At i v e s ua B o nd a d e
“Acredito que Shari Arison possa desempenhar um papel crucial
na conquista da paz mundial.”
Brian L. Weiss, autor do best-seller Muitas vidas, muitos mestres
“Shari, a sua obra impactou o mundo de uma forma profundamente
positiva, tocando corações e mentes em toda parte, no seu eterno
compromisso de fazer do nosso planeta um lugar melhor para todos.”
Bill Clinton, ex-presidente dos Estados Unidos
“Shari Arison – grande sabedoria, grande capacidade.
Seu impacto é o da boa vontade de um espírito grandioso.
Fiquei profundamente impressionado com sua cativante busca por uma
maneira de contribuir para um mundo melhor.”
Shimon Peres, ex-presidente de Israel e Prêmio Nobel da Paz
“Como foi que uma mulher nascida em Nova York e criada em
Miami se tornou uma das mulheres mais ricas do Oriente Médio
e uma das pessoas mais poderosas do mundo?
Shari Arison vai inspirar e encorajar você, ensinando como dar
o seu próprio salto de fé do comum para o fenomenal.”
Deepak Chopra, autor do best-seller As sete leis espirituais do sucesso
Shari Arison
Ative sua
Bondade
Ative sua Bondade
Tradução
Heloísa Leal
Rio de Janeiro, 2015
1ª Edição
2015
Copyright © 2013 by Arison Creative, Ltd.
Publicado mediante contrato com Hay House, Inc.
título original
Activate Your Goodness
capa
Raul Fernandes
diagramação
Impresso no Brasil
Printed in Brazil
2015
cip-brasil. catalogação na publicação
sindicato nacional dos editores de livros, rj
A743a
Arison, Shari
Ative sua bondade / Shari Arison; tradução Heloísa Leal. – 1. ed. – Rio de
Janeiro: Valentina, 2015.
112p. : 21 cm.
Tradução de: Activate your goodness
ISBN 978-85-65859-82-0
1. Afeto (Psicologia). 2. Emoções. 3. Técnicas de autoajuda. I. Título.
cdd: 152.4
15-26567 cdu: 159.942
Todos os livros da Editora Valentina estão em conformidade com
o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.
Todos os direitos desta edição reservados à
Editora Valentina
Rua Santa Clara 50/1107 – Copacabana
Rio de Janeiro – 22041-012
Tel/Fax: (21) 3208-8777
[Link]
Este livro é dedicado a todos
aqueles que decidiram praticar
o bem em benefício do próximo.
SUMÁRIO
Introdução
Minha Paixão por Fazer o Bem
9
Capítulo 1
Um Chamado para Fazer o Bem
17
Capítulo 2
Fazer o Bem a Si Mesmo
26
Capítulo 3
Fazer o Bem aos Mais Próximos de Você
35
Capítulo 4
Fazer o Bem na Vida Cotidiana
47
Capítulo 5
Fazer o Bem à Comunidade e ao País
54
Capítulo 6
Reflexos da Prática do Bem
60
Capítulo 7
Fazer o Bem pela Humanidade
70
Capítulo 8
Fazer o Bem ao Planeta
80
Capítulo 9
Como Fazer o Bem Transforma sua Vida
89
Capítulo 10
Dia Internacional das Boas Ações
98
Posfácio
Despertar para uma Nova Escolha –
a Escolha de Fazer o Bem
109
INTRODUÇÃO
Minha Paixão por
Fazer o Bem
Olá. Meu nome é Shari Arison, e desejo, de coração,
inspirar as pessoas a fazerem o bem. Como cheguei a essa
conscientização? Bem, vejamos… quando penso a respeito,
percebo que foi uma longa estrada.
Nasci nos Estados Unidos, filha de pai israelense e
mãe romena. Minha mãe sempre dizia o quanto odiava
os Estados Unidos, por isso, quando criança, eu achava
muito difícil me sentir amada por ela, já que eu era
americana.
Durante a infância em Nova York, minha vida parecia
uma cena saída do filme Histórias Cruzadas, que mostra o
cotidiano das empregadas domésticas afro-americanas no
Sul do país no começo da década de 1960. Embora meus
pais sempre tenham tratado Marie, nossa empregada, com
carinho e respeito, ambos trabalhavam fora o dia inteiro,
por isso foi Marie quem me criou.
Ative sua Bondade
Quando eu estava com nove anos de idade, nós nos
mudamos para Miami sem Marie, o que foi devastador
para mim, e ainda sofri outro choque terrível quando
meus pais anunciaram que iriam se divorciar. Minha mãe
decidiu se mudar para Israel, e meu pai ficou nos Estados
Unidos, perseguindo o sonho americano de riqueza e
sucesso. Quanto a mim, desde pequena sentia que havia
algo mais no mundo, uma conexão mais profunda, e me
perguntava o que era exatamente.
Minha vida mudou por completo durante esse período.
