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UNIDADE 2
A IMPORTÂNCIA DA LEITURA E
INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS NA VIDA
ACADÊMICA E DA ÉTICA EM PESQUISA
Prof.ª Cora Elena Gonzalo Zambrano
Prof.ª Elecy Rodrigues Martins
Prezado(a) estudante,
Seja bem-vindo(a)! Esta é nossa segunda unidade da disciplina de
Metodologia do Trabalho Científico. Nesta unidade iremos discutir a
importância e necessidade da leitura e interpretação de textos na vida
universitária, isto é, a necessidade do letramento acadêmico. Iremos
abordar também o tema Ética em Pesquisa e a importância da
responsabilidade do pesquisador com relação à construção e divulgação
do conhecimento científico. Apresentaremos, ainda, conceitos e tipos de
plágios. Neste sentido, nosso objetivo é discutir a importância da leitura e
interpretação de textos para o estudo acadêmico, apresentar letramento
acadêmico como objetivo dos estudos acadêmicos e, apresentar aspectos
gerais e conceitos sobre ética em pesquisa. Vamos aos estudos?
2.1. A leitura na vida acadêmica
A leitura é um dos instrumentos mais importantes para o
desenvolvimento do indivíduo, ainda mais para o desenvolvimento da vida
acadêmica. Ela proporciona diferentes visões de mundo e amplia o leque
de oportunidades pessoais e profissionais. Esses conhecimentos podem
gerar muitas novas experiências, essenciais para o crescimento intelectual
dos universitários.
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Na vida acadêmica, a leitura é um elemento imprescindível para a
fixação e ampliação dos conteúdos propostos. O conhecimento de fontes
adicionais constitui a grande base de apoio para a abstração de conceitos,
ideias e domínio amplo em relação ao assunto. Dessa forma, o significado
da leitura na construção do conhecimento científico não se limita à simples
leitura de textos de outros autores, mas sim à capacidade de fazer análise
crítica, na interpretação e no relacionamento com o conteúdo do trabalho
que está sendo construído. Assim, a facilidade com que alguns autores
expõem seus resultados experimentais e suas ideias, e discutem sua
relação e sua inserção na literatura especializada, certamente está
relacionada ao conhecimento acumulado em torno do assunto. A
construção de textos de revisão sobre um assunto pontual não deve
apenas envolver a exposição do conhecimento produzido por outros
autores, mas deve expor também a contribuição específica dos autores
sobre o assunto.
Como estudos complementares, sugerimos que assistam ao vídeo sobre
Práticas de Leituras e Escritas Acadêmicas.
Assista ao vídeo: Leituras e Escritas Acadêmicas
Clique aqui para assistir ao vídeo
2.2 Dificuldades da leitura e produção textual acadêmica
Quando o aluno entra na universidade, geralmente, está mais
adaptado a uma produção discursiva voltada para a experiência individual
e uma leitura reprodutora dos conteúdos textuais. Isso ocorre devido às
práticas de leituras usadas com mais frequência no Ensino Médio.
Entretanto, a leitura acadêmica demanda do aluno muito mais do que ser
capaz de compreender o que leu, mas também a reelaboração dessa
leitura e, ainda, muitas vezes, é necessário dialogar com os autores de
modo a produzir um discurso diferente, bem seja de acordo ou em
desacordo com os autores do referido texto, para conhecer diferentes
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abordagens sobre o mesmo tema. Além de ler, analisar e interpretar as
leituras acadêmicas, os universitários também precisam produzir trabalhos
científicos. Diante dessa demanda de tarefas, é comum encontrar uma
lacuna entre o que se espera do aluno ao ingressar na academia e o que
ele efetivamente traz de seu ensino anterior. Por isso, é necessário o
empenho para a aquisição do letramento acadêmico.
Você sabia que a Universidade Estadual de Roraima possui algumas ótimas
revistas científicas? Convidamos você, como aprendiz na disciplina de
Metodologia do Trabalho Científica, a navegar pelos artigos e produções
científicas. Basta clicar sobre as imagens abaixo. Bora lá? Boa leitura!
Fonte: www.uerr.edu.br
2.3 Letramento acadêmico
O letramento acadêmico pode ser conceituado “como um processo
de desenvolvimento contínuo de conhecimentos sobre como interagir com
as diferentes formas de textos no contexto acadêmico” (FISCHER, 2008, p.
180). Já, a expressão “letramentos acadêmicos” refere-se a uma vertente
teórica dos Novos Estudos do Letramento, cujo objetivo principal é
investigar as práticas letradas do domínio acadêmico. Para entender
melhor o que é letramento, assista ao seguinte vídeo:
Assista ao vídeo: O que é letramento?
