferentes. O primeiro mede 20m por
30m, o segundo 30m por 60m e o terceiro 25m por 40m. No primeiro terreno, pretende executar
um prédio com área construída de 4800m², sendo sua área de projeção de 800m². No segundo
terreno, pretende executar um prédio com área construída de 1400m², sendo sua área de
projeção de 350m². No terceiro terreno, pretende executar um prédio com área construída de
6000m², sendo sua área de projeção de 2.000m².

De acordo com a prescrição normativa vigente, determine o número mínimo de furos de


sondagem, que deverão ser executados para os três terrenos.

a) 15 furos.5 furos.
b) 11 furos.
c) 14 furos.
d) 16 furos.
e) 17 furos.
6) O ensaio de SPT é normatizado pala ABNT NBR 6484 sobre esse importante ensaio empregado
na escolha do tipo e no dimensionamento do projeto de fundações é correto afirmar que:
I- No ensaio de SPT, determina-se o tipo de solo, o índice de resistência, bem como da observação
do nível do lençol freático num determinado ponto. II- O índice N determinado no ensaio SPT
corresponde a soma do número de golpes requeridos para segunda e terceira etapas de
penetração de 15 cm (do amostrador padrão), adotando-se os números obtidos nessas etapas
mesmo quando a penetração não tiver sido de exatos 15 cm. III- No ensaio de SPT, determina-se o
tipo de fundação que será utilizado na obra, bem como a profundidade que a fundação deverá ser
localizada. IV- O índice N determinado no ensaio de SPT está relacionado ao tipo de fundação que
será utilizado na obra. Se a fundação for superficial, o índice normalmente será menor e, se a
fundação for profunda, normalmente o índice é mais alto.
Assinale a alternativa correta:
a) Apenas as afirmativas II e III estão corretas.
b) Apenas as afirmativas I, II e III estão [Link] as afirmativas I e II estão corretas.
c) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas.
d) Apenas as afirmativas III e IV estão corretas.
e) Apenas as afirmativas I e II estão corretas
7) O Ensaio de Penetração Dinâmica ou Standard Penetration Test (SPT) realizado durante a
sondagem à percussão de simples reconhecimento é um dos ensaios mais utilizados no Brasil para
a exploração do subsolo.
Este ensaio consiste em
a) retirar uma amostra indeformada do solo, com tubo bi-partido, e realizar a cravação de um
cone nesta amostra, onde são medidos os deslocamentos que são relacionados a um índice de
resistê[Link] amostrador no solo, para uma energia de cravação conhecida.
b) medir o deslocamento necessário de uma haste, quando submetida a golpes de um martelo
padrão em 3 sequências de 15 cm.
c) medir o NSPT, que é a resistência do solo em kN/m2 .
d) cravar um cone no furo de sondagem, permitindo a medida da resistência de ponta e lateral.
e) Registrar separadamente o numero de golpes necessários para a cravação de três trechos de
15 cm do amostrador no solo, para uma energia de cravação no solo.
8) É perfeitamente possível supor que
há a possibilidade de implantação de
uma fundação profunda a 8 m de
profundidade pois a partir desta cota
percebe-se índices de resistência mais
estáveis e elevados (suportando o
bulbo de tensões), visto que não é
viável a implantação de uma fundação
superficial.
9) É possível a implantação de uma
fundação superficial a profundidade
de 1,5 m desde que atenda a análise
do bulbo de tensões, não havendo
solicitações significativas na camada
abaixo de 5 m.
10) Para o projeto em questão quantos furos de sondagens são necessários realizar???

Resp. para os 107,69 m2 são necessários no mínimo 2 furos.


RESPOSTA QUESTÃO 01

A sondagem de simples reconhecimento com ensaio SPT consiste da perfuração do terreno com classificação
do solo quanto a sua composição e registo da profundidade. Enquanto acima do nível de água, a perfuração é
realizada com trado. Uma vez atingido o nível de água, a profundidade deste deve ser registrada. Aguarda-se o
nível de água ficar em equilibrio e registra-se a nova cota. A diferença de cotas corresponde ao nível de pressão
a que etá submetido o lençol freático. Após identificado nível de água, a perfuração pode prosseguir com a
técnica de circulação de água, também conhecida como percussão e lavagem. Na extremidade da haste existe
um trépano com ponta afiada e com dois orifícios pelos quais a água sai com pressão. A água sob pressão
juntamente com as rotações na haste provocam o destorroamento do solo no fundo da perfuração. A água que
sobe a superfície transporta as particulas de solo desagregadas ajudando na inspeção visual do material,
permitindo notar mudanças acentuadas do tipo de solo. Durante a perfuração, de metro em metro ou sempre
que se detecta um alteração do solo pelos detritos carreados pela água de circulação, a operação é suspensa e
realiza-se uma amostragem. A amostragem é realizada com um amostrador padrão de acordo com a NBR 6484
que é cravado pela ação de uma massa de ferro fundido de 65 kg. Para a cravação, o peso (também chamado
de martelo) é deixado cair livremente de uma altura de 75 cm. Durante a cravação é registrado o número de
golpes para cravar cada trecho de 15 cm do amostrador, totalizando 45 cm de cravação. O ensaio SPT consiste
da contagem do número de golpes para cravação dos ultimos 30 cm do amostrador, sendo este então
caracterizado como o numero SPT (NSPT) ou resistência à penetração. Durante a cravação a realização da
sondagem de simples reconhecimento com ensaio SPT deve-se atendar para a dimensões do equipamento de
acordo com a norma NBR 6484. Além disso existem outros detalhes de operação que exigem especial atenção
como, por exemplo, a livre queda do martelo, a folga do tubo de revestimento no fundo ou a limpeza prévia do
furo. Estes fatores podem influenciar os resultados acarretando em discrepâncias muito acentuadas.
O ensaio de prova de carga, nada mais é do que uma simulação, no campo, do comportamento
da fundação direta sob ação das cargas solicitantes advindas da superestrutura.
De maneira resumida, o ensaio consiste na instalação de uma placa de aço, ou ferro fundido,
rígida de 80 cm de diâmetro em que são aplicadas cargas, em diversos estágios, e
simultaneamente a essa aplicação, são realizadas anotações dos respectivos recalques do solo.
A partir de tal ensaio, obtém-se um gráfico que relaciona a tensão aplicada ao solo e o recalque
no mesmo.

vamos determinar a tensão admissível do solo através


do ensaio de carga sobre placa?

GERAL LOCAL
11) QUAL A TENSÃO ADMISSÍVEL A SER UTILIZADA PARA UM PROJETO QUE TEM COMO RESULTADO DE
PROVA DE CARGA O GRÁFICO ABAIXO:

Ruptura Local, então,

σadm <= σ25/2 ou σ10, logo, σ25 = 800 KN e σ10 = 500 kN

Então considerar tensão admissível igual a 400 kN


12) QUAL A TENSÃO ADMISSÍVEL A SER UTILIZADA PARA UM PROJETO QUE TEM COMO RESULTADO DE
PROVA DE CARGA O GRÁFICO ABAIXO:

Ruptura geral, então, σr/2

σr = 295 kN, então, Tensão admissível = 147,5 kN


BOA NOITE!!!
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL
DISCIPLINA DE FUNDAÇÕES PROFUNDAS

DESLOCAMENTOS DAS ESTRUTURAS

PROF. Msc Marcos Brenol Renk

Brasília, fevereiro de 2020


A afirmação abaixo passa uma mensagem clara para você ...

O recalque em fundações profundas e sua influência numa edificação tem


se mostrado um parâmetro crítico, já que em diversos projetos a capacidade
de carga não é o fator limitante, mas sim o recalque que a estrutura pode
suportar em seu estado limite de serviço (ELS).
LEMBRANDO,

Sabe-se que qualquer projeto de fundações deve atender aos critérios dos
estados limite último (ELU), que faz referência à capacidade de carga da
estrutura e, concomitantemente ao estado limite de serviço (ELS), que está
ligado às limitações impostas ao uso da estrutura.
ISSO VC JÁ SABE....

O QUE SÃO OS RECALQUES???

QUANDO OCORREM???

TODOS OS TIPOS DE SOLO SOFREM RECALQUES???

FUNDAÇÕES DIRETAS ASSENTADAS SOBRE SOLOS MOLES IRÃO


RECALCAR???

FUNDAÇÕES ASSENTADAS EM SOLOS COMPRESSÍVEIS OU


COLAPSÍVEIS???

MÉTODOS PREVENTIVOS DE RECALQUES???


SOLO COLAPSÍVEL:
• BAIXO Nspt
• Granulometria aberta
• Baixo grau de saturação
• Grande porosidade
Há várias décadas, os edifícios são calculados considerando a
hipótese simplificada de que as fundações estão apoiadas
sobre vínculos indeslocáveis. Apesar de simplista, essa hipótese
possibilitou importantes avanços, principalmente em uma época
prévia à chegada dos microcomputadores.
No passado, se a deformabilidade do solo fosse levada em conta
para o dimensionamento dos elementos estruturais de uma
edificação, seria observado um volume gigantesco de cálculos,
impossíveis de serem conduzidos manualmente. Dessa maneira, o
engenheiro era obrigado a se contentar com uma análise limitada
e, acima de tudo, precisava confiar no seu bom senso e na sua
experiência para acreditar que a estrutura projetada responderia tal
qual a sua hipótese.
Com a popularização e o desenvolvimento dos
microcomputadores, esse panorama poderia ter mudado
significativamente. No entanto, mesmo com a disseminação
do cálculo de estruturas o meio de métodos numéricos, ainda
pode-se observar que muitos engenheiros procuram seguir a
hipótese simplista de solo rígido (indeslocável).

A condução de uma análise mais ajustada à realidade física,


considerando a deformabilidade do solo, tem sido efetuada apenas
em escritórios de alto nível e, mesmo nestes casos, as
investigações são feitas apenas para os casos julgados especiais.
Este tipo de análise recebe o nome de Interação Solo-Estrutura
(ISE) e deveria ser realizada mediante a parceria dos
engenheiros de estruturas com engenheiros de fundações.
Uma série de fatores estimularam essas mudanças, dentre elas:

- O número cada vez maior da utilização de fundações


estaqueadas;
- O reconhecimento de que fundações em estacas na realidade
recalcam;
- A necessidade cada vez maior de suportarem cargas elevadas
em áreas estreitas, devido o crescimento de quantidade de
edifícios altos construídos.
O estudo da interação solo – estrutura exige uma visão integrada
dos diferentes materiais que compõe um sistema, ou seja, sistemas
estruturais mais sistemas geotécnicos ou maciços de solos. Sendo
o maciço de solo um conjunto formado por certo número de
elementos de solos ocupando continuamente o espaço físico
delineado pela superfície do terreno e a superfície do
indeslocável. FÁCIL DE ENTENDER ????
Toda fundação sofre deslocamentos verticais (recalques),
horizontais e rotacionais conforme a solicitação a que esta
submetida. Estes deslocamentos resultam da interação solo-
estrutura. A medida que esses deslocamentos aumentam pode-se
chegar ao colapso da estrutura pelo surgimento de esforços para
os quais ela não está dimensionada.

Dentre os procedimentos de cálculo de uma estrutura,


principalmente para edificações, o que obtém melhores resultados
e são perfeitamente satisfatórios é aquele onde a estrutura é
calculada na suposição de que seus apoios – fundações – são
indeslocáveis, e os esforços assim obtidos são transmitidos ao
projetista das fundações que vai projetá-las de tal sorte que seus
inevitáveis deslocamentos sejam compatíveis (ou aceitáveis) com a
estrutura.
O recalque em fundações profundas e sua influência numa
edificação tem se mostrado parâmetro crítico, já que em diversos
projetos a capacidade de carga não é fator limitante, mas sim o
recalque que a estrutura pode suportar sem sofrer danos, ou
seja, no seu estado limite de serviço (ELS).
Porém, devido a grande dificuldade em determinar as propriedades
mecânicas do solo, em virtude de sua característica anisotrópica
e a grande variabilidade dos métodos executivos de estacas,
definir os parâmetros de interação estaca-solo torna-se um desafio
para a geotecnia. Consequentemente, o estudo dos recalques em
fundações profundas é, muitas vezes, negligenciado pelo meio
técnico.
Sabe-se que qualquer projeto de fundações deve atender aos
critérios dos ELU, que faz referencia a capacidade de carga da
estrutura e, concomitantemente ao ELS, que esta ligado às
limitações impostas ao uso da estrutura.
Do ponto de vista do ELS, quando uma estrutura recalca, os danos
causados podem impactar sobre aspectos arquitetônicos, estruturais
e/ou funcionais sem comprometer a segurança.
Este método exige conhecer os deslocamentos admissíveis, que
não prejudicam a estrutura. Porém a utilização é subjetiva, as
estruturas são diferentes tanto entre si como no geral, e
raramente se comportam como o previsto. Não podendo
esquecer outros fatores como deformações lentas, retrações e
temperatura.

É importante distinguir danos estruturais de danos estéticos


(não são muito importantes). O aparecimento de fissuras é sinal de
que algo está acontecendo, embora nem sempre sejam
decorrentes de deslocamentos da estrutura.

Algumas definições para deslocamentos:


• Recalque: deslocamento para baixo;
• Levantamento: deslocamento para cima;
• Rotação: variação da inclinação da reta que une dois pontos
de referência da fundação;
• Desaprumo: rotação de corpo rígido da superestrutura como
um todo ou parte dela bem definida.
Segundo a NBR 6122/1996, a capacidade de carga de uma
fundação profunda, estaca ou tubulão isolado, é definida como a
força aplicada sobre o elemento de fundação que provoca
apenas recalques que a construção pode suportar sem
inconvenientes, oferecendo simultaneamente segurança
satisfatória contra a ruptura do solo ou do elemento de fundação.
O curioso problema de recalque na Cidade do México

A capital do Império Asteca: Tenochtitlán.


Imagem: [Link]
Antiga capital do Império Asteca, conhecida como Tenochtitlán, a Cidade do
México é hoje considerada uma das cidades mais populosas do mundo. Por
volta do ano 1325 os Mexica fundaram a cidade sobre uma pequena ilha
artificial construída sobre o lago Texcoco. Tratava- se de um engenhoso
sistema de construção de ilhas retangulares de terra conhecidas como
“chinampas”. Apesar de ser um lago de água salgada, era possível controlar
as inundações provocadas pelas chuvas por meio de diques, o que garantia
água para consumo. Com a chegada dos espanhóis, o aterramento sobre o
lago sofreu um processo de aceleração.
Alguns séculos depois a cidade sofreu um boom populacional e a extração de água foi se tornando cada vez mais
predatória. O lago Texcoco, e hoje a Cidade do México, estão localizados sobre um solo argiloso, que na ausência de água
fica cheio de poros vazios. A construção desenfreada de grandes estruturas exerce uma pressão muito grande sobre o solo
e este, na ausência de água, vai sofrendo uma espécie de rebaixamento. Com isso, alguns edifícios antigos, como
catedrais, estão literalmente afundando na capital mexicana. Hoje a superfície do lago situada sob a cidade está seca, mas
é possível encontrar o lençol a uns dois metros de profundidade na região central da capital.

Atualmente a taxa de afundamento anual está em torno de 7 cm. Pense


numa casa afundando 70 cm (mais de meio metro) ao longo de dez anos.
O lago, ou melhor, o solo, não teria que afundar se não houvesse uma
grande sobrecarga acompanhada de uma extração de água desenfreada,
não é mesmo? Esse é só mais um entre vários exemplos de como as
ações humanas desempenham um importante papel em problemas de
engenharia.
Atualmente, as previsões de recalque nas estacas para um projeto,
são resultantes de métodos de cálculo semiempíricos baseados em
ensaios de campo realizados em diversos solos no território
brasileiro. Em seguida, essas previsões são comparadas com
resultados de prova de carga, monitoramento de recalques de
estruturas e por retroanálise (PRUNUNCIATI et al., 2018).
ATENÇÃO: Conceitos segundo a ABNT NBR 6122.
Os recalques são considerados de três formas distintas,
sendo o recalque inicial, recalque por adensamento e o
secundário.
O recalque inicial ocorre em um curto espaço de tempo, quando as
cargas são aplicadas no período em que as tensões são
proporcionais à deformação ou distorção cisalhante. O recalque
por adensamento ocorre quando começa a diminuir os índices de
vazios nos maciços de solos. O recalque por compressão
secundária acontece quando há quebra de grão da areia e ao
recalque secundário das argilas.
Um dos parâmetros governantes da ISE é o recalque nas
fundações, o recalque diferencial, que leva a alterações nas
solicitações na estrutura, implicando na mudança das cargas que
serão usadas no processo de estimativa de recalque, alimentando
o processo de interação.
Todos os tipos de solos, quando submetido a uma carga, sofrem recalques,
inevitavelmente, em maior ou menor grau, dependendo das propriedades de
cada solo e da intensidade do carregamento. Os recalques geralmente
tendem a cessar ou estabilizar após um certo período de tempo, mais
ou menos prolongado, e que depende das peculiaridades geotécnicas
dos solos. Por exemplo, recalques em solos arenosos, podem se
estabilizar em poucas horas ou dias, já o recalque em solos argilosos
moles tendem a cessar ou estabilizar somente após algumas décadas.
Os recalques podem ocorrer tanto em solos que suportam edificações
com fundações rasas(sapata, radiers, etc) quanto com fundações
profundas(estaca, broca, tubulões, etc), a depender das condições
geotécnicas do terreno onde as fundações serão implantadas.
O QUE VC PERCEBE NO ESQUEMA ABAIXO???

• Carga axial ao longo do fuste.


• Deslocamento da estaca sob a carga
Q.

ⱳ = ⱳp + ρ

• ρ = encurtamento (fuste)

ρ = Δ / [Link]

Δ = área do diagrama carga –profundidade;


A = área da seção transversal;
Ep = módulo de elasticidade do material.
✓ É importante considerar a capacidade da estaca de se encurtar,
no inicio do carregamento apenas a parte superior da estaca se
desloca.
✓ Em consequência a mobilização do atrito lateral, que necessita
do deslocamento da estaca, ocorre de cima para baixo.
✓ A mobilização do atrito lateral exige deslocamentos muito
menores do que a mobilização da resistência de ponta. Somente
quando boa parte do atrito lateral está esgotado é que a
resistência de ponta começa a ser mobilizada.
✓ Quando a resistência lateral está quase esgotada a carga chega
a base da estaca. O acréscimo de carga final vai praticamente
todo para a base (PONTA).
➢ Os métodos de previsão de recalques podem ser classificados
de diferentes maneiras. Uma delas seria como fundações
superficiais alimentandos por parâmetros que representem o
comportamento tensão deformação dos solos envolvidos. Ou
constituídos por soluções adaptadas a correlações com ensaios
de penetração (SPT).

➢ MÉTODOS RACIONAIS:
✓ Baseados em função da transferência de carga;
✓ Baseados na teoria da elasticidade;
✓ Métodos numéricos.

Os métodos baseados em função de transferência de carga são


quase sempre utilizados em métodos computacionais e podem ser
agrupados com os métodos numéricos.
❖ BASEADOS NA TEORIA DA ELASTICIDADE:

➢ POULOS E DAVIS (1980):

✓ Solução desenvolvida em forma de ábacos;


✓ A estaca é dividida em um número de elementos
uniformemente carregados;
✓ A solução é obtida impondo compatibilidade entre os
deslocamentos da estaca e os deslocamentos do solo
adjacentes para cada elemento da estaca;
✓ Os deslocamentos são obtidos considerando a
compressibilidade da estaca sob carga axial e os
deslocamentos do solo são obtidos através das equações
de Mindlin.
✓ O trabalho de Poulos e Davis aborda questões como
deslizamento de interface estaca-solo, meio heterogêneo e
influencia do bloco de coroamento.
O método de Poulos e Davis (1980) parte da hipótese de que a
estaca deve estar em solo homogêneo, e dividida em elementos
uniformemente carregados e os esforços cisalhantes nas
superfícies desses elementos atuando de maneira uniforme, o
valor do deslocamento é obtido compatibilizando os
deslocamentos da estaca com o deslocamento do solo adjacente
para cada elemento da estaca.
É possível obter o deslocamento da estaca considerando sua
compressibilidade quando imposta a um carregamento axial à
compressão.
O método proposto por Poulos e Davis é diretamente sensível a
fatores como espessura da camada de solo, o comprimento da
estaca, coeficiente de Poisson, e o modulo de deformabilidade
(elasticidade) do solo.
2) O elemento de estaca

1) O problema a ser analisado

3) Ações e reações na estaca


➢ FÓRMULA GERAL PARA O CÁLCULO DO RECALQUE:

Partindo de uma serie de estudos chegou-se a solução para


camadas de solo com espessura finita e diversos valores para
coeficiente de Poisson.
PARA ESTACAS
ⱳ=Q.I/E.B APOIADAS EM
CAMADAS
Onde:
RESISTENTES.
I = Io . Rk . Rh . Rⱱ

Sendo:

Io = fator de influencia;
Rk = fator de correção para compressibilidade da estaca (rigidez);
Rh = fator de correção para espessura do solo;
Rⱱ = fator de correção para coeficiente de Poisson;
2) Influência da compressibilidade

K = Ep . Ra / E

Como geralmente as estacas


são maciças adotar Ra = 1.