Entrei em uma roda-viva de viagens, dos Estados Unidos
para Israel e de Israel para os Estados Unidos, percorrendo
longas distâncias desacompanhada e fazendo as conexões
conforme a necessidade. Imaginem uma menininha
viajando para tão longe, totalmente só. Ainda me lembro
da ocasião em que me perdi no aeroporto de Amsterdã;
foi apavorante.
Graças a Deus, em Nova York, Marie sempre ia ao meu
encontro no aeroporto. Ela me buscava e me ajudava a
achar o caminho pelo labirinto do aparato de segurança,
portões e terminais em direção aos voos de conexão.
Marie foi uma grande amiga para mim e para meus filhos
até o dia em que morreu. É um relacionamento de que vou
me lembrar eternamente com imenso carinho.
Crescer dividida entre dois mundos – Israel e Estados
Unidos – apresentou tremendos desafios para mim. Perdi a
conta do número de escolas que frequentei, onde sempre
tinha de fazer novos amigos. Nos Estados Unidos, implica-
vam comigo por ser israelense demais, e em Israel por ser
americana demais. Naquela época, os dois países estavam
muito afastados um do outro.
10
Minha Paixão por Fazer o Bem
Nos Estados Unidos, todas as casas tinham telefones e
tevês, mas, em Israel, era preciso esperar sete anos para se
conseguir um telefone, e a televisão era novidade. Cada
bairro contava apenas com uma ou duas tevês em preto e
branco, em torno da qual todo mundo se reunia para
assistir. As normas sociais também eram bem diferentes.
Por esse motivo, eu sempre me sentia deslocada, desam-
bientada, como se o mundo fosse cruel, e eu tivesse vindo
parar no planeta errado.
À medida que fui crescendo, minha jornada conti-
nuou com os mesmos altos e baixos que a maioria das
pessoas enfrenta. Embora hoje muitos pensem que tive
uma criação privilegiada pela riqueza, não foi esse o caso.
Meu pai faliu várias vezes, e só conseguiu fazer fortuna
após muitos anos de privações. Por ser um grande
visionário e ter se recusado a desistir, tornou-se bem-suce-
dido ao criar a Carnival Cruise Lines. Eu já estava perto
dos trinta anos quando o sucesso chegou e a empresa
começou a atender o grande público, embora os navios
tenham feito parte da minha vida desde a época em que
nos mudamos para Miami.
Por isso, depois de muitos anos de idas e vindas,
e após servir no exército israelense, eu me estabeleci
em Miami pela longa temporada de dezesseis anos.
Casei-me e tive meus três primeiros filhos nos Estados
Unidos. Depois de anos sendo mãe em tempo integral,
criei uma fundação familiar, a Arison Foundation, e fui
chamada para participar da diretoria da Carnival. Em
seguida, vieram o divórcio, infelizmente, e a Guerra do
Golfo, ocasião em que minhas horas passadas em Miami
foram consumidas pela angústia. Eu me preocupava
11
Ative sua Bondade
demais com meus entes amados em Israel: minha mãe,
tios, primos e amigos. Esses acontecimentos me fizeram
adquirir maior lucidez e a certeza de que o lugar onde
eu queria estar – aquele a que me sentia mais ligada
– era Israel.
A essa altura, eu já havia conhecido e me casado com
meu segundo marido. Junto com meus três filhos, eu me
mudei para Israel no verão de 1991, onde meu quarto filho
nasceu. Mais uma vez, demorei algum tempo para me
adaptar à nova mentalidade. Descobri que ter sido uma
criança vivendo em um país estrangeiro era totalmente
diferente de tentar me adaptar como mulher e mãe a um
estilo de vida e a uma mentalidade radicalmente diferentes.
Mesmo assim, criei uma fundação e, mais tarde, uma
empresa. Reconectei-me com a minha família e os velhos
amigos, e também fiz novas amizades… estava feliz e
levando a vida adiante.
Mas eu ainda enfrentava um violento choque cultural;
mesmo as coisas do cotidiano em que não costumamos pres-
tar atenção – as transações bancárias, a taxa de câmbio do
dólar, o modo como as pessoas se comunicam ou nego-
ciam – eram bem diferentes do que eu estava habituada
em Miami. Para não falar no machismo que enfrentei du-
rante um bom tempo, enquanto tentava fazer carreira em
um ambiente dominado pelos homens.
No decorrer dos anos, precisei encarar mais um
divórcio, outro casamento e ainda um terceiro divórcio,
o tempo todo tentando entender a mim mesma e à vida
que estava vivendo. Recorri a mil técnicas, seminários e
lições, explorei um mundo de doutrinas de espirituali-
dade. Estudei diversos ensinamentos e li inúmeros livros
12
Minha Paixão por Fazer o Bem
New Age. Aprendi e amadureci… continuei aprendendo
e amadurecendo.
Uma lição foi muito clara: A vida distribui provações e
tribulações a todos nós. A questão é o que fazer com elas.
Não importava o que eu fizesse, sempre me sentia
como se estivesse aprendendo minhas lições de vida do
jeito mais difícil, à custa de um grande sofrimento emo-
cional, até que um dia tive um estalo. Foi como se uma
lâmpada acendesse. Eu me senti iluminada: Quero fazer o bem,
quero pensar o bem, quero me sentir bem.
