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Contestação Trabalhista

A empresa contesta a reclamação trabalhista do ex-funcionário alegando que: (1) o pedido de participação nos lucros carece de fundamentação legal, (2) parte dos créditos reclamados prescreveram, (3) as horas extras não são devidas pois o trabalhador se enquadrava na exceção do controle de jornada, e (4) os descontos salariais e o veículo fornecido estavam autorizados. A empresa pede a improcedência dos pedidos.
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Contestação Trabalhista

A empresa contesta a reclamação trabalhista do ex-funcionário alegando que: (1) o pedido de participação nos lucros carece de fundamentação legal, (2) parte dos créditos reclamados prescreveram, (3) as horas extras não são devidas pois o trabalhador se enquadrava na exceção do controle de jornada, e (4) os descontos salariais e o veículo fornecido estavam autorizados. A empresa pede a improcedência dos pedidos.
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EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO DA 3º VARA DO

TRABALHO DE MARINGÁ/PR

Autos nº...

Bom negócio LTDA, inscrita no Cadastro Nacional Pessoas Jurídicas sob o


nº..., sede na..., nº..., bairro..., Maringá PR, por seu advogado, (procuração
anexa com endereço profissional), nos autos da RECLAMAÇÃO
TRABALHISTA que lhe move o Sr. Afonso Pena, já qualificado em
exordial em curso perante esse ínclito juízo, com fundamento nos artigos
643 e seguintes da Consolidação Leis do Trabalho; 336 e subsequentes do
Código de Processo Civil, aplicados subsidiariamente ao processo
trabalhista, vem apresentar CONTESTAÇÃO pelos motivos de fato e de
direito a seguir expostos.

I-DOS FATOS
reclamado. Após sua despensa por justa causa, a mesma propôs reclamação
trabalhista (Processo n.0032145-19.2018.5.09.0003), distribuída para esta
vara em 12-02-2021, alegando em síntese que; apesar de trabalhar em
funções externas, visitando clientes da empresa, cumpria jornada de 10h
diárias, sem nunca ter recebido horas extras; que a reclamada efetuava,
mensalmente, desconto em seu salário, pela adesão a plano de saúde em
sistema de coparticipação, desconto com o qual o empregado nunca
concorda; que o valor do veículo fornecido pela empresa, para que Afonso
efetuasse as visitas aos clientes nunca foi integrado a seu salário. Dessa
forma, baseado nestas alegações, a reclamante pleiteou em sua reclamação
trabalhista: a) 2 horas extras diárias, acrescidas do adicional constitucional
de 50%; b) devolução dos descontos indevidos, em decorrência do plano de
saúde; c) integração do valor do veículo ao salário; e d) pagamento de
participação nos lucros ou resultados.
Todavia, todos argumentos lançados na inicial, por serem infundados, não
expressam a realidade dos fatos, como ficara provado, motivo pelo qual os
pedidos insertos na presente reclamatória deverão ser julgados
improcedentes.

2. DAS PRELIMINARES

O reclamante pleiteou na inicial, o pagamento de participação nos lucros ou


resultados, sem fundamentar em que se apoia o pedido em comento. Deste
modo se configura a hipótese de inépcia da petição inicial, uma vez que trata
do pedido sem respectiva causa de pedir, conforme o art. 330, 1, § 1º, I, do
CPC. Sendo assim é justo o deferimento da petição inicial, na forma do art.
337, IV do CPC, extinguindo o pedido sem resolução de mérito, estabelecido
no art. 485, I e IV, do CPC.

3. DAS PREJUDICAIS

A prescrição trabalhista, conforme disposto no art. 7º, XXIX, da


Constituição Federal/88, art. 11 da CLT e ainda a súmula 308 da TST, é
bienal é quinquenal, ocorre dois anos após o termino de contrato de trabalho,
incidindo sobre verbas anteriores a 5 anos do ajuizamento da ação.

No caso em questão, o Reclamante foi contratado foi contratado em 16-11-


2013 e ajuizou a ação em 12-02-2021, e cinco anos anteriores ao ajuizamento
da ação. Assim, requer a pronúncia da prescrição conforme fundamentação
mencionada, com resolução de mérito, art. 487 II, do CPC.

4. DO MÉRITO

A. Das horas extras


O Reclamante, durante todo o seu contrato, trabalhou como vendedor
externo da Reclamada, conforme atesta cópia de sua Carteira de Trabalho e
Previdência social (CTPS), anexa. Nesta função, cumpria jornada, a qual era
incompatível com o controle, nos termos anotados na própria carteira de
trabalho.

Assim, enquadrava-se na exceção ao controle de jornada prevista no art. 62


da CLT, razão pela qual não lhe são devidas as horas extras pleiteadas pelo
mesmo. Desta forma então, requer a improcedência do referido pedido.

B. Dos descontos salariais

No evento de sua reclamação o reclamante assinou termo em que autorizava


descontos em seu salário para adquirir o plano de saúde, conforme
documento anexo aos autos.

Nesse sentido, na forma da Súmula 342, do TST, é possível efetuar descontos


no salário do empregado para concessão de benefícios, desde que
autorizados previamente e por escrito, como foi feito.

Portanto, é improcedente também o pedido de devolução dos descontos, uma


vez que foram expressamente autorizados pelo Reclamante.

C) Da integração do veículo ao salário:

Conforme o Reclamante argumentou na petição inicial, o veículo fornecido


pela reclamada, assim, sendo, insere-se na categoria de bens indispensáveis
ao trabalho, tendo natureza salarial, conforme o estabelecido na Súmula 367,
I, do TST. Encontra-se novamente improcedente o pedido do autor.

5. DOS PEDIDOS

Ante o exposto requer:


O acolhimento da preliminar de inépcia, para declarar extinto, sem
resolução de mérito, o pedido de participação nos lucros ou resultado, nas
formas do art. 485, IV, do CPC;
A pronúncia da prescrição em relação aos créditos anteriores a 16-11-2013,
com resolução do mérito, na forma do art. 487, II do CPC:
c) No mérito, a improcedência dos pedidos.

Nos termos do art. 791- A, da CLT, requer a condenação do reclamante ao


pagamento de honorários advocatícios de sucumbência.
Desde já, ante a proibição ao enriquecimento sem causa, a reclamada
requer a dedução das parcelas já pagas sob a mesma rubrica.

Protesta pela produção de todos os meios de provas admitidos.

Nestes termos,
Pede deferimento;
Maringá 25/09/2021
Advogado/OAB nº....

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