1) Fator de Influência ( Io )
3) Influência da espessura do solo.

4) Influência do coeficiente de Poisson


➢ OBSERVAÇÃO:
✓ MÓDULO DE ELASTICIDADE:

1) Crescimento linear das deformações


sob carregamento, não havendo

2 deformações permanentes com a


supressão do carregamento o

1 material é considerado elástico;


2) A partir de determinado ponto deixa
de ser linear, cessada a solicitação
parte da deformação permanece.
➢ OBSERVAÇÃO:
✓ MÓDULO DE ELASTICIDADE:

“A NBR 6118 pemite na avaliação do comportamento de um elemento


estrutural ou seção transversal pode ser adotado um módulo de
elasticidade único, à tração e à compressão, igual ao módulo de
elasticidade secante.”

E= 𝟎, 𝟖𝟓. 𝟓𝟔𝟎𝟎. 𝒇𝒄𝒌


➢ OBSERVAÇÃO:
✓ COEFICIENTE DE POISSON:

O coeficiente de Poisson, ν, mede a deformação transversal (em


relação à direção longitudinal de aplicação da carga) de um
material homogêneo e isotrópico.

Material v (nu)
Concreto asfáltico 0,35
Metais (regime plástico) 0,5
Latão 0,32 – 0,35
• O valor máximo para o Agregado de rocha 0,20 – 0,34
coeficiente é 0,5 Aço 0,27 – 0,30
(coeficiente da Chumbo 0,43
borracha) e o seu valor Vidro 0,24
mínimo é zero Cobre 0,31 – 0,34
(coeficiente da cortiça) Ferro fundido 0,23 – 0,27
Alumínio 0,25
EXEMPLO 01:

Com base na figura abaixo e os dados especificados para a


figura determine o recalque para a estaca isolada abaixo.

• Carga que chega no pilar de 500 kN


• Elemento estrutural em camada de areia
siltosa pouco argiloso com coeficiente de
Poisson de 0,28 e módulo de elasticidade de
55 MPa;
• Estaca em concreto armado no terço superior
com fck de 30 MPa e diâmetro de 40 cm;
• Comprimento de estaca de 14 m;
• Espessura da camada de assentamento total
de 18m;
EXEMPLO 01: resolução

ⱳ=Q.I/E.B

• I = Io . Rk . Rh . Rⱱ

1) Io = ábaco 01

L/B = compr. Estaca/diâm.


L/B = 14/0,4
L/B = 35

Qual curva usar?


• Relação entre dimensões da
estaca (corpo e ponta)
40/40 = 1
Então Io = 0,059
2) Correção de compressibilidade (Rk):
✓ para elementos maciços Ra = 1
𝑬𝒑 𝒙 𝑹𝒂 ✓ Módulo de elasticidade do concreto
K=
𝑬𝒔 Ep = 0,85 x 5600 x 𝑓𝑐𝑘
Ep = 0,85 x 5600 x 30
Ep = 26071,59 MPa
✓ Módulo de elasticidade do solo
Es = 55 MPa

K = (26071,59 x 1) / 55
K = 474,03

Rk = 1,60
3) Correção com espessura (Rh):

h/L = 18 / 14 = 1,29

L/h = 14/18 = 0,55

Rh = 0,75
4) Correção com Coef. Poisson (Rⱱ):

ⱱ = 0,28
K = 474,03

Rⱱ = 0,95
5) Cálculo da Influencia:

I = Io . Rk . Rh . Rⱱ
I = 0,059 x 1,60 x 0,75 x 0,95
I = 0,067

7) Cálculo do recalque:

ⱳ=Q.I/E.B
ⱳ = 500 x 0,068 / 55000 x 0,4
ⱳ = 0,0015 m = 1,5 mm

Conversões importantes:
1 Mpa = 10 Kgf/cm2
1 kN = 0,001 Mpa
➢ EXEMPLO 02:
calcular o recalque da estaca abaixo considerando que o fck
do concreto utilizado é igual a 25 Mpa.
Conversões importantes:
1 Mpa = 10 Kgf/cm2
1 kN = 0,001 Mpa

1) ⱳ=Q.I/E.B
I = Io . Rk . Rh . Rⱱ . Rb

2) Resolver a influência:

2.1) Io = ábaco 1

Qual a curva será escolhida?

Diâm. Base/Diâm. Corpo


50 / 50 = 1
2) continuação:

2.2) L/B = Compr. Estaca / diâmetro = 20 / 0,5 = 40

Io = 0,053
3) Correção de compressibilidade (Rk):
✓ para elementos maciços Ra = 1
𝑬𝒑 𝒙 𝑹𝒂 ✓ Módulo de elasticidade do concreto
K=
𝑬𝒔 Ep = 0,85 x 5600 x 𝑓𝑐𝑘
Ep = 0,85 x 5600 x 25
Ep = 23.800 MPa
✓ Módulo de elasticidade do solo
Es = (45x12 + 90x8) / 20
Es = 63 MPa

K = (23.800 x 1) / 63
K = 377,78

Rk = 1,82
4) Correção com espessura (Rh):

h/L = 50 / 20 = 2,5

L/h = 20/50 = 0,4

Rh = 0,89
5) Correção com Coef. Poisson (Rⱱ):

ⱱ = (0,3x12 + 0,35x8) / 20 = 0,32

Rⱱ = 0,94
6) Cálculo da Influencia:

I = Io . Rk . Rh . Rⱱ
I = 0,053 x 1,82 x 0,89 x 0,94
I = 0,081

7) Cálculo do recalque:

ⱳ=Q.I/E.B
ⱳ = 1000 x 0,078 / 63000 x 0,5
ⱳ = 0,0026 m = 2,6 mm
2) Influência da compressibilidade

K = Ep . Ra / E

Como geralmente as estacas


são maciças adotar Ra = 1.

1) Fator de Influência ( Io )
3) Influência da espessura do solo.

4) Influência do coeficiente de Poisson


EXEMPLO 03:

CALCULAR O
RECALQUE PARA UMA
ESTACA DE
CONCRETO COM
MÓDULO DE
E = 48 MPa ELASTICIDADE IGUAL
Ѵ = 0,30 A 30.848,33 MPa
E COMPRIMENTO DE
14 m E DIÂMETRO DE
E = 42 MPa 30 cm, QUE RECEBE
Ѵ = 0,27 UMA CARGA DE 1000
kN.

E = 52 MPa
Ѵ = 0,29

E = 50 MPa
RESPOSTA:
Ѵ = 0,30
RECALQUE DE 3,2 mm
DEPARATAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL

FUNDAÇÕES PROFUNDAS

ESTACAS 1/2

Prof. Msc. Marcos Brenol Renk

Brasília, março 2021


Conforme a NBR 6122, a fundação profunda transmite a carga
ao terreno pela sua base (resistência de ponta), por sua
superfície lateral (resistência de fuste) ou por uma combinação
das duas, e está assente em profundidade superior ao
dobro de sua menor dimensão em planta e, no mínimo,
a 3 metros de profundidade.

• São as estacas, os tubulões e os caixões;


• As estacas distinguem-se dos tubulões e caixões pela
execução apenas por equipamentos ou ferramentas, sem
descida de operário em seu interior em nenhuma fase.
• A diferença entre tubulão e caixão está na geometria, o
primeiro é cilíndrico e o último é prismático.
Dentro do estudo das fundações profundas, uma grande
representante são as estacas. Podem ser classificadas quanto ao
material (madeira, concreto, aço, mistas) ou quanto ao processo
executivo (segundo efeito no solo ou tipo de deslocamento).

❖ “de deslocamento”, onde estariam as estacas cravadas em


geral, uma vez que o solo no espaço que a estaca vai ocupar
e deslocado horizontalmente;
❖ “de substituição”, onde estariam as estacas escavadas em
geral, uma vez que o solo no espaço que a estaca vai ocupar
é removido, causando algum nível de redução nas tensões
horizontais geostáticas.
❖ ESTACAS CRAVADAS:

Em solos granulares (não coesivos), pouco a mediamente compactos, causam


uma densificação ou aumento na capacidade desses solos na medida em que o
volume da estaca, introduzido no terreno, acarreta uma redução do índice de
vazios. Esse efeito é benéfico.

Vantagens:
• Rapidez de execução;
• Limpeza da obra;
• Terreno mais compacto;
• O nível do lençol freático não afeta o processo;
• Possibilidade de cravar grandes comprimentos;
• Pouco dependente das condições in situ;
Desvantagens:
• Mais onerosas;
• Podem ser danificadas pela energia de cravação;
• Espaço para estoque;
• Não podem ser cravadas com grandes diâmetros;
• Levantamento do terreno envolvente pode causar perturbações nas
estruturas vizinhas;
❖ ESTACAS ESCAVADAS:

Feita uma perfuração no terreno, com retirada de material, em seguida, é


procede-se a introdução de concreto.
Estacas escavadas podem causar uma descompressão do terreno, que será maior
ou menor dependendo do tipo de suporte ( camisa metálica, por exemplo).
Assim, a questão tempo é importante para a realização destes elementos.

Vantagens:

• Conhecimento imediato e real de todas as camadas atravessadas e


possibilidade de uma segura avaliação de capacidade de carga da estaca,
mediante a coleta de amostra e seu eventual exame em laboratório;
• Ausência de vibração, pois a escavação se faz por rotação;
• Colocação direta dos arranques dos pilares, eliminando a confecção de blocos
de capeamento, otimizando assim o cronograma geral da obra;
• Possibilidade de se executar estacas mesmo em presença de nível d’água, com
uso de revestimento metálico;
• Custo inferior em relação a sapatas diretas em volume de concreto, escavação
e material;
1) As fundações profundas do tipo estaca podem
ser classificadas em duas categorias: estacas
de deslocamento e as estacas escavadas. As
primeiras são introduzidas no terreno por
algum processo que promova a retirada do
solo, o que não ocorre no segundo processo.

( ) CERTO ( ) ERRADO
❖ CRITÉRIOS PARA A ESCOLHA DO TIPO DE ESTACA:
• Esforços nas fundações, procurando-se distinguir: Nível de cargas nos pilares;
Outros esforços (tração e flexão).
• Características do subsolo:
• Argilas muito moles dificultam a execução de estacas de concreto moldadas in
loco;
• Solos muito resistentes são difíceis de serem atravessados por estacas pré-
moldadas executadas por cravação;
• Solos com matacões dificultam a execução de qualquer tipo de estaca;
• Solos com nível de água elevado dificultam a execução de estacas de concreto
moldadas in loco;
• Aterros executados sobre camadas de solo mole, ainda em adensamento,
fazem com que seja desenvolvido atrito negativo nas estacas executadas nesta
camada;
•Características da obra: Acesso de equipamentos em terrenos acidentados; Limitação
de altura para instalação do equipamento; Obras muito distantes dos grandes centros;
presença de vizinhos.
ANALISE O PERFIL ACIMA E COMENTE SOBRE O TIPO DE FUNDAÇÃO UTILIZADA
(profunda ou rasa; de deslocamento ou por substituição).
ESTACAS PRÉ-MOLDADAS
MADEIRA METÁLICA CONCRETO
Processo executivo cravação cravação cravação
Tipo de Obra Geralmente Provisórias Definitivo Definitivo
Brasil pouco utilizadas ganhando espaço frequente
Equipamento Bate estaca Bate estaca Bate estaca
Circular com diâmetro de quadrada, circular,
Forma Usuais I, H e tubo
até 40 cm. sextavada
Comprimento usual: 6m/12 m 6 a 12 m 4 a 12 m
Seção Contínua pode ser decrescente contínua
Permite emenda sim sim sim
qualquer sem presença
Solo Baixa resistência; Qualquer
de matacões
saturados; abaixo do NA
Preferencialmente
Água ok ok
totalmente submersa

Capacidade de carga Diretamente proporcional Até 1500 kN Até 900 KN


ao diâmetro. Até 350 kN.
Interfere na capacidade Interfere na capacidade Interfere na capacidade
Geometria de carga devido ao atrito de carga devido ao atrito de carga devido ao
lateral lateral atrito lateral
Ruído e vibração sim sim sim
Prova de carga Estático Estático ou dinâmico Estático ou dinâmico
Concervar o albuno, Tipo de concreto e uso
Proteção (corpo) superfície de sacrifício
creosoto de aditivos
Eventual ponta de
Proteção (ponta) ponteira de aço dispensa
proteção.
Proteção (cabeça) sim preferencialmente sim
Custo Baixo Alto Mediano
Produtividade e
ciclos de molhagem Custo, encurvatura
Desvantagem transporte
Prazos, transporte,
Vantagem custo e transporte Custo, qualidade.
controle de qualidade.
A prova de carga estática em estacas é um teste que simula o carregamento
real das estacas com a finalidade de avaliar o comportamento “carga x
deslocamento”. Em outras palavras, é um trabalho realizado para atestar se
todas as fundações da obra estão suportando as cargas exercidas em suas
estruturas e para as quais foram projetadas.
A norma NBR-6122:2010 recomenda usar fator de segurança de 2,0 para a
determinação da carga admissível, sem prova de carga, sendo a resistência
calculada por método semiempírico. Já o fator de segurança de 1,6 pode ser
utilizado para determinação da carga admissível, com prova de carga prévia,
desde que:
•As provas de carga sejam estáticas;
•Especificadas na fase de projeto e executadas no início da obra;
•Sejam levadas até, no mínimo, duas vezes a carga admissível prevista em
projeto.
PROVA DE CARGA DINÂMICO
ESTACAS PRÉ-MOLDADAS
ESTACAS DE MADEIRA

As estacas de madeira, empregadas desde os primórdios


da história da construção civil, nada mais são do que
troncos de árvores, os mais retos possíveis, cravados no
maciço de solo. No Brasil, a madeira mais empregada é o
eucalipto, principalmente como fundação de obras
provisórias. Para obras definitivas tem-se usado as
denominadas “madeiras de lei”, como por exemplo a
peroba, a aroeira, a moçaranduba, o ipê e outras.
MAÇARANDUBA

PEROBA IPÊ
A utilização da madeira para a construção de pontes é
uma solução natural em um pais tão generosamente
favorecido de reservas florestais e com grande
capacidade de reflorestamento.
A superestrutura de pondes de madeira de pequeno e
médio vão apresentar preço competitivo quando
comparada com a superestrutura construída com outros
materiais, como o concreto e o aço.
A NBR 6122 – projeto e execução de fundações,
recomenda o cálculo da resistência estrutural de estacas
de madeira conforme a NBR 7190 – projeto de estruturas
de madeira. Esta última norma tem como base ensaios
realizados em corpos de prova de pequenas dimensões
e isentos de defeitos.
No Brasil a instrumentação de estacas de madeira é rara.
Quase não existe resultado experimental publicado
sobre o comportamento desse tipo de estaca, obtido
por meio de estacas instrumentadas.
Assim como as estacas metálicas e as pré-moldadas de
concreto, as estacas de madeira enquadram-se na
categoria das estacas de deslocamento, caracterizadas
por sua introdução no terreno através de processo que não
promova a retirada de solo. A cravação das estacas pode
ser feita por percussão, prensagem ou vibração, e a
escolha do equipamento deve ser feita de acordo com o
tipo, dimensão da estaca, características do solo,
condições de vizinhança, características do projeto e
peculiaridades do local. A cravação por percussão é o
processo mais utilizado, utilizando-se para tanto pilões de
queda-livre ou automáticos
Nas estacas de madeira também deveriam ser
realizados ensaios, ECD, para determinação da
capacidade de carga, da determinação das parcelas
de resistência de ponta e resistência lateral, como
de distribuição ao longo do fuste, e da determinação
da curva carga-recalque de cada estaca, para
comparação com resultados empíricos.
ECD – Ensaio de Carregamento
Dinâmico
Também chamado de ensaio dinâmico ou prova de
carga dinâmica, é um ensaio que objetiva
principalmente determinar a capacidade de ruptura
da interação estaca-solo, para carregamentos
estáticos axiais. Ele difere das tradicionais provas de
carga estáticas pelo fato do carregamento ser
aplicado dinamicamente, através de golpes de um
sistema de percussão adequado. A medição é feita
através da instalação de sensores no fuste da estaca,
em uma seção situada pelo menos duas vezes o
diâmetro abaixo do topo da mesma.
As estacas de madeira são cravadas, usualmente,
com a extremidade menor para baixo, mas
ocasionalmente, com o propósito de aumentar a
resistência da base, a extreminade maior pode ser
cravada para baixo.
São muito apropriadas para trabalharem como
estacas de atrito em solos granulares.
No Brasil uma referência é o TEATRO MUNICIPAL DO
RIO DE JANEIRO, INAUGURADO EM 1909.
Para ser utilizada a madeira deverá conservar o alburno,
elemento que absorve bem o “creosoto” (preservativo). A
casca deverá ser retirada.

➢ CREOSOTO: compostos de carbono derivados da


hulha (carvão mineral, material betuminoso). A
impregnação é feita com cerca de 30kg por m3 de
madeira, principalmente ambientes marinhos.
• Deterioração: 03 causas principais:

✓ Apodrecimento devido a fungos (presença de ar,


umidade e temperatura favorável) existentes,
✓ Ataque de cupins,
✓ Brocas marinhas ( moluscos e crustáceos)
✓ Ciclos de molhagem e secagem. *****

• Tem diâmetro médio de 25 cm ( pode chegar a 35 cm) e


comprimento em torno de 6,0 m a 12 m.
• Ponta cortada em forma cônica, com altura em torno de 1,2
x o diâmetro.
• Para execução a cabeça deverá ser protegida por um
capacete para minimizar danos;
A madeira em estado de degradação evidencia mudanças
físicas e químicas apresentando amolecimento, mudança
de coloração, variação de densidade, com consequente
redução de módulo de elasticidade e resistência, redução
significativa de seção ou mesmo perda total de
integridade.
• Se tiverem que atravessar camadas muito
resistentes as pontas deveram ser protegidas com
ponteiras de aço.
• Execução normalmente realizada com bate-
estaca.

• Verificar NEGA, REPIQUE E realizar o REGISTRO


DE EXECUÇÃO.
❖ VANTAGENS:
• Durabilidade quase ilimitada quando trabalham
abaixo do nível do lençol freático;
• Baixo custo,
• Fácil obtenção;
• Suportam bem a cravação;
• Fáceis de manusear e transportar;
• Podem ser cortadas facilmente.

❖ DESVANTAGENS:
• Limitação de tamanho;
• Reduzida capacidade de carga;
• Deterioração quando submetidas a variação de
umidade.
EXERCÍCIOS
1) Estacas de madeiras têm sua duração
praticamente limitada quando submetida
permanentemente debaixo d´água.
( ) CERTO ( ) ERRADO

2) A norma brasileira prevê que se a estaca de


madeira tiver que passar lugares resistêntes ela pode
ser protegida por poteiras de aço.
( ) CERTO ( ) ERRADO
3) A NBR 7190 prevê que as ligações mecânicas
das peças de madeira podem ser feitas por pinos
metálicos ou conectores.
( ) CERTO ( ) ERRADO

4) A madeira é um material orgânico sujeito à


biodeterioração. No desenvolvimento do projeto de
uma estrutura de madeira, é preciso assegurar uma
durabilidade mínima compatível com sua finalidade
e com o investimento a ser realizado.
( ) CERTO ( ) ERRADO
ESTACAS DE AÇO

A utilização no Brasil dos perfis metálicos como


elementos de fundações profundas tem ganhado
grandes avanços. Até pouco tempo, as estacas metálicas
eram tidas apenas como soluções alternativas para casos
especiais, como exemplo: nos pilares de divisa, em
estruturas de contenções, para atravessar lentes de
pedregulhos ou concreções ou quando se queriam reduzir
as vibrações decorrentes da cravação de estacas de
deslocamento.
Esta é uma solução técnica e econômica para as fundações
profundas executadas em nosso país, principalmente nas
regiões da costa litorânea, onde o solo se apresenta com
espessas camadas de argilas moles intermediadas por
camadas de areias finas siltosas medianamente compactas
a muito compactas.
Como elementos de fundação, as estacas metálicas têm
aplicação destacada nas construções industriais, em
edifícios de andares múltiplos, pontes e viadutos, portos e
torres de transmissão. Nas estruturas de contenção elas
têm papel preponderante em função da facilidade de
cravação, de sua alta resistência e da versatilidade de
integração com elementos construtivos complementares.
S
E
Ç
Ã
O

D
E
C
R
E
S
C
E
N
T
E
As estacas metálicas, embora ainda tenham um custo
relativamente elevado podem tornar-se
economicamente viáveis de vários modos, uma vez que
são fáceis de cravar, causam baixa vibração,
trabalham bem á flexão e não tem dificuldades quanto
a manipulação, transporte, emendas e cortes. Podem
ser cravadas através de terrenos mais compactos, não
provocando o levantamento das estacas vizinhas.
• Formato: I, H ou Tubo. Podem ser usados isolados ou associados. O que
permite uma adaptação bem ajustada a cada caso;
• Comprimento em torno de 6 a 12 m, emendas através de talas soldadas ou
aparafusadas; alcançam grandes profundidades; e podem ser facilmente
ajustadas no próprio canteiro.

