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Balanço Hídrico e Águas Subterrâneas

O documento discute o balanço hídrico e o regime das águas subterrâneas. Aborda os processos hidrológicos simulados pelo modelo SWAT, incluindo a interceptação, infiltração, evapotranspiração e fluxo subsuperficial. Também descreve os diferentes regimes hídricos como o dos oceanos, rios e lagos, e como esses regimes são afetados por fatores como precipitação, relevo, clima e vegetação.

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Balanço Hídrico e Águas Subterrâneas

O documento discute o balanço hídrico e o regime das águas subterrâneas. Aborda os processos hidrológicos simulados pelo modelo SWAT, incluindo a interceptação, infiltração, evapotranspiração e fluxo subsuperficial. Também descreve os diferentes regimes hídricos como o dos oceanos, rios e lagos, e como esses regimes são afetados por fatores como precipitação, relevo, clima e vegetação.

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Índice

[Link]ção....................................................................................................................4

[Link]:................................................................................................................4

[Link]..............................................................................................................4

[Link]ço hídrico e regime das águas subterrâneas.......................................................5

[Link] regimes hídricos.....................................................................................................6

1.3.O Balanço aquático ou hidrológico.............................................................................8

1.4.O balanço térmico........................................................................................................8

[Link] das águas subterrâneas...................................................................................9

[Link]ísticas..............................................................................................................9

[Link] águas naturais.......................................................................................................11

2.0.Água Subterrânea......................................................................................................12

[Link] e condição dos materiais terrestres...................................................................12

[Link] Vegetal......................................................................................................12

[Link]ção e movimento da água no subsolo..........................................................13

[Link] hidráulica e a Lei de Darcy...............................................................14

[Link]íferos: reservatórios da água subterrânea............................................................14

[Link]ífero e tipos de porosidade..................................................................................15

[Link]íferos livres, suspensos e confinados..................................................................16

[Link]ão..................................................................................................................17

Referências bibliográficas...............................................................................................18
[Link]ção
O presente trabalho da cadeira de hidrogeografia, tem como o tema, balanço hídrico e
regime das águas subterrâneas. O balanço hídrico, considerado como a base da
hidrologia, é pré‐requisito indispensável para estudos e avaliações da disponibilidade
hídrica. Os comportamentos das águas no que respeita ao seu aumento ou redução ao
longo do ano. Fazendo uma análise sobre o regime hídrico das águas dos oceanos
podemos notar que estas recebem constantemente a água provinda das rochas em fusão
existentes no interior da terra. Esta emissão contribuiria bastante para o aumento das
águas marinhas mas porque uma parte da água existente na atmosfera é dissolvida pela
luz solar e outras escapam a gravidade terrestre se perdendo no espaço parece haver
compensação entre a água ganha e perdida fazendo com que os níveis das águas
oceânicas se mantenham quase constante.

[Link]:
Geral

 Conhecer o Balanço hídrico e regime das águas subterrâneas.

Específicos

 Identificar o Balanço hídrico e regime das águas subterrâneas;


 Descrever Balanço hídrico e regime das águas subterrâneas.

[Link]
Para a elaboração do trabalho usou-se a metodologia de pesquisa bibliográfica, que é
um apontamento geral sobre os principais trabalhos já realizados, revestidos de
importância por serem capazes de fornecer dados actuais e relevantes relacionados com
o tema”. Portanto, este método consistiu na escolha selectiva dos autores que abordam o
tema em estudo.

4
[Link]ço hídrico e regime das águas subterrâneas
O balanço hídrico é a força motriz por trás de todos os processos do SWAT porque
impacta o crescimento da planta e do movimento dos sedimentos, nutrientes, pesticidas
e agentes patogênicos. A simulação da hidrologia das bacias hidrográficas é separada
em fase terrestre, que controla a quantidade de água, sedimentos, nutrientes e pesticidas
para o canal principal em cada sub‐bacia, e em fase aquática ( in‐stream), que é o
movimento da água, sedimentos, etc., através da rede de canais da bacia para o seu
exutório. Trindade & Manuel, (1999).

Os processos hidrológicos simulados pelo SWAT incluem a interceptação e


armazenamento nas copas das árvores, escoamento superficial, infiltração,
evapotranspiração, fluxo lateral, drenagem subsuperficial, redistribuição da água no
perfil do solo, o uso de água através de bombeamento (se houver), fluxo de retorno e
recarga por infiltração de águas superficiais, lagoas, canais e tributários. Trindade &
Manuel, (1999).

