UNIVERSIDADE DE RIO VERDE
ENGENHARIA CIVIL
RELATÓRIO DO EXPERIMENTO DE CONCRETO LEVE E
CONCRETO AUTO-ADENSAVEL
Alunos: Heric Henrique Alves Batista
Orientador: Dr. Bacus de Oliveira Nahime
Rio Verde, Goiás
2021
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LISTA DE FIGURAS
Figura 1................................................................................................................5
LISTA DE TABELAS
Tabela 1..............................................................................................................7
Tabela 2..............................................................................................................8
Tabela 3..............................................................................................................9
Tabela 4..............................................................................................................9
Tabela 5..............................................................................................................9
Tabela 6..............................................................................................................10
Tabela 7..............................................................................................................10
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SUMÁRIO
Lista de figuras, tabelas e gráficos ............................................................................................. 2
Sumário ...................................................................................................................................... 3
1 Introdução .......................................................................................................................... 4
1.1 Definições.........................................................................................................5
2 Normas e Materiais Utilizados........................................................................................... 6
2.1 Normas..............................................................................................................6
2.2 Equipamentos....................................................................................................7
3 Procedimentos .................................................................................................................... 7
3.1 Determinação da Habilidade Passante Pelo Método do Anel J.........................7
3.2 Determinação da Consistência do Concreto Pelo Abatimento do Tronco de Cone......7
4 Resultados e Discussões .................................................................................................... 8
4.1 Resultados do Concreto Auto-Adensável.........................................................8
4.2 Resultados do Concreto Leve...........................................................................9
5 Conclusões ....................................................................................................................... 11
Referências Bibliográficas ....................................................................................................... 11
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1. INTRODUÇÃO
O concreto possui três principais propriedades mecânicas, que são resistência à compressão,
tração e elasticidade. Ambas são medidas a partir de ensaios de laboratório que atendem
critérios estabelecidos pelas normas técnicas e em condições específicas. De modo geral todos
os ensaios são realizados para controle de qualidade e para verificar se ele atende as
especificações de projeto. Os principais componentes do concreto tradicional são: cimento
(agregado), água, agregado miúdo e agregado graúdo.
Concreto Autoadensável:
O concreto autoadensável (CAA) foi desenvolvido no Japão, em 1998, ele é capaz de se moldar
nas formas por conta própria e preencher, sem necessidade nenhuma de vibração ou
compactação externa. Foi inicialmente desenvolvido pelo professor Hajime Okamura, surgiu
da necessidade de obter estruturas mais duráveis, ganhando tempo de execução, ausência de
adensamento mecânico e economia. No Brasil, seu estudo e a utilização do CAA estão muito
aquém do potencial desse material, umas das causas são o desconhecimento dos profissionais
a respeito do assunto.
Os materiais utilizados para a produção do CAA, são os mesmos utilizados nos convencionais,
sendo utilizados no CAA maior quantidade de finos e aditivos, plastificantes,
superplastificantes ou modificadores de viscosidade.
Para sua produção são utilizados o mesmo tipo de cimento para a produção do concreto
tradicional, ainda não existem critérios científicos que especifiquem o cimento mais adequado
para produção do CAA.
O CAA (concreto autoadensável) tem duas propriedades importantes que são a trabalhidade e
estabilidade. As características desse concreto têm de ser determinadas e mantidas, assim as
propriedades dos materiais e principalmente o proporciona mento destes, passam a ser os
fatores mais importantes para a otimização da mistura.
Concreto Leve:
O Concreto leve é um concreto do tipo cimento-areia que consiste em substituir a brita pelos
flocos ou pérolas de EPS (Isopor) Grupo Isofort. A mistura cimento-areia se solidifica
envolvendo o EPS (Isopor) Grupo Isofort cujo volume é composto de 95% de ar, gerando assim
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um concreto de baixa densidade aparente, excelente isolação termoacústica e considerável
resistência.
O concreto leve de EPS (Isopor) Grupo Isofort é utilizado em estruturas que não exijam grandes
esforços na construção civil. Por conta de sua leveza e propriedades (resistência, isolamento
térmico e baixa densidade) o uso do EPS (Isopor) Grupo Isofort na mistura de concreto agrega
economia, dimensionamento estrutural adequado e facilidade de manuseio na obra.
A ampla utilização dos concretos leves deve-se principalmente à redução da massa específica
do concreto, como a redução dos esforços na estrutura das edificações, a economia com fôrmas
e cimbra mento, bem como a diminuição dos custos com transporte e montagens com
construções pré-fabricadas. O concreto leve apresenta elevado consumo de energia dos fornos
que produzem os agregados leves, em relação ao concreto tradicional. Essa energia adicional,
representada por um aumento de 60%, pode ser compensada pela redução da massa específica
do concreto que favorece a redução de armadura, do volume total de concreto, da energia
utilizada no transporte e no processo construtivo. As principais aplicações do concreto com
agregados leves ocorrem em diversas áreas da construção civil, como pontes, plataformas
marítimas e edificações pré-fabricadas.