• Cravação: percussão, prensagem ou vibração; no sistema por percussão optar


por martelos mais pesados e menores alturas de queda, evitar danos. NBR
6122, peso do martelo, mínimo, de 10 kN.
• No caso de uso de capacete este deverá ser adequado a seção da estaca;
Elas também podem ser uma solução interessante quando ocorrem subsolos
junto as divisas do terreno, uma vez que, primeiramente servem como
contenção na fase de escavação e posteriormente como fundação para os
pilares.
A capacidade de carga de uma estaca metálica varia de acordo
com a sua seção/perímetro e comprimento. As cargas
admissíveis estruturais, fornecidas geralmente em tabelas, são
valores máximos de cargas resistivas (tensão de escoamento),
calculadas em função do material. Portanto, podemos ter perfis
com seção/perímetro iguais e comprimentos diferentes (ou
vice-versa) com capacidades de cargas distintas.
Segundo a NBR 6122:2010, as estacas metálicas devem
ser dimensionadas de acordo com a NBR 8800:2008,
considerando-se uma seção reduzida da estaca
(descontando uma espessura de sacrifício em todo o
perímetro em contato com o solo).
As estacas metálicas que estiverem total e
permanentemente enterradas, independentemente da
situação do lençol d´água, dispensam tratamento
especial, desde que seja descontada a espessura
indicada na Tabela.
Em situações onde o solo possa favorecer o ataque ao
aço, a proteção torna-se obrigatória e pode ser feita
utilizando uma espessura adicional de material,
galvanização da estaca, pintura epóxi, proteção catódica
ou encamisamento em concreto. Entretanto, a favor da
segurança, a NBR 6122 exige, de forma geral, que nas
estacas metálicas enterradas seja descontada uma
espessura de 1,5 mm de toda a superfície em contato
com o solo, resultando uma área útil menor que a teórica
do perfil.
❖ LIGAÇÃO COM O BLOCO DE COROAMENTO:
A prova de carga estática é o método mais confiável e
indiscutível de se avaliar a capacidade de carga de uma
estaca isolada. Os ensaios de carregamento dinâmico,
embora sejam atrativos do ponto de vista de custo, sempre
necessitarão de correlações. É por esta razão que alguns
projetistas de fundações questionam os resultados dos
ensaios PDA e sugerem que os mesmos sejam aferidos,
pelo menos, por uma prova de carga estática.
• Nega, repique e diagrama de cravação deverá ser
feito em 100% das estacas;
• Em terrenos que sofrem relaxação (aumento da
nega) ou cicatrização (diminuição da nega) refazer a
nega após alguns dias do término da cravação;
• O registro de execução é diário e para todas as
estacas.
• Todos os procedimentos deverão ser detalhados no
projeto.
❖VANTAGENS:
• Pouca perturbação do terreno (excepto secções tubulares
com ponta obturada);
• fácil cravação em quase todos os tipos de terrenos;
• prazos de entrega reduzidos (perfis de secção comercial);
• facilidade de transporte e manuseamento;
• facilidade em executar emendas e cortes;
• possibilidade de comprimentos diferenciados;
• possibilidade de acoplagem de várias estacas;
• elevada resistência à compressão, flexão e corte;
• elevado controlo de qualidade;
• profundidades de cravação elevadas.
❖ DESVANTAGENS:

• Encurvatura;
• Custo;
• Corrosão.
❖ EXERCÍCIOS
1) O dimensionamento das estacas metálicas deve
ser realizado considerando-se a seção reduzida
da estaca. As estacas de aço que estiverem total
e permanentemente enterradas em aterros não
controlados, independente da situação do lençol
d’água, dispensam tratamento especial, desde
que seja descontado o valor da espessura mínima
de sacrifício (espessura de compensação de
corrosão), em mm, de

a) 2,0. b) 1,5. c) 1,0. d) 3,0. e) 3,2.


2)As estacas metálicas devem ser adotadas apenas
para cargas inferiores a 1.000 KN.
( ) CERTO ( ) ERRADO

3) As fundações são destinadas a transmitir ao terreno


as cargas da estrutura. As estacas pré-moldadas
podem ser de madeira, concreto ou metal. Faz(em)
parte do procedimento de execução das estacas
metálicas o(a)
a) escavação do fuste.
b) alargamento da base.
c) slump test.
d) nega e o repique.
e) encamisamento.
4) Durante o processo de cravação com estacas de
concreto ou metálicas, verifica-se se sua base superior
está protegida por cabeçote de aço ou madeira.
( ) CERTO ( ) ERRADO
5) Em uma obra com estacas metálicas cravadas por
percussão, houve sobra de estacas com os seguintes
comprimentos: 1,50 m, 1,80 m, 2,00 m e 2,20 m.
Pela NBR 6122:2010 quais segmentos podem ser
aproveitados para nova cravação?
a) Apenas os de 1,50 m e os de 1,80 m
b) Apenas os de 1,80 m e os de 2,00 m
c) Apenas os de 2,00 m e os de 2,20 m
d) Apenas os de 1,80 m, os de 2,00 m e os de 2,20 m
e) Todos os segmentos
6) Sobre estacas metálicas têm alta resistência, o
que possibilita a penetração em camadas compactas,
permitindo que a estaca suporte elevada carga de
arrancamento. Também permite que camadas
compactas sobrejacentes a camadas compressíveis
sejam ultrapassadas, indo a estaca se apoiar em
camadas mais profundas de maior resistência e sem
perigo de recalque.

( ) CERTO ( ) ERRADO
7) Pretende-se construir um depósito de materiais de
construção civil onde os pilares terão cargas em torno de 700
kN. A solução para as fundações, técnica e economicamente,
mais recomendada é

a) sapatas apoiadas na cota –


2 m.
b) estacas escavadas com
ponta na cota – 9 m.
c) estacas Strauss com
ponta na cota – 8 m.
d) estacas pré-moldadas
com ponta na cota de – 8 m a
– 9 m.
e) fundação em tubulões a
ar comprimido.
ESTACAS DE CONCRETO

De todos os materiais de construção, o concreto é aquele que


melhor se presta à confecção de estacas, graças a sua
resistência aos agentes agressivos, e suporta muito bem as
alternâncias de secagem e umidecimento.
As estacas cravadas são geralmente dimensionadas como
estacas de ponta pelo fato do processo de cravação fazer
diminuir a resistência lateral. Esta noção não é encarada de
modo consensual por projetistas e fabricantes.
Por ser um elemento pré-fabricado, este tipo de estaca possui
uma grande vantagem em relação às estacas de concreto
moldadas no local. Esta vantagem é o controle de qualidade.
Na execução de estacas escavadas é muito difícil garantir que o
elemento estrutural seja concretado em perfeitas condições.
As estacas são dimensionadas para resistir não só às cargas de
fundação, mas também às cargas durante a fabricação, transporte e
manuseio na obra.
As estacas pré-moldadas são moldadas em canteiro ou em
indústria especializada e podem ser classificadas:
➢ Quanto a forma de confecção:
✓ Concreto vibrado
✓ Concreto centrifugado ( para estacas com seção circular
vazada)
✓ Extrusão (não é usual no Brasil)

➢ Quanto a armadura:
✓ Concreto armado
✓ Concreto protendido
As estacas protendidas possibilitam introduzir, numa estrutura, um estado
prévio de tensões que melhoram sua resistência ou seu comportamento,
sob diversas condições de carga. Geralmente são produzidas com concreto
de maior resistência e tem um custo mais elevado.
Outra característica importante das estacas é sua geometria. A
geometria irá interferir diretamente na capacidade de carga da
estaca, devido a área de atrito entre estaca e solo.
É possível encontrar estacas com as seguintes geometrias:

✓ Quadrada;
✓ Circular;
✓ Sextavada;
✓ Octogonal;
✓ Forma de estrela.
• Perímetro e atrito maiores
• Melhor Cravabilidade
• Desloca menos volume de terra em
sua instalação;
Algumas vezes se faz necessário reforço nas extremidades por
conta das tensões que surgem durante a cravação (tensões
dinâmicas) decorrentes do bate estacas. Neste caso, para as
estacas pré-moldadas podem ser fabricadas pontas especiais,
que facilitem a cravação (passagem por camadas mais
compactas).
É possível adquirir estacas com comprimentos que variam de 4 a 12
metros. Em fundações que exigirem um comprimento maior, será
necessário a utilização de emendas.

As emendas deverão ser capazes


de resistir a todas as solicitações
que nelas ocorram durante a
cravação e utilização.
✓ Aneis com solda;
✓ Luvas;
✓ Chapas de aço com parafuso.
❖ Dimensões e Cargas Admissíveis:
a) Estacas pré-moldadas de concreto vibrado executadas no
canteiro. Em geral seção transversal quadrada 20cm x 20 cm até
40cm x 40cm e comprimento de 4 a 8 metros. Exemplos tabela
abaixo.
b) Estacas pré-moldadas produzidas em fábricas. Cargas de
trabalhos maiores e comprimentos maiores. Exemplos tabela
abaixo.
O ECD difere das tradicionais provas de carga estáticas pelo
fato do carregamento ser aplicado dinamicamente, através de
golpes de um sistema de percussão adequado.

1. Capacidade de carga na ruptura do solo;


2. Tensões máximas de compressão e de tração no material da
estaca durante os golpes.
3. Nível de flexão sofrido pela estaca durante o golpe.
4. Informações sobre a integridade da estaca, com localização
de eventual dano, e estimativa de sua intensidade.
5. Energia efetivamente transferida para a estaca, permitindo
estimar a eficiência do sistema de cravação.
6. Deslocamento máximo da estaca durante o golpe.
❖ Estocagem:

Tanto no caso de descarga manual como no caso de uso de


guindastes, as estacas deverão ser estocadas sobre terreno
firme e plano. As estacas não deverão ser empilhadas umas
sobre as outras.
Se o terreno não estiver perfeitamente plano as estacas devem
ser apoiadas sobre dois caibros. Neste caso com a ajuda de
guindaste poderá empilhar no máximo em duas camadas.
Sempre atender as recomendações do fabricante.
❖ MANIPULAÇÃO:

Os esforços de manipulação são calculados para resistir a:


✓ Levantamento (suspensão) para carga, descarga e
estocagem;
✓ Içamento para cravação.

Em geral as estacas são descarregadas com ajuda de guindastes,


através de cabos de suspensão.
Estocagem e
suspensão – regra dos
quintos.
Pontos equidistantes
das extremidades.

Içamento – regra dos


terços.
❖ CRAVAÇÃO:

A cravação de estacas poderá ser feita por percussão,


prensagem ou vibração, tal escolha deverá levar em conta o tipo
e dimensões da estaca, características do solo, condições da
vizinhança, características do projeto.
PERCUSSÃO aquelas em que a própria estaca é introduzida no
terreno através de golpes de martelo. A vibração é um fator
existente neste tipo de estaca, e deve-se levar em conta condições
de vizinhança.
A cravação de estacas por vibração é feita por meio de um
equipamento chamado martelo vibratório.
Muito utilizado em estacas metálicas;
Aquelas em que a própria estaca é introduzida no terreno através de
um macaco hidráulico. Não vibram, e devido ao pequeno porte de
seus equipamentos são bastante utilizadas em obras de reforço de
fundações.
➢ ATENÇÃO AO ESMAGAMENTO DA
CABEÇA DA ESTACA:
Valores inferiores a 1% e superiores a 5% são diretamente
proporcionais à probabilidade de ocorrência de problemas
sérios no futuro, problemas esses decorrentes de total falta de
controle operacional durante a execução da obra, tais como a
não observância de que estacas foram mal cravadas e até
mesmo que estacas quebradas foram admitidas como
satisfatórias.
❖ PREPARAÇÃO DA CABEÇA DA ESTACA:
IMPORTANTE: NEGA E REPIQUE
Cada estaca deverá ter uma ficha de identificação :
Identificação da obra e local;
Nome do contratante e executor;
Data da cravação e/ou recravação, se houver;
Identificação do número da estaca com data e horário de inicio e fim da
cravação;
Comprimento cravado;
Peso do martelo e altura de queda para determinação da nega;
Características geométricas da estaca;
Cotas do terreno e de arrasamento;
Nega e repiques ao final da cravação;
Características do elemento de cravação;
Especificação dos materiais utilizados;
Observações e anormalidades de execução.
❖ VANTAGENS:

• Alta qualidade dos elementos de fundação;


• Boa execução em solos moles e com lençol freático próximo
ao nível do solo;
• Contribui com uma obra mais limpa e um canteiro mais
organizado;
• Custo baixo quando comparado a outros tipos de estaca;
• Execução simples e prática.
❖ DESVANTAGENS:

• Produtividade baixa quando comparada a outros tipos de


estacas;
• Produz muita vibração e ruídos conforme o tipo de
equipamento utilizado para cravação;
• As estacas podem quebrar durante a cravação, quando
encontram uma camada de solo muito resistente, matacões
ou rocha.
• Sobras ou quebras gerando perdas significativas,
PRINCIPAIS MOTIVOS DAS FALHAS /PATOLOGIAS:

1) Falha na investigação de subsolo.


2) Interpretação errada das sondagens e ensaios complementares devido a erro na
execução ou na adoção dos parâmetros de resistência do solo errados.
3) Escolha inadequada da solução técnica do tipo de fundações gerando problemas
executivos (comprimento de estacas insuficientes, etc.).
4) Dimensionamento errado das fundações no que se refere à capacidade de carga dos
elementos projetados, falta de análise dos recalques e projeto estrutural das
fundações deficiente.
5) Detalhamento deficiente do projeto de fundações gerando dúvidas e erros na
execução devido à falta de:
• Capacidade de carga adotada nos elementos de fundações (cargas e tensões
admissíveis).
• Previsão das cotas de ponta das fundações.
• Especificações dos materiais a serem utilizados no que se refere a bitolas,
comprimento, resistência à compressão, tração e flexo-compressão.
• Especificações técnicas e construtivas incluindo etapas executivas de cada fase
da obra.
• Elementos de referência tais como planta de carga, sondagens, etc.
6) Acompanhamento técnico deficiente.
7) Execução deficiente devido a contratação de M.O. não especializada.
❖ EXERCÍCIOS:
1) Segundo a NBR 6122 as estacas pré-moldadas
poderão ser emendadas desde que resistam a
todas as solicitações que nelas ocorram durante o
manuseio, a cravação e a utilização da estaca. As
emendas poderão ocorrer através de anéis
soldados desde que permitam a transferência dos
esforços de compressão, tração e flexão. Deve-se,
ainda, garantir a axialidade dos elementos
emendados.

( ) CERTO ( ) ERRADO
2) Em uma vistoria, para auxiliar o perito na indicação
e na caracterização de danos estruturais, a
integridade estrutural de estacas pré-moldadas de
concreto pode ser verificada por meio do CPT (cone
penetration test).
( ) CERTO ( ) ERRADO

3) As estacas pré-moldadas de concreto são


fabricadas em concreto protendido e em concreto
armado, com alto controle de qualidade, podendo
dispensar o controle visual e executivo na obra.
( ) CERTO ( ) ERRADO
4) Na execução do controle de cravação das estacas
pré-moldadas de concreto, é necessário:

a) observar sinais que indiquem se a estaca entortou


durante a cravação.
b) executar uma estaca-prova em local afastado da
sondagem.
c) especificar as alturas de queda do martelo de
independente do tipo de estaca
d) verificar o repique das estacas mais carregadas
apenas.
e) verificar a nega das estacas com profundidade
superior a 10 m apenas.
5) Considerando as peculiaridades dos diferentes tipos de
fundação profunda, assinale a opção correta com relação a
estacas pré- moldadas ou pré-fabricadas de concreto.

a) A superfície do topo da estaca terá de ser curva, com espaço


suficiente para triplicar a armadura de estribos.
b) A maior vantagem das estacas pré-moldadas de concreto é
que elas podem ser confeccionadas em diferentes dimensões,
adaptando-se ao bate-estaca disponível na obra em execução.
c) As estacas pré-moldadas devem ser feitas em concreto
armado, e não protendido, sempre armadas em fôrmas
horizontais por sistema de centrifugação.
d) A seção de estaca pré-moldada de concreto mais comumente
adotada é a de formato circular, por ser mais fácil de ser
moldada e armada
e) A resistência de atrito lateral, por unidade de volume, é maior
nas estacas circulares e menores nas de seção quadrada.
6) As estacas são elementos estruturais esbeltos que,
colocados por cravação ou perfuração, têm a
finalidade de transmitir cargas ao solo, seja pela
resistência de ponta, seja pelo atrito lateral ou pela
combinação de ambos. As características de serem
utilizadas em quase todo tipo de terreno, atingindo
grande capacidade de carga, trabalhando à flexão,
com custo elevado e, no caso de serviços provisórios,
serem reaproveitadas identificam as estacas,

a) metálicas.
b) Strauss.
c) Franki.
d) Raiz.
e) pré-moldadas de concreto.
7) As fundações indiretas ou profundas caracterizam-
se por transferir o carregamento da edificação para
regiões profundas do terreno utilizando para isto
estacas pré-moldadas ou moldadas in loco. Assinale a
única alternativa INCORRETA associada às estacas
pré-moldadas de concreto.
a) Despreza-se para o seu dimensionamento o atrito
lateral ao longo se seu fuste.
b) O método de cravação mais empregado é o da
percussão.
c) Podem ser construídas de concreto armado ou
protendido.
d) A estaca pode ser emendada para atingir regiões
mais profundas.
e) Todas as alternativas estão corretas.
INSERINDO UM NOVO ASSUNTO...

PRIMEIRAS NOÇÕES!!
• Blocos de fundações são estruturas de
volume que têm a função de distribuir as cargas
dos pilares a elementos de fundações
profundas, tais como estacas e tubulões.
• Conforme a Norma Brasileira ABNT NBR
61181/2000, “Projeto de Estruturas de
Concreto, item 22.7: “Blocos de fundações são
estruturas de volume usadas para transmitir às
estacas e aos tubulões as cargas de fundação,
podendo ser considerados rígidos ou flexíveis”
• Os blocos de fundações sobre estacas podem
ser para qualquer número de estacas,
dependendo principalmente da capacidade da
estaca e das características do solo. Blocos de
fundações sobre uma ou duas estacas são mais
comuns em construções de pequeno porte,
como residências térreas e de dois pavimentos
(sobrado), galpões, etc.,
❖ Sequência de serviços para
execução de blocos de fundação
•Escavação e preparação da base
•Arrasamento das estacas
•Execução de lastro em concreto magro
•Locação e posicionamento
•Montagem da forma de madeira
•Montagem da armadura
•Concretagem da peça estrutural
•Desforma
DIMENSÃO DO BLOCO EM PLANTA DEPENDE:
• Método utilizado: BIELAS E TIRANTES;

• Carregamento CENTRADO;

• Todas as estacas devem estar IGUALMENTE


espaçadas do centro do Pilar;

• Majorar a carga em 1,05 (peso próprio do bloco).

Carga admissível da estaca


➢ EXEMPLO:

Determinar o número de estacas necessárias para formar o bloco para


o pilar representado abaixo. Bem como a distância mínima entre estacas.

n = Carga do pilar x 1,05 / carga adm. da estaca Tipo de estaca: pré-moldada


2,5 x ɸ = 2,5 x 40 = 100 cm
n = 2360 x 1,05 / 700

n = 2478 / 700 = 3,54 estacas

Neste caso o bloco será formado por 4 estacas.


EXERCÍCIO:

Um engenheiro responsável por uma determinada obra “X” precisa avaliar a


formação de um bloco de coroamento. Na situação apresenta-se um pilar de
30x50 cm que transmitira a carga de 1000 kN através de um bloco composto por
duas estacas com diâmetro de 25 cm. O bloco será executado em concreto classe
C20. As barras do aço que compõem a armadura do pilar são de 20 mm. Sabe-se
ainda que o Cobrimento do bloco de 5 cm, a resistência admissível do solo de
500 kN e a classe de agressividade é IV. As especificações de projeto para o bloco
estão corretas? (justifique)

Não.

n = 1000 x 1,05 / 500 = 2,1 estacas = 3 estacas.

