IMMANUEL KANT
Questão 1
Kant define o conhecimento a priori como aquele que:
A. ( ) decorre das relações lógicas e matemáticas.
B. ( ) pode ser obtido independentemente de qualquer acontecimento empírico.
C. ( ) depende completamente dos dados empíricos.
D. ( ) ocorre por conta das experiências e testes científicos.
Questão 2
Kant, em sua obra intitulada Crítica da razão pura, determinou até que ponto se estende o
conhecimento. Segundo ele:
I. A razão pode conhecer a realidade tal como é em si mesma. A razão existe nas coisas e
não em nós.
II. A razão não pode conhecer a realidade tal como é em si mesma; apenas podemos
conhecer os fenômenos, isto é, "aquilo que aparece" para a razão.
III. A relação sujeito e objeto é mediada pelos dados empíricos e nada depende da razão.
IV. Para conhecer as coisas temos de organizá-las a partir da forma a priori do tempo e do
espaço. Espaço e tempo, na concepção kantiana, não existem como realidade externa,
são antes formas a priori da razão.
São corretas as afirmações:
A. ( ) Ie IV.
B. ( ) IIe III.
C. ( ) IIe IV.
D. ( ) Ie III.
Questão 3
(Uel 2010) Leia o texto a seguir:
Como determinamos as regras do que é certo ou errado? Immanuel Kant (1724-1804)
responde a essa pergunta da seguinte forma: é moralmente correta a ação que está de
acordo com determinadas regras do que é certo, independente da felicidade resultante a
um ou a todos. Kant não propõe uma lista de regras com conteúdo previamente
determinado - como é o caso dos mandamentos religiosos, por exemplo -, mas formula
uma regra para averiguar a correção da máxima que orienta nossa ação. Essa regra de
averiguação é chamada imperativo categórico [...]
(BORGES, M. de L.; DALL’AGNOL, D.; DUTRA, D. V. O que você precisa saber sobre...
Ética. Rio de Janeiro: DP&A, 2002, p.15.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o Imperativo Categórico kantiano, é
correto afirmar:
I. Constitui um princípio formal dado pela razão que visa à discriminação das máximas de
ação, com a pretensão de verificar quais podem, efetivamente, enquadrar-se numa
legislação universal.
II. Representa a capacidade de a razão prática, do ponto de vista a priori, fornecer à
vontade humana um dever incondicional com pretensão de universalidade e de
necessidade.
III. Compreende um princípio teleológico construído a partir da concepção valorativa do
“bem viver” e que se impõe, como condição absoluta, na realização de ações e
comportamentos das pessoas em geral.
IV. Abrange a sabedoria prática, como condição inata de o ser humano deliberar e
proceder, sempre de forma semelhante em relação às demais pessoas, no quesito das
ações que envolvem virtude e prudência.
Assinale a alternativa correta.
A. ( ) Somente as afirmativas I e II são corretas.
B. ( ) Somente as afirmativas II e IV são corretas.
C. ( ) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
D. ( ) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
E. ( ) Somente as afirmativas I, III e IV são corretas.
Questão 4
(Uel 2010) Nos Princípios Matemáticos de Filosofia Natural, Newton afirmara que as leis
do movimento, assim como a própria lei da gravitação universal, tomadas por ele como
proposições particulares, haviam sido “inferidas dos fenômenos, e depois tornadas gerais
pela indução”. Kant atribui a estas proposições particulares, enquanto juízos sintéticos, o
caráter de leis a priori da natureza. Entretanto, ele recusa esta dedução exclusiva das leis
da natureza e consequente generalização a partir dos fenômenos. Destarte, para enfrentar
o problema sobre a impossibilidade de derivar da experiência juízos necessários e
universais, um dos esforços mais significativos de Kant dirige-se ao esclarecimento das
condições de possibilidade dos juízos sintéticos a priori. Com base no enunciado e nos
conhecimentos acerca da teoria do conhecimento de Kant, é correto afirmar:
A. ( ) A validade objetiva dos juízos sintéticos a priori depende da estrutura universal e
necessária da razão e não da variabilidade individual das experiências.
B. ( ) Os juízos sintéticos a priori enunciam as conexões universais e necessárias entre
causas e efeitos dos fenômenos por meio de hábitos psíquicos associativos.