Figura 1 – Imagem ilustrativa sobre concretos
Definições:
Cimento Portland:
Pó fino com propriedades aglomerantes ou ligantes que ao contato com água endurece e depois
de endurecido mesmo que seja submetido a água não se decompõe mais. Sendo um
aglomerante hidráulico resultante da mistura homogênea de clínquer Portland, gesso e adições
normalizados finamente moídos (ABCP).
CPV ARI: Cimento Portland de Alta Resistência Inicial. Tem a peculiaridade de atingir altas
resistências já nos primeiros dias da aplicação. Isso se dá em função da dosagem diferente de
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calcário e argila na produção do clínquer, além da moagem mais fina de cimento de modo que
ao reagir com a água, ele obtenha elevadas resistências com maior velocidade.
Areia Fina:
Agregado miúdo de origem natural ou resultante de britagem de rochas estáveis ou a mistura
de ambas, com grãos de diâmetros entre 0,05 a 0,42 mm.
Brita:
O Ministério de Minas e Energia (MME) define a brita como o produto do processo de
cominação (fragmentação) de vários tipos de rocha. Ela é formada a partir da detonação de
blocos maiores, extraídos de rochas duras. A brita 0 possui granulometria variando de 4,8 mm
a 9,5 mm.
Aditivo Superplastificante:
Aditivo que modifica a consistência do concreto aumentando o abatimento e a fluidez.
2. NORMAS E MATERIAIS UTILIZADOS:
Normas:
NBR NM 67:1998 – Concreto – Determinação da consistência pelo abatimento do tronco de
cone.
NBR NM 33:1998 – Concreto – Amostragem de concreto fresco.
NBR NM 36:1998 – Concreto fresco – Separação de agregados grandes por peneiramento.
NBR 15823-1:2017 – Concreto auto adensável – Parte 1: Classificação, controle e recebimento
no estado fresco.
NBR 15823-2:2017 – Concreto auto adensável – Parte 2: Determinação do espalhamento, do
tempo de escoamento, do tempo de escoamento e do índice de estabilidade visual – Método do
cone de Abrams.
NBR 15823-3:2017 – Concreto autoadensável – Parte 3: Determinação da habilidade passante
– Método do anel J.
NBR 15823-4:2017 – Concreto autoadensável – Parte 4: Determinação da habilidade passante
– Método da caixa L e da caixa U.
NBR 15823-5:2017 – Concreto autoadensável – Parte 5: Determinação da viscosidade –
Método do funil V.
NBR 15823-6:2017 – Concreto autoadensável – Parte 6: Determinação da resistência à
segregação – Método do anel J.
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Equipamentos:
- Molde para o corpo de prova em forma de tronco de cone;
- Haste de compactação;
- Placa de base;
- Régua rígida.
- Anel J;
3. PROCEDIMENTOS:
Determinação da Habilidade Passante Pelo Método do Anel J:
- Limpar e umedecer internamente o molde e a placa de base, certificando-se de que a placa de
base esteja colocada sobre uma superfície nivelada;
- Posicionar o Anel J sobre a placa de base, centrando-a;
- Posicionar o mole sobre a placa de base, centrando-a;
- Preencher o molde de forma contínua e uniforme com a amostra de concreto;
- Limpar os excessos;
- Efetuar a desmoldagem levantando cuidadosamente o molde pelas alças;
Tabela 1. Valores de Massa de cada Material
Cimento CPV ARI Areia Fina Brita 0 H2O Aditivo
(kg) (kg) (kg) (kg) Superplastificante (g)
4,300 8,064 8,096 1,720 21,50
Determinação da Consistência do Concreto Pelo Abatimento do Tronco de Cone:
- Dosar o concreto conforme o método adotado pelo experimento e colete a amostra conforme
a norma NBR NM 33;
- Umedecer o molde e a placa de base e colocar o molde sobre a placa de base;
- Deve-se manter os pês firmes sobre as aletas, de forma a mantê-lo estável.
- Preencha o tronco do cone com a amostra, em três camadas, atentando-se a estes itens:
a) Cada camada com um terço da altura do molde compactado;
b) Ao preenchimento de uma camada compactar com a haste utilizando 25 golpes;
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c) No preenchimento e na compactação da camada superior, acumular o concreto sobre o
molde, antes de iniciar o adensamento.
d) Após o adensamento da última camada, deve-se rasar a superfície do concreto.
- Limpar a placa de base e retirar o molde, levantando-o cuidadosamente na direção vertical. A
operação de retirar o molde deve ser realizada em 5 s a 10 s, com um movimento constante
para cima, sem submeter o concreto a movimentos de torção lateral.
- Imediatamente após a retirada do molde, medir o abatimento do concreto, determinando a
diferença entre a altura do molde e a altura do eixo do corpo de prova desmoldado,
aproximando aos 5 mm mais próximos.7
CP V - ARI
Massa Específica (g/cm³) 3,05
Finura (cm²/g) 3398
EPS (Poliestireno Expandido)
Massa Específica (g/cm³) 0,015
Areia
Massa Específica (g/cm³) 2,62
Massa Unitária (g/cm³) 1,54
Modulo de Finura 1,93
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES.