Proteção (cobrimento do bloco) de 5 cm está correta (NBR 6118) (aqui não menciona
a borda livre e sim a proteção da armadura).
Fonte:: Urbano Rodriguez Alonso
É ISSO!!!
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL

FUNDAÇÕES PROFUNDAS
AULA 05

LOCAÇÃO DE ESTACAS PARA FORMAÇÃO


DE BLOCO DE COROAMENTO
(vista em planta)

Prof. Msc Marcos Brenol Renk

Brasília, março de 2021


A norma 6118 é uma das principais a reger a Construção Civil no Brasil,
especialmente porque trata do projeto de estruturas armadas. Considerando a
importância deste tipo de estrutura no País, este é um conhecimento
fundamental para os agentes da Engenharia, Arquitetura e semelhantes.
A “NBR 6118 – Estruturas de concreto armado – Procedimento” é uma norma
da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). A ABNT é uma organização
que estabelece padrões para diversos setores, inclusive a Construção Civil. Seu
objetivo é garantir a qualidade de produtos e serviços no País, inclusive
avaliando a segurança dos usuários.
O objetivo da análise estrutural é determinar os efeitos das ações em uma
estrutura, com a finalidade de efetuar verificações dos estados-limites últimos e
de serviço. A análise estrutural permite estabelecer as distribuições de esforços
internos, tensões, deformações e deslocamentos, em uma parte ou em toda a
estrutura.
A análise estrutural deve ser feita a partir de um modelo estrutural
adequado ao objetivo da análise. Em um projeto pode ser necessário mais
de um modelo para realizar as verificações previstas nesta Norma. O
modelo estrutural pode ser idealizado como a composição de elementos
estruturais básicos, conforme definido em 14.4, formando sistemas
estruturais resistentes que permitam representar de maneira clara todos
os caminhos percorridos pelas ações até os apoios da estrutura.
❖ DEFINIÇÕES E PROCEDIMENTOS GERAIS DE
PROJETO:

As estacas são elementos estruturais esbeltos que, colocados no solo por


cravação ou perfuração, tem a finalidade de transmitir cargas ao mesmo,
seja pela resistência sob sua extremidade inferior (resistência de ponta),
seja pela sua resistência ao longo do fuste (atrito lateral) ou pela
composição de ambos.
Conforme a NBR 6118, item 22.7: “Blocos são estruturas de volume usadas
para transmitir às estacas e aos tubulões as cargas de fundação, podendo ser
considerados rígidos ou flexíveis por critério análogo ao definido para
sapatas.
Não pode ser usado concreto simples para blocos sobre estacas. A área da
base de blocos de fundação deve ser determinada a partir da tensão
admissível do solo para cargas não majoradas. A espessura média do bloco não
pode ser menor do que 20 cm. O dimensionamento das seções transversais
deve ser feito pelo método dos estados-limites. O momento fletor majorado
deve ser determinado na seção crítica, que pode ser considerada na face da
coluna ou parede.
Os blocos sobre estacas podem ser para 1, 2, 3... e teoricamente para “n”
estacas, dependendo principalmente da capacidade da estaca e das
características do solo. Blocos sobre uma ou duas estacas são mais comuns em
construções de pequeno porte, como residências térreas e de dois pavimentos
(sobrado), galpões, etc., onde a carga vertical proveniente do pilar é
geralmente de baixa intensidade. Nos edifícios de vários pavimentos, como as
cargas podem ser altas (ou muito altas), a quantidade de estacas é geralmente
superior a duas. Há também o caso de bloco assente sobre um tubulão,
quando o bloco atua como elemento de transição de carga entre o pilar e o
fuste do tubulão.
BLOCO RÍGIDO

OU

BLOCO FLEXÍVEL ???


Regiões de pressão
localizada
DETALHES:
• Armadura de flexão deve ser distribuída, + 85%, em faixas definidas pelas estacas. Devem se
estender de face a face do bloco e formar ganchos no final;
• Armadura de distribuição (controle da fissuração) distribuída em duas direções para 20% dos
esforços totais;
• Altura do bloco deve ser suficiente para permitir a armadura de arranque para os pilares;
• Não pode ser usado concreto simples para bloco sobre estacas.
O Método das Bielas e tirantes admite como modelo resistente, no interior do
bloco, uma “treliça espacial”, para blocos sobre várias estacas, ou plana, para
blocos sobre duas estacas.
As forças atuantes nas barras comprimidas da treliça são resistidas pelo
concreto e as forças atuantes nas barras tracionadas são resistidas pelas barras
de aço (armadura). A principal incógnita é determinar as dimensões das bielas
comprimidas.

O Método das Bielas é recomendado quando:


a) o carregamento é centrado, comum em edifícios. O método pode ser
empregado para carregamento não centrado, admitindo-se que todas as
estacas estão com a maior carga, o que tende a tornar o dimensionamento
antieconômico;
b) todas as estacas devem estar igualmente espaçadas do centro do pilar.
ETAPAS PARA O DIMENSIONAMENTO DO BLOCO
❖ Uma vez escolhido o tipo de estaca cuja sua carga admissível e espaçamento
mínimo entre eixos podem ser adotados com base na tabela, o número de
estacas calcula-se por:

𝑪𝒂𝒓𝒈𝒂 𝒏𝒐 𝑷𝒊𝒍𝒂𝒓 𝑿 𝟏,𝟎𝟓


Nᵒ de estacas =
𝑪𝒂𝒓𝒈𝒂 𝒂𝒅𝒎 𝒅𝒂 𝒆𝒔𝒕𝒂𝒄𝒂
OBS: a majoração ocorre quando não é possível calcular o peso do bloco

O calculo acima só é valido se o centro de carga coincidir com o centro do


estaqueamento e se no bloco forem usadas estacas do mesmo tipo e do
mesmo diâmetro.
➢ Valores orientativos:
FONTE:

Urbano Rodrigues Alonso


• A disposição das estacas deve ser feita sempre de modo a conduzir a blocos
de menor volume;
• No caso de haver superposição das estacas de dois ou mais pilares, pode-se
unir os mesmos por um único bloco;
• Para pilares de divisa deve-se recorrer ao uso de vigas de equilíbrio, se for o
caso;
• A distribuição das estacas em torno do centro de carga do pilar deve ser
feita sempre que possível de acordo com os blocos padronizados.

Obs: as estacas de
blocos com 3 ou 4
estacas podem ser
dispostas de forma 𝑑 3
alinhada desde que h=
2
respeitem os
espaçamentos, não
sendo a melhor
solução.
𝑑 2
2
Otimização
Entende-se como problema de otimização aquele no qual se procura maximizar
ou minimizar uma função numérica com certo número de variáveis, sujeitas a
certo conjunto de condições que restringem o espaço das soluções do problema
(LIMA, 2007).
Em problemas de engenharia o processo convencional é partir de uma pré-
definição da geometria do elemento, obter as solicitações e verificar se a
geometria adotada atende à todas condições estabelecidas. Caso não atenda
alguma das condições adota-se uma nova geometria até que todas as condições
sejam atendidas. A seguir projetista com sua experiência define se irá manter a
solução, ou se irá alterar em busca de uma solução melhor. Esse processo não
garante que a solução ótima foi encontrada.
O projeto ótimo consiste na determinação sucessiva de configurações do
elemento, no qual a nova solução é obtida a partir da anterior com o uso de
técnicas matemáticas. Assim cada configuração é resultado de alterações no
conjunto das variáveis de projeto, e a solução ótima é a finalização ideal desse
processo.
LIVRO: Urbano Rodriguez Alonso
➢ Outras considerações sobre distribuição de estacas:

✓ O espaçamento (d) entre estacas deve ser respeitado, não só, entre as
estacas do próprio bloco mas também entre estacas de blocos diferentes.
✓ A distribuição das estacas deve ser feita, sempre que possível, no sentido de
maior dimensão do pilar.

✓ Só será escolhido o bloco da figura “b” quando o espaçamento com as


estacas do bloco vizinho for insuficiente.
✓O estaqueamento deve ser feito, sempre que possível, independentemente
para cada pilar;

✓Em caso de blocos com duas estacas para dois pilares deve-se evitar a posição
da estaca embaixo dos pilares;

✓Em projetos comuns, não se devem misturar estacas de diferentes diâmetros


num mesmo bloco;

✓Para os blocos com mais de um pilar, o “centro de carga” deve coincidir com o
centro de gravidade das estacas.
EXEMPLO 01:
Para o estaqueamento do pilar “P” com carga de 1650 kN (com peso do bloco),
adotando-se estacas do tipo Franki Ø 52 cm e carga admissível de 550 kN.
Distância entre as estacas igual a d = 130 cm. Determine o estaqueamento do
bloco de todas as formas possíveis?

Nº EST = 1650 / 550 = 3 Est


➢ EXERCÍCIO 01:

Para os pilares indicados abaixo, projetar a fundação em


estacas pré-moldadas com as seguintes características:

• Diâmetro ................................ 40 cm
• Distância entre estacas ....... 100 cm
• Distância a divisa ................... 50 cm
• Carga máxima ...................... 700 kN
PRIMEIRO: Verificar a possibilidade
de projetar estaqueamento para
cada pilar independentemente?

Nᵒ de estacas P1= 2835/700 = 4


Nᵒ de estacas P2 = 2520/700 = 4

Não é possível realizar blocos


independentes para cada pilar, por
causa da distância entre estacas.

Não há interferência com a divisa.


Então, Qual o motivo para associar os pilares?
.

Desenho meramente ilustrativo


Associar os dois pilares em um único bloco:
O centro de gravidade (CG) representa o
centro da distribuição de carga de um
objeto, onde se considera que a gravidade
atua. É nesse ponto em que o objeto se
encontra em perfeito equilíbrio.

1)Determinar o CG, tomando um ponto como


referência.
Referência é P1

CG = 2400 x 1,70 / 5100 = 0,80 m


Disposição
final das
estacas:

Croqui final da vista em planta de bloco de coroamento:


➢ EXERCÍCIO 02

Projetar o estaqueamento para o pilar abaixo, adotando


estacas do tipo franki Ø 52cm para carga admissível de 1300
kN. Sabendo-se ainda que a distância mínima à divisa é 80 cm.
Solução:

N de estacas = 3150/1300 = 2,42 = 3 estacas

Neste caso pode-se adotar uma das solução padrão.

1) Estacas alinhadas com pilar (não é a solução mais


recomendada);

2) Estacas em distribuição triângular:


Qual o valor de “d”?
Determinar “H” → H = d. 3 / 2 d = 3.ɸ

H = 156. 3 / 2
H = 135,10 cm
d = 3.ɸ Frações de “H” → 1/3 e 2/3,
d = 3.52 = 156 cm são respectivamente,
h1 = 45,03 cm, e
h2 = 90,07 cm
Percebe-se que esta disposição
acima não atende o distanciamento
em relação a divisa.

Percebe-se que esta disposição


ao lado atende o distanciamento
em relação a divisa. Opção
correta!!!
EXERCÍCIO 03:
Um engenheiro projetista de fundações precisava realizar os projetos
para uma residência unifamiliar localizada no Lago Norte, Brasília –
DF. De posse dos projetos estruturais com as devidas cargas que
chegam aos pilares de fundação e os laudos de investigação de
subsolo determinou que por questões técnicas e econômicas
deveriam ser usadas estacas do tipo Strauss com Ø 32 cm,
comprimento de 700 cm e carga admissível de 300kN. Dados
complementares:
• Carga no P11 igual a 1700 kN
• Espaçamento entre estacas de 90 cm
• Distância a divisa de 40 cm.
Qual o estaqueamento correto a ser executado?
TÉRREO
1) N de estacas = 1785/300 = 5,95 = 6 estacas
2) Há influência dos pilares adjacentes nas estacas de P11? Não há pois
é possível preservar a distância mínima entre estacas.
3) Distribuição correta no sentido do maior lado.
4) Não há influência de divisa.
4) O pilar P3 teve sua carga alterada para 1900 kN, quando já estava executado o
estaqueamento dos pilares P1 e P2. como podem ser dispostas as estacas de P3,
sabendo-se que as opções são: tipo Strauss Ø 45 cm e carga de 650 kN e
espaçamento entre as mesmas de 120 cm, Ou serão do tipo Franki ɸ 35 cm e
carga de 550 kN com o mesmo espaçamento anterior?
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL

FUNDAÇÕES PROFUNDAS
AULA 06

▪ BLOCO SOBRE ESTACAS

Prof. Msc Marcos Brenol Renk

Brasília, março de 2021


Conforme a NBR 61181 , item 22.7: “Blocos são estruturas
de volume usadas para transmitir às estacas e aos
tubulões as cargas de fundação, podendo ser considerados
rígidos ou flexíveis por critério análogo ao definido para
sapatas.
Conforme a NBR 6118 (item [Link]), o comportamento estrutural dos blocos
rígidos é caracterizado por:
a) “trabalho à flexão nas duas direções, mas com trações essencialmente
concentradas nas linhas sobre as estacas (reticulado definido pelo eixo das
estacas);
b) forças transmitidas do pilar para as estacas essencialmente por bielas de
compressão, de forma e dimensões complexas;
c) trabalho ao cisalhamento também em duas direções, não apresentando ruínas
por tração diagonal, e sim por compressão das bielas, analogamente às sapatas.”
A Figura mostra as duas bielas de compressão inclinadas atuantes nos blocos
sobre duas estacas.
A NBR 6118 também apresenta o bloco flexível: “Para esse tipo de bloco deve ser
realizada uma análise mais complexa, desde a distribuição dos esforços nas
estacas, dos tirantes de tração, até a necessidade da verificação da punção.”
A carga, que chega inclinada da estaca, faz com
β
que as estacas se afastem entre si. Isto cria tensões
de tração nas barras entres as estacas que são
chamadas de tirantes.
No modelo de bielas e tirantes, a biela é a representação do concreto
comprimido e o tirante das armaduras tracionadas. E sempre que houver forças
horizontais significativas ou forte assimetria, o modelo deve contemplar a
interação solo-estrutura.” No Brasil, os modelos de cálculo mais utilizados para o
dimensionamento dos blocos sobre estacas são o “Método das Bielas” (Blévot,
de 1967 – CARGA CENTRADA), o método do CEB-70 e nos últimos anos modelos
tridimensionais de bielas e tirantes.
O Método das Bielas e tirantes admite como modelo resistente, no interior do
bloco, uma “treliça espacial”, para blocos sobre várias estacas, ou plana, para
blocos sobre duas estacas. As forças atuantes nas barras comprimidas da treliça
são resistidas pelo concreto e as forças atuantes nas barras tracionadas são
resistidas pelas barras de aço (armadura).
O Método é recomendado quando:
a) o carregamento é (quase) centrado, comum em edifícios. O método pode ser
empregado para carregamento não centrado, admitindo-se que todas as
estacas estão com a maior carga, o que tende a tornar o dimensionamento
antieconômico;
b) b) todas as estacas devem estar igualmente (equidistante) espaçadas do
centro do pilar.

O objetivo do dimensionamento é evitar o escoamento da armadura do tirante e


evitar o encurtamento do concreto comprimido das bielas.
CURIOSIDADE: FENDILHAMENTO
Uma ótima aderência entre a armadura e
o concreto é de fundamental importância
para a existência do concreto armado
(trabalho conjunto entre os dois
materiais), o que significa que não deve
ocorrer escorregamento relativo entre o
concreto e as barras de aço da armadura
impedindo assim o arrancamento.
Estágios iniciais começam com forças ainda
pequenas provenientes do esmagamento
do concreto. Até alcançar o aparecimento
de fissuras radiais pela perda de
aderência. As fissuras radiais propagam-se
por toda a extensão do cobrimento de
concreto, e a ruptura ocorre pela ação de
fendilhamento.
❖ DIMENSIONAMENTO DE BLOCO DE COROAMENTO (Bloco sobre estacas):

➢ PASSO A PASSO ( blocos até 6 estacas):

a) Geometria do bloco: determinado através da locação das estacas (número de


estacas (n) e espaçamento (d) entre elas);
Nᵒ Est. = Carga Pilar / Carga Adm. Est.
Lembrando que a fórmula acima, só é valida se o centro de carga coincidir
com o centro do estaqueamento e se no bloco forem usadas estacas do mesmo
tipo e diâmetro. Trabalhar a favor da segurança majorando a carga em 5%.

b) Dimensões do bloco (em planta): determinado através do espaçamento entre


as estacas, cobrimento, e dimensões da estaca.
Atenção: da face da estaca a face do bloco = 15 cm
c) Altura do Bloco:
• Altura útil (h): análogo as sapatas rígidas.
𝐴−𝑎 𝑩−𝒃
ℎ≥ ou 𝒉 ≥
3 𝟑
• Verificação: ângulo interno (β) para blocos rígidos deve
compreender entre 45ᵒ e 55ᵒ.
tan β = h/a
A seção de referência (c1) para
pilares de pequena inércia (blocos
com duas estacas) pode ser
tomada como :
c1 = b/2
Para pilares de grande inércia a
seção de referencia deve ser
tomada como:
c1 = 0,15.b
b = dimensão do pilar de referência

(Alonso, 2007 – 14 ed.)


• Determinar o intervalo
que compreenderá “h”
pela fórmula da tangente;
• Verificar comprimento de
ancoragem da armadura
atráves da tabela;
• Adotar h.
d) Verificar se não há esmagamento da biela de compressão: Fatuante ≤ Fresistente
Ɣ.V ≤ [Link]
bw.h

e) Força de tração na região de tirante:


σ 𝑉⋅𝑎
Tx = Sempre realizar o
0,85ℎ
dimensionamento
f) Armadura principal:
1,61𝑇 nas duas direções.
As =
𝑓𝑦𝑘
g) Armadura horizontal: Ah = 1/8 As
EXEMPLO:

Dimensionar o Bloco de coroamento para a seguinte situação:


• Pilar (30x70) cm – barras de 25 mm.
• P = 5800 kN
• Fck = 20 MPa (boa aderência)
• CA 50
• Cobrimento (c) de 5 cm
• Estacas moldadas in loco – 6 Ø 30 cm
1) Geometria da estaca:
N de estacas = 6 estacas (já sabíamos)
Qadm = 5800 /6 = 966,66 = 967 kN

Percebe-se que o bloco será retangular e que o espaçamento entre estacas será:
Estaca moldada in loco então d = 3Ø = 3.30 = 90 cm
2) Dimensões do bloco:
3) Altura útil do bloco (semelhante as sapatas):
h ≥ (240 – 70)/3 = 56,67 cm
h ≥ (150 – 30)/3 = 40,00 cm
4) Ângulo interno (β): 45ᵒ ≤ β ≤ 55ᵒ
Verificar h pela tan β = h/a
Descobrir “a” a partir da seção de referência.

TRABALHANDO PRIMEIRO NO SENTIDO DO MAIOR LADO.

5) Seção de referência (c1): c1 = 0,15.b = 0,15.70 = 10,5 cm


a = ???
Sabendo que “d” é a distância entre estacas (eixo a eixo), então, descontar a
metade do pilar (70/2) e somar c1. Teremos a = 90 -35 + 10,5 = 65,5 cm

Verificar “h” em função de β. Então, tan 45ᵒ = h/65,5 ....... h = 65,5 cm


tan 55ᵒ = h/65,5 ....... h = 93,54 cm

Comprimento de ancoragem: 31Ø = 31.25 = 775 mm = 77,5 cm


Adotar h = 80 cm;
6) esmagamento:
Ɣ.V ≤ [Link] ......... ftk = 0,[Link] + 0,7 = 1,9 MPa
bw.h
1,96. 967 ≤ 2.1,9
1,50 . 0,8
1579,43 kPa ≤ 3,8 MPa
1,58 MPa ≤ 3,8 MPa (ok)

7) Tensão de tração (Tx):


σ 𝑉⋅𝑎
Tx = = 2.967.0,655 = = 1862,90 kN = 1863 kN
0,85ℎ
0,85.0,8
8) Armadura principal de tração (As):
1,61𝑇
As = = 1,61.1863 = 59,98 cm2 (8 Ø 32 mm)
𝑓𝑦𝑘
50
9) Armadura horizontal (Ah): Ah = 1/8 . 59,98 = 7,50 cm2 (10 Ø 10 mm)
TRABALHANDO PRIMEIRO NO SENTIDO DO MENOR LADO.

5) Seção de referência (c1): c1 = 0,15.b = 0,15.30 = 4,5 cm


a = ???

Sabendo que “d” é a distância entre estacas (eixo a eixo) e que o CG coincide com
o centro do pilar, temos: a = (90/2) – (30/2) + 4,5 = 34,5 cm.

Verificar “h” em função de β. Então, tan 45ᵒ = h/34,5 ....... h = 34,5,5 cm


tan 55ᵒ = h/34,5 ....... h = 49,27 cm

Não é necessário conferir ângulos pelo menor lado pois termos “h” menores.
Adotar h = 80 cm;
6) esmagamento:
Ɣ.V ≤ [Link] ......... ftk = 0,[Link] + 0,7 = 1,9 MPa
bw.h
1,96. 967 ≤ 2.1,9
2,4 . 0,8
987,15 kPa ≤ 3,8 MPa
1 MPa ≤ 3,8 MPa (ok) não há necessidade de conferir
esmagamento pela menor dimensão.

