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Atividade 05 - Diversidade Cultural

O documento discute a diversidade cultural no Brasil através de 9 questões sobre manifestações culturais de origem africana e indígena e sobre a representação da África no cinema. As questões abordam temas como: o sincretismo religioso, a capoeira, o etnocentrismo, a importância da internet para movimentos culturais e a necessidade de considerar o dinamismo e a complexidade das culturas ao analisá-las.
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Atividade 05 - Diversidade Cultural

O documento discute a diversidade cultural no Brasil através de 9 questões sobre manifestações culturais de origem africana e indígena e sobre a representação da África no cinema. As questões abordam temas como: o sincretismo religioso, a capoeira, o etnocentrismo, a importância da internet para movimentos culturais e a necessidade de considerar o dinamismo e a complexidade das culturas ao analisá-las.
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DIVERSIDADE CULTURAL

NOME:

GF: 290 – Data: 16/11/2020 - Prof. Paulo Cesar

 Assinale a alternativa correta correspondente a cada questão.

1. (Enem 2018) Outra importante manifestação das crenças e tradições


africanas na Colônia eram os objetos conhecidos como “bolsas de
mandinga”. A insegurança tanto física como espiritual gerava uma
necessidade generalizada de proteção: das catástrofes da natureza, das
doenças, da má sorte, da violência dos núcleos urbanos, dos roubos, das
brigas, dos malefícios de feiticeiros etc. Também para trazer sorte,
dinheiro e até atrair mulheres, o costume era corrente nas primeiras
décadas do século XVIII, envolvendo não apenas escravos, mas também
homens brancos.
CALAINHO, D. B. Feitiços e feiticeiros. In: FIGUEIREDO, L. História do Brasil
para ocupados. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2013 (adaptado).

A prática histórico-cultural de matriz africana descrita no texto


representava um(a)
a) expressão do valor das festividades da população pobre.   

b) ferramenta para submeter os cativos ao trabalho forçado.    

c) estratégia de subversão do poder da monarquia portuguesa.    

d) elemento de conversão dos escravos ao catolicismo romano.    

e) instrumento para minimizar o sentimento de desamparo social.    


2. (Enem (Libras) 2017) Na segunda metade do século XIX, a capoeira era
uma marca da tradição rebelde da população trabalhadora urbana na
maior cidade do Império do Brasil, que reunia escravos e livres,
brasileiros e imigrantes, jovens e adultos, negros e brancos. O que mais
os unia era pertencer aos porões da sociedade, e na última escala do piso
social estavam os escravos africanos.
SOARES, C. E. L. Capoeira mata um. In: FIGUEIREDO, L. História do Brasil
para ocupados. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2013.

De acordo com o texto, um fator que contribuiu para a construção da


tradição mencionada foi a
a) elitização de ritos católicos.    

b) desorganização da vida rural.    

c) redução da desigualdade racial.    

d) mercantilização da cultura popular.    

e) diversificação dos grupos participantes.    

3. (Unesp 2018) Texto 1


Victor Frankl descrevia o fanático por dois traços essenciais: a absorção da
própria individualidade na ideologia coletiva e o desprezo pela individualidade
alheia. “Individualidade” é a combinação singular de fatores que faz de cada
ser humano um exemplar único e insubstituível. O que o fanático nega aos
demais seres humanos é o direito de definir-se nos seus próprios termos. Só
valem os termos dele. Para ele, em suma, você não existe como indivíduo real
e independente. Só existe como tipo: “amigo” ou “inimigo”. Uma vez definido
como “inimigo”, você se torna, para todos os fins, idêntico e indiscernível de
todos os demais “inimigos”, por mais estranhos e repelentes que você próprio
os julgue.
(Olavo de Carvalho. O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota,
2013. Adaptado.)

Texto 2
É necessário questionar a função de amparo identitário de todas as formas de
organização de massas – partidos, igrejas, sindicatos – independente de seu
objetivo político manifesto, de esquerda ou de direita. Não é descabido supor
que qualquer organização de massas tenha o potencial de favorecer em seus
membros a adesão à identidade de vítimas, sendo um sério obstáculo à luta
pela autonomia e pela liberdade de seus membros.

(Maria Rita Kehl. Ressentimento, 2015. Adaptado.)

Os dois textos
a) apresentam argumentos favoráveis a ideias e comportamentos totalitários no
campo da política.   

b) defendem a importância de diferenças claras entre amigos e inimigos no


campo da política.

c) sustentam que a união dos oprimidos em organizações de massa é mais


importante que a individualidade.   

d) utilizam os conceitos de fanatismo e de identidade coletiva para questionar o


irracionalismo.   

e) concordam que o pertencimento ideológico de direita é critério exclusivo


para definir o fanatismo político.   

4. (Unisc 2017) “O grupo do ‘eu’ faz, então, de sua visão a única possível,
ou mais discretamente se for o caso, a melhor, a natural, a superior, a
certa. O grupo do ‘outro’ fica, nessa lógica, como sendo engraçado,
absurdo, anormal ou inteligível”.
ROCHA, Everardo P. Guimarães. O que é etnocentrismo. 1. ed. São Paulo:
Brasiliense, 1984, p. 9.