As descrições completas dos processos e as equações utilizadas pelo modelo são


documentadas no manual teórico do SWAT em Neitsch et al. (2009) e em Arnold et al.
(1998).

A fase terrestre do ciclo hidrológico é baseada na equação do balanço hídrico:

Onde:

 SW1 é a quantidade final de água no solo (mm);


 SW0 é a quantidade inicial de água no solo (mm), t é o tempo (dias);
 Rday é a precipitação acumulada no dia i (mm);
 Qsurf é o escoamento superficial acumulado no dia i (mm);
 Ea é a evapotranspiração acumulada no dia i (mm);
 Wssep é a quantidade de percolação e de desvio de fluxo que sai do perfil do
solo no dia i (mm); e
 Qgw é a quantidade do fluxo de retorno no dia i (mm). Neitsch et al. (2009).

5
[Link] regimes hídricos
Referem-se aos comportamentos das águas no que respeita ao seu aumento ou redução
ao longo do ano.

Fazendo uma análise sobre o regime hídrico das águas dos oceanos podemos notar que
estas recebem constantemente a água provinda das rochas em fusão existentes no
interior da terra. Esta emissão contribuiria bastante para o aumento das águas marinhas
mas porque uma parte da água existente na atmosfera é dissolvida pela luz solar e outras
escapam a gravidade terrestre se perdendo no espaço parece haver compensação entre a
água ganha e perdida fazendo com que os níveis das águas oceânicas se mantenham
quase constante. O apontamento apresentado pela Faculdade de letras da UEM (1982).

No momento da formação da crusta terrestre terão sido estas rochas que transportaram,
desta forma, as aguas que agora existe nos oceanos. Porque a crusta terrestre existente
situada sob os oceanos se renova permanentemente a partir destas rochas em fusão,
verifica-se, por isso, um fornecimento contínuo de água designada por água juvenil”.

O volume das águas oceânicas deveria pois aumentar continuamente. Mas porque, em
contrapartida, uma fracção de água presente na atmosfera é dissolvida pela luz solar nas
altitudes mais elevadas, e uma parte das moléculas assim formadas, particularmente o H
[hidrogénio], escapam a atracção terrestre, esta perda de vapor de água parece
compensar rigorosamente o fornecimento da água juvenil” (Faculdade de letras da UEM
1982).

Porem, a partir da acção do clima, por meio de aumento da temperatura que se fez sentir
em algumas épocas, o nível das aguas dos oceanos tende a aumentar. Veja:

“As águas marinhas elevam os oceanos até um nível que nos serve de referência para
medir as altitudes e as profundidades. Esse nível, a escala humana, não parece variar.
No entanto, o volume das águas. Christofoletti, (1980).

Os rios podem apresentar-se com um caudal fraco (estiagem) ou alto (cheia) em função
da abundância ou não da chuva ou degelo.

O regime de um rio depende da alimentação (proveniente da chuva ou degelo), do


relevo (a forte inclinação do leito favorece o escoamento rápido das aguas), do clima, da
natureza das regiões atravessadas (as rochas permeáveis retardam a escorrência e

6
restituem lentamente as aguas infiltradas, regularizando assim o regime do rio. Pelo
contrario, a totalidade das aguas das chuvas corre rapidamente sobre as rochas
impermeáveis, determinando grandes inundações) e da existência da vegetação e de
lagos reguladores. Christofoletti, (1980).

De acordo com o seu regime os rios classificam-se de diferentes formas. Deste modo
podemos classificar os rios em regime constante ou permanente, periódico ou cíclico,
irregular ou intermitente e torrencial.

Existem três tipos de lagos, nomeadamente, emissor, intermédio ou de passagem e


receptor. De acordo com o seu tipo o regime dos lagos irá variar em função do
comportamento do caudal dos rios.

Por exemplo os lagos intermédios e receptor não apenas recebem directamente a agua
provinda das chuvas ou degelo mas da alimentação destes por parte dos rios.