Clique aqui para assistir ao vídeo
Para complementar seus estudos, clique aqui, e leia sobre letramento.
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De acordo com a Constituição Brasileira, todas as universidades
devem atuar tendo como base o tripé: ensino, pesquisa e extensão;
instâncias em que professores, estudantes e funcionários empreendem
suas atividades desempenhando diferentes papéis. Para os alunos recém
ingressados no ensino superior, esses eixos são desconhecidos, assim
como a vida acadêmica em geral.
É esse ambiente acadêmico que recebe ingressantes em diversas
áreas do conhecimento, com aspirações a desenvolver os mais variados
projetos de vida. O estudante que chega aos bancos das universidades,
embora seja considerado, em princípio, apto a participar de uma série de
práticas discursivas universitárias, costuma levar algum tempo para se
adaptar a esse novo ambiente. Os processos acadêmicos mais simples,
como matrícula e criação de senhas para acessar ao site da universidade
e navegar na web ou no ambiente virtual de aprendizagem da plataforma
moodle (em se tratando de cursos na modalidade EaD), são práticas novas
que demandam adaptação.
Por outro lado, é comum que os professores peçam para os
estudantes produzirem textos como fichamentos, resenhas, ensaios e
seminários, sem considerar que a grande maioria nunca tenha participado
de práticas discursivas que envolvessem esses gêneros. Por isso, na
próxima unidade haverá explicações sobre os gêneros textuais mais
usados na universidade.
Você sabe o que é uma Universidade? Assista ao vídeo abaixo e entenda um
pouco sobre este importante conceito. Bora lá? Pense um pouco sobre a
importância da Universidade Pública e, principalmente, de como você se
insere no contexto da Universidade Estadual de Roraima- UERR.
Assista ao vídeo: O que é Universidade?
Clique aqui para assistir ao vídeo
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2.3.1 Dicas para interpretação de textos acadêmicos
É comum que estudantes encontrem dificuldades na interpretação de
textos teóricos. Faz parte do estudo e aprendizagem das ciências.
Geralmente, em textos científicos, há uma discussão teórica, seguida da
interpretação dos dados. Nesse tipo de estudo teórico o raciocínio é
geralmente dedutivo, o que exige muita disciplina intelectual.
Para conseguir interpretar é preciso criar condições de abordagem e
entendimento do texto a partir da utilização de alguns recursos. De acordo
com Severino (2007), os textos são portadores de mensagens, concebidas
e codificadas pelos autores, que são destinadas aos leitores. Nós, como
leitores, devemos decodificar as mensagens no sentido amplo, fazer
análises e relacionar essas mensagens ao nosso próprio conhecimento de
mundo, ou seja, a nossas experiências pessoais e culturais. No entanto, é
importante entender algumas diretrizes para ler e compreender trabalhos
científicos com base em uma série de precauções.
A primeira precaução é delimitar a unidade de leitura, isso quer dizer
que devemos dividir o texto por seções, capítulos, unidades ou tópicos,
para entender o sentido geral do texto e, depois, os específicos. Alguns
autores recomendam formar unidades de sentido para trabalhar de forma
individual, por etapas.
Outro aspecto importante é que o estudo das unidades seja continua,
sem grandes intervalos de tempo. Inicialmente, devemos realizar uma
leitura seguida e completa do texto, nessa primeira vez não é necessário
compreender totalmente o conteúdo, pois o objetivo é ter uma visão de
conjunto do raciocínio do autor. Esse contato geral permite entender o estilo
e método do texto. Em uma segunda leitura, é importante assinalar todos
os pontos passíveis de dúvida e que exijam esclarecimentos.
Também é importante obter informações sobre o autor, como vida,
obra e pensamento, porém, essas informações não devem prejudicar o
entendimento do texto a ser estudado.
Outra dica é fazer um levantamento de vocabulário, conceitos e
termos fundamentais para a compreensão do texto, o que ajudará na sua
compreensão. Fatos históricos e outros autores citados também podem ser
pesquisados para conseguir uma análise mais completa.
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Para finalizar este tópico sobre interpretação de textos acadêmicos,
sugerimos que assistam ao vídeo abaixo. Faça uma reflexão sobre o que
você já entendeu até aqui. Dúvidas, procure seu tutor.
Assista ao vídeo: Introdução ao texto acadêmico
Clique aqui para assistir ao vídeo
2.4 Ética na pesquisa
Fonte: http://1.bp.blogspot.com/-g9JG5XtwIXc/UZV2fcz1iGI/AAAAAAAAADI/OWZ0R6X-
UDs/s640/tira1.jpg
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2.4.1 O que é ética?