7) Tensão de tração (Tx):


σ 𝑉⋅𝑎
Tx = = 3.967.0,345 = 1471,83 kN = 1472 kN
0,85ℎ
0,85.0,8
8) Armadura principal de tração (As):
1,61𝑇
As = = 1,61.1472 = 47,40 cm2 (6 Ø 32 mm)
𝑓𝑦𝑘
50
9) Armadura horizontal já foi calculada pela pior situação.
Exercício 01:

Calcular a armadura de um bloco (lado maior) sobre estacas com 40 cm de diâmetro


e tensão admissível de 350kN que serve de apoio a um pilar de seção quadrada com
50 cm de lado e carga de 666 kN. Adotar CA50; fck de 15 MPa e espaçamento entre
estacas de 1,40 m. Para alcançar a resposta recomenda-se realizar todas as etapas.

SOLUÇÃO:
h ≥ 53,33 cm
Tan β = h/a
c1 = b/2 = 50/2 = 25 cm
a = (140/2) = 70 cm

Tan 45ᵒ = h/70 ....... h = 70 cm


Tan 55ᵒ = h/70 ....... h = 100 cm
Ancoragem: 37Ø = 37.16 = 592 mm = 59,2 cm

Lado maior (único que tem treliça espacial e tração)


Adotar h = 70 cm

Esmagamento: 1,4 MPa ≤ 3 MPa (ok)


Tração: Tx = (333 . 0,7)/(0,85.0,7) = 391,80 kN = 392 kN
Armadura principal: As = 12,61 cm2 (7Ø 16 mm)
Armadura horizontal: Ah = 1/8. 12,61 = 1,58 cm2 (5Ø
6,3mm)
EXERCÍCIO 02:
Uma vez finalizado o projeto estrutural e conhecidas as cargas da superestrutura
que chegam a cada pilar, pede-se: dimensionar o bloco para um pilar “x” com os
seguintes dados:

• Carga do pilar é igual a 2200 kN – aço de 12,5 mm


• Pilar quadrado de seção igual a 50 cm
• Bloco para 4 estacas
• Diâmetro da estaca igual a 40 cm
• Espaçamento entre estacas igual a 1,20 m
• Aço CA50
• Concreto com fck igual a 15 MPa
SOLUÇÃO:
h ≥ 46,67 cm
c1 = 7,5 cm
a = 42,5 cm tan 45ᵒ ............. h = 42,5 cm
tan 55ᵒ ............. h = 60,69 cm
Ancoragem : 37Ø = 37.12,5 = 462,5 mm ...... h = 50 cm
Lados iguais:
Esmagamento: 1,14 MPa ≤ 3 MPa
Tração: Tx = 1100 kN
Armaduras: As = 35,42 cm2 ( 8 Ø 25 mm)
Ah = 4,43 cm2 ( 6 Ø 10 mm)
EXERCÍCIO 03: EXISTE ERRO NA RESOLUÇÃO???

Um pilar de 30 x 50 cm, com duas estacas pré-moldadas de diâmetro de 25 cm.


Dimensionar o bloco para concreto de classe C20, aço dos pilares de 20 mm.
Cobrimento de 5 cm e carregamento de 1000 kN.

SOLUÇÃO:
Geometria: duas estacas
Espaçamento: pré-moldada = 2,5Ø = 2,5.25 = 62,5 cm
Dimensões: A = 117,50 cm ; B = 55 cm = 60 cm (em planta os
blocos não podem ter dimensão menor do que 60 cm)
Altura: h ≥ 22,5 cm
Tan β = h/a
c1 = 7,5 cm
a = 13,75 cm
Tan β = h / 13,75 ............... 13,75 ≤ h ≤ 19,63 cm
Ancoragem : 31Ø = 62 cm
h não comporta o comprimento de ancoragem.

Redimensionar: Neste caso aumentamos a distância entre


estacas (d) que pode ser (sugestão): 1,5x e 2x
Para este caso: tentativa de dobrar o valor de “d”
Então, d = 125 cm

c1 = 7,5 cm
a = 62,5 – 25 + 7,5 = 45 cm

Tan β = h/a ............... 45 ≤ h ≤ 64,30


Como o comprimento de ancoragem é de 62 cm poderíamos
adotar 64 cm e neste caso para efeitos de projeto h = 65 cm.

Esmagamento:
Ɣ.V ≤ [Link] ......... ftk = 0,06fck + 0,7 = 1,7 MPa
bw.h
1,96. 500 ≤ 2.1,7
0,6 . 0,65
2,51 MPa ≤ 3,8 MPa (ok)

Tração nos tirantes: Tx = 407,24 kN


Armaduras:
As = 13,11 cm2 (7 Ø 16 mm)
Ah = 1,64 cm2 (6 Ø 6,3 mm)

ENTÃO QUAL A SUA RESPOSTA???


DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL

AULA 07

ESTACAS MOLDADAS IN LOCO

Prof. Msc Marcos Brenol Renk

Brasília, abril de 2021


POR QUE???

a) transferir as cargas a uma camada mais


resistente e/ou menos compressível;
b) resistir a forças horizontais;
c) aumentar a estabilidade de edifícios altos;
d) resistir a forças de subpressão;
e) evitar danos devidos à erosão superficial;
f) compactar areias fofas.
➢ VANTAGENS DAS ESTACAS MOLDADAS NO SOLO
EM RELAÇÃO AS PRÉ-MOLDADAS:

✓ Execução de concretagem no comprimento


estritamente necessário;
✓ Maior capacidade de carga;
✓ Execução em solos muito duros ou mesmo rochas;
BROCAS
➢ Características gerais:

▪ Geralmente executadas com trado manual;


▪ Diâmetros entre 20 e 30 cm;
▪ Pequenos comprimentos entre 3 e 5 metros;
▪ Empregadas, geralmente, acima do N.A. ou em locais
em que se possa secar a cava antes da concretagem;
▪ Uma vez atingida a profundidade prevista, faz-se a
limpeza do fundo;
▪ Concretagem com ou sem auxilio de funil e sem molde;
▪ Concreto com fck mínimo de 20 MPa;
▪ Slump mínimo de 8cm quando não armadas.
▪ Para pequenas cargas: até 200 kN.
➢ Quando , onde e por que usar:

É normalmente empregada em locais com solo


firme, em obras de pequeno porte como casas térreas,
sobrados por terem baixa capacidade de carga. São de
rápida execução, podem ser usadas juntamente com outros
tipos de fundação direta. Possuem baixo custo e não
necessitam de mão de obra especializada.

➢ DESVANTAGENS:

▪ Baixa capacidade de carga;


▪ Risco de introdução de solo no concreto;
▪ Somente acima do lençol freático.
Entretanto, as principais desvantagens referem-se às limitações
de execução em profundidades abaixo do nível d’água,
principalmente em solos arenosos, devendo-se também evitar a
sua execução em argilas moles saturadas, a fim de evitar
possíveis estrangulamentos no fuste da estaca.
PRINCIPAIS TIPOS

• Estaca Tipo Franki (cravada)

• Estaca Tipo Strauss (escavada)

• Estaca Tipo Hélice Contínua (escavada)

• Estaca Tipo Raiz (escavada)


➢ HÉLICE CONTÍNUA
HÉLICE CONTÍNUA

NBR 6122:
ESTACA DE CONCRETO MOLDADA IN LOCO,
EXECUTADA MEDIANTE INTRODUÇÃO NO TERRENO
POR ROTAÇÃO, DE UM TRADO HELICOIDAL CONTÍNUO
E DE INJEÇÃO DE CONCRETO PELA PRÓPRIA HASTE
CENTRAL DO TRADO, SIMULTANEAMENTE A SUA
RETIRADA. A ARMAÇÃO É SEMPRE COLOCADA APÓS A
CONCRETAGEM DA ESTACA.
• FORAM INTRODUZIDAS NO BRASIL NA DÉCADA DE
80.
• VANTAGENS:
✓ BAIXO NÍVEL DE VIBRAÇÃO E RUÍDOS
✓ ELEVADA PRODUTIVIDADE
✓ ADAPTABILIDADE A MAIORIA DOS TIPOS DE TERRENOS
✓ PODE PERFURAR TERRENOS COM SPT ACIMA DE 50
✓ PODEM SER EXECUTADAS ABAIXO DO NÍVEL DE ÁGUA

• UM DOS TIPOS MAIS UTILIZADOS NO BRASIL


ATUALMENTE.
• DESVANTAGENS
✓ EM FUNÇÃO DO PORTE DO EQUIPAMENTO, AS ÁREAS DE
TRABALHO DEVEM SER PLANAS E AMPLAS;

✓ EM FUNÇÃO DA ALTA PRODUTIVIDADE, NORMALMENTE


EXIGE CENTRAL DE CONCRETO AO SEU LADO;

✓ NECESSIDADE DE UMA PÁ CARREGADEIRA PARA


LIMPEZA E REMOÇÃO DO MATERIAL EXTRAÍDO.
✓ OUTRO FATOR DE MELHORIA DA CAPACIDADE DE CARGA DA
ESTACA ESTÁ NO USO DE UMA ALTA PRESSÃO DE
BOMBEAMENTO DO CONCRETO, QUANDO O TRADO É
PRATICAMENTE EMPURRADO PELO CONCRETO;

✓ PARTES:

• TRADO EM HÉLICE DE GRANDE COMPRIMENTO, COMPOSTO


DE CHAPAS EM ESPIRAL;
• TUBO CENTRAL PARA PROJEÇÃO DO CONCRETO;
• EXTREMIDADE INFERIOR DOTADA DE GARRAS E TAMPA
PARA IMPEDIR ENTRADA DE SOLO;
• EQUIPAMENTOS MAIS MODERNOS: ESTACAS DE Ø 30 A 120
CM, APROXIMADAMENTE; E COMPRIMENTOS DE 15 A 30 M.
Essa tampa é presa por uma corrente ao trado de tal sorte que a mesma
não seja perdida.
✓ PERFURAÇÃO:

• INTRODUÇÃO DA HÉLICE NO TERRENO;


• MOVIMENTOS ROTACIONAIS;
• ATÉ COTA DE PROJETO;
•SEM RETIRADA DA HÉLICE DURANTE TODO O PROCESSO.

✓ CONCRETAGEM:

• ALCANÇADA A COTA DESEJADA;


• CONCRETO É BOMBEADO CONTINUAMENTE / SEM
INTERRUPÇÃO,
• A RETIRADA DO TUBO É FEITA SEM GIRAR OU LENTAMENTE
NO SENTIDO DA PERFURAÇÃO;
• A PRESSÃO DO CONCRETO DEVE GARANTIR QUE ELE
PREENCHA TODOS OS VAZIOS DEIXADOS PELA EXTRAÇÃO DA
HÉLICE;
• A CONCRETAGEM É LEVADA ATÉ UM POUCO ACIMA DA
COTA DE ARRASAMENTO DA ESTACA.
CERTO OU ERRADO???
✓ ARMADURA:
• APÓS O TÉRMINO DA CONCRETAGEM;
• INSERIDA MANUAMENTE PELOS OPERÁRIOS OU COM AUXILIO
DE UM PESO OU VIBRADOR.
• DE 4 ATÉ 18 M.
CERTO OU ERRADO ???

VERIFICAR:
• SLUMP
EX: 22 ± 2 cm; BRITA 0; CORPOS PROVA; FLUIDEZ
UMA VEZ FINALIZADA A CONCRETAGEM DA ESTACA É
PRECISO RETIRAR TODO O CONCRETO CONTAMINADO,
PARA PREPARAR PARA EXECUÇÃO DO BLOCO.
As “gaiolas” devem ser constituídas de barras grossas, estribo
helicoidal soldado nas barras longitudinais e extremidade inferior
levemente afunilada, para facilitar penetração e evitar sua
deformação.
✓ CONTROLE DE EXECUÇÃO:
• ELETRONICAMENTE ATRAVES DE COMPUTADOR
INSTALADO NA MÁQUINA:
• COMPRIMENTO DA ESTACA;
• INCLINAÇÃO;
• VELOCIDADE DE ROTAÇÃO;
• PRESSÃO DO CONCRETO;
• VELOCIDADE DE EXTRAÇÃO DO TRADO;
• VOLUME DE CONCRETO;
• SOBRECONSUMO (RELAÇÃO CONSUMIDO/ TEÓRICO)
• PRODUTIVIDADE: 150 A 400 M DIA, DE ACORDO COM O
DIÂMETRO DA HÉLICE.
• CAPACIDADE DE CARGA: 25 A 400 TF
400.000 Kgf
4.000 kN
Embora no passado tenham ocorrido vários problemas na
concretagem deste tipo de estaca, hoje esses problemas já
foram bem equacionados tendo-se, inclusive, um traço que as
concreteira denominam “concreto para hélice contínua”
constituído por:

1. Fator água cimento ≤ 0,6 e pedra 0 (dimensão máxima


característica 12,5 mm);
2. Consumo mínimo de cimento 400 kg/m3 (não é
recomendado o uso de cimento ARI);
3. % de argamassa em massa ≥ 55% (massa do cimento +
massa dos agregados miúdos)*100/massa dos agregados
graúdos);
Além destas características do concreto, em geral, há também a
necessidade de se usarem bombas de injeção adequadas (capacidade de
bombeamento mínima de 20 m3/h para estacas com diâmetro máximo de
50 cm e 40 m3/h para diâmetros superiores).
É importante lembrar que por ser a concretagem feita sob pressão, e tendo
o concreto abatimento alto, não se pode executar uma estaca próxima a
outra recentemente concluída, principalmente em solos pouco resistentes,
pois pode haver ruptura do mesmo entre as estacas.
Como regra geral orientativa, recomenda-se que só se execute uma
estaca quando todas, num raio mínimo de 5 diâmetros, já tenham sido
concretadas há pelo menos 12 horas.
A decisão quanto à distância mínima e tempo entre duas concretagens
próximas são feitos inicialmente analisando-se o solo onde se
executarão as estacas e estimando a resistência ao cisalhamento do
mesmo.
➢ Estaca tipo Franki (Standard)
Estaca de concreto armado moldada no solo, que usa um
tubo de revestimento cravado dinamicamente, com
ponta fechada por meio de bucha (areia e brita) e
recuperado durante a concretagem da estaca.
A base da estaca é alargada por meio do apiloamento
de pequenas e sucessivas quantidades de concreto quase
seco.
Gera muitas vibrações, recomendada para obras
isoladas.
Elementos robustos com grande capacidade de carga
(ligada diretamente ao diâmetro).
ESTACA FRANKI
✓ FASES DE EXECUÇÃO:

▪ Tubo na vertical;
▪ Brita e areia socada com pilão de 1 a 4 toneladas
dependendo do diâmetro da estaca;
▪ Formação de bucha estanque (água e solo não
penetram);
▪ Penetração do tubo no terreno até a cota desejada;
▪ Base alargada: expulsão da bucha. O tubo é ligeiramente
levantado e mantido fixo aos cabo de aço do bate-estaca.
Expulsa-se a bucha por meio de golpes do pilão.
Introdução de concreto seco e formação da base
alargada.
ETAPAS DE EXECUÇÃO
1. CRAVAÇÃO DO TUBO FRANKI
2. ALARGAMENTO DA BASE DA ESTACA
3. COLOCAÇÃO DA ARMADURA
4. CONCRETAGEM
5. CURA
6. PREPARAÇÃO DO BLOCO

DIÂMETROS MAIS COMUNS ( mm ):


300 – 350 – 400 – 450 – 520 – 600 - 700
Em média de 15 a 20 m
ATUALMENTE, CHEGAM A 40 m DE COMPRIMENTO
CAPAC. DE CARGA = ATÉ 500 kN (tração)
CAPAC. DE CARGA = ATÉ 2600 kN (compressão)
Características peculiares

• A cravação com ponta fechada isola o tubo de revestimento da


água do sub-solo;
• A base alargada dá maior resistência de ponta;
• O apiloamento da base proporciona a compactação de solos
arenosos e expele a água em solos argilosos;
• O apiloamento do concreto durante a formação do fuste
provoca a compactação do solo e aumento do atrito lateral;
• O comprimento da estaca pode ser facilmente ajustado durante
a cravação.
• PRODUTIVIDADE = 50 m / dia

A cravação de estacas tipo Franki pode provocar o levantamento


das estacas já instaladas devido ao AMOLGAMENTO do solo
circundante que se desloca lateral e verticalmente.
Pelas características do processo executivo, as
estacas tipo Franki não são recomendadas para
execução em terrenos com matacões, situações em
que as construções vizinhas não possam suportar
grandes vibrações, e terrenos com camadas de
argila mole saturada, devido aos possíveis
problemas de estrangulamento do fuste.
ATENÇÃO!!!!

AMOLGAMENTO ≠ EMPOLAMENTO
Estaca do tipo STRAUSS
▪ É um tipo de estaca moldada no solo que requer um
equipamento relativamente simples: um tripé com
guincho, um pequeno pilão, uma ferramenta de
escavação, e tubos de revestimento. Sua qualidade
depende do trabalho da equipe encarregada.
▪ As estacas do tipo strauss, estacas escavadas sem
lama bentonítica.
▪ A estaca do tipo Strauss é um elemento de
fundação escavado mecanicamente, com o emprego de
uma camisa metálica recuperável, que define o
diâmetro das estacas.
▪ O processo de execução, bastante simples, consiste na
retirada de terra com sonda ou piteira e a simultânea
introdução de tubos metálicos rosqueáveis até a
profundidade desejada;
▪ Posterior concretagem e retirada da tubulação, a manobra
é repetida até atingir a cota de arrasamento;
▪ Requer grande cuidado na execução quando se
trabalha abaixo de N.A., desaconselhável neste caso.
Aceitável apenas se no final da perfuração exista água no
fundo do furo que não possa ser retirada por sonda.
Lança-se concreto seco para obturar o furo. Neste caso
despreza-se a contribuição de ponta da estacas.
▪ As estacas Strauss podem ser armadas com uma
ferragem longitudinal e estribos que permitam a livre
passagem do soquete de compactação e garantam um
cobrimento de armadura não inferior a 3 cm;

▪ Quando não armada fazer uma ferragem de ligação com


o bloco, por simples cravação no concreto fresco.

▪ Principais diâmetros de 25 a 50 cm;

▪ Produtividade em torno de 30 m/ dia;

▪ Capacidade de carga de aprox. 500 kN.


➢ VANTAGENS:

• Trepidações e vibrações bem menores que a Franki;


• Facilidade de locomoção dentro da obra;
• Permite cotas de arrasamento abaixo da superfície do
terreno;
• Durante a perfuração, permite verificar a presença de
corpos estranhos no solo (ex: matacões), bem como a
natureza e estratificação do solo;
• Execução de estacas próximas a divisas;
• Possibilidade de execução em áreas construídas com pé-
direito reduzido, ou mesmo em terrenos com pequenas
dimensões;
• Geralmente não armadas. Armadas no terço superior.
EXERCÍCIOS
Com relação a estacas moldadas "in situ", existe um tipo de estaca
cuja execução é muito simples, não requerendo aparelhagem especial
além de um pilão. A sua confecção inicia-se pelos processos comuns
de sondagem. Começa por enterrar no terreno um tubo de diâmetro
igual ao da estaca. Atingida a profundidade prefixada, enche-se o tubo
com cerca de 75 cm de concreto, que vai sendo apiloado à medida
que se retira o tubo. Essa operação se repete até o concreto atingir a
cota desejada. Esse tipo de estaca "in situ" é denominado estaca:

a) franki;
b) Helice
c) strauss;
d) Raiz
e) tubadas.
2) O tipo de estaca usada em fundações de casas simples, em
terrenos que suportam pouco peso e quando a perfuração do
solo é feita manualmente, com o auxílio de um instrumento
chamado trado em pequena profundidade, no máximo até 4
metros, que serão preenchidos com concreto, é denominado:

a) hélice.
b) mega.
c) broca.
d) franki.
e) raiz.
3) Em uma determinada obra, as fundações que estão sendo
realizadas utilizam o processo de cravação de um tubo metálico
por meio de golpes de um pilão em uma bucha localizada
dentro do tubo.