Quanto o curso das águas subterrâneas, o comportamento do nível das águas vária de
acordo com a intensidade das precipitações, estação do ano, grau de humidade da
região, percurso dos cursos de água (rios) e proximidade relativa ao mar. “Quanto maior
for o grau de humidade e pluviosidade, proximidade do mar e a existência de rios, tanto
mais alto será o nível da toalha. Pelo contrário, será menor nas regiões de escassa
humidade e durante a estação seca”. (Faculdade de letras da UEM, p. 79)

Durante o processo do surgimento da hidrosfera (esfera de agua) foram


simultaneamente criadas, para além dos oceanos, os rios, lagos e águas subterrâneas. É
preciso também entender-se que para se ter essas componentes da hidrosfera foi
necessário a existência de depressões, alias, no conceito destas componentes o termo
referido é parte integrante. Dai que os movimentos naturais da terra como os sismos (os
efeitos de sismos sobre o terreno podem ser muito notáveis “os grandes sismos estão em
geral ligado a deslocamento de falhas.

Quando esta intercepta a superfície, a sua rejeição origina desnivelamento verticais e


deslizamentos horizontais […] podem desviar rios, originar lagos […]” idem, p. 51,
sublinhado do autor), os vulcões (responsável pela formação dos lagos vulcânicos
localizados em crateras) e a tectónica de placas (ver teoria de translação de continentes
de Alfred Wegener – 1912.

7
Substanciando a ideia deste autor admite-se que “ao longo das cristas oceânicas o
material rochoso do interior do manto sobe e espraia-se para cada lado. Assiste-se assim
uma expansão continua dos fundos dos oceanos para cada linha de crista, a velocidade
que varia de 1 a 9 cm por ano. Conclui-se portanto que a crusta oceânica se esta
formando continuamente ao longo das grandes crista submarinas” (Idem, p. 44,
sublinhado do autor)) desempenharam um papel fundamental na criação das tais
depressões.

1.3.O Balanço aquático ou hidrológico

“Designa-se balanço hidrológico o cômputo dos ganhos e perdas de água que os


processos hidrológicos, e eventualmente a acção humana, provocam (Direcção Geral
dos Recursos e aproveitamento Hidráulico 1984, p. 542).

Para o cálculo do balanço hidrológico de uma bacia hidrográfica tem que se ter em
conta a precipitação sobre a bacia; o escoamento na sessão da jusante da bacia; a
evapotranspiração na bacia; variação da quantidade de água da intercepção, da
detenção, superficial e do armazenamento dos leitos; variação da quantidade da
humidade do solo; variação da quantidade de água das reservas subterrâneas;
quantidade de água extraída pela acção do homem e quantidade de água lançada na
bacia pela acção humana.

No que respeita ao balanço dos oceanos salientar que a quantidade de água, a


temperatura e a salinidade média destes permanecem constantes ao longo de intervalos
de tempo suficientemente longos.

1.4.O balanço térmico

Para Wilson e Roberto, (2001). A terra emite tanta energia radiante, sob a forma de
calor, como aquela que recebe, pois caso contrario a sua temperatura não se teria
mantido constante ao longo dos tempos. Apesar do balanço positivo da radiação nas
baixas latitudes e negativo nas altas latitudes, não há evidências que as baixas latitudes
estejam a aquecer e as altas a resfriar. Deve então existir um mecanismo de
transferência de energia interna, sob forma de fluxos de calor, entre as baixas e as altas
latitudes. Esses mecanismos correspondem ao sistema de ventos da atmosfera e as
correntes oceânicas. Acreditase que a contribuição dos oceanos para esse transporte de

8
calor para os pólos é maior nas regiões tropicais enquanto a atmosfera contribui mais
nas regiões das altitudes altas.

Uma das leis que determinam a formação dos reservatórios aquáticos é a lei da
gravitação universal, que determina que os corpos sejam atraído (se precipitem) para a
terra. Neste sentido a agua na atmosfera é também atraído por esta força, determinando
a formação dos cursos de água.

Ao fazermos o balanço hídrico pretende-se tomar-se conhecimentos sobre os índices de


ganhos e perdas. Para o cálculo do balanço é preciso ter em conta, a precipitação sobre a
bacia; o escoamento na sessão da jusante da bacia; a evapotranspiração na bacia; a
detenção, superficial e do armazenamento dos leitos;

variação da quantidade da humidade do solo; variação da quantidade de água das


reservas subterrâneas; e quantidade de água extraída pela acção do homem.