Ética é a “teoria ou ciência do comportamento moral dos homens em
sociedade” (VASQUEZ, 1995, p.1). Designa um conjunto de costumes e
atitudes de determinadas comunidades. Portanto, refere-se aos valores
sociais, familiares, profissionais e científicos que se estabelecem no
cotidiano comunitário.
São os princípios éticos de cada meio social que norteiam e sevem
como parâmetro avaliativo do que é bom ou mau, do que é certo ou errado
e do que é ético ou antiético em determinadas ações pessoais e
profissionais dos indivíduos. A ética nem sempre é determinada em forma
de lei ou regulamentação. Em alguns casos, ela se estabelece tacitamente,
de acordo com as vivências sociais dos sujeitos em sua comunidade. Em
outros casos, há determinações e normas legais que balizam o
comportamento ético dos sujeitos.
A exemplo, podemos denominar como ético o comportamento do
aluno que faz suas leituras, estuda e produz seu próprio trabalho
acadêmico e utiliza os conhecimentos adquiridos seguindo os preceitos
normativos previamente estabelecidos para esse fim, assim como podemos
denominar antiético o comportamento do aluno que burla as regras de
produção do trabalho científico na elaboração do seu trabalho. Dessa
forma, a ética na academia, nosso foco nessa seção, é caracterizada por
regras e princípios que devem ser seguidos para uma boa avaliação do
trabalho científico e, consequentemente para avaliação da postura
acadêmica do sujeito que o produziu.
2.4.2 Ética na pesquisa
A pesquisa e, consequentemente, o trabalho acadêmico devem ser
produzidos seguindo princípios éticos pré-estabelecidos, de acordo com a
área de conhecimento de cada trabalho (exatas, biológicas, humanas e
socialmente aplicadas, etc.). Esses princípios vêm sendo determinados no
decorrer dos anos, seguindo o desenvolvimento das ciências e as
demandas que esse desenvolvimento faz surgir.
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Você sabe o que é Comitê de Ética em Pesquisa? Não? Vamos entender o
que é? Assista aos vídeos abaixo e depois acesse a página do CEP da
Universidade Estadual de Roraima, através do link:
https://www.uerr.edu.br/cep/
Assista ao vídeo: O que é o CONEP?
Clique aqui para assistir ao vídeo
Assista ao vídeo: O que é o CEP?
Clique aqui para assistir ao vídeo
2.4.3 Marcos Históricos
O Código Nuremberg de 1947 e a Declaração de Helsinque elaborado
em 1964 são marcos históricos que norteiam os princípios éticos para
pesquisas com seres humanos na área da medicina, configurando-se como
um conjunto de normas que conduzem as pesquisas na área da saúde
e de outras áreas de conhecimento.
Para complementar seus estudos, clique aqui, e leia sobre o Código de
Nuremberg de 1947.
Para complementar seus estudos, clique aqui, e leia sobre a
Declaração de Helsinque elaborado em 1964.
Você sabe o que é Bioética? Como estudos complementares, navegue pelo
site da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, acessando:
https://www.ufrgs.br/bioetica/
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2.4.4 Pesquisa com humanos
Assista ao vídeo: Ética em pesquisa com seres humanos
Clique aqui para assistir ao vídeo
Destacamos os alguns princípios estabelecidos com base no Código
Nuremberg e na Declaração de Helsinque para pesquisas com seres
humanos. São eles:
• A participação voluntária (não obrigatória) nas pesquisas de
qualquer área;
• A pesquisa deve ser conduzida por pessoas qualificadas;
• Deve-se evitar sofrimentos e constrangimentos aos participantes;
• A pesquisa deve seguir técnicas e métodos e suporte teórico
adequados;
• A pesquisa com humanos deve ser avaliada por um comitê ético.
A pesquisa com humanos compreende toda atividade de pesquisa
que preveja a participação de pessoas, tais com os testes médicos para
produção de novas drogas para o mercado farmacêutico, a aplicação de
questionários, entrevistas (gravadas em áudio/vídeo ou não), testes de
qualquer natureza, formação de grupos focais para obtenção de dados para
estudos de áreas diversas.
No Brasil há um sistema nacional para o registro e avaliação de
pesquisas com seres humanos, independente da área de pesquisa.
Chama-se Plataforma Brasil. Seguindo as normas do Conselho Nacional
de Saúde (CNS), da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) e
dos Comitês de Ética em Pesquisa (CEP) e de seu sistema interligado, as
pesquisas com humanos devem ser submetidas nesse sistema a uma
avaliação para liberação da prática da pesquisa.