Esse processo é o da fundação em estaca


a) mega
b) Franki
c) Strauss
d) hélice
e) raiz
4)
4)
No processo ilustrado, a estaca é constituída de elementos
justapostos (de concreto armado, protendido ou de aço) que
são ligados uns aos outros por emenda especial e cravados
sucessivamente por meio de macacos hidráulicos. Os referidos
elementos ainda buscarão reação sobre a estrutura existente
ou na estrutura que esteja sendo construída. Neste contexto, é
possível afirmar que trata-se de estaca tipo

a) Barrete.
b) Strauss.
c) Franki.
d) Raiz.
e) Mega.
5) Na leitura da especificação das fundações de uma obra, foi
encontrado o seguinte texto:
“Fundação profunda executada por escavação mecânica, com
uso ou não de lama bentonítica, de revestimento total ou
parcial, e posterior concretagem.”
Trata-se de uma estaca

a) apiloada.
b) broca.
c) escavada.
d) tipo Strauss.
e) tipo Franki.
6) O tipo de fundação profunda constituída por concreto,
moldada in loco e executada por meio de trado contínuo e
injeção de concreto pela própria haste do trado é a estaca

a) Franki.
b) hélice contínua.
c) Strauss.
d) mista.
e) tipo broca.
7) Um técnico de edificações buscou informações sobre estacas
tipo Franki, concluindo, corretamente, que tal estaca possui as
seguintes características:
a) moldada in loco; cravação por pilão dando golpes em uma
bucha seca constituída de pedra e areia; base alargada;
integralmente armada.
b) cravada; constituída de elemento estrutural metálico
produzido industrialmente, com tubos com ou sem costura ou
trilhos.
c) produzida em concreto e moldada in loco; executada
mediante a introdução, por rotação, de um trado helicoidal
contínuo; concreto injetado pela haste central do trado.
d) armada; preenchida com argamassa de cimento e areia;
moldada in loco; executada por meio de perfuração
rotopercussiva.
e) executada por perfuração do solo com uma sonda ou piteira;
revestida totalmente com camisa metálica; concreto lançado com
retirada gradativa do revestimento.
8) O tipo de fundação profunda executada por
perfuração do solo com uma sonda ou piteira e
revestimento total com camisa metálica, e realizando-
se o lançamento do concreto e retirada gradativa do
revestimento com simultâneo apiloamento do concreto,
é denominado estaca

a) cravada por prensagem.


b) tipo broca.
c) tipo Strauss.
d) apiloada.
e) tipo Franki.
9) Considere os seguintes procedimentos: colocação e
apiloamento de bucha de areia, pedra e concreto;
lançamento do concreto seco para formação da base
alargada; colocação da armadura; concretagem do
fuste com apiloamento do concreto.

Esse é o sequenciamento da execução da estaca

a) tipo Franki.
b) tipo Mega.
c) raiz.
d) pré-moldada de concreto.
e) tipo broca.
10) A estaca do tipo broca é um tipo de fundação
profunda executada por perfuração realizada com
balde sonda, com uso parcial ou total de revestimento
recuperável e posterior concretagem.
( ) CERTO ( ) ERRADO
11) Recalque é um movimento de acomodação comum
das edificações no terreno que deve ser combatido pela
decisão adequada na hora de se optar pelo tipo de
fundação, sendo alguns dos tipos comuns adotados:
estacas de concreto armado moldadas no canteiro de
obras (brocas), estacas pré moldadas de concreto
armado, estacas construídas no canteiro de obras do
tipo Strauss ou Franki, e tubulões.
( ) CERTO ( ) ERRADO
12) Acerca dos diversos tipos de estacas, assinale a opção
correta.
a) Denomina-se estaca hélice contínua a estaca moldada in loco
e executada cravando-se no terreno um tubo de revestimento
cuja ponta é fechada por uma bucha de brita e areia, que é
socada energicamente por um pilão ou soquete.
b) A estaca de broca manual é moldada in loco e executada com
o auxílio de um trado manual do tipo espiral ou cavadeira,
devendo ser utilizada em solos coesivos e sempre acima do nível
de água.
c) Estaca Strauss é a estaca pré-moldada revestida de material
metálico recuperável, de ponta fechada.
d) Denomina-se estaca Franki aquela moldada in loco, com
revestimento metálico recuperável, de ponta aberta.
e) A estaca Raiz, pré-moldada, é executada através da
perfuração do terreno e acoplada a um equipamento composto
por uma haste tubular, por onde passa o concreto, e envolta por
um trado.
13) Faça a associação:

1. Tipo de fundação profunda executada por perfuração com


trado e posterior concretagem.
2. Tipo de fundação profunda executada por perfuração através
de balde sonda (piteira), com uso parcial ou total de revestimento
recuperável e posterior concretagem.
3. Tipo de fundação profunda caracterizada por ter uma base
alargada, obtida introduzindo-se no terreno uma certa quantidade
de material granular ou concreto, por meio de golpes de um pilão.
O fuste pode ser moldado no terreno com revestimento perdido
ou não ou ser constituído por um elemento pré-moldado.

( ) estaca tipo Strauss


( ) estaca tipo Franki
( ) estaca tipo broca
A associação correta é:
a) 3, 2 e 1; b) 2, 1 e 3; c) 1, 2 e 3; d) 1, 3 e 2; e) 2, 3 e 1.
OBRIGADO!!!!
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL

AULA 08

ESTACAS MOLDADAS IN LOCO


(continuação)

Prof. Msc Marcos Brenol Renk

Brasília, abril de 2021


❖ ESTACA RAIZ:

✓ Estacas escavadas com perfuratriz executadas com


equipamento de rotação ou rotopercussão com circulação
de água, lama bentonítica ou ar comprimido.
✓ Uso de tubos metálicos recuperáveis;
✓ Colocação da armadura em todo o comprimento;
✓ Por fim preenchimento com argamassa de cimento e
areia;
✓ São utilizadas em locais de difícil acesso.
✓ Podem atravessar matacões, blocos de rocha,...
✓ Alcançam grandes profundidades ( 50 m).
✓ Produtividade = 30 m / dia
✓ Capacidade = 1200 kN
✓ Pequenos diâmetros de até 40 cm
✓ Particularidades de uso em que as demais estacas não
podem ser utilizadas;
• Não produzem choques nem vibrações;
• Executadas através de blocos de rocha ou peças de
concreto;
• Equipamentos de pequeno porte possibilitando
trabalho em ambientes restritos;
• Podem ser executadas na vertical ou em qualquer
inclinação.

➢ As estacas raiz ou microestacas injetadas por conta de


suas características substituem perfeitamente as
estacas prensadas do tipo MEGA, para reforço de
fundações.
1) A respeito de acompanhamento de obras e serviços de
engenharia, julgue os seguintes itens. As estacas raiz e as
estacas Franki devem ser utilizadas somente após
criteriosa avaliação do entorno da obra, pois, em ambas
tecnologias, produz-se grande vibração do solo, provocada
pela atividade de cravação das estacas.
( ) CERTO ( ) ERRADO

2) As fundações do tipo estacas-raiz são utilizadas para a


execução de fundações perfuradas e moldadas in loco,
também denominadas microestacas escavadas injetadas.
( ) CERTO ( ) ERRADO
3) Assinale a alternativa que apresenta o tipo de fundação
indicado para o seguinte caso:

• nível de água variável ao longo do ano, de 2 m a 8 m, de acordo


com os boletins de sondagem.
• cargas de alta magnitude (edifício alto).
• proximidade a hospital e residências.
• solo: areia siltosa.

a) Estaca tipo Broca.


b) Sapata corrida.
c) Estaca de madeira.
d) Estaca Franki.
e) Estacas hélice contínua.
TUBULÃO
As fundações do tipo tubulão são frequentemente
utilizadas na construção civil, sobretudo nas obras de
grande vulto como obras de arte (pontes e viadutos,
por exemplo) e em grandes edifícios que transferem
cargas elevadas para o terreno. Como há a possibilidade
de escavação manual, pode ser uma boa opção em
locais onde o acesso de grandes equipamentos de
perfuração do solo seja difícil (QUEIROZ et al., 2020)
A execução dos tubulões é considerada uma atividade de
risco elevado, pois na etapa de escavação, sempre conta
com a descida de um operário até a base do poço
escavado para completar a geometria final da fundação e
durante essa descida em profundidade em um ambiente
confinado podem ocorrer desmoronamentos do solo das
laterais do poço e problemas técnicos na operação dos
equipamentos de apoio e materiais de escavação
causando acidentes (QUEIROZ et al., 2020)
Segundo a NBR 6122:2019, tubulão é um elemento de
fundação profunda escavada, em que pelo menos na
etapa final, há a descida de pessoas para o alargamento
de sua base ou limpeza do fundo da escavação, pois em
tubulões as cargas são transmitidas
preponderantemente pela base.
O solo de apoio para tubulões deve ser aprovado por
profissional habilitado antes da concretagem.
h máximo de 2,00 m
NBR 6122:2019
❖ TUBULÃO A CÉU ABERTO:

Este tipo de tubulão é executado acima do nível d´água


natural ou rebaixado, ou em casos especiais, em terrenos
saturados onde seja possível bombear a água sem risco de
desmoronamento.
Escavado manualmente, pode vir a dispensar
escoramento em terreno coesivo, mostrando-se uma alternativa
econômica para altas cargas solicitantes, superior a 200 Tf.
Seu fuste é, normalmente, de seção circular, adotando-
se 70cm como diâmetro mínimo segundo a ABNT NBR
6122:2019 (para permitir a entrada e saída de operários e
equipamentos de escavação), porém a projeção da base
poderá ser circular ou em forma de elípse.
Finalizada a escavação do fuste, é feito o alargamento da
base do tubulão. Ainda que o fuste tenha sido escavado
mecanicamente, a perfuratriz não realiza o alargamento
da base, caso ele seja previsto, um operário fará este
trabalho.
Colocada a armadura do fuste, pode ser feita a concretagem
do tubulão. Recomenda-se executar a concretagem
imediatamente após a escavação, caso contrário, deve-se
inspecionar novamente as condições na base da escavação.
O concreto pode ser simplesmente lançado na superfície,
com o auxílio de funil de comprimento mínimo de 1,5 metros.
O concreto deve ter plasticidade suficiente para ocupar
todo o volume da base sem necessidade de vibrador
(ABNT, 2010). Durante a concretagem ou escavação de um
tubulão não é permitido o trabalho em bases alargadas de
tubulões adjacentes de acordo com a NR-18.
NOVA NR 18 DE FEVEREIRO DE 2020

• Após 24 meses da publicação desta NR fica proibida a


execução de tubulões a ar comprimido;
• Para tubulões a céu aberto escavados manualmente,
obrigatoriedade:
• Encamisamento em toda sua extensão (fuste);
• O diâmetro mínimo do fuste passa a ser de 90 cm,
frente aos 80 cm que antes eram permitidos ou 70
cm permitidos caso apresentada justificativa técnica;
• Profundidade máxima de 15 metros para tubulões
escavados manualmente.
TUBULÃO A AR COMPRIMIDO: CURIOSIDADE!!!

Pretendendo-se executar tubulões em solos onde haja


água e não seja possível esgotá-la, devido principalmente ao
perigo de desmoronamento das paredes do fuste, utilizam-se
os tubulões a ar comprimido com camisa de concreto ou de
aço.

Tubulão com camisa de concreto

Todo o processo de execução, desde a cravação da


camisa até a abertura e concretagem da base e do fuste é
feita manualmente, com o auxílio de operários e de um
guincho que opera um balde para a retirada do solo
escavado, operação que vai sendo realizada a céu aberto até
se encontrar o nível d´água, quando então segue sob ar
comprimido.
Tubulão com camisa de aço:

A camisa de aço pode ser cravada utilizando martelos


vibratórios ou por percussão.

No caso da cravação por percussão, a espessura da


camisa deve ser compatível com a energia aplicada pelos
golpes do pilão e pela resistência oferecida pelo solo à
cravação, de modo a evitar danos por esmagamento ou
flambagem da camisa.
Campânula
OBSERVAÇÃO:

• Para que a base não necessite de armação na sua parte


inferior, o concreto de enchimento deve absorver as tensões
de tração geradas nesta região. Tal fato ocorre para tubulões
preenchidos com concretos de fck > 13,5 Mpa, ângulo
interno de 60° e tensões do solo de 200 ≤ σ ≤ 600 kN/m2.

• Tubulões podem ser excutados próximos a divisa mas sua


base não pode ultrapassar a divisa.
DIMENSIONAMENTO: BASE CIRCULAR

Diâmetro da base: função da


tensão admissível do solo.
σadm = Força / área
σadm = Ppilar /( 𝜋.D2/4)

B = 𝟒. 𝑷/𝝅𝝈adm
Diâmetro do fuste: função da tensão de
trabalho do concreto (de norma).
σc = Força / área
σc = P/( 𝜋.D2/4)

NBR 6122: σc = 0,85Fck/ɣf.ɣc


Ɣf = majoração de cargas aplicadas = 1,4
Ɣc = minoração da resistência do concreto = 1,6

Então,
F = 𝟒. 𝑷/(𝝅. 𝟎, 𝟑𝟖𝑭𝒄𝒌)

Altura da base: função do


ângulo interno mínimo de 60°.

H = (B – F) . Tg 60°
2
Tensão admissível do solo: • PROVAS DE CARGA
• MÉTODOS EMPÍRICOS
• MÉTODOS SEMI-EMPÍRICOS (SPT)

Com base no valor médio da resistência à penetração medida no ensaio


SPT numa profundidade igual a duas vezes o diâmetro da base, a partir
da cota de assentamento do tubulão (ALONSO e JOPPERT Jr):

• Nspt = média aritmética dos SPTs na região localizada entre a


cota de assentamento e o término do bulbo de tensões.

• Profundidade do bulbo de tensões: 2.B ≤ L ≤ 3.B


Exemplo:
Projetar um tubulão com os seguintes dados:
P = 1700 kN
Fck = 15 Mpa
Cota assentamento de 9 m.
SPT do bulbo: 11 – 15 – 14 – 17

• Diâmetro da base: encontrar tensão admissível do solo.


SPTm = (11 + 15 + 14 + 17)/4 = 14,25
σ adm = Nspt / 30 = 14,25/30 = 0,48 Mpa = 0,048 kN/cm2

B = (4𝑥1700)/(ᴨ. 0,048) = 212 cm = 215 cm

• Diâmetro do Fuste:
4𝑥1700
F= = 61,71 cm = 90 cm (não há justificativa para usar 70 cm)
ᴨ.0,38.1,5

• Altura da base:
H = (215 – 90). Tg60° = 108,25 cm = 110 cm
2
❖ EXERCÍCIO 01:

AVALIAR O PROJETO DA BASE DE UM TUBULÃO PARA O PILAR ABAIXO


COM TAXA DE SOLO IGUAL A 0,6 MPa E TENSÃO DO CONCRETO DE 25
MPa.

SOLUÇÃO:

4.1200
D= = 159,58 cm = 160 cm
¶.0,06

RESP. Não cabe, pois a distância do


centro do pilar à divisa é menor que D/2.
redimensionar.
EXERCÍCIO 2:
Para a execução de um projeto de fundações utilizando tubulões, com
resistência característica do concreto de 20 Mpa, tem-se a seguinte sondagem e
planta de cargas. Dimensionar e avaliar a execução para os pilares 1, 2 e 3.
Assentamento a 6 metros e bulbo de 4 metros.
SOLUÇÃO:

• Tensão no solo: Nspt = (32+38+42+45)/4 = 39,25


σadm = 39,25/30 = 1,31 Mpa = 0,131 kN/cm2

PILAR 01 PILAR 02 PILAR 03

B1 = (4.2150)/(ᴨ. 0,131) B2 = (4.3200)/(ᴨ. 0,131) B3 = (4.4500)/(ᴨ. 0,131)


B1 = 144,55 cm B2 = 176,36 cm B3 = 209,14 cm
B1 = 145 cm B2 = 180 cm B3 = 210 cm

F1 = (4.2150)/(ᴨ. 0,38.2) B2 = (4.3200)/(ᴨ. 0,38.2) B3 = (4.4500)/(ᴨ. 0,38.2)


F1 = 60 cm B2 = 73,22 cm B3 = 86,83 cm
F1 = 90 cm B2 = 90 cm B3 = 90 cm

H1 = (145 – 90).tg60° H2 = (145 – 90).tg60° H3 = (145 – 90).tg60°


2 2 2
H1 = 47,63 cm H2 = 77,94 cm H3 = 103,92 cm
H1 = 50 cm H2 = 80 cm H3 = 105 cm

Percebe-se que não há interferência de um tubulão em relação ao outro.


❖ EXERCÍCIO3:

DADO O PILAR ABAIXO DIMENSIONAR O TUBULÃO. SABENDO QUE


TENSÃO DE SOLO IGUAL A 0,6 MPa E A TENSÃO DO CONCRETO É DE 20
MPa.

1) Diâmetro da base
P1A = 1400 x 0,5 = 700kN
P1B = 1000 x 1 = 1000 kN

4.1700
Db = = 190 m
¶.0,06

4.1700
Df = = 𝟎, 𝟓𝟑 𝒎
𝝿.0,38.2

H = 0,866.(1,90 – 0,90)
H = 0,866 m = 90 cm
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL

AULA 09

CAPACIDADE DE CARGA

Prof. Msc Marcos Brenol Renk

Brasília, abril de 2021


Você é o engenheiro responsável
pelo projeto de fundações de uma edificação e
o laudo de sondagem do local indica um solo
superficial com baixa resistência.
O que você decidirá?

FUNDAÇÕES PROFUNDAS
Entender o que é capacidade de carga?

É correto afirmar que capacidade de carga


nada mais é do que a tensão suportada
por uma fundação capaz de causar
no solo sua ruptura?

A fundação transmite a tensão ao solo e


não suporta a mesma.
Uma fundação corretamente dimensionada apresenta,
ao mesmo tempo, segurança em relação aos possíveis
modos de colapso (atendimento aos estados limites
últimos) e deslocamentos em serviço aceitáveis
(atendimento aos estados limites de serviço). Assim, no
projeto de uma fundação, é preciso verificar a
segurança em relação à perda da capacidade de
carga (um dos principais modos de colapso).
A ruptura ocorre quando a resistência da estaca atinge
sua máxima mobilização possível. Logo, para esse valor
a estaca estaria na iminência de deslocar-se
incessantemente para baixo. Ou seja, ruptura não
corresponde a quebrar mas sim em ocasionar um
recalque incessante. Conhecendo isso podemos definir
a capacidade de carga como sendo a máxima
resistência que o sistema pode oferecer.
A capacidade de carga de uma fundação (σr) é
definida como a tensão transmitida pelo elemento de
fundação capaz de provocar a ruptura do solo ou a sua
deformação excessiva. A capacidade de carga das
fundações depende de uma série de variáveis, como
por exemplo, das dimensões do elemento de fundação,
da profundidade de assentamento, das características
dos solos, etc.
A capacidade de carga de ruptura de fundações
profundas, com objetivo de evitar seu colapso ou o
escoamento do solo que lhe confere sustentação,
poderá ser definida por um dos dois valores seguintes:

a) resistência estrutural do material que compõe o


elemento de fundação;

b) resistência do solo que lhe confere suporte.


Segundo Décourt a carga de ruptura “é definida como
sendo a carga corresponde a deformação de ponta (ou do
topo) da estaca correspondente ao valor de 10% de seu
diâmetro, no caso de estacas de deslocamento (grande ou
pequeno) e de estacas escavadas em argilas, e de 30%
de seu diâmetro, no caso de estacas escavadas em solos
granulares”.
Neste contexto, normalmente a situação mais frágil é
aquela que envolve a resistência do solo. Fato este que
não é de difícil identificação em situações onde (1) um
mesmo elemento de fundação, com comprimentos
diferentes, colocado em um mesmo solo, apresenta
capacidades de carga distintas (Pb > Pa); e, por outro
lado, (2) um mesmo elemento de fundação, com igual
comprimento, porém executado em solos diferentes, pode
também apresentar capacidades de carga distintas (PII
PI), conforme ilustra a Figura abaixo.
Por esta razão, por si mesma comprovada, é extremamente
prudente e não recomendável que a capacidade de carga
admissível de elementos de fundação não deve ser pré-
fixada a partir – exclusivamente – da capacidade resistente
estrutural do elemento. Esta situação pode servir como
referencia inicial para uma estimativa preliminar do número
de elementos necessários (número de estacas para
absorver a carga de um pilar, por exemplo), mas a
capacidade de carga admissível final continuará
dependendo de dados do solo e da profundidade de
implantação do elemento, além do tipo da estaca.
❖ DETERMINAÇÃO DA CAPACIDADE DE CARGA:

✓ Fórmulas estáticas (métodos convencionais da


mecânica dos solos - teóricos);
✓ Métodos Semi-empíricos (base em SPT -
ensaios in situ de penetração);
✓ Provas de carga (curva carga-recalque).
❖ FÓRMULAS ESTÁTICAS:

Baseiam-se nas características do terreno, as


quais deverão ser determinadas experimentalmente
em cada caso.

Pu = Pal + Pb - W

Capacidade de carga Peso da


estaca

Resistência Resistência
lateral Ponta

É imaginado um equilíbrio
Na maioria das
situações, o peso
próprio da estaca é
desprezado em face
das cargas
envolvidas.
➢ MÉTODOS TEÓRICOS

▪ TERZAGHI

A ruptura do solo abaixo da base da estaca não pode


ocorrer sem deslocamento do solo para os lados e
para cima.

Base circular:
𝐵
Q = 1,[Link] + Ɣ.[Link] + 0,6.Ɣ. . NƔ
2

Base quadrada:
𝐵
Q = 1,[Link] + Ɣ.[Link] + 0,8.Ɣ. NƔ
2
▪ MEYERHOF

Seu trabalho é fundamentado no trabalho de


Terzaghi porém considera que acima da linha de
base há linhas de ruptura.

