0% acharam este documento útil (0 voto)
73 visualizações2 páginas

Governo Collor: Crise e Impeachment

O governo Collor ocorreu durante uma grave crise econômica no Brasil, com alta inflação. Collor implementou o Plano Collor em 1990, que incluiu o confisco de poupanças, gerando pânico. Em 1992, Collor foi denunciado por envolvimento em esquema de arrecadação ilícita e uso de verbas para despesas pessoais, levando ao seu impeachment e a assunção da presidência por Itamar Franco.

Enviado por

Julian Lobo
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
73 visualizações2 páginas

Governo Collor: Crise e Impeachment

O governo Collor ocorreu durante uma grave crise econômica no Brasil, com alta inflação. Collor implementou o Plano Collor em 1990, que incluiu o confisco de poupanças, gerando pânico. Em 1992, Collor foi denunciado por envolvimento em esquema de arrecadação ilícita e uso de verbas para despesas pessoais, levando ao seu impeachment e a assunção da presidência por Itamar Franco.

Enviado por

Julian Lobo
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

GOVERNO COLLOR

SLIDE 1 (áudio 1)
A eleição de 1989 foi um momento histórico para o Brasil, pois foi a primeira eleição direta
após quase 30 anos. O povo votou unicamente para presidente, sendo esta considerada uma
“eleição solteira”. Collor defendeu a modernização do Estado brasileiro e atacou o governo de
Sarney, passando a atacar também o seu adversário, Lula. Collor foi eleito e o Brasil sofria uma
grave crise econômica, com uma alta inflação que jamais tinha sido vista.

SLIDE 2 (áudio 2)
Ainda em 1989, a inflação acumulou um valor de 1972,91%. No dia 17 de março de 1990, o
Plano Collor surgiu como uma promessa para solucionar o problema da crise econômica
brasileira. A ação mais conhecida foi o confisco de valores depositados nas poupanças que
consistia no saque de até 50 mil cruzados novos, gerando pânico na população e filas de banco
imensas. O valor que não fosse sacado ou o excedente seria confiscado pelo governo e
devolvido em setembro de 1991. O Plano Collor também inclui ações como o congelamento de
preços, reajustes salariais e redução de tarifas alfandegárias.
Mesmo com uma política mínima no campo sanitário, em 1990, Collor aprovou a Lei 8080/90,
dispõe sobre as condições de promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e
funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências.

SLIDE 3 (áudio 4) - Saúde Bucal


Em relação à saúde bucal em seu Governo, existia um grande dilema: reforma sanitária X
agenda neoliberal. As ações tomadas sob esse espectro econômico-político, que de certo modo
contrapõe-se à ideia versada na nova constituição sobre a universalidade, igualdade e
gratuidade dos serviços públicos (incluindo os de saúde), passaram a impactar diretamente as
políticas nacionais de saúde bucal.

SLIDE 5 (áudio 5) -
Nesse período, houve a redução da ação estatal, privatização do funcionamento e produção
dos serviços, corte dos gastos sociais, bem como dos programas e benefícios. Ou seja, a lógica
privatista dos serviços continuou, principalmente na área da saúde, em que se manteve o
financiamento de instituições privadas com recursos públicos. Era um sistema que baseava-se
na quantidade e não na qualidade do serviço prestado à população. E que, além de tudo,
beneficiava ainda mais a empresa privada e gerava mais custos para os cofres públicos, pois
havia pouco controle sobre os conveniados e as empresas prestadoras de serviços — dando
margem para fraudes e corrupção. Seguia a “cartilha” do INAMPS.

SLIDE 6 (áudio 6)
Segundo Rossi (2018), no Governo Collor foram encerrados os programas PNCCSF e PRECAD,
descritos no governo anterior, e houve a criação do “Plano quinquenal de saúde - A saúde do
Brasil Novo”, no qual foram estabelecidas metas para redução dos índices e ações para
diagnóstico/prevenção de doenças, como o câncer bucal, doença periodontal e cárie.
Entretanto, eram concepções generalistas e sem qualquer especificação sobre a saúde bucal de
fato.

SLIDE 7 (complementar, áudio 6)


Além disso, a divisão Nacional de Saúde Bucal foi transformada numa coordenação técnica
subordinada à Secretaria Nacional de Assistência à Saúde.
SLIDE 8
Em 1991 foi aprovada a Portaria nº 184, que estabeleceu os chamados “Procedimentos
Coletivos” de saúde bucal na tabela de procedimento do SIA-SUS - Sistema de Informações
Ambulatoriais do Sistema Único de Saúde. Segundo Rossi (2018), a partir daí, além da
fluoretação das águas e os atendimentos de assistência odontológica individual, as atividades
coletivas de educação em saúde bucal, como aplicação de bochechos com flúor e escovação
supervisionada com dentifrício fluoretado, passaram a ser também financiados com Fundo
Nacional de Saúde.

SLIDE 9 (áudio 9)
Uma outra proposta do Governo, foi a substituição da política de fluoretação das águas de
abastecimento pela fluoretação sistêmica pelo sal de cozinha. A ideia dividiu opiniões na época,
já que em tese a fluoretação pelo sal poderia abranger populações não atendidas pelas
estações de tratamento de água; seria como um método complementar e democrático, com
baixo custo e melhor controle da dosagem. Entretanto, o projeto não foi adiante devido ao
contraponto do Conselho Nacional de Saúde (CNS), alguns especialistas e técnicos da área, que
defendiam a estratégia de fluoretação das águas de abastecimento público como um dos
maiores pilares na prevenção à cárie dentária.

Havia também quem não concordasse com nenhum dos métodos. Alguns cirurgiões-dentistas
usavam o argumento de que o fluoreto deveria ser utilizado apenas de maneira tópica, já que
não é considerado um nutriente essencial e que, em tese, poderia ter efeitos cumulativos e
maléficos ao corpo humano. Na época, o movimento, denominado de "Movimento Anti-flúor”,
foi efetuado por diversas associações e estudiosos na área; ganhou destaque na mídia e força
no governo seguinte.

SLIDE 10 (áudio 10)


Em 1992, Collor foi denunciado por seu irmão, Pedro Collor, por se envolver num esquema de
arrecadação de verba ilícita por meio de PC Farias. Em seguida, foi denunciado por usar essa
verba para pagamento de despesas pessoais. A CPMI ganhou força e a investigação que havia
começado apenas com PC Farias, passou a buscar o impeachment de Collor.
Com as mobilizações populares, o processo se fortaleceu e Collor foi afastado
temporariamente e, três meses depois, seu processo foi concluído e o impeachment aprovado,
fazendo com que Itamar Franco assumisse a presidência.

opção 2 (resumida)

Em 1992, Collor foi denunciado por se envolver num esquema de arrecadação de verba ilícita,
e por usá-la para pagamento de despesas pessoais. A CPMI ganhou força e a investigação, que
havia começado apenas com PC Farias, passou a buscar o impeachment de Collor.
Com as mobilizações populares, o processo se fortaleceu e Collor foi afastado
temporariamente e, três meses depois, seu processo foi concluído e o impeachment aprovado.
Itamar Franco assume a presidência.

Você também pode gostar