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A Plataforma Brasil uma base nacional e unificada de registros de
pesquisas envolvendo seres humanos para todo o sistema CEP/CONEP.
Ela permite que as pesquisas sejam acompanhadas em seus diferentes
estágios - desde sua submissão até a aprovação final pelo CEP e pela
CONEP, quando necessário - possibilitando inclusive o
acompanhamento da fase de campo, o envio de relatórios parciais e dos
relatórios finais das pesquisas (quando concluídas). O sistema permite,
ainda, a apresentação de documentos também em meio digital,
propiciando ainda à sociedade o acesso aos dados públicos de todas as
pesquisas aprovadas. Pela Internet é possível a todos os envolvidos o
acesso, por meio de um ambiente compartilhado, às informações em
conjunto, diminuindo de forma significativa o tempo de trâmite dos
projetos em todo o sistema CEP/CONEP.
(http://plataformabrasil.saude.gov.br/login.jsf).
Cada instituição de ensino superior (IES) tem um CEP e é ele que
avalia os trabalhos submetidos à Plataforma Brasil.
A Universidade Estadual de Roraima tem seu CEP
(https://www.uerr.edu.br/cep/). Visite o site e veja regimentos, resoluções
do CEP/UERR, modelos de documentos necessários e quem pode
submeter projetos à avaliação.
Um exemplo da necessidade de submissão de projetos que preveem
a participação de humanos à avaliação pelo CEP está ligado à divulgação
da pesquisa. Alguns periódicos não aceitam publicar trabalhos decorrentes
de projetos cuja metodologia previa a participação de humanos, mas não
foram submetidos aos registros e avalições do CEP.
2.5 Plágio e Fraude
De acordo com o dicionário Aurélio online, em seu significado jurídico,
plágio é a “apresentação que alguém faz de algo, como se fosse de própria
autoria, quando na verdade foi criado ou pertence a outrem; cópia,
imitação: plágio de um livro, trecho de música, de uma pintura etc” e fraude
é “qualquer ação ilícita, desonesta, ardilosa que busca enganar ou ludibriar
alguém.”
Assista ao vídeo: CopySpider – Detector de Plágio
Clique aqui para assistir ao vídeo
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2.5.1 O que é plágio no trabalho científico?
O plágio no trabalho no trabalho acadêmico/científico configura-se na
usurpação de trabalhos de outrem de forma integral ou parcial. Plágio é,
portanto, uma fraude. Ou seja, plagiar é usar todo o trabalho de outra
pessoa e declarar como seu; ou retirar partes (trechos, ideias, figuras,
quadros, dados de qualquer natureza) de trabalhos seus (autoplágio) ou de
outros, sem fazer as devidas referências (ver regras da ABNT). Dessa
forma, plagiar é uma atitude ilegal e antiética.
Assista ao vídeo: Plágio Acadêmico
Clique aqui para assistir ao vídeo
2.5.2 Produção acadêmica e direito autoral
O advento da internet, a massificação das informações e publicações
por meio digital, além de trazerem muitos benefícios para produção
acadêmica, também facilitaram a recorrência do plágio.
Vale lembrar que, para os casos de plágio, pode-se aplicar a lei de
direitos autorais (Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998,
(http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9610.htm) que, garante a proteção do
direito do autor e, segundo Martins Filho (1998, p.183), "lidam basicamente
com a imaterialidade, principal característica da propriedade intelectual que
está presente nas produções artísticas, culturais, científicas etc.”
Assista ao vídeo: Citações bibliográficas
Clique aqui para assistir ao vídeo
Existem várias formas de fraudes e plágios no meio acadêmico.
Dessa forma é necessários conhecê-los para evitá-los. Wachowicz (2015)
cita os tipos de plágios mais comuns na academia:
• Plágio Total, Integral ou Direto - acontece quando uma obra é
copiada por inteiro.
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• Plágio Parcial - é a cópia de partes do trabalho de terceiros sem a
devida referência.
• Plágio Conceitual - é a reprodução da ideia ou da concepção
teórica original sem as devidas referências.
• Plágio Indireto - é a apresentação de nova forma como sendo algo
de novo de partes de trabalho já publicados ou de sua integralidade.
Como exemplo, a forma de estruturar e apresentar um trabalho ou a
reprodução de citações no texto quando forem oriundas de citações
utilizadas em outras obras, fruto da pesquisa de outros
pesquisadores, fazendo crer que a pesquisa e a busca da fonte
tenha sido feita nas obras e documentos citados, ou seja, a cópia da
citação, sem a devida referenciação.