𝐵
Q = [Link] + K.Ɣ.[Link] + Ɣ. . NƔ
2

Coeficiente de empuxo
do solo contra o fuste na
zona de ruptura próxima
à ponta.
No Brasil, os dois métodos mais utilizados para o
dimensionamento de fundações em estacas são os
conhecidos como Aoki e Velloso (1975), e Décourt e
Quaresma, (1978). Para tipos específicos de estacas há
também métodos específicos, tais como o de Cabral (1986)
e o da Brasfond ambos
para estacas-raiz.
❖ MÉTODOS SEMI-EMPIRICOS (utilizam SPT)

✓ AOKI E VELLOSO (SPT ou CPT);


✓ DECOURT E QUARESMA (SPT).
❖ MÉTODO AOKI-VELLOSO:
A capacidade de carga de uma estaca (Carga de Ruptura –
“Qr”) será obtida pela soma da Carga de Ponta (“Qp”) com a
Carga do Atrito Lateral (“Ql”), assim como na equação
abaixo:

𝑸𝒓 = 𝑸𝒑 + 𝑸 𝑳

cumulativo
✓ Os valores de F1 e F2 foram obtidos a partir de retroanálise de
resultados de provas de carga em estacas (cerca de 100 provas
entre os vários tipos)
MÉTODO DE AOKI - VELLOSO LATERAL
Prof. (m) Solo SPT K (kN/m2) α (%) F1 F2 Ø (m) Al (m2) Ql Ql acum

PONTA FINAL
Prof. (m) Solo SPT K (kN/m2) α (%) F1 F2 Ø (m) Ap Qp Qu Qadm

Preenchimento da planilha, obrigatoriamente, deverá ter:


• Células totalmente preenchidas;
• duas casas decimais (arredondamento correto).
EXEMPLO:
Considerando estacas pré-moldadas de
concreto com diâmetro de 33 cm, carga de
catálogo e comprimento de 12m, cravadas
em local cuja sondagem com Nspt é
representada pela figura ao lado, com
ponta na cota de – 13 m. Fazer a previsão
de carga dessa fundação utilizando o
método Aoki-Velloso.
COTA SOLO SPT
RESISTÊNCIA LATERAL 0 Areia Arg. 0
1 Areia Arg. 5
2 Areia Arg. 2
1) Transferir os dados do Laudo SPT para a planilha do método. 3 Areia Arg. 3
4 Areia Arg. 2
5 Areia Arg. 4
6 Areia Arg. 4
2) Tabela: Constantes referentes ao tipo de solo. 7 Areia Arg. 7
8 Areia Arg. 9
COTA SOLO SPT K (kN/m2) α
9 Areia Arg. 9
0 Areia Arg. 0 600 0,03
10 Areia Arg. 7
1 Areia Arg. 5 600 0,03
11 Areia Arg. 7
2 Areia Arg. 2 600 0,03
12 Areia Arg. 9
3 Areia Arg. 3 600 0,03
13 Areia Arg. 14
4 Areia Arg. 2 600 0,03
5 Areia Arg. 4 600 0,03
6 Areia Arg. 4 600 0,03
7 Areia Arg. 7 600 0,03 COTA SOLO SPT K (kN/m2) α F1 F2
8 Areia Arg. 9 600 0,03 0 Areia Arg. 0 600 0,03 2,5 3,5
9 Areia Arg. 9 600 0,03 1 Areia Arg. 5 600 0,03 2,5 3,5
10 Areia Arg. 7 600 0,03 2 Areia Arg. 2 600 0,03 2,5 3,5
11 Areia Arg. 7 600 0,03 3 Areia Arg. 3 600 0,03 2,5 3,5
12 Areia Arg. 9 600 0,03 4 Areia Arg. 2 600 0,03 2,5 3,5
13 Areia Arg. 14 600 0,03 5 Areia Arg. 4 600 0,03 2,5 3,5
6 Areia Arg. 4 600 0,03 2,5 3,5
7 Areia Arg. 7 600 0,03 2,5 3,5
8 Areia Arg. 9 600 0,03 2,5 3,5
9 Areia Arg. 9 600 0,03 2,5 3,5
3) Fatores tabelados de acordo com tipo de
10 Areia Arg. 7 600 0,03 2,5 3,5
estaca. 11 Areia Arg. 7 600 0,03 2,5 3,5
12 Areia Arg. 9 600 0,03 2,5 3,5
13 Areia Arg. 14 600 0,03 2,5 3,5
COTA SOLO SPT K (kN/m2) α F1 F2 ɸ (m) Al (m2)
4) Parâmetros da estaca.
0 Areia Arg. 0 600 0,03 2,5 3,5 0,33 1,04
1 Areia Arg. 5 600 0,03 2,5 3,5 0,33 1,04
2 Areia Arg. 2 600 0,03 2,5 3,5 0,33 1,04
3 Areia Arg. 3 600 0,03 2,5 3,5 0,33 1,04
4 Areia Arg. 2 600 0,03 2,5 3,5 0,33 1,04
5 Areia Arg. 4 600 0,03 2,5 3,5 0,33 1,04
6 Areia Arg. 4 600 0,03 2,5 3,5 0,33 1,04
7 Areia Arg. 7 600 0,03 2,5 3,5 0,33 1,04
8 Areia Arg. 9 600 0,03 2,5 3,5 0,33 1,04
9 Areia Arg. 9 600 0,03 2,5 3,5 0,33 1,04
10 Areia Arg. 7 600 0,03 2,5 3,5 0,33 1,04
11 Areia Arg. 7 600 0,03 2,5 3,5 0,33 1,04
12 Areia Arg. 9 600 0,03 2,5 3,5 0,33 1,04
13 Areia Arg. 14 600 0,03 2,5 3,5 0,33 1,04

5) Capacidade de carga do fuste.


COTA SOLO SPT K (kN/m2) α F1 F2 ɸ (m) Al (m2) PL (kN) PL adm
0 Areia Arg. 0 600 0,03 2,5 3,5 0,33 1,04 0 0
1 Areia Arg. 5 600 0,03 2,5 3,5 0,33 1,04 26,74 26,74
2 Areia Arg. 2 600 0,03 2,5 3,5 0,33 1,04 10,70 37,44
3 Areia Arg. 3 600 0,03 2,5 3,5 0,33 1,04 16,05 53,49
4 Areia Arg. 2 600 0,03 2,5 3,5 0,33 1,04 10,70 64,18
5 Areia Arg. 4 600 0,03 2,5 3,5 0,33 1,04 21,39 85,58
6 Areia Arg. 4 600 0,03 2,5 3,5 0,33 1,04 21,39 106,97
7 Areia Arg. 7 600 0,03 2,5 3,5 0,33 1,04 37,44 144,41
8 Areia Arg. 9 600 0,03 2,5 3,5 0,33 1,04 48,14 192,55
9 Areia Arg. 9 600 0,03 2,5 3,5 0,33 1,04 48,14 240,69
10 Areia Arg. 7 600 0,03 2,5 3,5 0,33 1,04 37,44 278,13
11 Areia Arg. 7 600 0,03 2,5 3,5 0,33 1,04 37,44 315,57
12 Areia Arg. 9 600 0,03 2,5 3,5 0,33 1,04 48,14 363,70
13 Areia Arg. 14 600 0,03 2,5 3,5 0,33 1,04 74,88 438,58
6) Resistência de ponta (Pp)
PONTA
COTA SOLO SPT K (kN/m2) F1 ɸ (m) Ap Pp (Kn)
13 Areia Arg. 14 600 2,5 0,33 0,09 302,4

7) CAPACIDADE DE CARGA FINAL DA ESTACA (lateral + ponta)


COTA SOLO SPT K (kN/m2) α F2 ɸ (m) Al (m2) PL (kN) PL acum.
0 Areia Arg. 0 600 0,03 3,5 0,33 1,04 0 0
1 Areia Arg. 5 600 0,03 3,5 0,33 1,04 26,74 26,74
2 Areia Arg. 2 600 0,03 3,5 0,33 1,04 10,70 37,44
3 Areia Arg. 3 600 0,03 3,5 0,33 1,04 16,05 53,49
4 Areia Arg. 2 600 0,03 3,5 0,33 1,04 10,70 64,18
5 Areia Arg. 4 600 0,03 3,5 0,33 1,04 21,39 85,58
6 Areia Arg. 4 600 0,03 3,5 0,33 1,04 21,39 106,97
7 Areia Arg. 7 600 0,03 3,5 0,33 1,04 37,44 144,41
8 Areia Arg. 9 600 0,03 3,5 0,33 1,04 48,14 192,55
9 Areia Arg. 9 600 0,03 3,5 0,33 1,04 48,14 240,69
10 Areia Arg. 7 600 0,03 3,5 0,33 1,04 37,44 278,13
11 Areia Arg. 7 600 0,03 3,5 0,33 1,04 37,44 315,57
12 Areia Arg. 9 600 0,03 3,5 0,33 1,04 48,14 363,70
13 Areia Arg. 14 600 0,03 3,5 0,33 1,04 74,88 438,58
PONTA
COTA SOLO SPT K (kN/m2) F1 ɸ (m) Ap Pp (Kn) Pt (kN) P adm
13 Areia Arg. 14 600 2,5 0,33 0,09 302,4 666,10 333,05
8) TABELA DO LIVRO DE ALONSO:

De acordo com a solicitação podemos


afirmar que a carga de trabalho para a
estaca considerada é de 333,05 kN.
Dessa forma conforme tabela
orientativa pode-se utilizar, neste caso,
estaca pré-moldada de concreto
quadrada 30x30 cm de carga 400 kN.
A partir da carga da superestrutura
define-se o bloco.
EX: Avaliar a capacidade de carga e a quantidade de estacas escavadas de
25 cm de diâmetro necessárias para suportar um pilar que recebe 900 kN de
carga, a 8 m de profundidade.
❖ SOLUÇÃO:

Prof. (m) Solo SPT


0- 1 Ar. Siltosa 0
1- 2 Ar. Siltosa 7
2- 3 Ar. Siltosa 10
3- 4 Ar. Siltosa 13
4- 5 Silte Ar. 18
5- 6 Silte Ar. 27
6- 7 Silte Ar. 36
7- 8 Arg. Silt. 46
8- 9 Arg. Silt. 64
Prof. (m) Solo SPT k (kN/m2) α (%)
0- 1 Ar. Siltosa 0 800 0,02
1- 2 Ar. Siltosa 7 800 0,02
2- 3 Ar. Siltosa 10 800 0,02
3- 4 Ar. Siltosa 13 800 0,02
4- 5 Silte Ar. 18 550 0,022
5- 6 Silte Ar. 27 550 0,022
6- 7 Silte Ar. 36 550 0,022
7- 8 Arg. Silt. 46 220 0,04
8- 9 Arg. Silt. 64 220 0,04
Prof. (m) Solo SPT k (kN/m2) α (%) F1 F2
0 - 1 Ar. Siltosa 0 800 0,02 3 6
1 - 2 Ar. Siltosa 7 800 0,02 3 6
2 - 3 Ar. Siltosa 10 800 0,02 3 6
3 - 4 Ar. Siltosa 13 800 0,02 3 6
4 - 5 Silte Ar. 18 550 0,022 3 6
5 - 6 Silte Ar. 27 550 0,022 3 6
6 - 7 Silte Ar. 36 550 0,022 3 6
7 - 8 Arg. Silt. 46 220 0,04 3 6
8 - 9 Arg. Silt. 64 220 0,04 3 6
Prof. (m) Solo SPT k (kN/m2) α (%) F1 F2 Ø (m) Al (m2)
0- 1 Ar. Siltosa 0 800 0,02 3 6 0,25 0,79
1- 2 Ar. Siltosa 7 800 0,02 3 6 0,25 0,79
2- 3 Ar. Siltosa 10 800 0,02 3 6 0,25 0,79
3- 4 Ar. Siltosa 13 800 0,02 3 6 0,25 0,79
4- 5 Silte Ar. 18 550 0,022 3 6 0,25 0,79
5- 6 Silte Ar. 27 550 0,022 3 6 0,25 0,79
6- 7 Silte Ar. 36 550 0,022 3 6 0,25 0,79
7- 8 Arg. Silt. 46 220 0,04 3 6 0,25 0,79
8- 9 Arg. Silt. 64 220 0,04 3 6 0,25 0,79
Prof. (m) Solo SPT k (kN/m2) α (%) F1 F2 Ø (m) Al (m2) Ql Ql acum
0 - 1 Ar. Siltosa 0 800 0,02 3 6 0,25 0,79 0 0
1 - 2 Ar. Siltosa 7 800 0,02 3 6 0,25 0,79 14,75 14,75
2 - 3 Ar. Siltosa 10 800 0,02 3 6 0,25 0,79 21,07 35,82
3 - 4 Ar. Siltosa 13 800 0,02 3 6 0,25 0,79 27,39 63,21
4 - 5 Silte Ar. 18 550 0,022 3 6 0,25 0,79 28,68 91,89
5 - 6 Silte Ar. 27 550 0,022 3 6 0,25 0,79 43,02 134,91
6 - 7 Silte Ar. 36 550 0,022 3 6 0,25 0,79 57,35 192,26
7 - 8 Arg. Silt. 46 220 0,04 3 6 0,25 0,79 53,3 245,56
8 - 9 Arg. Silt. 64 220 0,04 3 6 0,25 0,79 74,15 319,71
MÉTODO DE AOKI-VELLOSO
Prof. (m) Solo SPT k (kN/m2) α (%) F1 F2 Ø (m) Al (m2) Ql Ql acum Qu Qadm
0 - 1 Ar. Siltosa 0 800 0,02 3 6 0,25 0,79 0 0
1 - 2 Ar. Siltosa 7 800 0,02 3 6 0,25 0,79 14,75 14,75
2 - 3 Ar. Siltosa 10 800 0,02 3 6 0,25 0,79 21,07 35,82
3 - 4 Ar. Siltosa 13 800 0,02 3 6 0,25 0,79 27,39 63,21
4 - 5 Silte Ar. 18 550 0,022 3 6 0,25 0,79 28,68 91,89
5 - 6 Silte Ar. 27 550 0,022 3 6 0,25 0,79 43,02 134,91
6 - 7 Silte Ar. 36 550 0,022 3 6 0,25 0,79 57,35 192,26
7 - 8 Arg. Silt. 46 220 0,04 3 6 0,25 0,79 53,3 245,56
8 - 9 Arg. Silt. 64 220 0,04 3 6 0,25 0,79 74,15 319,71
Ponta Ap (m2) Qp
8 Arg. Silt. 64 220 0,04 3 6 0,25 0,049 230,38 475,94 237,97

Na profundidade de 8m a estaca teria 237,97 kN de capacidade, o que


permitiria utilizar 4 estacas para suportar o pilar com 900kN, fazendo um
bloco quadrado mais econômico.
Exercício 01:
Com os dados abaixo, calcular a carga admissível de uma estaca
pré-moldada com diâmetro Ø = 40 cm, usando o método de Aoki e
Velloso. Como será o estaqueamento admitindo que a carga no pilar será de
890 kN.
SOLUÇÃO:
Prof. (m) Solo SPT k (kN/m2) α (%) F1 F2 Ø (m) Al (m2) Ql Ql acum Qu Q adm
0,5 - 1 Arg. Ar. 0 350 0,024 2,5 3,5 0,4 0,63 0 0
1- 2 Arg. S.A. 7 330 0,03 2,5 3,5 0,4 1,26 24,95 24,95
2- 3 Ar. [Link]. 8 700 0,024 2,5 3,5 0,4 1,26 48,38 73,33
3- 4 Ar. [Link]. 8 700 0,024 2,5 3,5 0,4 1,26 48,38 121,71
4- 5 Ar. [Link]. 7 700 0,024 2,5 3,5 0,4 1,26 42,34 164,05
5- 6 Arg. S. Ar 9 330 0,03 2,5 3,5 0,4 1,26 32,08 196,13
6- 7 Arg. S. Ar 16 330 0,03 2,5 3,5 0,4 1,26 57,02 253,15
7 - 8,0 Arg. S. Ar 19 330 0,03 2,5 3,5 0,4 1,26 67,72 320,87
Ponta Ap Qp
8,0 Arg. S. Ar 25 330 0,03 2,5 3,5 0,4 0,13 414,68 735,55 367,77

Nᵒ Est. = 890 / 367,77 = 2,42 = 3 estacas (triangular).


Exercício 03: De acordo com o laudo geotécnico abaixo:
Exercício 03:
Sabe-se que a estaca a ser utilizada é do tipo hélice contínua com diâmetro
de 90 cm. Cota de arrasamento coincide com o NT e esta assentada a 11,80
metros de profundidade. Determine a carga admissível para uma estaca e o
estaqueamento para um bloco que recebe um pilar de 2.753 kN.

MÉTODO DE AOKI-VELLOSO
Prof. (m) Solo SPT k (kN/m2) α (%) F1 F2 Ø (m) Al (m2) Ql Ql acum Qu Q adm
0- 1 Arg. A 0 350 0,024 3,00 3,80 0,90 2,83 0 0
1- 2 Arg. A 6 350 0,024 3,00 3,80 0,90 2,83 37,53 37,53
2- 3 Arg. A 6 350 0,024 3,00 3,80 0,90 2,83 37,53 75,06
3- 4 Arg. A 7 350 0,024 3,00 3,80 0,90 2,83 43,79 118,85
4 - 5 Silt. A. Arg. 37 450 0,028 3,00 3,80 0,90 2,83 347,2 466,05
5 - 6 Silt. A. Arg. 12 450 0,028 3,00 3,80 0,90 2,83 112,6 578,65
6 - 7 Silt. Arg. A 14 250 0,03 3,00 3,80 0,90 2,83 78,2 656,85
7 - 8 Silt. Arg. 17 230 0,034 3,00 3,80 0,90 2,83 99,01 755,86
8 - 9 Silt. Arg. 18 230 0,034 3,00 3,80 0,90 2,83 104,83 860,69
9 - 10 Silt. Arg. 25 230 0,034 3,00 3,80 0,90 2,83 145,6 1006,29
10 - 11 Silt. Arg. 33 230 0,034 3,00 3,80 0,90 2,83 192,19 1198,48
11 - 11,80 Silt. Arg. 35 230 0,034 3,00 3,80 0,90 2,52 181,51 1379,99
Ponta Ap Qp
11,8 S. Arg. 35 230 0,034 3 3,8 0,9 0,64 1707,01 3087,00 1543,50

Bloco com duas estacas.


4) Dado o perfil geotécnico
definido por sondagem SPT,
pede-se determinar a
capacidade de carga última
de uma estaca pré-moldada
(prensada) de 35 cm de
diâmetro com 10 m de
comprimento.
Utilize o método proposto por
Aoki e Velloso (Desprezar o
primeiro metro).