O balanço hídrico das águas oceânicas é negativa, o que quer dizer que há um excesso
de evaporação relativamente a precipitação.

Sobre o balanço térmico da terra, salientar que, tende a ser positivo nas zonas
intertropicais e negativo em zonas polares mas em nenhum momento nos deparamos
com uma situação de extremo calor e frio nestas duas zonas devido aos balaços
existentes. Este facto tem acontecido devido a acção dos ventos e das correntes
oceânicas que transportam o ar/água quente para as regiões polares/frias e o ar/água fria
para as regiões quentes. Wilson & Roberto, (2001).

[Link] das águas subterrâneas

Hidrologia de Água Subterrânea é uma subdivisão da hidrologia que trata da ocorrência,


do movimento e da qualidade da água sob a superfície da terra (Ralph C. Heart,
Hidrologia Básica de Água Subterrânea, 1982).

Abrange não só aspectos de produção de água mas também problemas de poluição e


descontaminação de aquíferos.

[Link]ísticas

 A importância das águas subterrâneas como fonte de abastecimento doméstico,


industrial ou agrícola, em comparação com as águas de superfície provenientes

9
de rios, lagos, lagoas e represas, tende a Crescer e se explica por diversos fatores
relevantes:
 Localização – fontes ou nascentes e poços são pontuais, enquanto que as águas
superficiais escoam segundo caminhos curvilíneos e a sua utilização, geralmente
requer a construção de barragen;
 Fluxo e disponibilidade – flutuações climáticas no fluxo de águas superficiais,
inclusive com intermitência, podem ocorrer em períodos de estiagem e de mais
alta demanda. Já nas águas subterrâneas, as flutuações de nível d´água
produzidas por influências climáticas são geralmente muito pequenas em relação
às espessuras dos aqüíferos.
 Variabilidade sazonal e anual – as flutuações sazonais e anuais são muito mais
pronunciadas no fluxo superficial do que no fluxo subterrâneo;
 Energia – a elevação da água subterrânea até a superfície do terreno implica em
consumo de energia. Apesar dos custos de construção de poços são pequenos, os
custos operacionais são relativamente altos.
 Qualidade de água - em geral, a água subterrânea não apresenta maiores
problemas de contaminação física ou biológica.
 Impactos em problemas de drenagem – o rebaixamento do nível freático por
bombeamentos pode solucionar problemas de drenagem em áreas alagadas por
afloramento do nível de água. Isto inclusive pode reduzir a evapotranspiração e,
portanto, produzir um aumento na qualidade de água disponível para utilização.
Nakata, at all, (2000).

Subsidências de terras – quando a água é bombeada de um aquífero confinado, a tensão


intergranular na matriz sólida aumenta, mesmo que não haja aumento de carga na
superfície do solo, o que pode levar a subsidência de terras. Nakata, at all, (2000).

 Dados e informações – as principais fontes de informação sobre o movimento, a


acumulação e a qualidade da água em um aquífero, são as medições de níveis de
água e de concentrações de solutos em poços de observação.
 Desenvolvimento gradual – como a água subterrânea é utilizada através de
poços e cada poço representa um incremento anual nas retiradas de água,
geralmente na mesma área de consumo, o atendimento das demandas pode ser
planejado. Nakata, at all, (2000).