• Plágio às Avessas- consiste no ato de retirar da obra a autoria do
seu legitimo autor e atribuí-la a terceiro, que detenha em
determinada área do conhecimento grande prestígio.
• Plágio Invertido- Consiste no ato do autor retirar o seu próprio nome
trabalho por ele produzido para atribuí-lo a um terceiro, que é uma
autoridade na matéria, para com isto atribuir maior reconhecimento
e validade aos argumentos constantes do texto.
• Plágio por encomenda- O plágio por encomenda poderá ocorrer,
por exemplo, quando alguém contrata um escritor para escrever um
trabalho/texto, com a condição de que não lhe seja atribuído
qualquer crédito.
• Plágio Consentido. Acontece quando dois ou mais pesquisadores
trocam suas pesquisas, suas produções para que sejam utilizadas
por um ou por ambos com o intuito de potencializar suas produções
acadêmicas.
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• Autoplágio é o ato de um pesquisador reutilizar, total ou
parcialmente, textos de sua autoria reapresentando-os como se
fossem inéditos, sem quaisquer referências aos trabalhos
publicados anteriormente.
Qualquer dessas formas de fraudes, ao serem detectadas, seja por
programas específicos de rastreamento de plágio, ou pelos avaliadores dos
trabalhos “podem culminar com a reprovação de alunos, cassação de
diplomas, bem como a exoneração de professores ou de pesquisadores de
centros de excelência” (WACHOWICZ, 2015, p. 3).
Sobre a postura acadêmica diante das responsabilidades da
pesquisa e produção científica, a Academia Brasileira de Ciências – ABC
(http://www.abc.org.br/), em seu Guia de Recomendações de Práticas
Responsáveis (http://www.abc.org.br/IMG/pdf/doc-4559.pdf) afirma que “a
confiança é o pilar da atividade de pesquisa” e que os pesquisadores e
acadêmicos devem construir uma relação de responsabilidade com os seus
trabalhos e pesquisas realizados, para que se construa uma relação de
confiança no pesquisador e na ciência. Assim, assevera que
Os pesquisadores devem ter confiança de que seus colegas
levantaram dados e informações de forma cuidadosa,
utilizaram técnicas e métodos apropriados, reportaram os
resultados de forma correta e manusearam com respeito o
trabalho de outros pesquisadores. Quando esses padrões
são violados e a confiança rompida, não são afetados
apenas os pesquisadores diretamente envolvidos, mas a
própria base da atividade de pesquisa (ACADEMIA
BRASILEIRA DE CIÊNCIAS, 2013, p.3)
Dessa forma, espera-se que os acadêmicos de qualquer área de
conhecimento, reconheçam importância da leitura e interpretação de textos
na vida acadêmica, da ética em pesquisa, dos diferentes métodos e
técnicas de investigação, produção e divulgação de trabalhos científicos,
ajam com responsabilidade e assim, colaborem com um desenvolvimento
científico responsável.
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Chegamos ao final de mais uma unidade. Espero que você esteja se
desenvolvendo bem em seus estudos. Dúvidas, procure o tutor, reveja
os textos e os materiais disponíveis. Vamos para nosso próximo desafio?
Vamos lá, então!
Fonte: http://bibliotecaicetufam.blogspot.com/2013/06/palestra-sobre-orientacoes-e-normas.html
Anotações:
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Referências
ACADEMIA BRASILEIRA DE CIÊNCIAS. Rigor e Integridade na
Condução da Pesquisa Científica - Guia de Recomendações de Práticas
Responsáveis. 2013. Disponível em http://www.abc.org.br/IMG/pdf/doc-
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FISCHER, A. Letramento Acadêmico: uma perspectiva portuguesa.
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LEA, M. R.; STREET, B. Student Writing in higher education: an
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MARTINS FILHO, P. Direitos autorais na Internet. Ci. Inf., Brasília, v. 27,
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http://www.scielo.br/pdf/%0D/ci/v27n2/2729811.pdf. Acesso em 15 de
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OLIVEIRA, E. F. Letramento acadêmico: principais abordagens sobre a
escrita dos alunos no ensino superior. Revista Trama, v. 13, n. 28, 2017, p.
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SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 23ª
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VÁSQUEZ, A. S. Ética. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 1995.
WACHOWICZ, Marcos - Noções fundamentais sobre o plágio
académico, Estudos de Direito Intelectual, em homenagem ao Professor
Doutor José de Oliveira Ascensão, 50 anos de Vida Universitária, Almedina,
Lisboa, 2015. Disponível em http://www.gedai.com.br/wp-
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