A citação explicita o fenômeno social denominado etnocentrismo.


Assinale entre as alternativas abaixo aquela que explica o conceito.
a) O etnocentrismo demonstra como convivemos em harmonia com grupos e
indivíduos que pertencem a uma cultura diversa ou são reconhecidos como
“diferentes” por não seguirem os padrões de comportamento socialmente
aceitos na sociedade em que vivemos.   

b) O etnocentrismo é uma visão de mundo (que pode compreender ideias e


ideologias) em que nosso próprio grupo é tomado como centro de referência e
todos os outros são pensados e avaliados através de nossos valores, nossos
modelos e nossas definições do que é a existência.   

c) O etnocentrismo é uma visão de mundo (que pode compreender ideias e


ideologias) em que buscamos não julgar e não avaliar as diferenças e sim
compreender as especificidades culturais de cada grupo ou cultura.   

d) O etnocentrismo demonstra a luta de classe nas sociedades capitalistas a


partir da teoria marxista.   

e) O etnocentrismo é uma teoria que explica por que não devemos interferir
nas outras culturas.   

5. (Enem 2017) Muitos países se caracterizam por terem populações


multiétnicas. Com frequência, evoluíram desse modo ao longo de
séculos. Outras sociedades se tornaram multiétnicas mais rapidamente,
como resultado de políticas incentivando a migração, ou por conta de
legados coloniais e imperiais.
GIDDENS. A. Sociologia. Porto Alegre: Penso, 2012 (adaptado).

Do ponto de vista do funcionamento das democracias contemporâneas, o


modelo de sociedade descrito demanda, simultaneamente,
a) defesa do patriotismo e rejeição ao hibridismo.    

b) universalização de direitos e respeito à diversidade.    

c) segregação do território e estímulo ao autogoverno.    

d) políticas de compensação e homogeneização do idioma.    

e) padronização da cultura e repressão aos particularismo

6. (Enem 2013) O sociólogo espanhol Manuel Castells sustenta que “a


comunicação de valores e a mobilização em torno do sentido são fundamentais.
Os movimentos culturais (entendidos como movimentos que têm como objetivo
defender ou propor modos próprios de vida e sentido) constroem-se em torno de
sistemas de comunicação – essencialmente a internet e os meios de
comunicação – porque esta é a principal via que esses movimentos encontram
para chegar àquelas pessoas que podem eventualmente partilhar os seus valores,
e a partir daqui atuar na consciência da sociedade no seu conjunto”.

(Disponível em: www.compolitica.org. Acesso em: 2 mar. 2012).

Em 2011, após uma forte mobilização popular via redes sociais, houve a queda do
governo de Hosni Mubarak, no Egito. Esse evento ratifica o argumento de que

a) a internet atribui verdadeiros valores culturais aos seus usuários.


b) a consciência das sociedades foi estabelecida com o advento da internet.
c) a revolução tecnológica tem como principal objetivo a deposição de governantes
antidemocráticos.
d) os recursos tecnológicos estão a serviço dos opressores e do fortalecimento de suas
práticas políticas.
e) os sistemas de comunicação são mecanismos importantes de adesão e
compartilhamento de valores sociais.
7. (Enem 2013) A recuperação da herança cultural africana deve levar em conta o
que é próprio do processo cultural: seu movimento, pluralidade e complexidade.
Não se trata, portanto, do resgate ingênuo do passado nem do seu cultivo
nostálgico, mas de procurar perceber o próprio rosto cultural brasileiro. O que se
quer é captar seu movimento para melhor compreendê-lo historicamente.

(MINAS GERAIS. Cadernos do Arquivo 1: Escravidão em Minas Gerais. Belo Horizonte:


Arquivo Público Mineiro, 1988.)

Com base no texto, a análise de manifestações culturais de origem africana, como a


capoeira ou o candomblé, deve considerar que elas

a) permanecem como reprodução dos valores e costumes africanos.


b) perderam a relação com o seu passado histórico.
c) derivam da interação entre valores africanos e a experiência histórica brasileira.
d) contribuem para o distanciamento cultural entre negros e brancos no Brasil atual.
e) demonstram a maior complexidade cultural dos africanos em relação aos europeus.

8. (Enem 2013) A África também já serviu como ponto de partida para comédias
bem vulgares, mas de muito sucesso, como Um príncipe em Nova York e Ace
Ventura: um maluco na África; em ambas, a África parece um lugar cheio de tribos
doidas e rituais de desenho animado. A animação O rei Leão, da Disney, o mais
bem-sucedido filme americano ambientado na África, não chegava a contar com
elenco de seres humanos.

LEIBOWITZ, E. “Filmes de Hollywood sobre África ficam no clichê”. Disponível


em: https://noticias.uol.com.br. Acesso em: 17 abr. 2010.