Eu estava muito doente quando tive o insight – física,
emocional e espiritualmente exausta, após passar uma
vida inteira lutando pelo que eu queria, fosse para receber
atenção de meus pais na infância ou para realizar meus
muitos projetos e objetivos, como criar um hospital de
primeira classe em Tel Aviv. Trabalhei duro para fazer com
que esse sonho se realizasse, para poder ajudar nossos
cidadãos a receberem o melhor atendimento possível.
Lutei para criar uma United Way em Israel, a qual
introduziu uma nova cultura de generosidade, que ainda
floresce hoje em dia. Lutei em cada uma das minhas
empresas e organizações filantrópicas para implantar
ideias visionárias, como a liberdade financeira no banco
onde sou acionista majoritária. Na minha construtora,
lutei para instituir práticas de construção sustentável. E tam-
bém criei uma companhia de água inspirada na ideia da
abundância, que lá no começo ninguém compreendeu.
Da mesma forma, foi uma luta criar organizações como
a Essence of Life, fundada na crença de que só podemos
alcançar a paz mundial se alcançarmos a paz interior – cada
indivíduo dentro de si mesmo e do seu ambiente.
13
Ative sua Bondade
Visão após visão, o processo consistiu em trazer as
pessoas certas para criar as equipes certas, para infundir
valores e estabelecer metas que estivessem à frente do seu
tempo. Atualmente, há três universidades pesquisando e
criando um currículo inspirado no meu modelo empresa-
rial baseado em valores.
Portanto, sim, todas essas coisas são benéficas, pessoal e
profissionalmente satisfatórias, e eu deveria estar no topo
do mundo. Mas, há alguns anos, comecei a me sentir como
se estivesse desmoronando em todos os níveis, física, emo-
cional e espiritualmente. Percebi que, por um longo tempo,
para que as pessoas me compreendessem, eu precisava
bater com a cabeça na parede. Consegui derrubar muros e
quebrar tetos de vidro, mas comecei a me sentir desorien-
tada, exausta e a ponto de adoecer.
Quando a luz se acendeu, compreendi que não tinha de
convencer ninguém, principalmente aqueles que preferiam
não enxergar ou não mudar, por qualquer motivo. Se eu qui-
sesse fazer do mundo um lugar melhor para viver, poderia
conseguir isso cultivando a bondade em mim mesma e ao
meu redor, com pessoas que compartilhassem esse sonho.
Como me senti aliviada ao compreender que não tinha
mais de lutar! Hoje, concentro-me apenas em fazer a
minha parte e me unir àqueles que querem o mesmo que
eu: um mundo melhor. Você quer um mundo melhor?
Tenho uma visão de um mundo bom, pacífico e feliz,
e digo isso não porque seja ingênua e cega. Digo porque fui
magoada, porque passei por provações e tribulações, mas
acredito que as coisas podem ser diferentes.
Aprendi a partir das minhas experiências, e continuo
aprendendo todos os dias. Mas agora acredito que essas
14
Minha Paixão por Fazer o Bem
lições de vida podem ser adquiridas sem sofrimento.
Tenho fé que podemos criar o ambiente saudável e posi-
tivo que queremos para nós mesmos, nossos filhos e nosso
planeta.
Tento manter essa atitude em tudo que faço, tanto na
minha vida pessoal como no meu grupo empresarial e
filantrópico. Portanto, foi com essa atitude em mente,
inspirada na minha paixão e na crença no poder de fazer o
bem, que criei o Dia das Boas Ações em Israel, em 2007.
Começou como uma simples ideia: Durante um dia, uma
pessoa faria algo de bom por outra ou pelo mundo.
Começamos com alguns milhares de pessoas, inclusive
minha família e meus funcionários, e tem crescido a cada
ano; recentemente, atravessou fronteiras e se tornou um
dia internacional de fazer o bem.
Todos os anos, no Dia das Boas Ações, saio pessoal-
mente para fazer a minha parte. É um prazer enorme tes-
temunhar os numerosos atos de bondade individuais e
coletivos. Em cada lugar que visito, fico muito como-
vida, e meu coração vibra com toda a bondade
que vejo. E me pergunto: Não seria maravilhoso se fosse
assim todos os dias? Pode ser. Acredito sinceramente que
pode ser.
Todos nós temos um papel a desempenhar na reali-
zação desse sonho. É por isso que nós na Arison con-
tinuamos ampliando nossos esforços a cada ano, para
conscientizarmos cada vez mais pessoas do poder de fazer
o bem. Queremos encorajar cada homem, cada mulher
e cada criança a expressar a sua bondade não apenas
nesse dia, mas em todos… em cada momento de suas
vidas.
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Ative sua Bondade
Este livro é a minha maneira de explicar como o
conceito de “fazer o bem” funciona; como você pode
fazê-lo dar certo e ativar sua bondade. O primeiro passo
é se amar e se respeitar, e então essa energia positiva
se espalhará por todo o mundo, transformando tudo
no caminho.
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