4.1 RESULTADOS CONCRETO AUTO-ADENSÁVEL:
A determinação do espalhamento do concreto auto adensável é realizada conforme prescreve
a ABNT NBR 15823-2:2017, que também observa sua consistência. A tabela 2 a seguir
apresenta o valor obtido após a realização do ensaio sem o anel J.
Tabela 2. Valor do ensaio de consistência do concreto
Espalhamento (mm)
790
Para a determinação da habilidade passante foi realizado o ensaio do anel J, conforme a ABNT
NBR 15823-3:2017. A tabela 3 abaixo apresenta o valor obtido após a realização do ensaio.
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Tabela 3. Valor do ensaio de habilidade passante do anel J
Espalhamento (mm)
630
Para a determinação da resistência foi feito o rompimento dos corpos-de-prova. A tabela 4
abaixo apresenta os respectivos valores obtidos.
Tabela 4. Valores de Resistência dos corpos-de-prova do Concreto Auto-adensável
Diâmetro (mm) Área (mm²) Força (KN) Resistência (Mpa)
100 7853,98 389,00 49,53
100 7853,98 386,14 49,16
100 7853,98 381,55 48,58
100 7853,98 369,81 47,09
100 7853,98 343,20 43,70
100 7853,98 316,39 40,28
MÁXIMA 49,53
MÉDIA 46,84
4.2 RESULTADOS CONCRETO LEVE:
Para determinação do abatimento foi realizado o ensaio de consistência – NBR NM 67:1998 –
Concreto – Determinação da consistência pelo abatimento do tronco de cone. A tabela 5 abaixo
apresenta os seguintes valores obtidos.
Tabela 5. Valores de Abatimentos dos corpos-de-prova
Concreto Especial – Concreto Leve
Abatimento (Slump Test) Mc 1 Mc 2 Mc 3 Mc 4
(mm) (kg) (kg) (kg) (kg)
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185 ± 2 1,852 1,8 1,8 1,859
Para Determinação da massa aparente foi realizado o calculo de densidade, com a seguinte
expressão:
𝑀𝑐 − 𝑀𝑟
𝐴=
Vr
Onde...
A = Densidade (g/m³);
Mc = Massa do recipiente cilíndrico contendo argamassa de ensaio (g)
Mr = Massa do recipiente cilíndrico (g);
Vr = Volume do recipiente cilíndrico (cm³).
Exemplo:
𝑀𝑐 − 𝑀𝑟
𝐴=
Vr
1,852 − 0,3
𝐴=
0,00153
𝐴 = 1014,379
Assim, temos:
Tabela 6. Valores de Massa Aparente dos corpos-de-prova
Corpos de prova ρ. aparente(kg/m³) ρ. aparente médio(kg/m³)
CP 1 1014,379
CP 2 980,392
998,529
CP 3 980,392
CP4 1018,954
Para a determinação da resistência foi feito o rompimento dos corpos-de-prova. A tabela 7
abaixo apresenta os respectivos valores obtidos.
Tabela 7. Valores de Resistência dos corpos-de-prova do Concreto Leve
Diâmetro (mm) Área (mm²) Força (KN) Resistência (Mpa)
100 7853,98 45,32 5,77
100 7853,98 44,61 5,68
10
100 7853,98 43,56 5,55
100 7853,98 41,71 5,31
100 7853,98 41,20 5,25
100 7853,98 39,31 5,01
100 7853,98 37,65 4,79
100 7853,98 37,39 4,76
100 7853,98 34,90 4,44
100 7853,98 34,57 4,40
100 7853,98 33,00 4,20
100 7853,98 30,00 3,82
MÁXIMA 5,77
MÉDIA 4,98
5. CONCLUSÃO
De forma geral, vemos que o concreto auto-adensável e o concreto leve é um ótimo material
para ser empregado em estruturas que exigem uma mão-de-obra reduzida, pouca energia para
sua execução. Além de apresentar uma ótima fluidez, ser totalmente homogêneo e dispensar
o uso de vibradores.
Ainda que o cimento apresente uma estabilidade, performance e consistência boa, neste
ensaio pôde-se notar que a qualidade do concreto está ligada em sua força e resistência,
características que concedem ao uso.
Com isso se torna indicado para ser usado em estruturas com alta taxa de armaduras pela sua
habilidade passante de fluidez, em estruturas pré-moldadas, também no uso de rampas e
calçadas.
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
file:///C:/Users/55649/OneDrive/%C3%81rea%20de%20Trabalho/Pasta/Concretos.pdf
https://isofort.com.br/p/concreto-leve/
https://drive.google.com/drive/folders/1JP5eiiX1hdvx64G4g-uudzc8-9NWDmYa
https://drive.google.com/drive/folders/1ibWnlTCIEcZ4uHRHvx3oy6Hr8N_ln4NO
https://drive.google.com/drive/folders/19XgV7rEhmluFQ0CrAbmTO2zK4WmdiWku
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