A produção cinematográfica referida no texto contribui para a constituição de uma


memória sobre a África e seus habitantes. Essa memória enfatiza e negligencia,
respectivamente, os seguintes aspectos do continente africano:

a) A história e a natureza.
b) O exotismo e as culturas.
c) A sociedade e a economia.
d) O comércio e o ambiente.
e) A diversidade e a política.

9. (Enem 2013) Própria dos festejos juninos, a quadrilha nasceu como dança
aristocrática, oriunda dos salões franceses, depois difundida por toda a Europa.
No Brasil, foi introduzida como dança de salão e, por sua vez, apropriada e
adaptada pelo gosto popular. Para sua ocorrência, é importante a presença de um
mestre “marcante” ou “marcador”, pois é quem determina as figurações diversas
que os dançadores desenvolvem. Observa-se a constância das seguintes
marcações: “Tour”, “En avant”, “Chez des dames”, “Chez des chevaliê”,
“Cestinha de flor”, “Balancê”, “Caminho da roça”, “Olha a chuva”, “Garranchê”,
“Passeio”, “Coroa de flores”, “Coroa de espinhos” etc.
No Rio de Janeiro, em contexto urbano, apresenta transformações: surgem novas
figurações, o francês aportuguesado inexiste, o uso de gravações substitui a
música ao vivo, além do aspecto de competição, que sustenta os festivais de
quadrilha, promovidos por órgãos de turismo.

CASCUDO, L. C. Dicionário do folclore brasileiro. Rio de Janeiro: Melhoramentos,


1976.

As diversas formas de dança são demonstrações da diversidade cultural do


nosso país. Entre elas, a quadrilha é considerada uma dança folclórica por

a) possuir como característica principal os atributos divinos e religiosos e, por isso,


identificar uma nação ou região.
b) abordar as tradições e costumes de determinados povos ou regiões distintas de uma
mesma nação.
c) apresentar cunho artístico e técnicas apuradas, sendo, também, considerada dança-
espetáculo.
d) necessitar de vestuário específico para a sua prática, o qual define seu país de origem.
e) acontecer em salões e festas e ser influenciada por diversos gêneros musicais.
10. (Enem 2012) As mulheres quebradeiras de coco-babaçu dos Estados do
Maranhão, Piauí, Pará e Tocantins, na sua grande maioria, vivem numa situação
de exclusão e subalternidade. O termo quebradeira de coco assume o caráter de
identidade coletiva na medida em que as mulheres que sobrevivem dessa
atividade e reconhecem sua posição e condição desvalorizada pela lógica da
dominação, se organizam em movimentos de resistência e de luta pela conquista
da terra, pela libertação dos babaçuais, pela autonomia do processo produtivo.
Passam a atribuir significados ao seu trabalho e as suas experiências, tendo
como principal referência sua condição preexistente de acesso e uso dos
recursos naturais.

ROCHA, M. R. T. A luta das mulheres quebradeiras de coco-babaçu, pela


libertação do coco preso e pela posse da terra. In: Anais do VII Congresso Latino-
Americano de Sociologia Rural, Quito, 2006 (adaptado).

A organização do movimento das quebradeiras de coco de babaçu é resultante da

a) constante violência nos babaçuais na confluência de terras maranhenses, piauienses,


paraenses e tocantinenses, região com elevado índice de homicídios.
b) falta de identidade coletiva das trabalhadoras, migrantes das cidades e com pouco
vínculo histórico com as áreas rurais do interior do Tocantins, Pará, Maranhão e Piauí.
c) escassez de água nas regiões de veredas, ambientes naturais dos babaçus, causada
pela construção de açudes particulares, impedindo o amplo acesso público aos recursos
hídricos.
d) progressiva devastação das matas dos cocais, em função do avanço da sojicultura
nos chapadões do Meio-Norte brasileiro.
e) dificuldade imposta pelos fazendeiros e posseiros no acesso aos babaçuais
localizados no interior de suas propriedades.

11. (Enem 2011) Um volume imenso de pesquisas tem sido produzido para tentar
avaliar os efeitos dos programas de televisão. A maioria desses estudos diz
respeito a crianças – o que é bastante compreensível pela quantidade de tempo
que elas passam em frente ao aparelho e pelas possíveis implicações desse
comportamento para a socialização. Dois dos tópicos mais pesquisados são o
impacto da televisão no âmbito do crime e da violência e a natureza das notícias
exibidas na televisão.

GIDDENS, A. Sociologia. Porto Alegre: Artmed, 2005.

O texto indica que existe uma significava produção científica sobre os impactos
socioculturais da televisão na vida do ser humano. E as crianças, em particular,
são as mais vulneráveis a essas influências, porque

a) codificam informações transmitidas nos programas infantis por meio da observação.


b) adquirem conhecimentos variados que incentivam o processo de interação social.
c) interiorizam padrões de comportamento e papéis sociais com menor visão crítica.
d) observam formas de convivência social baseadas na tolerância e no respeito.
e) apreendem modelos de sociedade pautados na observância das leis.

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