10
[Link] águas naturais

As águas naturais são aquelas que resultam da actividade natural da terra (resultam da
actividade vulcânica, das aguas contidas em algumas rochas no interior da terra, da agua
existente em meteorito, de acordo com algumas teorias). A formação da hidrosfera
ocorreu de forma natural e em períodos que antecedem o aparecimento do Homem.
Mota, et all, (1997).
De acordo com Mota, et all, (1997). Diz que, na terra podemos encontrar a água em
diferentes locais e sob diversas formas de acordo com a sua composição química. Assim
de acordo como local de ocorrência a água pode se encontrar no subsolo (em lençóis
freático, provenientes das precipitações e rios devido a permeabilidade do solo onde
assentam os rios); agua superficial doce (encontra-se a superfície, formando cursos de
água em quantidades e volumes diferentes. Em resultado da sua ocorrência, surgem rios,
lagos e pântanos); agua dos oceanos e mares (são outra forma de ocorrência das águas
superficiais, porém, dada as suas características particulares apresenta um elevado teor
de sais, 30 a 35 g/l); e Glaciares (representam-se pelas grandes superfícies geladas dos
círculos polares, pelas neves das regiões de latitudes e altitudes pronunciadas).
De acordo com a composição química as águas podem se classificar em águas minerais
(estão em contacto com as rochas e dissolvem os minerais nelas existentes, é a água
com grande teor de minerais) e, podem ser águas salgadas (contém grande teor de sais);
águas duras (contêm maior percentagem de alguns sais e sobretudo carbonato e
magnésio. Silva, et all, (1989).
Estas particularizam-se pelo facto de não reagirem com soda cáustica. Não se utiliza
sabão, quando fervida formam uma crosta no fundo); águas pesadas (contêm cerca de
4% de sais, 96% água puramente dura); e água mineral potável (é a água de circulação
subterrânea, considerada bacteriologicamente própria, com características físico -
químicas estáveis na origem, dentro da gama de flutuações naturais de que podem
eventualmente resultar efeitos favoráveis à saúde e que se distingue da água de beber
comum - a chamada agua potável) pela sua pureza original e pela sua composição
específica caracterizada pelo teor de substâncias minerais ou outros constituintes.

Avaliando as condições da qualidade para o uso, as águas naturais podem ser potável
(apresenta padrões mínimos óptimos para o consumo humano e ou para outras

11
actividades económicas) e água insalubre (imprópria para o consumo humano). Silva, et
all, (1989).
2.0.Água Subterrânea

Trataremos agora da fração de água que sofre infiltração, acompanhando seu caminho
pelo subsolo, onde a força gravitacional e as características dos materiais presentes irão
controlar o armazenamento e o movimento das águas. De maneira simplificada, toda
água que ocupa vazios em formações rochosas ou no regolito é classificada como água
subterrânea. Roberto, (1999).

Infiltração
Infiltração é o processo mais importante de recarga da água no subsolo. O volume e a
velocidade de infiltração dependem de vários fatores. Barros, (2001).

[Link] e condição dos materiais terrestres


A infiltração é favorecida pela presença de materiais porosos e permeáveis, como solos
e sedimentos arenosos. Rochas expostas muito fraturadas ou porosas também permitem
a infiltração de águas superficiais. Por outro lado, materiais argilosos e rochas
cristalinas pouco fraturadas, por exemplo, corpos ígneos plutônicos e rochas
metamórficas como granitos e gnaisses, são desfavoráveis à infiltração. Roberto, (1999).

[Link] Vegetal
Em áreas vegetadas a infiltração é favorecida pelas raízes que abrem caminho para a
água descendente no solo. A cobertura florestal também exerce importante função no
retardamento de parte da água que atinge o solo, através da interceptação, sendo o
excesso lentamente liberado para a superfície do solo por gotejamento. Por outro lado,
nos ambientes densamente florestados, cerca de 1/3 da precipitação interceptada sofre
evaporação antes de atingir o solo. Barros, (2001).
Topografia
De modo geral declives acentuados favorecem o escoamento superficial Direto,
diminuindo a infiltração. Superfícies suavemente onduladas permitem o escoamento
superficial menos veloz, aumentando a possibilidade de infiltração. Roberto, (2001),
Precipitação

12
O modo como o total da precipitação é distribuído ao longo do ano é um fator decisivo
no volume de recarga da água subterrânea, em qualquer tipo de terreno. Chuvas
regularmente distribuídas ao longo do tempo promovem uma infiltração maior pois,
desta maneira, a velocidade de infiltração acompanha o volume de precipitação. Ao
contrário, chuvas torrenciais favorecem o escoamento superficial direto, pois a taxa de
infiltração é inferior ao grande volume de água precipitada em curto intervalo de tempo.
Roberto, (2001),

[Link]ção e movimento da água no subsolo


Além da força gravitacional e das características dos solos, sedimentos e rochas, o
movimento da água no subsolo é controlado também pela força de atração molecular e
tensão superficial. A atração molecular age quando moléculas de água são presas na
superfície de argilominerais por atração de cargas opostas, pois a molécula de água é
polar. Este fenômeno ocorre principalmente nos primeiros metros de profundidade, no
solo ou regolitos, rico em argilominerais. A tensão superficial tem efeito nos interstícios
muito pequenos, onde a água fica presa nas paredes dos poros, podendo ter movimento
ascendente, contra a gravidade, por capilaridade. A absorção de água em argilominerais
e nos capilares dificulta seu movimento nas proximidades da superfície, reduzindo sua
evaporação e infiltração. Assim, conforme o tamanho do poro, a água pode ser
hidroscópica (absorvida) epraticamente imóvel, capilar quando sofre ação da tensão
superficial movendo-se lentamente ou gravitacional (livre) em poros maiores, que
permitem movimento mais rápido. Minster & Jean, (1993).