C. ( ) O sujeito do conhecimento é capaz de enunciar objetivamente a realidade em si das
coisas por meio dos juízos sintéticos a priori.
D. ( ) Nos juízos sintéticos a priori, de natureza empírica, o predicado nada mais é do que
a explicitação do que já esteja pensado realmente no conceito do sujeito.
E. ( ) A possibilidade dos juízos sintéticos a priori nas proposições empíricas fundamenta-
se na determinação da percepção imediata e espontânea do objeto sobre a razão.
Questão 5
(UFU 2011) Conforme Arruda e Aranha, o materialismo de Karl Marx diferencia-se do
materialismo mecanicista. Analisando estas diferenças as autoras concluem:
[...] segundo o materialismo dialético, o espírito não é consequência passiva da ação da
matéria, podendo reagir sobre aquilo que determina. Ou seja o conhecimento do
determinismo liberta o homem por meio da ação deste sobre o mundo, possibilitando
inclusive a ação revolucionária.
ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando. São Paulo,
Ed. Moderna, 2000, p. 241.
Com base em seus conhecimentos e nas informações acima, assinale a alternativa
correta.
A. ( ) Diferentemente dos idealistas, Marx considera que as manifestações espirituais
humanas derivam da estrutura material ou econômica da sociedade, mas não de modo
absoluto, pois o espírito pode se libertar.
B. ( ) Como em Marx, a estrutura material ou econômica determina as manifestações do
espírito, que será, em consequência, sempre passivo diante desta estrutura.
C. ( ) Marx entende que o espírito é resultado da estrutura material ou econômica da
sociedade, por isso jamais pode modificá-la.
D. ( ) A dialética materialista de Marx sintetiza os momentos da realização da razão na
história e não o agir histórico que realiza os conteúdos da razão.
Questão 6
(UFSM 2010) O desenvolvimento industrial e os benefícios dele advindos são, em alguns
casos, incompatíveis com princípios que promovem a conservação dos recursos naturais.
Nesses casos, se você optar pelo desenvolvimento industrial por causa de seus
benefícios, apesar do dano aos recursos naturais, sua avaliação ética é de
tipo_________ ; se, porém, você optar pela conservação dos recursos naturais por
respeito ao princípio segundo o qual devemos proteger os recursos naturais, abdicando do
desenvolvimento industrial e de seus benefícios, sua avaliação ética é de tipo________ .
Assinale a alternativa que preenche, corretamente, as lacunas, dando sentido ao texto.
A. ( ) consequencialista - científica
B. ( ) científica - deontológica
C. ( ) consequencialista - deontológica
D. ( ) deontológica - consequencialista
E. ( ) científica - consequencialista
Questão 7
(UFSM 2009) Com o propósito de afastar a fundamentação do agir do contexto histórico,
cultural ou político, a ética kantiana propõe como princípio das ações um imperativo
categórico, ou lei moral, que possa ser universalizado para todos os seres racionais. Esse
modo de fundamentação é caracterizado como
A. ( ) pragmatismo.
B. ( ) comunitarismo.
C. ( ) utilitarismo.
D. ( ) liberalismo.
E. ( ) formalismo.
Questão 8
(Ueg 2009) Leia a citação abaixo:
“(...) Pois segundo essa lei, não poderia haver propriamente promessa alguma, já que
seria inútil afirmar a minha vontade quanto às minhas futuras ações, pois as pessoas não
acreditariam em meu fingimento, ou, se precipitadamente o fizessem, pagar-me-iam na
mesma moeda. Portanto, a minha máxima, uma vez arvorada em lei universal, destruir-se-
ia a si mesma necessariamente”.
KANT, Immanuel. Fundamentos da metafísica dos costumes e outros escritos. São Paulo:
Martin Claret, 2004. p. 13.
No texto citado acima o autor se refere
A. ( ) à crítica da razão pura.
B. ( ) ao conhecimento a posteriori.
C. ( ) ao conhecimento a priori.
D. ( ) ao imperativo categórico.
GABARITO
Questão 1
Questão 2
Questão 3
Questão 4
Questão 5
Questão 6
Questão 7
Questão 8