Resp. 3.263,56 kN
5) Dado o perfil geotécnico
definido por sondagem SPTde
uma estaca Franki de 45 cm de
diâmetro. Utilize o método de Aoki
e Velloso. Determine supondo que
a carga que chegará ao pilar é de
aproximadamente 378 tf,
preferencialmente um
estaqueamento quadrado.

a) Capacidade de carga na
ruptura
b) Capacidade de carga
admissível
c) Profundidade de assentamento
MÉTODO DE AOKI-VELLOSO RES. LATERAL RES. PONTA
Prof. (m) Solo SPT k (kN/m2) α (%) F1 F2 Ø (m) Al (m2) Ql Ql acum Prof. SPT Ap Qp Qu Qadm
0 -1 arg. Ar. 0 350 0,024 2,3 3 0,45 1,42 0 0
1-2 arg. Ar. 8 350 0,024 2,3 3 0,45 1,42 31,81 31,81
2-3 arg. Ar. 9 350 0,024 2,3 3 0,45 1,42 35,78 67,59 3 7 0,16 169,41 237,00 118,50
3-4 arg. Ar. 7 350 0,024 2,3 3 0,45 1,42 27,83 95,42 4 11 0,16 266,22 361,64 180,82
4-5 arg. Ar. 11 350 0,024 2,3 3 0,45 1,42 43,74 139,16 5 13 0,16 314,62 453,78 226,89
5-6 arg. Ar. 13 350 0,024 2,3 3 0,45 1,42 51,69 190,85 6 15 0,16 363,02 553,87 276,94
6-7 arg. Ar. 15 350 0,024 2,3 3 0,45 1,42 59,64 250,49 7 18 0,16 435,63 686,12 343,06
7-8 arg. Ar. 18 350 0,024 2,3 3 0,45 1,42 71,57 322,06 8 22 0,16 532,43 854,49 427,25
8-9 arg. Ar. 22 350 0,024 2,3 3 0,45 1,42 87,47 409,53 9 25 0,16 605,04 1014,57 507,28
9-10 arg. Ar. 25 350 0,024 2,3 3 0,45 1,42 99,4 508,93 10 28 0,16 677,64 1186,57 593,29
10-11 arg. Ar. 28 350 0,024 2,3 3 0,45 1,42 111,33 620,26 11 35 0,16 847,05 1467,31 733,66
11-12 arg. Ar. 35 350 0,024 2,3 3 0,45 1,42 139,16 759,42 12 45,00 0,16 1089,07 1848,49 924,24

Na busca por um bloco com estaqueamento quadrado, não seria


possível um bloco com 4 estacas, o laudo apresentado não é
conclusivo pois seria necessário uma sondagem mais profunda.
Neste caso seria possível um bloco quadrado com cinco estacas
assentadas em 12 m de profundidade.
378 tf = 3780 kN, então, 3780/924,24 = 4,09 estacas (5 estacas)
❖OBRIGADO!!!
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL

AULA 10

PROBLEMAS NAS FUNDAÇÕES

Prof. Msc Marcos Brenol Renk

Brasília, maio de 2021


Uma fundação é o resultado da necessidade de transmissão de
cargas ao solo pela construção de uma estrutura. Seu
comportamento a longo prazo pode ser afetado por inúmeros
fatores, iniciando por aqueles decorrentes do projeto
propriamente dito, que envolve o conhecimento do solo,
passando pelos procedimentos construtivos e finalizando por
efeitos de acontecimentos pós-implantação, incluindo sua
possível degradação (MILITITSKY, CONSOLO E SCHNAID, 2015) .
Devido às necessidades de desenvolvimento urbano, muitos
empreendimentos são iniciados a partir de breves estudos do
solo e da região em torno do edifício. Se esta etapa de suma
importância for negligenciada, mal dimensionada e mal
interpretada; causará diversas patologias em toda a
edificação gerando altos custos com reparos, além de
transtornos com moradores (PEREIRA E LOPES,2019).
Um programa adequado de investigação do subsolo tem seu
custo e abrangência proporcional ao valor da obra e
complexidade do problema, devendo iniciar pelo que se
denomina de “estudo de escritório” (desk studies). Nesta etapa,
os dados hidrogeológicos, pedológicos, geotécnicos,
conhecimentos regionais etc. são coletados e comparados,
buscando-se identificar as possíveis condições do local de
implantação da obra. As características específicas de cada
problema devem definir a abrangência do programa preliminar,
do complementar, e a eventual necessidade de um programa
especial de ensaios geotécnicos (MILITITSKY, CONSOLO E
SCHNAID, 2015).
Assim, por exemplo, os solos de comportamento
especial (colapsíveis, expansivos, em adensamento)
podem ter sua ocorrência prevista ainda em fase
preliminar, definindo os ensaios especiais necessários à
caracterização 2 de seu comportamento e sua influência
nas fundações.
(MILITITSKY; CONSOLI E SCHNAID, 2015)
CONHECER E INTERPRETAR RECALQUES
ADMISSÍVEIS FAZEM PARTE DO CONTROLE
DE RECALQUES?
QUE IDÉIA ESTE DADO FORNECE?
EM QUE FASE DA OBRA SE FAZEM PRESENTE?
QUAL A SUA IMPORTÂNCIA?
Segundo Helene (1992), entende-se que a patologia é a parte da engenharia que
analisa os sintomas, os mecanismos, as causas e as origens das anomalias em
construções. De acordo com Franca et al. (2011), no estudo das patologias
analisa-se tudo o que envolve a degradação de uma construção.
As patologias nas fundações podem ter origens variadas, ou ocorrer por
associação de outras falhas nas edificações:
• Ausência, insuficiência ou ineficiência das investigações geotécnicas;
• Erros de interpretação dos resultados da investigação geotécnica;
• Avaliação errada dos valores dos esforços provenientes da estrutura;
• Adoção inadequada da tensão admissível do solo ou da cota de apoio da
fundação;
• Imperícia ou mão de obra desqualificada;
• modificação do carregamento devido a mudanças no tipo de utilização da
estrutura.
FASES DA INVESTIGAÇÃO DE SUBSOLO

PRELIMINAR

COMPLEMENTAR

EXECUTIVA

LEMBRE-SE, SEMPRE, DA IMPORTÂNCIA


DE UMA BOA AVALIAÇÃO GEOLÓGICA
DO LOCAL DE IMPLANTAÇÃO DA OBRA.
ATENÇÃO NA INTERPRETAÇÃO CORRETA DOS LAUDOS.
NESTE CASO TEM-SE A PRESENÇA DE PEDREGULHOS.
Os perfis de sondagem resultantes do
programa especial de reconhecimento,
onde foram utilizadas sondagens mistas
em solo e rocha, caracterizaram, abaixo
da camada de solo superficial, a
ocorrência de maciço rochoso brando com
galerias.
Para este caso foram projetadas
fundações do tipo tubulão, assentes no
nível da base das galerias na região. A
adoção de cota superior de apoio das
fundações não teria garantia de
estabilidade pelas condições verificadas
de ocorrência. Como carregamento
atuante nas fundações, foram
consideradas, além das cargas da
estrutura, o efeito de eventual
instabilidade do solo localizado acima da
cota de implantação, na forma de atrito
negativo ao longo do fuste dos tubulões.
➢ ATRITO NEGATIVO

O atrito lateral entre o solo e a estaca ocorre quando há um


deslocamento relativo entre o solo e a estaca. Quando a estaca
recalca mais que o solo, manifesta-se o atrito positivo, que
contribui para a capacidade de carga da estaca. Quando, ao
contrário, o solo recalca mais, tem-se o atrito negativo, que
sobrecarrega a estaca.

Exemplo: argilas moles


solos colapsíveis
A dois aspectos a considerar no atrito negativo:
• É um carregamento adicional, logo, soma-se às cargas
aplicadas no topo da estaca;
• Influencia a capacidade de carga da estaca;
Há casos em que o atrito negativo assume valores tão elevados
que a adoção de recursos executivos que os reduzam mostra-se
economicamente interessante, como:
• Aplicação prévia de sobrecarga com drenos verticais;
• Pintura da superfície externa da estaca com mistura
betuminosa.
O recalque da camada compressível e, portanto, o atrito negativo
pode ser devido a várias causas:
• Amolgamento (perda de resistência) da camada compressível
provocado pela cravação das estacas;
• Recalque da camada compressível causado por uma sobrecarga
devida ao lançamento de um aterro, ao estoque de materiais;
• Solos subadensados que recalcam por efeito do peso próprio;
• Adensamento regional provocado por um rebaixamento geral
do lençol freático devido a operação de poços artesianos;
• Recalques por carreamento de partículas do solo provocados
pela percolação da água.
➢ ESFORÇOS ASSOCIADOS A SOBRECARGAS
ASSIMÉTRICAS (“EFEITO TSCHEBOTARIOFF”)

É usualmente observada em aterros de encontro de pontes


estaqueadas em terrenos com solos compressíveis, onde os
deslocamentos laterais ocasionados pela execução de aterros
tendem a induzir esforços transversais nas estacas, de forma que
seu dimensionamento deve considerar além da carga axial, os
esforços laterais, os momentos fletores e os deslocamentos a que
estarão sujeitas.
Com a construção do
aterro provisório, cargas
verticais atuam sobre o
colchão de areia e,
consequentemente, sobre
o solo mole. Com isso,
começa a dissipação da
poropressão de forma
lenta e paulatina, de cima
para baixo, promovendo
abatimentos e
movimentação no solo
mole.
CHINA
Exemplos clássicos:

• Armazém estaqueado apenas na periferia, onde o material armazenado


transmite tensões à camada compressível, que se desloca lateralmente e
pressiona as estacas periféricas;
• Aterro de acesso a pontes;
• Muros de encontros de pontes;

Fatores que influenciam:


• Valor da sobrecarga (altura e peso específico do material de aterro ou do
material armazenado);
• Características da camada compressível;
• Fator de segurança à ruptura global;
• Distância das estacas à sobrecarga.
➢ FLAMBAGEM DE ESTACAS

Salva em casos de estacas com trecho desenterrado, como em


fundações de pontes e obras marítimas, não se fazia qualquer
verificação da segurança à flambagem das estacas mesmo em
terrenos com espessa camada de argila mole. No Brasil com a
utilização de estacas com seções transversais de dimensões
reduzidas, como por exemplo, estacas raiz, passou-se a temer a
flambagem de estacas totalmente enterradas.
A flambagem ou encurvadura é um
fenômeno que ocorre em peças esbeltas
(peças em que a área de seção
transversal é pequena em relação ao seu
comprimento), quando submetidas a um
esforço de compressão axial. A
flambagem acontece quando a peça
sofre flexão transversalmente devido à
compressão axial. A flambagem é
considerada uma instabilidade elástica,
assim, a peça pode perder sua
estabilidade sem que o material já tenha
atingido a sua tensão de escoamento.
Recomendações:

• Estacas parcialmente enterradas sempre devem ser verificadas à


flambagem;
• Estacas totalmente enterradas, se muito esbeltas e em solo de baixa
resistência, devem ser verificadas a flambagem;
• Devem ser verificados possíveis desvios construtivos (desvios de locação,
inclinações não previstas, desalinhamentos em emendas, etc), que são os
principais responsáveis pela flambagem;
• Devem ser corretamente consideradas as condições de vinculo da estaca
com o bloco de coroamento.
➢ PROBLEMAS CAUSADOS PELA CRAVAÇÃO DE ESTACAS:

• Danos a estacas vizinhas (levantamento ou estrangulamento de


estacas recém executadas);
• Levantamento de estacas Franki (solos argilos rijos com N > 20);
• Danos a construções vizinha por vibração;
• Desvio do alinhamento durante a cravação (instabilidade
elástica na cravação), principal causa é resultante de
desalinhamento de emendas.
CAUSAS DAS PATOLOGIAS
FALHA NA INVESTIGAÇÃO DE SUBSOLO
ERRO DE DETERMINAÇÃO DE CARGAS ATUANTES NA
FUNDAÇÃO
VEGETAÇÃO
CORTE E ATERRO
SOLO HETEROGÊNIO
Enfim, uma investigação geotécnica de qualidade é o primeiro
passo para a confecção de um projeto de fundações. Além disto,
é extremamente necessário saber as cargas que serão
transmitidas ao solo, o tipo de fundação que será executada e
como será feita sua execução.
Mesmo diante destas informações, o número de ocorrência de
patologias das fundações ainda é bastante considerável.
A utilização de procedimentos corretos durante a vida útil dos
elementos de fundação pode minimizar ou até mesmo eliminar
as patologias, aumentando o desempenho e a segurança das
fundações.
Nos casos de ocorrências de patologias será necessário a
recuperação ou reforço das fundações, que por sua vez, depende
do tipo de fundação, resistência do solo e das cargas atuantes.
EXERCÍCIOS
1) Um prédio público recém-inaugurado teve que ser interditado
por apresentar fissuras nas paredes e fortes indícios de
comprometimento de sua estrutura devido ao recalque de
fundações. Um engenheiro civil foi designado para emitir um
parecer técnico sobre a segurança do prédio.
A respeito dessa situação hipotética, julgue,
O recalque de fundações, como no caso apresentado, é um vício
classificado como decrepitude.
( ) CERTO ( ) ERRADO
2) Durante a execução das sapatas de fundação de um prédio, o
engenheiro responsável pela obra constatou que a camada de solo
onde uma das sapatas seria assentada correspondia a um bolsão de
argila mole.

Acerca dessa situação hipotética e das características de fundações


com sapatas, julgue os próximos itens.

A presença do bolsão de argila logo abaixo de uma das sapatas é


condição suficiente para caracterizar um erro de projeto cometido
pelo projetista.

( ) CERTO ( ) ERRADO
3) Quando existirem cargas verticais assimétricas, quer seja por
aterro, quer seja por escavação, ocorrerão nas estacas implantadas
cargas transversais devido ao adensamento e movimento da
camada compressível do lado mais carregado para o menos
carregado (efeito Tschebotarioff).
( ) CERTO ( ) ERRADO

4) Em obras de pequeno porte, onde não justifique economicamente


um controle de recalques e cargas, o acompanhamento da abertura
de eventuais fissuras que porventura apareçam nessas obras poderá
fornecer de maneira expedita uma ideia do comportamento da
estrutura.
( ) CERTO ( ) ERRADO
REFORÇO DE FUNDAÇÕES
Segundo CAPUTO a instalação de novas fundações sob uma estrutura
existente denomina-se reforço de fundação ou underpinning.
O reforço poderá ser necessário quando se deseja realizar escavações para a
construção de subways abaixo do nível de fundações existentes ou quando
uma fundação venha a se mostrar inadequada, ou, ainda, quando ocorrerem
modificações nas características dos solos.
Em geral as fases são as seguintes:

▪ Escoramento da estrutura existente;


▪ Escoramento das escavações que necessariamente terão que ser feitas
durante o serviço;
▪ Execução propriamente dita da nova fundação.
❖ ESCORAMENTO
DA ESTRUTURA:
❖ ESCORAMENTO DA ESCAVAÇÃO

As escavações devem ser tão pequenas quanto possível, e executadas,


alternadamente, em pequenas cavas denominadas CACHIMBOS.
Quando não se tratar de escavações em trincheiras, o escoramento de um
talude vertical pode ser feito com estroncas inclinadas no terreno, entre
outras alternativas.
Um reforço de fundação consiste no aumento de sua profundidade ou das
suas dimensões. No primeiro caso, dois são os processos usuais. O primeiro
instalando as novas fundações em um pequeno poço escavado abaixo das
fundações existentes. O segundo, cravando estacas Mega por meio de
macacos hidráulicos que encontram reação na própria estrutura.
A transferência da carga para a nova fundação é feita por meio de calços e
cunhas de concreto, quando é retirado o macaco e concretado o espaço por
ele ocupado.
Na prática é uma das
soluções mais utilizadas.
Transformação de sapatas em fundações sobre estacas
Análise de caso:
Os equipamentos para estaca raiz, com baixa altura e
pequeno porte são apropriados para este serviço. O
dimensionamento com raiz deve estar atento a um
possível problema no método executivo, como circulação
d’água reversa em altos volumes. Quando, ou se, uma
estaca raiz passar perto da ponta ou de uma estaca antiga
(pré-moldada, por exemplo), a lavagem d’água pode
provocar uma grave perda de capacidade suporte desta
estaca, piorando uma situação possivelmente crítica e
instável.
▪ Reforço de fundação com injeção de cimento ou de
microcimento.

O conceito básico desta solução é aumentar a capacidade


suporte do solo nas regiões onde estiver sob tensão,
melhorando-as. O uso de microcimento, com viscosidade
próxima d’água é preferível, apesar do custo superior. As
injeções usam equipamentos similares aos utilizados na
aplicação de tirantes.
A necessidade de viabilizar obras em áreas com solos moles ou
instáveis vem impulsionando o desenvolvimento
de soluções de melhoramento capazes de elevar a capacidade de carga e
minimizar os efeitos de recalques. Entre as alternativas que se destacam
nesse sentido está o jet grouting, desenvolvido no Japão nos anos 1970 e
disponibilizado no Brasil há pelo menos duas décadas por várias empresas.
Versátil, a técnica consiste na injeção de nata de cimento no solo através de
jatos horizontais ou verticais de alta pressão e velocidade, sem escavação
prévia. Ao penetrar no terreno com movimentos rotacionais a cerca de 250
m/s, a calda de cimento se mescla ao solo existente formando colunas ou
painéis de solo-cimento de alta resistência mecânica e baixa
permeabilidade.
“Os processos jet grouting podem melhorar características físicas dos solos,
como resistência, deformabilidade ou permeabilidade, possibilitando a
execução de obras civis”.
▪ Reforço de fundação com estacas helicoidais metálicas.

É uma técnica recente no mercado e tem a característica de


serem totalmente limpas. Esta técnica foi usada na
instalação de totens em shoppings. Elas podem ser
provisórias, pois é possível a retirada e recuperação das
peças.
LEITURA
O reforço de fundação representa uma intervenção num sistema fundação-estrutura já
existente, com o objetivo de recuperar sua eficiência e segurança, melhorar seu desempenho
e/ou atender novas solicitações. Esta intervenção torna-se indicada quando as fundações
existentes tenham se mostrado inadequadas, pelo comprometimento da própria estrutura, por
apresentar deformações incompatíveis à segurança ou por apresentar risco inaceitável de
rupturas ou colapsos.
A técnica também é necessária ou conveniente nos casos de aumento das cargas estruturais,
tais como aumentar o número de andares. Os reforços de fundações são normalmente
caracterizados como obras perigosas, visto que o local de trabalho é precário e de difícil acesso,
além disso, eles intervêm em estruturas que podem estar em condições anormais de segurança
e as informações disponíveis normalmente antes da intervenção são imprecisas e poucas. Com
extrema frequência, o número de informações obtidas no início dos serviços é muito maior do
que as preliminares.
A causa mais frequente para o surgimento de problemas em fundações é o desconhecimento do
subsolo, seja pela inexistência de investigação, ou pelo fato dessa ser feita de forma inadequada
ou insuficiente, ou seja, pela falha na interpretação da investigação (Milititsky, 1989). Outras
causas são por erros no dimensionamento tais como profundidade de assentamento;
dimensões; modificação do solo por rebaixamento do lençol freático; vibrações próximas devido
a trânsito ou obras e falhas nos procedimentos executivos das fundações. Cronologicamente e
de forma simplista, as causas acima com frequência provocam deformações nas fundações.
Uma deformação uniforme não compromete seriamente a segurança de uma estrutura
(Berberian, 1999). Os problemas ocorrem com o recalque diferencial, que provoca imperfeições
na estrutura como fissuração, perda da segurança e, no extremo, colapso da estrutura.
Os reforços de fundações muitas vezes complementam o processo de
recuperação de uma obra, sendo muitas vezes aplicados em
edificações que sofrem patologias decorrentes de recalques. Isso
ocorre pela erosão de material ou alteração nas características do
solo. No caso de solos porosos, o maior risco é o atrito negativo,
decorrente do excesso de umidade: o adensamento "puxa" a
fundação para baixo. "A alteração das características de resistência e
deformabilidade do solo pode surgir por rebaixamento do lençol
freático ou pela lavagem do terreno, como acontece no caso de
rompimento de tubulações da rede pública“.
CASO REAL
Em um conjunto habitacional, no interior de São Paulo, foi necessário o emprego de
dois sistemas de reforço: um provisório para interromper os recalques e outro para
realizar a correção das fundações. As fundações originais dos edifícios de quatro
pavimentos de alvenaria estrutural são constituídas por estacas escavadas, em média
com 11 m de profundidade.
Os recalques e adensamentos foram causados pelo solo de aterro de argila porosa
com areia fina, resultando em um conjunto de média e alta colapsibilidade. O
problema se agravou com as chuvas intensas, que geraram infiltrações no terreno por
falhas na drenagem construída, causando atrito negativo. As medições realizadas pelo
IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo) no local verificaram
que as fundações se deslocavam até 5 mm por dia.
Como garantem melhoria no desempenho logo após a cravação da primeira estaca,
foram empregadas estacas mega para os reforços emergenciais. Mesmo assim, a
velocidade de recalque se manteve em 5 mm diários no início da execução das
estacas. "A estabilidade só chegou após dez dias", afirma Sussumu Niyama,
pesquisador do IPT na época das intervenções.
Para a recomposição das fundações, as estacas originais foram substituídas por estacas
injetadas, que trabalham em conjunto com as estacas mega empregadas
emergencialmente. Por causa dos deslocamentos, as instalações de água, esgoto e gás
foram danificadas e tiveram de passar por restauros. O mesmo ocorreu com algumas
partes da alvenaria e dos revestimentos.
CAPACIDADE DE CARGA NAS ESTACAS (MÉTODO DE AOKI-VELOSO)

𝑸𝒓 = 𝑸𝒑 + 𝑸𝑳
MÉTODO DE AOKI - VELLOSO LATERAL
Prof. (m) Solo SPT K (kN/m2) α (%) F1 F2 Ø (m) Al (m2) Ql Ql acum

PONTA FINAL
Prof. (m) Solo SPT K (kN/m2) α (%) F1 F2 Ø (m) Ap Qp Qu Qadm

EXEMPLO: Avaliar a capacidade de carga e a quantidade de estacas


escavadas de 25 cm de diâmetro necessárias para suportar um pilar que
recebe 900 kN de carga, a 8 m de profundidade.
PASSO A PASSO PARA BLOCO SOBRE ESTACAS
(BIELAS E TIRANTES – até 6 estacas)

Resumindo ...

1) Número de estacas: N = P/σ adm (majorar quando necessário)

2) Geometria do bloco em planta;

3) Rigidez: h ≥ (A – a)/3 ou (B – b)/3

tg β = h/a

4) Seção de Referência: C1 = b/2 ou C1 = 0,15.b

Determinar “a”

Verificar intervalo de “h” através de “tgβ”

5) Comprimento de ancoragem “L” (Tabela)

Adotar “h” definitivo

6) Esmagamento da Biela: ɣ.V/bw.h ≤ [Link] , sendo, ftk = 0,[Link] ou

ftk = 0,[Link] + 0,7

7) Tração: Tx = (∑ V . a)/0,85.h

8) Armaduras: As = 1,[Link] / fyk

Ah = As/8
TABELAS IMPORTANTES PARA DIMENSIONAMENTO –
BLOCO DE COROAMENTO

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