Porosidade
A porosidade é uma propriedade física definida pela relação entre o volume de poros e o
volume total de certo material. Existem dois tipos fundamentais de porosidade nos
materiais terrestres: primária e secundária. A porosidade primária é gerada juntamente
com o sedimento ou rocha, sendo caracterizada nas rochas sedimentares pelos espaços
entre os clastos ou grãos (porosidade intergranular) ou planos de estratificação. Nos
materiais sedimentares o tamanho e forma das partículas, o seu grau de seleção e a
presença de cimentação influenciam a porosidade. Minster & Jean, (1993).

13
A porosidade secundaria, por sua vez, se desenvolve após a formação das rochas ígneas,
metamórficas ou sedimentares, por fraturamento ou falhamentos durante sua
deformação (porosidade de fraturas). Um tipo especial de porosidade secundaria se
Desenvolve em rochas solúveis, como calcários e mármores, através da criação de
vazios por dissolução, caracterizando a porosidade cárstica. Minster & Jean, (1993).
Permeabilidade
O principal fator que determina a disponibilidade de água subterrânea não é a
quantidade de água que os materiais armazenam, mas a sua capacidade em permitir o
fluxo de água através dos poros. Esta propriedade dos materiais conduzirem água é
chamada de permeabilidade, que depende do tamanho dos poros e da conexão entre
eles.
O fluxo de água no subsolo
Além da força gravitacional, o movimento da água subterrânea também é guiado pela
diferença de pressão entre dois pontos, exercida pela coluna de água sobrejacente ao
pontos e pelas rochas adjacentes. Esta diferença de pressão é chamada de potencial da
água (potencial hidráulico) e promove o movimento da água subterrânea de pontos com
alto potencial, como nas cristas do nível freático, para zonas de baixo potencial, como
em fundo de vales. Esta pressão exercida pela coluna de água pode causar fluxos
ascendentes da água subterrânea, contrariando a gravidade, como no caso de porções
profundas abaixo de cristas, onde a água tende a subir para zonas de baixo potencial,
junto a leitos de rios e lagos. Wilson & Roberto, (2001).

[Link] hidráulica e a Lei de Darcy


Observando o movimento do nível freático em poços e nascentes após eventos de chuva
(recarga), nota-se que a velocidade do fluxo da água subterrânea é relativamente lenta.
Se fosse rápida, passados alguns dias depois da chuva, um poço normal iria secar.
No fluxo de água em superfície, a velocidade é diretamente proporcional à inclinação da
superfície. Wilson & Roberto, (2001).

[Link]íferos: reservatórios da água subterrânea


Unidades rochosas ou de sedimentos, porosas e permeáveis, que armazenam e
transmitem volumes significativos de água subterrânea passível de ser explorada pela
sociedade são chamadas de aquíferos (do latim “carregar água”). O estudo dos aquíferos
visando a exploração de proteção da água subterrânea constitui um dos objetos mais
14
importante da Hidrogeologia. Em oposição ao termo aquífero, utiliza-se o termo
aquiclude para definir unidades geológicas que, apesar de saturadas, e com grandes
quantidades de água absorvida lentamente, são incapazes de transmitir um volume
significativo de água com velocidade suficiente para abastecer poços ou nascentes, por
serem rochas relativamente impermeáveis. Jessen & Mário, (1998).

[Link]ífero e tipos de porosidade


Conforme os três tipos fundamentais de porosidade, identificam-se aquíferos de
porosidade intergranular (ou granular), de fraturas e de condutos (cárstico). Os aquíferos
de porosidade granular ocorrem no regolito e em rochas sedimentares clásticas com
porosidade primária. Os arenitos, de modo geral, são excelentes aquíferos deste tipo. A
produtividade em água dos arenitos diminui com o seu grau de cimentação, como é o
caso de arenitos silicificados, quase em permeabilidade intergranular. A maioria dos
aqüíferos de fraturas forma-se em conseqüência de deformação tectônica, na qual
processos de dobramento e falhamento geram sistemas de fraturas, normalmente
seladas, devido à profundidade. Jessen & Mário, (1998).

Posteriormente sofrem aberturas submilimétricas, permitindo a entrada e fluxo de água,


pela expansão das rochas devido ao alívio de carga litostática causado pelo
soerguimento regional e erosão das rochas sobrejacentes. É óbvio que o fluxo de água
somente se instala quando as fraturas que compõem o sistema estão interconectadas.
Fraturas não tectônicas, do tipo disjunção colunar em rochas vulcânicas, como nos
derrames de basaltos, podem ser geradas durante as etapas de resfriamento e contração,
possibilitando que estas rochas tornem-se posteriormente importantes aquíferos.
Aquíferos de condutos caracterizam-se pela porosidade cárstica, constituída por uma
rede de condutos, com diâmetros milimétricos a métricos, gerados pela dissolução de
rochas carbonáticas. Constituem aquíferos com grandes volumes de água, mas
extremamente vulneráveis à contaminação, devido à baixa capacidade de filtração deste
tipo de porosidade. Wilson & Roberto, (2001).

Na natureza, esses aquíferos ocorrem associados, refletindo a variedade litológica e


estrutural de sequências estratigráficas. Situações transitórias entre os tipos de aquíferos
ocorrem, como por exemplo, em regiões calcárias, onde aquíferos de fraturas passam a
aquífer os de condutos, ou de porosidade granular nos depósitos de cobertura.

15
[Link]íferos livres, suspensos e confinados
Aquíferos livres são aqueles cujo topo é demarcado pelo nível freático, estando em
contato com a atmosfera Normalmente ocorrem a profundidades de alguns metros a
poucas dezenas de metros da superfície, associados ao rególito, sedimentos de cobertura
ou rochas. Jessen & Mário, (1998).

16
[Link]ão
Após ter realizado o trabalho Concluiu-se que, o balanço hídrico refere-se ao
comportamento do caudal em diferentes épocas do ano que reage a diversas situações
que a natureza lhe submete. As águas do mar devido a constante emissão das águas
juvenis, provinda do interior da terra, deveria estar a aumentarem. Este fenómeno não
acontece porque parte da água evaporada é dissolvida pela luz solar e a outra parte
perde-se pelo espaço, escapando do efeito da gravidade. Deste modo as águas oceânicas
mantêm-se no mesmo nível, digamos. Atendendo apenas a abordagem supra citada
ficamos convencidos de que, há de facto uma estabilidade, porem, com o fenómeno
actual das mudanças climáticas, caracterizado por um aquecimento global,
protagonizada pela crescente actividade humana, o nível médio das aguas do mar
aumentou e/ou ira aumentar devido ao derretimento do gelo.

17
Referências bibliográficas
Trindade, Victor Manuel, (1999). O mecanismo da terra: Teoria da tectónica, 1ª edição,
Plátano Editora, Lisboa, s/d.
Christofoletti, A, (1980). “Geomorfologia”, 2ª Edição, São Paulo – Brasil
Knapic, Dragomir, Geografia 11º ano, 2ª edição, Plátano Editora,
Lisboa, s/d.
Nakata, Hirome, at all, (2000). Geografia Geral, 1ª edição, Editora Moderna, s/d.
Mota, Raquel, et all, (1997). 4ª Edição, Plátano editora, Lisboa.
Silva, Albino Santos, et all, (1989). 4ª Edição, texto editora, Lisboa,
Barros, Carlos e Paulino, Wilson Roberto, (1999). “Física e Química”, editora Ática,
53ª edição, São Paulo.
Barros, Carlos e Paulino, Wilson Roberto, (2001), “Ciências: o meio ambiente”,
editora Ática, 71ª edição, São Paulo.
Direcção Nacional de recursos e aproveitamento hidráulico, (1984). “Curso
Internacional de hidrologia operativa”, Volume II,
Minster, Jean François, (1993). “Os oceanos”, editora Instituto Piaget, , Lisboa.
Jessen, Mário A. (1998) “Apontamentos de oceanografia: para geógrafos”, editora
imprensa universitária, UEM, Maputo.

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